FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO
Os mouros e Mazagão
O REI D. JOÃO IV
A partir de 1640, quando da aclamação de D. João IV, diante da força armada da Companhia Holandesa das ìndias Ocidentais, se torna evidente que o Império Colonial Português na Ásia era coisa do passado. Perdidos que estavam os territóios de Malaca, as feitorias e fortalezas na Índia como Mazagão, as ilhas de Colombo, Ceilão e os territórios Craganor, Cohim, e Bombaim e o abandono da Arábia e Golfo Pérsico com a mão “amiga” dos Inglêses, o Arquipélago das Molucas, parte de Timor e o afastamento com massacre de missionários do Japão.
Os desastres sucessivos no império a Ásia ficou reduzido a Goa, Damão e Dio e até isto seperdeu por volta dos anos sesenta e um do século XX. Naquele então também se perderam fortalezas na Índia Baçaim e Macau na China; tudo, cujo sacrifício exigiu para se sobreviver, comer sola de sapato. Portugal no final do século XX ficou reduzido ao pequeno rectângulo e as ilhas insulares.
Já na época de D.João IV, em Portugal tomava corpo a ideia de que para retomar Pernambuco e Luanda em Angola, a coroa Portuguêsa teria de abdicar de suas posseções na Ásia. O Brasil resistiu até 1822, Angola até 1975 e Macau em 1999. Restam-nos os territórios insulares da Madeira e dos Açores não se sabe até quando; mas, se fossem “mouros ou pretos” já teriam logrado a independência. Lá chegaremos!...
Os escravos à luz dos preceitos religiosos, eram vistos como mouros, fossem brancos, morenos, cafusos, mestiços, mamelucos ou matutos e, como tal “infieis” para o mundo.
Do Vaticano, o Papa Eugénio IV autorizava o “direito” de cativar. O preceito bíblico sob os descendentes de Cã, filho de Noé que ousou descobrir as vergonhas de seu pai bêbado, levou-os a ficar desprovidos de roupa, outras misérias e até a liberdade sobre si mesmos, levando-os impreterivelmente à escravidão. O Papa Urbano VIII a 22 de Abril de 1639 extinguiu por Bula, a escravidão mas, assim não aconteceu na prática. Outros interesses faziam rolar as políticas distantes; do seu pedestal, o Papa não via tudo e, seus pastores acomodando-se a regalias não supervisionadas, levou a que lá longe, no Brasil, "sem negros não houvesse açucar, nem Pernambuco”.
A insurreição de Pernambuco com João Fernando Vieira a incentivar a guerrilha convocou o capitâo António Dias Cardoso que veio a ser o principal estratega militar na base da guerrilha e, foi no Monte de Taboca com apenas 300 homesns em armas, uns facões, foices e paus queimados em forma de chuço ou matraca que se bateram com uma força de 1200 infantes comandados pelo malufo Coronel Henrique Van Hans a 3 de Agosto de
Após a surpreendente vitória do Monte das Tabocas juntou-se-lhes as forças de André Vidal de Negreiros a 13 de Agosto, tomando de assalto com sucesso a fortaleza do Pontal do Cabo de Santo Agostinho, que se entregou sem resistência após seu comandante Diederick Van Hoogs, dar às de vila-diogo ( ter fugido ).
Desta forma as forças dos inssurretas ficaram na posse de um porto de mar reactivando as comunicações maritimas com Bahia, Funchal, Santiago de Cabo Verde, Angra do Heroismo e Lisboa; havia no entanto muita pirataria e, os barcos de Portugal desguarnecidos de escolta estavam muito sugeitos a abordagens o que passou a contecer com bastante frequência pois que os Holandeses, eram então senhores do Atlântico Norte.
Há que ter em conta que alguns dos oficiais das tropas Holandesas estando já casados com portuguêsas, levaram-nos a considerar tomar partido por Portugal vendendo-se ou simplesmente entregando-se; no fundo eram mercenários ao serviço de uma Companhia e a força que os movia mudou de rumo, simplesmente alteraram o cenário.
( Continua... As emboscadas dos filhoa da terra... IX)
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