Sexta-feira, 30 de Julho de 2010
GLOBÁLIA . IV

FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO

AS “ONG’S” E  A HIGIENE RACIAL . II

 BOSQUIMANOS DO CALAHÁRI

Aqueles estrategas em eugenia, criam crises de apodrecimento financeiro a fim de assegurarem as reservas do mundo, seja nas anharas de África ou a verde Amazónia. Primeiro dão a volta ao miolo da gente, intoxicando-a até que a maioria intelectualizada esteja actuante e, só depois, actuam com a impunidade naturalmente frouxa da democracia.

Por detrás duma qualquer Organização como o Clube de Roma ou o Club da Rainha Mãe, da Comonehalth surgirão sempre travões ao desenvolvimento num qualquer espaço cobiçado e virão à baila as queimadas do Amazonas, a construção de rodovias, assentamento de gentes ou desmatamentos na grande floresta.

 

Os engenheiros peritos, colocarão alfinetes em pontos nevrálgicos do grande quadro da “agenda ambiental”, com todos os seus apêndices misantrópicos, raizeiros hegemónicos do desenvolvimento sempre a favor de seus compromissos mais elevados. Surgirão a ratificar os actos a “USAID”, Agência para o Desenvolvimento Internacional e a “IPPF”, Federação de Paternidade Planeada controlada pelo império Rockfeller, com o código “NSSM-200”, (National Security Study Memorandum-200). Enquanto isso, a ONU cria um grupo de ética, em colaboração com a “UICN”, (União Internacional para a conservação da Natureza) e, a ”WWF”, (Word Wide Fund for Nature) do tal “club 1001”.

As questões ambientais esverdearam a própria “OTAN”, seguindo a politica Anglo-Saxónica e, tanto, ao ponto de criarem um braço principal com o nome de “DIA”, Agência de Inteligência de Defesa. Estas coisas do ambiente foram tão militarizadas, que levaram o director da “DIA” em 1998, numa conferência a nove de Abril, a colocar a hipótese de nas próximas duas décadas haver um conflito do Pentágono, na intervenção Amazónica Brasileira para evitar danos ambientais. Este aparato legal torna inerte o futuro imediato da “nossa” civilização perante os Ianomanis, por exemplo.

 

OS CAJUS DO SOBA T´CHINGANGE

Em África com o pretexto de ajuda aos “Buchmens”, povo milenar que sempre viveu de tanga, sobrevivendo de raízes, calcorreando anharas ou o deserto Calahári, está agora a ser vestido e, de forma relâmpago tornando-o dependente da sociedade moderna com todos os vícios; estende a mão à caridade, à ociosidade até a um extermínio quase certo.

O mundo está inquinado!

Neste universo conflituoso em que os conceitos e preconceitos se chocam, a tal réstia de luz, todos os dias divide o tempo em dois; o dia definido em formas e sombras, e a noite dos medos ou alucinações escuras.

O tempo nunca para ou esvazia; simplesmente passa.

Bibliografia: A máfia Verde – (EIR) – Executive Intelligence Review; Como eu atravessei a África – Serpa Pinto 

(Continua…)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 14:22
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Quinta-feira, 29 de Julho de 2010
AKTO RÉGIUM

KIMBO  LAGOA  

   ALVARÁ

27  de Julho  de 2010

 

SEMINÁRIO DO QUIPEIO

Aos vinte e sete dias do mês de Julho do ano da Graça de 2010,  em Terras Ultramarinas do Reino de Manikongo, no lugar “sítio do Pescador” em Vale D´el Rei, reunidos os súbditos do Kimbo de Lagoa com a digna presença de seus Vanguardistas, Nobreza  e Gente Rica, reconhecem e ractificam a tomada de posse  da CONDESSA DO QUIPEIO vulgo TEREZA RODRIGUES, título a ser reconhecido em toda a Globália.

 

Sendo comprovado estar o seu código genético impregado de paludismo de fina estirpe, o Soba T´chingange faz a entrega do presente ALVARÁassinado por todos os presentes.

 

Neste dia, a 501 anos da posse do 1º Rei cristianizado com o nome de N´zinga-a-N´kuwu pelo Rei D. João I do Puto, é lavrado este akto para que fique registado na Torre do Zombo do Kimbo, com os nomes e kognomes de todos os presentes:

 

Soba T´Chingange

Visconde do Mussulu

Conde do Grafanil

Sobeta da Maianga

M´Fumo da Manhanga

Marquês do Limpopo

Cipaio-Mor N´Dalatando

Embaixador do Cacuacu "Boniboni"

Embaixador do Dirico

Kimbanda Komando Ninja HN . (O guardião da Torre do Zombo)

O Homem Rico "Mano Rodrigues"

A Princesa da Ilha dos Amores

 

A PRAIA DO SOBA . LAGOA

Em substituição de rosas de porcelana foram ofertadas duas rosas do puto a fim de dar dignidade ao akto

 

O Soba T´chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 13:27
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Sexta-feira, 23 de Julho de 2010
MULEMBA . III

  AS ESCOLHAS DA CONDESSA DO QUIPEIO - (TR)

A MULEMBA DA MALDIÇÃO

DE SEBASTIÃO COELHO – 3ª PARTE

...quando a mulemba secar, o Huambo vai desapa-recer,destruido pelos seus próprios filhos. E as riquezas do solo não serão para ninguém...”

 IGREJA DA CAÁLA 

Tamanha perspectiva de espaço era demasiada para a mesquinhez dos homens sem horizonte que, mais tarde, tornaram mesquinhas essas dimensões, adulterando planos e inventando bairros de ruas estreitas e tortuosas como as suas mentes. O pior crime foi cometido na praça do Jardim da Alta. Desenhada no terreno com a forma de jarrão chinês, era incomensuravel. Foi amputada em três quartos da sua dimensão original, os três quartos de amplitude que, sobravam, ao que parece, em toda a parte. Do recorte escapou o jardim e o pequeno largo fronteiro ao palácio do governo.

No resto do espaço edificaram-se repartições públicas. A monumental “Praça Maior” foi reclassificada como terreno baldio, onde se construiu o famigerado palácio do governo. A idéia de Norton era debruçar a cidade sobre o anfiteatro natural do vale do Kussava. As improvisações posteriores, voltaram tudo de pernas para o ar e o casarão colonial foi erguido ao contrario, de frente para o Jardim da Alta. Deste modo, as trazeiras do prédio ocuparam o lugar de previlégio em relação ao belo panorama dos vales da bacia do rio Kussava, mas sem janelas para disfrutar da vista. O melhor ponto de observação para este horizonte sem limites, era o vértice da velha mina de diamantes, lugar que, com as transformações, ficou localizado, irracionalmente, atrás do palácio.

Desse miradouro privilegiado apenas sobrou, como ponto de referência, uma mulemba 8, isolada, à beira da falésia, quando desapareceram os vestígios das ruinas de paredes de adobe que, alguma vez, foram as paredes brancas da casita de um tal Albano, português de origem misteriosa, culto e mítico, de carácter obstinado e ambicioso, ao que parece.

SAPE-SAPE (GRAVIOLA) . A FRUTA DO SOBA 

Pela fala das gentes, repetindo o contado pelos “Mais Velhos” 9 de larga memória, ele teria sido o primeiro homem branco a instalar-se na zona. Amigado com uma filha de soba, o tal Albano, cujo apelido era Canto Dos Santos, gozava de excelentes relações, que lhe facilita-vam obter mão de obra para os diamantes, de cuja existência falavam os antigos. Com os anos, as paredes da mina abandonada, foram suavizadas pela intempérie e nelas cresceu o capim e mais tarde, também as árvores de fruto que o gordo Cochat plantou, aproveitando o terreno vazio.

Fascinado pelas tradições nativas, fascínio que o convívio de anos reforçou, Dos Santos ouvia conselhos de sekulos 10 e utilizava feitiços e sabedoria de kimbandas 11, para apressar a descoberta de gemas. Na previsão do futuro e em alusão directa à origem da esposa, plantou com as suas próprias mãos, ao lado da casa, um símbolo de poder, a estaca de mulemba que em poucos anos se transformou numa árvore pujante. E dizia, para quem quizesse ouvi-lo: – “Esta mulemba de soba, é para quando o meu filho for soba”...

Entretanto, com os anos e as tragédias que sucederam por ali, os sonhos esfumaram-se e nas trazeiras do palácio que a guerra partiu, perdida no matorral sobranceiro à linha do comboio e ao lado da casa do capataz, vicejou durante anos a que foi a árvore da esperança. Não sei se ainda existe, mas gostaria de saber.

Conta a lenda que, desiludido, foi sobre essa mulemba, que o português Albano rogou pragas à cidade e seus habitantes actuais e futuros. Ninguém se perturbou, então, com as imprecações e todos se riram da profecia e olvidaram o pobre lunático. E a cidade continuou a sua estória de pequeno burgo em crescimento.

 

  8 - Mulemba – Arvore que se encontra, tradicionalmente, perto da casa do soba ou chefe, à sombra da

      qual se fazem reuniões.

  9 - Mais Velho – Forma respeitosa de tratar as pessoas mais idosas e sábias.

10 - Sékulo – Nao confundir com século - Designação de autoridade tradicional. Maisvelho. Régulo.

11 - Kimbanda – Figura típica de adivinho. Feiticeiro. Sábio. Médico tradicional.

 

Nota: Contributo para a história do Huambo- Angola por SEBASTIÃO COELHO

Subscrito por

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 19:36
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Quarta-feira, 21 de Julho de 2010
LIMITAÇÕES DA VIDA . V

  FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO

CHICO XAVIER

EMBORA NINGUÉM POSSA VOLTAR ATRÁS E FAZER UM NOVO COMEÇO, QUALQUER UM PODE COMEÇAR AGORA E FAZER UM NOVO FIM

 

Nada bulia por perto! O mato estava quieto! O capim não tinha sombra!

Neste pós-traumático período, caligrafava o tempo duma forma fosforecida, sem os definidos contornos da natureza viva. A rádio não parava de dar noticias funestas e desconexas; Na Caála aonde eu estava, passavam meninos pioneiros cantando revolução de pau em riste. Os candengues, imitavam manobras ao comando dum guedelhudo branco ido do Puto em ajuda ao MPLA.

Aos magotes perfilando tropa, marchavam para cima e para baixo, desorganizando as ideias, ideais e vontades.

A vida de todos andava desencontrada e, sem prazo de validade certificado.

Os senhores da FUA em Luanda entregavam-se traiçoeiramente ao emepelás; entretanto, soldados portugueses assaltavam as casas de compatriotas acagaçados de incerteza e medo.

Sem labaredas ou culpas formadas, senti um esboço brumecido inchado de morte. Engravidado de sonho, excedia-me no desvario do desmaio, sem chorar a própria morte.

Morri!...

As cristalinas tristezas embargaram desde aí o destino; as dúvidas das sombras, desalinhavaram a aparição, desafiando a gravidade terrena.

Não voltei a sêr o mesmo!

Também mataram o meu galo da UNITA que pintado com grande crista, parecia cantar a todo instante; não assisti ao seu último pio porque o fogo, capou-o integralmente.

Foi o segundo mais primeiro, comprido e comprimido da minha vida; à velocidade zero, planei pelos céus misturando o frio com o quente, o anterior com o sequente. Invocando espíritos, enchi o espaço de receios e, dei por mim chorando de dores sem instante nem entretantos passados.

 FOI NO CRUZEIRO DE CALUQUEMBE 

Naquela terra de muitos brilhos, sem embrulhos, casamentos sem núpcias de coito interrompido; a metralha cantando nos kimbos, muceques de Luanda e esses matos; a faca cortando o ambiente num permanentemente.

Fugi para o Puto num vôo oferecido. Um casal com dois filhos e uma máquina de costura para costurar raivas e sobreviver lá aonde fosse possivel se os generais de aviário o permitissem.

Catravêz, voltei à vida!

Na Conservatória do registo Civil, tirei o número correspondente da fila, aguardei vez e, registei-me de novo como gente, para o que viesse e desse. Afinal, tudo pode acontecer aonde nada se passa; as vozes encheram o espaço e, receios de ansiedade sem bilhete adquirido, reinstalaram-se.

E o dia a dia continuou!... Cheio de filhos da puta.

UM QUADRO DO SOBA 

Voltemos ao Chico:

De autógrafo em autógrafo, psicografados, Chico Xavier difundia as lições de Allan Kardec que defendia a vida após a morte. Na vida ou na morte cada qual colhe o que planta.

Chico Xavier assombrou cépticos e espíritas dando consistência fisica a mortos podendo ser vistos e até tocados, processado isto por via do ectoplasma de um outro espírito. Francisco Peixoto Lins , "o Peixotinho", após a leitura do envangelho com acompanhamento de músca clássica a fim de atrair espíritos de ordem superior facilitando a aglutinação fluidica de vibração positiva, e após reflexos verdes, roxos e azuis surgia o visitante fluorescente diante dos olhos atónitos dos presentes à sessão num desfile de assombrações luminosas. 

(Continua...)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 21:40
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Terça-feira, 20 de Julho de 2010
XICULULU . IV

  FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO

O AGORA TEMPO HOMEM TEMPO CÃO ” 

O agora, gente

Engravidando zumbidos sintonizo a mente como onda modulada toda ela repleta de palavras de reflexão elevada; uma insônia na compressão feita onda plana no silêncio dum agora. E, era já meia noite com um frio contínuo, daqueles que obrigam a tapar orelhas.

Em nossas vidas há um antes e um depois filtrados num agora a que se chama destino.

O agora é mesmo aquele ponto fulcral que numa multiplicação permanente que gera a vida como se um fio fosse; um fio que se rompe, que também se corta ou nos envolve até sempre. Em realidade, a vida é um número infinito de agoras fazendo linhas rectas ou curvas repletas de pequenos nadas.

Num aleatório agora cada qual obtém inspiração do seu mundo, do que melhor conhece. As lágrimas desses agoras que não brotam, depositam-se em crostas calcinadas que como engrenagem duma máquina paralisa num qualquer agora.

Mas, dos agoras pode-se um jardim florido com camélias Invernais, crisântemos de Outono, cravos da Primavera ou rosas de Verão. O agora pode ser cultivado em estufa o quanto baste, assim se queira.

O SOBA ASSUSTADO NO REINO DE GARANHUNS

O agora, cão

Num outro agora, duma porta descuidadamente aberta o pequeno cabrito m´buti dos montes de Upington entrou no lado proibido da cerca e, eis que o Max cão guardião se apressa a dignificar sua raça de doberman atirando-se com raiva ao inofensivo cabrito.

Grande alvoroço no “Plot” (nome de quinta ou xácara na África do Sul).

O Raski, naquele agora raivoso tremeu de ânsia, afilou orelhas e, que nem um míssil disparou voo, galgou a cerca alta e todo ele feito raiva de pet bull, atirou-se ao Mex com todas as ganas de cão feito para matar.

Samuel o guardião “Ninja” da Plot não conseguindo separá-los, naquele agora pensou: - Vou matá-lo!

 O RASKI       

Mas, não, deu um tiro no lado escuro da noite só para assustar mas qual quê, o Raski não larga a perna de Max. Um pau enfiado na mandibula, um aperto de cachaço e por fim em separado naquele agora de sorte Raski e Mex foram acudidos no veterinário de Benoni.

Max já anda neste outro agora por aí todo remendado, coxeando as maleitas de cão, já ladra aos peixes que aparecem à tona e sem parecer ligar à dor persegue o brilho na sombra; espuma de ansiedade perante aquela coisa que se agita, todo ele treme. Raski, envolto num cinto de múltiplas fivelas não se aventura muito além da casota, não é de medo ou frio, é de desilusão; não matou o seu grande inimigo Max

 O MEX

Os agora dos cachorros são enfileirados doutros razões; talvez mais fieis, mas sempre agora.

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 11:26
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Segunda-feira, 19 de Julho de 2010
GOLPADAS . III

O KIMBO DO PUTO

As escolhas da condessa do Quipeio (TR)

Este é o maior fracasso da democracia portuguesa - 2ª Parte    

 

CLARA FERREIRA ALVES   

No Expresso

 

Vale e Azevedo pagou por todos?

Quem se lembra dos doentes infectados por acidente e negligência do Ministério da Saúde Leonor Beleza com o vírus da sida?

Quem se lembra do miúdo electrocutado no semáforo e do outro afogado num parque aquático?

Quem se lembra das crianças assassinadas na Madeira e do mistério dos crimes imputados ao padre Frederico?

Quem se lembra que um dos raros condenados em Portugal, o mesmo padre Frederico, acabou a passear no Calçadão de Copacabana?

Quem se lembra do autarca alentejano queimado no seu carro e cuja cabeça foi roubada do Instituto de Medicina Legal?

Em todos estes casos, e muitos outros, menos falados e tão sombrios e enrodilhados como estes, a verdade a que tivemos direito foi nenhuma.

 

No caso McCann, cujos desenvolvimentos vão do escabroso ao incrível, alguém acredita que se venha a descobrir o corpo da criança ou a condenar alguém?

As últimas notícias dizem que Gerry McCann não seria pai biológico da criança, contribuindo para a confusão desta investigação em que a Polícia espalha rumores e indícios que não têm substância.

E a miúda desaparecida em Figueira? O que lhe aconteceu? E todas as crianças desaparecida antes delas, quem as procurou?

E o processo do Parque, onde tantos clientes buscavam prostitutos, alguns menores, onde tanta gente "importante" estava envolvida, o que aconteceu? Alguns até arranjaram cargos em organismos da UE.

Arranjou-se um bode expiatório, foi o que aconteceu.

E as famosas fotografias de Teresa Costa Macedo? Aquelas em que ela reconheceu imensa gente "importante", jogadores de futebol, milionários, políticos, onde estão? Foram destruídas? Quem as destruiu e porquê?

E os crimes de evasão fiscal de Artur Albarran mais os negócios escuros do grupo Carlyle do senhor Carlucci em Portugal, onde é que isso pára?

 

As flores do Soba T´Chingange 

O mesmo grupo Carlyle onde labora o ex-ministro Martins da Cruz, apeado por causa de um pequeno crime sem importância, o da cunha para a sua filha.

E aquele médico do Hospital de Santa Maria, suspeito de ter assassinado doentes por negligência? Exerce medicina?

E os que sobram e todos os dias vão praticando os seus crimes de colarinho branco sabendo que a justiça portuguesa não é apenas cega, é surda, muda, coxa e marreca.

Passado o prazo da intriga e do sensacionalismo, todos estes casos são arquivados nas gavetas das nossas consciências e condenados ao esquecimento.

Ninguém quer saber a verdade.  Ou, pelo menos, tentar saber a verdade.

Nunca saberemos a verdade sobre o caso Casa Pia, nem saberemos quem eram as redes e os "senhores importantes" que abusaram, abusam e abusarão de crianças em Portugal, sejam rapazes ou raparigas, visto que os abusos sobre meninas ficaram sempre na sombra.

Existe em Portugal uma camada subterrânea de segredos e injustiças, de protecções e lavagens, de corporações e famílias, de eminências e reputações, de dinheiros e negociações que impede a escavação da verdade.  Este é o maior fracasso da democracia portuguesa

Clara Ferreira Alves - "Expresso

Subscreve

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 09:29
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Sexta-feira, 16 de Julho de 2010
DIVIDAS ENVENENADAS . V

FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO

           A GLOBALIZAÇÃO NEFASTA

 

 

    UM DÓLAR . A VERDINHA

Ganhar dinheiro é a prioridade máxima das empresas que buscam lucro, muito lucro se possivel. Com regularidade a conta pelas prevaricações destas multinacionais é assumida pelos governos desses países em que actuam.

Los Angelos, que teve o maior sistema de trens urbanos do mundo com 1770 quilómetros de trilhos, ao ser comprada por um grupo liderado pela General Motors desmantelou tudo substituindo os trens por autocarros da G. M.

A gazosa da corrupção não pode faltar nos grandes negócios. É muito mais barato pagar uma quantia mesmo sendo elevada a um funcionário bem posicionado do que pagar o preço do mercado pelo petróleo ou um outro recurso natural. Na prática as grandes multinacionais pagam subornos elevados para obter todo o tipo de favores, tais como protecção da competição externa, ter testas de ferro governamentais de alto gabarito que, fazem vista grossa e daí, tudo sair do controlo de agentes que nem sabem que estão a ser usados. E, tudo escapa impune pelo suborno.

 

Tambem sucede haver vários advogados bons a gerir trapaças e pessoas bem situadas politicamente. Estas multinacionais normalmente dão quantias avultadas nas campanhas politicas para serem ressarcidas mais tarde, com altos ganhos neste investimento; até compram dívidas no intuito de receberem muito mais através desse monopólio de “rabo preso”, a coisa menos correta ou ilegal. Esta prática compensa largamente o corruptor, deixando uma pequena migalha ao corrompido (um bom dinheiro) com avultado prejuizo para os demais cidadãos.

A visão amoral das corporações modernas e empresas de alto coturno (gabarito) conseguem escapar imunes e impunes pagando suborno a todos os tipos de favores e, o exemplo nefasto, é muito mais maléfico à opinião popular porque vem de cima. Enquanto os benefiícios para os monopólios são globais, as leis e sua aplicação que cuidam do cidadão continuam fragmentadas; os governantes dos países pobres, na prática, não cuidam dos consumidores.

   Quadro do Soba

Um exemplo da globalização nefasta é o monopólio da microsoft que leva o produto não apenas a preços mais altos, mas a menos inovação; a monopolização do mercado mundial de forma avassaladora com a protecção de propriedade intelectual do sistema operacional, torna-se não só abusiva como nefasta, serceando a interconectividade com o resto do mundo.

A globalização dos monopólios, requer uma lei de consciência global e uma autoridade também global que, não existe.

As companhias mineiras, muitas vezes incluem subsidios na exploração de uma determinada mina de tal forma que, quando a mina se extingue, tudo que sobra são os custos do saneamento. Uma empresa subsidiária criada a propósito, vai à falência deixando a matriz (empresa mãe) incólome. Os aparentes ganhos durante a activa exploração não cobrem os prejuizos no trato e reparação da intoxicação ambiental.

Os direitos de propriedade, é criação do homem branco, descobridor ou conquistador na mira de oferecer incentivos apropriados. Quando este artifício deixa de cumprir uma função social, necessita sêr modificado.

(Continua…)

Bibliografia de referência: Globalização como dar certo de JOSEPH E. STIGLITZ da companhia de letras - Brasil

(Prémio Nobel de economia em 2001)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 19:39
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Terça-feira, 13 de Julho de 2010
XICULULU . III

FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO

“Alma naufragada ”

 T´CHINGANGE

Naqueles dias de esvaziar tempo ao sol de Benoni, dias de lentos ápices em desfazer de sono, sonhar de orelha fria só minha própria ensonhação, caminhando na linha branca do arco-íris do vento gelado do Drakansgerg, eram mesmo só dias naufragados de olhar o céu, ora tem, ora não tem nuvens, passa avião, já não se vê. O que era preciso mesmo, era mandar a pele e muita paciência fazendo de lagarto ao sol, que num dia, p´ra ele lagarto, são seis meses e também a cobra que são seis meses e seis dias.

Daqueles muitos dias a olhar o alvo, nada entre nuvens, estava só mesmo a giboiar.

Tuge, pizei-a três vezes “calma porra”, olha no chão, xinguei meu figado assustado fazer revolução no coração com um muxacato de adivinhação de pambo, dar três voltas no pescoço, no faz-encontro de xicululu, olhar mesmo de través nas meninas dos olhos deles, azarados e agoirentos malaventurados inimigos do alheio. Espíritos ventosos levitando miados de onça, raspagem de chapas num moinho de vento rolando ferrugem, puxando água subtérrea nos cazumbis de salalé.

Isto é África.

Cheiro de novo aquele silêncio arrulhado nas mabubas do meu pedregal, água escorrendo muitos borrifos merengados de contínuos torcicolos xuaxos caindo na panguila dos quiximbis musgosos, de peixes coloridos transformistas de lagoa pequena de papiros repenisecos a fingir de ilha, uma verdade de faz-de-conta para esbranquiçar na vontade da vida, um céu azul que vem de cima.

 

 

A n´dele, no pepetalear de meus olhos, estava esquindivando no capim razo de inverno seco; de meu coração e ouvidos limpos, subia na ânsia de coaxar águas dentro da boca ritminando minha cabeça reviengada de ideias matumbas. Não era uma n´dele, nem era uma pomba, era mesmo uma rola, grande, olhando para mim, picando o chão, caminhando patita ante patita, até que esvoaçou num instinto só mesmo dela, com medo, que eu nada mexi, nada fiz.

E, vinha o cheiro mau de plástico queimado do outro lado da farm, restos provocados a trambulhões duma trituradora como pequenos trovões, gorgolejos de Xova-Xitaduma duma lixeira mesmo. Queimando o céu aberto desmaravilhava o sussurro do vento esfarfalhando de fumo ramos de fingir,…era antena cheia de xicululus ondulando o horizonte de vozes caladas, circulando só nos ouvidos dos mulungos e miamas , celemóveis, telemóveis, celulares duma tecnologia de ponta a revoar.

Ayoba, ayoba, ayoba. Coisas de África, mesmo,… ninguèm sabe bem o que isso quer dizer, mas está bem, ayoba.

Um velho de incaracteristica cor balouçando em sua cadeira, uma casa de madeira no meio dum nada do Calahári, um tufo de palha que passa soprado pelo vento, que pousadamente diz ayoba. Havia um distico por detrás “biltong for sale”.

Giboiando no enfileirado de razões de muitas gotas trambulhadas na água da pequena panguila, os caminhos do sol se maravilham em minha vida, só mesmo minha. O mundo dos finalmente para mim, é muito mais vazio quando penso no fundo do fundo, nuns fundilhos da forma que nem um pulmão de kianda  pode encher de ar.

 

Glossário: Benoni - um lugar de África; giboiar – descansar como a giboia; tuge – merda; Xinguei – barafustei, dei raspanete; muxacato – instrumentos de adivinho ou kimbanda; xicululu – mau olhado, olhar de revés, olho gordo; cazumbi – feitiço, alma do outro mundo; salalé – formiga branca, térmita, do tipo do cupim; mabubas – cachoeira, queda de água; merengados – vem do merengue dança, trageitos, bailação; xuaxos – sussuros, rumores; panguila – lagoa; quiximbis – espíritos da água; n´dele – branco, gaivota, carraceira; pepetalear – pestanejar; esquindivando - raspando-se, fugir de forma rápida por entre obstáculos; ritminando - ritmo de furar a terra, apanhando bichos dentro de; reviengada – baralhada, fintada, piruetada; matumbas – burras; farm – quinta (inglês); Xova-xutaduma – carro do lixo (homem que transporta ou trata do lixo – Moçambique); mulungos – brancos ( em machangano de Moçambique); miamas – como os negros se chamam uns aos outros; biltong for sale – carne seca para venda; kianda - sereia

Da lavra do

Soba T´Chingange

MOINHOS DE VENTO 



PUBLICADO POR kimbolagoa às 08:47
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Segunda-feira, 12 de Julho de 2010
MULEMBA . II

AS ESCOLHAS DA CONDESSA DO QUIPEIO - (TZ)

A MULEMBA DA MALDIÇÃO  DE SEBASTIÃO COELHO

 “...quando a mulemba secar, o Huambo vai desapa-recer,destruido pelos seus próprios filhos. E as riquezas do solo não serão para ninguém...” – 2ª PARTE

 AS BOLACHAS DO SOBA

DA MALDIÇÃO DE ALBANO CANTO DOS SANTOS, dos anos 20

 

Nova Lisboa foi o nome com que a rebatizou o coronel Vicente Ferreira, ao decidir que a capital de Angola devia situar-se nesse ponto estratégico do Planalto Central. A lei ou portaria com a transferência de nome e da capital surgiu no Boletim Oficial no dia 21 de Setembro de 1927. Desde aí, esta data tornou-se o dia da cidade que só foi capital no papel, mas sempre foi cidade, porque nasceu cidade, a 12 de Agosto de 1912, por decisão do Alto Comissário da República Portuguesa, general Norton de Matos.

Acabava de chegar ao lugar o que seria o grande impulsor do progresso da região, o Caminho de Ferro de Benguela. Para celebrar o acontecimento, o general deslocou-se ao Huambo a fim de anunciar, pessoalmente, “in loco”, a fundação da nova cidade. Ele mesmo, de pé, sobre a tarimba montada frente ao barracão pomposamente designado gare ferro-viária, leu o auto fundacional, na presença dos primeiros habitantes europeus da cidade, dois homens e uma mulher. Logo a seguir e ali mesmo, o Alto Comissário lhes entregou, em mão, o rascunho da planta da nova urbe, traçado pelo seu próprio punho.

Dados geográficos, orográficos e hidrográficos de notavel precisão documentavam o projecto. A cidade seria implantada a sul da ferrovia, alcandorada sobre a linha divisória de águas da região. Não registava nenhum povoado nesse lugar e apenas dava conta da existência de uma incipiente mina de diamantes.

 

A CATATUA DO T´CHINGANGE - PINTURA DO SOBA

As sanzalas importantes, pertencentes ao forte sobado do Huambo, estavam anotadas e dispersas pelos arredores. Havia a embala 4 do soba 5 grande da Kissala, a duas léguas a ocidente, a do sobeta 6 Sanjepele, três léguas ao norte e a do Sumi, a umas cinco léguas a sul.

As sanzalas do Kalumanda, Karilongue, Kanhé, Kakeléua, Sakaála, Mukolokolo, Bomba e outras por aí, apareceram depois e foram bairros periféricos com entidade própria e nenhum aspecto de musseque 7. Os deterioros e a expansão incontenivel, são posteriores a esse tempo de que vos falo, quando o Paulino leiteiro ainda ia de casa em casa para entregar as bilhas de leite fresco. A lenha e o carvão chegavam na carroça do Sô Domingo, avisando: -“Toc, toc, toc. Cravão, cravão. Toc, toc, toc. Cravão, cravão mé- sióra !”. O rio da Granja era rio de água cristalina, que regava as hortas do Figueiredo e dava nome à única via alternativa entre a alta e a baixa. O grande “boulevard”, de duzentos metros de largura, era tão amplo que a vista curta das autoridades não suportou o desafio e o reduziu a um quarto.

A cidade, desenhada em meia lua, contemplava, em cada ponta, um centro cívico. No meio, o enorme vazio de tudo, estava reservado a projecto futuro. Tudo era futuro na futura cidade de concepção Nortoniana, de particular generosidade nos espaços. Os bairros, distantes uns dos outros, levariam tempo a unir-se, até conformarem, algum dia, a grande e moderna urbe, sonhada. Por enquanto, era um punhado de bairros à espera de serem uma cidade, dominada por zonas verdes e praças enormes.

 

  4 - Embala – Cubata. Casa ou lugar onde vive o soba, nas tribus africanas.

  5 - Soba – Chefe. Cacique. Régulo de tribu africana.

  6 - Sobeta – Chefe Gentílico. Soba pequeño.

  7 - Musseque – Favela. Bairro marginal.

 

Nota: Contributo para a história do Huambo- Angola por SEBASTIÃO COELHO

Subscrito por

O Soba T´Chingange



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Sábado, 10 de Julho de 2010
XICULULU . II

FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO

“AL: Homenagem a Aláh  -  ALGAR: - Gruta de piratas”

D.SANCHO IO CONQUISTADOR DE SILVES

Decorridos que são talvez uns 1527 anos do início da ocupação Árabe do Algarve a partir do ano 483 da nossa era, é curioso destacar a mestiçagem do índigena daqui, podendo-se assinalar embora que diluidas no tempo, caracteristicas diferentes da restante Ibéria.

O encanto das festas, transpôem comemorações a lembrar conquistas mouriscas na forma de mastros em festas dos tão populares bailes de hoje; a recordar a victória dos Mouros pendem estandartes como na batalha de Guadallete ganha aos cristhãos.

O jogo do pau quebrando um pote com destria de montaria como o faziam os Godos ou Visigodos, a devoção ao Santo António e as procissões a Nª Sª do Rosário, o manejo dos instrumentos musicais do tipo da lira do Nero Romano, um embrulho de longínquos costumes e crenças, duelos entre mouriscos e góthicos; gente mussulmana com romanos ou mesmo gente mais escura, alforriados do norte de  África, à mistura com fugidos piratas aportando nos algares, escondendo tesouros.

Pelo ano de 1189 um grande frenesim com naus de cruzados penetram no estuário salgado do Arade com geito de rio largo aportando no ilheu de Nº Sª do Rosário a umas escassas duas léguas da barra. Essa foi a primeira conquista de Silves por D.Sancho I.  Nesse então Silves tinha o nome de As-Shilb. 

Destronando superstições e encantamentos de mouras encantadas e guerreiros de Alláh contra Cristhãos e sua cruz o pão que hoje se amassa e se leva ao forno com a pá, em nome do Padre, do Filho e do Espírito Santo, leva também essa cruz no amassar do pão com a mão:

                                                                                                          - S. Crescente te acrescente;

                                                                                                             S. Quevedo te alevede;

                                                                                                             Santa Maria

                                                                                                             Te faça pão de alegria

Nesta terra de cantos, encantos e quebrantos, com segredos do toque traduzido no figo. Benza-o S. Luiz; Benza-o Deus! E, quanto ao figo e para tudo sabermos transcreve-se o que o cronista Silva Lopes descreveu: “…As figueiras de toque produzem fruto três vezes ao ano. Os primeiros vêm em Abril e caem sem amadurecer  em Setembro e Outubro. Os segundos figos aparecem no fim de Setembro e ficam na árvore até o fim de Maio ; neste tempo descobrem-se os terceiros e é em Junho ou Julho que se apanham estes figos de verão, e se enfiam em nervuras de palma ou junça em cordão que se pendura nas demais figueiras que necessitam de toque. Nenhum destes figos é bom para comer ; a natureza destinou-os só para polinizar e amadurecer as demais figueiras. Certos mosquitos poem ovos nesses figos em Outubro; ali se geram vermes na forma de larvas que se tornam em outros mosquitos qu picam em Outubro os figos de Inverno, caindo em seguida. Estes, no Inverno contêm os ovos ali depostos os quais se desenvolvem em novos mosquitos que irão picar no olho dos outros figos que se irão reproduzir mais gordos. São exactamente estes  figos de toque de Junho ou Julho com que se fazem os colares a pendurar nas arvores de boa casta. São eslas as figueiras de enxairo, vindimo, três num prato, o côteo e outros.

 

O ALÉM DO SOBA T´CHINGANGE

A natureza guarda-nos segredos surpreendentes como estes. Tem que se saber usar os pesticidas, saber das marés, das luas e dos ventos para assim se atingir o topo da mestria ou sabedoria. Infelizmente todas esas coisas simples, se vão abandonando por falta de conhecimento profanando inconscientemente o instinto da vida.

 

“Xicululu: - Olhar de esguelha, mau olhado, olho gordo”

Da lavra do

Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 07:42
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GOLPADAS . II

O KIMBO DO PUTO

As escolhas da condessa do Quipeio (TR)

Este é o maior fracasso da democracia portuguesa - 1ª Parte    

 

CLARA FERREIRA ALVES   

No Expresso

 

Não admira que num país assim emerjam cavalgaduras, que chegam ao topo, dizendo ter formação, que nunca adquiriram, (Olá! camaradas Sócrates...Olá! Armando Vara...), que usem dinheiros públicos (fortunas escandalosas) para se promoverem pessoalmente face a um público acrítico, burro e embrutecido.

Este é um país em que a Câmara Municipal de Lisboa, em governação socialista, distribui casas de RENDA ECONÓMICA - mas não de construção económica - aos seus altos funcionários e jornalistas, em que estes últimos, em atitude de gratidão, passaram a esconder as verdadeiras notícias e passaram a "prostituir-se" na sua dignidade profissional, a troco de participar nos roubos de dinheiros públicos, destinados a gente carenciada, mas mais honesta que estes bandalhos.

Em dado momento a actividade do jornalismo constituiu-se como O VERDADEIRO PODER. Só pela sua acção se sabia a verdade sobre os podres forjados pelos políticos e pelo poder judicial. Agora continua a ser o VERDADEIRO PODER mas senta-se à mesa dos corruptos e com eles partilha os despojos, rapando os ossos ao esqueleto deste povo burro e embrutecido.

Para garantir que vai continuar burro o grande "cavallia" (que em português significa cavalgadura) desferiu o golpe de morte ao ensino público e coroou a acção com a criação das Novas Oportunidades.

Gente assim mal formada vai aceitar tudo, e o país será o pátio de recreio dos mafiosos.

A justiça portuguesa não é apenas cega. É surda, muda, coxa e marreca.

  

Portugal tem um défice de responsabilidade civil, criminal e moral muito maior do que o seu défice financeiro, e nenhum português se preocupa com isso, apesar de pagar os custos da morosidade, do secretismo, do encobrimento, do compadrio e da corrupção.

Os portugueses, na sua infinita e pacata desordem existencial, acham tudo "normal" e encolhem os ombros.

Por uma vez gostava que em Portugal alguma coisa tivesse um fim, ponto final, assunto arrumado.

Não se fala mais nisso. Vivemos no país mais inconclusivo do mundo, em permanente agitação sobre tudo e sem concluir nada.

Desde os Templários e as obras de Santa Engrácia, que se sabe que, nada acaba em Portugal, nada é levado às últimas consequências, nada é definitivo e tudo é improvisado, temporário, desenrascado.

Da morte de Francisco Sá Carneiro e do eterno mistério que a rodeia, foi crime, não foi crime, ao desaparecimento de Madeleine McCann ou ao caso Casa Pia, sabemos de antemão que nunca saberemos o fim destas histórias, nem o que verdadeiramente se passou, nem quem são os criminosos ou quantos crimes houve.

 

 A flor do Soba

Tudo a que temos direito são informações caídas a conta-gotas, pedaços de enigma, peças do quebra-cabeças. E habituamo-nos a prescindir de apurar a verdade porque intimamente achamos que não saber o final da história é uma coisa normal em Portugal, e que este é um país onde as coisas importantes são "abafadas", como se vivêssemos ainda em ditadura.

E os novos códigos Penal e de Processo Penal em nada vão mudar este estado de coisas. Apesar dos jornais e das televisões, dos blogs, dos computadores e da Internet, apesar de termos acesso em tempo real ao maior número de notícias de sempre, continuamos sem saber nada, e esperando nunca vir a saber com toda a naturalidade.

Do caso Portucale à Operação Furacão, da compra dos submarinos às escutas ao primeiro-ministro, do caso da Universidade Independente ao caso da Universidade Moderna, do Futebol Clube do Porto ao Sport Lisboa Benfica, da corrupção dos árbitros à corrupção dos autarcas, de Fátima Felgueiras a Isaltino Morais, da Braga Parques ao grande empresário Bibi, das queixas tardias de Catalina Pestana às de João Cravinho, há por aí alguém que acredite que algum destes secretos arquivos e seus possíveis e alegados, muitos alegados crimes, acabem por ser investigados, julgados e devidamente punidos?

 

(Continua…)

Subscreve

O Soba T´Chingange



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Sexta-feira, 9 de Julho de 2010
MUXIMA . VI

FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO

“SIMÃO TOCO - um misto de revolução” - continuação

watch tower

Todas aquelas seitas tinham a relegião Cristã como base  mas, no entanto, os seus ensinamentos tinham uma interpretação livre da Bíblia. Criar associações clandestinas de acção anti-colono numa vertente racista era a sua intenção. A Watch Tower, fundada em 1872 nos Estados Unidos da América em Brooklym de New York onde ainda hoje mantêm a sua sede, apoiaram sempre esses movimentos emancipalistas e, desta fusão de conivências surgiu um tal de Simão Lasso que nascido em 1908 em Cabinda, deu seqência àqueles propósitos.

 

catanas do desespero

ph_1961.jpgNa África Colonial Portuguesa, em Luanda, capital de Angola, foram encontradas armas brancas, catanas e canhângulos sob o altar da Sé Catedral para uso na revolta armada que teve início a 4 de Fevereiro de 1961; eclodiu então o assalto às prisões de Luanda seguindo-se a matança no Norte de Angola de brancos fazendeiros e pretos umbundos originários do Sul. O Exército de Libertação de Angola FNLA, com Holden Roberto no comando, um mestiço cunhado de Mobutu, de medíocre capacidade mas impregnado de muito ódio aos brancos, recebe milhares de dólares, fardamento e armamento moderno fornecido pelos Americanos.

A maioria de roças de café, cacau, algodão, coquenote e sisal dos distritos de Bengo, Uige, Zombo, Negage e Malange, aonde predominavam as etnias Ambuíns, Icolos, kicongos e kimbundos, foram atacadas com a maior das violências então conhecidas.

O Indigenismo em Angola foi cultivado pelas “ONG´S” trabalhando secretamente com missionários protestantes no âmbito do Concelho Mundial das Igrejas “CIME”. A agenda neo-colonial Estaduniense com capa de neo-liberal, cria em todo o mundo braços armados em apoio àquele subterfúgio de evangelho.

 

Curiosamente os Americanos na só sua guerra fria contra outras ideologias e tendo o seu mito de controlar o mundo vai gerindo a política  e religiosidade  criando núcleos fantasmas embrulhados na CIA e surge além do ELNA em Angola, “ Os Contras” do continente Sul-Americno que em operações triangulares envolvem trocas de armamento por droga e, surgem os “Irã-Contra”, rebeldes anti-Sandinistas  da Nicarágua.Todo o finânciamento àqueles rebeldes e pastores era fornecido pela Fundação para a Democrcia “ NED” dirigida pelo Congresso dos E.U.A.

Também é bom recordar que  em 1969 nasce o movimento “NÃO FAÇAS ONDAS”, que veio pouco depois, em 1971, a mudar o nome para “GREENPEACE”, tendo o veterano da Inteligência Britânica de nome Ben Metcalf no comando.

Um importante membro daquela organização, de nome Robert Hunter, afirmava em 1971 que “em lugar de mísseis balísticos, nós disparamos imagens, bombas mentais transportadas pela mídia mundial”.

 

(Continua…)

O Soba T´Chingange



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Quinta-feira, 8 de Julho de 2010
GLOBÁLIA . III

FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO

AS “ONG’S” E  A HIGIENE RACIAL . I

THOMAS MALTHUS

Os Ingleses a partir da Cidade do Cabo dão luta feroz aos Bohers (Holandeses) levados a colonizar o cabo por via da Companhia das Índias Orientais; dão-lhe tal perseguição que os levam quase à extinção. Empurrando-os para norte, confinavam-nos à margem do rio Orange, tendo Apingtom, junto do Ográbis como sua capital. O último refúgio de mulheres e crianças Bohers foi nas galerias subterrâneas da mina de Kimberly, mina esta de onde saiu o maior diamante, agora pertencente à casa de Windsor; já então estava em curso a filosofia de higienização racial e aproveitamento das riquezas do solo, apanágio das “ONG`S” seguidoras da tal “ASI”, atrás referida.

A instrumentalização da política ambiental tem, em Cecil Rhodes e Kruguer os engenheiros operacionais da transformação da África do Sul.

Seguindo os métodos de eugenia e controlo populacional, após a criação da Sociedade de Geografia em Grã-bretanha, criaram-se Concelhos de Conservação e Sociedades Etnológicas e Etnográficas, Institutos e Fundações promovendo sempre o ideário Anglo-Saxónico do superior domínio; esta filosofia de expansão inteligente dos recursos humanos e naturais, iniciou-se tendo o reverendo Thomas Malthus como seu percursor, seguindo-se-lhe Alfred Milner, um Lord Inglês.

ESBOÇO DE PÁSSARO DO SOBA T´CHINGANGE

Veio o Clube de Roma, a fundação Rockfeller e o Fundo Mundial para a Natureza e Vida Selvagem, a fundação Ford e tantas outras, seguindo as regras mestras Malthusianas, tendo sempre por detrás o comando expansionista dos “Judeus” de New York, com hegemonia Saxónica do povo da Comonehalth.

É sabido que um Lorde, membro da Câmara Inglesa, com estatuto de Secretário das Relações Exteriores, sob o disfarce de ajuda em casos de fome, traficou armas; outro, com o mesmo estatuto, encabeçando a Amnistia Internacional, tinha uma rede de apoio e propaganda pró terrorista e, um outro, ministro de Desenvolvimento Internacional (Gabinete Colonial), manuseava doações do governo Britânico a milhares de “ONG´S desde o Bangladesh ao Siri Lanka na Ásia, e Kénia, em África.

Na Europa é criado o “Club 1001” com bancos e corporações aderindo com uma taxa de 10.000 dólares, enquanto que, nas Nações Unidas, criam o “PNUIA”, Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento; esta corporação de financiadores é a “tropa de choque” ao movimento das “ONG´S”, a que se segue a UNESCO, a OCDE e, O Clube dos Nove (nações ricas do Jet-Set global).

   wall street

É criado o Banco para o desenvolvimento sustentável, o “FMI”, o “BID”, (Banco Interamericano de Desenvolvimento) e o “HSBS”, Hong Kong and Shangai Banking Corporation, num apelo constante à consciência Negra, depois a Consciência Índia e, recentemente, uma constante batalha nos órgãos de informação na criação de Reservas Índias da Amazónia. Andam por lá “ONG´S” de todo o mundo, revirando terras e gente, com o sofisma de ajudarem os Ianomanis e sabe-se lá que mais quantas tribos, a criarem um espaço só seu. Com o pretexto de defender os “direitos humanos”, proteger o “meio ambiente” e “ajuda humanitária”, muitas “ONG´S”, constituem instrumentos políticos para subverter estados e fomentar atritos com golpes democráticos de revolução.

Os agentes da Wall Street, com novas bases filosóficas de defesa de “livre comércio”, promovem conferências forjando alianças com a América Ibérica e a África de língua lusa, escondendo-se sempre numa “agenda ambiental” que não reconhece fronteiras; surge a deterioração do ozónio estratosférico, criam sanções pelo Protocolo de Kyoto defendendo-o sem ratificá-lo no seu País e, nascem fundações por todo o mundo, com dinheiros de Manhattan.

 

Bibliografia: A máfia Verde – (EIR) – Executive Intelligence Review; Como eu atravessei a África – Serpa Pinto 

(Continua…)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 08:28
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Quarta-feira, 7 de Julho de 2010
LIMITAÇÕES DA VIDA . IV

FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO

       

 CHICO XAVIER

Chico Xavier até aos 92 anos psicografou crónicas, mensagens e recados de mortos estimulando a justiça com paz e muita caridade. Seguindo à risca a receita "Ajudai-vos uns aos outros" receitava o remédio a todos os desconsolados. A todos dizia " Sou um nada; menos do que um nada" defendendo-se sempre do assédio armadilhado da vaidade.

Chico xavier via coisas que mais ninguém via; assombrações flutuavam sobre bancos beijando os santos. As receitas paroquianas de espantar o diabo e pagar os pecados levaram-no a desfilar numa procissão com uma pedra de 15 quilos na cabeça e repetir avé-marias mil vezes seguidas.

Após o enterro de sua mãe Maria João de Deus a 29 de setembro de 1915, o garoto Chico, no meio de tantas carências afectivas, via sua mãe, conversava com ela dos desaires de criança sofrida a surras sucessivas e garfadas marcadas no corpo por sua madrasta Rita.

 

Ao longo da sua vida, ChIco, sentiu sempre em seu braço a sensação de vazio, da  procura inutil do conforto de sua mãe real que morreu cedo ; recorda amiudo o que sua mãe lhe dizia : - "A maior ofensa que podemos fazer à nossa consciência é negar a existência de Deus". 

O guia de Chico xavier referido de Emmanuel impôs-lhe três condições como compromisso de seguir a missão de psicogragrafar os livros que completariam a sua vida. Chico interrogou seu guia de quais eram as três condições ao que lhe respondeu:- Disciplina,Disciplina e Disciplina e, para começar foi-lhe encomendado para começar a feitura de trinta livros. 

Os direitos autorais de todos esses livros, num total de 412, reverteram para a Federação Espírita Brasileira. Chico, a todos diza: -" os livros não são meus. São dos espíritos".

O primeiro livro de Chico foi "Parnaso de Álem-Túmulo" e, nele arrancava da sepultura poetas célebres escrevendo poesias, ora pestilências cadavéricas, pútridos fedores e pestiferas emanações.

Os criticos decifraram o enigma de Chico Xavier como mediunidade , psicopatia , loucura, simulação, anormalidade, fenómenos, estupidez e espiritomania.

AS PINTURAS DO SOBA

Deixemos Chico por uns momentos.

A recordação da minha aparente morte situa-se no Junho de 1975, anos turbulentos da guerra de Angola; um tempo em que ninguem sabia para onde fugir  e eu ainda não me chamava T´Chingange, e nem era Soba. Era um gweta mazombo destinado a peregrinar A guerra do Tundamunjila" e, foi assim:

Depois da pancada no meu “renault major”, tudo ficou esbranquiçado. Numa curva chamada da morte, o Cruzeiro já lá estava esperando o ainda não acontecido; aquela cruz, que  ainda lá está, relembra que o sítio assim se chama, para homenagear as viagens ao além. Estava muito perto de Kaluquembe.

Naquele estado sem destino, amores ou paixões, o silêncio madurou exclusivamente só, sem suspiros ou brisas laterais.

(Continua...)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 09:45
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Terça-feira, 6 de Julho de 2010
DIVIDAS ENVENENADAS . IV

FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO

O AQUECIMENTO GLOBAL

WELWITSHIA MIRABILIS

Na pesca industrial dos nossos dias os barcos pescam com mais rapidez do que os peixes se conseguem  reproduzir. Os excessos da pesca ou pastagens afectam todos os países da globália; o uso excessivo de fertilizante polui as vertentes, águas que correm para outros países e oceanos, bens comuns da biosfera, da Globalia.

A qualidade do ar ou o nível freático das aguas subtrrâneas e chuvas, afectam o mundo e, não tão sómente os vizinhos que apanham mais rápidamente os fumos de uma queimada ocasional ou provocada.

Se nada se fizer para alterar o aquecimento global com o sequente degelo das calotes polares, as águas dos oceanos subirão e, dentro de cinquenta anos, as Maldivas e o Bangladesh com 330 mil e 145 milhões de habitantes respectivamente, estarão submersos de acordo com previsões confiáveis; forças que estão fora de qualquer controlo humano postas em movimento por acções poluidoras de outros; acções que não pretendiam ser danosas ameaçam esses países com a aniquilação.

 

O mundo precisa planear e agir agora. É tarde, mas será muito melhor estarmos preparados para o pior cenário do que esperar  e  vir a confirmar que não se fez o suficiente.

Enquanto isso, os Estados Unidos da América recusam-se a assumir a sua responsabilidade moral perante o resto do mundo, uma mentalidade que tem acompanhado a sua filosofia de estar e que segundo Darwin “os seres vigorosos, sadios  e afortunados sobrevirão e se multiplicarão”; outros apelarão aos principios da higienização racial do pastor anglicano Thomas Malthus.

O evolucionismo da socidade Estaduniense, não se compadece com o resto do mundo. Basta analizar a sua história tão cheia de eufóricas bravezas par além das suas fronteiras a partir de Theodore Roosevelt , a política do “Big Stick”, (grande porreto)  impondo o poder fora de portas.

O aquecimento global é um problema mundial, mas ninguêm quer pagar para concertá-lo e muito menos os Estados Unidos da América, o maior poluidor que nem o acordo de Kioto assinou.

 

PARA ALÉM DO NADA . Pintura do Soba

O mau exemplo do país “leader” no mundo, é com razão, referido pelos países em desnvolvimento ou pobres, alegando, que lhes é difícil reduzir as emissões porque são pobres e necessitam correr para alcançar o atrazo, atingir o padrão de vida do mundo desenvolvido.

O aquecimento global é uma ameaça real e demasiado grande para o bem estar do nosso planeta terra; oremos para que acabe surgindo uma solução.

Numerosas civilizações,  porque ignoraram o meio ambiente, desapareceram.  

Em 2004, as receitas da General Motors foram de 191 biliões de dólares, quantia maior que o PIB de quase 150 países. Em 2005, a empresa Wal-Mart facturou 285 biliões de dólares, mais do que o PIB total de toda a África Subsaariana. Essas empresas não são só ricas, também são politicamente poderosas. Nenhum governo se encoraja a tributá-las ou regulamentá-las da maneira que não lhes agrade. Elas ameaçarão mudar-se para um outro qualquer lugar e, vai haver sempre um outro país, disposto a receber suas receitas de tributação, seus empregos e seus investimentos.

(Continua…)

Bibliografia de referência:  Globalização como dar certo   de  JOSEPH E. STIGLITZ  da  companhia  de  letras - Brasil

(Prémio Nobel de economia em 2001)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 12:11
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Segunda-feira, 5 de Julho de 2010
AMÉRICA . V

FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO

        “Contradições do Império”

 

EXPANSÃO DA AMÉRICA

A 30 de Abril de 1803 mais de 1300 quilómetros quadrados, duas vezes maior do que a França, passa ao controle dos Estados Unidos. Napoleão Bonaparte vendeu por 15 milhões de dólares o vasto território da Louisisana. Este vasto território inclui os estados actuais de Louisiana, Arkansas, Oklaoma, Missouri, Kansas, Iowa, Nebraska, Dakota do Sul, Wyoming e Minesota.

Os Estados Unidos com Thomas Jefferson, dobrou a extenção do país sem queimar uma só libra de pólvora.

Um ano depois daquela compra a Napoleão, num Maio de 1804 no rio Wood, os Capitães Wiliiiam Clark e Lewis, com mais de trinta homens formando o “Corps of Discovery “ desbravam o Noroeste alcançando o grande Oceano Pacífico em Janeiro de 1806. Desta expedição resultou a anexação dos estados de Oregon e idaho por conversações com os índios em troca de bugigangas e promessas. Os estados de Washingtom e Montana foram-lhes cedidos por seus primos Canadianos, tudo acordado com a Grã-Bretanha pais colonizador. Nada mau para um começo grandioso.

 

A expanção gringa com o tal “sonho Americano” vem desde 1806 quando Aarom Burr à revelia de Thomas Jefferson queria conquistar o México. Burr, o homem que queria ser rei pois, “ele tinha um sonho” recrutou uma numerosa milícia em Ohio mas foi barrado em seus intentos pelas forças da União a mando de Jefferson que não desejava nesse então problemas com as guarnições Espanholas da Nova Espanha.

Aquela ambição de Aaron Burr, veio a ser concretizada em 1844 que, a pretexto de proteger o Texas de Pancho Villa, num aberto repúdio ao decreto do General Santa Ana do México, que abolia a escravidão em terras Mexicanas, o invade.

A liberdade aos escravos dada por Santa Ana comprometia a manutenção dos estados do Sul com suas vastas culturas de algodão feitas exclusivamente por escravos.

 PANCHO VILLA

O México foi invadido com o bloqueio dos portos de Vera Cruz e vencido numas quantas batalhas, levando o México a um tratado sem honra. No tratado de “Guadalupe Hidalgo”a 2 de Fevereiro de 1848, com a troca por 15 milhões de pesos, os Estados Unidos anexam uma área de dois milhões de quilómetros quadrados, os territórios do Texas, Novo México e Califórnia, que compoêm  hoje os estados de California, Nevada, Utah, Arizona, Colorado, Novo México e Texas.

A anexação do México levou a que o poeta e escritor Walt Whitman  afirmasse: -“ Como o México é miserável e ineficiente – com sua superstição e sua burlesca liberdade…”

O México, não mais se livrou desse lado burlesco, tão visionado nos filmes de cowboy.

Há a acrescentar aos territórios, o Alasca comprados aos Russos uma vasta região fria com mais de um milhão de quilómetros quadrados. 

 

Bibliografia consultada: América - A história e as contradições do império por Voltaire Schilling

(Continua…)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 08:59
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Domingo, 4 de Julho de 2010
BRASIL EM 3 PENADAS - IV

FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO

        “ O triângulo Atlântico”

 

 OS HORIZONTES DO SOBA T´CHINGANGE 

Os críticos brasileiros de tão picaros dizem que muito brasileiro só come carne quando morde a língua, só vai p´ra  frente quando dá topada e, se saborear uma galinha é sinal de que um dos dois está doente. Pessoalmente discordo desta visão e entendo-a como uma graciosa maneira de dizer as coisas.

Construindo história na fantasia e utopia, a nação, aparece ao mundo como justa, fraterna  com um futuro a trote, senhores duma cultura diversificada, o Brasil está condenado a ser uma civilização original e rica até aos carnavais do terceiro milénio. A terra “em que se plantando, tudo dá”, uma quase profecia do cronista Vaz de Caminha,  que se tornou na graça de Deus, um povo mestiço na carne e no espírito, sua maior valia.

O Brasil que tem capoeira, uma dança a fingir de “bater no negô” assim:

- de pau, chicote e facão

- p´ra se safar tem o negro

- só dois pés e duas mãos

- E à mão pelo pé, e pé pela mão

- bate na cara, derruba no chão. 

Brasil de românticos escritores como Machado de Assis e Jorge Amado e a gente de veredas do vasto sertão tendo como modo de justiça e vida a vingança açoitada com as próprias mãos na lei do cangaço; do Lampião fazendo poeira nas cavalgadas e, suas rezas nas preces do padre Cícero de Juazeiro seu “paínho” com os bailes ferfumados, com as histórias de dizer: -“Deus mesmo, se vier, que venha armado!”.

Brasil antropofágico da deglutição do bispo Sardinha e mais de oitenta tripulantes, na foz do rio Cururipe em 1556 pelas tribos Caetés e Tupinambás.  

Brasil das revoltas, da “inconfidência mineira” com o esquartejar de Tiradentes. Brasil que teve revoluções pequenas  e as guerras de esquecer, dos Farropilhas e do “café com leite” dum Carlos Prestes, militar de segunda linha que marchou para Norte fazendo com um exército descontente,uma diferente revolta; que caminhou até se esgotar numa pobre Bolívia após passar os quilombos do Mato Grosso. Exército que em Juazeiro do Norte fez do bandido Lampião um capitão na companhia de folclóricos idealistas de esquerda com Olga Benário, uma espia judia alemã que da prisão,  por exigência de Hitler foi recambiada para lá. Olga, que veio a morrer nas câmaras de extermínio nas vésperas de fazer 34 anos quando corria o ano de 1942; A mesma que casou com Prestes da qual teve uma filha.

OS PALOPS  

Depois das toadas, maxixes, xotes e frevos surgiu a dança do Sertão, a do  xaxado dançada com o fusil na mão do famoso Silva Ferreira, vulgo Lampião com sua amada Maria Bonita tendo José Baiano um dos  seus sub-tenentes a marcar gente com ferro em brasa como gado.

O aparecimento de caixinhas vidradas com o pároco de chapeu de 3 bicos, implantada na maioria das povoações; uma figura de quase santo venerado em todo o sertão demonstra a partir da metade do século XX a forte implantação duma visão católica na mistica apadrinhada do ídolo Lampião tendo a justiça  na ponta da navalha.

Brasil, uma nação em permanente construção distraídos com samba de carnaval futeboleiro com um dia reservado “ à consciência negra “ a recordar o fujão Zumbi que lá na Serra da Barriga foi rei do “reino dos macacos” após ter morto seu tio Aqualtune.

Em 1984 surgem os “sem terra”, os “sem nada”, os ecologistas apoiando os serigueiros no Xapori após a morte de Xico da Silva; uma morte que gerou novos interventores e novos síndicalistas colados ao Inácio Lula da Silva da marolinha, também ele um sindicalista que se tornou presidente. E, surgiu Chico Xavier encorpando espíritos do bem, envolto em carências de justiça, corrupção à solta vinda de cima e com farda ensombrando o antigo “grito de Ipiranga” relembrando: -“ É necessário conservar o coração agradecido a Deus para as aflições não nos deteriorarem os sentimentos”.

(fim)

O Soba T´Chingange



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Sexta-feira, 2 de Julho de 2010
MULEMBA . I

AS  ESCOLHAS  DA  CONDESSA  DO  QUIPEIO -(TR)

        A MULEMBA DA MALDIÇÃO  . SEBASTIÃO COELHO

ANGOLA . HUAMBO

“...quando a mulemba secar, o Huambo vai desapa

-recer,destruido pelos seus próprios filhos.

 E, as riquezas do solo não serão  para  ninguém...”

 

DA MALDIÇÃO DE ALBANO CANTO DOS SANTOS, dos anos 20 

Nasci noutro bairro, mas, durante certo tempo da minha adolescência, vivi ao lado do campo de futebol do Sporting do Huambo. A minha rua estava coberta de jacarandás. Quando floresciam, lançavam sobre o pavimento um manto de flores lilazes, que amanheciam orvalhadas e estalavam, fofas, debaixo dos pés. Gostava de ver os jacarandás vestidos de flor, quando perdiam todas as folhas e as pétalas chuviscavam sobre as nossas cabeças, abanadas pelo vento suave do entardecer. Depois, já murchas, aninhavam-se ao longo dos muros em extensos cordões, deixando lugar para as flores novas. Eram milhões de flores que caiam em cada dia, as árvores envaidecidas a mostrar, cada uma delas, a sua pujança de vida.

Do outro lado da rua e além do aterro por onde passa o combóio, seguro de si e do seu caminho, estava o roseiral, acompanhando a via, encaixado entre esta e os cedros da sebe. Ultrapassado o muro verde, estendia-se, interminavel, no sentido este-oeste, a avenida do Colete. Do colete, porque todas as casas estavam só de um lado. Incluindo a Igreja Catedral, que estava em construção. As árvores da avenida eram acácias, que também brincavam de primavera, mas não perdiam as folhas, que pareciam mais verdes quando os ramos de flores brancas, amarelas, vermelhas ou alaranjadas, espreitavam pelo meio, a encher o ambiente de cores e olores.

O festival das rosas desafiantes de orgulho e de perfume, acompanhava a avenida para um lado e para o outro. A caminho da alta, logo depois da passagem de nível, havia um pequeno bosque e a seguir, os olhos embrenhavam-se no mundo dos cosmos, espectacular mancha de cores amontoadas de flores garridas que nem paleta de Matisse. Sem perfume, mas de grande beleza.

 

 A MULEMBA

A avenida 5 de Outubro, a tal do colete, nascia na baixa, na continuação da estrada da Pauling e São João 1 e terminava na alta, no cruzamento próximo das casas do Samacaca, onde se dividia em duas.

Quem tomasse pelo lado esquerdo, desfilando ao longo das casas do Samacaca 2, desembo-cava nos anéis concentricos do jardim da alta. Continuando para a direita, ali perto estava o edificio do velho Teatro Peairo, que o tempo transformou na “Fábrica de Moagem”, onde tinha início a avenida Ferreira Viana, ladeada de casuarinas. Mas abaixo desenrolava-se o projecto de avenida, sem nome e sem casas que terminava cruzando para o outro lado da linha do CFB, para transformar-se na estrada da Caála. Também era o caminho do Matadouro e o caminho do Cemitério. Foi aqui, entre o Matadouro e o Cemitério, que eu nasci, numa pequena chitaca 3 dos arredores da cidade. Era longe para irmos ao “Ambo”, como diziamos, embora nesse tempo já se chamasse Nova Lisboa. Durante anos fiz esse percurso de muitos quilómetros, a pé ou em bicicleta. A alternativa era usar a berma da linha do combóio, que estava proibida para bicicletas. Ou, então, a pé, por um carreiro de gentio, atravessar a sanzala do Karilongue e descer e subir as empinadas encostas do rio, que se cruzava a vau. Ir e voltar do “Ambo” era uma viagem longa e cansadora de três a quatro horas, segundo a pressa e as pernas de cada um.

O MORRO DO CUNHAMGÂMUA . HUAMBO

  1 - Pauling (Póling) e São João – Primitivos Bairros da ciade do Huambo.

  2 - Samacaca - Nome de soba famoso. Alcunha de um velho colono, proprietário da correnteza de casas,  

       construidas umas ao lado das outras, em forma de comboio e que caracterizava essa zona da cidade do    

       Huambo: as casas do Samacaca.

  3 - Chitaca ou Xitaca – Pequena fazenda. Quintal grande.

 

Nota: Contributo para a história do Huambo- Angola por SEBASTIÃO COELHO

Subscrito por

O Soba T´Chingange



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CAZUMBI . II

AS ESCOLHAS DO EXMO VISCONDE DO MUSSULU

“José Saramago: A morte de um homem mau”- 2ª Parte

 

 SARAMARGO

Um Iberista, coberto com a Bandeira Nacional, que Saramago ofendeu vezes incontáveis, na essência da sua obra, e no veneno das suas declarações públicas. Era um relapso. Um indesejável. Um homem que voluntariamente se afastou da sua Pátria, comentando-a de uma forma negativa no Estrangeiro, não é digno de nela entrar cadáver, coberto com a sua Bandeira. A bandeira de Saramago, era a do ódio, da arrogância, e da maldade praticada. Mas os símbolos Nacionais estão hoje nas mãos de quem estão, e a representação das vontadesNacionais, está subordinada a quem está: à esquerda, tão sinistra como foi Saramago. Assim sendo, as homenagens que lhe fazem, incluindo os exagerados e ilegítimos dois dias de Luto Nacional, valem o que valem, e são apenas um acto de pura camaradagem, na verdadeira acepção da palavra.

Quem nos desgoverna, pode cometer as maiores atrocidades, que ao povo profundo só resta pagar, e calar. Até ver.

Amanhã, Saramago mergulhará pela terceira vez nas chamas. A primeira, terá sido quando nasceu, e ao longo de toda a sua vida, retrato que foi de ódio e maldade pela sua imagem espelhados e espalhados; a segunda, terá sido quando o seu corpo ficou irremediavelmente inanimado, e estou certo de que entrou no Inferno, a confraternizar com o seu amigo Satanás; a terceira, amanhã, será quando o seu corpo inerte e sem alma, entrar para ser definitivamente destruído, no Crematório do Alto de S. João.

 

Será um maravilhoso e completo Auto de Fé.

O Homem e a sua obra venenosa, serão queimados definitivamente nas chamas da terra, que nas da eternidade já o foram no dia em que morreu.

De Saramago recordaremos um homem que não sabia rir, que gostava certamente muito de dinheiro, e que o terá ganho, que era mau e vaidoso, e que o provou ao longo da sua vida, que quis viver longe da sua Pátria por a ela não saber ter amor, e que foi homenageado por meia dúzia de palhaços esquerdistas, compagnons de routeconiventes com um dos últimos fósseis estalinistas, que ilustrava uma forma de estar na vida e na política sem alma, amoral, e que globalmente contribuiu para a destruição de toda uma Pátria, e suas tradições.

Ocorreu ontem, quando soube que este cavalheiro de triste figura tinha morrido, que estaria por certo no inferno, sentado com Rosa Coutinho, também lá entrado há poucos dias, à espera de Mário Soares e Almeida Santos, para os quatro juntos jogarem uma animada e bem quentepartida de sueca…

Conflito entre ciência e fé? INTERPRETAÇÕES

O País está mais limpo. Um dos maiores expoentes do ódio e da maldade, desapareceu da superfície da Terra. Espero que a Casa dos Bicos, um dia possa ter melhor função, do que albergar a memória de tão pérfida personagem. As suas letras, estou certo de que cairão no esquecimento, ao contrário das de Camões, Torga ou Pessoa, entre muitos outros. Apesar de tudo, e porque sou Católico (e porque a raiva não é pecado), que Deus tenha compaixão de tão grande pobreza, mas que se lembre fundamentalmente de nós,  de todos os Portugueses íntegros que tentamos sobreviver com dificulade, neste Portugal governado pelos amigalhaços do extinto, que apesar do luto em que fingem estar, mas que na verdade não sabem viver, continuam a todo o custo a viver o enorme bacanal que arruina Portugal... No fundo, no fundo, e porque as palavras as leva o vento, que Deus tenha piedade de tão grande pobreza! Cabe-nos perdoar. Mas não temos que esquecer!

 

António de Oliveira Martins – Lisboa

 

 

O Soba T`Chingange



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Quinta-feira, 1 de Julho de 2010
XICULULU . I

FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO

“Xicululu: - Olhar de esguelha, mau olhado, olho gordo”

 O OLHO GORDO

Numa missão de cumprir dever sem corpo-delito, entro no catravés da estória mastigando sapiência sentada. No silêncio do meu sobre-consciente eufórico, cadavez mais de alma arrepiada, dispus-me a depenicar os velhos idos tempos em que os concilios regiam os povos.

Fiquei a saber que por via dum apanhado de sacristia feito por Egica no XVI Concílio de Toledo que Alarico, um antigo comandante Godo cavalgou comigo desde a Escandinávia até às Hespanhas e Turdetania, submetendo Alanos, Suevos e Vandalos passando a dominar a Ibéria.  Isto é descrito de forma suscinta  até à invasão Árabe lá pelo ano de 483 da nossa era, para que não me julguem nos dias de hoje por malefícios passados.

Enquanto permaneci em Ossonoba, por ódio aos Romanos e, porque eramos Arianos, expulsámos aqueles outros passando nós a  usufruir as suas mordomias banhando-nos nas lindas termas de Milreu. Aquela que viria a ser a futura Lusitânia já desde o periodo paleolítico, neolítico, e dos metais ferruginosos era uma conturbada terra de ursos e leões e desde os séculos III antes de Cristo os Romanos viram-se gregos (uma forma de dizer) para dominarem aquela gente armada de artelhos e ossos envenenados. Um nobre Romano conterrâneo de Sertório foi dizer ao Cézar de Roma que ali naquela ponta da Turtedania havia gente bravia que não se governava nem se deichava governar 

ANTIGA ARANDISESTOMBAR 

Estrabão, o filósofo escritor, diz no entanto que aquela gente conhecida por Cunetas eram os mais reputados e doutos de todos os hespanhoes pois que já usavam gramática, monumentos escritos, poemas e leis em verso.

Por ordem do rei Eurico, por ali fui ficando treinando com as  espadas de aço toledano; e, por ali me liguei a uma catraia morena, d´olho azul de Arandis* que outros chamam de Ossonoba; numa terra que tinha o seu nome e, todos eles descendentes dos primitivos nativos daquela terra, trogloditas do Arade e depois da pedra lascada, e polida,  e silex em forma de setas; enfim eram estes os Turdetanos Cunetas.

Alarico, o meu rei de então, aproveitando a  decadência dos Romanos com nossas gentes tomaram a Grécia, penetraram em Roma e atacaram as Gállias; e, daqui sairam dominando a Península.

Ariano de alto gabarito eu, um confesso prelado almocherife sem entusiasmo, adiáforo bacharel de linhagem, mantive-me por algum tempo em Tarif-al-Alaraf mas, de bem relacionado com os homens doutos na lei, fui enviado a Estoy a gerir comércio do estuário com os Gracios e as terras do domíio Godo. Por ali permaneci com Oppas algum tempo, envolto em ciumes e invejas e, sendo eu o Conde D. Julião chamei os Árabes a vir ocupar o trono Gothico e, assim foi; vieram a vencer as tropas do rei Rodrigo na batalha de Guaddalete. Para me livrar de traição ao rei usei em combinação com os Árabes o falso pretexto de que o rei Rodrigo violara a minha filha dona Cava.

SILVES . ANTIGA  SEDE  DE  ARANDIS

 

Seu nome próprio era Florinda mas, o povo dizia ser ela uma mulher corrompida (cava em àrabe), da má vida.  E, assim se conta a história em verso:

… Assim perde dom Rodrigo a sua grande batalha

    Também perde Andaluzia, e também perde Granada;

    Guaddalete outra não vira, tão fera e tão pelejada!

    Toda Hespanha se converte em poderosa Moirama.

     Dom Juliano e dom Oppas*, Dona Cava assim vingaram…

*Oppas, arcebispo de Sevilha que aspirava subir ao trono Gothico substituindo Rodrigo assediou-me e eu, D. Julião mancumonado com ele, ambos nos insurgimos traindo o rei por nós contestado.

E, o Al-Garbe ficou Mouro.

* Arandis: Nome antigo dado a Estombar que partilha com Garvão do Alentejo sua legitimidade

Da lavra do

Soba T´Chingange

 



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Temos um Hino, uma Bandeira, uma moeda, temos constituição, temos nobres e plebeus, um soba, um cipaio-mor, um kimbanda e um comendador. Somos uma Instituição independente. As nossas fronteiras são a Globália. Procuramos alcançar as terras do nunca um conjunto de pessoas pertencentes a um reino de fantasia procurando corrrigir realidades do mundo que os rodeia. Neste reino de Manikongo há uma torre. È nesta torre do Zombo que arquivamos os sonhos e aspirações. Neste reino todos são distintos e distinguidos. Todos dão vivas á vida como verdadeiros escuteiros pois, todos se escutam. Se N´Zambi quiser vamos viver 333 anos. O Soba T'chingange
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