Domingo, 30 de Setembro de 2012
MULUNGU . XXIII

"O PRIAPRISMO DO KIRK DOUGLAS CALUANDA”2ª de 4 partes

Por

  T´Chingange

Fizemos uma cacimba com água salobra e com latas de conserva e muita inventação permutávamos vontades fintando a sorte no catravés das sombras silenciosas. De dia adicionava-se o som de cigarras calorentas à sinfonia de rolas, celestes e gaivotas. À noite, lambuzados de liberdade, olhávamos nus as estrelas descobrindo o cruzeiro do sul; alegrias aprisionadas irmãmente divididas entre nós, descortinando um possível UFO, vulgo disco voador mas, só vimos mesmo estrelas candentes. Mais tarde, em pensamentos sombrios, ouvi apitos de navios balouçados no azul do horizonte, botando fumo negro soluçado com apitos graves e longínquos.

 Por força das circunstâncias e leis da natureza, cresci camundongo, tal como o Paixão do Sambizanga, ele preto e eu branco na condição de mazombo. De Paixão, eu só sabia que ele tinha uma secreta ligação com Kirk Gouglas, esse tal artista do cinema por quem nutria um grande apego depois de ver o filme “O homem tocha” no cine Colonial no São Paulo, paredes meias com o Bairro Operário, mais conhecido por o BO. Desconformado na alegria, Paixão misturava os tempos, silêncios mal paridos do Sambizanga um misto de valentia lambuzada a sebo de engraxador, pé matacanha, filaria e demais mazelas; de certa forma havia semelhança entre nós e daí tornar-me no T´Chingange. Paixão, saído do kimbo, pulava tal como eu, em projecções de mente com agoiros de olho gordo.

 Chocalhando guizos nas kinambas, coçando grosseiramente as matubas carregadas de flor-do-kongo afirmava-se como o maior para ser admirado por todos tal qual o Kirk Douglas do cinema. Enquanto T´Chingange fazia feitiçaria, desviava influências, provocava chuvas, fazendo respeitar-se por feitos temerosos, de Paixão, desde o tempo de monangamba camundongo, só recordo do quanto era alegre nos intervalos das tristezas. Nesse então ainda não se tinha inventado a gozosa da Luua. Lutando com a herança natural, removia bloqueios fingindo ser o que não era para ser respeitado e até admirado. Vai daí naquela manhã com toda a valentia, Paixão trepou àquele coqueiro tombado sobre as águas enquanto o resto da turma o incitava a ir bem ao topo e apanhar coco.

(Ver glossário na última parte)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 00:24
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Sábado, 29 de Setembro de 2012
CAZUMBI . XIV

{#emotions_dlg.meeting}AS ESCOLHAS DO KIMBANDA NINJA*

ONDE "ELES" COLOCAM OS “AMIGOS"

Escolha de

Fotografia de perfil de (Sem nome) * Helder Neves - Kimbanda HN G. Mor, Ninja da torre do Zombo . kimbo 

Parece mas não é "brincadeira"... EXTENSA LISTA. Depois das fundações, tínhamos esquecido os observatórios...

Observatório do medicamento e dos produtos da saúde

Observatório nacional de saúde

Observatório português dos sistemas de saúde

Observatório da doença e morbilidade (...se só para a saúde são 3 para a doença 1 é pouco!!!)

Observatório vida

Observatório do ordenamento do território

Observatório do comércio

Observatório da imigração

Observatório para os assuntos da família

Observatório permanente da juventude


Observatório nacional da droga e toxicodependência

Observatório europeu da droga e toxicodependência

Observatório geopolítico das drogas (...mais 3 !!!)

Observatório do ambiente

Observatório das ciências e tecnologias

Observatório do turismo

Observatório para a igualdade de oportunidades

Observatório da imprensa

Observatório das ciências e do ensino superior

Observatório dos estudantes do ensino superior


Observatório da comunicação

Observatório das actividades culturais

Observatório local da Guarda

Observatório de inserção profissional

Observatório do emprego e formação profissional (...???)

Observatório nacional dos recursos humanos

Observatório regional de Leiria (...o que é que esta gente fará ??)

Observatório sub-regional da Batalha (...deve observar o que o de Leiria deveria fazer ??)

Observatório permanente do ensino secundário

Observatório permanente da justiça

Observatório estatístico de Oeiras (...deve ser para observar o SATU !!!)

Observatório da criação de empresas

Observatório do emprego em Portugal (...este é mesmo brincadeira !!!)

Observatório português para o desemprego (...este deve ser para "espiar" o anterior !!!)

Observatório Mcom

Observatório têxtil

Observatório da neologia do português (...importante para os acordos "Brasilaicos-Portuenses" e mudar a Estória deste Brasilogal ( !!!)

Observatório de segurança

Observatório do desenvolvimento do Alentejo (...este deve ser para criar o tal deserto do Sr. "jamé" !!!)

Observatório de cheias (...lol...lol...)


Observatório das secas (...boa...)

Observatório da sociedade de informação

Observatório da inovação e conhecimento

Observatório da qualidade dos serviços de informação e conhecimento (...mais 3 !!!)

Observatório das regiões em reestruturação

Observatório das artes e tradições

Observatório de festas e património

Observatório dos apoios educativos

Observatório da globalização

Observatório do endividamento dos consumidores (...serão da DECO ??)


Observatório do sul Europeu

Observatório europeu das relações profissionais

Observatório transfronteiriço Espanha-Portugal (...o que é estes fazem ???)

Observatório europeu do racismo e xenofobia

Observatório para as crenças religiosas (...gerido pelo Patriarcado com dinheiros públicos ???)

Observatório dos territórios rurais

Observatório dos mercados agrícolas

Observatório dos mercados rurais (...espectacular)

Observatório virtual da astrofísica

Observatório nacional dos sistemas multimunicipais e municipais (...valha-nos a virgem !!!) 


Observatório da segurança rodoviária

Observatório das prisões portuguesas

Observatório nacional das diabetes

Observatório de políticas de educação e de contextos educativos

Observatório ibérico do acompanhamento do problema da degradação dos povoamentos de sobreiro e azinheira (lol...lol...)

Observatório estatístico

Observatório dos tarifários e das telecomunicações (...este não existe !!! é mesmo tacho !!!)

Observatório da natureza

Observatório qualidade (...de quê??)

Observatório quantidade (...este deve observar a corrupção descarada)


Observatório da literatura e da literacia

Observatório nacional para o analfabetismo e iliteracia

Observatório da inteligência económica (hé! hé!! hé!!!)

Observatório para a integração de pessoas com deficiência

Observatório da competitividade e qualidade de vida

Observatório nacional das profissões de desporto

Observatório das ciências do 1º ciclo

Observatório das ciências do 2º ciclo (...será que a Troika mandou fechar os do 3º, 4º e 5º ciclos)

Observatório nacional da dança

Observatório da língua portuguesa


Observatório de entradas na vida activa

Observatório europeu do sul

Observatório de biologia e sociedade

Observatório sobre o racismo e intolerância

Observatório permanente das organizações escolares

Observatório médico

Observatório solar e heliosférico

Observatório do sistema de aviação civil (...o que é este gente fará ??)

Observatório da cidadania

Observatório da segurança nas profissões 


Observatório da comunicação loca l (...e estes ???)

Observatório jornalismo electrónico e multimédia

Observatório urbano do eixo atlântico (...minha nossa senhora !!!)

Observatório robótico

Observatório permanente da segurança do Porto (...e se cada cidade fosse criado um !!!)

Observatório do fogo (...que raio de observação !!)

Observatório da comunicação (Obercom)

Observatório da qualidade do ar (...o Instituto de Meteo e Geofisica não faz já isto ???)

Observatório do centro de pensamento de política internacional

Observatório ambiental de teledetecção atmosférica e comunicações aeroespaciais (...este é bom !!! com

o nosso desenvolvimento aero-espacial !!!)


Observatório europeu das PME

Observatório da restauração

Observatório de Timor-leste

Observatório de reumatologia

Observatório da censura

Observatório do design

Observatório da economia mundial

Observatório do mercado de arroz

Observatório da DGV

Observatório de neologismos do português europeu


Observatório para a educação sexual

Observatório para a reabilitação urbana

Observatório para a gestão de áreas protegidas

Observatório europeu da sismologia (...o Instituto de Meteo e Geofisica não faz isto também???)

Observatório nacional das doenças reumáticas

Observatório da caça

Observatório da habitação

Observatório Alzheimer

Observatório magnético de Coimbra

Costa Araujo Araujo Ilustrações de Costa Araújo Araújo (J. Augusto Mano Corvo da Maianga)

Pergunta: O que é que toda esta gente observa?

O Soba T´Chingange



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Sexta-feira, 28 de Setembro de 2012
MOKANDA DO SOBA . XX

“Mirigongo” – Que é isso? – 1ª Parte

Por

 Soba T´Chingange

O Nordeste do Brasil, preso á gramática portuguesa, é vitima de uma desintegração dolorosa de si mesmo. Os modernos escritores brasileiros que interpretam as coisas do Brasil, quando desobedecem aos cânones da língua culta e fogem às praxes gramaticais, fazem-no por ser essa a maneira de evitar a dissociação entre sua obra e eles mesmos. As língua alteram-se com a mudança do meio e, o modo brasileiro nordestino de falar,  diverge e há-de divergir em muitos pontos, da linguagem lusitana. São muitas as diferênças actuais, passando despercebidas por não haver um estudo feito neste sentido. O rumo definitivo da fala “Nordestina” só poderá ser determinada depois de estudadas as várias tendências regionais.

 Na linguagem usual de todas as classes, as palavras novas, esses recursos léxicos do dialecto, expressivos e cheios de vida, dão um aspecto colorido e original à conversação. O linguajares regionais nordestinos, sob os aspectos fonéticos e fonológicos, tem sido desde alguns anos atrás, uma preocupação das gentes de letras. Tal, não se deve à sua origem, mas também ao desejo de descobrir se as variações da língua portuguesa falada no nordeste são realmente regionais – diatópicas; hipótese sempre aventada pelos estudiosos do assunto, ou se são muito mais sociais - diastráticas, não marcando, assim, uma região, mas uma classe social, a dos menos escolarizados.

 Anos atrás fiquei chocado por ver em um bilhete de identidade brasileiro, o RG, o selo de “raça parda” em uma pessoa  que veio a ficar ligada à minha estima como compadre e, toda a familia era parda.  Conhecia já o termo de mameluco correspondendo a pessoas de origem europeia  cruzadas com nativos indígenas que, a meu ver, será o mesmo que pardo. A denominação foi dada pelos primeiros colonos lusitanos em terras brasileiras para qualquer mestiço. Estes destacaram-se na expansão do território a quem foi dado o nome de bandeirantes, tendo ultrapassado os limites do Tratado de Tordesilhas e como capitães do mato, em busca de metais preciosos trilharam terras longínquas desde os Andes e Rio de la Plata até o Orinoco. Com o tempo tomei conhecimento que a gente do mato, ignorante e ingénua tinha o nome de matuto, maioritariamente saídos da ligação entre índio e negro mas, este vocábulo é em realidade muito mais abrangente podendo ser referido a sertanejo, roceiro ou caipira. Mas há mais sinónimos tais como: babaquara, caipira, capiau, capuava, casacudo, jagunço, jeca, pioca, roceiro e tabaréu. Vejam o quanto se torna difícil o linguajar neste meio rural.

 Hoje fiquei a saber da “raça Mirigongo". Os holandeses também conhecidos por mafulos (ver Brasil em 3 penadas) administraram o Nordeste Brasileiro durante mais de quarenta anos sob o comando de Mauricio de Nassau até serem expulsos pelos Tugas em várias batalhas, culminando com um pacto assinado no ano de 1645 pelo luso-brasileiro saído da Ilha da Madeira, João Fernandes Vieira. Alguns desses holandeses refuguiaram-se no sertão das Alagoas miscigenando-se com os sertanejos tendo daí saido uma étnia (raça) de gente loira, homens e mulheres, ambos bonitas, feições arianas, de olhos azuis ou cinza a quem os índios xucurus chamaram de Mirigongo; As gentes do meio urbano chamam a estes de galegos mas em realidade, galegos são os Tugas oriundos da parte norte de Portugal, antigo reino Galaico-Dourience que se estende do rio Mondego até La Coruña em Espanha, actual Galiza.

Consulta bibliográfia: Escritos Alagoanos de Mário Marroquim

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 00:16
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Quinta-feira, 27 de Setembro de 2012
QUILOMBO . VIII

{#emotions_dlg.xa}FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO

Por

 O Soba T´Chingange

Era nas areias das praias da Ilha das Cabras, berço do povo Muxiluanda, que os oficiais do Manicongo (o Rei do Congo) recolhiam os Zimbos (n´zimbos - conchas de búzios pequenos), que serviam de moeda corrente para transacções comerciais nas feiras muito activas nas feiras no interior das províncias do Antigo Reino do Kongo.

 O fim do auto acaba com súplicas, choros, gaiatices e gatimônias dos cativos sempre pedindo dinheiro aos assistentes que acabam por ceder para livrar-se da insistência e do perigo de ficar-se sujo com a fuligem das panelas agitadas a propósito. A rainha fica em posse do rei branco que se mantém distante das reisadas, cabaçais (de cabaço, virgindade) e zabunbas e chaganças, podendo vender a Rainha a quem mais oferecer. Extra folguedo, os conviventes continuam a sambar esquecendo as horas amargas da vida ao som das sanfonas, saboreando os tragos da branquinha cachaça.

 N´gola Kiluanje foi o lider destacado do Antigo Reino do N´dongo que fundou uma dinastia do que mais tarde se havia de vir a conhecer como o Reino de Angola. Nesse então compreendia, entre outros, os distritos da Ilamba, do Lumbo, do Hari, da Quissama, do Haku e do Musseke. Outros reis do Antigo Reino do N´dongo independente foram os Resi N´Dambi A N´gola,  o Rei N´gola Kiluanje kia N´Dambi, o Rei N´Jinga N´gola Kilombo kia Kasenda, o Rei M´Bandi N´gola Kiluanje(1592-1617), o Rei N´gola N´zinga M´bandi e a Rainha N´zinga M´bande (Ana de Sousa) que reinou de 1624 a 1626. Em 1626 os Portugueses conquistaram o Reino de Angola, passando este a ser vassalo de Portugal.

 E, estando eu divagando nisto ao longo da praia dos corsários, sou surpreendido por uma sombra que me acompanha e que susto, … a sombra da kianda vira gente na pessoa do meu ilustre amigo, que faz tempo não me visitava; desta feita, e com um simples olá, cumprimenta-me com cerimonia. Era Januário Pieter. Estou aqui para te saudar por este trabalho de busca e a propósito, diz ele, saí da minha Luua aonde acompanhei a eleição do meu povo de N´gola, das minhas praias da Samba e Corimba trazendo um colar de n´zimbos. Este colar, por minha vontade e previlégio, é para te regalar como prémio por nos recordares estórias passadas e mussendos desvirtuados. Sentados na areia, ali ficamos falando de outras coisas pondo em dia conversa atrasada; Ainda não totalmente refeito desta visita da kianda, tenso, esbugalhava os olhos reflectindo a espuma do iemanjá, esse grande mar misterioso da kalunga.

Final

Pesquisa bibliográfica: Cadernos de folclore de Théo Brandão – Quilombo

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 00:39
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Quarta-feira, 26 de Setembro de 2012
CAFUFUTILA . XXVII

{#emotions_dlg.xa}FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO

ACORDO ORTOGRÁFICO . Eu escrevo português.pt  - 3ª parte

Por

 O Soba

PONTOS DE VISTA - LINGUA DE CAMÕES - LINGUA DE FERNANDO PESSOA

 

13. O Galego-Português da Galiza, é mais parecido com o Português de Portugal neste momento que o próprio Português-BR. Os Brasileiros têm alterado a língua sem se preocupar com o resto do mundo, porque é que tem de ser Portugal a sofrer por esses erros?

14. ODEIO instalar um software e ver que vem tudo em Português do Acordo, e fóruns também, em que uma votação é uma "ENQUETE" (sei lá como foram inventar isto), em que um utilizador é um usuário, em que "apagar" é "DELETAR" (do "Delete" Inglês, por incrível que pareça nos seus dicionários), ou Printar, ou etc. Por vezes sou obrigado a utilizar softwares em Inglês para aguentar... Como haverá agora Português-PT e -BR ao gosto de cada um, se só existirá um "Português"? Eu quero sites e softwares que eu entenda, e na minha língua e isso SÓ É POSSÍVEL mantendo o Fala-PT e o fala -BR separados! Senão ficará tudo misturado para sempre! E depois lá vamos nós "enquetar" (votar) e coisas assim como escanteio (canto)...

   Galo de barcelos

15. A prova é que o próprio Google Translator já só tem o "Português" e tudo o que escreverem ficará no Português-BR, e até "facto" que ainda não mudará já aparece lá como "fato", é bom que nos habituemos pois será o que virá nos próximos acordos, bem como "oje", "abitação", etc.

 

16. No Brasil, mesmo não sofrendo as alterações que temos, há milhões contra o acordo também por coisas tão insignificantes como o terem acabado com o "trema"!!! Vejam na net!!! E  Portugal-Pt perante alterações tão brutais, contentes, sem nada fazer!!!

 Aguarela ou Aquarela . CA em 3 momentos 

17. Existirão sempre pseudo-intelectuais que irão dar a vida pelo acordo, achando que é o ideal, e que salvará o país, e até que sem isto a lígua Portuguesa morre e haverá somente o "Brasileiro". A variante Português-BR nunca poderia ser uma língua independente como "Brasileiro" só pelas alterações que fazem; não há esse perigo, porque teria de ser radicalmente mudada e isso não será nos próximos tempos. A variante Português-BR nunca poderia ser considerada outra língua. E não deixem que pseudo-intelectuais menosprezem quem defende a lingua materna.

18. Nada impede que haja uma espécie de concordância mais simples em que digam apenas que se incluirá palavras brasileiras e maternas num dicionário universal mas SEM IMPOR regras a ninguém, e que no futuro cada um dos países só alterará a SUA PRÓPRIA variante com aceitação dos demais PALOPS (Povos de lingua oficial portuguêsa), sem impingir aos outros essas mudanças na Lusofonia. O facilismo proporcionará ao Brasil possar a ir ainda mais longe arruindo ainda mais o Português materno. Nada impede isso!

 Ilustrações de Costa Araújo Araújo (J. Augusto Mano Corvo da Maianga)  

(Continua…)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 00:33
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Segunda-feira, 24 de Setembro de 2012
PIAÇABUÇU . X

{#emotions_dlg.xa}FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO

“DOS JESUITAS AOS TUBARÕES” . 8

Por

 Roeland Emiel Steylaerts

De Goiânia fomos para Brasília, cidade que visitamos. Naquele tempo a Catedral só tinha as paredes, e a Asa Norte era tudo em casas de Madeira. Na Asa Sul, já havia casas e apartamentos. No lago Norte, e Sul não havia nada, e os terrenos não tinham compradores. Era tudo chão, e difícil de chegar. Nada valia nada! A cidade era coberta por uma nuvem de pó vermelho. Resolvemos ir mais para o Oeste, para procurar minérios. Mal sabíamos que tinha toda uma lei para mineração, e que não era só chegar e explorar. Mas nunca chegaríamos até esta fase. No primeiro dia, chegamos a São João da Aliança, onde tinha um posto de gasolina, de nome FLAMENGO, inaugurado nestes dias e que tinha também restaurante e hotel. Seriamos os primeiros fregueses. Era uma região deserta. Ficamos dois dias visitando a fazenda. A cidade era um verdadeiro buraco, e não tinha nada, nem luz. O que me atirou a atenção eram panfletos na parede de pessoas foragidas com foto, e o dizer PROCURA-SE. Continuamos numa estradinha horrível, cheio de córregos, sem pontes, no meio de milhares de pedras soltos, e chegamos a Alto Paraíso (naquele tempo ainda chamado de Veadeiros). Encontramos um casal suíço, apavorado, pois queriam fugir de lá o mais rápido possível. Estavam sendo ameaçados. Não me lembro do motivo, mas deixaram a gente bastante apreensiva.

 Dormimos mais lá para a frente, na estrada, sempre deixando alguém de guarda com um fuzil. Os Suíços realmente botaram medo na gente. Nunca mais os vi, bem que tive anos por estas bandas. Comemos o que havia no carro, latinhas de sardinha e bolachas. Continuamos para a próxima cidade chamada Cavalcante; mais 5 km e, havia um rio a atravessar, o rio das Almas. Rio largo e violento, que tinha uma ponte, mas era intransponível, pela falta de tábuas. Descemos do carro, atravessamos a pé, Já que a água naquele lugar não era tão fundo e resolvemos passar com o velho carrão pelo rio. Tiramos tudo para fora, para aliviar o peso. Assim dito, assim feito, e atravessamos o rio chegando a fazer mais um quilómetro e aí, aconteceu: Fundiu o motor do carro; uma pedra tinha furado o cárter, tendo vazado todo o óleo. Nos próximos nove meses viveríamos nesta cidadede de Cavalcante. Horas depois Chegou um jipe com o prefeito, que falou que arrumaria uma casa para nós, e mandaria puxar o carro até essa casa.

 O pessoal era bastante acolhedor e simpático. Ajudados de todo o jeito chegamos a uma casa de taipa, aliás, a cidade inteira era de taipa. O prefeito pegou a chave, abriu a porta, e arrumou uma lamparina a querosene, que acendeu. Deu boa noite, e falou que voltaria no dia seguinte, para ver que mais poderia fazer. Fiquei logo sabendo que todos eram família de todos, de uma maneira ou outra. Também reparei que cada casa tinha uma pessoa um pouco deformado, eram baixas e mostrando  ter um baixo nível de inteligência; deduzi que seria por conta dos casamentos entre familiares, algo considerado anormal. Estávamos cansados demais, e deitamo-nos como pudemos. Fiquei preocupado ao ver três aranhas caranguejeiras na parede e em baixo das camas. Luz, a cidade não tinha, banheiro era no córrego lava-pés aonde todos se banhavam. As mulheres à direita depois da curva, os homens à esquerda, todos nus! A cidade não tinha hotel... nem restaurante! Não tinha nada de jeito! A cidade tinha um padre holandês de nome Geraldo, que não era lá tão bem visto pois gostava das mulheres dos outros. O cara não distribuía a farinha e o leite em pó e demais coisas que vinham para os pobres como doações da Usaid. Vivia isolado dos demais e gostava de caçar pacas e capivaras de noite. Ouvia confissões fazendo perguntas desapropriadas. Fazendo vista grossa disso tudo, fiz amizade com ele, explicando-lhe na hora que eu era ateu. Não viesse ele com lavagem cerebral, pois não daria certo comigo. Felizmente nunca tentou nada.

(Continua...)

Ilustrações: Tarsila do Amaral . Br

Nota: Esta é a estória vulgar de um emigrante Belga fugido da guerra que se aventurou em terra estranha do outro lado do Oceâno. Os tempos mudaram, as agruras são outras mas a vida é assim mesmo, um rodopio de acontecimentos que parecendo nada, mudam o rumo.

Compilado com correcções ortográficas e arranjo ao texto original por

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 23:57
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MULUNGU . XXII

“O PRIAPRISMO DO PAIXÃO KIRK DOUGLAS CALUANDA”1ª de 4 partes

Por

  T´Chingange

Meditando por debaixo de um grande coqueiro na praia dos corsários, atento ao cão que ziguezagueava sem sentido na areia da praia, relembrei uma estória quase maluca que sucedeu numa ilha chamada de Mussulo situada a sul de Luanda, capital de Angola, lá pelo ano de 1962; nesses tempos cacimbados, com os meus dezassete anos e quase terminando o curso de montador electricista, aconteceu que a minha turma foi punida com cinco dias de suspensão. A turma decidiu, vejam só, fazer greve de paralisação porque exigíamos limas novas nas oficinas de mecânica; as que havia, já não tinham ranhuras agrestes para desbastar as peças de trabalho. Nós nem sabíamos que a greve era um atentado ao estado da nação e que lá longe o governo de Lisboa não via com bons olhos esse desaforo anticonstitucional e muito menos aos futuros operários da colónia denominada de Província Ultramarina.

  Toda a turma de fato-macaco azul ficara estática em frente ao torno sem fazer qualquer movimento e, vai daí e sem outra saída Mestre Pinho levou o caso à mesa do director que sem peias se decidiu pela suspensão da turma por cinco dias. O director Beirão da Escola industrial de Luanda, se não tomasse uma medida repressiva estaria em maus lençóis com o Secretário da Educação e os demais da escala hierárquica tornando-se um caso periclitante, penso eu. O chefe do levante apanhou doze dias tendo chumbado por faltas; o subchefe apanhou oito dias tendo também chumbado por faltas; dos demais chumbaram dois pelo mesmo motivo. O resto da turma em sua grande maioria decidiu dizer em casa aos respectivos pais e encarregados de educação que iríamos nesses dias em visita de estudo á barragem de kambambe.

 Para o efeito, cada qual transmitiu à sua maneira a razão de tal visita tendo para o efeito obtido dos mesmos um dinheiro extra para suprir eventuais gastos. No dia tal dirigimo-nos ao embarcadouro da Corimba com nossas mochilas, merendas, tachos, frigideiras e outros artigos de campismo como tendas, canas de pesca e as coisas de necessidade para candengues crescidos. E, porque já lá vão muitos anos recordo que com a malta da tensão alta estavam o Junça, o Morais, Vilarinho, Aníbal, o perna marota, o mulato da Samba, o Céu mais o Paixão, um colega negro muito estimado e até admirado pela turma pelas suas loucuras excêntricas; havia mais mas, não consigo recordar-me no momento. Paixão que era um kamundongo de condição humilde que residia no bairro Sambizanga, alinhou com o resto da maluqueirada com o beneplácito de todos pela sua camaradagem simples e divertida. O kapossoka, uma traineira promovida a barco de recreio, levou-nos até àquela quase virgem ilha; por ali bivacamos no meio de coqueiros, não muito longe da toalha de água que ritmicamente barulhava com agrado o nosso imaginário de paraíso.

(Ver glossário na última parte)

O Soba T´Chingange

 



PUBLICADO POR kimbolagoa às 02:37
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Domingo, 23 de Setembro de 2012
KAPIKUA . XV

{#emotions_dlg.xa}FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO

       “Milagres – Urântia”

   Não podemos entender de todo como Deus pode ser primordial, imutável, todo-poderoso e perfeito e estar, ao mesmo tempo, circundado de um universo que está sempre em modificação e aparentemente regulado, um universo evolutivo e de imperfeições relativas. Mas podemos conhecer esta verdade em nossa própria experiência pessoal pois todos mantemos a identidade da personalidade e a unidade da vontade apesar das mudanças constantes, tanto em nós mesmos como em nosso ambiente. Talvez o conceito de verdade pudesse se manter à parte da personalidade; talvez o conceito de beleza existisse sem a personalidade; contudo, o conceito de bondade divina só é inteligível relacionado à personalidade. Somente uma pessoa pode amar e ser amada. Mesmo a beleza e a verdade estariam apartadas da possibilidade de subsistência, não fossem atributos de um Deus pessoal, de um Pai amoroso.

 A realidade última do universo não pode ser apreendida por meio da matemática, da lógica, ou da filosofia, mas apenas pela experiência pessoal em conformidade progressiva com a vontade divina de um Deus pessoal. A ciência, a filosofia, e a teologia não podem corroborar a personalidade de Deus. Somente a experiência pessoal dos filhos da fé do Pai celestial pode levar a efeito a autêntica cognição espiritual da personalidade de Deus.

 No universo, os mais elevados conceitos de personalidade implicam em identidade, auto consciência, volição e possibilidade de auto-revelação. E estas características envolvem, além disso, o companheirismo com outros seres pessoais iguais tal como os que existem nas parcerias entre os seres pessoais das Deidades do Paraíso. E a unidade absoluta destas parcerias é tão perfeita que a divindade é conhecida por sua indivisibilidade, por sua unidade. "O Senhor Deus é único". A indivisibilidade da personalidade não interfere no fato de Deus doar seu espírito para viver no coração dos homens mortais. A indivisibilidade da personalidade de um pai humano não impede que os filhos e filhas mortais se reproduzam.

Ilustrações de Miro

Leitores do livro de Urantia em Portugal: suporte@urantia.com.pt

(Continua…)
O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 00:54
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Sábado, 22 de Setembro de 2012
XICULULU . XXVII

{#emotions_dlg.xa}FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO

"XINGÓ DO VELHO CHICO" . O Angico de Delmiro Gouveia

Por

 Soba T´Chingange

Um carcará dava voltas por cima do sertão da caatinga, encostas do rio Velho Chico em Xingó, antigo lugar de Pedra e espinhos. Um cacto mandacaru, contrasta no céu, os braços em forma de candelabro parecendo ter sido posto ali para embelezar o quadro. Nesta aridez do Nordeste Brasileiro, o rio São Francisco é o único que mantém o seu leito ao longo do ano; muitas represas retêm-no, mas ainda, é o imperador da caatinga nesta natureza de mata branca “braba”. A 31 de Maio de 1911, Delmiro Gouveia, um homem de visão moderna obteve autorização para utilização da energia hidráulica da cachoeira de Paulo Afonso. Convêm relembrar que tudo começou a 3 de Outubro de 1725 após a concessão de uma sesmaria a Paulo Viveiros Afonso, através de Alvará. A sesmaria medindo três léguas de comprimentos por uma de largura, situada na margem esquerda do rio São Francisco, abrangia as terras alagoanas da cachoeira, conhecida então como “Sumidouro”; já nesse então os portugueses chefiados por Garcia d’Ávila, desbravavam o rio São Francisco facilitando a expansão do território interior pelos pombeiros e sertanejos.

 

   Delmiro Gouveia

A 26 de Maio de 1913, através de mais de 24 quilómetros de canos importados da Alemanha o lugar de Pedras, um deserto de ninguém querer morar, passa a ter água canalizada impulsionada por uma bomba centrifuga de 150 cavalos-vapor, e cinco meses depois é fornecida de energia eléctrica duma pequena usina construída a meio da escarpa, tendo em sua casa de máquinas uma única turbina com 1.500 kW. Aquela usina hidroeléctrica chamada de Angiquinho transformou-se em um potencial de 10.000.000 de kW, levando hoje esperanças e luz aos 40 milhões de nordestinos.

   Usina Angiquinho - Rio S. Francisco

Naqueles idos tempos a vida era pintada com jagunços a mando de coronéis, regiões inteiras deslocando-se em paus-de-arara, pescadores deslocando-se em frágeis jangadas de velas quadradas, subindo o rio São Francisco desde Pontal da Barra até Paulo Afonso passando por Piaçabuçu, Penedo, Propriá, Pão de açúcar até Piranhas e Canindé. O visionário empreendedor Delmiro Gouveia, quando chegou a Pedra em 1903, só existiam seis casas residenciais em taipa e a estação da via-férrea. Em Junho de 1914 inaugura a sua fábrica de linhas e, muito rapidamente domina o mercado nacional impondo-se às praças de Argentina, Chilena e Peru com as marcas estrela e barrilejo. Com água nas torneiras, luz em todas as casas, industrias têxteis modernas, escolas para a criançada e estradas de asfalto, aquela terra, revolucionou as mentes e a apatia dos políticos de todo o Brasil, e não só.

 Delmiro Gouveia . antiga Pedras

Antes de Delmiro, aquela era mesmo terra de pedra e espinho com macambira rasteira; naquele sertão medonho só se ouviam os roncos da cachoeira e do cangaço. A companhia mercantil fábrica da Pedra com uma produção de 1500 grosas de carretéis de linha por dia foi o primeiro estabelecimento do género a ser implantado na América do Sul; empregava 1000 funcionários entre homens e mulheres residindo em uma vila operária com seis escolas e uma creche, uma inovação nas relações entre patrões e operariado num mundo de absoluto atraso. Informei-me de tudo isto na semana de visita à cidade de Paulo Afonso no ano de 2008. Dos rascunhos olvidados, trago agora à tona essa saga do comerciante e industrial que revolucionou o sertão tornando o velho Chico no rio da integridade brasileira.

O Soba T´Chingange



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Sexta-feira, 21 de Setembro de 2012
KAZUMBI . XIII

{#emotions_dlg.xa}FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO

      "Vão-se-feder"– Correio do Puto

Descobri este texto de uma portuguesa de 32 anos, uma cidadã que diz o que sente e pensa a partir da sexta-feira passada. Leiam, por favor, até ao fim. Quem o diz é Domingos Amaral, um meu ilustre desconhecido.

 Na adolescência usamos vernáculo porque é “fixe”. Depois deixamo-nos disso. Aos 32 sinto-me novamente no direito de usar vernáculo, quando realmente me apetece e neste momento apetece-me dizer: Vão-se feder! Comecei a trabalhar numa micro empresa portuguesa e mudei-me para um gigante multinacional. Acreditei, desde sempre, que fruto do meu trabalho, esforço, dedicação alcançaria os meus objectivos. E, pasme-se, foi verdade. Trabalho na minha área de formação, feliz com o que faço e com um ordenado superior à média das pessoas da minha idade. Vivo bem, não sou rica. Os meus subsídios de férias e Natal servem exactamente para isso: para ir de férias e para comprar prendas de Natal. Janto fora, passo fins-de-semana com amigos, dou-me a pequenos luxos aqui e ali. Mas faço as minhas contas, pois sempre fui educada a poupar. Sou uma pessoa de muitas convicções, mas às vezes fico tão antagónica que nem sei como resolver a maka. Convivo com simpatia por IDEIAS que vão da esquerda à direita, mas como sou pouco dado a extremismos sempre fui votando ao centro. De IDEIAS, estamos todos fartos. O que nós queremos mesmo é ver ACÇÕES, mas sobre isto só tenho uma coisa a dizer: vão-se feder! Todos! De uma ponta à outra. Ouvi, informei-me aqui e ali; Percebi! Nunca fui sequer a uma manifestação. Levaram-me metade do subsídio de Natal e não me queixei: “Tem que ser”, “todos temos que ajudar”, “vamos levar este país para a frente”! Cheguei a considerar que certas greves eram uma verdadeira afronta a um país que precisava era de suor em esforço. Sim, eu era assim antes de 6ª feira. Agora, hoje, só tenho uma coisa para vos dizer: Vão-se feder!

Foto: Obrigado vamos conhecer melhor aí vái uma obra minha... Matam-nos a esperança. Onde é que estão os cortes na despesa? Porque é que o 1º Ministro nunca perdeu 30 minutos da sua vida, para nos vir explicar como é que anda a cortar nas gorduras do estado? O que é que vai fazer sobre funcionários de certas empresas que recebem subsídios diários por só aparecerem no trabalho (vulgo subsídios de assiduidade)? … Até apetece rir! Em quanto é que andou a cortar nos subsídios para fundações de carácter mais do que duvidoso? Quando é que as grandes empresas, param de mamar à conta de PPP’s? Quando é que acaba com regalias insultuosas para uma cambada de deputados, eleitos pelo povo crédulo, sentando seus reais rabos (quando lá aparecem) para vomitar demagogias? Perdoem-me a chantagem emocional senhores ministros, assessores, secretários e demais personagem eleitos, mas os pneus dos vossos BMW’s davam para alimentar as crianças do nosso país (que ainda não é África) que chegam hoje em dia à escola sem um pedaço de pão no bucho. Por isso, se o tempo é de crise, comecem a andar de opel corsa. E para terminar, um “par” de considerações sobre o vosso anúncio de 6ª feira. Estou na dúvida se o fizeram por real lata ou por um desconhecimento profundo do país que governam. Aumenta-me em mais de 60% a minha contribuição para a segurança social, não é? No meu caso isso equivale a subsídio e meio e não “a um subsídio”. Esse dinheiro vai para onde, que ninguém explicou? Para a puta de uma reforma que eu nunca vou receber? Ou para pagar o salário dos administradores da CGD? Baixam a TSU das empresas… Uma vénia! Vocês, que sentam o já acima mencionado real rabo nesses gabinetes, sabem o que se passa no neste país? Acham mesmo que as empresas estão a crescer e desesperadas por dinheiro para criar postos de trabalho? A sério? Vão-se feder!

 As pequenas empresas vão poder respirar com essa medida. Não despedir mais um ou dois. As grandes, as dos milhões? Essas, vão agarrar no relatório e contas pôr lá um proveito inesperado e distribuir mais dividendos aos accionistas. Ou no vosso mundo as empresas privadas são a Santa Casa da Misericórdia e vão já, já a correr criar postos de trabalho só porque o Estado considera a actual taxa de desemprego um flagelo? Que o é. A sério… Em que país vivem? Vão-se feder! Mas querem o benefício da dúvida? Eu dou-vos: 1º - Provem-me que os meus 7% vão para a minha reforma. Se quiserem até o guardo eu no meu PPR. 2º- Criem quotas para novos postos de trabalho que as empresas vão criar com esta medida. E olhem, até vos dou esta ideia de graça: as empresas que não cumprirem tem que devolver os mais de 5% que vai poupar. Vai ser uma belo negócio para o Estado… Digo-vos, que estou no mundo real, aonde vocês parecem estar bem longe. Termino dizendo que me sinto pela primeira vez profundamente triste. Por isso vos digo que até a mim, resistente, realista, lutadora, compreensiva… Até a mim me mataram a esperança. Talvez me vá embora. Talvez pondere com imensa pena e uma enorme dor no coração deixar para trás o país onde tanto gosto de viver, o trabalho que tanto gosto de fazer, a família que amo, os amigos que me acompanham, mas olhem… Contas feitas, aqui neste T2 onde vivo, levaram-me o dinheiro de um infantário. Talvez vá! E levo comigo os meus impostos e uma pena imensa por quem tem que cá ficar. Por isso vos digo agora com todas as letras: “Vão-se foder!"

Cazumbi: feitiço (Angola); coisas do espírito

 Costa Araujo Araujo Ilustrações de Costa Araújo Araújo (J. Augusto Mano Corvo da Maianga) 

O Soba T´Chingange



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Quinta-feira, 20 de Setembro de 2012
QUILOMBO . VII

{#emotions_dlg.xa}FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO

Por

 O Soba T´Chingange

No auto do quilombo a disputa pela rainha leva os reis preto e caboclo a um combate simulado, quase um bailado de guerreiro, misto de bassula e capoeira com esquindiva e finta, usando a espada, que só eles, reis, podem usar; os demais, apenas emitam a luta com seus arcos e suas foices de madeira, ao som alternado de suas músicas: Folga Negro e Dá-lhe Toré. Ao som deste bailado da comparsaria o rei dos Negros, como um leão acossado, defende-se valentemente mas, um golpe no peito fere-o de morte caindo pelo solo. O rei dos caboclos engiuiça-o, isto é passa por cima dele fazendo gaifonas de bravata. Isto é o sinal da morte do rei negro. Vendo seu rei morto, os negros, desorganizadamente refugiam-se no reduto, enquanto a rainha com um pires na mão vai pedir esmolas aos espectadores para a ajuda no enterro do defuntado que não chegou a tirar o cabaço àquela nobre dama. Milagre! O rei dos caboclos, fazendo cheirar o rei morto uma folha de jurema, este, desperta da morte.

Era nas areias das praias da Ilha das Cabras, berço do povo Muxiluanda, que os oficiais do Manicongo (o Rei do Congo) recolhiam os Zimbos (n´zimbos - conchas de búzios pequenos), que serviam de moeda corrente para transacções comerciais nas feiras muito activas nas feiras no interior das províncias do Antigo Reino do Congo. Durante séculos, Luanda foi o porto negreiro mais importante da costa atlântica de África. Os escravos eram guardados em áreas cercadas (currais) situadas na área actual das Ingombotas, durante a espera de embarque para o Novo Mundo. O primeiro cemitério para os escravos foi situado na área imediatamente a montante (acima) das Ingombotas, onde as campas razas eram assinaladas com cruzes. Os corpos dos escravos que morriam nos currais durante esta espera de embarque para a Passagem do Meio, que podia demorar muitos meses, eram levados para a área do Maculusso, imediatamente a montante das Ingombotas, onde eram sepultados ou, em muitos casos, simplesmente deixados como alimento às hienas, leões e outros animais selvagens que por aí rondavam em procura de alimento

 Naquele complexo de morte-ressurreição fica bem nítida a origem supersticiosa e tradição oriunda dos Kongos embora nestes folguedos haja inúmeras variantes de acordo com a improvisação dos intervenientes e detalhes de costumes desses locais tendo em alguns lugares a cobertura parcial da igreja com procissão na companhia de Nossa senhora dos Negros ou da Aparecida. Em Piaçabuçu, uma cidade situada quase na foz do Rio São Francisco, aparece uma onça em frente ao mocambo que é perseguida, depois de dançar aos assobios e latidos de negros que ganem como se fossem cachorros sob a regência da música das tabocas. A perseguição e captura da onça ao som da banda esquenta-mulher, dos cabaçais cujo ritmo e melodia imitam a perseguição de uma onça por cachorros. Tudo muito semelhante às festas dos Kimbos em que entra a figura de um espantalho vivo chamado de Chingange que com guizos e espalhafatosos movimentos de zabumba, leva determinado animal ao curral da paliça.

(Continua...)

Pesquisa bibliográfica: Cadernos de folclore de Théo Brandão no Brasil e José Redinha de Angola – Quilombo

O Soba T´Chingange



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Quarta-feira, 19 de Setembro de 2012
MOKANDA DA LUUA . V

{#emotions_dlg.meeting}AS ESCOLHAS DO KIMBO

"A cultura brasileira domina em Angola"

Por

KIMBOLAGOAgentileza Tereza domingos do JPA

A influência do Brasil em Angola é tão grande que estes, já alteraram o modo de falar, incorporando gírias e linguajares brasileiros. "Pela via cultural, há uma colonização absoluta de Angola pelo Brasil" diz Teresa Domingos, jornalista do (Jornal do Povo Angolano – JPA . Luanda)

 Nos últimos anos, Angola tornou-se um dos maiores palcos externos do Brasil. A influência brasileira alastrou-se em grande escala pela cultura, pela economia e até pela política local. Em Talatona, bairro ao sul de Luanda que abriga o Belas Shopping, a presença brasileira alcança seu ápice. Luxuosos condomínios fechados abrigam boa parte dos engenheiros, médicos e consultores do Brasil em Angola. No bairro, eles vivem rodeados por supermercados, academias e restaurantes administrados por compatriotas. Porém, a maioria dos brasileiros em Angola, estimados em até 25 mil, mora em alojamentos ou casas colectivas: são pedreiros, operadores de máquinas, motoristas e outros técnicos contratados por empreiteiras brasileiras para executar obras no país. O jornalista Reginaldo Silva, do blog Morro da Maianga afirma: "Nas empresas, os angolanos dizem que os operários brasileiros são privilegiados, que têm salários maiores. Isso já provoca algumas fricções"; no entanto, diz que a relação entre operários brasileiros, que "gostam de brincar, têm comportamentos similares ao dos angolanos" é boa. O Estado brasileiro foi o primeiro a reconhecer em 1975 Angola como nação soberana, gesto que até hoje lhe rende agradecimentos de dirigentes angolanos.

 As relações bilaterais, no entanto, só se intensificaram na última década, quando o governo brasileiro ampliou os financiamentos a obras de empreiteiras brasileiras no país africano. Desde 2006, quando o BNDES (Banco Nacional para o Desenvolvimento Económico e Social) passou a canalizar a maior parte desses empréstimos, foram criadas linhas de crédito de US$ 5,2 bilhões (R$ 10,5 bilhões) para essas companhias. O montante é mais do que o dobro do custo inicialmente estimado para a transposição do rio São Francisco (R$ 4,8 bilhões), uma das maiores obras em curso no Brasil. Em 2011, Angola só foi superada pela Argentina entre os países estrangeiros que mais receberam empréstimos do BNDES. Os financiamentos têm o petróleo angolano como garantia – o país ocupa o segundo posto entre os maiores produtores de petróleo da África Subsaariana, com extracção ligeiramente inferior à do Brasil. Após o fim da guerra civil angolana (1975-2002), as vendas do produto ampararam um amplo programa de reconstrução conduzido pelo governo em parceria com empreiteiras brasileiras, portuguesas e chinesas. As construtoras de 'Caminho aberto' encetaram consultorias, comerciais e companhias de variados sectores: de acordo com o banco sul-africano Standard, atraídas pelo elevado ritmo de crescimento de Angola, ao menos 200 empresas brasileiras abriram filiais no país.

 O Brasil em Angola, é responsável por 10% do PIB angolano. No auge do programa de reconstrução, entre 2004 e 2008, Angola cresceu em média 14% ao ano. A crise económica mundial, porém, suspendeu a evolução do PIB. Segundo a Economist Intelligence Unit, até 2016, a economia de Angola deverá ultrapassar a da África do Sul, hoje a maior do continente. Três canais de TV brasileiros (Globo, Record e, mais recentemente, Band) transmitem sua programação no país proporcionando a dita “Colonização cultural”. Brigas de casais brasileiros famosos, por sua vez, acabam nas páginas da Caras Angola, filial da revista de celebridades. E como revela a cena à entrada do shopping, músicas que estouram no Brasil em pouco tempo ganham as rádios angolanas. "A cultura brasileira domina completamente Angola", diz Reginaldo Silva.

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 00:28
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Terça-feira, 18 de Setembro de 2012
CAFUFUTILA . XXVI

{#emotions_dlg.xa}FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO

ACORDO ORTOGRÁFICO . Eu escrevo português.pt

Por

 O Soba

PONTOS DE VISTA - LINGUA DE CAMÕES - LINGUA DE FERNANDO PESSOA

7. Corretora Oanda, a maior corretora cambial do mundo, que movimenta triliões por ano, traduziu os seus manuais para Português-PT. Isso mesmo! Nada de Acordo, nada de Português-BR. Porque vamos nós andar a alterar o Português para mostrar que afinal se fez a escolha errada?

8. Querem que os livros escolares de 2012/13 sejam já com o novo acordo. As crianças serão ensinadas neste primeiro passo a lerem e escreverem de forma diferente. Não é assim opcional a mudança como nos querem fazer querer. A mudança é obrigatória, é imposta nas escolas, já está nos midia, etc. Não podemos escolher continuar como estamos porque daqui a uns anos será mesmo errado. Os Brasileiros cortam "C" e "P" e podem ler da mesma forma, em Portugal não! Esqueçam a dupla grafia...

9. Porque é que se aprova o acordo contra a vontade do próprio povo?

Foto: Another puppy is born, I hope you like???Theme: Girl from IpanemaDimension: 50 X 70 cmTechnique: Oil on Canvas TexturedWell my friends I am of passage, now I'll rest for tomorrow we start another painting...you all have a good night and an excellent day!!!hugs. Lima Jr.'. Clayton Silva. BrArtista plástico

10. Os Portugueses, estão mesmo no fundo! Fala-se do glorioso povo do passado mas ninguém quer saber da língua. Os Espanhóis nunca aceitariam  um acordo destes para os obrigar a falar como os Argentinos! Os Bascos, são apenas uns 150.000 a falar Basco, nunca desistiram de o falar e agora têm-na como oficial no seu "pequeno país". Só o Português é que desleixa a língua andando à revelia proporcionando a outros fazerem o que querem, dela...

11. Os Inglêses têm mais de 2 biliões de falantes não nativos, proporcionalmente, mais do que os 200 milhões de Brasileiros a falar português. Para facilitar a vida aos Brasileiros, dificulta-se a vida a quem quer aprender Português lá fora, e tornar a língua inconcisa. Vejam: "Actor" Pt, "Actor" no Latim, "Acteur" no Francês, "Actor" no Espanhol, "Actor" no Inglês, "Akteur" no Alemão, tudo com o "C" ou "K", e depois vêm os Brasileiros com o seu novo "Ator" (será influência dos emigrantes Italianos que falam "attore"). Algumas outras: Factor, Reactor, Sector, Protector, Selecção, Exacto, Baptismo, Excepção, Óptimo, Excepto, etc, "P", "C", etc. Está-se a fugir das origens, do mundo, para ir atrás de brasileirismos. Quanto amor, não?

12. Alguém quis saber do resto das colónias que não falam da mesma forma que os Brasileiros? Só ao Brasil interessou este Acordo (Portugal, só cedeu).

 (Continua…)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 00:55
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Segunda-feira, 17 de Setembro de 2012
MOKANDA DO SOBA . XIX

 “TAPAR BURACOS” - PUTO

Por

  Soba T´Chingange

SEM DINHEIRO A CIRCULAR, NÃO HAVERÁ ECONOMIA

Na conjuntura actual, manter a serenidade de juízo é exigida a todos mas muito mais em quem tem obrigações de governar. A começar por políticos, empresários e responsáveis sindicais. Quanto mais complexa for a situação, maior tem de ser a prudência e competência nas decisões a tomar. Já estamos cansados dos calculismos corporativos, das improvisações atabalhoadas á mistura com oportunismos eleitoralistas e interesseiras; disto já vimos em demasia. Foi a partir do “caldo de cultura” do irrealismo caseiro com um processo de revolução em curso (PREC) e do abrilismo florido que se chegou a isto de agora e, não há sebastianismo que nos valha nem fado que nos redima. Ou se pensa a sério numa reestruturação construtiva e adequada ou, não haverá saída; nenhum pobre irá ser ressarcido no futuro pelos erros que os “espertos” fizerem hoje. 

 O mérito que este governo teve de olhar em frente, nas primeiras decisões, esvaiu-se rapidamente na muita força contra os fracos e fraqueza com os fortes; há aspectos mais políticos ou mais técnicos a respeito dos quais o cidadão comum não dispõe de elementos para ajuizar mas, á luz do que vem a público verifica-se não haver recuperação da economia, um estagnecimento confrangedor levando a todos o empobrecimento. Se a economia se mantiver na velha rotina e não houver reorientação capaz, não haverá a tão desejada recuperação e, nem um Deus nos acuda vai poder tapar os buracos. Caramba, eu, um ignorante em termos de economia, vejo que estamos a correr para um abismo. Que coisa é esta de se buscar o suicídio: incompetência? Ignorância? Compadrio? Usura?

 Estamos a ser asfixiados por falta de liquidez, falta de oxigénio que torna os patrões incapazes de reorganizar a tão necessária produtividade. Para quê contribuir para esta deriva institucional sem as eficazes medidas que o bom censo que corre pela veia da maioria silenciosa ou ciosa, se não é escutada. Tanta gente a gritar, a aconselhar, a dar palpites válidos e nada sucede! É forçoso pôr a rodar um nível de “massa crítica” capaz de criar mentalização social de efectiva acção “contagiante”. O país necessita urgentemente de ter gente capaz com um verdadeiro sentido humano que não reduza as pessoas a meros “números”. Sem sentido do “humano” a sociedade será uma termiteira; talvez organizada mas, a funcionar por imposição de leis anti-humanas. Ando demasiado perturbado, chateado; aonde raio se meteram os estadistas? Essa estirpe de gente que com um murro na mesa virava o mundo. Somos mesmo, um bando de egoístas covardes a merecer uma ditadura. Andam todos a rezar a Deus como se Ele fosse endireitar isto; Esqueçam, Deus tem mais com que se preocupar.

Costa Araujo Araujo Ilustrações de Costa Araújo Araújo (J. Augusto Mano Corvo da Maianga)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 01:36
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Domingo, 16 de Setembro de 2012
KANIMAMBO . XVII

{#emotions_dlg.xa}FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO

“TRAGÉDIA? QUEM SABE!…” . INDIGNAÇÃO

Por
 Kimbo Lagoa Reino de Manikongo.

Refere uma velha história chinesa que um lavrador de uma aldeia humilde tinha um cavalo que lhe servia para lavrar a terra e como meio de transporte. Um dia, o cavalo fugiu e os vizinhos apressaram-se a consolar o homem por aquele contratempo. Mas ele reagiu com bonomia: Contratempo? Quem sabe!”. Uns dias mais tarde, o cavalo regressou trazendo consigo dois potros selvagens. Os vizinhos correram a felicitar o lavrador pela sorte que tivera. Mas ele reagiu da mesma forma: “Sorte? Quem sabe!”. O seu filho mais novo lembrou-se de montar um dos cavalos selvagens e caiu, partindo uma perna. Foram, desta vez, os vizinhos exprimir o seu pesar ao nosso homem por aquele infortúnio. Mas ele, com a serenidade costumeira, sussurrou: Infortúnio? Quem sabe!”.

Uma semana depois, chegaram à aldeia uns funcionários do exército com o encargo de recrutar moços para a guerra. Não alistaram o filho do lavrador por ter a perna partida. E lá foram os vizinhos congratular-se com o lavrador, porque, afinal, era um felizardo. Mas ele repetiu o de sempre: “Felizardo? Quem sabe!”. Nesta altura em que todos enchem a boca a falar da crise é bom recordar estes episódios. Parece ser uma tragédia, uma desgraça, mas, quem sabe! Portugal estava mesmo a necessitar de uma grande paulada para ver se finalmente acorda. Há quanto tempo, a função principal dos governos parece consistir em aumentar os impostos para controlarem o défice. Desavenhamo-nos de gastar somente o que se ganha com o suor do rosto.

 Nos últimos tempos, então, a gula do dinheiro fácil, o despesismo público e privado, a vertigem das aparências, a vaidade, a irresponsabilidade do ultrapassaram os limites do admissível. Se não fosse pelos pobres, a maioria, que não têm pão na mesa nem trabalho ou que só têm um trabalho precário e mal remunerado - apetecia-me dizer: bendita crise! Pode ser o “clik” que nos faça mudar de rumo e tornar mais responsáveis e mais solidários. Um sobrinho meu que trabalha na construção civil, por falta de trabalho iniciou-se no roubo começando daí uma série de contrariedades familiares a caminho da desunião da família e exemplos nefastos para os filhos de tenra idade; Aí está a família a dar uma mãozinha minorando carências que não são só afectivas. Um Deus nos valha! Se calhar temos mesmo de fazer uma revolução! Palavra só, não parece ser o suficiente.

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 00:26
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Sábado, 15 de Setembro de 2012
CRISE . XIV

{#emotions_dlg.meeting}AS ESCOLHAS DO KIMBO

Não se pode tirar nada de um falido - Puto

Por

 Dr. Medina Carreira

É preciso que se domine a despesa para que resíduo da austeridade seja o mínimo indispensável.

«O povo não entende que lhe estão a ser exigidos impostos porque o Governo não é capaz de dominar a despesa. E despesas que são imorais», como as parcerias público-privadas ou as concessões rodoviárias. O comentador da TVI, Medina Carreira, ataca as opções do Executivo. «O Governo não pode pensar que é ir buscando impostos que resolve alguma coisa.. E o Estado português está falido», disse o ex-ministro das finanças no «Jornal das 8» da TVI, atentando nas mais recentes medidas anunciadas, que diz não compreender: Vítor Gaspar espera que desta «transferência de encargos sociais para os trabalhadores advenham consequências positivas», mas «com rendimentos cada vez mais subtraídos, através dos impostos, vai ser insustentável uma procura que permita obter resultados».

Foto: Mais uma obra finalizada, para e exposição de Moscou. Tela: "Presente do meu amor" 90X70cm. O/S/T. Por: Clayton Silva.'.  O problema, sublinha, é que o Governo não faz frente à despesa, nem corta onde deve. Um governo que tem maioria não pode ter medo dos municípios» nem pode ir «buscar impostos para suprir dificuldades», quando não corta na despesa. Medina Carreira percebe que é a «classe média que tem de suportar o grande esforço. A austeridade não é evitável» mas, o «pano de fundo» é outro: «Ou o Governo tem autoridade para dominar a despesa, dominar os rendimentos excessivos na energia, acabar com freguesias e institutos, parcerias público-privadas» ou assumir «que não tem força para se impor e então sair». «Se no PSD há interesses nas PPP, tem de sair (do Executivo). O chefe do Governo não pode autorizar que se ande há 14 meses sem fazer coisa nenhuma». Não há dinheiro para manter o que não tem justificação.

 Temos uma rede de freguesias do tempo do século XIX, quando se andava de burro, critica, acrescentando que a manutenção do status quo serve para manter os «apaniguados e os familiares dos apaniguados». Medina Carreira tem expectativas negras quanto ao futuro. «Estamos tão destruídos como se tivéssemos saído da guerra. Isto é um cenário de pós-guerra», «estamos endividadíssimos» e não tenho esperanças para mim próprio, nem para a minha filha». A desilusão do comentador da TVI ficou patente também nesta conferência de imprensa do ministro das finanças: «Esperava que se atacassem alguns destes pontos; foi uma grande desilusão». Para concluir que «isto é tudo uma garotada, mesmo os que têm cabelos brancos». A desilusão, afirma, afecta e muito, os portugueses: «Sinto que a população não quer esta democracia, nem estes políticos, nem deputados, nem governos. Não querem que se lhes leve o dinheiro todo.

Tal como no Brasil, os políticos portugueses  confundem “transparente” com “traz parente”

Ilustrações de Clayton Silva. Br - Por gentileza de Costa Araujo (J. Augusto Mano Corvo da Maianga)  

Súmula da entrevista elaborada por

O Soba T´Chingange

 



PUBLICADO POR kimbolagoa às 00:27
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Sexta-feira, 14 de Setembro de 2012
QUILOMBO . VI

{#emotions_dlg.xa}FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO

Por

 O Soba T´Chingange

Os habitantes originais de Angola foram caçadores Khoisan, dispersos e pouco numerosos. A expansão dos povos Bantu, vindos do Norte a partir do século X a. C. forçou os Khoisan a recuar para o Sul onde grupos residuais existem até hoje, em Angola, na Namíbia e no Botswana. Os bantus eram agricultores e caçadores. Sua expansão deu-se em grupos menores, que se regionalizaram de acordo com as circunstâncias político-económicas. Entre os séculos XIV e XVII, uma série de reinos foi estabelecida, sendo o principal o Reino do Congo que abrangeu o Noroeste de Angola; a sua capital situava-se em M'Banza Kongo e o seu apogeu deu-se durante os séculos XIII e XIV. Outro reino importante foi o Reino do N´dongo, constituído naquela altura a Sul/Sudeste do Reino do Congo. No Nordeste da Angola actual, mas com o seu centro no Sul da actual República Democrática do Congo, constituiu-se, sem contacto com os reinos atrás referidos, o Reino da Lunda.

   O Império do Kongo era governado por um monarca, o manicongo; consistia de nove províncias e três reinos (Ngoy, Kakongo e Loango), mas a sua área de influência estendia-se também aos estados limítrofes, tais como Ndongo, Matamba, Kassanje e Kissama. A capital era M'Banza Kongo (cidade do Kongo).

Toda esta descrição da história de Angola serve para interligar com os hábitos e costumes transladados para o nordeste Brasileiro por via dessa emigração forçada, mão escrava a ser utilizada nos engenhos de açúcar. O auto do kilombo não é mais do que a transmissão dos ancestrais usos na mãe África mais propriamente a muxima (coração, saudade) que só era transmitida por meios orais ou em festividades que sempre se desenrolavam com longos batuques como pano de fundo, noite fora, antes do saque ou roubo, uma característica dos povos bantus em sua visão de actos heróicos.

Foto: Boa Noite com o talento marcante e inconfundível de David Gauchullt! Nesta brincadeira de auto do kilombo os donos dos objectos furtados, permitem tal feitura sabendo de antemão que tudo lhe será restituído; é um consentimento cultural que ainda hoje se verifica na vida real com atenuantes e até promiscuidade consentida nas sociedades das regiões referidas em África e América. Na sanzala, a banda de pífaros ou zabunda, pratos e reco-reco a que chamam de maracatu cantam: Aribu tem catinga, catinga tem. Debaixo da asa catinga tem. Quando a maré vasá, vamos cavá muçum (massunim, conquilha, mabanga), vamos cavá. Quando a maré vasa, que enchê, vamos cavá muçum pra comê.

(Continua...)

Costa Araujo Araujo Ilustrações de Costa Araujo Araujo (J. Augusto Mano Corvo)

Pesquisa bibliográfica: Cadernos de folclore de Théo Brandão – Quilombo

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 00:21
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Quinta-feira, 13 de Setembro de 2012
CAFUFUTILA . XXV

{#emotions_dlg.xa}FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO

ACORDO ORTOGRÁFICO . Eu escrevo português.pt

Por

O Soba

PONTOS DE VISTA - LINGUA DE CAMÕES E FERNANDO PESSOA

O Brasil não tem culpa nenhuma, não nos quer impôr as suas normas nem tem sentimentos de superioridade em relação a nós, Portugal, só porque é grande, e nós pequenos. A culpa é toda nossa, falantes da língua materna; somos muito torpes ao julgar que se escrevermos ação e redação nos inchamos do tamanho do Brasil, como se usassemos antas e nos puséssemos em cima de uma cordilheira do pantanal substituindo os sapatos. Mas, como os sapatos não são nossos nem temos antas de marca suficientemente latinas, andamos por aí aos trambolhões, a entortar os pés e a manquejar. E é bem feita, para não sermos asnos. Se os Brasileiros começarem a falar direitinho irão perder a graça! Esta é a explicação mais comoda e mais plausivel para aceitar o acordo ortográfico. Mas, cada qual, com a sua!

 É verdade que os politicos brasileiros confundem “transparente” com “traz parente” mas eu não sou CONTRA O NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO porque estes, têem vinte vezes mais falantes do que Portugal. Claro que não sei se me adaptarei e, é por isso que continuo a escrever no português que aprendi: português-pt, a lingua materna saída do latim. Não obstante a minha modesta opinião convêm ler a seguir, os 23 itens que alguém me mandou  da Luua no intuito de assinar a petição CONTRA o acordo mas, eu não irei assinar nem reencaminhar mesmo que tenha vinda do Vasco Graça Moura ou com o seu selo:

1. Se no Brasil se fala "tu quer" (Gaúchos) ou "você quer" acho que futuramente, assim iremos falar!

2. O "C" de Directo serve para algo. Para os Brasileiros é mudo porque eles acentuam todas as sílabas como os Espanhóis. Os portuguêses não, precisam de ter o "C" para dizer que "directo" é lido como "diréto", senão seria como coreto ("corêto"), cloreto ("clorêto"), luneta ("lunêta"). Não dizemos "lunéta" nem "cloréto" nem "coréto" não é? Vamos ler "direto" como? "dirêto"? Enfim, o "C" serve para algo em Portugal, no Brasil não!

3. Dizer-se «olhe, você aqui lê EGITO mas NESTE CASO específico, fale "EGIPTO" finja que exista lá um "P" imaginário, finja que é como o "EGYPT" do seu país, mas escreva só "EGITO" não tente perceber, o Português é assim! E olhe há egípcios, egiptólogos, tudo tem P mas no Egipto é EGITO, sem "C"!» - É isto que vamos dizer ao ensinar Português?

 4. E que mal tem "pêlo" ter o acento? É mais bonito escrever: "agarrar o cão pelo pelo"?...

5. Não há qualquer desvantagem em existir Português-PT e Português-BR, como há Inglês diferente em UK e USA (doughnut e donut), tal como o Espanhol, em que "coche" na Espanha será "carro" na América do Sul, etc. Portugal, só têm desvantagens e custos com o Acordo. Portugal será o único ex-colonizador a escrever e falar como a colónia (por algum motivo obscuro). Não nos entendemos assim? Só pouparemos dinheiro e neurónios.

6. Peçam a um Brasileiro para dizer "Peniche" e verão a palavra que sai de sua boca. Isto porque o Português-PT tem muito mais riqueza fonética e até linguística que o Português-BR. O português aprende facilmente o Português-BR mas os brasileiros não aprendem tão facilmente o Português-PT porque lhes falta essa prática no range maior de sons que a nossa língua contém, havendo até quem diga que o Português é o melhor a aprender línguas e sotaques devido à riqueza da língua materna. Porquê esta insistência do Português-BR, porquê? Qual é o “probrema” ou melhor, problema?

(Continua…)

Costa Araujo Araujo Ilustrações de Costa Araujo Araujo (J. Augusto Mano Corvo)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 00:29
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Quarta-feira, 12 de Setembro de 2012
MULUNGU . XXI

{#emotions_dlg.meeting}AS ESCOLHAS DO CONSUL*

O NOVO APRETAIDEÁfrica do Sul

Por
Jose Matias* Ramos Matias

Acabou o Apartheid branco e nasceu o Apretaide preto. Muda a cor mas continua o vício de dividir o mundo em duas metades: os "bradas" e os outros. Quando isto acontece a "competência" desaparece, pois há características de umas raças que lhes dão vantagem em relação a outras, e depois!.. ignorar isso é retroceder na evolução. Como seria a NBA se fossem obrigados a escolher os jogadores por cores e não por competência. E, no atletismo, se introduzissem quotas raciais junto com os mínimos para os 100 metros? Em contrapartida, qual seria o salto civilizacional se a investigação científica fosse distribuída de acordo com a cor da pele em vez da capacidade do indivíduo?... Um retrocesso!

 Quando este tipo de mentalidade toma conta da sociedade, o resultado nunca pode ser bom… E a cor até nem é o pior exemplo, mas antes a etnia e os antecedentes culturais. Um piloto preto até pode ter um co-piloto branco, mas se tiver de se sentar ao lado dum preto de uma etnia rival, vai haver guerra sobre quem manda em quem… A cor nunca deveria ser motivo para conflito, mas a discriminação com base nisso é um mau princípio… Atrás dela vem a selecção racial e étnica, e ainda que sejam todos da mesma cor não se irão entender melhor só por causa disso!

 Quando os aviões começarem a cair porque houve uma briga na cabine, até os passageiros pretos hão-de começar a querer voar só em aviões tripulados por brancos. A coisa melhora até que alguém resmungue pela discriminação racial, e faça com que o ciclo se volte a repetir e acabe por dar numa discriminação de sinal contrário. Em matéria de racismo, é vira o disco e toca o mesmo; dum lado é branco e do outro é preto mas a música é igual, todos querem estar por cima!

* Gentileza de José Matias - (Cônsul honorário do Kimbo no reino de Manikongo) - Johannesburg .

Ilustrações de Chika Okeke

Mulungu: Arvore ou planta medicinal com efeito ansiolítico, antidepressivo, tranquilizante, sedativo, hepatoprotetor, hipotensivo, entre outros.

O Soba T´Chingange



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Terça-feira, 11 de Setembro de 2012
MUSSENDO DO BRASIL . XIV

{#emotions_dlg.xa}AS ESCOLHAS DO KIMBO

       O "QUINTO DOS INFERNOS"

Por

 Kimbo Lagoa

Durante o Século XVIII, o Brasil - Colónia pagava um alto tributo para seu colonizador, Portugal. Esse tributo incidia sobre tudo o que fosse produzido no Brasil e correspondia a 20% (ou seja, 1/5) da produção nacional. Essa taxação altíssima e considerada absurda, era chamada de "O Quinto". Este imposto recaía principalmente sobre a produção do ouro brasileiro. O "Quinto" era tão odiado pelo povo que, quando se referiam a ele, diziam "O Quinto dos Infernos" e isso, virou sinónimo de tudo que é ruim. A Coroa Portuguesa quis, em determinado momento, cobrar os "quintos atrasados" de uma única vez tendo ficado conhecido na história com o nome de "Derrama". Isso revoltou a população, gerando o incidente chamado de "Inconfidência Mineira", que teve seu ponto culminante na prisão e julgamento de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes.

"Alferes Tiradentes" - óleo de Washington Rodrigues (Museu de História Natural, Rio de Janeiro).  Joaquim José da Silva Xavier nasceu em São José Del Rei, atual cidade de Tiradentes, Minas Gerais. Foi educado na cidade de Ouro Preto (antiga Vila Rica). Herói Brasileiro com feriado a 21 de Abril, dia da sua morte macabra no ano de 1792. Por contestação à ordem régia e incitamento à independência do Brasil o Alferes da Capitânia de Minas, Joaquim Xavier, filho de pai Português e mãe Brasileira é condenado à morte por enforcamento seguindo-se o esquartejamento em quatro partes sendo a cabeça levada para Vila Rica aonde em lugar público, ficará exposta em poste até que o tempo a consuma.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Planeamento Tributário IBPT, a carga tributária brasileira deverá chegar no final do ano de 2012 a 38%, praticamente 2/5 (dois quintos) da produção brasileira; ou seja, a carga tributária que aflige o Brasil de hoje é praticamente o dobro daquela exigida por Portugal à época da Inconfidência Mineira, o que significa que se paga hoje literalmente "dois quintos dos infernos" de impostos... Para quê?

 Para sustentar a corrupção? Os mensaleiros? O Senado com sua legião de "Directores"? A festa das passagens, o bacanal (literalmente) com o dinheiro público, as comissões e aeronaves (jetons), a farra familiar nos 3 Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário)!? Nosso dinheiro é confiscado no dobro do valor do "quinto dos infernos" para sustentar urubus, que nos custa (já feitas as actualizações) o dobro do que custava toda a Corte Portuguesa naquele então! E pensar que Tiradentes foi enforcado porque se insurgiu contra a metade dos impostos que pagamos actualmente...!

Ilustrações: - Tarsila do Amaral . Br

Mussendo: Conto de raiz popular, missiva em forma de mukanda (carta) do Kimbundo de Angola (N´gola).

O Soba T´Chingange



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Segunda-feira, 10 de Setembro de 2012
FRATERNIDADES . XXXI

{#emotions_dlg.meeting}AS ESCOLHAS DO CONSUL*

      O Senhor JESUS CRISTO – 2ª de 2 partes

Por
Jose Matias * Ramos Matias

A sua relação com o Pai era especial, Ele sabia da sua missão na terra. Disse JESUS: "Não sabeis que me importa tratar dos negócios de meu PAI? "Meu PAI trabalha até agora e eu também", "Eu saí do PAI" João16:28". O PAI enviou-me "João: 20:21. JESUS reivindicava uma comunhão com Deus o Pai, e conhecimento divino, João: 14:9,11. Proclamou-se juiz e árbitro do destino de todo o homem João: 5:22. JESUS era impecável em todas as suas acções. Não há homem nenhum que possa dizer que nunca pecou.

 JESUS confrontou os homens naquele tempo dizendo: "Quem dentro de vós me convence do pecado"? João: 8:46. JESUS exigia uma rendição e lealdade aos seus discípulos que somente Deus o pode fazer, nos seus direitos. Foi ao extremo de dizer: Todo aquele que amar mais o pai ou a mãe do que a mim, esse não seria digno de Mim. Mat.10:37. Como veio o Filho de Deus a ser Filho do homem? Só através de um milagre pôde trazer ao mundo um "segundo homem"; neste caso, o Senhor do Céu. Como assim!...A resposta é que o Filho de Deus veio ao mundo como Filho do homem sendo concebido no ventre de Maria pelo Espírito Santo, e não por um pai humano. JESUS mostrou na sua vida inteira uma disciplina em conformidade com o seu nascimento; veio através de um nascimento virginal. Ele que nasceu milagrosamente, viveu milagrosamente, ressuscitou milagrosamente de entre os mortos e deixou o mundo subindo aos céus milagrosamente.

Foto JESUS, foi um verdadeiro Deus e um verdadeiro homem; não quer dizer que Ele se tornou homem, e Deus cessou de ser Deus e começou a ser homem. Permanecendo DEUS, Ele assumiu a natureza NOVA, a humana. Deus continuou a ser DEUS quando se fez homem. Grande é este mistério... compreender isto, assim como a trindade de Deus. Como podemos compreender que a erva que alimenta o gado se transforma em carne e sangue? Como podemos compreender a transformação do leite materno, quando se transforma em sangue e carne na criança recem nascida? E, o próprio leite na mãe... será que ela sabe como foi formado, e como o produz em seu corpo? Nós não podemos compreender a encarnação de Cristo, vamos tão-somente crer porque quem a revelou foi o próprio DEUS, que não pode enganar nem ser enganado. Vamos pois penetrar no conhecimento deste JESUS, que foi chamado o CRISTO, que significa o MESSIAS, o enviado por Deus para que tivéssemos acesso na comunhão com Deus. Vamos clamar como o TOMÉ: Depois da ressurreição clamou e reconheceu Nele o Deus verdadeiro... Senhor meu e Deus meu, quando viu as marcas dos pregos em suas mãos. Quem tem ouvidos que ouça!

* Gentileza de José Matias - (Cônsul honorário do Kimbo no reino de Manikongo) - Johannesburg .

Costa Araujo Araujo Ilustrações de Costa Araujo Araujo (Mano Corvo)

O Soba T´Chingange



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Domingo, 9 de Setembro de 2012
CRISE . XIII

{#emotions_dlg.meeting}AS ESCOLHAS DO KIMBO

“A COMUNICAÇÃO DE PASSOS COELHO” - Puto

Por

Luís Menezes Leitão Luís Menezes Leitão

Um Governo de mentirosos que é fraco com os fortes e forte com os fracos é seguramente um Governo que o país dispensa.

Da comunicação ao país de Passos Coelho resulta duas coisas: A primeira é a de que se recusa a cumprir o acórdão do Tribunal Constitucional. A segunda é a de que decidiu aumentar a carga fiscal sobre todos os trabalhadores do sector privado nuns violentíssimos 7%, ao mesmo tempo que alivia a componente que é suportada sobre os empresários em 5,5%. No final o Estado fica a ganhar 1,5%. Tudo o resto da comunicação é uma aldrabice monumental. Dizer que se vai restituir um subsídio em 12 meses, ao mesmo tempo que se aumenta na mesma proporção os descontos para a CGA, deles aliviando o Estado, é afinal manter o mesmo corte salarial. Tanto assim é que os reformados e pensionistas continuam a perder os dois subsídios, porque não descontam para a CGA, pelo que não lhes pode ser aplicada a mesma manobra. Passos Coelho deve julgar assim que pode tomar os funcionários públicos e o Tribunal Constitucional por parvos, fazendo apenas uma maquilhagem contabilística e mantendo a mesma medida em 2013.

 Curiosamente, a maior parte desse agravamento é a favor dos empresários, que sofrem um desagravamento menor, sendo só uma pequena parte a favor da segurança social. Esta medida não tem qualquer justificação, que não seja o experimentalismo da troika que não desiste de testar a "desvalorização fiscal". No início, o Governo disse que Portugal se recusava a ser cobaia dessa experiência. Agora, perante o descalabro do programa de ajustamento de Vítor Gaspar, já a aceita, desde que o aumento de impostos a compensar a redução na TSU nas empresas não seja no IVA mas sim na própria TSU dos trabalhadores dependentes. Aqui o CDS também participa na mesma aldrabice ao dizer que não há aumento de impostos. Parece que para o CDS as contribuições para a segurança social não têm natureza de imposto.

 Não há nada pior em um Governo do que enganar as pessoas. Este ataque constante aos funcionários públicos, que agora é estendido aos trabalhadores do sector privado, aliviando a carga fiscal sobre os empresários, só tem uma justificação ideológica. Economicamente já vimos que este programa de ajustamento só agrava a recessão. O Governo pode estar satisfeitíssimo com as suas medidas. Mas eu não acho que seja justo que as contribuições para a segurança social sejam suportadas na mesma medida pelos empresários e pelos trabalhadores.

Costa Araujo Araujo Ilustrações de Costa Araujo Araujo (Meu Mano Corvo)

Gentileza de Luís Menezes Leitão

O Soba T´Chingange



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Sábado, 8 de Setembro de 2012
PIAÇABUÇU . IX

{#emotions_dlg.xa}FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO

“DOS JESUITAS AOS TUBARÕES” . 7

Por

 Roeland Emiel Steylaerts

Passaríamos primeiro em Botucatu, onde tinha uns conhecidos, e ficamos ali uns dias. Era uma colónia de Belgas vindos da África, que tentavam estabelecer-se ali. Brigas internas, terras péssimas e demais coisas, tornariam a tentativa num fracasso. Ficaríamos na casa do casal Elza Schuerewegen e Leon, e seus dois filhos, que nos receberem muito bem. Estavam criando centenas de galinhas. Todos tinham recebido boa indemnização em dinheiro do governo da Bélgica por terem sido obrigados a abandonar a colónia do Congo Belga; esse dinheiro, que nunca devolveriam, seria para recomeçar vida nova no Brasil. Iniciaram por fazer as suas casas, por sinal muito boas e, cada qual tratou a seu modo de fazerem suas plantações. Sei que passado algum tempo, pediriam mais dinheiro a seu país, para outras coisas de utilidade indispensável mas, a meu ver, acostumaram-se mal,... Aos poucos, a grande maioria de ex-colonos voltaria para a sua terra de origem na Bélgica. Que eu saiba os créditos forem sendo esquecidos até à presente data.

 Era uma colónia bastante esquisita. Uma das mulheres, chegou da Europa de barco a Santos (SP), sem falar a língua, e disse para um taxista do porto que queria ir a Botucatú; um belo frete de 320 km. Qual não foi o espanto do motorista, que após chegar, lá no acto de receber... este teve que ouvir... “Pagamento só in natura”. A mulher não tinha dinheiro, e queria pagar com o próprio corpo. Depois de uns quatro dias fomos rumo a Goiânia, perto da Frutal, em Minas; a estrada era um alagadiço com filas de caminhões enterrados na lama, enquanto o nosso Buick passava ao lado, devagar...mas seguro. Era baixo, cheio de bagulhos, mas tinha bom motor. Só atolamos umas três vezes, sempre ajudado pelos motoristas dos caminhões.

 Chegou a noite e dormimos no carro... sentados, cada um com uma espingarda na mão. Finalmente chegamos a Goiânia, onde vendi a minha máquina de escrever. Dormíamos num posto de gasolina, todos os quatro num quarto só. Os pernilongos (mosquitos), eram por demais, um problema sério pois atacavam aos milhares, num calor fora do comum. Não havia ventilador... Um inferno! Ficamos uns quatro dias por lá, pois o carro começava de vez em quando a apresentar alguns problemas, especialmente na parte do motor de arranque.... a juntar preocupação pelos peneus carecas... e, de vez em quando, a parte eléctrica. Entretanto procuramos fazenda para comprar (em condições) e caçamos nos arredores, que ainda eram bem selvagens. Naquele tempo era mais simples comprar sem dinheiro, pois todos eram aventureiros, e pioneiros. Tínhamos  antes, mandado para Goiânia via ferrovia, um lote de pés de metal para mesa, que já deveriam ter chegado. Fomos à ferrovia, e realmente a mercadoria já lá estava. Meu pai pediu-me para ir a Brasília, onde havia umas fábricas de móveis acabando por vender todos os pés a preço barato para um fabricante de lá; tínhamos assim, um pouco de dinheiro para enfrentar um precário futuro.

(Continua...)

Ilustrações: - Di Cavalcanti - Tarsila do Amaral . Br

Nota: Esta é a estória vulgar de um emigrante Belga fugido da guerra que se aventurou em terra estranha do outro lado do Oceâno. Os tempos mudaram, as agruras são outras mas a vida é assim mesmo, um rodopio de acontecimentos que parecendo nada, mudam o rumo.

Compilado com correcções ortográficas e arranjo ao texto original por

O Soba T´Chingange



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Sexta-feira, 7 de Setembro de 2012
QUILOMBO . V

{#emotions_dlg.xa}FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO

Por

 O Soba T´Chingange

O auto do quilombo tem algumas variantes em sua acção mas é no estado de Alagoas que esta forma de brincar a vida está mais apegada às gentes porque foi para aqui que maioritariamente foram encaminhados os escravos oriundos de Angola.  As reisadas ou folguedos do auto do kilombo desenvolvem-se em três etapas a saber: à noite , na véspera efectua-se o saque ou roubo e o batuque; pela manhã, no dia que se segue há o resgate e à tarde a luta.  O saque é chamado de “Roubo da Liberdade” que em esta brincadeira carnavalesca, tem o beneplácito dos roubados com vista grossa da fiscalização e polícia. Os negros surripiam tudo o que encontram: animais, móveis, utensílios de pesca, ou da agricultura , veículos e tudo o que se possa imaginar. Após o roubo celebra-se o batuque enaltecendo os heróis do feito e comemorando  o casamento do Rei dos Negros com a Rainha de N´gola.

 O Reino do Kongo foi um reino africano localizado no território que hoje corresponde ao noroeste de Angola, a Cabinda, República do Congo, a parte ocidental da República Democrática do Congo e à parte centro-sul do Gabão. Em realidade, estendia-se desde o Oceano Atlântico,  até ao rio Cuango, a leste, e do rio Oguwé, no actual Gabão, até ao rio Kwanza. O reino do Congo foi fundado por N´tinu Wene, no século XIII. 

 A banda de pífaros ou zabumba conhecida por “banda esquenta-mulheres” incluindo um tambor surdo e outro chamado de taró e pratos, pandeiros e zangá inicia o semba chamado de maracatu, enaltecendo o desfolhar das virtudes de donzela por retiro do “cabaço” popularmente definido por “tirar os três”, o desfloramento. E cantam repetidamente: Forga nego, branco não vem cá; Se vinhé, pau é de levá. Tiririca, faca é de cortá. Forga parente, caboco não é gente. Até às cinco horas da manhã, a panelada que se cozinha no rancho ou sanzala e casas das adjacências: carne de boi xamburi, com osso de tutano e mocotó, verduras de maxixe, quiabo, jiló, gimboa, couve e jerumim  com charque, temperos de azeite ou dendem com pirão escaldado ou coberto com farinha de mandioca no caldo de funge da panelada. A banda esquenta-mulheres acompanha o bailado dos actos nas várias fases dos autos da comparsaria. Um folguedo reputado como característico das Alagoas e, no consenso da maioria dos estudiosos brasileiros, interpretado como uma sobrevivência histórica da célebre Trola Negra que se estabeleceu em terras da então capitania de Pernambuco, que é o auto ou dança dos quilombos.    

(Continua...)

Pesquisa bibliográfica: Cadernos de folclore de Théo Brandão – Quilombo

O Soba T´Chingange



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Quinta-feira, 6 de Setembro de 2012
CAFUFUTILA . XXV

AS TARTARUGAS DA MINHA PRAIA . Nordeste do Brasil

Por

 O Soba

Ainda não eram seis horas da manhã e já estava pisando a língua de areia comprida batida permanentemente pelas ondas da kalunga; enraivecidas de crista branca, enrolam na areia desmaiando bem aos meus pés. Em quatro quilómetros da praia dos corsários, vi quatro tartarugas que deram à costa mortas; a esta costa de fina areia mulata. Ao redor de cada carcaça, bandos de urubus destroçavam as partes vulneráveis. A visão das orbitas dos supostos olhos, escorrendo sangue, tornava a visão macabra entre saltos de urubus pretos degladiando seu pedaço de sobrevivência. Aqui, a cadeia alimentar é acelerada pelo comportamento desordenado do homem que deita ao mar sacos e toda a espécie de desperdícios enganadores a estes animais que depois de deglutirem tal lixo acabam por sucumbir antes do tempo; por indigestão, presas em redes ou por sacolas sufocantes. Se nos 8.000 quilómetros de costa  suceder esta visão, teremos pela regra três simples, umas 2.000 carcaças desventradas ao sol, dando alimento a esses limpadores de praia; um numero assustador!

 As tartarugas marinhas distribuem-se amplamente entre as bacias oceânicas, concentradas em regiões tropicais e subtropicais. Estudos sobre a Ecologia Reprodutiva desses animais indicam que o período de postura varia de acordo com a região e a espécie. No Brasil a temporada de desovas, de forma geral, vai de Setembro a Abril nas praias do continente e de Dezembro a Junho nas ilhas oceânicas. Apresentam maturação tardia e ciclo de vida longo, podendo demorar de 10 a 50 anos para atingirem a maturidade e voltarem à mesma praia de nascimento para reproduzir pela primeira vez. As tartarugas marinhas possuem um complexo ciclo de vida e utilizam uma grande área geográfica com múltiplos habitats. Sem distinguir qual das quais observei mortas na areia da praia dos corsários temos as espécies mais conhecida  

  Tartaruga Cabeçuda. Nome Científico: Caretta carettaÉ a que faz maior número de desovas no litoral e é também chamada de tartaruga mestiça. Mede aproximadamente um metro e pesa cerca de 150 quilos; suas mandíbulas poderosas permitem-lhe triturar as conchas e carapaças de moluscos e crustáceos. Desovam preferencialmente nas praias ao norte do Rio de Janeiro, especialmente as do Espírito Santo, Bahia e Sergipe.

  Tartaruga-de-pente. Nome Científico: Eretmochelys imbricata - Tem a carapaça formada por escamas marrom e amarelas, sobrepostas como as telhas de um telhado podendo medir até um metro de comprimento e pesar 150 quilos. Tem este nome porque era caçada para que seu casco fosse usado na fabricação de pentes e armações de óculos. Por isso é uma das mais ameaçadas de extinção. Alimenta-se de esponjas, peixes, caramujos e siris. Na forma juvenil ou semi-adulta é encontrada em todo o litoral do Nordeste, mas para desovar busca principalmente o litoral norte da Bahia e o de Sergipe.

 Tartaruga de couro ou gigante. Nome Científico: Dermochelys coriácea Pode medir até dois metros de comprimento de casco e pesar 700 quilos. De cor preta, com pontos brancos, tem o casco menos rígido que as outras, parecendo quase um couro. Tem grandes nadadeiras frontais, que lhe permitem nadar longas distâncias. Vive em alto-mar, aproximando-se do litoral apenas para desova, alimentando-se preferencialmente de águas-vivas. As pouquíssimas fêmeas, desovam somente no litoral do Espírito Santo.

  Tartaruga verde. Nome Científico:Chelonia mydas - Alimenta-se exclusivamente de algas. Também chamada de aruanã, esta tartaruga tem o casco castanho esverdeado ou acinzentado medindo cerca de 1,20m pesando em média 250 quilos. Para desovar prefere as ilhas oceânicas, como Fernando de Noronha, em Pernambuco, Atol das Rocas, no Rio Grande do Norte, e Trindade, no Espírito Santo.

 Tartaruga oliva. Nome Científico: Lepidochelys olivaceaÉ a menor de todas as tartarugas marinhas, medindo cerca de 60 centímetros e pesando em torno de 65 quilos. Sua carapaça é de cor cinza esverdeada. Alimenta-se de peixes, moluscos, crustáceos, principalmente camarões, e plantas aquáticas. No litoral de Sergipe existe hoje a maior concentração de indivíduos dessa espécie no Brasil.

Há preocupação quanto ao futuro dessas espécies. As principais ameaças à tartaruga marinha são a pesca acidental e a poluição nos mares. A ocupação desordenada da costa brasileira ameaça as áreas de desova e alimentação dessas espécies, comprometendo seu ciclo de vida. A tartaruga tem respiração pulmonar e precisa subir à superfície; assim, ela acaba morrendo quando fica presa em anzóis ou redes de pesca. O lixo jogado ao mar, principalmente o plástico, é confundido pela tartaruga como comida. O lixo que ela ingere acaba perfurando o sistema digestivo, causando obstipação. Um animal resgatado que ingeriu lixo, dificilmente sobreviverá. Este é um dos maiores problemas encontrados quando há encalhe de tartaruga marinhas no litoral brasileiro. As cinco espécies encontradas no Brasil que utilizam o litoral cearense como área de alimentação são: a tartaruga aruanã ou verde (Chelonia mydas), a cabeçuda ou mestiça (Caretta caretta), a tartaruga de couro ou gigante (Dermochelys coriacea), a tartaruga de pente (Eretmochelys imbricata) e a tartaruga oliva (Lepidochelys olivacea).

Gentileza do projecto TAMAR «ospiti.peacelink.it/zumbi/org/tamar/especie.html»

O Soba T´Chingange  



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Quarta-feira, 5 de Setembro de 2012
A CHUVA E O BOM TEMPO . XVIII

{#emotions_dlg.meeting}AS ESCOLHAS DO KIMBANDA*

A RIFA DOS BURROS    Como surgiu o banco BPN

Por

Fotografia de perfil de (Sem nome)  * Helder Neves - Kimbanda HN G. Mor, Ninja da torre do Zombo . kimbo

A RIFA DO BURRO, VENDIDA A OUTROS BURROS:

 Certa vez quatro meninos foram ao campo e, por 10 euros compraram o burro de um velho camponês. O homem combinou entregar-lhes o animal no dia seguinte. Mas quando eles voltaram para levar o burro, o camponês disse-lhes: - Sinto muito, amigos, mas tenho uma má notícia. O burro morreu.

- Então devolva-nos o dinheiro!

- Não posso, já o gastei todo

- Então, de qualquer forma, queremos o burro.

- E para que o querem? O que vão fazer com ele?

- Nós vamos rifá-lo!

- Estão loucos? Como vão rifar um burro morto?

- Obviamente, não vamos dizer a ninguém que ele está morto.

 Um mês depois, o camponês encontrou-se novamente com os quatro garotos e perguntou-lhes:

- E então, o que aconteceu com o burro?

- Como lhe dissemos, rifamo-lo… Vendemos 500 números a 2 euros cada um e arrecadamos 1.000 euros.

- E ninguém se queixou?

- Só o ganhador. Porém, devolvemos-lhe os 2 euros e ficou tudo resolvido.

Os quatro meninos cresceram e fundaram vários bancos e a um destes bancos chamaram de BPN

Simples, não?

O Soba T´Chingange



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Terça-feira, 4 de Setembro de 2012
FRATERNIDADES . XXX

{#emotions_dlg.meeting}AS ESCOLHAS DO CONSUL*

      O Senhor JESUS CRISTO – 1ª de 2 partes

Por
Jose Matias * Ramos Matias

Hoje escrevem-se livros, que afirmam duvidar da pessoa de JESUS como o Deus revelado, assim como existem seitas, que mesmo perante a leitura bíblica, em que faz afirmações mais que concludentes, na sua vós afirmativa quanto á Deidade de Jesus. Pois perante os fatos, mesmo assim, os seus olhos não conseguem enxergar tal verdade. Afinal quem é JESUS. Quem é Ele? Esta pergunta foi feita pelo próprio Mestre, a quando surgiram naquela época grandes controvérsias acerca de quem seria este que agora se fazia Deus, apresentando-se como homem, que nem figura formosa tinha, e pouco desejado. Perguntou pois JESUS: Quem dizem os homens ser o Filho de Deus? Logo ouviu a declaração e as diversas opiniões do povo e, perante isto Jesus não as comentava sequer. Aqui a sua bênção foi pronunciada sobre a resposta, que PEDRO o apostolo tinha aprendido segundo a revelação que Deus o Pai lhe deu:" Tu és o CRISTO o Filho do Deus VIVO". Ainda hoje a pergunta paira no ar como dúvida perante os incrédulos.

 Temos as respostas no Novo Testamento, que foram escritas por homens que conviveram intimamente e conheceram JESUS. Os mesmos que por perda, anunciaram todas as coisas pela sublimidade do Seu conhecimento... Filho de Deus; disse Pedro: Jesus foi chamado filho do homem, significando que foi nascido de homem. Mas filho de Deus significa que JESUS foi nascido de DEUS, a sua Deidade é pronunciada. Filho de Deus, neste caso não é a mesma coisa que um "filho de Deus". Logo Jesus, é chamado Filho no sentido único. Nas narrativas em o Novo Testamento podemos observar que JESUS tinha uma relação com Deus o PAI, não participado por nenhum homem ou pessoa no universo.

 JESUS mostrava autoridade no falar, Ele nunca se expressava nos seus ensinos como expressões como estas: "Na minha opinião", "pode ser que seja assim", penso que seja", vamos supor que seja isto, será? JESUS referiu-se a si mesmo como o Caminho a Verdade e a Vida. Mas nunca dizendo saber a verdade, ou que tinha a solução, como os políticos. Disse Ele: Todo aquele pois, que escuta estas minhas palavras e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a ROCHA (JESUS) Mat.7:24. Variadíssimas vezes pode confrontar-se com as suas palavras; (em verdade vos digo) JESUS tinha consciência de si mesmo.

* Gentileza de José Matias - (Cônsul honorário do Kimbo no reino de Manikongo) - Johannesburg .

O Soba T´Chingange



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Segunda-feira, 3 de Setembro de 2012
KAPIKUA . XIV

{#emotions_dlg.xa}FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO

        “ Milagres - Urântia”

 Supor que o universo possa chegar a ser conhecido, que é inteligível, é supor o universo criado por uma mente e dirigido por um ser pessoal. A mente do homem só pode perceber os fenómenos mentais de outras mentes, sejam humanas ou supra-humanas. Se a personalidade do homem pode experimentar o universo, há uma mente divina e uma personalidade real por trás desse universo. Deus é espírito: é um ser provido de uma personalidade espiritual; o homem também é um espírito: é um ser provido de uma personalidade potencialmente espiritual. Jesus de Nazaré alcançou a plena realização do potencial da personalidade espiritual na experiência humana; por conseguinte, sua vida dedicada a realizar a vontade do Pai se converte na mais autêntica e exemplar revelação da personalidade de Deus para o homem. Mesmo que só seja possível compreender a personalidade do Pai Universal numa experiência religiosa real, sentimo-nos inspirados com a vida terrena de Jesus por tão perfeita demonstração de realização e revelação da personalidade de Deus numa experiência verdadeiramente humana.

 Quando Jesus falava do "Deus vivo", referia-se a uma Deidade pessoal — o Pai que está no céu. O conceito da personalidade da Deidade facilita o companheirismo; favorece a adoração inteligente; suscita a confiança reconfortante. Pode existir uma acção recíproca entre as coisas não pessoais, mas nunca o companheirismo. A relação de companheirismo entre pai e filho, assim como entre Deus e o homem não se dá, a não ser que os dois sejam pessoas. Somente pode haver comunhão entre seres providos de personalidade, se bem que tal comunhão pessoal é facilitada, em grande parte, graças à presença de uma entidade impessoal como o Modelador do Pensamento.

: O homem não consegue a união com Deus como a gota d’água encontra a unidade com o oceano. O homem alcança a união divina pela comunhão espiritual recíproca e progressiva, mediante o convívio de um ser pessoal com o Deus pessoal, alcançando gradualmente a natureza divina, em inteligente e sincera conformidade com a vontade divina. Um relacionamento tão sublime só pode existir entre seres providos de personalidade.

Ilustrações de Miro

Leitores do livro de Urantia em Portugal: suporte@urantia.com.pt

(Continua…)
O Soba T´Chingange



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Domingo, 2 de Setembro de 2012
QUILOMBO . IV

{#emotions_dlg.xa}FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO

Por

 O Soba T´Chingange

Vale a pena referir a luta da bassula, finta ou esquindiva utilizada pelos pescadores imbindas do Kongo (Cabindas e Boma do N´zaire), os Muxiloandas da ilha da Mazenga na baia de Loanda e Mussulo (Kaluandas ou Kamondongos) na região dos Dembos e foz dos rios Dande, Bengo e Kwanza que no Brasil derivou para a Capoeira, uma forma de dança para ludibriar o patrão fazendeiro e usar a ginástica de dança como luta do dá e larga sem agarrar usando a força do adversário com suaves e mágicos “toques de bassula” ou “toque de finta”. No meio dum eterno batuque a que chamam de maracatu, sopram búzios lançandos no terreiro com couros espichados e chapeus espelhados; de arco e flecho, os caboclos agitam-se em exercícios bélicos em seus arraiais limitados por estacaria em cujas pontas flamejam as tíbias dos inimigos, comidos como troféus de valentia e vitória da tribo. A negrada seminua dança e canta alegremente, livre do senhor do engenho e do feitor com seus relhos.

 No meio da contenda surgem os soldados representando o rei branco na suposta pessoa de Domingos Jorge Velho e seus índios pintados de oca, com tanga e cocares de penas, arco e flecha em punho, cercando o quilombo; combate-se valentemente, uma acção de combates e correrias até à rendição dos negros, terminando a brincadeira na forma de prisioneiros. No fundo do “sítio” arma-se um “trono” na forma de palanque para a rainha que assiste impávida aos simulacros de combate em porte altivo como rezam os mussendos de N´gola. Negros agradecidos beijam os pés de sua rainha, fazem uma vénia rasgada ao rei branco e, alguns esgueiram-se para de novo serem presos e vendidos. Outros dançam e cantam batendo o chão ao redor do trono da rainha. Esta de vestido branco, comprido de ciré, levando guarda peito de espelho quadrado, capa amarela, comprida, enfeitada na extremidade com espiguilha de prata; um colar de caurins e n´zimbos ao redor do pescoço diadema de papelão pintado de areia brilhante e encimado por uma cruz do mesmo material; sapatos de cabedal pintados de branco. Tudo muito semelhante à imagem da rainha N´Zinga do reino de N´Dongo.

 N´Zinga viveu durante a consolidação do poder dos portugueses na região de Matamba. Era filha de  N´gola Kiluanje e de Guenguela Cakombe; irmã do Ngola Ngoli Bbondi (o régulo de Matamba), que tendo se revoltado contra o domínio português em 1618, foi derrotado pelas forças sob o comando de Luís Mendes de Vasconcelos. N´Zinga adoptou o nome português de Dona Ana de Sousa.

Muitas vezes os auxiliares dos pombeiros na chamada “guerra preta”, eram os próprios chefes negros, os sobas, que trocavam seus súbditos por vinho, tecido, sal ou pólvora. Aproveitavam-se das suas disputas, "guerras constantes" para tirar benefício disso. Para um melhor confronto de idéias o dialeto Kimbundu era falado em N´Gola, Bondo, Bangala, Matamba, Halo, Cari, Chinge, Minungo, Songo, Banbeiro, Kissama, Libolo, Kibala, Haco e Sende. Foi este dialecto que originou a grande parte de vocábulos encontrados na “Cerca dos Macacos” situados na Serra da Barriga, actual União dos Palmares. Os cadernos de folclore de Thêo Brandão falam simplesmente nos autos de Kilombo sem neles estabelecer o paralelo com a cultura oriunda do continente africano, mais propriamente Angola e, não só, que até aqui se tem descrito, nem tampouco menciona a palavra Muxima que em dialecto Kimbundo significa coração ou saudade.  

(Continua...)

Pesquisa bibliográfica: Cadernos de folclore de Théo Brandão – Quilombo

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 01:41
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Sábado, 1 de Setembro de 2012
A CHUVA E O BOM TEMPO . XVII

AS ESCOLHAS DO KIMBANDA*  

AFINAL, QUEM SÃO OS FASCISTAS?  –Dec. Lei 2105  

Escolha de

Fotografia de perfil de (Sem nome) * Helder Neves - Kimbanda HN G. Mor, Ninja da torre do Zombo . kimbo

Estávamos em 1960

Acabemos de vez com este desbragamento, este verdadeiro insulto à dignidade de quem trabalha para conseguir atingir a meta de pagar as contas no fim do mês. Corria o ano de 1960 quando foi publicada no "Diário do Governo" de 6 de Junho a, Lei 2105 com a assinatura de Américo Tomaz, Presidente da República, e de A. Oliveira Salazar, Presidente do Conselho de Ministros. Conforme nos descreve Pedro Jorge de Castro no seu livro "Salazar e os milionários", publicado pela Quetzal em 2009, essa lei destinou-se a disciplinar e moralizar as remunerações recebidas pelos gestores do Estado, fosse em que tipo de estabelecimentos fosse. Eram abrangidos os organismos estatais, as empresas concessionárias de serviços públicos onde o Estado tivesse participação accionista, ou ainda aquelas que usufruíssem de financiamentos públicos ou "que explorassem actividades em regime de exclusivo". Não escapava nada onde houvesse investimento do dinheiro dos contribuintes. E que dizia, em resumo, a Lei 2105? Dizia simplesmente que quem quer que ocupasse esses lugares de responsabilidade pública não podia ganhar mais do que um Ministro. Claro que muitos empresários logo procuraram espiolhar as falhas e os buraquinhos por onde a Lei 2105 pudesse ser torneada, o que terão de certo modo conseguido pois a redacção do diploma permitia aos administradores, segundo transcreve o autor do livro, "receber ainda importâncias até ao limite estabelecido, se aos empregados e trabalhadores da empresa for atribuída participação nos lucros". A publicação desta lei altamente moralizadora, que ocorreu no período do Estado Novo de Salazar, fará muito brevemente 50 anos.

 Em 13 de Setembro de 1974, catorze anos depois da lei "fascista", e seguindo sempre as explicações do livro de Pedro Castro, o Governo de Vasco Gonçalves, militar recém-saído do 25 de Abril, pegou na ambiguidade da Lei 2105/60 e, pelo Decreto Lei 446/74, limitou os vencimentos dos gestores públicos e semi-públicos ao salário máximo de 1,5 vezes o vencimento de um Secretário de Estado. Vendo bem, Vasco Gonçalves, Silva Lopes e Rui Vilar, quando assinaram o Dec.-lei 446/74, pura e simplesmente reduziram os vencimentos dos gestores do Estado do dobro do vencimento de um Ministro para uma vez e meia o vencimento de um Secretário de Estado. O Decreto- Lei 446/74 justificava a alteração nos referidos vencimentos pelo facto da redacção pouco precisa da Lei 2105/60 permitir "interpretações abusivas", o que possibilitava "elevados vencimentos e não menos excessivas pensões de reforma". Ao lermos hoje esta legislação, parece que se mudámos, não de país mas de planeta, pois tudo isto se passou no tempo do "fascismo" (Lei 2105/60) e do "comunismo" (Dec.-Lei 446/74). Agora, está tudo muito melhor, sobretudo para esses “reis da fartazana” que são os gestores estatais dos nossos dias: é que, mudando-se os tempos mudaram-se as vontades e, onde o sector do Estado pesava 17% do PIB, no auge da guerra colonial, com todas as suas brutais despesas, pesa agora 50%. E, como todos sabemos, é preciso gente muito competente e soberanamente bem paga para gerir os nossos dinheirinhos. Tão bem paga é essa gente que o homem que preside aos destinos da TAP, Fernando Pinto, que é o campeão dos salários de empresas públicas em Portugal (se fosse no Brasil, de onde veio, o problema não era nosso) ganha a monstruosidade de 420.000 euros por mês, um "pouco" mais que Henrique Granadeiro, o presidente da PT, o qual aufere a módica quantia de 365.000 mensais.

 Aliás, estes dois são apenas o topo de uma imensa corte de gente que come e dorme à sombra do orçamento e do sacrifício dos contribuintes, como se pode ver pela lista divulgada recentemente por um jornal semanário, onde vêm nomes sonantes da nossa praça, dignos representantes do despautério e da pouca vergonha a que chegou a vida pública portuguesa. Assim - e seguindo sempre a linha do que foi publicado - conhecem-se 14 gestores públicos que ganham mais de 100.000 euros por mês, dos quais 10 vencem mais de 200.000. O ex-governador do Banco de Portugal, Vítor Constâncio, o mesmo que estima à centésima o valor do défice português, embora nunca tenha acertado no seu valor real, ganhava 250.000 euros/mês, antes de ir para o exílio dourado de Vice-Presidente do Banco Central Europeu. Entretanto, para poupar uns 400 milhões nas deficitárias contas do Estado, o governo não hesita em cortar benefícios fiscais a pessoas que ganham por mês um centésimo, ou mesmo 200 e 300 vezes menos que os homens (porque, curiosamente, são todos homens...) da lista dourada que o "Sol" deu à luz há pouco tempo. Acabemos de vez com este desbragamento, este verdadeiro insulto à dignidade de quem trabalha para conseguir atingir a meta de pagar as contas no fim do mês. Não é preciso muito, nem sequer é preciso ir tão longe como o DL 446/74 de Vasco Gonçalves, Silva Lopes e Rui Vilar: Basta ressuscitar a velhinha, mas pelos vistos revolucionária Lei 2105/60, assinada há 50 anos por Oliveira Salazar.

AFINAL, QUEM SÃO OS FASCISTAS? 

Subscreve

O Soba T´Chingange



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Temos um Hino, uma Bandeira, uma moeda, temos constituição, temos nobres e plebeus, um soba, um cipaio-mor, um kimbanda e um comendador. Somos uma Instituição independente. As nossas fronteiras são a Globália. Procuramos alcançar as terras do nunca um conjunto de pessoas pertencentes a um reino de fantasia procurando corrrigir realidades do mundo que os rodeia. Neste reino de Manikongo há uma torre. È nesta torre do Zombo que arquivamos os sonhos e aspirações. Neste reino todos são distintos e distinguidos. Todos dão vivas á vida como verdadeiros escuteiros pois, todos se escutam. Se N´Zambi quiser vamos viver 333 anos. O Soba T'chingange
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