Sábado, 24 de Abril de 2010
PUTO . IV

{#emotions_dlg.brasas}MALEMBE-MALEMBE

As escolhas do Exmo Visconde do Mussulu

 ... com Medina Carreira Henrique Medina Carreira

Isso era o que deveríamos ter em grande quantidade. Era vender sapatos. Mas nós não estamos a falar de vender sapatos. “Nós estamos a falar de pedir dinheiro emprestado lá fora, pô-lo a circular, o pessoal come e bebe, e depois ele sai logo a seguir...”

Ouça, eu não ligo importância a esses documentos aprovados na Assembléia... Não me fale da Assembléia, isso é uma provocação... “Poupe-me a esse espetáculo,...”

Isto da avaliação dos professores não há por onde começar. Eu já disse à Ministra uma vez «A senhora tem uma agenda errada» Porque sem pôr disciplina na escola, não lhe interessam os professores. Quer grandes professores? Eu também,... Agora, para quê? Chegam lá os meninos, fazem o que lhes dá na cabeça, insultam, batem, partem a carteira e não acontece coisa nenhuma. Vale a pena ter lá o grande professor? Ele não está para aturar aquilo,... Portanto tem que haver uma agenda para a Educação. Eu sou contra a autonomia das escolas Isso é descentralizar a «bandalheira».


Há dias circulava na Internet uma notícia sobre um atleta olímpico que andou numa "nova oportunidade" uns meses, fez o 12º ano e agora vai seguir Medicina,... Quer dizer, o homem andava aí distraído, disseram «meta-se nas novas oportunidades» e agora entra em Medicina,... Bem, quando ele acabar o curso já eu não devo cá andar felizmente, mas quem vai apanhar esse atleta olímpico com este tipo de preparação que se cuide,...


“Quer dizer, isto é tudo uma trafulhice...”


É preciso que alguém diga aos portugueses o caminho que este país está a levar. Um país que empobrece que se torna cada vez mais desigual, e aonde as desigualdades não têm fundamento. A maior parte delas são desigualdades ilegítimas para não dizer mais, numa sociedade onde uns empobrecem sem justificação e outros se tornam multimilionários sem justificação. É um caldo de cultura que pode acabar muito mal. Eu receio mesmo que acabe.

Até há cerca de um ano eu pensava que íamos ficar irremediavelmente mais pobres, mas aqui quentinhos, pacíficos, amiguinhos, a passar a mão uns pelos outros,... Começo a pensar que vamos empobrecer, mas com barulho... O tempo, em seu tempo. Hoje, acrescento-lhe só o «muito». Digo-lhe que a gente vai empobrecer, provavelmente com muito barulho...

Eu achava que não havia «barulho», depois achava que ia haver «barulho», e agora acho que vai haver «muito barulho». Os portugueses que interpretem o que quiserem...


(Continua)

O Soba T´Chingange




PUBLICADO POR kimbolagoa às 01:42
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Quarta-feira, 21 de Abril de 2010
MOKANDA AOS T´CHIKUKUVANDAS . X

FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO

O projecto de Nelo

O fiel depositário de Sakapwma* (Seu Pai)

ESCULTURA AFRICANA

Fazia parte do seu trabalho o registo fotográfico de tudo o que via para valorização e enriquecimento didático do acervo do Museu, para o qual tirou milhares e milhares de fotos chegando até a colorir fotos a mão. Acácio não deixou de registar para si e para acompanhá-lo, momentos que iriam perenizar a sua vivência, criando um álbum de 2500 fotos retratando o dia a dia, tatuagens, penteados, pinturas em paredes, artesanato, rituais profanos e de circuncisão, armadilhas, etc.

Para sua obra se tornar completa precisava do registar em filme algo de muito marcante. Houve poucos brancos a assistir a uma cerimônia de Mukanda (circuncisão) proibido para estranhos à sua cultura e muito menos a brancos. Acácio intermediou filmagem do ritual em película de 8 mm.


Foi o único branco a assistir filmando parte do ritual secreto do Mongongue; houve o episodio de um padre que forçou assistir à mesma, e só não foi linchado pelos nativos devido à oposição de outros nativos não intervenientes na cerimônia. Seus pedaços de filmes em que mostram outras cenas do dia a dia geram um tempo de cerca de 60 minutos Este material actualmente deve ser uma das últimas raridades em posse de um particular. A beleza de todo este patrimônio que levou cerca de 60 anos a concretizar, constituem pela qualidade e diversificação, um pequeno museu.

O conjunto da obra está ilustrado com a narrativa do que representa cada peça, sua lenda e todo o seu conteúdo histórico nos usos e costumes.

De realçar do conjunto de peças, são as bandejas de feiticeiros, que por raríssimas, poucos Museus as possuem; quatro das peças têm mais de 300 anos e outras várias têm 200 anos. Tomou-se por credível a informação dos ofertantes herdeiros daquele espólio. Estas bandejas eram ferramentas de trabalho de seus possuidores, de alta estima pessoal sendo que a, feiticeiros da tribo lhes sucedia sempre por herança de tio o sobrinho uterino, que era preparado desde a nascença para essa profissão.


Estão por isso, essas bandejas, carregadas de energia de milongo, trabalhos de adivinhação e orientação. Faz parte da coleção um instrumento primitivo de fazer fogo por fricção de madeira em madeira, sem data determinada.

Note-se que este legado nativo não possui uma peça artesanal; todas eram de uso pessoal ou do Kimbo da tribo, tornando-as antiguidades dignas de qualquer conceituado museu.

Acácio Sakapwma tem também um livro de sua autoria feito para o acervo do Museu e distribuído pela Companhia para alguns museus e Universidades. Trata-se de centenas de desenhos de gravações em cabaças e pintura  com aquarelas, também de sua autoria.


(Continua...)

José Manuel Primo Videira (Nelo)

Revisou: O Soba T´chingange




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Terça-feira, 20 de Abril de 2010
MULUNGU - XI

FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO

“IMBONDEIRO – o nosso simbolo”

IMBONDEIRO

Os imbondeiros, baobás, ou caladaceiras são um gênero de árvore com oito espécimes nativas da Ilha de Madagáscar que contêm seis das oito espécimes do continente africano, tendo a Austrália uma daquelas espécimes.

Estas árvores alcançam a altura entre cinco a vinte e cinco metros podendo ir até aos trinta metros e ter entre sete a onze metros de diâmetro no tronco junto ao solo. Destacam-se no meio de zonas áridas com vegetação de anhara africana a envolvê-los. São também conhecidas por árvore garrafa porque em seu tronco fibroso armazenam água, podendo atingir até mais de 10.000 litros.

Em muitos lugares de África as associações cívicas destacam o imbondeiro como um lugar nobre para decidirem em assembléia coisas do povo, fazer de tribunal ou lugar de peregrinação e, ou veneração a um dos muitos deuses de origem bantu N´Zambi mas, também são usados como ponto de encontro de gente dada à macumba. Algumas árvores são afamadas por terem muita idade, mas, pelo facto de estas não terem anéis de formação, torna-se impossível dizer com certeza científica a sua idade.

Fruto Múcua

O imbondeiro sendo a árvore nacional de Madagáscar e o emblema nacional do Senegal é emblemático para o resto de países da África Austral tendo entre estes, Angola e Moçambique.

O Kimbo faz homenagem a esta árvore estando presente em suas assembléias e momentos altos, através de seu fruto “a múcua” perpetuando a mística que o envolve. Tem o nome cientifico de Adansonia em homenagem a Michael Adanson o primeiro botânico a descrevê-lo.

Em Moçambique o baobá tem o nome de malambe e, seu fruto múcua é referido como cura para o paludismo. Os navegantes portugueses em 1445 ao chegarem à ilha de Gore´ no Senegal riscaram o brasão do Infante D. Henrique “o navegador” tendo nesse então o cronista Gomes Eanes de Zurara descrito a árvore referindo ser o seu tronco composto de uma fibra forte usada para fazer libongos (pano) e cordas; referindo-se ao fruto viu-o semelhante à abóbora. Em alguns lugares de Angola e Moçambique, o imbondeiro é escavado servindo para fazer de cisterna comunitária, cozinha, alpendre ou garagem.

Flor

No Brasil, pode encontrar-se espécimes de imbondeiro em Pernambuco, mais propriamente em Recife num total de 16 catalogados; destes, os mais visitados são os que estão situados na Praça da República e no Sítio do Pai Adão tendo este mais de cem anos e, um tronco com mais de 10 metros de diâmetro.  Na Vila de Nossa Senhora do Ò (Ipojuca), há um imbondeiro com mais de 350 anos. Todas estas árvores foram transladadas por padres das várias ordens religiosas ou missionários que subtilmente as veneravam juntando rezas à mística escrava; A partir de 1800, aí se encontravam os anti-esclavagistas para dissertar sobre a crueldade e desumanidade da sociedade, no trato aos negros, sublevando a consciência de novos partidários.

Semente

No Brasil existem mais exemplares, a saber:- No Rio Grande do Norte, Natal, Nísia floresta e Pedro Velho e Assú (11 baobás com 400 anos) estando em processo de serem considerados patrimônios históricos. No estado do Rio-de-Janeiro existem exemplares no Passeio Público, Jardim Botânico na Lagoa Rodrigo de Freitas, Museu e Fazenda de Quissamá e na Ilha de Paquetá. Em Alagoas há um exemplar na Praça do Skate perto da Ponta Verde de Maceió.  No Ceará, Fortaleza há um exemplar na Praça do Passeio Público aonde foram fuzilados alguns revolucionários da Confederação do Equador. Também aqui deveria ser preservado ou como se diz no Brasil tombado como árvore histórica. Em Belém do Pará existe um belo exemplar junto à sede do Governo.


Muitas estórias, contos e romances têm usado o imbondeiro como fonte de inspiração destacando-se os hodiernos escritores Mia Couto de Moçambique, Pepetela. José Agualuza e Luandino Vieira em Angola. O Pequeno Príncipe de Antoine de Saint-Exupéry narra coisas doutras galáxias referindo uma nave asteróide infestada de sementes de Imbondeiro e brotos que podava como se barbeasse um ser humano.

O Soba do Kimbo, referindo o lado mistico supersticioso do povo, seus feiticeiros e kimbandas, em Agosto de 2009 escreveu um mussendo (crónica genealógica) dos espíritos em Pambu N´jila*:- O N´Kondi também recorre ao imbondeiro chamado de N´kondo Ikuta M´vunbi espetando nele o prego; assim a vítima morrerá inchada como a árvore garrafa, o baobá.”


* Pambu N´jila: Lugar propício à prática de feitiço, encruzilhada de miondonas (espíritos tutelares).


Da lavra do,

Soba T´Chingange

 



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Segunda-feira, 19 de Abril de 2010
PROMISCUIDADES . XII

CORRESPONDENTES DO KIMBO

PORTUGAL - A 3ª república

As escolhas do Cipaio-mor WR do Diriko

O símbolo  «das Caldas»

Continuação: - 4ª Parte – “O polvo”

Entretanto, já Robert Maxwel abandonara a parceria com o grupo empresarial de Soares, explicando a decisão em carta ao próprio Presidente. Mas logo a seguir surge Stanley Ho a querer associar-se ao grupo soarista, intenção que segundo relata Rui Mateus em Contos Proibidos, o magnata dos casinos de Macau lhe comunica "após consulta ao Presidente da República, que ele sintomaticamente apelida de boss.


Só que Mateus cai em desgraça, e Ho negociará o seu apoio com o próprio Soares, durante uma "presidência aberta" que este efectua na Guarda.Acrescenta Mateus no livro que o grupo de Soares queria ligar-se a Ho e à Interfina (uma empresa portuguesa arregimentada por Almeida Santos) no gigantesco projeto de assessoramento e desenvolvimento urbanístico da baía da Praia Grande, em Macau, lançado ainda por Melancia, e onde estavam previstos lucros de milhões de contos".
Com estas operações, esclarece ainda Mateus, o Presidente fortalecia uma nova instituição:a Fundação Mário Soares.
Inverosímil ?

Nada foi desmentido pelos envolvidos, nem nunca será.

 

*O Polvo - Parte 5 - conclusão*

Publicado a um de Outubro de 2005, na Grande Reportagem nº 247
Por Joaquim Vieira.


As revelações de Rui Mateus sobre os negócios do Presidente Soares, em Contos Proibidos, tiveram impacto político nulo e nenhuns efeitos. Em vez de investigar práticas porventura ilícitas de um Chefe de Estado, os jornalistas preferiram crucificar o autor pela "traição" a Soares (uma tese académica elaborada por Estrela Serrano, ex-assessora de imprensa em Belém, revelou as estratégias de sedução do Presidente sobre uma comunicação social que sempre o tratou com indulgência.)


Da parte dos soaristas, imperou a lei do silêncio: comentar o tema era dar o flanco a uma fragilidade imprevisível. Quando o livro saiu, a RTP procurou um dos visados para um frente-a-frente com Mateus - todos recusaram. A oferta mantém-se: o desejo dos apoiantes de Soares é varrer para debaixo do tapete esta história (i) moral da III República, e o próprio, se interrogado sobre o assunto, dirá que não fala sobre minudências, mas sobre os grandes problemas da Nação.


(Continua... 5ª Parte... ”Conclusão”)

O Soba T´Chingange



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Domingo, 18 de Abril de 2010
estorias velhas . I

FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO

*Torre do Zombo do Kimbo*

 

 ... Voam: Chapéus há muitosSentença de 1487 – Trancoso - Portugal

Arquivo Nacional da Torre do Tombo  - Armário cinco, maço sete
SENTENÇA PROFERIDA EM 1487 NO PROCESSO CONTRA O PRIOR DE TRANCOSO


Padre Francisco da Costa, prior de Trancoso, de idade de sessenta e dois anos, será degredado de suas ordens e arrastado pelas ruas públicas nos rabos dos cavalos, esquartejado o seu corpo e postos os quartos, cabeça e mãos em diferentes distritos, pelo crime que foi arguido e que ele mesmo não contrariou, sendo acusado de ter dormido com vinte e nove afilhadas e tendo delas noventa e sete filhas e trinta e sete filhos; de cinco irmãs teve dezoito filhas; de nove comadres trinta e oito filhos e dezoito filhas; de sete amas teve vinte e nove filhos e cinco filhas; de duas escravas teve vinte e um filhos e sete filhas; dormiu com uma tia, chamada Ana da Cunha, de quem teve três filhas, da própria mãe teve dois filhos. Total: duzentos e noventa e nove, sendo duzentos e catorze do sexo feminino e oitenta e cinco do sexo masculino, tendo concebido em cinquenta e três mulheres".

O MELHOR TÉRMINO:


"El-Rei D. João II perdoou a morte ao padre dando-lhe a liberdade aos dezassete dias do mês de Março de 1487, com o fundamento de ajudar a povoar aquela região da Beira Alta, tão despovoada ao tempo e,... guardar no Real Arquivo, esta sentença devassa e mais papéis que formaram o processo".

Da torre do Zombo

O Soba T´Chingange



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CANGUIXE - III

FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO

“Corrupção”

Opinião de Clara:

Clara_Ferreira_Alves.jpg Clara Ferreira Alves

“Jornalista do Expresso”

Existe em Portugal uma camada subterrânea de segredos e injustiças, de proteções e lavagens, de corporações e famílias, de eminências e reputações, de dinheiros e negociações que impede a escavação da verdade. *Este é o maior fracasso da democracia portuguesa*

 

Opinião do Soba:

 

Canguixe é um Pilão


As forças políticas dos paises em desnvolvimento como Portugal que levam à corrupção persistente, têm élites que usam a riqueza real ou fictícia de entidades estatais, organismos pouco vigiados por organizações populares ao aumento da sua própria fortuna.

Aqueles, mesmo perturbados pelos “midia”, opiniões e, ou blogs, não saem de cena simplesmente porque lhes apontam as consequências de suas ações ou sua falta de moralidade. Os cheques mensais para o compadrio arregimentado sustemtam-se num aparente descomprometimento com o “lesa público”. O dinheiro é visto pela corja “oligarquica” como o senhor supremo que tudo cala e tudo consente numa violação descarada à democracia e até aos direitos humanos mais básicos da sociedade.


Há sempre um controlo por interesse especial na condução de averiguações, criando um modelo de previlégios ao executivo, asseclas de um círculo de manhosos amigos que se entreajudam a se manter no poder.

Para que os cidadãos possam impedir a corrupção, necessitam saber da parte de quem manda o que está acontecendo sem sofisma.


“O melhor anti-séptico na natureza é a luz do Sol”.


O direito dos cidadãos à informação deverá estar acima de qualquer reinvendicação de confidêncialidade dos negócios feitos por políticos em exercício.

Em Portugal, ao invés daquele anti-séptico da luz do Sol há cortinas trnslucidas de combinações tóxicas que minam o apoio ao país e à democracia com leis de laudémios.


Da lavra do,

Soba T´Chingange





PUBLICADO POR kimbolagoa às 01:17
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Sábado, 17 de Abril de 2010
MULUNGU - X

FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO

“O BISPO SARDINHA . HOMENAGEM”


DIOGO ÁLVARES, O CARAMURÚ

 

O primeiro repasto aconteceu no naufrágio de Caramurú

Na saga da colonização do Brasil, para melhor entendermos a antrofologia, seus desaires e as consequências de tal hábito na fixação dos portugueses teremos de recuar no tempo e redescobrir a vida a partir de pequenos pormenores.

Caramurú, de nome Diogo Álvares Correia, navegava como marujo de indefinidas tarefas em terras da capitânia de São Vicente, quando naufragou nos baixios de Boipebá, habitada por uma tribo chamada de Tupinambás. Salvaram-se com ele seis dos seus companheiros que foram devorados em seguida pelos gentios. Diogo estava enfermo e por demasiado fraco, os índios nutriram-no a fim de lhes vir a ser um repasto mais gostoso.

Da nau que estava encalhada, Diogo por permissão dos antropófagos deixaram-no tirar de lá pólvora, balas e a própria arma com os adicionais zingarelhos. Os instrumentos totalmente desconhecidos daqueles homens descalços até o pescoço, ignoravam seu uso pelo que foram objecto de minuciosa curiosidade até que,...

Diogo, após carregar o arcabuz canhangulo, apontou-a a uma arara que entretanto por ali voava e, espantados, os bárbaros Tupinambás, viram amedrontados, logo após o estrondo e fumaça a queda fulminante do pássaro. O chefe daquela turba de nus emplumados de vistosas e longas penas, levantou os braços linguarejando alegrias inauditas. Logo ali, naquelas areias brancas aclamaram Diogo o grande kimbanda filho do trovão N´Zambi chegado da Kalunga, o Caramurú dragão kianda do mar.

Caramurú, por ali ficou combatendo ao lado daqueles gentios vencendo os inimigos destes descalços passando por isso a ser, quase uma divindade; um grande senhor quase mwata gurú.

A Diogo Caramurú foram-lhe oferecidas as filhas do chefe mas de todas escolheu Paraguaçu como esposa, ensinando-lhe novos costumes.

Um dia, um barco Françes que ali aportou levou-o até Paris com sua amada Paraguaçu. Cinco amantes devotas deste Diogo Caramurú não podendo ir com ele, nadaram ao lado da caravela tendo uma delas morrido afogada.

O acontecimento algo de insólito na corte de França originou que sua Paraguaçu foi batizada com o nome de Catherine Álvares Paraguaçu du Brésil, homenageando sua madrinha  de nome Catherine des Granches.

HOMENAGEM

Bispo Sardinha homenageado no Pontal de Coruripe ALAGOAS

Mais a Norte, em Cururipe, a 16 de Junho de 1556, os Caetés devoram o primeiro bispo do Brasil, Dom Pedro Fernandes Sardinha junto com mais 90 tripulantes que naufragaram com ele na Foz do rio Cururipe.

O Município de Coruripe em anos recentes homenageou o bispo Peixe erigindo um monumento em sua memória a recordar esse acontecimento de gastronomia antropológica excêntrica.

Nos dias de hoje, em Janeiro faz-se a única procissão marítima em Alagoas venerando o Bom Jesus dos Navegantes do Pontal de Coruripe. Esta surgiu em finais do século XIX depois da antiga padroeira Nossa Senhora da Penha (Pena) ser tomada pelo mar. Haverá naturalmente alguma pena pelo acontecido no distante ano de 1556 mas, só os antropólogos, teólogos ou etnólogos poderão afirmar isso. Claro que a incógnita ajuda a mística e fabrica a lenda.

Diz-se que a história Brasileira iniciou com o padre Anchieta catequizando os índios mas há quem julgue mais coerente considerar o seu começo de quando os Caetés comeram os portugueses em 1556. Cururipe toma partido desta contenda mostrando suas belezas aos turistas ávidos de coisas bizarras.

A Igreja instituíu uma taxa indeminizatória por danos causados, sendo que  esse “imposto territorial de laudémios” rondará anualmente o valor actual de 2500 reais.

Os habitantes de Coruripe sustentam com orgulho a verdade como sendo absoluta mostrando aos turistas e visitantes os baixios de Dom Rodrigo no meio da barreira de recifes. Pode ver-se aqui destroços de alguns naufrágios existindo por isso numerosos corais naquele espaço de litoral. Este acontecido de à quase 500 anos, é o quanto baste para aguçar e fertilizar a imaginação e, empolagar a lenda recriando divagações estapafurdias.

O bispo peixe rende dividendos ao pontal de Coruripe de Alagoas.


O Soba T´Chingange





PUBLICADO POR kimbolagoa às 01:30
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Sexta-feira, 16 de Abril de 2010
ANGOLA, PAÍS DA GAZOSA . III

CORRESPONDENTES DO KIMBO

*MALEMBE-MALEMBE*

As escolhas do Exmo Embaixador do Kacuacu

“kianda  Bonibioni da Katumbela"

 

A CAMINHO DAS INGOMBOTAS


Juca, no quintal das Ingombotas com os Ong´s

Juca, sempre sobreviveu das lagoa do Lifune, nas pescaria n´dele e, despois das confusão da independência e guerra cus búfalo e Unitas, foi para o kafunfo trabalhar cus feijão mas, a vida por demasiado, só lhe chorou.

Juca tem a minha idade mas as rugas fazem-no muito, por demais, mais velho. Naqueles entretantos longínquos, eu era o menino da xitaca, lá das cassoneiras e girangolos das n´nhacas mas, com o tempo virei patrão; do que ele me relatou à sua maneira sobre o como é agora, passo a resumir com aqueles trejeitos de quem sempre comeu de gosto, pirão com a mão.

Entre o Maculusso e a Nossa senhora do Carmo da Luua, já noite, pausa para o café das Ingombotas; no quintal das farras de antigamente, despejei conversa de puxa palavra e foram saindo conversas mas, hoje havia visitas importantes da UNICEF e outros espanhois das Asturias.

De quando em vez o galo maluco do vizinho Candinho esganiçava o canto bem no alto daquela carcaça velha duma Mágirus, toda cagada de branco, merda de pássaros e pombas santas do Carmo e uma ferrugenta geringonça com crivos em lata e funis virados para o espaço que ainda alimenta sonhos. É verdade mesmo! Esta máquina produz arco-íris nos dias de trovão seco e cacimbo murcho.

Mas!...


Juca, hoje só escutou o que diziam os kotas mais entendidos e gente mais estudada. Eram a Loue Huass, chefe da comunicação da UNICEF em Angola e Guilherme Márquez, chefe do programa SIDA  em Luanda, Angel Noval Balbin, presidente da UNICEF-Astúrias da representação em Angola, Rafael Palácios, KoenVanormelingen, Kotas da UNICEF e António Helder dos Santos , director dum grupo de candengues do teatro. Todos, mesmo só falando verdades entre  eles:

A violência provocada pela alteração de valores após a guerra, aflige Angola tão rica em recursos naturais que, representa por isso mesmo, o extremo da maldição (uma contradição, quase!...): instabilidade moral e politica, corrupção com ditadores de mansas maneiras e implacáveis práticas.

Roubam a riqueza da nação com uma violenta aversão ao compartilhamento do poder. É qualquer coisa parecida como uma anarquia democratizada.

Os mwangolés do futungo, senhores do tudo, dizendo ter senso de responsabilidade, dão benesses à a força de nomenklatura corrompida  oprimindo o cidadão  comum.

As riquezas engendram má governança e as instituições de controlo, funcionam  sem uma observação legitima e efectiva sobre o roubo de fundos da nação. Um descarado abuso da confiança pública.


Aquela gente que fala caro disse mesmo que os “Sem-terra do Brasil” são uns senhores com qualidade de vida a comparar com as gentes do musseque “lixeira”.

Em Angola o progresso não tem horizontes, é solavancada por procedimentos bizarros. Compram-se titulos de doutor, de engenheiro, de chefe de qualquer coisa e depois entram nas Universidades do Puto a copiar Sócratas o kota ministro de lá.

Meu!... assim, como é mesmo que não vai dar corrupção na incompetência.

Angola não anda!...Só caminha mesmo.

A Luua é uma miragem do “após-calipso”,com carros de tracção a dez rodas e asas voadoras para passar rios de merda, vuzumunando mau cheiro, fedorenta mesmo; e, quem vai poder esquindivar ?...

Angola ainda não é um país,meu!...é uma inicuidade incrivel de miséria enrrolada em faz-de-conta e carências desumanas. Os “sem-nada” vão se desenrrascando, só.


(Continua....)

O Soba T´Chingange

 



PUBLICADO POR kimbolagoa às 01:10
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Quinta-feira, 15 de Abril de 2010
CORRIA O ANO DE 2002 . XII

FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO

EXPEDIÇÃO "Angola, terra da gazosa"

“Benguela, terra das acácias rubras"

 

PRAÇA CHE GUEVARA EM HAVANA

Depois da Catumbela, do canavial de açúcar que já não era e da fábrica de whisky Sbel enferrujada por abandono seguiu-se a ponte que já tinha sido, à entrada de  Benguela. Este contratempo do tinha e havia  forçou-nos a um pequeno desvio pela mulola seca mas, aí estava a cidade das acácias.

Aqui os crioulos em rebeldia de fazeres e dizeres ao rubro, reforçaram valores Angolenses e, não permitiram que Cubanos levassem as suas acácias.  Nesta cidade mestiça ficou algum aprumo e uma catedral em forma de bivaque.

Aqui o caldeamento do mundo negro num predisposto protesto com os Lusos brancos do puto e alguns Mazombos, nunca atingiu a negritude plena; ficou a mística de muitas castas, estímulos e sentimentos.

Aqui me encontro. Isto continua a ser Benguela!


A Benguela mulata salientou-se nesta viagem de contrastes!


Em casa de gente mulata fiquei; a Dona Adelaide foi o máximo no carinho que nos reservou durante um escasso fim de semana e, por imperativos  mútuos só ali ficamos o tempo que se quis mas, naquela casa do Amor (Amor é o nome de família) o almoço da muamba, o saca-saca, o mezungué, e os bolinhos de fabrico próprio deram conversa para animar aquele um sábado de Julho; Os mosquitos, também  eles acariciaram-nos de amores e, tantos que tive de me refugiar no quarto do 1º andar; ali no canto estava uma “kalachenicoff “a guardar-me ou talvez não, pois que pode ter sido com esta que o Amor  esfacelou a sua perna em luta com um ladrão de quintal. Perna que agora já não  tem!

A muleta substituiu a perna!

O tempo condicionou a vida (ao rubro).

Naquele quintal havia uvas, gajageiras, sape-sape e até maçã da índia e, ainda há!

Daqui  os Cubanos nada puderam levar. Levaram isso sim  placas de marmore retiradas do cemitério para levar para Cuba e todos os autocarros de clubes e outros para servirem em e El Pinar, Matanzas perto de Varadero e em Cienfuegos perto da Baia dos Porcos.


Nota do Autor: Anos depois fui a Cuba em passeio e vi um autocarro do Lobito futebol Clube com alguma tinta visivel na marginal de Havana. Apreciei nos cemitérios os mesmos mármores usados em Angola idos de Vila Viçosa (estão lá para que quizer ver). As pedras às vezes falam!

 

(Continua... Angola, terra da gazosa...XIII)

O Soba T´Chingange



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Quarta-feira, 14 de Abril de 2010
PROMISCUIDADES . X

{#emotions_dlg.meeting}CORRESPONDENTES DO KIMBO

As escolhas do Exmo Visconde do Mussulu

Parece mentira!

PROMOÇÃO PORTUGAL!!!! SALÁRIOS MILIONÁRIOS,

À CUSTA DO CONTRIBUINTE...


Publicado por Pulseira Electrónica a 21 de Fev. de 2010

Governo congela salários até 2013!

«O Diário Económico apurou que o PEC vai prever uma política de moderação salarial para aFunção Pública até 2013, com metas definidas sobre o peso da factura com pessoal no total da despesa do Estado»

 

Ora cá vão uns salariozitos que vão entrar em "moderação" e não vão aumentar:

- Fernando Pinto: TAP, 420 000,00 € 2.806 CONTOS/dia

- Faria de Oliveira: CGD, 371 000,00 € 2.479 CONTOS/dia

- Henrique Granadeiro: PT, 365 000,00 € 2439 CONTOS /dia

- Vítor Constâncio: Banco Portugal, 249 448,00 € 1666 CONTOS /dia

- Guilherme Costa: RTP, 250 040,00 € 1670 CONTOS /dia

- Fernando Nogueira (este não é o ex-PSD que se encontra em Angola):ISP, Instituto dos Seguros de Portugal, 247 938,00 € 1656 CONTOS /dia

- Carlos Tavares: CMVM, 245 552,00 € 1640 CONTOS /dia

- Vítor Santos: ERSE, 233 857,00 € 1562 CONTOS /dia

- Amado da Silva (ex-chefe de gabinete de Sócrates): Anacom, Aut. Reg.da Com. Social, 224 000,00 € 1496 CONTOS /dia

- Mata da Costa: presidente CTT, 200 200,00 € 1337 CONTOS /dia

- José Plácido Reis: Parpública, 134 197,00 € 896 CONTOS /dia

- Guilhermino Rodrigues: ANA, 133 000,00 € 888 CONTOS /dia

- Pedro Serra: AdP, 126 686,00 € 846 CONTOS /dia

- António Oliveira Fonseca: Metro do Porto, 96 507,00 € 644 CONTOS /dia

- Afonso Camões: Lusa, 89 299,00 € 596 CONTOS /dia

- Luís Pardal: Refer, 66 536,00 € 444 CONTOS /dia

- Joaquim Reis: Metro de Lisboa, 66 536,00 € 444 CONTOS /dia

- José Manuel Rodrigues: Carris, 58 865,00 € 393 CONTOS /dia

- Fernanda Meneses: STCP, 58 859,00 € 393 CONTOS /dia

- Cardoso dos Reis: CP, 69 110,00 € 461 CONTOS /dia

 

Fonte: Jornal SOL de 22/01/2010 ... e ainda faltam as Estradas de Portugal, EDP, Brisa, Petrogal, todas as outras reguladoras e observatórios...Enfim é um fartar, vilanagem!!!

E pedem contenção e moderação!!!! Imaginem o que é pagar um subsídio de férias ou de Natal a estes senhores:......................................... ''Tome lá meu caro amigo 350 000 euros para passar férias ou fazer compras de Natal''. E pagar-lhes esta reforma...

 

É no mínimo imoral e no máximo corrupção à sombra da lei... Até porque estes cargos não são para técnicos, mas são de nomeação política.

É isto que lhes retira toda e qualquer credibilidade junto do povo e dos quadros técnicos.

 

@Fernando Marques . Pulseira Electrónica

Leu atentamente,

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 01:04
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Terça-feira, 13 de Abril de 2010
MOKANDA AOS T´CHIKUKUVANDAS . IX


FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO

O projecto de Nelo

O fiel depositário de Sakapwma* ( Seu Pai )

 

Escultura africana de la ... ESCULTURA AFRICANA

Acácio Sakapwma, com criatividade, executou peças de marfim respeitando a essência cultural nativa tchockwe. Criou um estilo de desenho “sui generis” colorindo com guache figuras em cores de rara beleza estética que passaram a ter outra vida. Sintetizou os principais aspectos do quotidiano do povo tchockwe em uma coleção de 33 quadros, marcando seus principais motivos simbólicos.

Há a referenciar uma mais valia na cultura Kioka: A criança, entre os sete e 14 anos, torna-se maior de idade através de uma cerimônia carregada de misticismo chamada de Mukanda* (circuncisão). Entre os Kiocos, só os homens circuncisados podem ter relações sexuais e a mulher que praticar o coito com este, é expulsa pela própria família da aldeia. Naquele então recente, também o homem, não era admitido em determinados festejos, nem podia participar nos assuntos de estado; nunca se era considerado adulto (Nos dias de hoje nem toda a comunidade segue este preceito).

 

Temos também referência às cerimônias do ritual secreto designado de Mongonge, e danças tradicionais como a T´shisela. Os quadros em guache, contam a historia completa mostrando as principais etapas. Cada obra em guache tem a sua própria explicação no idioma nativo.  Além desta coleção possui mais sete guaches executados com outra técnica de desenho e, informações culturais complementares.

 

Acácio, não se sentindo completo, resolveu dedicar-se à aquarela. Retratou com expressão delicada e transparente de difícil execução, a beleza que vivência aspectos importantes da cultura tchockwe numa coleção de 23 peças.

Criou também uma coleção de 26 armadilhas em nanquim e aquarela e, mais onze só em nanquim. Estas obras de grande valor didático são um trabalho inédito que se destinava à criação de um livro específico; A minha avaliação preferêncial deste conjunto de pinturas é um cesto de materiais vegetais, pintado em nanquim e aquarela.

 

 

PEÇAS EM MARFIM

Meu pai Sakapwma, usou lupa para aperfeiçoar os detalhes. Esta obsessão pelos detalhes com uso de lupa resultou numa grande infecção em seus olhos perdendo a visão por alguns dias. O perfeccionismo das obras citadas requereu muito tempo de criação.

No tocante a pinturas, executou um painel de 104 cm x 86 cm, com 11 quadrados em “eucatex” de 16 cm x 16 cm pintados, tendo como tema aspectos tradicionais da etnia de riquíssima simbologia e, todo ele explicado na visão nativa.

Elaborou para o museu uma coleção de 18 postais, de figuras primitivas pintadas em paredes de cubatas do Kimbo que mostram o quanto é bela a arte nativa do povo da Lunda.

* Mukanda: Na semântica da língua bantu dos N´golas e Kiocos  usaram o mesmo termo para a carta “mokanda”, pois que esta é normalmente rasgada com um bisturi, lâmina ou canivete tal como se faz com o prepúcio do pénis.

(Continua...)

José Manuel Primo Videira (Nelo)

Revisou: O Soba T´chingange

 



PUBLICADO POR kimbolagoa às 17:45
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Segunda-feira, 12 de Abril de 2010
NOTICIAS DO KIMBO . I

BANDEIRA DO KIMBO

“DIKROMA DO SOBA” Com efeitos a partir do dia 13 de Maio de 2010, dois anos de Kimbo

 

Relação de novos súbditos:

Por feitos transcendentes ao Reino de Manikongo, o Soba T´Chingange, Decreta por Dikroma e por força  do poder máximo Deliberativo da Lei Constitucional do Kimbo, nº 1B de 1 de Junho do ano da Graça de 2007, com efeitos a partir das Zero horas do dia 13 de Maio de 2010 o seguinte:


1- O Exmo Cipaio-Mor WR, Senhor-Rico de CHIPURULO e Embaixador Interino do Dirico, passa a ser “O BISPO KIMBANDA DO KIMBO” coadjovando o Cipaio-Mor Komando HN, o zelador Ninja da Torre do Zombo, o portador da CHAVE PRETA.

 

2- O Exmo Donatário da Lagoa Azeda Arrais de Cururipe em terras de Santa Cruz, passa a ser o Conde de BUSTOS DO PUTO

 

3- Almir Pikuí actual Homem-Rico de Recife na terra de Santa Cruz, passa a ser o ALMIRANTE MAFULO E MAZOMBO do Reino de Manikongo e Embaixador Honorário de Olinda.

 

4- Nelo Sakapwma Júnior, o herdeiro de Acácio Sakapwma.I Homem-Rico de Belo Horizonte, Engenheiro de obras feitas e altos projectos culturais, é nomeado por força deste Dikroma Régio, a Sobeta do Kimbo da Globália  com o nome de Nelo  Tchockwe, com assento em Belo Horizonte do Brasil.

 

Estes novos quatro nomeados ficam devedores de na “tomada de posse sine-die” pagar uma GAZOSA COM UNGULO preferêncialmente no jango do Kimbo em terras de El-Rei ou num qualquer outro sítio da Globália a pedido do empossado.


APOSENTAÇÃO

Pela lei supra citada e, também com efeitos a partir daquela mencionada data, por vontade expressa do Rei D. Grafanil.I querer entregar seu bastão, sua pele de cabra e o escudo em N´zimbos e Caurins, é aposentado das suas funções o Rei D. Gafanil .I pelo que irá entregar os zingarelhos ao actual representante do Soba, o Exmo Visconde do Mussulu, Embaixador da Globália e portador do mando por inerência ractificada pelo  Soba em tempos idos e o sucessor natural ao Reinado do Executivo.

D. Grafanil.I mantem todas as suas honrarias (passa a ser o Rei do Concelho Consultivo) acumulando em descanço, a presidência do Concelho Consultivo do Reino de Manikongo. Nesta função será coadjuvado pelos juizes da Festa e do Povo.

 

 

MÚCUA Múcua em quinda

São galardoados com a MÚCUA D´OIRO por dedicação, pesquiza, abnegação com amor ao Kimbo Blog os seguintes Súbditos:


1 – O Exmo Visconde do Mussulu

2 – O Exmo Embaixador do Kacuacu “Boniboni”

3 – O  Embaixador Interino do Dirico e futuro Bispo Kimbanda do Reino


Para que seja arquivado na Torre do Zombo. Dikroma Homologado sem recurso a outras instâncias, aos 12 de Abril de 2010


Pelo Orgão do 1º Poder e Máxima Lei Deleberativa,

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 01:02
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Domingo, 11 de Abril de 2010
PROMISCUIDADES . X

CORRESPONDENTES DO KIMBO

PORTUGAL - A 3ª república.

As escolhas do Cipaio-mor WR do Diriko

E é assim, passo a passo, que lentamente se vai destruindo de vez a confiança dos portugueses nas instituições. Por incúria, por medo, por desleixo, até por arrogância, porventura de fantasmas e até... da própria sombra.

O SÍMBOLO

Conclusão da 3ª parte

N.A. Como adenda, e perdoem-me o sarcasmo que é preciso por as coisas no seu devido lugar, talvez conviesse meditar no generoso silêncio dedicado ao conteúdo destes artigos de Vieira, e ao livro de Mateus, por parte de alguns dos e (ste) ticistas do regime quando comparado com a também ela generosa, campanha em curso contra alguns “antros” anônimos de pensamento livre e desalinhado...

 

Ou, será que as coisas já evoluíram tanto, tanto, que agora só existem depois de serem tratadas em blog?

É que a Grande Reportagem tem uma tiragem superior a 100000 exemplares, nós ainda não... Entretanto, por essas e por outras, do Brasil até gozam...


Como adenda  suplementar  convém  frisar que o problema não é novo, ou sequer isolado, antes é estrutural e crónico.

Atente-se na GALP e nas maravilhas que por lá se passa (ra) m. No mínimo, os factos - estranhos - mereceriam uma investigação apurada, judicial e jornalística, no entanto...


O CALDAS


*Parte 4 * – “O Polvo”

Publicado a 24 de Setembro de 2005, na Grande Reportagem nº 246. Por Joaquim Vieira.

Ao investigar o caso de corrupção na base do "fax de Macau", o Ministério Público entreviu a dimensão da rede dos negócios então dirigidos pelo Presidente Soares desde Belém. A investigação foi encabeçada por António Rodrigues Maximiano, Procurador-geral adjunto da República, que a dada altura se confrontou com a eventualidade de inquirir o próprio Soares.

Questão demasiado sensível, que Maximiano colocou ao então Procurador-geral da República, Narciso da Cunha Rodrigues. Dar esse passo era abrir a Caixa de Pandora, implicando uma investigação ao financiamento dos partidos políticos, não só do PS, mas também do PSD - há quase uma década repartindo os governos entre si.

 

A previsão era catastrófica: operação "mãos limpas" à italiana, colapso do regime, república dos Juízes. Cunha Rodrigues, envolvido em conciliábulos com Soares em Belém, optou pela versão mínima: deixar de fora o Presidente e limitar o caso a apurar se o governador de Macau, Carlos Melancia, recebera um suborno de 250 mil euros.


(Continua... 4ª Parte... ”O Polvo”)

O Soba T´Chingange




PUBLICADO POR kimbolagoa às 01:02
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Sábado, 10 de Abril de 2010
PUTO . III

{#emotions_dlg.brasas}MALEMBE-MALEMBE

As escolhas do Exmo Visconde do Mussulu

HENRIQUE MEDINA CARREIRA

 

 ... com Medina Carreira

O que é inclusiva? É para formar tontos? Analfabetos?"

"Os exames são uma vergonha”. Você acredita que num ano a média de Matemática é 10, e no outro ano são 14? Acha que o pessoal melhorou desta maneira? Por conseguinte a única coisa que posso dizer é que é mentira, é um roubo ao ensino e aos professores! Está-se a levar a juventude para um beco sem saída. Esta juventude vai ser completamente desgraçada!

Quanto a TGV: - A minha opinião desde há muito tempo é “TGV- Não”!

Para um país com este tamanho é uma tontice. O aeroporto depende. Eu acho que é de pensar duas vezes esse problema.

Bragança não pode ficar fora da rede de auto-estradas? Não? Quer dizer, Bragança fica dentro da rede de auto-estradas e nós ficamos encalacrados no estrangeiro? Eu nem comento essa afirmação que é para não ir mais longe,... Bragança com uma boa estrada fica muito bem ligada. Quem tem interesse que se façam estas obras é o Governo Português, são os partidos do poder, são os bancos, são os construtores, os vendedores de maquinaria... Esses é que têm interesse, não é o Português!

 

Nós em Portugal sabemos resolver os problemas dos outros: A guerra do Iraque, do Afeganistão,... E havia de estar lá o Bush. As nossas grandes personalidades em Portugal falam de tudo no estrangeiro: criticam, promovem, conferenciam, discutem, mas se lhes perguntar o que é que se devia fazer em Portugal nenhum sabe. Somos um país de papagaios...

Receber os prisioneiros de Guantanamo? Isso «fica bem e a alimentação não deve ser cara...» Saibamos olhar para os nossos problemas e resolvê-los e deixemos lá os outros... Isso é um sintoma de inferioridade que a gente tem, estar sempre a olhar para os demais. Olhemos para nós!

A crise internacional é realmente um problema grave, para 1-2 anos. Quando passar lá fora, a crise passará cá. Mas quando essa crise passar cá, nós ficamos outra vez com os nossos problemas, com a nossa crise. Portanto é importante não embebedar o pessoal com a idéia de que isto é a maldita crise. Não é!

Nós estamos com um endividamento diário nos últimos três anos correspondente a 48 milhões de euros por dia: Por hora são dois milhões! Portanto, quando acabarmos este programa Portugal deve mais dois milhões! Quem é que vai pagar? *

* - Salazar remexeu-se na tumba

(Continua)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 20:09
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Sexta-feira, 9 de Abril de 2010
ANGOLA, PAÍS DA GAZOSA . II

CORRESPONDENTES DO KIMBO

*MALEMBE-MALEMBE*

As escolhas do Exmo Embaixador do Kacuacu

“Jacaré kianda  Bonibioni da Katumbela”

 

sábado, 15 de novembro de ... LUANDA . ROQUE SANTEIRO

Pópilas!...

Juca Kat´chipemba falava dos antigamente, naquele linguajar próprio de quem só sabe falar, das cuesas que lhe mexiam na cabeça e que não estava mesmo certo; a todo o momento jurava que, sim patrão, jura mesmo, o país num anda; só caminha.

E, eu ali estava, bem por demais, debaixo daquela mulembeira do Kacuacu; nos frente era só capim e, lá muito no longe, despois dos embondeiros e os mato cheio de bissapas, se viam as luzes do lusco-fusco de Luanda.

No despois do almoço do Lifune de cacússu com mandioca de funji, por ali ficamos, só falando e rindo no catravés doutros tempos, de quando nós éramos candengues e garrávamos rabo-de-junco e piriquitos juntos e, dávamos berrida nos lagarto pintado de colonialista, vermelho e verde, sempre sustando a gente nos pedra dos cajueiro e os maboque que garrávamos na estrada de Catete!

Haka! (...) Patrão, tem saudade daqueeeele tempo, jura mesmo! (...) Agora esta terra só tem kissonde rico! No resto, tudo nas maioria, é mesmo pobre.


Angola, sendo duas vezes maior que Espanha, com aproximadamente 16 milhões de habitantes,  70%  da população vive com menos de 1,7 dólares por dia. Sendo Angola o maior exportador de crudo de petróleo, a riqueza só está na mão de uns poucos.

Angola com uma economia forte e crescente, é um país de contrastes com um comportamento raro social tendo 80 % de pobres com extrema penúria, comparaveis à população do Haiti e, tendo uns poucos muito ricos, inchados de prepotência; estes apresentam-se aos demais com carros do ultimo modelo de vidros esfumados. Que se saiba, há  um carro todo em ouro de um desses magnatas de factor P3: “ prepotência, poder e petulância”.


O aluguer de um pequeno estudio do tipo A zero  tem o preço absurdo de 3000 dólares ao mês e um simples quarto de uma qualquer casa de bairro de Luanda, fica por 250 a 300 dõlares por mês. Estes preços excessivos tornam Luanda na cidade mais cara do Mundo; ainda mais que Tóquio ou Nova York , um absurdo!

Estando Angola num surto de desenvolvimento superior a 14 %, tornando-a no país com maior ascenção por via do petróleo, apenas 15000 cidadãos têm emprego fixo e estável. Serviços básicos de fornecimento de água, energia e recolha de lixo,  são sumamente defecientes.

A “Luua” não só é cara como insegura e, não o é  só  para estrangeiros; os cidadãos nacionais sentem isso na pele, no dia a dia. O estrangeiro é olhado de vies e a ele é-lhes exigido todo o tempo a factidica “Gasoza” e sofre algumas contrariedades perante os angolanos kamundongos. Os naturais de Luanda “menos cultos”, matumbos, retaliam com minudezas linguisticas (uatobam) e giria os não nacionais entre os quais os tugas, portugas, besugos, gwetas de tugi, mazombos do puto. Os Chineses então, nem falar, ficam abaicho de cão e chamam-lhe os canibais,... Os mujimbos dizem que comem gente nos pik-niques com tira gosto de cobras e cachorros em espetadas entremeadas de pimentos e outros vegetais. Pópilas!

Contra “os xinas” os “muxoxos” do povo até espirram canivetes de jindungo. No bairro da lixeira (dixita da Luua), chamam aos amarelos de “diquixes” (monstros de mil cabeças)

Na Luua aonde acontecem comportamentos absurdos, o lixo transborda nas avenidas, nos muceques,  nas praças e pracetas. Pode comprar-se pasteis em bancas improvisadas tendo ao lado um rio de água de esgoto correndo a descoberto.

 

(Continua....)

O Soba T´Chingange




PUBLICADO POR kimbolagoa às 11:08
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Quarta-feira, 7 de Abril de 2010
MULUNGU - IX


FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO

“O Bispo Sardinha . Diáspora portuguesa”

 

Sardinha “O bispo peixe”

Dom Pedro Fernandes Sardinha, foi o primeiro bispo do Brasil. Eleito bispo de São Salvador da Bahia no dia 25 de fevereiro de 1551, aos 55 anos é ordenado pelas mãos de Dom Fernando de Menezes Coutinho e Vasconcellos. Morreu devorado pelos índios Kaetés após naufragar no litoral de Alagoas entre Jequiá da Praia e Feliz Deserto perto da a Foz do Rio São Francisco. Constam as crônicas que os índios canibais Kaetés ao todo teriam comido entre oitenta a cem náufragos.

Os Kaetés eram um povo indígena tupi-guarani brasileiro. No século XVI habitavam o litoral brasileiro entre a foz do rio São Francisco e a ilha de Itamaracá, na foz do rio Paraíba, numa área limitada ao Norte pelas terras dos Potiguaras e ao sul pelas dos Tupinambás que com a chegada dos portugueses, emigraram  para o Pará.

Os Kaetés depois de serem acusados de devorar o bispo, foram considerados "inimigos da civilização", e alvos de implacável perseguição pelos colonizadores, o que provocou sua migração para o Norte e internação no território, sendo finalmente extintos. Ainda hoje, no Nordeste do Brasil, se podem encontrar descendentes do povo Kaeté em aldeias da região de Alagoas.


Não existindo um relato preciso sobre o martírio do bispo Sardinha nas mãos dos Kaetés, os historiadores dividem-se.  Alguns deles cogitam a possibilidade de que os três sobreviventes que conseguiram escapar, teriam responsabilizado os Kaetés com o objetivo de utilizar a falsa acusação da morte do bispo pelas mãos destes para perseguí-los até à extinção no intuito de lhe tomarem as terras..

O episódio da antropofagia do bispo segue sendo uma incógnita diante das parcas evidências e fontes, mas é referido como lenda e sátira pelos portugueses gostarem muito desse peixe dos mares frios que banham o Norte de África e o Sul de Portugal na passagem da corrente marítima de Renel.

Dizem os chistes populares do Nordeste Brasileiro que Sardinha teria sido recomendado a mudar o nome para suco de mandioca pouco antes de sua viagem ao Brasil. Existem no entanto documentos secretos do Vaticano a informar que Sardinha, devido a esta tragédia, passaria a ser o bispo Peixe; no meio de tanta rigidez e caça aos infiéis os eclesiásticos também faziam gozo das agruras da vida, entre eles.

Conta-se até hoje nas lendas Tupinambás que a carne eclesiástica era a mais macia e gordinha que as carnes dos demais colonos. A verdade, é que se fez festa em Salvador (a capital da colónia) quando da notícia do naufrágio e digestão do famoso eclesiástico porque era mal humorado e fedia a peixe seco.

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 08:45
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CORRIA O ANO DE 2002 . XI

FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO

EXPEDIÇÃO "Angola, terra da gazosa"

“Benguela, terra das acácias rubras"

Há uma acácia rubra ... ACÁCIA RUBRA

O lixo era por demais naquela descida para o sapal do Lobito, era-o de um lado e outro nas encostas do morro que nos levava lá abaixo . A estrada no final não se distinguia do resto e a gente era mais que muita no meio de uma suja poeira e fumo desmaiado de tendas mal amanhadas; ali bem perto e do lado esquerdo corriam umas águas vindas do Alto Liro, dos esgotos claro! ou, nem tanto, pois que talvez estivessem filtradas pela terra ou então uma rotura nas águas domésticas porque estava a ser recolhida em baldes e já se via um Jeep luzidio da lavagem!

De um qualquer lado, bancas de bolos de batata doce e mandioca desprendiam odores fortes mas, do lado esquerdo, estava uma negra e abandonada ruína que em tempos foi bloco de apartamentos. Talvez!

Neste redor de muitas coisas e dúvidas senti uma náusea, uma multidão de gente barafustando ou incitando, rodeava um negro de aspecto encorpado, que tombado rolava no chão ensanguentado; não sei o que teria originado aquele bate e chuta de alguns ou de todos mas, correu-me um calafrio pela tardoz coluna e, os senhores dois polícias que ali estavam, a escassos trinta metros se tanto, nada pareciam ver; ali havia coisa de roubo mal sucedido porém, o nosso guia Bien também de acostumado continuou sem nada dizer; conclui que a justiça popular estava a seguir as normas.


Daquela parte e do envolvente não gostei e, quando olhei para trás as barrocas estavam apinhadas de cubatas. Seguiram-se as lagoas de imundas margens, os barracões armazéns de todo o género de mercearia e bebidas que os Libaneses  controlam; todo o grande armazém dizia-se ser de um Libanês.

A dona Andresa esperava-nos de refeição posta; sabendo das carências nos caminhos ultimou um repasto de muitas iguarias e as frias e gulosas cervejas; A restinga, o barco no ar, o porto, o clube náutico, as casuarinas e os bares da pontinha estavam de melhor agrado do que tudo o anteriormente visto; dou nota positiva a este istmo a que chamam ilha mas o resto fica amachucado.

Noite entrada e já para lá da Catumbela a policia fez alto ao nosso carro, ou melhor o do Bien e eu nem saí pois sabia que teria de forçosamente haver uma conversa longa de convencimento e respectiva gasosa pois que os motivos eram por demais evidentes. Da parte de trás o carro era fantasma, só tinha escuro de noite e fuligem de má combustão, luzes nem uma, luz de stop nunca tinha sido necessária mas, agora o policia não saía das más conclusões e só a promessa de arranjo e o cuidado a ter com a outra patrulha mais à frente fez deslizar o desejo em vontade e o agrado ficou registado com uns quantos kwansas. Entretanto a meia hora perdida passou-nos à frente e deu-nos luz.


( Continua... Angola, terra da gazosa...XII )

O Soba T´Chingange




PUBLICADO POR kimbolagoa às 07:28
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Terça-feira, 6 de Abril de 2010
MOKANDA AOS T´CHIKUKUVANDAS .VIII

FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO

O projecto de Nelo

O fiel depositário de Sakapwma* ( Seu Pai )

 

 ... SIGLO XIX: MASCARAS 2009 ARTE PRIMITIVA . LUNDA

Se não mantivéssemos estes objectos juntos, esta pequena migalha da cultura mundial perder-se-ia. A arte Africana ao entrar na Europa influenciou estéticamente artistas como Picasso ou Matisse que admiraram a animação dos objetos e seu primitivismo...

A cultura Lunda ou Kioka, nasceu das tribos Bantu, silvícolas, recolectores e caçadores que esculpiam todos os aspectos da vida.  Traçavam seus dotes artísticos com uma simples faca fazendo instrumentos de uso diário como pentes, adornos vários e artefactos de uso em suas casas e cozinhas. As paredes de suas casas eram decoradas, seus corpos tatuados, seus penteados adornados com criatividade.

Na falta de registos escritos, a cultura oral que passava de pais para filhos, tal como a sua arte  primitiva e costumes, eram as bases  que perpectuavam no tempo. Este é o legado Kioko ou, tchockwe, sendo que sua arte constitui raridade e, por isso, mais reputada na avaliação de seus artigos da arte a nível mundial.

As revistas “Art d´Áfrique Noir” de Roul Letuart referem a arte Tchockwe como sendo das obras mais cotadas no mercado de artes primitivas; as famosas estátuas T´chipinda e Lunda mais conhecidas por Mwatshianvua e Lweje-Ya-Konde (casal fundador do império Lunda), atingiram nesse mercado de arte, o 1º lugar da tabela de preços. Isto é referido no livro “Identidade e Patrimônio Cultural” da autoria do antropólogo e escritor Henrique Abranches.

 

Acácio “Sakapwma”, iniciou suas esculturas em madeira respeitando a arte, conteúdo, e corte com machadinha, faca nativa e formões. Esculpiu o casal do império Lunda, de rara beleza, talhando a madeira de forma muito pessoal preservando a traça original. Independentemente dessas peças preciosas que marcam sua obra, esculpiu outras de renome e forte cunho na identidade deste povo, o “T´shipinda Katele” (caçador), o casal “Mama Wa-Knkw” e “Mwkuluana Wa Kwkw” (pensador e pensadora), talvez a representação mais marcante e admirada internacionalmente, pois que mostra um casal de velhos esperando a morte.

 

Como obra inédita, tem uma peça única em madeira, com quatro pessoas que mostra a cena do “Kaponye” (parto). Além das estatuetas temos as máscaras, masculinas e femininas: umas decorativas, outras para uso em danças populares ou profanas.

É rica a diversidade deste conjunto, sendo as máscaras por demais importantes em suas vidas. O bastão decorativo é uma peça importante e de uso dos chefes ou notáveis como insígnias do poder. O artista “Sakapwma”, não poderia deixar de criar quatro destas belas peças.

Em relevo, criou cenas do quotidiano representadas numa tábua de madeira e duas peças de alumínio fundido, uma dourada a outra prateada. No conjunto do espólio de arte tchockwe, trabalho rico em arte e de difícil elaboração é a incisão de figuras e simbologia em cabaça natural, obra que os nativos muito praticavam e valorizavam. Não há referência de haver outro branco que tenha ousado gravar em cabaça.

No campo das esculturas, não poderia faltar o trabalho em marfim; a realização de um artista é reconhecida devido à dificuldade e paciência na sua elaboração; e Acácio “Sakapwma” executou uma jarra com altura 38,5cm,  com o diâmetro interno de 13x10,5 cm e o peso de 2kg. Esta peça consumiu 18 anos de trabalho na sua execução.

( Continua ... )

José Manuel Primo Videira (Nelo)

Subscreve: O Soba T´chingange




PUBLICADO POR kimbolagoa às 10:58
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Segunda-feira, 5 de Abril de 2010
PROMISCUIDADES . IX

 

CORRESPONDENTES DO KIMBO

As escolhas do Exmo Visconde do Mussulu

Grande bronca diploma

Acção de Nulidade da Licenciatura de José Sócrates.

Que enormíssima bronca, se isto for mesmo para a frente!!!...Só prova que os advogados que se empenham, conseguem!!!

do advogado José Maria Martins

Acção de Nulidade da Licenciatura de José Sócrates

Como todos sabem fui eu que entreguei uma queixa-crime para se averiguar da veracidade ou falsidade da licenciatura de José Sócrates, depois da investigação do Prof. António Caldeira, do blogue do "Portugal Profundo"

Apesar de o Ministério Público ter arquivado o processo
(como vem sendo hábito quando se trata de Sócrates), com argumentos que não nos convencem, decidi intentar acção judicial de nulidade da licenciatura de José Sócrates.

Entendo que não é verdadeira, nem válida, face a todos os elementos disponíveis.

Desde logo a Universidade Independente não possuía o órgão legalmente estabelecido para aprovar as equivalências, pelo que o processo está viciado. Para além de vários outros dados que não posso aqui revelar.

Depois,
não se pode dar equivalência a cadeiras que ainda não estavam feitas. Por fim, a UNI não reunia os requisitos legais necessários.

Assim, logo que o Tribunal de Instrução Criminal me entregue a certidão que já pedi - na semana passada - será intentada a competente acção de nulidade da licenciatura em engenharia civil do actual Primeiro Ministro.

Os portugueses necessitam de saber a verdade!

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 02:43
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Domingo, 4 de Abril de 2010
PROMISCUIDADES . VIII

CORRESPONDENTES DO KIMBO

PORTUGAL - A 3ª república

As escolhas do Cipaio-mor  WR do Diriko

 


Fim de Semana Lusitano 1 e 2 O simbolo

*Parte 3*


Publicado a 17 de Setembro de 2005, na Grande Reportagem nº 245

A empresa Emaudio, dirigida na sombra pelo Presidente Soares, arrancou pouco após a sua eleição e, segundo Rui Mateus em Contos Proibidos, contava "com muitas dezenas de milhares de contos "oferecidos" por (Robert) Maxwell (...) consideráveis valores oriundos do "ex-MASP" e uma importante contribuição de uma empresa próxima de Almeida Santos."


Ao nomear governador de Macau um homem da Emaudio, Carlos Melancia, Soares permite juntar no território administração pública e negócios privados. Acena-se a Maxwell a entrega da estação pública de TV local, com a promessa de fabulosas receitas publicitárias. Mas, face a dificuldades técnicas, o inglês, tido por Mateus como "um dos grandes vigaristas internacionais", recua.


O esquema vem a público, e Soares acusa os gestores da Emaudio de lhe causarem perda de popularidade, anuncia-lhes alterações ao projecto e exige a Mateus as acções de que é depositário e permitem controlar a empresa. O testa-de-ferro, fiel soarista, será cilindrado - tal como há semanas sucedeu noutro contexto a Manuel Alegre. Mas antes resiste, recusando devolver as acções e esperando a reformulação do negócio.


E, quando uma empresa reclama por não ter contrapartida dos 50 mil contos (250 mil euros) pagos para obter um contrato na construção do novo aeroporto de Macau, Mateus propõe o envio do fax a Melancia exigindo a devolução da verba. O Governador cala-se. Almeida Santos leva a mensagem a Soares, que também se cala. Então “Mateus dá o documento a O Independente, daqui nascendo o escândalo do fax de Macau”.

 

Em plena visita de Estado a Marrocos, ao saber que o Ministério Público está a revistar a sede da Emaudio, o Presidente envia de urgência a Lisboa Almeida Santos (membro da sua comitiva) para minimizar os estragos. Mas o processo é inevitável. Se Melancia acaba absolvido, Mateus e colegas são condenados como corruptores. Uma das revelações mais curiosas do seu livro é que o suborno “sob o eufemismo de dádiva pública” não se destinou de facto a Melancia, mas "à Emaudio ou a quem o Presidente da República decidisse".

 

Quem afinal devia ser réu?


Os factos nem parecem muito difíceis de confirmar, ou desmentir e, no entanto é mais fácil, mais confortável, ignorá-los, não se confia na justiça ou porque não se acredita que funcione em tempo útil, ou por que se tem medo que funcione, em vida, e as dúvidas, os boatos, os rumores, à fama persistem.


(Continua... 4ª Parte...”O Polvo”)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 10:41
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MOKANDA AOS T´CHIKUKUVANDAS .VII

FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO

O projecto de Nelo

O fiel depositário de Sakapwma* ( Seu Pai )

 

 ... africano mascaras angola MÁSCARAS tchockwe


Eu José Manuel, filho de Acácio, não tendo até então qualquer envolvimento com o que estava sendo feito, apoiando somente a vontade de meu pai, resolvi em finais de 2002 com a anuência dele, levar em frente um projeto remodelado. Até aí havia envolvimento de gente sem escrúpulos que emperravam vontades, aí resolvi tomar sua defesa conjugando novas metodologias tendo o beneplácito de artistas já credenciados.

Lutei para que meu pai conhecesse o sucesso. Foi em vão,... Morreu a 11/fev/2008, sem saber o futuro de sua obra.

No ano de 2002, debruçado sobre sua obra, percebi que tínhamos ali um grande tesouro; no intuito de transformá-lo em algo revelador ao mundo, eu e minha mãe colocamo-nos em acção, organizando todo o espólio que em realidade compunha um pequeno Museu. Dada a quantidade de informações que retrata uma cultura inédita e fidedigna o trabalho a executar passaria pelo levantamento baseado nas anotações de Acácio que identificavam as peças. Hoje temos já pronto 80%, os restantes 20%, meu pai que pressentiu que não ficaria muito mais tempo entre nós, incumbiu-me de terminar a tarefa.

Sempre foi seu desejo envolver-me no seu sonho, mas o destino, não proporcionou isso; foi uma grande perda!

 

Estou agora, apto a realizar aquele desejo, pois também nasci envolto nesse fascínio artístico; para isso deixou-me muitos rascunhos, alguns até, surpreendentes, pois era o fruto de troca de impressões entre nós. Em realidade, foi em surdina que meu pai materializou esses rascunhos.

Sakapwma acreditava com veemência que chegaria aos 100 anos de idade, pois seus pais e irmãos falecidos partiram entre os 98 e 105 anos; entretanto desejávamos que a sorte nos colocasse juntos no empreendimento.

Uma guerra atroz ininterrupta de 42 anos, sendo 28 anos de guerra civil ofuscou a sapiência que Acácio videira retratava desgastando-se no tempo, destruindo o conhecimento às raízes ancestrais à tão bela e vasta cultura Kioca.

Guerrilha e guerra civil destruíram senzalas e objetos e, logicamente muito material não recolectado. Hoje o patrimônio histórico sobrevivente, está em alguns museus em África, Europa, EUA ou pequenas e raras coleções particulares. Estes dados condicionam o peso certo ao valor do acervo legado.

( Continua ... )

José Manuel Primo Videira (Nelo)

Subscreve: O Soba T´chingange




PUBLICADO POR kimbolagoa às 00:51
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Sexta-feira, 2 de Abril de 2010
CORRIA O ANO DE 2002 . X

FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO

EXPEDIÇÃO "Angola,terra da Gazosa"

"Alto liro.Lobito à vista"


ALTO LIRO

Na geografia natural seguem-se os rio Evale, fronteira do Quanza Sul e não muito longe o rio Colango aonde paramos e provamos cocoto, fruto da matebeira; cá para mim aquilo de tão rijo só dá mesmo para enfeitar centros de mesa ou chapéus de dama exótica e, brasonada.

Foi aqui, no Colango que vimos indicação de minas em tabuletas vermelhas de caveiras brancas e, com pedras pintadas de branco a dar indicação do lado ruím além berma em ambos os lados da ponte. Aqui compramos aos acantonados da Unita umas quantas perdizes por 50 kwanzas cada e mais uma tua; estes faziam por ali desesperos de nada recheados de moleza rota e mal paga.

Mais à frente...

Muitos buracos...

Os táxis e candongueiros das  "piruas" passavam por nós desafiando  a gravidade, como batiscafos alguns ultrapassaram as indefinidas bermas e desmantelaram-se nos capins e cajueiros; andam que nem loucos estes chapas cazucuteiros; vimos vários nos capim ainda cheirando de desastre fresco.

Foi a partir do rio Balombo ou, melhor , lá atrás na Kanjala, aonde  começou a dança, aonde parámos para provarmos as frias Nocal, Eka  ou  Cuca à sombra de uma  grande mulemba; mesmo  ao lado do hotel aonde o Jimba passou a sua lua de mel e, do outro lado do rio lá estava o bananal do Setas.


Demoramos seis horas contornando buracos nos  180 quilómetros, sendo os últimos oitenta os piores A cassete enquanto desprendia musica na perplexidade de tanto solavanco e, no recordar de palavras memorizadas de sal sujo, com as matubas (testículos) pisadas o “havemos de voltar “ incubava-se de vontade; entretanto as canções dos Irmãos verdade “ Deixa eu entrar no teu coração “ ou o “Ka Bu Fronton “do Jota Neto e mesmo “Os amigos da Onça” do D.j. Rafa  e Isidora perturbavam-me.

Passado o cruzamento da estrada que liga ao planalto central através do Bocoio via Bailundo segue-se o desvio para a barragem do Biópio no rio Catumbela a montante dali, o Alto Liro do Lobito já estava próximo. Era este o caminho de destino às acácias  rubras  e buganvílias de Benguela.

Sem ter chegado à nascente do Nilo ou Zambeze , tal como Livingston e, ressalvada a lonjura no tempo e no espaço, também parte do meu coração vai ficando por ali em dedicação  e fidelidade canina a África, terra de largos gestos!...

Bien?...prego no fundo que já  cheira a maresia.

( Continua... Angola, terra da gazosa...XI )

O Soba T´Chingange




PUBLICADO POR kimbolagoa às 23:42
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Quinta-feira, 1 de Abril de 2010
PUTO . II

MALEMBE-MALEMBE

As escolhas do Exmo Visconde do Mussulu

HENRIQUE MEDINA CARREIRA

 

 ... com Medina Carreira

Se nós já estamos ultra-endividados, faz algum sentido ir gastar este dinheiro todo em coisas que não são estritamente indispensáveis? P'rá gente ir para o Porto ou para Badajoz mais depressa: 20 minutos? Acha que sim?

A aviação está a sofrer uma reconversão, vamos agora fazer um aeroporto, não era melhor aproveitar a Portela? Quer dizer, isto está tudo louco?


Eu por mim estou convencido que não se faz nada para pôr a Justiça a funcionar porque a classe política tem medo de ser apanhada na rede da Justiça. É uma desconfiança que eu tenho. E então, quanto mais complicado aquilo for...


Nós tivemos nos últimos 10 -12 anos 4 Primeiros-Ministros:

- Um desapareceu;

- O outro arranjou um melhor emprego em Bruxelas, foi-se embora;

- O outro foi mandado embora pelo Presidente da República;

- E “este coitado, anda a ver se consegue chegar ao fim”


O João Cravinho tentou resolver o problema da corrupção em Portugal,... Tentou. Foi "exilado" para Londres,... O Carrilho também falava um bocado, foi para Paris,... O Alegre depois,... Não sei para onde ele irá,... Em Portugal quem fala contra a corrupção ou é mandado para um "exílio dourado", ou então é entupido e cercado.


Vamos às obras: - Mas você acredita nesse «considerado,... “Bem”? Então, o meu amigo encomenda aí uma ponte que é orçamentada para 100, e depois custam 400? Não há uma obra que não custe três ou quatro vezes mais? Não acha que isto é um saque dos dinheiros públicos? E não vejo intervenção da polícia... Terão de acreditar que há muita gente que fica com a grande parte da diferença!

De acordo com as circunstâncias previstas, nós por volta de 2020 seremos o país mais pobre da União Européia. É claro que vamos ter o nome de Lisboa na estratégia, e vamos ter, eventualmente, o nome de Lisboa no tratado. É,... Mas não passa disso. É só para entreter a gente.

Isto é um circo. É uma palhaçada. “Nas eleições, uns não sabem o que estão a prometer, e outros são declaradamente uns mentirosos: - Prometem aquilo que sabem que não podem.”

A educação em Portugal é um crime de «lesa-juventude»: Com a fantasia do ensino dito «inclusivo», têm lá uma data de gente que não quer estudar, que não faz nada, não fará nada, nem deixa ninguém estudar. Para que é que serve estar lá gente que não quer estudar? Claro que o pessoal que não quer estudar está lá a atrapalhar a vida aqueles que querem estudar. Mas é inclusiva...

(Continua)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 08:22
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Temos um Hino, uma Bandeira, uma moeda, temos constituição, temos nobres e plebeus, um soba, um cipaio-mor, um kimbanda e um comendador. Somos uma Instituição independente. As nossas fronteiras são a Globália. Procuramos alcançar as terras do nunca um conjunto de pessoas pertencentes a um reino de fantasia procurando corrrigir realidades do mundo que os rodeia. Neste reino de Manikongo há uma torre. È nesta torre do Zombo que arquivamos os sonhos e aspirações. Neste reino todos são distintos e distinguidos. Todos dão vivas á vida como verdadeiros escuteiros pois, todos se escutam. Se N´Zambi quiser vamos viver 333 anos. O Soba T'chingange
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