Domingo, 6 de Maio de 2012
BRASIL EM 3 PENADAS . XXIV

{#emotions_dlg.xa}FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO

       “MADEIRA – BRASIL”

: Olinda

Por escrito do próprio Vieira é-se conduzido a pensar que este, tendo saído da Ilha da Madeira com pouco mais de dez anos e, pela mão de algum familiar ou gente próxima, foi conduzido até outros familiares que se encontravam a viver bem, em Olinda no ano de 1613. O testamento de Vieira refere a seguinte anotação dele mesmo: “ Tenho na dita villa de Olinda, que herdeiros e por doação e por direito que se me dera todas as terras e foros de casas olarias e todas as pertenções que foram de Affonso Rodriguez Serrão e de sua mulher Isabel Ferreira, que tudo me pertencia”. Como se explica ter “herdado” bens do casal sem que um dos cônjuges fosse seu parente? Os vários fogos que queimaram os cartórios de Olinda, muito provavelmente escorreram suas cinzas férteis aos quintais de macaxeira, cana-de-açúcar, gengibre e inhame.

 Salvador Correia de Sá e Benevides

Fernandes Vieira ganhou a vida “com as mãos” servindo como assalariado e auxiliar de um marchante; quem o disse foi um seu conterrâneo Salvador Correia de Sá, o mesmo que viria a libertar a cidade de São Paulo de Assunção de Loanda no ano de 1647 dos mesmos holandeses que se mantinham resguardados na fortaleza de São Miguel. Ali, aqueles, eram chamados de “mafulos” pelos N´golas. Salvador correia de Sá e Benevides, veio a ser governador de Angola entre os anos de 1648 e 1651. Fernandes Vieira por prémio e valor, veio a ser também governador e Capitão-General de Angola entre 1658 e 1661.

 Matias de Albuquerque

Voltaremos a esta data lá mais para a frente. João Fernandes Vieira iniciou sua prestança de valor na defesa do Forte de São Jorge do Recife como consta na História de Guerra de Pernambuco. O cronista de então, Duarte de Albuquerque, eleva seu mérito junto a nomes que dignificaram então o estandarte português, tais como: Matias de Albuquerque, o Capitão Afonso de Albuquerque e o capitão Francisco de Figueiroa. A rendição do forte de São Jorge foi assinada por Andres Marim a 8 de Junho de 1625. Aos capitães, demais oficiais e soldados pagos pelo Rei, foi-lhes dada liberdade saindo do forte com morrões acesos, balas na boca e na mochila, de polvorinhos cheios, bandeiras das companhias desfraldadas, tambores batente, sacos com sua roupa e tudo mais, trastes necessário à vida que pudessem ser transportados aos ombros.

 Planta Real do Forte de São Jorge . Recife

Dali, sob vigilância dos soldados mafulos eram encaminhados às naus que os transportariam para as Antilhas, provavelmente Coraçau (Coração), Ilha Terceira e São Miguel nos Açores e também a Ilha da Madeira. Eram ao todo 518 homens de armas. João Vieira, que não estava a expensas do rei ficou na lista de moradores. Quanto a estes moradpres, instalados no arraial, ficariam entregues ao poder deles, holandeses, agindo com eles como lhes melhor aprouvesse; os escravos de quem quer que fossem, ficariam entregues ao trato de gestão dos arrais da Companhia das índias Ocidentais. Os mafulos, em documentos oficiais, referem-se aos militares portugueses  do seguinte modo: “Foram os melhores soldados que até agora achamos no Brasil, sendo que os da Paraíba e de outros lugares nunca mostraram tanta valentia como estes”.

Referência Bibliográfica: RESTAURADORES DE PERNAMBUCO de josé António Gonçalves de Mello (1967).

(Continua…)

OSoba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 11:38
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