Segunda-feira, 30 de Junho de 2014
N´GUZU . XXII

QUENTURA DOS TEMPOS . Brasil e a Crise Energética MundialIV

O Brasil corre o risco de perder metade do seu território em julho de 2014, e 190 milhões de brasileiros poderão ser despejados!

N´Guzu: Força, poder, deus da guerra.

As escolhas de

Kimbo Lagoa

Fonte: 11/05/2014 - http://mudancaedivergencia.blogspot.com.br

 

12 - Segundo informações fornecidas pela Organização das Nações Unidas (ONU), a maioria das mulheres traficadas para a Europa são originárias de comunidades pobres dos estados de Roraima, Amapá, Amazonas e Pará. "Para o governo, progresso é extrair petróleo, abrir estrada, plantar soja, derrubar madeira", e a protecção dos indígenas contra estas ONGs que nem sabem quem é? Continua sob a tutela da presidente Dilma o documento aguardando o NÃO PARA OIT N.169.

13 - O depoimento do Capitão de Mar e Guerra Paulo César Machado, Capitão dos Portos da Amazónia Ocidental e da Chefe do Departamento de Registro, Fiscalização e Estatísticas da Empresa Estadual de Turismo do Amazonas - AMAZONASTUR, diz de que meninos e meninas são explorados sexualmente por turistas estrangeiros e nacionais que visitam a região e usam a pesca desportiva como fachada. Quais foram os resultados da CPI da pedofilia e prostituição infantil no Amazonas? Inconformada com a leniência das autoridades brasileiras, apresento: http://www.aids.gov.br/noticia/cpi-da-prostituicao-infantil-indicia-20-politicos -

http://mudancaedivergencia.blogspot.com.br/2014/05/cpi-da-pedofilia-e-exploracao-sexual.html

14 - Enquanto a brasileira do Estado de Santa Catarina, Sul do Brasil, Catarina Migliorini, de 20 anos, leiloou sua virgindade pela Internet e conseguiu facturar R$.1,5 Milhão, pago por um japonês de 53 anos, a brasileira índia na região do Amazonas do extremo Norte do País, a virgindade da menina índia custa R$.20,00, que lhe é tirada sob ameaça, em troca muitas vezes de uma caixa de bombom segundo a jornalista Kátia Brasil.

http://port.pravda.ru/sociedade/cultura/23-01-2013/34214-meninas_indigenas-0/
15 - Até hoje não permitiram as regiões da Amazonas a prosperar. A cobiça estrangeira na biodiversidade e riquezas da região brasileira chega a isto; usaram e usam os nossos índios que inocentes agindo pela falsa protecção da Funai, (guardiã deles, conforme a CB de 1988) entregam e denunciam o Brasil. Os aloprados, no entanto, querem é ainda mais terra para índio, onde não haja nem fé, nem lei, nem rei, e governos entreguistas.

16 - Motivos mais que suficientes para uma Comissão da Verdade sobre a actuação das ONGs internacionais, contrariando os costumes e hábitos dos indígenas nas florestas brasileiras. Em 2008 foi encaminhado denúncia para o Ministro Márcio Thomas Bastos (Justiça), solicitando a imediata entrada da PF do Brasil no caso. Americanos e nacionais em férias na Amazónia mantêm um ritual criminoso de abuso sexual contra crianças índias brasileiras e, até um magistrado americano, conceituado, estaria envolvido. "Esta denúncia é gravíssima. Os crimes ocorrem em território nacional com crianças até 14 anos. O Exército é proibido de entrar.

http://www.vermelho.org.br/prosapoesia/noticia/32972-49

:

Como cidadã brasileira, em respeito à Constituição Brasileira de 1988 que diz sermos todos iguais perante a Lei, cumprindo o meu dever cívico e patriótico, em respeito aos patriotas que lutaram como guerreiros para preservar o Brasil íntegro em toda a sua extensão, indignada com a os políticos neoliberais que decidiram sepultar as ideias patrióticas injectadas no País pelo Presidente Getúlio Vargas, mormente aquela que reservava aos nacionais o desbravamento da Amazónia. Nos deparamos hoje, com as governanças brasileiras entregando as nossas riquezas, nossas terras, nossos índios, nossa etnia, nossa liberdade, para quem nem sabem quem é. O nosso perigo passou de externo a ser interno pelos brasileiros que agindo pela ganância e submissão, tendo por traz a ignorância, desprezam o Estado de Direito.

 A falta de alternância no poder, leva a prática do governo de usar a máquina para interesses políticos. Direito que tem de ser aplicado neste país com participação activa do governo brasileiro, dos políticos, do STF (Supremo Tribunal Federal), de órgãos administrativos, do dinheiro dos contribuintes, e da inocência do povo brasileiro. A futura perda de parcela do território brasileiro. E, como um obediente cordeirinho o "Congresso Nacional" mansamente aprovou essa nefasta Convenção, sem esboçar um mínimo repúdio aos artigos que poderão ser evocados para a retirada de um grande naco de terra do BRASIL. Pirara - O Brasil perdeu para a Inglaterra e hoje pertence a Guiana. O Brasil era maior do que nós herdamos. Tínhamos uma saída para o Mar do Caribe por meio dos rios Rupununi e Essequibo. Ainda há tempo para reverter toda essa burrice ou traição, desde que a Presidente Dilma Rousseff com patriotismo, DENUNCIAR a Convenção n°169 dizendo NÃO.

Marilda Oliveira, oliveira.marilda@terra.com.br, São Paulo - Ipiranga – SP - Enviado em 11 de maio de 2014 por Manoel Soriano Neto Coronel de Infantaria e Estado-Maior do glorioso Exército Brasileiro, Historiador Militar. msorianoneto@hotmail.com

(Continua...)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 09:40
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Domingo, 29 de Junho de 2014
INVENTAÇÕES DA HISTÓRIA . XI

EM TERRAS DO SUMBE . Tempo de Macutas

Verdade ficcionada

Por

 T´Chingange

   Bandeira em 1780 -  O Exército o Império Unido de Brasil, Portugal e Algarves é o segundo mais poderoso do mundo, depois do Exército Sino-japonês.

Fugindo daqui e dali vi-me agora em aflições porque o passado reconheceu-me na palidez enrugada da velhice. Com palavrões dentro da cabeça, tentei reconstruir minha já antiga inventação e com os nomes esvoaçando, mijando raiva de mim aos poucochinhos, fui buscar as novidades fracturadas com figas e juras por sangue de Cristo. Tive mesmo de espreitar minha vida pelo cano de meu revólver; uma vida estriada em verdades misturadas nas mentiras. Foi ai que o filho da mãe surgiu, engalanado com bandeiras, panos e guarda-sóis coloridos. Em ambiente de grande excitação e alegria vindo de Quilengues, surge um branco albino que parecia um demónio, cabelos sujos e espetados como capim velho. Vinha buscar barricas de aguardente e rolos de tabaco.

 - Rei do Bailundo 19981977  -  1998 Manuel da Costa Ekuikui III

Eu, como secretário de fazenda de João de Câmara da Capitania-Geral do Reino de Angola com a ajuda do capataz José Nanquituka tinha de despachar rápidamente este rebelde mijão matumbo kazukuta com seus monandengues, porque não me era de fiar. Portando-me com o colar de dentes de javali ofertado pelo rei do Huambo Katchitiopololo Ekwikwi, monarca de muito respeito e respeitado,olhando para trás deste falso branco, pude ver que tinha consigo mais ausências de dignidade do que medo. Sua brancura indeferia-me com seus sorrisos matreiros de mentira chorada antes da lágrima. Já no terreiro fiz um sinal a Kaputo da Silva, o almoxarife missionário auxiliar, para que se aproximasse e, dei-lhe ordens para que procedesse á troca de géneros com estes demónios de Quilengues. Neste entretanto empoleirado nas horas das consequências com vénias de enrugada postura, o branco de fingir, dá umas ordens aos seus monandengues e, eis que salta um t´chingange para o terreiro empoleirado em antas, zingarelhos, enfeites de ossos de hiena e facóchero ao redor do corpo.

   Entre 1876 e 1893, reinava no Bailundo Ekuikui II, substituto de Ekongo-Lyo-Hombo, quando o reino entrou em grande alvoroço. Foi numa altura em que, no planalto, os reinos iam caindo, um a um, nas mãos dos colonos portugueses. No ano de 1893, os emissários do reino Bailundu, dirigiram-se à embala de Ekuikui II dizendo-lhe que o reino estava em vias de ser atacado. Todos se recordavam da prisão feita pelos portugueses, do rei Cingi I um século antes (1780?). nesse então, o reino do Viyé, já estava há uma centena de anos submetido aos brancos.

Rainha D Maria I

Fazendo rodopios de dança espacial, gaifonas de feitiço e superstições secretas, ele salta e ressalta, gesticula traços com braços apitando uma estranha gaita até que, já cansado, estatela-se no chão, literalmente como forma de agradecimento à minha solene pessoa, o tchindele mwana-pwó do M´puto. Dois candengues colocam bem aos meus pés dois potes de mel silvestre e eu, agradecendo de mão virada para o pretobranco albino mando que lhe seja dada uma bandeira do M´Puto recentemente chegada de Loanda a mando da Rainha D. Maria I. Dando costas àquela turba pude observar que ordeiramente se dirigiam para o armazém das bebidas. Aquela noite o batuque prolongou-se mais para além do habitual; o kimbombo, t´chissângwa, marufo e bolungas várias faziam a alegria da vagabundagem. Não obstante ficar atento a possíveis alterações de ordem pública, recomendei pessoalmente ao Alferes da guarnição e presídio do Sumbe da foz do rio N´gunza, que mantivesse uns quantos cipaios a observar, até que aqueles kazukutas e seu chefe beiçudo, branco genérico se fossem para Quilengues.

 

(Ver glossário no final)

(Continua…)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 07:22
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Sábado, 28 de Junho de 2014
KISANJI . XIV

IDOLATRIA - O VERDADEIRO CHE GUEVARA  IX de 11 Partes

Noticias de

Nell Teixeira Funcionário da  Fundación Campbell e Gestão ambiental.

 Com apenas uma semana no poder, Che já havia abolido o habeas corpus. Além de afirmar que evidências judiciais eram detalhes burgueses arcaicos, ele complementava garbosamente dizendo que "executamos por convicção revolucionária!". Edwin Tetlow, correspondente do Daily Telegraph londrino em Havana, relatou sobre um "julgamento" em massa orquestrado por Che em que as sentenças de morte já estavam postadas em um quadro antes do julgamento começar. Ele assinava seu nome como "Stalin II", professava que "as soluções para o mundo estão atrás da Cortina de Ferro", e dizia confiantemente que "se os mísseis nucleares tivessem permanecido em Cuba, teríamos disparado contra o coração dos EUA, incluindo Nova York". Ele também afirmava que pela vitória do socialismo era válido ter "milhões de vítimas atômicas". Imediatamente após marchar vitorioso em Havana, Guevara saqueou e depois se mudou para aquela que provavelmente era a mais luxuosa mansão de Cuba.

 O proprietário dela havia conseguido fugir do país após ser caçado por um pelotão de fuzilamento, e o repórter que escreveu sobre a nova casa de Che em um jornal cubano foi ameaçado de morte por fuzilamento. Um ano depois, milhares de cubanos foram mandados para campos de trabalho forçado sob ordens de Che, tudo baseado em seu desejo de moldar "um novo homem". Comemorou efusivamente a invasão soviética e o consequente massacre de milhões de húngaros que resistiram ao imperialismo russo. De acordo com Guevara, aqueles húngaros que lutavam pela liberdade e resistiam à escravidão eram todos "fascistas e agentes da CIA". Apesar de seus fãs dizerem pomposamente que ele foi um médico formado, ninguém até hoje, após inúmeras tentativas, conseguiu localizar qualquer histórico sobre seu diploma de medicina. Logo após ser capturado na Bolívia, Che admitiu para o comandante da operação, o Capitão Gary Prado, que ele não era médico, mas tinha "algum conhecimento de medicina".

  Zoila Aguila

Em sua campanha de relocação e concentração de prisioneiros - que apequenava tudo que os britânicos fizeram aos Bóeres - os garbosos comunistas saquearam centenas de milhares de cubanos, despojando-os de suas casas e agrupando-os em campos de concentração no lado oposto de Cuba. Tive a oportunidade de entrevistar várias dessas famílias "realojadas". Uma dessas cubanas, esposa de um trabalhador rural, recusou-se a ser relocada. Após seu marido, filhos e sobrinhos terem sido todos assassinados pelo Galante Che e seus capangas, ela conseguiu apoderar-se de uma sub-metralhadora e de um pente de balas refugiando-se nas montanhas. Ela acabou se tornando uma rebelde. Os cubanos conheceram-na como La Niña Del Escambray. Ela passou um ano embrenhada nas montanhas, fugindo dos comunistas que varreram todas as localidades à sua procura. Até que um dia seu suprimento de munição acabou e os vermelhos a capturaram. Espantosamente, ela não foi executada (Che deve ter tirado um dia de folga), porém, durante anos, La Niña sofreu horrivelmente nas masmorras de Fidel (você pode ler as descrições das torturas aqui). Após ser solta, refugiou-se em Miami (na década de 60 ainda se podia sair de Cuba).

Kisanji: -  Instrumento musical - tábua de forma rectangular, onde se fixam umas palhetas de metal que accionadas transmitem sons (Angola).

(Continua…)

As opções de T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 04:15
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Sexta-feira, 27 de Junho de 2014
MALAMBAS . XXXIX

 NAS CINSAS DO TEMPO . Usar a mente! ... Passado, é o prólogo do futuro… V

MALAMBA: É a palavra.

Por

   T´Chingange

 A nossa vida depende desse astro que nos aquece e ilumina, o SOL. As perturbações magnéticas do astro rei, a alterarem, tudo mudará em nossas vidas. O aumento do número de manchas solares é acompanhado por um aumento de clarões solares, explosões de hélio e hidrogénio, acima da superfície solar; estes clarões solares interrompem na terra as comunicações via rádio ou telefone e até, por um aumento de tensão pode provocar cortes de energia eléctrica ou provocar danos aos muitos satélites a girar ou estabilizados ao redor da terra.

 Para nos integrarmos plenamente ao novo ciclo índigo da terra, teremos de fazer as pazes com o passado, abandonar antigos hábitos que nos fazem abrandar a marcha; teremos de nos libertar dessa bagagem extra para podermos passar pelo fundo da agulha. O passado pode obscurecer nossa visão e até nos desorientar a chegarmos mais fácilmente aonde queremos ir. Cada um daqueles que formam a humanidade índigo, serão um espelho que transmitirá à humanidade o reflexo de seu estado com conhecimento consciente. Eu próprio sem saber ao certo o que sou, terei ao nível da mente e intelecto, buscar descortinar no mínimo, esse domínio da alma.

 O nosso espírito expressa-se através  do nosso trabalho, através de nossas mãos e aquilo com que contribuímos na nossa comunidade. Claro que não nos servirá de exemplo ver essa grande nação, ao E.U.A. envolvidos em pequenas ou grandes guerras, fora das suas fronteiras, seguramente não será o espelho para as demais nações. Pode aqui perguntar-se: Quem é o rei nesta nossa grande sociedade? Serão os que podem mesmo à custa dos outros, satisfazer seus próprios desejos? Tem-se verificado o uso errado que a humanidade faz das suas emoções através da cólera e da guerra; não se vê em essas guerras de além fronteiras sentimentos de amor, bondade ou compaixão. No entanto essas emoções foram usadas para exprimir a cólera, orgulho, ciúme e vingança.

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 10:17
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Quinta-feira, 26 de Junho de 2014
FRATERNIDADES . LXI

 

LUBANGO  Na cordilheira da Chela

A África da minha vida

Por

Eduardo Torres Eduardo Torres     

   

                 

O sentimento
O que vale o sentimento?
Pergunta que me transcende
Será como uma luz que se ascende
Cá dentro do nosso ser?
Ou é um fogo que arde
Sem nenhum de nós saber?
O sentimento é um valor
Que se sente e se conhece
E quase sempre aparece
Deixando algum sabor
Pode aparecer amargo ou doce
É assim como se fosse
Uma estrela no céu a brilhar
Por vezes como ela, distante
Mas que se aproxima num instante
Para nos fazer sonhar.

 Mossãmedes - 1914

Hoje, ao consultar a minha página do facebook, deparei-me com documentos fotográficos, quanto a mim, de inquestionável valor, que ajudam a entender Angola, e as grandes dificuldades porque passaram os seus colonizadores, porque os colonialistas, já nessa época, viviam bem instalados, no que por norma se chamava Metrópole. Fotografias, a rondar o ano de 1927, curiosamente, tempo muito semelhante ao que geralmente escrevo quando me refiro a episódios da minha infância. Numa década, Angola não sofreu um desenvolvimento que a transformasse tão repentinamente numa outra muito diferente, tanto mais que se encontrava afastada do mundo civilizado, esquecida, colónia que garantia benefícios e riqueza, mas pouco ou nada usufruía deles.

  Tal com na fotografia, ainda muito criança, lembro-me de um carro de marca Nash, propriedade do meu pai, mais moderno, com capota, mas de linhas semelhantes, com cromados, bancos corridos em cabedal, e que era o meu encanto. As mesmas estradas e picadas por onde se circulava, em condições muito difíceis, especialmente na época das chuvas, as mesmas jangadas utilizadas para serem atravessados rios, como o Cunene, pontões de Madeira, muitos deles de precária segurança, e estou a escrever já dos anos trinta e oito, quarenta, porque os que se seguiram continuaram a ser em tudo muito semelhantes.

 Dr. Roy B. Parsons e sua esposa

Só a partir de 1961, é que houve uma explosão de desenvolvimento, forçada pelas circunstâncias. Até essa altura, foi sempre uma "roça", explorada até ao tutano pelo país colonizador. Recordo- me da minha mãe, ter sido operada na Catabola, a uma vista, pelo Dr. Strangwey, o meu avô no Bundjei(?) e a minha irmã e irmão no Bongo (Lépi) pelo Dr. Parson, porque em casos mais graves de saúde as pessoas recorriam aos missionários americanos, que proporcionavam outras garantias, num tempo em que não havia antibióticos, garantias que os hospitais portugueses não ofereciam, por falta de meios, independentemente da boa vontade dos médicos que tratavam os doentes.

 Contudo, muito miúdo ainda, lembro-me de a minha mãe ter sido hospitalizada na Chibia, porque havia um médico de reconhecido valor, se não me engano, de nome Menezes, e percorrer frequentemente quarenta quilómetros de má estrada, com o meu pai, para ir visita-la. E ao escrever sobre Angola, nestes termos, estou a referir-me a todas as outras colónias portuguesas que eram tratadas de modo igual. Talvez por essas dificuldades, de se ter de ir buscar água ao chafariz, de se ter velas, candeeiros de petróleo e petromax, xipefo, para se obter luz, mas saber que em cada dia poder sentir uma liberdade completa para poder correr pelos campos, poder pedalar a bicicleta pela estrada sem correr riscos com os automóveis, respirar ar puro em lugar de respira-lo poluído, descobrir espaço livre até ao horizonte, sem casario ou grandes prédios a atrapalhar, ter galináceos, patos, gansos, cães gatos e bambis domesticados que me vinham comer à mão.

 Nash

Apanhar, mangas, pêssegos, laranjas, morangos, passar cada Natal com todos os familiares na Humpata, com os meus avós, e o Ano Novo na minha casa, da mesma maneira, ver a doçaria ser confeccionada em casa e comer os restos da massa dos bolos que ficavam nas panelas os nos tachos depois dos bolos colocados nas formas ou tabuleiros para irem ao forno, previamente aquecido a lenha, e limpo de toda a cinza, se isto não era vida, o que era realmente viver? Como posso esquecer Angola, a minha terra no planalto da Chela, onde pude ter uma vida diferente, porque graças a Deus, sempre tive uma vida feliz em qualquer lugar onde viesse a viver depois. Mas a infância, em que Angola era realmente a África, que não volta nunca mais a ser igual, foi um marco diferente na minha vida, que jamais poderei olvidar. África estava tão longe do mundo civilizado, que só a segunda grande guerra a conseguiu aproximar da Europa.

(Continua...)

As escolhas do Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 09:29
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Quarta-feira, 25 de Junho de 2014
MUKANDA DO M´PUTO . LI

AS FALAS DO ZECA - COIMBRA ESSA ANTIGA CORIMBA DE MAR VERDE!

Por

Zeca e T´Chingange

COIMBRA DOS 100 AMIGOS - Foi a esta pequena introdução ao cardápio de amizades que Zeca me respondeu em seu jeito kaluanda. Não falei dos 100 terra, dos 100 nada e dos 100 coisa alguma nem 100 selecção. Por Coimbra, ginasticando meu físico fui pensando no que dizer aos meus novos amigos do FB, alguns que tinham 100 amigos em comum e, já na baixa e ouvindo um saxofone bem perto do café Nicolas, eu já Doutor sem queima de fitas, dei cinco Euros ao saxofonista Luís e, ao som de “reloj no marques las horas” dancei com a Rainha Dona Isabel que ali fazia estátua viva mesmo em frente. A esta guapa menina, dei cinco Euros, para descontrair de sua estática figura … Além de Doutor senti-me um artista de primeiríssima mão! Até recebi aplausos… Partilho isto convosco porque agora são meus amigos!...                       

l      Tu aí KKamba T´Chingange na terra da Santa Isabel e desse visionário Rei D Dinis que um dia, no primeiro milénio que ainda gatinhava no tapete de Arraiolos, mandou edificar a bela Universidade e embelezar tudo à volta com esse mar verde! Tu aí kamba, nesses mambos e agora nesse chão envernizado deste actual “Rei”, espera na koka sossegadinho de tua kubata, porque feitiço vai bater á tua porta e “entregar mukanda” do avilo ZECA. Pena foi num botares às costas o Sax! Botavas uns Reais verdadeiros e reais na mão do músico p´ra levares o uuabuama instrumento p´ra teu kimbo da Lagoa. Claro que assim num valor bwé p´ra músico comprar dinovo outro! Assim na koka num pensaria que turista “cheio dos boi” é forreta, porque assim logologo no Café Nicolas, o sax à noitinha voltaria a rasgar acordes do Charles Parker e manos. Topo que estás bem das kinambas. Fico contente!

 Num quero falar na marabunta que varreu o “esquema” da selecção do M´Puto, no belo Estádio de São Salvador da Baía (encontro de futebol entre a Alamanha e Portugal). Na primeira parte que vi com kamba da OPEL, fiquei bwé envergonhado e enfiei-me no bruto tubo silencioso de aço inox que frita cheiros do novo Opel MOKKA. Lá dentro enfiado, pensei nas minhas rima e disse p´ro matumbo semi-eixo alemão que botava rizada: -“Porra! Estes gajos milionários portuga de uma figa, caté estão a apanhar bwé MOKA! Seu tuji, se voltas a quichotar e a sorrir engasgo-te já com massa de pakassa, que logo ficas p´ra sempre emperrado.” O tuji encolheu-se, mas verdade verdadeira, na segunda que não quis mais ver, p´ra não botar mais lágrimas, fazer batukar nervoso o meu muxima, No Shoppiing um àvilo contou-me que voltaram a furar a esteira da baliza do keeper maravilha das Quina! Num dá p´ra creditar! Agora fiquei, mesmesmo a pensar naquele kimbanda que disse que botava feitiço nos jogadores adversários da sua selecção! Hàka!…

Kandandu, ZECA , na minha kubata

Coimbra (M´Puto) = Corimba (N´Gola)

Glossário: Kamba - amigo; mambos - dizeres, noticias; Koka - ásescondidas, sem ninguém ver; Mukanda - carta; àvilo- amigo chegado; Uuabuama - maravilhoso; kinambas - pernas; M´puto - portugal; Tuji - merda, bosta; batukar - bailar ao som do tambor; muxima - saudade; kimbanda - feiteiceiro; Hàka - pópilas, caramba! kandandu - Adeus, passa bem, cuida-te, até à vista, despedida fraterna...

As opções do Soba



PUBLICADO POR kimbolagoa às 10:09
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MUSSENDO . III

UM OUTRO DIA . No quatro de Junho, com Salazar de Santa Comba em Coimbra…

Por

 T´Chingange

 Junto ao Mondego e descendo para jusante com suas águas retidas, andando devagar devagarinho a condizer com um diazito de cadavez como Deus manda e, em consolo de boa idade, deparei com uma bizarra situação que me tem trazido encafifado dos pirolitos e, nem tenho dito isto a ninguém porque nem me iam acreditar, andamos envoltos em tantas mentiras que até ficamos encabulados para contar as sérias coisas que nos sucedem no dia-a-dia. Ali parado junto ao rio a moer o milongo da vida e remédios de chás benfazejos, transpirando brututo com graviola e ipé-roxo, deparo com um homem ou o vulto dele, andando ao redor daquele caixote em cortiça sem janelas e uma única porta vidrada chamado de pavilhão de Portugal.

  Era alguém que, muito provavelmente, andava matutando no sentido daquilo ali, como se fosse um relógio a marcar horas ou, ao encontro de uma melhor explicação pensei eu. E, já ia na terceira volta. Parava de vez em quando fazendo assim-assim com a cabeça para baixo e para cima e também para aos lados como estando altamente preocupado com aquela forma estranha de encaixotarem Portugal num isopor, coisa térmica, assim como para fazer perdurar património deteriorável. Mais de perto pude observar que o dito cujo, levava vestidas uma calças debotadas de cor indefinida num tom de uva rosé, polidas no rabo podia ver-se até um rasgão esfarelado em fiapos. Trazia um daqueles coletes que os caçadores usam, cheio de bolsos. A cor deste era de um descorado sinza com manchas que nada tinham a ver com qualquer conhecido camuflado. Este senhor com muita frequência levava as mãos aos bolsos inchados de supostas coisas valiosas, definitivamente este senhor carregava ali naqueles alforges a sua vida; talvez, algumas jóias para depositar ali no mausoléu de cortiça a representarem o equilátero das quinas ou os seus subsídios da Segurança Social.

    Eu, que também andava por ali enrijando meu doutoramento naquelas ruas muito polidas de sabedoria, pingando muxima do BI de meu corpo, resolvi seguir de longe aquele velho de cabelos grisalhos. Já na ponte de Santa Clara olhei para a cabra, empoleirada na saliente torre da universidade. Eu e a cabra da Universidade já temos uma familiaridade de tu-cá-tu-lá e em seu balir, esta garante que mandou-me um ofício de meu doutoramento mas, o certo é que o correio fez o favor de o extraviar. Sempre que a miro (a cabra) um sinal de mais se junta à minha cátedra da vida. Já muito de perto deste kota mais-velho começo a ver nela feições conhecidas. Mas não podia ser aquela pessoa em que pensava, o mesmo que escorregou numa casca de banana e ficou passado dos carretos; intrigado fui-me aproximando cada vez mais e eis que na entrada de Portugal dos pequenino, o sujeito, de um dos inchados bolsos tira um banco articulado, senta-se, e colocando seu chapéu bem á sua frente, endireita sua coluna recostando-se na frontaria.  

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  Naquele pequenino Portugal, estava longe de imaginar, … aproximando-me para lhe ofertar uma moeda de um euro, surpresa das surpresas, o fulano era tão simplesmente o nosso forreta António de Oliveira Salazar. Ambos nos olhamos enternecidos! Quase inconscientemente sentei-me a seu lado e foi quando reparei suas lágrimas deslizarem nas fracturadas e defuntadas rugas caindo em minha camisola de alva brancura. Foi o presente mais original que recebi num dia de meu aniversário, quatro de Junho. Enquanto nestes dias de futebol, minhas sobrinhas se envolvem em recortadas bandeiras verde e vermelhas com esfera armilar enroscada ao pescoço, eu visto aquela flanela manchada de choro. E é, com a pena molhada no tinteiro de Camões, que vos escrevo este mussendo candidatado a criar mofo no meu baú. A vida é assim mesmo; de nódoa a mofo, depois musgo, um dia acaba terra! Nada se cria, nada se perde, tudo se transforma.

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 00:29
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Terça-feira, 24 de Junho de 2014
N´GUZU . XXI

 

QUENTURA DOS TEMPOS . Brasil e a Crise Energética MundialIII

O Brasil corre o risco de perder metade do seu território em julho de 2014, e 190 milhões de brasileiros poderão ser despejados!

N´Guzu: Força, poder, deus da guerra.

As escolhas do Kimbo

Kimbo Lagoa

Fonte: 11/05/2014 - http://mudancaedivergencia.blogspot.com.br

 

8 - Faço lembrar aos senhores, que os tribunais de Bruxelas após a Comissão da Verdade do Canadá, julgou, e condenou a 25 anos de prisão, os envolvidos por genocídio, sedução, indução, tortura, pedofilia, prostituição, perda de identidade, cobaias em laboratório, as crianças indígenas Mohawak. http://www.trc.ca/websites/trcinstitution/index.php?p=39  depoimento de índia canadense: "O primeiro a sofrer a operação foi o maior dos meus filhos, quando ele tinha quatro anos de idade. Era 1975. Eles o levaram para longe, enquanto eu não estava em casa. Em Julho de 1981 esterilizaram meu filho mais novo, tinha nove anos de idade. Levaram-no para Vitoria General Hospital e o seguraram lá por dias. Nenhum dos dois meninos podem ter filhos. Fizeram isso porque nós somos os descendentes originais, os herdeiros desses territórios. O governo ainda está tentando tirar-nos daqui. "Anónimo, a pedido", Vancouver Island, 18 de Maio de 2005". http://www.itccs.org - http://www.iclcj.com

9 - No Brasil, crianças indígenas são exploradas sexualmente no Amazonas. Depoimento de índia brasileira: Outra garota, X…, de 15 anos, disse que presenciou encontros de sete homens com meninas de até dez anos. "Eu vi meninas passando aquela situação, ficando com as coxas doloridas. Eles sempre dão dinheiro em troca disso [da virgindade]." - P. Aceitou depor na PF porque recebeu ameaças de um dos suspeitos. "Ele falou que, se continuasse denunciando, eu iria junto com ele para a cadeia. Estou com medo, ele fez isso com muitas meninas menores", afirma. M..., de 12 anos, conta que "vendeu" a virgindade para um ex-vereador. O acerto, afirma a menina, ocorreu por meio de uma prima dela, que também é adolescente. "Ele me levou para o quarto e tirou minha roupa. Foi a primeira vez, fiquei triste." A menina conta que o homem é casado e tem filhos. "Ele me deu Reais $ 20 e disse para eu não contar a ninguém." - A rede de pedofilia da região tornou-se conhecida mundialmente. - A mãe de uma garota indígena de 13 anos com leve retardo mental decidiu denunciar o estuprador de sua filha que ficou grávida. — Familiares e conselheiros tutelares que defendem as adolescentes também são ameaçados. "Eles avisaram: se abrirem a boca a gente vai mandar matar", diz a mãe de uma menina de 12 anos. - Lar escola dirigido pela irmã católica Giustina Zanato, 63, que acolhe meninas indígenas que são exploradas sexualmente. http://racismoambiental.net.br/2012/11/virgindade-de-meninas-indias-vale-r-20-no-amazonas/

10 - Em março de 1994, a Funai e o Cimi iniciaram um processo de aproximação dos índios Jumas com povos falantes da língua tupi-guarani. O antropólogo Gunter Kroemer (1939-2009), do Cimi, acompanhou um encontro das índias juma com índios parintintin na região de Joari Tapuí, no município de Lábrea (AM). Ele defendia relação inter-étnica com a autonomia preservada das duas etnias. Pergunto? Que direito tiveram e tem o CIMI, CIR, alheios aos costumes indígenas em cada tribo, para determinar com quem os nossos jovens índios podem e devem ter relações sexuais? Aonde fica a Funai que é protetora, defensora e guardiã dos indígenas como reza na CB de 1988 permitiu/permite? Não conseguimos entender por que diminui a cada dia a quantidade de índios brasileiros nos diversos dialetos em cada tribo. Hoje, a etnia Jumas está praticamente extinta e as ONGs culpam os seringueiros. Quem pode garantir tal afirmação, sem que o Exército esteja presente para realizar a segurança no entorno, desde que foram proibidos de adentrar. No entanto, a terra indígena Juma, com 38.700 hectares, está demarcada, com recursos naturais da reserva, que é cortada pela estrada Transamazônica (BR-230). Leiam o link e perguntem a si mesmos, por que não existe índios jovens Jumas para matrimônio, e leiam o depoimento da índia canadense na Comissão da Verdade no item 8, "eles" castraram os índios quando crianças para não terem mais filhos e no prazo de trinta anos se apoderaram das terras, é a média de vida deles. http://amazoniareal.com.br/o-casamento-das-indias-juma-gerou-polemica-internacional/

11 - A CIMI vinculada a CNBB, apresentou em 2012 um relatório primoroso, e fantástico em detalhes, com depoimentos de índios, mapeamento físico, entrevistas com índios "aculturados" tudo com o patrocínio da Embaixada da Noruega, e título: «Violência contra os povos indígenas no Brasil» obrigando os índios a desfilarem com faixas, e pedirem as terras contínuas, e ao governo o respeito a OIT 169 da ONU... Pergunto? Porquê o CIMI junto a Funai, quando comandou o laudo de demarcação das terras indígenas nos governo Collor/FHC sem qualquer divulgação à sociedade brasileira, sem a presença física dos índios, sem consultar índio, sem percorrer a região demarcada, sem riqueza de detalhes, por que, não fizeram relatório igual a este que utilizam para incriminar o Brasil?

http://www.cimi.org.br/pub/viol/viol2012.pdf

Marilda Oliveira, oliveira.marilda@terra.com.br, São Paulo - Ipiranga - SP

(Continua...)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 09:00
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Segunda-feira, 23 de Junho de 2014
MALAMBAS . XXXVIII

NAS CINSAS DO TEMPO. Usar a mente! . Na era índigo e do conhecimento . IV

MALAMBA: É a palavra.

Por

 T´Chingange

O fim do mundo não faz parte da minha perspectiva, nem nunca fez. Nostradamus profetizou acontecimentos para além do ano 3700 mostrando que a humanidade ainda estará por cá durante muito tempo. Podemos até transformar a visão que temos de nós próprios e nosso mundo, ajustarmo-nos na relação com Deus porque temos ao nosso alcance todas as condições de espiritualidade e tecnologia. Este mais abrangente nivelando, paulatinamente, chegará a toda a classe de gente. Ricos e pobres poderão cohabitar cada vez mais nesta nova era de informação.

Salamandras (do fogo): (salamandris) São criaturas mitológicas ligadas ao Fogo. O mito surgiu como derivação da crença de que as salamandras são imunes ao fogo. Elas aparecem entre os espíritos elementais da justiça e paz interior. Na Psicologia analítica de Jung, é associada à transformação e à superação de obstáculos no caminho da individuação.

Aconteça o que acontecer, todos teremos através de um clique o conhecimento. Seremos assim forçados a criar um novo consenso político e social, uma nova postura espiritual porque o privilégio de alguns virá a estar na mão de todos; Da era industrial, passando pela da informação, chegamos assim á era do conhecimento e quer queiram ou não, rico, pobre, negro ou branco terão de igual modo a possibilidade de liderarem seus núcleos sociais e uma maior vigilância nos procedimentos; por muitos muros ou cercas eléctricas que construam, no futuro, seremos todos mais iguais, irmãos em Deus, sem os privilégios desmerecidos só de alguns; os mais além daqueles que os outros lhe reconhecerem.

A  mística apoiada em velhas especulações, cairá em ridículo à medida que explorarmos o átomo, a nossa helicóide da vida através do ADN, da nossa locomoção através do espaço temporal; veremos novas comunidades, novas instituições e vocação para prestar gratuitamente serviços a outros. Hodiernamente tem-se a tendência para se desconsiderar o idealismo por via da muita trapaça e corrupção liderada por políticos mas, com uma informação plena e transparente se aprenderá esse impulso de se estender a mão ao semelhante, ajudando aos demais.

Neste ciclo índigo de iniciação colectiva, servir os outros, será uma dádiva de si mesmo usando-a para os demais também se transcenderem a si mesmos. Ninguém tem o direito de viver mais além das suas naturais aptidões com o suor explorado doutrem; ninguém tem o direito de se dizer senhor da verdade de Deus usando-o em próprio benefício, subestimando seus servidores sem praticar a solidária palavra do Senhor. O seu a seu dono! 

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 12:43
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Domingo, 22 de Junho de 2014
N´GUZU . XX

QUENTURA DOS TEMPOS . Brasil e a Crise Energética Mundial II

O Brasil corre o risco de perder metade do seu território em julho de 2014, e 190 milhões de brasileiros poderão ser despejados!

N´Guzu: Força, poder, deus da guerra.

Escolhas de

Kimbo Lagoa

Fonte: 11/05/2014 - http://mudancaedivergencia.blogspot.com.br

  Em 1998 o Presidente Fernando Henrique Cardoso, consentiu que fosse realizada a farsa da actuação da Funai no laudo tendencioso conduzido pelo CIMI (Comité Internacional das Migrações Indígenas) e pelo CIR, na demarcação feita por recortes de jornais, sem trilhas físicas elaboradas por antropólogos brasileiros e competentes das terras indígenas, resultando na portaria 820/98 assinada pelo ministro da Justiça Renan Calheiros, que declara a TI Raposa/Serra do Sol posse permanente dos povos indígenas. Em 2002, o Presidente FHC assinou o Decreto Legislativo no 143, de 20 de Junho de 2002 (Aprova o texto da Convenção nº 169 da Organização Internacional do Trabalho sobre os povos indígenas e tribais em países independentes). Em 2003 o Congresso Nacional aprova o texto lesa-pátria da Convenção OIT nº 169 Decreto Legislativo 143/2002. Em 2004 o Presidente Lula da Silva tendo ao lado o Ministro da Justiça Tarso Genro, assinou com Celso Luiz Nunes Amorim, o DECRETO Nº 5.051, DE 19 DE ABRIL DE 2004. (Promulga a Convenção n.º 169 da Organização Internacional do Trabalho - OIT sobre povos Indígenas e Tribais), absolutamente sem raciocinar à acção de doar, 50% do território brasileiro.

  A cultura brasileira é uma síntese da influência dos vários povos e etnias que formaram o povo brasileiro. Não existe uma cultura brasileira perfeitamente homogênea, e sim um mosaico de diferentes vertentes culturais que formam, juntas, a cultura do Brasil. Naturalmente, após mais de três séculos de colonização portuguesa, a cultura do Brasil é, majoritariamente, de raiz lusitana. É justamente essa herança cultural lusa que compõe a unidade do Brasil

5 - A presidente Dilma Rousseff ficou com a responsabilidade de DENUNCIAR, RECUSAR, dizer NÃO à Convenção OIT n 169, o maior crime de lesa-pátria já realizado na História do Brasil.

6 - A data limite é 24 de Julho de 2014. Coincide com a euforia da Copa do Mundo no Brasil, com o tumulto, estardalhaço e brigas no Congresso com a CPI da Petrobrás, que passa a ser nada, comparado a perda de 50% do Território Nacional. Que os mais dignos membros da gestão pública, da justiça do Brasil, intelectuais actuantes, fiquem atentos. A presidente Dilma Rousseff DEVE DENUNCIAR, dizer NÃO à Convenção n 169, o maior crime de usurpação ocorrido no Brasil, iniciado no final do governo de Fernando Henrique Cardoso, e promulgado no governo Lula da Silva.


7Eu, cidadã brasileira, em nome do povo brasileiro, solicito das Autoridades Brasileiras, URGENTE,: Comissão Parlamentar de Inquérito - CPI de alto nível, Comissão da Verdade e Reconciliação, da Demarcação para terras indígenas como contínuas que mediante os relatórios comprovando as fraudes, relatórios e provas criteriosas, apresentados ao STF pelo Senador Mozarildo Cavalcanti de RR, sejam reavaliados. Fraudaram para «balcanizar» o Brasil, usam as ONGs estrangeiras com fachada ambientalista, que se estabeleceram inconstitucionalmente na Amazónia, promovendo a indução, destino, alienação, e sedução dos nossos indígenas brasileiros. Justiça, STF, MPF, PGR, OAB, Polícia Federal, Agência Brasileira de Informações Nacionais - ABIN unidos e utilizando todos os recursos jurídicos, inclusive, a abertura de sigilos Bancários, de todos os representantes da Delegação Brasileira na ONU, que assinaram a referida Declaração - e todos aqueles que no Brasil facilitaram encobrindo as fraudes, (o G7 já se está manifestando, "lista negra", missões diplomáticas da ONU e diplomatas individuais - talvez como parte de um sistema de monitoramento para evitar a lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo).  As autoridades legais precisam expulsar de nosso meio todos aqueles que vendem a Pátria por quaisquer "trinta moedas".

(Continua...)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 05:02
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Sábado, 21 de Junho de 2014
KISANJI . XIII

IDOLATRIA - O VERDADEIRO CHE GUEVARA VIII de 11 Partes

Noticias de

  Nell Teixeira - Funcionário da  Fundación Campbell e Gestão ambiental.

 

 

    Ele, Che, aboliu o habeas corpus e o seu principal executor (o próprio Che Guevara) declarou que "evidências jurídicas são um arcaico detalhe burguês". Não obstante, a Escola de Direito de Harvard convidou-o como palestrante de honra e constrangedoramente irrompia em aplausos estrepitosos e ovações tumultuadas a cada três frases dele. Ele expulsou uma maior porcentagem de judeus de Cuba do que o Czar Nicolau da Rússia. Entretanto, o fundador da Shoah Foundation, Steven Spielberg, considera o jantar que teve com Fidel "as oito horas mais importantes da minha vida". Ele é o filho de um soldado europeu, branco como o lírio, que forçosamente derrubou um governo cubano em que negros ocupavam os cargos de presidente do Senado, ministro da Agricultura, ministro do Exército e Chefe de Estado (Fulgencio Batista, neto de escravos, nasceu em uma choupana com teto de palmeira). Ele encarcerou um prisioneiro político negro pelo período mais longo da história moderna (Eusebio Penalver, que sofreu mais tempo na masmorra de Castro do que Nelson Mandela sofreu nas masmorras da África do Sul). Hoje, de toda a população presa na Cuba stalinista/apartheidiana, 90% é composta por negros, ao passo que apenas 9% dos integrantes do partido estalinista dominante são negros. Ele sentenciou outros negros (Dr. Elias Biscet, Jorge Antunez) a 20 anos de prisão apenas por terem citado frases de Martin Luther King em praça pública. Não obstante, é tido como herói por negros como Danny Glover, Jesse Jackson e Charles Rangel, que não hesitam em dar-lhes fortes abraços.

 Apesar de ter transformado uma nação que tinha uma renda per capita maior do que metade dos países da Europa, a menor taxa de inflação do Ocidente, uma classe média maior que a da Suíça e um enorme influxo de imigrantes em uma nação que causa repúdio até nos haitianos, Colin Powell e o London Times reconhecem "as conquistas sociais da revolução fidelista". Hoje, trata-se de um regime que prende qualquer um que tente viajar de uma província de Cuba a outra sem os devidos "papéis" fornecidos pelo estado policial, e que metralha qualquer um que tentar sair do país.   Ernesto "Che" Guevara era o vice-comandante, o carrasco-chefe e o principal contacto da KGB em um regime que proibiu eleições e aboliu a propriedade privada. A polícia desse regime, supervisionada pela KGB e empregando a táctica "visita da meia-noite" e do "ataque pela manhã", capturou e enjaulou mais prisioneiros políticos em proporção à população do que Stalin e executou mais pessoas (em uma população de apenas 6,4 milhões) em seus primeiros 3 anos no poder do que Hitler (que comandava uma população de 70 milhões) em seus primeiros 6 anos.

 O regime que Che Guevara ajudou a fundar confiscou a poupança e a propriedade de 6,4 milhões de cidadãos e tornou refugiada 20% da população de uma nação até então inundada de imigrantes e cujos cidadãos haviam atingido um padrão de vida maior do que o padrão daqueles que residiam em metade da Europa. O regime de Che Guevara também destroçou - por meio de execuções, encarceramentos, expropriação em massa e exílio - virtualmente cada família da ilha cubana. Muitos oponentes do regime podem ser classificados como os prisioneiros políticos mais longevos da história moderna, tendo sofrido no Gulag guevarista - campos de concentração, trabalhos forçados e câmaras de tortura - durante um período de tempo três vezes maior do que Alexander Solzhenitsyn sofreu no Gulag estalinista.

Kisanji: -  Instrumento musical - tábua de forma rectangular, onde se fixam umas palhetas de metal que accionadas transmitem sons (Angola).

(Continua…)

As opções de T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 23:27
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Sexta-feira, 20 de Junho de 2014
MOKANDA DA LUUA . XXV

ANGOLA . LUBANGOFloripes, a namorada de Cristo…

Por

 Dy - Dionísio de Sousa  (Reis Vissapa

Esta estória é para recordar essa época em que éramos obrigados a aprender o Pai-Nosso a Ave-maria e até a Salve-rainha, numa daquelas escolas com uma professorinhas do antigamente.
Foi ela que me ensinou a dar os primeiros passos na língua do poeta Camões que via mais com um olho do que nós com os dois. Não me ensinou mais nada pois tinha uma total falta de vocação para outros ensinamentos que não fossem o “Bê-Á-Bá e todas as orações que eu era obrigado a decorar por via de uma educação ancestral católica! Estas lições obrigaram-me a desembolsar parte do meu precioso tempo infantil na catequese e outra parte numa luta inglória com a cultura. Se havia pessoa que eu respeitava tanto como a minha mãe, era a menina Floripes, no entanto, uma era a antítese da outra. Enquanto a menina Floripes me perguntava com uma meiguice tão grande no semblante como o olhar de uma cadela vadia à procura de dono, porque razão tinha faltado à catequese, a minha velhota que não era de modas primeiro chegava-me a roupa-ao-pelo e só depois é que perguntava onde andara eu a vadiar. A menina Floripes era mulata, esticava o cabelo encrespado para a nuca onde culminava num totó que parecia um rilhete feito com aqueles funis com saco de pano para enfeitar os bolos com glacê. 

 Uma doença infortunada em pequenina, deixara-lhe a pele morena das faces cheia de pequenas crateras variólicas que apagavam parte da beleza dos seus olhos verdes e doces. Para além disto nem Nossa Senhora de Fátima tinha tanta pureza na maneira de vestir, de brancura imaculada com saia larga em godé com as tradicionais pregas. O corpete com uma fiada de botõezinhos nacarados em forma de esfera que o decote só deixava ver a maça de Adão. Manguinhas tufadas até ao cotovelo e sapatinhas rasas de enfermeira de dispensário. Deslocava-se com a suavidade dos tufos de sumaúma quando esfarelávamos o fruto e espalhávamos as sementes brancas pelo ar.  Cá para mim, foi a professorinha mais linda e mais bondosa que tive em toda a minha vida. A beleza vinha de dentro dela como as estrelinhas da varinha de condão da fada que transformou uma abóbora no coche da Gata Borralheira; serena e ofuscante. Só me lembro de uma professora que me fez oscilar nesta análise que foi a minha professora de inglês que quando se debruçava na minha carteira para ver se eu escrevia “Yes” com um “i” ou “y” eu ficava embasbacado com os seus mamilos cor-de-rosa. Foi uma recaída séria que me fez chumbar a inglês dois anos seguidos. Houve quatro coisas, pelo menos, que eu nunca vi à menina Floripes; um momento de mau humor ou zanga, um namorado, os joelhos e os mamilos. As más-línguas da terra diziam que ela era uma beata, uma rata de sacristia e não sei que mais, todos estes adjectivos apenas porque era ela que engalanava o altar de Jesus Cristo para os serviços religiosos. Ramos de flores que arrancava do seu próprio jardim e que colocava nas jarras esguias da mesa do Senhor, com a ternura de rosas a desabrocharem.  
 Começou a circular pela cidade o boato que a Floripes mantinha longas conversas com Jesus e havia mesmo quem afirmasse que Ele um dia se exaltara e levantara a cabeça coroada de espinhos para lhe murmurar algo. Eu pessoalmente não acredito nisso mas houve alturas em que o Senhor me pareceu verdadeiramente agastado com alguns dos paroquianos engravatados e de ar respeitoso, as suas mulheres pavoneando os vestidos da moda e olhando de soslaio para as outras comadres em termos comparativos. Eu acho que Ele não gostava mesmo daquelas mexeriquices tipo revista Maria feitas no adro após terem batido vezes sem conta com a mão no peito.  Estive tentado a perguntar à minha professorinha se era verdade, que ela mantinha de vez em quando um bate-papo com Jesus mas acabei por não o fazer por achar que essa curiosidade era imprópria. Alguns coleguinhas meus chamavam-lhe a namorada de Jesus quando ela passava de olhos postos no chão e, eu pensei para comigo que era melhor que ser a namorada do diabo como a Dores mulher do Emiliano que namorava às escondidas o guarda Linhares. Esse sim, um verdadeiro Mefistófeles que nos perseguia de cassetete em punho por dá cá aquela palha
.
 A minha curiosidade ficou satisfeita certo dia quando me pediu para a ajudar a colher as flores para a igreja. Quando agarrei na tesoura para cortar uma molhada de “Bocas de Jarra” ela voltou-se para mim e disse: - Essas não, Jesus disse-me que detesta bocas de jarra e para não voltar a colocar tal flor no seu altar. -Abri os olhos de espanto com as palavras dela. - Então sempre é verdade que a menina Floripes fala com Nosso Senhor? - Indaguei curioso. - Falo com ele mas não é da maneira que as pessoas pensam. Tu gostavas de estar pendurado numa cruz anos a fio rodeado de flores de cemitério? E além disso gostas daquele perfume horroroso da madame Barata que deixa a casa Dele empestada durante uma semana? - Perguntou com a sua habitual candura. Eu não “Sopessora”, e até evito ficar na igreja ao lado da dita senhora que me dá uma grande agonia. - Respondi concordando com ela no tocante à miscelânea de perfumes que se entrecruzavam na igreja aos Domingos.   Ao fim de uma hora a menina Floripes tinha composto uma série de ramalhetes alegremente coloridos de rosas, gipsófilas e umas tantas dálias anafadas acasaladas com cravos de burro. Acho que não vou levar nenhuma descompostura desta vez. - Confidenciou-me com o ar mais sério deste mundo.
 Morreu aos trinta e nove anos de uma doença estranha a que chamavam leucemia. Foi definhando gradativamente e eu fui visitá-la com assiduidade até ao dia que partiu para perto do seu suposto namorado. - Quando eu partir não te ponhas a chorar baba e ranho de todo tamanho, que parto para melhor; solicitou-me quase em segredo. - Como é que sabe que é melhor, menina Floripes? -Foi Ele que me disse e, acrescentou. - Não leves bocas de jarra para a minha campa que Jesus não gosta dessas flores. Se levares vais ver que numa hora ficam murchas e amarelas. - A primeira ameaça séria que ouvi da sua boca.
Sempre fui curioso e desobediente e como tal resolvi confirmar a veracidade das palavras da menina Floripes. Coloquei dois ou três ramos de Bocas de Jarro nas jarrinhas da lápide dela e prometi a mim mesmo lá voltar uma ou duas horas depois para verificar se tinham murchado ou não. Pronto não digam mais nada, já sei que Nossa Senhora não chora lágrimas de sangue, que as chagas do Crucificado não sangram a torto e a direito, mas uma coisa é certa o Namorado da Floripes não gosta de bocas de Jarra, prefere mesmo aqueles malmequeres campestres misturados com “Beijos de Mulata” que eu comecei a colocar na campa dela. Coisas simples sem ostentação ou vaidade e pelo menos não murcham tão rapidamente.

Reis Vissapa

Ilustrações de Costa Araújo Araújo

As opções do Soba T´chingange

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PUBLICADO POR kimbolagoa às 13:55
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Quinta-feira, 19 de Junho de 2014
MALAMBAS . XXXVII

NAS CINSAS DO TEMPO . Usar a mente! ... Passado, é o prólogo do futuroIII

MALAMBA: É a palavra.

Por

 T´Chingange

Os profetas que espreitaram para dentro da nossa era, e para além dela, vêm mudanças radicais em muitas áreas da nossa vida; algumas delas podem até transformar a própria face da terra. Cayce disse em suas profecias que não somos regidos pelo mundo, nem pelo meio ambiente, nem mesmo por influências planetárias, mas pelo nosso livre arbítrio. Quando desrespeitamos a lei divina, introduzimos o caos e forças destrutivas na nossa vida; quando estamos em harmonia com o divido, criamos ordem, a partir do caos. O divino de Cayce, penso que seja Deus.

 Sílfides (do ar): . O termo provém de Paracelso, que os descreve como elementais que reinam no ar, nos ventos, tanto que, são fadas, fadas do vento, assemelhando-se às vezes a anjos. Têm uma capacidade intelectual sensível, chegando a favorecer o homem na sua imaginação. São reconhecidamente belos, assumindo vários tons de violeta e de rosa.  Raramente se enganam por acharem também o grande conhecimento. São seres mitológicos da tradição ocidental

A excessiva avidez e desejo de poder das pessoas, afastou-as do Criador; foram vítimas da satisfação excessiva em seus próprios desejos. As tensões que daqui possam surgir, serão aquelas que puserem em prática os seus ideais espirituais, nas suas relações de uns com outros, disse o profeta acrescentando, a fraternidade, um ingrediente essencial desta nova era incita-nos a pôr as palavras em prática.

 Barlvento: O lugar de onde sopra o vento - O Litoral do Barlavento Algarvio é caracterizado por praias dotadas de falésias e formações rochosas, cujas tonalidades oscilam entre o amarelo e o vermelho ... É aqui, no Purto que apanho as Silfedes  ...

As cidades de Sodoma e Gomorra foram destruídas quando Deus derramou dos céus enxofre e fogo sobre elas mas, Deus estava pronto a poupar as perversas cidades a pedido de Abraão se este lhe levasse dez homens justos; inicialmente e também a pedido de Abraão para poupar aquelas duas cidades Deus disse-lhe que assim seria caso lhe apresentasse cinquenta homens justos entre seus habitantes. Abraão nem dez conseguiu levar até o Senhor. Deste modo, teremos então de voltar ao início: - O passado e o ontem, foram o prólogo do futuro, o hoje e o amanhã seguramente também o serão.  Também andei procurando homens pulhiticos justos e não deu para completar uma mão.

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 15:19
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Terça-feira, 17 de Junho de 2014
MUSSENDO . II

UM OUTRO DIA . Num imprevisto 11 de Junho, rumo a Fátima…

Por

 T´Chingange

 No sentido contrário aos ponteiros do relógio caminhei com o sol às costas pela António Jardim dos Olivais e, seguindo em frente, passei junto à Faculdade de Economia; nos troncos de frondosas tílias podiam-se ler avisos oferecendo explicações extras ou quartos para alugar a estudantes. O meu destino era a baixa antiga de Coimbra passando pelo casco antigo e, estando eu já no lugar dos arcos pude apreciar aquela velha estrutura de abastecimento de água em épocas medievais. Entro no largo recinto das faculdades, lugar de calçada portuguesa em calcário branco destacando-se ao centro a estátua em bronze de D. Diniz o fundador de uma das mais velhas universidades do mundo. Para trás ficaram as repúblicas de estudantes com os nomes patuscas do Giro-flé-flá, Rapó-tacho ou Praquistão.

 Já junto da Couraça dos Apóstolos, matuto no facto de não ter encontrado o meu penedo da saudade, procurei e não encontrei o meu burgau comemorativo das minhas bodas de ouro; possivelmente um qualquer garimpeiro roubou meus antigos e rebrilhantes louros. Reciclando-me em sapiência e cheiros de tílias, passei por quase todas as faculdades. Sempre descendo, a meio da íngreme calçada e escrito no acafelo podia ler-se em uma placa: - Movimento de Fernando Namora “…às tardes ou serões em casa do Cochofel - Nesta tertúlia se atearam muitas das labaredas da minha geração…”. Mais abaixo o movimento feminista escreveria assim - “…não posso ser a mulher da tua vida porque já sou a mulher da minha…”. Na Rua de Sobre Ribas, descendo, passei a Torre da contenda encimada com uma Cruz dos templários e a meio, não longe das escadas quebra costas, sentei-me ao lado de uma vendedeira de água fresca que descalça e em bronze, se mantinha estáticamente mouca. Já com meus gémeos a queixarem-se de tanto travar cheguei á rua Ferreira Borges após ter passado os arcos das antigas muralhas de Arco de Almedina e Porta do Barracã.

 Sentado em um banco e quase no topo da escada de S. Gregório lembrei-me de quantos vomitados em folias de estudante teriam acontecido por ali e, por isso o nome gregoriano a condizer; neste deambular de ideias tontas, diga-se em boa verdade, olhando em frente para a loja “pó de floo”, ali estava uma bicicleta prontinha para viajar; numa ideia impregnada de idiotice deu-me uma coisa e aí, rãs-tráz-páz, dei por mim pedalando dando ás de vila Diogo. Já quase no Convento de Santa Clara a caminho de Fátima via Condeixa e, solidário com os muitos peregrinos, resolvi ir com eles. Neste efémero mundo as convulsões dos rumos sucedem rápido e, à rasca na íngreme ladeira após a ponte da Rainha, associei-me de facto àqueles caminhantes de colete amarelo; foi com devoção que fiz este santo roubo! Pensava … A intenção de me santificar, sobrepôs-se a tudo; os fins justificam os meios e este, sempre era mais rápido.

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 12:05
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Segunda-feira, 16 de Junho de 2014
KISANJI . XII

IDOLATRIA - O VERDADEIRO CHE GUEVARA VII de 11 Partes

Noticias de

  Nell Teixeira Funcionário da Fundación Campbell e Gestão ambiental - Colombia

   Já em 1961, entretanto, operários e campesinos formavam a grande maioria dos rebeldes anti-Castro, principalmente as guerrilhas das montanhas Escambray. Quem é que já ouviu falar de camponeses pobres lutando contra seus benfeitores Fidel e Che? Antes de Castro tomar o poder, Cuba recebia mais imigrantes (principalmente da Europa) em proporção à sua população do que os EUA. E mais americanos viviam em Cuba do que cubanos viviam nos EUA. Ademais, naquela época, pneus, barris e caixas de isopor eram apenas isso, e não itens estimados no mercado negro para serem utilizados como dispositivos de flutuação marítima, sujeitando seus usuários - ingratos que fogem de seus libertadores – sujeitos a tubarões e intempéries da natureza. Em 1958, Cuba passava por uma rebelião, não uma revolução. Os cubanos queriam mudanças políticas e não um cataclismo socioeconómico. É uma questão de história o facto de que em Janeiro de 1959 os EUA deram seu reconhecimento diplomático ao regime de Fidel/Che mais rapidamente do que reconheceram o de Batista em 1952.

 Os arquivos do Departamento de Estado americano também mostram que os EUA impuseram um embargo de armas ao governo Batista e se recusaram a enviar armas pelas quais o governo cubano já havia pago. Os arquivos oficiais também documentam que o embaixador americano Earl T. Smith avisou pessoalmente Batista que ele não mais teria apoio do governo americano e, recomendando-lhe que deixasse Cuba. Batista teve seu asilo político negado nos EUA. Em 2001, em uma visita a Havana para uma conferência com Fidel Castro, Roberto Reynolds, o agente da CIA para o Caribe, responsável pelo gerenciamento da Revolução Cubana entre 1957 e 1960, declarou orgulhosamente que "Eu e toda a minha equipe éramos fidelistas". Robert Weicha, ex-agente da CIA lotado em Santiago de Cuba declarou que "Todos na CIA e todos no Departamento de Estado eram pró-Castro, excepto o embaixador Earl Smith.". Não obstante, todos aprendemos nos livros da história que "Che Guevara ajudou a derrubar o ditador cubano Fulgencio Batista, que era apoiado pelos EUA".

 A influência que Fidel Castro exerce sobre a “intelligentsia” só pode ser descrita como mágica, o que torna qualquer avaliação pública de seu regime por esses iluminados completamente despida de lógica. A saber: -Ele encarcerou e torturou a uma taxa maior do que Stalin e se recusa (diferentemente da África do Sul do apartheid, do Chile de Pinochet e da Nicarágua de Somoza) a permitir que a Amnistia Internacional ou a Cruz Vermelha inspeccionem suas prisões. Não obstante, Cuba ocupou a cadeira do Comité de Direitos Humanos da ONU, e quando de sua visita a Nova York como palestrante principal em 1995, a revista Newsweek aclamou Castro como "O Ticket Mais Quente de Manhattan", e a Time disse que ele era "A Celebridade de Manhattan", em referência ao enxame de pessoas da alta sociedade que o rodeavam e bajulavam pedindo autógrafos. Seu código penal ordena 2 anos de prisão para qualquer um que seja ouvido fazendo uma piada qualquer sobre ele. Não obstante, Jack Nicholson e Chevy Chase constantemente cantam-lhe glórias.

Kissanji: -  Instrumento musical - tábua de forma rectangular, onde se fixam umas palhetas de metal que accionadas transmitem sons (Angola).

(Continua…)

As opções de T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 15:07
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Domingo, 15 de Junho de 2014
FRATERNIDADES . LX

 

LUBANGO  Na cordilheira da Chela

Por

 Eduardo Torres Eduardo Torres

A África da minha vida

Há borboletas voando
No jardim da ilusão
E nós de quando em quando
Não sabemos a razão Porque há-de a vida ter...
Num modo simples de ver
A ilusão que criamos
E nela queremos viver Sem nos estarmos importando
Com a verdadeira questão
De ver borboletas voando
No jardim da ilusão

:    Na Angola onde eu nasci, nas cubatas da sanzala,  há muita gente que fala numa conversa fiada, por vezes em discussão. Em todo o kimbo, ao chegar o ancião, todo o mundo se cala, um mito, o velho com seu cachimbo. Senta-se junto à fogueira, vai comer o seu pirão, conta histórias da vida, todas com muita aventura do tempo da escravatura… de como sofria seu povo e outras por diferentes de só fazer rir. Com um quissange a tocar, todos deixam de falar, todos se calam para ouvir. Depois toca a dormir e, também o ancião, lembrando histórias vividas, nunca serão esquecidas, dos tempos que já lá vão.

 Quantas vezes me pergunto, mas  que não sei responder, porque talvez o assunto seja difícil de entender, quantas estrelas tem o céu… ninguém as pode contar! Também é difícil dizer, quanta água tem o mar, quantos animais diferentes ocupam o espaço terra, e nós seres inteligentes porque andamos sempre em guerra. Qual a razão do deserto e, florestas em dimensão, depois de um dia claro aparecer a escuridão! É a força da natureza que o homem quer destruir mas DEUS, tenho a certeza, após criar tanta beleza, nunca tal vai permitir. O sol surgiu a brilhar  quer aquecer este dia mas o vento, forte, a soprar, resolveu atrapalhar fazendo uma manhã fria

 Ouvi historias de caçadores, caçadores profissionais,  contarem como os amadores queriam caçar animais, pagarem para o efeito, de sentirem o prazer, de verem… uma gazela correr. Por entre o mato perdida, por querer salvar a vida, daqueles que a queriam matar, porque tiveram de pagar, para o poderem fazer. Não é mais bonito ver animais, por entre os matagais? Pagar para vê-los viver, correrem, ou simplesmente parados… apenas e só curiosos, por verem tão ansiosos, querendo uma recordação, uma foto, uma ilusão. Num adeus, uma despedida,  com o feitiço no coração… a África desconhecida.

As escolhas do Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 07:41
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Sábado, 14 de Junho de 2014
N´GUZU . XIX

QUENTURA DOS TEMPOS  . Brasil e a Crise Energética MundialI

O Brasil corre o risco de perder metade do seu território em julho de 2014, e 190 milhões de brasileiros poderão ser despejados!

N´Guzu: Força, poder, deus da guerra.

As escolhas do Kimbo

Kimbo Lagoa

Fonte: 11/05/2014 - http://mudancaedivergencia.blogspot.com.br

«Não há como pensar a Amazónia sem o Brasil, nem o Brasil sem a Amazónia». Um pequeno comentário sobre os dois pensamentos: assim já raciocinava Sebastião José de Carvalho e Melo, o Marquês de Pombal, em 1750, quando despachou o seu próprio irmão, Francisco Xavier de Mendonça Furtado, para a Amazónia, com instruções expressas para reconstruir antigas obras militares e levantar novas, de modo a tamponar todas as vias de acesso do exterior para dentro da grande região. Minha manifestação é de salientar que Nossa Constituição de 1988 Reza de Forma Clara e Rica em Detalhes sobre os Direitos dos Povos Indígenas Brasileiros especificando de forma incontestável, que as Áreas de Reservas Indígenas SÃO DA UNIÃO, e de usufruto pelas Comunidades Indígenas sob Tutela da União através da FUNAI, assegurando aos povos indígenas o respeito à sua organização social, costumes, línguas, crenças e tradições. Reconhece que os povos indígenas foram os primeiros senhores de facto e de direito desta terra chamada Brasil, incorporando a seus ideais de justiça a ideia do "indigenato".

Marquês de Pombal

A posição do Brasil na ONU aprovando sem ressalvas o acordo internacional OIT Convenção n 169, contraria a posição soberana do Brasil. O Trabalho que é formado por 185 países-membros na hora de decisão, apenas 17 nações aprovaram a Convenção n 169 entre elas o Brasil, enquanto 168 países se negaram a assinar como Estados Unidos, Nova Zelândia, Austrália, Rússia e Argentina, se recusaram a aprovar essas resoluções, sob a argumentação que violavam a legislação interna de seus países. No Brasil, com textos que criam condições objectivas para a subtracção de territórios actualmente brasileiros, foram actos de traição.

1 - O governo Federal tem prazo até 24 de Julho/2014 para rectificar, denunciar, a convenção da ONU OIT n 169, de contrário, o Brasil será dividido em 216 Estados determinado pela ONU, completamente independentes e desligados do Governo do Brasil.

2 - Em 1862 o Imperador Pedro II rejeitou a proposta dos EUA feitas pelo general James Watson Weber, propondo organizar uma companhia com capital de 25 milhões de dólares, para introduzir negros sulistas «emancipados ou a emancipar» na Amazónia. O Imperador sabia das intenções, na tomada do território brasileiro, mesmo com toda vigilância, em 1876 o descaminho das sementes de seringueira pelos ingleses, a Amazónia deixou de gerar divisas da ordem de 150 milhões de libras esterlinas.

 

3 - Em 1938, o Presidente Getúlio Vargas nacionalizou todos os serviços, estatizando as concessionárias estrangeiras, e, ao mesmo tempo, determinou providências para aumentar a presença do Poder Público em todos os seus quadrantes. Fazia cumprir, com esses actos, as disposições do Decreto-Lei n° 406 , de sua inspiração, que proibia a constituição de núcleos coloniais formados exclusivamente por estrangeiros e determinava que a colonização da Amazónia fosse reservada aos nacionais.

José sarney Collor de Mello

4 - Em 1986 o Presidente José Sarney em acto de submissão, lacrou o buraco na Serra do Cachimbo no Pará, construído para testes nucleares, renunciando o desenvolvimento a nosso País, impedindo aos cientistas brasileiros na pesquisa de novas e limpas tecnologias. Em 1992 por imposição dos EUA, a ECO/92 só foi realizada após a assinatura pelo então Presidente Collor de Mello e o Ministro Jarbas Passarinho, da portaria 580 de 15/11/91, precursora da reserva ianomami, tornando impossível que os pelotões de fronteira de Surucucu e Maturacá servissem de base para futuras cidades. Essas imensas reservas, quase todas na faixa de fronteira, mantêm intactos os ricos recursos naturais do solo e subsolo, que um dia serão explorados por países do Primeiro Mundo, como EUA, França e Alemanha.

(Continua...)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 11:51
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Quinta-feira, 12 de Junho de 2014
MUSSENDO . I

UM DIA ESPECIAL . Um milagre no dia de Portugal, 10 de Junho…

Por

 T´Chingange

Porque não danço o Zumba, tenho de praticar outro exercício de forma a esticar a saúde adequando-a à minha idade de kota. Não precisando compreender meios sofisticados de postulados científicos do “como, do porquê e para quê”, em minha actividade de nada fazer, desci os mais de duzentos degraus até chegar à quinta de S. Jerónimo de Coimbra, percorri todas as rotundas até chegar à ponte da rainha Santa Isabel. Contornei as linhas urbanas até chegar ao início do parque verde ribeirinho do bazófias. Rodeei aquela caixa térmica feita em cortiça escurecida; sem portas nem janelas e tecto amarrotado em ondulações brancas, fiquei intrigado na tamanha sobriedade e já de frente para aquele caixote alongado e de costas para o rio dei-me conta que aquela coisa de cortiça, sem portas nem janelas era um pavilhão. O alçado frontal, todo em mármore e com uma única porta vidrada tinha em cima escrito em letras maiúsculas o nome PORTUGAL; tudo a condizer com a condição soturna da actualidade. Entre carvalhos robles, salgueiros e choupos brancos, por ali fiquei admirando a perspectiva de tal mono entre os sons alegres do grasnar de simpáticos patos; como que dando-me ânimo a admitir vibrações de sanar velhas feridas recitavam-me duvidosas vitórias sobre o pecado, a doença e a morte.

  Recitando em surdina uma Avé Maria segui em frente passando pela ponte à outra margem aonde vi bogas pretas de rio, berridando entre algas dum canal de água; este canal era fornecido por um tubo de água santa, inaproveitado como lava-pés de beatos, era em verdade uma drenagem do Convento de Santa Clara que se afundou no lodo no correr do tempo. Atravessei a ponte embandeirada de Santa Clara e já no largo António de Aguiar desci a rampa junto ao lindo edifício do Banco de Portugal; nesta parte velha da cidade dos doutores, também afundada a um nível inferior do rio, parei em uma montra mostrando duas bacias de pé, daquelas de banheiro, simetricamente coladas e recobertas com croché de várias cores e desenhos variados. Junto, uma etiqueta, tinha o nome da artista Joana de Vasconcelos. Coisa mais idiota esta de brincar com a arte já feita. Reparei mais ao lado em outra loja dois quadros com os dizeres: Quem dá aos pobres empresta a Deus! O outro dizia: quem dá, recebe em dobro! Este conjunto de visões fizeram-me matutar pelo supérfluo e inverosímil mas chegando á escadas da rua Visconde da Luz, quase em frente do café Nicola, um pedinte de perna esfacelada quase com a tíbia à mostra, com marcas de rugas fúnebres, estendeu-me a mão - Uma esmolinha! Pediu ele.

Tendo eu lido aquele dizer de quem dá recebe em dobro, taciturnei-me por instantes e, num ás botei a mão no bolso traseiro de meus calções de ganga e dei-lhe todas as moedas; somadas davam dois euros e cinquenta cêntimos. O pedinte, de contente, rogou por minha alma e recitou aquilo que me pareceu ser um Pai-nosso. Contente por minha própria boa acção, mal reparei no Convento de Santa Cruz iniciado em 1131 às ordens de D. Afonso Henriques, nosso primeiríssimo rei. Subi em direcção ao mercado e atormentado pelo cheiro inebriante de coisas boas saídas do restaurante do Jardim da Manga esperei o autocarro. Ali mesmo, tomei o autocarro nº 7 do Tovim que me lavaria até os Olivais. Lá chegado, saí junto à igreja e, encafifado na quarta dimensão cósmica subi a escadaria da igreja sentando-me bem em frente de Santo António.

  Pelo meu pensar desfilou o filme da última hora e, a uma pergunta ao santo sobre a veracidade daquele dizer de que quem dá recebe em dobro ele, o santo, piscou-me o olho sorrindo; logicamente que fiquei deslumbrado, numa quinta dimensão. Sai dali e caminhei até o meu destino na Rua António Jardim, subi ao segundo piso já transpirando de todos os poros pelos 47 degraus vencidos e, já no quarto mudei-me de roupa, sentando-me para descalçar os sapatos. Foi neste então que algo me tilintou na cachimónia da moleirinha; aquele desconforto de uma pastilha elástica, shwingame agarrada ao meu sapato desde o jardim da manga! Foi quando dispus a perna em cima da outra para desapertar os cordões que vi: cinco euros colado na shwingame da sola do sapato! Assombradamente, fiquei numa sexta dimensão. Aquilo de receber em dobro aconteceu! Era mesmo verdade! Um milagre! Só neste então entendi o sorriso matreiro com a piscadela do pícaro Santo António dos Olivais! Deus escreve a verdade por linhas tortas e, creiam… ainda ando confuzio por tal acontecido. Ele, … há coisas verdadeiras, que até parecem mentiras. Terei que declarar isto no IRS às finanças?

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 22:09
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Quarta-feira, 11 de Junho de 2014
MISSOSSO – I

ANGOLA - Em busca do Munhungo

Munhungo: no sentido mais ousado da boémia, é sinónimo de libertinagem, lugar de sonhos com musas.

Por

 T´Chingange

Em busca de elementos que me facultassem saber aonde era o Munhungo fui à NET. A pedido de um amigo de nome Kafukena Kia Kujila, resolvi que haveria de escrever um missosso sobre o maximbombo que fazia a carreira de kinaxixe até o Munhungo; logologo, destinei esta carreira para um lugar que eu sabia ser de sonhos e o mais aproximado que me veio à ideia foi o Observatório Astronómico da Mulemba. Aquela instituição particular, foi lugar que toda a turma da Escola Industrial de Luanda visitou em estudo. Foi em final de Curso de Montador Electricista, talvez 1962, que visitamos não só o observatório de Bettencourt Faria como a barragem de kambambe. Porque encontrei dados acerca deste Observatório terei de deixar essa outra viagem de sonho, o tal missosso para uma outra ocasião, porque sendo uma ficção fica desenquadrada desta realidade fruto da carolice de um homem que nos deu em primeiríssima mão a descrição dos primeiros passos de Neil Armstrong na Lua.

  Carlos Mar Bettencourt Faria nasce em Lisboa a 13 de Fevereiro de 1924. Tendo chegado a Angola no Paquete Império, em Setembro de 1951, vai trabalhar para a Companhia Mineira Diamang na Lunda e mais tarde para uma refinaria de petróleos com o nome de Petrofina, situada nos arredores de Luanda. Em Julho de 1976, Bettencourt é assassinado. Ele era um excelente anfitrião, explicava de uma forma clara e detalhada o funcionamento de todos aqueles zingarelhos.

 Bettencourt Faria, com grandes dificuldades financeiras, lança a primeira pedra daquilo, a que ele chamou de Observatório Astronómico da Mulemba a 7 de Outubro de 1956; rápidamente expande sua actividade e vocação tornando seu sonho em uma realidade que se veio a chamar de CENTRO ESPACIAL DA MULEMBA. Fernando Ribeiro, administrador do blogue amateriadotempo, descreve aquilo que em seu tempo também observei do seguinte modo: -Encontrei Bettencourt Faria sentado a uma bancada ao lado da sua assistente, que era uma senhora negra. Estavam a escolher agulhas de seringas usadas e esterilizadas, de um lote enviado pelo Hospital Universitário de Luanda. “Estas agulhas são muito úteis”, disse ele! “Com elas posso fazer circuitos electrónicos para os aparelhos de precisão”. Acrescentou, apontando para um rádio que tinha a seu lado e que debitava um programa duma emissora francesa em ondas curtas: “Este rádio fi-lo eu e, também tem destas agulhas. Ainda hoje estou para perceber como é que se podem fazer circuitos electrónicos com agulhas de seringas, comenta Fernando ribeiro.

    Bettencourt Faria, foi um genial autodidacta; dotado de um notável dinamismo e uma enorme capacidade, deu largas à sua paixão pela exploração do Espaço erguendo com suas próprias mãos todas aquelas engrenagens de desbravar o Cosmos. Construindo aparelhos de detecção remota, telescópios, antenas e outros zingarelhos, surgiram grandes antenas feitas com sucata ferroviária. Dada a sua fraca capacidade económica e, sem apoio estatal, ele não se podia dar ao luxo de comprar coisas já feitas; fazia-as ele mesmo!

  A NASA tinha necessidade de colaboradores espalhados pelo globo terrestre, uma altura em que não existiam suficientes satélites de comunicação para recolher os dados enviados das naves. Era desta rede de centros espalhados no solo terrestre, que se contactava com os astronautas servindo assim de "ponte" entre o Espaço e a sede da NASA. O Centro Espacial da Mulemba em Angola, era o único observatório em todo o continente africano a fazer essa "ponte". Bettencourt Faria dispunha de um estúdio pejado de aparelhagem, aonde recebia e descodificava os sinais enviados pelos satélites em contacto com os astronautas. Fernando ribeiro descreve: -Tive o privilégio de ouvir a gravação de uma conversa que ele teve com o astronauta Neil Armstrong a partir da Lua. Pessoalmente, recordo-me de ter ficado com os olhos esbugalhados a ver tudo aquilo e dele se ter sorrido para mim endireitando-me o queixo caído.

   Bettencourt Faria e Eurico da Fonseca

Deste mesmo estúdio Bettencourt Faria, falava para o público kaluanda e toda Angola, através do programa de rádio de Sebastião Coelho explicando o que se ia passando no campo da exploração espacial; fazia em Angola, o mesmo que um outro notável autodidacta português chamado Eurico da Fonseca, também inventor e apaixonado pelo Espaço. Estava sempre "com a corda na garganta"! As autoridades coloniais de Angola sempre foram de uma extrema sovinice para com a sua obra. Após a independência de Angola, o regime do MPLA passou mesmo a hostilizá-lo, tendo sido assassinado em Julho de 1976. Além de tudo isto, Bettencourt Faria, fez ainda investigação etnológica e etnográfica, publicando livros sobre usos e costumes tradicionais de Angola; possuía uma notável colecção de conchas marinhas, tornando-o um bom conhecedor de n´zimbos e caurins, um antigo dinheiro usado no reino de N´Gola. Entre muitos inventos, construiu uma espécie de helicóptero individual, tendo até sofrido um acidente no qual partiu vários ossos. Pintava quadros, tocava piano, e ainda arranjava tempo para ser radioamador. Queiramos ou não, Angola está em divida com este cidadão. Este homem é um dos que se libertou da morte mas, é forçoso dar a conhecer a sua obra; se Angola esteve no espaço, a ele o deveu.

Notas: 1 - Um obrigado a Fernando Ribeiro por recordar e partilhar coisas vividas em comum na Luua; 2 – A todos os ex-alunos da EIL ou alunos do actual Instituto Tecnológico agradece-se publicarem aqui fotos que tenham desse Centro Espacial da Mulemba, aqui ou em amateriadotempo.

O Soba T´Chingange





PUBLICADO POR kimbolagoa às 06:42
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Terça-feira, 10 de Junho de 2014
MALAMBAS . XXXVI

NAS CINSAS DO TEMPO . Usar a mente! ... Entre ondinas e salamandras… II

MALAMBA: É a palavra.

Por

   T´Chingange

Irei viajar até esse misterioso horizonte procurndo meu próprio diadema rectangular, arredondado nas pontas.

Como gigantes transformadores as correntes da mente de Deus são conduzidas até à mente humana. Li que as salamandras agem a nível de toda a vida orgânica e inorgânica, a infusão entre as moléculas da matéria e os fogos espirituais da criação capazes de manejar os mais intensos fogos do átomo físico e os fogos purificadores e imateriais do Espírito; que sem estas salamandras a vida e a matéria se decompõem, corroem-se ou se desintegram.

   Ondinas (da água):. São elementais da água ou um espírito da natureza que vive em rios, lagos e mares. É uma espécie de sereiatágide, kianda ou kalunga, um génio do amor, uma figura da imaginação poética; um dos cinco elementos do pentagrama.

 

Eu, não me lembro de ter visto gnomos, espíritos da natureza, fadas ou duendes mas, dizia este conceituado doutor Edgar Cayce que os gnomos cuidam da terra eliminando os desperdícios e os produtos secundários, que são os espíritos da natureza que trabalham a nível físico. O peso dos pensamentos, actos negativos da humanidade acumulados ao longo dos séculos são contrariados pelos espíritos da natureza que continuam heroicamente a trabalhar para nos proporcionar os quatro elementos purificados: Fogo, ar, água e terra.

 Eu, costumo falar com as plantas mas, desconhecia que não cresce uma flor, nem mesmo uma folha de erva que não tenha um daqueles quatro elementos. Ainda ontem falei com uma orquídea de nome phalaenopsis, fui-lhe dizendo o quanto era linda e que sua cor rosa com uma mosca vermelha ao centro nos preenchia um ex-vazio nesse espaço, e no nosso olhar e, eis que hoje sua presença ficou mais preenchida com um botão florido. Totalizando seis flores, aí estão elas agraciando-nos com sua exuberante beleza, assim como um sonho de simbiótico carinho. Tenho mesmo muito a aprender!

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 08:27
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Segunda-feira, 9 de Junho de 2014
KISANJI . XI

IDOLATRIA - O VERDADEIRO CHE GUEVARA VI de 11 Partes

Noticias de

Nell Teixeira Nell Teixeira - Funcionário da Fundación Campbell e Gestão ambiental. Uma personalidade com seriedade, sabedoria, muito atento às notícias do mundo e, sempre portador de falas agraciadas com quem dá gosto compartilhar os segredos de viver.

   Utilizemos agora um estudo da ONU (ninguém menos!) sobre Cuba, de 1958. "Cuba possui uma enorme vantagem em sua integração nacional - em comparação aos outros países da América Latina - por causa de sua enorme e homogénea base de imigrantes espanhóis brancos. A pequena população negra de Cuba também é culturalmente integrada. Aqueles modos de produção feudal que existem no resto da América Latina não existem em Cuba. O camponês cubano não se parece com o camponês do resto da América Latina, que está preso à terra, é tradicionalista e se opõe às inovações que o levariam a uma economia de mercado. O camponês cubano, em todos os aspectos, é um homem moderno. Ele possui um nível educacional e uma familiaridade com métodos modernos que não é vista no resto da América Latina". Outra verdade escondida: "os trabalhadores pobres" não tiveram participação alguma na Revolução Cubana. A rebelião anti-Batista foi liderada e composta predominantemente por membros da classe média cubana, principalmente da classe média alta. Em Agosto de 1957, o movimento rebelde liderado por Fidel organizou uma "Greve Nacional" contra a ditadura de Batista - e ameaçou matar os trabalhadores que aparecessem para trabalhar. A "Greve Nacional" foi completamente ignorada.
  Outra greve foi organizada para o dia 9 de Abril de 1958. E novamente os trabalhadores cubanos ignoraram solenemente seus "libertadores", comparecendo em massa para trabalhar. Eis um outro relatório, agora da UNESCO, sobre Cuba, em 1957: "Uma característica da estrutura social de Cuba é sua grande classe média", começa o relatório. "Os trabalhadores cubanos são mais sindicalizados (proporcionalmente à sua população) do que os trabalhadores americanos. O salário médio para uma jornada de 8 horas diárias em Cuba em 1957 é maior do que para os trabalhadores da Bélgica, Dinamarca, França e Alemanha. A mão-de-obra cubana recebe 66,6% da renda interna bruta. Nos EUA, esse valor é de 70% e na Suíça, 64%. 44% dos cubanos são atendidos pela legislação social, uma percentagem maior que a dos EUA." Em 1958, Cuba tinha uma renda per-capita maior que a da Áustria e do Japão. Os trabalhadores da indústria cubana recebiam o oitavo maior salário do mundo. Na década de 50, os estivadores cubanos ganhavam mais por hora do que seus equivalentes em Nova Orleães e em São Francisco.

 Cuba já havia estabelecido a jornada de 8 horas diárias em 1933 - cinco anos antes de Roosevelt e seu New Deal imporem a mesma regra. E mais: um mês de férias pagas. As tão aclamadas (pela esquerda) social-democracias da Europa só conseguiram implementar esse sistema 30 anos depois. A mortalidade infantil em 1958 era a 13ª mais baixa - não da América Latina ou do Ocidente, mas do mundo. O analfabetismo já estava quase erradicado. Cuba era o país que mais gastava (23% do orçamento) com educação pública em toda a América Latina. Mais ainda: os cubanos não eram apenas alfabetizados; eram também cultos. Podiam ler George Orwell e Thomas Jefferson, bem como a arrebatadora sabedoria e cintilante prosa de Che Guevara. A rebelião anti-Batista (e não revolução), como dito, estava apinhada de universitários e profissionais liberais. Advogados desempregados abundavam (Fidel Castro, por exemplo). Observe a composição do primeiro gabinete da "revolução camponesa", composta pelos líderes do movimento anti-Batista: 7 advogados, 2 professores universitários, 3 estudantes universitários, 1 médico, 1 engenheiro, 1 arquitecto, 1 ex-prefeito e coronel que desertou do exército de Batista. Um grupo notoriamente "burguês", como poderia dizer Che.

Kissanji: -  Instrumento musical - tábua de forma rectangular, onde se fixam umas palhetas de metal que accionadas transmitem sons (Angola).

(Continua…)

As opções de T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 13:11
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Domingo, 8 de Junho de 2014
MALAMBA . XXXV

NAS CINSAS DO TEMPO . Usar a mente! ... Entre ondinas e salamandras… I

MALAMBA: É a palavra.

Por

 T´Chingange

Li recentemente que nós somos os profetas do nosso próprio destino e que podemos torná-lo verdadeiro se nos juntarmos a mais gente. Li que a energia positiva que produzimos, atrai mais energia do mesmo tipo e que a devemos trabalhar no sentido de não deixar a energia negativa tomar-nos a liderança; que devemos dar as mãos no sentido de soldarmos essa invisível força do universo ainda não totalmente explícita. Até creio que vai sempre subsistir este hiato enquanto o mundo for mundo. Segundo as previsões de Nostradamus, em seus milhares de profecias, o mundo irá para mais além do que muitos profetizam pois que, através de suas centúrias levou suas previsões até o ano de 3797.

 Edgar Evans Cayce 

Foi um paranormal norte-americano que teria canalizado respostas para questões sobre espiritualidadeimortalidadereencarnaçãosaúde, dentre outras. Cayce terá sido um dos maiores clarividentes da História.  Ficou conhecido como "O Profeta Adormecido", porque predizia eventos futuros e prescrevia medicamentos com os olhos fechados. Previu o fim do comunismo na Rússia e o surgimento da China como grande potência econômica e cultural.

Seus enigmáticos escritos levou alguém a dizer que os deuses amam o obscuro e odeiam o óbvio; nós contornamos tudo isso com filosofias, assim como um bolor a gerir penicilina ao ego de cada qual. Ando ainda a interiorizar a minha mente para entender e digerir que o milagre da vida é o milagre dos gnomos, das sílfides, das ondinas e das salamandras.

 Gnomos (da terra)

Na mitologia eles estão ligados a todos os elementos da terra, como água, areia, céu, e também estão presentes no zodíaco

A explicação sobre estes vocábulos novos adiantada pelo Dr. Edgar Cayce, dizem-me que as ondinas nos purificam por sermos 2/3 de água e também as águas envenenadas pelos esgotos, resíduos industriais, pesticidas e produtos químicos; que para purificarem esta água recarregam seu campo magnético com as correntes do espírito, correntes cósmicas condutoras de nossa vidas logo a partir do útero. Que as sílfides abrangem o espírito da natureza cuidando do elemento ar, arejando todas as células da vida com o sopro sagrado do Espírito, enfim o prana vital que alimenta todas as coisas vivas interpretando nos céus os elementos de terra, ar, água e fogo.

Já que a confusão está instalada em meu templo, irei fechar os olhos para visualizar a luz purpura ou violeta, uma bola meia disforme mas intensa que se diz ser o nosso principal chakra, o portal de nossa alma; aquela auréola ou nimbo dourado que na iconografia cristã rodeia a cabeça dos santos ou de Cristo. Irei viajar até esse misterioso horizonte procurndo meu próprio diadema rectangular, arredondado nas pontas.

O Soba T´Chingange  



PUBLICADO POR kimbolagoa às 07:33
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Sábado, 7 de Junho de 2014
KIANDA . L

A “ORAÇÃO DO CABOCLO”. Mendigos de milagres…

As escolhas de

   T´Chingange

Tive oportunidade de percorrer o sertão Nordestino em peregrinação ao Padre Cicero no interior do Ceará e na Cidade de  Juazeiro do Norte  em fins de Fevereiro de 2014.  Era uma necessidade que sentia, viver as agruras de uma terra espinhoza, áspera como só Deus sabe e, ver de perto aquela devoção do povo que em sua maioria não vive, só sobrevive! Consegui compreender o sofrimento deste povo, esticando o nada em vida, seu gado morrendo em campos  estéreis;  ficou-me a comoção de ver tanta humildade e tanta  devoção! Nós que temos tudo não damos o verdadeiro apreço à vida, descuidamos o exencial dela. Enquanto eles, os moradores desse sertão mendigam milagres, nós esbanjamos arrogãncia e de tudo nos queixamos! Um pouco de mim ficou por lá!

Nas virtuosas “redes sociais”, surgiu-me uma oração a recordar um antigo catecismo naquela doce e sincero linguajar de caboclo na hora do morno anoitecer do sertão. É uma lúcida reflexão sobre os "mendigos de milagres” que somos todos no pedir de "paz, pão, saúde, habitação”. O caboclo, a seu modo, usa seu próprio geito botando a arder a vela com uns três tostões.

Oração do Matuto -  Fátima Irene Pinto

 Matuto certanejo e lampião

1. Ói Deus, Ói Deus, Nóis tá sempre pedindo as coisas pro Sinhô, Nóis pede dinhero, Nóis pede trabaio, Nóis pede pra chovê, E se chove demais, Nóis pede pra pará, Nóis pede pra pará mode a coiêta num afetá.

2. Nóis pede amô, Nóis pede pra casá, Pede casa pra morá, Nóis pede saúde, Nóis pede proteção, Nóis pede paiz, Nóis pede pra dislindá os nó quando as coisa cumprica, Quando as coisa cumprica mode a vida corrê mió.

3. Quando a coisa aperta nóis reza, Reza pedindo tudo que farta, É uma pedição sem fim, É uma pedição sem fim e quando as coisa dá certo, Nóis vai na igreja mais perto, E no pé de argum santo, Argum santo que seja de devoção, Nóis deixa sempre uns mirréis, Nóis deixa sempre uns mirréis lá no cofre da frente, E lá no cofre da frente, Nóis coloca mais uns tostão, Nóis coloca mais uns tostão.

  No Sertão

4. Mais hoje Meu Sinhô, Meu Sinhô, bateu uma coisa isquisita, E eu me puis a matutá, Nóis pede, pede e pede, Nóis pede, pede e pede, Mais nóis nunca pregunta, Comé que o Sinhô tá, Se tá triste ou tá contente, Se percisa darguma coisa, dalguma coisa que a gente possa ajudá, E por esse esquecimento, O sinhô tem que nos adiscurpá, O sinhô tem que nos adiscurpá.

5. Ói Deus, nóis sempre pensa, pensa Que o Sinhô num percisa de nada, Mas tarvez num seja assim, Tarvez o Sinhô percisa de mim, o Sinhô percisa, sim; Sim, o Sinhô percisa, Percisa da minha bondade, Percisa da minha alegria, Percisa da minha caridade, No trato c’os meus irmão.

  Sertão 

6. Nóis semo seu espêio, Nóis semo a Sua Criação, Nóis num pode fazê feio, Nóis num pode fazê feio, Nem ficá fazendo rodeio, Nem desapontá o Sinhô, Nem amargá o seu sonho, Que foi um sonho de amo quando essa terra todinha criô.Quando essa terra todinha criô.

7. Ói Deus, eu prometo, Vo rezá de ôtro jeito, Vo pará com a pedição, E trocá milagre por tostão, Tarvez eu inté peça uma graça, Mas antes vo vê direitinho, Mas antes vo vê direitinho, que é que andei fazendo de bão, E se nada de bão eu encontrá, Muito vo me envergonhá, E ainda vo pedi perdão, E ainda vo pedi perdão.

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 18:28
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Sexta-feira, 6 de Junho de 2014
MUJIMBO . LXIV

ANGOLA - País quitandaO Boss Tuga “Mwangolizado” ou “Chinozado?”

QUITANDA: Venda, mercearia, cuca-shop, tasca, boteco, bazar, quiosque.

As escolhas de

 Isomar Pedro Gomes

Temer instabilidade em Angola é assumir falta de democracia

Eddy, Imperialista, cubano anti Fidel, é meu amigo; bonacheirão como é, trata de mangar com tudo o que ė situação anormal na Luua; proprietário de uma viatura chevrolet, levou-a a uma oficina, o motor ‘soluçava’ quando em marcha “como se estivesse constipado”; conhecedor da ‘moleza’ e irresponsabilidade das oficinas auto dos manos mwangolés, preteriu as oficinas “chinocas”. Orgulhosamente, afirma que seu carro sendo imperialista, nenhum chinoca comunista o poderia consertar…Eddy anti Fidel foi à oficina de um Tuga recentemente expatriado do Puto que segundo o cartaz na fachada do edifício, era especialista de ponta de tal marca. Vai doer mas a viatura vai ficar impecável sussurrou para os botões da sua camisa Jeep… A viatura, foi “colocada” na referida oficina de ponta em Novembro do ano passado com a promessa de que 15 dias depois estaria como nova.

 Uma semana depois o Eddy passou pela oficina, “só para matar saudades do carro” – surpresa: a viatura estava no mesmíssimo sítio em que deixara, coberta com uma “desprestigiante” manto de pó. O Tuga, ouvindo a reclamação do Eddy cubano, com um vozeirão chamou o “Chico” para limpar a referida e move-la para “o consultório”… Eddy fez saber ao Tuga que pretendia no mês seguinte viajar para o Lubango em negócio… o Tuga assegurou-lhe que com toda a certeza e certezinha, a viatura estaria “porreiramente” a seu serviço nessa altura… Dias depois recebe um telefonema da oficina a solicitar a sua comparência. Foi-lhe dito que a peça “Xis” tinha que ser substituído…Que a peça Ypson com mais a mão-de-obra dava um total de usd 1.500. Eddy cumprir com a “notificação” desembolsando o kúmbu ao tuga. Saiu dali gemendo, bufando mesmo! … Ah! Tuga Imperialista; mas, cafuzo das ideias sacudiu-se das bitacaias. Porem, ao dar uma volta de saudade à viatura, notou que uma das portas estava cheia de sulcos que não existiam e um dos piscas traseiros rachado… Descontente Eddy, chamou a atenção do Tuga, ao que de novo o tranquilizou afirmando: “a viatura vai sair daqui nos trinques”…

 Como a oficina se mantinha silenciosa e, já cansado de andar a pé, dirigiu-se em Dezembro à dita cuja… Na bendita oficina foi-lhe dito que o Tuga, teve que se deslocar ao Huambo para atender um assunto urgente, pelo que retornou ali uma semana depois!... Uma semana depois soube que o tipo se encontrava na “Tugalândia”…O especialista de ponta Tuga retornou na segunda semana de Janeiro… Após o retorno deste, Eddy o imperialista armou um barraco de todo o tamanho, que se não fosse ali primeiro mundo… epá, cum-camano, porra, porque se fosse ali o terceiro mundo, corria sangue… Zangado até os tornozelos, de cuca quente, dizia que este mambo evoluía perigosamente para o segundo mundo, que seria só esticar o braço, puxar a culatra, e malhar no focinho do Tuga… mandá-lo p´ra mais além do terceiro mundo.

Eddy, cansado do imperialismo, tratou de exigir o serviço a todo o vapor; tal feito, foi-o na velocidade da luz… semana seguinte o Tuga "ainda" chateado com o cubano (já rotulado de comunista), chamou-o para pagar o serviço (?!) e finalmente retirar a viatura que tudo estava nos “trinques” melhor que a quisaca… Eddy barafustou: - E os usd 1.500 hein? Tuga, argumentou colocar mais isto & mais aquilo, então… resultou um acréscimo de Usd 800 ao valor inicial retorquindo com certo escárnio: - isso ė ridículo, achas usd 1’500 muito dinheiro?!.. Eddy desembolsou o ‘papel’ ao maldito Yanque, porem, alguns dias depois, o motor manifestou a mesma “dor” que o fez levar ao mesmo Tuga… Os riscos na porta mantinham-se e o vidro do pisca colado.  Eddy somente no mês passado, teve a viatura pronta, mas, para isso teve de a levar em camião alugado a Luanda.  Tudo isso aconteceu no Lobito… Moral da história – Estoria!?... Pura realidade!...

As escolhas do Soba T´Chingange

 



PUBLICADO POR kimbolagoa às 15:48
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Quinta-feira, 5 de Junho de 2014
CAFUFUTILA . LX

MINHA MOAMBA . Nunca vesti anjos de procissãoI

Por

 T´Chingange

 A arma dum homem manso e humilde é dizer a verdade, ou aquilo que pensa ser, no espírito que julga ser o correcto, calar-se na hora certa, agachar-se e deixar a onda passar. Bater de frente com uma onda grande é candidatar-se a um afogamento; andar aos trambolhões, pernas e braços desconjuntados e cérebro num remoinho doido, descer aos porões escuros sem mundo ao seu redor. Após discernir as motivações, engolir o egoísmo, o orgulho, o conceito duma infrutífera vida ou falta de dedicação a um ser superior, então clamar por perdão e por mudança. Admiro muito, toda aquela gente que com devoção segue com aquilo que se diz ser fé, percorrendo os santuários de seu rosário mas, o meu intuito não consegue discernir nesses actos toda a essência da verdade.

 Decerto, não será pelas muitas palavras que me farão seguir um trilho, porque é nas acções que eu me revejo sem tocar trombetas para além das minhas fronteiras. É nos escritos dos evangelhos, dos dez mandamentos, que dou interpretação à palavra. Nem sempre o ponto geográfico onde estamos pode conter nosso coração; não me sinto culpado de minha seruca filtrar as acções de cada qual e discernir entre o correcto ou o injusto; rodeado de muitos sábios, pensamentos diferenciados, poderosos ou ricos, uns falando de santos outros menosprezando-os, sigo por norma as humildes causas que me parecem da bênção de Deus, reduzindo a pequenos nadas os demais dizeres.

 Sempre muito curioso, vejo-me no furto do espelho querendo achar em tudo que me dizem a verdadeira explicação trejeiteando mornices e sorrisos expressivos quanto baste para fingir que compreendo perfeitamente; esta significação dupla não é para mim um contentamento mas, nem sempre me dão alternativa para desgrudar a goma-arábica do meu cérebro. Passarinhando no tempo sem meter o nariz aonde não sou chamado, posso afirmar que nunca vesti anjos de procissão assim como nunca aprendi a tocar piano para melhor poder encetar conversa, animar salões de senhores ou damas deixando certos narizes torcidos por não atender a obséquios de cortesia.

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 15:08
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Quarta-feira, 4 de Junho de 2014
MOKANDA DA LUUA . XXIV

 

 

ANGOLA  O TABAIBO ALBINO DO LUBANGO – Me chamam assim…

Por

  Dy - Dionísio de Sousa  (Reis Vissapa)           

Quem o alcunhou desta maneira tinha um carradal de razões, eu pessoalmente nunca cheguei a saber o seu verdadeiro nome nem sequer se alguma vez o teve. Escorreito como uma maçaroca, a carapinha loira, as pestanas e sobrancelhas quase invisíveis na moldura facial avermelhada, umas calças sem cor onde faltava metade do tecido numa das pernas e uma espécie de camisola de linha que deixava dúvidas se era mais buraco que pano. Encontrámo-nos nuns terrenos que ladeavam a antiga estrada para a Mapunda ali para os lados onde morava a Laurinda, rapariga que embora não tivesse sido bafejada pela mão de Deus em matéria de beleza já tinha uma aceleração invejável para a época. Habitavam ali em harmonia umas tantas tabaibeiras namorando mirangoleiros de frutos negros que sobressaíam por entre as folhas do arbusto espinhoso. Por alguma razão que desconheço o Divino sempre colocou alguns entraves na obtenção dessas frutas exóticas. Eu bem queria chegar às frutas em forma de barril de cor amarela pôr-do-sol que se encontravam no alto do cacto mas sem sucesso.

Pedrada e uns paus secos de maior dimensão não lograram atirar nenhum dos tabaibos ao chão. Foi quando ele se aproximou de mim com um ar de cachorro vadio, empunhando uma vara de cerca de cinco metros com um prego ferrugento espetado no extremo mais delgado. – Não faz assim, eu ajudo-te a apanhar. Disse-me com um sorriso tímido quase evaporado no seu rosto onde sobressaíam aqui e ali pequenas escamas. Após estas palavras elevou a vara por cima da tabaibeira e espetou o prego no topo de um dos barrilinhos tentador torcendo-o e trazendo-o em seguida para o chão. Dirigi-me ao fruto com sofreguidão quando ele avisou. – Não pega que tem picos vou-te ensinar como é. Fez rebolar o fruto com a sola do pé no capim rasteiro e eu pensei para comigo que ele era capaz de apagar beata com toda a descontracção. Retirou um canivete do bolso que milagrosamente não estava roto, fez dois lenhos nos extremos do fruto e um corte na transversal e ofereceu-me a polpa tentadora recheada de pequenas sementes na palma da mão. – Tive um momento de hesitação perante o estado da sua mão semelhante ao da face. – Eu lavei as mãos na mulola, podes comer à vontade. Disse-me percebendo os meus receios.

 Comi aquele e muitos mais e arranjei um entupimento que só voltou ao normal com Broklax um laxante que em tempos e por ter sabor e parecenças com o chocolate me fez correr para a sanita durante dois dias seguidos. Além disso arranjei um amigo. – Como te chamas? Perguntei-lhe já com o bandulho atestado. – Me chamam de Tabaibo. Disse-me tranquilamente. - Tabaibo? Não te deram outro nome? Perguntei com alguma ironia. – Não sei se deram, todos me chamam de Tabaibo. – Então o teu pai e a tua mãe? – Insisti. – Minha mãe morreu há muito tempo parece que foi quando eu nasci e o meu pai, eu não conhece mesmo. Não houve qualquer mágoa ou ressentimento na resposta. – Então onde é a tua sanzala? – Era lá na serra ao pé da capela de Santo António mas já não é mais. – Informou-me encolhendo os ombros. – Já não é mais porquê? Voltei à carga curioso. – Me expulsaram quando eu era mais pequeno. Disseram que eu dou mesmo má sorte porque nasci assim albino e ninguém queria chegar perto de mim e assim eu vim embora. – Disse-me com o ar mais natural do mundo. – Então onde moras agora? – Moro mesmo por aí. Disse-me estendendo a mão para o mato circundante. – E então comes o quê? – Eu como tabaibo, mirangolo, goiaba, nocha e às vezes caço uma rola ou uma tchirikuata com a minha fisga ou apanho uma sardinha ali na mulola. - Mas olha lá tu não me disseste o teu nome. – Interpelou-me. - Tens razão, olha o meu nome é António Rocha mas os meus amigos só me chamam de “Nocha”, acho que é porque eu tenho esta cara redonda e a pele assim meio escura.

 Sorriu achando piada à minha alcunha e rematou. – É isso cada um tem a pele que Deus lhe deu mas parece que a minha dá má sorte. – Não dá nada Tabaibo. Então se tu não tivesses aparecido eu não tinha comido o monte de tabaibos que embuti. – Confortei-o. – Bem eu não sei se amanhã tu vais pensar o mesmo? Advertiu-me perante a minha gula. Claro que sentado na sanita pela décima oitava vez recordei o meu novo amigo mas não me passou pela cabeça deitar-lhe as culpas pela minha oclusão intestinal. Fomos amigos durante alguns anos e ainda lhe perguntei se ele não queria ir trabalhar para a minha casa. - Podias ir buscar o “Terno” à pensão da D. Júlia e ajudar nos recados. Mas olha: - Disse-lhe eu depois da oferta de emprego. - Não podes ficar a jogar à bola de meia lá com os outros kandengues e a marmita ficar esquecida no capim. Adverti na brincadeira. – Obrigado Nocha mas nem os meninos pretos nem os brancos jogam à bola comigo, sabes…, dou azar. Hoje lembro-me do Tabaibo, da sua simpatia num rosto de má inspiração, da segregação e penso para comigo, afinal cada um nasce com a pele que Deus lhe deu, cabe a todos nós ler-lhes a alma.

As escolhas do Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 12:41
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Terça-feira, 3 de Junho de 2014
MALAMBAS . XXXIV

NAS CINSAS DO TEMPO . Usar a mente! ... Entre o áspero cantar de pássaros vespertinos…

MALAMBA: É a palavra.

Por

 T´Chingange

Tenho procurado conhecer a palavra de Deus usando todo o potencial de minha mente, discernindo novas motivações, andando na luz que dEle recebemos; No limite de uma consciência limpa não me conformo com alguns padrões estabelecidos e até banalizados por muita gente, bem assim como as leis que por todo o globo nos obrigam a aceitar em respeito a uma hipotética democracia. Na nossa pequenez não podemos alterar o rumo mas, também não devemos desistir quando tudo se nos parece perdido. Há, parece-me, uma malária cerebral a contagiar o globo destruindo paulatinamente o que se pensava serem sólidos pilares da condição humana. Tanto quanto me é dado conhecer em nossa civilização, Deus não tem o compromisso em ser o nosso escudo e não estará decerto no controle de nossas vidas.

 Na desimportância da nudez de meu pensar, vejo o quanto os homens perderam a humildade, a razão no desvario do mundo; todo aquele que chorou durante a infância, no regaço de sua avó, lembrar-se-à de pequenos desesperos dissipados em iluminados contos surgidos dum infinito e oculto brilho de seu saber. Essas estórias sempre mostravam o desfavorecimento social dos pobres invejando os ricos, trabalhando para não morrerem de fome ou alcançarem o estatuto dos ricos.

 

 De alguns dos muitos lugares por onde tenho andado, fico com um estranho sentimento de estar num lugar esquecido, um daqueles sítios em que é nítido verificar que o mundo passou por ali mas, misteriosamente se foi embora; sítios aonde levamos todo o tempo a descobrir o carácter de alguém e ficamos no passar do tempo a pensar nos confusos submundos do género humano. Por isso, e muito mais que nem digo, fico num ali ou aqui, revigorando o olhar no rio ou mar e até savana; entre o áspero cantar de pássaros vespertinos, simplesmente espero que a noite se deite por inteiro.

O Soba T´Chingange 



PUBLICADO POR kimbolagoa às 13:40
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Segunda-feira, 2 de Junho de 2014
KISANJI . X

IDOLATRIA - O VERDADEIRO CHE GUEVARA V de 11 Partes

Noticias de

Nell Teixeira Nell Teixeira - Funcionário da Fundación Campbell e Gestão ambiental. Uma personalidade com seriedade, sabedoria, muito atento às notícias do mundo e, sempre portador de falas agraciadas com quem dá gosto compartilhar os segredos de viver.

Che Guevara in vector
Dezenas de milhares de jovens cubanos aprenderam que as ameaças de Che Guevara eram mais do que mera linguagem bombástica. Centenas de soviéticos da KGB e "consultores" da STASI da Alemanha Oriental, que inundaram Cuba no início da década de 1960, encontraram em Guevara um acólito extremamente zeloso. Já em meados dos anos 60, o crime de se parecer com um "roqueiro" ou ter um comportamento efeminado fez com que a polícia secreta cubana retirasse das ruas e parques de Cuba milhares de jovens e os jogassem em campos de concentração que tinham os dizeres "O Trabalho Fará de Você um Homem" em seu portão principal, bem como homens com metralhadoras localizados estrategicamente em torres de observação. As iniciais desses campos eram UMAP, mas eles em nada diferiam de um GULAG.

Havana Vieja  Nell Teixeira - Cuba antes da revolução

O mito popular é que Cuba era um país com uma economia desintegrada e que Fidel melhorou a vida dos cubanos. Será? Nos meses seguintes à revolução cubana, por exemplo, o economista tcheco Radoslav Selucky visitou Cuba e tomou um susto: "Pensávamos que Cuba fosse um país subdesenvolvido que tivesse apenas algumas refinarias de açúcar!", escreveu quando voltou a Praga. "Mas não! Quase 25% da força de trabalho de Cuba estava empregada na indústria, onde os salários eram iguais aos salários pagos nos EUA!" - Agora, eis as palavras do próprio Che Guevara em 1961, após retornar a Cuba, junto com seus subordinados, de uma longa viagem ao Leste Europeu: "Não podemos dizer que só vimos maravilhas naqueles países", admitiu Che. (Considerando-se a natural propensão do povo cubano para o sarcasmo, é provável que Che tenha dito isso em resposta às zombarias e risadas de seus subalternos, que possivelmente ridicularizaram as — para eles — patéticas condições socioeconômicas das principais capitais do Leste Europeu — as quais Cuba deveria emular!)- "É natural que, para um cubano do século XX, acostumado a todos os luxos que o imperialismo lhe deu", escreveu Che Guevara, "muito do que ele viu (no Leste Europeu) parecesse-lhe algo típico de países subdesenvolvidos".

americano da década de 1940 jaz abandonado num bairro de Havana Em ... Mas não se intimide! Logo após se tornar ministro da economia de Cuba, Guevara já tinha planejado como tirar aquele sorriso de escárnio do rosto dos cubanos. Como o Czar da economia cubana, Che transformou uma nação que tinha uma renda per capita maior do que metade dos países da Europa, a menor taxa de inflação do Ocidente, uma classe média maior que a da Suíça, um enorme fluxo de imigrantes e cujos trabalhadores desfrutavam a oitava maior taxa salarial do mundo, em uma nação que causa repúdio até nos haitianos. E isso mesmo após receberem abundantes subsídios dos soviéticos, cujo total foi igual a dez Planos Marshall (isso para uma nação de apenas 6,4 milhões de habitantes) - um feito econômico que desafia não somente as leis econômicas mas que também parece desafiar a física. Se tem uma coisa com que os exilados cubanos concordam inteiramente com Fidel e Che é que eles são ícones do Terceiro Mundo. Afinal, ambos certamente conseguiram o feito aparentemente impossível de converter Cuba em uma nação do Terceiro Mundo.

Kissanji: -  Instrumento musical - tábua de forma rectangular, onde se fixam umas palhetas de metal que accionadas transmitem sons (Angola).

(Continua…)

As opções de T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 13:27
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Domingo, 1 de Junho de 2014
MOKANDA DO SOBA . LIV

NAS CINSAS DO TEMPO. NOSTRADAMUS - O homem que via o amanhã…

Por

 T´Chingange

A manipulação genética levada aos extremos provocou o afundamento da Atlântida; a mensagem que deveria ter sido levada em conta era a de que o homem não pode desempenhar o papel de Deus. Os cientistas já fizeram a clonagem de ratos e ovelhas, prepararam geneticamente vacas e porcos para receber genes humanos, implantaram uma orelha humana no dorso de um rato; que mais irão fazer? Esta tecnologia é uma espada de dois gumes, tanto pode aprisionar-nos como pode libertar-nos se, se a usarmos insensatamente.

 Nostradamus

As pessoas têm medo do futuro, do desconhecido. Isto implica usar a tecnologia em comunicação a fim de educar e informar, não para nos roubar a privacidade ou contribuir para roubos cibernéticos. É bom estar atento aos sinais do tempo porque os profetas avisaram-nos em tempos que se não fizermos as coisas certas na aproximação de Deus, prepararmo-nos a obedecer à sensatez das dez leis fundamentais, correremos o sério risco de sermos atingidos por calamidades. Teremos de trabalhar para fazer da nossa história um potencial, um brilhante mundo novo a fim de não cairmos na negatividade de muitos profetas da desgraça.

 Se interpretarmos com exactidão os sinais dos tempos, aplicando os nossos recursos espirituais de forma prática e em conjunto, poder-se-à dar a forma que se deseja ao futuro. A dar significado às obscuras profecias de Nostradamus, escritas em códigos enigmáticos e glifos místicos de suas centúrias, em nossos dias, elas espantosamente, tornam-se claras. Poderemos fazer alguma coisa para reverter os elementos de negatividade!? Somos forçados a mudar e a progredir, a estabelecer nosso destino, o nosso rumo, para que os ventos de liberdade não nos arrastem para revoluções de desenfreada anarquia.

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 11:03
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Temos um Hino, uma Bandeira, uma moeda, temos constituição, temos nobres e plebeus, um soba, um cipaio-mor, um kimbanda e um comendador. Somos uma Instituição independente. As nossas fronteiras são a Globália. Procuramos alcançar as terras do nunca um conjunto de pessoas pertencentes a um reino de fantasia procurando corrrigir realidades do mundo que os rodeia. Neste reino de Manikongo há uma torre. È nesta torre do Zombo que arquivamos os sonhos e aspirações. Neste reino todos são distintos e distinguidos. Todos dão vivas á vida como verdadeiros escuteiros pois, todos se escutam. Se N´Zambi quiser vamos viver 333 anos. O Soba T'chingange
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