FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO
O apetrexamento urbano
BRASIL
Os estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná, atingiram os melhores niveis de vida do Brasil no século XXI graças a esse povoamento de redefinir franteiras além do Tratado de Tordezilhas segundo o “Uti-possidetis” do novo Tratadod Madrid de 1750.
Santa Catarina, estratégicamente situada no Atlântico Sul, com
Povoar, colonizar e guarnecer militarmente a ilha de Santa Catarina, foi o baluarte na defesa contra piratas europeus, principalmente holandêses, inglêses e uns tantos francêses.
A custas da Fazenda Real, do recenceamento voluntário, resultaram companhias formadas por cinquenta homens cada uma, tendo no mando um capitão, dois alferes e quatro sargentos. Mas, não foram só estes os intervenientes na história do Sul do Brasil; à semelhança do nordeste Brasileiro, os Angolanos foram também os primeiros escravos a irem para Santa Catarina tendo também chegado ali, gente ida de Cabo Verde e da Guiné.
VIII – O TRAÇADO URBANO
As casas no seu todo, tinham acabamentos com ângulos nos extremos dos telhados, quatro águas e telhas de goiva ou calha portuguesa, que recebiam nas linhas de cunhal uma forma de pomba pousada. Esta pomba em olaria ou cerâmica cozida junto com a telha de arremate, trata-se e segundo a tradição do símbolo da pombinha do Espírito Santo abençoando a casa e seus moradores. Os Açoreanos têm uma predileção especial com o culto ou festas do Santo Espírito.
Havia também o refinamento das beiras ceveiras como os bordados, ou de cortinado em cimalha e outras platibandas com desenhos ou adornos enfeitando o alçado ou fachada principal. Com as canaletas de drenagem aproveitavam as águas no desaguar de drenagm de beirados e algeróz em uma cisterna algures situada por baixo do logradouro posterior. As carências de chuvas em suas terras de origem, levaram-nos a seguir os velhos métodos de armazenamento árabe ainda em uso nas ilhas açoreanas, na província do Algarve no Portugal Europeu ou todo o Sul de Espanha e Itália e também no sertão de Pernambuco.
Os beirados enfeitados dava ao seu senhor “status”, posição social altiva de poder e dai, dizer-se que as casas pobres eram de “gente sem eira nem beira”.
O traçado urbano das vilas tem algo a ver com as directivas de base: “- no sítio (de citadino ) destinado para o lugar de povoação, assinalará um quadrado para uma praça d quinhentos palmos de face e em hum dos lados se porá a igreja. A rua ou ruas se demarcarão ao cordel com largura ao menos de quarenta palmos, e por ellas, e nos lados, se porão as moradas em boa ordem deixando entre humas, e outras, e para detras, lugar suficiente e repartido para quintaes, atendendo assim ao comodo prezente como a poderem ampliarse as cazas para o futuro”.
A língua dos novos colonizadores com sotaques e modos diferênciados deram no correr do tempo uma mistura de linguajar a que se pode chamar a prosódia que domina hoje todo o extenso território do Brasil.
Muita coisa foi legada pelos Portuguêses continentais ou insulares e, para terminar a escrita da saga, relembra-se uma dança com letra, levada pelos povoadores de Florianápoles chamada de “A jardineira” que fez furor e ainda é cantada nos momentos altos de farra ou eventos carnavalescos.
O Jardineira porque estás tão triste?
Mas, o que foi que te aconteceu?
Foi a Camélia que caíu no no galho
Deu dois suspiros e depois morreu
( estribilho – bis )
Vem Jardineira, vem meu amor!
Não fique triste que esse mundo é todo teu,
Pois és muito mais bonita
Que a Camélia que morreu!
( Fim da saga do açucar e povoamento)
O Soba T´Chingange
![]()
OS BLOGS DO ANTIGAMENTE . II
Arte de navegar
Na minha missão de arrumar as terras nas cartas, quase todos os dias observava a latitude a bordo, depois, conferenciando andamentos com o piloto, dava compasso às singraduras, prevíamos as léguas, a influência dos ventos e das correntes; para além do limite do Tratado de Tordesilhas guardava-mos resguardo.
Espalhamos padrões com a cruz de Cristo por toda a redondeza da terra; em caravelas, naus, bergantins ou canoas, navegando à bolina, com o Siroco ou Alisado.
Por tudo aquilo, os Portugueses são os grandes culpados da globalidade de hoje
Las Casas, cronista conceituado, dito portador da verdade, confidenciou-me que Duarte Pacheco, antes de 1494, já tinha descoberto não só terras brasileiras como também a Flórida só que, tal não podia ser revelado pois o destino do caminho marítimo para a Índia era segredo absoluto. Todos os mareantes de então iam à procura da “Antília”, uma ilha mencionada em escritos e esboços grosseiros feitos por Normandos e Genoveses. Nós, também!
A arte de navegar de hoje “via Internet” não tem nem de longe a audácia desse meu companheiro Pero Lopes de Sousa que trabalhou doutra forma neste veículo de globalização.
Comparar os blagues de hoje, aos feitos do Pero de Sousa, é confundir a arte de navegar.
.
Com mar cavado perfuramos o medo, ultrapassamos baixios, conquistámos terras a “uma boca não he mais de hum tiro d’arcabuz”, as ilhas dos Frades, das Flores, das Palmas e, tantas outras,...menos a Antília!
Numa madrugada rebentou-se uma das amarras, a nau começou a garrar, em alvoroço, o mar lançou-me fora com a ressaca,...fui empurrado para o ano 2008.
O Soba T´chingange
![]()
TEMPOS DE CARAMURÚ - 3ª parte
Arte de marear
Em pleno ano de 2008, navegar a vida, é tão ou mais difícil que descobrir novas terras como à 500 anos atrás o fizeram navegadores de Portugal.
Nesse longínquo ano de 1506, o astrolábio, as correntes marítimas, os ventos e o Sol eram os instrumentos que processavam a navegação.
Os blagueiros de hoje usam o computador, tecnologia de ponta a comparar com os instrumentos de faca e alguidar daqueles idos tempos. Recordar que naquele então, o pincel de “lava rabo”, era usado por todos os tripulantes, na ré da nau.
Ao invés dos dias de hoje em que parece já estar tudo inventado, naqueles tempos descobrindo novas paragens, usavam-se o astrolábio de latão para bordo e o de “pao” ou grande, para as observações em terra; entretanto, já era conhecida de forma elementar o regime do Sol, Estrela Polar e Cruzeiro do Sul e, até se faziam deduções entre o Norte da agulha e o verdadeiro.
Naquele tempo, as blagues, eram as descrições inchadas de imaginação que os marinheiros nos portos iam passando em conversa. Nas tascas, de forma superficial, sem conhecimentos técnicos, iam transmitindo as novas latitudes vistas no outro lado do mar e, entretanto, em surdina, infiltrados espiões ou olheiros, de porto em porto, iam anotando dados afim de serem transmitidos a corsários, outras bandeiras ou interesses comerciais.
Na necessidade de estar solto, em vivência de uma vida anterior, vi-me junto do caramurú Diogo de Álvares em terras quentes da Bahia, como aprendiz de astrólogo. Ali, a gente era toda alva, ”os homens mui bem dispostos e as mulheres mui fermosas, que nam ham nehua inveja às da rua nova de Lixboa”.
Tive de recorrer ao diário de viagem de Pero Lopes de Sousa, afim de recordar-me dos abrolhos de então, dos muitos corsários que tínhamos a enfrentar; regras promulgadas pelo Papa Alexandre VI e sua sereníssima Majestade D. João II rei de Portugal, pelo Tratado de Tordesilhas no ano de 1494.
Hoje não há tratados desses, a globalização leva-nos a casa toda a informação; má ou boa, chega-nos sem uma triagem homologada por instituição idónea.
Voltando ao ano de 1506, estando na foz do rio S. Francisco, assisto a um combate naval entre índios; cinquenta canoas de cada banda e “secenta homes” em cada qual. Os vencedores mataram os prisioneiros assando-os e comendo-os em seguida com grande festança. Eram “homes grandes e nervudos”.
Na minha missão de arrumar as terras nas cartas, quase todos os dias observava a latitude a bordo, depois, conferenciando andamentos com o piloto, dava compasso às singraduras, prevíamos as léguas, a influência dos ventos e das correntes; para além do limite do Tratado de Tordesilhas guardava-mos resguardo.
Espalhamos padrões com a cruz de Cristo por toda a redondeza da terra; em caravelas, naus, bergantins ou canoas, navegando à bolina, com o Siroco ou Alisado, tornamos o mundo global.
Las Casas, cronista conceituado, dito portador da verdade, confidenciou-me que Duarte Pacheco, antes de 1494, já tinha descoberto não só terras brasileiras como também a Flórida só que, tal não podia ser revelado pois o destino do caminho marítimo para a Índia era segredo absoluto. Todos os mareantes de então iam à procura da “Antília”, uma ilha mencionada em escritos e esboços grosseiros feitos por Normandos e Genoveses. Nós, também!
A arte de navegar de hoje “via Internet” não tem nem de longe a audácia desse meu companheiro Pero Lopes de Sousa que trabalhou doutra forma neste veículo de globalização.
Comparar os blagues de hoje, aos feitos do Pero de Sousa, é confundir a arte de navegar.
Nos abrolhos do rio de S. Francisco num lugar de varas, uma rede feita de tiras de couro, vegetação densa, cipós entrelaçando casa de esqueleto à mostra, ouço barulho; o som vinha devagar com cuidados antecipados pois, no meio da fumaça exagerávamos zumbidos e feitos.
Enxotávamos “os sancudos” impertinentes, fantasmando labaredas com rama verde.
Naqueles blagues de 1506 o tempo passava como fio de ideias impregnadas em catinga.
Com o mar cavado perfuramos o medo, ultrapassamos baixios, conquistámos terras a “uma boca não he mais de hum tiro “d’arcabuz”, as ilhas dos Frades, das Flores, das Palmas e, tantas outras,...menos a Antília!
Numa madrugada rebentou-se uma das amarras, a nau começou a garrar, em alvoroço, o mar lançou-me fora com a ressaca,...fui empurrado para o ano 2008.
O Soba T´chingange
PAU-BRASIL
TEMPOS DE CARAMURÚ – 2ª parte
D. João III, nomeando Martins de Souza no cargo de Governador, confia a este, grandes poderes: repartir terras, criar oficiais de justiça e fundar colónias. Fundou a primeira colónia no Brasil
Com uma esquadra de cinco navios e com quatrocentas pessoas a bordo, num sábado, a 3 de Dezembro do ano 1530 fazem-se ao mar com a técnica de navegação “cabos a dentro”; rumam a sul. Aportam na ilha de Gomera em Canárias e, a dezoito de Janeiro de 1531 com vento Sueste, chegam à costa do Brasil, aportando em Pernambuco, a dezassete de Fevereiro desse ano. Após trovoadas, trombas marinhas e antenas destroçadas, a vinte e três de Abril, entram na Bahia de todos os Santos.
E, sem saber se era um sonho!...
Entre a bruma da manhã depara com o famoso Caramurú, Português de nome Diogo Álvaro Correia que por ali ficou no ano de 1509; casado com uma índia, tinha já nesta altura um rancho de filhos; havia ali então uma povoação com cerca de trezentas casas. Este assentamento numeroso foi relevante para considerar aquele lugar como capital administrativa.
Os lotes ou capitanias tinham, por disposição de D. João III, uma porção de 50 léguas medidas ao longo da costa
Nos terreiros, os homens descendentes deste Caramurú, capitães do mato, sedimentaram com o tempo e nas sucessivas uniões com gente escrava, uma amálgama de cultura iemanjá. Diz-se, ter sido Caramurú o fundador da cidade de Cachoeira no estado de Bahia.
Hoje, por todo o Pernambuco, matutos e mamelucos rezam preces, chispam axé, apelam aos orixás e xingus; giboiando na rede, tocam o seu violão soltando versos repentistas aonde entram coronéis, jagunços e a senhora da Boa Hora.
Comendo mukeka, tanspiro vontades de forró regadas a caipirinha. A sanfona prolonga alegria noite adentro e, no ar, há cheiros de caju e café.
( Continua ....3ª parte )
O Soba T´chingange
PAU-BRASIL
TEMPOS DE CARAMURÚ
As palavras leva-as o vento mas, foi este vento que mudou o rumo à história quando soprou as naus de Álvares Cabral até à costa então desconhecida a que se veio a chamar de Brasil. Aos primeiros gentios encontrados, de longos cabelos escorridos e tez morena chamou-os de índios e, isto porque pensou ter chegado à Índia, sitio para onde pretendia ir quando zarpou de Lisboa a mando do rei D. Manuel I.
O achado do Brasil sucedeu a 22 de Abril de 1500, tempo em que Portugueses e Espanhóis tinham a liderança nas artes de marear com conhecimentos de correntes e ventos; a história tem destes acasos.
Nesses tempos os Portugueses de cabo em cabo queriam chegar rápidamente à terra das especiarias, terras descritas em crónicas por Prestes João que falavam das muitas riquezas do Oriente; por este motivo a nova terra descoberta de Santa Cruz, ficou meio esquecida e sem guarda, Franceses, Espanhóis e Holandeses, trataram de tapar essa lacuna fazendo pirataria; estes em navios armados atacavam, saqueavam e queimavam feitorias e navios portugueses em toda a costa. Ao abrigo do Tratado de Tordesilhas estas latitudes estavam reservadas a Portugal.
Fruto de cobiça por parte do rei Francês os corsários a mando deste, pirateavam toda a costa pois que, não reconheciam aos portugueses o direito exclusivo de comercializar com as novas terras; chegou mesmo a dar “carta de marca” de pirata ao corsário João Ango concedendo-lhe honrarias por cada investida às feitorias ou naus Portuguesas.
O índio cortava o pau-brasil (pau-preto) e, transportava a madeira para as caravelas dos Franceses ou Espanhóis; em pagamento por essa mercadoria e trabalho recebiam bugigangas tais como: - espelhos, pentes, colares, facas e armas .
Em 1526 D João III mandou que se organizasse uma esquadra no intuito de recolher os máximos dados da situação caótica naquelas bandas e, também com o fim de dar consistência à colonização de soberania Portuguesa, a norte do rio da Prata; esta tarefa foi incumbida a Cristóvão Jacques o qual, veio a travar combates com alguns navios Franceses.
Cristóvão Jacques conseguindo fazer trezentos prisioneiros deu consistência ao poder reinante de Portugal; estes prisioneiros foram conduzidos a Lisboa dando assim aviso a todos os aventureiros que demandavam os “nossos mares”.
Após os relatos de Jacques, o rei D. João III, mandou que se organizasse uma esquadra a fim de assentar colonos na costa Brasileira; para o efeito dá orientação ao capitão-mor Martins Afonso de Sousa, nomeando-o também governador.
( Continua...2ª Parte )
O Soba T´chingange

NAMIBE - N´DIGIVA
Como tudo começou – 2ª parte
O agressivo Calahári tinha sido penosamente atravessado por aquela gente; o mesmo deserto que, a norte do Cunene, só destoa quando se sobe a serra da Chela ou Umpata e, foi aqui neste vasto planalto, que a actual cidade do Lubango se desenrolou e desenvolveu.
Foi um agitado progresso até aos dias de hoje, e é pena que os novos donos não reconheçam valor aos seus construtores. O liceu Diogo Cão passou a ter o nome do soba Mandume, um tirano corta cabeças; não fosse o sangue derramado pelos expedicionários e a fronteira actual até ao Lubango pertenceria à Namíbia.
Mandume, que mandou matar a sua própria ama, aliou-se aos Alemães por alturas da segunda guerra mundial tendo sido derrotado em Môngua por Pereira D´eça.
Após a derrota da Môngua, Mandumbe, o chefe dos Ovambos, fugiu para Ot´xakati tendo acabado por morrer combatendo em E´hole, lugar hoje conhecido por Namacunde; suicidou-se com um tiro junto a uma newa mas, só após ter morto um dos seus guerreiros, para ser seu serviçal no outro mundo.
Em Agosto de 1885, desembarcam do vapor “Índia” em Moçamedes 349 madeirenses que seguem o eixo colonizador Namibe, Lubango e S. Pedro de Chibia.
Lubango, a 26 de Dezembro de 1889 é elevada a cidade e sede de Concelho.
A história da Angola actual, não pode escamotear ou omitir a verdade com infundamentadas teorias; não pode desprezar toda essa gente que engrandeceu uma terra, definiu fronteiras e derramou sangue para que tivesse a configuração do país que é hoje. Apear Alves Roçadas, Norton de Matos, Paiva Couceiro, Artur de Paiva e tantos outros da história, é uma injustiça.
Houve no decorrer de toda a colonização administradores déspotas, corruptos e maus gestores mas, outros houve que longe de tudo, sofreram na pele agruras que o diabo nem sabe; o espírito de missão de alguns foi tão longe, que mereceram lá aonde quer que fosse, apego da população.
O chefe do longínquo posto do Dirico, teve de fazer das portas de sua casa o caixão para sua defunta mulher; sem assistência médica, nem mobilidade capaz, lá no cu do mundo, zelava pela soberania de uma terra que agora é Angola.
Eu também pertenço a essa leva de gente, branco de segunda duma Chibia, Qui'hita, T´chiapepe, Chicusse, Ca´hama, Humbe; todos juntos fazemos “a lenda do Cuamato” e ainda vamos visitar o tal soba na base da tal newa porque fez história.
Mas, agora, só somos caputos
À atenção de: Governantes de Angola, em particular o Sr. 1º Ministro, Fernando Dias dos Santos.
Bibliografia: A colonização de Angola, de F. Cerviño Padrão; A questão Cuanhama, 1906, de Major Eduardo Costa
Glossário - palavras sublinhadas: Newa - árvore de grande porte que se confunde com o embondeiro; Caputo – gente do Puto; de Portugal.
( continua...3ª parte)
O Soba T´chingange
![]()
A GLOBALIDADE ACTUAL
e a comparticipação portuguesa . 2ª Parte
Nesse heróico arrojo, originando baptismos de continentes, os Portugueses anunciaram o advento da globalização que, no dizer do cronista Vespúcio, eram novos encontros com jogos macabros em que se misturavam o animal homem e anjos enlouquecidos.
Como um paraíso destituído de regras os navegantes misturavam-se com a infância, lambuzavam-se de sexo entre seios rijos, coxas fartas e corpos ardentes de desejo.
As primeiras descrições de Vespúcio da chegada às Américas, por ser tão louco ou de alucinante visão, originou um espanto incrédulo por toda a Europa. Sem regra, os índios entregavam-se ao gozo sem freios “ o filho copulava com a mãe, o irmão com a irmã, o primo com a prima”.
Saltam corpos humanos das descrições, deflagrando num jogo de sombras, verdades e mentiras promíscuas em conceitos e preconceitos. Ora em orgia, ora despedaçados, pendentes nos caibros das asnas, vêm-se coxas e nádegas ardendo ao fogo , assadas, cozidas ou defumadas.
Estas descrições, em cartas tão cheias de imaginação eram fruto das conversas entre marinheiros em paragens por Cabo Verde, sempre espionados por agentes de negociantes que tudo queriam saber.
Esses “Novus Mundus” eram guardados com muito sigilo pois que estava em causa o caminho marítimo para a India.
No ano de 1556 deu-se um naufrágio junto à costa do Nordeste Brasileiro. D. Pêro Fernando Sardinha, elevado a primeiro bispo do Brasil po D. João III, ia nessa nau e, tendo-se salvado com uma grande parte da tripulação, acabaram por ser todos devorados pelos índios quando deram à costa, no meio de grande festança.
O Infante D. Henrique, 3º filho do rei D. João I, tendo sido designado “o navegador”, foi decisivo na acção, de marear sem contudo saber desfraldar uma vela; foi o pensamento expansionista que lhe deu prestigio.
De forma inusitada, podemos hoje dizer que “fomos ricos” com algum orgulho, pois que nos serve de sustento ao contentamento.
Aqui neste barco com a quilha em Sagres ficamos inchados de peito. Daquele império fisico, é tudo quanto nos resta!
O soba T´chingange
RECORDAÇÔES ANGOLA
fogareiro da catumbela
aerograma
NAÇÃO OVIBUNDU
ANGOLA - OS MEUS PONTOS DE VISTA
NGOLA KIMBO
KIMANGOLA
ANGOLA - BRASIL
KITANDA
ANGOLA MEDUSAS
morrodamaianga
NOTICIAS ANGOLA (Tempo Real)
PÁGINA UM
PULULU
BIMBE
COMPILAÇÃO DE FOTOS
MOÇAMBIQUE
MUKANDAS DO MONTE ESTORIL
À MARGEM
PENSAR E FALAR ANGOLA
