FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO
O bodo dos pobres na “Folia do Divino”
Aos combatentes Madeirenses que se bateram nas campanhas de Bahia e Pernambuco contra os Mafulos, receberam tenças ou cargos administrativos como recompensa pelos serviços prestados; assim, se alicerçou as instituições régias de soberania local defendendo-a de corsários franceses, castelhanos e os referidos Mafulos.
Por via do novo tratado de Madrid que substituíu o já desuzado trato de Tordesilhas, constituiíu como primordial a efectiva ocupação do território por gente Lusa. Em 1746 foram enviados casais Açoreanos para terras do Sul; estava em curso o estancar de gente de Castela que ao longo dos anos se tinha instalado na foz do rio Prata, actual Uruguai, uma parte da grande Cisplatina.
Florianópolis passou a ser nesta corrente migratória a 10ª ilha dos Açores em terras do Brasil; as evidências estão mais vivas do que na terra mãe atravês das festas do Espirito Santo e os mistérios em honra do “Divino”, festa de Pentecostes que no calendário católico têm lugar cinquenta dias após a celebração da Pascoa. A tradição foi difundida nas ilhas por influência da Rainha D. Isabel (
Tive oportunidade de assistir anos atrás à coroação de um Imperador na Ilha de santa Maria dos Açores e, nesse dia fui ao bodo dos pobres; ”folia do divino” que ocorre em toda a Ilha e que foi transposta para Santa Catarina do Brasil.
Na ilha de Santa Maria comprovo porque vi, em Santa Barbara e Vila do Porto, aos fins de semana andam uns mordomos com vestimentas especiais como os das irmandades, fazendo peditório para esta época de quermesse. Por vezes gente vinda da diáspora da globália saudosa desses costumes dá alvissaras ofertando tudo para esta festa e, são inumeros os voluntários a ajudar nas muitas actividades.
Na triângulação Europa, África e Américas, principalmente a Madeira mas, também os Açores, estiveram no princípio dos usos como um laboratório esperimental da sociedade Atlântica.
Convêm desmistificar de que não é verdade terem sido os portuguêses que estiveram na origem da escravidão do negro e a criação desse mercado. No mundo Mediterrânico, crescente fértil e na África em geral já existia há muito tempo a escravidão entre tribos como coisa natural, mão-de-obra barata; isto está descrito nos testamentos da Bíblia, no livro do Gênises em que os vencidos eram tornados à condição de escravos, em troca de suas vidas; gente da tribo de Canã; este gesto era tomado como “humanitário” e, fez parte de todos os códigos da antiguidade como o de Hamorábi, e o direio Romano que serviu de referência no mundo Português, mas não só, até o século XIX.
A escravidão foi introduzida na América em 1492 pelo próprio Colombo e conquiatadores que se lhe seguiram pois que, em suas naus já levavam escravos. Foi, no entanto, a partir de 1501 que os introduziram
( Continua... Os caixões de açucar... IV)
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