Quinta-feira, 29 de Maio de 2014
CAZUMBI . XLVIII

10 Teorias misteriosas e antigas sobre alienígenas . VIII - Final

As escolhas  de

Carlos Ferreira Carlos Ferreira

A maior parte da controvérsia, no entanto, é com o Terceiro Segredo, que foi revelado em 2000 e inclui informações sobre a perseguição dos cristãos no século 20, que culminou com o atentado falhado contra o Papa João Paulo II. Porém, referências históricas para o Terceiro Segredo indicam algo totalmente diferente, com informações sobre o apocalipse, uma grande apostasia, e infiltração satânica na Igreja Católica. Se você não está familiarizado com o termo, apostasia é a desfiliação formal, ou abandono de religião por uma pessoa.

  Em 23 de Maio de 1964, o bombeiro Jim Templeton tirou três fotos de sua filha de 5 anos durante uma viagem para Burgh Marsh, com vista para o Solway Firth em Cumbria, na Inglaterra. As únicas pessoas relatadas na área pantanosa aquele dia eram um par de velhas senhoras, e animais muito longe da localidade da foto. Na segunda imagem da menina, uma figura branca pode ser vista no que parece ser um traje espacial. Jim insiste que ele não viu a figura até que suas fotografias foram reveladas. Analistas da Kodak confirmaram que a foto era genuína. Até este dia, a imagem permanece inexplicada e uma fonte de fascínio internacional.

 Quando a foto foi tirada, em 1964, os trajes espaciais humanos estavam em sua infância. Após o lançamento nacional da fotografia, Jim Templeton afirmou que foi visitado por dois homens que disseram ser do governo. Os homens tentaram fazer com que ele admitisse que havia fotografado uma pessoa, mas ele se recusou. No mesmo período de tempo que a foto foi tirada, um lançamento de míssil foi abortado por causa de dois grandes homens que foram testemunhados no campo de tiro. Os técnicos relataram que eles se assemelhavam ao homem espacial de Solway Firth. Ufólogos têm usado a fotografia como prova de que vida extraterrestre influenciou o programa espacial moderno, incluindo os  trajes espaciais.

FINAL

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 08:19
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Quarta-feira, 28 de Maio de 2014
MALAMBAS . XXXIII

CINSAS DO TEMPO . Usar a mente! ... O ser humano não é um produto

MALAMBA: É a palavra.

Por

 T´Chingange

Tenho procurado conhecer a Deus pela sua palavra no livro-dos-livros, andar na fronteira de uma consciência limpa usando todo o potencial de minha mente, discernindo as motivações e caminhando na luz que a todos abençoa. Não me pondo em confronto com os padrões que o mundo nos tenta impor, esforço-me na transformação, por forma a experimentar a boa, perfeita e agradável vontade de Deus; digo isto, segundo o culto racional nesta muito pequena porção de galáxia e, por via disso, retiro as afiadas pedras postas no meu trilho. Sem ter a certeza de que, se meus procedimentos estão comprometidos com a sua vontade, revejo-me nos defeitos investidos em minha energia.

 Pude ler nos pensamentos de Nando Stein que nosso coração é torpe e, infelizmente na maioria das vezes, ele é mais forte que o cérebro, mas sempre podemos encontrar alguém que nos ensine e equilibrar essas forças e revertê-las. São pessoas assim que merecem nosso valor, afinal a única felicidade que temos na vida é amar e sermos amados, portanto deixe sempre a porta do seu coração aberta, mesmo que a lembrança da desilusão amada venha como uma brisa a provocar um desconforto em nosso interior. As vezes Deus coloca pessoas erradas em nossas vidas, para que quando encontrar-mos a pessoa certa saibamos valorizá-la.

 Procurando saber na mesma fonte dos meus defeitos encontrei: "Defeitos?... As pessoas não tem defeitos. Aliás a palavra "defeito" não deveria ser usada relacionada com seres humanos. O que as pessoas, em verdade têem, são traços de personalidade que não agradam, não combinam ou não se adaptam com os traços de personalidade de outras pessoas. O ser humano não é um produto ou um insumo material. Defeituoso é tudo aquilo que não funciona como deveria funcionar. Nós seres humanos não funcionamos, nós vivemos."

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 10:51
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Segunda-feira, 26 de Maio de 2014
KANIMAMBO . XLVII

XIPAMANINE. Usar a mente! ... O kkk , vendia água de lavar defunto…

Kanimambo: Obrigado (de Moçambique) 

Por

 T´Chingange

 É uma pura verdade que gosto de contar estórias e, não muito raro uso mais dois outros nomes a fingir de camaleão; à medida que conto essas estórias invento situações e ás vezes até mudo de raça mas, nem sempre posso retroceder a estória e a dada altura vejo-me em apertos de como acabar com aquele personagem que me atrapalha a vida. Acreditem até que tenho ameaças de morte, e neste então, viro assassino, mato o sicrano e enrolo-me na mentira até esta ficar bem verdadeira. Um destes dias um policia de verdade dirigiu-se-me a perguntar se conhecia um fulano de nome KKK. Fiquei um pouco à rasca mas fui dizendo de pronto que esse nome já tinha sido morto nos Estados Unidos da América e até para tirar nabos da púcara disse mais, que esse nome era duma organização e não duma pessoa; nesse entretanto estava a magicar uma saída alternativa caso me deslizasse na lábia de malandro, o plano dois do esquema de fuga falada.

 Foi quando o agente esclareceu na primeiríssima pessoa: - o nome dele, é… olhou para o rabisco do papel e estalou, uuumm… aqui está, kiene Kadimbula Kamundongo, é este seu nome. Aquele era em realidade o meu nome secreto, o terceiro; logologo fiquei meio engasgado e fui dizendo que nunca conheci tal nome nas redondezas e até achava estranho uma pessoa ter um nome tão sem graça! O nome verdadeiro, uso-o em restritas situações, em cerimónias virtuosas, o outro, aquele secreto faço dele gato-sapato, pinto-o até de pardo mazombo, mas agora tinha de ajudá-lo a sair desta tramóia. – Que fez esse sujeito? Perguntei à laia de só curiosidade.

 Eu sei perfeitamente que um nome tem por detrás a essência da sua própria existência, seu passado e futuro mas, acho que este nome bem africano, marca o MEU destino; os brancos ficam chateados mas os negros consolam-se de gozo. O agente depois duma interjeição fungada a contragosto acabou por dizer: - Esse KKK é um branco de imitação que anda a vender frasquinhos com água de lavar defunto no mercado da produção; essa água é para deitar macumba de feitiço nas sanzalas e isso está a revolucionar os costumes: Nosso Capitão-Tenente deu ordens de estritamente para prender esse falsário. Bom, disse eu já desafogado! – Anteontem passou aqui um chova-chitaduma e levava naquela direcção um monte de garrafas no seu zingarelho de carro, deve ter ido para o Xipamanine. Desta, safei-me, eles, os agentes lá foram para os lados de para alem do Hotel Polana. Isto passou-se de verdade junto ao café Piquenique de Maputo. Ufa! Livrei-me desta!

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 06:22
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Domingo, 25 de Maio de 2014
KIANDA . XLIX

T´CHIKUKUVANDA. Mistérios do Pungo Andongo

 Pedras-de-Calundus … Pedras com espíritos…

Por

   T´Chingange

 Em minhas viagens por Angola, ainda nem se falava em independência, resolvi um dia ir com a família à procura das pegadas da rainha N´Zinga. Subindo e descendo pedregulhos de tamanho descomunal, pisei uma enorme pedra lascada que soou a oco; Fixei-me no ponto e assinalei-o com três pequenas pedras a formar uma pirâmide e na peugada da régia patada de N´Zinga lá fomos até chegar àquela que dizem ser a sua. Cheirando o ar impregnado de chulé, até acreditei nesta mentira e, foi quando reparei na concentração de pequenas púpias, fósseis de bitacaia na forma de caganitas nos muitos outros semelhantes pés; ficou ali retido o cacimbo da noite formando pequenas poças de água com cor de urina, mijo mesmo; deduzi que ali havia esquilos e, vi até a esgueirarem-se nas fendas vultos de roedores do tipo dassie (rock hyrax) da Table Mountain da Cidade do Cabo. No ar havia até um forte cheiro de catinga á mistura com odores de azeviche e funcho, algo raro para estas paragens de África.

Perante as minhas duvidas um kota que por ali estava, salientando-se de rugas adiantou que aquele pé era mesmo o da sua antepassada rainha e os cheiros que se sentiam também eram os próprios dela e mais os milongos que ela usava para enfeitiçar seus inimigos. Este kota cabobo que saiu do nada, parecia saber muito e, dando-lhe toda a atenção foi me dizendo que ela, a rainha N´Zinga vinha até aqui fazer feitiços de cazumbi depois de consultar os t´chikukuvandas, os sardões reais das pedras de Pungo Andongo. Aqui, fiquei espicaçado de curiosidade e por querer saber mais, fiquei atento ao kota século. – Sim! Ela vinha aqui tomar-se de sol, fazer sexo e aconselhar-se com os lagartos que se abrigam aqui por debaixo, ela batia com seu bordão, cuquiava-os na rocha por cinco vezes e os sardões apareciam, disse ele. Espicaçado por saber, dei uma gasosa ao velho Pumuma (era seu nome) e desloquei-me àquele sítio que tinha assinalado quando do tal toque oco. Sexo com lagartos!? Isto há coisas! … Matutava eu em jeito de matumbo e, assim fiquei.

Com um calhau arredondado e, naquele tal sítio da pirâmide, dei cinco pancadas fortemente e foi neste então que surgiu não um, mas cinco lagartos, os tais t´chikukuvanda e, dispostos em arco um deles, o maior, com sua cabeça balouçando em vaivém de fazer susto me perguntou. Ui!... Fiquei espantado! Estupefeito! Boquiaberto! – Este lagarto fala!... Dando um certo trejeito ele o lagarto, cuspiu para o lado uma nojenta bisca, deu uma lambidela ao seu beiço superior do muzumbo e perguntou-me em forma de xingamento entredentes e, em kimbundêz: - Que queres de mim t´chindele cangundo? – Oi… Ai-iu-é! Sukwama!? Sundiameno!? Falei! -Tu és mesmo um matumbola, fala então como vai ser o futuro de N´Gola? – Ele, surpreendentemente deu uma risada cavernosa e disse: Nos onze de Novembro, a kianda da N´Zinga vai aparecer com cara de homem feio e de nome Tótila Neto... um descendente da gloriosa família. Parou um pouco e, em um feio trejeito de engolir milongo do ar, acrescentou: - Esse Tótila Quinza Neto vai cantar independência com uma quilunza Kalaxenikove, vai quituxiar os t´chindele cus quizango n’dele fazer vutucar os brancos no m´putu. Antes de sair dali dei uma boa porção de matipa-tipas bem maduras aos coloridos lagartos tugas e saí sorrateiramente sem mais nem porquê. – E, … não é que aquele t´chikukuvanda tinha a sabedoria toda. Ainda hoje me sinto confuso, xinguilado com aquele passado que até parece mentira. O curioso de tudo isto é que estes sardões tinham as cores da bandeira portuguesa do m´putu, vermelhos na cabeça, amarelos junto ás patas e com o resto do corpo verde. Como podia eu naquele então saquelar esta quissanguela!

 

 

Ilustrações de T´Chingange

Glossário: Bitacaia: matacanha, bicho de pé; Cuquiar: acordar, despertar; muzumbo: nariz; xingar: injuriar, ofender; Kimbundêz: mistura de kimbundo com português; t´chindele cangundo: branco ordinário; Sukwama! Minha nossa, filho da mãe! Caramba! Matumbola: um vivo-morto, assombração; N´Gola: Angola; Tótila: Rei, doutor; milongo: remédio, mistela; Quinza: meio onça, meio homem na mitologia popular; no jeito de hiena; Quilunza: arma de fogo; Quituxiar: punir, maltratar; Quizango: feitiço, azarar; Vutucar: regressar; M´puto: Portugal; Matipa-tipas: fruta phisális; Xinguilar: ficar em transe, ficar incorporado de espírito, Saquelar: adivinhar; Quissanguela: associação, junção de factos (eventos); Cabobo: sem dentes.

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 10:05
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Sábado, 24 de Maio de 2014
CAFUFUTILA . LIX

ANGOLA . Pais da gazosa…

Por

 T´Chingange

Em 2005, em Luanda, eu e Bian a caminho da ilha, fomos mandados parar por um polícia civilizado, pensamos nós. Era um franzino homem com olhos pequenos, olhos entrelassados de alguma angústia e rugas próprias de quem tem mais que uma mulher para suprir, e uns quantos candengues para vestir e dar milhipapo (funge de milho). Pediu os documentos, rodeou todo o veículo e tristemente, afagando seu rosto enfiado entregou o livrete a Bien. Num repentemente de súbita descoberta voltou a pedir o livrete e, apontando para a trazeira do anglia, disse: - Aqui, diz que seu carro é branco e nas trazeriras tem uma grande mancha cinzenta; ele não é branco, é malhado! Façam o favor de sair do veículo, vai ser rebocado para a Divisão de Trânsito!

 Naquele preciso mometo, perentoriamente o franzino agente, ficou uma impertigada autoridade. -Senhor polícia essa mancha é a cobertura base de tinta para depois de lixar, levar a pintura definitiva, disse Bien contrariado, eu sou engenheiro formado em Cuba e sei o que estou a falar; tive de desmpenar e depois meter massa para cobrir as imperfeições. Perante esta inconfundivel verdade o homem autoridade mudou de postura e num repentemente já não era mais polícia, era um corrompido ladrão: Pois! Sabe! Está muito calor! Sabe como é, os filhos, os cadernos para a escola, tá tudo muito caro, faz falta muitos kwanzas!... Uma gazosa, facilita!

 Belas

Num encolher de ombros Bien, olhou para mim de soslaio, meio acabrunhado sem saber bem o que fazer como que a pedir-me opinião; eu não hesitei em tirar umas notas para dar ao desinfeliz agente. Este guardou-o rápidamente antes que houvesse qualquer reverso no acto da corrupta actitude. O agente, entregou os documentos, mandou-nos entrar no ford anglia “ora bolas”e acto contínuo perfilou-se teso, fez continência e agradeceu aquele contributo, flnalizando seu ordenamento, podem seguir! E, nós lá seguimos até à Maianga, Rua Dr. José Maria Antunes nº 22, comentando o invertido racismo a comparar com os tempos coloniais, naquele acontecido.

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 09:36
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Sexta-feira, 23 de Maio de 2014
KISANJI . IX

IDOLATRIA - O VERDADEIRO CHE GUEVARAIV de 11 Partes

Noticias de

Nell Teixeira Nell Teixeira - Funcionário da Fundación Campbell e Gestão ambiental, jornalista e ex-operador de TV na Angola colonial, a viver em Puerto Colombia, Colombia. Uma personalidade com seriedade, sabedoria, muito atento às notícias do mundo e, sempre portador de falas agraciadas com quem dá gosto compartilhar os segredos de viver.

 Seus escritos revelam um jovem severamente problemático. "Minhas narinas se dilatam quando aprecio o odor acre da pólvora e do sangue. Louco de fúria, mancharei de vermelho meu rifle estraçalhando qualquer inimigo que caia em minha mãos! Com a morte de meus inimigos preparo meu ser para a sagrada luta, e juntar-me-ei ao proletariado triunfante com um berro bestial!" - O termo "ódio" era uma constante em seus escritos: "Ódio como um elemento de luta"; "um ódio que é intransigente"; "um ódio que é tão violento que impulsiona um ser humano para além de suas limitações naturais, fazendo dele uma violenta e fria máquina de matar." - Dentre suas perturbadas fantasias, a mais proeminente era a implementação de um reino continental estalinista. Para atingir esse ideal, o jovem problemático almejava "milhões de vítimas atómicas". O perturbado jovem argentino também era arredio e desprezava todos ao seu redor: "Não tenho casa, não tenho mulher, não tenho pai, não tenho mãe, não tenho irmãos. Meus amigos só são amigos quando eles pensam ideologicamente como eu".
 Felizmente para ele, quando ainda era um vagabundo na Cidade do México, teve a sorte de encontrar um homem cujo julgamento sobre a psique humano era extremamente perspicaz. Este homem, um exilado cubano, diagnosticou correctamente a psicose do argentino e fez uma "intervenção" no momento certo, canalizando os talentos e anseios deste jovem problemático para fins considerados construtivos pela inteligência mundial: o estabelecimento do estalinismo. Rápidamente o argentino se viu lucrativamente empregado em Cuba. Seu intenso desejo por sangue foi amplamente satisfeito no extermínio de cubanos anticomunistas, uma espécie mamária que os iluminados de todo o mundo consideram uma peste insuportável. De início, o perturbado jovem argentino assumiu o papel de principal executor dos homicídios em massa de cubanos indefesos, estraçalhando os crânios de suas vítimas - que jaziam convulsionadas no chão - com tiros de sua própria pistola. Mas dado o aumento no volume de serviço, a tarefa acabou se tornando fatigante, o que fez com que o argentino designasse alguns capangas cubanos para o trabalho, facilitando dessa forma a matança em série.

 Não que ele se tenha distanciado da carnificina. Em realidade, ele se deliciava tanto com o processo que uma janela especial foi construída em seu escritório, permitindo que ele visse e se regozijasse com a orgia sangrenta no campo logo abaixo de sua janela. Em um famoso discurso em 1961, Che denunciou o "espírito de rebeldia" como sendo algo "repreensível". "A juventude deve abster-se de questionar de modo ingrato as ordens governamentais", ordenou Guevara. "Em vez disso, ela deve se dedicar completamente aos estudos (marxistas), ao trabalho (para o governo) e ao serviço militar (para matar os desobedientes)". E ai daqueles jovens "que ficarem acordados até tarde da noite e chegarem atrasados para o trabalho (forçado pelo governo)". Os jovens, escreveu Guevara, "devem aprender a pensar e a agir como uma massa única". "Aqueles que escolherem o próprio caminho" (como deixar o cabelo crescer e ouvir música imperialista ianque) serão denunciados como "dejetos" e "delinquentes". Em seu famoso discurso, Che Guevara até mesmo jurou "fazer com que o individualismo desapareça de Cuba! É criminoso pensar como indivíduos!"

Kissanji: -  Instrumento musical - tábua de forma rectangular, onde se fixam umas palhetas de metal que accionadas transmitem sons (Angola).

(Continua…)

As opções de T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 07:44
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Quinta-feira, 22 de Maio de 2014
MOKANDA DO SOBA . LIII

CINZAS DO TEMPO . Mistérios do mundo…

Por

    T´Chingange

Ninguém imagina os mistérios do mundo; em uma viagem que fiz entre São Paulo e Johannesburg, classe económica quase de galinheiro, fazia pensamentos para mais rápido passar o tempo de desconforto naquelas quase dez horas acima das nuvens e com as pernas oprimidas no pouco anatómico e apertado assento de entorpecer a paciência; quedo e silencioso, me mantive assim até que sem mais nem porquê o vizinho do lado, com bom tisnado de para lá da meia-idade, se dirige a mim. – O amigo acredita em Deus? Após um silêncio tão prolongado, surpreende-me com esta inusitada pergunta em português. Deus? Eu tentava sintonizar a televisão frontal no filme “os cem dálmatas”. Assim e, por via disto ajeitei-me mais de lado, suspendi a visão do filme, suspirei e ajustei-me para o pior.

 - Olhe, continuou perante o meu engasgue. – Eu também não acreditava mas, na última viagem que fiz para o Dobai, depois dum pedaço de sono, despertei com Nosso Senhor ao meu lado, tal como aonde você está agora sentado!... Meio confuso, dei mais uma mexida no assento inclinando-me um pouco para trás e, quis saber o que ele achava de Nosso Senhor. – Uma simpatia, amigo! Se você o visse não o reconheceria; de cabelo rapado, sem barba e com um piercing no nariz e outro na orelha, óculos redondos do jeito de John Lennon dos Beatles, … parecia outro! – E, como é que você o reconheceu, assim desse jeito? Perguntei de forma desinteressada. – Não o reconheci! Disse. - Foi ele que se revelou tratando-me como sempre me tivesse conhecido! Desde esse então, colecciono cromos de Cristo e vendo cada conjunto de dez santinhos por vinte Euros. Dito isto mostrou-me os cromos; estes, tinham no verso descrições de salmos e provérbios.

 Os santinhos, assim como cartas lustrosos, tinham desenhos floriados ao jeito dos hippys. – Isto não é como as conversas da Bíblia, um livro antigo e ultrapassado, acrescentou. Devolvi-lhe os santinhos e, pelo pouco interesse meu, depreendeu que este seu vizinho, não ia naquela conversa insalubre, digo eu! - E no diabo, e bruxas, o senhor acredita? A isto, disse-lhe muito rápidamente que não acreditava. Foi nesse então que reparei na figura de dragão cuspindo fogo, tatuado em seu pescoço, no momento exacto em que o passageiro detrás acendeu a luz de cima, da bagageira. – Você pode não acreditar em bruxas mas, que as há, lá isso há! -Pode ser! Disse eu para não deixar essa afirmação só no ar; estática e nas nuvens que se vislumbravam através do óculo oval da nave, mostrando a silhueta deste senhor e seu tenebroso dragão. Respondi-lhe, mais para terminar com esse prelúdio de inferno. - Sabe, eu só acredito no Papai Noel.

 Há saída e ainda na manga de aceso ao terminal do aeroporto Tambo vi o charlatão já lá no fim mas, logo a seguir esfumou-se. Por me parecer vigarista não lhe disse que eu, era sobrinho do Nosso Senhor; meu tio Zé Topeto, uma jóia de pessoa, tinha essa alcunha; alguns até lhe chamavam o Cristo. Era um homem de paz que brincava comigo exibindo uma mauser de pau feita por ele, para entreter seu sozinhado estado; a pequenada corria atrás dele ou escondia-se enquanto disparava seus tiros de guerra, pum-pum-pum a fingir no faz-de-conta. Morreu solteiríssimo; deve estar lá no cimo bem almofadado em uma poltrona de nuvem de algodão. Paz à sua alma.

O Sob a T´Chingange      



PUBLICADO POR kimbolagoa às 12:38
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Quarta-feira, 21 de Maio de 2014
CAZUMBI . XLVII

10 Teorias misteriosas e antigas sobre alienígenas . VII de 8 Partes

As escolhas  de

Carlos Ferreira Carlos Ferreira

 A lua também parece ser muito mais antiga do que se esperava, talvez até mais do que a Terra ou o sol. A idade mais antiga da Terra é estimada em 4,6 bilhões de anos, enquanto rochas lunares foram datadas em 5,3 bilhões de anos. A composição química do pó das rochas é muito diferente das próprias rochas. Isso indica que a superfície lunar pode ter sido transferida de outro lugar. A crosta da lua é um mistério. Quando a NASA registrou uma perfuração a poucos centímetros na superfície da lua, parecia que lascas de metal eram visíveis. A lua da Terra também é o único satélite natural do sistema solar que tem uma órbita circular quase perfeita. Como explicar a coincidência de que a lua está exactamente na distância certa para cobrir completamente o sol durante um eclipse? Para finalizar, os astrónomos profissionais foram gradualmente desencorajados de investigar um fenómeno que tem sido relatado na lua por mil anos. É uma alteração de luz, cor e outras aparências, de curta duração, conhecido como fenómeno transitório lunar.

 Milagre do Sol

A partir de Maio de 1917, três crianças da cidade de Fátima, Portugal, começaram a descrever uma mulher, que ficou conhecida como Nossa Senhora de Fátima. A mulher era mais brilhante que o sol, derramava raios de luz mais claros e mais fortes do que uma bola de cristal, atravessada por raios do sol. O ser sempre aparecia para as crianças no dia 13, por seis meses consecutivos em 1917, com início em 13 de Maio. De acordo com Lúcia Santos, 10 anos, a mulher confidenciou às crianças três segredos, agora conhecidos como os três segredos de Fátima. Em três ocasiões diferentes, antes do Milagre do Sol, as crianças relataram que a mulher lhes havia prometido que iria, em 13 de Outubro de 1917, revelar sua identidade e fazer um milagre para que todos acreditassem. Em 13 de Outubro de 1917, o Milagre do Sol foi testemunhado e relatado por 50.000 a 100.000 pessoas nos campos de Cova da Iria, perto de Fátima, Portugal.

 De acordo com muitas declarações, depois de uma queda de chuva, as nuvens escuras sumiram e apareceu um sol opaco, como um disco giratório no céu. Era significativamente mais maçante do que o normal, e lançava luzes multicoloridas. Diz-se que seus raios resvalaram a Terra em ziguezague. As roupas das pessoas, antes molhadas, ficaram completamente secas de repente, bem como o chão molhado e lamacento. O evento durou aproximadamente dez minutos. O Milagre do Sol foi marcado por uma grande quantidade de cabelo de anjo sobre a Terra. Os três segredos que a mulher confiou às crianças têm sido altamente controversos na Igreja Católica, e foram revelados ao público em diferentes períodos de tempo. O Primeiro Segredo teria sido uma visão do inferno. O Segundo Segredo foi uma declaração de que a Primeira Guerra Mundial iria terminar, bem como a previsão da Segunda Guerra Mundial. A segunda metade do segredo inclui informações sobre a Rússia e pede que se torne consagrada ao Imaculado Coração. Nota-se que o Segundo Segredo não foi revelado até 1941, após a Segunda Guerra Mundial ter começado.

(Continua...)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 09:53
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Terça-feira, 20 de Maio de 2014
QUILOMBO . IX

NAS CINSAS DO TEMPO. Depois de morto cevada ao rabo!

É difícil usar a mente! ...

Por

 T´Chingange

 Andando por este mundo, mares, desertos, matos, savanas, anharas e terras agrestes com matutos e mamelucos, tornei-me um mestiço mazombo; missionando o toutiço, perdi inteiramente as minhas belas cores europeias, a cara sarapintada de funchos, crateras com rugas extravagantes; para quem andava sempre teso, com seus colarinhos engomados, cheio de obséquios e unhas estimadas, agora os medos indefinidos arrepiam-me as carnes como pés de galinha. Desfigurado pelo tempo, cheio de cãs, estonteado pelos muitos calores, passeio pelo mundo o meu isolamento procurando entreter-me.

 Examinando minuciosamente os consolos alheios defumo os pensamentos num tom cor-de-rosa; desfalecido nos ombros, um pouco mais tolo e muito mais míope, coxeio-me em vozeados ambientes de cochichos frouxos. Coitado de mim! Tudo isto não é nada a comparar com o feito de Amyr Klink que sozinho e num barco a remos atravessou o oceano atlântico percorrendo sete mil quilómetros. Foi o primeiro feito a ser amplamente divulgado na imprensa internacional que ocorreu entre 10 de Junho e 19 de Setembro de 1984, entre Luderitz, na Namíbia (África) e Salvador, na Bahia (Brasil). Foi um feito invulgar a mostrar o quanto a tenacidade pode vencer um sonho; eu, em plena consciência nunca faria isto! O mundo continuou a girar como sempre, não mudou por este feito mas seus “ Cem Dias entre Céu e Mar” ficaram nos anais da coragem marítima.

 "Cem Dias Entre Céu e Mar", é o relato de Amyr Klink a bordo da "lâmpada flutuante", bem mais do que um registo de uma façanha desportiva. Nas conversas com os parcos objectos, com os tubarões que lhe fazem companhia, a esplêndida visão de uma baleia que surge sob o barco no meio da noite; na forma de como procura enxergar o tempo, a numeração do cardápio, as páginas do diário nas dobras da carta onde ia anotando as agruras e alegrias da viagem. A qualidade épica do feito aliada ao convívio com a cultura caipira do litoral Brasileiro, é bem essa mistura de valores tradicionais e ousadia, que sustenta seus difíceis desafios. Cada qual à sua maneira, somos ambos seres humanos, vivemos sem pedinchices a Deus porque nós somos parte Dele! Ele, Deus, tem mais com que se enfadar e, não é de rancores como muitos inflamados o pintam.

Quilombo: Aldeia de escravos fujões; Sanzala

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 07:24
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Segunda-feira, 19 de Maio de 2014
MONANGAMBA . XVII

O CARMO E A TRINDADE – Um sonho com 40 anos

Monangamba - trabalhador sem especificação, faz-de-tudo (por vezes pejorativo).

Não peças a quem pediu nem sirvas a quem serviu!

Por

 T´Chingange 

 Naquele dia havia um grilo a zunir-me nos ouvidos de forma insistente; quatro sujeitos de ar farandulesco, caras avermelhadas, paletós camuflados em zuarte curto e de cabelos caindo como guedelhas a imitar o nazareno, olhares esgrouviados, movimentos alarvados e um pouco medrosos como de quem não conhece os donos da casa, faziam pândega com um cravo espantado numa arma de respeitação; Desceram da chaimite e, num jeito de manchas biliosas de quem tem uma indigestão, mandaram-me sair dali porque queriam dar tiros à revolução. Com os pés surdos fui-me sentar na amurada, modestamente acabrunhado por não participar de tão grande excitação.

 Num chinfrim de algazarra os camufladistas em rebanho militarizado e desordenado, olhavam para o céu, davam palmadas sonantes com um epá nas costas uns dos outros comemorando a alegria. Eu, um meia-tijela envolto de maluco num trouxe-mouxe abananava os ombros; desconhecia que coisa era aquela duma festa tão garrida e florida com armas guitarreadas; E, porque cascalhei um risada, um graduado militar de óculos montados no nariz adunco, com passos solenes e num ar desfeito de qualquer religião, arvorado nos degraus do largo reprimiu-me a alegria com um sai daqui, esta revolução não é tua, seu maltrapilho.

 Entre a tosse seca e sussurros de indignação espirrei um calafrio. Mendigos aproveitadores alinharam-se à saída da revolução, exibindo também um cravo, pediam com chorosa insistência uma esmola, pelo amor de Deus ou pelas divinas chagas de nosso Senhor. O povo confortado de libertação, espremia-se no correr das horas gesticulando alegrias entupidas. Algumas senhoras, espreitando nos vestíbulos, conversavam garrulamente sobre o bom desempenho dos heróis da função; sorrateiramente saí dali amolecendo-me nos perfumas do Convento do Carmo, estômago em jejum, a dar horas, venerando mistérios entre espirais de incenso dissolvendo-se no espaço; que sonho mais maluco. Num ambiente de perfumes sacros, empanturrei-me de preocupação até o elevador de Santa Justa; o realidade estava para chegar.

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 08:52
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Sábado, 17 de Maio de 2014
MAIANGA . IV

UM VOO NA MAIANGA . NA TIAMATILDE  

Kifutu do Zeca e eu

 ZÈ SANTOS + T´CHINGANGE 

  Atrás do bando do Sardão Zerolho, barrocas das bananeiras, fizemos guerra de fisga, naqueles muitos dias de nossa muxima; nossos carros de fazer vruuum vruuum, sem bielas nem pistões, popós de arame muito estilosos, abríamos pistas de corrida de banga no todo terreno e areias do rio que só era mesmo matope de mulola seca. Ali num tinha chão de cauchu, desse, kiê dos alcatrões. Nossa escola de chão poeirento dos antigamente da Mayanga, ia do sinaleiro até ao choupal das garinas. Ah! Tinha os bué confusão dos choques e a maka com os “naifas” na mão, porque os porquê berridava pra saber quem tinha razão de ir nos frente ó não.

 No mujibi das nossas falas batukavamos muenhu de verdade. Só mesmo Ngana Nzambi botava na cabeça dos kandengue o juízo, o razão pra tudo dinovo voltar a ser bué kamba. Aiué dinovo!  Com os feitiço como soeu e tu, beulando com a língua no açúcar no depois da corrida de dikitois cada qual batotando nos medida de palmo mais um dedo. Também fazíamos corridas com tampinhas de cuca, nocal, mission; jogávamos de botão e bolinhas coloridas do abafa e... Xii, Aiué! Muita maka! Nosso calendário de eventos estava sobrecarregado. De tarde na Avenida Lisboa fazíamos o downhill com nossos bólides formula rolamentos; nos catravez nos buraco raspávamos o mataco, pelos do peito e até fuças; o carro ficava lá para trás. Xé, gostávamos mesmomesmo daqueles ditos descapotáveis, bué de banga fécula.

 Ah! Loanda, Maianga! Esse kisola, das berridas dos malucos na casa ndeles. Um dia um doidovarrido, tuje de uma figa, corre pra nós nuinho da silva cus mania dele, de doido mesmo, queria nos agarrar e todo o pessoal de bata ndele correndo notrás do cujo apitando e nós pulando o muro fugindo do feitiço dele. Mesmo Kiavuluvulu cançados das quinambas, de noite iamos na festa da Mayanga no lugar da estação dos comboios. Era nas festas do São João, catrapiscar as garinas e gastar os cumbús de quase só mesmo para uma ou duas farturas. Nos avião mostrávamos nossa banga ninita na voação até ficar com kitari Malé.

GLOSSARIO:
Cumbú: dinheiro; kinamba: perna; Kisola: amor; Muenhu: vida; Ndele: branco; Berridar: fugir; Bué: muito; Kandengue: miúdo, garoto; Kiavuluvulu: muito; Kifutu: prenda; Kitari malé: Pouco dinheiro; Martope: residuos de aluvião, areia ou lodo; Mulola: rio seco com águas de chuva a montante
As falas do Zeca e T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 09:02
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Sexta-feira, 16 de Maio de 2014
FRATERNIDADES . LIX

 

LUBANGO  Na cordilheira da Chela

Por

 Eduardo Torres Eduardo Torres

A África da minha vida

 Hoje, pensando na vida que vivi em Angola, no Lubango, terra do planalto da cordilheira da Chela, julguei ser meu dever deixar, por muito aligeirada que seja, meu legado, uma verdadeira história como tantas outras, que embora sendo pessoal, envolve inúmeras pessoas, amigos íntimos, conhecidos, e outras não tanto, mas que fazem parte de acontecimentos contados e vividos em épocas diferentes; numa parte de África inóspita mas tão bela nos seus profundos contrastes, de enfeitiçar e fazer nascer o amor de se morrer nela. Não faço ideia de como meu pai encontrou Angola, quando, como militar desembarcou em Mossâmedes no ano longínquo de 1917; foi encaminhado para o colonato do Lubango, não sei como e em que tipo de transporte. Deve ter ficado surpreendido com aquela dimensão, a comparar com a pequenez do Puto que havia deixado definidamente para trás.

 Na terra dos imbondeiros, árvore grotesca e retorcida, lugar de biliosas, doença terrivelmente mortal e que, só uns quantos enfermeiros de longa experiência, sabiam como a combater e, quando diagnosticada a tempo; esse tempo era tão pouco, que expirado sem início de tratamento, tornar-se-ia em um caso mortal, salvo raras excepções. Do mesmo modo admiro a capacidade de sofrimento dos colonos madeirenses, em que incluo a minha bisavó saída grávida da Madeira, sendo uma das muitas mulheres que contribuíram para o aumento populacional com o nascimento da minha avô, segunda moça nascida da primeira colónia de madeirenses instalada no planalto. Naturalmente, tudo o que narrar, incidirá mais sobre o sul, já que Angola é tão grande, que hoje me dá desconforto conhecer tão pouco dela.

 O que sei de Angola desde Cabinda ao Cunene com todo o planalto central, convêm recordar o quanto naquele aridez, os "fumantes" se aventuravam penetrando a fazer seus negócios de panos libongos, uma forma indirecta de estabelecer soberania até a terras do fim do mundo. Nem trinta anos de guerra foram suficientes para uma penetração em lugares tão recônditos, que penso manterem ainda a virgindade do seu segredo, suas superstições. Felizmente, em minha longa vida, tive o privilégio de conhecer o Lubango e outras partes de Angola em diversas fases que, ao olhar para trás, me custa acreditar que estejam tão longe assim. No entanto, todas elas são um marco; ficaram gravadas nesse mesmo tempo, cúmplice e promotor de tudo o que arquivei em minha memória. Se DEUS permitir e me der discernimento, vou continuar deixando o testemunho da minha vida em África, sobretudo, em Angola.

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 09:13
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Quinta-feira, 15 de Maio de 2014
MONANGAMBA . XVI

SONHO DE SOL – Conquistar uma mente livre…

Por

 T´Chingange - O dinheiro compra bajuladores, mas amigos, não! Compra a cama, mas não o sono! compra todo e qualquer tipo de produto, mas não uma mente livre. Não peças a quem pediu nem sirvas a quem serviu!

Muitas vezes, concentrado em meus problemas, como virgulas de um longo texto, dou um mergulho para dentro de mim e não vendo mais nada para além das minhas crises, trago à tona meus sentimentos, minhas perdas ou ganhos, as chamas do meu orgulho como se para além de mim não houvesse algo mais importante que o meu ego. Assim, aos meus próprios olhos, as crises em que me envolvo não são mais que meras experiencias de vida, sentimentos egoístas e até fúteis a comparar com tantos outros. Como são tão insignificantes os meus problemas diante de tantas tragédias que entram em nossas casas através da caixa mágica com dezenas de canais a informar, desinformar confundindo-nos as margens de critérios, retirando-nos até a tendência para pensar e, não dando tempo para separar o trigo do joio ou o juntar de olhos de azeite que se vão agrupando ao de cima da água.

 Em verdade, muitas coisas que consideramos como perdas, derrotas e desilusões, é tão-somente um degrau a mais que subimos na escada da vida. Em minha consciência não posso concordar com muitos dos padrões que regem a nossa sociedade; creio mesmo que se não dermos louvor e honra ao que se nos mostra prioritário, se sempre formos verdadeiros perante a prática da justiça e a equidade, se não concordarmos com o que nos parece ser pecado; se não bajularmos a quem o quer ser; se formos sensíveis aos mais fracos e buscarmos fazer o que é certo, com certeza que enquanto tivermos força de expressão, teremos pela certa opositores. Tudo piora se saíres dos teus costumes, transpuseres as fronteiras da tua língua, mergulhar em uma outra cultura; se, a todos respeitares, sairás despojado de ti mesmo.

 É difícil usar um termómetro em nossas temperaturas espirituais, usar um dinamómetro de nossas forças e convicções. Quanta firmeza de carácter não é necessária para se manter ileso, quanta perseverança e amor não são necessárias para milagrarmos nossas posturas; Decerto que brotarão muitas reacções e sentimentos, tantas que nem nós mesmos sabíamos existirem na vida real. Nem tudo que nos cerca pode ser contido num baú de descanso para a alma, nem tudo é um refrigério para nossos pulmões porque sempre vai haver no ar um impregnado cheiro de esterco fresco. O mesmo esterco que depois de curtido vai ser usado em boas sementeiras de nossa roda alimentar; este mundo é mesmo uma ervilha; as profanações de uns são o culto de muitos, um turbilhão de imagens e sentidos que impossibilitam qualquer hipótese de sossego, conhecer os erros, os acertos, a euforia e a frustração.

Monangamba - trabalhador sem especificação, faz-de-tudo (por vezes pejorativo).

O Soba T´Chingange  



PUBLICADO POR kimbolagoa às 09:58
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Quarta-feira, 14 de Maio de 2014
MOKANDA DO SOBA . LII

NA FUMAÇA DO GANGES . Na margem das águas esverdeadas do sagrado rio…

Por

  T´Chingange

Importado num misto de sentimentos, atitudes e personalidades de várias culturas, renunciando ao tempo, energia e dinheiro, tudo isso não me chega a ser suficiente para o entendimento das divisões religiosas no mundo. Temos uma Jerusalém para os cristãos e judeus, Roma para os católicos, Meca para os muçulmanos e o poluído rio Ganges para os hindus. Estivesse eu no meio da fumaça tóxica, à margem das águas esverdeadas do Ganges e, já purificado de meus pecados como um sandu, pensaria de forma muito diferente daquela que realmente tenho. Com as vacas santas deitadas nas calçadas e ruas, depois dos meus três mergulhos de homem santo, de longos cabelos e sujos cabelos, o cheiro da carne humana queimada, seria um mal menor.

Vislumbrando o caminho da insaciável sede de aprender, via-me magro de tanto jejuar no vazio da meditação, manipulando a consagração de minha vida na mira de ser um guru. Enquanto do lado esquerdos corpos de gente defunta eram cremados, em frente e logo após os degraus, a gente besuntava seus corpos e vestes com este caldo microbiótico verde do rio sagrado; umas peles com dedos sustentados a um junco, eram levados na correnteza mansa. Podia ver dali o adeus aquático na forma de falange, falanginha e falangeta despidos de carnes, com todos os dedos um tanto desgarrados da parte do rádio e cúbito; abominável e lastimável visão de quase um sonho.

Todos somos partes da verdade e em tudo se encontra um veio da verdade; ninguém pode dizer que tem toda a verdade. Aos donos da verdade absoluta é comum nas meditações, vê-los fazendo prognósticos levitando visões do paraíso, de um ou muitos deuses em viagens astrais, alguns soprados em bolinhas de sabão ou mesmo enfrascados em garrafas situadas nos lugares mais exóticos ou naufragadas num mar balouçado sem um destino determinado a caminho do paraíso; Todos muito cheios de inspiradas e atraentes filosofias instalam suas convicções em tudo quanto é sitio e até no deserto sobrevivendo meio tapados pelas areias movidas pelo vento ou savanas africanas com leões e antílopes. Dissesse eu que como Aladino sai duma bojuda garrafa em uma praia tropical, ninguém acreditaria; o certo é que desde esse então deixei de usar sabão macaco azul, passando a lavar-me com sabão de côco.

O Soba T´Chingange 



PUBLICADO POR kimbolagoa às 09:39
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Terça-feira, 13 de Maio de 2014
KWANGIADES . XVII

MAIANGA - As falas do Zeca

Por

Jose Santos.jpgJosé Santos - Impregnado de paludismo duma especial estirpe kaluanda, Zeca colecciona n´zimbos das areias dum chamado de Rio Seco da Maianga.

Meu canto, minhas falas fazem reaparecer meu mundo antigo. Ele reaparece embrulhado de saudade, neste torrão que não é presente; faltam-lhe as fitas da kukia, não me inspira, não é como um verdadeiro presente… Cativo, vestido com os meus panos, agarrado aos búzios, amuletos, à undenge ami mu Moamba, desse antigo lugar - Mayanga ai-iu-é, que tanto berridei por esse tempo de paixão; que enricou meu coração no uuabuama chão colonial, hoje independente, imensamente rico - chão Angolano. Kuatiça o Ngoma! Assim os ouço ao longe, consolando muxima ami, que velozmente envelhece, que ainda dá batidas ora, leves, ora fortes do atu, no seu Kimbundu. Malembelembe ainda tece esteiras, missangas, planta flores coloridas no quintal iguais ás do Parque Heróis de Chaves, canteiros da António Barroso, de toda a Loanda. Eu choro o peito de ilustre kamundongo.
 Durante meus sonhos, planto capim naquele chão da Maianga, lugar que me viu crescer berridando liberdade, que hoje sinto o muxima burilar, estremecer de louca nostalgia a dar atenção ao clamor do coração sem cor…, que tornou aquele chão num campo com dor…, que muito durou, um tempo de muitas luas…Todos os dias enfrento a ponta da azagaia cravada de feitiço no meu coração. Desde esse tempo de miúdo, assim vivo coleccionando fugas, como quando descalço, chutava a bola, trumunu de trapos no chão das barrocas, de quando subia à mulembeira a retirar visgo e, depois fingir de caçador; empoleirado nos galhos do cajueiro, saciava a minha sede com seu fruto; também namoradeiro, descuidado e escorregadio, guardei comigo numa caixinha de santinhos, mais os cromos de Kimbundu.

 Nessa caixinha do tempo tenho muitas fotos, bilhetinhos de amores sem mambos nem rancores… Neste estado de kota e, neste putu, colecciono cromos engraçados de Atu, como cambalhotas das barrocas. Neste tempo de estupor, terra do fiado “civilizado”, de muita maledicência, de sem respeito, currículo suspeito, em vez de construírem… Oh! Ngana Nzambi! Numa de lama, kapiango pés de patranha, engenhosa máquina infernal, edificam-se em poleiros de nossos celeiros. Ximbicando n´dongu nos cânticos de bela kianda feita kapota, logologo no camenemene do Baleizão e, sob o olhar das palmeiras da Marginal, eu axiluanda como no tempo dos mafulos, dei com o sonho na praia de Loanda…! Aquele lugar que consolava o meu kituku de dilulu; minha kalunga.

GLOSSÁRIO:
Atu/mutu - pessoas/a; Axiluanda - antigos pescadores de Loanda; Berridavam - fugiam; Dilulu - de sabor amargo; Kalunga - mar; Kapiango – roubo; Kianda - sereia; Kituku - mistério; Kúkia – sol nascente; Ndandu – parente; N´dongu - canoa; Ngana NZambi - Senhor, Deus; Malembelembe - muito devagar, com cautela; Mafulos - Holandeses; Mayanga - Maianga, um dos bairros antigos de Loanda; Trumunu - jogo de bola de trapos; Undenge ami um moamba - minha infância de moamba; Uuabuama - maravilhoso Kuatiça o ngoma! – Toquem os tambores…

Nota: Arranjo com inventação das falas de ZECA

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 08:17
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Segunda-feira, 12 de Maio de 2014
CAFUFUTILA . LVIII

ANGOLAGATE . Dos Santos Prestes a Reabilitar GeneralCorrupto - 3ª de 3 Partes

Escolhas de

 T´Chingange

Fonte: Maka Angola

Nos anos 90, o presidente foi o principal beneficiário dos esquemas de enriquecimento ilícito através da compra de armas durante o conflito armado. As armas eram adquiridas em segunda mão, muitas em estado obsoleto, por dois traficantes de armas, Pierre Falcone e Arkady Gaydamak. No referido período, a Sonangol depositou cerca de um bilião de dólares em contas de Pierre Falcone. Este mercenário francês cuidava de encaminhar parte desse dinheiro para as contas pessoais do presidente José Eduardo dos Santos e dos seus principais colaboradores. Segundo documentos compilados pela justiça francesa, pela venda de armas avaliadas em mais de US $790.8 milhões, Falcone e Gaydamak distribuíram comissões aos dirigentes angolanos no valor de US $54.3 milhões.

Arcadi Gaydamak

O general Araújo, na época conselheiro de Dos Santos, recebeu US $6.3 milhões, enquanto o comandante-em-chefe aumentou as suas poupanças no Banco Internacional do Luxemburgo com US $ 5 milhões. Do círculo restrito presidencial, o seu amigo embaixador Elísio de Figueiredo, aprovisionou as suas contas bancárias com US $19 milhões, enquanto o então chefe da Casa Civil do presidente, José Leitão, injectou nas suas contas em Lisboa US $17.5 milhões; o então chefe de comunicações do presidente, o coronel (hoje general) Leopoldino Fragoso do Nascimento, viu as suas contas no Banco Comercial Português na Madeira aumentarem em US $3.2 milhões.

Os generais Fernando Miala, Carlos Hendrick Vaal da Silva, Salviano Sequeira e João de Matos, entre outros, também ganharam em comissões. O famigerado caso Angolagate envolveu também um complexo esquema de corrupção para o pagamento da dívida angolana à Rússia, resultante da venda de armamento. Falcone e Gaydamak pagaram um total de US $36.2 milhões em comissões para contas tituladas directamente por José Eduardo dos Santos, o comandante-em-chefe. Em resumo, o comandante-em-chefe tem sido ao longo das últimas décadas o principal promotor da corrupção no seio das Forças Armadas Angolanas. Os generais limitam-se a seguir-lhe o exemplo, trocando impunidade por lealdade e protecção ao poder do chefe supremo.

Herculano Kiala

Final

A Opção do Soba 



PUBLICADO POR kimbolagoa às 10:20
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Domingo, 11 de Maio de 2014
MALAMBAS . XXXII

NAS CINSAS DO TEMPO . “Estamos hipotecados!”

Um destes dias, vamos ser uma qualquer coisa, menos portugueses.

MALAMBA: É a palavra.

Por

 T´Chingange

Não entendo muito de economia mas, sei o bastante para afirmar que ninguém pode viver indefinidamente acima das suas possibilidades e, o dinheiro barato, adquirido sem esforço é como uma porta escancarada ao esbanjamento, uma porta aberta a mais crise. Quem não teve o bom censo de fazer como a formiga e amealhou em tempos maus para suportar invernias, corre o risco de ter de se submeter a ajudas externas, recorrer á família tal como o país que desbaratou suas poupanças em bens não produtivos e teve de recorrer à banca externa; não tendo riquezas soberanas, minas de ouro, petróleo, matéria-prima que suporte uma hipoteca, em geral fica-se na contingência de estender a mão a ajudas externas, pagando juros a contento dos emprestadores.

Dizer-se por isso que Portugal e os portugueses estão hipotecados ao exterior; sem ouro, sem eira nem beira nem pomba do espírito Santo a ajudar, estamos entregues ao grande capital vendendo-se a granel tudo o que se possa traduzir em dinheiro, onde quer que seja ou na China. Colocar os nossos produtos a baixo custo, torná-los mais apetecíveis ao mercado exterior e assim, se venderem melhor; vender escolas, quartéis, o gás, a electricidade, os comboios, a exploração de aeroportos e portos marítimos, os palacetes, os correios, vender cidadania a troco de cinco vinténs, exportar gente, enfim, tudo o que encha o olho ao cliente e este possa dar dinheiro, as divisas da sobrevivência. Não admirará começarem a vender concessões de exploração no nosso mar, tão mal explorado e, em verdade, a nossa maior riqueza soberana. Não demorará a implementar a prática de cuba e, como eles, transaccionar médicos e militares mercenários em troca de divisas para equilibrar a balança do deve e haver.

Um destes dias, vamos ser uma qualquer coisa, menos portugueses. Habituados a votar em políticos que nos vendem ilusões, facilidades, subsídios, pensões, salários mais altos mesmo não dando a devida produtividade, tachos e tachinhos e com toda a austeridade a servir praticamente só para pagar os juros da dívida, não propriamente para liquidar a divida. Estamos em um beco quase sem saída (falta o quase). Com tanta contestação e desprezo por aproveitar os recursos marinhos, só há uma saída, provocar a inflação dos produtos, uma maneira invisível de transferir para a população o pagamento da divida, uma vez que se torna inviável a desvalorização da moeda. De crise em crise caminhamos em agonia muito rápidamente para o fim da união; parece inevitável se a politica europeia não for um todo com um só orçamento ou a Alemanha assumir a “nossa governação”; mas, como cada qual político vê seu próprio interesse, vai ser o mexilhão a sofrer. A Alemanha perdeu a guerra com as armas mas acabou por vencer o resto da Europa com o cifrão e sua disciplina monetária, sessenta anos após a ajuda pelo plano marshall. E, porque se não lhes seguiu as pisadas, estamos mesmo lixados! Temos mesmo de recorrer à China! Boa sorte Senhor Vice-primeiro-ministro P.P.

Ilustrações de Costa Araújo Araújo

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 04:37
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Sábado, 10 de Maio de 2014
KISANJI . VIII

IDOLATRIA - O VERDADEIRO CHE GUEVARA III

Noticias de

Nell Teixeira Nell Teixeira - Funcionário da Fundación Campbell e Gestão ambiental, jornalista e ex-operador de TV na Angola colonial, a viver em Puerto Colombia, Colombia. Uma personalidade com seriedade, sabedoria, muito atento às notícias do mundo e, sempre portador de falas agraciadas com quem dá gosto compartilhar os segredos de viver.

Johnny Depp gosta de ostentar o rosto de Che em seus pingentes, blusas e bandanas. Tivesse ele nascido duas décadas antes em Cuba e tentasse ostentar esse estilo rebelde que lhe é peculiar, certamente teria sido enviado para um campo de concentração, onde seria obrigado a cavar fossos e túmulos - um sistema que foi criado pela primeira vez na América Latina exactamente pelo homem glorificado em seus adornos, Che. Já o célebre historiador Benicio Del Toro, que acaba de estrelar um filme no papel de seu herói, diz que "Che foi um daqueles caras que falavam e faziam. Era coerente. Sempre tem algo de grife em pessoas assim. Quanto mais vou conhecendo Che, mais o respeito". Aparentemente Del Toro se entusiasmou tanto com a imagem grife de Che que se esqueceu de examinar seu histórico, como comprova esse constrangedor vídeo em que uma jornalista cubana radicada em Miami humilha Del Toro, expondo toda sua ignorância sobre o passado de Che. Nenhuma pessoa em seu perfeito juízo vestiria uma camiseta estampando o rosto de Che. E nenhuma pessoa decente toleraria essa camisa em seus arredores. Porém, a gravura de Che Guevara é considerada a imagem mais reproduzida do século, embelezando desde camisetas e pôsteres, até biquínis e skates, passando por celulares e fraldas. Hollywood o glorifica em grandes produções e a revista Time o celebra como um ícone da mesma grandeza de Madre Teresa.

 Che e Fidel Castro

Nell Teixeira - Quem foi Che Guevara?

Mas como um sujeito horrendo, vazio, estúpido, sádico e epicamente idiota conseguiu um status tão icónico? A resposta é que esse nómada psicótico e completamente inexpressivo chamado Ernesto Guevara teve a magnífica sorte de associar-se ao maior assessor de imprensa da história moderna, Fidel Castro, que por meio século sempre foi capaz de manter toda a imprensa mundial diligentemente à espera de diretivas, correndo para ele a cada chamado seu, como pombos treinados. Caso Ernesto Guevara De La Serna y Lynch não se tivesse juntado a Raul e Fidel Castro na Cidade do México naquele fatídico verão de 1955; caso ele não se tivesse associado, um ano antes, a um exilado cubano na Guatemala chamado Nico Lopez, que mais tarde o apresentou a Raul e Fidel Castro na Cidade do México; tudo indica que Ernesto continuaria vivendo sua vida de viajante vagabundo, mendigando e molestando mulheres, dormindo em albergues inabitáveis e escrevendo poesia ilegível.

" Estou aqui nas montanhas de Cuba sedento por sangue", escreveu Che para a sua esposa abandonada em 1957. "Querido pai, hoje descobri que realmente gosto de matar", escreveu logo depois. O detalhe é que essa matança de que ele gostava, muito raramente era feita em combate; o que ele gostava mesmo era de matar à queima-roupa homens e garotos amarrados e vendados. "Quando você via aquele olhar extasiado em sua face, enquanto as vítimas eram amarradas aos postes e logo em seguido estouradas", disse a esse escritor um ex-prisioneiro político, "você percebia que havia algum distúrbio seriamente grave em Che Guevara". De fato, a única façanha genuína na vida de Che Guevara foi o homicídio em massa de homens e garotos indefesos. De sua própria arma, dezenas morreram. Sob suas ordens, milhares foram aniquilados. Em tudo o mais que fez, Che fracassou abismalmente, até hilariantemente. (Em um episódio cómico, durante a invasão da Baía dos Porcos, Che e seus homens estavam em um lugar completamente diferente da parte da ilha em que estava ocorrendo a acção. Mesmo assim, alguns exilados cubanos mandaram em sua direcção um pequeno barco carregado de fogos de artifício, uma mera táctica de distracção. O despreparado Che, liderando seus homens para uma ofensiva contra um barco completamente vazio, conseguiu a façanha de atirar em si próprio, acertando sua mandíbula. Deve ser um caso raro de um soldado que se fere sozinho com sua arma quando não há inimigo algum por perto...)

Kissanji: -  Instrumento musical - tábua de forma rectangular, onde se fixam umas palhetas de metal que accionadas transmitem sons (Angola).

(Continua…)

As opções de T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 04:11
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Sexta-feira, 9 de Maio de 2014
CAZUMBI . XLVI

10 Teorias misteriosas e antigas sobre alienígenas . VI de 8 Partes

As escolhas  de

Carlos Ferreira Carlos Ferreira

Em um caso envolvendo uma vaca mutilada, as amostras de fígado do animal foram encontradas completamente desprovidas de cobre e contendo quatro vezes o nível normal de potássio, zinco e fósforo. Várias hipóteses têm sido escritas, sugerindo que as mutilações de gado são cometidas por ETs que estão recolhendo material genético para fins desconhecidos. Alguns sugerem que, como vacas formam uma parte significativa da dieta humana global, um estudo está sendo realizado sobre este elemento da cadeia alimentar humana.

 Ao longo dos anos, tem sido atribuída à nossa lua algumas características estranhas. A lua é o quinto maior satélite natural do sistema solar. Acredita-se que foi criada por um impacto gigante entre a jovem Terra e um corpo do tamanho de Marte. A lua está, aparentemente, na órbita errada para o seu tamanho. Dados indicam que as regiões do interior da lua são menos densas do que as externas, o que dá origem à especulação inevitável que ela poderia ser oca. Algumas dessas reclamações vêm do facto de que quando os meteoros atingem a lua, ela treme como um sino. Em Julho de 1970, cientistas propuseram a Teoria da Nave da Lua.

 As alegações da teoria pseudo-científica são de que a lua da Terra pode ser uma nave alienígena. Ela seria um planetóide oco criado por seres desconhecidos com tecnologia muito superior a qualquer outra na Terra. Grandes máquinas teriam sido usadas para derreter rochas e formar grandes cavidades no interior da lua. Ela seria uma concha com uma camada externa feita a partir de escórias metálicas rochosas. A nave teria sido então colocada em órbita ao redor da Terra. Os defensores da teoria destacam fotos de OVNIs tiradas pela NASA em missões à lua e constatações de asteróides e meteoros que só criam crateras rasas na superfície da lua, e produzem um piso convexo até a cratera, em vez de côncavo como o esperado, reforçando a ideia de uma concha rígida.

(Continua…)

A opção do Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 05:06
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Quinta-feira, 8 de Maio de 2014
MALAMBAS . XXXII

NUM TEMPO CINZENTO. O tema "Angola, fez calar Mário Crespo…

MALAMBA: É a palavra.

Por

 T´Chingange

Obediência cega e sem questionamento, não faz parte do meu temperamento; discordo de muita coisa que me é dita, algo de que me tentam assediar mas, com respeito quanto baste e, de espírito pacífico, tento dar outro rumo à conversa, faço-me desentendido ou simplesmente retiro-me a pretexto de qualquer coisa sem conseguir muitas vezes esconder o que me contraria; por vezes até ando escandalizado por ver tanta futilidade, tanta energia e dinheiro desperdiçado por pessoas de quem nutria alguma simpatia; as verdadeiras, tornam-se inconvenientes aos senhores do poder e, simplesmente são afastadas sob qualquer mesquinho pretexto. Ver tanta falta de fidelidade, de compromisso e transparência de uns para com os outros causam-me constrangimento.

 Causou-me tristeza profunda ver alguém que na televisão denunciava situações que mais ninguém falava a ser afastado da Televisão SIC. Em antena aberta, como nenhum outro, muitas vezes o vi a expressar opiniões próprias ao contrário da maior parte dos jornalistas que são rebaixados e, cobardemente, se calam. "Tive uma carta do director de informação da SIC a proibir-me de levar o Rafael Marques ao meu jornal", denunciou Mário Crespo, referindo-se ao jornalista e activista dos direitos humanos em Angola, que chegou a ser perseguido na justiça portuguesa por um grupo de generais angolanos ligados à extracção de diamantes e, denunciados no livro "Diamantes de Sangue: Tortura e Corrupção em Angola".

Mário Crespo revelou também ter recusado por várias vezes incluir "reportagens muito bondosas sobre Angola" no Jornal das Nove. E, porque questionou a venda de cerca de um quarto do capital do grupo dirigido por Francisco Pinto Balsemão, Impresa, talvez ou pela certa esteja aqui o busílis, o calar a boca a quem provocava tanta acidez aos governantes angolanos. Já sinto a falta do Jornal das 9 da SIC NOTÍCIAS, com o Mário Crespo. Não vá para muito longe, Mário Crespo, e não pare de denunciar, de escrever, de comentar... Para mim, vai estar sempre presente...

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 09:30
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Quarta-feira, 7 de Maio de 2014
CAFUFUTILA . LVII

ANGOLAGATE . Dos Santos Prestes a Reabilitar General Corrupto- 2ª de 3 Partes

Escolhas de

: T´Chingange

Fonte: Maka Angola

Este procedeu ao registo dos meios em seu nome, como sua propriedade privada. Em sua defesa, ambos os generais chegaram a argumentar, através de informes ao presidente, que o uso, para proveito privado, de património militar por generais que os tutelam é um “hábito encontrado e reiterado” nas FAA. Antes do início do inquérito, a 20 de Setembro de 2010, o general Furtado escreveu ao comandante-em-chefe com o intuito de provar a sua inocência. Anexou facturas da Su Jungie a cobrar, às FAA, pelos meios que recebeu a custo zero das mesmas FAA. Para resolver o imbróglio, o inquérito, à luz da Lei da Probidade, propôs a instauração de procedimento criminal contra ambos os generais. O presidente, por sua vez, optou pelo arquivamento do caso.

 Como consequência dos esquemas sub-reptícios dos generais Furtado e Araújo, os 16 edifícios construídos pela Su Jungie, de quatro pisos e 16 apartamentos cada, num total de 96 apartamentos, deverão ser demolidos em breve, devido a graves problemas estruturais de construção. Os prejuízos estão avaliados em várias dezenas de milhões de dólares. Estranhamente, há já muitos anos que o general Araújo tem sido um dos principais fornecedores de bens alimentares às FAA, presenteado com contratos multimilionários, através da sua empresa Trans Omnia. Nessa empreitada, o general tem como sócios os irmãos Safeca Alcides, secretário de Estado do Orçamento – Ministério das Finanças; Aristides, secretário de Estado das Telecomunicações; e Amílcar, director da UNITEL. O general Fernando Vasquez Araújo nunca foi incomodado com questões acerca de tais actos ilícitos.

  Este mesmo general é ainda sócio do projecto agro-industrial Terra Verda, na Funda, que foi inicialmente concebido por Arkady Gaydamak para abastecer as FAA, e que custou ao Estado largas dezenas de milhões de dólares. Com o chefe do Estado-Maior da Força Aérea Nacional de Angola (FANA), general Francisco Lopes Afonso “Hanga” e cidadãos portugueses, o general Araújo é um dos sócios da empresa privada Air Meco, que faz a manutenção das aeronaves da FANA. Sobre a Air Meco, o África Monitor escreveu o seguinte, em 2012: “Os sucessivos acidentes com aviões e helicópteros militares ocorridos nos últimos anos têm sido internamente atribuídos a problemas de manutenção que comprometem especialmente a empresa e o seu trabalho. É corrente em meios militares que a empresa, movida por expectativas de lucros, não é suficientemente zelosa”. O Exemplo – de Impunidade – Vem de Cima Ora, a arbitrariedade e as contradições dos actos do presidente Dos Santos, exemplificadas no caso dos generais Furtado e Araújo, tem um precedente no seu próprio comportamento corrupto.

(Continua...)

Kafufutila / kifufutila : Farinha de bombô com açucar.

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 10:17
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Terça-feira, 6 de Maio de 2014
PUTO . L

NO TEMPO DAS CINSAS . “Saída limpa ”

Por

   T´Chingange

Somos milhões de “cegos” omitidos, vivendo no submundo da dependência por força de uma bolha que os bancos fizeram rebentar; sem dinheiro, as pessoas pararam de comprar o que quer que fosse, os construtores de casa faliram e as casas por pagar foram postas em leilão pelos vendedores de créditos. Os bancos europeus, por ganância consciente, abusaram em uma desregulada prática de engenharia financeira a que só se pode chamar de fraude. “Nossos” bancos portugueses, que viviam viciados em empréstimos, depositando nossas economias em bancos americanos, ficavam com a fatia de leão dos juros que nos eram devidos. Agora, 5 de Maio de 2014, Portugal sai do actual programa de resgate financeiro sem recorrer a qualquer programa cautelar; veremos então o que mais virá.

 Porque, usando uma prática de Dona Branca, um certo dia negro, a torneira fechou-se; salvaram-se com fartos lucros uma minoria de avisados e coniventes cidadãos detentores do poder que por artimanhas se ilibaram das suas responsabilidades. Entre estes, estão os nossos maiores chefes, governantes ao mais alto nível, postos aí pelo nosso próprio voto; Somos ou não, cegos!? Na mira de lucro fácil, os bancos envolveram-se em investimentos de alto risco, emprestaram dinheiro a quem antecipadamente se sabia não terem condições de pagar, uma imoralidade de todo o tamanho e, da qual não se puniram os culpados. E, para quê gastos adicionais com a justiça se as culpas dos prevaricadores, simplesmente prescrevem a contento dos ladrões.

  Se a própria natureza é regulada por leis, como é que as bestas desregularam o sistema fundindo nossos fusíveis? Porque, estes bandoleiros, sabiam que algo não correndo de feição, tinham o estado a intervir com o dinheiro dos contribuintes, para salvar a honra, impedir a falência, evitar o colapso da economia do país. Mas, temos um país para isto? Para nos lixarem permanentemente!? O injusto disto é que afinal, aqui o crime compensou porque enquanto os bancos ficaram com os prémios nós, os burros, ficamos com o prejuízo! Enquanto a Dona branca foi presa por brincar à banqueira do povo, estes mariolas ficaram por aí laureando a pevide quase de forma provocatória. Voltamos ao início de tudo: nenhuma pirâmide se sustenta de forma invertida; o que não é sustentável não se sustentará. Tomara que não seja mais uma medida suja, para caçar votos! Tomara!

Ilustrações de Costa Araújo Araújo (Dionisio Cerqueira)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 06:20
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Segunda-feira, 5 de Maio de 2014
KANIMAMBO . XLVI

BANANA - Esqueça as pílulas - coma uma por dia! . 2ª de 2 Partes

Isto é interessante

Por

 Kimbolagoa

 


Úlceras: A banana é usada na dieta diária contra desordens intestinais pela sua textura macia e suavidade. É a única fruta crua que pode ser comida sem desgaste em casos de úlcera crónica. Também neutraliza a acidez e reduz a irritação, protegendo as paredes do estômago;  Controle de temperatura: Muitas culturas vêem a banana como fruta 'refrescante', que pode reduzir tanto a temperatura física como emocional de mulheres grávidas. Na Tailândia, por exemplo, as grávidas comem bananas para os bebés nascerem com temperatura baixa; Seasonal Affective Disorder (SAD): a banana auxilia os que sofrem SAD, porque contêm a vitamina B6 e triptofano, que nos acalma e nos faz ficar bem-humorados;  Fumar e Uso do Tabaco: As bananas podem ajudar as pessoas que tentam deixar de fumar. Vitaminas - A, B6 e B12, assim como o potássio e magnésio, ajudam o corpo a recuperar dos efeitos da retirada da nicotina.

Stress: O potássio é um mineral vital, que ajuda a normalizar os batimentos cardíacos, levando oxigénio ao cérebro e regula o equilíbrio de água no corpo. Quando estamos stressados, nossa taxa metabólica se eleva, reduzindo os níveis de potássio que podem ser reequilibrado com a ajuda da banana, que é rica em potássio;  Enfarto: de acordo com pesquisa publicado no New England Journal of Medicine, comer bananas como parte de uma dieta regular, pode reduzir o risco de morte por enfarto em até 40%! Verrugas: os interessados em alternativas naturais juram que se quiser eliminar verrugas, pegar um pedaço de casca de banana e colocá-lo sobre a verruga, com o lado amarelo para fora. Segure cuidadosamente a casca no local com esparadrapo! Assim, a banana é um remédio natural para muitos males. Quando você compará-lo com uma maçã, tem quatro vezes mais proteínas, duas vezes mais carboidratos, três vezes mais fósforo, cinco vezes mais vitamina A e ferro e o dobro das outras vitaminas e minerais. Também é rica em potássio e é um dos alimentos mais valiosos para nossa saúde. Então talvez seja hora de mudar essa frase em inglês, tão conhecida: 1 apple a day, keep the doctor away, e que nós traduzindo deveríamos usar: "Uma banana por dia mantém o doutor sem freguesia!" 


Kanimambo: Obrigado (de Moçambique) 

De T´Chingange: BOLO DE CASCA DE BANANA INGREDIENTES: 2 xícaras (chá) de casca de banana partidinhas; 4 gemas e 4 claras em neve; 2,5 xícaras de açúcar; 3 xícaras de farinha de trigo; 5 colheres de sopa rasas de margarina; 2 colheres de sopa com fermento em pó; canela em pó para polvilhar antes de ir a o forno; MODO DE PREPARAR: Bater no lidificador as cascas de banana com meia xícara (chá) de água. Reservar. Na batedeira, colocar a margarina, as gemas e o açúcar, batendo até ficar homogénea. Misturar as cascas de banana batidas, a farinha e o fermento. Por último as claras em neve, polvilhando com a canela antes de ir ao forno. Em uma forma untada, cozer durante 20 a 35 minutos. NUTRIENTES: Vitaminas A e C, Ácido Fólico, Potássio, Fósforo e Magnésio. BOM APETITE!

Fruto incrível!

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 10:22
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Domingo, 4 de Maio de 2014
KISANJI . VII

IDOLATRIA - O VERDADEIRO CHE GUEVARA-II

As escolhas de

Nell Teixeira Nell Teixeira

 Por outro lado, a revista Time, por exemplo, classificou honrosamente Che Guevara como uma das "100 Pessoas Mais Importantes do Século". Não satisfeitos com tão incompleto louvor, também o colocaram na sessão "Heróis e Ícones", ao lado de Anne Frank, Andrei Sakharov, Rosa Parks e Madre Teresa. Daqui em diante, as ironias vão ficando mais ricas. A mais popular versão da camiseta e do poster de Che, por exemplo, ostenta o slogan "Lute Contra a Opressão" sob sua famosa face. Essa é a face de um homem que fundou um regime que encarcerou mais de seu próprio povo do que Hitler e Stalin, e que declarou que "o individualismo deve desaparecer!". Em 1959, com a ajuda dos agentes soviéticos da GRU, o homem celebrado naquela camiseta ajudou a fundar, treinar e a doutrinar a polícia secreta cubana. "Sempre interrogue seus prisioneiros à noite", ordenava Che a seus capangas. "A resistência de um homem é sempre menor à noite". Hoje, um mural com o retrato de Che - o maior do mundo - adorna o Ministério do Interior, que é o quartel-general da KGB cubana - a polícia secreta treinada pela STASI. Nada poderia ser mais apropriado.

 O boxeador Mike Tyson costumava comemorar suas vitórias erguendo seus braços em triunfo. Em 2002, ele visitou Cuba e tatuou uma enorme imagem de Che em seu dorso. Desde então, ele tem sido horrível e impiedosamente surrado em absolutamente todas as suas lutas, um processo que é uma mímica perfeita do histórico de combate de seu ídolo. Que Mike Tyson aprenda: Che era de fato muito proficiente em castigar seus inimigos, milhares deles, mas somente após estes estarem devidamente amarrados, amordaçados e vendados — e creio que a Federação Nacional de Boxe não vai permitir isso. Quando a intelligentsia e todo o beautiful people presente no Festival de Cinema de Sundance (que incluía variedades como Al Gore, Sharon Stone, Meryl Streep e Paris Hilton) explodiu numa extasiante ovação ao filme Diários de Motocicleta, eles estavam aclamando um filme que glorificava um homem que havia encarcerado ou exilado os melhores escritores, poetas e cineastas independentes de Cuba, ao mesmo tempo em que transformava a imprensa e o cinema - tudo sob a mira de metralhadoras tchecas - em agências de propaganda do regime stalinista.

 O produtor executivo do filme, Robert Redford (que sempre inicia os festivais discursando longamente sobre a importância da liberdade artística), foi obrigado a exibir o filme para Fidel Castro e para a viúva de Che (que chefia o Centro de Estudos Che Guevara, em Cuba) antes de seu lançamento oficial, para ver se ambos aprovariam o resultado. Até onde se sabe, não houve gritos e protestos de "censura!" e "vendido!" para Redford. As tietés de Che são muitas e variadas. Christopher Hitchens, por exemplo, se maravilha com a "indomável rebeldia" de Che e nos assegura em seu mesmo artigo no New York Times que "Che não era um hipócrita". "1968” - Na verdade começou em 1967, com a morte de Che", reconta Hitchens. "Sua morte significou muito para mim, e para muitos como eu, na época. Ele era um modelo para todos".

Kissanji: -  Instrumento musical - tábua de forma rectangular, onde se fixam umas palhetas de metal que accionadas transmitem sons (Angola).

(Continua…)

As opções de T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 06:43
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Sábado, 3 de Maio de 2014
MALAMBAS . XXXI

NAS CINSAS DO TEMPO . “geração do instantâneo”

MALAMBA: É a palavra.

Por

 T´Chingange

Em cada dia que passa, verificamos cada vez mais que o dinheiro compra bajuladores, mas não amigos; compra a cama, mas não compra o sono; compra pacotes turísticos, mas não a alegria; compra todo e qualquer tipo de produto, mas não uma mente livre; Em minhas meditações nos dias mais ascéticos assim como numa incubadora de minha lenta gestação espiritual, numa metamorfose de músculos enfraquecidos, viajo em um mundo só meu, encantado de visões e alucinações; isto sucede desde que morri lá muito para trás no cruzeiro da curva da morte num lugar chamado de Longonjo, alem Caála e, para lá da Catata. Visualizar essa viagem do passado é peregrinar em busca de uma luz da qual eu não sou iluminado.

 Aquela que deveria ser a luz da verdade, cada vez me surge mais ofuscada, mais luz da mentira sem poder enquadrar Deus naquilo que teria de me ser peneirado sem dúvidas em minha suruca de três malha finas; Embora seja zeloso nas tarefas do meu foro, nunca fui um instigador de leis legadas no livro-dos-livros e nunca pude enquadrar Deus na minha “caixa de fé” mas, ao meu redor noto tantas prevaricações que perdoo a mim mesmo pelo facto de a minha sombra não curar como a de Pedro, nem meus lenços servirem para expelir demónios como eram usadas as vestes de Paulo.

 Somos milhões de “cegos” omitidos e, compungidos, só podemos lamentar a falta de misericórdia, falta de amor por tantas multidões vivendo no submundo da miséria. Das ajudas, vêem-se pequenas nuvens passageiras que só gotejam a plumagem de nossos sentimentos mas, valha-nos isso, que estes pingos de água não sejam chuvisco em penas de pato. Que maravilhoso seria uma tomada de posição séria por aqueles que têem poder e daqueles que têm ouvidos para escutar os gemidos do espírito Santo. Tudo vai continuar na mesma porque esta “geração do instantâneo” recusa-se a gastar tempo com as ninharias dos pobres, não se podem perder nestes lamentos, nem tão pouco “despiolhar suas vestes de orgulho”.

Suruca: Conjunto de 3 peneiras com malhas diferentes e que sobrepostas, manobradas por garimpeiros, seleccionam as pedras preciosas retiradas do leito do rio ou lagoa (material de aluvião).

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 09:41
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Sexta-feira, 2 de Maio de 2014
CAZUMBI . XLV

10 Teorias misteriosas e antigas sobre alienígenas . V de 8 Partes

As escolhas  de

Carlos Ferreira Carlos Ferreira 

Foi proposto que o planeta desses seres está localizado no sistema da estrela Zeta Reticuli. É dito que os Greys costumam olhar nos olhos para induzir estados alucinógenos ou directamente provocar emoções diferentes nas pessoas. De acordo com o biólogo reprodutivo inglês Jack Cohen, a imagem típica de um Grey, uma vez que teria evoluído em um mundo com diferentes condições ambientais e ecológicas da Terra, é muito fisiologicamente semelhante a um ser humano para ser crível como uma espécie alienígena. Isso ainda levou à teoria de que esses seres extraterrestres tiveram influência sobre a evolução da vida na Terra no passado distante, ou que eles são uma antiga raça de humanos que foi forçada a abandonar o planeta, mas que ainda o visita.

 Mutilação animal

Mutilação de gado, ovelhas e cavalos é um fenómeno que ocorre sob circunstâncias excepcionais ou anómalas. Uma característica marcante desses incidentes é a natureza cirúrgica da mutilação. As criaturas são frequentemente encontradas completamente sem sangue, faltando órgãos internos. Não há nenhum ponto óbvio de incisão. Outra ocorrência estranha é que os corpos dos animais são encontrados abandonados em uma área onde não há marcas ou pegadas perto da carcaça, mesmo quando o corpo é encontrado em terreno macio ou lama. As feridas do tipo cirúrgicas observadas parecem ser feitas por calor intenso e um instrumento muito forte e preciso. Muitas vezes, a carne é removida do osso de forma exacta, como ao redor da mandíbula.

 O primeiro caso relatado de mutilação ocorreu perto de Alamosa, Colorado, EUA, em 1967. O evento envolveu uma égua chamada Lady, que foi descoberta com a cabeça e o pescoço esfolado. Os cortes na égua eram muito precisos e nenhum sangue foi encontrado. Segundo o proprietário do animal, havia um cheiro medicinal forte no ar que rodeava o cadáver. Quinze marcas circulares afiladas foram perfuradas no solo. Esta prova foi descoberta em uma área de quase 5 mil metros quadrados. Similar a outros casos de mutilação de animais, a área circundante ao animal mostrou um aumento nos níveis de radiação. Os animais mutilados são evitados por predadores de grande porte, tais como coiotes, lobos, raposas, cães, gambás, texugos. Da mesma forma, animais domésticos ficam visivelmente agitados e com medo da carcaça. Segundo análises, quase 90% do gado mutilado têm entre 4 e 5 anos de idade. Testes mostram que os animais tinham níveis anormalmente elevados ou baixos de vitaminas ou minerais, e presença de produtos químicos normalmente não encontrados neles.

(Continua…)

A opção do Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 08:06
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Quinta-feira, 1 de Maio de 2014
FRATERNIDADES . LVIII

“A ALMA” - Uma alma é Energia Divina; é existência além da matéria

Por 

 T´Chingange

Gostava de viver para sempre e, até acho que a morte é uma injustiça mas ontem, quando do meu passeio vespertino dei comigo a pensar sobre a sustentabilidade da minha própria longevidade. De, continuar a caminhar sem ser um peso no défice das engenharias financeiras. Acabei por chegar àquela máxima de que, o que é insustentável não se sustentará. É aqui que a porca torce o rabo: Se agora, não usar meus pés, meus braços, minha vista para me preencher de boas novas, o corpo me arrepiará a existência da alma. Em geral, a ciência moderna estuda o homem sem fazer referências a uma alma imaterial, uma vez que se existe, não pode ser observada nem medida pelos instrumentos de ponta tecnológica.

 Por detrás desta brevíssima cortina, fascinado pela ideia de poder acordar em uma dimensão celestial, que fazer da química do meu eu, mergulhando num sonho de universo encantado, interstelar. E, como o que não tem remédio remediado está, belisquei-me para sentir dor e foi neste ápice que me supus magoar alguém a quem se ama. E, se esse alguém a quem se ama muito, nos magoa, nos ofende, que sentido se pode dar para expressar o que se sente além das lágrimas que escorrem em nossa face? Nossa alma!

 É impossível dar uma definição da alma, pois esta, não é uma entidade concreta mas abstracta. Não é matéria - é energia - mas também não é energia física. É energia Divina, um pedacinho de Deus dentro de nós. Muito lentamente, nossa gestação espiritual, mental e psíquica metaforiza-nos músculos desconhecidos, que não fazem parte da conhecida anatomia humana, que reagem a cada acto, assim como cinco sentidos, energia que não pode ser vista, uma bateria dando animação à vida. Tire a alma do corpo, e o corpo basicamente desmorona. Em verdade teríamos de fazer calar os sentidos para sentir a alma porque tal como um homem faminto não pode competir, uma alma faminta não pode expressar-se: -Essa, será a nossa identidade interior, nossa razão de ser! Numa grande composição cósmica, cada um de nós é uma nota musical, única.

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 13:05
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Temos um Hino, uma Bandeira, uma moeda, temos constituição, temos nobres e plebeus, um soba, um cipaio-mor, um kimbanda e um comendador. Somos uma Instituição independente. As nossas fronteiras são a Globália. Procuramos alcançar as terras do nunca um conjunto de pessoas pertencentes a um reino de fantasia procurando corrrigir realidades do mundo que os rodeia. Neste reino de Manikongo há uma torre. È nesta torre do Zombo que arquivamos os sonhos e aspirações. Neste reino todos são distintos e distinguidos. Todos dão vivas á vida como verdadeiros escuteiros pois, todos se escutam. Se N´Zambi quiser vamos viver 333 anos. O Soba T'chingange
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