Sexta-feira, 31 de Agosto de 2012
MUXIMA . XXVII

Angola,quanto tempo falta para amanhã?

Voo TP, destino Luanda.

 Em 2005 fui a Angola tendo nesse então escrito uma crónica com o título supra. O desejo de Kianda do Maurício dos Santos (Pepetela) dava a conhecer que as vivências dessa altura se faziam num confronto de ambivalência à mistura com coisas com-fundidas no seio do povo; o mesmo sol da secura e aridez amadurece os produtos, a chuva que inunda é a mesma que os rega; a linguagem mitológica, a verdade das coisas é colhida entre o falso e o verdadeiro, baralhando o conceito da razão; No entretanto destas divagações de um escritor de nomeada, eu seguia a via do sul a caminho do Cantinho do Inferno. Não se confundam com o nome porque também Novo Redondo mudou o nome para Sumbe. Passada a Samba veio o Rocha Pinto a Corimba o Benfica o Futungo o Morro dos Veados e o Morro da Cruz onde a capela foi promovida a Museu da História da Escravatura; com alguma razão de sêr pois, que foi dali do reino do N´gola que saíram muitos escravos para o Brasil.

 Na ponte suspensa sobre o Kwanza alguns militares que por ali estavam desempoeirando preguiça abordaram-nos pedindo gasosa, a mesma que nos acompanhou sempre e por todo o lado e, desta feita perante o nosso semblante de interrogação, o militar de camuflado em jeito explicativo e em leque, indicou os demais companheiros preguiçando as pulgas no varão da ponte e disse: - kota!... Ajuda só... é p’ra levantar a moral. Com aquele pretexto engraçado escorreguei com cinquenta kwanzas correspondendo a duas fresquinhas cucas e, ainda sobravam cinco kwanzas para o engraxador. Na Quiçama, não se viu qualquer espécie de bicho mas, na área de serviço de cabo Ledo, um amontoado de xinguiços cobertos com capim com-fundiu a importância do lugar. Umas quantas empresárias de nova geração faziam negócio vendendo as frias sagres, taifel, hansen ou cuca com galinha assada no espeto. Foi um regalo! As empresárias de sucesso, amigas do Bien, com rudimentos de higiene ocasional curtida no funaná Bye Bye My Love, cursavam sobrevivência, transformando a fome em petisco espantado e, o frango no espeto com bastante jindungo marchou sem entretantos; havia na quitanda, onduladas conversas de rosca sussurradas de encanto atarraxado.

 Enquanto bebíamos as cervejas retiradas de arcas com gelo, podemos observar uns graduados do gloriosa Eme roçando as donzelas tendo um dos de patente rasa vindo até nós pedindo uma gasosa pois que se queria deslocar a Luanda e não tinha bué para superar. Queria ir lá esclarecer desilusões de amores mal aclarados; treta ou não, logo de seguida bazou de nós tendo ido cravar outro mwangolé; deve ter levado o dia a obter uns “cumbus” para as frias, usando este estratagema de fino engodo. Perto do rio Calamba começamos a ver-se cassoneiras, newas, maboques, embondeiros e muitas matebeiras, daquelas esguias de onde retiram o marufo; assim deixamos para trás a reserva da Quiçama sem ter visto um simples camundongo ou, um dilengo. Lá mais adiante, ao dobrar do promontório e na foz do rio Cuvo as deliciosas de grandes ostras. Com cem kwanzas ou seja o equivalente a dois Euros e vinte cêntimos comprou-se um saco dessas ostras. Passados alguns dias voltamos ali e, numa canoa feita de troncos de bimba, Tomás, chimbicou-nos com bordão até á ilha da contra-costa. Aquela iguaria refastelou-nos após termos mergulhado na costa de grandes calemas, de água límpida em areal mulato. No regresso passamos por vários veículos militares, estafadas Urais ou Ifas soviéticas ainda castanhas na cor. Hoje, dia 31 de Agosto, dia de eleições, recordo esses dias peregrinados e pergunto-me: - Será hoje, esse amanhã?

Muxima: Saudade

O Soba T´Chingange



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Quinta-feira, 30 de Agosto de 2012
MOKANDA DO SOBA . XVIII

“EU, O KIMBO E A KIZOMBA”No Reino de Manikongo

Por

 T´Chingange

Ao longo de 4 anos e 3 meses, tenho brigado com o portugues burilando as palavras, frases, escritos,  crónicas e as minhas estórias. Escrever não é apenas inspiração ou fertilidade de imaginaçãon mas também, e sobretudo obstinação, paixão e convicção com algum capricho e algum suor; Os meus agradecimentos vão direitinhos para os quase 75 000 visitantes do Kimbo. São estes os principais responsáveis por me terem estimulado de uma ou outra maneira e, a eles devo ter-me tornado um escrevinhador neófito do mundo da lusofonia. O castelo do Reino de Manikongo tem já na sua Torre do Zombo muito espólio por essa força dada pelos muito leitores na Globália; Faz mais quem quer do que quem pode e, cabe aqui deixar uma nota de agradecimento ao fugaz contributo dos nobres do Reino que se limitam a trespassar algumas noticias requentadas. Um maior agradecimento ao Kimbanda do reino de Manikongo, um auxiliar vigilante e coerente na postura de fiel depositário da cheve da Torre do Zombo, e também a todos os embaixadores, consulados e donatários que voluntáriamente colaboram com o Kimbo.

 O termo "Manicongo" é uma corruptela da palavra em Kikongo, "Mwene Kongo" ("senhor do Kongo").  Os senhores eram chamados de "Mwene", sendo que o Manicongo era o Mwene mais poderoso do reino.

Queria autorgar titulos honorificos aos ilustres nobres do reino, fazer das inventações lembranças de verdade, factos baseados na vida real, mas o talento do descazo, não quer brilhar as luzes da kizomba. E, porque neste reino de faz-de-conta, se os que mandam perdem a vergonha, os que obedessem perderão o respeito, aguçando o silêncio do falso moralismo ou omissão na luta por uma sociedade justa e fraterna. Nesta sociedade de permanente inconformismo temos todos de conciliar pontos de satisfação e, positividade como uma descoberta permanente de ler no tempo, o segundo; na escala de valores em milímetros de apreço, buscando, reencontrar-nos-emos.

Escrevi em tempos que “M´bika a mundele, mundele ué” - o escravo de branco também é branco. Foram uma amálgama de sonhos, invertendo o passado, plantando ali e acolá, fermentos da história duma diáspora que não se quer esquecida. Falada, em prosa, em gíria, com luz e contraluz, no discurso directo e arrevesado. Os dias passaram em maré de guerras crispadas até que, a independência chegou e, pouco a pouco, os amigos foram bazando de forma dramática; a confusão chegava do sul, do norte e, dos demais contraventos agitados no tempo e na forma,... Uma filosofia pulverizada, chispada de crises fumegantes: Unita versus emepelá e, na vice-versa, os búfalos da África do Sul. Tudo se tornou diferente,.. pulsando nervosamente o divino dom da vida, precariamente, o café aonde habitualmente vendíamos filosofia kizombada desfrequentou-se numa totalidade chocante; O s´bell foi escasseando e surgiram caras novas de muitos lados que pulsavam nervosismo em músculos de medo que nem se sabia existirem; o controlo emocional foi ficando cheio de pequenos ferimentos.

O divino dom da conversa dos kambas já não tinha mais razão de ser; fugimos todos como cobardes desordenados à frente dum barulho de metralha ensurdecedor derramando a granel o nosso código genético. Carregados de medo numa brancura da pele reaccionário dispersamo-nos pelo mundo reclamando. As nossas capacidades forjaram a medo um destino colectivo que, quase como um castigo, nos levou ao abandono; enquanto andávamos distraídos na conversa de fintadores políticos de aviário, os grandes espaços eram trocados por uma viagem de borla à terra do tuga, sem retorno confirmado. E, fomos ficando sem reclamar o regresso nem estorno…

Glossário - M´bika a mundele, mundele ué - O escravo de branco também é branco; S´bell - marca de Whisky muito apreciada pelos Sul Africanos; bazando - fugindo; Kamba - amigo como irmão ( Kimbundu ) ; fintador - dado a truques; búfalos – referente ao batalhão invasor da A. do Sul; tuga – português; emepelá - MPLA, movimento emancipalista.

O Soba T´Chingange

 



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Quarta-feira, 29 de Agosto de 2012
KANIMAMBO . XVI

{#emotions_dlg.meeting}AS ESCOLHAS DO CONSUL*

O APARTEIDE INVERTIDO” . Mukanda de ÁfricaSouth African Airways (SAA)

Por

Jose Matias * Ramos Matias                                                                                                                        

A companhia aérea South African Airways (SAA) anunciou que não admitirá pilotos-cadetes de raça branca para os seus quadros de pessoal, pretendendo com a medida «ajustar a demografia humana da empresa à demografia do país». O jornal Beeld, que hoje noticiou a nova política de admissões da transportadora aérea nacional, relatou o caso de um jovem candidato, detentor de uma licença de piloto comercial, que foi sumariamente rejeitado pela SAA por ser branco. Na sequência da reportagem, o porta-voz da empresa confirmou ao jornal que, ao abrigo dos novos regulamentos internos, a SAA não admite mais pilotos para treino que sejam de raça branca, considerando a medida no âmbito da política oficial de acção afirmativa e que se destina a «inverter as desigualdades do passado». «Apenas 15 por cento dos nossos pilotos são não brancos, e nesses incluem-se indianos e mestiços. Os restantes são brancos e 91 por cento do sexo masculino», explicou o porta-voz, Kabelo Ledwaba.

 Ledwaba reiterou que a SAA apenas admitirá pilotos, ou pilotos-cadetes, de raça branca, em casos em que não consiga encontrar ou recrutar não-brancos para as tripulações das suas aeronaves. Reagindo à notícia, a maior força da oposição parlamentar (a Aliança Democrática, AD), considerou «lamentável que a SAA tenha decidido excluir pessoas dos seus programas de treino de pilotos, com base na raça ou género». «Nenhum sul-africano deveria ser excluído do mercado de trabalho com base na cor da sua pele ou na combinação de cromossomas que por acaso possui», disse a deputada da AD Natasha Michael.

 Michael referiu que «a descriminação racial era o conceito do apartheid e não tem lugar na África do Sul democrática», afirmando que a Aliança Democrática é inequivocamente contrária à ideia de impor quotas raciais de forma generalizada porque tal atitude é uma forma de descriminação tão grave como o foi o regime do 'apartheid'. Também o sindicato Solidariedade criticou severamente a companhia aérea estatal na sequência das notícias vindas hoje a lume. O seu secretário-geral, Dirk Henman, ameaçou lançar uma campanha destinada a desviar passageiros da SAA para outras companhias aéreas se a política de admissões não for de imediato abandonada a favor de outra mais justa e equilibrada.

Iluistração de Malangatana; pintor moçambicano (Já falecido)

Kanimambo: Obrigado (Moçambique)

* Gentileza de José Matias (Cônsul honorário do Kimbo no reino de Manikongo) em Johannesburg

O Soba T´Chingange

 

 



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Terça-feira, 28 de Agosto de 2012
MUSSENDO DO PUTO . X

{#emotions_dlg.meeting}AS ESCOLHAS DO KIMBANDA*

     “PORTUGAL E O CUNHACIMENTOQual o mérito?

Escolha de

 Fotografia de perfil de (Sem nome)* Kimbanda HN . Cipaio-Mor, Ninja da torre do Zombo . kimbo

Não basta queimar as pestanas na Universidade. O fundamental é ter muito cunhacimento. No tempo de Salazar isto também se fazia às claras? Sabe-se que não!

 Onde estão colocados os filhos da gente com cunhacimento!

Fazem parte dos QUADROS da PT os filhos/as de:

- Teixeira dos Santos.

- António Guterres.

- Jorge Sampaio.

- Marcelo Rebelo de Sousa.

- Edite Estrela.

- Jorge Jardim Gonçalves.

- Otelo Saraiva de Carvalho.

- Irmão de Pedro Santana Lopes.

 Estão também nos quadros da empresa, ou da subsidiária TMN os filhos de :

- João de Deus Pinheiro.

- Briosa e Gala.

- Jaime Gama.

- José Lamego.

- Luís Todo Bom.

- Álvaro Amaro.

- Manuel Frexes.

- Isabel Damasceno.

 Para efeitos de "pareceres jurídicos" a PT recorre habitualmente aos serviços de:

- Freitas do Amaral.

- Vasco Vieira de Almeida.

- Galvão Telles.

É ou não uma PERFEITA DEMONSTRAÇÃO DA SOCIEDADE DO CUNHACIMENTO ?

Subscreve a escolha

O Soba T´Chingange



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Segunda-feira, 27 de Agosto de 2012
REIKI . X

{#emotions_dlg.meeting}AS ESCOLHAS DO SOBA*

       “DIANE STEIN” **

 O preceito fundamental da vida de alguém é a certeza de que todos podem alcançar a iluminação, inclusive os que não podem viver uma vida religiosa. A fórmula do Reiki nasceu dos Sutras Mahayana, e suas interpretações místicas do Vajrayana. Os cinco símbolos do Reiki correspondem aos cinco níveis da mente que levam à iluminação; representam também as cinco cores, azul, vermelho, branco e amarelo podendo dizer-se que significam o vazio (espírito), o vento (ar), o fogo, a água e a terra; as cinco formas correspondentes são o quadrado, o círculo, o triângulo, o semicírculo e o “cintamãni” compondo a Stupa. Os símbolos do Reiki representam a sabedoria, energia-criação, perfeição do vazio sem distorções, culminando na libertação. Sendo assim, temos como cinco símbolos: O Raku (Vazio/espírito, azul, iluminação; o Dai-Ko-My ( Vento, Preto, Nivarna); Hon-sha (Fogo, vermelho, iluminação, mente); Sei-He-Ki (Água, branco, prática, emoção); Ze-Sho-Nen e Sho-Ku-Rei (terra, amarelo, a consciência, físico/etéreo).

 No Reiki, o Sho-Ku-Rei é o “interruptor de luz” que liga a energia de cura, aumentando seu poder: O Sei-He-Ki é o símbolo da cura das emoções e da transformação de sentimentos negativos em positivos. É o processo alquímico de purificação, limpeza e protecção; o Hon-Sha-Ze-Sho-Nen define que as limitações humanas são criações mentais; todas as cores que nos mantêm presos à ilusão do plano terrestre são libertadas.

 Na cura à distância usando seus símbolos, a cura com energia Reiki pode ser enviada a milhares de quilómetros; pode mesmo ser enviada para o passado ou para o futuro. O tempo linear é uma ilusão que pode ser transformada. Quando se descobre que o tempo é uma falsidade, conseguimos viver em harmonia com o “agora” A realidade é o que construímos mentalmente. Seu símbolo é uma entrada para os registos acáschicos que através de tratamento mental, a consciência pode ser usada por meditação, visualização, concentração e movimentação do Ki pelo corpo. Este símbolo soluciona problemas não resolvidos do passado, presente e futuro e a realidade pode ser alterada por controlo da mente, um dom inerente a todos, procedido de Deus; Transcende o tempo e torna possível a cura psíquica à distância; isto tem explicações importantes para a nossa geração no final desta hera de gente índigo e cristal.    

(Continua...)

Ilustrações de tarsila do Amaral

 ** - DIANE STEIN: É, talvez, a maior divulgadora do Reiki no Ocidente. Autora do livro Reiki Essencial – manual completo sobre uma antiga arte de cura

  * Soba – O compilador deste rascunho extraído do livro de Diane Stein, portador do 2º grau de Reiki pela Dra. Elza Horta de Almancil – Faro (Psicóloga, formada nos Estados Unidos da América)

O Soba T´Chingange



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Domingo, 26 de Agosto de 2012
FRATERNIDADES . XXIX

{#emotions_dlg.meeting}AS ESCOLHAS DO CONSUL*

         Quem é quem

Por
Jose Matias Ramos Matias

“ Somos servos da lei para podermos ser livres”, disse Marco Cícero 106 anos Antes de Cristo.

Este mundo é o do gozo carnal, dos prazeres ímpios, da busca de bens e formas descontroláveis, e de uma falsa felicidade, e falsa LIBERDADE. Este mundo segue o seu curso sem Cristo, os homens seguem o conselho dos perversos, e estão animados pelo príncipe das potestades do ar, o espírito que opera nos filhos da desobediência. As suas religiões em forma de prazer "divino" mas sem poder de transformação. O homem se entrega a toda a sorte de religiões, que têm forma de estar vivas, mas na realidade têm o perfume do inferno, estão mortas. Amigo, só há um Caminho, uma só religião verdadeira; ela se baseia única e simplesmente no que Cristo já fez por nós na cruz, derramando o seu sangue em favor de muitos. Loucura para o mundo, mas sabedoria para os humildes de espírito.

 Não vamos pois acrescentar nada ao plano que Deus traçou antes da fundação do mundo. Se você ama este mundo e o que nele está; pode ter a certeza... Você se desviou do Caminho, ou então nunca conheceu a Verdade, nem nunca viu a Luz que é Cristo o Messias. A graça de Deus, atributo imerecido no indivíduo crente irá certamente afastar o coração do pecado e orientá-lo em direcção á santidade, o contrário, é pura mentira, não passa de religiosidade barata e exterior, logo falsa.

 Qualquer coisa que enfraqueça seu ódio pelo pecado, é dito e certo que é falso para com as ESCRITURAS SAGRADAS. Perante os factos tudo o que a santidade o torne mais atraente, e o pecado mais intolerável pode ser aceito como vindo de Deus. Jesus nos advertiu. Surgirão falsos Cristos e falsos profetas operando grandes sinais, e prodígios para enganar os escolhidos (Mat.24:24). Tem dúvidas que estas palavras descrevem os dias actuais? Não é isto simples coincidência? É uma realidade. Olhe ao redor do mundo, e contemple, o grande desafio que o homem está fazendo ao próprio Deus, uma desobediência desenfreada; hoje tudo serve, para satisfação do seu "eu" carnal. Abominações!... Para que qualificá-las; Você bem as conhece. Povo de Deus...fuja desta Babilónia, e não incorra nos seus pecados, pois eles têm subido até o nosso Deus. Ele está a ponto de vomitá-las. Seja santo como Deus é santo.

Ilustrações de Miró

* Gentileza de José Matias (Cônsul honorário do Kimbo no reino de Manikongo) em Johannesburg.

O Soba T´Chingange



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Sábado, 25 de Agosto de 2012
KIANDA . XXXII

{#emotions_dlg.xa}FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO

  “A cultura do cinema” - Luuanda

Por

 T´Chingange

O mar lambia a areia depois de rolar ondas brancas encapeladas na água com cor de esmeralda e azuis longínquos vindo até mim e, forçando-me a correr para as longas raízes de muitas e variadas trepadeiras que sobrevivem nas dunas de areia. Do mar bravo, a brisa envolta de sonhos passados, desprende-se do labirinto das manipulações voando na minha mente as muitas lamparinas da memória; sempre caminhando com as ideias a se desprenderem da meada, interligo vivencias e atitudes doutros tempos em que a história fazia um homem e não o contrário como toda a gente teima em dizer hoje! E, diz a história em terras de Angola e a partir dos anos 1958, estava eu com treze anos, que a minha cultura era a do cinema. Não havia televisão, os rádios eram de válvulas de som fanhoso e o rádio a pilhas fazia sucesso entre a malta que todos os domingos corria para a praia da Ilha de Luanda, Barra do Kwanza para pescar ou no Morro dos Veados para curtir um piquenique vendo o Morro da Cruz lá no fim da enseada e o Mussulo do outro lado daquele pequeno mar da Corimba.

 Luandino

Relembrei-me da cultura do cinema quando do encontro com Luandino Vieira na apresentação do “livro dos guerrilheiros” este, fez alusão a esses tempos em que corríamos de uma para outra sala de cinema sem perder o fio à meada das ultimas novidades e lá íamos correndo para o Império, Aviz, Kipaca, Restauração, Tropical, Nacional, Tivoli e muitos mais por toda a cidade e áreas suburbanas ou clubes de bairro como o Malhoas da maianga aonde os espectadores nos primeiros tempos levavam seus bancos de casa e até, parece mentira, os chapéus de chuva para caso, se chovesse; inicialmente o Malhoas, não era coberto e nesses tempos ainda não existia os senhores do Chá-de-Caxinde. Quase nenhum de nós estava minimamente politizado e éramos só mesmo curtidores de cinema e praia nos fins-de-semana. Ás vezes, para variar íamos até ao estádio dos coqueiros assistir á luta livre com o Lobo da Costa e o Tarzam Taborda mais o Grillo que durante o dia se propagandeavam andando como uma onça pela coleira ou uma pacaça bebé nos lugares de baleizão ou na Biker.

 Luandino, depois de ter visto o filme" Red River", ficou deslumbrado com águas translúcidas e enchendo ilusão às tágides de Camões, humildemente criou jamantas-negras, kalungas-kimbundas do Kwanza. Tudo isso aparece inflado em "de rios velhos e guerrilheiros, o livro dos rios" com seus afluentes. Com este kota, quase-quase secúlo, revi passados de musseque de quando eramos candengues e visinhos da cacimba da Manhanga. Com tom e sotaque de muxiloanda, contou mussendos de quando éramos pilha galinhas; Depois perdemo-nos no mundo tal como o Xinguila, por vício de revolta, a copiar o Che Guevara; uma rebelião lactente por insubmissão às coisas de poder fétido. Seja como for o mundo continuou a rodar e, eu como tantos outros analfabetos nas coisas de política, não vislumbrei o cacimbo evidente da iliteracia. Só queríamos mesmo curtir o cinema desconhecendo os mambos por detrás do quintal. Guerrilheiros novos do Puto salpicaram palavras com bandeiras ondulantes e discursos irados. Acabei por procurar um mundo diferente, fazer dos sonhos uma utopia. Um destes dias encontrei Camões que me disse estar contente por Luandino ter recusado o prémio com seu nome: - Mas ele quase nem escrevia português do Puto? Foi uma falácia, Referiu.

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 00:26
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Sexta-feira, 24 de Agosto de 2012
KAPIKUA . XIII

{#emotions_dlg.xa}FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO

 “Milagres – Urântia”

 A personalidade humana é a sombra-imagem espaço-temporal projectada pela personalidade divina do Criador. E nenhuma realidade pode, de maneira adequada, ser compreendida por meio do exame de sua sombra. As sombras devem ser interpretadas em termos de sua essência real. Para a ciência, Deus é uma causa; para a filosofia, uma ideia; para a religião, uma pessoa e ainda o amoroso Pai celestial. Deus é, para o cientista, uma força primordial; para o filósofo, uma hipótese de unidade; para o religionário, uma experiência espiritual viva. O conceito inadequado que o homem tem com respeito à personalidade do Pai Universal só poderá ser melhorado mediante o progresso espiritual do homem no universo, e será verdadeiramente adequado quando os peregrinos do tempo e do espaço finalmente alcançarem o abraço divino do Deus vivo no Paraíso.

 Nunca percais de vista as perspectivas contrapostas da personalidade, quer Deus, quer o homem quem a conceba. O homem vê e compreende a personalidade partindo do finito em direcção ao infinito; Deus a contempla partindo do infinito ao finito. O homem possui o tipo mais modesto de personalidade; Deus, a mais elevada - de fato, a suprema, final e absoluta. É por essa razão que os conceitos mais avançados sobre a personalidade divina aguardaram pacientemente o surgimento de ideias aperfeiçoadas sobre a personalidade humana, em especial com a ampla revelação da personalidade divina e humana, em Urantia, na vida em efusão de Miguel, o Filho Criador.

  O espírito divino pré-pessoal que mora na mente mortal leva consigo, no próprio fato de sua presença, a prova válida de sua existência real; mas só é possível apreender o conceito da personalidade divina mediante a percepção espiritual da experiência religiosa pessoal e genuína. Qualquer pessoa, humana ou divina, pode ser conhecida e compreendida completamente à parte das reacções externas ou da presença material dessa pessoa. Um certo grau de afinidade moral e de harmonia espiritual é essencial para a amizade entre duas pessoas; uma personalidade amorosa dificilmente pode revelar-se a uma pessoa desprovida de amor. Mesmo para se aproximar do conhecimento de uma personalidade divina, todos os dons da personalidade do homem devem-se consagrar totalmente a esse esforço; é inútil uma dedicação apática e parcial.

 À medida que o homem adquire um entendimento mais completo de si mesmo e uma maior apreciação dos valores da personalidade de seus semelhantes, mais almeja conhecer a Personalidade Original, e com maior zelo esse ser humano que conhece a Deus se esforçará por assemelhar-se à Personalidade Original. Podeis debater sobre opiniões acerca de Deus, mas a experiência com ele e nele está acima e além de qualquer controvérsia humana e da mera lógica intelectual. O homem conhecedor de Deus descreve suas experiências espirituais, não para convencer aos não crentes, mas sim para a edificação e satisfação mútua dos crentes

Ilustrações de Miro

Leitores do livro de Urantia em Portugal: suporte@urantia.com.pt

(Continua…)
O Soba T´Chingange



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Quinta-feira, 23 de Agosto de 2012
QUILOMBO . III

{#emotions_dlg.xa}FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO

Por

 O Soba T´Chingange

A brincadeira, chaganças, reisadas ou folguedos dos autos de quilombo no dizer de Théo Brandão, um entendido em folclore do estado de Alagoas, foi introduzido por causa dos três Reis Magos, uma ficção cujos reis ficam adaptados ao ambiente nordestino e em época de Natal: O Rei Caboclo, o Rei Negro e o Rei da Nação. O Rei dos Negros, o Jaga umbiga-se com uma jovem adivinha fazendo um grande batuque em sua sanzala tornando-a a Rainha N´Gola, hipoteticamente descendente da N´Zinga (Ginga); o Rei dos Caboclos, sendo muito rico, inveja o rei dos negros levando-o a travar guerra para se apossar da agora rainha de N´gola. O rei da Nação que é Branco (mascarado) trata de prender uns e outros que após o auto de representação e tendo em sua posse os prisioneiros escravos, vende aos espectadores estes mesmos cativos, sendo o produto empregado nas despesas da folgança e comezainas, pitéus de funge e coisas de festa com muita bebida, malavo de palmeira, cachaça, kimbombo t´chissângwa ou bolunga de milho. Isto descrito não é mais do que o auto do Cucumbi ou Kongo na forma de cavalhada ou Folia de Reis, correspondendo às batalhas de funantes em que prenderam a irmã da rainha N´Zinga em terras de N´dongo, no bastião dos nobres de Pungo Andongo na batalha de M´bwila.

 Aqualtune é, segundo a tradição, a mãe de Ganazumba e avó materna de Zumbi dos Palmares. Ela seria uma princesa africana, filha do rei do Kongo. Aqualtune liderou uma força de dez mil homens na Batalha de Mbwila, entre o Reino do Congo e Portugal, que tendo sido derrotada, foi capturada e enviada para as terras do Brasil como escrava.

Na Folia de reis os figurantes são trabalhadores braçais, pequenos mercantes de hortaliças, pescadores de sururu e camarão com seus filhos e gente de bairro, carroceiros, engraxates  ou catadores de lixo, moradores de sítios como coveiros, serventes, zeladores e como num quilombo mas, aqui com inclusão de mazombos, caboclos, matutos e mamelucos com mulatos e brancos da arraia miúda como soe dizer-se. Nesta festança carnavalesca os mais humildes tornam-se senhores da ilusão reis e rainhas à semelhança do grande Carnaval do Rio ou S. Paulo tapando ou tapeando o povo com patrocínios bilionários como uma grande lavandaria de bicheiros; A simbiose perfeita que simboliza a suavidade com que se encara malandro com malandragem, polícia com matador, corrupto com corruptor conciliando-se harmoniosamente a grande sociedade, tornando o Brasil em um grandioso kilombo.

 No centro da paliçada chamada de sambodromo, o Rei traja gibão e calças brancas e manto azul bordado, tendo na cabeça uma coroa dourada tal e qual como o rei N´zinga-a-N´kuvo, baptizado em 1509, o primeiro rei a ser cristianizado, tomando o nome de Dom Afonso I. Seu filho, com o nome cristão de Henrique, foi mandado para Portugal estudar as artes da magia da Cruz, tendo dali regressado em 1521 padre de estola com todos os rituais; Veio a ser o primeiro Bispo negro com diocese naquela mesma M´banza Kongo. Queiram ou não os resquícios desta brincadeira já vem de longe. O rei Jaga do gibão, porta na cintura uma longa espada. Em torno deste alegórico carro, empurrado por escravos maltrapilhos, os negros, vestidos de algodão azul, dançam ao som de adufes, mulungus, pandeiros, ganzás e reco-reco cantando: “Folga nego, branco não vem cá. Se vié, o diabo há de levá. E repete, Folga nego, branco não vem cá. Se ele vié pau há de levá. Folga parente; caboclo não é gente". Nas artes de batuque, o bate pé da dança em círculo a umbigada da massemba e trejeitos que saíram do merengue e semba, sempre com muito erotismo, o samba, estímulo à procriação no moderno Brasil.

(Continua...)

Pesquisa bibliográfica: Cadernos de folclore de Théo Brandão – Quilombo

O Soba T´Chingange



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Quarta-feira, 22 de Agosto de 2012
MUSSENDO DO PUTO . IX

{#emotions_dlg.meeting}AS ESCOLHAS DO CONSUL RODRIGUES

O Prédio dos Angolanos no Estoril Sol” - Puto

Por

 Rafael Marques de Morais, Julho-2012

Nos últimos anos, o novo-riquismo angolano tornou-se lendário em Portugal. Dirigentes angolanos, suas famílias e associados de negócios têm estado a adquirir, nesta parte da península ibérica, alguns dos principais símbolos da opulência local. Caso paradigmático é o do complexo residencial de luxo Estoril Sol Residence, que comporta três edifícios de uma arquitectura singular e controversa, no Estoril, na orla marítima de Lisboa. O complexo tem dos apartamentos mais caros de Portugal, que variam do milhão a cerca de cinco milhões de Euros por unidade. O complexo é bem conhecido como o prédio dos angolanos, por serem estes os principais clientes do referido projecto imobiliário, inaugurado há dois anos, com a titularidade de perto de 30 apartamentos. Numa breve investigação, Maka Angola apurou quem são os ricos angolanos com propriedades no Estoril Sol Residence. O actual ministro da Administração Pública, Emprego e Segurança Social, António Domingos Pitra Costa Neto, é dono de cinco apartamentos na Torre Baía, no 3.º, 5.º, 7.º, 9.º e 14.º andares, estando os primeiros quatro em nome da sua filha Katila Pitra da Costa, estudante. Pitra Neto deverá ser o próximo presidente da Assembleia Nacional, depois das eleições de 31 de Agosto próximo, conforme cogitações emanadas da presidência de José Eduardo dos Santos. Tanto no 9.º como no 14.º andar, o ministro Pitra Neto tem como vizinhos o casal "Kopelipa". Fátima Geovetty, a esposa do ministro de Estado e chefe da Casa Militar, general Manuel Hélder Vieira Dias - Kopelipa, adquiriu dois apartamentos.

 O fiel escudeiro do general Kopelipa nos seus negócios privados, Domingos Manuel Inglês, fica a meio, no 12.º andar. Na torre ao lado, Cascais, o principal gestor de negócios um tanto obscuros do general, o português Ismênio Coelho Macedo, desfruta da grande vista para o mar, com um apartamento no 4.º andar. Outro comprador extraordinário é o ex-ministro das Finanças, José Pedro de Morais, com quatro apartamentos, também na Torre Baía, no 1.º, 2.º, 4.º e 5.º pisos. Por sua vez, o brasileiro Valdomiro Minoro Dondo, também portador de nacionalidade angolana, tem um apartamento no 11.º andar da Torre Estoril. Valdomiro Minoro Dondo tem cruzado negócios com o general "Kopelipa", José Pedro de Morais, Pitra Neto, a família presidencial e outros influentes membros do regime. A sua formidável capacidade para o tráfico de influências conferiu-lhe o interessante título de estrangeiro mais rico de Angola. Por sua vez, outro brasileiro, associado a Minoro Dondo e a dirigentes angolanos, Gerson António de Sousa Nascimento é dono de um duplex, na Torre Estoril, no 6.º e 7.º andares. O sócio e representante legal de alguns negócios de Welwitchia - Tchizé? dos Santos, Walter Virgínio Rodrigues, demonstrou que os negócios lhe têm corrido de feição e comprou um apartmento no 8.º andar da Torre Estoril.

 Como celebração do contrato multimilionário realizado entre o Ministério da Comunicação Social e a empresa Westside Investments para a gestão privada do Canal 2 da Televisão Pública de Angola (TPA), a sócia maioritária, -Tchizé? dos Santos, agraciou-o com um bónus de US $500 mil, enquanto a filha do presidente atribuiu-se, a si própria, com fundos do erário público, um prémio de um milhão e meio de dólares. Outro angolano que faz parte do selecto grupo de proprietários do Estoril Sol Residence é o antigo director da Endiama, Noé Baltazar. Apesar dos preços, os angolanos, regra geral, compram vários apartamentos, de forma ostensiva. Algumas das aquisições levantaram suspeitas junto das autoridades judiciais portuguesas que, para o efeito, abriram inquéritos. Um dos inquiridos, por suspeita de branqueamento de capitais, foi o presidente do Banco Espírito Santo Angola (BESA), Álvaro Sobrinho. A 2 de Setembro de 2010, Álvaro Sobrinho adquiriu seis apartamentos no referido complexo, tendo, inicialmente, pago o valor de 9,5 milhões de Euros, segundo investigações do Diário de Notícias. Os seus irmãos Sílvio e Emanuel Madaleno também são detentores de mais três apartamentos no Estoril Sol. Há, ainda, os angolanos que optaram por usar testas de ferro mais discretos na aquisição de propriedades. Entre o investimento legítimo e o branqueamento de capitais, Portugal continua a ser o destino preferido dos ricos angolanos mwangolés e a sua melhor lavandaria financeira.

Puto: Portugal; Mwangolés: Os donos de Angola; os senhores do esquema.

Mussendo: Conto de raiz popular, missiva em forma de mukanda (carta) do Kimbundo de Angola (N´gola).

O Soba T´Chingange



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Segunda-feira, 20 de Agosto de 2012
MOKANDA DA LUUA . IV

{#emotions_dlg.meeting}AS ESCOLHAS DO CONSUL RODRIGUES

      “OPULÊNCIA EM ANGOLA” - Avião para os Vinhos de Manuel Vicente

Por

Maka AngolaCarlosDuarte, Agosto-2012

O candidato a vice-presidente da República de Angola, Manuel Vicente, tem um gosto refinado por vinhos e conhaques caríssimos. Periodicamente, Manuel Vicente envia, a França e Portugal, um avião executivo (o luxuoso Falcon-900 ou o sofisticado Falcon X-7), como cargueiro para o transporte exclusivo dos seus vinhos e conhaques. Os voos são operados pela VipAir, uma empresa comparticipada pela Sonangol, não sendo permitidos passageiros durante as referidas viagens. Alguns casos recentes demonstram como o actual ministro de Estado para a Coordenação Económica e putativo sucessor de José Eduardo dos Santos na presidência da República e do MPLA, vive indiferente à maioria da condição dos cidadãos angolanos que nem sequer têm acesso a água potável. Em Paris, a tripulação do Falcon-900, em missão de transporte dos vinhos e conhaques de Manuel Vicente, não teve autorização para transportar outra tripulação da VipAir que se deslocou à capital francesa com o objectivo de entregar um outro Falcon à revisão. Como justificação, o encarregado do candidato do MPLA informou a tripulação sobre fazer escala em Lisboa, em busca de outros vinhos. Algumas das garrafas de vinho Petrus, adquiridas em Paris, são reservadas apenas a multimilionários. O Petrus 1989 Magnum custa cerca de 9,700 euros, enquanto o Petrus 1990 Magnum atinge os 11,000 euros por garrafa. Já o conhaque regular de Manuel Vicente, o Rémy Martin Louis XIII, custa em média 2,500 euros, enquanto as garrafas especiais, da mesma marca e também ao gosto do dirigente angolano, custam acima dos 8,000 euros.

 Manuel Vicente

Durante vários anos, até Janeiro passado, Manuel Vicente exerceu o cargo de todo-poderoso presidente do Conselho de Administração e director-geral da Sonangol, no qual constituiu uma fortuna pessoal incalculável e de forma ilícita, como o Maka Angola tem gradualmente revelado. Por isso, as muitas garrafas de vinho Petrus regularmente adquiridas pelo referido dirigente angolano são apenas uma ínfima amostra do seu estilo de vida opulento. Outro acto semelhante aconteceu também em viagem recente. De regresso a Angola, o Falcon da AirVip escalou um país africano por conveniência de serviço. Dado o calor tropical, Manuel Vicente pessoalmente instruiu a tripulação para alugar um quarto, em hotel de cinco estrelas, para o repouso (?) exclusivo dos seus vinhos, provenientes de Paris, a uma temperatura de 18º C. Há dias, Manuel Vicente deu indicações que, mesmo entre os seus mais relevantes colegas de governo, só alguns podem usufruir das suas bebidas. Em viagem de serviço, através da VipAir, o ministro da Defesa, general Cândido Van-Dúnem, aproveitou a presença do ministro de Estado e chefe da Casa Militar do Presidente da República, general Manuel Hélder Vieira Dias (Kopelipa), no Falcon, para provar o conhaque Luís XIII de Manuel Vicente. Na viagem seguinte, já sem a presença do general Kopelipa no avião, o ministro Van-Dúnem solicitou que lhe servissem o referido conhaque e o pedido foi-lhe recusado por se tratar da garrafeira particular de Manuel Vicente. O general Kopelipa é o principal sócio de Manuel Vicente em negócios que envolvem biliões de dólares de investimentos, resultantes de actos de corrupção envolvendo a Sonangol e a presidência da República.

 As crateras da Luua

Os actos de Manuel Vicente são ofensivos à moralidade e ao princípio da probidade que deve observar enquanto dirigente. O uso exclusivo de um avião de luxo adquirido com fundos da Sonangol, logo propriedade do Estado, para o transporte de vinhos e conhaque para satisfazer os seus caprichos etílicos, é um acto inqualificável de corrupção e esbanjamento de fundos do Estado. Milhares de crianças angolanas morrem à nascença no mal apetrechadas maternidades do país ou no Hospital Pediátrico David Bernardino, de Luanda. Todas as manhãs, o Hospital de Pediatria de Luanda afixa uma lista com o nome das crianças que morrem sob os seus cuidados. É de cortar o coração! Mas, Manuel Vicente e seus colegas, que nasceram e cresceram pobres, julgam-se, quando muito, indiferentes ao sofrimento que causam ao povo angolano. Regra geral, escarnecem da miséria dos cidadãos, ao ponto do próprio Presidente José Eduardo ter publicamente afirmado que, quando nasceu filho de um pedreiro e de uma lavadeira, (?) já havia pobreza em Angola (?) e, a culpa não era sua. Seguramente, estes dirigentes devem achar indigno respirar o mesmo ar que o povo, do qual apenas precisam do voto.

O Kimbo Lagoa subscreve esta caricatura social

O Soba T´Chingange



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MOKANDA DO SOBA . XVII

   “CRIANÇA ESPERANÇA” 

Por Cabo Verde

  Honório Fragata natural do Berço do Reino e membro de uma família inteira de Maconginos. Há anos saiu de Angola e radicou-se em Cabo Verde, tornando-se cidadão Caboverdeano. Com grandes dificuldades ali ergueu uma obra ímpar de apoio social a toxicodependentes e a jovens carenciados. Já este ano Honório Fragata foi distinguido pelo Presidente da República de Cabo Verde, Pedro Pires, com duas Medalhas: uma que o distingue a si e outra à instituição que criou e a que chamou "Tendas El-Shaddai".

Conta teus anos não pelo tempo, mas pelo espaço que fazes em teu coração. Não pela amargura de uma dor, mas pela ressurreição que ela traz. Não pelo número de troféus de tuas conquistas, mas pelo gosto de aventura em tuas buscas. Não pelas vezes que chegaste, mas pelas vezes que tiveste coragem de partir. Não pelos frutos que colheste, mas pelo terreno que preparaste e as sementes que lançaste. Não pela quantidade dos que te amam, mas pela medida de teu coração, capaz de amar a todos. Não pelas desilusões que tiveste, mas pela esperança que infundiste. Não pelos anos que fazes, mas por aquilo que fazes em teus anos. Não pelas vezes que celebraste aniversário, mas pelas vezes que teu aniversário se tornou uma celebração de vida. Parabéns!

  PAZ DE DEUS. GOSTEI DESTAS IMAGENS NO MEIO DE TANTAS OUTRAS, POR ADMIRAR E MUITOS FALAREM DE AMOR, AMIZADE, DIVERSIDADE, CARINHO E TANTOS OUTROS NOMES DO CORAÇÃO. HOJE SINTO-ME FELIZ COM VOCÊS FACEBOKIANOS E EM ESPECIAL MWANGOLES – XICORONHOS, MACONGINOS, CABEÇAS DE PEIXE, PORTUGUESES, BRASILEIROS, ETC...ETC. IMAGENS QUE FAZEM VIVER SAUDADES! BOA SEMANA DE TRABALHO, KANDANDOS. DESCULPEM -ME TANTO COMPARTILHAR... AS IMAGENS, QUE ME TOCAM NO DESAFIO MISSIONÁRIO, DE IR MAIS LONGE, LEVAR A PALAVRA E FAZER SEGUIDORES.... ANGOLA, MUXIMA. OBRIGADO PELA INSPIRAÇÃO NO OLHAR OS DESAFIOS DE FRENTE.

 Honório Fragata dirige uma casa de abrigo para jovens em Cabo Verde, meninos de rua ou rejeitados. As palavras doces e de paz supra, são extractos de mensagens que manda para quem tem apetência a ser seu amigo. De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver crescer as injustiças, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, que chegam a desanimarmo-nos das virtudes, e até em ter vergonha de sermos honestos vulgarizando-nos na omissão, deixo aqui vinculada a grandeza deste homem chamado de Honório Fragata que determinado, luta contra essa insensatez tão vulgar nos infiltrados no poder. Acredito em ti neste tempo tão difícil em que os que mandam perdem a vergonha e os que obedecem perdem o respeito; missionarei chafurdando a terra ou a palavra para que tudo o dito, em ti se destaque no bem de Cristo, que tanto elevas.

 O porquê desta crónica, tem a haver com as novas formas de estar na vida, a vida de facto que, queiramos ou não, terá sempre de ser balizada por posturas nobres como a de Fragata. A felicidade do nosso encontro aconteceu às margens do rio Arade, fruto da empatia macongina, temperada no tempo e desejo de o ser; ambos dispostos a suportar a cruz da vida. E como a amizade é um valor que se cultiva, uso o meu arado para dirigir até ele, quem possa ser prestável numa dádiva ou patrocínio. Quando a família tradicional ou nuclear, começa a ser digerida (dirigida) na sociedade com outras nuances e parâmetros sem controlo, dá-se origem a novas tomadas de consciência, comportamentos ou hábitos. Honório Fragata por conta disso, tornou-se notoriamente o eleito, superando a todos nós em dedicação ao próximo. Bem-haja! Sem liberdade a vida não faz sentido, no desejo, espaço físico e na mente; quando tudo isso desacontece o amanhã suplanta o hoje e o ontem, em retrocesso envergonhado. Obrigado Fragata!

O Soba T´Chingange



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Domingo, 19 de Agosto de 2012
QUILOMBO . II

{#emotions_dlg.xa}FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO

         " CONTRIBUTO PARA A HISTÓRIA - Angola"

Por

O Soba T´Chingange

O Quilombo dos Palmares durou de 1630 a 1697, uma espécie de reino negro composto por escravos fugidos, tendo como seu chefe Ganazumba e depois Zumbi que se celebrizou como o rei do reino da “cerca dos macacos”, sendo bem sucedido, sobretudo durante a ocupação holandesa. O primeiro chefe de nome Ganazumba em realidade foi um prudente diplomata, sabedor e negociador decidido. Dele, ficou a noção de se ser um verdadeiro guerreiro, ao jeito da sua distante Angola, integro chefe e melhor negociador. A traição seguida de morte por assassínio deu outro rumo à história ficando este verdadeiro nobre, Ganazumba, nas calendas obscuras das omissões e mitos tão necessários ao ego de uma nação. Assim, envolto numa mística de herói nacional o Zumbi dos Palmares, seu sobrinho insubmisso virou lenda. Zumbi, queria acção e não negociações lentas de alforria que seu tio tinha encetado com os brancos, as autoridades coloniais de Olinda. Há mentiras que escritas e, com o tempo se tornam verdadeiras e não vem daí mal ao mundo nem tampouco ao Brasil. Como ícone da Libertação negra, Zumbi tem o seu devido lugar, um símbolo de “Consciência Negra

Ganazumba (Ganga Zumba) foi o primeiro grande líder do Quilombo dos Palmares, ou Janga Angolana, no atual estado de Alagoas, Brasil. Zumba era filho da princesa Aqualtune e assumiu a posição de herdeiro do reino de Palmares e o título de Janga (Soba, Rei) Zumba. Apesar de alguns documentos traduzirem seu nome como o "Grande Senhor", ele provavelmente não está correcto porque uma carta endereçada a ele pelo governador de Pernambuco em 1678, que se encontra hoje nos Arquivos da Universidade de Coimbra, chama-o de Ganazumba, cuja melhor tradução é a de Grande Lorde (em Kimbundu), e portanto o seu nome correcto.

Com mais de três mil fujões distribuídos por mocambos ao redor da Serra da Barriga, ali termina o trilho do espírito cazumbi de Ganazumba, Adalaquituxe Ozenga, Subupire e Aqualtune mãe de Ganazumba, levada como escrava, galinha de Angola para o Porto de Olinda, ou o Porto das Galinhas (de Angola), das kapotas do Dembo, Kongos e N´gola (Ver o Clã do Zumbi . III – Kimbolagoa de 12/03/2009). O reduto da cerca dos macacos com mais de cinquenta anos de lutas e assédios, foi finalmente destruído por forças conjugadas do mestre-de-campo Domingos Jorge Velho e do Capitão-mor de Igaraçu, Bernardo Vieira de Melo. Os autos de sobrevivência histórica tendo sido em seu início de índole africana, com o tempo, viram a sua sobrevivência em terras do Brasil, um misto de fado chorado como algo que se perde e renasce como o carpir a morte ao toque de batuque, e um misto de dança que espezinha a terra, calcando-a repetidamente como o ressoar de espíritos bantus, descarregando almas zulus.

 E, raiva dançada ao estilo de capoeira encrespada nos tempos de fedorentos porões de navios, lembranças do chicote no poste da sanzala, dos grilhões, da canga e infortúnio; Chegaram galinhas d´angola, podem ir comprar! Dizia o pregoeiro mazombo, indo de fazenda a fazenda, de engenho a engenho; não quer comprar coronée? Foi, pouco a pouco com gazuas petrificadas que fiquei sabendo que Zumbi matou seu tio Ganazumba porque estava negociando alforrias com os t´chinderes (brancos) do reino algures em Recife. Apontei os nomes de todos os que formavam o Concelho Deliberativo do Quilombo dos Palmares: - Acaiene, Acotilene, Amaro, Andalaquituxe, Dandara, Dambrabanga, Ganga-Muiça, Gana-Zona, Osenga, Subupira, Toculo e Tabocas. Também anotei os seus principais líderes: -Aqualtune (mãe de Ganazumba), Ganazumba, Banga, Camoanga e Mouza, que resistiram depois da morte de Zumbi, nobres descendentes do distante reino de N´gola a recordar o termo de Muxima, a saudade dos mwangolés, kimbundus.

(Continua...)

Da lavra ou n´haka de

O Soba T´Chingange



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Sábado, 18 de Agosto de 2012
MOKANDA DA LUUA . III

{#emotions_dlg.meeting}AS ESCOLHAS DO SOBA

O maior mercado externo das construtoras portuguesas - Angola

Do Facebook

 Angola é a melhor arma contra a crise na Europa. O país é já o maior mercado externo das construtoras portuguesas e peça-lhe para compensar as perdas no mercado interno. A Teixeira Duarte está a construir o novo edifício da Assembleia Nacional; a  Mota-Engil e a Soares da Costa estão a requalificar a marginal de Luanda, a porta de entrada em Angola. Seja na capital ou no resto do país, a presença das construtoras portuguesas é assídua junto dos grandes projectos de infra-estruturas em Angola, das estradas aos edifícios, das águas à energia. Se há dez anos, o mercado angolano era uma oportunidade de crescimento e expansão geográfica para as empresas portuguesas, hoje é uma peça chave para compensar a quebra no mercado interno e europeu, que está a sofrer a crise mais profunda dos últimos cinquenta anos e que paralisou toda a área de construção e infra-estruturas.

 A nova Assembleia Nacional - O edifício vai situar-se entre o Mausoléu, a parte traseira do Hospital Josina Machel e o Bairro Azul, no município da Ingombota. O projecto, avaliado em 185 milhões de dólares, compreende um conjunto de quatro edifícios, um para Assembleia Nacional, um de escritórios, um para o estacionamento, e outro para serviços, equipamentos e segurança parlamentar, numa área total de, aproximadamente, 60 mil metros quadrados, equivalente a oito campos de futebol.

A importância de Angola na estratégia das construtoras portuguesas é hoje mais forte do que nunca. Os números falam por si. A Mota-Engil, a maior construtora portuguesa com presença em dezenas de países, tem em Angola o seu maior mercado externo. O mesmo acontece com as outras grandes companhias do sector. Neste país africano estão ainda presentes as restantes gigantes da construção portuguesa: Teixeira Duarte, Soares da Costa, Somague, Monte Adriano, Conduril e Obrecol. A relação entre as empresas e a economia angolana é histórica. Mesmo após a independência, em 1975, as construtoras portuguesas não abandonaram o país, tentando participar e crescer com a reconstrução da Nação africana. E os investimentos neste país vão continuar, com as empresas a avançarem sozinhas ou em parceria. A semana passada, a Mota-Engil anunciou uma parceria com a Caixa Geral de Depósitos e a Portugal Ventures (capital de risco público) para apoiar «o processo de internacionalização para Angola da Recauchutagem Nortenha, líder no sector da recauchutagem de pneus». O investimento deverá ascender aos dois milhões de dólares.

 O projeto da nova frente da baía de Luanda, que envolveu um custo de 200 milhões de dólares, será a nova cara de Angola.

Apesar do Programa de Investimentos Públicos (PIP) ter destinado 32,8 mil milhões de euros para recuperar as infra-estruturas de Angola entre 2003 e 2012, muito há ainda a fazer neste campo. No país, só 12% da população tem acesso a electricidade, dos 50 mil quilómetros de estradas só 10% é asfaltada e a dimensão da rede ferroviária não ultrapassa os três mil quilómetros. Pontes, estradas, centrais eléctricas, cimenteiras, portos e centros logísticos são algumas das áreas com forte potencial nos próximos anos. Segundo dados da consultora Business Monitor International, o sector da construção deverá ter um crescimento de 18% ao ano entre 2012 e 2015 e atrair investimentos de 150 mil milhões de dólares nesse período.

Da revista Sol - 2012-07-27

Gentileza de Agripina Livia . Angolanos no Facebook

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 22:40
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Sexta-feira, 17 de Agosto de 2012
A CHUVA E O BOM TEMPO . XVI

{#emotions_dlg.meeting}AS ESCOLHAS DO KIMBANDA*

PALAVRA DE GENERAL …CRISE!!!- Pires Veloso . 2ª de 2 partes

Escolha de

Fotografia de perfil de (Sem nome) * Helder Neves - Kimbanda HN G. Mor, Ninja da torre do Zombo . kimbo

Depois de terem "liquidado as instituições" as coisas não ficaram nada fáceis...

O general deu como exemplo o salário do administrador executivo da Electricidade de Portugal (EDP) para sublinhar que "este Governo deve atender a privilégios que determinadas classes têm. Não compreendo como Mexia recebe 600 mil euros e há gente na miséria sem ter que dar de comer aos filhos. Bem pode vir Eduardo Catroga dizer que é legal e que os accionistas é que querem, mas isto não pode ser assim. Há um encobrimento de situação de favores aos mais poderosos que é intolerável. E se o povo percebe isso reage de certeza", disse. Para Pires Veloso, "se as leis permitem um caso como o Mexia, então é preciso outro 25 de Abril para mudar as leis", considerando que isto contribui para "a tal mentira institucionalizada que não deixa que as coisas tenham a pureza que deveriam ter". Casos como este, que envolvem salários que "são um insulto a um povo inteiro, que tem os filhos com fome", fazem, na opinião do militar, com que em termos sociais a situação seja hoje pior, mesmo do que antes do 25 de Abril: "Na altura havia um certo pudor nos gastos e agora não: gaste-se à vontade que o dinheiro há-de-vir".

 Quanto ao povo, "assiste passivamente à mentira e ao roubo, por enquanto. Mas se as coisas atingirem um limite que não tolere, é o cabo dos trabalhos e não há quem o sustenha. Porque os cidadãos aguentam, têm paciência, mas quando é demais, cuidado com eles. Quando se deu o 25 de Abril de 1974, disseram que teria de haver justiça social, mais igualdade e melhor repartição de bens. Estamos a ver uma inversão do que o 25 de Abril exigia", considerou Pires Veloso, para quem "o primeiro-ministro tem de arrepiar caminho rapidamente".

: António Elísio Capelo Pires Veloso - Em Setembro de 1975, na era do PREC, foi designado comandante da Região Militar do Norte, com quartel-general no Porto, dando por terminada a sua missão em 1977. Na sequência do 25 de Novembro de 1975, é nomeado membro do Conselho da Revolução, até 1977. Com a frequência do Curso Superior de Comando e Direcção do Instituto de Altos Estudos Militares, ascendeu em 1988, à patente de oficial general. Pires Veloso candidatou-se a Presidente da República, como independente, às eleições de 1980, nas quais foi reeleito Ramalho Eanes

Passos Coelho "tem de fazer ver que tem de haver justiça, melhor repartição de riqueza e que os poderosos é que têm que entrar com sacrifícios nesta crise", defendeu, apontando a necessidade de rever rapidamente as parcerias público-privadas. "Julgo que Passos Coelho quer a verdade e é esforçado, mas está num sistema do qual é prisioneiro. O Governo mexe nos mais fracos, vai buscar dinheiro onde não há. E, no entanto, na parte rica e nos poderosos ainda não mexeu! Falta-lhes mais tempo? Não sei. Sei é que as coisas, têm de mudar, disse.

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 23:57
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XICULULU . XXVI

{#emotions_dlg.meeting}AS ESCOLHAS DO KIMBO

" O GRAFENO E A NANOTECNOLOGIA"

Por

 Nuno Miguel Peres*

A nanotecnologia  é o estudo de manipulação da matéria numa escala atômica e molecular. Lida com medidas entre 1 a 100 manómetros e incluí o desenvolvimento de materiais ou componentes associadas a áreas como a (medicina, eletrônica, ciência da computação, física, química, biologia e engenharia dos materiais) de pesquisa e produção na escala nano (escala atômica). O princípio básico da nanotecnologia é a construção de estruturas e novos materiais a partir dos átomos (os tijolos básicos da natureza) com resultados surpreendentes na produção de semicondutores, Nanocompósitos, Biomateriais, Chips, entre outros.

A grande velocidade dos electrões no grafeno, c/300 (onde c é a velocidade da luz), permite a observação do efeito de Hall quântico à temperatura ambiente. Outros fenómenos de transporte igualmente espectaculares envolvem o transporte balístico de electrões ao longo de distâncias da ordem dos sub-micrometros e condutividades térmicas muito elevadas, o que abre a perspectiva de se produzirem dispositivos electrónicos com tempo de resposta muito rápidos que poderão no futuro vir a integrar uma nova geração de micro-chips ultra-rápidos. Que as empresas líderes nesta áreas estão muito atentas a esta possibilidade é o facto da INTEL financiar neste momento pelos menos o grupo na Universidade de Georgia Tech, Georgia, U.S.A, dedicado à investigação em grafeno.

 Um outro avanço recente, publicado conjuntamente na revista Science pelo grupo de Manchester e por dois investigadores do Departamento da Universidade do Minho (que efectuaram o estudo teórico do efeito observado), foi a demonstração que o grafeno apenas absorve 2.3% da luz que nele incide, numa gama de frequências que vai do infra-vermelho ao ultravioleta. Isto abre imediatamente a possibilidade de se usar o grafeno como eléctrodos metálicos transparentes na industria de cristais líquidos e de células solares, existindo já protótipos em funcionamento. O que é interessante do ponto de vista de física fundamental é que a transparência do grafeno não depende de nenhum parâmetro do material, sendo apenas controlada por uma constante fundamental, a constante de estrutura fina, a qual está normalmente associada à física das partículas e das altas energias, uma situação muito rara em física da matéria condensada.

 Richard P. Feynman - Percursor da nanotecnologia

Igualmente, já foi demonstrada a possibilidade de construir protótipos de transístores feitos de pontos quânticos de grafeno, apontando esta linha de investigação para o desenvolvimento de uma electrónica de base inteiramente molecular. Em conclusão, o grafeno abriu novas avenidas ao nosso conhecimento de ciência fundamental e promete aplicações futuras em nanotecnologia que não eram concebíveis antes da sua descoberta.

XICULULO: - Olhar de esguelha, mau-olhado, olho gordo

* Professor Associado de Física, Dep. Física, Universidade do Minho (Portugal).

FIM

O Soba T´Chingange



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Quinta-feira, 16 de Agosto de 2012
PIAÇABUÇU . VIII

{#emotions_dlg.xa}FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO

“DOS JESUITAS AOS TUBARÕES” . 6

Por

 Roeland Emiel Steylaerts

Começamos em 1967, pegando cada noite um tambor de 200 litros de água para lavar os pratos, lá na 406 Sul no posto Cascão. Terminamos vendendo o terreno para o Constantino, da GOL linhas aéreas, em 2001. Sei que fiz meu curso de piloto, parte teórica, nesse lugar, naquele banquinho, no caixa sob uma luzinha amarela. Hoje em dia não aguento música, pois fui obrigado a ouvir música alta e repetida o tempo todo a pedido da clientela. Hoje prefiro o silêncio e a solidão, mas cada um vive sua época, gostando ou não.

 CHEGANDO À CAVALCANTE (1972)

Estávamos no ano de 1965. Resolvemos tentar a sorte! Saímos da cidade grande de São Paulo, onde praticamente passamos fome. Muitas vezes andamos a pé, pois não tínhamos o dinheiro para o ónibus. A fome, na cidade e, quando se passa por um restaurantes cheio de clientes, comendo do bom e do melhor, dói não só o estômago, mas principalmente na mente. Sente-se a grande desigualdade social e ficamos revoltados. Anos depois passei outro tipo de fome, na mata Amazónica, cheio de dinheiro. Mas, o que fazia falta era a comida e não a desigualdade... é só adaptar-se, e comer-se o que há, ou inventar o que poderia servir... Em São Paulo, Já havíamos tentado a importação de relógios, gastando os últimos tostões nesse sonho. Depois fabricamos pulseiras para relógios em perlon, com um ferro de soldar. Meu pai vendia-os no dia seguinte para podermos comer, pois assim vivíamos sem saber o que traria o dia seguinte. Tentamos também fabricar moveis para jardim, peça por peça, que eu fazia, com tubos de alumínio, trazendo-os á pé desde o outro lado de São Paulo, pois não tinha dinheiro para o transporte; Os tubos tinham 6 metros de cumprimento e eu trazia 3 a 4 de cada vez; recordo o quanto pesavam passados alguns quilómetros, parecia serem de chumbo.

 Minha mãe fazia os assentos e encostos na máquina de costura, comprada no crediário. Meu pai fazia a venda de algumas peças, até que um dia, nos encontramos em casa sem nada para comer. Procurei no fundo do armário, e achei só três pães duros de dias atrás e uma cebola velha, vencida. Dividimos o que tinha e decidimos mudar de estado. O aluguer estava atrasado e não tínhamos nenhuma previsão a curto ou longo prazo. Ainda falávamos mal o português! Resolvemos ir para o Norte de Goiás onde thavia muito minério, e... ilusão. Mas, a aventura da sobrevivência, movia a todos nós;e, interrogavamo-nos: foi para viver isto que viemos para o Brasil.!? O dia seguinte, meu pai comprou um velho carro americano Buick 1948, uma verdadeira peça de museu, mas com... seus devidos defeitos, visto ser uma verdadeira velharia. Deve ter sido fiado, pois não tínhamos dinheiro! Ainda tínhamos uns 500 pés de mesa, que nem me lembro de onde vieram, que mandamos para Goiânia. Vendemos as poucas máquinas e mais alguns bagulhos e fomos rumo ao Oeste.

(Continua...)

Ilustração: - Di Cavalcanti  . Br

Nota: Esta é a estória vulgar de um emigrante Belga fugido da guerra que se aventurou em terra estranha do outro lado do Oceâno. Os tempos mudaram, as agruras são outras mas a vida é assim mesmo, um rodopio de acontecimentos que parecendo nada, mudam o rumo.

Compilado com correcções ortográficas e arranjo ao texto original pelo

O Soba T´Chingange



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Quarta-feira, 15 de Agosto de 2012
MUSSENDO DO PUTO . VIII

{#emotions_dlg.meeting}AS ESCOLHAS DO VISCONDE DO MUSSULU*

     Verdades incontornáveis...” . Os Retornados . 3 ª de 3 partes

A construção civil, cuja maior força de trabalho tinha emigrado para os países da Europa, foi enriquecida com 13.000 pedreiros, carpinteiros e outros profissionais dos mais diversos ramos. As indústrias transformadoras foram enriquecidas com mais 12.000 operários especializados, desde os ramos têxtil ao da alimentação e bebidas, da mecânica fina ao mobiliário. O sector dos transportes viu-se repentinamente valorizado com a entrada de mais 13.000 condutores de veículos pesados e de transportes públicos. No sector agro-pecuário surgiram mais 16.000 capatazes e condutores de trabalhos agrícolas, de maneio e tratamento de gados ou de exploração florestal, em escalas que, em muitos casos, não eram conhecidas neste país. 

 Mas vieram ainda cerca de dez mil trabalhadores dos ramos de hotelaria, restaurantes e similares, cozinheiros, ecónomos e outros. Porém, e talvez mais importante ainda que as suas especializações profissionais, os retornados trouxeram à força de trabalho do País a contribuição valiosíssima da disciplina, da produtividade, da assiduidade, que rapidamente os distinguiram (e não raro os tornaram detestados...) num ambiente em que apenas se falava de postos de trabalho... mas não se trabalhava; em que o absentismo ascendeu a taxas inconcebíveis, em que os locais de trabalho se transformaram em centros de organização de manifestações a propósito de tudo e de nada.

 Cremos que estes números, extraídos de fontes absolutamente insuspeitas, serão suficientes para desfazer certas ideias que, infelizmente, ainda de tempos a tempos afloram em certos meios e em determinadas ocasiões, acerca dos Retornados do ex-Ultramar. Na realidade, e a despeito das desgraçadas condições em que se desenrolou o seu regresso à Pátria de origem ou de opção - o fluxo dos retornados constituiu na realidade um indiscutível e precioso factor de valorização da sociedade portuguesa.

FIM

Gravuras de Albano Neves e Sousa

Puto: Portugal, na gíria de Angola

Mussendo: Conto de raiz popular, missiva em forma de mukanda (carta) do Kimbundo de Angola (N´gola).  

* Visconde do Mussulo: Alto mandatário do Kimbo em terras do Puto, Embaixador itinerante da Globália, galardoado com a medalha de Cienfuegos e portador do embondeiro dourado. Zelador-mor dos jardins do reino com espécimes raras de jindungo.

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 00:04
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Terça-feira, 14 de Agosto de 2012
QUILOMBO . I

{#emotions_dlg.xa}FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO

       " CONTRIBUTO PARA A HISTÓRIA"

Por

 O Soba T´Chingange

A palavra "Quilombo" tem origem nos termos "kilombo" (Quimbundo) ou "ochilombo" (Umbundo), presente também em outras línguas faladas ainda hoje por diversos povos Bantus que habitam a região da Guine, Congo, Zaire, Angola e quase toda a África Austral. Eram conjuntos de libatas, cubatas ou embalas de pouso utilizadas por exploradores ou nômades em seu deslocamento. Era um lugar aonde os funantes, descansavam após andarem dias pelo mato recolhendo mel, cera, marfim e outros produtos adquiridos no interior de África. Os negociantes portuguêses que, abandonando a costa maritima, iam comercializar mato afora, ajudados por seus auxiliares pombeiros ou moçambazes que falavam a língua dos índigenas, utilizavam os kilombos para descansarem. No Brasil o quilombo era um local de refúgio dos escravos, africanos e afros descendentes (negrose mestiços), havendo entre eles minorias indígenas e marginais brancos a “contas com a justiça” e um ou outro indigente matuto ali acolhido; o mais famoso na História do Brasil foi o de Zumbi dos Palmares. Aqui, genericamente, o termo "quilombo" ganhou o sentido de comunidades autónomas de escravos fugitivos.

 Kilombo

No Brasil, mais propriamente no estado nordestino de Alagoas, no correr do tempo qualquer representação teatral de índole popular entre afro descendentes, maioritariamente negros, suas danças dramáticas, arraiais ou folguedos com autos de representação carnavalesca, chaganças, reisadas ou umbigadas, em tempos de festa ou natal, atribuíram o nome de dança dos quilombos ou simplesmente quilombos. Foram estes folguedos ao ritmo de dança de semba com sua coreografia tribal, da primitiva massemba que originou o samba actual com derivações no chanxado e mais modernamente o chamado kuduro. Os muitos redutos de negros fugidos dos engenhos de açúcar e fazendas de cacau aonde se encontravam em cativeiro, disseminaram-se por todo o Brasil como na Paraiba, Maranhão, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo ou Mato Grosso mas, foi em Alagoas na Serra da Barriga que se congregaram em sociedade e governo que de certo modo, guardavam os antigos sistemas organizativos africanos que foi o Quilombo dos Palmares. Embora a escravidão no Brasil tenha sido oficialmente abolida em 13 de maio de 1888, alguns desses agrupamentos chegaram aos nossos dias, por via do seu isolamento. Outros transformaram-se em localidades, como por exemplo Ivaporunduva, próximo ao rio Ribeira de Iguape, no estado de São Paulo.

 Sanzala

Na realidade actual, um kilombo, é um conjunto de casas dispersas aleatoriamente, em um aglomerado próximo de casas feitas em taipa e cobertas a capim rodeadas de currais e galinheiros ou mesmo paliça para rebanhos de ovelhas ou cabras e também currais para alojar muares ou outro gado; animais que dão o sustento a cada casa, a conjugar com os produtos da lavra ou n´haka em terras mais húmidas junto a alguma nascente ou borda de rio. Aqui, a vivência, seja em Angola ou Brasil não difere muito daquilo que hoje se chama de zanzala ou kimbo que, quando situadas na periferia de uma cidade tomam o nome de musseque ou favela; no fundo, são efectivamente os escravos modernos, fornecendo mão-de-obra barata aos senhores da selva em cimento; é tão-somente uma outra forma de escravatura, mais livre, mas sendo os verdadeiros serviçais ou a “arraia-miúda”da urbe que reaproveitando desperdício dos ricos constroem seus bairros de lata ou “bidonville”.

 Musseque

Quando a caravela de Martim Afonso de Sousa aportou à agora cidade de S. Vicente, no Brasil, lá por volta de 1531, contam as crónicas desses primórdios que já encontrou chalupas de negros cativos a serem comercializados mas, esta prática nesse então era tão vulgar, não dando azo a se fazer reparo como hoje. Sabe-se, isso sim, porque constam dos escritos, que um tal de Jorge Bixorda lá pelos anos de 1531, iniciou o carregamento regular de negros para o Brasil, a partir de África; deduz-se que tenham saído da bacia do Congo ou Zaire pois os portugueses já aí tinham entrepostos comerciais e uma boa relação com nobres locais. Talvez tenha sido o primeiro empresário negreiro a levar mão-de-obra para os engenhos de cana-de-açúcar.

(Continua...)

Da lavra ou n´haka de

O Soba T´Chingange



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Segunda-feira, 13 de Agosto de 2012
CAFUFUTILA . XXIV

{#emotions_dlg.meeting}AS ESCOLHAS DO EMBAIXADOR*

A VIDA SEXUAL DOS PAPAS -  POUCA VERGONHA! ! ! . 4ª de 4 Partes

Por

 Eric Frattini

 Histórias pouco santas sobre a vida sexual dos Papas da Igreja Católica. Reflexão sobre a necessária reforma da Igreja.

 7. Bento IX - Sodomizava animais

Chegou a Papa em 1032 com 11 anos. Bissexual, sodomizava animais e foi acusado de feitiçaria, satanismo e violações. Invocava espíritos malignos e sacrificava virgens. Tinha um harém e praticava sexo com a irmã de 15 anos. Gostava, aliás, de a ver na cama com outros homens. "Gostava de a observar quando praticava sexo com até nove companheiros, enquanto abençoava a união", escreve Eric Frattini. Convidava nobres, soldados e vagabundos para orgias. Dante Alighieri considerou que o pontificado de Bento IX foi a época em que o papado atingiu o nível mais baixo de degradação. Bento IX cansou-se de tanta missa e renunciou ao cargo para casar com uma prima - que o abandonaria mais tarde.

 8. Clemente VI - Comprou bordel

Em 1342, com Clemente VI chega também à Igreja Joana de Nápoles, a sua amante favorita. O Papa comprou um "bordel respeitável" só para os membros da cúria - um negócio, segundo os documentos da época, feito "por bem de Nosso Senhor Jesus Cristo". Tornou-se proxeneta das prostitutas de Avinhão (a quem cobrava um imposto especial) e teve a ideia de conceder, duas vezes por semana, audiências exclusivamente a mulheres. Recebia as amantes numa sala a poucos metros dos espaços em que os verdugos da Inquisição faziam o seu trabalho. No seu funeral, em Avinhão, foi distribuído um panfleto em que o diabo em pessoa agradecia ao Papa Clemente VI porque, com o seu mau exemplo, "povoara o inferno de almas".

  9. Xisto III - Violou freira e foi canonizado

Obcecado por mulheres mais novas, foi acusado de violar uma freira numa visita a um convento próximo de Roma. Enquanto orava na capela, o Papa, eleito em 432, pediu assistência a duas noviças. Violou uma, mas a segunda escapou e denunciou-o. Em tribunal, Xisto III defendeu-se, recordando a história bíblica da mulher que foi apanhada em adultério. Perante isso, os altos membros eclesiásticos reunidos para condenar o Papa-violador não se atreveram a "atirar a primeira pedra" e o assunto foi encerrado. Xisto III foi, aliás, canonizado depois de morrer. Seguiu-se-lhe Leão I, que também gostava de mulheres mais novas e que mandou encarcerar uma rapariga de 14 anos num convento, depois de a engravidar.

 10. João XII - Morto pelo marido da amante

Nos conventos rezava-se para que morresse. João XII era bissexual e obrigava jovens a ter sexo à frente de toda a gente. Gozava ao ver cães e burros atacar jovens prostitutas. Organizou um bordel e cometeu incesto com a meia-irmã de 14 anos. Raptava peregrinas no caminho para lugares sagrados e ordenou um bispo num estábulo. Quando um cardeal o recriminou, mandou-o castrar. Um grupo de prelados italianos, alemães e franceses julgaram-no por sodomia com a própria mãe e por ter um pacto com o diabo para ser seu representante na Terra. Foi considerado culpado de incesto e adultério e deposto do cargo, em 964. Foi assassinado - esfaqueado e à martelada - em pleno acto sexual pelo marido de uma das suas várias amantes.

Foto de perfil* Carlos Ferreira: Embaixador do Kimbo no Nordeste Brasileiro

CAFUFUTILA, (kifufutila): -farinha de mandioca torrada misturada com açúcar; falando de boca cheia lançam-se falripos dessa farinha, fuba ou bombô que perturba o interlocutor; perdigotos ou gafanhotos; do Kimbundo de Angola

F I N A L

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 00:42
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Domingo, 12 de Agosto de 2012
KAZUMBI. XIV

{#emotions_dlg.meeting}AS ESCOLHAS  DO KIMBO

“Mukanda doTempo” – Retornados . 4

Melo Antunes

Lê-se no artigo em referência: Hoje, no último volume da colecção de História coordenada pelo professor José Matoso pode ler-se: A atitude das autoridades portuguesas acabou por favorecer objectivamente a estratégia do MPLA (...) mesmo o fenómeno do retorno da população branca através de uma ponte aérea cujo terminal era Luanda favoreceu essa coexistência”. E, ainda no mesmo artigo: ”Numa outra colecção de história dirigida pelo professor João Medina, Melo Antunes escreve: em Agosto de 1975, face à situação crítica que se vivia em Luanda, já ameaçada a Norte pelas forças da FNLA, dei instruções precisas, logo em seguida confirmadas pelo Presidente da República para que as forças portuguesas defendessem a todo o custo a cidade (...)!!! (os pontos de admiração são do autor). O tempo veio a clarear isto; a afirmação foi uma falácia pura, nua e crua a que se pode chamar de traição aos interesses dos portugueses. As decisões foram tomadas com inteira consciência de que, objectivamente, naquele momento, se fazia o jogo da MPLA.

 A indignidade

Ora os factos demonstraram que a atitude portuguesa nunca favoreceu a estratégia do MPLA mesmo com as “instruções precisas” dadas por Melo Antunes, simplesmente porque essas instruções não chegaram cá ou não foram cumpridas (???). Ás zero horas do dia 11 de Novembro convocados os jornalistas, fez-se a entrega de Angola ao Povo Angolano, ali representado por...ninguém! Faltou acrescentar àquelas duas referências históricas que, às zero horas do dia 11 de Novembro, o Presidente da República Popular de Angola Agostinho Neto, não permitiu que a bandeira portuguesa fosse queimada pelos exaltados que não aceitavam a maneira inqualificável de proceder...entregando Angola ao Povo Angolano...sem um representante digno (do MPLA, só pode ser )!

 Uma mascarada

Não restam dúvidas de que alguns dos adeptos do MPLA, com as suas atitudes extremistas e racistas, também contribuíram para a fuga dos portugueses, muitos deles já indecisos face às ameaças de nacionalizações sem compensação. Mas também não restam dúvidas de que, apesar da propalada ajuda portuguesa, se não fora a presença, embora tardia, dos cubanos e soviéticos, o MPLA não teria saído triunfante do caos dos últimos dias do colonialismo e dos primeiros dias da independência apesar das “decisões do governo português tomadas com plena consciência de que, objectivamente, naquele momento se fazia o jogo do MPLA”. Outra opinião que ainda persiste e é afirmada por muitos dos que tudo perderam, é de que “as forças armadas portuguesas deram um importante e significativo apoio aoMPLA”.

FIM

Descrição parcial de

  Sócratas Dáskalos - Militante do MPLA - Faleceu no Lobito - Angola, com a idade de 81 anos a 10/10/2002

Notas: 1 - O sublinhado é um acréscimo do soba ; 2 – Dáscolos adultera acontecimentos por via da sua filiação  (algumas, excluí, por serem demasiado grosseiras )

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 00:10
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Sábado, 11 de Agosto de 2012
CRISE . XII

{#emotions_dlg.meeting}AS ESCOLHAS DO KIMBO

A LISTA DE BOYS DO GOVERNO” - Puto

Por Lucas Carré

 CRIME, DIGO EU (Blogue)

Blogue sobre coisas secretas, segurança e criminalidade, onde o que parece, quase sempre, é…

TODOS ESPECIALISTAS BEM PAGOS E DE TENRA IDADE…

Esta é a lista de especialistas, acabados de sair do berço, mas que os partidos no poder promovem com salários muito superiores ao de um coronel com 30 anos de serviço. São 29 assessores / adjuntos de Ministérios, todos de idade inferior a 30 anos, havendo 14 “especialistas” com idades entre os 24 e os 25 anos. E prepara-se este governo, com pezinhos de lã, para impor ao povo mais medidas draconianas de austeridade até ao final do ano, enquanto estes seus serventuários, quase todos ligados à JSD e à Juventude Centrista, como é fácil de supor, vão engrossando a lista de funcionários públicos principescamente pagos, se comparados com os ordenados de miséria da maioria dos trabalhadores do Estado. Cavaco Silva, que anda aí pelo país a apregoar que estamos no bom caminho de reduzir o défice, mas que cala e consente estes despautérios, como calou o caso BPN onde lucrou, ele e a família, com a venda atempada de acções que detinham no Banco e que aprovou a lei dos despedimentos que vai engrossar ainda o número de desempregados e de portugueses que sobrevivem com subsídios miseráveis…se é que todos vão ter direito a esses subsídios…

 Veja, compare e partilhe…

MINISTÉRIO DA DEFESA NACIONAL (2)

Cargo: Assessora - Nome: Ana Miguel Marques Neves dos Santos

Idade: 29 anos - Vencimento Mensal Bruto: 4.069,33 €

Cargo: Adjunto - Nome: João Miguel Saraiva Annes

Idade:28 anos - Vencimento Mensal Bruto: 5.183,63 €

MINISTÉRIO DOS NEGÓCIOS ESTRANGEIROS (1)

Cargo: Adjunto - Nome: Filipe Fernandes

Idade: 28 anos - Vencimento Mensal Bruto: 4.633,82 €

MINISTÉRIO DAS FINANÇAS (4)

Cargo: Adjunto - Nome: Carlos Correia de Oliveira Vaz de Almeida

Idade: 26 anos - Vencimento Mensal Bruto: 4.069,33 €

Cargo: Assessor  - Nome: Bruno Miguel Ribeiro Escada

Idade: 29 anos - Vencimento Mensal Bruto: 4.854 €

Cargo: Assessor - Nome: Filipe Gil França Abreu

Idade: 28 anos - Vencimento Mensal Bruto: 4.854 €

Cargo: Adjunto - Nome: Nelson Rodrigo Rocha Gomes

Idade: 29 anos - Vencimento Mensal Bruto: 5.069,33 €

MINISTÉRIO DA ADMINISTRAÇÃO INTERNA (2)

Cargo: Assessor - Nome: Jorge Afonso Moutinho Garcez Nogueira

Idade: 29 anos - Vencimento Mensal Bruto: 5.069,33 € -

Cargo: Assessor - Nome: André Manuel Santos Rodrigues Barbosa

Idade: 28 anos - Vencimento Mensal Bruto: 4.364,50 €

MINISTRO ADJUNTO E DOS ASSUNTOS PARLAMENTARES (5)

Cargo: Especialista - Nome: Diogo Rolo Mendonça Noivo

Idade: 28 anos - Vencimento Mensal Bruto: 5.069,33 €

Cargo: Adjunto - Nome: Ademar Vala Marques

Idade: 29 anos - Vencimento Mensal Bruto: 5.069,33 €

Cargo: Especialista - Nome: Tatiana Filipa Abreu Lopes Canas da Silva Canas

Idade: 28 anos - Vencimento Mensal Bruto: 5.069,33 €

Cargo: Especialista - Nome: Rita Ferreira Roquete Teles Branco Chaves

Idade: 27 anos - Vencimento Mensal Bruto: 5.069,33 €

Cargo: Especialista - Nome: André Tiago Pardal da Silva

Idade: 29 anos - Vencimento Mensal Bruto: 5.069,33 €

MINISTÉRIO DA ECONOMIA (8)

Cargo: Adjunta - Nome: Cláudia de Moura Alves Saavedra Pinto

Idade: 28 anos - Vencimento Mensal Bruto: 5.069,34 €

Cargo: Especialista/Assessor - Nome: Tiago Lebres Moutinho

Idade: 28 anos - Vencimento Mensal Bruto: 5.069,34 €

Cargo: Especialista/Assessor - Nome: João Miguel Cristóvão Baptista

Idade: 28 anos - Vencimento Mensal Bruto: 5.069,34 €

Cargo: Especialista/Assessor - Nome: Tiago José de Oliveira Bolhão Páscoa

Idade: 27 anos - Vencimento Mensal Bruto: 5.069,34 €

Cargo: Especialista/Assessor - Nome: André Filipe Abreu Regateiro

Idade: 29 anos - Vencimento Mensal Bruto: 5.069,34 €

Cargo: Especialista/Assessor - Nome: Ana da Conceição Gracias Duarte

Idade: 25 anos (deve ser mesmo boa!?) - Vencimento Mensal Bruto: 5.069,34 €

Cargo: Especialista/Assessor - Nome: David Emanuel de Carvalho Figueiredo Martins

Idade: 28 anos - Vencimento Mensal Bruto: 5.069,34 €

Cargo: Especialista/Assessor -Nome: João Miguel Folgado Verol Marques

Idade: 24 anos (deve ser mesmo bom!?) - Vencimento Mensal Bruto: 5.069,34 €

MINISTÉRIO DA AGRICULTURA (3)

Cargo: Especialista/Assessor - Nome: Joana Maria Enes da Silva Malheiro Novo

Idade: 25 anos - Vencimento Mensal Bruto: 5.069,33 €

Cargo: Especialista/Assessor - Nome: Antero Silva

Idade: 27 anos - Vencimento Mensal Bruto: 5.069,33 €

Cargo: Especialista - Nome: Tiago de Melo Sousa Martins Cartaxo

Idade: 28 anos - Vencimento Mensal Bruto: 3.069,33 €

MINISTÉRIO DA SAÚDE (1)

Cargo: Adjunto - Nome: Tiago Menezes Moutinho Macieirinha

Idade: 29 anos - Vencimento Mensal Bruto: 5.069,37 €

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E DA CIÊNCIA (2)

Cargo: Assessoria Técnica - Nome: Ana Isabel Barreira de Figueiredo

Idade: 29 anos - Vencimento Mensal Bruto: 4.198,80 €

Cargo: Assessor - Nome: Ricardo Morgado

Idade: 24 anos (deve ser mesmo bom!?) - Vencimento Mensal Bruto: 4.505,46 €

SECRETÁRIO DE ESTADO DA CULTURA (1)

Cargo: Colaboradora/Especialista - Nome: Filipa Martins

Idade: 28 anos - Vencimento Mensal Bruto: 2.950,00 €

É UM ATENTADO A QUEM TRABALHA HÁ VÁRIOS ANOS … E QUE TODOS OS MESES É ROUBADO E FICA SEM SALÁRIOS NAS FÉRIAS E NO NATAL

 OPINIÃO DE: Heitor Silva

Isto é simplesmente escandaloso. Colocar todos estes parasitas fora da folha de pagamento do estado, esse que somos todos nós, que trabalhamos, investimos, e que nos debatemos com enormes dificuldades para conseguirmos sobreviver. E, enquanto isso, esta cambada de boys leva uma vida principesca com o dinheiro dos nossos impostos, «dinheiro, que depois é repassado ao bando de malfeitores que se apoderou da máquina trituradora que tem por nome estado». Por onde anda a procuradoria da justiça? Será que é mesmo aquela imagem que se vê a entrada dos tribunais com os olhos vendados? Se calhar é mesmo para não ver os abusos cometidos por alguns governantes. Tenham dignidade e honradez, investiguem e metam estes abusadores na cadeia, porque nem só os governantes são culpados, mas também os juízes que pactuam com tamanhas barbaridades cometidas. Vamos fazer uma revolução a sério, descer a Lisboa, fazer uma varredura na porca da democracia da Assembleia da República e todos os culpados destes desmandos. Acabemos com a imunidade, porque imunidade muitas vezes corresponde a crimes contra o povo. Nunca fui de me insurgir contra a lei, mas quando a lei só é para os mais pobres e desprotegidos aí, sim, eu me insurjo contra essas leis de protecção de políticos que cada dia que passa estão cada vez mais ousados a cometer «crimes» contra a dignidade do povo português.

Subscrevo

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 00:17
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Sexta-feira, 10 de Agosto de 2012
A CHUVA E O BOM TEMPO . XV

{#emotions_dlg.meeting}AS ESCOLHAS DO KIMBANDA* HN

PALAVRA DE GENERAL …CRISE!!!- Pires Veloso . 1ª de 2 partes

 Pires Veloso- O Vice-Rei do Norte

* Kimbanda HN: Guarda-Mor da torre o Zombo, o Ninja do kimbo: Concobordo e já tenho defendido alguns pontos de vista do General, bem conhecido por alguns de nós, dos tempos de antigamente... Realmente, este é que é aquele tema, que gostaria de ver encerrado mas, vai ainda demorar algum tempo porque hoje, depois de terem "liquidado as instituições" as coisas não ficaram nada fáceis...

O general Pires Veloso, um dos protagonistas do 25 de Novembro de 1975 que naquela década ficou conhecido como "Vice-rei do Norte", defende um novo 25 de Abril, de raiz popular, para acabar com "a mentira e o roubo institucionalizados". "Vejo a situação actual com muita apreensão e muita tristeza. Não há verdade! Fale-se verdade, e o país será diferente. Isto é gravíssimo", disse em entrevista à Lusa. Para o general, que enquanto governador militar do Norte foi um dos principais intervenientes no contra-golpe militar de 25 de Novembro que pôs fim ao "Verão Quente" de 1975, "dá a impressão de que seria preciso outro 25 de Abril em todos os termos, para corrigir e repor a verdade no sistema e na sociedade". Pires Veloso, com 85 anos, considera que não poderão ser as forças militares a promover um novo 25 de Abril: "Não me parece que se queiram meter nisto. Não estão com a força anímica que tinham antigamente, aquela alma que reagia com a pátria em perigo". "Para mim, o povo é que tem a força toda. Agora é uma questão de congregação, de coordenação, e pode ser que alguém surja" a liderar o processo.

   Inversão de valores

E agora que "o povo já não aguenta mais e não tem mais paciência, é capaz de entrar numa espiral de violência nas ruas, que é de acautelar" alertou, esperando que caso isso aconteça não seja com uma revolução, mas sim com "uma imposição moral que leve os políticos a terem juízo". Como solução para evitar que as coisas se compliquem, Pires Veloso defendeu uma cultura de valores e de ética. "Há uma inversão que não compreendo desses valores e dessa ética. Não aceito a atuação de dirigentes como, por exemplo, o Presidente da República, que já há pelo menos dois anos, como economista, tinha obrigação de saber em que estado estava o país, as finanças e a economia. Tinha obrigação moral e não só de dizer ao país em que estado estavam as coisas", defendeu. Pires Veloso lamentou a existência de "um gangue que tomou conta do país. Tire-se o gangue, tendo-se juízo, pensando no que pode acontecer. E ponha-se os mais ricos a contribuir para acabar a crise. Porque neste momento não se vai aos mais poderosos!".

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 00:50
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Quinta-feira, 9 de Agosto de 2012
MULUNGU . XX

“José Luís ” . O vereador

Por

 O Soba T´Chingange

A ideologia, na filosofia, é o suposto senso comum na compreensão do mundo resultante da herança de um grupo social e suas experiências, pensamentos, de doutrinas ou de visões, orientando suas acções e, principalmente, as políticas. Neste contexto e sem agitar bandeiras de concepção crítica, coisa que me tem penalizado o ego ao longo da vida, alinho-me ao lado do meu amigo Zé Luís do PT e PSD do Brasil, que sem dissuasão, me convenceu estar por bem com sua candidatura ao cargo de Vereador de Marechal Deodoro. E, neste propósito apoio-o, sem me considerar alienando à sua pretensão, porque simplesmente na qualidade de residente, não tenho direito a voto na escolha do Prefeito e seus colaboradores. Estou politicamente, não indiferente mas, em “banho-maria”! Simplesmente!

 José Luís – O candidato

O mar lambia a areia depois de rolar ondas brancas encapeladas no recife com cor de verde-esmeralda e longínquos azuis. E, lá estavam os habituais dez barcos balouçando o horizonte com nomes já fixados na mente por tanto balouçar, os massunim, o tubarão dourado, o WM3, o cristal e o siri com caimbra. Já saindo da praia, bem no topo da orla em falésia e bem perto da escola de mergulho escocuba, deparo com a luzidia camioneta preta soltando recados na fala de Lula: - votem no meu amigo Zé Luís, da Praia do Francês, o melhor que tem por lá em honestidade e vontade de trabalhar no vosso bem. Era mais ou menos assim a fala com ritmo de kuduro bem empolgante para fazer um forró animado. Na foto, com fundo branco, com o meu amigo entre Dilma na direita e Lula na esquerda, Zé luís sobressaía como o candidato do PT e o PSD para vereador na prefeitura de Marechal Deodoro.

  FRANCÊS... Praia dos corsários !

Isso mesmo! A estampa, estava pintado com fermentação de vontade; isto não era um se-não mas um se-sim! Não resisti dar um paço de dança esboçando no ar o espanto dum movimento quase erótico. Não esquecer que o ritmo quente do kuduro saiu do outro lado do oceano na terra que me viu crescer, Angola. A brisa perene, passando a areia, subindo a encosta entre coqueiros, dava ânsia de frescura ao desejo de Zé Luís ali apresentado em abraço cordial com seus parceiros do topo. Entre o contraste azul distante e o verde marinho cercano, soprava vontade; ali a natureza conciliava-se com a poesia e o desejo de querer. Agora é vez de Zé Luís Silva! Se eu pudesse votar meu amigo, tu serias o meu santinho! Desta brisa do Francês, praia de antigos corsários e ladrões de pau-brasil tem-se desprendido um labirinto de manipulações e interesses de políticos corruptos; é tempo de despir preconceitos dando voz a um homem da terra que entende como ninguém os humildes pescadores que sobrevivem de lá para cá e vice-versa lançando suas redes artesanais p´ra catar uma meia dúzia de tainhas. È este, o candidato!

 Zé Luís quer mudar vivências, atitudes novas no relacionamento com as gentes da terra e do mar e fazer considerar a todos que esta gente não é pobre nem vagabunda! E, o que vi? - Gente que em plena praia supera a vida, vendendo de tudo; coco frio, ostras, queijo assado cerveja, redes e um sem fim de sobrevivências, gente do isopor, envelhecida na vontade de mudar. Em carrinho improvisado, como inventação de criança, passa a discoteca ambulante vendendo forró, xote, fevro, pagode, axé e baladas repentistas; tudo, tudo disquetes piratas. Eu e Zé, junto à barraca francesinha, com fresquinhas, suco de graviola e macaxeira assada demos largas às conversas enfiadas nas crenças de vitórias com rastos de aviões. O tema agora é Zé Luís! A regular a visão, passam bundas bronzeadas de cortar o fôlego e entupir desesperos castanhos; torneadas até cima cortam o horizonte que no vaivém destapam a vontade de viver. Zé Luís está na chapa de Júnior Dâmaso como prefeito e Fifi como Vice. A nossa luta é a fome zero e dar condições à gente do mar mantendo as tradições... não é só de comida que um povo vive e, um país não pode só viver dos actos de solidariedade ou caridade; parece ser urgente dignificar e incrementar iniciativas que garantam bem-estar aos Deodorenses tais como: " desemprego zero, violência zero, analfabetismo zero e sem-cultura Zero. A boa funcionalidade dos Órgãos de Estado não são melhores pela quantidade! Disse, ao nos despedirmos.

Mulungu: Arvore ou  planta medicinal com efeito ansiolítico, antidepressivo, tranquilizante, sedativo, hepatoprotetor, hipotensivo, entre outros. 

Gravura de tarsila do Amaral

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 00:13
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Quarta-feira, 8 de Agosto de 2012
MUSSENDO DO BRASIL . XIII

{#emotions_dlg.meeting}AS ESCOLHAS DO KIMBO

“BRASIL . Poder público safado”-  Revista Forbes?

Por

   Geraldo Almendra (*)

Pode um cidadão eleito presidente e pertencente à classe média baixa, se tornar, em dois mandatos presidenciais, em um bilionário apenas com seus rendimentos e benefícios do cargo? A resposta é sim. O ex-presidente Lula é um suposto e exemplar caso desse milagre financeiro, tendo-se como base as denúncias recorrentes já feitas pela mídia. Conforme amplamente noticiado em algumas ocasiões uma conceituada revista

 A verdadeira capa- a Forbes trouxe à tona esse tema, reputando a Lula a posse de uma fortuna pessoal estimada em mais de R$ 2 bilhões de dólares, devendo-se ressaltar que a primeira denúncia ocorreu ao que tudo indica em 2006, o que nos leva a concluir que a “inteligência financeira do ex-presidente” já deve ter mais que dobrado esse valor, na falta de uma contestação formal e legal do ex-presidente contra a revista. Estamos diante de um suposto caso em que o silêncio pode ser a melhor defesa para não mexer na panela apodrecida dos podres Poderes da República, evitando as consequências legais pertinentes e o inevitável desgaste perante a opinião pública.

Montagem da revista - Nesta semana a divulgação pelo Wikileaks de suspeitas - também já feitas anteriormente - de subornos envolvendo o ex-presidente nas relações de compras feitas pelo desgoverno brasileiro em relação a processos de licitações passados, ou em andamento, nos conduz, novamente, e necessariamente, a uma pergunta não respondida: como se explica o vertiginoso crescimento do património pessoal e familiar da família Lula? O que devem estar pensando os milhares de contribuintes que têm suas declarações de renda rejeitadas e são legalmente, todos os anos, obrigados a dar as devidas satisfações à Receita Federal sobre crescimentos patrimoniais tecnicamente inexplicáveis, mas de valor expressivamente menor do que o associado ao património pessoal e familiar do ex-presidente? A resposta, é simples e directa: tudo isso nos parece ser uma grande e redundante sacanagem com todos aqueles que trabalham fora do sector público - durante mais de cinco meses por ano - para ajudar a sustentar aquilo que a sociedade já está se acostumando a chamar de covil de bandidos.

O ovo do Urubu . Tarsila do Amaral

A pergunta que fica no ar é sobre que atitudes deveriam e devem tomar o Ministério Público, a Receita Federal, O Tribunal de Contas e a Polícia Federal diante de supostas e escandalosas evidências de enriquecimento ilícito de alguém que ficou durante dois mandatos consecutivos no cargo de Presidente da República? Na falta de atitudes investigativas ou consequências legais, como sempre, a mensagem que o poder público passa para a sociedade é de uma grotesca e sistemática impunidade protectora de todos, ou quase todos, que pactuam com a transformação do país em um Paraíso de Patifes. No Brasil, cada vez mais, a corrupção compensa e as eventuais punições já viraram brincadeira que nossa sociedade, no cerne dos seus núcleos de poder públicos e privados aprendeu: a impunidade a leva a se nivelar por baixo aceitando que roubar o contribuinte já se tornou um ato politicamente correcto para que a o projecto de poder do PT – um Regime Civil Fascista fundamentado no suborno e em um assistencialismo comprador de votos – siga inexoravelmente avante. A omissão do Poder Público diante da absurda degeneração moral das relações públicas e privadas somente nos deixa uma alternativa de qualificação: estamos diante do Poder Público mais safado e sem vergonha de nossa história. A propósito quem roubou o crucifixo do gabinete presidencial no final do desgoverno Lula?

(*) Economista e Professor de Matemática, Petrópolis

Fonte original: Brasil Acima de Tudo

Mussendo: Conto de raiz popular, missiva em forma de mukanda (carta) do Kimbundo de Angola (N´gola).

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 00:17
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Terça-feira, 7 de Agosto de 2012
XICULULU . XXV

{#emotions_dlg.meeting}AS ESCOLHAS DO KIMBO

" FOSFATOS DO LUCUNGA" - Angola

De que nos vale tanta riqueza? só sofrimento, desgraça, amargura.... Se ainda ela fosse bem gerida e bem partilhada, eu pederia directamente, sem passar pelos padres, uma bênçao a Deus, por essas dádivas, e até chego a conclusão de que este sofrimento é por termos tanta riqueza natural...enfim...

 Reservas de fosfato em Lucunga avaliadas em mais de 100 milhões de toneladas A bacia de Lucunga, situada na província do Zaire possui reservas de fosfato avaliadas em cerca de 130 milhões de toneladas, informou nesta localidade, o director de projectos da empresa Vale Fértil, Ehud Levy... Ao fazer a apresentação do projecto às autoridades governamentais da província, Ehud Levy disse que a primeira fase inicia em 2013, e compreende as acções de mineração bruta, construção de fábricas de beneficiação e granulação e a instalação de armazéns. Nesta fase serão investidos pelo menos 82 milhões de dólares americanos e vai criar 250 postos de trabalho.

 A segunda fase, disse, que entra em funcionamento em 2014, está avaliada em USD 950 milhões, e compreende a construção de um porto mineiro, um complexo de fertilizantes, uma central eléctrica e a instalação de armazéns. Esta fase prevê criar 700 novos postos de trabalho. O director da Vale Fértil, associada ao grupo LR de Israel, disse que o arranque efectivo de todas as etapas do projecto está marcado para o ano de 2017. “A julgar pelas enormes reservas de fosfato encontradas na bacia de Lucunga, o projecto de mineração e processamento durará cerca de 30 anos e vai representar  um passo gigantesco no desenvolvimento económico de Angola” sublinhou Ehud Levy.

 Pedra do Feitiço
A comuna da Pedra do Feitiço, no município do Soyo, está englobada nos projectos mineiros da província, onde as empresas concessionárias criam as condições para o arranque da actividade de prospecção.  No município petrolífero do Soyo, está prevista a produção de fertilizantes, com o aproveitamento da ureia e amónia. “Todos estes projectos são de iniciativa privada. Não posso aqui estimar montantes em termos de orçamentos disponibilizados para cada acção, por serem somas avultadas, ainda não especificadas” sublinhou Kavungo Marlon.
O fosfato é um produto utilizado fundamentalmente na produção de fertilizantes e responde a aproximadamente 25% do uso mundial.   É um mineral importante no fabrico de pasta de dentes, detergentes, bebidas não alcoólicas, suplementos vitamínicos e rações de animais.
(Continua... O GRAFENO E A NANOTECNOLOGIA)
XICULULO: - Olhar de esguelha, mau-olhado, olho gordo 
Gentileza de : Oliveira Jorge (JPA )
O Soba T´Chingange


PUBLICADO POR kimbolagoa às 19:50
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MUSSENDO DO PUTO . VII

{#emotions_dlg.meeting}AS ESCOLHAS DO VISCONDE DO MUSSULU*

     Verdades incontornáveis...” . Os Retornados . 2ª de 3 partes

 O apuramento realizado pelo Instituto Nacional de Estatística em 1978, citado pelo referido grupo de universitários no estudo que consultámos, referia a existência de 505.078 indivíduos entrados no País e inscritos como «retornados do Ultramar». Em termos percentuais esses 505 mil retornados representavam pouco mais de 5% do total da população nacional. Este número é discutível e muitas fontes insistem em números mais elevados, entre 700 a 800 mil. Mas trata-se de números oficiais, registados pela estatística oficial, e é em presença deles que temos de raciocinar. Ora, segundo os números do Instituto Nacional de Estatística, daqueles 505.078 retornados, um pouco mais de metade - exactamente 298.968 - eram nascidos ou oriundos de Portugal, e portanto os restantes 206.110 eram portugueses já nascidos nas então províncias ultramarinas. Por enquanto trata-se apenas de distinguir entre portugueses oriundos de Portugal que regressavam ao país de origem, e portugueses nascidos noutras terras e aos quais, só por isso, parecia querer negar-se a qualidade de portugueses também...

 Porém, o que é realmente importante, e mostra insofismavelmente que os retornados vieram rejuvenescer a sociedade portuguesa, é a observação desses dados estatísticos quando entra na discriminação etária, cultural e profissional dos retornados. Assim, sob tais aspectos, verifica-se que: daqueles 505.078 retornados, 65,5% tinham menos de 40 anos e constituíam portanto uma parcela válida. Mas acima dos 40 e até aos 64 anos a percentagem de retornados era de 29,8% - todos sabem como no Ultramar os homens até aos 60 anos eram uma das parcelas mais válidas das populações, senão em energias físicas pelo menos em saber e experiência acumulada.  Além disso, do total de retornados, 52,74% eram homens e apenas 47,26% mulheres — o que pressupõe uma maioria de braços válidos para o trabalho. Porém, um dos aspectos mais importantes desta notação estatística, é aquele que refere que a população retornada era em regra profissional e intelectualmente mais bem preparada do que a da metrópole, pois que do recenseamento efectuado, resultava que: 48,4% tinha instrução primária (numa época em que na metrópole havia mais de 20% de analfabetos); e dos restantes 51,6%, descontando apenas 6,5% de não-alfabetizados constituídos quase exclusivamente por crianças com menos de 10 anos de idade, havia 8,5% de possuidores de cursos superiores incluindo médicos, professores universitários, investigadores, advogados, etc., e mais de 30% possuíam cursos médios, secundários e profissionais.

 Com a entrada dos retornados, a sociedade portuguesa foi subitamente enriquecida com mais de 5.000 mil engenheiros, arquitectos e técnicos dos mais elevados graus e ramos da engenharia civil e de minas, de indústrias transformadoras e outras; cerca de 1.800 biólogos, agrónomos, investigadores dos ramos físico-químicos e similares; quase 13.000 professores e outros docentes de todos os ramos do ensino, desde o primário ao universitário; 325 navegadores, pilotos e outro pessoal especializado da navegação aérea e marítima; cerca de 16.000 quadros de serviços administrativos e outros, desde estenógrafas a operadores de informática.  No sector da produção, a força do trabalho metropolitana foi enriquecida com mais 13.000 mecânicos especializados; cerca de 7.000 serralheiros civis, montadores de estruturas metálicas, caldeireiros e profissões similares.

Gravura de Albano Neves e Sousa

Puto: Portugal, na gíria de Angola

Mussendo: Conto de raiz popular, missiva em forma de mukanda (carta) do Kimbundo de Angola (N´gola).

   * Visconde do Mussulo: Alto mandatário do Kimbo em terras do Puto, Embaixador itinerante da Globália, galardoado com a medalha de Cienfuegos e portador do embondeiro dourado. Zelador-mor dos jardins do reino com espécimes raras de jindungo.

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 00:42
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Segunda-feira, 6 de Agosto de 2012
CAFUFUTILA : XXIII

{#emotions_dlg.meeting}AS ESCOLHAS DO EMBAIXADOR*

A VIDA SEXUAL DOS PAPAS -  POUCA VERGONHA! ! ! . 3ª de 4 Partes

Por

Eric Frattini

Reflexão sobre a necessária reforma da Igreja. Histórias pouco santas sobre a vida sexual dos Papas da Igreja Católica.

 4 . Leão X - Morreu de sífilis

Foi de maca para a própria coroação, por causa dos seus excessos sexuais. Depois de Júlio II ter morrido de sífilis, em 1513 chega a Papa Leão X, que gostava de organizar bailes, onde os convidados eram somente cardeais e onde jovens de ambos os sexos apareciam com a cara coberta e o corpo despido. O Papa gostava de rapazes novos, às vezes vestia-se de mulher e adorava álcool. "Quando foi eleito tinha dificuldade em sentar-se no trono, devido às graves úlceras anais de que sofria, após longos anos de sodomia", escreve Frattini. Estes e outros excessos levaram Lutero a afixar as suas 95 teses - que lhe garantiram a excomunhão em 1521. Leão X morreu com sífilis aos 46 anos.

 5 . Alexandre VI - O Insaciável

Gostava de orgias e obrigou um jovem de 15 anos a ter sexo com ele sete vezes no espaço de uma hora, até o rapaz morrer de cansaço. Teve vários filhos, que nomeou cardeais. Assim que chegou ao Papado, em 1431, trocou a amante por uma mais nova, Giulia. Ela tinha 15 anos, ele 58. Foi Alexandre VI quem criou a célebre "Competição das Rameiras". No concurso, o Papa oferecia um prémio em moedas de ouro ao participante que conseguisse ter o maior número de relações sexuais com prostitutas numa só noite. Depois de morrer, o Vaticano ordenou que o nome de Alexandre VI fosse banido da história da Igreja e os seus aposentos no Vaticano foram selados até meados do século XIX.  

 6 . João XXIII (antipapa) - Violou irmãs e 300 freiras. Foi corsário na mocidade, tendo estudado na Universidade de Bolonha. Entrou ao serviço da Igreja Católica durante o pontificado de Gregório XII . Cardeal em 1402, eleito e sagrado em Bolonha, em 1410, para suceder ao antipapa Alexandre V, o primeiro papa cismático eleito em Pisa. Sua eleição foi reconhecida com a adoção do nome de João XXIII, pela França, Inglaterra, parte da Itália e da Alemanha.

Não aparece na lista oficial de Papas e acabou preso em 1415. O antipapa conseguia dinheiro a recomendar virgens de famílias abastadas a conventos importantes. Mas violava-as antes de irem. Tinha um séquito de 200 mulheres, muitas delas freiras. Criou um imposto especial para as prostitutas de Bolonha. Tinha sexo com duas das suas irmãs. Defendia-se, dizendo que não as penetrava na vagina e que por isso não cometia nenhum pecado. Foi julgado, acusado de 70 crimes de pirataria, assassinato, violação, sodomia e incesto. Entre outros factos, o tribunal deu como provado que o Papa teve sexo com 300 freiras e violou três das suas irmãs. Foi deposto do cargo e preso. Voltou ao Vaticano, anos mais tarde, como cardeal.

* Carlos Ferreira: Embaixador do Kimbo no Nordeste Brasileiro

CAFUFUTILA, (kifufutila): -farinha de mandioca torrada misturada com açúcar; falando de boca cheia lançam-se falripos dessa farinha, fuba ou bombô que perturba o interlocutor; perdigotos ou gafanhotos; do Kimbundo de Angola

(Continua…)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 01:19
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Domingo, 5 de Agosto de 2012
MOKANDA DA LUUA . II

Carnaval do Brasil ao ritmo do semba - Angola

Do Facebook

Martinho da Vila, presidente de honra da Ala de Compositores do grupo Unidos da Vila Isabel, disse ao Jornal de Angola, que o seu grupo, na edição 2013 do Carnaval do Rio, vai desfilar com um enredo sobre Angola, destacando a união entre o semba e samba. O cantor e compositor brasileiro, apresentou o projecto à ministra da Cultura, Rosa Cruz e Silva. Voltará a Luanda a convite da União dos Escritores Angolanos para falar de música, poesia e literatura. Martinho da Vila anunciou que vai convidar alguns artistas e intelectuais angolanos para participarem no desfile da Unidos de Vila Isabel.

Em entrevista ao jornal de Angola disse: -Vim falar com a ministra da Cultura, Rosa da Cruz e Silva, para fazer uma explanação sobre o enredo que a escola de samba Unidos da Vila Isabel vai apresentar no próximo Carnaval, cujo título é "O Canto Livre de Angola". Para que sejamos bem sucedidos, o que será bom para os nossos países, é necessária a participação oficial e particular em termos de patrocínios. Um bom resultado deste projecto é importante para criar mais intercâmbio entre músicos angolanos e brasileiros. Tenho muita informação sobre os músicos de Angola, mas pouco sei no actual momento. Os primeiros músicos angolanos que foram ao Brasil, foram-no pela minha mão. Já trabalhei com extremos como o Bonga e o Dog Murras.

 Falando de mim, actuei pela primeira vez num festival de música da TV Record, em 1967, o mesmo que revelou Chico Buarque, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Edu Lobo e muitos outros. Falar da minha trajectória até hoje é impossível em poucas palavras. Gosto da diversidade, escrever livros e compor música nos mais variados ritmos, mas não sei de onde vem esta aptidão. Acho perfeitamente normal um actor cantar, uma actriz representar, um sambista escrever livros, um erudito fazer música popular, um compositor pop criar uma ópera e todos fazerem outras coisas como pintar, esculpir, produzir, realizar filmes…

Com a introdução de novos ritmos e novas tendências na música mundial, ainda há lugar para o samba de qualidade e de raiz no Brasil? Sambas de qualidade musical e poética continuam a ser produzidos no Brasil. Chico, João Bosco, Arlindo Cruz, Roque Ferreira, Nelson Rufino, Zeca Pagodinho, Dudu Nobre e alguns outros estão sempre a produzir bons trabalhos. O mais tradicional de todos é o Paulinho da Viola. No meu caso, sempre usei a tecnologia a meu favor.

 Dog Murras  Bonga

Sendo Martinho da Vila um homem do Carnaval, como classifica a sua participação nas escolas de samba? Há compositores de música popular que não são do Carnaval e autores de samba de enredo que não fazem outro tipo de música. Eu sou eclético. Muitos sambas enredos meus foram cantados em desfiles e a minha participação diversificada. Sou presidente de honra da Unidos de Vila Isabel mas, essencialmente, sou membro da Ala de Compositores. Não deixei a música para ser actor. Participei em "Magia do Samba", um filme inglês onde eu faço uma auto-representação e desenvolvi parte da banda sonora. Quem quiser viver de música tem de trabalhar com afinco e abraçar o profissionalismo, tanto no Brasil como em Angola. A minha carreira no Brasil e fora é muito activa. Vou actuar em Salvador da Baía e no Rock in Rio. Irei a Paris gravar com a cantora Nana Mouskouri. No início de Outubro cantarei em Portugal e Inglaterra. Há outras propostas internacionais em andamento.

 Os novos músicos têm cuidado com a Língua Portuguesa na elaboração das suas canções? Os compositores devem ter uma preocupação permanente com a Língua Portuguesa e aprimorar as suas letras. Os cantores, além de darem prioridade à poesia, devem procurar temas com riqueza melódica. Falar da importância da minha música é dever dos estudiosos, críticos, pensadores. Sou visto como representante da Música Popular Brasileira; procuro manter a essência da tradição, sem arcaísmo, mas evitando o modismo. Alguns dos meus antepassados foram africanos escravizados. Todo o mal tem algo de bom e a escravatura propiciou o sentimento de irmandade entre o povo brasileiro e o angolano. Os brasileiros oriundos de África foram muito importantes na construção do Brasil, influenciaram na cultura e em particular na música. O som afro faz parte da globalização.

Qual é a sua opinião sobre os elos culturais entre os países lusófonos? A CPLP caminha a passos lentos, mas avança. O que mais pode unir os países lusófonos é a cultura artística e literária. Não é fácil viver de música em lugar algum, porém é mais viável nos países desenvolvidos, por terem a actividade musical profissionalizada.

Gentileza de Calito José Erico (JPA - CULTURA) do Jornal de Angola

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 00:21
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Sábado, 4 de Agosto de 2012
BRASIL EM 3 PENADAS . XXXIV

{#emotions_dlg.xa}FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO

       “MADEIRA – BRASIL”

  Funchal . 2012

A terminar a série de crónicas sobre João Fernandes Vieira faz-se aqui uma revisão dos momentos mais destacados deste madeirense que se fez líder da insurreição de 1645 pós a partida de Maurício de Nassau do Recife, passando a opor-se aos invasores, com a ajuda de frei Manuel Calado, que do seu púlpito convocava o povo à luta contra os "hereges" de Olinda e mafulos de Angola. Em 1639, Vieira já era uma pessoa importante na sociedade pernambucana, tendo sido indicado para o cargo de escabino (membro da Câmara Municipal) de Olinda. Posteriormente, foi escabino de Mauricia (Recife) de Julho de 1641 a Junho de 1642, sendo reconduzido, no exercício de 1642 a 1643. Em 1643, casou-se com Maria César, filha do madeirense Francisco Berenguer de Andrade e de Joana de Albuquerque, descendente de Jerónimo de Albuquerque. Com o casamento, João Fernandes Vieira ingressou definitivamente na aristocracia rural pernambucana.

  Olinda . 2012

Vieira foi o primeiro signatário do pacto selado em 1645 no qual pela primeira vez, figura em terras brasileiras o vocábulo pátria. Era já o conceito de nação que bulia nas gentes, mazombos, mulatos e luso-brasileiros na generalidade que sentiam a terra como a sua. Na função de mestre-de-campo, comandou o mais poderoso terço do Exército Patriota nas duas batalhas dos Guararapes (1648 e 1649). Por seus feitos, foi aclamado Chefe Supremo da Revolução e Governador da Guerra da Liberdade e da Restauração de Pernambuco. Além de Vieira, André Vidal de Negreiros, António Filipe Camarão, à frente dos índios da costa do Nordeste; Henrique Dias, no comando de pretos, crioulos e mulatos e o capitão António Dias Cardoso, tornaram-se os heróis do imaginário nativista pernambucano. A "guerra da liberdade divina", nas palavras do padre António Vieira, durou nove anos, sendo de assinalar que o governador de Pernambuco, António Teles da Silva, dava apoio encoberto à revolta, enquanto os holandeses pensavam que se tratava apenas de uma sublevação na capitania de Pernambuco.

 Luanda . 2012

É de destacar a diplomacia de D. João IV de Portugal, que entretanto, pela mão do seu Embaixador Sousa Coutinho tentava, na Europa, não indispor a Holanda. O que ocorria no Recife como manobra ágil de diversão, não tinha o apoio oficial da Coroa, “para holandês ver” e, por isso, existir uma mentira de conflito entre o governador e os colonos revoltados. Na primavera de 1646, o governador António Teles da Silva chegou a ser mandado regressar a Lisboa, onde esteve detido em São Gião como colaborador dos revoltosos de Pernambuco. Aproveitando a vitória de Tabocas, foi possível recuperar outras zonas em poder dos holandeses: os fortes de Sergipe, do rio São Francisco, do Porto Calvo, de Serinhaém e de Nazaré. Com a paz, após 1654, Fernandes Vieira recuperou seus bens e, entre outros cargos, foi nomeado Governador e Capitão-Geral da Capitania da Paraíba (1655-1657). Foi mais tarde, nomeado governador e Capitão-general de Angola (1658-1661). Exerceu também o cargo de Superintendente das Fortificações do Nordeste do Brasil, de 1661 a 1681.

Mafulos: Nome porque eram conhecidos os Holandeses em Angola nessa época

Nota: Ter em atenção que as descrições, às vezes se repetem de forma aleatória ao tempo, de forma a poder descrever-se alguns detalhes que complementam os planos principais do cenário.

Referência Bibliográfica: RESTAURADORES DE PERNAMBUCO de José António Gonçalves de Mello (1967)

FINAL

O Soba T´Chingande              



PUBLICADO POR kimbolagoa às 00:21
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Sexta-feira, 3 de Agosto de 2012
CRISE . XI

“FRANÇA. Controlo da crise com actos”

Compare-se  com o exemplo português

 FRANÇOIS HOLLANDE é o actual 24º Presidente da França. Foi prefeito da comuna francesa de Tulle entre 2001 e 2008. Liderou as pesquisas de intenção de voto para o pleito em segundo turno da eleição presidencial da França em 2012. Confirmou seu favoritismo no segundo turno a de Maio de 2012, ao obter 52% dos votos, derrotando Nicolas Sarkozy.

Em menos de 60 dias no cargo actuou da seguinte forma:

1 - Suprimiu 100% dos carros oficiais e mandou que fossem leiloados. Os rendimentos destinar-se-ão ao Fundo da Previdência e também a ser distribuído pelas regiões com maior número de centros urbanos com os subúrbios mais ruinosos.

2 - Tornou a enviar um documento (doze linhas) para todos os órgãos estaduais que dependem do governo central em que comunicou a abolição do "carro da empresa" provocativa e desafiadora, quase a insultar os altos funcionários, com frases como "se um executivo que ganha € 650.000/ano, não se pode dar ao luxo de comprar um bom carro com o seu rendimento do trabalho, significa que é muito ambicioso, é estúpido, ou desonesto. A nação não precisa de nenhuma dessas três figuras ". Fora os Peugeot e os Citroen. 345 milhões de euros foram salvos imediatamente e transferidos para criar (a abrir em 15 ago 2012) 175 institutos de pesquisa científica avançada de alta tecnologia, assumindo o emprego de 2560 desempregados jovens cientistas "para aumentar a competitividade e produtividade da nação."

3 - Aboliu o conceito de paraíso fiscal (definido "socialmente imoral") e emitiu um decreto presidencial que cria uma taxa de emergência de aumento de 75% em impostos para todas as famílias, líquidas, que ganham mais de 5 milhões de euros/ano. Com esse dinheiro (mantendo assim o pacto fiscal) sem afectar um euro do orçamento, contratou 59.870 diplomados desempregados , dos quais 6.900 a partir de 1 de Julho de 2012, e depois outros 12.500 em 01 de Setembro, como professores na educação pública.

 4 - Privou a Igreja de subsídios estatais no valor de 2,3 milhões de euros que financiavam exclusivas escolas privadas, e pôs em marcha (com esse dinheiro) um plano para a construção de 4.500 creches e 3.700 escolas primárias, a partir dum plano de recuperação para o investimento em infra-estrutura nacional.

5 - Estabeleceu um "bónus-cultura" presidencial, um mecanismo que permite a qualquer pessoa pagar zero de impostos se, se estabelece como uma cooperativa e abrir uma livraria independente contratando, pelo menos, dois licenciados desempregados a partir da lista de desempregados, a fim de economizar dinheiro dos gastos públicos prestando uma contribuição mínima para o emprego e o relançamento de novas posições sociais.

6 - Aboliu todos os subsídios do governo para revistas, fundações e editoras, substituindo-os por comissões de "empreendedores estatais" que financiam acções de actividades culturais com base na apresentação de planos de negócios relativos a estratégias de marketing avançados.

 7 - Lançou um processo muito complexo que dá aos bancos uma escolha (sem impostos): Quem porporcione empréstimos bonificados às empresas francesas que produzem bens recebe benefícios fiscais, quem oferece instrumentos financeiros paga uma taxa adicional: é pegar ou sair.

8 - Reduzido em 25% o salário de todos os funcionários do governo, 32% de todos os deputados e 40% de todos os altos funcionários públicos que ganham mais de € 800.000 por ano. Com essa quantidade (cerca de 4 milhões) criou um fundo que dá garantias de bem-estar para "mães solteiras" em difíceis condições financeiras que garantam um salário mensal por um período de cinco anos, até que a criança vai à escola primária e três anos se a criança é mais velha. Tudo isso sem alterar o equilíbrio do orçamento.

Resultado: Olhem que SURPRESA!!!  O spread* com títulos alemães caiu, por magia. A competitividade da produtividade nacional aumentou no mês de Junho, pela primeira vez em três anos.

  *Spread refere-se à diferença entre o preço de compra (procura) e venda (oferta) de uma ação, título ou transacção monetária. Se comprarmos uma acção na bolsa de valores a 10 centavos e a vendermos a 1 real, temos um spread de 90 centavos. Grande parte do lucro obtido pelos corretores de títulos advém desta diferença.

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 00:35
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Quinta-feira, 2 de Agosto de 2012
A CHUVA E O BOM TEMPO . XIV

PIPAS E FACAS …CRISE!!! - Palaçoulo . 2ª de 2 partes

 Pipas

Os Estados Unidos dão actualmente o maior cliente, que permitiu equilibrar os resultados face à quebra no mercado europeu, onde Espanha lidera as compras desta empresa (40 por cento), que exporta também pipas para Austrália e Nova Zelândia e já vendeu a Singapura. Na maior fábrica de cutelaria, a FILMAM, as vendas mantêm-se, como os 20 empregados, mas aumentaram os custos, porque os clientes não têm fundo de maneio para 'stocks', o que obriga os vendedores a deslocarem-se mais vezes para conseguir encomendas. Tal como a maioria das empresas locais, também esta é de base familiar e três irmãos constituem agora a quinta geração de gestores com 17 inovações patenteadas, a mais emblemática das quais uma faca/garfo.

 Facas

Apostam na investigação própria, de que resultam soluções para a produção, desde maquinaria ao sistema de aquecimento dos 1.500 metros quadrados da fábrica feito à base do serrim (restos de produção) e queimadores "inventados" na casa. Têm cerca de 150 produtos diferentes e clientes em Espanha, Alemanha, Angola, Moçambique, Suíça, Luxemburgo ou Lituânia. Francisco Cangueiro é artesão há 32 anos e vive, com a mulher e o filho, "desafogadamente exclusivamente disto": as facas e a talha em madeira. O preço das suas peças variam, entre cinco e 500 euros", regra geral, e nas que notou alguma quebra foi nas mais baratas, mais procuradas pela classe média.

 O artesão garante que "foi pior o ano passado do que este" e tem "a sensação de que o pessoal está a perder um pouco o medo e as coisas estão a recuperar". A pujança das actividades tradicionais é partilhada por outros ramos de negócio, como o restaurante de António Cangueiro, lotado à hora de almoço, num dia de semana. "Isto não é nada, ao fim de semana, só com reserva", garantiu à Lusa. A comprovar o que diz, estão as contas das "entre 100 a 150 refeições diárias" que serve e que no ano passado renderam "167 mil euros". Tem seis pessoas a trabalhar e precisava de mais duas, que não consegue arranjar. Todos os produtos que serve no restaurante são produzidos pela família num negócio herança do trisavô, a que acrescentou uma cozinha regional com venda de fumeiros e outros produtos.

Notícia extraída da NET

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 00:36
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Quarta-feira, 1 de Agosto de 2012
KANIMAMBO . XV

{#emotions_dlg.meeting}AS ESCOLHAS DO SOBA*

“GERAÇÃO À RASCA…” . Ai-iu-É . Ai-iu-É Puto . 2ª de 2 Partes

Por
 Mia Couto - biólogo e escritor moçambicano.

A sociedade colhe assim hoje os frutos do que semeou durante pelo menos duas décadas. Eis agora uma geração de pais impotentes e frustrados. Eis agora uma geração jovem altamente qualificada, que andou muito por escolas e universidades mas que estudou pouco e que aprendeu e sabe na proporção do que estudou. Uma geração que colecciona diplomas com que o país lhes alimentam o ego insuflado, mas que são uma ilusão, pois correspondem a pouco conhecimento teórico e a duvidosa capacidade operacional. Eis uma geração que vai a toda a parte, mas que não sabe estar em sítio algum. Uma geração que tem acesso a informação sem que isso signifique que é informada; uma geração dotada de trôpegas competências de leitura e interpretação da realidade em que se insere. Eis uma geração habituada a comunicar por abreviaturas e frustrada por não poder abreviar do mesmo modo o caminho para o sucesso. Uma geração que deseja saltar as etapas da ascensão social à mesma velocidade que queimou etapas de crescimento. Uma geração que distingue mal a diferença entre emprego e trabalho, ambicionando mais aquele do que este, num tempo em que nem um nem outro abundam.

  Eis uma geração que, de repente, se apercebeu que não manda no mundo como mandou nos pais e que agora quer ditar regras à sociedade como as foi ditando à escola, alarvemente e sem maneiras. Eis uma geração tão habituada ao muito e ao supérfluo que o pouco não lhe chega e o acessório se lhe tornou indispensável. Eis uma geração consumista, insaciável e completamente desorientada. Eis uma geração preparadinha para ser arrastada, para servir de montada a quem é exímio na arte de cavalgar demagogicamente sobre o desespero alheio. Há talento e cultura e capacidade e competência e solidariedade e inteligência nesta geração? Claro que há. Conheço uns bons e valentes punhados de exemplos! Os jovens que detêm estas capacidades - características não encaixam no retrato colectivo, pouco se identificam com os seus contemporâneos, e nem são esses que se queixam assim (embora estejam à rasca, como todos nós). Chego a ter a impressão de que, se alguns jovens mais inflamados pudessem, atirariam ao tapete os seus contemporâneos que trabalham bem, os que são empreendedores, os que conseguem bons resultados académicos, porque, que inveja! Que chatice! São betinhos, cromos que só estorvam os outros (como se viu em um programa de Prós e Contras) e, oh, injustiça! Já estão a ser capazes de abarbatar bons ordenados e a subir na vida.

 E nós, os mais velhos (kotas), estaremos em vias de ser caçados à entrada dos nossos locais de trabalho, para deixarmos livres os invejados lugares a que alguns acham ter direito e que pelos vistos - e a acreditar no que ultimamente ouvimos de algumas almas - ocupamos injusta, imerecida e indevidamente?!!! Novos e velhos, todos, estamos à rasca. Apesar do tom desta minha prosa, o que eu tenho mesmo é pena destes jovens. Tudo o que atrás escrevi serve apenas para demonstrar a minha firme convicção de que a culpa não é deles. A culpa de tudo isto é nossa, que não soubemos formar nem educar, nem fazer melhor, mas é uma culpa que morre solteira, porque é de todos, e a sociedade não consegue, não quer, não pode assumi-la. Curiosamente, não é desta culpa maior que os jovens agora nos acusam. Haverá mais triste prova do nosso falhanço?

Uma visão bem ao estilo de Mia Couto.

Imagens de Malangatana; pintor moçambicano (Já falecido)

Kanimambo: Obrigado (Moçambique)  

  *O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 00:39
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