Sábado, 18 de Maio de 2013
MUJIMBO . XLII

As escolhas de

 KIMBO LAGOA                       

ANGOLA EM FOCO - Aos Bwé Lixados Cá & Lá! . XII

Opção de

 ISOMAR PEDRO GOMES

A política é a arte de fazer curvas ou descrever linhas quebradas mantendo a rectilidade, recuar e avançar (ganhar e perder/dar e receber), a arte de equilíbrio, negociação ininterrupta, adaptação constante, prestidigitador, pintar bravamente no horizonte e com imaginação a proximidade da aurora mesmo quando esta, ainda se encontra distante. Proclamar ainda hoje que a chamada ajuda Cubana (civil e militar) a Angola, nos difíceis tempos do ‘mono’ foi desinteressada e que foi a magnânima materialização do célebre Internacionalismo do Proletariado, ou ainda chamar os EUA inimigo dos povos oprimidos, e a Rússia (herdeira da extinta URSS) em parceria com a China amigos dos povos oprimidos; (Proclamações ratificadas no século passado), é no mínimo lembrar o comediante Calado Show!

 Lição a reter; tudo é mutável nada é estático. Bwé Lixado Porque Zeca? Tenho acompanhado com preocupação, os comentários de certos indivíduos nas redes sociais, a mencionarem artigos de opinião principalmente de um certo “Zeca Bwé Lixado de Lisboa”, que se aproveita de ‘qualquer coisa’ para chamar “assassinos” ao partido UNITA e individualmente chamar de “Kwacha de merda!” algum outro comentarista que emite opinião contraria a sua e outros epítetos obscenos, que bravura! Comodamente acoitado em Lisboa, de outro modo não podia ser! Sob a cobertura de “um heróico” pseudónimo, se é que assim se pode chamar ao seu anacrónico apodo; “Zeca bwé lixado”.
 Pelos vistos deve estar a ranger de dentes, bwé lixado com a paz “que estamos com ela” (por isso em Lisboa), está bwé lixado pelo calar das armas, por isso a ansiedade doentia de semear a discórdia e instilar o ódio e tendo como alvo preferencial um dos partidos angolano legalmente implantado no panorama político nacional, que por sinal foi um dos actores da guerra “que estivemos com ela” de triste memória (a-propósito; com que oculta e malvada intenção o tal de ‘bwé lixado’ assim procede?), certamente vai dar uma de vitima e citar que perdeu familiares durante o longo conflito armado que caracterizou o passado recente de Angola. Quem não perdeu familiares? Conheço uma mãe no Huambo, que perdeu 9 filhos e o marido, hoje vive irremediavelmente só, mas a Heróica senhora, não nutre nem destila ódio de qualquer espécie.

(continua...)

Subscreve:

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 00:57
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Sexta-feira, 17 de Maio de 2013
N´NHAKA . VIII

ANGOLA - Riqueza de recursos e bem-estar social . I

 

As escolhas de

 KIMBO LAGOA                                   

Relatórios do Banco Mundial. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD)

Angola é um país de duas ou múltiplas realidades. O Africa Progress Panel (APC), presidido por Kofi Annan, centra-se nas duas que contribuem para aquilo que diz ser um gritante paradoxo – por ser o país que ilustra "de forma mais poderosa a divergência entre ", conclui o Africa Progress Report 2013, um estudo publicado em Maio, desde 2008.

 Kofi Annan

O relatório, intitulado Equidade nos recursos – Em prol das riquezas naturais de África para todos, é obra dum painel de dez influentes personalidades liderado pelo ex-secretário-geral da ONU e Nobel da Paz Kofi Annan. Estão lá, entre outros, Michel Camdessus, ex-director-geral do FMI; Olusegun Obasanjo, antigo Presidente da Nigéria; Graça Machel, ex-primeira dama de Moçambique e mulher de Nelson Mandela, fundadora do grupo Whatana Investments ou da Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade em Moçambique; o músico irlandês Bob Geldof ou o fundador da Transparency International Peter Eigen.
 O documento de 120 páginas conclui que a desigualdade se mantém, por ausência de políticas que a combatam, e impede que o crescimento em países ricos em recursos reduza a pobreza, Angola tem um dos padrões mais desiguais de distribuição do rendimento e é citado como “um dos exemplos mais acabados” de um cenário em que a actividade das empresas do Estado se esconde por trás de um sistema financeiro opaco, não cumpre regras mínimas de transparência e beneficia figuras públicas ou políticas. Angola, sobressai igualmente pelos fracos índices de desenvolvimento. A taxa de mortalidade infantil, até aos cinco anos, está no topo da lista: é a oitava maior do mundo, com 161 mortes em 1000 crianças por ano, o que representa 116 mil mortes todos os anos.

 E isto, lembra o documento, quando Angola é o segundo país exportador de petróleo da África subsariana e o quinto produtor mundial de diamantes e está entre o terço (de países) que mais cresceram entre 2000 e 2011 no mundo. Em 2012, ultrapassou a taxa de crescimento da China. Na última década, cresceu a uma taxa média de 7% e o rendimento médio mais do que duplicou.  O efeito foi praticamente nulo na forma como a maioria da população continua a viver. “Enquanto a elite angolana usa o rendimento do petróleo para comprar activos no estrangeiro, em Angola as crianças passam fome”, nota o relatório. A subnutrição explica um terço das mortes de crianças, esclarece.

N´nhaka: - Do Umbundo, lameiro, plantação junto aos rios e em zona plana e húmida, horta.

Selecção de: Isomar Pedro Gomes

As opções de

Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 00:08
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Quinta-feira, 16 de Maio de 2013
PUTO . XXXII

PONTO DE VISTANa “quentura do círculo"

MUITO SÉRIO E GRAVE

António Marinho e Pinto, Bastonário da Ordem dos Advogados: Austeridade e privilégios, no Jornal de Notícias. Excertos: É preciso que a mensagem passe, contra os privilégios absurdos de alguns, que se estão nas tintas para a Crise (dos outros)...

 António Marinho Pinto

«[...] O primeiro-ministro, se ainda possui alguma réstia de dignidade e de moralidade, tem de explicar por que é que os magistrados continuam a não pagar impostos sobre uma parte significativa das suas retribuições; tem de explicar por que é que recebem mais de sete mil euros por ano como subsídio de habitação; tem de explicar por que é que essa remuneração está isenta de tributação, sobretudo quando o Governo aumenta asfixiantemente os impostos sobre o trabalho e se propõe cortar mais de mil milhões de euros nos apoios sociais, nomeadamente no subsídio de desemprego, no rendimento social de inserção, nos cheques-dentista para crianças e - pasme-se - no complemento solidário para idosos, ou seja, para aquelas pessoas que já não podem deslocar-se, alimentar-se nem fazer a sua higiene pessoal. O primeiro-ministro terá também de explicar ao país por que é que os juízes e os procuradores do STJ, do STA, do Tribunal Constitucional e do Tribunal de Contas, além de todas aquelas regalias, ainda têm o privilégio de receber ajudas de custas (de montante igual ao recebido pelos membros do Governo) por cada dia em que vão aos respectivos tribunais, ou seja, aos seus locais de trabalho.

 Zé Povinho

Se o não fizer, ficaremos todos, legitimamente, a suspeitar que o primeiro-ministro só mantém esses privilégios com o fito de, com eles, tentar comprar indulgências judiciais.» "A vida corre atrás de nós para nos roubar aquilo que em cada dia temos menos."

As escolhas de

 T´chingange

 



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Quarta-feira, 15 de Maio de 2013
MUSSENDO DO PUTO . XXVIII

As escolhas de

 KIMBO LAGOA                       

ANGOLA - UM HOTEL DE MIL ESTRELAS – 2º de 3 Partes

Por
 Dy – Dionísio de Sousa  (Reis Vissapa)

No hotel do Teixeira no Menongue, antiga Serpa Pinto, no Chungoroi, no Coporolo, mais tarde no Setenta e Cinco antes do Uche, terra da Elvira que candongava peixe seco e quando foi engaiolada foi levada para Benguela mas pelo caminho libertou-se de todas as malas, desfazendo-se assim do móbil do crime, não podendo ser acusada. Histórias de encanto que eram desfiadas como missangas coloridas e que no tempo se tornavam lendas, que hoje contamos aos nossos filhos e netos. O franguinho era depenado sem reservas independentemente da hora e aterrava nas mesas de madeira maciça de mucibe, em forma de churrasco.

 Depois o café de saco, o nosso hospedeiro escutando pacientemente uma peripécia qualquer da nossa viagem, as pálpebras teimosamente descaindo, sem reclamações sem acréscimos de preço ou má disposição, aguardando a hora de nos indicar o quarto para a pernoita. Eram lindos esses hotéis de pátio interior onde os mamoeiros projectavam sombras esguias pelo chão, rebordados com alpendres estupidamente denominados de coloniais, como se um alpendre pudesse ser estigmatizado dessa forma.

 Chaves desnecessárias abrindo portas simbólicas para quartos simples. Um lavatório esmaltado repousando numa armação de ferro, garantia juntamente com um jarro do mesmo material as abluções matutinas e sempre a postos a um canto, aparentando um pinguim imperador sem cabeça, um leão da Rodésia para qualquer eventualidade intestinal, tudo isto tão simples como o naco de sabão macaco que acompanhava as chaves do aposento. Pela manhã acordar com a chinfrineira que os bicos de lacre faziam nas gaiolas do Pinheiro o furriel que se apaixonou simultaneamente pela Tina e pelo Roçadas e com quem partilhei as avezinhas fritas em tardes de copos e alegria no hotel do Ferreira, Ah pois porra, porra, porra, o pai da Lela e de outros tantos meninos que edificaram no exílio um Xangongo novo ali na Ribeira ao pé de São Brás.

Opção do

Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 00:09
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Terça-feira, 14 de Maio de 2013
A CHUVA E O BOM TEMPO . XXVII

BRASIL CARINHOSOCarta a Dilma, a presidentA . 1ª de 6 Partes

As escolhas de

 KIMBO LAGOA

      A professora Martha de Freitas Azevedo Pannunzio, de 74 anos, é de Uberlância. Ela escreveu uma carta para a presidente Dilma que foi entregue em mãos. Vale a pena ler. É a voz de quem não se cala e não consente.

Martha Pannunzio, é formada em letras neolatinas pela Universidade Mackenzie, em São Paulo, e em comunicação visual e artes pela Universidade Federal de Uberlândia. Foi durante 31 anos professora de latim, francês e português, e se especializou em técnicas de redação e literatura infanto-juvenil. É produtora rural, socialista e agnóstica. É contadora de histórias e desenvolve em sua fazenda, onde reside, os Programas CERRADO E LETRAS e Projeto BICHO DO MATO.

Bom dia, dona Dilma! Eu também assisti ao seu pronunciamento risonho e maternal na véspera do Dia das Mães. Como cidadã da classe média, mãe, avó e bisavó, pagadora de impostos escorchantes descontados na fonte no meu contra-cheque de professora aposentada da rede pública mineira e em cada Nota Fiscal Avulsa de Produtora Rural, fiquei preocupada com o anúncio do BRASIL CARINHOSO. Brincando de mamãe Noel, dona Dilma? Em ano de eleição municipalista? Faça-me o favor, senhora presidentA! É preciso que o Brasil crie um mecanismo bastante severo de controlo dos impulsos eleitoreiros dos seus executivos (presidente da república, governador e prefeito) para que as matracas de fazer voto sejam banidas da História do Brasil.
 Setenta reais per capita para as famílias miseráveis que têm filhos entre 0 a 06 anos foi um gesto bastante generoso que vai estimular o convívio familiar destas pessoas, porque elas irão, com certeza, reunir sob o mesmo tecto o maior número de dependentes para engordar sua renda. Por outro lado mulheres e homens miseráveis irão correndo para a cama produzir filhos de cinco em cinco anos. Este é, sem dúvida, um plano quinquenal engenhoso de estímulo à vagabundagem, claramente expresso nas diversas bolsas-esmola do governo do PT.

 É muito fácil dar bom dia com chapéu alheio. É muito fácil fazer gracinha, jogar para a plateia. É fácil e é um sintoma evidente de que se trabalha (que se governa, no seu caso) irresponsavelmente. Não falo pelos outros, dona Dilma. Falo por mim. Não votei na senhora. Sou bastante madura, bastante politizada, sobrevivente da ditadura militar e radicalmente nacionalista. Eu jamais votei nem votarei num petista, simplesmente porque a cartilha doutrinária do PT é raivosa e burra. E o governo é paternalista, provedor, pragmático no mau sentido, e delirante. Vocês são adeptos do quanto pior, melhor. São discricionários, praticantes do bullying mais indecente da História do Brasil.

Opção do

Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 00:49
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Segunda-feira, 13 de Maio de 2013
PARACUCA . VII

KIANDA COM ONGWEVA - III . Espírito com saudade

Por

       SOBA T´CHINGANGE 

Aqui no sítio, há de momento, 2 cães, Raíy e Rex, um casal de gansos, xiritungue 1 e xiritungue 2, o galo granizé pavaroti, a galinha pequena e branca, branquinha, e a galinha pedrês Leandra que de dois em dois dias me dá um ovo de casca cor de terra avisando-me com um cacarejar característico. Pela manhã o cheiro do café santa clara inunda a cozinha, aposentos da casa grande, varanda do pambu N´jila, quintal, o bananal e coqueiral, dando uma especial combinação com as flores de jasmim que circundam a área de janelas e a maresia soprada pelo vento bolina da kalunga do Francês. As pererecas, ao cair da noite fazem sinfonia com os ralos e grilos que com agudos silvos intercalam o latido dos cães sedentos de liberdade que ladram ao cio fora de muros e portas. Em qualquer recanto do sítio N´jila há uma lagartixa a vigiar nossa azáfama, de cor escura e tamanhos variados limpam o espaço de pequenos e indesejáveis insectos, formigas e detritos caídos por descuido.

 E, pelo espaço da pequena chácara há também duas mangueiras, uma fruta de conde, uma graviola, uma acerola, uma goiabeira, várias pitangueiras e uns quantos mamoeiros de variadas espécies. Uns pés de mandioca rematam o canto junto ao canil e bomba do poço que retira água de entre quatro a oito metros de profundidade. No canto da casa do caseiro existe um alto pé de abacate sombreando o pátio de entre casa grande e casa do caseiro.

 Logo ao levantar, fazendo o café, sorvia a fumaça bem por cima do bule já amachucado e surrado em castanho pelo muito uso; nos meus afazeres assobio o fado “as pedras da calçada” e, sempre que o faço, os gansos xiritungue respondem com grasnados em mi maior com sustenidos de guinchos estridentes sonorizando ecos que crescem pela estreita passagem do anexo do caseiro e os altos muros enfeitados de picos ferrugentos e gangrenosos. Por tudo isto, o sítio foi baptizado por Januário Pieter de Pambu N´jila, após se ter deleitado com o saltitar do beija-flor, o cantar do bem-te-vi, o planear dum gavião primo do carcará e o saltitar pelos muros dum preto pássaro a que chamamos de viuvinha por seu comprido rabo parecer uma cauda de noiva; aos bandos ondulando o voo gratificavam-nos em bem-estar. De tempos a tempos surgem bandos de urubus a bicar os sacos de lixo com restos de carniça ou espinhas de peixe; São em verdade os verdadeiros catadores de coisas putrefactas.   

 

GLOSSÁRIO: KIANDA: - Espírito das águas na forma de sereia, ritos de Angola, fantasma, holograma; ONGWEVA: saudade em português; Pambu N´jila: - Espaço místico, agente de ligação entre o espaço físico e místico, encruzilhada elo que liga os seres aos Minkisi, os elementos fogo, água, ar e terra; Kalunga: - divindade abstracta podendo ter a forma humana que preside ao reino dos mortos, em Umbundo é um Deus, em Kimbundo é o mar, sereia na forma de homem musculoso tipo o Adamastor dos Lusíadas.

Januário Pieter:- Um personagem amigo, um sábio que me assiste e complementa conhecimentos...Um fantasma feito guia Kalunga; o homem que nasce da morte metaforizada com mais de 300 anos.

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 00:20
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Domingo, 12 de Maio de 2013
BRASIL EM 3 PENADAS . XLII

AS ESCOLHAS DO KIMBO 

BRASILA falta de transparência no processo judicial . I

Por 

 Jorge Serrãoserrao@alertatotal.net

O Super Barbosa do STF volta a provocar faniquitos na petralhada. O medinho dos petralhas é que a versão pós-moderna e mais light do “Homem da Capa Preta”, sem a metralhadora Lurdinha a tiracolo, acabe saindo candidato a Presidente da República contra Dilma Rousseff.

 J. Barbosa

J. Barbosa já cansou de avisar que não tem pretensões políticas mas, o pavor petralha aumentou ainda mais, depois do discurso anti-político e anti-corrupção do Super Barbosa, em um congresso da Unesco sobre liberdade de imprensa, em São José, na Costa Rica. Inegavelmente, mesmo que não tenha tal intenção, o discurso de Joaquim Barbosa é o de um super-candidato a Presidente. Só um outro herói em nosso imaginário popular, o Coronel Nascimento (em Tropa de Elite II), conseguiria tocar em assuntos que a maioria da opinião pública deseja escutar e aplaudir.

O Super J. Barbosa, criticou o tratamento privilegiado que a Justiça dá aos políticos corruptos. Também reclamou do excesso de recursos judiciais para quem desrespeita a lei. Condenou a falta de transparência no processo judicial brasileiro. E constatou que o Brasil é um País que pune muito os pobres, os negros e pessoas sem conexões. Foi uma retórica justa e perfeita para um candidato a lutar contra a petralha na eleição de 2014.

 

 

 O jornal O Globo pinchou algumas das contundentes pregações do Super Barbosa. A maioria delas faz parte do senso comum daquilo que o cidadão-eleitor-contribuinte deseja ouvir. Vale repeti-las aqui para uma análise posterior: Abramos aspas para o Super Barbosa: O Brasil, como a maior parte da América Latina, tem problemas culturais para resolver que impactam no Judiciário. Por exemplo, a concepção equivocada de igualdade. As pessoas são tratadas de forma diferente de acordo com seu status, sua cor de pele e o dinheiro que têm. Tudo isso tem um papel enorme no sistema judicial e, especialmente, na impunidade”.

(Continua…)

Visto sem prego nem estopa por

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 01:11
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Sábado, 11 de Maio de 2013
MUJIMBO . XLI

Escolhas de

Kimbo Lagoa 

ANGOLA EM FOCO –  O DIÀLOGO! .  XI

Opção de

 ISOMAR PEDRO GOMES

A digressão ao exterior (diplomacia de contenção), empreendida pelos líderes das duas maiores formações politicas da oposição, impunha-se… faz tempo!

 O MPLA e o seu "Zécutivo" recusa-se despatrióticamente a buscar consensos com as outras formações politicas. Eles é que mandam, sabem tudo, determinam e podem! O resto apenas têm que cumprir... É isto Governar?! Eles (M e o Zécutivo) alardeiam nos "principais auditórios internacionais" que o que decorre em Angola, é Democracia. Assim impunha-se informar com verdade a triste realidade que "se está a viver". E, não obstante todo este panorama, ainda há gente a bajular ou omitir via FB a ruindade destes Metralhas, censurando ou eliminando artigos de opinião da verdade.

 A Luanda esquecida

 - Corrupção como marca governativa. - Parlamento manietado, ARROGÂNCIA politica, Tribunais politizados. - Falta de liberdade de expressão. - Imprensa impiedosamente amordaçada. - Prisões ilegais. - Perseguição politica. - Aparelho administrativa do Estado exageradamente partidarizado. - Sindicatos débeis. -etc. etc... O mais recente acto de JES em nomear a comissão para a história do País, indivíduos apenas de uma cor partidária, põe a nu a irracionalidade dos dirigentes deste País. É notório que não têm a mínima vontade de empreender um convívio político salutar, para o bem da nação. Um ditado popular na língua Kimbundo, diz o seguinte; "Quando não se consegue falar com o 'cabeça' da família, conversa-se com os vizinhos com quem ele convive".

(continua...)

Nota: O sublinhado é da autoria e responsabilidade do Soba

Subscreve:

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 02:02
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Sexta-feira, 10 de Maio de 2013
MOKANDA DA LUUA . XIII

AS ESCOLHAS KIMBO

ANGOLA - Bloqueados 100 milhões de US dólares ao Presidente Angolano  - I

"Suíça ameaça cleptocracia mundial" - A bomba esta aí. O que fazer? O poder do dinheiro também cai... 
"Há dez anos que os tribunais suíços iniciaram um longo processo para bloquear os fundos depositados nos seus bancos por ditadores e políticos corruptos de todo o mundo, cujas fortunas, por vezes colossais, foram obtidas através da espoliação de bens públicos pertencentes aos povos que governam, usando para tal os mais diversos expedientes de branqueamento de capitais. O processo começou em 1986 com a devolução às Filipinas de 683 milhões de dólares roubados por Ferdinando Marcos, bem como a retenção dos restantes 356 milhões que constavam das suas contas bancárias naquele país. Prosseguiu depois com o bloqueamento das contas de Mobutu e Benazir Bhutto. Mais tarde, em 1995, viria a devolução de 1236 milhões de euros aos herdeiros das vítimas judias do nazismo.


Com a melhoria dos instrumentos legais de luta contra o branqueamento de capitais, conseguida em 2003 (também em nome da luta contra o terrorismo), os processos têm vindo a acelerar-se, com resultados evidentes: 700 milhões de dólares roubados pelo ex-ditador Sani Abacha são entregues à Nigéria em 2005; dos 107 milhões de dólares depositados em contas suíças pelo chefe da polícia secreta de Fujimori, Vladimiro Montesinos, 77 milhões já regressaram ao Peru e 30 milhões estão bloqueados; os 7,7 milhões de dólares que Mobutu depositara em bancos suíços estão a caminho do Zaire; mais recentemente, foram bloqueadas as contas do presidente angolano José Eduardo dos Santos, no montante de 100 milhões de dólares.


 É caso para dizer que os cleptocratas deste mundo vão começar a ter que pensar duas vezes antes de espoliarem os respectivos povos. É certo que há mais paraísos fiscais no planeta, mas também é provável que o exemplo suíço contagie pelo menos a totalidade dos off-shores sediados em território da União Europeia, diminuindo assim drasticamente o espaço de manobra destas pandilhas de malfeitores governamentais. No caso que suscitou este texto, o bloqueamento de 100 milhões de dólares depositados em contas de José Eduardo dos Santos, presidente de Angola há 27 anos, pergunta-se: que fez ele para se tornar o 10º homem mais rico do planeta (segundo a revista Forbes).

Fonte: MOVIMENTO PARA A PAZ E A DEMOCRACIA EM ANGOLA

(Continua…)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 00:26
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Quinta-feira, 9 de Maio de 2013
MUSSENDO DO PUTO . XXVIII

 AS ESCOLHAS KIMBO               

ANGOLA . CAPELONGO - UM HOTEL DE MIL ESTRELAS – 2º de 3 Partes

Por

 Dy – Dionísio de Sousa(Reis Vissapa)        

No hotel do Teixeira no Menongue, antiga Serpa Pinto, no Chungoroi, no Coporolo, mais tarde no Setenta e Cinco antes do Uche, terra da Elvira que candongava peixe seco e quando foi engaiolada foi levada para Benguela mas pelo caminho libertou-se de todas as malas, desfazendo-se assim do móbil do crime, não podendo ser acusada. Histórias de encanto que eram desfiadas como missangas coloridas e que no tempo se tornavam lendas, que hoje contamos aos nossos filhos e netos. O franguinho era depenado sem reservas independentemente da hora e aterrava nas mesas de madeira maciça de mucibe, em forma de churrasco.

 Depois o café de saco, o nosso hospedeiro escutando pacientemente uma peripécia qualquer da nossa viagem, as pálpebras teimosamente descaindo, sem reclamações sem acréscimos de preço ou má disposição, aguardando a hora de nos indicar o quarto para a pernoita. Eram lindos esses hotéis de pátio interior onde os mamoeiros projectavam sombras esguias pelo chão, rebordados com alpendres estupidamente denominados de coloniais, como se um alpendre pudesse ser estigmatizado dessa forma.

 Chaves desnecessárias abrindo portas simbólicas para quartos simples. Um lavatório esmaltado repousando numa armação de ferro, garantia juntamente com um jarro do mesmo material as abluções matutinas e sempre a postos a um canto, aparentando um pinguim imperador sem cabeça, um leão da Rodésia para qualquer eventualidade intestinal, tudo isto tão simples como o naco de sabão macaco que acompanhava as chaves do aposento. Pela manhã acordar com a chinfrineira que os bicos de lacre faziam nas gaiolas do Pinheiro o furriel que se apaixonou simultaneamente pela Tina e pelo Roçadas e com quem partilhei as avezinhas fritas em tardes de copos e alegria no hotel do Ferreira, Ah pois porra, porra, porra, o pai da Lela e de outros tantos meninos que edificaram no exílio um Xangongo novo ali na Ribeira ao pé de São Brás.

Opção do

Soba T´Chingange



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Quarta-feira, 8 de Maio de 2013
N´NHAKA . VII

PORTUGAL  EM MORTE LENTA - Pode um homem sozinho dar cabo de um país?

   AS ESCOLHAS DO KIMBO                         

Por

 Miguel Sousa Tavares in Expresso

  «Pode, se o deixarem à solta: é o que Vítor Gaspar está há quase dois anos a tentar fazer a Portugal. Ele dará cabo...do país e não deixará pedra sobre pedra se não for urgentemente dispensado e mandado regressar à nave dos loucos de onde se evadiu. (...) Gaspar não sabe sair do desastre em que nos meteu e, como um timoneiro de uma nave em rota de perdição, ele já não vê nem passageiros nem carga, ou empregos e vidas a salvar: prefere que o navio se afunde com todos e ele ao leme. Sem sobreviventes nem testemunhas. (...) Sim, incompetência: porque o mais extraordinário de tudo é pensar que Vítor Gaspar impôs ao país uma política de austeridade suicida que o conduziu a uma das maiores recessões da sua história e sem fim à vista e, em troca, não conseguiu as duas [coisas] que ele e os demais profetas da sua laia de fanáticos juravam ir alcançar sobre as ruínas do país: nem fez a reforma do estado nem controlou o crescimento da dívida pública – pelo contrário, perdeu-lhe o controlo. (...)


É assim que Vítor Gaspar governa o país, perante a aquiescência do primeiro-ministro e a cumplicidade do Presidente da república. Eles sustentam que tudo fará sentido e valerá a pena no dia em que Portugal regressar aos mercados. Não é um sonho, é um delírio: quanto mais o PIB cai mais sobe a dívida pública, calculada em percentagem do PIB. (...) Mesmo com um Governo italiano arrastando ainda e uma vez mais o fantoche de Berlusconi, mesmo com uma França chefiada pelo triste Hollande ou uma Espanha chefiada pelo incapaz Rajoy, mesmo com a Grécia de Samaras, a Europa do sul está finalmente a mover-se, por instinto de sobrevivência. Sem perder tempo, Lette foi direito à origem do mal: a Berlim e a Bruxelas.

 Ele não fará abalar Ângela Merkel nas suas convicções e interesses próprios e não conseguirá também fazer com que Durão Barroso deixe de oscilar conforme o vento, até ficar tonto. Mas, se conseguir unir o sul e juntar-lhe outros povos acorrentados pelos credores e condenados à miséria, enquanto o norte próspera sobre a ruína alheia, de duas, uma: ou a Europa se reconstrói como uma livre associação de Estados livres ou implode às mãos da Alemanha. Qualquer das soluções é melhor do que esta morte lenta a que nos condenaram. (...) É claro que nada disto dá que pensar a Vítor Gaspar, que vem de outro planeta e para lá caminha, nem a Passos Coelho, que estremece de horror só de pensar que alguém possa desafiar a autoridade da sua padroeira alemã. Nisso também tivemos azar: calhou-nos o pior país para viver esta crise. Mas este Governo vai rebentar, tem de rebentar. Porque a resposta à pergunta feita acima é não. Não, um homem sozinho não pode dar cabo de um país com quase nove séculos de história.»

As opções de

Soba T´Chingange



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Terça-feira, 7 de Maio de 2013
T´XIPALA . XIII

ANGOLA - PARA PENSAR... 2ª de 2 Partes

Fonte: Club-k.net

Opções de

  Kimbo Lagoa 
T´XIPALA: - Fotografia, cara, rosto, personalidade, carácter

Lisboa – A conduta de censura que o Presidente da Assembleia Nacional Angolana, está a gerar interrogações. Foi o que revelou Fernando da Piedade Dias dos Santos, na VI reunião plenária realizada  quinta-feira, 25 de Maio, em Luanda.

 “Desde há muito que são solicitadas interpelações ao Executivo, nomeadamente aos pelouros da energia e águas e ao Ministério do Interior. Do lado da Assembleia Nacional Angolana nada ocorre, enquanto que do lado do Executivo se sorri convencidos da subalternidade a que esta casa esta a ser vetada, deliberadamente.” Denunciou Costa Júnior. Contou ainda que “À cerca de dois meses que o Grupo Parlamentar da UNITA requereu a realização de uma Comissão Parlamentar de Inquérito, perfeitamente fundamentada, para que todos conheçam os meandros das demolições que vitimam os angolanos – sendo o Kacuaco o mais recente dos casos – mas ninguém pestaneja! Não se permite inquirir o governo. E porque? Assim se anula a missão e as funções que a própria Constituição atribui a esta Assembleia.”

 REAÇÕES:

Tadeu Vunge : A oposição, deve saber que Nandó é um dos piores entre os criminosos e ladrões que o regime já teve; nunca ocupou nenhum cargo por se lhe rever qualidades mas sim, para impor regras a gosto do JES e o seu regime de que Nandó é mentor… Da DISA ao ministério do interior, Nandó, mesmo com grau de instrução inferior à 4ª Classe do tempo colonial, ocupou cargos que só um engenheiro ou doutorado, especialistas com cursos superior poderiam ocupar. Pela musculada astúcia e, por ser um potencial malandro, perito em artimanhas, chegou mesmo ao ponto de criar dificuldades a JES. Porque todos têm telhados de vidro, este, recebeu o posto de presidente daquele órgão como oferta de última instância. Num país de verdade onde vivem pessoas de bem, um criminoso não poderia assumir aquele posto ou mesmo ser chefe de uma cadeia, por isso, senhores chefes das bancadas da oposição, vocês só tem uma saída: - abandonarem em bloco aquela casa de ladrões.

Fernando Silva Graça : - Com tantos problemas internos (falta de água, luz e emprego por exemplo) o Parlamento (M) só quer falar dos habitats dos gorilas. Isto tem lógica? Estão a esconder e a fugir a quê? Que estranha forma de tapar o sol com essa antidemocrática peneira!  

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O Soba T´Chingange



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Segunda-feira, 6 de Maio de 2013
N´NHAKA . VI

Maravilha - A morte da executiva

   AS ESCOLHAS DO KIMBO     

SÓ PODE SER VERDADE 

  Max Gehringer - (Revista Exame):

Foi tudo muito rápido. A executiva bem-sucedida sentiu uma pontada no peito, vacilou, cambaleou. Deu um gemido e apagou-se. Quando voltou a abrir os olhos, viu-se diante de um imenso Portal. Ainda meio tonta, atravessou-o e viu uma miríade de pessoas. Todas vestindo cândidos camisolões e caminhando despreocupadas. Sem entender bem o que estava a acontecer, a executiva bem-sucedida abordou um dos passantes:

- Enfermeiro, eu preciso voltar com urgência para o meu escritório, porque tenho um meeting importantíssimo. Aliás, acho que fui trazida para cá por engano, porque o meu seguro de saúde é Platina, e isto aqui está a parecer-me mais a urgência dum Hospital público. Onde é que nós estamos?

- No céu.

- No céu?...

- É.

- O céu, CÉU...?! Aquele com querubins, anjinhos e coisas assim?

- Exacto! Aqui vivemos todos em estado de graça permanente.

Apesar das óbvias evidências, ausência de poluição, toda a gente a sorrir, ninguém a usar telemóvel,  a executiva bem-sucedida levou tempo a admitir que havia mesmo batido a bota. Tentou então o plano B: convencer o interlocutor, por meio das infalíveis técnicas avançadas de negociação, de que aquela situação era inaceitável. Porque, ponderou, dali a uma semana iria receber o bónus anual, além de estar fortemente cotada para assumir a posição de presidente do conselho de administração da empresa.

E foi aí que o interlocutor sugeriu: - Talvez seja melhor a senhora conversar com Pedro, o coordenador.

- É?! E como é que eu marco uma audiência? Ele tem secretária?

- Não, não. Basta estalar os dedos e ele aparece.

- Assim?  (...)

- Quem me chama?

A executiva bem-sucedida quase desabava da nuvem. À sua frente, imponente, segurando uma chave que mais parecia um martelo, estava o próprio Pedro.

Mas, a executiva tinha feito um curso intensivo de approach para situações inesperadas e reagiu logo:

- Bom dia. Muito prazer. Belas sandálias. Eu sou uma executiva bem-sucedida e...

- Executiva... Que palavra estranha. De que século veio?

- Do XXI. O distinto vai dizer-me que não conhece o termo 'executiva'?

- Já ouvi falar. Mas não é do meu tempo.

Foi então que a executiva bem-sucedida teve um insight. A máxima autoridade ali no paraíso aparentava ser um zero à esquerda em modernas técnicas de gestão empresarial. Logo, com seu brilhante currículo tecnocrático, a executiva poderia rapidamente assumir uma posição hierárquica, por assim dizer, celestial ali na organização.
- Sabe, meu caro Pedro. Se me permite, gostaria de lhe fazer uma proposta. Basta olhar para essa gente toda aí, só na palheta e andando a toa, para perceber que aqui no Paraíso há enormes oportunidades para dar um upgrade na produtividade sistémica.

- É mesmo?

- Pode acreditar, porque tenho PHD em reorganização. Por exemplo, não vejo ninguém usando identificação. Como é que a gente sabe quem é quem aqui, e quem faz o quê?

- Ah, não sabemos.

- Percebeu? Sem controlo, há dispersão. E dispersão gera desmotivação. Com o tempo isto aqui vai acabar em anarquia. Mas podemos resolver isso num instante implementando um simples programa de targets individuais e avaliação de performance.

- Que interessante...

- É claro que, antes de tudo, precisaríamos de uma hierarquização e um organograma funcional, nada que dinâmicas de grupo e avaliações de perfis psicológicos não consigam resolver.

- !!!...???...!!!...???...!!!

- Aí, contrataríamos uma consultoria especializada para nos ajudar a definir as estratégias operacionais e estabeleceríamos algumas metas factíveis de leverage, maximizando, dessa forma, o retorno do investimento do Grande Accionista... Ele existe, certo?

- Sobre todas as coisas.

Óptimo. O passo seguinte seria partir para um downsizing progressivo, encontrar sinergias high-tech, redigir manuais de procedimento, definir o marketing mix e investir no desenvolvimento de produtos alternativos de alto valor agregado. O mercado telestérico, por exemplo, parece-me extremamente atractivo.

- Incrível!

- É óbvio que, para conseguir tudo isso, teremos de nomear um board de altíssimo nível. Com um pacote de remuneração atraente, é claro. Coisa assim de salário de seis dígitos e todos os fringe benefits e mordomias da praxe. Porque, agora falando de colega para colega, tenho a certeza de que vai concordar comigo, Pedro. O desafio que temos pela frente vai resultar num Turnaround radical. 

- Impressionante!

- Isso significa que podemos partir para a implementação?

- Não. Significa que a senhora terá um futuro brilhante... se for trabalhar com o nosso concorrente. Porque acaba de descrever, exactamente, como funciona o Inferno...

N´nhaka: - Do Umbundo, lameiro, plantação junto aos rios e em zona plana e húmida, horta.

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 00:31
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Domingo, 5 de Maio de 2013
PARACUCA . VI

KIANDA COM ONGWEVA - II . Espírito com saudade

Por

 E       SOBA T´CHINGANGE 

Andei uns dias a matutar no porquê da visita de Januário Pieter ao meu lugar de Pambu N´jila da Kalunga do Francês, da razão de me expor transcendências periclitantes do além, do sobre-mundo misterioso das kiandas. Não tenho vocação para viver entre pessoas de mal mas, obrigado a coabitar com eles, seguramente modifico-me com o aprendizado. Tento achar sempre uma maneira para falar com as pessoas; cada um é um ser especial, cada qual tem a sua própria estória de vida: quase todos querendo melhorarem, terem paz e serem felizes harmonizando o dia-a-dia de suas vidas com suas cruzes.

 Foi nesta reflexão que me soprou um vento cálido a lamber a orelha; pelo cheiro forte de jasmim, só podia ser a kianda Pieter feito um vento sussurroso: - Nós que vivemos no mundo espiritual, estamos aptos a fazer tarefas junto aos que estão no plano físico e de socorro; temos a nosso favor o facto de não precisarmos de nos alimentar, dormir e num ai, locomovermo-nos ao outro lado do mundo. E, embora o nosso dia tenha as mesmas 24 horas, só podemos fazer uma coisa de cada vez. Podemos trocar favores e até dar aulas aos defuntados que encontramos vagando. Muitas vezes não temos para dar o que a maioria dos que vagueiam almejam.

::::::::::::

 Pambu Njila é um Nkisi, nome pelo qual é conhecido,em candomblés de Nação Angola. Intermediário entre os seres humanos e o outros Nkisis. É o Senhor dos caminhos e dos começos. Guardião das aldeias e que tinha seu culto geralmente nas suas entradas. Na Mitologia Bantu - Mpambu em kikongo significa (Encruzilhadas) e N´jila (Caminho).

 Há defuntados que chegam aos meus abrigos querendo mordomias, desejando ser servidos, sem querer seguir regras ou normas, barafustando com ataques de nervos quando contrariados e, até há aqueles que querem partir tudo contrariados nos seus ataques de nervos; nem como massa inerte, num vácuo de nada, sem coeficiente de peso nem densidade: Januário Pieter, repentinamente e assim como veio, foi-se no exacto momento em que a galinha pedrês leandra de nome, fazia co-co-ro-có pela postura do seu décimo quinto ovo. Neste dia de muita chuva, o vento só agitou o espanta espíritos quando a kianda se foi embora.

GLOSSÁRIO: KIANDA: - Espírito das águas na forma de sereia, ritos de Angola, fantasma, holograma; ONGWEVA: saudade em português; Pambu N´jila: - Espaço místico, agente de ligação entre o espaço físico e místico, encruzilhada elo que liga os seres aos Minkisi, os elementos fogo, água, ar e terra; Kalunga: - divindade abstracta podendo ter a forma humana que preside ao reino dos mortos, em Umbundo é um Deus, em Kimbundo é o mar, sereia na forma de homem musculoso tipo o Adamastor dos Lusíadas.

Januário Pieter:- Um personagem amigo, um sábio que me assiste e complementa conhecimentos...Um fantasma feito guia Kalunga; o homem que nasce da morte metaforizada com mais de 300 anos. Criação do Soba

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 00:54
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Sábado, 4 de Maio de 2013
MUSSENDO DO PUTO . XXVII

 AS ESCOLHAS KIMBO               

ANGOLA . CAPELONGO - UM HOTEL DE MIL ESTRELAS – 1º de 3 Partes

Por
 Dy – Dionísio de Sousa(Reis Vissapa)

Quando chegavam até nós os westerns americanos era raro aquele que não mostrava um “Saloon” ou um “Hotel” construído com a madeira retirada às grandes florestas da América do Norte, ostentando em letras garrafais essas designações em placas que abanavam com o vento ou no pórtico desses edifícios. Aguardávamos com ansiedade a cena de pancadaria entre os bons e os maus no interior do Saloon ou o beijo romântico do Kirk Douglas à sua amante num quarto de hotel. Esse néon importado dos States toldou-me e muito a visão que eu deveria ter do meu rincão, das gentes, dos lugares, das singelas pensões, dos hotéis de mil estrelas.

 Só a saudade e o tempo clarificam as ideias e estabelecem sem reservas aquilo que nos marcou no passado. Revelam-nos a verdadeira dimensão da perda e como borbulhas em taças de champanhe espevitam as nossas memórias e os nossos segredos. Posso afirmar que já cruzei centenas de camas em hospedarias de tudo quanto é lugar, das mais humildes, das mais rascas, das luxuosas e algumas até sumptuosas, mas nunca estive num hotel de mil estrelas como aqueles tão singelos e acolhedores do meu país da minha terra da minha gente maior.

 Era o coração que nos recebia quando alagados em poeira ou barro chegávamos a esses lugares de eleição despidos de preconceito ou vaidade, perdidos no mundo, em busca de cama e refeição. Não importava a hora nem a aparência, alguém abandonava o conforto dos colchões de palha de maçaroca para passar um café e bater um papo acolhedor com os viajantes tardios. Passei por isso na Pensão do Ganhão em Capelongo, no Xangongo no Hotel do Ferreira – Ah pois porra, porra, porra. - Na Pensão do velho Ferreira pai da minha querida amiga Maria Ferreira e do Sebastião, acho mesmo que os Ferreiras tinham tendência para este tipo de actividade.

Opção do

Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 00:23
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Sexta-feira, 3 de Maio de 2013
T´XIPALA . XII

ANGOLA - PARA PENSAR... 1ª de 2 Partes

Fonte: Club-k.net

Opções de

  Kimbo Lagoa 
T´XIPALA: - Fotografia, cara, rosto, personalidade, carácter

Lisboa – A conduta de censura que o Presidente da Assembleia Nacional Angolana, está a gerar interrogações. Foi o que revelou Fernando da Piedade Dias dos Santos, na VI reunião plenária realizada  quinta-feira, 25 de Maio, em Luanda.

Nandó O consulado de Nandó como vice-presidente da República terminará na primeira quinzena de Setembro, altura em que  deverão ser empossados os membros do governo que emergirá das eleições de 31 de Agosto próximo. Nessa altura, Nandó passará o testemunho a Manuel Vicente, uma aposta pessoal de José Eduardo dos Santos não apenas como seu coadjutor mas provavelmente como seu sucessor na presidência da República. 

 “Nandó” que tem a reputação de ser um dos mais moderados Presidentes do parlamento que o pais já teve, tentou impor aos chefes das bancadas parlamentares o conteúdo das declarações políticas que são efectuados todos os três meses nos plenários. No entender de Fernando da Piedade “Nandó”, os discursos dos presidentes das bancadas parlamentares deveriam estar centrados na agenda da Assembleia que seria a abordagem da adesão de Angola nos acordos internacionais (Acordo para a Conservação dos Gorilas e seu habita).  Os partidos da oposição no parlamento rejeitaram a imposição e em reacção o mesmo aplicou censura, limitando o tempo e retirando/ desligando o som no momento em que os responsáveis das bancadas contrarias ao regime apresentaram os seus discursos.

 Adalberto da Costa Júnior, Vice- Presidente da bancada da UNITA, por exemplo, abandonou a sala quando lhe foi impedido de fazer a leitura da sua declaração política tendo feito numa conferência de imprensa à comunicação social. Aos jornalistas, o deputado revelou que “A Nossa Assembleia Nacional continua a ter apenas um plenário por mês, denotando alguma falta de produtividade, estando 7 meses depois, ainda a engatinhar com quase os mesmos assuntos que, sendo importantes, não serão os únicos com prioridade, quando poderíamos agendar assuntos de interesse nacional candente e que requereriam, certamente, a realização de mais de um plenário neste ou naquele mês. Mas isso não acontece porque parece-nos continuar aqui uma vontade férrea de travar a função fiscalizadora desta Assembleia. E isso é notório e caricato quando se continua a citar um certo despacho inconstitucional do anterior Presidente da Assembleia a proibir que a fiscalização se faça.”

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O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 01:31
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Quinta-feira, 2 de Maio de 2013
MUJIMBO . XL

Escolhas de

  Kimbo Lagoa 

ANGOLA EM FOCO  DISTRIBUIR MELHOR! . X

Opção de

 ISOMAR PEDRO GOMES . (22 de Abril 2013)

Como José Pedro de Morais chantageou Dos Santos .  Fonte: Club-k.net

Lisboa - Os relatos, em círculos de inteligência, segundo os quais o poder de imposição do Presidente José Eduardo dos Santos (JES) estaria, nos últimos anos, a repelir-se ao ponto de começar a ser chantageado por membros do seu regime. O exemplo mais emblemático é o caso do antigo ministro das finanças, José Pedro de Morais Júnior que em 2008 deixou o governo por divergências com o chefe do executivo.

Ex- Ministro alegou ter provas que embaraçam o PR

Na sequência de vários desfalques de centenas de milhões de dólares das contas públicas, o Presidente José Eduardo dos Santos chegou a ordenar um inquérito ao então ministro, José Pedro de Morais, e a sua prisão, a posteriori. Durante o interrogatório a que foi sujeito por oficiais dos Serviços de Inteligência e Segurança de Estado (SINSE), José Pedro de Morais apresentou fotocópias de documentos e ordens assinadas por José Eduardo dos Santos para que se efectuassem transferências ilícitas de fundos para familiares seus.

 José Pedro de Morais garantiu que tinha os originais em segurança nos Estados Unidos da América e, se algo lhe acontecesse, os documentos seriam publicamente revelados, o que provaria o envolvimento directo do Presidente em actos de suborno e alta corrupção. Dos vários documentos partilhados por José Pedro de Morais com o SINSE ressaltou o pagamento de US $40 milhões de dólares de uma suposta dívida pública do governo provincial do Huambo à sua irmã Marta dos Santos – a “Mana” Marta. O então ministro das Finanças explicou como se utilizava a dívida pública para desviar fundos de estado para familiares escolhidos pelo presidente, e como outros governantes, incluindo ele próprio, apanhavam a boleia para também saquearem a sua parte. José Pedro de Morais contou que não só a Mana Marta não prestou serviços ao governo do Huambo, para reclamar a dívida, como cobrou duas vezes, sempre com ordens escritas do presidente. Ganhou assim US $80 milhões.

 Mana Marta tem estado a construir vários empreendimentos imobiliários em várias zonas da cidade em Luanda, incluindo duas torres junto ao Cine Tropical, no Maculusso. Após se ter dedicado ao álcool, durante anos, com receio de ser morto, Pedro de Morais tem sido reabilitado aos poucos, por intervenção directa do general Higino Carneiro. Enquanto ministro das Obras Públicas, o general Higino Carneiro teve a vida facilitada no aboletamento dos fundos da linha de crédito do Brasil, em parceria com a Odebrecht, pela cumplicidade de Pedro de Morais. Como retribuição da lealdade, Higino Carneiro recuperou o antigo ministro e colocou-o como seu assessor no Kuando-Kubango, província que actualmente governa. Para o efeito, José Pedro de Morais apenas realiza as suas viagens de Luanda a Menongue no seu jacto privado, que permanentemente fica à sua disposição na pista do Menongue.

http://www.facebook.com/photo.php?fbid=239300992878846&set=a.115515445257402.19730.100003968413995&type=1&ref=nf

(continua...)

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O Soba T´Chingange



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Quarta-feira, 1 de Maio de 2013
PARACUCA . V

KIANDA COM ONGWEVA -  Espírito com saudade

Por

o ::: SOBA T´CHINGANGE

Januário Pieter surgiu-me num entretanto, pedaço de nada, acabado de cuchilar na minha rede de Pambu N´jila a escassos metros da Kalunga, lugar de desova de tartarugas e alguns urubus catando vida. Giboiando no sopro do vento da lagoa Manguaba, com ele, veio até mim a kianda-mor. Surpreso com sua aparição, no cumprimento do sonho, dei-lhe um abraço de completo vácuo; era Januário Pieter, meu guia-surpresista. Nós que vivemos no além (referindo-se a ele), podemos fazer diversas coisas, mesmo sem entender como as realizamos tais como locomovermo-nos e plasmarmo-nos, disse Januário em jeito de rouca explicação. Neste meio tempo e depois de ter estado contigo em Zanzibar, formei-me “engenheiro espiritual” em Toledo; e, dizendo isto como se tudo tivesse acontecido escassos dias antes, disse que por via dessa formação e, através dos fluidos da natureza, conseguia pelo pensamento, criar no espaço, paisagens de multicolores holografias.

 Desde que sou “engenheiro espírita” explico o que custa a apreender às gentes desavindas mas, boas como tu (referia-se a mim) que nutres de paixões, orações e bons pensamentos. Neste meu estado, luto contra atitudes de espíritos que não são evoluídos, que não possuem compreensão e que ainda estão arreigados em paixões inferiores. Apontando para os caniços do jardim, foi falando, estás a ver este beija-flor que sem medo sugam as flores do teu jardim, coisa que tu tanto aprecias, e também aquele bem-te-vi pousado ali perto de seu ninho naquela mangueira; são condicionantes a que eu recorri para teu exclusivo agrado e, porque aprecias, decidi contemplar-te. Nunca antes, Januário Pieter, figura recriada por mim, se referiu assim tão directamente como um especial meu protector. Enquanto isto, as notas de Dó a Si do espanta espíritos da varanda N´jila, saudavam a mim mas, mais propriamente à kianda ilustre vinda do alem com o vento de bolina.  

 Sorrindo, indiquei o lugar da rede a meu lado dizendo-lhe entretanto que neste agora estava de bem comigo, contente com sua inesperada visita, acrescentando que a minha principal procuração, era viver com dignidade, tentando ser útil, sentir a gratidão vendo sorrisos em olhares tranquilos, saber contribuir para alguém ficar bem; tentar deixr de ser infeliz, fabricando a felicidade com pouco mais que nada, sem menosprezar a vontade de fazer e querer fazer, sem sugar energias alheias.  Foi bom visitar-te, disse Januário Pieter, sentir que das migalhas que te dei, me orgulhas te com uma bomba de vontade. Antes de se deixar soprar pela bolina sem destino nem roteiro no seu destino, deixou em directo discurso, um resquício de sua sabedoria: “- Não podemos fintar as lei que nos regem e, uma delas é: fazermos a nós o que fazemos aos outros”. Irónico, talvez, Pieter fintador, assim como veio, foi-se!

 

GLOSSÁRIO:

KIANDA: - Espírito das águas na forma de sereia, ritos de Angola, fantasma, holograma; ONGWEVA: saudade em português; Pambu N´jila: - Espaço místico, agente de ligação entre o espaço físico e místico, encruzilhada elo que liga os seres aos Minkisi, os elementos fogo, água, ar e terra; Kalunga: - divindade abstracta podendo ter a forma humana que preside ao reino dos mortos, em Umbundo é um Deus, em Kimbundo é o mar, sereia na forma de homem musculoso tipo o Adamastor dos Lusiadas, quando alguém é levado pelo mar ou pela Kalunga faz Uafu (morreu nas águas), é uma jura de última instância apelando a kalunga

Januário Pieter:- Um personagem amigo, um sábio que me assiste e complementa conhecimentos...Um fantasma feito guia Kalunga; o homem que nasce da morte metaforizada com mais de 300 anos. Tem no seu ADN a picardia cutucada até a exaustão, Cruz credo!

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 16:15
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Terça-feira, 30 de Abril de 2013
KANIMAMBO . XXXVI

“O ESPÍRITO DA COISA” Talento . 14

SUCESSO E AUTOCONFIANÇA

Pelo

 SOBA T´CHINGANGE

A cultura não nos obriga a pensar nas coisas triviais do dia-a-dia quando a morte ainda parece estar longe. Vivemos tão enrolados em objectivos egoístas, no ter que pagar a hipoteca, carreira, a família ou comprar um novo carro; enfim, envolvidos em centenas de pequenas coisas e, apenas para continuar tocando a vida para a frente. Por isso não adquirimos o hábito de parar, olhar nossa vida e dizer: - É só isso? … É só isso que eu quero? Não está faltando nada? Precisamos que alguém nos empurre para a direcção certa. Não é coisa que venha automaticamente… Na vida, todos necessitamos de professores.

 Se olharmos para o mundo à nossa volta, talvez pareça um lugar misterioso, incompreensível, implacável e injusto, onde uns nascem com privilégios e vantagens que outros nunca poderiam sonhar em alcançar. Mas, ele, o mundo não o é; o universo é justo e imparcial. Precisamos compreender que ele tem seus próprios princípios, que são imutáveis, infalíveis e iguais para todos. Para usufruir desses princípios, necessitamos dar uma oportunidade para que eles, os princípios, se possam revelar a nós, e por intuição conduzirmo-nos onde o impulso natural insiste em nos levar. Precisamos passar a aceitar o óbvio; o que tiver de acontecer, vai acontecer!

 Precisamos libertar-nos da convicção de que as pessoas de sucesso possuem mais talento, mais inteligência, que nasceram com um brilho superior ao nosso. Na origem, não há diferença entre as pessoas que alcançam o sucesso daquelas que não. A diferença está apenas na forma de agir ao longo da vida. As que desenvolvem seu talento, não são diferentes; elas apenas agem de uma diferente forma. Pensar que as coisas caem do céu para alguns enquanto outros independentemente do quanto se dedicam, nunca atingirão nada para além da mediocridade, é um erro. Todas as pessoas que realizaram coisas memoráveis, que se tornaram marcos na história da humanidade, passaram por um longo período do processo de evolução. Assim, termino desta forma o tema de talento, coisa que por mim tem passado despercebido ou mesmo desprezado mas, que me ocupa longos momentos de reflexão; do modo do como fui professor com meus filhos, transmitindo valores, omitindo a propósito a mentira e a ética promíscua tão vulgarizada e institucionalizada.

Fim do tema TALENTO

Referência Bibliográfica: O Óbvio que ignoramos de Jacob Pétry

Gravuras do album Costa Araújo (Mano Corvo) 

Kanimambo: Obrigado (de Moçambique)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 00:49
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Segunda-feira, 29 de Abril de 2013
KAPIKUA . XXIII

“Milagres – Urântia”

Escolhas de

  Kimbo Lagoa

Ainda que Deus não fosse tão grande nem tão poderoso, eu o amaria com a mesma intensidade por ser tão bom e tão misericordioso. Todos nós amamos o Pai mais em virtude de sua natureza que por reconhecimento de seus estupendos atributos. Afinal, penso que todos nós, incluindo os mortais dos mundos, amamos o Pai Universal e todos os demais seres, quer divinos, quer humanos, porque percebemos que estes seres pessoais verdadeiramente nos amam. A experiência de amar é, em grande medida, uma resposta directa à experiência de ser amado. Sabendo que Deus me ama, devo prosseguir amando-o em sumo grau, mesmo que ele estivesse despojado de todos os seus atributos de supremacia, ultimidade e absolutidade.

  No universo físico, podemos ver a beleza divina; no mundo intelectual, podemos discernir a verdade eterna; mas a bondade de Deus só se encontra no mundo espiritual da experiência religiosa pessoal. Em sua verdadeira essência, a religião é uma confiança-fé na bondade de Deus. Depositar em Deus um afeto semelhante ao que sente uma criança por seu pai terreno pois, como um pai, um pai verdadeiro, um autêntico pai, ama aos seus filhos, assim nos ama o Pai Universal, que procura continuamente o bem-estar dos filhos e filhas que criou. Para a filosofia, pode ser que Deus seja grande e absoluto e, de algum modo, inteligente e pessoal mas, para a religião, Deus deve ser também moral; deve ser bom. Talvez o homem tema um Deus grande; mas ele somente ama e confia num Deus bom.

.

Esta bondade de Deus é parte da personalidade de Deus, e sua plena revelação manifesta-se unicamente na experiência religiosa pessoal dos filhos crentes em Deus. A religião dá a entender que o supra-mundo de natureza espiritual tem conhecimento das necessidades fundamentais do mundo humano e responde a elas. A religião evolutiva pode chegar a ser ética, mas somente a religião revelada pode chegar a ser verdadeira e espiritualmente moral. O antigo conceito de Deus como Deidade na qual predominava a moralidade régia foi elevado por Jesus a um nível carinhosamente comovedor, à moralidade íntima e familiar da relação pai-filho, uma tal que, na experiência dos mortais, não existe outra tão terna nem tão bela.

KAPIKUA (capicua): O que se lê igualmente da direita para a esquerda ou vice-versa e ao qual se atribui boa sorte.

Ilustrações de Miró

Leitores do livro de Urantia em Portugal

(Continua…)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 18:46
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Sábado, 27 de Abril de 2013
PIAÇABUÇU . XIX

{#emotions_dlg.xa}FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO           

“DOS JESUITAS AOS TUBARÕES” .  17

Por

 Roeland Emiel Steylaerts

Um dia Isaías pediu-me para ir visitar os pais biológicos, que não via há anos; moravam em uma chácara perto de Sirilândia, em Goiás. Isaías prometeu tratar deles, caso acontecesse algo a eles mas, infelizmente, anos depois, nem conseguimos encontrar o túmulo do pai que, entretanto faleceu. Isaías um dia acompanhou-me em uma ida ao Ceará; fomos ali comprar artesanato e entretanto resolvemos ir até à praia. Meu filho, nunca tinha visto o mar, e quando viu àquela enormidade água, olhou-me e disse: “isto é incrível”. Deu o primeiro mergulho, sentiu que a água estava salgada... levou um segundo, e vi uma cara feliz, coisa que me restou para o resto da vida. Mais tarde fomos comprar búfalos, na Ilha do Marajó, com destino à fazenda, ele foi junto comigo fazendo seu primeiro voo em avião pequeno.

 De volta á Brasília, coloquei-o a trabalhar na loja de antiguidades, tratando dos transportes; comprei - lhe nessa função várias motos que pilotava muito bem. Mais tarde comprei um caminhão, que veio a dirigir com carteira profissional. Por várias vezes, separou-se da mulher, com a qual não se entendia; brigando pelos filhos e, pela justiça terminou ficando com o filho Rubens, e ela com a menina Patrícia. Isaías acabou por se arrumar com uma namorada bonita, filha do gerente do Banco de Tokyo mas, no dia que convidou os pais dela para a chácara, a fim de a pedir oficialmente autorização para namora-la, apercebendo-se que a resposta deles seria um NÃO, fugiu com ela.

 O gerente do Banco de Tokyo pediu transferência para São Paulo, mas Isaías foi de moto rapta-la na capital acabando por ter um acidente; fui socorre-lo de carro e voltamos para Brasília. Pensei que iria perder o pé, pois a maçaneta da moto tinha furado o membro mas, assim não aconteceu… O pai da menina pediu transferência para o Japão, e a filha foi com eles dando fim à novela de Romeu brasileiro e Julieta japonesa. Foi tempo de recordar meus netos. Rubens e Patrícia, ambos bonitos. Quando o Rubens nasceu, meu primeiro neto, senti-me o homem mais feliz do mundo; tive que assinar a responsabilidade na maternidade, pois Isaías tinha só 15 anos. Depois do nascimento eu, e o feliz pai, fomos para a chácara encher a cara de cachaça.

(Continua…)

Piaçabuçu: Cidade situada na foz do Rio São Francisco - Brasil

Nota: Esta é a estória vulgar de um emigrante Belga fugido da 2ª guerra mundial e que se aventurou em terra estranha do outro lado do Oceano. Os tempos mudaram, as agruras são outras mas a vida é assim mesmo, um rodopio de acontecimentos com carrapatos que parecendo nada, mudam o rumo.

Compilado com correcções ortográficas e arranjo ao texto original por

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 01:16
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Sexta-feira, 26 de Abril de 2013
BRASIL EM 3 PENADAS . XLI

 AS ESCOLHAS DO KIMBO

BRASIL . Senado paga R$ 14,6 mil por mês para garçons nomeados secretamente em 2001 para servirem cafezinho 

Por  Jorge Serrãoserrao@alertatotal.net

O Brasil ganha hoje, literalmente de bandeja, mais uma prova da falência múltipla das instituições pseudo republicanas. O Senado tem sete garçons com salários entre R$ 7.300,00 e R$ 14.600,00. Certamente, o trabalho de servir cafezinho aos ilustres senadores é uma das missões mais bem remuneradas do mundo. A revelação do jornal O Globo sobre o gasto amargo do cafezinho no Legislativo parece algo pequeno perto de outros gastos secretos e inimagináveis. Esse singelo exemplo de desperdício do dinheiro público é apenas uma pontinha dos diversos gastos sem qualidade na administração federal. Somando-se o dinheiro perdido com a corrupção e as despesas inúteis, temos a justificativa cínica para a máquina administrativa tupiniquim nunca conseguir cortar gastos. A consequência automática é aumento do déficit público e necessidade constante de manter altíssima a carga de impostos para bancar as mordomias e roubalheiras estatais.

Este caso, é apenas uma singela alegoria de nosso regime “capimunista” – autoritário, perdulário e ineficiente. Os profissionais foram nomeados em 20 de Setembro de 2001 por ato secreto da direcção geral do Senado. Oficialmente, os garçons são classificados como “assistentes parlamentares”. Além de servirem cafezinho, podem cumprir outras actividades de “apoio” para justificar a excelentíssima remuneração no Legislativo. Mordomias escandalosas e privilégios injustificáveis como o do caríssimo serviço de cafezinho do Senado se multiplicam entre os três poderes federais. O desrespeito completo ao dinheiro público, suportado pelos altos impostos pagos pelo otário cidadão-eleitor-contribuinte que, também é comum nas  gastadoras, incompetentes e corruptas máquinas administrativas dos estados e municípios. Um País que funciona de forma tão errada, fica condenado a ser sempre subdesenvolvido, gerenciado por um Governo de Crime Organizado e, cujos integrantes têm vida de marajás.

 Eis o alto preço que pagamos pelo actual Golpe Militante Petralha (PT) – que prepara a perpetuação no poder com alguns golpes programados no Legislativo. Primeiro, a aprovação do projecto que impede a criação livre de novos partidos políticos, tirando-lhes o direito ao tempo de televisão e aos recursos do fundo partidário. Depois, com a aprovação do soviético sistema da lista fechada dos partidos para a eleição de deputados e vereadores. Por fim, com a criação do “financiamento público de campanha eleitoral” (estatizando o sistema político, sem acabar com o financiamento ilegal aos políticos pela via dos diversos tipos de “mensalões”). O triste é que os desinformados cidadãos-eleitores-contribuintes brasileiros, cairão facilmente no golpe institucional que prepara o Brasil para embarcar no “Socialismo do Século 21” – que já opera descaradamente na Venezuela, Argentina, Bolívia, Equador e Cuba. O esquema político corrupto e mentiroso do Foro de São Paulo está prestes a nos brindar com o “Triunfo de sua Vontade”. A pergunta fundamental é: os segmentos esclarecidos – minoria na sociedade brasileira – terão condições políticas de reagir a tempo de reverter o golpe contra o Estado Democrático de Direito? Ou todos seremos engolidos pelo avassalador e corrupto sistema do Governo do Crime Organizado no Brasil?

Visto sem prego nem estopa por

O Soba T´Chingange



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Quinta-feira, 25 de Abril de 2013
MUJIMBO . XXXIX

ANGOLA –  PALAVRA DE REI . IX

  AS ESCOLHAS KIMBO

Por

 ISOMAR PEDRO GOMES

 Crescemos sob o lema de que palavra empenhada é palavra cumprida, a qualquer custo. "Minha palavra é lei!" ouvíamos amiúde de algumas fontes. Lembro-me de uma lição que me marcou nos meus tempos de infância, tenho a impressão que foi no livro da 3a ou 4a classe da era colonial; a palavra empenhada pelo fidalgo português, Egas Moniz, aio de Dom Afonso Henriques, que envolvendo a família toda, se predispunha a cumpri-la. A família convicta da necessidade de se submeterem à autoridade pela palavra empenhada pelo seu rei, palavra não comprida, dispuseram-se a morrer pela honra e penhor apresentando-se na corte de Espanha, de corda ao pescoço. Embora tal estória não passe de um 'lenda', segundo alguns historiadores, valeu pela lição marcada.

 Claro, mudaram-se os tempos, mudaram-se as atitudes, mudaram-se os costumes e os hábitos. Hoje a mentira tem mais força que a verdade, elaborada é arte, o engano é interpretado como habilidade necessária, fazendo dessa hipocrisia a máscara hodierna nesta era digital; já não há lágrimas de crocodilo e, o próprio crocodilo anda acabrunhado porque deixou de ser o vilão, o herói agora é o bandido; o antigo e verdadeiro herói, é hoje o miserável vetado ao esquecimento, acantonado como mendigo num qualquer muquifo de má fama

 Em Angola não há honestos, disse-me alguém... há sim, Ernestos. - Discordei completamente, ainda há honestos (poucos, é verdade mas existem!), sim! Aqueles que preferiram refugiarem-se na dignidade, elevarem bem alto o estandarte da honra, ao invés do usufruto dum prazer temporário em um "prato de lentilhas"! Hoje ser honrado é humilhante, porque na maior parte das vezes, a consequência, a marca visível e imediata da honra é a pobreza e sujeição á boçalidade de toda a espécie; propositadamente algumas instituições, levam o cidadão honesto a desistir na prática da honra. Tudo isto para relembrar: E A PROMESSA de limpar Luanda em 6 meses?!.. Porventura alguém se lembra de quem a fez? Porque e quando a fez?... E como fica a PALAVRA DO REI... Já volta atrás?! Ah! Como os tempos mudam...

(continua...)

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O Soba T´Chingange



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Quarta-feira, 24 de Abril de 2013
FRATERNIDADES . XXXVIII

Lição de vida Sua vida

Escolha de

   Stella Pugliesi

Quando sua vida começa, você tem apenas uma mala pequenina de mão... À medida que os anos vão passando, a bagagem vai aumentando porque existem muitas coisas que você recolhe pelo caminho, por pensar que são importantes. A um determinado ponto do caminho começa a ficar insuportável carregar tantas coisas, pois pesam demais, então você pode escolher: ficar sentado a beira do caminho, esperando que alguém o ajude, o que é difícil, pois todos que passarem por ali já terão sua própria bagagem. Você pode ficar a vida inteira esperando, ou você pode aliviar o peso, esvaziando a mala. Mas, o que tirar dela? Você começa tirando tudo para fora... Veja o que tem dentro: Amor, Amizade... Nossa! Tem tanta fraternidade mas, curioso, não pesa nada...

 Tem algo pesado.... Você faz força para tirar.... Era a raiva - Como ela pesa !  Aí, você começa a tirar, tirar e aparecem a Incompreensão, Medo, Pessimismo... nesse momento, o Desânimo quase te puxa p´ra dentro da mala.... Mas você puxa-o para fora com toda a força, e no fundo da mala aparece um Sorriso, que estava sufocado no fundo da sua bagagem.... Pula para fora outro sorriso e mais outro, e aí sai a Felicidade... Aí você coloca as mãos dentro da mala de novo tira p´ra fora um monte de Tristeza... Agora, você vai ter que procurar a Paciência dentro da mala, pois vai precisar bastante....  Procure então o resto: a Força, Esperança, Coragem, Entusiasmo, Equilíbrio, Responsabilidade, Tolerância e o Bom e Velho Humor. Tire a Preocupação também. Deixe de lado, depois você pensa o que fazer com ela...

 Bem, sua bagagem está pronta para ser arrumada de novo. Mas, pense bem o que vai colocar dentro da mala de novo, hein!  Agora, é com você; e não se esqueça de fazer essa arrumação periodicamente, pois o caminho é MUITO, MUITO LONGO, e sua bagagem, poderá pesar novamente. Insistir em algo que nunca dá certo é como calçar um sapato que não serve mais. Machuca, causa bolhas, às vezes até sangra. Aí você percebe que o melhor é ficar descalço. Deixar totalmente livre o coração, enquanto vive. Deixar livre os pés, enquanto cresce. Porque quando a gente vai crescendo, o número muda. E o que você insistia em por, não lhe serve mais. Às vezes na vida, você tem que esquecer o que você quer, para começar a entender o que você realmente merece!

Arranjo do texto pelo

Soba T´Chingange



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Terça-feira, 23 de Abril de 2013
A CHUVA E O BOM TEMPO . XXVI

NOSTÁLGIA DO CALAHÁRI

Pelo

 SOBA T´CHINGANGE

 Ao Ao atravessar o Calahári, aprendi que quem passa o tempo batalhando contra o envelhecimento sempre será infeliz porque o envelhecimento é inexorável. Nessa imensidade de “terra do nada do Calahári” desapegamo-nos da inveja vertendo-a em conversa como grãos de areia, aceitando que o olhar para trás estimula a quem compete mas, a idade não nos estimulava para isso. Já nesse então eu e Reis Vissapa como velhos, que já éramos, diligenciávamo-nos traçando projectos de invejar o destino sem a preocupação de riscar os dias no calendário; percorríamos a terra do nada somente com o propósito de a cheirar.   

Dionísio Dias de Sousa Eu e Reis Vissapa, colocávamos nesse projecto nossos valores sem sequer pensar em coisas erradas; na ânsia de possuir coisas, lavávamos nossos cérebros repetindo ansiedades até à exaustão perdendo a perspectiva do que era verdadeiramente importante, sabendo já de antemão, que “da vida nada se leva”. Aquela vastidão de aspereza provocava decerto desvarios feitos sonhos, que iam e vinham com os quilómetros, sem se poder substituir suavidade na ternura ou companheirismo, por coisas materiais. E, chegados lá no topo norte, sentados na margem do Okavango do Kaprivi, olhando o outro lado do rio, seguramente pensámos: com tais sentimentos, nem poder, nem dinheiro poderiam importar no poder que possuíamos.

o  No decorrer de muito tempo, anos mesmo, não houve melhorias nem acréscimos em nossas vidas descuidando-nos no poder aquisitivo por via dum sonho só sonhado; restou a lembrança do quanto aquilo que queríamos se reduziu à justa medida do que precisávamos. Afinal, não devemos ficar presos ao que devíamos ter feito e não aconteceu quando devia ter acontecido, fazer as pazes connosco e com os que nos cercam, mesmo que estejam moribundos porque a morte, chega quando chega e que se saiba ela, a morte não é contagiosa; será por assim dizer um fazer de paz com a vida. Não podemos desfazer o que fizemos, nem reviver a vida que já passou mas, “nunca é demasiado tarde” para mudar. Levamos tanto tempo a modelar nosso corpo, levantando pesos, nadando, fazendo flexões, e no fim, a natureza, sai vencedora. A barreira física dos nossos sonhos, tinha o nome de Okavango.

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 01:54
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Segunda-feira, 22 de Abril de 2013
MOKANDA DA LUUA . XIII

 AS ESCOLHAS KIMBO

ANGOLA - trabalhar num país em construção . I

 

Por

 Hermínio Santos

Sugere ainda como negociar a remuneração e os benefícios antes de partir, dirigindo-se, neste capítulo, a um público-alvo muito particular (os quadros de topo). Um técnico especializado tem margem de manobra reduzida e, provavelmente, terá de partilhar e meio de transporte com colegas. É importante ter em atenção quanto vai gastar por mês. A despesa mensal com a alimentação pode chegar aos mil dólares (cerca de 694 euros ao câmbio actual). Há informações sobre as oportunidades profissionais, como se pode criar uma empresa ou, por exemplo, os cuidados a ter ao nível de segurança. Neste aspecto, o autor alerta mesmo que o desleixo dos cuidados a nível de segurança é um erro comum. “Janelas fechadas, carro trancado, não atender chamadas na rua, não enveredar por caminhos que não conhece, são cuidados básico de segurança”, escreve.

 O livro responde também a dúvidas como “é fácil transferir dinheiro para Lisboa?” ou “se tiver um problema grave de saúde o que devo fazer?”. No final, há uma lista de contactos úteis e um “kit” essencial de entendimento. Assim, quando aterrar em Luanda já sabe como pedir uma “bitola” (cerveja) e “pitar” (comer) qualquer coisa. Trabalhar em Angola é mais dirigido aos quadros superiores que trazem de Portugal um conjunto de benefícios suportados pela empresa e não tanto aos que se aventuram sozinhos em Angola sem a força e apoio de uma função de topo. Quem tem de tratar sozinho da sua viagem e permanência no país, terá de ultrapassar desde logo as dificuldades de obtenção de visto.

 

 O autor apenas remete informação sobre os vistos para o site do Consulado de Angola, podendo ter aprofundado mais este tema. A verdade é este processo é lento e penoso. Enquanto não for assinado o projecto de acordo entre os dois países para melhorar a concessão (medida que deverá acontecer em meados de Setembro) este é o primeiro entrave a quem quer emigrar. Mas Angola não é só trabalho. E o lado turístico é muitas vezes esquecido pelos portugueses que pela primeira vez pisam o território. Hermínio Santos faz questão de enaltecer as belezas naturais, mas o país ainda tem muito a melhorar, nomeadamente ao nível das infra-estruturas. Certo é que, quanto melhor se conhecer Angola, melhor será a integração.

O Kimbo Lagoa subscreve

O Soba T´Chingange



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Sábado, 20 de Abril de 2013
MUJIMBO . XXXVIII

  AS ESCOLHAS KIMBO

ANGOLAA REALIDADE “MWANGOLÊ” . VIII

Por

 ISOMAR PEDRO GOMES

Desmobilizado, em 1991, por força dos Acordos de Bicesse, foi entre­gue à sua sorte. Isomar Pedro Gomes, ex-funcionário da delegação provin­cial da Segurança do Estado (em Benguela), hoje é um homem amargurado, frustrado.
 Aonde está a nossa classe operária?... Alguém pode dizer-me onde anda esse valoroso colectivo de trabalhadores? É que a maior parte da indústria que “havia”, foram transformadas em armazéns dos manos ‘libas, mayayas & senecas’… (Libaneses, Indianos monhês e Senegaleses). Lembro-me (com muita saudade) da GIGANTE e famosa CCUP (localizada no município da Ganda, província de Benguela) ‘rebaptizada’ na época “apropriada” em CCPA (Companhia de Celulose e Papel de Angola) – Alto Katumbela, que a guerra se ‘lembrou’ de transformar em pó (1982-1985). No município da Ganda, existia a fábrica de vinhos Prazeres – sede da comuna da Babaera; a Talim e a salsicharia Buçaco – sede do município, bem como as grandes industriais produtoras de açúcar, a Açucareira da Katumbela e a Açucareira do Dombe-Grande (Município da Baía Farta) e a África Têxtil (cidade de Benguela).

 Ultimamente, tenho pensado se AINDA há realmente uma classe operária “a operar” em Angola? Se realmente existe, aonde está? Se não existe,… porquê não? Vou mencionar a CIDADE DE BENGUELA como exemplo, nomeio as unidades Industrias que existiam mais ou menos até o ano de 1980; para além das acima mencionadas, lembro-me das seguintes unidades fabris com a ordem aleatória: 1.- Reforço & Rito 2. - Alfredo & Guerra 3.- Cartang 4. - Mampeza 5. - Conserveira Kapiandalo 6. - Abreus & Abreus 7. – Cordango 8. - Embalagens Holdains 9. - Embalagens de Angola 10. – Confiang 11. – Cristalia 12. – Cofril 13. - Dusol 14. - Fábrica de gasosas Canadá 15. - Tintas CIN 16. – Alarriba 17. - Confeções quinas 18. - Confeções CB 19. - Ourivesaria ourobelo 20. – Intrafrutos 21. – Sital 22. – Seta 23. – Forolda…

 Não menciono a mais de uma dezena de fazendas agrícolas, que constituíam o celebre perímetro agrícola do cavaco (a cintura verde de Benguela) e outras iniciativas individuais ou colectivas (que não constavam na lista telefónica, tais como as pequenas carpintarias, serrações, estofos e fábrica de malas), panificadoras, pescarias e algumas unidades ligadas à actividade agrícola. Tais unidades albergavam milhares de trabalhadores, alimentando dezenas de milhares de famílias no município de Benguela, adicionadas às unidades de produção da Katumbela, Lobito e Baía-farta; faziam da província de Benguela uma das fortalezas da classe trabalhadora de Angola. A CCPA estendia-se pelas Provinciais do Huambo e Bié, e constavam na sua folha de pagamentos (nos tempos dourados) cerca de 5.000 trabalhadores/assalariados.
(continua...)

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O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 00:43
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Sexta-feira, 19 de Abril de 2013
MULUNGU . XXXVII

NO ORIENTE DA VIDA

Por

 O Soba T´Chingange

 

 Pronto para oferecer o meu talento ao mundo aos quase 68 anos de vida, descobri que o mundo, não está assim tão interessado no meu trajecto. O rumo da vida fez-me mastigar sacrifícios aceitando o passado sem negá-lo ou descartá-lo e, principalmente aprender a perdoar aos outros e a mim. Surpreende-me agora este tardio afecto entre o meu passado e o meu presente. Quase me esqueço do quanto somos íntimos, absorvendo o silêncio pontilhado de manchas de velhice e pele de galinha pendendo no embaraço. Não existe, nos dias de hoje, um fundamento sólido no qual as pessoas se podem apoiar, a não ser a família, mas, até neste ponto, a degradação de costumes, vulgarizou as excrecências nefastas desta base social.

:::::

 Muita coisa ruiu entretanto e, a cultura que tive, em verdade, trilhou-me a felicidade. Foi a contemplar a natureza que engravidei a vista e inchei o ego; o resto de tudo isto, foi  andar de um lado para o outro procurando o lugar certo de um lugar inexistente. Preso ao lema ”não se prenda às coisas porque tudo é transitório”, só consegui vislumbrar a vida quando passei pela morte e, foi desde então, que revitalizei os conceitos de fraternidade e amor: um lampejo dum desapego chamado medo, suar frio num calor que percorre o cérebro com arrepios na espinha, sensações de pavor e angústia.

 O meu mais recente abalo sísmico aconteceu quando soube que algures, uma mulher matou o marido e dois filhos quando dormiam, para protegê-los da “gente má”. Alienado à minha cultura, ocupei-me a fazer coisas que julgava serem importantes. Em litigio com o mundo e, num afinal, as coisas podiam acontecer sem o meu contributo. A maior ilusão que podemos ter na vida é aquela de quando a gente descobre que estamos sendo não aquilo que somos, mas o que outros gostariam que fôssemos. E, agora, no oriente do mundo, sem me querer enganar, enviesaram-me o rumo. Usaram-me. Afinal sou mesmo um zero à esquerda.

Mulungu: É uma arvore de grande porte com flores vermelhas,;existem no Brasil e em Angola

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 00:23
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Quinta-feira, 18 de Abril de 2013
CAZUMBI . XXXI

 AS ESCOLHAS KIMBO 

CABINDA Protectorado Português . 2ª de 2 Partes

Por

   Rui Neumann

 O vice-presidente da resistência defende o direito à autodeterminação de Cabinda como solução para o conflito. No caso de um referendo, Alexandre Tati afirma que a FLEC está aberta a todas as opções e aceitaria as possibilidades, serem inscritas na consulta popular, de «anexação, autonomia, independência, federação...» A questão de um referendo em Cabinda levanta a velha questão de «quem é ou não Cabinda?». Para o vice-presidente da FLEC «Cabinda é todo aquele, sem qualquer descriminação, que nasceu em Cabinda, filho de pai ou mãe natural de Cabinda, ou qualquer estrangeiro que viveu mais de 10 anos consecutivos em Cabinda. Há angolanos que vivem em Cabinda há mais de 20 anos, esses também poderiam votar» e sublinha: «O povo de Cabinda não tem problemas com o povo angolano, tem com o Governo angolano que ocupa militarmente o nosso país.»


 Questionado se aceitaria uma «autonomia» para Cabinda, Alexandre Tati responde: «A minha opinião pessoal não conta. O que conta é a opinião do povo.» Em reacção ao resultado eleitoral de 5 de Setembro que deu uma esmagadora vitória ao MPLA, Alexandre Tati «felicitou o povo de Cabinda» pela «abstenção e por ter respondido positivamente ao apelo da FLEC de boicote geral. Foi um teste ao patriotismo da população» afirma. Considera que «as eleições não foram livres» e nas regiões do interior do enclave a maior parte da população não se inscrevera nas listas eleitorais.

 Segundo o mesmo responsável durante as eleições muitos populares foram intimidados a votar sob ameaça de armas e outros ameaçados de perderem o emprego caso se abstivessem. Reconhece todavia que houve maior participação que em 1992 mas que votaram principalmente estrangeiros que se deslocaram expressamente dos dois Congos, as forças militares e os funcionários. Para Alexandre Tati a vitória do MPLA «não altera nada», e a FLEC vai continuar luta armada: «Angola continua a impor-nos esta guerra através da ocupação e da falta de diálogo». «Uma guerra pequena ou grande é sempre um conflito. Daí que comunidade internacional deveria prestar mais atenção ao conflito em Cabinda e influenciar as duas partes a encontrem uma solução» e sublinha que «a riqueza natural mais valiosa de Cabinda, não é o petróleo, mas sim a vida dos homens».

KAZUMBI: Feitiço; pouca sorte; coisas de kazucuta (malabaristas, pais de santo e mwangolés); macumba obscura.

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 00:28
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Quarta-feira, 17 de Abril de 2013
MOKANDA DA LUUA . XII

 AS ESCOLHAS KIMBO

ANGOLA - trabalhar num país em construção . I

Por

 Hermínio Santos

Uma refeição de fast food em Luanda custa 12,70 euros. Por mês, alugar um apartamento com dois quartos na capital angolana pode chegar aos 6500 euros. E a factura do supermercado é três vezes superior à de Lisboa. Hermínio Santos, autor do livro Trabalhar em Angola (uma edição da Planeta), não pinta uma realidade cor-de-rosa nas 112 páginas que dedica ao tema. Angola não é a terra prometida, o país de “dinheiro fácil, sol, praia, cerveja gelada”. A realidade é outra, mas nem por isso menos apetecível. O país está em construção e participa no (re) nascimento de uma sociedade pode ser aliciante numa altura de recessão em Portugal, com elevada taxa de desemprego e perspectivas de futuro pouco animadoras.

 O autor, jornalista e actual director do jornal Briefing, escreve um guia minucioso e alerta que a decisão de emigrar, mesmo que temporariamente, deve ser ponderada e baseada em informação sólida. Primeiro, não se devem fazer as malas na esperança de chegar à terra prometida. O crescimento é acelerado, sim, mas tudo está em construção. Há trânsito caótico nas ruas, os preços da alimentação e habitação são muito elevados, os serviços de manutenção são escassos, há dificuldades nas comunicações. Hermínio Santos avisa ainda que o tempo dos salários elevados terminou.

 Hoje um técnico qualificado recebe cerca de três mil euros mensais. Há cinco anos, o mesmo trabalhador auferia cinco mil euros, a que acrescia subsídio de alimentação e refeições. Factores como a consolidação da paz, o regresso de angolanos com formação superior e o aparecimento de mão-de-obra de países asiáticos contribuíram para a estabilização dos salários “em valores mais realistas”. O livro também traça o retrato do país, descrevendo aspectos históricos e económicos, como a importância do petróleo, as relações com a China ou as parcerias entre Angola e Portugal.

(Continua…)

O Kimbo Lagoa subscreve

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 00:32
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Terça-feira, 16 de Abril de 2013
PARACUCA . IV

ONGWEVA - saudade, em Português

Por

 Filomena Camacho  Londres, 14/04/13 - (FB)

Ouve dizer-se que a palavra “saudade” é exclusivamente portuguesa, sem tradução em outras línguas. Contudo, em Angola, também “saudade” é traduzida, na Língua Umbundo, pela palavra “ongweva” prova de uma evidente conexão existente entre Angola/Portugal países que, numa miscigenação, não apenas física mas também da alma, tem caminhado juntos. Pergunte-se a cada Angolano se “ongweva” não será algo como uma febre de feitiço, lançada por “kimbanda” - dá aquela sensação que transcende, tornando-a incontrolável e impotente de amenizar!? A quem lá tenha nascido ou lá tenha permanecido, por longo ou curto período de tempo, da sua vida, sabe do que pretendo verbalizar.
 A saudade é uma síndrome que a medicina não pode actuar… A saudade dói! A saudade é persistente. A saudade, ainda que branda, corrói. Torna-nos prisioneiros… Recordar Angola, com o coração a transbordar de “ongweva”, transformamo-la numa tela viva de imagens, de sons, cores, de cheiros… Nas imagens revivemos: Paisagens de vegetação luxuriante; extensões desérticas; rios caudalosos; cascatas gigantescas e abruptas; cidades de grandes avenidas - com grandes néones dos reclames da: CUCA, NOCAL, CINE-TEATRO, HOTEL, BANCO… Das casas iluminadas pelo “petromax”, pelo candeeiro a petróleo, pelo fogo, pelas estrelas cintilantes do céu… Das picadas sem asfalto com casas de taipa a ladeá-las… Relembramos o som das cigarras; da música de farras…
 Relembramos os sons a rasgar a noite - onde o luar de um céu diáfano de luz, dava a impressão de uma abóbada de catedral, imensa, onde apetecia ajoelhar e elevar uma oração…tamanha a beatitude e êxtase que invadia os sentidos. Do coaxar das rãs, do kwáx-kwáx, do chilreios da passarada que, em sinfonia, deixando ecoar seus maviosos acordes! … Do batucar longamente frenético e, tíbio depois, do batuque; o dedilhar do kissanje; do chingufo… Os estalidos e os rumorejares do fogo das queimadas… Das cores: O tom variegado e ímpar com que Deus, ao colorir África, não fez questão em poupar nas aguarelas mas, deliberadamente, as espargiu como um pintor contagiado pelo magnetismo dos cambiantes, dos matizes… e, prodigamente, tornasse tudo num colorido, variado, inebriante e mágico... A amálgama dos verdes! … O matizado das flores, vegetais, frutos, animais! … A cor vermelha da terra! Tanta combinação harmoniosa…deslumbrante!... Os cheiros: O cheiro da terra, túmida… grávida duma flora incrivelmente diversificada e bela! O cheiro agridoce das flores, dos frutos, da terra molhada… O sol quente a mordiscar a tez queimada… ongweva, aiué, ongweva!

Paracuca: - jinguba mal pisada  com açúcar na forma de bolacha

 O Soba T´CHINGANGE



PUBLICADO POR kimbolagoa às 01:37
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Segunda-feira, 15 de Abril de 2013
PIAÇABUÇU . XVIII

{#emotions_dlg.xa}FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO                          

“DOS JESUITAS AOS TUBARÕES” .  16

Por

   Roeland Emiel Steylaerts

MEU FILHO ISAÍAS, NETOS E BISNETOS

 Conheci meu filho... espera aí, conheci sim, aquele que veria a ser meu filho no Conjunto Nacional quando estava fazendo compras, no supermercado Jumbo. Chamava-se Isaías Rosa Mendes. Ele estava deitado perto do carro... doente e só. Pedi para esperar, levei as compras para o restaurante, e voltei. Levei-o para o hospital e fiquei sabendo que estava com uma infecção na barriga. Teve que tomar três injecções de Benzetacil, uma a cada 2 dias. A primeira, pelo que vi, doeu-lhe muito. Perguntei-lhe aonde morava, e me disse que a família tinha viajado para Bahia, mas ele, perdeu-se no trajecto. Só que isto fazia mais de 15 dias, mas sabia por alguém da família, que seus pais voltariam, pois não deu certo lá. Ele não sabia onde moravam, mas poderia procurar o parente, que indicaria onde o pessoal estaria. Abastecendo a Kombi na Belem-Brasilia seguimos para a chácara e ali dormiu vigiado por mim. Na tarde do dia que se seguiu, falou que aquele, era o dia mais feliz da vida dele. O menino era bonito e devia ter uns dez anos, talvez onze. Amei aquele menino como nada mais no mundo, como se o tivesse conhecido de outras vidas.

Algo interior  me dizia que ele viria a ser meu filho. No dia seguinte procurei sua casa e o deixei com os pais. Tinha um monte de irmãos, nem sei quantos. Tinha irmã alcoólatra, outra com uma perna com elefantíase, outros pequenos, uma verdadeira fauna. Eu precisando de um caseiro na chácara, ofereci serviço ao padrasto de Isaías. Este, por necessidade levou a família toda para morar na casa do caseiro. Só que isto, não manteve o Isaías na chácara; fugia directo para dormir dormia na rua cidade de Brasília. A família, brigava entre si, e uma das minhas portas da casa do caseiro, virou tiro ao alvo para facas. No jardim faziam mais estrago, do que manutenção. Realmente aquilo não iria dar certo e passados uns 10 dias, mandei-os de volta para Ceilândia, perto de Taguatinga. A culpa não foi propriamente do padrasto, mas sim da filharada deste.

 O menino voltou aos poucos a morar na chácara. Perguntei-lhe se queria ser meu filho; a resposta veio mais rápido que a pergunta, e ele falou sim com um largo abraço seguido de um beijo. Quase choramos juntos! Daquela hora em diante ele era meu filho, só faltava legalizar, o que ficou para depois. Muita gente não entende o que é isso de adoptar alguém. Tem que se ter muito amor no coração para isto. É a coisa mais linda do mundo, quando a gente realmente ama. Mais tarde, com a assinatura da mãe, adoptei o Isaías. Morou na chácara até ficar mais velho, até que o mandei para fazenda em Alto Paraíso, aonde ficou a morar com o Sebastião, meu capataz, e sua família, inclusive a Zeneide, com a qual iria juntar-se e ter dois filhos: Rubens e Patrícia. A fazenda ficava a 16 km da cidade de Alto Paraíso. Comprei um Corcel velho, para ele, e os meninos da fazenda, filhos dos trabalhadores para poderem ir todos os dias à escola. Anos depois, tive problemas na fazenda com aparições paranormais e tive que fechá-la. Isaías e sua mulher Zeneide presenciaram vários factos naquele “paraíso”.

(Continua…)

Piaçabuçu: Cidade situada na foz do Rio São Francisco - Brasil

Nota: Esta é a estória vulgar de um emigrante Belga fugido da 2ª guerra mundial e que se aventurou em terra estranha do outro lado do Oceano. Os tempos mudaram, as agruras são outras mas a vida é assim mesmo, um rodopio de acontecimentos com carrapatos que parecendo nada, mudam o rumo.

Compilado com correcções ortográficas e arranjo ao texto original por

O Soba T´Chingange



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Domingo, 14 de Abril de 2013
KANIMAMBO . XXXV

“O ESPÍRITO DA COISA” Talento . 13

 AS ESCOLHAS KIMBO     

SUCESSO E AUTOCONFIANÇA

Cada um de nós, deseja que tudo esteja numa linha recta, que as coisas aconteçam de maneira clara e segura, desde o princípio de um projecto ou causa mas, raramente, isso é possível. As pessoas de sucesso, constroem uma visão clara do que querem, mantendo o foco nisso e prosseguem seu rumo. Para definir um propósito que constitua o núcleo do nosso potencial, devemos compreender aonde está nosso talento, qual a nossa paixão e o que estimula nossa acção. Talento, paixão e ganho, serão os três factores que farão com que tenhamos persistência, ou não, para sobreviver os anos de silêncio. Claro que alem do talento, é forçoso estar apaixonado pelo que se faz, ter um estímulo para manter a paixão em uma direcção que desafie permanentemente a área de conforto. Para sobreviver aos anos de silêncio, ou tempo sombra, será necessário construir sua carreira a partir do ponto zero; ponto onde convergem o talento, a paixão e o ganho.

 Para compreender aqueles pontos de convergência, vamos analisar o início das carreiras de Bill Gates e Bill Joy. Bill Joy, o maior entre os grandes da Internet, fundou a microsystems, no tempo em que os programas de computador eram um monstro que custava cerca de um milhão de dólares. No início dos anos 1970, quando ingressou na Universidade de Michigan, para estudar matemática, foi seduzido pela computação; nesse então os programas de computador eram criados em cartões de cartolina com as linhas de código marcadas em um perfurador. Programas complexos incluíam por vezes milhares de cartões e, quando se completava o programa, o programador tinha de entregar os cartões perfurados a um operador que os executava. A programação em si, era altamente tediosa mas, não para Bill Joy, que tinha talento, paixão e estímulo. Joy e Gates, que tinham talento, tiveram a determinação necessária para suportar um longo período de prática; e, tudo começou em uma garagem.

 O processo de agir, aprender, e aperfeiçoar, por mais desajeitado que muitas vezes possa ser, é a essência da vida realmente produtiva. A força que impulsionou Gates e Joy, a se levantarem muito cedo e fugir de casa para poderem mexer nos computadores da universidade, é um magnetismo que vai para além da fama ou do retorno financeiro; o impulso de actuar sobre o talento e paixão, é mais intenso do que qualquer recompensa externa, como o reconhecimento, dinheiro ou fama. Quando o talento, paixão e ganho se sintonizam, há um fluxo de forte energia e, nosso cérebro dispara uma sensação de prazer e satisfação que nos estimula cada vez mais. Agora é a vez de nos interrogarmos: Porque é que, pessoas ao nosso redor, exercem a mesma actividade durante anos sem melhorar? Porque, simplesmente elas, não constroem sua profissão sobre seu talento natural. E, nos dias que correm, somos perturbados por gente sem talento que infelizmente e, por nossa escolha, destinam as nossas vidas; os políticos.  

Referência Bibliográfica: O Óbvio que ignoramos de Jacob Pétry

Kanimambo: Obrigado (de Moçambique)

(Continua…)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 14:09
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Sábado, 13 de Abril de 2013
MUJIMBO . XXXVII

   AS ESCOLHAS KIMBO

ANGOLARiqueza, é um luxo para poucos! . VII

Por

 ISOMAR PEDRO GOMESNatural de Malange, estudou em UNISA - University of South Africa; reside em Benguela.

Desmobilizado, em 1991, por força dos Acordos de Bicesse, foi entre­gue à sua sorte. Isomar Pedro Gomes, ex-funcionário da delegação provin­cial da Segurança do Estado (em Benguela), hoje é um homem amargurado, frustrado.

  A xenofobia na África do Sul, é extremamente incentivada e alimentada pela polícia Sul-africana e é planificada nas esquadras de polícia, um dia hei-de descrever as minhas experiencias com a corporação policial daquele País, que apesar dos pesares amo muito sinceramente. Fizeram certamente Nelson Mandela, banhar-se em lágrimas. O único Preto que chegou aos patamares dos ‘deuses’.

 AFINAL QUEM CAIU NA LAMA? - Há em algum país da Europa, a amálgama descriminada e promíscua, esgoto a céu aberto, suja e podre de ‘bairros’ que vimos e vemos principalmente nas periferias das capitais Africanas (quase todas elas) principalmente dos chamados “País Especial”. Os dirigentes Africanos, nem conseguem combater eficazmente o mosquito, causa do paludismo e malária que dizima à meio século, diariamente milhares de almas (principalmente crianças) pelo continente adentro, as doenças diarreicas (produto da falta de sanidade básica) faz de igual modo uma ‘ceifa’ aterradora. Doenças que o colono quase já tinha debelado como a mosca do sono, ameaçam ‘engolir’ povos inteiros. 

 Tudo isso acontece perante a pecaminosa insensibilidade de um grupinho de “iluminados africanos” (abençoados pelas igrejas) que preferem comprar castelos de milhões de Euros na Europa e em orgias depravadas, do que ajudar os seus irmãos, que não lhes pede mais do que e, apenas: BOA GOVERNAÇÃO... Gerirem o erário público para o bem de TODOS e da nação. E há quem tem o desplante de vir a público protagonizar uma perversa peça teatral, choramingando; “O colono blá-blá-blá”. Quanto ao anjo mulato, prefiro não comentar. Deus é Branco?.. Até posso aceitar, porem, de uma coisa estou certo, preto, é que não é de certeza ABSOLUTA!

MUJIMBO: Boato em Kimbundo; Anda de boca em boca; comenta-se em surdina.

FINAL

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O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 23:58
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MOKANDA DO SOBA . XXX

" TEMPOS DE DIPANDA  - Verdade ficcionada

Por

 T´Chingange

Chegado à casa do Senhor Bicho, não muito longe dali e, após as habituais apresentações mostrou-me o quarto disponível; foi-me dizendo que ainda estava em obras e que teria de ficar em um colchão ainda embrulhado em plástico, recomendando-me não o tirar em virtude de poderem vir a ser vendidos como novos. Assim foi mas, durante a noite a restolhada do plástico e a quentura não me proporcionou um absoluto descanso. Bem cedo, um empregado do Senhor Bicho comunicou-me que podia ir até a varanda situada por detrás do último quarto logo após o corredor que dava ao pátio interior para tomar o mata-bicho. Chegando lá encontrei o senhor Bicho dando ordens a uma gorda senhora que logo se adentrou na cozinha de onde se podia sentir o odor do café e, logo se sentou a meu lado cavaqueando sobre os muitos afazeres daquela hospedaria.

   E, falamos da sua distante terra, a Ponte do Charuto do Puto, bem perto de Mexilhoeira Grande no Concelho de Lagoa. Mostrei admiração pela beleza das portas quase maciças da entrada para os quartos com baixos-relevos dos cinco grandes animais de África. A minha porta era uma cabeça de búfalo; em realidade era uma obra de mestre. Bicho, sem saber da minha vontade em ir ao Rundu, do outro lado do Calai foi-me inteirando que a pessoa com quem eu tinha em mente encontrar, João Miranda, já não estava em na grande base de Grootfontein. Isso despertou-me curiosidade pelo que recolhi os detalhes possíveis.

 Pois é, continua Bicho: - a mando dum General de Pretória um dia chega um indivíduo sem nome, em Grootfontein, levando-lhe um visto de trabalho em nome de João Miranda; um Hércules C-130, levou a família inteira para Pretória. João Miranda que tinha todos os seus bens em Dirico, não queria por nada ir para Portugal. Deram-lhe um apartamento do tipo T4 totalmente equipado; o General viu nele o perfil certo para ser integrado no batalhão Búfalo por ser um bom conhecedor do terreno e falar a língua local e dos bosquimanos; A companhia Búfalo estava a ser organizada à algum tempo no intuito de intervir em Angola salvaguardando possíveis investidas terroristas e comunistas. Ovoboland seria um território tampão àquele avanço. Bicho perante a minha incerteza dum futuro incerto, aconselhou-me ir até Windhoek antes de tomar qualquer decisão; dizia-se que estavam ali os recrutadores de possíveis militares a integrar naquele batalhão. Tudo dependeria da aptidão e vontade de vir a ser um soldado da fortuna, vulgo mercenário. Indicou-me o Safari Motel para me instalar. Ali, iria recolher elementos junto a muitos refugiados, alguns deles, agentes da PIDE que tinham uma noção exacta das movimentações em curso. Um dia depois, segui em boleia com o tal Rocha de Oshakati, que me fez o especial favor de me levar ao Safari Motel.

(Continua…)

Glossário: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes, durante os longos anos da crise Angolana, e após o Acordo de Paz e Reconciliação Nacional. Corresponde à diáspora de angolanos e afins espalhados por esse mundo.

O Soba  T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 01:25
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Quinta-feira, 11 de Abril de 2013
N´NHAKA . V
IMPOSTOS . Os 10 paises: menos e mais

    AS ESCOLHAS DO KIMBO 

SÓ PODE SER VERDADE

 

Fonte: Banco Mundial (Doing Business 2011)   

Os 10 países onde MENOS se trabalhou em um ano para pagar impostos em 2011.
1. Maldivas: 0 horas
2. Emirados Árabes Unidos: 12 horas
3. Bahrein: 36 horas
4. Qatar: 36 horas
5. Bahamas: 58 horas
6. Luxemburgo: 59 horas
7. Omã: 62 horas
8. Suíça: 63 horas
9. Irlanda: 76 horas
10.Seicheles: 76 horas
 
Os 10 países onde MAIS se trabalhou em um ano para pagar impostos em 2011:
1
. Brasil: 2.600 horas ( é mais que o dobro do 2º colocado! )
2. Bolívia: 1.080 horas
3. Vietnã: 941 horas
4. Nigéria: 938 horas
5. Venezuela: 864 horas
6. Bielorrússia: 798 horas
7. Chade: 732 horas
8. Mauritânia: 696 horas
9. Senegal: 666 horas
10.Ucrânia: 657 horas
 PRODUTO % Tributos/preço final
 
 
Passagens aéreas
8,65%
Transporte Aéreo de Cargas
8,65%
Transporte Rod. Interestadual Passageiros
16,65%
Transporte Rod. Interestadual Cargas
21,65%
Transp. Urbano Passag. - Metropolitano
22,98%
Vassoura
26,25%
CONTA DE ÁGUA
29,83%
Mesa de Madeira
30,57%
Cadeira de Madeira
30,57%
Armário de Madeira
30,57%
Cama de Madeira
30,57%
Sofá de Madeira/plástico
34,50%
Bicicleta
34,50%
Tapete
34,50%
MEDICAMENTOS
36%
Motocicleta de até 125 cc
44,40%
CONTA DE LUZ
45,81%
CONTA DE TELEFONE
47,87%
Motocicleta acima de 125 cc
49,78%
Gasolina
57,03%
Cigarro
81,68%
PRODUTOS ALIMENTÍCIOS BÁSICOS
 
Carne bovina
18,63%
Frango
17,91%
Peixe
18,02%
Sal
29,48%
Trigo
34,47%
Arroz
18,00%
Óleo de soja
37,18%
Farinha
34,47%
Feijão
18,00%
Açúcar
40,40 %
Leite
33,63%
Café
36,52%
Macarrão
35,20%
Margarina
37,18%
Margarina
37,18%
Molho de tomate
36,66%
Ervilha
35,86%
Milho Verde
37,37%
Biscoito
38,50 %
Chocolate
32,00%
Achocolatado
37,84%
Ovos
21,79%
Frutas
22,98%
Álcool
43,28%
Detergente
40,50%
Saponáceo
40,50%
Sabão em barra
40,50%
Sabão em pó
42,27%
Desinfetante
37,84%
Água sanitária
37,84%
Esponja de aço
44,35%
PRODUTOS BÁSICOS DE HIGIENE
 
Sabonete
42%
Xampu
52,35%
Condicionador
47,01%
Desodorante
47,25%
Aparelho de barbear
41,98%
Papel Higiênico
40,50%
Pasta de Dente
42,00%
MATERIAL ESCOLAR
 
Caneta
48,69%
Lápis
36,19%
Borracha
44,39%
Estojo
41,53%
Pastas plásticas
41,17%
Agenda
44,39%
Papel sulfite
38,97%
Livros
13,18%
Papel
38,97%
Agenda
44,39%
Mochilas
40,82%
Régua
45,85%
Pincel
36,90%
Tinta plástica
37,42%
BEBIDAS
 
Refresco em pó
38,32%
Suco
37,84%
Água
45,11%
Cerveja
56,00%
Cachaça
83,07%
Refrigerante
47,00%
CD
47,25%
DVD
51,59%
Brinquedos
41,98%
LOUÇAS
 
Pratos
44,76%
Copos
45,60%
Garrafa térmica
43,16%
Talheres
42,70%
Panelas
44,47%
PRODUTOS DE CAMA, MESA E BANHO
 
Toalhas - (mesa e banho)
36,33%
Lençol
37,51%
Travesseiro
36,00%
Cobertor
37,42%
Automóvel
43,63%
ELETRODOMÉSTICOS
 
Sapatos
37,37%
Roupas
37,84%
Aparelho de som
38,00%
Computador
38,00%
Fogão
39,50%
Telefone Celular
41,00%
Ventilador
43,16%
Liquidificador
43,64%
Batedeira
43,64%
Ferro de Passar
44,35%
Refrigerador
47,06%
 
 
Microondas
56,99%
MATERIAL DE CONSTRUÇÃO
 
Fertilizantes
27,07%
Tijolo
34,23%
Telha
34,47%
Móveis (estantes, cama, armários)
37,56%
Vaso sanitário
44,11%
Tinta
45,77%
Casa popular
49,02%
Mensalidade Escolar
37,68% (ISS DE 5%)
 
 
 
 ALÉM DESTES IMPOSTOS, VC PAGA DE 15% A 27,5% DO SEU SALÁRIO A TÍTULO DE IMPOSTO DE RENDA,PAGA O SEU PLANO DE SAÚDE,
O COLÉGIO DOS SEUS FILHOS, IPVA, IPTU, INSS, FGTS ETC.
CONCLUSÃO: "O Brasil tem a maior carga tributária do mundo para pagar a maior corrupção do mundo"
 
N´nhaka: - Do Umbundo, lameiro, plantação junto aos rios e em zona plana e húmida, horta.
Soba T´Chingnge
 

 


PUBLICADO POR kimbolagoa às 16:21
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KAPIKUA . XXII

“Milagres – Urântia”

As escolhas 

 Kimbo Lagoa

 

 "Deus é amor"; portanto, sua atitude única e pessoal para com os assuntos do universo é sempre uma resposta de afeto divino. O Pai nos ama o suficiente para efundir sua vida sobre nós. "Ele faz nascer seu sol sobre maus e bons, e manda a chuva sobre justos e injustos". É em resposta a este afeto paternal que Deus envia os maravilhosos Modeladores para que morem na mente dos homens. O amor de Deus é universal; "todo aquele que quer vir, que venha". Ele quer "que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade". Ele não quer "que nenhum pereça". O amor de Deus é, por natureza, um afeto paternal; portanto, às vezes "nos castiga tanto quanto é útil para nos tornar participantes da sua santidade". Mesmo em vossas provas de fogo, recordai que "em todas as nossas agruras ele aflige-se connosco".

 Afinal, a maior evidência da bondade de Deus e a suprema razão para amá-lo é a dádiva do Pai que mora em vós: o Modelador, que com tanta paciência aguarda a hora em que ambos vos façais unos, eternamente. Visto que não podeis encontrar a Deus por meio da investigação, se vos deixardes guiar pelo espírito interior sereis infalivelmente levados, passo a passo, vida após vida, universo após universo e era após era até finalmente vos encontrardes na presença pessoal do Pai Universal do Paraíso.

É desarrazoado não adorar a Deus porque as limitações da natureza humana e os impedimentos de vossa origem material vos impossibilitem de vê-lo. Há uma distância tremenda (um espaço físico) a ser percorrida entre Deus e vós. Do mesmo modo, existe um grande abismo de diferença espiritual a ser atravessado; mas, apesar de tudo o que vos separa da presença pessoal de Deus no Paraíso, seja de natureza física ou espiritual, detende-vos e reflictais por um momento no fato solene de que Deus vive dentro de vós; à sua maneira, ele já atravessou esse abismo. De si mesmo, ele enviou seu espírito para viver em vós e para labutar convosco à medida que prosseguis em vossa eterna caminhada no universo.

KAPIKUA (capicua): O que se lê igualmente da direita para a esquerda ou vice-versa e ao qual se atribui boa sorte.

Ilustrações de Miró

Leitores do livro de Urantia em Portugal: suporte@urantia.com.pt

(Continua…)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 00:33
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Quarta-feira, 10 de Abril de 2013
MUJIMBO . XXXVI

   AS ESCOLHAS KIMBO

ANGOLARiqueza, é um luxo para poucos! . VI

Por

 ISOMAR PEDRO GOMESNatural de Malange, estudou em UNISA - University of South Africa; reside em Benguela.

Desmobilizado, em 1991, por força dos Acordos de Bicesse, foi entre­gue à sua sorte. Atirado para as sarjetas do desempre­go, sem apoios da Caixa Social das Forças Armadas Angolanas (FAA) ou de uma outra instituição castrense, lamenta a sua sina, assim como de milhares de ex-companhei­ros de farda.

 

 FILANTROPOS DA HUMANIDADE - A mais recente iniciativa de alguns dos milionários do planeta, comoveu muita gente. Há algum Africano entre os homens que protagonizaram tal feliz iniciativa? Todos eles (os citados filantropos) são homens que dedicaram a maior parte da sua vida na produção de riqueza, não o ‘tiraram’ de algum saco azul, nem tão pouco delapidaram o erário público nacional; sentiram-se na necessidade de “repartir com o necessitado” de todo o mundo. Ontem, os milionários Africanos orgulhavam-se de ‘aparecerem’ na revista forbes e congéneres, hoje face a iniciativa acima mencionada, publicam como que envergonhados; “não somos milionários”; alguns, chegam ao ponto de dizerem que o que têm é produto do salário.

 

 AFRICA DO SUL - Fiquei arrepiado com as imagens da actuação da polícia Sul-Africana em Benoni (será esta a cidade?!) que vitimou o jovem moçambicano Mido Macia (MM), na flor da sua juventude (27 anos). Imagens próprias de uma ‘cena’ do Faroeste no seculo XIX ou da era do Drácula no país da Draculândia. Quando vivi na Africa do Sul, tinha um medo atroz e justificado da polícia Sul-africana, principalmente dos pretos. A maioria do polícia Sul-africano preto chega a ser muito mais impiedoso e selvático que o mais impiedoso policia Sul-Africano branco. O polícia preto (na sua maioria) é absolutamente xenófobo, perverso, contra a lei, corrupto e desalmado. O policia branco, estou certo não faria tal coisa, e muito menos os tais policiais pretos fariam isso se MM fosse branco.

MUJIMBO: Boato em Kimbundo; Anda de boca em boca; comenta-se em surdina.

(Continua…)

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O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 01:09
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Terça-feira, 9 de Abril de 2013
MUSSENDO DO PUTO . XXVI

1975 - O ANO EM QUE 200 MIL PORTUGUESES FICARAM SEM SEUS DEPÓSITOS . III

 AS ESCOLHAS KIMBO

Por

 André Rito 

Há 12 anos, Manuel Mascarenhas Gaivão regressou à antiga Lourenço Marques para revisitar o local do seu nascimento e onde a família deixou os seus bens: casas e todo o dinheiro. "Senti-me perdido.

As histórias sucedem-se com um denominador comum: uma vida inteira para conquistar o que se perdeu em dias. Isabel Moreira e o marido estiveram 35 anos em Angola. Quando ele chegou a Portugal "nem dinheiro tinha para fazer um telefonema a dizer que estava no aeroporto". "A casa era alugada, mas tínhamos carro e dinheiro no banco. Fizemos todos os possíveis para reaver o que era nosso. Ainda tenho as indicações de Paulo Portas na minha agenda. Quando foi para o governo, em 2002, prometeu que ia tratar da nossa situação. Mas até hoje nada aconteceu."

 Embora muitas vozes se tenham insurgido contra o papel do Estado no processo de descolonização e no cálculo das indemnizações, as promessas de resgate do governo português raramente foram além do papel e das palavras, à exceção de quem tinha depósitos nos consulados. Luís Castro, que refez a vida a partir dos 150 contos que trocou em Portugal, ainda fez queixa no Parlamento Europeu, mas já desistiu de reaver o que era da família. Preferiu antes ensinar aos filhos a lidar com os problemas e aconselhou-os a emigrar. "Hoje estão bem, riem-se da crise".

 Todos os estrangeiros (não cidadãos portugueses) estabelecidos nas ex-províncias ultramarinas portuguesas já receberam dos respectivos países as indemnizações a que tinham direito. E isto porque as suas leis de indemnizações por bens nacionalizados se não restringiam ao espaço físico das respectivas ex-colónias, mas sim face a qualquer nacionalização em qualquer parte do mundo. A lei ainda vigente em Portugal é que as indemnizações devem ser feitas pelo estado que nacionalizou os bens. Utopia desde que a mesma foi aprovada em 1980. Nós, os cidadãos portugueses nada temos a exigir dos novos estados. Quem não acautelou foi o estado português. Não acautelou, nem se assumiu responsável.

Mussendo: Conto de raiz popular, missiva em forma de mokanda (carta) do Kimbundo de Angola (N´gola), Comunicado.

FINAL

Opção de

Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 02:59
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Segunda-feira, 8 de Abril de 2013
KANIMAMBO . XXXIV

“O ESPÍRITO DA COISA” Talento . 12

 AS ESCOLHAS DO SOBA

MEDO E AUTOCONFIANÇA

 Quando conhecemos alguém, ficamos em constante estado de alerta para descobrir se, esse alguém gostou ou não de nós. A forma como vemos as coisas, é o resultado da estrutura mental que criamos na qual o efeito Pigmaleão nos diz que, se tivermos um conceito ou preceito adequado à realidade que queremos, essa realidade se manifestará fisicamente. Nossa programação vem de valores profundamente enraizados, de crenças, e conclusões que aceitamos como verdades; saem das convicções que foram desenvolvidas ao longo da infância, principalmente entre os três e oito anos de idade.

 É desse subconsciente programado que vem uma energia feita convicção ou a expressão de nossas crenças profundas que brotam da intrincada rede mental que formatamos ao longo da vida. Se tivermos uma formatação mental negativa, nossa acção por consequência, será forçosamente negativa, e a reacção por sua vez, também será negativa. Quando a programação mental e o desejo estão alinhados no mesmo propósito, verdadeiros milagres poderão manifestar-se num toque de mágica. Quando nos vemos sob um ponto de vista negativo, avivamos as nossas fraquezas autorizando-nos a ser fracos, limitados e negativos, o que reduz significativamente nossas escolhas e nossa autoconfiança.

 Quando vemos os outros de modo negativo, teremos decerto, respostas negativas mas, se por outro lado a vermos de forma positiva, as respostas serão positivas. Ao longo da vida, quem acreditar nas pessoas e nas circunstâncias, vai emitindo sinais positivos, criando relações sólidas com gente e circunstâncias boas. Amor e ódio são criados na mesma região do cérebro e é o desprezo que activa instintos desafiadores e, para isso tem de se saber lidar com tolerância, amor e compaixão. Olhando para os demais com uma visão negativa, emite-se uma imagem de descrença e afastamento, fazendo com que os outros nunca possam mostrar o melhor de si. Entre os dois caminhos de visão e procedimento, se definirá o rumo do fracasso ou sucesso. Se você não gostar de si, se não tiver essa auto-confiança, vai ser difícil ser bem sucedido, porque vai ser extremamente complicado ficar motivado. A auto-confiança, é por si só, muitas vezes, a principal razão pela qual as pessoas triunfam na vida. O optimismo deve brotar de dentro, suas convicções e seus valores, dos fundamentos que você estabeleceu para sua vida.  

Referência Bibliográfica: O Óbvio que ignoramos de Jacob Pétry

Kanimambo: Obrigado (de Moçambique)

(Continua…)

O Soba T´Chingange



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MAIS SOBRE NÓS
QUEM SOMOS
Temos um Hino, uma Bandeira, uma moeda, temos constituição, temos nobres e plebeus, um soba, um cipaio-mor, um kimbanda e um comendador. Somos uma Instituição independente. As nossas fronteiras são a Globália. Procuramos alcançar as terras do nunca um conjunto de pessoas pertencentes a um reino de fantasia procurando corrrigir realidades do mundo que os rodeia. Neste reino de Manikongo há uma torre. È nesta torre do Zombo que arquivamos os sonhos e aspirações. Neste reino todos são distintos e distinguidos. Todos dão vivas á vida como verdadeiros escuteiros pois, todos se escutam. Se N´Zambi quiser vamos viver 333 anos. O Soba T'chingange
AS NOSSAS FOTOS
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MUJIMBO . XLII

N´NHAKA . VIII

PUTO . XXXII

MUSSENDO DO PUTO . XXVIII

A CHUVA E O BOM TEMPO . X...

PARACUCA . VII

BRASIL EM 3 PENADAS . XLI...

MUJIMBO . XLI

MOKANDA DA LUUA . XIII

MUSSENDO DO PUTO . XXVIII

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