“PIPAS E FACAS …CRISE!!!” - Palaçoulo . 2ª de 2 partes
Pipas
Os Estados Unidos dão actualmente o maior cliente, que permitiu equilibrar os resultados face à quebra no mercado europeu, onde Espanha lidera as compras desta empresa (40 por cento), que exporta também pipas para Austrália e Nova Zelândia e já vendeu a Singapura. Na maior fábrica de cutelaria, a FILMAM, as vendas mantêm-se, como os 20 empregados, mas aumentaram os custos, porque os clientes não têm fundo de maneio para 'stocks', o que obriga os vendedores a deslocarem-se mais vezes para conseguir encomendas. Tal como a maioria das empresas locais, também esta é de base familiar e três irmãos constituem agora a quinta geração de gestores com 17 inovações patenteadas, a mais emblemática das quais uma faca/garfo.
Facas
Apostam na investigação própria, de que resultam soluções para a produção, desde maquinaria ao sistema de aquecimento dos 1.500 metros quadrados da fábrica feito à base do serrim (restos de produção) e queimadores "inventados" na casa. Têm cerca de 150 produtos diferentes e clientes em Espanha, Alemanha, Angola, Moçambique, Suíça, Luxemburgo ou Lituânia. Francisco Cangueiro é artesão há 32 anos e vive, com a mulher e o filho, "desafogadamente exclusivamente disto": as facas e a talha em madeira. O preço das suas peças variam, entre cinco e 500 euros", regra geral, e nas que notou alguma quebra foi nas mais baratas, mais procuradas pela classe média.
O artesão garante que "foi pior o ano passado do que este" e tem "a sensação de que o pessoal está a perder um pouco o medo e as coisas estão a recuperar". A pujança das actividades tradicionais é partilhada por outros ramos de negócio, como o restaurante de António Cangueiro, lotado à hora de almoço, num dia de semana. "Isto não é nada, ao fim de semana, só com reserva", garantiu à Lusa. A comprovar o que diz, estão as contas das "entre 100 a 150 refeições diárias" que serve e que no ano passado renderam "167 mil euros". Tem seis pessoas a trabalhar e precisava de mais duas, que não consegue arranjar. Todos os produtos que serve no restaurante são produzidos pela família num negócio herança do trisavô, a que acrescentou uma cozinha regional com venda de fumeiros e outros produtos.
Notícia extraída da NET
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