BRASIL CARINHOSO – Carta a Dilma, a presidentA . 2ª de 6 Partes
As escolhas de
KIMBO LAGOA
A professora Martha de Freitas Azevedo Pannunzio, de 74 anos, é de Uberlância. Ela escreveu uma carta para a presidente Dilma que foi entregue em mãos. Vale a pena ler. É a voz de quem não se cala e não consente - Fazenda Água Limpa, Uberlândia, em 16-05-2012
Em 1988 a Assembleia Nacional Constituinte, numa queda-de-braço espectacular, legou ao Brasil uma Carta Magna bastante democrática e moderna. No seu art. 5º está escrito que todos são iguais perante a lei. Aí, quando o PT foi ao paraíso, ele completou esta disposição, enfiando goela abaixo das camadas sociais pagadoras de imposto seu modus governandi a partir do qual todos são iguais perante a lei, menos os que são diferentes: os beneficiários das cotas e das bolsas-esmola. A partir de vocês. Sr. Luís Inácio e dona Dilma, negro é negro, pobre é pobre e miserável é miserável. E a Constituição que vá para a pqp. Vocês seleccionaram estes brasileiros e brasileiras, colocaram-nos no tronco, como eu faço com o meu gado, e os marcaram com ferro quente, para não deixar dúvida de que são mal-nascidos. Não fizeram propriamente uma exclusão, mas fizeram, com certeza, publicamente, uma apartação étnica e social.
E o PROUNI se transformou num balcão de empréstimo pró escolas superiores particulares de qualidade bem duvidosa, convalidadas pelo Ministério de Educação. Faculdades capengas, que estavam na UTI financeira e deveriam ter sido fechadas a bem da moralidade, da ética e da saúde intelectual, empresarial, cultural e política do País. A Câmara Federal endoidou? O Senado endoidou? O STJ endoidou? O ex-presidente e a actual presidentA endoidaram? Na década de 60 e 70 a gente lutou por uma escola de qualidade, laica, gratuita e democrática. A senhora disse que estava lá, nesta trincheira, se esqueceu disto, dona Dilma? Oi, por favor, alguém pare o trem que eu quero descer!
Uma escola pública decente, realista, sintonizada com um País empreendedor, com uma grade curricular objectiva, com professores bem remunerados, bem preparados, orgulhosos da carreira, felizes, é disto que o Brasil precisa. Para ontem. De ensino técnico, profissionalizante. Para ontem. Nossa grade curricular é tão superficial e supérflua, que o aluno chega ao final do ensino médio incapaz de conjugar um verbo, incapaz de localizar a oração principal de um período composto por coordenação. Não sabe tabuada. Não sabe regra de três. Não sabe calcular juros. Não sabe o nome dos Estados nem de suas capitais. Em casa não sabe consertar o ferro de passar roupa. Não é capaz de fritar um ovo. O estudante e a estudantA brasileiros só servem para prestar vestibular, para mais nada. E tomar bomba, o que é mais triste.
Opção de
Soba T´Chingange
BRASIL CARINHOSO – Carta a Dilma, a presidentA . 1ª de 6 Partes
As escolhas de
KIMBO LAGOA
A professora Martha de Freitas Azevedo Pannunzio, de 74 anos, é de Uberlância. Ela escreveu uma carta para a presidente Dilma que foi entregue em mãos. Vale a pena ler. É a voz de quem não se cala e não consente.
Martha Pannunzio, é formada em letras neolatinas pela Universidade Mackenzie, em São Paulo, e em comunicação visual e artes pela Universidade Federal de Uberlândia. Foi durante 31 anos professora de latim, francês e português, e se especializou em técnicas de redação e literatura infanto-juvenil. É produtora rural, socialista e agnóstica. É contadora de histórias e desenvolve em sua fazenda, onde reside, os Programas CERRADO E LETRAS e Projeto BICHO DO MATO.
Bom dia, dona Dilma! Eu também assisti ao seu pronunciamento risonho e maternal na véspera do Dia das Mães. Como cidadã da classe média, mãe, avó e bisavó, pagadora de impostos escorchantes descontados na fonte no meu contra-cheque de professora aposentada da rede pública mineira e em cada Nota Fiscal Avulsa de Produtora Rural, fiquei preocupada com o anúncio do BRASIL CARINHOSO. Brincando de mamãe Noel, dona Dilma? Em ano de eleição municipalista? Faça-me o favor, senhora presidentA! É preciso que o Brasil crie um mecanismo bastante severo de controlo dos impulsos eleitoreiros dos seus executivos (presidente da república, governador e prefeito) para que as matracas de fazer voto sejam banidas da História do Brasil. Setenta reais per capita para as famílias miseráveis que têm filhos entre 0 a 06 anos foi um gesto bastante generoso que vai estimular o convívio familiar destas pessoas, porque elas irão, com certeza, reunir sob o mesmo tecto o maior número de dependentes para engordar sua renda. Por outro lado mulheres e homens miseráveis irão correndo para a cama produzir filhos de cinco em cinco anos. Este é, sem dúvida, um plano quinquenal engenhoso de estímulo à vagabundagem, claramente expresso nas diversas bolsas-esmola do governo do PT.
É muito fácil dar bom dia com chapéu alheio. É muito fácil fazer gracinha, jogar para a plateia. É fácil e é um sintoma evidente de que se trabalha (que se governa, no seu caso) irresponsavelmente. Não falo pelos outros, dona Dilma. Falo por mim. Não votei na senhora. Sou bastante madura, bastante politizada, sobrevivente da ditadura militar e radicalmente nacionalista. Eu jamais votei nem votarei num petista, simplesmente porque a cartilha doutrinária do PT é raivosa e burra. E o governo é paternalista, provedor, pragmático no mau sentido, e delirante. Vocês são adeptos do quanto pior, melhor. São discricionários, praticantes do bullying mais indecente da História do Brasil.
Opção do
Soba T´Chingange
AS ESCOLHAS DO KIMBO
BRASIL . A falta de transparência no processo judicial . I
Por
Jorge Serrão – serrao@alertatotal.net
O Super Barbosa do STF volta a provocar faniquitos na petralhada. O medinho dos petralhas é que a versão pós-moderna e mais light do “Homem da Capa Preta”, sem a metralhadora Lurdinha a tiracolo, acabe saindo candidato a Presidente da República contra Dilma Rousseff.
J. Barbosa
J. Barbosa já cansou de avisar que não tem pretensões políticas mas, o pavor petralha aumentou ainda mais, depois do discurso anti-político e anti-corrupção do Super Barbosa, em um congresso da Unesco sobre liberdade de imprensa, em São José, na Costa Rica. Inegavelmente, mesmo que não tenha tal intenção, o discurso de Joaquim Barbosa é o de um super-candidato a Presidente. Só um outro herói em nosso imaginário popular, o Coronel Nascimento (em Tropa de Elite II), conseguiria tocar em assuntos que a maioria da opinião pública deseja escutar e aplaudir.
O Super J. Barbosa, criticou o tratamento privilegiado que a Justiça dá aos políticos corruptos. Também reclamou do excesso de recursos judiciais para quem desrespeita a lei. Condenou a falta de transparência no processo judicial brasileiro. E constatou que o Brasil é um País que pune muito os pobres, os negros e pessoas sem conexões. Foi uma retórica justa e perfeita para um candidato a lutar contra a petralha na eleição de 2014.
O jornal O Globo pinchou algumas das contundentes pregações do Super Barbosa. A maioria delas faz parte do senso comum daquilo que o cidadão-eleitor-contribuinte deseja ouvir. Vale repeti-las aqui para uma análise posterior: Abramos aspas para o Super Barbosa: “O Brasil, como a maior parte da América Latina, tem problemas culturais para resolver que impactam no Judiciário. Por exemplo, a concepção equivocada de igualdade. As pessoas são tratadas de forma diferente de acordo com seu status, sua cor de pele e o dinheiro que têm. Tudo isso tem um papel enorme no sistema judicial e, especialmente, na impunidade”.
(Continua…)
Visto sem prego nem estopa por
O Soba T´Chingange
KIANDA COM ONGWEVA - Espírito com saudade
Por
o ::: SOBA T´CHINGANGE
Januário Pieter surgiu-me num entretanto, pedaço de nada, acabado de cuchilar na minha rede de Pambu N´jila a escassos metros da Kalunga, lugar de desova de tartarugas e alguns urubus catando vida. Giboiando no sopro do vento da lagoa Manguaba, com ele, veio até mim a kianda-mor. Surpreso com sua aparição, no cumprimento do sonho, dei-lhe um abraço de completo vácuo; era Januário Pieter, meu guia-surpresista. Nós que vivemos no além (referindo-se a ele), podemos fazer diversas coisas, mesmo sem entender como as realizamos tais como locomovermo-nos e plasmarmo-nos, disse Januário em jeito de rouca explicação. Neste meio tempo e depois de ter estado contigo em Zanzibar, formei-me “engenheiro espiritual” em Toledo; e, dizendo isto como se tudo tivesse acontecido escassos dias antes, disse que por via dessa formação e, através dos fluidos da natureza, conseguia pelo pensamento, criar no espaço, paisagens de multicolores holografias.
Desde que sou “engenheiro espírita” explico o que custa a apreender às gentes desavindas mas, boas como tu (referia-se a mim) que nutres de paixões, orações e bons pensamentos. Neste meu estado, luto contra atitudes de espíritos que não são evoluídos, que não possuem compreensão e que ainda estão arreigados em paixões inferiores. Apontando para os caniços do jardim, foi falando, estás a ver este beija-flor que sem medo sugam as flores do teu jardim, coisa que tu tanto aprecias, e também aquele bem-te-vi pousado ali perto de seu ninho naquela mangueira; são condicionantes a que eu recorri para teu exclusivo agrado e, porque aprecias, decidi contemplar-te. Nunca antes, Januário Pieter, figura recriada por mim, se referiu assim tão directamente como um especial meu protector. Enquanto isto, as notas de Dó a Si do espanta espíritos da varanda N´jila, saudavam a mim mas, mais propriamente à kianda ilustre vinda do alem com o vento de bolina.
Sorrindo, indiquei o lugar da rede a meu lado dizendo-lhe entretanto que neste agora estava de bem comigo, contente com sua inesperada visita, acrescentando que a minha principal procuração, era viver com dignidade, tentando ser útil, sentir a gratidão vendo sorrisos em olhares tranquilos, saber contribuir para alguém ficar bem; tentar deixr de ser infeliz, fabricando a felicidade com pouco mais que nada, sem menosprezar a vontade de fazer e querer fazer, sem sugar energias alheias. Foi bom visitar-te, disse Januário Pieter, sentir que das migalhas que te dei, me orgulhas te com uma bomba de vontade. Antes de se deixar soprar pela bolina sem destino nem roteiro no seu destino, deixou em directo discurso, um resquício de sua sabedoria: “- Não podemos fintar as lei que nos regem e, uma delas é: fazermos a nós o que fazemos aos outros”. Irónico, talvez, Pieter fintador, assim como veio, foi-se!
GLOSSÁRIO:
KIANDA: - Espírito das águas na forma de sereia, ritos de Angola, fantasma, holograma; ONGWEVA: saudade em português; Pambu N´jila: - Espaço místico, agente de ligação entre o espaço físico e místico, encruzilhada elo que liga os seres aos Minkisi, os elementos fogo, água, ar e terra; Kalunga: - divindade abstracta podendo ter a forma humana que preside ao reino dos mortos, em Umbundo é um Deus, em Kimbundo é o mar, sereia na forma de homem musculoso tipo o Adamastor dos Lusiadas, quando alguém é levado pelo mar ou pela Kalunga faz Uafu (morreu nas águas), é uma jura de última instância apelando a kalunga
Januário Pieter:- Um personagem amigo, um sábio que me assiste e complementa conhecimentos...Um fantasma feito guia Kalunga; o homem que nasce da morte metaforizada com mais de 300 anos. Tem no seu ADN a picardia cutucada até a exaustão, Cruz credo!
O Soba T´Chingange
FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO
“DOS JESUITAS AOS TUBARÕES” . 17
Por
Roeland Emiel Steylaerts
Um dia Isaías pediu-me para ir visitar os pais biológicos, que não via há anos; moravam em uma chácara perto de Sirilândia, em Goiás. Isaías prometeu tratar deles, caso acontecesse algo a eles mas, infelizmente, anos depois, nem conseguimos encontrar o túmulo do pai que, entretanto faleceu. Isaías um dia acompanhou-me em uma ida ao Ceará; fomos ali comprar artesanato e entretanto resolvemos ir até à praia. Meu filho, nunca tinha visto o mar, e quando viu àquela enormidade água, olhou-me e disse: “isto é incrível”. Deu o primeiro mergulho, sentiu que a água estava salgada... levou um segundo, e vi uma cara feliz, coisa que me restou para o resto da vida. Mais tarde fomos comprar búfalos, na Ilha do Marajó, com destino à fazenda, ele foi junto comigo fazendo seu primeiro voo em avião pequeno.
De volta á Brasília, coloquei-o a trabalhar na loja de antiguidades, tratando dos transportes; comprei - lhe nessa função várias motos que pilotava muito bem. Mais tarde comprei um caminhão, que veio a dirigir com carteira profissional. Por várias vezes, separou-se da mulher, com a qual não se entendia; brigando pelos filhos e, pela justiça terminou ficando com o filho Rubens, e ela com a menina Patrícia. Isaías acabou por se arrumar com uma namorada bonita, filha do gerente do Banco de Tokyo mas, no dia que convidou os pais dela para a chácara, a fim de a pedir oficialmente autorização para namora-la, apercebendo-se que a resposta deles seria um NÃO, fugiu com ela.
O gerente do Banco de Tokyo pediu transferência para São Paulo, mas Isaías foi de moto rapta-la na capital acabando por ter um acidente; fui socorre-lo de carro e voltamos para Brasília. Pensei que iria perder o pé, pois a maçaneta da moto tinha furado o membro mas, assim não aconteceu… O pai da menina pediu transferência para o Japão, e a filha foi com eles dando fim à novela de Romeu brasileiro e Julieta japonesa. Foi tempo de recordar meus netos. Rubens e Patrícia, ambos bonitos. Quando o Rubens nasceu, meu primeiro neto, senti-me o homem mais feliz do mundo; tive que assinar a responsabilidade na maternidade, pois Isaías tinha só 15 anos. Depois do nascimento eu, e o feliz pai, fomos para a chácara encher a cara de cachaça.
(Continua…)
Piaçabuçu: Cidade situada na foz do Rio São Francisco - Brasil
Nota: Esta é a estória vulgar de um emigrante Belga fugido da 2ª guerra mundial e que se aventurou em terra estranha do outro lado do Oceano. Os tempos mudaram, as agruras são outras mas a vida é assim mesmo, um rodopio de acontecimentos com carrapatos que parecendo nada, mudam o rumo.
Compilado com correcções ortográficas e arranjo ao texto original por
O Soba T´Chingange
AS ESCOLHAS DO KIMBO
BRASIL . Senado paga R$ 14,6 mil por mês para garçons nomeados secretamente em 2001 para servirem cafezinho
Por Jorge Serrão – serrao@alertatotal.net
O Brasil ganha hoje, literalmente de bandeja, mais uma prova da falência múltipla das instituições pseudo republicanas. O Senado tem sete garçons com salários entre R$ 7.300,00 e R$ 14.600,00. Certamente, o trabalho de servir cafezinho aos ilustres senadores é uma das missões mais bem remuneradas do mundo. A revelação do jornal O Globo sobre o gasto amargo do cafezinho no Legislativo parece algo pequeno perto de outros gastos secretos e inimagináveis. Esse singelo exemplo de desperdício do dinheiro público é apenas uma pontinha dos diversos gastos sem qualidade na administração federal. Somando-se o dinheiro perdido com a corrupção e as despesas inúteis, temos a justificativa cínica para a máquina administrativa tupiniquim nunca conseguir cortar gastos. A consequência automática é aumento do déficit público e necessidade constante de manter altíssima a carga de impostos para bancar as mordomias e roubalheiras estatais.
Este caso, é apenas uma singela alegoria de nosso regime “capimunista” – autoritário, perdulário e ineficiente. Os profissionais foram nomeados em 20 de Setembro de 2001 por ato secreto da direcção geral do Senado. Oficialmente, os garçons são classificados como “assistentes parlamentares”. Além de servirem cafezinho, podem cumprir outras actividades de “apoio” para justificar a excelentíssima remuneração no Legislativo. Mordomias escandalosas e privilégios injustificáveis como o do caríssimo serviço de cafezinho do Senado se multiplicam entre os três poderes federais. O desrespeito completo ao dinheiro público, suportado pelos altos impostos pagos pelo otário cidadão-eleitor-contribuinte que, também é comum nas gastadoras, incompetentes e corruptas máquinas administrativas dos estados e municípios. Um País que funciona de forma tão errada, fica condenado a ser sempre subdesenvolvido, gerenciado por um Governo de Crime Organizado e, cujos integrantes têm vida de marajás.
Eis o alto preço que pagamos pelo actual Golpe Militante Petralha (PT) – que prepara a perpetuação no poder com alguns golpes programados no Legislativo. Primeiro, a aprovação do projecto que impede a criação livre de novos partidos políticos, tirando-lhes o direito ao tempo de televisão e aos recursos do fundo partidário. Depois, com a aprovação do soviético sistema da lista fechada dos partidos para a eleição de deputados e vereadores. Por fim, com a criação do “financiamento público de campanha eleitoral” (estatizando o sistema político, sem acabar com o financiamento ilegal aos políticos pela via dos diversos tipos de “mensalões”). O triste é que os desinformados cidadãos-eleitores-contribuintes brasileiros, cairão facilmente no golpe institucional que prepara o Brasil para embarcar no “Socialismo do Século 21” – que já opera descaradamente na Venezuela, Argentina, Bolívia, Equador e Cuba. O esquema político corrupto e mentiroso do Foro de São Paulo está prestes a nos brindar com o “Triunfo de sua Vontade”. A pergunta fundamental é: os segmentos esclarecidos – minoria na sociedade brasileira – terão condições políticas de reagir a tempo de reverter o golpe contra o Estado Democrático de Direito? Ou todos seremos engolidos pelo avassalador e corrupto sistema do Governo do Crime Organizado no Brasil?
Visto sem prego nem estopa por
O Soba T´Chingange
“Lição de vida” – Sua vida
Escolha de
Quando sua vida começa, você tem apenas uma mala pequenina de mão... À medida que os anos vão passando, a bagagem vai aumentando porque existem muitas coisas que você recolhe pelo caminho, por pensar que são importantes. A um determinado ponto do caminho começa a ficar insuportável carregar tantas coisas, pois pesam demais, então você pode escolher: ficar sentado a beira do caminho, esperando que alguém o ajude, o que é difícil, pois todos que passarem por ali já terão sua própria bagagem. Você pode ficar a vida inteira esperando, ou você pode aliviar o peso, esvaziando a mala. Mas, o que tirar dela? Você começa tirando tudo para fora... Veja o que tem dentro: Amor, Amizade... Nossa! Tem tanta fraternidade mas, curioso, não pesa nada...
Tem algo pesado.... Você faz força para tirar.... Era a raiva - Como ela pesa ! Aí, você começa a tirar, tirar e aparecem a Incompreensão, Medo, Pessimismo... nesse momento, o Desânimo quase te puxa p´ra dentro da mala.... Mas você puxa-o para fora com toda a força, e no fundo da mala aparece um Sorriso, que estava sufocado no fundo da sua bagagem.... Pula para fora outro sorriso e mais outro, e aí sai a Felicidade... Aí você coloca as mãos dentro da mala de novo tira p´ra fora um monte de Tristeza... Agora, você vai ter que procurar a Paciência dentro da mala, pois vai precisar bastante.... Procure então o resto: a Força, Esperança, Coragem, Entusiasmo, Equilíbrio, Responsabilidade, Tolerância e o Bom e Velho Humor. Tire a Preocupação também. Deixe de lado, depois você pensa o que fazer com ela...
Bem, sua bagagem está pronta para ser arrumada de novo. Mas, pense bem o que vai colocar dentro da mala de novo, hein! Agora, é com você; e não se esqueça de fazer essa arrumação periodicamente, pois o caminho é MUITO, MUITO LONGO, e sua bagagem, poderá pesar novamente. Insistir em algo que nunca dá certo é como calçar um sapato que não serve mais. Machuca, causa bolhas, às vezes até sangra. Aí você percebe que o melhor é ficar descalço. Deixar totalmente livre o coração, enquanto vive. Deixar livre os pés, enquanto cresce. Porque quando a gente vai crescendo, o número muda. E o que você insistia em por, não lhe serve mais. Às vezes na vida, você tem que esquecer o que você quer, para começar a entender o que você realmente merece!
Arranjo do texto pelo
Soba T´Chingange
FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO
“DOS JESUITAS AOS TUBARÕES” . 16
Por
Roeland Emiel Steylaerts
MEU FILHO ISAÍAS, NETOS E BISNETOS
Conheci meu filho... espera aí, conheci sim, aquele que veria a ser meu filho no Conjunto Nacional quando estava fazendo compras, no supermercado Jumbo. Chamava-se Isaías Rosa Mendes. Ele estava deitado perto do carro... doente e só. Pedi para esperar, levei as compras para o restaurante, e voltei. Levei-o para o hospital e fiquei sabendo que estava com uma infecção na barriga. Teve que tomar três injecções de Benzetacil, uma a cada 2 dias. A primeira, pelo que vi, doeu-lhe muito. Perguntei-lhe aonde morava, e me disse que a família tinha viajado para Bahia, mas ele, perdeu-se no trajecto. Só que isto fazia mais de 15 dias, mas sabia por alguém da família, que seus pais voltariam, pois não deu certo lá. Ele não sabia onde moravam, mas poderia procurar o parente, que indicaria onde o pessoal estaria. Abastecendo a Kombi na Belem-Brasilia seguimos para a chácara e ali dormiu vigiado por mim. Na tarde do dia que se seguiu, falou que aquele, era o dia mais feliz da vida dele. O menino era bonito e devia ter uns dez anos, talvez onze. Amei aquele menino como nada mais no mundo, como se o tivesse conhecido de outras vidas.
Algo interior me dizia que ele viria a ser meu filho. No dia seguinte procurei sua casa e o deixei com os pais. Tinha um monte de irmãos, nem sei quantos. Tinha irmã alcoólatra, outra com uma perna com elefantíase, outros pequenos, uma verdadeira fauna. Eu precisando de um caseiro na chácara, ofereci serviço ao padrasto de Isaías. Este, por necessidade levou a família toda para morar na casa do caseiro. Só que isto, não manteve o Isaías na chácara; fugia directo para dormir dormia na rua cidade de Brasília. A família, brigava entre si, e uma das minhas portas da casa do caseiro, virou tiro ao alvo para facas. No jardim faziam mais estrago, do que manutenção. Realmente aquilo não iria dar certo e passados uns 10 dias, mandei-os de volta para Ceilândia, perto de Taguatinga. A culpa não foi propriamente do padrasto, mas sim da filharada deste.
O menino voltou aos poucos a morar na chácara. Perguntei-lhe se queria ser meu filho; a resposta veio mais rápido que a pergunta, e ele falou sim com um largo abraço seguido de um beijo. Quase choramos juntos! Daquela hora em diante ele era meu filho, só faltava legalizar, o que ficou para depois. Muita gente não entende o que é isso de adoptar alguém. Tem que se ter muito amor no coração para isto. É a coisa mais linda do mundo, quando a gente realmente ama. Mais tarde, com a assinatura da mãe, adoptei o Isaías. Morou na chácara até ficar mais velho, até que o mandei para fazenda em Alto Paraíso, aonde ficou a morar com o Sebastião, meu capataz, e sua família, inclusive a Zeneide, com a qual iria juntar-se e ter dois filhos: Rubens e Patrícia. A fazenda ficava a 16 km da cidade de Alto Paraíso. Comprei um Corcel velho, para ele, e os meninos da fazenda, filhos dos trabalhadores para poderem ir todos os dias à escola. Anos depois, tive problemas na fazenda com aparições paranormais e tive que fechá-la. Isaías e sua mulher Zeneide presenciaram vários factos naquele “paraíso”.
(Continua…)
Piaçabuçu: Cidade situada na foz do Rio São Francisco - Brasil
Nota: Esta é a estória vulgar de um emigrante Belga fugido da 2ª guerra mundial e que se aventurou em terra estranha do outro lado do Oceano. Os tempos mudaram, as agruras são outras mas a vida é assim mesmo, um rodopio de acontecimentos com carrapatos que parecendo nada, mudam o rumo.
Compilado com correcções ortográficas e arranjo ao texto original por
O Soba T´Chingange
AS ESCOLHAS DO KIMBO
SÓ PODE SER VERDADE
Fonte: Banco Mundial (Doing Business 2011)
|
|
|
|
Passagens aéreas
|
8,65%
|
|
Transporte Aéreo de Cargas
|
8,65%
|
|
Transporte Rod. Interestadual Passageiros
|
16,65%
|
|
Transporte Rod. Interestadual Cargas
|
21,65%
|
|
Transp. Urbano Passag. - Metropolitano
|
22,98%
|
|
Vassoura
|
26,25%
|
|
CONTA DE ÁGUA
|
29,83%
|
|
Mesa de Madeira
|
30,57%
|
|
Cadeira de Madeira
|
30,57%
|
|
Armário de Madeira
|
30,57%
|
|
Cama de Madeira
|
30,57%
|
|
Sofá de Madeira/plástico
|
34,50%
|
|
Bicicleta
|
34,50%
|
|
Tapete
|
34,50%
|
|
MEDICAMENTOS
|
36%
|
|
Motocicleta de até 125 cc
|
44,40%
|
|
CONTA DE LUZ
|
45,81%
|
|
CONTA DE TELEFONE
|
47,87%
|
|
Motocicleta acima de 125 cc
|
49,78%
|
|
Gasolina
|
57,03%
|
|
Cigarro
|
81,68%
|
|
PRODUTOS ALIMENTÍCIOS BÁSICOS
|
|
|
Carne bovina
|
18,63%
|
|
Frango
|
17,91%
|
|
Peixe
|
18,02%
|
|
Sal
|
29,48%
|
|
Trigo
|
34,47%
|
|
Arroz
|
18,00%
|
|
Óleo de soja
|
37,18%
|
|
Farinha
|
34,47%
|
|
Feijão
|
18,00%
|
|
Açúcar
|
40,40 %
|
|
Leite
|
33,63%
|
|
Café
|
36,52%
|
|
Macarrão
|
35,20%
|
|
Margarina
|
37,18%
|
|
Margarina
|
37,18%
|
|
Molho de tomate
|
36,66%
|
|
Ervilha
|
35,86%
|
|
Milho Verde
|
37,37%
|
|
Biscoito
|
38,50 %
|
|
Chocolate
|
32,00%
|
|
Achocolatado
|
37,84%
|
|
Ovos
|
21,79%
|
|
Frutas
|
22,98%
|
|
Álcool
|
43,28%
|
|
Detergente
|
40,50%
|
|
Saponáceo
|
40,50%
|
|
Sabão em barra
|
40,50%
|
|
Sabão em pó
|
42,27%
|
|
Desinfetante
|
37,84%
|
|
Água sanitária
|
37,84%
|
|
Esponja de aço
|
44,35%
|
|
PRODUTOS BÁSICOS DE HIGIENE
|
|
|
Sabonete
|
42%
|
|
Xampu
|
52,35%
|
|
Condicionador
|
47,01%
|
|
Desodorante
|
47,25%
|
|
Aparelho de barbear
|
41,98%
|
|
Papel Higiênico
|
40,50%
|
|
Pasta de Dente
|
42,00%
|
|
MATERIAL ESCOLAR
|
|
|
Caneta
|
48,69%
|
|
Lápis
|
36,19%
|
|
Borracha
|
44,39%
|
|
Estojo
|
41,53%
|
|
Pastas plásticas
|
41,17%
|
|
Agenda
|
44,39%
|
|
Papel sulfite
|
38,97%
|
|
Livros
|
13,18%
|
|
Papel
|
38,97%
|
|
Agenda
|
44,39%
|
|
Mochilas
|
40,82%
|
|
Régua
|
45,85%
|
|
Pincel
|
36,90%
|
|
Tinta plástica
|
37,42%
|
|
BEBIDAS
|
|
|
Refresco em pó
|
38,32%
|
|
Suco
|
37,84%
|
|
Água
|
45,11%
|
|
Cerveja
|
56,00%
|
|
Cachaça
|
83,07%
|
|
Refrigerante
|
47,00%
|
|
CD
|
47,25%
|
|
DVD
|
51,59%
|
|
Brinquedos
|
41,98%
|
|
LOUÇAS
|
|
|
Pratos
|
44,76%
|
|
Copos
|
45,60%
|
|
Garrafa térmica
|
43,16%
|
|
Talheres
|
42,70%
|
|
Panelas
|
44,47%
|
|
PRODUTOS DE CAMA, MESA E BANHO
|
|
|
Toalhas - (mesa e banho)
|
36,33%
|
|
Lençol
|
37,51%
|
|
Travesseiro
|
36,00%
|
|
Cobertor
|
37,42%
|
|
Automóvel
|
43,63%
|
|
ELETRODOMÉSTICOS
|
|
|
Sapatos
|
37,37%
|
|
Roupas
|
37,84%
|
|
Aparelho de som
|
38,00%
|
|
Computador
|
38,00%
|
|
Fogão
|
39,50%
|
|
Telefone Celular
|
41,00%
|
|
Ventilador
|
43,16%
|
|
Liquidificador
|
43,64%
|
|
Batedeira
|
43,64%
|
|
Ferro de Passar
|
44,35%
|
|
Refrigerador
|
47,06%
|
|
|
|
|
Microondas
|
56,99%
|
|
MATERIAL DE CONSTRUÇÃO
|
|
|
Fertilizantes
|
27,07%
|
|
Tijolo
|
34,23%
|
|
Telha
|
34,47%
|
|
Móveis (estantes, cama, armários)
|
37,56%
|
|
Vaso sanitário
|
44,11%
|
|
Tinta
|
45,77%
|
|
Casa popular
|
49,02%
|
|
Mensalidade Escolar
|
37,68% (ISS DE 5%)
|
|
|
|
ALÉM DESTES IMPOSTOS, VC PAGA DE 15% A 27,5% DO SEU SALÁRIO A TÍTULO DE IMPOSTO DE RENDA,PAGA O SEU PLANO DE SAÚDE,
FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO
“DOS JESUITAS AOS TUBARÕES” . 15
Por
Roeland Emiel Steylaerts
VIDA DE CHÁCARA
Vivi uma vida gostosa, plena de glamour; era rara a noite que eu ficava sozinho, pois sempre tinha companhia. Quando precisavam de mim em caso de acidentes, estava presente; muita coisa aconteceu numa vida plena, do jeito que eu gostava! Um dia vindo de Brasília rumo á chácara, na pista sem luz e sem movimento, vejo uma mancha grande de óleo; alguma coisa me dizia que havia ali algo errado. Meu filho tinha ido de moto uma hora antes, e eu estava ansioso. Desci do carro com uma lanterna de pilha fraca, daquelas que se tem de ficar batendo para se manter acesa. Vi do lado do asfalto um pacote com carne que alguém tinha deixado cair. Cheguei perto, e virei o pacote, e para meu espanto... aparece uma mão humana com um anel de ouro no dedo. Gelei...sozinho no mato, sem nenhum carro passando. Tratava-se de um tórax humano. Ao longe vi um carro a quem eu fiz sinal para parar. Era um táxi. Pedi para avisar a Policia Rodoviária, pois tinha um tórax humano na pista. O motorista nem desceu do carro e foi embora, pois o Posto da Policia rodoviário estava a poucos quilómetros.
Por instinto atravessei a pista, com minha lanterna mixuruca, depois de andar uns 20 metros achei uma perna, sem pelo, pois a pele estava esticada que nem num arco. Era de um homem escuro... perna feia e curta; fiz mais uns metros, e outra perna. Chegou outro carro devagar, era a Policia Rodoviária, mas sem ligar a luz vermelha dela, para não avisar. Expliquei o que tinha achado; só faltava a barriga e a cabeça. A seguir parou um carro, e mais outro. Uma mulher mais valente falou “vamos procurar a cabeça”. Abri a camisa do tórax, quando notei um olho, depois outro... um nariz achatado. A cabeça tinha entrado no tórax. A mulher valentona, parou na hora, vomitou e foi embora. Tudo indicava ser o cadáver de uma pessoa atropelado por um carro de carroçaria baixa, que se pôs em fuga e, provavelmente com a baixa barriga presa no chassis. Deixei meus dados à polícia, e fui para a Churrascaria “Boi na Brasa” comer um bom churrasco, e umas taças de vinho. Bebo toda noite, para poder dormir. Se não for assim, não durmo.
Chegou o momento de vender a chácara; isto foi logo depois do meu sequestro. Achei finalmente um comprador, um casal de psicólogos, que iria abrir uma clínica de repouso ali. Vendi barato e fui viajar para o Ceará. Um ano depois fiquei sabendo que o homem, se separou da mulher, morrendo em seguida com SIDA; um seu colega estava também, morrendo no hospital. Sua irmã que trabalhava com pedras preciosas na galeria do Venâncio em Brasília, tinha sumido sendo já, considerada assassinada. Seu corpo nunca apareceu. A chácara estava abandonada, e ninguém reclamava de nada... Fui visitar a chácara, que foi toda roubada. Tiraram o forro, os tapetes, torneiras e tudo que dava para tirar. Morava ali um policial que a invadiu, e me mostrava a casa, ou melhor o que sobrou dela. Na casa do caseiro outra invasão, tudo destruído; antena tinha cedida, e estava no chão. A História da chácara acaba aqui...
(Continua...)
Piaçabuçu: Cidade situada na foz do Rio São Francisco - Brasil
Nota: Esta é a estória vulgar de um emigrante Belga fugido da guerra e que se aventurou em terra estranha do outro lado do Oceano. Os tempos mudaram, as agruras são outras mas a vida é assim mesmo, um rodopio de acontecimentos com carrapatos que parecendo nada, mudam o rumo.
Compilado com correcções ortográficas e arranjo ao texto original por
O Soba T´Chingange
AS ESCOLHAS KIMBO
ANGOLA - Luanda é um luxo para poucos
Opção de
Carlos Ferreira (Embaixador Itinerante do Kimbo - Puto).
Sobre o Autor
Bruno Garschagen - Jornalista brasileiro e mestrando em Ciência Política e Relações Internacionais no IEP/UC
A revista "Foreign Policy" saudava Angola por seu "espectacular crescimento económico". Estive em Luanda no final da semana passada e o que vi foi um estado policial e muita miséria. Você reconhece essa nação? O título da publicidade em formato de reportagem que a revista "Foreign Policy" publicou em sua edição de Maio/Junho saudava Angola por seu "espectacular crescimento económico". Por sua segurança e estabilidade política. Por seu poder regional para promover a paz. Quem pode duvidar de um país turbinado pela indústria petrolífera? Estive em Luanda no fim da semana passada para uma série de encontros pelo OrdemLivre.org, o programa lusófono da Atlas Economic Research Foundation em parceria com o Cato Institute. É a cidade mais cara em que já pus meus pés. Não há calçadas para pôr os pés. Não há espaços nas ruas para tantos carros. Os veículos novos e importados fintam o tráfego intenso e a miséria que bate nos vidros em busca de clientes para produtos chineses de marcas famosas. Ou de uma mera esmola que engane a fome. Luanda parece recém-saída de um terramoto. Construções decadentes são a moldura trágica para os poucos prédios novos e para as construções em curso. O lixo espalha-se no chão como folhas da relva. A cidade cheira mal. O transporte público é precário. Autocarro é um luxo reduzido e irregular. Não há táxi. Quem tem dinheiro aluga um carro com motorista. Quem não tem, anda espremido em carrinhas lotadas. ou a pé. Foi o que fiz!
Os pobres de Luanda vagam pelas esquinas. Grupos de homens concentram-se em vários pontos da capital. Os trabalhos disponíveis exigem qualificação! Muitos deles nem sequer sabem ler ou escrever. A taxa de iliteracia é de 32,6%, segundo o CIA World Factbook. Luanda é um estado policial. É mais simples obter um visto de entrada para a China comunista. Quase mediram meu crânio e contaram meus dentes. No aeroporto, os sempre gentis funcionários da imigração olham com aquele semblante de vampiro esfomeado. No hotel, um formulário do governo solicita-me informações pessoais e objectivo da visita. Um gesto de boas-vindas um tanto excêntrico. A despedida? Guardas no aeroporto confiscaram todas as notas da moeda local. Não, não deram factura. Estabilidade política? Como não? O presidente José Eduardo dos Santos está no poder desde 1979. Não vejo outra forma de garantir a estabilidade do que se manter no poder durante 30 anos. E daí? Vendo fotos de Luanda na década de 1970 e lembrando o que vi pessoalmente há alguns dias é impossível não pensar nas virtudes da estabilidade adquirida naquele país por aquela elite política. Parte do país vai muito bem, obrigado. Mora em condomínios fechados afastados da miséria do centro. São os beneficiários do "espectacular crescimento económico" que perverte a ideia de um desenvolvimento cuja riqueza permite que grande parte da população saia da miséria.
O estado angolano exerce o monopólio da actividade económica e decide quem poderá desfrutar das benesses do sector petrolífero. O mercado, lá, não existe. Na lista de 141 países do Índice de Liberdade Económica do Fraser Institute, Angola aparece na penúltima posição. Notável. As riquezas naturais de um país sob um governo autocrático funcionam como um muro perverso entre o Estado e a sociedade. Se o orçamento do governo não advém da riqueza produzida pela sociedade, a população perde o poder de pressão sobre a elite política. É convertida num estorvo que deve ser controlado. A população ainda carrega no espírito e no corpo a desolação da guerra civil, encerrada há apenas oito anos. A riqueza exibida pelos poucos é um apelo muito forte entre os jovens desafortunados. É natural que prefiram integrar a elite a lutar por mudanças políticas que beneficiem os indivíduos e não apenas um grupo protegido pelo Estado. Mas há uma minoria que nos permite alimentar a esperança, mesmo que a longo prazo, de reforma do status quo. São estudantes, professores, jornalistas, advogados, intelectuais, que trabalham de forma isolada ou articulada para "desprivatizar" o governo angolano. São indivíduos que, no futuro, poderão repetir a mesma pergunta sem qualquer ponta de ironia: "Você reconhece essa nação?"
MUJIMBO: Boato em Kimbundo; Anda de boca em boca; comenta-se em surdina.
Subscreve
O Soba T´Chingange
O MEU CÃO É INTELECTUAL! - Inventações do Soba
Por
T´CHINGANGE
Deitado em minha rede na varanda ventosa do encontro do mar, ao ler “Vinhas da Ira” de… John Steinbec em voz alta, (às vezes tenho de ler em voz alta para me concentrar), reparo que meu cão Raíy, um misto de dobermann com rafeiro, chorava copiosamente. Fiquei estupefeito por tal facto e, chamando por ele afaguei-lhe a cabeça; fica tranquila Raíy que estas agruras são só coisas de gente. Tu só tens de esperar tua ração depois do passeio lá pelas cinco da tarde. Não continuei a ler por via da tristeza do cachorro e também do meu frágil compartilhar com este estado de crise; sempre o puto!... Já não chegava carregar permanentemente com um embondeiro às costas desde que saí de Angola. Claro que fiquei matutando neste irregular comportamento. Acabei por levantar-me confuso, circundar o casarão a dissipar o mudo e tristonho estado de espírito, observar os gansos perseguindo o galo granize e a pedrês que ciscava o chão húmido bem por debaixo do sape-sape / graviola enquanto formulava o informulável: - como é possível este cão ficar sensível às misérias humanas?
Pelas cinco e quinze minutos da tarde, com o sol esfriando na lonjura da serra do mar, saio com Raíy dobermann e o ainda jovem mestiço de lavrador a dar a volta pelo mato do pequeno pantanal. Sentado bem lá no alto da duna de areia branca observava a lua cheia grande e amarela que começava a sair do horizonte norte, e bem por detrás da selva de coqueiros. Em voz alta pedia ao meu anjo Akasha Kundalini que ajudasse minha família espalhada pela diáspora e eis que Raíy postou-se a meu lado e de focinho ao lado parecia absorver tudo o que eu falava; com a pata fazia arranhadas festas á perna por alturas do joelho desnudo; parecia querer contentar-me e, de rabo a dar a dar tentava dizer-me que tudo isso iria passar; tem calma dizia ele com um surdo rosnado. Ambos fitávamos aquela lua cheia, amarela e grande que subia lentamente às alturas.
No dia seguinte, depois de almoço, tomei o habitual café e enquanto balouçava naquela rede, lia em voz alta um novo livro: o Óbvio que Ignoramos, e lia: “ Se as convicções que temos sobre nós mesmos são inapropriadas, não importa o esforço, a disciplina e outras virtudes, nossos resultados nunca irão além dessas convicções”. Foi aqui que Raíy, começou a ladrar-me de forma inusitada, como a dizer-me: É isso, meu! Toca p´ra frente! De novo fiquei confuso com este comportamento ao qual lhe perguntei: - Mas tu entendes isto? Sem esperar a resposta, tendo algo mais que fazer, fui tratar disso pelo que deixei o livro em cima da mesa de jaqueira e, por ali permaneceu esquecido. Qual foi o meu espanto no outro dia, vejo algo no chão da varanda e aproximando-me desesperei-me: o livro estava parcialmente destroçado; Raíy, literalmente, parecia ter ganas de comer o livro. Não sei se por raiva do que li de desespero, se no intuito de adquirir os conhecimentos em forma de letras comíveis. Como vêem, o meu cão não é analfabeto; é mesmo um intelectual. Ele não lê, come livros! A não ser que lá na outra encarnação tenha sido um inimigo de Jacob Pétry, o autor do Óbvio de ascendência judia. Continuo a ler o livro com a capa e algumas folhas coladas. É em verdade o livro múmia.
Paracuca: - jinguba mal pisada com açúcar na forma de bolacha
O Soba T´Chingange
AS ESCOLHAS DO KIMBO
Hugo Chávez não morreu na Venezuela
Por
Roque Callage Neto - Doutor em Ciências Sociais – UNB . Antropologia, Sociologia e Ciência Política
Hugo Chávez não morreu na Venezuela. O que ficou em exibição foi um boneco de cera. Cristina Kirchner (Presidente da Argentina) revoltou-se ao descobrir isto. Dilma Rousseff (Presidente do Brasil) também foi informada. Talvez por esquizofrenia, deficiência mental ou falta de carácter, aqueles que pensam e agem de maneira burra, radical e sem ética, dizendo-se socialistas, comunistas, fascistas, nazistas, etc, costumam atentar contra a verdade – definida como realidade universal permanente. Mas os bolivarianos exageraram na dose da mistificação na gestão da morte do mito Hugo z Frias. Nos meios diplomáticos e na área de inteligência militar argentina circula uma informação 1-A-1 acerca dos procedimentos ante e pós fúnebres do Presidente e revolucionário inventor da República Bolivariana da Venezuela. A revelação bombástica é que o corpo exibido, cheio de sigilo e segurança, em um super-caixão lacrado, não é de um ser humano normal, deformado por um terrível câncer. O cadáver seria um boneco de cera. O simulacro de um Chávez “embalsamado”.
A surpreendente descoberta de que o corpo no faraónico féretro bolivariano não correspondia ao Hugo Chávez original foi da “Presidenta” da Argentina Cristina Kirchner. A grande amiga de Chávez estava escalada para fazer o mais emocionado discurso político do velório mas, Cristina sentiu-se enganada no momento em que chegou perto do defunto. Ficou tão revoltada e contrariada que arranjou uma desculpa esfarrapada para voltar urgentemente a seu país – deixando até sem “carona” o presidente uruguaio José Mujica, que com ela veio até Caracas. A explicação bombástica para o retorno súbito de Cristina é relatada pela inteligência militar argentina. Cristina teve um choque emocional quando se viu envolvida na farsa Bolivariana montada para o velório de Chávez. Não acreditando no que seus olhos lhe mostravam, Cristina escalou uma oficial ajudante-de-campo para investigar, de imediato, se não estaria diante de uma “brincadeira de mau gosto com a morte de alguém que lhe era muito querido”.
A oficial argentina interpelou um alto-membro do Exército pessoal de Chávez que, praticamente confessou a armação: ali não estava o corpo original do amado comandante. A militar transmitiu a informação imediatamente para Cristina que surtiu efeito. Saiu esbracejando do Velório para o hotel, avisando que não mais faria o discurso para um boneco. O presidente imposto da Venezuela, Nicolas Maduro, tentou convencê-la do contrário, sem sucesso. Cristina voltou voando para casa. A Presidenta Dilma Rousseff, que levava o ex Luís Inácio a tiracolo, foi informada do incidente. Dilma e Lula deram uma breve olhada ao caixão de Chávez, conversaram rapidamente com os presentes, e também foram embora o mais depressa possível – alegando coisas urgentes a serem resolvidas no Brasil. O exemplo de Cristina, não quiseram participar da farsa completa do sepultamento daquele que era o líder operacional-militar do Foro de São Paulo (organização que reúne as esquerdas revolucionárias, guerrilheiras na América Latina e Caribe).
História à parte do “boneco de cera” – uma versão completamente não oficial das exéquias de Chávez - tudo em torno de sua morte soa como uma grande farsa, digna do mais cínico e mentiroso socialismo bolivariano que transformou a Venezuela em um país em decomposição política, económica e social. Tudo indica que Hugo Chávez já veio morto de Cuba, aonde morreu, não de problemas directamente relacionados ao sarcoma que sofreu metástase. O que levou Chávez realmente deste para outro mundo foi uma brutal infecção hospitalar, que lhe detonou o pulmão. Tal facto jamais será admitido oficialmente, já que a lenda dogma comunista prescreve que a ilha perdida dos irmãos Castro tem “uma das medicinas mais avançadas do mundo”. Caso tivesse tratado no Brasil – como fizeram Dilma, Lula e o ex-presidente paraguaio Fernando Lugo, Chávez poderia estar vivinho da silva! Outro facto que a inteligência dos Estados Unidos já deixou bem evidente nos meios diplomáticos: Chávez morreu, provavelmente, no começo de Janeiro. O prolongamento mentiroso de sua vida foi apenas uma armação para permitir a inconstitucional posse de Nicolas Maduro, através da geração de um dramalhão popular em torno da torcida pela “salvação” e cura do bem amado mito Chávez.
Xicululu: - Olhar de esguelha, mau-olhado, olho gordo
O Soba T´Chingange
“Lição de vida” – Basta querer ser feliz!
Escolha de
“Às vezes, o que precisamos está tão próximo! Passamos, olhamos, mas não enxergamos. Não basta apenas olhar. É preciso saber olhar com os olhos, enxergar com a alma e apreciar com o coração. O primeiro passo para existir é imaginar. O segundo é nunca se esquecer de que querer fazer é poder fazer, basta acreditar.” Todos nós queremos ser felizes, mas sem que pudéssemos perceber, buscamos essa felicidade fora de nós mesmos! Muitos pensam encontrá-la no amor, porém o egoísmo ou medo de sofrer não os deixam amar de verdade. Outros no reconhecimento, mas a má vontade é incompatível com a evolução.
: Há os que buscam essa felicidade em bens materiais, falsa prosperidade, confundindo ambição com ganância. Não podemos também confundir felicidade com alegria a qual é importante e está mais próxima das comemorações. Podemos estar muito alegres num determinado instante em comemoração de uma vitória e, bem no fundo da alma, estarmos em conflito connosco e com o mundo, devido a problemas reais ou não.
Felicidade é Paz interior! Essa Paz tem que ser conquistada aos poucos e sempre,... Cultivando o amor ao próximo, tendo a consciência sempre tranquila de que fazemos o melhor, perdoando-nos pelos erros cometidos, agradecendo o que se tem, respeitando o direito e a individualidade de cada ser humano, procurando fazer o outro feliz, e acima de tudo confiando em Deus! Quem vive a fim de prejudicar ou magoar alguém, seja com actos ou palavras, não pode reclamar que a "sorte não lhe sorria!". Por que tantos comemoram a tristeza de uns e se entristecem com a vitória de outros? Não é bem mais fácil cada um cuidar de sua própria vida, buscando essa felicidade dentro de si mesmos? Cada um de nós tem potencial para chegar onde quiser! Basta querer ser feliz.
:::: Soba::::Enquadramento e arranjo do texto
O Soba T´Chingange
MAÇONARIA UNIDA - 3ª de 3 Partes
AS ESCOLHAS DO KIMBO
Por: Oscar Andrades
Jornalista aposentado (Brasil)
O actual núncio da Santa Sé nos Estados Unidos, Carlo Maria Viganò destacou na carta: “Jamais teria pensado em me encontrar diante de uma situação tão desastrosa”, que apesar de ser “inimaginável, era conhecida por toda a Cúria”. Além disso, o denunciante afirma que banqueiros que integram o chamado Comité de Finanças e Gestão se preocupam muito mais com os próprios interesses do que com os do Vaticano, lembrando que em Dezembro de 2009 “queimaram US$ 2,5 milhões” em uma operação financeira. A situação tornou-se ainda mais embaraçosa com a prisão do mordomo do papa, o italiano Paolo Gabriele, acusado de desviar cartas e documentos sigilosos de Bento XVI e seus colaboradores que acabaram publicados em livro.
A prisão de Gabriele foi anunciada pelo porta-voz da Santa Sé, Federico Lombardi, no mesmo dia em que o presidente do Instituto das Obras da Religião (IOR), o banco do Vaticano, foi forçado pelo conselho de supervisão a demitir-se. E na mesma semana em que um livro publicado na Itália divulgava cartas e documentos sigilosos enviados ao Papa, ao seu secretário e a responsáveis do Vaticano, com o objectivo de “expulsar os vendilhões do templo”. Por maior que fosse a proximidade de Paolo Gabrieli com o papa – ele era o primeiro e o último a ver Ratzinger todos os dias – o vazamento de documentos do Vaticano não foi uma operação solitária. Foi um plano arquitectado por um punhado de clérigos intransigentes com o banditismo religioso, mas que enfrentou a dura e criminosa resistência da quadrilha que actua no Vaticano, que é muito maior e mais poderosa do que se imagina.
Ao chegar ao posto máximo da Igreja Católica, Bento XVI encontrou uma situação de devassidão e crimes que seu raciocínio cartesiano, típico dos alemães, jamais compreenderá. Instalado no cargo, Bento XVI começou a seguir a agenda de compromissos oficiais, ao mesmo tempo em que preparava uma nova tentativa de faxina. Ao perceber que sua incursão seria fracassada, como as tentadas por seus antecessores, Ratzinzger preferiu sair de cena. Foi prudente e tomou a decisão acertada. O crime organizado continuará actuando nos bastidores do Vaticano, pois assim funciona desde Pio XII, mas isso não invalida os fundamentos cristãos e muito menos o que pregou Jesus de Nazaré. O problema está na existência tumoral dos operadores do Catolicismo.
KAZUMBI: Feitiço; pouca sorte; coisas de kazucuta (malabaristas, pais de santo e mwangolés); macumba obscura.
O Soba T´Chingange
MAÇONARIA UNIDA - 2ª de 3 Partes
AS ESCOLHAS DO KIMBO
Por: Oscar Andrades
Jornalista aposentado (Brasil)
Por ocasião dos fatos, o editor do ucho.info investigou a sequência de crimes que tinha o Vaticano como pano de fundo. Além de chegar à verdade, disparou a ira dos envolvidos e enfrentou a truculência de muitos. O Colégio Romano, apêndice do Vaticano, seguia a mesma ordem dada à época para todas as comunidades católicas do planeta: silêncio obsequioso. Perseguido durante alguns anos após o episódio, o editor deixou a Itália da noite para o dia para não acabar como o cardeal Luciani, que tentou, sem sucesso, promover uma faxina na Praça São Pedro. Mesmo de volta ao Brasil, foi duramente perseguido durante muitos meses. Luciani foi substituído no cargo pelo polonês Karol Józef Wojtyla, o papa João Paulo II, que desavisado tentou a mesma empreitada do antecessor. Liquidar as relações criminosas entre o Banco Ambrosiano, a P2 e a máfia turca. Inocente, João Paulo II foi alvejado, em plena Praça São Pedro, por tiros disparados pelo turco Mehmet Ali Agca. Na esteira do escândalo do Banco Ambrosiano, alguns dos envolvidos acabaram assassinados ou se suicidaram.
João Paulo II não apenas continuou no cargo até a morte, mas após recuperar-se dos ferimentos provocados pelo atentado visitou e perdoou o seu algoz, Ali Agca, que depois de anos de prisão voltou para a Turquia. Joseph Ratzinger não é um ignaro. Ciente do que acontece diuturnamente nas coxias da Santa Sé, preferiu anunciar a sua saída, justificada por razões pouco convincentes, mas que se dará também à sombra do silêncio, pois meso com a idade avançada o ainda papa espera viver em paz e não acabar como Albino Luciani. Ratzinger não chegou ao comando do Vaticano sem saber o que por lá acontecia. Por trás da Praça São Pedro – visitada e fotografada por milhões de turistas de todas as partes – funciona uma central de branqueamento de capitais e uma organização criminosa sem escrúpulos e com tentáculos em todos os cantos do planeta.
::::::::::::::
A luz vermelha no reduto de Bento XVI acendeu de vez quando, no começo de 2012, vazou o conteúdo da carta enviada pelo arcebispo Carlo Maria Viganò ao papa. Na missiva que tinha a Praça São Pedro como destino, Viganò, que foi secretário-geral do governorado do Vaticano, afirmou que na Santa Sé “trabalham as mesmas empresas, ao dobro (do custo) de outras de fora, devido ao fato de não existir transparência alguma na gestão dos contratos de construção e de engenharia”. A assessoria papal agiu de forma automática diante do episódio e afirmou, em comunicado, que as denúncias resultavam de “avaliações incorretas”.
KAZUMBI: Feitiço; pouca sorte; coisas de kazucuta (malabaristas, pais de santo e mwangolés); macumba obscura.
O Soba T´Chingange
MAÇONARIA UNIDA - 1ª de 3 Partes
AS ESCOLHAS KIMBO
Por: Oscar Andrades
Jornalista aposentado (Brasil)
Bento XVI deixou o Vaticano por causa do crime organizado que actua na Santa Sé
Homem prevenido – O papa Bento XVI, o alemão Joseph Ratzinger que deixou o comando da Igreja Católica no dia 28 de Fevereiro não é o primeiro a deixar o papado. O último Sumo Pontífice a renunciar foi Gregório XII, em 1415. Bento XVI é o quarto Papa a renunciar ao cargo, escreveu. A renúncia de um papa está prevista no Código de Direito Canónico, que estabelece como bastante que a renúncia seja de livre e espontânea vontade para ter validade, sem a necessidade da aceitação de terceiros. Diversos foram os motivos alegados pelos representantes do Catolicismo, mas nenhum convenceu. Bento XVI teria alegado problemas de saúde e desacordo com algumas condutas sociais, como casamento entre pessoas do mesmo sexo e a necessidade de esses casais adoptarem filhos, mas a realidade é outra. O assunto é tratado aos sussurros nos corredores da Santa Sé, como acontece há décadas.
Uma coisa é a religião católica, outra é o Vaticano, que é um Estado. E como tal tem suas mazelas, seus subterrâneos, suas podridões. O grande fantasma que assombra os frequentadores do Vaticano é o envolvimento com o submundo do crime. Por certo muitos católicos se indignarão contra este noticioso, mas não será novidade porque já tratamos do tema em diversas ocasiões e sofremos retaliações. Só não aceitamos deixar de revelar mais uma vez a verdade dos fatos, a qual o editor tem profundo conhecimento, pois acompanhou, na Itália, a chegada ao comando do Vaticano do arcebispo Albino Luciani, o papa João Paulo I, com o qual conversou longamente em Milão, antes de o religioso se tornar a máxima autoridade do Catolicismo.
Há longas décadas sob o controle da Opus Dei, facção ultra direitista do Catolicismo, o Vaticano foi alvo, no início dos anos 80, de um dos maiores e mais sórdidos escândalos de corrupção da história. O papa João Paulo I tentou, em vão, acabar com o fim da corrupção que grassava na Praça São Pedro e envolvia o Banco Ambrosiano, instituição financeira da qual o Banco do Vaticano tinha boa quantidade de acções. Luciani acabou morto 33 dias após ser escolhido papa. O serviço de comunicação do Vaticano informou que Luciano fora alvo de um enfarto, mas a história da Medicina não tem qualquer registo sobre a aparência esverdeada de uma pessoa após ataque cardíaco. Homem correcto e de conduta ilibada, Luciani, que tentou acabar com a lavandaria financeira em que se transformara o Banco Ambrosiano, instituição financeira oficial da Santa Sé, deu-se muito mal, pois lá actuava não apenas a banda podre do Catolicismo, como a máfia turca e a loja maçónica italiana P2; Luciani, morreu envenenado por causa de cianureto adicionado ao regular e tradicional chá que tomava todas as tardes.
KAZUMBI: Feitiço; pouca sorte; coisas de kazucuta (malabaristas, pais de santo e mwangolés); macumba obscura.
O Soba T´Chingange
Águas de São Francisco
Pelo
SOBA T´CHINGANGE
Visita de Tilinha Gralha e Zé Calado
Contradições de pequenas coisas da vida. Zé Luís Gralha Calado é filho deste casal que numa altura de Páscoa visitaram seus vizinhos do Puto; eu e minha mulher, aqui auto exilados por causa da VIA CRISIS. Zé Luís, deu mais para Calado que Gralha e, enquanto Calado pai fala pelos cotovelos, Gralha sua mãe distribui risos contínuos a um qualquer comentário. Num desses dias de férias levei-os ao Rio São Francisco. Feito cicerone fui-lhes dizendo que por ali perto, em Cururipe, o primeiro bispo do Brasil, de nome Sardinha, após um naufrágio, foi comido pelos índios caetés; estes fizeram uma grande farra e, em um grande panelão de barro fizeram uma caldeirada. Dos resquícios escritos que perduraram no tempo fala-se de uma churrascada magna. Entre os risos ininterruptos de Tilinha, fui esclarecendo que ainda hoje naquela paróquia, todos pagam um laudémio por tal atitude desaforada.
Chegados a Piaçabuçu, pequena cidade de Alagoas a qual passávamos com destino ao São Francisco, percebermos que nos havíamos desviado da rota, então parando, um rapaz (nativo alto), em uma moto do lado de Zé Calado, perguntou-nos se precisávamos de alguma informação. Todos nós ficamos apreensivos para não dizer assustados. Dissemos que procurávamos a saída para Penedo. Então seguindo suas instruções, rapidamente estávamos na sinuosa estrada; fiquei ainda um tempo olhando para os lados e para trás, temendo que o rapaz de repente aparecesse.
Caricatura do Bispo feita por seus pares de Roma
Já em Penedo tivemos um problema no veículo, ao tentar ingressar na fila da balsa, na qual faríamos a travessia do “Velho Chico”. Usando o declive da rampa que dá para o cais o carro funcionou “Graças a Deus”, que Zé repetiu marafado e, sem grande crença, uma forma dele falar. Saímos à procura de um electricista; encontrando-o, deparamos provavelmente com o dono e um ajudante mexendo numa camioneta, com o proprietário observando ao lado. Com certo receio, interrompi os afazeres daqueles homens relatando o ocorrido; de imediato estavam os três em volta do veículo. O que parecia ser o técnico, disse que deveria ser a crosta formada na conexão do cabo com a bateria; acto contínuo, dando algumas pancadas com uma chave, derramava dela um líquido, até ficar limpa. Após aquelas intervenções, testando, fiz várias ligações de chave. Estava tudo bem! O electricista, sem cobrar nada, apenas disse que não teríamos mais problemas, pois o liquido derramado era água do São Francisco.
O Soba T´Chingange
AS ESCOLHAS KIMBO
BRASIL - CARACTERÍSTICAS DE UM POVO
Tarsila do amaral
Não gosto de chorar na maré, e hoje muito menos que tenho os olhos abertos e vejo a sociedade tal como ela é, interesseira, hipócrita, gananciosa e desprovida de valores fundamentais. A justiça, que é o pilar fundamental de qualquer sociedade não pode vendar sua visão; nem basta somente fazer, tem de fazer querer.
Como querer que os políticos sejam honestos? O BRASILEIRO É ASSIM? - Acontecimentos diários:
- Saqueiam-se cargas de veículos acidentados nas estradas.
- Estacionam nas calçadas, até mesmo debaixo das próprias placas de proibição.
- Pára em filas duplas, triplas, em frente às escolas
- Dirige após consumir bebida alcoólica.
Ismael Nery
- Suborna, ou tenta subornar, quando é apanhado a cometer infração.
- Troca voto por qualquer coisa; dinheiro, cesta básica, areia, cimento, tijolo, dentadura.
- Viola a lei do silêncio.
- Fura filas nos bancos, utilizando-se das mais esfarrapadas desculpas.
- Espalha mesas, churrasqueira, banca de camelô nas calçadas sem licença das autoridades.
- Para faltar ao trabalho apresenta atestados médicos sem estar doente.
- Faz gato de luz, de água e de tv a cabo.
- Regista imóveis no cartório num valor abaixo do comprado, muitas vezes irrisórios, só para pagar menos impostos.
- Compra recibo para abater na declaração do imposto de renda, também para pagar menos imposto.
- Faz apelo que sua cor de pele é mais escura, para ingressar na universidade, usufruindo do sistema de quotas.
- Quando viaja a serviço pela empresa, se o almoço custou $10, pede nota pra $20.
- Comercializa os objetos doados em campanhas pós-catástrofe.
- Estaciona em vagas exclusivas para deficientes ou idosos.
Romero Britto
- Adultera o velocímetro do carro para vendê-lo como se fosse pouco rodado.
- Compra produtos piratas ou roubados com a plena consciência de que são piratas ou fruto de roubo.
- Substitui o catalisador do carro por um que de catalisador só tem a casca.
- Mente a idade do filho para que passe por baixo da roleta do ônibus sem pagar passagem.
- Emplaca o carro fora do seu domicílio para pagar menos IPVA.
- Frequenta caça-níqueis e faz fezinha no jogo do bicho.
- Leva das empresas onde trabalha pequenos objetos como clipes, envelopes, canetas, lápis, etc, como se isso não fosse desvio de material.
- Comercializa os vales-transporte e vales-refeição que recebe das empresas onde trabalha.
- Falsifica tudo, tudo mesmo. Só não falsifica o que ainda não foi inventado.
- Quando encontra algum objeto perdido, apropria-se com ele.
Se o Brasileiro é assim, como querer que os políticos sejam honestos? Ora, os políticos que aí estão, saíram do meio desse mesmo povo; ou não ???
MUJIMBO: Boato em Kimbundo (Angola); Anda de boca em boca; comenta-se em surdina.
O Soba T´Chingange
FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO
“DOS JESUITAS AOS TUBARÕES” . 14
Por
Roeland Emiel Steylaerts
O médico olhou-me, e disse que não tinha material para fazer esta operação. Disse-lhe que eu tinha isso em casa, mas ele me aconselhou ir para Brasília e fazer uma operação plástica bem feita; Brasília estava a a pouco mais de trinta quilómetros. Foi assim que eu fiz, e hoje não tenho nenhuma cicatriz. Regressei à chácara já de noite o que me levou a proceder com cuidado na chegada; tinha por lá uns macacos grandes, quatro araras e um cachorro pastor alemão; eu sempre descia de arma em punho (com registo e porte de armas) e nunca tive nenhum problema com a polícia, ao menos não, quando eu estava presente. A chácara já tinha sido assaltada doze vezes e, por isso vi-me obrigado a colocar alarme com cerca electrónica. Um dia roubaram-me 14 armas antigas da minha colecção. Fiz queixa à polícia, e coloquei um prémio em cima dos ladrões; espalhei propaganda nas redondezas mencionando que teria dinheiro para quem me indicasse algo. No dia seguinte recebi telefonema de um açougueiro, ao qual haviam apresentado as armas; ele não comprou, mas ficou conhecedor das pessoas envolvidas no roubo.
Marcamos encontro às oito horas da noite em frente do supermercado Valparaíso. Informei que iria numa camioneta F-1000. Já parado no local, um carro encostou perto, olhando com jeito de dúvida para mim. Eu estava dentro do carro, com um revólver 38 na mão e uma cartucheira 12 de dois canos no colo. O homem aproximou-se, ar medroso, e repetiu o relatório dando nomes aos bois. Ele estava com bastante medo por denunciar o caso; para não levantar suspeita, queria ser preso junto, para eles, os ladrões, não suspeitarem dele. Fui direito à polícia, dei-lhes os nomes e forneci gasolina mais munições. Já tarde na noite vieram com um preso amarrado com arame farpado, jogado no carro. Vi-os empenhados em mostrar serviço para mim e todos nós seguimos para a Delegacia. Chegamos lá exactamente no momento em que faltou a energia. Acenderam velas, e pediram-me para ficar do lado de fora da delegacia. Seguiram-se gritos e mais gritos; o homem preso e amarrado delatou todos os seus comparsas. A polícia tinha simplesmente enfiado uma vela acesa no ânus dele, e ele abriu o jogo. Os outros comparsas foram presos na mesma noite; recuperei assim as onze peças. Três ficariam com a polícia como recompensa.
Era esta a lei de Goiás, e assim a gente sobrevivia. Só que minha fama começou a crescer; virei perigoso, e todos começavam a me respeitar... provavelmente de medo, isto sem eu fazer nada para isso. Um dia, um novo vizinho compra uma chácara em frente à minha já com uma casa no terreno. Era dono de uma boite, ou melhor de um puteiro, e por costume, chegava a casa lá pelas quatro ou cinco da manhã, buzinando alto, até o caseiro abrir o portão, buzinão que demorava uns 15 minutos. Na primeira noite não reclamei de nada. A minha casa ficava a uns escassos 150 metros da dele. Na segunda noite, repetiu-se a mesma coisa, os 15 minutos de buzinão. Peguei uma espingarda, e mirei no seu farol que com um só tiro, se apagou; o silêncio passou a reinar! Nunca mais ouvi buzinão e, nunca fiquei a saber quem era, pois se mandou de lá.
(Continua...)
Piaçabuçu: Cidade situada na foz do Rio São Francisco - Brasil
Nota: Esta é a estória vulgar de um emigrante Belga fugido da guerra e que se aventurou em terra estranha do outro lado do Oceano. Os tempos mudaram, as agruras são outras mas a vida é assim mesmo, um rodopio de acontecimentos com carrapatos que parecendo nada, mudam o rumo.
Compilado com correcções ortográficas e arranjo ao texto original por
O Soba T´Chingange
" DIPANDA* “ - Verdade ficcionada
Por
T´Chingange
Naqueles muitos dias de dipanda aproveitava de espevitar a inteligência limpa de quem tinha só coração de ouvir. Nos tempos mangonhosos da idade maisvelha, sem precisar pôr mais minha conversa no ar, cadaqual ouvia o que cada um tungava. Cadavez, quando um ria, outro ria também só à toa. Agora, ali, Teles Ferrujado simpatizante do glorioso “Eme”, meu mais velho amigo da Chibia, Capunda-Cavilongo das terras do fim-do-mundo, contava seus dias de caça; tinha muito de esperto caçador e com 68 anos ainda estava vivo! Mentia em suas calmas, esfregando sua barba, companheira de muitos segredos, de mentira mesmo. Falava dos muxitos, das pacaças, desenhando aquela sua luz de verdecida vaidade chifruda.
Eu e mano Teles Ferrujado amigos do tempo do tundamunjila sabíamos que os espíritos antigos, depois de tanta guerra necessitavam de descansar e, nós mesmo queríamos esquecer essa encruzilhada de muita maka e muito sangue. É que as lições da vida têm de ser sempre passadas a limpo, só nossa morte é quem pode ficar em rascunho. Teles me olhou muito mais macio, falar de caça de bichos não é o mesmo que a guerra do kwata-kwata e mata-mata; se via nos olhos dele medo de acordar outro medo.
Á margem do Amazonas, longe das anharas da Chibia, do Calai e Munhango de Angola, sentiamos então o cheiro do grande rio Solimões que subia e descia ora barrento ora escuro, na junção do rio negro mas nós, só sentiamos mesmo o cheiro dos longínquos Québe, Cuito e Okavango. E, eu era de novo o Mazombo guerrilheiro gweta da Unita a afogar-me naquele cheiro de sol e mangue, pau ipé-rocho e nhiwa do pará, o vento do mato e do zungal aonde cassumbulavamos com seringueiros. Um, não era igual ao outro, nem um era como o outro ou contra o contrário do outro porque tudo o que se passava era só assim, mais nada, era como era, mais nada. Nesta cumplicidade, fugidos do mundo, nenhuma mata ia poder nunca lavar catinga de geração. Teles voltou à sua terra da Chibia Quipungo, levando seus candengues Hugo e Carmita, faz tempo, nunca mais que soube da sua vida mesmo buscando no FB nada de nada! José Manuel Fernandes Teles, seu verdadeiro nome, bazou mesmo!
Glossário: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes, durante os longos anos da crise angolana, e após o Acordo de Paz e Reconciliação Nacional, Tundamunjila: sair à força em contra-vontade, bazar, nome de terra; Cassumbular: - ser matreiro e ligeiro em tirar algo de outrem, kazucutar, viver de expedientes, viver à toa; Zungal: - capinzal, erva áspera de charco ou pântano.
Bibliografia consultada: O livro dos guerrilheiros de Luandino Vieira
O Soba T´Chingange
“Lição de vida” - Não use os outros como muleta!
Escolha de
Não dependa de ninguém para ser feliz! Pois, nós somos capazes de sermos felizes, sim com a ajuda dos outros, mas, você também pode ser feliz sozinho, é só estar feliz consigo mesmo. A felicidade está ao alcance de nossas mãos, mas por vezes longe de nossos olhos, mesmo que você não esteja vendo, estenda as mãos e creia ela está aí, é só pega-la, abraça-la e não largar nunca mais, se ela fugir, corra atrás e traga-a de volta, você é capaz.
Hoje vou cuidar de seus problemas. Mas, por favor, lembre-se que Eu, preciso de sua ajuda. Por favor coloque-a na caixa SDPR (Só Deus pode resolver). Será resolvida quando Eu decidir, não você. Uma vez colocada na caixa não se preocupe mais com ela. Deixe comigo. Se você estiver preso no trânsito, lembre-se daqueles para quem dirigir é um privilégio inatingível. Se você está tendo um mau dia no trabalho, pense naqueles que não tem trabalho. Não se desespere com um relacionamento que vai mal, pense naqueles que nunca souberam o que é amar e ser amado. Não lamente o término do fim-de-semana, pense naquela mulher que trabalha doze horas por dia, sete dias na semana para alimentar os filhos.
Se o seu carro enguiçar e o deixar a quilómetros do socorro, pense no paraplégico que sonha com uma caminhada destas. Quando você notar mais um fio branco nos cabelos, pense no paciente de câncer que gostaria de ter alguns cabelos. Quando você estiver perdido pensando no sentido da vida ou no que Deus pretende, pense naqueles que não viveram o bastante para pensar nisso. Quando você for vítima da amargura, da ignorância, da mediocridade ou da insegurança dos outros, pense que as coisas podiam ser piores, você poderia ser um dos outros. Tenha um lindo dia de muita paz.
Enquadramento e arranjo do texto
O Soba T´Chingange
“O ESPÍRITO DA COISA” – Talento
AS ESCOLHAS DO SOBA
A teoria de que cada qual pode ser o que bem quiser bastando para isso adquirir o conhecimento e a disciplina necessária para aplicá-lo, é falsa. O talento de qualquer pessoa não pode ser edificado com técnica e conhecimento. Se você não actua na área do seu talento, não terá segurança e, sem segurança, não terá a confiança necessária para assumir riscos e fazer os necessários investimentos para ter seu sucesso e felicidade. Para atingir a excelência, é necessário desenvolver uma intensa especialização na área do talento natural. Mas, talento é uma aptidão natural que cada qual possui para fazer alguma coisa com uma naturalidade superior à maior parte das outras pessoas. Descobrir isso, é como um brinquedo que se revela dentro de nós; e, todos nós temos um, e quando cada qual descobrir o seu, vai reconhecê-lo.
Talento é aquele brinquedo interior de aptidão que cada um tem mas que na maior parte dos casos não é usado em seu labor e é por isso que temos inadequadamente médicos exercendo essa missão quando seriam uns óptimos mecânicos e pasteleiros que seriam óptimos pedreiros e por aqui e ali, encontraremos actividades desajustadas dando lugar ao poder do dinheiro, do status, da ganância e tantas inapetências. Será por isso que deparamos tão amiudadamente com gente descontente e frustrada ocupando lugares indevidos à sua aptidão. Toda a actividade a ser exercida por alguém deveria ser sujeita a um exame psicotécnico antes de se submeter a um qualquer concurso. Todos teríamos a ganhar com isso.
Nossos talentos são inatos, vitalícios e insubstituíveis, fruto de um mistério a que se chama sinapse que ocorre ao longo da infância; trata-se da conexão entre células cerebrais chamadas neurónios que por sua vez estimulados, criam e fortalecem espirais padrões que se formam em torno desses neurónios. As espirais estimuladas desenvolvem-se enquanto que as que são ignoradas definham ou são completamente eliminadas. Como um escultor que trabalha a pedra dando forma à sua escultura, os processos de estímulo captados pelo cérebro moldam nossas aptidões. Por isso, uma criança que nasce rodeada de psicólogos encarregados de provocar estímulos com o objectivo de o tornar um génio, não tem nenhuma vantagem sobre a outra, que passa seus dias com uma ama que não possui especialização alguma.
Kanimambo: Obrigado (Moçambique)
(Continua…)
O Soba T´Chingange
“Quiabo" – Seus benefícios para a saúde
Escolhas de
Kimbo Lagoa
Muito rico em vitaminas e sais minerais, é óptimo laxante e facilita o trabalho dos intestinos, rins e bexiga e previne doenças. O quiabo é rico em vitamina A, e portanto, de extrema importância para a visão, pele e mucosas em geral, o quiabo (Hibiscus esculentus) é a hortaliça da família das Malváceas. Os seus frutos têm forma de cápsulas são verdes e peludos e apresentam um tipo de goma viscosa. É geralmente usado frito, em sopas, saladas ou refogados e os seus frutos devem ser escolhidos quando tenros e firmes.
Estudos indicam que em 100 gramas de quiabos estão agrupados 850 unidades de vitamina A, 130 micrograma (mcg) de vitamina B1 (Tiamina), 75 microgramas de vitamina B2 (Riboflabvina), 0,70 miligramas (mg) de vitamina B5 (Niacina) e 25,80 miligramas de ácido ascórbico. Além disso contém 40 por cento de calorias, 89,60 por cento de água, 7,40 por cento de hidratos de carbono, 1,80 por cento de proteínas, 0,20 por cento de gorduras e 1,00 por cento de sais. Se a vitamina A exerce as funções já mencionadas, além de proteger o fígado, a vitamina B1 é decisiva para o bom funcionamento do sistema nervoso e a vitamina B2 é importante para o crescimento principalmente na adolescência. Fruto de digestão fácil, é recomendado para pessoas que sofrem de problemas digestivos. Por isso mesmo é eficaz contra as infecções do intestino, bexiga e rins.
De origem controversa, no Brasil compõe pratos típicos regionais, como o caruru - quiabo cozido com camarão seco; na culinária mineira há o frango com quiabo e o refogado de carne com quiabo. Pode ser apreciado cozido, com tempero no óleo deixando bastante seco. É um fruto simples, seco, indeiscente, de cápsula loculicida. Os quiabos são verdes e peludos e apresentam uma goma viscosa. Rico em vitamina A, é importante para a visão, pele e mucosas em geral. Óptimo para combater os diabetes; cortar quiabos em rodelas deixando-os de noite em um copo de água; beber no dia seguinte para, naturalmente, reduzir seu açúcar no sangue.
Kanimambo: Obrigado (Moçambique)
O Soba T´Chingange
FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO
“DOS JESUITAS AOS TUBARÕES” . 13
Por
Roeland Emiel Steylaerts
Iríamos começar nova etapa, desta vez no Nordeste, que não seria nenhuma Brasília dos primeiros tempos. Iríamos retroceder na história uns 200 anos atrás, em plena natureza, numa terra sem crescimento, onde tudo seria difícil... mais uma vez. Uma terra onde se mata, aonde a justiça em nada dá mesmo sabendo quem é o matador. Uma terra ligada à politica... a cada um para si...deixando o povo sem educação, no cabresto...e dando para cada um R$. 20,00...50,00 ou 100,00, além das promessas, geralmente não cumpridas, na época das eleições. O Nordeste è uma terra linda, mas em compensação... tem os políticos que falseiam tudo e todos fazendo com que a justiça... nunca funcione.
CHÁCARA VALE DAS PEDRAS NO GOIÁS - Naquele tempo as terras em volta de Brasília não tinham valor, e foi assim que encontrei a minha; situada num vale com dois córregos, e um naco de mata atlântica. Gostei, e comprei! Uns 20 anos depois fiquei sabendo que o dono da imobiliária Urubu, loteamento onde estava a minha chácara, era procurado pela polícia e usava o nome do irmão, hospitalizado num manicómio. Felizmente isto nunca me deu problemas. O mesmo depois foi preso por ter torturado cinco menores, tendo-os matado, alegando que haviam roubado uma aparelhagem de som; um deles era o Barãozinho, vizinho que eu conhecia de vista. Mais tarde foi provado que o autor do roubo era outro... Este, era o ambiente na época. Comecei a fazer minha casa no vale, descendo todo o material por um teleférico, com cabo de aço. Em cima na beirada construí uma casa de caseiro, e uma oficina mais um chiqueiro de cimento e um grande galinheiro. Não tendo sinal de televisão por conta da profundidade, tive que colocar uma torre, daquelas branca e vermelha de 42 metros de altura, do jeito daquelas que a Policia Rodoviária usa, com luzinha vermelha, e 16 cabos a prendê-la ao chão. Comprei... Paguei... Mandei instalar... e nada de televisão.
A casa era um verdadeiro museu, cheio de antiguidades, quadros, estatuetas e armas antigas. Havia até um tiro ao alvo, com um boneco de madeira, tamanho natural. Dentro da chácara a parte de minha casa era separada por uma ponte e um córrego, da parte do caseiro, que depois das 18 horas, não poderia passar da ponte, sob pena de levar bala... porque sempre estava bastante escuro de noite. Lembro-me que eu estava testando uma arma, uma Mannlicher calibre 8 x 57, com balas de uns 10 cm para matar elefante (o que faz o capitalismo louco…aqui nem há elefantes), coloquei uma garrafa a 50 metros, encostei numa parede, mirei, e dei o tiro. A arma virou com a luneta para baixo, batendo em volta de meu olho deixando tudo aberto e inchado. O sangue escorria e eu não via nada deste lado. Corri para o banheiro e vi uma cena dramática. Peguei uma toalha com gelo, e me mandei para o posto de saúde, lá perto no Valparaíso.
(Continua...)
Piaçabuçu: Cidade situada na foz do São Francisco. Brasil
Nota: Esta é a estória vulgar de um emigrante Belga fugido da guerra que se aventurou em terra estranha do outro lado do Oceano. Os tempos mudaram, as agruras são outras mas a vida é assim mesmo, um rodopio de acontecimentos com carrapatos que parecendo nada, mudam o rumo.
Compilado com correcções ortográficas e arranjo ao texto original por
O Soba T´Chingange
GLOBALIZAÇÃO... Sua definição
Por
Kimbo Lagoa
Uma princesa inglesa com um namorado egípcio, tem um acidente de carro dentro de um túnel francês, num carro alemão com motor holandês, conduzido por um belga, bêbado de whisky escocês, que era seguido por paparazzis italianos, em motos japonesas.
A princesa foi tratada por um médico canadense, que usou medicamentos americanos. E isto é enviado a você por um português residente no Brasil, usando tecnologia americana (Bill Gates) e provavelmente, você está lendo isso em um computador genérico que usa chips feitos em Taiwan e um monitor coreano montado por trabalhadores de Bangladesh, numa fábrica de Singapura, transportado em caminhões Conduzidos por indianos, roubados por indonésios, descarregados por pescadores sicilianos, reempacotados por mexicanos e, finalmente, vendido a você por sacoleros paraguaios em Cidade Del Este.
Os Portugueses são em realidade os precursores desta forma de estar no mundo por via do seu heróico arrojo, originando baptismos de continentes; anunciaram o advento da globalização que, no dizer do cronista Vespúcio, eram novos encontros com jogos macabros em que se misturavam o animal homem e anjos enlouquecidos; lambuzavam-se de sexo entre seios rijos, coxas fartas e corpos ardentes de desejo, navegando por mares desconhecidos e, ao sabor dos ventos. As primeiras descrições de Vespúcio da chegada, por ser tão louco ou de alucinante visão, originou um espanto incrédulo pelo novo Mundo a que se veio a chamar de América em sua homenagem. O Infante D. Henrique, 3º filho do rei D. João I, tendo sido designado “o navegador”, foi decisivo na acção, de marear sem contudo saber desfraldar uma vela; foi o pensamento expansionista que lhe deu prestigio; hoje, poderia perfeitamente ter-lhe sido dado o cognome de o “O Precursor da Globália”.
Ilustrações de Costa Araújo Araújo
O Soba T´Chingange
AS ESCOLHAS DO KIMBO
Um Presidente que não conta - Puto . 1ª de 2 partes
Por
PEDRO MARQUES LOPES - Ex-merceeiro, ex-cauteleiro, ex-gasolineiro, ex-bancário, ex-funcionário de telecomunicações, consultor, empresário, gestor, jurista, colunista, comentador, pai e tripeiro em regime de exclusividade
“É um tempo para pararmos um pouco, olharmos à nossa volta e reflectirmos sobre aquilo que fizemos, aquilo que deixámos de fazer, aquilo que não devíamos ter feito, aquilo que podíamos ter feito melhor", afirmou Cavaco Silva durante a sessão de apresentação de cumprimentos natalícios por parte do Governo. Não é de crer que o homem que nunca se engana e raramente tem dúvidas tenha, por uma vez, resolvido anunciar uma introspecção. De alguém que continua a tentar fazer-nos de parvos e diz que as suas palavras sobre as suas pensões foram mal interpretadas quando todos as ouvimos claramente, não podemos esperar grandes actos de contrição.
Por estas e outras não faltou gente a interpretar aquela frase como um recado ao Governo e não como uma espécie de “mea culpa”. No fundo, uma troca de recados: o primeiro-ministro mandou um recado a Cavaco Silva quando falou - de forma ignorante e imprudente pondo em causa a solidariedade entre gerações, essencial ao equilíbrio da comunidade - sobre "pessoas" que não descontaram o suficiente para ter as reformas de que hoje desfrutam e o Presidente da República tratou de mandar outro recado incentivando Passos Coelho a reflectir. Digamos que estamos bem entregues quando, num momento como o que passamos, Presidente e primeiro-ministro se divertem a mandar recados um ao outro.
É provável que a santíssima trindade composta por Passos, Gaspar e Relvas, essa entidade una e indivisível, não tenha consciência do mal que está a fazer ao País e da catástrofe que está a semear. O Presidente da República também ainda não percebeu que está a ser conivente por acções ou omissões da dita trindade, e que os cidadãos entendem que ele é parte integrante da equipa que está a destruir a classe média, a condenar gente, sobretudo de meia-idade (que não mais vai conseguir arranjar emprego) à miséria e a fazer regredir social e economicamente o País muitas dezenas de anos.
Ilustrações do mural de Costa Araújo Araújo
Adenda do Soba: Professores universitários que estão no desemprego, estão a frequentar cursos de padeiro e pasteleiro ministrados pelo Administração de Emprego e Formação Profissional; quanta frustração não haverá nesta gente capacitada para ensinar, e que se vêm relegados para uma função que embora digna, está àquem das suas aptidões; quanto desperdício! Afinal para que nos serve essa CPLP, sabendo nós das carências que existem nesses outros países pertencentes aos PALOPS, (Povos de Língua Oficial portuguesa). Se eu mandasse, assim fosse um niquinho de nada, trataria de colocar esta gente capacitada no Brasil, Angola, Moçambique, Timor e todos os demais na lista de fala Lusa. O que é que está a falhar nesta fusão de povos? A diplomacia não contempla a palavra fraternidade? Qual é a fasquia dessa tão apregoada cooperação?
O Soba T´Chingange
Feliz Ano Novo!
Por
O nosso caminho é feito pelos nossos próprios passos...
Mas a beleza da caminhada... depende dos que vão connosco!
Assim, neste NOVO ANO de 2013 que se inicia, possamos caminhar mais e mais juntos...
Em busca de um mundo melhor, cheio de PAZ, SAUDE, COMPREENSÃO e MUITO AMOR.
O ano se finda e tão logo o outro se inicia... E neste ciclo do "ir" e "vir" o tempo passa... e como passa!
Os anos se esvaem... e nem sempre estamos atentos ao que realmente importa.
Deixe a vida fluir e perceba entre tantas exigências do quotidiano... o que é indispensável para você!
Ponha de lado o passado e até mesmo o presente! E crie uma nova vida... um novo dia...
Um novo ano que ora se inicia! Crie um novo quadro para você! Crie, parte por parte... em sua mente...
Até que tenha um quadro perfeito para o futuro... que está logo além do presente.
E assim dê início a uma nova jornada! Que o levará a uma nova vida, a um novo lar...
E aos novos progressos na vida! Você logo verá esta realidade, e assim encontrará
A maior Felicidade...e Recompensa... que o ANO NOVO de 2013 renove nossas esperanças,
E que a estrela da manhã resplandeça em nossas vidas. E o fulgor dos nossos corações unidos intensifique.
A manifestação de um ANO NOVO repleto de vitórias! E que o resplendor dessa chama
Seja como a tocha que ilumina nossos caminhos para a construção de um futuro, repleto de alegrias! E, assim tenhamos um mundo melhor! A todos vocês companheiros (as) que temos o mesmo ideal, Amigos (as) que já fazem parte da minha vida, desejo que as experiências próximas de 2013, Lhes sejam construtivas, saudáveis e harmoniosas.
Com Kandandus de
O Soba T´Chingange
“Em Portugal” - Os políticos nunca são condenados por corrupção.
As escolhas de
T´Chingange
O estado de impunidade dos políticos em Portugal é tão significativo que qualquer “pé de chinelo” se acha por isso, no direito de desrespeitar a lei; a lei que sempre o pune no maior rigor! Portugal é um país sem corruptos mas, cheio de corrupção; como é que isto se entende? Nenhum político foi alguma vez condenado por corrupção, são todos impolutos. Todas as acusações terminam sempre em nada, uma vez que a lei está concebida de tal forma que se torna muito difícil conseguir a condenação de quem quer que seja. A corrupção é um crime de quem gere dinheiros públicos, e os políticos não têm o menor interesse em aprovar uma lei que seja eficiente no combate a um tipo de criminalidade que os envolve directamente.
As pessoas que denunciam a corrupção são as únicas penalizadas; não há protecção para quem denuncie a corrupção. “Uma secretária de uma junta de freguesia que afirmou em tribunal ter ouvido falar nuns pagamentos feitos a um ministro para aprovar um grande projecto de licenciamento viu-se, no dia seguinte, despedida da junta onde trabalhava. Os legisladores, obviamente, não estão interessados em punir a corrupção a sério e em proteger quem a denuncia porque isso significaria que se punham a si mesmo em causa. Legislam em causa própria; praticam o “incesto” de forma premeditada e fingem combater essa prática branqueando a corrupção. Este é o esquema adoptado em Angola com requintes de mwangolés. No Brasil o esquema é também sofisticado e, mesmo a CPI* e o STF** não são suficientes para meter na cadeia quem prevaricou; Quando é que rico vai para a cadeia? Diz o povo brasileiro.
“Um bom jurista redige leis simples e claras mas, as leis que eles redigem são deliberadamente confusas”. Os advogados contratados pelos partidos e pelos governos, lavram leis cheias de regras sempre numa linguagem ininteligível, carregada de excepções formatadas para as conveniências. Além do mais, e como esses textos são propositadamente confusos, os escritórios de advogados ganham ainda dinheiro a elaborar pareceres sobre as leis que eles próprios fizeram. É uma gatunagem incrível. Andam a cortar salários e pensões às pessoas para pagar os prejuízos provocados por toda esta corrupção.
*Brasil - Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) é uma investigação conduzida pelo Poder Legislativo, que transforma a própria casa parlamentar em comissão para ouvir depoimentos e tomar informações directamente, quase sempre atendendo aos reclamos do povo.
** Brasil - Supremo Tribunal Federal (STF) é a mais alta instância do Poder Judiciário do Brasil e acumula competências típicas de Suprema Corte (tribunal de última instância) e Tribunal Constitucional (que julga questões de constitucionalidade independentemente de litígios concretos). Sua função institucional fundamental é de servir como guardião da Constituição Federal de 1988, apreciando casos que envolvam lesão ou ameaça a esta última
Puto: Termo usado em Angola e referente a Portugal
Referência Bibliográfica: A mão do diabo de José Rodrigues dos Santos
O Soba T´Chingange
FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO
“DOS JESUITAS AOS TUBARÕES” . 11
Por
Roeland Emiel Steylaerts
Chegamos a dar vários shows, e também o aniversário dos 40 anos de casamento de meus pais, com direito a tudo, mais missa. A cada Carnaval havia festa em casa, que terminava sempre na piscina. Na mansão havia acontecimentos quase todas as semanas e, sempre bem sucedidos. Eram “vernissages”, exposições, leilões, aniversários, etc. Com a sua piscina grande e as aves arara, uma azul, e duas vermelhas, estava aberto a quase todos. Era em realidade uma típica casa, bem sucedida na ilha de fantasia que se chamava Brasília. Era o começo da cidade, tempo em que tudo dava para ganhar dinheiro. Meu pai, certo dia inventou colocar duas charretes, das quais eu fiz a inauguração na frente da catedral de Brasília, para passeios com turistas. Foi bastante comentada na imprensa de então, só que acabaram por roubar um cavalo, que ele teve que comprar de volta ao ladrão. Alguns comentários maldosos, que criticavam aquela coisa na frente da catedral, levaram o meu pai a desistir. Os “réveillons” eram festejados, com tiros de 44 winchester; bebida não faltava, sendo minha mãe e sua casa reconhecidas pela generosidade.
Eu já tinha construído minha chácara perto de Luziânia, e raramente dormia em casa. Montei o círculo “Mercator”, clube dos Belgas no Brasil, em uma dependência da embaixada acabando por ser o presidente do mesmo. Fizemos várias exposições de artistas entre outras actividades e, até se fizeram excursões dentro do Brasil. Nessa ocasião tive que intervir no sumiço trágico, seguido de morte das meninas Julie e Melissa, na Bélgica pela qual juntei a imprensa na embaixada; isso foi amplamente anunciado em mais de 200 jornais, sendo na maioria, canais da televisão do Brasil. Fazia duas ou três festas por semana, quase sempre com as mesmas pessoas, e logicamente os mesmos papos vazios. Sem novidade de maior sentia-me entediado. Foi quando resolvemos ir para Alagoas que fiquei sabendo que tinha chegado uma condecoração para mim, só que o embaixador novo que acabava de chegar, estranhamente mandou avisar que nos primeiros seis meses de seu novo posto não queria ver nenhum Belga. Ainda hoje estou para entender esta parva decisão e sem algum sentido lógico e prático.
Eu iria embora em dois meses; anteriormente nós tínhamo-nos visto, com a chegada da equipe de tiro internacional na embaixada que eu fui receber, tendo ele depois, dado uma pequena recepção. Realmente, deu para notar que não existia empatia entre nós. Para mim, um embaixador é uma pessoa como qualquer outra, e não me sentia obrigado a adular, ou ficar submisso e, ele sentiu isto; os tais seis meses, em realidade, eram expressamente parta mim. Como sou polémico, e detesto a Bélgica, considero-me oficialmente o anti-belga numero um do país, e tendo recebida a nacionalidade Brasileira, resolvi escrever um ofício ao embaixador Franz Michels, com cópia para a Bélgica. Falei da condecoração, do fato de ele embaixador não querer falar com “seu” povo, e pedi para perder a nacionalidade Belga, que tanto detestava por sua mesquinharia, como ele aliás mais uma vez provava. Falei que viajaria logo para Alagoas, e que ele, mandasse a tal condecoração de volta à Bélgica.
(Continua...)
Piaçabuçu: Cidade situada na foz do São Francisco. Brasil
Nota: Esta é a estória vulgar de um emigrante Belga fugido da guerra que se aventurou em terra estranha do outro lado do Oceano. Os tempos mudaram, as agruras são outras mas a vida é assim mesmo, um rodopio de acontecimentos com carrapatos que parecendo nada, mudam o rumo.
Compilado com correcções ortográficas e arranjo ao texto original por
O Soba T´Chingange
FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO
Por
T´Chingange
Para entender o porquê daqueles luso-brasileiros abandonarem o Brasil aventurando-se em terras ainda desconhecidas de África, teremos de regressar aos dias negros do Recife, Dezembro de 1847, em que arruaceiros espancam pelas ruas da cidade quantos portugueses encontram. As turbas amotinadas, gritam «mata marinheiros» e «não escape um só», entravam desenfreadas nos estabelecimentos comerciais, casas, a ferir e a matar, arrastando os cadáveres pela via pública. Certos partidos brasileiros após o grito do Ipiranga, o Fico de D. Pedro filho de D. João VI e a proclamação da independência em 1822, exigiam a expulsão dos portugueses do Império. Os portugueses de Pernambuco não se sentiam seguro
Bernardino, exilado em Pernambuco, no então Império do Brasil, foi o mentor desta primeira colónia agrícola de povoadores portugueses. As políticas de povoamento das possessões portuguesas de África estavam a ser implementadas pelo Ministério das Colónias, uma iniciativa do Barão de Mossâmedes, José de Almeida e Vasconcelos, um militar que tinha sido Governador-Geral da "Província de Angola" nos finais do século XVIII. Bernardino, que jurara fidelidade a D. Miguel, militou como tenente caçador na guerra civil entre 1826 e 1834. Nesta guerra civil, Bernardino seguia os ideais absolutistas de D. Miguel contra o exército liberal de D. Pedro IV, que veio a perder. A convenção de Évora Monte a 26 de Maio de 1834 confirmava a derrota de D. Miguel pelo que o exército deste, teve que passar à disponibilidade do exército regular do reino constituído.
Remexido, foi um militar desmobilizado deste exército que não aceitando submissão, enveredou pela guerrilha nas serras do Algarve. Bernardino que continuou fiel à causa que defendia, passou à clandestinidade, faz-se jornalista e colabora no jornal clandestino "Portugal Velho", até embarcar para Recife a 1 de Junho de 1834 com 25 anos. É desta forma que Bernardino surge exilado em Recife. Sua história é recontada, para melhor conhecermos sua personalidade de líder, seus ideais e fidelidade às suas convicções políticas. Em Recife renuncia a toda a actividade política dedicando-se ao ensino de História, Geografia e Latim, no Colégio Pernambucano; alem de professor, escreve livros de carácter didáctico até formar a colónia expedicionária de Mossâmedes. Na terra que fundou, actual Namibe, nada consta de sua vida. Referimo-la aqui, como protesto à omissão de tal edilidade (Dezembro de 2012).
Referência Bibliográfica parcial: Uma fazenda em África de João Pedro Marques
(Continua…)
Kandandus
O Soba T´Chingange
FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO
Por
T´Chingange
Foi com base nos documentos enviados por Simão da Luz Soriano que Bernardino Figueiredo escolheu Mossâmedes para bivacar a futura colónia. Após vários pedidos de apoio e ainda em Pernambuco, foi em sede de Cortes do Reino com o aval do Ministério da Marinha, creditado 18 contos a uma comissão formada em Recife para fins de organizarem a expedição; Além das provisões para os meses de viagem e as primeiras necessidades de instalação haveria de se incluir utensílios agrícolas, ferramentas e alguns engenhos com maquinaria apropriada para produzir açúcar e aguardente. A barca Tentativa Feliz largou de Recife com cento e quarenta e três colonos e o brigue Douro, que foi destacado pela marinha para escoltar os desalojados; divididos entre as duas naves totalizavam 171 criaturas contabilizando cinco crianças de tenra idade que não constaram na lista.
Com uma salva de cortesia por tiros de canhão do brigue Douro, deram vivas à rainha D. Maria II, e à nova colónia de Mossâmedes, despedindo-se de terras do Brasil no vigésimo terceiro dia de Maio do ano de 1849. A bordo podia ver-se os acenos de panos brancos agitados do cais de Recife, distinguindo-se na lonjura da terra o monte verde de Olinda até ficar uma mancha indefinida na bruma do horizonte. A 4 de Agosto de 1849 uma outra bruma surgia no horizonte que gravada em emoções surgia mais árida do que se imaginava, um areal imenso até aonde a vista alcançava; os ansiosos olhos perscrutavam indícios de verdura entre o amarelado da nua terra.
Aquela baia de Angra dos Negros, um lugar de N´tumboera mesmo um areal imenso, quebrado apenas por uns juncais perto da praia com réstias de vegetação represada nas margens dum rio seco; era o areal imenso do deserto do Namibe, início do agressivo e grande Calahári bordejado aqui pela baia do soba mucubal Mussungu. Isto é uma África perdida, falavam entre si os novos colonos, desconhecendo que entre aqueles poucos indígenas dispersos no além das dunas não era crime roubar. Entre os Mucubais é uma honra roubar gado e quanto mais roubar maior consideração se tem entre a sua tribo. Mucubal que não roube, corre o risco de ficar solteiro; ou se é foito na arte de extorquir ou não se terá admiração de seu povo, suas futuras esposas. Foi um agitado progresso até aos dias de hoje, e é pena que os novos donos não reconheçam valor aos seus construtores. A chegada desta colónia ao lugar de Mossâmedes, hoje Namibe, revestiu-se de importância crucial para o desenvolvimento rápido da agricultura, especialmente das culturas da cana do açúcar e do algodão.
Referência Bibliográfica: Uma fazenda em África de João Pedro Marques
(Continua…)
Kandandus
O Soba T´Chingange
FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO
“DOS JESUITAS AOS TUBARÕES” . 10
Por
Roeland Emiel Steylaerts
Fiquei só na casa até o nono mês, pois meus pais e irmão tinham ido para Brasília. Sei que de noite matei uma cobra cascavel na frente da casa. Depois de dias chegou meu pai, e fomos para Brasília, em cima de um caminhão recomeçar a sorte. Aprendi muita coisa nesta cidade de Cavalcante, que hoje fica a três horas de Brasília, mas que naquele tempo era de quatro dias... de aventura. Ainda nos tempos que estive lá à procura de minerais, achei algo estranho em cima de uma serra, longe da estrada e totalmente isolado. Tratava-se de um vão de uns 7 metros de largura por uns 200 de comprimento, com uma altura de até 25 metros. Coisa que não foi feita por humanos. Depois voltei lá, mas não achei mais o local. Era uma coisa bastante estranha. Na época fiz uma planta; espero que um dia sirva para alguma coisa.
Estávamos trabalhando muito no Restaurante Xadrezinho; dia e noite, sábado e domingo. Só às segundas é que tínhamos nossa folga, indo jantar nos mais variados restaurantes. Era só abrir um restaurante novo, que a gente ia lá, comendo do melhor e mais caro. Finalmente!... Estávamos conhecidos na praça. Um dia um cliente, estudante de advocacia, disse a meu pai, se ele não quereria comprar um terreno no lago Sul. Venderia barato, e acabava com a pequena divida que tinha no restaurante. Fomos olhar, estrada de chão, longe, tinha que passar primeiro pelo aeroporto. Ainda não havia pontes em Brasília, e ninguém queria comprar nada. Meu pai finalmente comprou este terreno, e depois o outro do lado de uma pessoa que morava no Rio de Janeiro. Era bastante barato naquele tempo....
Meu pai fez um projecto de sua própria cabeça, sem planta nem nada, e fez uma casa no meio do nada com 620 m2 de área coberta, em cima dos dois terrenos com mais de 1200 m2 no total; fez também uma piscina e um quiosque. Aquilo ficou uma verdadeira mansão de rico. Ficamos morando lá dentro, dois anos sem portas e janelas. Naquele tempo não havia ladrões; só que de vez em quando aparecia por lá uma ou outra cobra ou aranha. Terminada a mansão, começou a ser frequentada por visitas ilustres incluindo vários ministros e artistas, tanto da Bélgica como do Brasil.
(Continua...)
Piaçabuçu: Cidade situada na foz do São Francisco . Brasil
Nota: Esta é a estória vulgar de um emigrante Belga fugido da guerra que se aventurou em terra estranha do outro lado do Oceano. Os tempos mudaram, as agruras são outras mas a vida é assim mesmo, um rodopio de acontecimentos com carrapatos que parecendo nada, mudam o rumo.
Compilado com correcções ortográficas e arranjo ao texto original por
O Soba T´Chingange
“SÃO PAULO FERVILHA” – BRASIL
T´Chingange
O mundo vive em convulsão; alimentado por vezes por razões mesquinhas, os incidentes nascem como cogumelos com maior incidência nas grandes metrópoles e, de tão frequêntes, as cidades habituaram-se a viver com eles, como se já fizesse parte da rotina quotidiana. Polícias contra ladrões e gangues entre si num vice-versa promíscuo de corruptos compadrios, desintegrando a sociedade de forma dolorosa; O crime multicolorido e facetado, escorre como fluido por entre o caserio desordenadamente disposto como caixas em ladeira. Claro que há gente que alimenta este estado de calamitosa vivência, incendiando os ânimos da gentalha que se torna turba ululante varejando bairros, àvidos de vingança, cavalgando uma desprezivel apatia pelo conceito de vida, matando a ermo. Surgindo dum nada, beco ou avenida sem pontaria firme, matam não só o alvo alfa como gente indiscriminadamente alheia aos seus atropelos; como heróis duma cavalgada herege e demoniaca, traçam aleatoriamente o ar com bala.
A tropa, sendo muita, não o é suficientemente para encobrier manhas disfarçadas de gente de alto coturno no comando, que enfeitam seus egos petulantes, que mostram inflamadas petulâncias a fingir que são os herois da cena. Os cadáveres de gente escorreita, ordenados vigilantes da ordem pública amontoam-se com marginais e outros comuns inocentes levando a intolerância à vida a niveis criticos, inscritos e circunscritos às soberbas e cobardess prepotências dos homens sombras que tudo dominam; senhores do bem e do mal como cobras bicefalas.
Há facinoras misturados com complacentes políciais e prisioneiros que, misteriosamente comandam a liberdade dos demais com celulares e bases de comando, autenticas oficinas regulando o extermínio da raça humana. Não reflitam tanto nas medidas a tomar; desarmem os bandidos e liberem a droga leve, para evitar inchaços desregrados de gente gananciosa que simplesmente quer enriquecer de qualquer geito. Se não alterarem o rumo da apologia da riqueza odierna, inverter-se-á os ardentes entusiasmos em um falso reino de de fantasia, sem retorno.
Ilustrações Do álbum de Costa Araújo Araújo
O Soba T´Chingange
AS ESCOLHAS DO KIMBO*
“Pré-sal...e o EXÚ de nove dedos!!!!” – BRASIL . 2ª de 2 Partes
KIMBO
Opção de
Ireno Schulz - Novembro 18, 2012
(Vem da 1ª Parte) . Carta á Revista Veja
As metas da empresa foram revistas e, com isso, os contratos com empresas fornecedoras de equipamentos e serviços (as companhias dos barões do petróleo) minguaram. Os sinais de que os ventos mudaram vêm de longe. Há quase uma década a Petrobrás não cumpre suas metas de produção. No segundo trimestre de 2012, contabilizou um prejuízo de 1,3 bilhão de reais. Foi o pior resultado desde 1999. No semestre, a queda foi de 64% em relação ao mesmo período do ano passado”. Continua Veja: “Na opinião dos especialistas, o pré-sal foi usado como bandeira política pelo ex-presidente Lula.
O discurso era que a nova descoberta resolveria os problemas do Brasil, e a Petrobrás prometeu o que não podia”. Ainda em seu primeiro mandato, o Exu de Nove Dedos anunciou a auto-suficiência do Brasil em Petróleo. Hoje, o Brasil importa gasolina, óleo diesel e até etanol de milho dos Estados Unidos. E ninguém cobra isto dele? O momento é oportuno, já que o ano é eleitoral. Mas o dado que mais chama a atenção é a desvalorização das acções da Petrobrás desde àquela manobra de capitalizá-la sem na verdade injectar nenhum dinheiro em seus cofres. De lá para cá a Petrobrás perdeu 208 bilhões de dólares em suas acções, ou seja, hoje a empresa vale menos 208 bilhões de dólares! E ninguém cobra nada de ninguém?
Este é o resultado do estatismo. Entrega-se uma empresa que explora o melhor negócio do mundo a amadores apadrinhados por políticos, usa-se a empresa com fins eleitorais, actualmente está sendo usada como instrumento de política monetária, e o consumidor, que em última instância é quem paga a conta, fica a ver navios ”. A reportagem da Veja está primorosa. Pena que não tenha sido publicada há uns quatro anos atrás.
(Final)- Nota: Quem tiver interesse em se aprofundar na matéria, veja o site da Statoil: http://www.goodideas.statoil.com/deep-di
Cordialmente, Otacílio M. Guimarães
Atentamente
O Soba T´Chingange
AS ESCOLHAS DO KIMBO*
“Pré-sal...e o EXÚ de nove dedos!!!!” – BRASIL . 1ª de 2 Partes
KIMBO
Opção de
Ireno Schulz - Novembro 18, 2012
Pré-sal...e o EXÚ de nove dedos....!!!! Será mesmo assim? Antes de afirmar que é calunia, repare que o sujeito dá um crédito claro a M. Foster e, por tabela, à senhora Dilma. O autor é autoridade no assunto. Carta á Revista Veja: "Caro Director de Redacção Revista Veja - São Paulo Me surpreende que somente agora, depois do estrago feito, a Veja venha revelar aos incautos o engodo que foi o pré-sal, uma fantasia eleitoreira gerada na cabeça do Exu de Nove Dedos com o intuito de enganar trouxas e ganhar eleições, como de fato enganou e ganhou.
A única coisa que eu entendo de petróleo é que se trata da mais importante fonte de matérias-primas, a principal fonte de energia do planeta. Isto me bastou para nunca ter acreditado nas mentiras de Lula a respeito do pré-sal, que não é uma novidade brasileira, pois existe em várias partes do planeta. A diferença é que nas diversas partes do planeta onde o pré-sal também existe, inexistem governantes sem nenhum carácter dispostos a enganar empresários trouxas e eleitores idiotas com tal balela. Quem se der ao trabalho de correr os olhos pelas páginas do site da Statoil, empresa norueguesa que detém a melhor e mais avançada tecnologia de prospecção e extracção de petróleo em águas profundas, vai verificar que extrair petróleo do pré-sal é como retirar diamantes de Marte, ou seja, é inviável por diversos motivos: a) falta de tecnologia adequada; b) falta de segurança numa operação de tal envergadura e, c) falta de viabilidade económica:
“mesmo que fosse possível extrair petróleo do pré-sal actualmente, seu preço seria cinco vezes mais alto que o do petróleo extraído em águas profundas da Bacia de Campos.” Agora a Veja, com esta reportagem, informa que os barões do petróleo estão em maus lençóis por terem acreditado nas mentiras do Exu de Nove Dedos. Bem feito! Inteligência não é coisa para qualquer um. Relata a reportagem: “Desde a posse da nova presidente da Petrobrás, Maria das Graças Silva Foster, em Fevereiro deste ano, o sector passa por um choque de realidade.
(Continua…)- Nota: Quem tiver interesse em se aprofundar na matéria, veja o site da Statoil: http://www.goodideas.statoil.com/deep-di
Cordialmente, Otacílio M. Guimarães
Atentamente
O Soba T´Chingange
AS ESCOLHAS DO SOBA*
Generais = gorduras do Estado . ISTO SERÁ VERDADE!!!???.
As escolhas
de T´Chingange
O Povo português está com o MFA!!! No seguimento duma informação dum polícia amigo, fiz pesquisa no Google: quantos generais há ...?
O MFA ou “Movimento das Forças Armadas” foi responsável pela revolução que terminou com o Estado Novo em Portugal, em 25 de Abril de 1974. A principal motivação deste grupo de militares era a oposição ao regime e o descontentamento pela política seguida pelo governo em relação à Guerra Colonial. As tropas foram comandadas no terreno por diversos capitães, de entre os quais o que mais se destacou e mais é recordado e associado à revolução foi Salgueiro Maia, que comandou tropas vindas da Escola Prática de Cavalaria de Santarém. No quartel da Pontinha, as operações eram dirigidas pelo então major Otelo Saraiva de Carvalho (na Sequência da Revolução este seria graduado General, tendo sido desgraduado e retomado a categoria de Major a seguir ao Golpe de 25 de Novembro, que acabou com o período de governos provisórios).
Em Angola foram comandados por traidores que ajudaram a roubar os próprios patrícios de que tinham o dever de proteger. Houve companhias que se entregaram incondicionalmente aos ditos turras e estes apossando-se de suas armas, suas roupas, foram obrigados a desfilar despidos de tudo. O maior traidor, nunca reconhecido como tal pelo governo português foi Rosa Coutinho, o Almirante Vermelho, genro de Agostinho Neto que deveria ter sido fuzilado. Aos regressados ao Puto chamaram de retornados a quem deram grátis uma viagem sem bilhete de regresso; dos roubos da descolonização nunca foram ressarcidos do seu património deixado ao descaso. Ao chegarem ao aeroporto da Portela foi-lhes dado 500 Escudos por adulto e uma mão cheia de angustia recheada de nadas. As ossadas de Nuno Álvares Pereira deram um salto na tumba tendo-se recolhido às de Luís Vaz de Camões também vilipendiado por seus irmãos. Dos generais de aviário, ainda restam muitos.
Queiram conferir em: generais/ wikipedia:
Alemanha: 189 generais
Brasil: 100 generais
Espanha. 28 generais
EUA: 31 generais
França: 55 generais
Inglaterra: 3 generais
Noruega: 1 general
Portugal: 238 generais
Suécia: 1 general
Não encontrei dados para Grécia, Itália ou Austrália. Cada qual tire daqui conclusões.
O Soba T´Chingange
AS ESCOLHAS DO KIMBO*
“UM SONHO SONHADO” – BRASIL . STF
KIMBO

O Presidente do STF - Joaquim Barbosa
SONHEI QUE ESTAVA SONHANDO UM SONHO SONHADO . Martinho da Vila
BRASÍLIA - No discurso de posse, o novo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Joaquim Barbosa, afirmou que há "um grande déficit de Justiça" entre os brasileiros e que nem todos são tratados da mesma forma quando procuram os serviços do Poder Judiciário. "É preciso ter honestidade intelectual para dizer que há um grande déficit de justiça entre nós. Nem todos os brasileiros são tratados com igual consideração quando busca o serviço público da Justiça. O que se vê aqui e acolá, nem sempre, é claro, é o tratamento privilegiado, o "by-pass", a preferência desprovida sem qualquer fundamentação racional", disse.
Joaquim Barbosa afirmou que aspira a um Judiciário "sem firulas, floreios e rapapés". "Buscamos um Judiciário célere e justo", destacou. Para o novo presidente do STF e do CNJ, de nada adianta um sistema sofisticado de Justiça informatizado ou prédios suntuosos se a Justiça não presta os seus serviços em prazo razoável. Caso isso não ocorra, destacou Barbosa, o Brasil pode "afugentar" investimentos essenciais para a economia.O presidente do STF disse que, nos últimos 60 anos, o Brasil foi ungido da condição de "de quase pária" das nações para frequentar o seleto grupo das nações que podem servir de modelo para outras, com instituições sólidas.
O ministro ressaltou que, nesse contexto de uma economia moderna e uma sociedade dinâmica, o juiz não se pode manter "distante" e "indiferente", alheio aos valores e anseios sociais. "O juiz é um produto do seu meio e do seu tempo. Nada mais indesejado e ultrapassado o juiz que está isolado e encerrado, como se estivesse numa torre de marfim", afirmou. Joaquim Barbosa fez questão de ressaltar a necessidade de que se mantenha a independência dos juízes, "figuras tão esquecidas às vezes". E pediu para os magistrados de primeira instância que não recorram aos laços políticos para subir na carreira. "Nada justifica, a meu sentir, a pouco edificante busca de apoio para uma singela promoção de um juiz do primeiro para ao segundo grau de jurisdição", disse.
O Soba T´Chingange
AS ESCOLHAS DO KIMBO*
“O MENSALÃO” – BRASIL . 3ª Parte - Julgamentos
KIMBO
O neologismo mensalão, é uma variante da palavra "mensalidade" usada para se referir a uma "mesada" paga a deputados para votarem a favor de projectos de interesse do Poder Executivo, uma prática ilegal tendo como mentor do esquema o então Ministro da Casa Civil José Dirceu. Dirceu foi surpreendido, nesta segunda-feira, com seu julgamento. Estava na casa de Vinhedo (SP), com a família, quando soube que o STF definiu a sanção. Ele estava certo de que a Corte aplicaria a dosimetria daqui a algumas semanas. Quando soube da pena revelou inconformismo. O que o angustia mais é o futuro - com 66 anos, relatam amigos, ele tem consciência de que mesmo que obtenha progressão rápida de regime prisional será difícil recuperar o rumo. A condençõ foi firmada em 10 anos e 10 meses; por ser advogado, Dirceu terá sala especial sem grades. O inciso V do dispositivo de lei, impõe que enquanto o decreto de prisão for provisório o advogado terá direito a sala, "com instalações e comodidades condignas". Se na cidade onde o réu mora não existe esse ambiente, o juiz da Comarca pode transformar a prisão em regime domiciliar até que o STF baixe o trânsito em julgado - aí será transferido inapelavelmente para prisão em regime fechado. Com a sentença em definitivo, mesmo advogado, Dirceu não mais terá direito àquela sala especial.
O operador do esquema, o publicitário Marcos Valério Fernandes de Souza recebeu penas cuja soma é de 40 anos, 1 mês e 6 dias de prisão. Para o sócio dele Ramon Hollerbach o Supremo estabeleceu por enquanto penas num total de 14 anos, 3 meses e 20 dias. O desejo do procurador-geral da República - Br, Roberto Gurgel, é que os réus condenados sejam presos imediatamente após a proclamação do resultado do julgamento do mensalão, que não tem previsão para acabar. No entanto, o procurador-geral reconhece que dificilmente o tribunal determinará as prisões imediatas. A praxe da Corte é esgotar todos os recursos para, só então, expedir os mandados de prisão.
::::::::::::::::
Dirceu terá de iniciar o cumprimento de pena em regime fechado, o que ocorre quando a punição é superior a 8 anos. Dirceu foi condenado a 2 anos e 11 meses por formação de quadrilha e de 7 anos e 11 meses por corrupção ativa por ter atuado na compra de apoio político no Congresso Nacional. Também foi aplicada a sanção de 260 dias-multa, o que supera os R$ 600 mil. O relator, ministro Joaquim Barbosa afirmou que o ex-ministro se valeu do cargo para praticar os crimes e que sua atuação foi contrária a princípios democráticos. "Foi um crime de lesão gravíssima à democracia, que se caracteriza pelo diálogo e opiniões divergentes dos representantes eleitos pelo povo. Foi esse diálogo que o réu quis suprimir pelo pagamento de vultosas quantias em espécie a líderes e presidentes de partidos". Barbosa afirmou que a ação de Dirceu "colocou em risco a independência dos poderes". "Restaram diminuídos e enxovalhados pilares importantíssimos de nossa sociedade", afirmou o relator. No crime de quadrilha, todos os seis ministros que condenaram apoiaram a pena sugerida por Barbosa. No caso da corrupção ativa foram oito os ministros que comendaram e apenas dois, Cármen Lúcia e Marco Aurélio Mello, sugeriram punições mais baixas.
(Continua…)
O Soba T´Chingange
FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO
OS QUILOMBOS DO BRASIL . 11ª parte
Por
Kimbo
Ensaio de
Arnon Afonso de Farias Melo- Nasceu em Rio Largo, 19 de setembro de 1911 e faleceu em Maceió, 29 de setembro de 1983 - foi um jornalista, advogado, político, empresário brasileiro, pai de Fernando Collor de Mello, ex-presidente do Brasil.
O curioso é que não existe ciúme entre os negros, e não se conhece crime cometido por amor. O sexo desabrocha muito cedo entre os africanos; essa ardente sexualidade que nas mulheres se anuncia pelos doze anos, nos homens que também surge cedo, também cedo os abandona. Em Luanda, olhando casas que parecem ter sido transladadas do Brasil, com fisionomias iguais aos nossos nordestinos, anoto com emoção costumes nitidamente brasileiros, uma capacidade quase única de se perpetuarem a outros povos: Portugal estendeu os limites do Brasil muito além do Prata e do Oyapoc revendo-nos em vários continentes com afinidades psicológicas, sociais e culturais, uma forte peculiaridade da forma de colonizador distinta de todos os outros. O fenómeno, por qualquer parte por onde se ande, no espaço lusófono, é o mesmo que se observa no Brasil: A cultura lusa a se rejuvenescer ampliando-se, constituindo de formas diversas a continuação de um novo feito de vida e de uma nova civilização
De todas as colónias visitadas, Cabo Verde é a que mais se aproxima do Brasil nos diversos aspectos da sua formação. É verdade que o negro para lá transplantado não encontrou o índio americano mas teve o branco com os mesmos métodos de colonização. Assim se fundiram raças e culturas, gerando essa quase absoluta unidade de emoções e sentimentos que ligam o mundo lusófono. Em Cabo Verde encontrei brancas casadas com pretos e pretos retintos em situações de relevo, ocupando cargos de destaque na administração do território. A democracia social existente nas colónias africanas sob administração portuguesa é distinta do que se observa na África do Sul, onde os direitos dos homens de cor, se reduzem a nada. Pode-se atacar a colonização portuguesa mas não se pode deixar de reconhecer a extraordinária contribuição que trouxe à humanidade, o seu formidável poder criador rompendo com audácia e inteligência fronteiras raciais e promovendo uma experiência étnica e biológica das mais interessantes para o futuro do mundo.
Quando Salvador Correia de Sá e Benevides libertou a colónia de Angola fê-lo como lembra Oliveira de Cadornega “ em unidade de todas as praças “ referindo-se a Portugal, Brasil e Cabo Verde. Seria o branco luso nos novos continentes, um elemento civilizador e criador, na mistura de sangues reduzindo na prática distancias sociais através das suas qualidades de aclimatabilidade, miscibilidade, mobilidade, indiferentes a preconceitos raciais fazendo somente restrições em matéria religiosa. Para a África teriam ido os mesmos brancos lusos, levados por estímulos totalmente diversos dos que os impeliam para o Brasil. Aqui chegaram eles, quase como turistas. Vinham para escravizar os pretos, exportá-los e vendê-los mas o tempo e prática, fez entendê-los da importância na igualdade dos cidadãos.
FIM
Referência Bibliográfica: A África Revelada , ensaio de Arnon de Melo.
O Soba T´Chigange
RECORDAÇÔES ANGOLA
fogareiro da catumbela
aerograma
NAÇÃO OVIBUNDU
ANGOLA - OS MEUS PONTOS DE VISTA
NGOLA KIMBO
KIMANGOLA
ANGOLA - BRASIL
KITANDA
ANGOLA MEDUSAS
morrodamaianga
NOTICIAS ANGOLA (Tempo Real)
PÁGINA UM
PULULU
BIMBE
COMPILAÇÃO DE FOTOS
MOÇAMBIQUE
MUKANDAS DO MONTE ESTORIL
À MARGEM
PENSAR E FALAR ANGOLA
