Terça-feira, 1 de Agosto de 2017
MUJIMBO . CVII
NAS FRINCHAS DO MEU BAÚ . 01.08.2017 - Guetos, somos todos nós, brancos e pretos - José Eduardo dos Santos é um homem banal. Não provoca a ninguém um virar de pescoço quando entra num salão...
Frincha : É a ranhura do tempo...
Por

soba10.jpgT´Chingange

Entre dúvidas escondidas no pormenor de factos conhecidos, dou-me conta que as frinchas, mostram versões velhas a que eu não forço ao pormenor para não suscitar ranhuras com os gigabites alheios, referindo tão-somente o que me parece ter lógica porque, por mais que nos esforcemos, há coisas que sempre ficam na charneira do mujimbo, do boato.

okakau1.jpgAgora que vai haver eleições em Angola, recordo que Jonas Savimbi, sempre recusou o abandono da luta pelo que achava certo, não escolhendo cenários de exílio dourado como outros o fizeram e, foi o único dos líderes angolanos que sempre viveu e lutou no seio de sua terra, sua pátria,digo eu num propósito de dialogar com as duvidas de muitos.

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A ela, Angola, tudo deu sem nada tirar, ao contrário de outros com contas, palácios e mansões no exterior e o desperdício de gastos, assim como a compra de um relógio de 500 mil euros por um filho do Edu, o plenipotenciário presidente. Um filho que só se baba de prepotência sem nunca ter trabalhado em algo visível; que nada fez em prol do povo! Fisicamente Savimbi morreu mas, seu espírito está em toda a parte, mesmo fora de Angola! Alguém em seu nome continuará a ter quem defenda essa cultura, esse povo, essa forma de ser e de estar! Li algures que está enterrado em um humilde cemitério de Luena.

brig4.jpg Um amigo meu do Okavango no seu jeito enigmático de sempre deixa uma prega solta na minha costura frinchada disse: -Ele está vivo! Algures num lugar palaciano e bem protegido; aquilo de sua morte foi uma farsa muito bem engendrada pelas grandes potências. Vejam só o que a mente humana pode arquitectar (penso eu)? O que viram em fotos é uma tramóia muito bem-feita, um sócio de Savimbi e, não é certo saberem aonde ele foi enterrado para evitar um rodopio de peregrinos, disse este meu kamba. Desacreditei disto com um muxoxo fingido de consentimento.

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Não acredito nesta sua versão, disse eu por fim, não tem lógica porque mostraram o corpo dele em várias posições e eu até pude referir em tempos que ele se teria matado pois que na foto de Grande Reportagem do M´Puto podia ver-se um furo em seu queixo do lado direito. Era ele sim! Ele era destro! Rematei em termo definitivo! Meu amigo, deu de ombros assim como dizendo que cada qual ficava com a sua opinião. Não forcei a nota mas, ando matutando em sua fricção; acontece hoje tanta coisa estranha!?

kunene1.jpg As nossas conversas rebrilhando nas águas do Kubango vespertinavam com a kúkia (pôr-do-sol) bem no horizonte angolano e, por detrás de seus brilhos Andamos para trás ou para a frente de forma aleatória e por serem já coisas diluídas nos cacimbos e kiangalas, podemos ornamentar os factos com ausência de espanto; de só mesmo matando o tempo, de só falar ! Recordamos a muita diplomacia lodosa, de quando Jonas Savimbi chamou «garoto» ao então ministro Durão Barroso Esse que esteve no comando da UE.

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Por seu turno, também recordamos quando João Soares, numa entrevista ao semanário Expresso, classificou os dirigentes angolanos como «um bando de cleptócratas»; talvez ele mantenha essa opinião, só que agora com mais fortes razões de o serem! E, as relações escondidas, que o Dr. Soares seu pai já defuntado, manteve confidenciais durante muito tempo, em virtude de «não querer que isso fosse do conhecimento da Internacional Socialista e, onde o movimento da UNITA não era reconhecido».

kunene.jpg Esclarecedor! De quando Mário Soares de visita às Seychelles, em 1995, em conversa informal com os jornalistas, após o jantar, falou de Angola (que visitaria oficialmente no ano seguinte) e sobre os líderes em confronto, emitindo esta opinião: «José Eduardo dos Santos é um homem banal. Não provoca a ninguém um virar de pescoço quando entra num salão. Enquanto que Jonas Savimbi tem uma presença esmagadora! É um verdadeiro líder africano!». Tarde piaste, digo de mim para mim mas, e aqui corroboro com ele! Disse eu ao meu amigo Mac Guiver de faz-de-cota, que me olhou sem espanto!

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Da minha conversa com Mac Guiver, nunca pretendi recolher dados comprometedores com ele e, sempre o vi como um bigfive que nada mais fez do que dar continuidade à sua vida, tal como o fazia na Chibia, do outro lado do Kubango mas, sempre me pareceu ser um profundo conhecedor de todos estes relacionamentos de fronteira.

kunene2.jpg Estava escrito nesta frinchas que a Jamba era o centro nevrálgico alfa no tráfico de marfim, diamantes e madeiras preciosas. Savimbi teve de recorrer a este património mas, o governo mwnagolé da Luua, despilfarrou muito mais em proveito seu, dos filhos e de toda a nomenclatura. Agora, mais kota, recordo que as interrogações ente eu e Mac Guiver faz-de-conta, sucumbiram em sorrisos, um indício de quem sabe, mas desconhece, perpetuando uma amizade de cavandelas...

O Soba T´Chingange


PUBLICADO POR kimbolagoa às 09:57
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Domingo, 30 de Julho de 2017
CAFUFUILA . CXXIV

ONGWEVA DO TEMPO - KIANDA ROXO – 28.0.2017 - 20ª parte

Kiandas e calungas! De novo em Massangano… O futuro dos povos bantus ainda anda a ser fabricado…

Por

t´chingange 0.jpgT´Chingange

De novo em Massangano fui ler os catrapázios guardados numa tão velha arca que, até os aloquetes tiveram de ser arrombados com um improvisado escopro e uma maceta com cabo de pau-ferro. Foi assim que retirei um rolo meio a se desfazer muito atacado de bolor estórico com as pontas quase a se separarem por rachadura. Levei à vontade três dias a aquecer o mukifo tão insalubre; entretanto andei pelo mato à procura das resinas apropriadas para enrijar aquele papel em rolo de laço folgado e a se  desfazer.

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Com muito cuidado lá consegui estirar a folha, entornar nela o verniz ligeiramente aquecido e, com muita sorte vi que o grudar da resina na velha tinta das letras traçadas com pena de pavão, ressaltaram-nas ficando assim quase salientes e de melhor leitura. Como a sombra, a história tem obscuridades e, foi a palavra escrita na parte superior direita que me despertou ainda mais curiosidade: - Dun. Mais abaixo podia ler-se Balthasar Van Dun, oficial da Companhia das Índias Ocidentais Holandesas.

roxo128.jpg Sabe-se da estória que quando o almirante holandês da Companhia das Índias Ocidentais tomou Luanda, os portugueses fugiram todos para Massangano, e por ali permaneceram durante a ocupação, até à chegada do luso-brasileiro Salvador Correia de Sá e Benevides, que reconquistou a Fortaleza de S. Miguel, na baía de Luanda em 1648.

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Vim a saber neste então muito posterior àquela onda do tempo que a construção deste Forte tinha também em vista a defesa das redes comerciais de mercadorias tais como cera, peles, dentes de marfim, pedras preciosas mas, e especialmente da venda de escravos às Américas, e também para segurança do presídio de Massangano, que a monarquia portuguesa utilizava como local de degredo.

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Pois é aqui que situo a minha epopeia neste romance mussendo de três continentes por via de seguir a peugada das kiandas, kwangiades ou calungas Roxo e Oxor de Guaxuma. Pois, em uma outra minha andança ao serviço da rainha de Portugal D. Maria I e, com o cargo de tenente, tive de escoltar uma leva de prisioneiros participantes da chamada Inconfidência Mineira nos fins do século XVIII, um movimento militar no Estado de Minas Gerais do Brasil.

roxo138.jpg As vidas são assim, intemporais e fui no ano de 1790 chamado desde a vila de São Vicente para escoltar presos militares, uns revoltosos capitaneados por Joaquim José da Silva Xavier, conhecido pela alcunha de Tiradentes. Reclamavam contra o pesado pagamento de um tributo em ouro cobrado aos mineiros brasileiros pela coroa portuguesa e, vai daí e para exemplo enforcaram o Alferes por liderar aquela insurreição.

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O curioso disto são os contornos que dão às conjuras para aproveitamento político e, vai daí o pobre alferes viu-se metido em alhadas pelos ideólogos políticos que conjugaram o facto, tal como sendo uma revolta a favor da independência do Estado de Minas Gerais. A tal revolta, quase uma inventação a que chamaram de Inconfidência Mineira. Reinava então a rainha D. Maria I e, ainda estou para saber por que carga de água, fui eu o nomeado para tal tarefa, quando um sargento ou cabo-de-guerra o poderiam fazer sem transtorno algum para a administração.

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A estória tem assim destas nuances, mas vim a saber que diplomaticamente assim fui nomeado para me retirarem do Comando da capitânia de São Vicente. Já naquele tempo havia bufos que enchiam as orelhas às gentes de mais galões e querendo livrar-se de mim, um inveterado rebelde que não via a monarquia com bons olhos, aproveitaram a deixa e lá me mandaram para aquele longínquo presidio às margens do rio Kwanza. Há bens que vêem por males…

maga5.jpg José Alvares Maciel era o nome mais sonante de entre aqueles degredados e com quem ainda mantive alguns contactos. Foi por ele que vim a saber ser esta peripécia urdida pelos políticos; sei que veio mais tarde a ser solto para divagar como pombeiro (vendedor ambulante) nos matos da Matamba e, acabando por morrer lá para os lados de N´Dalatando, deixando uma prole de filhos com o nome de Alvares.

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Outros supostos mentores civis faziam parte do lote que estiveram presos por algum tempo, destacando-se mais tarde como cidadãos de carreira, uns como funcionários do reino e outros como comerciantes. A luta pela independência do Brasil saiu-lhes pelo cano com as estrias invertidas. Eu mais tarde acabei por ficar destacado na Fortaleza de São Miguel chefiando um destacamento policial situado na rua do Casuno bem junto às cubatas do Palácio do Governador Manuel de Almeida e Vasconcelos de Soveral, 1.º Conde da Lapa - Governador e Capitão-General com quem mantive muito boas reacções.

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Foi nesta minha ida para a Fortaleza de São Miguel da cidade de São Paulo de Assunção de Loanda que tive de recolher elementos e documentos em Massangano a fim de para ali os levar e arquivar. Foi neste então que tive de enrijar o papel mofado, o tal que tinha a palavra Dun no lado supra direito. Ali estava descrita a linhagem de Dun em África que vem de Balthasar Van Dun, também conhecido como Van Dunem.

fiume01.jpg Dun foi para África como funcionário da Companhia das índias Ocidentais Holandesas mas tinha uma função dupla, a de militar e a de negociador de escravos com os descendentes de N´Gola Kilwanje. Quis a estória que nessa missão dupla e de também negociador com os portugueses, ficar por ali com uma prole de filhos mazombos mamelucos. Os negócios sempre suplantam as políticas e, eis que eram os próprios portugueses que vendiam escravos a este inimigo holandês de origem, um súbdito de Maurício de Nassau.

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Van Dun teve forçosamente de lidar com o pai da Kianda Roxo, Morgan Tsvangirai pois era ele que cobrava as taxas para o reino através de posturas lançada pelos governadores Pedro César de Meneses, em oposição aos Holandeses e Francisco de Souto-Maior, ambos capitães generais. Como almoxarife de Massangano, tinha a seu cargo o trato comercial e a recolha dum percentual na venda individual ou lotes de peças e, aqui ficavam arquivados os livros em estas malas seladas com lacre e chancela real do M´Puto. Lamentavelmente, todo este material envelhecia sem os necessários resguardos dum bibliotecário.

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Os escravos “peças negras” eram enviados para o Recife, base de Nassau no Brasil. Van Dum era um bom comerciante, sabia como fazer os seus tráficos, tanto com os portugueses como com os Reis e Sobas de Angola. Sua esposa era negra, e era mais racista que ele próprio. Tudo isto me foi confidenciado já nem sei em que circunstâncias, pela Kianda Roxo em plena quiangala. Sei que isto se passou na rua do Casuno, em um terraço cheio de buganvílias rosas; isto, eu lembro! Ainda posso cheirar aquele aroma à mistura com o ar húmido vindo do mar da baia de Loanda à mistura com as muitas flores que ali havia.

MONA1.jpg Ela, a kianda Roxo tinha uma relação próxima com as filhas de Van Dunem; E, nem uma kianda consegue guardar confidências para todo o sempre. E, foi logo a seguir a estes encontros que a mente de Roxo se sumiu gerando um outra versão de calunga escafedendo-se nas brumas de uma outra e mais outra kianda com nova posturas de espirito matumbola, assim como numa metamorfose complicada.

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As Kiandas Roxo e Oxor de agora, andam entre continentes não se recordando da cor de sua casca holográfica naqueles idos tempos de mar muito azul. E, ora são gente de carne e osso e, logologo mudam para uma assombração invisível para todos, menos para mim; mas, só após introduzir uma palavra secreta e uma reza curta perante N´Zambi, o mago dos magos. Recordo que já nesse longínquo ano, eu e ela víamos as implicações éticas que este fenómeno tem naturalmente, o de ter em conta que a escravatura não começou com a chegada dos Europeus a África.

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A Rainha N´Zinga, com o nome cristianizado de Dona Ana se Sousa “N´Gola”, seu título real em quimbundo, dominou a região conhecida hoje por Angola. Para além de ser considerada a primeira nacionalista de Angola, foi também a sua primeira grande colonizadora pois que  durante o seu reinado anexou outros reinos e territórios, submetendo e escravizando seus súbditos, vendendo-os aos portugueses e Mafulos que os levavam para o Brasil.

nzi1.jpg Por isso dizer-se que a escravidão, sob formas diversas, já existia nas tribos locais. Com um copo de gim e água tónica no lugar do Gato Preto de Rio Maior, a 27 de Maio de 2017, pude recordar aqueles longínquos dias e, de novo falar em sonhos ao som de merengues kizombados com terna amizade. E, curiosamente nem se falou nessa “Gloriosa Família” do tempo dos flamengos e, que deu ao M´Puto a primeiríssima ministra de pele morena, de um preto menos preto. A nossa Ministra da Justiça! Vejam só como a estória dá voltas…

(Continua…)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 19:49
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Quinta-feira, 27 de Julho de 2017
MONANGAMBA . XLVI

BAKGATLA DE PILANESBERG - 22.07.2017- Com sorte amaciaremos leite coalhado …Viemos ver leões cientes de que não podemos sobreviver à traição gerada dentro de nós...

Por

soba10.jpgT´Chingange

Nas frinchas de meu tempo e muitas vezes, lembro-me aqui no mato de coisas infectas com mais de quarenta anos. Ficou-me bem ciente que podemos sobreviver aos idiotas e até gananciosos que nos governaram nesse lapso de tempo e aqui, longe dos novelos do M´Puto retempero-me com biltong e heineken lager beer. Um retempero de engano, táseaver! Misturando ideias no amaciar de leite coalhado de zebra do Pilanesberg, revejo a promiscua simbiose dos políticos do M´Puto com militares e afins, como coisa infecta.

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A vaca voadora chamada de geringonça, uma estranha simbiose de animal com muitas patas, muitas tetas e asas secretas, também com lambebotas, engraxam-nos os dias com pomada retirada das nossas próprias gorduras. Com a benevolência de Marcelo presidente, com quem simpatizo, enfeitam os gráficos de crescimento económico engodando-nos o olho sem questionarem a subida dum tal de endividamento para uma vida; a coisa mais essencial desta periclitante estória da crise, vista do lo nefasto…

vacas voadoras.jpg Não sei se o povo é tonto ou se simplesmente anda mareado ou marinado numa mistura de leite de hiena. Nós, velhos resistentes, retemperando ideias de balouçadas agruras do tempo em que os militares vendiam armas ao inimigo comprimimo-nos em delicadezas; um misto de descrença sem aprofundar delicadas falas. Já chega de tibiezas! Roubaram arma em Tancos! Será que roubaram, ou já o tinham sido desviadas?

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Isto, há quarenta e três anos, na Luua da Mutamba e arredores da N´Gola, era o dia-a-dia; roubavam até chaimites, paióis inteiros para entregar ao MPLA. Agora Tancos, é coisa pouca! Só um esboço de antigas passagens da estória, de nossas vivências em África com saída abrupta como a água que sai pelo tubo ladrão. Também nesse então nos enfeitavam as mentes com cravos vermelhos e seitoiras miniatura da Catarina Eufémia. Prá-frente camarada, avante!

araujo86.jpg Ando neste morro ou mato, vendo uma fauna bem mais interessante do que esses abutres de há quarenta e três anos atrás mechiam livremente dentro dum governo de tuji que também se dizia nosso. Primeiro com Spinola do monócolo, do pengalim e luvas de couro preto, depois com Costa Gomes, o rolha. Governos que nos entorpeceram com melífluos sussurros ouvidos por todos no vestíbulo do CR  (leia-se Concelho da Revolução) do Estado Português. Fomos salvos pelo Ramalho Eanes e pelo Comandos a quem sempre prestarei homenagem com respeito e orgulho.

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Naquele então ecoavam falsidade nos propósitos; tal como agora, nós muito descansados, muito inocentes; a maioria nada disto fala, pois para quê, já passou!... Mansamente enfiam-nos no curral como se fôramos gnus aqui do Bakagatla Pilansberg. Esta gente não o parecendo ser ambiciosa, falam-nos com familiaridade, que usam sua força e suas ambições em apelo a sentimentos que infantilmente se alojam no coração de todos nós, mais os albinos, os verdadeiros m´puteiros.

REPU6.jpg Naquele então foram muitos a arruinar as raízes da sociedade, a trabalhar até em segredo com a justiça, ocultos na noite para demolir nossas fundações; minar também os alicerces da nação portuguesa, coisa infecta num corpo, simbiose de militar com político, um promíscuo MFA que nos sucumbia a mando de outras potências.

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Apalpando as medidas da natureza, sarar as feridas do corpo, de esquecer as tropas passando armas ao inimigo, velhaquices de todo o tamanho vendendo-nos ao desbarato, pior que numa feira da ladra. Isto do roubo em Tancos deve ser uma manobra de diversão! Tem muito esturro e nunca se irá saber o busilis do ferúculo...

PAPAL6.jpg O meu dia aqui  entre as espinheiras do Pilansberg,  termina com um adeus aos hipopótamos na lagoa do mankwe, deitados feitos pedras com a kúkia do sol poente rebrilhando em seu dorso, uma visão deslumbrante. E já noite, as luzes do acampamento do Gate Bakgatla, bem ao lado do meu sonho, tremelicam ao chacal que salta para agarrar borboletas ofuscadas na luz. Sempre fugindo, porque neste mato ou morro, não quero ser borboleta !

Monangamba - trabalhador sem especificação, faz-de-tudo (por vezes pejorativo).

O Soba T´Chingange 



PUBLICADO POR kimbolagoa às 03:15
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Quinta-feira, 6 de Julho de 2017
MALAMBAS CLXXIV

NAS FRINCHAS DO TEMPO - 06.07.2017 - Somos divididos socialmente, não somente pela cor, ou forma de vestir  mas, e também, pelas nossas posições no tempo… 

Por

t´chingange 0.jpgT´Chingange

Neste nosso curso de enfrentar os conhecimentos, todos os dias serão uma prova à adaptabilidade humana das várias instituições que nos governam. Teremos forçosamente de modificar nosso caracter de existência para aprender esta permanente transitoriedade. Uns dias atrás um amigo meu fez reparo àquilo que eu disse, de que nós sempre seremos o fruto da mudança afirmando que com ou sem essa tua (minha) teoria de transitoriedade nós seremos sempre os mesmos.  

capeta0.jpg Esse meu amigo mora em uma ilha grande e tem um cão chamado de aspirinas. Em verdade a palavra aspirina surgiu oficialmente pela indústria alemã Bayer a 10 de Outubro de 1897. Se imaginarmos que meu amigo nasceu lá por volta de 1840, seu cão nesse então teria outro qualquer nome assim como Sócrates, o filósofo ateniense do período clássico da Grécia que morreu 3 anos antes de Cristo.

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Daqui se reproduz uma situação que deriva desta mesma palavra, “situ” do latim que quer dizer sítio e “ação” que quer dizer acto ou execução. Pode por analogia deduzir-se a partir disto que as linhas de delimitação entre o Sócrates e o aspirinas cachorro, são a duração do espaço de tempo durante o qual a situação acontece! Meu amigo ilhéu de nome Freitas, hoje talvez chamasse ao seu apirina “Samsung”, um nome bem mais recente e de acordo com seu hodierno viver, numa lógica evolutiva transitoriedade.

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Em verdade o primeiro telemóvel do Fernando da Ilha era um quase pesado tijolo e hoje e um fino Smartphone que cabe num pequeno bolso das cuecas. A este número crescente de situações às quais não se aplica esta situação, traz-nos implicações psicológicas tornando um simples facto em situação explosiva. Para se sobreviver, o indivíduo tem de se tornar infinitamente mais adaptável e hábil do que nunca.

missosso2.jpeg Eu, este meu migo Freitas da lha e todos os demais, teremos de procurar maneiras de fixação, totalmente novas e sempre transitórias pois que nossas antigas raízes tal como a religião, a pátria, família, nossas vivência de um bairro da Luua, nossa comunidade ou profissão, estão a ser abaladas. Abaladas pela força ciclópica do impulso acelerativo; e daqui, só seremos premiados se nosso comportamento modificar nosso carácter de existência.

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Daqui, termos de compreender a transitoriedade! O computador apareceu lá pelo ano de 1950 quando eu já comia côdea com leite retirado da cabrinha; sua característica de função, quantidade e velocidade, transformou-se em uma grande aceleração de conhecimentos, e isto, é poder! É mudança!  O computador, é quer se queira ou não, o artefacto que elevou a humanidade a uma exponencial de espantosa novidade.

libia2.jpg A aceleração do conhecimento é uma das mais importantes e talvez a menos compreendida de todas as formas sociais e, que naturalmente abala as nossas instituições. Claro que o ritmo crescente de mudança perturba o nosso equilíbrio interior e, até modifica a própria maneira de como experimentar a vida acelerando a integridade de cada qual. Esta aceleração de mudança, complica e muito a estrutura de nossas vidas, diversificando-nos nas formas que temos de representar e o número de papeis com uma inerente opção de obrigatoriedade.

natal1.jpg Obrigatoriedade de assim fazer, explicada a asfixiante sensação de complexidade da vida contemporânea. Não será exagero, dizer-se que a realidade hodierna origina mal-entendidos entre pais e filhos, entre homens e mulheres, americanos e europeus, cristãos ou muçulmanos, gente do Leste ou do Oeste. Somos assim divididos não somente pela cor, ou pela posição social ou económica mas, e também, pelas nossas posições no tempo.  

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 19:54
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Sexta-feira, 30 de Junho de 2017
MOKANDA DO SOBA . CXXVIII

TEMPOS PARA ESQUECER - 30.06.2017 - ANGOLA DA LUUA XXXIII. NA GUERRA DO TUNDAMUNJILA. “Vai para a tua terra, branco” era o que mais se ouvia na Luua de 74/75… Os heróis de tuji afectos ao MPLA também deram à sola – dissimulados, claro! Faziam falta no IARN….

Por     

t´chingange.jpeg T´Chingange - (Otchingandji)

Naquele então, na segunda metade do ano de 1975, Gonçalves Ribeiro, o pai da “ponte Luualix” fazia alarde ao mundo da periclitante situação em retirar todos os deslocados por via da descolonização, entenda-se uma anárquica guerra com vários intervenientes, movimentos emancipalistas impreparados para se governarem a si próprios. Ainda faltava ir buscar algumas pessoas a áreas aonde não havia qualquer segurança (…). Confirmo que assim era porque estando eu destacado como adido no Palácio do Governo da Cidade Alta da Luua, podia vivificar o que por ali se passava.

cabo ledo4.jpg Tinha por missão dar a conhecer a gente deslocada de seus sítios tais como Administradores, Chefes de Posto entre outros funcionários que fugidos dos movimentos, mais propriamente do MPLA se encontravam confinados em hotéis, pensões e afins. Via telefone dava-lhes a conhecer qual a sua hora de embarque na ponte “Luualix”; para ultimarem sua presença no aeroporto ou esperar transporte ido do Palácio que os levaria ao aeroporto de Craveiro Lopes, também conhecido por Belas.

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Alguns daqueles funcionários administrativos por estarem escondidos, por assim dizer, em casas de familiares eram recolhidos por um autocarro do Alto Comissariado que os transportava ao dito aeroporto. Havia promessas de morte, vinganças avulsas. Já neste início de Agosto podia ver-se milhares de famílias pernoitando de qualquer jeito junto aos seus haveres no largo frontal da zona do check-in e jardins do aeroporto, malas, caixotes e bugigangas. Ali permaneciam dia e noite cobertos com lonas presas a caixotes usando como banheiro áreas improvisadas ou as bissapas circundantes; o cheiro era nauseabundo.

araujo95.jpg Em meados de Outubro, o terminal aéreo de Nova Lisboa (Huambo) encerrava, e Luanda passou a receber entre quinze a vinte aviões por dia. Os meios aéreos para fazer chegar a Luanda os refugiados do Lobito, Benguela e Moçâmedes, sendo insuficientes, o Comando Naval arranjou meios marítimos para fazer chegar a Luanda os cerca de 250 mil cidadãos brancos (maioritariamente) mas, tendo também milhares de mestiços e negros; enfim! Seguiam todos aqueles que o desejassem!

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Na vinda ou ida dos refugiados de um para outro lado (como kissondes) mas e, principalmente para os lugares de embarque da Luua, praticamente não havia triagem; não havia tempo para decidir de quem estava ou não nas condições de perseguido, refugiado ou o que quer que fosse. Não importava ser-se quem era e de onde vinha ou do porquê de estar ali. Era tudo ao monte e seja o que Deus quiser, aos magotes com o natural berreiro e choros de adultos e crianças, ordens e contra ordens desencontradas ou nem tanto.

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Cães, gatos e outros animais de estimação foram largados ao descaso! É confrangedor só de pensar em estas turbas de gente que às pressas colocaram umas peças de roupa, uns agasalhos, umas fotos de recordação e aí vão ao encontro dum desconhecido maior que o mundo. E, as despedidas de gente serviçal ou amiga, até mesmo um vizinho que por ali iam ficando; toma lá a chave do meu carro, da minha casa, cuida do gado meu amigo porque não sei quando voltarei nem se volte. Olha pelo meu cão, a aspirina mais o tarzan que ficam presos lá junto ao gerador e perto do galinheiro.

guerra13.jpg Era um Adeus dado aos trambolhões às coisas, ao motor da GMC a fazer de gerador, dos gansos guardadores mais o pavão. Ele, Deus, era só uma questão de fé interior, a vontade de querer e acreditar mas Ele, não surgiu a muitos; a lei da vida e da morte era um traço disforme, desfeito em cotão a confirmar que só somos enquanto somos, uma ilusão! Desde sempre e, que me lembre de ser gente, observei que as leis foram inventadas pelos fortes para dominarem os fracos que são muito mais; mas aqui não havia fracos ou fortes, só deprimidos…

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Sempre observei amizades incipientes desde o tempo em que os cuspidores de prata eram usuais e era admissível ou sem reparo; cuspir-se em público era feio e anti-higiénico mas agora e ali nem escarradores havia, era no barrento da terra, nosso infortúnio; cada qual cuspia para onde quer que fosse. E entre estes, surgiam os rufias catadores de desaconchegos, gente do MPLA usando prepotência com um extremo desprezo, pedindo relógios ou valores para ficar sem dissabores nesta hora de partir; uma forma de pressionar o medo ou resquícios deste.

zeka15.jpg Havia uma restea de ordem por alguns militares, Nossas Tropas mais conscientes! Valha-nos isso porque nem todos viam este desmando na forma do PREC, dos guedelhudos do M´Puto às ordens do diabo. As leis, as atitudes, o MFA, nossos patrícios do M´Puto, os generais de aviário, mesmo que absurdas, tornavam o impossível em admissível e hoje que penso muito e rezo pouco recordo isto, procedimentos sem que ninguém averiguasse as diferenças aturdidos por pudor. Pudor, palavra complicada de entender - qual pudor qual quê!?

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Nesse então, nós gente desavinda, podíamos ver já a força da crise com roubos subtraídos pela lei dos homens, pelas nossos guardiões militares com seus amigos, nossos inimigos – o MPLA, sem lei - nem velha nem nova ou tampouco ordinária ou arbitrária, nenhuma! Um salve-se quem puder! Era um acaso feito lei ali e a frio, ora marcial ora uma prepotente aberração feita de coisa feito gente, drogados no cérebro, nas kinambas ou nas matubas…

nito01.jpeg E, muitos daqueles ali ao nosso lado a fugir do caos, tinham estado dias ou meses antes, também a fiscalizar nossas bagagens, a escolher os cristais, a parti-los num desdém e isto sim e isto não; Este ouro é nosso, do governo! Mas qual governo - do MPLA diziam… sim! Ao serviço do por eles chamado de glorioso MPLA… Agora, eram camuflados companheiros de viagem, de infortúnio e, já ninguém queria retaliar o que quer que fosse; uma entrega sem jeito nas mãos dum Nosso Senhor…

(Continua…)

O Soba T´Chingange - (Otchingandji)



PUBLICADO POR kimbolagoa às 08:19
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Terça-feira, 27 de Junho de 2017
A CHUVA E O BOM TEMPO . LXXII

NAS FRINCHAS DAS CINZAS  - 27.06.2017 (desde Johannesburg) - Ruptura com o passado. Cada um de nós é uma nota musical única; a minha não tem ré nem mi, nem sol, só tem dó….

Por

t´chingange 0.jpgT´chingange

Nas rupturas com o passado, um número crescente de opiniões com crédito afirmam que o presente agora, representa a terceira cisão da história humana comparável em magnitude com as passagens do barbarismo para a civilização, depois a era da agricultura extensiva matando a fome a milhares de seres pelas nova vias de comunicação. Agora, e duma forma avassaladora temos a invenção tecnológica de um sem número de artefactos a partir da metade do século XX e, que hoje complementam nossa actividade com o maior conforto.

bra3.jpg E, surge a rádio, a televisão, o frigorífico, o micro-ondas e o computador de última geração cruzando imagens ao segundo em viagens de cruzar fusos horários. Os novos instrumentos de comunicação a levarem a voz e a imagem ao outro lado do globo. Informação ao minuto de acontecimentos que conjugados com os satélites passaram a dominar nossas vidas ao segundo; Coisas impensáveis há bem pouco tempo. Viagens controladas por GPS com tradutores instantâneos nos principais idiomas.

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E, surgem as férias de praia ou campo: não demorará muito a termos viagens interplanetárias. As viagens à Lua tornar-se-ão corriqueiras em um curto par de anos.  O choque cultural de hoje sucede quando um viajante se encontra num lugar onde o sim pode significar um não e aonde um preço fixo é regateável como diz Alvim Toffler e, até o riso pode significar ira.

matri2.jpg A aceleração da mudança não se limita a afectar as indústrias das nações, a oscilações das bolsas, as fraudes fabricadas com crises elaboradas em bancos supostamente credíveis mas, numa força concreta que se infiltra profundamente em nossa vida pessoal, que nos obriga a mudar de profissão, a representar novos papeis e nos coloca de frente com o perigo de uma nova e perturbadora doença psicológica.

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Estas mudanças rápidas amontoam-se sobre nossas cabeças, os instrumentos de ponta não mais o serão. Entram em desuso a máquina fotográfica, o gravador de fita e o vídeo; a grafonola vira gira-discos e tudo se resumirá a uma pequena pen ou um chip com milhares de músicas, informações e coisas tão abstractas que nos darão volta ao miolo, que nos baralham o cérebro. Nossas cabeças desmoronam-se com a maioria das pessoas desprovidas e mal preparadas para fazer frente a tudo isto. Uma mudança demasiado rápida!

poluição.jpg E surgem milhares de teorias sociais que se encavalitam no espaço-tempo quântico dando novas formas à mente e á vontade que fica sob custódia de uns quantos eleitos por via de eleições. E, surge assim a democracia na qual se vota em gente que mais tarde se governarão a si próprios chamando nomes sérios a roubos e desvarios. Gentes com mentes e circunstâncias radicalmente novas transformando-se num perigo para todos os demais: os políticos de profissão!

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E, este choque do futuro não estará mencionado em qualquer lista de anormalidades psicológicas; será coisa quase normal, aceite por todos mas estes, estarão cada vez mais desorientados e progressivamente incapazes de entenderem de modo racional o seu ambiente e, até entender o factor da amizade. O mal-estar instalar-se-á em si com neuroses maciças e violência descontrolada incapaz de se poder fazer as coisas mais triviais.

serrão7.png Surgirão terroristas e anarquistas que por debaixo de suas flanelas ou cetim, serão conformistas indecentes que por debaixo dos colarinhos abotoados se verificarão anarquistas e, pastores ateus ou budistas judaicos. E, surge a pop-art, os clubes gays, as quadrilhas sexuais, o swing, anfetaminas e tranquilizantes; também muita bruteza e maneirismos com calão com abundância de muito esquecimento. 

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Nos dias de hoje libertamos uma força social totalmente nova, uma mudança tão acelerada que influência o nosso próprio sentido de tempo, revolucionando nossa vida quotidiana que afecta naturalmente o modo de como sentimos o mundo à nossa volta. Esta aceleração reside fundamentalmente na instabilidade. Neste estado sempre transitório afectaremos forçosamente nossas relações com as demais pessoas. Será esta a pré-modernidade? Quem irá saber ao certo…

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 04:58
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Temos um Hino, uma Bandeira, uma moeda, temos constituição, temos nobres e plebeus, um soba, um cipaio-mor, um kimbanda e um comendador. Somos uma Instituição independente. As nossas fronteiras são a Globália. Procuramos alcançar as terras do nunca um conjunto de pessoas pertencentes a um reino de fantasia procurando corrrigir realidades do mundo que os rodeia. Neste reino de Manikongo há uma torre. È nesta torre do Zombo que arquivamos os sonhos e aspirações. Neste reino todos são distintos e distinguidos. Todos dão vivas á vida como verdadeiros escuteiros pois, todos se escutam. Se N´Zambi quiser vamos viver 333 anos. O Soba T'chingange
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