HISTÓRIA REAL DO MAIOR JOGADOR DO MUNDO NA ACTUALIDADE....
Lionel Messi – 2ª de 2 partes
E com a bola quase a dar-lhe pelos joelhos, aquela habilidade enorme logo maravilhou os treinadores do Barça. Carles Rexach, director do centro de formação do Barcelona, ficou maravilhado com o prodigiosíssimo argentino. Ao cabo de dois treinos, não hesitou e logo tratou de arranjar contrato. E ficou espantado com a proposta do pai do craque: o Barça só tinha de lhe pagar os tratamentos que os médicos argentinos sugeriam. Foi dito e feito. Durante 42 meses, Lionel levou, todos os dias, injecções de somatropina, hormônio de crescimento inscrito na tabela de produtos proibidos pela Agência Mundial Antidopagem, e só autorizada para fins terapêuticos. Em 2003, o milagroso hormônio fizera de Lionel o que ele é hoje, um rapagão de... 1,69 metros!
No Verão de 2004, acabadinho de fazer 17 anos, e já com contrato profissional, entrou para a equipe B do Barça. Mas fez só cinco jogos, porque aquele enorme talento não cabia no "Miniestadi". Reclamava palcos maiores. E rapidamente começou a jogar no Camp Nou, na equipe principal. Em 16 de Outubro de 2004, o prodígio fez a grande estreia na liga espanhola, num derby com o Espanhol. Em 1º de Maio de 2005 entrou para a história do Barça: marcou no Albacete e tornou-se no mais jovem jogador a marcar um golo pelo Barcelona. Aos 17 anos, dez meses e sete dias, começou a lenda. Cinco anos depois, Messi teve a consagração absoluta. Foi eleito Melhor Jogador do Mundo de 2009, após uma época de sonho, concluída com um feito inédito do Barça "de las seis copas": campeão de Espanha, da Taça do Rei, da Super taça Espanhola, da Super taça Europeia, da Liga dos Campeões, do Mundial de Clubes. Ufff!
O craque que o Barça contratou pelo custo da terapia de crescimento é, hoje, a maior jóia do futebol mundial, segurada por uma cláusula de rescisão de... 250 milhões de euros! E é, também, o mais bem pago de todos: o menino pobre do bairro de La Heras é, agora, multimilionário, recebendo qualquer coisa como 33 milhões de euros anuais em salários e publicidade. Nem em contos... Lionel Andrés Messi 23 anos (24/06/1987) Nacionalidade: Argentina (os argentinos têm vergonha de não terem tratado do rapaz). Títulos: campeão Espanha (2005, 2006, 2009, 2010 e 2011), taça do rei (2009); super taça Espanha (2005, 2006, 2009 e 2010); liga dos campeões (2006, 2009); supertaça europeia (2009); mundial de clubes (2009). "GRANDE LIÇÃO DOS PAIS QUE NÃO DESISTIRAM DO SONHO: CURAR O FILHO." Não se focaram só no problema, mas sim na solução e sem a ajuda dos clubes argentinos.
O Soba T´Chingange
HISTÓRIA REAL DO MAIOR JOGADOR DO MUNDO NA ACTUALIDADE....
Lionel Messi – 1ª de 2 partes
Mesmo que você não goste de futebol, ou não gosta dele, leia para ver como são certas passagens da vida. Para os adeptos do Barça, a oitava maravilha é Messi. Eis uma história, uma lição de vida, que encanta Camp Nou. É uma desforra bem pessoal, a história do menino autista aos 8 anos, anão aos 13, que via o mundo a 1,10m do solo. É esse mesmo, , que botou o corpo à base de tratamentos hormonais e que, 59 centímetros depois, encanta o mundo do futebol, naquele jeito singularíssimo de conduzir a bola colada ao genial pé esquerdo, como se o couro redondo fosse um mano siamês, uma mera extensão corporal, um órgão vital, inseparável.
Barcelona rende-se ao talento de "La Pulga" e os adversários caem aos pés de um talento puro e raro. E por muito talento que tivesse para jogar a bola, estaria o rapaz consciente do destino glorioso que lhe estava reservado? O miúdo de 16 anos que vestiu pela primeira vez a camisola da equipe principal do Barcelona num jogo com o F. C. Porto, a 16 de Novembro de 2003, na inauguração do Estádio do Dragão, o Lionel Messi que agora caminha sobre a água, é ainda o mesmo menino que sobrevoou o Atlântico, em 2000, para se curar de uma patologia hormonal. Lá na Argentina, na Rosário natal, os prognósticos médicos eram arrasadores: sem tratamento eficaz contra o nanismo, Lionel chegaria à idade adulta com 1,50 metros, no máximo.
Os diagnósticos alarmaram os Messi. E o custo dos curativos também: mil euros mensais, ou seja, quatro meses de rendimentos da família de La Heras, um bairro pobre de Rosário. Mas o pai de Lionel não se resignou. Sabia que o filho, pequeno no corpo, era gigante no talento. E não aceitou a fatalidade. Nessa altura, o prodígio de dez anos despontava no Newells Boys, fintando meninos com o dobro do tamanho e marcando golos atrás de golos. O pai sugeriu ao clube que pagasse os tratamentos de Lionel. A resposta foi negativa. E o mesmo sucedeu quando os Messi foram bater à porta do grande River Plate. Na adversidade, a família Messi teve mais força, com a ajuda de uma tia de Lionel, emigrada na Catalunha. E foi assim, em 2000, ainda antes de completar 13 anos, que Lionel e os pais viajaram até Lérida. Dias depois, o pequeno prodígio foi fazer testes no Barcelona...
O Soba T´Chingange
AS ESCOLHAS DO EMBAIXADOR DO KAKUAKU – “Boni”
El Confidencial. Espanha
Bloco de Esquerda
El eurodiputado que desencadenó la cruzada contra los viajes en clase business de los políticos comunitarios ha caído bajo su propia munición. El portugués Miguel Portas, del Bloque de Izquierda, ha sido cazado volando plácidamente en primera tras haber exigido a sus colegas que renunciaran a este privilegio. La fotografía a la que ha tenido acceso este diario fue en un vuelo de la compañía TAP por otro eurodiputado luso, víctima de la campaña desatada por Portas. Una venganza política de manual.
Portas defendió el pasado 6 de abril en el Parlamento Europeo diversas medidas de austeridad, como acabar con los viajes en primera clase, pero la mayoría de grupos votaron en contra, alegando que esta institución mantiene acuerdos con agencias de viajes para obtener descuentos en la compra de billetes de clase business. No obstante, esta decisión provocó un auténtico incendio entre los usuarios españoles de Twitter, que no tardó en saltar a los medios de comunicación.
La controversia se extendió también a los diputados nacionales, poniéndose de manifiesto el convenio del Congreso con Iberia para que sus señorías vuelen en business más barato que en turista, o su afición a viajar en preferente en AVE a cargo de la Cámara. Pero la polémica que ha irrumpido en la agenda política española poco tenía que ver con los verdaderos intereses de Portas. El izquierdista portugués pretendía golpear a sus adversarios conservadores lusos, dada la proximidad de las elecciones generales en ese país, que tendrán lugar el 5 de junio. De hecho, este eurodiputado llegó a confeccionar un video sarcástico en el que ponía cara, nombre y apellido a sus colegas portugueses que se habían opuesto a su iniciativa de austeridad.
Efecto bumerán. Sin embargo, la indignación ciudadana no prendió en Portugal, sino en España, siendo prácticamente el único país de la Unión Europea donde se ha abierto el debate sobre los privilegios de los eurodiputados a raíz de esta votación. Por si fuera poco, Portas ha sido cazado por uno de sus rivales políticos cuando dormía placenteramente en un asiento de primera de regreso a su país.
A soneca do Eurodeputado
Portas se ha puesto en contacto con este diario para asegurar que la fotografía podría corresponder en realidad a un viaje oficial que realizó en octubre de 2009 a Mozambique como observador electoral de la Eurocámara. “Las delegaciones oficiales fuera de Europa viajan en clase ejecutiva. Es una regla que no discuto”, señaló a través de correo electrónico. Además, quiso matizar su posición contraria a los vuelos en primera indicando que utiliza esta clase cuando compra el billete con bastante antelación, y cuando no encuentra sitio en turista. “Yo no critico a quien utiliza actualmente la clase ejecutiva. No me considero diferente ni mejor”, expresó. Asimismo, tachó de “basura” y “calumnia” la fotografía.
Su maniobra ha tenido un inesperado efecto búmeran que puede acabar con su credibilidad política. Aunque, de paso, puede llevarse por delante parte del crédito que le resta a los parlamentarios europeos, a ojos de los ciudadanos españoles. Y es que, habrá quién se sienta decepcionado por que el azote de los gastos de los eurodiputados practique justamente aquello contra lo que presume de combatir. Mientras, los representantes españoles en Bruselas se han pasado a la clase turista, aunque sea a costa de billetes más caros, para escapar de las críticas. Al menos, hasta que pase la campaña electoral o se desvanezca el clima creado por eurodiputadoscaraduras
Que coisa! isto é politica!?
O Soba T´Chingange
FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO
"2010 - Ano Jacobeo"
FLORES . NA ROTA DE MANUTENÇÃO DO SOBA
A industria do turismo aliada a grupos ecologistas, lançam novo vigor aos caminhos de Santiago recuperando percursos, elaborando mapas e editando roteiros com mapas e guias culminando na classificação como patrimônio da Humanidade pela Unesco.
Neste século XXI, o objectivo de chegar a Santiago começa a partir da porta da casa de cada um que, percorrendo as sinalizações da “Vieira” se pode lá chegar a pé, de carro, a cavalo, de bicicleta ou comboio.
Porque já lá fui três vezes, guardo no meu museu de recordações uma Vieira, um cajado e uma cabaça, símbolos do peregrino.
Nos tempos medievais, a concha “vieira” funcionava como um certificado de que a peregrinação tinha sido feita cosendo-a à roupa.
São oito os principais caminhos de Santiago: - O Frances passando por Burgos, O Inglês , O do Norte ou o Cantábrico, o Primitivo, o de Finisterra - Muxia, a Via da Prata, a rota do Mar de Arouca e o Português.
O Caminho Francês é talvez o mais destacado e popular pelo legado histórico, cultural e beleza das paisagens que têm início em em Saint Jean Pied de Pôrt, nos Pirineus franceses prolongando-se por 800 quilômetros.
CATEDARL DE BURGOS . CAMINHOS DE SANTIAGO
O Caminho Luso ou Português tem vários trilhos pedestres com intrincados itinerários Jacobeus com sinalização a partir do Braga, Valença e Porto ligando-se a Tui e Pontevedra na Galiza espanhola.
A rainha Santa Isabel, o rei D. Manuel I e São Francisco de Assis, utilizaram este caminho a partir de Coimbra.
Os viajantes, almocreves, aventureiros, bandidos e contrabandistas utilizaram estas rotas pernoitando em albergues tendo em tempos idos os Templários como guardiões. Hoje pode consultar-se na NET os vários grupos de caminhantes e assim agendarem um programa conforme o seu meio de locomoção, ficarem em albergues e até terem guias de grupo patrocinados pelas autarquias localizadas ao longo do percurso.
Ao longo do caminho português existem centros de apoio ao peregrino mas, quem se aventure nesta longa caminhada faça-o por etapas de não mais de trinta quilômetros por dia; leve uma mochila anatômica com peso não superior a 10 % do seu peso levando um saco cama, uma esteira leve, capa de chuva, botas de montanha resistentes à água e meias de algodão. Os albergues existentes, na maioria são gratuitos havendo apoio aos pedestres nas épocas altas de visitação. É conveniente levar cremes hidratantes, um chapéu de aba larga, um cantil e preparar-se psicologicamente para sofrer com agrado.
(continua)
O Soba T´Chingange
FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO
“2010 Ano Jacobeu”
Catedral de Compostela
Em ano Jacobeu, todos os caminhos vão dar a Santiago de Compostela. Desde o descobrimento do túmulo do apóstolo Tiago no século IX, Compostela passou a ser a mais importante rota de peregrinação na Europa medieval.
Ao longo dos Caminhos de Santiago podem encontrar-se testemunhos monumentais, relíquias e lendas que sobrevivem até aos dias de hoje.
Sempre que o dia 25 de Julho, dia da consagração de São Tiago, calha a um domingo, aporta santa da Catedral abre excepcionalmente nesse ano; é o caso do ano de 2010.
Com histórias de cavaleiros Templários, um misto de religiosidade e desafio, busca-se o autentico de si mesmo num percurso de estilos românticos e góticos, monges beneditinos cruzando montanhas, rios, cidades e bosques de pinheiros, faias e trigais.
A viagem no empo, tem início no ano de 812, quando um eremita reparou em um campo aonde não paravam de cair milagrosas estrelas; o lugar do túmulo do apóstolo.
Entre os vários caminhos de santiago, destaca-se o caminho primitivo que sai de Oviedo constando ter sido D. Afonso II, o castro rei Asturiano o primeiro dos peregrinos.
Este monarca mandou construir uma igreja e um mosteiro em Compostela e, encarregou os monges Beneditinos de conservar o sepulcro do Santo a assegurar o culto.
Este lugar sagrado foi reforçado na reconquista Cristã contra o Califado de Córdova muçulmana (moura) fazendo de Compostela um destino tão importante como Roma ou Jerusalém tendo os templários como guardiões e os cruzados como conquistadores e propagadores da fé Cristã.
Os Caminhos de Santiago
A partir do século X, as rotas vão-se consolidando com a construção de igrejas, mosteiros, hospedarias, pontes e calçadas com forte intercâmbio cultural e artístico da Idade Média até ao século XIII.
Devido a pestes e divisões religiosas a peregrinação a Compostela decaiu até ganhar de novo notoriedade nos finais do século XX.
BURGOS . T´Chingange com sua neta e um peregrino
Paulo Coelho, escritor brasileiro e tantos outros, aliados aos muitos grupos de caminhantes contribuíram no rejuvenescer da mística, crença que move milhões de seres; um estado de espírito a que os humanos estão cada vez mais sujeitos por via das muitas e variadas contrariedades na vivência do mundo actual.
(continua)
O Soba T´Chingange

5º encontro com a kianda . o pacto de sangue
Os seguranças de serviço levaram-nos direitinhos à única entrada exterior do Palácio Nazarie.Tratados como mustáfas por via da indomentária de Januário Pieter, o espanto fez-nos sentir os maiores previligiados. A partir daqui rodávamos a cabeça em todos os sentidos observando toda a beleza daquele conjunto palaciano com quarteis, estábulos, mesquitas, escolas, banhos, cemitários e jardins.
O Palácio dos Nazaries, é em verdade um conjunto de residências principescas sem fachada, sem alinhamento de salas, com passeios e jardins interiores de grande frescura. Pode adivinhar-se as forças ingrávidas de arcos com paredes furadas de renda; portas, janelas e arcadas por onde a luz penetra na medida certa e, aonde parece não haver gravidade.
Foi no Pátio dos Leões, a sala privada do Sultão em que eu T´Chingange e Pieter selamos o nosso pacto de sangue. Tinhamos em frente um belo claustro formado por muitas colunas, o lugar mais Pambu N´gila de todos os lugares aonde estivemos antes. Este sítio era em verdade um sem número de flocos dourados caídos do Duilo e, foi ali que ambos picamos o centro da palma da mão esquerda de onde saíu uma bolha de sangue. Eu T´Chingange cuspí na mão esquerda de Pieter dissolvendo-se no sangue e ele fez o mesmo na minha mão esquerda; com a mão direita ambos acariciamos as cabeças dos leões e ,eu primeiro e depois Pieter, desferimos com a direita em cutelo na mão esquerda do outro um enérgico movimento fazendo chispar sange e cuspo no ar. Teve de ser ali porque o leão que pela boca deita água simboliza o Sol da qual brota a a vida. Os doze leões, são os doze Sois do Zodiaco, os doze meses que na eternidade existem
Januário Pieter falou de que quando ficasse um antigamente, de mais tarde, eu um mais candengue, me iria recordar deste selo de Mano-Kilombelombe enquanto ele, lá na ilha da ensandeira do Kwanza, recordaria os espíritos dos M´fumos Kia-Samba e Manhanga como um minkinsi.
Pieter recordava as minhas próprias brincadeiras com os candengues no mar da Samba, os pactos de amizade feitos a cuspo e bisgo da mulemba nos suburbios da Lua. A Kianda Pieter sabia tudo! Sukuama!
- Deixa só, “ N´Zambi a tu bane n´guzu mu kukaiela”, Deus dá-nos força para seguir, disse eu batendo dedos no ar enxotando maus olhados.
Glossaário:
Pambu N´jila: - Agente de ligação entre o espaço físico e o místico; lugar de veneração ou peregrinação; Lugar predilecto Duilo: - Céu (em um amiente de espíritualidade)
kalunga: - espírito forte, divindade ou espírito das águas, iemanjá, mar, água no geral
Mano-Kilombelombe: - Mano-Corvo, Uma fusão de homem com pássaro do tipo Kwetzal ( México)
M´fumos : - Chefes
Samba: - Lugar ente a Quissala e Futungo (Belas da Luanda de antigamente)
Manhanga: - Bairro da Maianga, lugar de cacimba
Amazulu: - Dialeto Zulu
Minkisi: - agente de ligação entre o físico e o místico, tem poder nos elementos da natureza, (faz chover, faz trovoada), gente com mau-olhado
Sukuama!: - Caramba!; poça!; Cós diabos; Porra!
Bisgo: - Resina de mulemba usado para apanhar pássaros,da mulembeira (árvore de grande porte que dá uns figos pequenos)
Lua – Diminutivo de Luanda
(Continua ... Alhambra de Granada VII)
O Soba T´Chingange
FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO
GOMERA . Ilha Colombina
Querendo ou não, não podemos ficar indiferentes ou alhearmo-nos da noticia do que nos cerca e, relegarmo-nos para um lugar do nada, sitio de extrema apatia aonde nada floresce.
Em Gomera, estive no meio dum bosque de laurissilvas, parque património mundial e, no cume da montanha no meio de intenso nevoeiro lembrei-me das estórias de meter medo que meu pai contava aos serões; estórias de lobisomens, bruxas com quem disse ter namorado e ter feito cavalgadas entre pinheiros que se curvavam ao vento dos espíritos.
Nesse então ainda não conhecia a kianda de Cabo Ledo do outro lado da kalunga de nome Januário Pieter.
O livre exercício da escrita é um gozo que todos nós podemos exercitar e, por via desse gosto de empilhar palavras, amassamos estas entre verbos e adjectivos sublimados em gente que respira no dia a dia incertezas, preocupações e outros tormentos.
Entre inebriante inquietude de permeio com algumas alegrias, a nova coisa da escrita torna-se de um investimento gratuito em um bem colectivo. Casuisticamente as coisas sucedem em translado de bicuatas e, descobre-se no meio do mundo ou do nada num lugar distante, cumplicidades.
Quase sem querer, querendo, tornei-me súbdito dum alograma em forma de gente e a quem recorro para falar a homens que se comunicam por assobios circunscritos numa ilha empinada de morros e ravinas. Isto é Gomera!
A comunicação via espírito num lugar daqueles tão arredio a inovações, à mais de quinhentos anos atrás, deu-me o mote das descobertas e os amores de Colombo.
Acostumei os meus leitores a escritos torcidos de invulgaridade e nem sempre respeitando a semântica natural da palavra; a rebeldia no jeito de dizer as coisas desconhecem imperativos e, como me encontrei naquele sitio de aguçada curiosidade, uma gruta de lava
Em Gomera, uma das sete bonitas ilhas que compõem o arquipélago das Canárias tentei entender o que se passou quando da sua descoberta até aos dias de hoje.
O mundo em geral pouco sabe acerca do povo Guanche, mas foram estes os aborígenes que os Espanhóis encontraram quando acharam esta ilha a cerca de 80 quilómetros da costa Marroquina.
Em 1402 Juan de Bettencourt achou a ilha de Lançarote, e passaram quase cem anos até se descobrir as restantes ilhas; constatou-se daí que, entre elas não se fazia navegação por simples desconhecimento dessa mesma gente.
Não obstante os Guanches terem rasgos iguais de fisionomia e costumes similares nas várias ilhas, tinham no entanto diferença no modo de falar; havia palavras idênticas mas, desconheciam-se entre si, o que leva a supor muitos séculos de separação entre eles.
( continua... charruas de corno de cabra - notícia II )
O Soba T´Chingange
FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO
Cristovão Colombo e as Ilhas de Porto Santo e Gomera
Vamos esmiuçar superficialmente esta globália.
Do reconhecimento oficial de Porto Santo em 1418 até à chegada à ilha Tanegashima em 1543 percorre-se mais de um século de abertura ao mundo, uma esperiência pioneira de globalização até um extremo oriental nunca sonhado. Sucede que àquela ilha vai parar uma estante de missal Japonesa do periodo Edo, início do século XVII que serve a rituais liturgicos católicos com uma arte que então se chamava de Namban. Os Namban não era senão os bárbaros do sul, os estrangeiros exóticos, os portuguêses que de elmo à cabeça, vestidos de ferro e latão dourado levavam uma cruz processional de bronze dourado; hábitos de militares e conquistadores na força da fé cristã.
Tem mais: - O Tratado de Tordecilhas estabelecido em 1494 dividindo o mundo entre as duas maiores potências do Ocidente era proposto por Portugal a divisão do mundo por uma linha merediana passando 370 léguas (
Cristovão Colombo (1451-1506), o Genoves, desde cedo dedica-se á arte de navegação e, em 1476 seu navio precário naufraga na costa portuguesa salvando-se a nado. Àvido no contacto com gente conhecedora da arte de marear encontra apoio em Lisboa de um descendente de patricio de nome Bartolomeu Perestrelo Moço; este, presumivelmente seria neto de Filipo Pallastrelli, um comerciante de origem italiana que chegara a Lisboa nos finais do século XIV tornando-se um cavaleiro da casa do Infante D.João e, mais tarde da do Infante D. Henrique. Foi em Portugal que Colombo estudou as rotas maritimas, efeito dos ventos, correntes marítimas e o conceito de terra redonda.
D. Henrique, na qualidade de Mestre da Ordem de Cristo, titular das ilhas, entrega a administração da capitânia de Porto Santo a Bartolomeu Perestrelo (pai) enquanto as do Funchal e de Machico ficam respectivamente entregues a João Gonçalves Zarco e a Tristão Vaz da Teixeira.
Continua...II...casamento com Filipa Moniz)
O Soba T´Chingange
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5º encontro com a kianda Januário Pieter
ALHAMBRA 
. PÁTIO DOS LEÕES
Estou contente de saber dos meus antepassados, disse Januário Pieter. Agora só quero mesmo ficar no pé duma mulembeira, lá no meu kimbo de Cabo Ledo e, de vez em quando subir com os mwenangolas até Muxima ou Massangano a esvoajar minha velhice; ir ao lugar do eco repartido, jangandeando com os maculos, perfurar outras sombras, outras kiandas desastradas que só fazem canvuanza, mesmo.
Pieter dava xinfrim de xoto em cima de mim, falando um amazulu impenetrável, banhos de àgua de defunto dum xova-xitaduma do Maputo; parecia ter saído dum d´jango esfumado em liamba com as lamparinas dum matumbola, que fica mesmo no corpo vazio ocupado por um ilundado; um grande chicoxana, mesmo.
- Mas tu já és uma kianda,...meu! Disse eu falando das minhas verdades.
- É mesmo, mas, no entretanto, é tempo de começar a esquecer e ser esquecido. No futuro, serei lembrado como a kianda n´kuluculu mulungo de toda a kalunga.
Meio dia eram já quase, quando acabando de subir a rampa de “Gomerez” e, estavamos a passar a porta “Puerta de las granadas” quando desviei a conversa para um tás-a-ver de visão árabe, ali aonde que a conversa da manhã nos tinha empurrado nesse linguajar de espíritos,... nos estão esperar dentro deste portão d´Alhambra, lugar de muitas sombras, espantos de califas.
Chegados à “Puerta de
Esta porta aberta dava para uma outra fechada havendo no alto desta um espaço aberto de onde, em caso de cerco, os sitiados de “Al-Hamra”podiam fustigar, arrojando pedras, azeite fervente ou chumbo derretido em cima dos atacantes não dando assim, oportunidade a que forçasse a porta. Esta originalidade da arquitectura Nazaríe explicada por mim a Pieter, fê-lo dar um estalido de lingua no céu da boca:
- Sukwama! Mahezo!, grande muzua! De quilunza mesmo!
Passamos ao lado de “La puerta del Vino” um lugar em que funcionava o mercado do vinho lá pelo ano de 1554 e, era em verdade uma fronteira entre o núcleo militar de “Alcazába” e a cidade medieval aonde, em esse tempo, viviam 2000 habitantes; uma porta policromada num entricado rendilhado.
E, continuei explicando:
- Nesta terra de Árabes, Abd-Allah, instalou-se aqui no ano de 889 e por aqui permaneceram seus seguidores por 603 anos. Sairam ao fim desse todo tempo, quando governava o Califa Muhamad XII da dinastía Nasrí (Nazaríes) no tempo dos Reis Católicos de Espanha e Carlos VIII de França.
Glossaário:
Mwenangola: - Donos de Angola; reis de N´gola
Maculo: - Antepassado
Canvuanzaa: - Confusão; luta; xinfrim
Xinfrim de xoto: - Confusão de bufa; peido doido
Amazulu: - Dialeto Zulu
Xova-xitaduma: - Condutor de cangulo (Moçambique); um monangambé proletário; Condutor de carro de mão
D´jango: - Casa comunitária; forum; sitio de assembleia do povo ou de reunião; sítio só p´ra falar mesmo, ou cachimbar
Mulungo - M´zungo; branco em Zulu
Matumbola: - Morto vivo, uma assombração; um deus-me-livre; alma penada
Ilundado: - Espírito superior
Chicoxana: - Século (Angola); ancião com sabedoria, Kota com suko
N´`kuluculu mulungo: - Deus branco (Zulu)
Al-Hamra: - Alhambra em árabe
Sukuama!: - Caramba!; poça!; Cós diabos; Porra!
Mahezo!: - Tenho dito!
Muzua: - Armadilha; artefacto de prisionar
Quilunza: - Arma de fogo
(Continua ... Alhambra de Granada VI)
O Soba T´Chingange
FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO
5º encontro com a kianda Januário Pieter
COLÓNIA DE SACRAMENTO . URUGUAI
Januário Pieter o excêntrico fora de tempo, saudou-me pela segunda vez só que, em amazulu com um samboniani. Recordando-me de tal saudação respondi um kunjani, meu.
- E, porquê tudo isto? Interroguei-o enquanto sinalizava em gesto, o seu aspecto.
- Porque venho de visita aos mustafás de Alhambra. Tinha de condizer com os meus antepassados mouros a estes mulungos.
- E para quê, essa adaga aí na cintura? Perguntei.
- Para respeitar as tradições antigas, homem sem arma não é ninguém e eu, não atravessei a kalunga para fazer má figura. Tambem é uma homenagem aos meus mestres de Toledo, acrescentou.
Depois de todas estas explicações sentou-se. Mandou-se vir uma taça de tinto “rioga”e umas quantas chamussas, pois o senhor kianda extra-planetário, estava com uma fome de leão da anhara.
- Afinal, encontraste resquícios de teus familiares mulungos dinossauros? Perguntei eu com uma intimidade um tanto abusiva.
- Pois! È assim,... vou-te contar tudo: - Meu tio Antoine, o mais candengue, dedicou-se à igreja, foi para padre; esteve com meu pai Lestienne em Burgos a trabalhar nos jardins de “Cartuja de Miraflores” mas, depois roçou madraçamento pelas sacristias do convento até que num dia seguiu integrado numa comissão-à-doca de regulamentar segurança aos peregrinos e as novas visões da estrela-polar. Depois de muitos anos tomando conta de seus fieis e a guarda do incensário da catedral, morreu sem deixar herdeiros. Tenho de lá ir, a Santiago de Compostela rogar preces à sua memória e assim ficar tranquilo na minha missão de kianda itinerante da Globália.
Interrompi a descrição de Pieter para lhe mostrar vontade de por lá, em Santiago, nos encontrarmos de novo e, juntos decifrarmos coisas tão ligadas ao Puto, mais o “bota fumeiro” e a majestade daquele Pambu N´gila daquele lugar com ligação à nossa N´gola pelos seus símbolos; n´zimbos na forma da concha vieira, uma mabanga diferente das nossas kalungas.
- É uma boa. Eu mesmo te vou falar das imbambas cassumbuladas no nosso povo, nesse antigamente e nesse mesmo ali. Combinado, meu!
E, Pieter continuou sua descriminação:
- Meu pai, como já sabes, esteve em Pernambuco com Maurício de Nassau embarcando mais tarde para Loanda do reino N´gola com os Mafulos, casou com a minha mãe N´ga Maria Káfutila e, mais tarde, ficou como mercenário às ordens dos Tugas com Sá e Benevides, um rico comerciante de escravos. O resto já te contei, não vale a pena recordar por agora.
Josué Pieter, o 3º mais velho dos meus tios, ficou no “Pais de Landes” tratando de vinhedos em “Vignobles Vallee du Loir” e, por lá deixou muitos primos.
O 4º tio mais velho de nome Souston, ficou nos arredores de Paris roçando a vida em “Jablines du Marne”, lugar aonde nós nos encontramos pela primeira vez.
O quinto tio, Charles Pieter, o mais velho de todos, seguiu o rumo de Burgos em “Leon e Castilla” como Lestienne e Antoine mas, singrou para Toledo aonde se tornou um homem de armas, vindo a ser mais tarde um militar da armada de “La Mancha e Andaluzia”. Foi em “Puerto de Santa Maria”, perto de Cádiz que pelo rio Guadalquivir, saiu numa armada de soberania às novas terras Espanholas de América.
Seguindo escritos antigos, soube que já como capitão dos mares, avançou na descoberta de novos cerros de prata “puesto arriba” do rio da Prata; acabou por ficar num lugar conhecido de Sacramento, perto de Montevideu dedicando-se ao negócio de gado bovino e muares formando tropa de tropeiros, que transportavam mercadorias através dos matos ou vendendo charque aos novos colonos de Cisplatina e Rio Grande do Sul. Por lá deixou uma prole de primos matutos cujos descendentes governam agora o Uruguai. A história deste tio é comparada à do meu pai porque também atravessou a kalunga grande para fazer fortuna. Havia uma lendária “Sierra de la Plata” de nome Potossi procurada desde inícios do século XVI por Alego Garcia e sebastião Caboto. Em 1611, quase cem anos depois, Potossi era já a maior mina a céu aberto produtora de prata do mundo; nesse então já tinha à volta de 150 mil habitantes e, sendo o lugar mais rico do mundo originou uma corrida ao tesouro. Charles Pieter homem de guerra da têmpera de Toledo, ambicioso, seguiu naquela armada a pedido de Juan de Villarroel com expedição a partir de Cádiz e Sevilha conjuntamente com outros conquistadores tal como Nunez Cabeça de Vaca, Domingos Martinez de Iranda ou Juan de Ahumada. Meu tio Charles seguiu para ali em meados de 1615 para compartilhar tesouros de sonho e pilhagens. A Espanha fez-se assim; com a prata que saiu dali, podiam fazer uma estrada física, uma ponte ligando-a à América
- Como meus tios dinossauros, eu e tu (referia-se amim), navegadores da Globália deixamo-nos alfabetizar na vida e prálem dela. É mesmo uma missão de cumprir dever sem ter ordem nem corpo-delito, à-doka no através da estória dos xicululos.
Bolas! Fiquei barafundado naquela sapiência do kota Pieter.
Sentado no meu silêncio mastigando resposta calada, Pieter deu dois passos calçados no meu sobre-consiente. Num cadavez mais eufórico, Pieter falava todas as suas razões.
Eu só disse, simplesmente: - Tá bem meu!
Glossário:
Amazulu: - Dialeto Zulu
Samboniani: - Bom dia; como está (em Zulu)
Kunjani: - resposta a samboniani; tá se bem
N´zimbo: - concha, dinheiro antigo do reino de N´gola da ilha Mazenga
Mulungo - M´zungo; branco em Zulu
Adaga: - Punhal em forma de foice usado por muçulmanos
Anhara: - Zona plana e, com plantação rasteira, de clima seco ou semi-desértico e tropical
Pambu N´jila: - Agente de ligação entre o espaço físico e o místico; lugar de veneração ou peregrinação; Lugar predilecto.
kalunga: - espírito forte, divindade ou espírito das águas, iemanjá, mar, água no geral
Mabanga: - Bivalve do tipo ameijoa que sangra vermelho.
Imbambas cassumbuladas: - Coisas roubadas; riquezas arrebatadas; jogo de sacar por toque brusco.
Mafulo: - Holandês em quimbundo; Gente invasora da Companhia das Índias Orientais ou Ocidentais; flamengo.
Tropa de tropeiros: - Exército de condutores de burros (Brasil, Cisplatina); O tropeiro era um viajante das zonas agrestes ou do sertão.
Charque: - Carne de Sol; carne seca (Brasil)
Matuto: - Mestiço; filho de branco e índio.
Xicululo: - Gente de mau-olhado; olhar de lado; gente de dar azar.
N´ga: - Senhora
(Continua ... Alhambra de Granada V)
O Soba T´Chingange
FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO
5º encontro com a kianda Januário Pieter
Era agradável estar ali confraternizando com o passado que, nem sempre foi risonho; poemas de Garcia Lorca referem a guerra de 1937 a 1939 com quadros dantescos no bombardeamento de Guernica e atrocidades de uma disputa civil entre Nacionalistas de Franco e Republicanos que perfurou como uma faca sem fim, toda a Espanha.
A sala espaçosa estava recheada de quadros sobre esses acontecidos passados como uma galeria de horrores de Granada. Sentei-me num recanto em uma cadeira em madeira talhada com motivos de produtos da terra, pedi um “café solo” e uma tortilha de “manzana”.
O olhar não se desprendia dos corpos desmembrados em destroços retorcidos, gente e animais espalhados pelos campos; um treino de preparação à grande guerra que viria a acontecer em 1940, Alemães ajudando Franco a tomar o poder.
Sentia-se desprender da tela o odor fétido da morte.
Nesta cidade tão cheia de memórias, havia felizmente, espaços retemperados à noite com flamengo, uma dança que reflete o estado de espírito cigano.
Eu, estava aqui para o quinto previsto e ansiado encontro com Januário Pieter, a assombração Kianda que pouco a pouco foi ficando o meu “Guru” e, estava agora, pronto a fazer com ele um pacto de sangue, tornar-me um cipaio do seu arimo ( lavra horta, n´nhaca).
Entre o desejo de saber a verdade e o pavor que lhe tinha, zuniam na minha cabeça legionários às ordens de Franco gritando “viva la muerte” mutilando o meu medo envidraçado de repugnância a todas as guerras. Aviões Nacionalistas matando indiscriminadamente gente impregnada de susto sem celeiro ou pontes para se esconderem; brigadas internacionais, idealistas lutando com armas diferentes de um credo sem culatra, munições encravadas em sonhos inúteis.
Estava entre os 15.000 mortos de Guernica quando com aura de santo-maior entrou uma figura pela porta frontal; era nem mais nem menos a Kianda Pieter que, varrendo com os olhos o salão “café solo” poisou em mim a ansiosa vontade do encontro.
Efusivamente dirigiu-se-me com as duas mãos abertas ao espaço seu Duilo (Céu) mostrando todos os seus anéis. Vinha carregado de magnetismo, feitiços de contra-luz cintilando um desassossegado arco íris.
( Continua ... Alhambra de Granada III )
O Soba T´Chingange
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5º encontro com a kianda Januário Pieter
Com a sensação de começar a penetrar na minha própria inconciência, enrolando dedos e retesando músculos, cruzei o bairro mouro Albayzin bem cedo; de forma aleatória como um senhor dos caminhos minkisi cruzei ruelas estreitas de aroma de mijo ou tapetes molhados misturados com cheiros de churros vendo do outro lado do vale as muralhas e torres de Alhambra. O rio Darro, corria na depressão à semelhança dos meus pensamentos que rolavam entre mulheres gitanas guapas bailando o flamengo em as mil e uma noites em companhia de Aladino e N´si, o guardião negro da terra. Este carregado de espanta espíritos, vendia ternuras na forma de raminhos de alecrim e farrapos enternecidos de recordações.
Tinha combinado encontrar-me com Januário Pieter, um velho de 384 anos e, aquele era um bom dia para me encontrar com ele, a kianda itenerante da Globália, natural de Cabo Ledo, sítio distante da kalunga.
Cruzei para Sul em ruas e avenidas modernas de patéticas angústias feitas estátuas na busca de um lugar mais próximo do "Arco de las granadas", o ponto de encontro, nosso Pambu N´jila das antigas muralhas mouras. É ali que os espaços físico e e místico juntam simbis com gente de suko ou alucinados como eu.
Na "Calle Bodegoncillo" , já um pouco encalorado, entrei em "El Pátio Riconcillo" e, busquei acento apropriado; o lugar era arejado dando para a "Plaza Nueva" podendo ver mais acima a "Plaza de Santa Ana". As paredes estavam cobertas de cartazes anunciando espaços de "Flamenco" e cartazes de cores amarelecidas com datas ultrapassadas de eventos tauromárqicos, bestas de bois cornudos e esbeltos toureiros enfiados em apertados fato vistosos de lantejoulas zurzindo farpas ou bandarilhas coloridas; estavam encaixilhados em madeira sarapintada de minúsculos furos de térmitas, resquícios das pestes de Guernica.
GLOSSÁRIO ( Palavras sublinhadas ):
Minkisi: - Agente de ligação entre seres humanos e o físico, elementos de fogo, água, ar e terra; Gitanas guapas: - Ciganas bonitas; Aladino: O sábio árabe das lâmparinas; N´si: - Terra, o feiticeiro pintado com farinha vermelha ( maiaca kianguim) que guarda os pórticos e permanece até o toque do medo, adrenalina, guardador de caminhos com saber do ontem, do hoje e do amanhã; Kianda: - Fantasma, assombração das águas das lagoas, rios e mares ou Kalungas; Kalunga: Junção de espíritos na forma de água, simpesmente água ou mar, espírito forte no reino dos mortos, divindade abstrata podendo ter a forma humana, quando alguém é levado pelo mar, foi Kalunga que lhe levou porque fêz uafa, uafou (wafou= morreu); Globália. - O Mundo; Pambu N´Jila: Espaço físico em conjunção com o campo místico; Simbis: - Espírito ancestral de origem do Kikongo e àfrica central.
( Continua ... Alhambra de Granada II )
O Soba T´Chingange
FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO
TOLEDO . 2009
BLOGS DE ANGOLA
Pambu N´gila nesta crónica, corresponde ao espaço fisico de Toledo ligando este à mistica das kiandas de Angola; uma ponte entre os seres humanos e o Minkisi, senhor dos caminhos que guardam os portões da nossa casa, do nosso espaço e neste caso os muitos portões de Toledo tais como “La puerta del Sol” ou a ”del Cambron” ou ainda “ La puerta nueva de Bisagra”.
Minkisi, ocorre e corre com fluidez, tem o saber do ontem, do hoje e do amanhã.
Esta cidade mística, guarda segredos que não estão escritos. Gozar a cidade e património, não é folhear a história e ler um capítulo porque toda ela é história. Nela refresca-se a memória num rendilhado gerado de culturas diversas, encruzilhada de raças e encontro de feitiços e feiticeiros que dominam silêncios desconhecidos. Kalungas longinquas de musas e gente de arte feitas pó, impregnadas de muito suko.
Paira no ar um feitiço de aço temperado e manobrado pr um N´Kondi que espalha pregos feitos germes comedores de carne, pedra e pau.
N´Kondi de N´Gola, N´kosi de Imbinda e um cortejo de muitos Bandokis foram ao concílio de 1583 à revelia de todos os outros espíritos convidados, embaixadores das kiandas das kalungas e seus mutakalombos.
Os espíritos do mal N´Kondi e N´kosi ficaram desapontados por D. Filipe II não os ter convidados formalmente; os astrólogos do rei desaconcelharam-no a fazer mistura entre mitológicas Ninfas e Nereidas conceituadas.
N´Kondi, o manobrador de pregos ficou encantado com as novas técnicas dum metal chamado de aço e do qual se faziam coisas pontiagudas, espadas, facas cujas folhas nunca perdiam o fio de corte. Era esse o metal durável que tanto buscava para fazer suas maldades aos homens. Os pregos de cobre e aluminio espetados no boneco fetiche Kozo, tinham bons efeitos mas não eram totalmente eficázes; os de ferro rápidamente oxidavam e, quando sugeitos a rezas de Simbis perdiam o efeito desejado.
N´Kondi e sua comitiva ajustou-se no alto da montanha numa dependência de cave de Alcazar, e de fundição em fundição com expertos na arte de tempera e espias de Damasco tornaram aquelas armas brancas nas mais eficázes em toda a Terra.
As técnicas apuradas no trato do aço ali, em Toledo já vinham da idade média; N´kondis ancestrais a pedido de Simbas também antigos, num tempo mais recuado chamado na Ibéria de Época medieval tinham trazido dedos de N´Zambi para retemperarem na dureza o tal aço batido, esfriado e de novo batido; tratava-se de pequenas pedras de meteorito trazidas das terras do fim-do-mundo, do Kwanhama e mais para lá da Ovobolandia, terras de oshakati e okaukuejo no reino dos Himbas.
Em toledo, eu o Soba T´Chingange, não resisti à mistica, comprei uma destas facas.
Como N´kondi e seus Bandokis ainda andam por Toledo feitos bactérias passo a descrever em síntese o poder de magia que estes ainda exercem:
- Usam um boneco fetiche feito de pequenas conchas coladas com resina natural com dois espelhos receptores de encomendas mágicas, um na barriga, outro no topo da cabeça, coberto com uma pele de cobra. Na mão direita carrega uma lança de pedra tipo ónix mostrando a gressividade no seu carácter. O boneco, todo ele, é encrustado de várias substâncias usadas durante as cerimónias em que os pacientes contam as suas estórias de infelicidade evocando a vingança que desejam infligir ao suposto culpado.
- A vingança é feita espetando o prego num determinado sítio do corpo do fetiche.
- O N´Kondi também recorre ao imbondeiro chamado de N´kondo Ikuta M´vunbi espetando nele o prego; assim a vítima morrerá inhada como a árvore garrafa, o baobá.
- O descrito prego de aço é o mais eficaz pois nele tem impregnado todo o mal dos homens.
N´Kondi quando das várias permanências nos aposentos subterrâneos de Alcazar foi consultado pela infortunada esposa de D. Pedro I “El cruel”, rainha Dona Branca ali presa. Vários bonecos fetiches de N´Kondi N´Gola ainda podem ser vistos graças ao meu antepassado Soba Aragonês Romero Ortiz.
Tudo isto é tão verdadeiro que até parece mentira, mas não é! Deus N´Zambi, dá-nos força para seguir, “ N´Zambi a tu bane n´guzu mu kukaiela!”
GLOSSÁRIO: Todas as palavras em cõr azul
Kianda: - Espírito das águas na forma de sereia, ritos de Angola; Mutakalombo: - Espírito das águas com incidência nos animais que nela vivem, divindade das águas; N´Gola: - Palavra bantu que quer dizer Angola; Simbi: - Espíritos ancestrais saídos do Kikongo com dois firmamentos, céu o lugar de deuses e terra, domínio dos mortais, na hierarquia espiritual são os avôs dos vivos; Suko: - Pessoa prodigiosa ou alucinada; (lêr crónicas anteriores...)
Da n´nhaka do
FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO
Salaam Aleikum . 2009
Há dois mil anos atrás Marco Fulvio comandando as legiões Romanas conquistou a cidade de Toledo. O mesmo rio que então a contornava, o Tejo, continua correndo sendo atravessado pela ponte pela qual pasam os peregrinos que se dirigem a Santiago; Trata-se da ponte de San Martin do Caminho de Alicante.
Este sítio de Toledo estava destinado ao gozo de férias de verão das ninfas do rio Tejo (Tajo). Aqui, a partir de 1580, os espíritos instigados por “El Greco” recordam momentos épicos na companhia dos novos membros da Kianda e Mutakalombo; estes, cheios de notícias frescas dos mares de N´Gola em África, conferenciavam com sereias, nereidas e musas tomando aqui, todos, o nome de tágides (rio Tajo).
Cantando, à gente nossa, gente vossa, que a Marte tanto ajuda, refrescavam-se nas águas com cantos de Camões recordando o deus da guerra, filho de Juno e de Júpiter guardião dos exércitos troianos.
As tágides, conciliavam-se aqui com a vida espiritual, trocavam esperiências com as novas tendências da Globália, reciclando-se em congressos de cristandade ouvindo Simbi e N´kuuyu. Aquele lugar ficava um Pambu N´jila como se estivessem na Mazenga, a ilha do descanso, sombras de casuarinas e coqueiros. O exotismo dos trópicos espalmava-se ali, na Mancha de Cervantes.
O maneta Manuel de Cervantes y Saavedra autor da obra “Dom Quixote” desencantado com a guerra e as gentes, lutava com moinhos na vasta planície de “
Nesta rota peregrina, cruzando o caminho de Alicante imaginei Sancho Pança apaziguando seu amo dum ímpeto destemperado com moinhos de vento ridicularizando herois da fancaria. Foi a partir daqui que se organizaram cursos de deformação (algumas grotescas), fantasias de mordáz parodia e ironia na escrita e cores com longos rostos na pintura contrapondo aquilo que se passou a designar de burlesco.
Pude admirar nesta terra de Aragão um admirável quadro de “El Greco”, em que as tágides ou Kiandas se contorcem em risos aéreos, vendo-se em fundo a cidade de Toledo, a “puente de San Martin” sobre o rio “Tajo” e, um arco iris assinalando o local daquela reunião de espíritos.
É este um asunto deveras interessante a contar ao mulato ressequido Januário Pieter pois que estão ali também as Kiandas da Mazenga, dois negros Mutalos com grilhos presos a bolas pesadas e escuras que os alongava como que puxando-os para a terra, e, nos pescoços, umas barras redondas de ferro contornando-os por detrás de umas orelhas aladas amarrando-os às nuvens de Toledo; são escravos pela certa.
Ainda tinha na retina a imagem dum negro com semblante mussulmano que comigo cruzou em um lugar de nome “Bargas”. Este jovem senhor que se dirigia a terras de África através de Algeciras, tirou as meias, lavou os pés e, descalço refugiou-se numa sombra de alfarrobeira mais distânciada; estendeu a sua jaqueta no solo, ajoelhou-se colocando suas mãos sobre esta, baixou sua cabeça até tocar o solo por várias vezes orientando-a para um determinado ponto. Era a sua Meca distante com Kiandas diferentes, O seu Pambu N´jila.
Aquele mussulmano, ao passar por mim, riu-se em cumprimento, fêz uma suave vênia de uma simpatia diferênciada, cumprimentando-me: - Salaam Salaam.
Eu, era um preveligiado. Ele, um mustafá, viu em mim a aura de Pieter, talvez, a Kalunga N´Gombe, o “ Sangue de cristo”, o mesmo Cristo.
Eu, respondi . - Salaam Aleikum.
GLOSSÁRIO. Todas as palavras em cõr azul:
Salaam Aleikum: - da fé islâmica, fique na paz de deus, que a paz esteja convosco; Kianda: - Espírito das águas na forma de sereia, ritos de Angola; Mutakalombo: - Espírito das águas com incidência nos animais que nela vivem, divindade das águas; N´Gola: - Palavra bantu que quer dizer Angola; Marte: - Deus da guerra na mitologia Romana, filho de Juno e Júpiter, amou Vénus de forma adultera pois esta era mulher de Vulcano, foram presos por uma rede por Vulcano, tiveram um filho de nome Cúpido, o amor prendeu-os na eternidade; Simbi: - Espíritos ancestrais saídos do Kikongo com dois firmamentos, céu o lugar de deuses e terra, domínio dos mortais, na hierarquia espiritual são os avôs dos vivos; Nkuuyu: - são os espíritos pais dos vivos; Pambu N´jila: - Espaço místico, agente de ligação entre o espaço físico e místico, Elo que liga os seres aos Minkisi , os elementos fogo, água, ar e terra; Mazenga. - Ilha das cabras, Ilha dos loandos, ilha dos N´zimbos ou Ilha de Luanda, aqui, não é uma Provincia da Lunda; Suko: - Pessoa prodigiosa ou alucinada; Mutalo: - espírito de morto por feiticeiro sem ordem de N´zambi; Kalunga / Calunga N´Gombe : - divindade abstracta podendo ter a forma humana que preside ao reino dos mortos, em Umbundo é um Deus, em Kimbundo é o mar, sereia na forma de homem musculoso tipo o Adamastor dos Lusiadas, quando alguém é levado pelo mar ou pela Kalunga faz Uafu (morreu nas águas), é uma jura de última instância apelando a kalunga; Kozo: - Objecto que invoca um ou mais espíritos.
Da n´nhaka do
Soba T´Chingange
FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO
A KIANDA PIETER FALOU DA GAZOSA
MUKANDAS DO MONTE
A tarde estendeu-se no escuro da noite envolvendo a azafama duma multidão ávida de frescura naquela “Plaza Mayor“ de Burgos. Ao longo deste espaço fomos comendo tapas de “boquerón” e argolas fritas de “calamares” regadas com cerveja “Dom Pepe”.
Estava desejoso que o rumo da conversa versasse coisas mais recentes e, por isso perguntei a Pieter o que é que ele pensava da nova corrida para Angola independentemente do fenómeno da crise, ao qual me respondeu com ternura:
- Tchingange, meu amigo, agora que nos conhecemos melhor, tenho a dizêr-te o que já para ti não é novidade; Há em Angola muitas riquezas por explorar mas, o petróleo já jorra pelo tubo ladão e é isto que torna a vivência social diferente do último estágio colonial.
Pieter tinha agora um falar rico, curioso notar que o linguajar dele, aos poucos, foi-se tornando coerente e até erudito nas conclusões; talvês fruto da ávida atenção que eu inalava naquelas conversas.
A kianda Pieter, foi falando:
- Os Angolanos ricos de agora, os novos empresárioe, mancomunados com os políticos acomodados, são borjeços, enfatuados, pedantes e, só falam do kumbu, da gasosa, da percentagem. A primeira reação a um negócio é, “quanto me toca”. Os corruptos adoram esta postura e levam-lhes caramelos na forma de “gasosa”: Jeepes esfumados de tecnologia de ponta com GPS acoplado, charutos “Cohiba e Romeo e Julieta”, uma casa de veraneio no Mussulo ou oferta de uma piscina para o seu resort na margem duma lagoa ou rio. Espaços de muitos hectares descolonizados, apropriados com direitos especiais da nomenclatura do poder, vastas zonas unindo rios.
A kianda Pieter foi falando:
- Mudaram de penico mas a merda fede na mesma.
A emancipação, tem desta coisas, disse eu contemporizando com a nova onda de retornados, refugiados ou urubus da retoma.
Tentei levar a conversa para o “Muquitixe”, falar das terras mesmo que abandonadas, esperando chuva, as gentes, charruas e governantes competentes.
Naquele recente quinze de Julho longo, despedimo-nos. Ele, a kianda, seguia para Cádiz, Puerto de Santa Maria e eu, iria ficar em terras de “ Castilla-La Mancha”, na cidade de Toledo.
Combinamos um encontro para dias mais tarde em Granada, mais propriamente em Alhambra e, talvez aí podessemos pôr os assuntos em dia e saber dos seus antepassados feitos em pó.
Taciturno, com um peso no coração despedi-me de Pieter; era um previlégiado têr agora um amigo com 384 anos.
O Soba T´chingange
FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO
MIRAFLORES EM ESPANHA, 15 DE JULHO DE 2009
As aventuras não têm tempo, não têm principio nem fim, são uma permanente descoberta de novos pedaços de infinito.
Imaginando estórias de verdades multifacetadas no convívio da natureza, metaforizo o rigor de paradoxos e, às vezes translado-me como um alograma, quase sempre com kiandas viajando ao meu redor; apanhados de curibotas, mugimbos que dão carícias às pequenas coisas da vida.
Gente gira do mundo cósmico recorda-me lembranças batucadas, xingam mambos e lançam palpites que registo; algumas verdades parecem mentiras e o inverso também se verifica.
Desta vez o encontro entre mim e Januário Pieter não foi surpresa. Sentado na amurada do rio Arlazón, na quina da “Puente de Santa Maria” admirava o arco com o mesmo nome, uma das principais portas de entrada aos peregrinos que se dirigem a Santiago de Compostela.
Pieter apareceu vindo do “Paseo Espolón” ficando a admirar a figura de uma velha senhora em bronze assando castanhas à entrada daquele parque.
Pieter e eu, deslocamo-nos à “Plaza del Rei San Fernando” e tiramos uma foto ao lado do peregrino que ali se mantem indefinidamente sentado, bronzeado e segurando um cajado, uma cabaça e uma concha de vieira, símbolos de Compostela; por detrás de nós ficava a imponente catedral.
Pieter, falou-me de novo na visita que iria fazer a Cartuja de Santa Maria de Miraflores, não só para detectar vestígios de seu pai nos escritos da sacristia do monte, como também, para admirar a obra desse remoto primo Gil de Siloe.
Senti impaciência em Pieter e, sugeri-lhe que fosse pela fresca e em tempo, pois que o sacrista monge Bruno que o aguardava, deveria ser muito metódico e pontual como todo o bom monge.
Enquanto a Kianda Pieter seguia seu rumo, detive-me a admirar a catedral e pensar com meus botões no fenómeno dos Caminhos de Santiago; não resisto a descrever de forma simples de como surgiu.
Os homens sempre alimentaram mitos mas, este, carregado de vaga-lume e lusco-fusco e é assim:
- O monge Pelayo e o bispo Teodomiro após terem visto uma chuva de estrelas em terras de Galiza, souberam ambos, interpretar o significado e dirigindo-se para o lugar compreenderam que era ali, no sítio de Compostela, que se situava a tumba do apóstolo Santiago. Decorria o século IX quando esta chuva de estrelas estabeleceu as mais importantes rotas de peregrinação na Europa medieval.
Santiago “O Mayor”, foi um dos discípulos mais próximos a Jesus. Junto a Pedro e seu irmão João, os três estiveram junto a Cristo nos momentos mais importantes de sua vida. Santiago, no ano 44, morreu atravessado pela espada dum soldado às ordens de Herodes; este queria a todo o custo travar os ânimos dos Cristãos, que excessivamente, faziam afronta às suas ordens.
Os discípulos de Santiago, seguindo a tradição, recolheram o cadáver, puseram-no num caixão e navegaram em barca ao longo do Mediterrâneo e Atlântico até às terras Galegas aonde o apóstolo havia pregado e, aonde se lhe deu sepultura. Não foi fácil essa viagem e, quase ao chegar ao destino, tiveram um naufrágio junto à costa de Portugal, lugar que ficou sempre conhecido como Vieira do Minho.
A vieira, simboliza assim a salvação. O caixão com suas relíquias conseguiu salvar-se graças à ajuda de populares que com cordas e bois daquela região, puxaram os salvados para terra firme. Os bois de grandes cornos, foram a partir daí, abençoados como raça nobre.
Continua ...
O Soba T´Chingange
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