Quarta-feira, 19 de Novembro de 2014
N´GUZU . XXV

QUENTURA DOS TEMPOS . SINGAPURA – CURIOSIDADES

PODERÁ IMAGINAR-SE ALGO ASSIM PARA PORTUGAL, BRASIL OU ANGOLA?

N´Guzu: Força, poder, deus da guerra.

As escolhas do Kimbo

kim0.jpg Kimbolagoa

A Humanidade encontrará meios mais pacíficos para resolver os seus problemas? Se você encontrar uma solução mais cristã e eficiente para atalhar a estes cancros sociais, não demore a tornar público o seu método...

sing1.jpg Sr. Lee Kuan Yew assumiu com mão de ferro o comando do país, que é Singapura e, em seis meses, dos cerca de 500 mil presidiários sobraram somente 50.  Todos os outros, criminosos confessos, foram fuzilados. Todo homem público (político, policial, etc.) corrupto foi fuzilado, pois existiam muitas provas contra eles. Todos os empresários ladrões foram fuzilados ou fugiram rapidamente do país. Aquela multidão de drogados, que ficava dormindo nas ruas, fugiu desesperadamente para a Malásia, para não ter que trabalhar, ou seriam fuzilados.

sing3.jpgHavia uma mensagem na televisão onde o novo governo avisava que o país estava com câncer e que a única solução era extirpá-lo, tipo "se algum parente seu foi extirpado, compreenda, ele era um câncer para a nação". Depois de ter feito toda a limpeza no país, reorganizado o sistema político, judiciário e penal, esse militar convocou eleições directas e  candidatou-se para presidente. Venceu as eleições com 100% dos votos. Hoje, Singapura é um dos países mais seguros de se morar, e um dos mais desenvolvidos, e mais seguro do que os Estados Unidos, a Inglaterra ou Israel. Já no avião, a ficha de desembarque tem um "DEAD" (morte) bem grande em vermelho e a explicação da penalidade sobre o porte de drogas. Qualquer droga. Com zero vírgula alguma coisa de cocaína encontrada, o sujeito ou é sumariamente fuzilado, ou é condenado à prisão perpétua com trabalhos forçados. Lembra-se daquele surfista brasileiro que tentou entrar em Singapura com uma prancha de surf recheada de cocaína? Óbvio que ele determinou sua própria morte. A mãe do jovem traficante apareceu na TV pedindo para o Lula interceder pelo filho.

sing4.jpgNão adiantou nada. Nem mãe, nem Lula, nem protestos, evitaram o cumprimento da lei. Nos hotéis, os "Guias da Cidade" têm uma página explicando que a polícia de Singapura garante a integridade física de qualquer mulher 24 horas por dia (isto porque na antiga Singapura, sem lei e ordem, as mulheres que saíam sozinhas eram estupradas e, ou, mortas). O chiclete é proibido em Singapura, pelo simples fato de que, se jogado no chão, suja as calçadas da cidade. Distribuir panfletos, sem chance! Só em lojas, e não devem ser entregues às pessoas, que, se os quiserem, pegam-nos num suporte. Jogar no chão então... dá multa alta. 

sing5.pngSingapura, oficialmente República de Singapura, é uma cidade-Estado localizada na ponta sul da Península Malaia, no Sudeste Asiático, a 137 quilômetros ao norte do equador. (Wikipédia)

sing6.jpgNo ano passado, a secretária  de um amigo, que estava fazendo um trabalho por lá, foi seguida pela polícia desde sua casa até o trabalho.Quando chegou ao trabalho ligou o pisca para entrar no prédio. A polícia deu-lhe sinal para que  parasse. Um dos polícias veio até a janela do seu carro e disse: "Como a Sra. sabe, estamos fazendo uma campanha de civilidade no trânsito. Multando os infractores e dando bónus a quem dirige correctamente. E a Senhora, em todo o trajecto da sua casa até aqui, não cometeu nenhuma infracção. Parabéns! Aqui está um cheque de 100 dólares singapurianos (equivalente a cerca de R$ 128,00) e pediria para a Sra. assinar o recibo, por favor.   

Pelos vistos e, segundo o Sr. Lee Kuan Yew, Portugal, Brasil e Angola  têm SOLUÇÃO!

As opções do Soba T´Chingange

 



PUBLICADO POR kimbolagoa às 09:12
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Quarta-feira, 29 de Outubro de 2014
XICULULU . LVI

VIVÊNCIAS  EU NÃO QUERO - Amai-vos uns aos outros, mas só se for pra valer…

Xicululu: - Olhar de esguelha, mau-olhado, olho gordo, cobiça

Por

ze0.jpgEberth Vêncio -  Autor da revista Bula

Álem ,... Araujo 3.jpgNão! Eu não quero um empréstimo consignado! Eu não quero informações privilegiadas de um ex-diretor do Banco Central que actua no mercado financeiro. Eu não quero saldo ilimitado no cartão de crédito. Aliás, eu não quero que me enviem mais cartão algum com a primeira anuidade grátis. Eu não quero as menores taxas de juros do mercado. Eu não quero ser promovido a nada. Eu não quero investir na bolsa. Eu não quero aproveitar a crise para comprar dólares. Eu não quero o telefone de contacto do seu pistolão. Eu não quero curtir a vida endoidado, prefiro apenas viver. Eu não quero voar no jatinho do senador, nem que seja na poltrona da janela.

Álem...Araujo 6.jpgEu não quero comer a aeromoça. Eu não quero comissão nenhuma, é apenas um favor o que estou lhe fazendo. Eu não quero comprar uma apólice de seguro de vida. Eu não quero saber o que vem depois da morte. Eu não quero usar um trevo da sorte. Eu não quero morrer dormindo. Eu não quero ir pró céu. Eu não quero consultar um psiquiatra, nem me confessar com um padre (eu não quero que ele tenha erecções sob a batina, nem oscilações na fé, ao saber dos meus pecados). Eu não quero comprar assinaturas de revistas que me deixam alienado em suaves prestações. Eu não quero torrar grana em Miami. Eu não quero que você me ame por altruísmo. Eu não quero a guarda compartilhada de um amor que se acabou. Eu não quero me mudar do país. Eu não quero ficar rico lavando pratos para os Alemães. Eu não quero aprender mandarim, o idioma do momento. Eu não quero ganhar o Euromilhões. Eu não quero ficar rico. Eu não quero saber de um segredo.

Álem...Araujo 12.jpgEu não quero almoçar amanhã com o governador no palácio. Eu não quero credenciais pra um camarote VIP. Eu não quero prolongar os meus orgasmos, muito menos esticar o pénis (pelo amor de Deus, parem de anunciar o fim da calvície e enviarem spams por e-mail!). Eu não quero friccionar pomada japonesa na genitália de ninguém. Eu não quero massagens relaxantes, sem frescuras, para a minha satisfação total ou o dinheiro de volta. Eu não quero descabaçar uma virgem. Eu não quero explorar o ponto G de uma analfabeta afectiva. Eu não quero que uma cigana leia o meu destino antes de mim. Eu não quero alimentos que soltem o intestino. Eu não quero ficar musculoso, sexy e com boa aparência. Eu não quero ler Paulo Coelho na praça de alimentação do shopping. Eu não quero mais querer ser Carlos do carmo.

Álem...Araujo 4.jpgEu não quero ser eleito para uma academia de vaidosos para passar o resto da minha mortalidade vestindo uma bata ridícula e tomando o chá das cinco com eles. Eu não quero atenuar as minhas rugas de preocupação e aplicar botox no saco. Eu não quero o IPhone 6. Eu não quero um apartamento de cobertura em frente ao mar. Eu não me quero confraternizar com desconhecidos. Eu não quero saber o que disseram de mim no réveillon. Eu não quero fazer terapia para ser uma pessoa melhor e crescer como ser humano. Na verdade, eu não queria nem mesmo ser humano. Eu não quero aprender a desentupir a pia da cozinha usando Coca-Cola. Eu não quero parar de comer carne vermelha. Eu não quero discutir a relação. Eu não quero dar um tempo. Eu não quero dar conselhos nem mesmo para o surdo da porta da igreja. Eu não quero sentar na primeira fila para ter uma visão privilegiada.

tango 2.jpgEu não quero me aposentar o mais breve possível para poder aproveitar a vida. Eu não quero colocar aparelho nos dentes. Eu não quero sorrir quando sentir vontade de chorar. Eu não quero comprar o seu lugar na fila. Eu não quero pagar gorjetas numa repartição pública. Eu não quero dar um jeitinho na situação, seu guarda. Eu não quero autógrafos das celebridades. Eu não quero beijo de misse. Eu não quero me reconciliar com pessoas que não gostam de mim. Eu não quero fazer uma selfie comigo. Eu não quero perguntar porra nenhuma pró palestrante, eu só estava me espreguiçando. Eu não quero aproveitar a nova isenção de imposto automóvel para comprar um carango zero com câmbio automático, GPS, bancos de couro e dez anos pra pagar. Eu não quero lamentar a morte de quem me sacaneou. Eu não quero lisonjas. Eu não quero benesses. Eu não quero culpados. Eu não quero mais mentir. Eu só quero ser tratado com o mínimo de respeito. É só isso o que eu quero.

Ilustrações de Costa Araujo Araujo

As escolhas do Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 16:48
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Terça-feira, 26 de Agosto de 2014
MOKANDA DO BRASIL . II

AS FALAS DE ARRAIS  Se ficamos, o cachorro morde... Se corremos, o cachorro pega.

Por

 T´Chingange

De

Arrais

Nas minhas falas de amigo, enaltecendo as qualidades dum amigo natural de Burgos enfiado até ao pescoço nas águas quentes de Maceió, filtrei seu sangue de coisas intoxicantes enviando-lhe um ramo de salsa picada. Esta salsa não é, logicamente, uma vulgar salsa; apanhei-a no quintal aonde Mfumo Manhanga, num lugar do M´Puto chamado de Amieiro, meu filho catiri faz nascer tomates do tamanho de melões. Meti-a num subscrito do Facebook e enviei-lha. Ele chama-se Arrais da Maré-alta, assim mesmo! Recomendei que a guardasse no frigorífico com a indicação expressa de todos os santos dias dela bebesse um chá para retirar venenos acumulados.

 Isto, tendo a finalidade de depois mijá-los no pé de graviola que eu ajudei a plantar no seu quintal da Praia do Francês.Há pessoas que chegam a nós, como obra do destino, pela mão de Deus oferecendo-nos verdades, pureza, tranquilidade e Luz. Arrais é um desses feiticeiros deslumbradores, que bota conversa só pra boi dormir com encanto; sabedoria que se torna no rabisco dos dias em um pouco de nós! Amigos assim, que falam o que nós calamos; que sorriem o que choramos! Que nos silenciam o que nos vai na alma! Há pessoas que inspiram a nossa vida tornando-nos melhores e este Arrais de nome é mesmomesmo assim deste jeito. O curioso é que ele próprio não sabe que tem esse condão! Um Homem, um amigo, um poeta, um jornalista, um camarada! Um edecéteras... Ele é tudo isso! A sua companhia é muito prazeroso! E, claro que mandei um abraço para ele.... 

 Eis que dias depois, ele comenta esta foto, expressamente dirigida à minha pessoa: -Esse tronco de árvore, que compõe a imagem, envolve a história da escravidão da raça negra no Brasil. A árvore situa-se num local denominado Serra da Barriga, assim conhecida porque vista ao longe, mais parece uma criatura gigante deitada de costas. A serra situa-se numa cidade município denominado União dos Palmares, que remete a uma extensa área em que se aglomeraram escravos fugidos das fazendas de seus donos. A Serra da Barriga era o melhor lugar para resistir a qualquer ataque. Dos recontros que houve sobressaiu uma grande figura reconhecida um ícone pela raça negra do mundo inteiro com o nome de Zumbi dos Palmares.

 Tudo isto cabe como introdução, para mencionar que junto ao tronco desta árvore estão depositadas as cinzas de um notável senhor, digno representante da negritude do Brasil, Abdias Nascimento.  Abdias, activista negro, ex-senador, ex-deputado federal, fundador do Movimento Negro Unificado, defensor da cultura e da igualdade das populações, falecido no mês de Maio de 2011 foi homenageado nesta Serra da Barriga em União dos Palmares, com a presença de vários militantes e activistas da causa negra; alguns deles vindos do exterior, ocasionaram que ali fossem depositadas suas cinzas.

O Soba T´Chingange 



PUBLICADO POR kimbolagoa às 06:14
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Segunda-feira, 11 de Agosto de 2014
FRATERNIDADES . LXV

ATITUDES VENCEDORAS Acredita em ti… 

As escolhas de

 Stella Pugliesi

 Carlos Hilsdorf - Autor do best-seller Atitudes Vencedoras. Economista, pós-graduado em Marketing pela Fundação Getúlio Vargas - Brasil. Convidado para apresentações em diversos Congressos e Fóruns nacionais, como o Congresso Internacional de Educação, o Fórum Nacional de Recursos Humanos, o Fórum Internacional de Criatividade, o Congresso Nacional de Qualidade de Vida.

Não dê ouvidos aos pessimistas

Um grupo de sapos resolveu organizar uma competição. O objectivo era alcançar o topo de uma árvore muito alta. Vários sapos se inscreveram para o desafio. Uma multidão de sapos se juntou em volta da árvore para ver a disputa. E a competição começou! Sinceramente, ninguém naquela multidão realmente acreditava que sapinhos tão pequenos pudessem chegar ao topo daquela enorme árvore.

 Eles gargalhavam e os desencorajavam dizendo coisas como: - Ah, isto É IMPOSSÍVEL! – Eles, NUNCA vão chegar ao topo! – Eles, não têm NENHUMA chance! A árvore é muito alta! - Oh é difícil DEMAIS! E os sapos começaram a cair. Um por um. Só alguns continuaram a subir mais e mais. Mas a multidão continuava a gritar: - É muito difícil! NINGUÉM vai conseguir! - Desistam, é IMPOSSÍVEL! Outros sapos se cansaram e desistiram...

 Mas UM continuou a subir, a subir e a subir. Este não desistia! No final, depois de um grande esforço, ele foi o ÚNICO a atingir o topo! Naturalmente, todos os outros sapos queriam saber como ele conseguiu. Assim que ele desceu, um dos sapos perguntou ao campeão como ele conseguiu forças para atingir o objectivo? Neste exacto momento, aparecem os pais do sapo campeão e dizem: - Ele é surdo! O sapo campeão era um sapo SURDO!

Compartilhei esta breve fábula para que possamos reflectir sobre seu ensinamento. Não dê ouvidos aos pessimistas e pessoas com pensamentos negativos. Não escutes os que te desencorajam. Acredite, acima de tudo, em ti, no teu potencial; aprende a gostares de ti mesmo.

 

 

Ilustrações de T´Chingange

As opções do Soba T´Chingange

 



PUBLICADO POR kimbolagoa às 10:31
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Quarta-feira, 23 de Julho de 2014
MOKANDA DO BRASIL . I

Meus queridos amigosSe ficamos, o cachorro morde... Se corremos, o cachorro pega.
Por

Arrais de Bustos Maré lAlta

Minhas palavras iniciais são o desejo de muita paz, saúde e humor, fonte de geração da alegria do bem viver. Já de algum tempo venho atribulado com uma série de pequenas questões que acabam por nos perturbar no dia a dia. Uma cobra coral entrou-me em casa e enrolou-se no meu computador e aí foi o caso dos trabalhos; tive de o meter numa caixa, bloqueá-lo desta forma e botar lá dentro um perfume das arábias, daqueles de fazer rolar cobras e odaliscas. Com muita coragem e passado dias voltei ali de novo e foi a partir daqui que tive de recorrer aos entendidos e colocarem-me a coisa a funcionar. Troquei de Internet pelo que custei a acertar, meu computador pifou e o meu notebook, com um programa mais recente do Windows deu-me volta à mona e á a massa encefálica. Agora cá, você compra o equipamento, mas ele não vem com nada, somente trás o programa de entrada  (liga/desliga). Aí, já viu! Tudo o que se quiser acrescentar você tem que dispor de grana para conseguir.

E assim vai indo. Os fidacaixa são mesmo assim, kazukutas como diz o kota M. Depois de muitos quebra-cabeças comecei a dominar alguma coisa do novo sistema. Hoje ao abrir o dominador do nosso tempo, de surpresa, sem querer, cliquei num quadro e apareceu kota M T´Chingange com quatro ou cinco mensagens seguidas. E eu, quê!? … Jeito, maneira, nada de responder? July tem me falado de suas mensagem... mas como responder?  O e-mail já estou dominando um pouco, mas à custa de tanto insistir e apanhar no toutiço. Os velhos ficam gregos com isto e eu não fujo à regra. Concluindo: Ana fica por conta da cachorra chambeta e eu por conta desta máquina maravilhosa de quebra cabeça, quebra mona ou quebra cuca. Mas tirando tais brobleminhas, o resto  está caminhando como sempre, sobre os olhares de Deus, espero! O tempo por aqui anda bastante instável. Estamos enfrentando não só as alterações climáticas do tempo como as altercações e embates políticos esquentados com o recente fogo das mazelas futebolísticas que se revelaram catastróficas com os 7 a 1, impostos pelos alemães, a final de contas, os actuais campeões.

 Os adversários políticos,  antes se digladiavam para ver quem levava vantagem com os louros do sucesso futebolístico … Agora se surram para tentar provar quem é o mais culpado do tsunami do fracasso... da derrota. E aqui nos encontramos vivendo, com perdão da palavra,  de putarias e música! Mas como, com perdão da palavra,  putas mesmo, já não as há pela vulgaridade da igualdade de direitos e quanto a música anda uma bosta, nós  estamos vivendo com aquela máxima: Se ficamos, o cachorro morde... Se corremos o cachorro pega. Então o negócio é viver o ontem como se fosse o hoje e o hoje como se já fosse o amanhã. Em outras palavras: deixar que passe o hoje no mais desapercebido possível. Porque a bem da verdade, a coisa não está fácil nem prós lados da Palestina. Mas como fala o nosso comum amigo Túlio Sérvio: É só achar um relógio diferente que já fico plenamente feliz. Como novidade estamos aguardando para esta semana entrante a chegada do amigo comum o Conde do Grafanil Kizomba. Por ora é só; Um forte abraço meu com muitos beijinhos de Ana, que está ultimando o café da manhã e, cujo cheirinho chega às minha narinas... Baybay.

Arrais de Burgos

As opções de T´Chingange

 



PUBLICADO POR kimbolagoa às 15:02
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Sexta-feira, 4 de Julho de 2014
N´GUZU . XXIII

QUENTURA DOS TEMPOS . Brasil e a Crise Energética Mundial V

O Brasil corre o risco de perder metade do seu território em julho de 2014, e 190 milhões de brasileiros poderão ser despejados!

N´Guzu: Força, poder, deus da guerra.

As escolhas do Kimbo

 Kimbo Lagoa

Fonte: 11/05/2014 - http://mudancaedivergencia.blogspot.com.br

 «Uma nação pode sobreviver aos idiotas e até aos gananciosos, mas não pode sobreviver à traição gerada dentro de si, mesma. Um inimigo exterior não é tão perigoso, porque é conhecido e carrega suas bandeiras abertamente. Mas o traidor move-se livremente dentro do governo, seus melífluos sussurros são ouvidos entre todos e ecoam no próprio vestíbulo do Estado. E, esse traidor, não parece ser um traidor, ele fala com familiaridade às suas vítimas, usa sua face e suas roupas e apela aos sentimentos que se alojam no coração de todos. Ele arruína as raízes da sociedade, trabalha em segredo, oculto na noite para demolir as fundações da nação, infecta o corpo político a tal ponto que ele sucumbe-nos». (Discurso de Cícero, tribuno romano 42 A.C.). A Câmara Federal, o Senado e o Congresso têm que se manifestar energicamente. A referida aprovação ignorante, na melhor das hipóteses - à luz do Direito e da moral - tem que ser rechaçada, rectificada. As autoridades brasileiras que comandam os destinos do País, nos últimos 29 anos, não tiveram uma postura de defesa do território do Brasil. Vale dizer às autoridades brasileiras que comandaram e comandam os destinos do País, nos últimos 12 a 15 anos, não tiveram uma postura de defesa dos interesses da população brasileira - que absolutamente não quer se tornar refém da importação de combustível, minérios estratégicos e outros, pelo tempo e pelo preço que convier aos sócios dos indígenas apoiados pelos Membros do Conselho da ONU.

Por qual razão, porque todo processo demarcatório foi baseado em um laudo contencioso conduzido pelo CIR e pelo CIMI com a assinatura da FUNAI. A CIMI foi fundada na Inglaterra e tamanha é sua inconsistência que foi posta sob suspeita pela comissão de peritos nomeada pela Justiça Federal de Primeira Instância, e tantas outras provas, que a Suprema Corte tem arquivado nos processos de contestação. A Agência Reuters de notícias divulgou, em 29/08/08, que Tarso Genro, o ministro da justiça, em rápidas declarações sobre o julgamento do STF sobre a demarcação em Roraima, da Raposa da Serra do Sol, «se mostrou convencido de que a demarcação contínua seria mantida pelo STF», e completou a manchete: «quem ouve o ministro falar acha que a vitória já estava garantida», um julgamento de cartas marcadas, Tarso disse mais, com ares de satisfação: «Não adianta estourar pontes, fazer acções violentas contra o estado e fazer mobilizações que levam à violência. Não é uma vitória de índio contra branco ou de índio contra o arrozeiro" — O ministro Tarso, como em raríssimas ocasiões, tem razão. Não se trata de uma vitória de índio contra branco ou de índio contra o agricultor. Não mesmo Sr. Tarso! Trata-se de uma vitória do comunismo internacionalista defendido e idolatrado por gente como o então Ministro da Justiça Tarso Genro sobre todos os brasileiros – incluindo os não patriotas que estão no poder e os que a ela tentam se juntar por medo de sucumbir à triste realidade que se instala no país.

 A sociedade brasileira está sendo artificialmente desunida e segmentada em negros, índios, feministas, gays, ambientalistas e assim por diante. Antagonismos semeados por milhares de ONGs, financiadas pela oligarquia internacional da esquerda, incitando a quem se sente injustiçado para que se torne inimigo da sociedade e que o Estado deve impor sua causa em detrimento de todos os demais. Naturalmente, a defesa dos duvidosos direitos de grupos é mero pretexto criado pela oligarquia internacional para dividir o País ou no mínimo para se lhe quebrar a coesão. No caso da campanha indigenista está provocando uma escalada nos conflitos em vários Estados e revela potencial de uma guerra civil. Agora o risco será maior se o Governo não denunciar a Convenção dos Direitos dos Povos Indígenas até 24 de Julho de 2014, pois perderemos as condições jurídicas de recusar a independência e a secessão de quaisquer das reservas que assim o desejarem.

A campanha indigenista, orientada do estrangeiro através das ONGs com fachada ambientalista, com a finalidade de governarem o Brasil de dentro para fora, visa também quebrar o sector produtivo rural, como se viu em Roraima, nada sobra aos índios que desejam prosperar (como todo ser humano) pois retira deles a liberdade. Os índios nada mais são que massa de manobra de ONGs e desses conselhos. Não é de admirar que os maiores inimigos do movimento indigenista são os índios esclarecidos.

http://www.defesabr.com/MD/md_amazonia.htm

 «Excelência na arte da guerra aquele que vence sem usar a força, mas para isso primeiro é preciso levantar uma “causa justa”, conhecer todo o terreno, os passos do inimigo, conhecer suas fraquezas, infiltrar espiões, conquistar a população local com lucros aparentes, corromper lideranças locais e plantar a desinformação, porém se tudo isso não funcionar, ataque-os de surpresa, de uma forma rápida e planeada. E, se tiver uma força 10 vezes maior do que a do inimigo, a vitória estará garantida». Sun Tzu (400 aC). Território é o elemento constitutivo do Estado. População sem território se torna refém dos que dele sem apossaram como espoliadores da vez. Leiam os jornais e vejam o que ocorre com os refugiados obrigados a viverem, por força de tratados entreguistas dos territórios deles, assinados por governantes entreguistas deles, em diversas partes do mundo. Território brasileiro não se entrega, muito menos, se, no território do qual se trata, se encontra a parte fértil prevista para abastecer de combustível - a mola do mundo - e de produtos oriundos da biodiversidade, esta e as futuras gerações de brasileiros e residentes no Brasil.

 

Marilda Oliveira, oliveira.marilda@terra.com.br, São Paulo - Ipiranga – SP - Enviado em 11 de maio de 2014 por Manoel Soriano Neto Coronel de Infantaria e Estado-Maior do glorioso Exército Brasileiro, Historiador Militar. msorianoneto@hotmail.com

FIM DO TEMA

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 15:02
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Segunda-feira, 30 de Junho de 2014
N´GUZU . XXII

QUENTURA DOS TEMPOS . Brasil e a Crise Energética MundialIV

O Brasil corre o risco de perder metade do seu território em julho de 2014, e 190 milhões de brasileiros poderão ser despejados!

N´Guzu: Força, poder, deus da guerra.

As escolhas de

Kimbo Lagoa

Fonte: 11/05/2014 - http://mudancaedivergencia.blogspot.com.br

 

12 - Segundo informações fornecidas pela Organização das Nações Unidas (ONU), a maioria das mulheres traficadas para a Europa são originárias de comunidades pobres dos estados de Roraima, Amapá, Amazonas e Pará. "Para o governo, progresso é extrair petróleo, abrir estrada, plantar soja, derrubar madeira", e a protecção dos indígenas contra estas ONGs que nem sabem quem é? Continua sob a tutela da presidente Dilma o documento aguardando o NÃO PARA OIT N.169.

13 - O depoimento do Capitão de Mar e Guerra Paulo César Machado, Capitão dos Portos da Amazónia Ocidental e da Chefe do Departamento de Registro, Fiscalização e Estatísticas da Empresa Estadual de Turismo do Amazonas - AMAZONASTUR, diz de que meninos e meninas são explorados sexualmente por turistas estrangeiros e nacionais que visitam a região e usam a pesca desportiva como fachada. Quais foram os resultados da CPI da pedofilia e prostituição infantil no Amazonas? Inconformada com a leniência das autoridades brasileiras, apresento: http://www.aids.gov.br/noticia/cpi-da-prostituicao-infantil-indicia-20-politicos -

http://mudancaedivergencia.blogspot.com.br/2014/05/cpi-da-pedofilia-e-exploracao-sexual.html

14 - Enquanto a brasileira do Estado de Santa Catarina, Sul do Brasil, Catarina Migliorini, de 20 anos, leiloou sua virgindade pela Internet e conseguiu facturar R$.1,5 Milhão, pago por um japonês de 53 anos, a brasileira índia na região do Amazonas do extremo Norte do País, a virgindade da menina índia custa R$.20,00, que lhe é tirada sob ameaça, em troca muitas vezes de uma caixa de bombom segundo a jornalista Kátia Brasil.

http://port.pravda.ru/sociedade/cultura/23-01-2013/34214-meninas_indigenas-0/
15 - Até hoje não permitiram as regiões da Amazonas a prosperar. A cobiça estrangeira na biodiversidade e riquezas da região brasileira chega a isto; usaram e usam os nossos índios que inocentes agindo pela falsa protecção da Funai, (guardiã deles, conforme a CB de 1988) entregam e denunciam o Brasil. Os aloprados, no entanto, querem é ainda mais terra para índio, onde não haja nem fé, nem lei, nem rei, e governos entreguistas.

16 - Motivos mais que suficientes para uma Comissão da Verdade sobre a actuação das ONGs internacionais, contrariando os costumes e hábitos dos indígenas nas florestas brasileiras. Em 2008 foi encaminhado denúncia para o Ministro Márcio Thomas Bastos (Justiça), solicitando a imediata entrada da PF do Brasil no caso. Americanos e nacionais em férias na Amazónia mantêm um ritual criminoso de abuso sexual contra crianças índias brasileiras e, até um magistrado americano, conceituado, estaria envolvido. "Esta denúncia é gravíssima. Os crimes ocorrem em território nacional com crianças até 14 anos. O Exército é proibido de entrar.

http://www.vermelho.org.br/prosapoesia/noticia/32972-49

:

Como cidadã brasileira, em respeito à Constituição Brasileira de 1988 que diz sermos todos iguais perante a Lei, cumprindo o meu dever cívico e patriótico, em respeito aos patriotas que lutaram como guerreiros para preservar o Brasil íntegro em toda a sua extensão, indignada com a os políticos neoliberais que decidiram sepultar as ideias patrióticas injectadas no País pelo Presidente Getúlio Vargas, mormente aquela que reservava aos nacionais o desbravamento da Amazónia. Nos deparamos hoje, com as governanças brasileiras entregando as nossas riquezas, nossas terras, nossos índios, nossa etnia, nossa liberdade, para quem nem sabem quem é. O nosso perigo passou de externo a ser interno pelos brasileiros que agindo pela ganância e submissão, tendo por traz a ignorância, desprezam o Estado de Direito.

 A falta de alternância no poder, leva a prática do governo de usar a máquina para interesses políticos. Direito que tem de ser aplicado neste país com participação activa do governo brasileiro, dos políticos, do STF (Supremo Tribunal Federal), de órgãos administrativos, do dinheiro dos contribuintes, e da inocência do povo brasileiro. A futura perda de parcela do território brasileiro. E, como um obediente cordeirinho o "Congresso Nacional" mansamente aprovou essa nefasta Convenção, sem esboçar um mínimo repúdio aos artigos que poderão ser evocados para a retirada de um grande naco de terra do BRASIL. Pirara - O Brasil perdeu para a Inglaterra e hoje pertence a Guiana. O Brasil era maior do que nós herdamos. Tínhamos uma saída para o Mar do Caribe por meio dos rios Rupununi e Essequibo. Ainda há tempo para reverter toda essa burrice ou traição, desde que a Presidente Dilma Rousseff com patriotismo, DENUNCIAR a Convenção n°169 dizendo NÃO.

Marilda Oliveira, oliveira.marilda@terra.com.br, São Paulo - Ipiranga – SP - Enviado em 11 de maio de 2014 por Manoel Soriano Neto Coronel de Infantaria e Estado-Maior do glorioso Exército Brasileiro, Historiador Militar. msorianoneto@hotmail.com

(Continua...)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 09:40
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Quarta-feira, 25 de Junho de 2014
MUKANDA DO M´PUTO . LI

AS FALAS DO ZECA - COIMBRA ESSA ANTIGA CORIMBA DE MAR VERDE!

Por

Zeca e T´Chingange

COIMBRA DOS 100 AMIGOS - Foi a esta pequena introdução ao cardápio de amizades que Zeca me respondeu em seu jeito kaluanda. Não falei dos 100 terra, dos 100 nada e dos 100 coisa alguma nem 100 selecção. Por Coimbra, ginasticando meu físico fui pensando no que dizer aos meus novos amigos do FB, alguns que tinham 100 amigos em comum e, já na baixa e ouvindo um saxofone bem perto do café Nicolas, eu já Doutor sem queima de fitas, dei cinco Euros ao saxofonista Luís e, ao som de “reloj no marques las horas” dancei com a Rainha Dona Isabel que ali fazia estátua viva mesmo em frente. A esta guapa menina, dei cinco Euros, para descontrair de sua estática figura … Além de Doutor senti-me um artista de primeiríssima mão! Até recebi aplausos… Partilho isto convosco porque agora são meus amigos!...                       

l      Tu aí KKamba T´Chingange na terra da Santa Isabel e desse visionário Rei D Dinis que um dia, no primeiro milénio que ainda gatinhava no tapete de Arraiolos, mandou edificar a bela Universidade e embelezar tudo à volta com esse mar verde! Tu aí kamba, nesses mambos e agora nesse chão envernizado deste actual “Rei”, espera na koka sossegadinho de tua kubata, porque feitiço vai bater á tua porta e “entregar mukanda” do avilo ZECA. Pena foi num botares às costas o Sax! Botavas uns Reais verdadeiros e reais na mão do músico p´ra levares o uuabuama instrumento p´ra teu kimbo da Lagoa. Claro que assim num valor bwé p´ra músico comprar dinovo outro! Assim na koka num pensaria que turista “cheio dos boi” é forreta, porque assim logologo no Café Nicolas, o sax à noitinha voltaria a rasgar acordes do Charles Parker e manos. Topo que estás bem das kinambas. Fico contente!

 Num quero falar na marabunta que varreu o “esquema” da selecção do M´Puto, no belo Estádio de São Salvador da Baía (encontro de futebol entre a Alamanha e Portugal). Na primeira parte que vi com kamba da OPEL, fiquei bwé envergonhado e enfiei-me no bruto tubo silencioso de aço inox que frita cheiros do novo Opel MOKKA. Lá dentro enfiado, pensei nas minhas rima e disse p´ro matumbo semi-eixo alemão que botava rizada: -“Porra! Estes gajos milionários portuga de uma figa, caté estão a apanhar bwé MOKA! Seu tuji, se voltas a quichotar e a sorrir engasgo-te já com massa de pakassa, que logo ficas p´ra sempre emperrado.” O tuji encolheu-se, mas verdade verdadeira, na segunda que não quis mais ver, p´ra não botar mais lágrimas, fazer batukar nervoso o meu muxima, No Shoppiing um àvilo contou-me que voltaram a furar a esteira da baliza do keeper maravilha das Quina! Num dá p´ra creditar! Agora fiquei, mesmesmo a pensar naquele kimbanda que disse que botava feitiço nos jogadores adversários da sua selecção! Hàka!…

Kandandu, ZECA , na minha kubata

Coimbra (M´Puto) = Corimba (N´Gola)

Glossário: Kamba - amigo; mambos - dizeres, noticias; Koka - ásescondidas, sem ninguém ver; Mukanda - carta; àvilo- amigo chegado; Uuabuama - maravilhoso; kinambas - pernas; M´puto - portugal; Tuji - merda, bosta; batukar - bailar ao som do tambor; muxima - saudade; kimbanda - feiteiceiro; Hàka - pópilas, caramba! kandandu - Adeus, passa bem, cuida-te, até à vista, despedida fraterna...

As opções do Soba



PUBLICADO POR kimbolagoa às 10:09
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Terça-feira, 24 de Junho de 2014
N´GUZU . XXI

 

QUENTURA DOS TEMPOS . Brasil e a Crise Energética MundialIII

O Brasil corre o risco de perder metade do seu território em julho de 2014, e 190 milhões de brasileiros poderão ser despejados!

N´Guzu: Força, poder, deus da guerra.

As escolhas do Kimbo

Kimbo Lagoa

Fonte: 11/05/2014 - http://mudancaedivergencia.blogspot.com.br

 

8 - Faço lembrar aos senhores, que os tribunais de Bruxelas após a Comissão da Verdade do Canadá, julgou, e condenou a 25 anos de prisão, os envolvidos por genocídio, sedução, indução, tortura, pedofilia, prostituição, perda de identidade, cobaias em laboratório, as crianças indígenas Mohawak. http://www.trc.ca/websites/trcinstitution/index.php?p=39  depoimento de índia canadense: "O primeiro a sofrer a operação foi o maior dos meus filhos, quando ele tinha quatro anos de idade. Era 1975. Eles o levaram para longe, enquanto eu não estava em casa. Em Julho de 1981 esterilizaram meu filho mais novo, tinha nove anos de idade. Levaram-no para Vitoria General Hospital e o seguraram lá por dias. Nenhum dos dois meninos podem ter filhos. Fizeram isso porque nós somos os descendentes originais, os herdeiros desses territórios. O governo ainda está tentando tirar-nos daqui. "Anónimo, a pedido", Vancouver Island, 18 de Maio de 2005". http://www.itccs.org - http://www.iclcj.com

9 - No Brasil, crianças indígenas são exploradas sexualmente no Amazonas. Depoimento de índia brasileira: Outra garota, X…, de 15 anos, disse que presenciou encontros de sete homens com meninas de até dez anos. "Eu vi meninas passando aquela situação, ficando com as coxas doloridas. Eles sempre dão dinheiro em troca disso [da virgindade]." - P. Aceitou depor na PF porque recebeu ameaças de um dos suspeitos. "Ele falou que, se continuasse denunciando, eu iria junto com ele para a cadeia. Estou com medo, ele fez isso com muitas meninas menores", afirma. M..., de 12 anos, conta que "vendeu" a virgindade para um ex-vereador. O acerto, afirma a menina, ocorreu por meio de uma prima dela, que também é adolescente. "Ele me levou para o quarto e tirou minha roupa. Foi a primeira vez, fiquei triste." A menina conta que o homem é casado e tem filhos. "Ele me deu Reais $ 20 e disse para eu não contar a ninguém." - A rede de pedofilia da região tornou-se conhecida mundialmente. - A mãe de uma garota indígena de 13 anos com leve retardo mental decidiu denunciar o estuprador de sua filha que ficou grávida. — Familiares e conselheiros tutelares que defendem as adolescentes também são ameaçados. "Eles avisaram: se abrirem a boca a gente vai mandar matar", diz a mãe de uma menina de 12 anos. - Lar escola dirigido pela irmã católica Giustina Zanato, 63, que acolhe meninas indígenas que são exploradas sexualmente. http://racismoambiental.net.br/2012/11/virgindade-de-meninas-indias-vale-r-20-no-amazonas/

10 - Em março de 1994, a Funai e o Cimi iniciaram um processo de aproximação dos índios Jumas com povos falantes da língua tupi-guarani. O antropólogo Gunter Kroemer (1939-2009), do Cimi, acompanhou um encontro das índias juma com índios parintintin na região de Joari Tapuí, no município de Lábrea (AM). Ele defendia relação inter-étnica com a autonomia preservada das duas etnias. Pergunto? Que direito tiveram e tem o CIMI, CIR, alheios aos costumes indígenas em cada tribo, para determinar com quem os nossos jovens índios podem e devem ter relações sexuais? Aonde fica a Funai que é protetora, defensora e guardiã dos indígenas como reza na CB de 1988 permitiu/permite? Não conseguimos entender por que diminui a cada dia a quantidade de índios brasileiros nos diversos dialetos em cada tribo. Hoje, a etnia Jumas está praticamente extinta e as ONGs culpam os seringueiros. Quem pode garantir tal afirmação, sem que o Exército esteja presente para realizar a segurança no entorno, desde que foram proibidos de adentrar. No entanto, a terra indígena Juma, com 38.700 hectares, está demarcada, com recursos naturais da reserva, que é cortada pela estrada Transamazônica (BR-230). Leiam o link e perguntem a si mesmos, por que não existe índios jovens Jumas para matrimônio, e leiam o depoimento da índia canadense na Comissão da Verdade no item 8, "eles" castraram os índios quando crianças para não terem mais filhos e no prazo de trinta anos se apoderaram das terras, é a média de vida deles. http://amazoniareal.com.br/o-casamento-das-indias-juma-gerou-polemica-internacional/

11 - A CIMI vinculada a CNBB, apresentou em 2012 um relatório primoroso, e fantástico em detalhes, com depoimentos de índios, mapeamento físico, entrevistas com índios "aculturados" tudo com o patrocínio da Embaixada da Noruega, e título: «Violência contra os povos indígenas no Brasil» obrigando os índios a desfilarem com faixas, e pedirem as terras contínuas, e ao governo o respeito a OIT 169 da ONU... Pergunto? Porquê o CIMI junto a Funai, quando comandou o laudo de demarcação das terras indígenas nos governo Collor/FHC sem qualquer divulgação à sociedade brasileira, sem a presença física dos índios, sem consultar índio, sem percorrer a região demarcada, sem riqueza de detalhes, por que, não fizeram relatório igual a este que utilizam para incriminar o Brasil?

http://www.cimi.org.br/pub/viol/viol2012.pdf

Marilda Oliveira, oliveira.marilda@terra.com.br, São Paulo - Ipiranga - SP

(Continua...)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 09:00
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Domingo, 22 de Junho de 2014
N´GUZU . XX

QUENTURA DOS TEMPOS . Brasil e a Crise Energética Mundial II

O Brasil corre o risco de perder metade do seu território em julho de 2014, e 190 milhões de brasileiros poderão ser despejados!

N´Guzu: Força, poder, deus da guerra.

Escolhas de

Kimbo Lagoa

Fonte: 11/05/2014 - http://mudancaedivergencia.blogspot.com.br

  Em 1998 o Presidente Fernando Henrique Cardoso, consentiu que fosse realizada a farsa da actuação da Funai no laudo tendencioso conduzido pelo CIMI (Comité Internacional das Migrações Indígenas) e pelo CIR, na demarcação feita por recortes de jornais, sem trilhas físicas elaboradas por antropólogos brasileiros e competentes das terras indígenas, resultando na portaria 820/98 assinada pelo ministro da Justiça Renan Calheiros, que declara a TI Raposa/Serra do Sol posse permanente dos povos indígenas. Em 2002, o Presidente FHC assinou o Decreto Legislativo no 143, de 20 de Junho de 2002 (Aprova o texto da Convenção nº 169 da Organização Internacional do Trabalho sobre os povos indígenas e tribais em países independentes). Em 2003 o Congresso Nacional aprova o texto lesa-pátria da Convenção OIT nº 169 Decreto Legislativo 143/2002. Em 2004 o Presidente Lula da Silva tendo ao lado o Ministro da Justiça Tarso Genro, assinou com Celso Luiz Nunes Amorim, o DECRETO Nº 5.051, DE 19 DE ABRIL DE 2004. (Promulga a Convenção n.º 169 da Organização Internacional do Trabalho - OIT sobre povos Indígenas e Tribais), absolutamente sem raciocinar à acção de doar, 50% do território brasileiro.

  A cultura brasileira é uma síntese da influência dos vários povos e etnias que formaram o povo brasileiro. Não existe uma cultura brasileira perfeitamente homogênea, e sim um mosaico de diferentes vertentes culturais que formam, juntas, a cultura do Brasil. Naturalmente, após mais de três séculos de colonização portuguesa, a cultura do Brasil é, majoritariamente, de raiz lusitana. É justamente essa herança cultural lusa que compõe a unidade do Brasil

5 - A presidente Dilma Rousseff ficou com a responsabilidade de DENUNCIAR, RECUSAR, dizer NÃO à Convenção OIT n 169, o maior crime de lesa-pátria já realizado na História do Brasil.

6 - A data limite é 24 de Julho de 2014. Coincide com a euforia da Copa do Mundo no Brasil, com o tumulto, estardalhaço e brigas no Congresso com a CPI da Petrobrás, que passa a ser nada, comparado a perda de 50% do Território Nacional. Que os mais dignos membros da gestão pública, da justiça do Brasil, intelectuais actuantes, fiquem atentos. A presidente Dilma Rousseff DEVE DENUNCIAR, dizer NÃO à Convenção n 169, o maior crime de usurpação ocorrido no Brasil, iniciado no final do governo de Fernando Henrique Cardoso, e promulgado no governo Lula da Silva.


7Eu, cidadã brasileira, em nome do povo brasileiro, solicito das Autoridades Brasileiras, URGENTE,: Comissão Parlamentar de Inquérito - CPI de alto nível, Comissão da Verdade e Reconciliação, da Demarcação para terras indígenas como contínuas que mediante os relatórios comprovando as fraudes, relatórios e provas criteriosas, apresentados ao STF pelo Senador Mozarildo Cavalcanti de RR, sejam reavaliados. Fraudaram para «balcanizar» o Brasil, usam as ONGs estrangeiras com fachada ambientalista, que se estabeleceram inconstitucionalmente na Amazónia, promovendo a indução, destino, alienação, e sedução dos nossos indígenas brasileiros. Justiça, STF, MPF, PGR, OAB, Polícia Federal, Agência Brasileira de Informações Nacionais - ABIN unidos e utilizando todos os recursos jurídicos, inclusive, a abertura de sigilos Bancários, de todos os representantes da Delegação Brasileira na ONU, que assinaram a referida Declaração - e todos aqueles que no Brasil facilitaram encobrindo as fraudes, (o G7 já se está manifestando, "lista negra", missões diplomáticas da ONU e diplomatas individuais - talvez como parte de um sistema de monitoramento para evitar a lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo).  As autoridades legais precisam expulsar de nosso meio todos aqueles que vendem a Pátria por quaisquer "trinta moedas".

(Continua...)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 05:02
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Sábado, 14 de Junho de 2014
N´GUZU . XIX

QUENTURA DOS TEMPOS  . Brasil e a Crise Energética MundialI

O Brasil corre o risco de perder metade do seu território em julho de 2014, e 190 milhões de brasileiros poderão ser despejados!

N´Guzu: Força, poder, deus da guerra.

As escolhas do Kimbo

Kimbo Lagoa

Fonte: 11/05/2014 - http://mudancaedivergencia.blogspot.com.br

«Não há como pensar a Amazónia sem o Brasil, nem o Brasil sem a Amazónia». Um pequeno comentário sobre os dois pensamentos: assim já raciocinava Sebastião José de Carvalho e Melo, o Marquês de Pombal, em 1750, quando despachou o seu próprio irmão, Francisco Xavier de Mendonça Furtado, para a Amazónia, com instruções expressas para reconstruir antigas obras militares e levantar novas, de modo a tamponar todas as vias de acesso do exterior para dentro da grande região. Minha manifestação é de salientar que Nossa Constituição de 1988 Reza de Forma Clara e Rica em Detalhes sobre os Direitos dos Povos Indígenas Brasileiros especificando de forma incontestável, que as Áreas de Reservas Indígenas SÃO DA UNIÃO, e de usufruto pelas Comunidades Indígenas sob Tutela da União através da FUNAI, assegurando aos povos indígenas o respeito à sua organização social, costumes, línguas, crenças e tradições. Reconhece que os povos indígenas foram os primeiros senhores de facto e de direito desta terra chamada Brasil, incorporando a seus ideais de justiça a ideia do "indigenato".

Marquês de Pombal

A posição do Brasil na ONU aprovando sem ressalvas o acordo internacional OIT Convenção n 169, contraria a posição soberana do Brasil. O Trabalho que é formado por 185 países-membros na hora de decisão, apenas 17 nações aprovaram a Convenção n 169 entre elas o Brasil, enquanto 168 países se negaram a assinar como Estados Unidos, Nova Zelândia, Austrália, Rússia e Argentina, se recusaram a aprovar essas resoluções, sob a argumentação que violavam a legislação interna de seus países. No Brasil, com textos que criam condições objectivas para a subtracção de territórios actualmente brasileiros, foram actos de traição.

1 - O governo Federal tem prazo até 24 de Julho/2014 para rectificar, denunciar, a convenção da ONU OIT n 169, de contrário, o Brasil será dividido em 216 Estados determinado pela ONU, completamente independentes e desligados do Governo do Brasil.

2 - Em 1862 o Imperador Pedro II rejeitou a proposta dos EUA feitas pelo general James Watson Weber, propondo organizar uma companhia com capital de 25 milhões de dólares, para introduzir negros sulistas «emancipados ou a emancipar» na Amazónia. O Imperador sabia das intenções, na tomada do território brasileiro, mesmo com toda vigilância, em 1876 o descaminho das sementes de seringueira pelos ingleses, a Amazónia deixou de gerar divisas da ordem de 150 milhões de libras esterlinas.

 

3 - Em 1938, o Presidente Getúlio Vargas nacionalizou todos os serviços, estatizando as concessionárias estrangeiras, e, ao mesmo tempo, determinou providências para aumentar a presença do Poder Público em todos os seus quadrantes. Fazia cumprir, com esses actos, as disposições do Decreto-Lei n° 406 , de sua inspiração, que proibia a constituição de núcleos coloniais formados exclusivamente por estrangeiros e determinava que a colonização da Amazónia fosse reservada aos nacionais.

José sarney Collor de Mello

4 - Em 1986 o Presidente José Sarney em acto de submissão, lacrou o buraco na Serra do Cachimbo no Pará, construído para testes nucleares, renunciando o desenvolvimento a nosso País, impedindo aos cientistas brasileiros na pesquisa de novas e limpas tecnologias. Em 1992 por imposição dos EUA, a ECO/92 só foi realizada após a assinatura pelo então Presidente Collor de Mello e o Ministro Jarbas Passarinho, da portaria 580 de 15/11/91, precursora da reserva ianomami, tornando impossível que os pelotões de fronteira de Surucucu e Maturacá servissem de base para futuras cidades. Essas imensas reservas, quase todas na faixa de fronteira, mantêm intactos os ricos recursos naturais do solo e subsolo, que um dia serão explorados por países do Primeiro Mundo, como EUA, França e Alemanha.

(Continua...)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 11:51
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Sábado, 7 de Junho de 2014
KIANDA . L

A “ORAÇÃO DO CABOCLO”. Mendigos de milagres…

As escolhas de

   T´Chingange

Tive oportunidade de percorrer o sertão Nordestino em peregrinação ao Padre Cicero no interior do Ceará e na Cidade de  Juazeiro do Norte  em fins de Fevereiro de 2014.  Era uma necessidade que sentia, viver as agruras de uma terra espinhoza, áspera como só Deus sabe e, ver de perto aquela devoção do povo que em sua maioria não vive, só sobrevive! Consegui compreender o sofrimento deste povo, esticando o nada em vida, seu gado morrendo em campos  estéreis;  ficou-me a comoção de ver tanta humildade e tanta  devoção! Nós que temos tudo não damos o verdadeiro apreço à vida, descuidamos o exencial dela. Enquanto eles, os moradores desse sertão mendigam milagres, nós esbanjamos arrogãncia e de tudo nos queixamos! Um pouco de mim ficou por lá!

Nas virtuosas “redes sociais”, surgiu-me uma oração a recordar um antigo catecismo naquela doce e sincero linguajar de caboclo na hora do morno anoitecer do sertão. É uma lúcida reflexão sobre os "mendigos de milagres” que somos todos no pedir de "paz, pão, saúde, habitação”. O caboclo, a seu modo, usa seu próprio geito botando a arder a vela com uns três tostões.

Oração do Matuto -  Fátima Irene Pinto

 Matuto certanejo e lampião

1. Ói Deus, Ói Deus, Nóis tá sempre pedindo as coisas pro Sinhô, Nóis pede dinhero, Nóis pede trabaio, Nóis pede pra chovê, E se chove demais, Nóis pede pra pará, Nóis pede pra pará mode a coiêta num afetá.

2. Nóis pede amô, Nóis pede pra casá, Pede casa pra morá, Nóis pede saúde, Nóis pede proteção, Nóis pede paiz, Nóis pede pra dislindá os nó quando as coisa cumprica, Quando as coisa cumprica mode a vida corrê mió.

3. Quando a coisa aperta nóis reza, Reza pedindo tudo que farta, É uma pedição sem fim, É uma pedição sem fim e quando as coisa dá certo, Nóis vai na igreja mais perto, E no pé de argum santo, Argum santo que seja de devoção, Nóis deixa sempre uns mirréis, Nóis deixa sempre uns mirréis lá no cofre da frente, E lá no cofre da frente, Nóis coloca mais uns tostão, Nóis coloca mais uns tostão.

  No Sertão

4. Mais hoje Meu Sinhô, Meu Sinhô, bateu uma coisa isquisita, E eu me puis a matutá, Nóis pede, pede e pede, Nóis pede, pede e pede, Mais nóis nunca pregunta, Comé que o Sinhô tá, Se tá triste ou tá contente, Se percisa darguma coisa, dalguma coisa que a gente possa ajudá, E por esse esquecimento, O sinhô tem que nos adiscurpá, O sinhô tem que nos adiscurpá.

5. Ói Deus, nóis sempre pensa, pensa Que o Sinhô num percisa de nada, Mas tarvez num seja assim, Tarvez o Sinhô percisa de mim, o Sinhô percisa, sim; Sim, o Sinhô percisa, Percisa da minha bondade, Percisa da minha alegria, Percisa da minha caridade, No trato c’os meus irmão.

  Sertão 

6. Nóis semo seu espêio, Nóis semo a Sua Criação, Nóis num pode fazê feio, Nóis num pode fazê feio, Nem ficá fazendo rodeio, Nem desapontá o Sinhô, Nem amargá o seu sonho, Que foi um sonho de amo quando essa terra todinha criô.Quando essa terra todinha criô.

7. Ói Deus, eu prometo, Vo rezá de ôtro jeito, Vo pará com a pedição, E trocá milagre por tostão, Tarvez eu inté peça uma graça, Mas antes vo vê direitinho, Mas antes vo vê direitinho, que é que andei fazendo de bão, E se nada de bão eu encontrá, Muito vo me envergonhá, E ainda vo pedi perdão, E ainda vo pedi perdão.

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 18:28
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Quinta-feira, 22 de Maio de 2014
MOKANDA DO SOBA . LIII

CINZAS DO TEMPO . Mistérios do mundo…

Por

    T´Chingange

Ninguém imagina os mistérios do mundo; em uma viagem que fiz entre São Paulo e Johannesburg, classe económica quase de galinheiro, fazia pensamentos para mais rápido passar o tempo de desconforto naquelas quase dez horas acima das nuvens e com as pernas oprimidas no pouco anatómico e apertado assento de entorpecer a paciência; quedo e silencioso, me mantive assim até que sem mais nem porquê o vizinho do lado, com bom tisnado de para lá da meia-idade, se dirige a mim. – O amigo acredita em Deus? Após um silêncio tão prolongado, surpreende-me com esta inusitada pergunta em português. Deus? Eu tentava sintonizar a televisão frontal no filme “os cem dálmatas”. Assim e, por via disto ajeitei-me mais de lado, suspendi a visão do filme, suspirei e ajustei-me para o pior.

 - Olhe, continuou perante o meu engasgue. – Eu também não acreditava mas, na última viagem que fiz para o Dobai, depois dum pedaço de sono, despertei com Nosso Senhor ao meu lado, tal como aonde você está agora sentado!... Meio confuso, dei mais uma mexida no assento inclinando-me um pouco para trás e, quis saber o que ele achava de Nosso Senhor. – Uma simpatia, amigo! Se você o visse não o reconheceria; de cabelo rapado, sem barba e com um piercing no nariz e outro na orelha, óculos redondos do jeito de John Lennon dos Beatles, … parecia outro! – E, como é que você o reconheceu, assim desse jeito? Perguntei de forma desinteressada. – Não o reconheci! Disse. - Foi ele que se revelou tratando-me como sempre me tivesse conhecido! Desde esse então, colecciono cromos de Cristo e vendo cada conjunto de dez santinhos por vinte Euros. Dito isto mostrou-me os cromos; estes, tinham no verso descrições de salmos e provérbios.

 Os santinhos, assim como cartas lustrosos, tinham desenhos floriados ao jeito dos hippys. – Isto não é como as conversas da Bíblia, um livro antigo e ultrapassado, acrescentou. Devolvi-lhe os santinhos e, pelo pouco interesse meu, depreendeu que este seu vizinho, não ia naquela conversa insalubre, digo eu! - E no diabo, e bruxas, o senhor acredita? A isto, disse-lhe muito rápidamente que não acreditava. Foi nesse então que reparei na figura de dragão cuspindo fogo, tatuado em seu pescoço, no momento exacto em que o passageiro detrás acendeu a luz de cima, da bagageira. – Você pode não acreditar em bruxas mas, que as há, lá isso há! -Pode ser! Disse eu para não deixar essa afirmação só no ar; estática e nas nuvens que se vislumbravam através do óculo oval da nave, mostrando a silhueta deste senhor e seu tenebroso dragão. Respondi-lhe, mais para terminar com esse prelúdio de inferno. - Sabe, eu só acredito no Papai Noel.

 Há saída e ainda na manga de aceso ao terminal do aeroporto Tambo vi o charlatão já lá no fim mas, logo a seguir esfumou-se. Por me parecer vigarista não lhe disse que eu, era sobrinho do Nosso Senhor; meu tio Zé Topeto, uma jóia de pessoa, tinha essa alcunha; alguns até lhe chamavam o Cristo. Era um homem de paz que brincava comigo exibindo uma mauser de pau feita por ele, para entreter seu sozinhado estado; a pequenada corria atrás dele ou escondia-se enquanto disparava seus tiros de guerra, pum-pum-pum a fingir no faz-de-conta. Morreu solteiríssimo; deve estar lá no cimo bem almofadado em uma poltrona de nuvem de algodão. Paz à sua alma.

O Sob a T´Chingange      



PUBLICADO POR kimbolagoa às 12:38
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Terça-feira, 20 de Maio de 2014
QUILOMBO . IX

NAS CINSAS DO TEMPO. Depois de morto cevada ao rabo!

É difícil usar a mente! ...

Por

 T´Chingange

 Andando por este mundo, mares, desertos, matos, savanas, anharas e terras agrestes com matutos e mamelucos, tornei-me um mestiço mazombo; missionando o toutiço, perdi inteiramente as minhas belas cores europeias, a cara sarapintada de funchos, crateras com rugas extravagantes; para quem andava sempre teso, com seus colarinhos engomados, cheio de obséquios e unhas estimadas, agora os medos indefinidos arrepiam-me as carnes como pés de galinha. Desfigurado pelo tempo, cheio de cãs, estonteado pelos muitos calores, passeio pelo mundo o meu isolamento procurando entreter-me.

 Examinando minuciosamente os consolos alheios defumo os pensamentos num tom cor-de-rosa; desfalecido nos ombros, um pouco mais tolo e muito mais míope, coxeio-me em vozeados ambientes de cochichos frouxos. Coitado de mim! Tudo isto não é nada a comparar com o feito de Amyr Klink que sozinho e num barco a remos atravessou o oceano atlântico percorrendo sete mil quilómetros. Foi o primeiro feito a ser amplamente divulgado na imprensa internacional que ocorreu entre 10 de Junho e 19 de Setembro de 1984, entre Luderitz, na Namíbia (África) e Salvador, na Bahia (Brasil). Foi um feito invulgar a mostrar o quanto a tenacidade pode vencer um sonho; eu, em plena consciência nunca faria isto! O mundo continuou a girar como sempre, não mudou por este feito mas seus “ Cem Dias entre Céu e Mar” ficaram nos anais da coragem marítima.

 "Cem Dias Entre Céu e Mar", é o relato de Amyr Klink a bordo da "lâmpada flutuante", bem mais do que um registo de uma façanha desportiva. Nas conversas com os parcos objectos, com os tubarões que lhe fazem companhia, a esplêndida visão de uma baleia que surge sob o barco no meio da noite; na forma de como procura enxergar o tempo, a numeração do cardápio, as páginas do diário nas dobras da carta onde ia anotando as agruras e alegrias da viagem. A qualidade épica do feito aliada ao convívio com a cultura caipira do litoral Brasileiro, é bem essa mistura de valores tradicionais e ousadia, que sustenta seus difíceis desafios. Cada qual à sua maneira, somos ambos seres humanos, vivemos sem pedinchices a Deus porque nós somos parte Dele! Ele, Deus, tem mais com que se enfadar e, não é de rancores como muitos inflamados o pintam.

Quilombo: Aldeia de escravos fujões; Sanzala

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 07:24
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Sábado, 3 de Maio de 2014
MALAMBAS . XXXI

NAS CINSAS DO TEMPO . “geração do instantâneo”

MALAMBA: É a palavra.

Por

 T´Chingange

Em cada dia que passa, verificamos cada vez mais que o dinheiro compra bajuladores, mas não amigos; compra a cama, mas não compra o sono; compra pacotes turísticos, mas não a alegria; compra todo e qualquer tipo de produto, mas não uma mente livre; Em minhas meditações nos dias mais ascéticos assim como numa incubadora de minha lenta gestação espiritual, numa metamorfose de músculos enfraquecidos, viajo em um mundo só meu, encantado de visões e alucinações; isto sucede desde que morri lá muito para trás no cruzeiro da curva da morte num lugar chamado de Longonjo, alem Caála e, para lá da Catata. Visualizar essa viagem do passado é peregrinar em busca de uma luz da qual eu não sou iluminado.

 Aquela que deveria ser a luz da verdade, cada vez me surge mais ofuscada, mais luz da mentira sem poder enquadrar Deus naquilo que teria de me ser peneirado sem dúvidas em minha suruca de três malha finas; Embora seja zeloso nas tarefas do meu foro, nunca fui um instigador de leis legadas no livro-dos-livros e nunca pude enquadrar Deus na minha “caixa de fé” mas, ao meu redor noto tantas prevaricações que perdoo a mim mesmo pelo facto de a minha sombra não curar como a de Pedro, nem meus lenços servirem para expelir demónios como eram usadas as vestes de Paulo.

 Somos milhões de “cegos” omitidos e, compungidos, só podemos lamentar a falta de misericórdia, falta de amor por tantas multidões vivendo no submundo da miséria. Das ajudas, vêem-se pequenas nuvens passageiras que só gotejam a plumagem de nossos sentimentos mas, valha-nos isso, que estes pingos de água não sejam chuvisco em penas de pato. Que maravilhoso seria uma tomada de posição séria por aqueles que têem poder e daqueles que têm ouvidos para escutar os gemidos do espírito Santo. Tudo vai continuar na mesma porque esta “geração do instantâneo” recusa-se a gastar tempo com as ninharias dos pobres, não se podem perder nestes lamentos, nem tão pouco “despiolhar suas vestes de orgulho”.

Suruca: Conjunto de 3 peneiras com malhas diferentes e que sobrepostas, manobradas por garimpeiros, seleccionam as pedras preciosas retiradas do leito do rio ou lagoa (material de aluvião).

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 09:41
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Domingo, 20 de Abril de 2014
MALAMBAS . XXVIII

NAS CINSAS DO TEMPO . O paradoxo do paradigma…

MALAMBA: É a palavra.

Por

 T´Chingange

Querendo ficar esquecido de seculares guerras, ficar longe do fogo intenso sem cheiro de fumaça na vestimenta, continuo por vontade própria à sombra de tudo isso; de mãos limpas e pés polidos dou-me a tréguas em desejos de somente resistir aos desmandos que me podem contagiar na mente ou no físico. Não prestando contas de minha vida, a não ser dar animo às cordialidades amigas, redes sociais que nem sempre são de sossego, escuso-me a ser dirigido ou manipulado tanto quanto possível.

 Estamos vivendo num tempo tão assediado às mordomias da vida, do instantâneo entretenimento e busca pelo prazer, que nem sempre descortinamos o reptício assalto ao nosso templo e, em verdade a todo o tempo, somos vigiados pelo sistema que nos rege na Globália, essa esfera microscópicamente observada por olharapos electrónicos num espaço etéreo imensurável. As ondas curtas, modeladas ou encavalitadas, mesmo sem nós querermos penetram-se por atrito em nossos sentidos como uma máquina virtual, tipo micro-ondas.

 Costa Araujo (Meu mano corvo) - O artista

Aqueles artefactos, desvirtuando-nos da tão desejada independência, inevitavelmente, penetram-nos em salpicos e manchas de força, o espírito; manipulação mental de máxima conversão pelo avulso uso e abuso dos nomes de Deus, de Alá ou de Buda, sem falar do hinduísmo, vedismo ou bramanismo. O Livro-dos-livros, o Corão e os escritos budistas iluminam-nos no esclarecimento de que a vida implica, nascimento, envelhecimento, doença e morte. Assim, o sofrimento da vida é inerente a todos; mesmo com fortes convicções ou místicas de religiosidade e adoração, a farta filosofia das muitas vertentes ou do foro espírita, não é por si só suficiente para peregrinar a imaginação ao paradoxo do paradigma.

Ilustrações: Costa Araújo com ele mesmo.

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 04:59
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Quinta-feira, 10 de Abril de 2014
XICULULU . L

OS LULASÍADAS - mensalão Paródia de "Os Lusíadas", de Luís Vaz de Camões

 6ª de 6 partes - final

As escolhas de

  T´Chingange

Xicululu: - Olhar de esguelha, mau-olhado, olho gordo, cobiça

O Autor:  Lúcio Wandeck

Que me perdoe o poeta que tudo viu, se vos parodio inspirando-me naquele que nada sabe, nada escuta, nada lê e nada vê!

 

"Para servir-vos, braço às armas feito,

Para cantar-vos, minto às Musas dada;

Só me falece ser a vós aceito,

De quem virtude deve ser prezada".

"Se isto o Céu concede, e o vosso peito

Oh digna empresa, digno empreiteiro,

com a ladroagem mente e vaticina

olhando a sua substituta assaz divina,

 

                   a má, a ladra, a serpentuosa Medusa,

                   agora a seu lado, na falsidade inclusa":

                  "faça vista grossa para temas nauseantes".

                  "Falaram-lhe até que uma tal de hipotenusa 

                   e sua amiga uma tal de Geometria

                   acusam-no de comportamento ultrajante"!

                   "Não as conheço, nunca ouvi falar,

                   como saber e conhecer não é meu forte,

 

dos amigos acurados não me afasto,

me aproximo, somos vinhos da mesma pipa,

e subestimo, aqueles que intentam me acusar.

O tempo passa, tudo há de se abafar!"

"Com a minha estimada e leda Musa

que me inspira o engodo e a farra plena,

apanágio do malandro e do farsante,

passeio pelo mundo em nau a jacto,

de sorte que a justiça não me alcance,

como posso saber, se sou errante,

metamorfose ambulante?"

Ilustrações de: Costa Araújo Araújo

O Soba T´Chingange 



PUBLICADO POR kimbolagoa às 08:40
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Quinta-feira, 3 de Abril de 2014
XICULULU . XLIX
OS LULASÍADAS - mensalão . Paródia de "Os Lusíadas", de Luís Vaz de Camões

  5ª de 6 partes

As escolhas de

  T´Chingange

Xicululu: - Olhar de esguelha, mau-olhado, olho gordo, cobiça

O Autor:  Lúcio Wandeck

Que me perdoe o poeta que tudo viu, se vos parodio inspirando-me naquele que nada sabe, nada escuta, nada lê e nada vê!

 

- «Eternos moradores do luzente,

Estelífero Pólo e claro Assento:

sou o grande valor pros crédulos e inocentes,

de mim não perdeis o pensamento,

deveis de ter sabido claramente

como é dos fatos grandes certo intento

que por ela se esqueçam os humanos 

Genoinos, Delúbios, Gregos e Romanos"

                 Mas em particular o esperto mui sabia,

                 que mentir o faz mais elegante,

                 Vereis como sorria e escarnecia,

                 Quando das artes bélicas, diante

                 Dele, com larga voz tratava e mentia.

                 Para a disciplina militar ali prestante:

                 "-não se aprende, senhores, na fantasia,

                 sonhando, imaginando ou estudando,

                 senão vendo, cupinchando e armando"...

 

Mas eis que fala falso, mas alto e rude,

da boca dos pequenos sabia,  contudo,

que o louvor sai às vezes acabado.

"Tem-me falta na vida honesto estudo,

com longa malandragem misturado,

E engenho, que aqui vereis presente,

cousas que juntas se acham raramente".

Ilustrações de: Costa Araújo Araújo

O Soba T´Chingange 



PUBLICADO POR kimbolagoa às 11:50
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Terça-feira, 25 de Março de 2014
XICULULU . XLVIII

OS LULASÍADAS - mensalão . Paródia de "Os Lusíadas", de Luís Vaz de Camões

  4ª de 6 partes

As escolhas de

  T´Chingange

Xicululu: - Olhar de esguelha, mau-olhado, olho gordo, cobiça

O Autor:  Lúcio Wandeck

Que me perdoe o poeta que tudo viu, se vos parodio inspirando-me naquele que nada sabe, nada escuta, nada lê e nada vê!

 

do serviço que as damas ali prestavam

para tão seleta companhia,

e onde fortunas repartiam...

Não perguntava, mas sabia

As alegres badaladas que ali via.

É um suceder de ventos malcheirosos.

Denuncia a imprensa dos maldosos

 

            que o divino comandava um corpore ativo

            não explicando à roda solta a gastança

            com uns cartões em prol da segurança

            da coroa e do ceptro lu-falante...

            São rubis, esmeraldas, diamantes,

            em luzentes assentos bem cuidados,

            estofados à conta do erário.

 

Outros serviçais todos assentados

na Ordem e no Progresso concertavam

desculpas para os tucanos que acusavam

fazendo coro com os democratas que gritavam.

(Precedem os antigos, mais honrados,

Mais abaixo os menores se assentavam);

Quando o divino alto, assim dizendo,

com tom de voz começa grave e horrendo:

Ilustrações: Costa Araújo Araújo

O Soba T´Chingange 



PUBLICADO POR kimbolagoa às 05:01
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Sábado, 22 de Março de 2014
BRASIL EM 3 PENADAS . LIII

BRASIL . O QUE REALMENTE ACONTECEU E ESTÁ ACONTECENDO . 3ª de V partes

As escolhas de

 IRENO SCHULZ

Por

 Marcos Antônio Pinto de Faria Bacharel em Ciências Contáveis, Administrador de Empresas, Auditor, Presidente e Fundador do Grupo SKILL composto por empresas actuantes no mercado há 34 anos, oferecendo serviços de Consultoria Tributária, Contabilidade e Tecnologia da Informação. Integrante do IBRACON -  Instituto dos Auditores Independentes do Brasil. 

Em Janeiro 2008 tinha acções da Petrobras - PTR4, cujo valor era: 3 jan 2008 - 85,60  / 17 jan 2008 - 70,85 / 21 jul 2008 - 38,80HOJE ELA VALE -  16,95Porque será? - 5 prosas sobre a Petrobras.

O QUE REALMENTE ACONTECEU -Nas vésperas de eleições o nosso nordestino presidente lançou a construção de duas Refinarias Premiuns. Onde? Uma no Maranhão e outra no Ceará. E como estão? Projectos suspensos. Por que? Agora constatou-se que não há certeza da rentabilidade na operação dessas refinarias. Vendo tudo isso, me rebelo: Deus foi injusto em levar só o Chávez.

pre-sal+2.jpg

Prosa 4: - Lembra-se da cena daqueles 4 dedinhos sujos de petróleo? O nosso ex-presidente em cima de uma plataforma sujando a mão de óleo (acho que foi a única vez na vida) para convencer os trabalhadores a retirar o dinheiro do FGTS e investirem na Petrobras? Eu lembro! E o que aconteceu? Os trabalhadores perderam 50% do património que retiraram do FGTS. Mas, porque aconteceu isto? O Mercado Financeiro, que não é controlado ou subornado por ninguém, começou a perceber que empresa é de fato a Petrobras e sua avaliação não para de cair. O Mercado, e os investidores, perceberam que a empresa está sendo manipulada com intuitos puramente políticos, ou como “cabides de empregos” ou ainda, para mascarar a inflação, não reajustando seus preços a parâmetros internacionais.

Nenhuma petroleira estrangeira se arriscou quando o grau de incerteza ...

Pior ainda! A Petrobras ajuda o país vizinho, a Argentina, a aprimorar essa prática de mascarar a inflação. Como assim? Simples! Na Argentina a gasolina é vendida nos postos a aproximadamente o equivalente a R$ 0,98 o litro (aqui você sabe que pagamos em média R$ 2,80). Como consegue isso? A Petrobras exportou, durante anos, para a Argentina gasolina a R$ 0,65. Detalhe: exporta gasolina limpa, sem misturas com álcool ou outros aditivos. É por essas, e outras, que a Petrobras é uma amostra do que acontece na administração total do nosso país, inclusive levando o Brasil a registar um déficit na balança comercial, no primeiro trimestre de 2013, de US$ 5,1 bilhão, algo que não acontecia há 12 anos. Este ano a Petrobras completará 60 anos. Teve como seu slogan mais forte: O Petróleo é Nosso. A pergunta actual é: e o dinheiro vai para quem?

(Continua...)

As opções de T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 10:28
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Terça-feira, 18 de Março de 2014
BRASIL EM 3 PENADAS . LII

BRASIL . O QUE REALMENTE ACONTECEU E ESTÁ ACONTECENDO . 2ª de V partes

As escolhas de

 IRENO SCHULZ

Por

 Marcos Antônio Pinto de FariaBacharel em Ciências Contáveis, Administrador de Empresas, Auditor, Presidente e Fundador do Grupo SKILL composto por empresas actuantes no mercado há 34 anos, oferecendo serviços de Consultoria Tributária, Contabilidade e Tecnologia da Informação. Integrante do IBRACON -  Instituto dos Auditores Independentes do Brasil. 

Em Janeiro 2008 tinha acções da Petrobras - PTR4, cujo valor era: 3 jan 2008 - 85,60  / 17 jan 2008 - 70,85 / 21 jul 2008 - 38,80. HOJE ELA VALE -  16,95 . Porque será? 5 prosas sobre a Petrobras - Uma visão Contábil-Econômica sobre  seu futuro Publicado em Opinião

O QUE REALMENTE ACONTECEU

pre-sal

Em geologiacamada pré-sal refere-se a um tipo de rochas sob a crosta terrestre formadas exclusivamente de sal petrificado, depositado  sob  outras  lâminas  menos  densas  no  fundo  dos  oceanos  e  que  formam  a  crosta oceânica. Segundo os estudiosos no assunto, esse tipo de rocha mantém aprisionado o petróleo recentemente descoberto, pelos brasileiros.

Prosa 3: - Lembra-se que o PT, para ganhar as eleições, disse o tempo ser contrário às privatizações? E que exemplo de gestão pública é o caso da Petrobras? Eu lembro! E qual é a verdade. A resposta já seria fácil só pela simples leitura do acima. Mas deixem-me prosear mais um causo. Em 2006 uma empresa belga comprou uma falida refinaria no Texas por US$ 42 milhões. Poucos meses depois essa empresa vendeu essa refinaria por US$ 1,2 bilhôes. Adivinhe quem foi o felizardo comprador? Isso mesmo, a nossa Petrobras.

... Extrativismo mineral no Brasil e as incertezas do Pré – Sal Passado pouco tempo, acredite, a Petrobras verificou que tinha feito um mal negócio e resolveu vender tal refinaria. Mandou avaliar. Foi avaliada por menos de US$ 100 milhões. Colocou a venda. O Tribunal de Contas da União resolveu investigar essas estranhas negociações que gerariam um prejuízo de mais de US$ 1 bilhão. A Petrobras suspendeu imediatamente a venda. Só no balanço do ano passado consta mais de R$ 450 milhões de despesas com essa estupenda refinaria. Mas isso são negócios no exterior. Como são os negócios da Petrobras no Brasil? São rentáveis? Mais ou menos.

Democracia & Política: O PRÉ-SAL SEM MILAGRES, por Sérgio Gabrielli O antecessor da Dilma (ex-presidente do conselho da Petrobras, sim ela era  presidente do conselho da Petrobras), aquele aposentado por invalidez (lembra, aquele que não tinha um dedo), selou um acordo com outro ex-presidente, grande estadista, o Chávez (infelizmente esse já morreu), para construção da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, terra natal do vivente. Os dois calcularam, na ponta do lápis, o desembolso da Petrobras nessa Parceria: R$ 5 bilhões. Qual a realidade atual? O último relatório da Petrobras aponta um custo até hoje de R$ 35 bilhões.

(Continua...)

As opções do Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 07:06
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Sexta-feira, 14 de Março de 2014
BRASIL EM 3 PENADAS . LI

BRASIL . PetrobrasO QUE REALMENTE ACONTECEU E, ESTÁ ACONTECENDO . 1ª de V partes

As escolhas de

 IRENO SCHULZ

 Marcos Antônio Pinto de Faria Bacharel em Ciências Contáveis, Administrador de Empresas, Auditor, Presidente e Fundador do Grupo SKILL composto por empresas actuantes no mercado há 34 anos, oferecendo serviços de Consultoria Tributária, Contabilidade e Tecnologia da Informação. Integrante do IBRACON -  Instituto dos

Auditores Independentes do Brasil. 

Em Janeiro 2008 tinha acções da Petrobras - PTR4, cujo valor era: 3 jan 2008 - 85,60  / 17 jan 2008 - 70,85 / 21 jul 2008 - 38,80. HOJE ELA VALE -  16,95 . Porque será? - 5 prosas sobre a Petrobras - Uma visão Econômica sobre  seu futuro publicado em Opinião

O QUE REALMENTE ACONTECEU

Pré Sal Em geologiacamada pré-sal refere-se a um tipo de rochas sob a crosta terrestre formadas exclusivamente de sal petrificado, depositado  sob  outras  lâminas  menos  densas  no  fundo  dos  oceanos  e  que  formam  a  crosta oceânica. Segundo os estudiosos no assunto, esse tipo de rocha mantém aprisionado o petróleo recentemente descoberto, pelos brasileiros.

Prosa 1: - Lembra-se, há sete anos atrás, nosso então presidente afirmando que, pela primeira vez na historia desse país, o Brasil alcançou a auto-suficiência na produção de petróleo? Eu lembro! E qual é a verdade passados 7 anos? A verdade é que a Petrobras tem produzido cada vez menos, mesmo encontrando cada vez mais jazidas. Só em 2012 o Brasil importou R$ 15 bilhões em derivados de petróleo. Nesses mesmos 7 anos a balança comercial do petróleo e derivados apresentou um déficit superior a R$ 57 bilhões. Para se ter uma ideia, esse número é maior do que os R$ 50 bilhões que o governo pretende investir esse ano em Infra-estrutura. Em 2012 a produção da Petrobras caiu 2%. Começamos 2013 pior ainda: A produção de Janeiro caiu 3,3% e Fevereiro recuou 2,25%. A Petrobras está “crescendo” que nem rabo-de-cavalo: para baixo

abrangendo desde o espirito santo ate santa catarina pode colocar o ...

Prosa 2: - Lembra-se que a primeira coisa que o presidente Lula fez (depois de ter tomado um Romanée Conti) foi cancelar as compras das plataformas para a Petrobras que o antigo presidente tinha feito, pois era um absurdo comprar coisas do estrangeiro sendo que nossa indústria naval esta sendo sucateada? Eu lembro! E qual a verdade passados 10 anos? A verdade é terrível e passa pelo que esse governo aprendeu a fazer (não sei como): Maquilhagem de balanço. Esse governo actual levou a Petrobras ao limite máximo, e perigoso, de endividamento, ou seja quase 3 vezes a sua geração de resultados.

Petrobras só terá 30% no pré-sal, diz ministro Assim, decidiram não mais endividá-la, contabilisticamente, e como cada plataforma custa R$ 3 bilhões cancelaram as compras nacionais, levando o SINAVAL – Sindicado Naval – a denunciar a perda constante de postos de trabalhos. E como estão fazendo? Simples! Em vez de comprar, alugam! Assim, a contabilização é em despesa e não em passivo a pagar. Mas quanto fica esse aluguer? Mais barato que comprar? Em 2011 a Petrobras gastou R$ 4 bilhões em locação. Em 2012, R$ 6 bilhões. Mas pelo menos contratou-se empresas brasileiras?! Todas as locações de plataformas são de empresas estrangeiras. Na realidade não sei se isso é maquilhagem do balanço ou maquilhagem do destino final dado ao dinheiro.

(Continua...)

As opções do Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 07:27
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Quinta-feira, 13 de Março de 2014
XICULULU . XLVII

OS LULASÍADAS - Paródia de "Os Lusíadas", de Luís Vaz de Camões3ª de 6 partes

As escolhas de

  T´Chingange

Xicululu: - Olhar de esguelha, mau-olhado, olho gordo, cobiça

O Autor:  Lúcio Wandeck

Que me perdoe o poeta que tudo viu, se vos parodio inspirando-me naquele que nada sabe, nada escuta, nada lê e nada vê!

 

Sabe bem o que o Dirceu arquitetou,

E de tudo o que viu com olho atento,

Negou e negando assim ficou,

Até mesmo quando outro companheiro

Num hotel foi pego com dinheiro.

São uns aloprados, explicou.

Mas, com risonho e ledo fingimento,

Tratá-los duramente determina,

Pois assim engana o povo, imagina.

Revista Veja: José Dirceu, o poderoso chefão José Dirceu diz que nunca comprou deputados: “Alugar sai mais ...

                        Mas não lhe sucedeu como cuidava.

                        Eis que aparecem logo em companhia

                        Uns comparsas que frequentavam aquela

                        mansão, que de bordel em nada parecia.

                        Corrupto já lhe chamam os inimigos,

                        Danoso e mau ao fraco corpo humano

                        E, além disso, nenhum contentamento,

                        Que sequer da esperança fosse engano.

irmaos-metralha.jpg

Mas enxerga-se, num e noutro bando,

Partido desigual e dissonante

São muitos contra muitos; quando a gente

Começa a alvoroçar-se totalmente

«Viram todos o rosto aonde havia

a causa principal do reboliço:

entra em cena um caseiro,

que trazia o testemunho sincero

 O Soba T´Chingange 



PUBLICADO POR kimbolagoa às 11:35
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Quinta-feira, 6 de Março de 2014
XICULULU . XLVI

OS LULASÍADAS - Paródia de "Os Lusíadas", de Luís Vaz de Camões2ª de 3 partes

As escolhas de

  T´Chingange

Xicululu: - Olhar de esguelha, mau-olhado, olho gordo, cobiça

O Autor:  Lúcio Wandeck

Que me perdoe o poeta que tudo viu, se vos parodio inspirando-me naquele que nada sabe, nada escuta, nada lê e nada vê!

 

Deste ócio parlamentar sem mais temores,

Alcança os que são de fama, amigos

Trezentos picaretas e graus maiores;

Encostando-se sempre nos antigos

Companheiros de cachaça e assessores;

Foram anos dourados, entre os finos

Lençóis de fio egípcio, puros linhos;

Se esta gente que busca Ministério.

Cuja valia e obras tanto acusaste,

Não queres que padeçam vitupério,

Como há já tanto tempo que ordenaste,

E ouças mais, pois não és juiz direito,

Dar razões a quem sucede que é suspeito.

Passando ao largo o vento acalma

Mas não duraria muito a calmaria

Eis que um falso amigo denuncia

 

Que um senhor falto de cabelos

Traz malas cheias de alegria

Mês a mês, com acertada pontaria,

Pontualidade de antemão agradecida

Pelos súbditos que dançavam a quadrilha.

Entre gentes tão fiéis e tão medrosas,

Mostra quanto pode; e com razão,

É tão fácil entre ovelhas ser leão.

(Segue...)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 09:26
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Domingo, 2 de Março de 2014
XICULULU . XLV

OS LULASÍADAS - Paródia de "Os Lusíadas", de Luís Vaz de Camões . 1ª de 3 partes

As escolhas de

  T´Chingange

Xicululu: - Olhar de esguelha, mau-olhado, olho gordo, cobiça

O Autor:  Lúcio Wandeck

Que me perdoe o poeta que tudo viu, se vos parodio inspirando-me naquele que nada sabe, nada escuta, nada lê e nada vê!

Os votos e os ladrões assinalados

The Flight of the dragonfly in Front of the Sun

Que do nordeste agreste lulistano

Por artifícios nunca d'antes perpetrados

Passaram inda além das maracutaias,

Sem perigos e guerras esforçados

De quem vive na política gandaia

E da gente humilde afanaram

A grana com que tanto enricaram;

Joan Miró Painting of Rooster 

E também as memórias ingloriosas

Daqueles sem terra que foram se apossando

Com engodo e fraude das terras produtivas 

Que do norte ao sul andaram invadindo,

E aqueles que por obras viciosas

Se vão da lei sempre se lixando,

Cantando espalharei por toda parte,

Se a tanto me ajudar o engenho e arte.

 

Cassem do vernáculo e da gramática

Os erros nos discursos que fizeram;

Cale-se de Machado e de Queirós

Os textos sublimes que escreveram;

Que eu canto o peito ilustre Lulistano,

A quem as Martas e Matildes obedeceram.

Cesse tudo o que o PT antigo canta,

Que outro PT apequenado se alevanta.

(Segue...)

O Soba T´Chingange 



PUBLICADO POR kimbolagoa às 12:23
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Quinta-feira, 20 de Fevereiro de 2014
MOKANDA DO SOBA . XLIX

CARIRI . JUAZEIRO DO NORTEPor terras de Lampião - VI

Por

    T´Chingange

Com suspiros de desejos insatisfeitos, compadeci-me, escutando a boa fé dos humildes, suas singulares estórias e, regressando de Juazeiro do Norte no Ceará cruzando o sertão do Cariri, cantamos aqui e mais além desses 520 quilómetros até Bom Concelho a bonita canção que nos zumbia ao ouvido a todo instante:

 

 

A vida aqui só é ruim

Quando não chove no chão

Mas se chover tem de tudo

De tudo tem de porção  

 

Tomara que chova logo

Tomara meu Deus tomara

Só deixo o meu Cariri

No último pau-de-arara

 

Enquanto a minha vaquinha

Tiver a pele e o osso

E puder com o chocalho

Pendurado no pescoço

 

Vou ficando por aqui

E, que Deus do céu me valha

Só deixo o meu Cariri

No último pau-de-arara

 

 Compadecidos dos amigos romeiros, escutávamos-lhe as boas fés, ingénuas de comovida sinceridade das simples estórias carregadas de ensinamentos misteriosos. Entre largas vistas e buracos desavisados na via, passamos a cidade de Salgueiro e após quilómetros de muita garoba, sabiá e um ou outro juazeiro, a Serra Talhada estava aí.  Quantas recordações não teria o cangaceiro Lampião desta sua terra natal quando percorria todo o Nordeste com a desculpa de vingar seu pai, espalhando a arte do cangaço; entre aquelas carnaubeiras solitárias, os pindovais ermos e silenciosos e aqueles trémulos horizontes sem verdura. Aquela mesma árida paisagem que divisávamos nas altas lombas da estrada.

 Até Arco Verde, podemos no galgar dos espaços, ver nas bermas muitas carcaças de burros, bois, raposas e até rolos de pedaços de indefinidos bichos mal cheirosos. No meio do quase nada surgia como num oásis um e outro motel com coloridos corações e nomes sugestivos de cê-que-sabe, bora-bora ou kátekero, locais acolhedores cheios de segredos conjugais e manhas múltiplas de fracos maridos; namorados traindo-se em fartos desejos semeando chifres no cú-de-judas; em verdade, casas de tiro aonde se matam desesperos, angústias, relações mal curtidas, remendos de amores imperfeitos ou descarga de consciência em troca de três vinténs. Mesmo num deserto a vida não pode parar.

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 10:51
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Terça-feira, 18 de Fevereiro de 2014
BRASIL EM 3 PENADAS . L

BRASIL . Festas e pretextos…

As escolhas de Kimbolagoa - por T´Chingange        

O Brasil é alegre até o tutano; qualquer acontecimento de comemoração dá motivo a festa. A folia do carnaval tem início um mês antes da data do entrudo com os prefeitos das muitas cidades subsidiando o entusiasmo do povo, investindo milhares de reais em pompas de mostrar candidatos políticos ao povo. Inventam “ o ovo da madrugada” o “pinto da madrugada” o “galeto da madrugada” o “galo da madrugada” para poderem curtir mais cedo as festividades dedicadas ao velho deus dos Gregos, Saturno.  A palavra "Carnaval" está relacionada com o deleite dos prazeres da carne marcado pela expressão "carnis valles", que, acabou por formar a palavra "Carnaval", sendo que "carnis" em latim significa carne e "valles" significa prazeres. A darem largas ao entusiasmo, surge de todos os lados um aluvião de foliões formadas com velhos, moços, mulatinhos e negrinhas acompanhando caixas de som com movimentos lentos e ritmados de grandes e altos cabeçudos coloridos com grandes saias.

 O largo fica que nem um ovo encharcado de gente que ri, discute, namora, ralha ou zanga-se com rega de sucos, cerveja ou água de coco. Moleques e tios mais velhos acorrem trazendo nas cabeças, imensas pilhas de cadeiras equilibradas, formando com elas grandes rodas ou dispostas ao longo do passeio da praça ou rua; aí ficam assentadas as famílias como um bloco apetrechado de caixas de isopor com sucos, cerveja, gelo ou água, potes com pastéis, cuscuz, biscoitos ou coxinhas de galinha. Todo este movimento de zoada de gente, com o som desordenado da pancadaria de bandas de música, pandeiretas, reco-reco, puíta, apitos mais os gritos de leiloeiros, do vendedor de picolé avulso e dos muitos camelós remexendo na inqualificável algazarra do povão.

 Soltam-se balões de papel fino, alegrando periguetes de saia curta de chita com seus namorados buscando farfalho, vendendo ou comprando roletes ou caldo de cana, cerveja, garapa, doces ou pasteis com chupa de laranjas no meio do estalejar de bombas. Deslumbrante de luzes a imagem de Nossa Senhora dos Remédios faz sumir no céu uns raios de luz intermitente que se some no céu. Das barracas, saem tabuleiros de doce, trouxas de doce seco, corações de cocada, barcaças com camarão cozido, saladas e frascos de compota de caju, mangaba, sapoti, murici e goiabada. Desta apoteose, após o cair da noite o povo concentra-se numa contemplação mística bulindo o balanço do frevo, chanxado, tarrachinha ou samba e, após uma chuvada de luzes multicolores, termina a festa! É o carnaval de rua com gente que pragueja assanhada e exaltada aos trambolhões.

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 20:13
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Domingo, 16 de Fevereiro de 2014
MOKANDA DO SOBA . XLVIII

CARIRI . JUAZEIRO DO NORTEPor terras de Lampião - V

Por

   T´Chingange

Passando por Serra Talhada do Cariri pude imaginar Virgolino Ferreira, vulgo Lampião encostado ao pau de sabiá, pilar de suporte à modesta palhota coberta a capim e feita em taipa, barros chapados a mostrar parte do ripado. Ligeiramente curvado e de cabeça inclinada, a figura do Padre Cícero apoiado em seu cajado, parecia recriminar com suaves palavras o modo desabrido de seu afilhado fazer do cangaço um modo de vida. De calças zuarte compridas e presas com atilho de couro entre os artelhos e joelhos, de olho esguelho rebrilhava sombras em seus óculos redondos. Os gestos, eram desconfiados para não trair hábitos de cabra matador; mastigava respostas inarticuladas a Padre Cícero com um sorriso de aflito.

 Meu filho, dizia o paim Ciço, se tens um pingo de amor, reza o terço ao levantar de cada dia, penitenciando-te de tantos desvios aos mandamentos da lei de Deus, acrescentando em remate final. – Se tens a alma como tens teu corpo seco, podes dá-la ao diabo! Mas, paim Ciço, eu só me defendo desses macacos que cortam cabeças por prazer, só por matar, nós tamos só olhando pela vida, acrescentou. Lampião referia-se aos volantes e militares das forças regulares que eram enviadas em sua caça e sem contemplações, faziam o mesmo ou pior com todos que não dessem informações sobre ele; ninguém se sentia seguro a dar qualquer informação com medo de retaliações.

 Enquanto isto, despendurou seu facão preso nas travessinhas de papardúba, acomodou o chapéu de espelhos e estrelas e sentiu a firmeza das fitas que suportavam seus alforges de viveres e munições envolvendo em cruz o pescoço; Pigarreou algo fungando sem clarificar uma resposta. -Tá ficando tarde, mi vou, sua bênção paim Ciço e, respeitosamente solicitou a mão daquele homem de vestes negras que após o beija-mão ali ficou muito cheio de resignação e humildade vendo seu afilhado afastar-se para o lugar das grotas; era ali que seus companheiros cabras do cangaço, de atalaia, o esperavam. A partir desse dia, ao romper do dia rezavam no mínimo um pai-nosso e uma ave-maria solicitando à virgem das Dores boa sorte no seu trabalho de tocaiar gente de posse. O homem do clarim tocou a saída e, vestidos de couro e coragem lá se foram Cariri afora na direcção de Mossoró.

O Soba T´Chingange  



PUBLICADO POR kimbolagoa às 00:37
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Segunda-feira, 10 de Fevereiro de 2014
MOKANDA DO SOBA . XLVI

CARIRI . JUAZEIRO DO NORTEOs Ranchos do Padre Cícero - IV

Por

    T´Chingange    

Juntando periclitâncias de ricos e manhas de fracos em romeira confraternização, os mistérios da mente no mundo espiritual, compadecem-se debuxados no fundo de seus sonhos ou suas crenças de ingénua comoção; as desventuras confrangedoras dos humildes, misturam-se com lamechas de gente ruim que fingem nas queridinhas palavras, amores perversos. O personagem do padre Cícero, está tão ligada à história do Juazeiro que dar a conhecer a sua passagem por ali, nos cerca de noventa anos de sua vivência, quase nada fica dissociado dele entre o período de entre 1872 e 1934. Para se ter uma noção exacta das secas do Cariri, terei também de me reportar aos anos de 1914 e 1915.

No ano de 1914, rebenta em Juazeiro uma revolução emancipalista colocando em guerra romeiros marretas contra tropas legalistas enviadas de Fortaleza, capital do Ceará, gente volante com militares de zuarte azul a quem os romeiros chamam de macacos. Nesta contenda as forças marretas, bem entrincheiradas derrotaram os mais de mil macacos e, em assembleia elegem Dr. Floro Bartolomeu, o chefe rebelde dos romeiros, como Presidente do estado de Ceará; padre Cícero Romão era a segunda figura deste governo como Vice-presidente. Esta pequena guerra que envolveu quase todo o povo de Juazeiro, impediu que fosse feito o amanho das terras e, alguns deram-se à revelia com armas que virando bandoleiros debilitaram a já frágil ordem pública. 

 Lampião - Nascido no Cariri - Serra Talhada

À desordem produzida por bandos armados juntou-se a seca que se prolongou até finais do ano de 1915. Muitos tiveram que imigrar, outros ficaram enfrentando a macambira, a mucunã e o miolo da macaúba; a massa que se reserva debaixo da primeira casca do coco monondongo, era retirada para fazer a espécie e comer com leite do mesmo coco. Muita gente morreu de fome pelas calçadas; comiam gato, cachorro, rato, cassacos e outros bichos rastejantes. Convêm lembrar que a chapada do Araripe, foi o verdadeiro celeiro dos romeiros que ali faziam suas lavras, plantações de macaxeira; foram eles, a mandado do padre Cícero, os sem terra, romeiros de então, que desbravaram e cultivaram aquela serra tão rodeada de secura. Naquela seca de 1915, ali morreram de fome cerca de mil cearenses e, mais de quarenta mil tiveram de procurar outras terras para sobreviver. “ Ó que caminho tão longo, cheio de pedras e areia! Valeu-me meu paim Ciço e a Mãe de Deus das Candeias”.

O Soba T´Chingange 



PUBLICADO POR kimbolagoa às 09:05
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Terça-feira, 4 de Fevereiro de 2014
MOKANDA DO SOBA . XLV

CARIRI . JUAZEIRO DO NORTE Terra do Padre Cícero - II

Por

    T´Chingange

O padre Cícero retornou de Roma a Juazeiro tendo a decisão do Vaticano sido revista dando continuidade à excomunhão, porém, décadas depois, o bispo Dom Fernando Panico sugere que a excomunhão não chegou a ser aplicada de facto (há aqui um mal explicado mistério de sacristia). Em 1973, o Padre Cícero Romão, foi canonizado pela Igreja Católica Apostólica Brasileira. Actualmente, Dom Fernando conduz o processo de reabilitação do padre Cícero junto ao Vaticano. Entre os dias 29 de Janeiro e 2 de Fevereiro deste ano, um milhão de pessoas acolheu-se em pousadas, casas particulares ou ranchos de acolhimento ao redor das Igrejas Matriz Nª Sª das Dores e da capela do Socorro.

 Debaixo do calor intenso superior a 32 graus, as pessoas amontoam-se em pequenos espaços dormindo uma grande parte, em redes suspensas ao longo de varandas, corredores e sacadas. Vêem-se sacolas por tudo quanto é canto e, as mulheres mais velhas levam seu tempo à frente de fogões colectivos à volta de panelas e fazendo café, todos ao molhe e fé em Deus, como quem diz, paim Ciço. Durante os cinco dias de programação, os romeiros, distribuem-se entre as igrejas Matriz, Socorro, Salesianos e Franciscanos carregando sacolas de compras diversificadas tais como panelas novas ou usadas, cêdes de forró, rosários, santos fosforescentes e pomadas de sucuri que curam todos os males e maleitas.

 Na ida ao alto do horto aonde se situa a estátua alta e branca da figura do Padre, minha mulher, seguindo a tradição e crença do povo, deu duas voltas ao grande cajado (talvez 10 metros)eito de concreto e, tendo feito isto com os óculos de ver pendurados na barriga, dali trouxe a maior recordação; mais tarde ficando na dúvida de onde poderiam ter sido feitos aqueles muitos riscos na lente e dando voltas ao pensamento fui eu que descobri ter sido ali, entre o cajado e a batina do prior, o acontecido; ele-há-coisas, um milagre. Há males que vêm por bem, foi ao médico renovar as dioptrias e trouxe de lá mais um par de cataratas. Tudo tem uma explicação!

O Soba T´Chingange    



PUBLICADO POR kimbolagoa às 22:19
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Segunda-feira, 3 de Fevereiro de 2014
MOKANDA DO SOBA . XLIV

CARIRI . JUAZEIRO DO NORTETerras do Padre Cícero - I

Por

    T´Chingange

Em romaria a terra do Juazeiro aonde padre Cícero exerceu sacerdócio na segunda metade do século XIX, soube do quanto ele foi figura polémica acabando por ser excomungado pelo Senhor Bispo de Fortaleza Dom Joaquim José Vieira no ano de 1892. Nem mesmo depois de ter sido absolvido pelo Papa Leão XIII em 1898, o Bispo Joaquim Vieira, permitiu que ele celebrasse missa em Juazeiro. Proprietário de terras, de gado e de diversos imóveis, Cícero fazia parte da sociedade e política conservadora do Sertão do Cariri. Tendo sempre a seu lado o Doutor Floro Bartolomeu como braço direito, integravam por assim dizer, o sistema político Cearense sob o controlo da família Accioli por mais de duas décadas.

 De todo o Nordeste e em momentos de romaria, surge gente aos milhares a prestar rogo ao seu padrinho. Foi a partir dos atribulados milagres à beata Maria de Araújo no ano de 1889, que a vida de sacerdócio do Padre Cícero começou a ficar atribulada. Durante uma missa por si celebrada, a hóstia ministrada à religiosa  transformou-se em sangue em sua boca. Segundo relatos, tal fenómeno repetiu-se por diversas vezes e durante cerca de dois anos. Rápidamente se espalhou a notícia de que acontecera um milagre em Juazeiro. Padre Cícero tinha sido ordenado padre a 30 de Novembro de 1870. Após sua ordenação e, enquanto o bispo não lhe dava paróquia para administrar, ficou no pequeno povoado do Crato a ensinar latim no Colégio Padre Ibiapina.

 Aqueles milagres da hóstia ensanguentada não foram bem aceites por seu superiores em Fortaleza pelo que foi criada uma comissão de médicos para assistir ao facto e dar seu parecer, A 13 de Outubro de 1891, essa comissão encerrou as pesquisas chegando à conclusão de que não havia explicação natural para os factos ocorridos, pelo que só poderia ser mesmo um milagre. Insatisfeito com o parecer da comissão, o bispo Joaquim Vieira, nomeou uma nova comissão para investigar o caso tendo como presidente o padre Alexandrino de Alencar e como secretário o padre Manoel Cândido. Esta segunda comissão concluiu não haver milagre em tal ministério, mas sim um embuste; aquele ministério tratava-se de uma arte chamada simplesmente de mistério e assim ficou até os dias de hoje, sem a aceitação do veredicto popular. Mesmo ao lado da Igreja de Nossa Senhora das Dores, em um rancho do padre Cícero, um mukifo a preço d´oiro, num quente, grosseiro e humilde zunzum, por ali andei verificando o quanto a crença dum povo tem sua força.

(Continua…)

O Soba T´Chingange   



PUBLICADO POR kimbolagoa às 21:05
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Quinta-feira, 30 de Janeiro de 2014
MALAMBAS . XX

DO NORDESTE BRASILEIROFalando de amores…

MALAMBA: É a palavra.

Por

soba.jpg T´Chingange

Estou em uma terra em que tudo cresce e frutifica rápido; Como dizia Pêro Vaz de Caminha, a terra aqui é tão pródiga que tudo o que nela se plante, de tudo dá. Caminha, foi o primeiro a descrever o que observou nas viagens de Pedro Álvares Cabral. Há uns dias atrás fiquei a saber que a filha dum sertanejo, um amigo trabalhador rural, com apenas treze anos de idade, fugiu de casa com a ajuda dum maluqueiro que por ela, e de forma espontânea se enamorou. O amor surgiu instantaneamente com apetite voraz dum descontrolado cio. Aqui as meninas do campo, passam a mulheres sem experimentar serem donzelas e recolher na escola os básicos ensinamentos para uma boa relação social. Uma grande parte das crianças-meninas, ficam mães antes de saber o mínimo sobre a sua condição feminina.

 Muito novas, as catraias já sentem as transformações operadas em seus corpos e espírito e, sonham cedo com um marido, o homem de sua casa, dono de seu corpo, o marido a quem podem amar (fazer sexo) abertamente e obedecer em segredo de quase escrava. Também aqui, Caminha, se referia a esta pujante vitalidade entre pessoas. Estou no meio de uma viagem de romeiro até Juazeiro do Norte, aonde Padre Cícero milagrou gesta de santo, acolhendo e protegendo o povo humilde do seu Nordeste tão fustigado pelas secas prolongadas e cíclicas do Sertão e Agreste. Levo um conjunto de velas que a irmã daquela menina me deu para depor no altar do padre Cícero, na convicção de dar luz ao futuro de sua mana.

 Com 32 graus à sombra, os cães irascíveis esgravatam a terra húmida mordendo o ar quente, catando moscas; Em ambiente de zunzum de festa, quente e grosseiro até os vadios e desempregados aparentam diligência em prontidão. Em este panorama e enquanto rebolo preguiça morrinhenta em um mukifo de romeiros, dão-me a notícia de que um homem ainda novo, algures numa cidade chamada de Arapiraca e no Estado de Alagoas, está a contas com a justiça porque perdido de ciúmes e sentindo-se traído, matou sua amante retirando-lhe o coração, comendo-o em seguida. Não posso dar mais pormenores nem referir que tipo de estrugido usou mas, uma coisa é certa, este foi mesmo um grande amor!

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 01:24
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Sábado, 25 de Janeiro de 2014
XICULULU . XLIII

DOIS DEDOS DE PALESTRA . Tempos de pagode . IV

  T´Chingange

Xicululu: - Olhar de esguelha, mau-olhado, olho gordo, cobiça

Ainda o meu avô era bem apessoado quando o que ganhava como caixeiro gastava no pagode com Mariquinhas e outras desclassificadas. Neste meu sono hipnótico crepuscular, os acontecimentos encavalitavam-se aleatoriamente dentro e fora do tempo entre muitos forrobodós de intensa refega nos fins-de-semana, ora em recintos fechados ou pátios abertos aonde se soltavam foguetes ou se queimavam bombas ao romper da alvorada. Aos poucos, António Louro Loureiro, foi substituindo os tamancos da beira alta por chinelos de matuto do agreste, abertos, ventilados quanto baste para poder deslizar nos encerados dos salões da surumbanda, samba e capoeiragem com patuscada.

CD Índio Cachoeira e e Cuitelinho - Convite de Violeiro Como violeiro, ganhou a alcunha de Louro Galego e era ver as morenas disputando-o ameigando-lhe os cabelos, com as macias polpas de suas mãos quentes, devorando-o, borbotando fagulhas e corações pelos olhos. Se pudesse ver a minha expressão como kianda hipnotizada, decerto que me veria envolto numa enternecida mágoa com profunda expressão na fisionomia. Já estou neste estado de suspensão faz tempo, mas ainda não apurei todos os fungos de surumbanda para os engomar a ferro quente esterilizando sua alma, esse lado desordeiro dele, da calaçaria.

 Já muito farto de apreciar as muitas noitadas de violão e dança ao relento solicitei à alma do meu avô António um encontro e, no contacto diluído falou-me de um negro desgosto que o foi comendo por dentro com tubérculos tísicos tirando-lhe a vontade para tudo que não fosse chorar; com uma respeitável preocupação de bons desejos divertimo-nos jogando à bisca e, até bebemos cerveja holandesa e, foi a respeito de projectos de felicidade que ele me disse: - Meu neto Tonito, naquele tempo sazonei-me pela fruta que me provocava insistentemente o apetite de a morder; eram demasiadas carnudas para desprezar. Ao dizer isto, as rugas de sua alma suaram gotas salgadas de ressentida alegria.

(Continua…)

O Soba T´Chingange  



PUBLICADO POR kimbolagoa às 01:41
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Quinta-feira, 23 de Janeiro de 2014
CAFUFUTILA . L

"BAFÓMETRO" Na Paz do Senhor

Por

   T´Chingange

Nota: Este artigo foi publicado ontem em primazia de Rua Direita de Viseu

Entorpecido pelo muito calor balouço de rede na ventilada varanda da minha casa, minha cubata; de tronco e pernas ao léu, de vontade totalmente arregaçada ao fresco vento do Nascente. Posso daqui, ouvir as falas do mundo via TV, as desgraçadas noticias que como cascata de água caem no saco-roto, crivo de malha larga com resmungos ou fingimentos dos personagens que representam a lei compondo os tramas a jeito, de como se houvera de dizer. Aqui está tudo controlado e na paz do Senhor, dizem! Comprometendo-o como se Ele, o Senhor, não tivesse mais coisas a fazer. Pendendo quase sempre para o grotesco insuflado, abordam pessoas coléricas, perversas e de engravidado interesse.

Neste viveiro de coisa ruim, e afins, surgem oportunistas que fofocam bisbilhotice sufocando a realidade com atitudes satíricas, colocando mesmo as almas na rua da amargura e, não só. De todas as notícias, saliento a de um condutor que ébrio de embriagado, de rebentar a escala do bafómetro, andou seis quilómetros com um homem espetado no pára-brisas de seu carro; ao longo deste percurso e, sempre em movimento, tentou tirá-lo borda fora do veículo como um inteiro pedaço de morto mas não conseguiu.

 Como em um romance e longe dos devaneios próprios de românticos, que sempre prevalecem o amor no final, aqui, a vida real parece ter no mal, o triunfo sobre o bem; de regras invertidas os infractores sempre encontram escapadelas na contra-lei porque, a maior parte dos crimes ficam impunes, contemplando os prevaricadores com o habeas corpus e um sem-fim de manigâncias. No final do trama, estes calhordas, ficam uns autênticos heróis; coisas do cangaço. Curioso é a de que no enredo do quotidiano, surge gente extremamente religiosa achando que o facto de alguém não ser branco, já é um crime; outro, muitos, naturalmente e sem nenhum ataque de histeria, cruelmente e sem chibata ou queimadura de ferro em brasa a pressionar, aponta friamente uma arma e, disparam; um gozo de gatilho incompreendido por quem se sente com um pingo de bom senso. Apetece por vezes voltar ao passado para reconstruir a história de tanta gente hedionda e cruel, tornando-as boas e caritativas.

Cafufutila, kafufutila, kifufutila: Farinha de mandioca (bombô) com açúcar; falando de boca cheia lança falrripos (perdigotos) ao interlocutor.

O Soba T´Chingange 



PUBLICADO POR kimbolagoa às 00:24
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Sábado, 18 de Janeiro de 2014
BRASIL EM 3 PENADAS . XLIX

BRASIL - RANI . Registro Administrativo de Nascimento Indígena

As escolhas de

 Kimbo Lagoa  

Por       

 Daniel Augusto Resende Camargos - Enviado Especial nasceu em Belo Horizonte (MG), em 12 de Janeiro de 1982. Estudou Comunicação Social com ênfase em Jornalismo na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC/MG).

FUNAI levou milhares de índios paraguaios para tirar CPF brasileiro, para depois solicitar título de eleitor e defraudar as eleições e, assim, obter benefícios do governo.

Fonte: http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/politica-brasil-ec...

 Benjamin Constant (AM), Tabatinga (AM) e São Miguel do Iguaçu (PR) - Índios paraguaios, colombianos e peruanos não preenchem um requisito básico para receber o principal programa social do governo, o Bolsa Família: ser brasileiro. Mas, diante da frágil estrutura da Fundação Nacional do Índio (Funai), burlam a legislação e se nacionalizam rapidamente, ficando aptos a ganhar o benefício mensal. O Correio Braziliense/Estado de Minas percorreram aldeias nas fronteiras das regiões Sul e Norte do Brasil e detalham como funciona a fraude. A nacionalização - que, além do recebimento do Bolsa Família, almeja a aposentadoria especial para trabalhador rural e o auxílio-maternidade - é possível graças ao Registro Administrativo de Nascimento Indígena (Rani), uma Certidão de Nascimento especial para os índios. No documento, reconhecido por um funcionário da Funai e assinado por duas testemunhas - quase sempre indígenas da aldeia em que o estrangeiro chega -, fica registrado que o migrante nasceu em território brasileiro.

 Com o Rani em mãos, o índio estrangeiro vai ao cartório de registro civil e consegue a Certidão de Nascimento tradicional. A partir daí, todos os documentos se tornam possíveis: Carteira de Identidade, CPF e título de eleitor. A maneira convencional de nacionalização exige que o índio more no país por pelo menos cinco anos e uma série de documentos que provem o vínculo com o Brasil. Na aldeia Bom Caminho, em Benjamin Constant, no extremo oeste do Amazonas, na fronteira com o Peru e a Colômbia, 20 famílias de índios peruanos e colombianos integram a comunidade com pouco mais de 800 índios Ticunas. O cacique Américo Ferreira detalha como os índios passam a receber os benefícios: “Tiramos o documento (Rani) dos pais, primeiro e, depois, os dos filhos”. A família do casal peruano Ortega Pereira Torres e Jurandina Parente Adan está entre os beneficiados. Jurandina diz que os R$ 166 do Bolsa Família são fundamentais para a sobrevivência. O casal tem seis filhos e, sem o dinheiro dado pelo governo brasileiro, não poderia comprar itens de sobrevivência. O rápido processo de nacionalização foi conseguido graças ao Rani forjado.

 

 No sul do Brasil, na aldeia Ocoy (PR), a realidade não é diferente. O cacique Daniel Maraka Lopes diz que quase a metade do habitantes é do Paraguai. Mas a origem não impede que os estrangeiros recebam o benefício. “Quem não tem o documento brasileiro está fazendo de tudo para conseguir”, conta. É o caso de Eugênio Ocampo e Silvina Benitez. Com seis filhos, eles recebem mensalmente R$ 230 do Bolsa Família. Desde que saíram do Paraguai, vivem em uma casa simples na fronteira com o país natal. Ambos falam muito pouco o português, se comunicam em guarani.

Sem solução. As esferas públicas envolvidas com a questão indígena nas regiões de fronteira conhecem o golpe, mas alegam ter dificuldade para combatê-lo. O coordenador de proteção social da Funai, Francisco Oliveira de Souza, tenta minimizar as fraudes dizendo que o critério da etnia é feito pelo reconhecimento dos pares. “Se há desvio, é com a conivência dos indígenas da comunidade”, acusa. Souza faz uma digressão histórica e explica que o fato de um indígena nascer em um país vizinho não é relevante para a etnia. “Os limites internacionais foram marcados pelos brancos”, ressalta. Além disso, segundo ele, muitos índios não sabem precisar em qual lado da fronteira estão. A Funai estuda uma forma de diminuir as fraudes, mesmo não considerando o golpe abrangente. “Queremos formar um banco de dados com todos os registros indígenas.”
Em nota, o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) informa que “se o cidadão está documentado como residente no território nacional e preenche todos os requisitos para ser incluído no Cadastro Único e sendo a documentação autêntica, o gestor municipal não pode negar o cadastramento e o MDS não pode impedir que ele seja seleccionado como beneficiário do Bolsa Família”. Responsável pelo cartório do segundo ofício de Tabatinga e pelo de primeiro ofício de Benjamin Constant, Abdias Pereira de Oliveira explica que os índios fraudadores alegam falar somente a língua do seu povo — no caso, a ticuna - e contam com um tradutor, que actua sabendo do golpe, para conversar com o tabelião. “O Brasil tem tudo: saúde, educação, aposentadoria e um monte de benefício. Por isso, eles ficam tentando se passar por brasileiros. Quando percebo, não faço a certidão e levo o caso para a Justiça”, explica. Recentemente, o cartório fez uma campanha de registro e expediu a documentação para 1,5 mil índios. “Visitei 19 comunidades afastadas e vi apenas um posto da Funai. Não tem como o funcionário do cartório conhecer tudo. O registro é feito na base da palavra”, detalha o tabelião. Em Tabatinga, mais de 2 mil índios recebem o Bolsa Família, o que corresponde a quase metade dos beneficiados na cidade: 4.148.

 Professor da Universidade Estadual do Amazonas, Sebastião Rocha de Souza percebe modificações com o aumento dos benefícios para os índios. “Eles começaram a exercer a cidadania, mas também adquiriram o vício de ficar esperando a ajuda chegar”, pondera. De acordo com ele, índios deixaram de pescar, fazer artesanato e até de se dedicar à agricultura, contando exclusivamente com o amparo do governo. “Muitas passaram a fazer questão de engravidar para conseguir o dinheiro do auxílio-maternidade”, lamenta o educador.
Inquéritos na PF. O delegado da Polícia Federal de Tabatinga, Gustavo Pivoto, entende que falta um controle maior dos órgãos do governo federal, principalmente da Funai. Na delegacia regional, existem diversos inquéritos que investigam falsificações de documentos realizadas pelos índios da região, segundo ele. “Tem indígena responsável pelo cadastro que se quer eximir da responsabilidade”, lamenta.

 Sapatos, cadernos e drogas. Creuza Santiago Jaguari está grávida do nono filho. O marido dela, Reginaldo Guilherme Cordeiro, faz planos do que comprar com os seis meses de salário mínimo referentes ao auxílio-maternidade. “Um computador para ajudar os meninos na escola”, vislumbra. Com o dinheiro que recebeu dos outros filhos, ele já adquiriu um motor de barco e um frigorifico. O mais novo dos meninos do casal tem dois anos e o mais velho, 17. A família recebe R$ 231 de Bolsa Família mensalmente. “Compro lápis, caderno, borracha e, quando sobra um pouco, uso para comprar comida”, afirma Creuza. São índios Ticunas e moram na aldeia de Umariaçu, em Tabatinga (AM). Com quase 6 mil habitantes, o local é semelhante a um bairro humilde de uma cidade grande, com casas de alvenaria sem acabamento que se juntam a outras de madeira. O trânsito frequente de motocicletas e até residências funcionando como lojas de informática (lan houses) mostram que mudou muito o quotidiano dos índios do século XXI

 No fim do mês passado, a Polícia Federal (PF) prendeu, na aldeia, dois colombianos com diversas armas e munições de grosso calibre. O arsenal era composto por lançador de granada, mais de uma dezena de granadas e fuzis de fabricação belga, sendo um deles com o emblema do Exército peruano. Havia também 40 sub-metralhadoras e centenas de munições. De acordo com a PF, os presos trabalhavam para o peruano Jair Ardela Michue, um dos maiores traficantes da tríplice fronteira, preso em Março de 2013. Um dia depois, mais armamento foi encontrado em Belém do Solimões, outra aldeia indígena ticuna. O delegado da PF de Tabatinga, Gustavo Pivoto, afirma que o aliciamento de indígenas por organizações criminosas é intenso na região. Índios são usados para transportar drogas e armas e despistar a acção da polícia. O atractivo é sempre o mesmo: dinheiro. “O indígena está contaminado com os valores dos que não são indígenas”, avalia o professor da Universidade Estadual do Amazonas Sebastião Rocha de Souza, que faz parte da coordenação que prepara professores indígenas do Alto Solimões. (DC).

soba.jpg As opções do

Soba T´Chingange



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Terça-feira, 7 de Janeiro de 2014
MOKANDA DO SOBA . XLIII

EMBEBEDADO NOS SONHOS  -  Com flores de Cristo!

Por

    T´Chingange

 Embebedado nos sonhos castigados, hoje dei uma resposta azeda a um colaborador da História das Guerras em Angola e, repliquei a notícia dizendo que a independência de Angola foi ganha ou conquistada; sem rebater este conceito por verdadeiro, afirmei que a oferta se adequa melhor ao acto de pronuncio de Agostinho Neto a 11 de Novembro de 1975. Uma entrega incondicional que forçou a vida de muita gente obrigando-as a fugas desordenadas e um recomeço de vida incerto, fora e dentro do território com uma guerra civil que se prolongou por 27 anos. Vencido por um desmazelo de chumbo deixei passar em claro afirmações de adoçar ambições que notoriamente ressaltam mais para além de uma qualquer ideologia em que se querem afirmar no amor a Angola. Para mim, bajular os donos da dibanda é de uma subjugação pura sem mais reticências ma ideologias e ambições são fantasias ou sonhos de cada qual.

 

Afundando sem resistência na lama do meu desgosto, sem forçar para iludir-me, ou desistir dos meus princípios, do meu carácter, sem ter em conta algumas atrocidades, continuo a viver porque, a vida é teimosa a não requer deixar-se apodrecer de forma tão madraça. Escrevo para adoçar as agruras brincando o curtir de cada dia-a-dia enganando os pesares; escorregadios, os dias, fogem-me como estrofes seguidos de deliciosas falas de amor, com estribilhos espanejados ao deus-dará como os de um hino de heróis do mar, nobre povo….

 Plantei à porta do galinheiro e nas traseiras de minha casa uma trepadeira de maracujá que subiu pelo abacateiro esparramando-se no telhado pejada de flores de Cristo; abrindo pela manhã, estas flores dão-me honrarias de vida com a visita de besouros proliferando heroicidades. Surgem também os beija-flores, colibris luzidios sortindo suas pequenas despensas de tudo do que mais gostam, o néctar. Mais ao lado, gansos e galinhas esgadanham a terra limpando-a de formigas nocivas ao pau de sape-sape (graviola) e esta agradece fornecendo-me os maiores sape-sape que jamais vi. Como eu me consolo ensopado de suco desse grande fruto com meus dentes! Esses mesmos, que às vezes me mordem a língua! Aqui, com a flor de Cristo sinto-me galardoado quanto baste.

O Soba T´Chingange



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Sexta-feira, 3 de Janeiro de 2014
XICULULU . XLII

DOIS DEDOS DE PALESTRA . Tempos de pagode . III

Por

  T´Chingange

Xicululu: - Olhar de esguelha, mau-olhado, olho gordo, cobiça

Meu avô Loureiro aprendeu a tocar violão com um madraço forrozeiro de nome Géninho. Comprou um violão em segunda mão e levava as horas vagas praticando os ritmos quentes; cada dia dedilhava melhor seu instrumento e, neste meu sonho hipnótico crepuscular ele já dominava o meio do pagode cantando modinhas como um qualquer brasileiro daquele abarracado de mukifos de bairro subindo para o morro e na forma de favela.  Mariquinhas, sua donzela de horas extras surgia inesperadamente e, a cada verso que vinha de meu avô, da boca da mulata era um arrulhar choroso de pomba com cio. António Loureiro, bêbado de volúpia enroscava-se todo em seu violão, ganindo, guinchando, miando; ele e violão gemiam ao mesmo gosto com todas as vozes de bichos sensuais penetrando o tutano como finíssimas línguas de cobra.

 No meio desta calaçaria eis que surge Dona Constância mãe de Mariquinhas chispando diabos, cobras e lagartos para cima do gaiteiro Loureiro, sua Mariquinhas estava prenha e, isso não podia ficar só assim. Após este embate o “Louro” Loureiro suavizou a gorda senhora e, nos dias que se seguiram, meteu o pau na vida umbigando-se entre quatro paredes dum despintado sobradinho. Loureiro que passou a ser conhecido por Louro Galego passou a ser muito solicitado nas muitas festas dançantes, nesta actividade de pagode ganhava uns cobres extras. Com ele, o samba, o bolero e valsas, não tomavam fôlego; a música, noite adentro, quadrilhas juninas, moças madraços e meninas dançando com muito riso.

 Louro Galego, todo ele estava um mestre de calaçaria, lascado de perdido nas noitadas de forró. Meu avô, de homem bem apessoado, foi-se transfigurando num galeto em vinha d´alhos, chupado de alento, tanto apego a tanto forró. Um dia e em surdina, comprou um bilhete no transatlântico Alcântara da Royal mail Line largando tudo só com a roupa do corpo fugindo franzino e pesaroso; com lágrimas salpicando-lhe as rugas fugia tísico largando a Deus suas duas filhas para tentar salvar-se nos ares puros de entre a encosta da serra da Estrela e Caramulo. Ao falar de Coisas próprias torno-me mais verdadeiro; uma estória como tantas que não acaba ainda porque, o mundo gira à margem destas vulgaridades.  

(Continua…)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 00:23
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Quinta-feira, 2 de Janeiro de 2014
A CHUVA E O BOM TEMPO . XLII

SOPRAR SINZAS  – Salada de buzinas

Por

soba.jpg T´Chingange

Balouçando preguiça em uma rede segura a dois pilares de minha casa, leio no jornal os escândalos do dia a dia e do ano findo com muitos comentários, palpites fabricados de desgraças, intermediando sucumbidas tristezas daquelas que já trazem no canto inferior esquerdo um código de barras, traços finos e grossos dispostos na vertical e espaçados aparentemente de forma aleatória. Os dias e anos repetem-se gregóriamente num formigueiro de bilhões de seres que ora suspiram felicidade, ora lançam mugidos lúgubres arranhando-se em múltiplas tarefas de comprar ou vender coisas próprias ou alheias.

 Muitos, pacientemente, ululam como cães esperando seus donos, ressacando lágrimas entre dunas dum deserto ou a soleiras graníticas de suas portas, gemendo fados de além-mar; outros esbanjando dinheiro pelo tubo ladrão, sem arrelias por abandono de pobres criatura. Enquanto isto, os governos dão pela TV estatísticas optimistas de que tudo vai mudar para melhor, cada qual com casa própria e bolsa família embebidos no seu prazer de agradar às direitas, ao centro e à esquerda do verbo subsidiar, tornando todos muito iguais, tirando a cada qual o ânimo ou apetência a serem empresários, patrões empreendedores; vulgarizando em suma a condição de cidadão.

 Querendo ficar um pouco alheio àquela fornalha de soprar cinza em nossos olhos, ontem dispus-me a fazer em casa de casal amigo, uma salada de buzinas, coisa de que há muito não provava. Fiz uma vinagreta com cebola, alho, tomate, salsa e coentros picados, vinagre e sal quanto baste; gradualmente fui adicionando azeite de oliva do Alentejo mexendo tudo com os pequenos pedaços de búzio cortados e, previamente cozidos na panela de pressão. Sem ventos de Sião ou Siroco, só com a brisa do mar, vento de bolina, para nos preencher o gozo de tal iguaria ao pitéu apurado a jindungo; feijocas com búzios, carne de charque, chouriço da beira e alguma linguiça da Calábria, tudo regado a tinto seco do Dão.

T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 19:09
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Sábado, 28 de Dezembro de 2013
XICULULU . XLI

DOIS DEDOS DE PALESTRA . Cantada de moqueca . II

Por

  T´Chingange

Xicululu: - Olhar de esguelha, mau-olhado, olho gordo, cobiça

Hipnotizado na forma crepuscular, ardia passivamente aos hábitos de existência vendo largos horizontes de céu alegre, mar e mata verde do selvagem Brasil, defronte de despenhadeiros ilimitados e chapadas sem fim, aonde o espaço surge como um reinado gigante e voluptuoso. Deve ter sido em parte ou totalmente submetido a esta a visão da nova terra, promissora de beleza que meu avô viu viveu e gozou. Naquele Rio de Janeiro e na fronteira de entre a urbe e a favela, ao seu redor existia um instinto feminino feroz e, que quando estivesse todo ele brasileiro, cheiroso e perfumado, teria avulsos dismilinguidos calores e condescendentes afagos; farfalhos gratuitos malucando a sua vida.

 Num ápice de tempo compactado no crepúsculo do meu sonho ou sono, pude observar nos seguintes dias os préstimos de Mariquinhas pondo-se à disposição dele, meu avô, obsequiando-o com exagerados rebolados de todos os seus atributos. Todos os fins de tarde, Mariquinhas, a horas desafogadas de clientes, aparecia a fazer compras na venda do senhor Joaquim, patrão de meu avô. Senhor Joaquim também ele português natural da Guarda, estava umbigada com uma morena cheia de compostas carne. Meu avô Loureiro, aboletado a estas fartas carícias e gratuitos afectos, tornou-se por assim dizer um “pobrezinho de Cristo” sentenciado a descumprir com o voto de fidelidade a sua mulher e minha avó Topeta.

 António Loureiro não era de pau e, não havia coração que resistisse a tanta tentação. Um dia seu Joaquim, que não era cego, disse-lhe: - Óh… António, o mundo é largo… Há lugar para gordo e para magro! E, é p´ra se gozar se, se não é capado! Tolo é quem não aproveita! Para bom entendedor, era o quanto baste; teria de crucificar-se às investidas de Mariquinhas que lhe dava volta à cabeça. Um dia, pelas cinco horas da tarde no capinzal e debaixo do jambo António Loureiro, com o espírito e corpo envoltos em fogo, libertou-se; tremendo num gosto de prazer invadiu-se de ais e uis, gritinhos picantes de cor violeta. O primitivo sonho de ambição estava consumado. Mariazinha perdeu seus três vinténs, seu cabaço; eu ganhei uma futura tia que veria a nascer nove meses depois, só que… 

(Continua…)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 00:05
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Terça-feira, 10 de Dezembro de 2013
XICULULU . XL

DOIS DEDOS DE PALESTRA . Cantada de moqueca . I

  T´Chingange

Xicululu: - Olhar de esguelha, mau-olhado, olho gordo, cobiça

Hoje mesmo, estava eu alisando as unhas na água do mar do nordeste Brasileiro quando ao meu lado se senta alguém com a confiança de quem me conhece há muitos anos saudando-me em castelhano com um claro buenos dias. Surpreendeu-me ver aquele velho de barbas brancas, de peles chupadas olhando o infinito azul; de perfil não me apercebi logo de quem era porque surgiu-me falando castelhano mas, foi quando se virou para mim que suspirei de alegria. Estava ali meu muito velho amigo Januário Pieter, a kianda que me consola, estimula e me presta acessoria nas coisas duvidosas, inexplicáveis e mistérios do passado. Passei o meu braço por cima dele, afaguei-lhe o rosto quase mumificado e disse: que bom te ter aqui, velho amigo.

 Vim por aqui para te aquietar de preocupações do passado e que te atormentam sem encontrares respostas aos teus porquês. Assim era, ginasticando a água em saltos suaves, mais uma vez matutava de como teria sido a vida de meu avô materno António Loureiro quando decidiu vencer a vida neste mundão do Brasil tendo regressado tísico e pobre lá pelos anos de 1930 numa antiga ressecção mundial; só soube que tinha deixado duas filhas algures para ser acudido aos cuidados de minha avó Topeta nas encostas do rio Dão. Recordo-me de seu bigode preto retorcido, cabelo escorrido, olhos pretos e grandes, alto e magro, usando sempre um chapéu de feltro negro com uma cinta listada em tons cinza.   

Depois dos cumprimentos e novidades mais salientes disse que me ia submeter a um hipnotismo crepuscular e que nesse sonho voado poderia ver com meus olhos uma das cenas de meu avô quando era caixeiro na venda de um cortiço local. Não dei conta de me ter deitado e surgi num repente de tempo amarelado, lá pelos anos de 1936 flutuando no canto duma venda algures no Rio de Janeiro. Meu avô, detrás do balcão dava dois dedos de palestra poética a Mariquinhas após ter cortado a friagem da manha com um café regado a cachaça. Foi aqui e desta forma que António Loureiro, meu avô deu inicio à cantada de moqueca, uma intenção poética de sertanejo desprendendo seus amores infelizes; ele não a cantava, comia-a com seus olhares enquanto suas mãos tacteavam as saliências de Mariquinhas, quando na falta de fregueses; este meu avô!? 

(Continua…)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 00:42
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Temos um Hino, uma Bandeira, uma moeda, temos constituição, temos nobres e plebeus, um soba, um cipaio-mor, um kimbanda e um comendador. Somos uma Instituição independente. As nossas fronteiras são a Globália. Procuramos alcançar as terras do nunca um conjunto de pessoas pertencentes a um reino de fantasia procurando corrrigir realidades do mundo que os rodeia. Neste reino de Manikongo há uma torre. È nesta torre do Zombo que arquivamos os sonhos e aspirações. Neste reino todos são distintos e distinguidos. Todos dão vivas á vida como verdadeiros escuteiros pois, todos se escutam. Se N´Zambi quiser vamos viver 333 anos. O Soba T'chingange
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