Domingo, 28 de Fevereiro de 2010
CORRIA O ANO DE 2002 . VI

FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO

EXPEDIÇÃO "Angola,terra da Gazosa"

Pipocas, filósofo descartável

 

 CACHOEIRAS DA BINGA 

 

Beber água? só do luso! Esta é a mais consumida mas, já aparece água da chela de rótulo azul que diz ser de nascente natural; a confirmar lá está o mapa minúsculo de Angola com o dizer "produto de Angola".

Não podia deixar de ir às quedas da Bimga no rio Cuvo a uns oitenta quilómetros do Sumbe e de caixas térmicas carregadas  de cerveja e muito gelo, banana assada e outras iguarias lá fomos nós por estrada aceitável. Antes de parquearmos fomos ao topo ver as pontes em tempos derrubadas pelos cubanos; remendaram  uma delas com chapas em ferro grosso e, assim, lá vai passando um de cada vez; à entrada estão por ali uns militares que não deixam tirar fotografias mas, nós até já tínhamos tirado aproveitando a dolência na acção daqueles.

Visitamos um velho amigo da antiga JAEA e que agora se chama INEA, passou de junta a instituto mas só no nome porque os buracos são mais que muitos, e visita meia feita regalamo-nos nas águas frescas e, num lugar magnífico com ilhas luxuriantes a pedirem turistas; mais acima na corrente as donzelas tomavam banho com as mamas ao leu, luzidias de preto  pulavam e, faziam-nos adeus; Nós, eu e o Zito  de carecas reluzentes, metidos na água parecíamos o Tarzan branco e o Mandrak preto tirados duma imagem de livro de comiquitas lá no Xangrilá.

 

Antes da merenda no parque bem conservado, aleluia encontramos algo cuidado e por isso merece este reparo, muros caiados, tudo limpinho e  com alguém que alem de limpar o sitio não permite que a garotada pedinche a famosa gasosa; Fotos debaixo das cachoeiras, um sengue que se arrasta ondulando do outro lado e no areal e a água que corre branca de espuma, tal como na minha lua de mel em 1970; agora parece mais majestosa. As "sagres  e castle" da África do Sul estavam melhor que nunca e após a merenda  curtiu-se uma soneca na parede do miradouro bem por debaixo do imbondeiro, da marula ou gongo, da mutamba  e upapas riscadas de corações. Corações com flechas e muitos nomes enrugados no tempo.

Retornamos já noite ao Sumbe, rua da resistência, sector impar; o kota Pernambuco* estava nos fundos do quintal, queixava-se de dores e tremuras, tudo indicava que fosse paludismo, tomara!.. dormia ali ao relento da sacada do anexo; com idade de velho sempre foi dedicado serviçal mas agora estava corcunda, fruto de uma intervenção mal feita no hospital de Luanda. Não sei se o voltarei a ver mesmo torcido, pois definha-se nas carnes em cada dia que passa; aquele é o seu lar e, lá naquele quintal vou continuar a vê-lo na insignificância dos fundos.  O caçula Xingú e a Fati também estavam com indícios de febre e lá no hospital tinham-lhes dado medicação para a febre tifóide.

 

Nesta noite O Xiquinho saiu a ver novidades e teve esta expressão ao chegar... O holocausto está escuro.

Naquela noite o sacana do galo do vizinho Cadinho cantou a todas as horas impares, foi há uma e repetiu até às cinco, o calor apertava e pela noite tomei mais um banho de caneco; espreitei lá para fora a tentar ver o maldito galo mas não o consegui localizar no meio dos três esqueletos de carros meio desarranjados, um esqueleto de máquina de costura Oliva, umas quantas cambotas espalhadas no quintal, corotos com fartura, a bateria, o macaco, o motor de arranque em cima da bancada untada de negro, o esqueleto de motorizada com said-car e mais uma geleira usada como prateleira; ali todas as imbanbas  davam  jeito.  Só faltava ali uma máquina de produzir arco-íris. Como diz Agualuza “ Os sonhos também os devora a ferrugem”.

* - O Kota  Pernambuco, morreu  pouco depois.  Era de calcular; lá aonde estiver,receba esta como

    um  kitoto com kitaba (cerveja de milho com petisco de amendoim, sal e jindungo assado) 

    

( Continua... Angola, terra da gazosa...VII )

O Soba T´Chingange

 



PUBLICADO POR kimbolagoa às 01:15
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Sábado, 27 de Fevereiro de 2010
TUNDAMUNGILA -IV

FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO

O SAPO CURURU

Presto com esta crónica uma homenagem ao Cubano Orlando Zapata, que depois de 42 dias em greve de fome na prisão política de Havana, morreu encarquilhado de revolta. Não viu a liberdade que pretendia. Merece um justo lugar no nosso coração.             

Denuncian en Cuba maltratos ...  Orlando Zapata

Tenho de escrever isto agora porque nos momentos em que me esqueço faço intervalos. A cadeia misteriosa que vai unindo uma coisa à outra leva a que de pequenos nadas da vida se formem num caso, uma estória dum tempo coincidente onde nada acontece por acaso.

Matei uma mosca e não demorou muito tempo, quase nada, apareceu uma pequena formiga andando feita tonta, como perdida num deserto até que se encontrou com aquela mosca ainda mechendo, debelitando-se nos esgares da morte. Serà que têm sentimentos? Não importa, a formiguinha iniciou a ardua tarefa de deslocar a mosca mais de dez vezes superior a ela, em tamanho e peso, e deu-me que pensar.

Quando em tempos passei por uma aldeia nos Açores e vi aqueles putos moncosos de rostos rosados ensaibrados, ranhosos até aos tornozelos, crianças semi sem nada, pulando descalços por entre paredes despintadas, esfolando penúria alguém próximo disse: O pobre é igual à minhoca, quando sai da merda, morre. Fiquei chocado com aquele Chiste, mas o passeio  das hortenses não podia ser estragadas por uma tão reles boca.

 

A pobreza, ali em Rabo de Peixe vestia-se de verdade, retrespassava a derme da sensibilidade, clamando justiça social; o “verdelho” afugentava o dever de cumprir as voluntariosos obrigações aos seus progenitores.

Dei-me conta  com o tempo, sizudo de que os pobres têm poucas oportunidades para se manifestarem; quando falam, ninguém os escuta; quando alguém escuta, a resposta é a de que nada pode ser feito, e quando lhes dizem que algo pode ser feito, isso nunca acontece.

A importância de enfrentar a desigualdade e a pobreza espelham-se nas diferênças de opinião sobre suas origens. De um modo geral quem se preocupa com a desigualdade pensa que em boa parte dela está na origem da sorte. Aqueles que menos se preocupam, acham que a riqueza é uma recompensa ao trabalho.

Neste conflito de ideias, conceitos e preconceitos aparece no quintal o já habitual sapo cururu, quase do tamanho de um palmo, acastanhado com pintas amarelas nas costas.

Com mais medo que respeito pergunto ao sapo o que achava desta barafunda de pensamento e eis que, imaginem,... o sapo fala-me numa lingua estranha. Verdade!

 

Animal Piranha Sapo cururu

Num tom grave parecia querer comunicar qualquer coisa só que gargarejava uma fala estranha mais parecendo árabe. Deu-me vontade de espremer o bicho grosseiro mas lembrei-me num repente que em suas costas, possui umas glândolas que secregam uma substância leitosa, uma composição de muitas tóxinas e por via disto contive os meus ânimos.

Fiquei por aqui, interposto entre verrugas sociais, na contingência de perder as estribeiras e eliminar um ser necessário na natureza, que come minhocas que também são necessárias ao arejamento das terras, do meu quintal.

Voltei ao início. - Um pobre  é igual à minhoca, quando sai da merda, morre.

Cedi à natureza as entrelinhas indecifráveis da indiferênça, comendo açorda de poejo com queijo de cualho e salada de beldruegas, consoante com a misera aposentação.

Com cepticismo seguindo indicações do sapo, ajoelhei-me ao seu lado. Ambos, virados para Meca, à maneira de cada qual rogamos a toda a gente, e a todos os bichos a conjugar o  seu verbo  com humildade.

( Continua....)

O Soba T´Chingange

 



PUBLICADO POR kimbolagoa às 01:14
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Sexta-feira, 26 de Fevereiro de 2010
POVO IMBINDA - IV

FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO

          D. AFONSO I . REI DO CONGO

 de seu filme no sonho do rei ...  REI DO KONGO E COMITIVA

 

Os Cabindas pertencem à vasta família dos Povos Bantos, e ao grupo linguístico Kicongo. Encontram-se repartidos, segundo a sua importância numérica, pelos seguintes grupos: Lombe, Oio, Congo, Sundi, Cotchi, Vili e Dinge, para além de grupos de emigrados. Os demais clãs totalizam apenas pouco mais de sete milhares, e limitam-se à área de Cacongo, com excepção dos Sundis (Bassundis) que se encontram também na região de Miconge. 

Segundo os etnólogos que se ocuparam desta questão, os Imbindas são povos do antigo Mbanza Kongo (ex-S. Salvador do Congo). Em 1665, D. Afonso I, do Congo, era o Rei do Loango, Malembo e Cabinda, que foi morto na batalha do Ambuila, a 29 de Outubro de 1665. Nessa época, já os Reinos atrás citados eram autónomos. A fixação de portugueses nestes três reinos verifica-se no início do século XVI. Dizem os escritos de Prevost, que: «... Mas Um Mani do reino, tendo casado com uma mulata, filha de um rico português... ».

Na família Imbinda, a principal figura é a mãe, pois é ela que trabalha a terra, fonte básica de sustento da família, e gera os filhos que aumentam o poder do clã. As filhas são a base da continuidade e propagação do grupo e base da sustentação deste pelo amanho da terra. O homem Cabinda considera a atividade agrícola aberrante da sua dignidade.

Na família Imbinda o homem pai, é mero progenitor. Não possui qualquer direito ou dever em relação aos filhos. Esse papel cabe ao irmão mais velho da esposa. Por outro lado, quando o pai morre, nem a mulher nem os filhos do extinto herdam quaisquer bens. É que a família Imbinda baseia-se na descendência por parte da mãe.

O casamento toma o nome de alambamento, que se traduz na paga de gêneros, panos (libongos) e dinheiro por parte do noivo aos pais da rapariga para que o casamento se considere aceite socialmente

A religião é definida, de maneira simplista, a partir de três elementos: «dogma», «culto» e «clero».

Não obstante uma intensa acção missionária de séculos, as velhas crenças continuam a manifestar-se na vida quotidiana dos povos de Cabinda, juntamente com práticas cristãs.

 

( Continua .... V )

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 20:27
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Quarta-feira, 24 de Fevereiro de 2010
PROMISCUIDADES . V

 CORRESPONDENTES DO KIMBO

As escolhas do Exmo Embaixador do Kacuacu

A minha leitura de 2ª Feira 

 As noticias que a comunicação social não dá!!!!
 
A revolta do Presidente da AMI

 fernando_nobre.gif FERNANDO NOBRE

"Temos 40% de pobres"
III Congresso Nacional de Economistas

 

O presidente da AMI, Fernando Nobre, criticou hoje a posição das associações patronais que se têm manifestado contra aumentos no salário mínimo nacional. Na sua intervenção no III Congresso Nacional de Economistas, Nobre considerou "completamente intolerável" que exista quem viva "com pensões de 300 ou menos euros por mês", e questionou toda a plateia se "acham que algum de nós viveria com 450 euros por mês?"
Numa intervenção que arrancou aplausos aos vários economistas presentes, Fernando Nobre disse que não podia tolerar "que exista quem viva com 450 euros por mês", apontando que se sente envergonhado com "as nossas reformas".
"Os números dizem 18% de pobres... Não me venham com isso. Não entram nestes números quem recebe os subsídios de inserção, complementos de reforça e outros. Garanto que em Portugal temos uma pobreza estruturada acima dos 40%, é outra coisa que me envergonha..." disse ainda.
"Quando oiço o patronato a dizer que o salário mínimo não pode subir.... algum de nós viveria com 450 euros por mês? Há que redistribuir, diminuir as diferenças. Há 100 jovens licenciados a sair do país por mês, enfrentamos uma nova onda emigratória que é tabu falar. Muitos jovens perderam a esperança e estão à procura de novos horizontes... e com razão", salientou Fernando Nobre.

 

O presidente da AMI, visivelmente emocionado com o apelo que tenta lançar aos economistas presentes no Funchal, pediu mesmo que "pensem mais do que dois minutos em tudo isto". Para Fernando Nobre "não é justo que alguém chegue à sua empresa e duplique o seu próprio salário ao mesmo tempo que faz uma redução de pessoal. Nada mais vai ficar na mesma", criticou, garantindo que a sociedade "não vai aceitar que tudo fique na mesma".
No final da sua intervenção, Fernando Nobre apontou baterias a uma pequena parte da plateia, composta por jovens estudantes, citando para isso Sophia de Mello Breyner. "Nada é mais triste que um ser humano mais acomodado", citou, virando-se depois para os jovens e desafiando-os: "Não se deixem acomodar. Sejam críticos, exigentes. A vossa geração será a primeira com menos do que os vossos pais".
Fernando Nobre ainda atacou todos aqueles que "acumulam reformas que podem chegar aos 20 mil euros quanto outros vivem com pensões de 130, 150 ou 200 euros... Não é um Estado viável! Sejamos mais humanos, inteligentes e sensíveis".

O relator:

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 00:42
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Terça-feira, 23 de Fevereiro de 2010
MULUNGU . III

FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO

Amigos,... homens públicos

 mais imagens mulungu ...  MULUNGU

Árvore de grande porte com flores vermelhas


Arquitectando tranquilidade, superando a vida, gerênciando pensamentos, conferêncio comigo próprio, longe de tudo à sombra duma mulungu.

Educando sentimentos numa idade própria para cultivar flores, falar com elas, gozar do seu perfume, trato de fazer entre pessoas, novas conquistas. Em verdade é mais gratificante conquistar gente do que atormentá-las banindo raiva em mórbida ansiedade de rilha dente.

Longe dos amilongados, uso fracassos passados para lapidar emoções.  Separando o trigo do joio, luto no tempo contra o sindroma de pensamento acelerado.

Observador da aptabilidade ao poder de amigos próximos, dou-me conta das guinadas ideológicas no seu posicionamento filosófico. Amigos que galgam posições de administradores em cargos públicos e afins, pessoas simples e afáveis contaminadas pelo virús do poder, embotam-nos a inteligência tratando-nos com um distante “senhor”; o “tu”, corriqueiro, evaporou-se num parvo desencanto do passado.

 

 

O poder do domínio de alguns, torna-se obsessão cruel, às vezes numa avidez desumana de glorificar  o seu “ Eu,...Todo poderoso”.

 

Ele ou Ela ficam presidentes!... Ele ou Ela estão na administração!... Ele ou Ela ficam a gerir um Instituto ou instituição!

È nesse ponto que minha perplexidade se exacerba a não acreditar em pessoas a quem antes julgava dotadas de alguma valia e inteligência, adoptem no depois, actitudes desatinadas conduzindo a amizade para caminhos deprimentes.

Amigos!

Pessoas que pela ilusão de omnipotência e necessidade de serem cortejadas passam a cobrar admiração e amizade a seus amigos não percebendo a recôndita falsidade de tal acto. Já não têm tempo para aquele espaço de conversa fiada na esplanada de sempre.

Amigos,... quanta desilusão!

Politicos!...quanta frustação!

O sentimento que me aflora para “estes homens públicos”, é de decepção.

Que Deus os ilumine em tempo útil e hábil para ainda exercerem um pouco de humildade, a missão social de solidariedade que abraçarem.

 

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 01:54
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Domingo, 21 de Fevereiro de 2010
O NOSSO PORTUGAL . VII

CORRESPONDENTES DO KIMBO

         As escolhas do

         Exmº Embaixador do Kacuacu

 

 Lusofonia   LUSOFONIA                                                                  24 de Abril de 1974

 
Combatentes afiam "Faca do Bacalhau"
Se se pretender ser honesto, não pode dizer-se que tenha havido um único período a seguir ao 25 de Abril em que a economia, a sociedade, a moral, o bem-estar dos cidadãos, etc., tenha melhorado relativamente ao estado em que se encontrava à data de 24 de Abril de 1974.
De facto, a revolução de há 35 anos, trouxe esperanças aos incautos e aos oportunistas, ao falar das "mais amplas liberdades", da "longa noite fascista", do "isolamento nacional relativamente ao estrangeiro", que era falso. A realidade, veio justamente a provar o contrário. Portugal passou a ser, de  Nação independente que era, uma espécie de amálgama de disparates e crimes que se têm vindo a desenvolver com mais descaro nos últimos tempos, e comandada pelos interesses de alguns, Portugueses ou não.
Abril trouxe a Portugal o descalabro económico, a droga, a insegurança, a amoralidade social, a corrupção na sua faceta mais descarada e impune.
Basta consultar os indicadores económicos e sociais, para constatar que regredimos aos tempos em que os militares decidiram chamar Oliveira Salazar em nome da salvação nacional, pois que os Republicanos haviam deixado a Pátria destroçada. Enfim, regredimos aos tempos em que a Maçonaria mandava, como hoje, em Portugal.
Deitaram-se fora 48 anos de paz e progresso, não obstante a guerra controlada que se travava no ultramar contra os terroristas a soldo de Moscovo e de outras potências e interesses inconfessáveis.
Perguntar-se-á então: para que serviu o 25 de Abril de 1974? E a resposta é simples: numa primeira fase para fazer a criminosa descolonização, e para perpetrar o roubo das Nacionalizações, abrindo espaço ao crescimento do comunismo, na Metrópole e no Ultramar. Numa segunda fase, para criar aquilo a que chamaria de regime da oligarquia desonesta mais ou menos soarista, que destroi em proveito próprio esta pátria secular.
Hoje ninguém consegue contradizer que a descolonização foi uma tragédia para o Portugal continental e para os territórios que vieram a ser independentes, que as nacionalizações apenas serviram para destruir o tecido económico nacional, que o divórcio apenas serviu para o início pensado da descridibilização da secular instituição chamada de família, que o aborto foi o expoente máximo dos princípios homicidas e cobardes dos governantes do sistema, ao permitir a matança dos inocentes, que por inércia do sistema, a pedofilia é um acto sem castigo, e quem sabe se qualquer dia enaltecido, com a eutanásia, e a poligamia, entre outros nojos sociais.
Antes de 1974 circulava-se em paz noite e dia pelas ruas de Lisboa, como pelas de Luanda ou de Lourenço Marques, entre muitas outras. Hoje só um inconsciente destemido se passeia tranquilamente de noite ( e às vezes de dia) por essas mesmas
cidades. O crime aumentou a uma escala assustadora. E quer se queira quer não, muito desse crime tem ligações directas ou indirectas, como se constata ao ler os jornais, não só à miséria em que vivem muitos seres em Portugal, mas também aos lobbys políticos e do futebol, que muitas vezes se confundem. Portugal como que se decide hoje em prostíbulos.
Quer isto dizer que o 25 de Abril foi uma data que nada de original nem bondoso trouxe ao Povo Português; antes, importou cirurgicamente tudo aquilo que havia de mau pelo Mundo, a Ocidente e a Oriente. Acabou-se com a chamada "Censura" do Estado Novo, para termos agora num Estado dito Democrático, a descarada Censura Socrática, que a todos quer calar, desde que tentem pôr a nu a vigarice que nos impõem para seu belo proveito.
Portugal é hoje um dos países mais atrasados do Mundo Ocidental, com mais insegurança, em vésperas de muito provavelmente vir a ser vítima das bombas da ETA, com um
tecido social criminosamente destruído, e com uma economia quasi irremediavelmente morta.
Quem ganhou afinal com este estado de coisas? Para o saber, basta ver quem tem bom nível de vida em Portugal, apesar da enorme crise que vivemos, quem tem poder, quem são os "homens de sucesso" da nossa Pátria. Que automóveis têm comprados (com o nosso dinheiro) os "homens do poder", quanto gastam, qual o luxo que se vive na Assembleia da
República, sem qualquer tipo de pejo. Quem ganhou com o 25 de Abril, foram quase todos, senão todos aqueles que se inscreveram nos partidos políticos, que nada mais fazem do que partir (como a própria palavra o diz) a Nação.
Os militares, passaram de heróis a acomodados poltrões que entre negócios e boa vida, optaram por morrer na cama, em vez de morrer na defesa da Pátria.
Os actuais "empresários" de sucesso, são na sua maioria aqueles que contribuiram para  a criação deste insustentável polvo que nos circunda. A economia Portuguesa vivia, antes do 25 de abril, fundada nos pequenos empresários, e nos grandes grupos industriais, quase todos com uma obra social aceitável. Nos nossos dias, os empresários de sucesso, ou estão directamente ligados aos Partidos Políticos, ou são os senhores Belmiros e Amorims que cresceram todos sabemos como.
O poder, é constituído por um bando de descarados que dele se servem para enriquecerem e moverem as suas influências de uma forma descarada, são os Senhores Pinto de Sousa a que temos direito, ou os senhores Passos Coelhos a servirem de sombra a negócios inconfessáveis de Ângelos Correia e outros. A porcaria é toda a mesma.
Vivemos actualmente num país descastado, onde parece ser mais valorizado ser "Gay" do que ser viril, onde parece ser mais valorizado ser um político ou gestor corrupto, do que um cidadão honesto e trabalhador.
A segurança social não funciona; a saúde, é para os ricos; as reformas estão em perigo, se bem que haja senhores como por exemplo essa inteligência chamada de Mira Amaral, que colecciona cargos, vencimentos e reformas, e que em tempos terá dito em público que tinha como sonho ter um Porsche e uma casa na Quinta da Marinha... que parece que já possui.
Querem aumentar os Impostos, não sabendo economizar, o que significa que todo e qualquer montante que pagamos ao estado, se perde nos bolsos ou nas mordomias de um dos "nossos" homens da oligarquia dominante. Parece que não vale a pena trabalhar, que com os Impostos que pagamos, mantemos um grupo alargado de proxenetas a viver á nossa custa, e da dívida
crescente em que mergulharam a nossa Pátria.
Quase que temos que pagar para respirar. Para engordar os bolsos dos "Boys" incompetentes que são colocados nas PT's, nas ANACOM's, nas EPAL's, e em todas as outra sgrandes empresas que não passam de agências de emprego para estes miseráveis ligados aos sinistros partidos políticos.
Vale a pena viver em Portugal? Diria que já não. Mas amo profundamente a minha Pátria. E quando vejo os casos Freeport, Cova da beira, Face Oculta, Universidade Independente, fico ao mesmo tempo contente e triste. Contente, por constatar que eu não sou um qualquer corrupto da laia destes Socraticos senhores que nos (des)governam. Triste, porque ao amar profundamente a minha Pátria, constato que a mesma foi assaltada por uma espécie de bandoleiros, que só se forem escorraçados de uma forma violenta e radical, é que permitem que Portugal venha a recuperar.
De novo hoje, como a seguir à queda da 1ª república, com enormes sacrifícios, e apenas se, como Manuela Ferreira Leite disse, tivermos um Estadista. Só que esse Estadista, não pode emergir do actual sistema, pois que o mesmo está corrompido. Há que romper com ele! Há que refundar este Portugal macerado até ao limite! Com um novo regime, com um novo sistema. Temos que fazer uma revolução!
Por Portugal, e mais nada! 
 
  António de Oliveira Martins
  - Lisboa
   

 

 



PUBLICADO POR kimbolagoa às 19:00
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CORRIA O ANO DE 2002 . V

FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO

        EXPEDIÇÃO "Angola,terra da Gazosa"

        Pipocas, filósofo descartável

  ... junto a negunza ou cambongo UM TRECHO DO RIO CAMBONGO 

Algures, perto do Rio N´gunza, também conhecido pr Cambongo

 

Já estamos no Sumbe, terra do eclipse e da eleição da misse 2001 que já passou, é verdade, mas lá está o jardim que proporcionou mostrar lençol de água escorrendo em cascata com muita, muita luz de coloridos variados mas do tal jardim, resistem as calçadas pintadas ao redor, as mesmas  que a  televisão mostrou; desta forma a grama já não existe, as arvores definham por falta de água. Água!.. aparecia nos tubos, alguns dias entre as cinco e seis horas da manhã;

 Não deu para tomar banho de chuveiro, funcionou o caneco mas, a luz de lâmpada também só aparecia nos dias impares; com gasosa até podiam dar-nos uma fase por algum tempo, o mundial de futebol estava a decorrer e todos queriam a vitória do Senegal e, só depois o Brasil, pois os Tugas já estavam de fora; Os grandes discos de parabólicas proporcionam aos mais abastados verem o canal de África, a RTP internacional entre outros de todo o mundo;  Xingú o mais candengue, nas falhas de energia lá ia a correr ligar a fase pirata da zona par ou então levava o gasóleo necessário para o gerador funcionar; era uma luta pelos vistos! nem sempre os vizinhos estavam de ajustes no fornecimento  do gasóleo  mas a febre do futebol começava bem cedo e havia milagres de luz. Num dos dias comemos de vela acesa, a gasosa da zona par foi mais substancial e até foi bom assim porque entabulamos divagações e situamos posturas.

 

Não sendo nem jornalista nem escritor, faço um esforço no sentido de inserir palavras, frases e estruturas sintácticas das línguas autóctones na língua Portuguesa mas, tal como os escritores conhecidos mais não faço que trazer à luz a linguistica do falar quotidiano, o seu folclore, a sua etnologia, a religião tendo como  base a língua saída do tronco Bantu.

Esta crónica, sendo um  misto de narração, conto, testemunho ou reportagem, tem como fundamento contribuir para a reconciliação nacional; as contradições sanguinolentas não alimentam a minha ânsia de subir no coqueiro, beber marufo e  falar o que tiver de falar assim seja com o  Pipocas, chefe do Património.

Por tudo quanto aqui é dito não se retirem conclusões precipitadas quanto ao meu sentimento de amor por toda aquela gente e  terra, que não se confunda a apreciação dum Tuga mazombo, que compreende a psicologia travada por um povo sofredor formado essencialmente na tradição oral. Também defendo a identidade cultural destes contra o imperialismo metafísico do Ocidente e, tal como o pipocas também tenho os pequenos recentimentos que de vontade, esforço em esconder.

 

Pipocas, um símbolo cazucuteiro, ágil e de falas descartáveis, agressivo no beber, as vezes desclassificado mas de mente aguda, ginastica as manigâncias da vida definhando-se em curtição continua de cerveja, vinho Camilo Alves e outras mistelas de capo-roto tipo bangasumo; Já foi comandante mas por ter arrecadado o dinheiro dos mortos de guerra saiu dos mecanográficos e para ali está comandando os imóveis , remexendo continuamente mugimbos efémeros de encantar linguistas, isto,  antes de rodar os olhos. È um personagem típico no grande palco que é Angola, passam o dia num faz de conta divagando e bebendo frias, adiando obrigações.

Cambongo é o nome do rio que desagua aqui no Sumbe e é dali que sai a água, sugada directamente do rio que sem tratamento segue quando segue para a rede; o viveiro ali ao lado está mais que acabado, vêem-se umas rosas de porcelana recequidas e o resto definha com  o rio ali a dois paços; Do outro lado da estrada o tio Xico vende petróleo a caneco, a crise da luz fez aumentar o consumo deste liquido avermelhado; sentado no seu mercedes tão empoado que dá para plantar mandioca, gozam os sobrinhos Zito e Xiquinho; de chinelos empoeirados metidos nos seus pés inchados do peso e da idade, vai atendendo quem chega numa permanente rabugice de velho oitentão  de pouco cumbu *...

* O tio Xico Pais da Cunha aqui referido, faleceu um ano depois desta escrita.

( Continua... Angola, terra da gazosa...VI )

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 08:07
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Sábado, 20 de Fevereiro de 2010
PROMISCUIDADES . IV

 CORRESPONDENTES DO KIMBO

As escolhas do Exmo Visconde do Mussulu

 PROMOÇÃO PORTUGAL!!!! PORTUGAL ONDULADO

 

Jorge Sampaio e Filhotes...

 

Soube-se a dia 27 de Agosto de 2009, pelo JORNAL PÚBLICO, que a jovem e distinta advogada Vera Sampaio (terminou o curso com média de 10 val) com uma carreira de "dezenas de anos e larga experiência"  foi contratada como assessora pelo membro do Governo, Senhor Doutor Manuel Pedro Cunha da Silva Pereira, distinto Ministro da Presidência....

 

Como a tarefa não é muito cansativa foi autorizada a continuar a dar aulas numa qualquer universidade privada onde ganha uns tostões para compor o salário e poder aspirar a ter uma vidinha um pouco mais desafogada.

O facto de ser filha do Senhor Ex-Presidente da República das Bananas que também dá pelo nome de Portugal, não teve nada a ver com este reconhecimento das suas capacidades. Nada! Juro pela saúde do Sr. Engenheiro Sócrates.

 

Há famílias a quem a mão do Senhor toca com a sua graça. Ámen.

Já agora, como se devem recordar, ainda relativamente a esta família, soube-se há tempos que o filhote, depois de se ter formado, foi logo para consultor da Portugal Telecom, onde certamente porá " toda a sua experiência" ao serviço de todos nós.

 

Agora, como já ontem se disse, calhou a sorte à maninha e lá vai ela toda lampeira em part-time para o desgoverno, onde certamente porá também "toda a sua experiência" ao serviço de todos nós.

O papá, para não fugir à regra, depois de escavacar uns bons centos de milhares de euros nossos na remodelação do um palacete ali para os lados da Ajuda, onde instalará um gabinete, vai ser transportado pelo nosso carro, com o nosso motorista e onde certamente, para não fugir ao lema familiar, porá, de novo, toda a sua experiência ao serviço de todos nós.

 

Agora, o filhote foi nomeado Administrador da Gulbenkian...

 

Tudo isto, por mero acaso, se passa num sítio mal frequentado que se chama PORTUGAL, onde um milhão e duzentas mil pessoas vivem com uma reforma abaixo dos 375 Euros por mês.

 

Parece mentira, não parece ?

 

ESTE  É  MAIS  UM  CASO,  ENTRE  MUITOS,  REVELADOS   E   DIVULGADOS  ATRAVÉS  DA

INTERNET, PORQUE AS TELEVISÕES DESTE PAÍS, ESTÃO BEM CONTROLADAS POR FORÇAS OCULTAS....

 

Dos arquivos da Torre do Zombo

O Soba T´Chingange

 



PUBLICADO POR kimbolagoa às 23:37
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PROMISCUIDADES . III

 CORRESPONDENTES DO KIMBO

As escolhas da Condessa do Quipeio      

 

 

 pedofilia PEDOFILIA

 

Quando o magistrado Rui Teixeira é vetado para uma promoção a que tem
direito pela nota meritória da sua avaliação, certamente por ter cometido o
erro??!! De mandar prender suspeitos de pedofilia, pasmem meus senhores ,
pois neste mesmo país, o NOSSO, o acisado pedófilo Hugo Marçal vai poder
frequentar um estágio para Juiz...


Custa acreditar. Mas, o melhor, para quem tem dúvida, é consultar o Diário
da República. Isto é uma vergonha.

Meu pobre país, para onde vais!!!...

Escandaloso: HUGO MARÇAL ... JUÍZ ...!!!
Digam-me que isto é mentira!!!!!
Hugo Marçal...   JUÍZ!!!!
Este processo das crianças violadas vai mesmo ficar em "águas de bacalhau".
É incrível a passividade do povo português face a este escândalo da
pedofilia. Tem que se fazer justiça!

"Hugo Marçal está em vias de ser admitido a frequentar o curso de auditor
de justiça do Centro de Estudos Judiciários.
O nome do arguido no processo de pedofilia da Casa Pia vem publicado no
Diário da República de ontem, entre centenas de candidatos a frequentar a
escola que forma os juízes portugueses, mas ao contrário dos outros,

Hugo Marçal não vai prestar provas....
Pelo facto de ser doutor em Direito - grau académico que terá obtido em
Espanha - está por lei «isento da fase escrita e oral» e tem ainda «preferência sobre os restantes candidatos».
Resultado: o advogado de Elvas está na prática à beira de ser seleccionado
para o curso que formará a próxima geração de magistrados!

O nome de Hugo Manuel S. Marçal surge na página 4961 do Diário da República - 2.ª série, com o número 802, na lista de candidatos a ingressar no CE.

Se concluir o curso com aproveitamento e iniciar uma carreira nos tribunais
- primeiro como auditor de justiça, depois... Como juiz de direito - Marçal
terá também o privilégio de não ser julgado num tribunal de primeirainstância.»


AH, POIS É !!!

É O PAÍS QUE TEMOS !!!
ISTO É ESCANDALOSO E UM ATENTADO À DIGNIDADE DESTE PAÍS, SERÁ QUE O POVO NÃO
VAI SABER E ATUAR EM CONFORMIDADE COM ESTE ESCÂNDALO OU JÁ NÃO TEM DIGNIDADE
E NÃO SE IMPORTA


Espalhem esta obscenidade pois alguma coisa tem que ser feita!!! 

 



PUBLICADO POR kimbolagoa às 00:45
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Sexta-feira, 19 de Fevereiro de 2010
O NOSSO PORTUGAL . VI

 CORRESPONDENTES DO KIMBO

As escolhas do Exmo Embaixador do Kacuacu

 egas-moniz.jpg EGAZ MONIZ

Egas Moniz escreve a Afonso Henriques

     Meu querido Afonso,
Ou Afonsinho, como eu te chamava no tempo em que te educava junto às margens do rio Douro, quando foi do milagre. Eras tão pequenino e enfezadinho.
Afonsinho, em que estavas a pensar quando mais tarde te zangaste com o teu Tio e fundaste Portugal?
Olha só no que deu essa tua travessura:
 
·    No exame final de 12º ano, és apanhado a copiar, chumbas o ano; o primeiro-ministro fez o exame de inglês técnico em casa, mandou por fax e é engenheiro.
·    Uma adolescente de 16 anos pode fazer livremente um aborto, mas não pode pôr um'piercing(um prego nas trombas, mas em inglês diz-se assim) 
·        Um jovem de 18 anos recebe 200   do Estado para não trabalhar; um idoso recebe de reforma 236 €  depois de toda uma vida do trabalho.
·        Um marido oferece um anel à sua mulher e tem de declarar a doação ao fisco. O mesmo fisco penhora indevidamente o salário de um trabalhador e demora 3 anos a corrigir o erro.
·        Nas zonas mais problemáticas das áreas urbanas existe 1 polícia para cada 2.000 habitantes; o Governo diz que não precisa de mais polícias.
·        Um professor é sovado por um aluno e o Governo diz que a culpa é das causas sociais.
·        O café da esquina fechou porque não tinha WC para homens, mulheres e empregados. No Fórum Montijo, o WC da Pizza Hut fica a 100mts e não tem local para lavar as mãos.
·        O governo incentiva as pessoas a procurarem energias alternativas ao petróleo e depois multa quem coloca óleo vegetal nos carros porque não paga ISP (Imposto sobre produtos petrolíferos).
·        Nas prisões, são distribuídas gratuitamente seringas por causa do HIV, mas é proibido consumir droga nas prisões!
·        Um jovem de 14  anos mata um adulto, não tem idade para ir a tribunal. Um jovem de 15 leva um chapada do pai, por ter roubado dinheiro para droga, é violência doméstica!
·        A uma família a quem a casa ruiu e não tem dinheiro para comprar outra, o estado não tem dinheiro para fazer uma nova, tem de viver conforme pode. 6 presos que mataram e violaram idosos vivem numa cela de 4 e sem wc privado, não estão a viver condignamente e aí aassociação de direitos humanos faz queixa ao tribunal europeu.
·        A militares que combateram em África a mando do governo da época na defesa do território nacional não lhes é reconhecido nenhuma causa nem direito de guerra, mas o primeiro-ministro elogia as tropas que estão em defesa das Pátrias DO  KOSOVO, AFEGANISTÃO E IRAQUE, não da Pátria que fundaste.
·        Começas a descontar em Janeiro o IRS e só vais receber o excesso em Agosto do ano que vem; não pagas às finanças a tempo e horas, passado um dia, já estás a pagar juros.
·        Fechas a janela da tua varanda e estás a fazer uma obra ilegal. Constrói-se um bairro de lata e ninguém vê.
·        Se o teu filho não tem cabeça para a escola e com 14 anos o pões a trabalhar contigo num ofício respeitável, é exploração de trabalho infantil. Se és artista e o teu filho com 7 anos participa em gravações de telenovelas 8 horas por dia ou mais, a criança tem muito talento, sai ao pai ou à mãe!
·        Numa farmácia pagas 0.50€ por uma seringa que se usa para dar um medicamento a uma criança. Se fosses  drogado, não pagavas nada!
·        Afonsinho, de novo te pergunto e por favor responde-me: em que estavas a pensar quando fundaste Portugal? Carago, foi uma diarreia mental que tiveste, confessa lá que foi. Agora todos estão desiludidos. Já te falarei um dia na corrupção. O Gonçalo Mendes da Maia que tu tanto criticavas por querer tudo, era um ingénuo, não era nada ao lado desta gangada, nossos descendentes.
Se vires a senhora tua Mãe, dá-lhe recados.
Um beijo do teu servidor sempre fiel, 
Egas Moniz



PUBLICADO POR kimbolagoa às 23:47
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OLHAR AS PEDRAS. IV

FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO

MANIKONGO

T’chingange no reino de N´zinga-a-N´kuwu       

            

 gola fondation de ...  INICIO DO REINO DE MANIKONGO

 

2 – No Reino N´gola


Esta história  romanceada  enquadra-se  no  tempo dos Muxiloandas do  reino N´gola, os tesoureiros do reino, gente de nobre linhagem e muito próximos do rei N´gondo; cipaios zeladores de escudo e lança com a protecção de todos os N´fumos.

Corria o ano de 1482 no reino N´gola num lugar a que veio a chamar-se Loanda.

As transacções comerciais deste reino eram feitas por permuta mas o rei com assento em Ambaca decidiu por a circular uma moeda a que chamaram de zimbo, pequenas conchas recolhidas nas margens guardadas do reino pelos Ambundos credenciados.

O reino dos Ambundos estendia-se desde a bacia do rio Dande até às margens do rio Cuvo que desemboca no Sumbe. Este reino N´gola junto à costa ia de Quipiri no Bengo ou Dande até o Sumbe, passando por Kacuacu, Mulemba, Bungo, Samba, Mussulu, Kissama e Kwanza. O interior deste reino kimbundo penetrava pelo rio Dande além Kifangondo e Kassoalala, Kwanza acima passando por Massangano, Dondo, Kambambe e, do afluente Lucala chegando a Calandula e Malange, Ambaca, Kassange, e Pungo Andongo.

Deste reino antigo de gente com rigor, robustez e força que significa a própria palavra N´gondo e que deu origem ao novo reino N´gola, estendia-se pelo Zenza até Kassange a norte e Quielengues a caminho do planalto dos Umbundos a Sul.

 

 

3- Os Muxiloandas 

 

Kafa Futila Macuto, acabava de chegar à ilha das cabras com dois remadores que em perfeita sintonia e fincando os bordões na areia de mar raso faziam deslocar a canoa a boa velocidade; seu filho Kafa T’chingange esperava-o na margem sombreado por um conjunto de coqueiros não muito longe do n´jango do tesouro real.

Macuto tinha levado o dia recolhendo zimbos dos seus funcionários m´zungos, zeladores do tesouro nas margens da Korimba e Mussulu; estes eram os zimbos mais cotados nos mercados longínquos do Kassange, nas margens do Lucala, Kwanza em N´dalatando Kambambe e Massangano e, agora que chegava à ponta da Ilha, ainda na canoa, perguntava ao filho:

- O soba Samba já chegou?

Após resposta negativa de T´chingange, Macuto deu um suspiro de alivio, o soba Samba não era pessoa para admitir falhas no seu ministério do tesouro. Acto contínuo deu ordens para espalhar os loandos de coco na sombra do n´jango.

Os dois ximbicadores foram transportando em quindas os muitos zimbos de cores garridas dispondo-os nas esteiras que o filho do tesoureiro do reino, ia indicando.

T´chingange era o seleccionador mais conceituado. Fazia as anotações numa lousa anotando o valor e quantidades. Com os seus dezoito anos tinha um perfeito controlo do inventário do tesouro do reino através dos seus rabiscos.

Kissama, o velho misterioso, tinha-o ensinado a fazer umas regras de contabilidade; traços, pontos e uns arabescos, eram o suficiente para reter tudo em placas por seis meses que, depois eram reutilizadas.

 ( Continua... )

Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 00:49
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Quarta-feira, 17 de Fevereiro de 2010
O NOSSO PORTUGAL . V

 

 CORRESPONDENTES DO KIMBO

As escolhas do Exmo Visconde do Mussulu

O PALHAÇO

 PARA  QUEM  AINDA  NÃO  LEU

Crónica de Mário Crespo

O palhaço compra empresas de alta tecnologia em Puerto Rico por milhões, vende-as em Marrocos por uma caixa de robalos e fica com o troco. E diz que não fez nada. O palhaço compra acções não cotadas e num ano consegue que rendam 147,5 por cento. E acha bem.

O palhaço escuta as conversas dos outros e diz que está a ser escutado. O palhaço é um mentiroso. O palhaço quer sempre maiorias. Absolutas. O palhaço é absoluto. O palhaço é quem nos faz abster. Ou votar em branco. Ou escrever no boletim de voto que não gostamos de palhaços. O palhaço coloca notícias nos jornais. O palhaço torna-nos descrentes. Um palhaço é igual a outro palhaço. E a outro. E são iguais entre si. O palhaço mete medo. Porque está em todo o lado. E ataca sempre que pode. E ataca sempre que o mandam. Sempre às escondidas. Seja a dar pontapés nas costas de agricultores de milho transgénico seja a desviar as atenções para os ruídos de fundo. Seja a instaurar processos. Seja a arquivar processos. Porque o palhaço é só ruído de fundo. Pagam-lhe para ser isso com fundos públicos. E ele vende-se por isso. Por qualquer preço. O palhaço é cobarde. É um cobarde impiedoso. É sempre desalmado quando espuma ofensas ou quando tapa a cara e ataca agricultores. Depois diz que não fez nada. Ou pede desculpa. O palhaço não tem vergonha. O palhaço está em comissões que tiram conclusões. Depois diz que não concluiu. E esconde-se atrás dos outros vociferando insultos.

 

O palhaço porta-se como um labrego no Parlamento, como um boçal nos conselhos de administração e é grosseiro nas entrevistas. O palhaço está nas escolas a ensinar palhaçadas. E nos tribunais. Também. O palhaço não tem género. Por isso, para ele, o género não conta. Tem o género que o mandam ter. Ou que lhe convém. Por isso pode casar com qualquer género. E fingir que tem género. Ou que não o tem. O palhaço faz maus orçamentos. E depois rectifica-os. E diz que não dá dinheiro para desvarios. E depois dá. Porque o mandaram dar. E o palhaço cumpre. E o palhaço nacionaliza bancos e fica com o dinheiro dos depositantes. Mas deixa depositantes na rua. Sem dinheiro. A fazerem figura de palhaços pobres. O palhaço rouba. Dinheiro público. E quando se vê que roubou, quer que se diga que não roubou. Quer que se finja que não se viu nada.

Depois diz que quem viu o insulta. Porque viu o que não devia ver.

 

O palhaço é ruído de fundo que há-de acabar como todo o mal. Mas antes ainda vai viabilizar orçamentos e centros comerciais em cima de reservas da natureza, ocupar bancos e construir comboios que ninguém quer. Vai destruir estádios que construiu e que afinal ninguém queria. E vai fazer muito barulho com as suas pandeiretas digitais saracoteando-se em palhaçadas por comissões parlamentares, comarcas, ordens, jornais, gabinetes e presidências, conselhos e igrejas, escolas e asilos, roubando e violando porque acha que o pode fazer. Porque acha que é regimental e normal agredir violar e roubar.

E com isto o palhaço tem vindo a crescer e a ocupar espaço e a perder cada vez mais vergonha. O palhaço é inimputável. Porque não lhe tem acontecido nada desde que conseguiu uma passagem administrativa ou aprendeu o inglês dos técnicos e se tornou político. Este é o país do palhaço. Nós é que estamos a mais. E continuaremos a mais enquanto o deixarmos cá estar. A escolha é simples.

Ou nós, ou o palhaço. 

 

Mario Crespo



PUBLICADO POR kimbolagoa às 22:59
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Terça-feira, 16 de Fevereiro de 2010
O NOSSO PORTUGAL . IV

 CORRESPONDENTES DO KIMBO

 

Escolha do Exmo Visconde do Mussulu

Imaginem

Crónica de Mário Crespo

Imaginem que todos os gestores públicos das setenta e sete empresas do Estado decidiam voluntariamente baixar os seus vencimentos e prémios em dez por cento. Imaginem que decidiam fazer isso independentemente dos resultados. Se os resultados fossem bons as reduções contribuíam para a produtividade. Se fossem maus ajudavam em muito na recuperação. 

Imaginem que os gestores públicos optavam por carros dez por cento mais baratos e que reduziam as suas dotações de combustível em dez por cento. 

Imaginem que as suas despesas de representação diminuíam dez por cento também. Que retiravam dez por cento ao que debitam regularmente nos cartões de crédito das empresas. Imaginem ainda que os carros pagos pelo Estado para funções do Estado tinham ESTADO escrito na porta. Imaginem que só eram usados em funções do Estado. 

Imaginem que dispensavam dez por cento dos assessores e consultores e passavam a utilizar a prata da casa para o serviço público. Imaginem que gastavam dez por cento menos em pacotes de rescisão para quem trabalha e não se quer reformar. Imaginem que os gestores públicos do passado, que são os pensionistas milionários do presente, se inspiravam nisto e aceitavam uma redução de dez por cento nas suas pensões. Em todas as suas pensões. Eles acumulam várias. Não era nada de muito dramático. Ainda ficavam, todos, muito acima dos mil contos por mês. 

Imaginem que o faziam, por ética ou por vergonha. Imaginem que o faziam por consciência. Imaginem o efeito que isto teria no défice das contas públicas. Imaginem os postos de trabalho que se mantinham e os que se criavam. Imaginem os lugares a aumentar nas faculdades, nas escolas, nas creches e nos lares. Imaginem este dinheiro a ser usado em tribunais para reduzir dez por cento o tempo de espera por uma sentença. Ou no posto de saúde para esperarmos menos dez por cento do tempo por uma consulta ou por uma operação às cataratas. 

Imaginem remédios dez por cento mais baratos. 

Imaginem dentistas incluídos no serviço nacional de saúde. Imaginem a segurança que os municípios podiam comprar com esses dinheiros. Imaginem uma Polícia dez por cento mais bem paga, dez por cento mais bem equipada e mais motivada. Imaginem as pensões que se podiam actualizar. Imaginem todo esse dinheiro bem gerido. Imaginem IRC, IRS e IVA a descerem dez por cento também e a economia a soltar-se à velocidade de mais dez por cento em fábricas, lojas, ateliers, teatros, cinemas, estúdios, cafés, restaurantes e jardins. 

Imaginem que o inédito acto de gestão de Fernando Pinto, da TAP, de baixar dez por cento as remunerações do seu Conselho de Administração nesta altura de crise na TAP, no país e no Mundo é seguido pelas outras setenta e sete empresas públicas em Portugal. Imaginem que a histórica decisão de Fernando Pinto de reduzir em dez por cento os prémios de gestão, independentemente dos resultados serem bons ou maus, é seguida pelas outras empresas públicas. 

Imaginem que é seguida por aquelas que distribuem prémios quando dão prejuízo. 

Imaginem que país podíamos ser se o fizéssemos. 

Imaginem que país seremos se não o fizermos. 

Vou imaginar!

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 22:09
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MAYOMBE 2010 - V

FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO

        Tatuagem de guerra

 Faites glisser votre souris ...  GORILAS DO MAYOMBE

 

O tempo da vida dissolve-se em vontade de recordações num também diluído espaço e, quarenta e três anos atrás, nas terras do Mayombe defendia soberania do Puto. Envolto em nuvens de mosquitos, estávamos então a 82 anos após a assinatura dum tratado que viria a não ser respeitado (Simulambuco a 1 de Fevereiro de 1885).

Naquele enclave de  Cabinda tirei então uma foto de G3 aos ombros empoleirado num marco de fronteira posto ali por Gago Coutinho; Miconge, ainda é o nome daquele lugar e, ficou na estória como sendo o primeiro aquartelamento de tropa Tuga a entregar-se ao EM.PE.LÁ.

Não posso esquecer-me daquele lugar porque foi ali que pela primeira e última vez, e sem saber, comi macaco; em operação de fronteira a partir de Sanga Planície tivemos de ali pernoitar e,  farto de ração de combate comi do mesmo que os T.Es (tropas especiais, antigos turras); só quando passei pela cozinha improvisada é que reparei nas mãos de saguins que saíam de panelas e latas tisnadas. No outro dia e no caminho que conduz a Dolizie (Congo Brazzavile) faríamos uma emboscada ao movimento que agora luta contra os Fiotes da FLEC; Os mesmos que  ainda não atingiram a sua independência.

 

Após aquela emboscada que originou umas quantas mortes do lado do inimigo, os dias que se seguiram a musica empolgada de Che Guevara deu lugar a uns quantos dias de música fúnebre.

Ai bába ni kissala táta Rafael!…

Ai bába ni kissala é sê Dragon!…

Frum fum… fum, fum, fum. fum.

Seguiram-se outras paragens por terras de Massábi, como Caio Guembo, Belize, CHimbete,  Sanga Mongo, Buco Zau, Batassano e Tando Zinze a sul do enclave,  junto ao  rio Chiloango.

Da lagoa do  Bumelambuto tenho as  gratas recordações do tempo passado com a negra mamã Isabel, que fazia bons petiscos. Corria muita cerveja cuca, nocal e primus do Congo a acompanhar biala de suza; sempre com funge e muito jindungo também regado a marufo.

Hoje estou no Nordeste Brasileiro!

Entre o lá e o cá, decorridos que estavão 125 anos após a assinatura do tratado de Simulambuco, desde a barcaça que a história descreve, vim a conhecer Alexandre Tatti em comezainas com um seu familiar do Bumelambuto e outros descendentes da linhagem de Fiotes nobres.

Depois foi Agostinho Chicaio que reclamou para Cabinda melhoria para aquele povo de cujo petróleo e madeiras preciosas pouco via traduzido na sua qualidade de vida. Ventos trazidos dessa abertura, traduziram-se em manifestação na qual o povo Imbinda aderiu. Ou os gorilas de Luanda abrandam ou  a FLEC acomoda-se!

Na rota dos direitos do homem, longe daquele lugar húmido que é a mata do Maiombe, com estatuto de gente, remexo areia igual à de Lândana na borda da mata Atlântica Brasileira.

( Continua...... tatuagem de guerra - V )

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 01:00
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Segunda-feira, 15 de Fevereiro de 2010
POVO IMBINDA . III

 

FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO

           Uma visão do território

 

 

 Cabinda+Maiombe+02.bmp MADEIRAS DO MAYOMBE

 

 

Cabinda tem a Norte o rio Chiloango que domina a savana com muitas manchas florestais até junto a Buco-Zau, mas é a partir do Dinge que a floresta se torna mais densa. Contudo, é no Alto Maiombe que ela assume a sua dimensão monumental, gigantesca, encerrando todo o esplendor e sortilégio referidos por cronistas, pintores e jornalistas que conhecem esta maravilha da Natureza e dela se ocuparam. A serra de Muabí com mais de 800 metros referida no livro deu ao relator desta crónica muita labuta. Durante os dois anos de serviço militar recorda o quanto era difícil transpôr a lama provocada pela intensa chuva; e, lá íamos nós molhadinhos até ao tutano a pé passando pela curva da morte e, finalmente o Miconge, A Sanga Planície, administração sob os cuidados dos Tugas. O relator desta coisa, militar da incorporação de Angola estava ali nas forças do Puto (C.C. 1784).

 Um dia perguntei ao Sargento Xisto se podia transferir dinheiro para a Metrópole, pois que tinha em mente gozar a minha primeira licença graciosa, mas, foi-me dito que eu, da incorporação de Angola não tinha esse direito; Bolas!..., Afinal além de ser branco de segunda também era um militar de segunda e, fiquei revoltado com vontade de saltar para o outro lado, ir até Ponta Negra, juntar-me ao pestana Pepetela que diz ter andado por aquelas matas do Batassano. Outros meus colegas fizeram-no desviando um avião “friendechip” para Point Noir. Urna das grandes riquezas de Cabinda é o seu lençol freático. É enorme a proporção de terras imersas em relação à superfície total do território. Possui vários rios, ribeiras, lagoas e pântanos. Chiloango é o rio mais imponente. Nasce no Zaire e faz fronteira em parte do seu percurso, entre aquele país e Cabinda desaguando no Oceano Atlântico, próximo de Lândana.

Cabinda foi elevada a cidade no ano de 1956, na sequência do grande surto de desenvolvimento. Favorecida por especial regime alfandegário, Cabinda tornou-se num grande centro comercial da África Ocidental. No decênio de 70 a cidade capital de Cabinda era das que mais cresciam na faixa litoral a Sul do Equador.

Tando-Zinze, Lugar onde o relator passou alguns meses, era considerada a maior povoação rural de Cabinda situando-se a 45 quilômetros a Nordeste da urbe capital.

A importância de Tando-Zinze está ligada de maneira inequívoca a fatores de ordem histórica. Foi região sede do antigo reino do Congo. O seu florescimento iniciou-se em meados do século XVIII, com a fixação de uma importante missão católica dirigida por padres franceses com comerciantes portugueses e franceses.

Belize, vila, capital do Alto Maiombe, fica no «coração» da portentosa floresta equatorial. Exerce influência sobre as aldeias da região, nomeadamente Cango, Ganda, Luali, Caio- Guembo e Miconge (Sanga Planície).

É na zona geográfica de Pangamongo (ex-Beira-Nova) onde se concentra cerca de dois terços da população total de Cabinda. A zona de Belize, cuja maior parte da superfície é coberta de floresta, a densidade é inferior a oito habitantes por quilômetros quadrado. 

( Continua .... IV )

O Soba T´Chingange

 



PUBLICADO POR kimbolagoa às 01:10
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Domingo, 14 de Fevereiro de 2010
OLHAR AS PEDRAS. III

 FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO

T’chingange no reino de N´zinga-a-N´kuwu                    

 

Romance em execução ( Iniciou em 2008 )

O visitante pode colaborar no desenvolvimento deste romance do qual só se  conhece este começo em 1482. Deixe o seu comentário e contacto. O conteudo pode vir a ser alterado conforme as revisões posteriores.

 

MANIKONGO                        

T’chingange no reino de N´zinga-a-N´kuwu                    

 Adaptado do desenho de ...  O REINO DE MANIKONGO

Estamos no ano de 2008, ano das primeiras eleições em Angola. Com uma paz carcomida por um governo salalé desde 11 de Novembro de 1975, heróis morreram sem ver a consumação deste bem-estar; morreram empestados de moscas e tresandando mau cheiro desde o Miconge dos Fiotes à N´giva dos Ovambos numa guerra tonta de kwata-kwata.

Esta modesta obra é dedicada a todos os que amam Angola, os que por lá passaram e que não sendo Ambundos camundongos, Imbindas fiotes, Kicongos, Kwanhamas, Umbundos, Makancalas, Hereros, Himbas, Kam´ssakeles ou Bosquimanos, entre muitos mais, a não esquecem, brancos, pretos ou pardos.

Em toda a América, do Norte e Sul, a diáspora de descendentes Angolanos a partir do primeiro envio de escravos, andará pelos sete milhões a multiplicar pelas várias gerações em 348 anos; podemos deduzir que os Afro-Descendentes só no Brasil serão talvez uns 80 milhões dos quais, uns dois milhões terão chegado após Agostinho Neto ter proclamado a independência a 11 de Novembro de 1975.

 

Os brancos, nesta vasta diáspora do após 1975, serão os Mwene- N´golas que quer se queira ou não, a ela pertencem; abandonaram sob pressão a terra que tratavam como sua, levando somente consigo a saudade, essa linda palavra que só existe na língua comum, o Português. Sem esse património as várias etnias não se entenderiam e como tal a unidade Nacional ficaria obviamente debilitada.

Os Mwene-N´golas, foram os excluídos das regras do Em-Ef-Há, os expulsos por força do Em-Pê-Lá e, assustados pelo Fê-Né-Lá; calcinados pela desUnião Nacional para a Independência Total de Angola e, enganados por um Falcão duma Frente Unida Angolana, todos, originaram a FUGA.

Agora os Mwene-N´golas são somente, os exilados TUGAS.

 

Estão no mundo; no Sertão

Aonde gorjeiam os “bem-te-vi”

Mas os pássaros que ali cantam

Não igualam o “siripipi”

 

( Continua.. 2 – no reino de N´Gola )

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 01:22
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Sábado, 13 de Fevereiro de 2010
OLHAR AS PEDRAS. II

FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO

T’chingange no reino de N´zinga-a-N´kuwu                    

“ Está escrito”

 

 

FOZ DO RIO ZAIRE

Aqui ou ali, em qualquer lugar, a verdade mãe de toda a justiça surge-nos envolta em medos embrulhados de decepção .

Quando cada um de nós entender como a sua vida depende do ambiente que o circunda, irá ser capaz de ampliar a percepção da realidade; só então, cada qual, comprometidos num senso de preocupação ou compromisso com o envolvente e as gentes, lutando contra a ignorância, a mentira ou a desinformação manipulada, iremos em conjunto permitir uma vida mais harmoniosa. Esta beleza de sonho, às vezes, torna-se real para alguns eleitos.

Tabém às vezes, é impossivel reter o rio da vida a um “está escrito” ou “è o destino” curva-nos à benção divina.

 

Entre conspirações de cacimbo, alimento sózinho o kimbo de sonho. Coisas dum branco com resquicios de preto; coisas de preto, dirão alguns no suplemento. Um dia num qualquer sítio de África edificarei com paus, palha e barro a minha cubata sagrada. Nem todos podem ver os mesmos sonhos e, da mesma forma.

Com vinte e um mês de Kimbolagoa Blog, com quase 21.000 visitantes, darei início ao romance Manikongo, T´Chingange no reino de N´zinga-a-N´kuwu. Vai surgir aos poucos intercalado na estória-sem-agá por despretencioso, carregado de inventações e algumas mentiras verdadeiras.

Na alquimia da vida, tudo é possivel.

 

Romance em execução ( Iniciou em 2008 )

O visitante pode colaborar no desenvolvimento deste romance do qual só se  conhece este começo em 1482. Deixe o seu comentário e contacto. O conteudo pode vir a ser alterado conforme as revisões posteriores.

 

MANIKONGO                        

T’chingange no reino de N´zinga-a-N´kuwu                    

 

1ª PARTE

 

1 – Introdução e saudade

 

As mukandas amontoadas no porão do palácio negreiro dos coqueiros estavam amarelecidas, picadas das moscas, mijadas por gerações de muitos camundongos e furadas pelo caruncho; não admira pois, já se passaram 526 anos desde então, o ano de 1482.

Negreiros, funantes, pombeiros, fazendeiros e fubeiros foram deixando rasto contado por secúlos e sobas e, escritos de padres, missionários, aventureiros ou administrativos. 

Estima-se em mais de cinco milhões de pessoas transladadas de 1519 a 1867 como escravos para o Brasil, a uma média anual de 12 500 almas. A quarta parte morria entre a captura e o porto de embarque ou na travessia do Atlântico.

Depois de proibida a comercialização, a gente escrava passou a ser galinhas de N´gola; era assim que pelas roças e engenhos, faziam o pregão:

- Há galinhas de Angola no porto!

As galinhas do porto originaram o Porto Galinhas tão apreciado pelos turistas que se bronzeiam alheias a este facto e, são esses mesmos descendentes N´golas, que em jangadas os levam a apreciar as piscinas naturais, os deleitam com sensação pelas dunas do Maranhão, os sentam no terreiro dos oxalás, ou orixás com negras deitando fumo pelas orelhas, pais de Santo falando banto em imaculado branco ou linguarejando ao deus N´zambi ou ainda, levando-os a ver o forró da aguarela tropical. 

(Continua ...Olhar as pedras, MANIKONGO . III )

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 00:06
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Sexta-feira, 12 de Fevereiro de 2010
MAYOMBE 2010 - IV

 

FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO

N´ZAMBI  E O COMBATENTE

 

  ... this young Unita soldier o último património

Há dez anos atrás, na linha impenetrável da latitude, lá na planície interminável do alto Zambeze, nos subúrbios do nada, os fugidos de Kazombo, da guerra, esticavam a fome.

Passada a embriaguez da libertação, Zé sozinho de alma magra, por ali estáva candongando normalidade sem sombra. Com tempo para rever inteligência dizia com lucidez que não havia mais nada para libertar em Angola.

Na troca de uns quantos kwachas por feijão brilhante enganava a vida na passagem dos dias. Jogando nas probabilidades, enxotado da guerra por insuficiência física, lavava o cérebro capinando chinguiços da vida.

Reconstruindo a euforia de viver, naquele um dia já noite feita, o escuro de Fevereiro rebrilhava ondulação na labareda: O kimbo, a rebita, o batuque, os panos garridos do mulherio rodopiando ritmicamente ao redor dos tições.

Saídos da sonolência, pés gretados e pernas de pau toscamente simétricos excitados na fermentação das palmas sincronizadas  a álcool, levantavam pó lambido de fogo.

Já tarde, noite dentro, na tranquilidade do cacimbo consumindo fogo, depois de muitos entretantos, as amputações foram desatarraxadas. A esteira à mão do relento coberto a capim suportou as pálpebras doridas.

Corre o pano daquele quadro! Fechei-me de interior por dentro de mim visitante, mas também o mundo todo entaipava aquela visão de subsistência.

 

A casa da circunscrição, a residência do administrador, a granja agrícola, o armazém de alfaias e sementes seleccionadas, o tanque carracicida, o posto médico, a estação dos correios, o tribunal, a capela, os fornos de cal e tijolo, o silo, a carrinha “chevrolet”, o forno de pão, a sanzala, os cipaios, a missão. Da guerra de emancipação à  decepção da amputação.

Aquele éra um mundo irreal, monstruoso, somente um faz de conta. Um sonho estilhaçado.

E eis que mais uma guerra civil se iniciava, cronologicamente a 4ª, a da desilusão. A 5 de Dezembro de 1998 “dos Santos” engenheiro de sabedoria, decreta o inicio. Eliminar Savimbi, matar, matar, num nunca acabar.

Isto é tudo um negócio diz Zé Sózinho enquanto atarraxava a cuja dita perna de pau, recheado de mortificação:

-“Quando zumbi senhor da guerra chega, é zumbi quem manda”.

Entretando,dez anos se passaram. O mano kwacha sem pernas morreu. O salalé neste entretanto roeu seu último património; as suas pernas postiças em forma de cruz.

 

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 01:10
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Quinta-feira, 11 de Fevereiro de 2010
OLHAR AS PEDRAS

FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO

                         O Sol e os Sonhos

LUSOFONIA  Lusofonia 

 

Porque sou pequeno demais para abraçar o Mundo, viajo por ele, vendo maneiras que acontecem e, cada lugar é um porto de satisfação nova. Procurando manter o pouco que tenho deixo que naturalmente tudo aconteça entre um nascer e pôr do Sol; as situações mudam num espaço de um ai e, o que fica, mesmo, são os sonhos. Sonhos intercalados com as surpresas do tempo, que se vão impondo entre paisagens e novas razões, novas amizades e também frustações.

Conhecer o Mundo é deixar num outro qualquer lugar que ficou para trás um pouco de nós, mulheres ou homens, amigos ou inimigos.

Temos de reconstruir-nos permanentemente para nos protegermos do semelhante  que, adúltero às boas regras ou posturas, subestimam todos os demais  que as cumprem.

 

Diz o tradição árabe que Deus, dividiu a misericórdia em cem partes mas, noventa e nove guardou-as para Ele próprio administrar, distribuindo a restante entre os seres humanos; ainda bem que assim é, porque cá em baixo estamos fazendo um grande esforço para sorrir, sem pagar imposto por isso.

Vale a pena recordar as palavras  de João Paulo II que ainda ecoam com humildade:  “- Cristo sabe o que há no mais intimo do homem, sómente Ele o sabe! - Quantas vezes as dúvidas fazem enveredar pelo caminho do desespero! - Deixem que Cristo vos fale! - Só Ele tem as palavras da vida!” e,... assim foi. Viveu até ao último segundo sem esconder as  dores do Adeus.

 

Os estados-nação actuais, viraram refúgio de incompetentes que, atrapalhando e emperrando instrumentos de mudança, agarram-se  como lapas às pedras; são os senhores da sabedoria, eleitos supremos do seu ego ou usura, emperrando conscientemente o desenvolvimento.

As promiscuidades  no Mundo são muitas e os incestos na feitura de lei escandalosos! Andamos desencantados com tanto faz de conta, gastando energias em vícios e fantasias televisivas.

A indústria da assinatura no Mundo da Lusofonia prolifera numa multiplicidade de papeis, leis, decretos, despachos, acórdãos e tantos outros instrumentos ditos de lei, que nos atrofiam

Aquele barco velho,com a quilha em Sagres, no mesmo sítio aonde Estrabão afirmou que a Europa só chegava ali, está a meter água; já não tem bombordo! E,... de estibordo vêm um vento do caraças!

 

O Soba T´Chingange   



PUBLICADO POR kimbolagoa às 00:50
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Quarta-feira, 10 de Fevereiro de 2010
CORRIA O ANO DE 2002 . IV

FÁBRICA DE LETRAS DO JIMBO

EXPEDIÇÃO "Angola,terra da Gazosa"

Voo TP, destino Luanda.

  ... rio Queve ou Cuvo, o RIO QUEVE OU CUVO

 

As empresárias de sucesso, amigas do Bien e Xico Massa, com rudimentos de higiene ocasional curtida no funaná Bye Bye My Love, cursadas em sobrevivência, isentas das exigências dum organismo do tipo  “Asae do Puto”, transformam a fome em petisco espantado e, o frango no espeto marchou sem entretantos, com bastante jindungo; havia na quitanda mukifo, onduladas conversas de rosca sussurradas de encanto atarraxado.  A quentura das dezonovinhas transbordava restos de cabaço desovados na praia das tartarugas, ali bem perto, ai-iu-é.

As cervejas são retiradas de arcas esferovite com gelo, dessas que se usam quando vamos para o campismo, no meio daquele altiplanalto aonde estão uns quantos militares acampados em quartel próximo; vêem-se uns graduados roçando as donzelas e, no entretanto da observância um dos de patente rasa vem até nós pedindo uma gasosa pois que se queria deslocar a Luanda e não tinha cheta para superar. Queria ir lá esclarecer desilusões de amores mal aclarados; treta  ou não, logo de seguida bazou de nós e foi cravar outro, assim deve ter levado o dia a obter uns “cumbus” para as frias, usando este estratagema  de fino engodo.

 

Já perto do rio Calamba começaram a ver-se cassoneiras, newas, maboques, embondeiros e muitas matebeiras, daquelas esguias de onde retiram o marufo; assim deixamos para trás a reserva da Kiçama sem ter visto uma simples capota ( galinha do mato ou fraca)  ou um simples camundongo, ou mesmo  um dilengo.

Não muito longe, começamos a descer para o Porto Amboim; O sol descia no horizonte valorizando a ampla baía do mesmo nome, local de muita azáfama piscatória no tempo dos Tugas podendo ainda ver-se alguma movida na arte de secar peixe, pesca da lagosta  e lá mais adiante ao dobrar do promontório e na foz do rio Cuvo as deliciosas e grandes ostras. Um saco de ráfia grande, como o do usado no carvão no puto, custou-nos cem kwanzas ou seja o equivalente a dois Euros e vinte cêntimos.

 

Abro um parêntesis!..

Dias depois voltamos ali, atravessámos uma comprida lagoa de contracosta em canoa  feita de  troncos de bimba, chimbicamos com bordão na companhia do Tomás mais conhecido por Tarzam, que nos levou à outra margem; à medida do chimbico e da forma como o bordão batia no fundo, assim ia dizendo aqui tem ostra, aqui  não tem; distinguia assim a  rocha dos bancos de calcário ostrifero e a areia , turvando a água  de lodo escuro com a agitação.

Aquela iguaria da Kalunga, repastelou-nos após termos mergulhado na costa de grandes calemas, água límpida e areal  mulato a perder-se na barra daquele rio que vem da Gabela.

Fecho o parêntesis.

 

 O Jimba, local de farta planície é avistado na sua imensidão de capim aonde dizem ter havido muito algodão, agora vêem-se umas quantas cabeças de gado e também dá para notar que as instalações são agora um campo militar pois ao longe vêem-se veículos militares, estafadas Urais ou Ifas soviéticas  ainda castanhas na cor ( aquelas de meter medo às criançinhas ).

                                                                                                         

( Continua... Angola, terra da gazosa )

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 00:01
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Terça-feira, 9 de Fevereiro de 2010
POVO IMBINDA – II

 

FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO

          Os nobres e os três tratados

 

Rei do Kongo D. Pedro VII e D. Isabel

 

As nobrezas, portuguesas e Imbindenses, estão ligadas por laços diversos, por via do primeiro Visconde de Kacongo, João José Rodrigues Leitão, vulto de grande prestígio entre os naturais, não só pelas suas altas qualidades humanas como, também, por ter cooperado eficazmente na ocupação pacífica e definitiva dos territórios de Kacongo e Massábi.

O Congresso de Berlim, perante a vontade dos Cabindas, viu-se forçado a reconhecer Cabinda como protetorado de Portugal.

Da nobreza Imbindense, destaca-se D. Domingos José Franque. Foi oficial de 2ª linha do exército português e representava a mais fina estirpe das gentes de Cabinda. Neto de Franque Cacolo que ostentava o privilégio honorífico de Mafuka do Reino de N’goyo. Seu pai, Francisco Franque, coronel da 2ª linha, foi genro de Manuel José Puna, Barão de Cabinda. Estes foram os influentes e signatários do Tratado de Simulambuco que concedeu a Portugal o protetorado daquelas terras e, suas gentes..

O Rei do Congo, D. Álvaro I (1570), tornou-se vassalo e tributário de Portugal, porque N´goyo, Loango e Kacongo faziam parte do Reino do Congo.

Uma cuidada análise aos documentos revela que os mesmos, obedecem a normas do direito internacional aplicadas no tempo actual. As três formas básicas regulamentares continuam atuais: a negociação, a assinatura e ratificação

 

Cabinda ficou ligada administrativamente a Angola, apenas por comodidade burocrática.

 

Não obstante o reconhecimento dos direitos de Portugal pela França, em Março de 1883, Loango e Ponta Negra foram tomadas à força por Cordier, comandante da corveta «Sagittaire», com a conivência de dois portugueses traidores (Saboga, no Loango; e João da Silva Cruz, em Ponta Negra) e por alguns padres franceses da Missão de Lândana. Porém, a fidelidade dos Imbindas Fiotes a Portugal revelou-se em invulgar abnegação na luta contra os invasores.

Foi devido à insolência francesa que se acelerou os tratados de Chinfuma (29 de Setembro de 1883), Chicamba (26 de Dezembro de 1884) e o de Simulambuco (um de Fevereiro de 1885). A atitude de Cordier foi veementemente repudiada, entre outros, por André Locumbo, Mambonsba Luxema, Mafuca; Mambuko Chicaio, Mamboma Chibiene, Cruz e Silva e Antônio Mário Ruas. Ponta Negra acabaria por ficar em poder dos franceses, recebendo a designação actual de Pointe Noire. Terão sido até certo ponto, os processos usados por Cordier que levaram os povos de Cabinda, Lândana e Massábi a optarem definitivamente de um modo voluntário por Portugal. 

 

( Continua....III )

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 00:16
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Segunda-feira, 8 de Fevereiro de 2010
MULUNGU – II

FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO

          DE BOM CONSELHO A CABO BRANCO, 6 DE JANEIRO DE 2010

 Farol do Cabo Branco - João ...  FAROL DE CABO BRANCO

 

A vida é assim, feita de pequenas coisas; Um nada, um entretanto, um era uma vez:

 

- Era uma vez, um era e não era, que andava lavrando com dois carrapatos. Veio-lhe a notícia que o pai era morto e a mãe por nascer, pôs o burro às costas e o arado a comer.

 

O Brasil foi-se construindo numa mistura de culturas com gente aqui chegadas de muitos lados; Pela quentura da terra  e pela força de quereres naturais a mestiçagem aumentou concebida em raspadura de cana doce e coco junto à costa ou palma de engorda boi no agreste e sertão.


Foi no decorrer de muitos anos que surgiram os pardos Ferreiras da Silva, os matutos Pereiras, os mamelucos Oliveiras, os mulatos Monteiros e os galegos Chaves.

Mergulhado nos engenhos e tanta história, relembro-me anos atrás em Cabo Branco, o sitio  mais oriental de toda a América aonde para testemunhar lá está um talefe com as latitude de 7 graus e 9 minutos e com longitude de 34 graus e 47 minutos. O cartaz que abona estes dizeres tem um poema da autoria do poeta Paulo Miranda e, porque fui ali beber vontades de saber  o transcrevo na totalidade:

 

Soprado pelos ventos de outros mundos,

E gerado na existência de outras eras,

O Cabo Branco na passagem dos segundos

Vai assistindo o passar das primaveras.

 

Desafiando a própria natureza,

Sua ponta ligando o continente;

Sublime, senhor desta grandeza

Banhado pela luz do Sol Nascente.

 

E as subtilezas das ondas lhe beijando

Vai uma, vem outra, se evolando,

Se esvaindo  no espaço cor de anil.

 

E do verde das flores ele se veste,

Recebe o soprar do vento agreste

Este acidente geográfico do brasil.

 

Foi deste encontro sem intenções, que sucederam danças de perene batucar, quase sem querer e, daqui, quase em pleno sertão até João Pessoa na Paraíba.

 

O Soba T´Chingange               



PUBLICADO POR kimbolagoa às 00:25
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Sábado, 6 de Fevereiro de 2010
BRASIL E O CANGAÇO . XXXI

  FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO

                   Um povo alegre

 

 FOTOS  DE CARNAVAL 

 

 

Os deputados afastados foram-no só após publicação no Diário Oficial do governo. Seguem-se os nomes e as filiações partidárias:

- António Albuquerque – DEM

- Cícero Amélio – PMN

- Netto Gomes de Barros – PMN

- Edival Gaia Filho – PSDB

- Maurício Tavares – PTB

- Dudu Albuquerque – PSB

- Isnaldo bulhões Júnior – PMN

- Arthur Lira – PMN

- Cícero Ferro – PMN

A decisão do Desembargador Sapucaia é de carácter laminar; interinamente Alberto Sextafeira do PSB assume o comando da Assembleia Legislativa.

Os bens de todos os afastados, ficaram com seus bens bloqueados por ordem superior de Sapucaia.

Já em 2008 os escândalos com o uso indevido de cartões corporativos levaram à demissão da ministra detentora da pasta da condição feminina; uma Comissão de investigação está descortinando a extensão do uso deste cartão par benefício pessoal; a lei que pretendia aligeirar determinadas compras para não emperrar a coisa pública veio a proporcionar o uso pessoal em compras de foro não oficial como compras de roupas, sapatos, viagens e um rol de guloseimas próprios de quem rouba com lisura sem respeitar a seriedade; a sua e de todo um povo.

Um povo sem justiça é um povo defraudado.

Mas, quero lá saber quem morreu,... agora é carnaval!

6 de Fevereiro de 2010

FIM

 

Bibliografia:  - Cronista: - Costa Pinto

                          - Escritores: - Frederico Pernambucano de Mello, Câmara Cascudo, Mário Sette, Gustavo

                            Barroso,  Graciliano  Ramos, Optato Gueiros  e  Eduardo Águalusa (Escritor Angolano)

 

Livros consultados:

                                - Memórias do cárcere de Camilo Castelo Branco,

                                 - Tradições populares da pecuária Nordestina de Luís da Câmara Cascudo,

                                 - Viagens ao Nordeste do Brasil de Henry Koster,

                                 - Língua do Nordeste de Mário Marroquim,

                                 - Quando o Zumbi descer ao Rio de José Eduardo Águalusa  (Angola )

                                 - Viventes de Alagoas e Vidas Secas de Graciliano Ramos,

                                 - Cultura e Educação das Alagoas de Elcio de Gusmão Verçosa,

                                 - Lampião e suas façanhas, Maceió, Imprensa Oficial de 1966.

                                 - Quem foi José do Telhado de Augusto Pinto

                                 - Lampião e os interventores de Luiz Ruben Ferreira de Alcântara Bonfim (2008)

                                 - O espinho do Quipá – Dera Ferreira (Neta de Lampião) e António Amamy

 

Jornais:  - O ceará - Fortaleza; Diário de Noticias – Salvador, Bahia; Diário de Pernambuco - Recife,

                  Pernambuco; Gazeta do Juazeiro – Juazeiro, Ceará; Gazeta de Alagoas – Maceió, Alagoas; Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas.

 

Troca de impressões: Aristides Arrais – PT e Sra Fátima de Águas Brancas e Ferreira da Silva de Bom Conselho em Pernambuco.

 

Repórter: - Uma menção especial à colaboração de Carlos Roberts, repórter de Gazeta de Alagoas, Secretário de Informação e Turismo da prefeitura de Marechal Deodoro e apresentador esporádico de Televisão que, deu alguns esclarecimentos e um roteiro util.

                       

Visitas Locais: - Cidade de Paulo Afonso, Gruta de Delmiro Gouveia, Olhos de Água do Casado, Xingó,

                                Canindé, Piranhas, museu da estação do trem em Piranhas e a grota do Angico.

 

Nota: - A grande  parte  das  descrições  aqui feitas, são  uma  súmula  do livro  Guerreiros  do Sol  de Frederico Pernambucano de Mello, da Girafa Editora Ltda, São Paulo, Brasil do qual recomendo leitura minuciosa por quem se interessa  pela saga do  banditismo no Brasil  último quarto do Século  XIX e a metade do século XX.

                               

( Ultimo artigo sobre o cangaceirismo )

O Soba T´Chingange  



PUBLICADO POR kimbolagoa às 12:22
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Sexta-feira, 5 de Fevereiro de 2010
RECIFE – A SAGA DO AÇUCAR . XVI

 


FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO

        O apetrexamento urbano

 

 Mapa Brasil | Agrupación de ...  BRASIL

Os estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná, atingiram os melhores niveis de vida do Brasil no século XXI graças a esse povoamento de redefinir franteiras além do Tratado de Tordezilhas segundo o “Uti-possidetis” do novo Tratadod Madrid de 1750.

Santa Catarina, estratégicamente situada no Atlântico Sul, com 428 km quadrados, é em termos culturais, a décima ilha dos Açores e, foi a lei de provisão de 1747 de D. João V que ao alistar toda a gente que se oferecece para se transladar para esta ilha, que proporcionou a sociedade actual.

Povoar, colonizar e guarnecer militarmente a ilha de Santa Catarina, foi o baluarte na defesa contra piratas europeus, principalmente holandêses, inglêses e uns tantos francêses.

A custas da Fazenda Real, do recenceamento voluntário, resultaram companhias formadas por cinquenta homens cada uma, tendo no mando um capitão, dois alferes e quatro sargentos. Mas, não foram só estes os intervenientes na história do Sul do Brasil; à semelhança do nordeste Brasileiro, os Angolanos foram também os primeiros escravos a irem para Santa Catarina tendo também chegado ali, gente ida de Cabo Verde e da Guiné.

 

VIII – O TRAÇADO URBANO

 

As casas no seu todo, tinham acabamentos com ângulos nos extremos dos telhados, quatro águas e telhas de goiva ou calha portuguesa, que recebiam nas linhas de cunhal uma forma de pomba pousada. Esta pomba em olaria ou cerâmica cozida junto com a telha de arremate, trata-se e segundo a tradição do símbolo da pombinha do Espírito Santo abençoando a casa e seus moradores. Os Açoreanos têm uma predileção especial com o culto ou festas do Santo Espírito.

Havia também o refinamento das beiras ceveiras como os bordados, ou de cortinado em cimalha e outras platibandas com desenhos ou adornos enfeitando o alçado ou fachada principal. Com as canaletas de drenagem aproveitavam as águas no desaguar de drenagm de beirados e algeróz em uma cisterna algures situada por baixo do logradouro posterior. As carências de chuvas em suas terras de origem, levaram-nos a seguir os velhos métodos de armazenamento árabe ainda em uso nas ilhas açoreanas, na província do Algarve no Portugal Europeu ou todo o Sul de Espanha e Itália e também no sertão de Pernambuco.

Os beirados enfeitados dava ao seu senhor “status”, posição social altiva de poder e dai, dizer-se que as casas pobres eram de “gente sem eira nem beira”.

 

O traçado urbano das vilas tem algo a ver com as directivas de base: “- no sítio (de citadino ) destinado para o lugar de povoação, assinalará um quadrado para uma praça d quinhentos palmos de face e em hum dos lados se porá a igreja. A rua ou ruas se demarcarão ao cordel com largura ao menos de quarenta palmos, e por ellas, e nos lados, se porão as moradas em boa ordem deixando entre humas, e outras, e para detras, lugar suficiente e repartido para quintaes, atendendo assim ao comodo prezente como a poderem ampliarse as cazas para o futuro”.

A língua dos novos colonizadores com sotaques e modos diferênciados deram no correr do tempo uma mistura de linguajar a que se pode chamar a prosódia que domina hoje todo o extenso território do Brasil.

Muita coisa foi legada pelos Portuguêses continentais ou insulares e, para terminar a escrita da saga, relembra-se uma dança com letra, levada pelos povoadores de Florianápoles chamada de “A jardineira” que fez furor e ainda é cantada nos momentos altos de farra ou eventos carnavalescos.

 

 

O Jardineira porque estás tão triste?

Mas, o que foi que te aconteceu?

Foi a Camélia que caíu no no galho

Deu dois suspiros e depois morreu

( estribilho – bis )

 

Vem Jardineira, vem meu amor!

Não fique triste que esse mundo é todo teu,

Pois és muito mais bonita

Que a Camélia que morreu!

 

( Fim da saga do açucar e povoamento)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 23:33
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Quinta-feira, 4 de Fevereiro de 2010
MULUNGU – I

 FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO

NA CIDADE DE BOM CONSELHO, 3 DE FEVEREIRO DE 2010

 ... ações em Bom Conselho (PE ADRO EM FRENTE DA IGREJA MATRIZ

BOM CONSELHO - PERNAMBUCO - BRASIL

 

Na curiosidade de conhecer o interior do Brasil vim até terras mais frescas de Pernambuco e, aqui estou em pleno agreste, de vales longos com montes a circundá-los.  Porque tem chuvido nos ultimos dias a paisagem a perder de vista é verde, muito gado a pastar entre cercas, muitos cavalos e burros na proximidade de casas. Estas casas ao estilo colonial de duas ou quatro águas e varanda ao redor, lembram-me as mesmas casas de taipa com aspecto esfolado e humilde do planalto de Angola; Tudo aquí é muito idêntico na topografia e aproveitamento das terras com T´chimpacas retendo as águas nas encostas e os tufos de matas de pau de manga e abacate, lavras e n´nhacas dispersas de mandioca, um ou outro pé de café arábico, goiabas, jácas e uns quantos mamões.

As árvores jurema e pau ferro confundem-se ao logo das encostas parecendo ser as espinheias do sul de Angola e que aqui tomam outros nomes como a garoba. A contornar as cercas erguem-se árvores de grande porte com flores vermelhas extremamente bonitas, celeiro requintado dos beija-flôr; são as conhecidas árvores existentes no centro de África a que chamam de mulungu. Até pelo nome se dá conta que é coisa aficana e, por isso dei a esta breve crónica o seu nome como título para não esquecer. Mas, também temos nos campos e ruas as lindas acácias rubras, encanto da minha rua da Maianga em  Luanda e quase um património da cidade de Benguela.

 

Tal como no Cuamato, Chibia ou Namacunde, as cercas e currais, fazem-se em um tipo de cacto na forma de arbusto com carnudos tentáculos que se entrecruzam tornando o espaço fechado; este cacto de nome avelóz tem a particularidade de afugentar o gado pois que, liberta uma seiva leitosa corrosiva que impede a sua aproximação. Alem de ser venenosa pode, se não houver cuidado, cegar pessoas ou animais.

Ao redor das casas também se pode ver um arbusto da altura de uma pessoa que dá uma espécie de feijão frade a que chamam de andu.

Como cidadão do mundo e como um caixeiro-viajante vou conhecendo o mundo, cidades de gente com hábitos particulares. Sempre encontramos alguém que por simples nadas, nos entusiasma a viajar livremente, fazendo com que se esqueçam agruras d´outras  gentes decepcionantes.

 

Estava compilando estas fotografias na minha mente no largo da igreja matriz de Bom Conselho quando ouço a bom som a “Avé Maria de Shubert” jorrando de altifalantes lá do alto das duas torres. Eram as boas vindas aos muitos peregrinos, romeiros que regressavam de Juazeiro do Norte, terra natal do Padre Cícero; foguetório por toda a cidade.

A noite caía rápido e com ela ouvia-se o correr dos estores das largas portas do comércio, casas de ferragem, farmácias e comércio em geral.

A redoma do padre Cícero iluminou-se na hora do ónibus saír via Rio de Janeiro; quarenta e duas horas de viágem contínuas esperavam soma à viagem do Sebastião do olho verde, filho do seu António do sítio da Rainha das Pedras ou dos Pios, sítio fronteiro à pedra grande dos macacos; ia tentar sorte num outro trabalho em terras buliçosas mas, de mais rápida ganância.

(continua ...lavrando com dois carrapatos- II)

 

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 16:32
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QUEM SOMOS
Temos um Hino, uma Bandeira, uma moeda, temos constituição, temos nobres e plebeus, um soba, um cipaio-mor, um kimbanda e um comendador. Somos uma Instituição independente. As nossas fronteiras são a Globália. Procuramos alcançar as terras do nunca um conjunto de pessoas pertencentes a um reino de fantasia procurando corrrigir realidades do mundo que os rodeia. Neste reino de Manikongo há uma torre. È nesta torre do Zombo que arquivamos os sonhos e aspirações. Neste reino todos são distintos e distinguidos. Todos dão vivas á vida como verdadeiros escuteiros pois, todos se escutam. Se N´Zambi quiser vamos viver 333 anos. O Soba T'chingange
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