“José Luís ” . O vereador
Por
O Soba T´Chingange
A ideologia, na filosofia, é o suposto senso comum na compreensão do mundo resultante da herança de um grupo social e suas experiências, pensamentos, de doutrinas ou de visões, orientando suas acções e, principalmente, as políticas. Neste contexto e sem agitar bandeiras de concepção crítica, coisa que me tem penalizado o ego ao longo da vida, alinho-me ao lado do meu amigo Zé Luís do PT e PSD do Brasil, que sem dissuasão, me convenceu estar por bem com sua candidatura ao cargo de Vereador de Marechal Deodoro. E, neste propósito apoio-o, sem me considerar alienando à sua pretensão, porque simplesmente na qualidade de residente, não tenho direito a voto na escolha do Prefeito e seus colaboradores. Estou politicamente, não indiferente mas, em “banho-maria”! Simplesmente!
José Luís – O candidato
O mar lambia a areia depois de rolar ondas brancas encapeladas no recife com cor de verde-esmeralda e longínquos azuis. E, lá estavam os habituais dez barcos balouçando o horizonte com nomes já fixados na mente por tanto balouçar, os massunim, o tubarão dourado, o WM3, o cristal e o siri com caimbra. Já saindo da praia, bem no topo da orla em falésia e bem perto da escola de mergulho escocuba, deparo com a luzidia camioneta preta soltando recados na fala de Lula: - votem no meu amigo Zé Luís, da Praia do Francês, o melhor que tem por lá em honestidade e vontade de trabalhar no vosso bem. Era mais ou menos assim a fala com ritmo de kuduro bem empolgante para fazer um forró animado. Na foto, com fundo branco, com o meu amigo entre Dilma na direita e Lula na esquerda, Zé luís sobressaía como o candidato do PT e o PSD para vereador na prefeitura de Marechal Deodoro.
FRANCÊS... Praia dos corsários !
Isso mesmo! A estampa, estava pintado com fermentação de vontade; isto não era um se-não mas um se-sim! Não resisti dar um paço de dança esboçando no ar o espanto dum movimento quase erótico. Não esquecer que o ritmo quente do kuduro saiu do outro lado do oceano na terra que me viu crescer, Angola. A brisa perene, passando a areia, subindo a encosta entre coqueiros, dava ânsia de frescura ao desejo de Zé Luís ali apresentado em abraço cordial com seus parceiros do topo. Entre o contraste azul distante e o verde marinho cercano, soprava vontade; ali a natureza conciliava-se com a poesia e o desejo de querer. Agora é vez de Zé Luís Silva! Se eu pudesse votar meu amigo, tu serias o meu santinho! Desta brisa do Francês, praia de antigos corsários e ladrões de pau-brasil tem-se desprendido um labirinto de manipulações e interesses de políticos corruptos; é tempo de despir preconceitos dando voz a um homem da terra que entende como ninguém os humildes pescadores que sobrevivem de lá para cá e vice-versa lançando suas redes artesanais p´ra catar uma meia dúzia de tainhas. È este, o candidato!
Zé Luís quer mudar vivências, atitudes novas no relacionamento com as gentes da terra e do mar e fazer considerar a todos que esta gente não é pobre nem vagabunda! E, o que vi? - Gente que em plena praia supera a vida, vendendo de tudo; coco frio, ostras, queijo assado cerveja, redes e um sem fim de sobrevivências, gente do isopor, envelhecida na vontade de mudar. Em carrinho improvisado, como inventação de criança, passa a discoteca ambulante vendendo forró, xote, fevro, pagode, axé e baladas repentistas; tudo, tudo disquetes piratas. Eu e Zé, junto à barraca francesinha, com fresquinhas, suco de graviola e macaxeira assada demos largas às conversas enfiadas nas crenças de vitórias com rastos de aviões. O tema agora é Zé Luís! A regular a visão, passam bundas bronzeadas de cortar o fôlego e entupir desesperos castanhos; torneadas até cima cortam o horizonte que no vaivém destapam a vontade de viver. Zé Luís está na chapa de Júnior Dâmaso como prefeito e Fifi como Vice. A nossa luta é a fome zero e dar condições à gente do mar mantendo as tradições... não é só de comida que um povo vive e, um país não pode só viver dos actos de solidariedade ou caridade; parece ser urgente dignificar e incrementar iniciativas que garantam bem-estar aos Deodorenses tais como: " desemprego zero, violência zero, analfabetismo zero e sem-cultura Zero. A boa funcionalidade dos Órgãos de Estado não são melhores pela quantidade! Disse, ao nos despedirmos.
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Gravura de tarsila do Amaral
O Soba T´Chingange
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