Segunda-feira, 10 de Dezembro de 2012
CAFUFUTILA : XXXIV

{#emotions_dlg.meeting}AS ESCOLHAS DO KIMBANDA*

“A BIOGRAFIA DO MAJOR VALENTIM -  O rasto doa honra ! ! !

Fotografia de perfil de (Sem nome)* Helder Neves – Kimbanda, Ninja Guarda-Mor da torre do Zombo – kimboPor

Este é o homem... com quem lidei na Manutenção Militar, como civil e mais tarde como militar, no Quartel Militar da Engenharia em Luanda/Angola, onde ele foi expulso do Exército! É desta gente que o meu querido país, está infestado!!!

ESTE É O EXEMPLO DO CHICO ESPERTO PORTUGUÊS QUE FAZ O QUE QUER E LHE APETECE E NADA LHE ACONTECE E AINDA É CONDECORADO POR AJUDAR A MATAR SOLDADOS PORTUGUESES NA GUINÉ!!!Valentim dos Santos de Loureiro: Frequentou o curso de Direito na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, sem o terminar. Juntou-se ao exército no regime salazarista e, anos depois, foi julgado e condenado em tribunal militar por andar a vender munições ao PAIGC da Guiné. Foi também condenado por roubar as rações do exército para lucro próprio (ficando posteriormente conhecido por muitos como o "Capitão Batatas"). Estava no aprovisionamento militar e desviava géneros e bens alimentares para vender por fora. Depois do 25 de Abril, foi readmitido e promovido a Major pelo Conselho da Revolução (Quem foi o imbecil militar que se lembrou desta estupidez?). Desviou, alegadamente, 40.000 contos ao BCP com uma transacção com um cheque em dólares americanos sobre um banco que não existia. Como “cônsul honorário" da Guiné-Bissau usou esse título para, falsificar certidões de nascimento de jogadores de potenciais jogadores de futebol que compra e vende.
 Distinguiu-se como dirigente desportivo, tendo sido presidente do Boavista F.C.
Entre 1972 e 1995 e presidente da Liga P. de Futebol Profissional (LPFP) até Agosto de 2006, sendo até 2008 o presidente da assembleia Geral dessa instituição. Na política, foi militante do PSD, tendo sido presidente da Comissão Política Distrital do PSD do Porto. Em 1993 aceitou foi candidato à Presidência da Câmara Municipal deGondomar, vencendo as eleições desse ano, e as de 1997 e 2001. Após ser desfiliado do PSD por ser acusado de práticas ilícitas enquanto autarca, venceu novamente as eleições de 2005, em lista independente «Gondomar no Coração», que alcançou 57,5% dos votos. Foi ainda Presidente da Junta Metropolitana do Porto entre 2001 e 2005  e Presidente do Conselho de Administração da Empresa Metro do Porto, S.A. Em Julho de 2008 foi sentenciado a 3 anos de prisão suspensa, no âmbito do processo judicial conhecido como Apito Dourado. Foi recentemente condecorado com a Grã-cruz da Ordem do Infante D. Henrique, motivos que alegam os seus "serviços relevantes a Portugal, no país e no estrangeiro, pelos serviços de expansão da cultura portuguesa, sua história e seus valores".

 Um gesto subjectivo da parte de alguns, tendo em conta o historial Negro do indivíduo. Pelos Portugueses é considerado uma vergonha Nacional, mas infelizmente pela classe politica que temos é um herói em virtude de pertencer à corja de políticos que temos. Isto nada abona a favor do nosso país e povo passivo e bronco que só se queixa. O mais curioso é que o povo de Gondomar lhe dá o voto continuamente... parece até que gostam de ser roubados e vigarizados… "Há um século atrás, no mínimo, era a forca...".

Subscrito e homologado por

T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 22:38
LINK DO POST | COMENTAR | ADICIONAR AOS FAVORITOS
|

Quarta-feira, 31 de Outubro de 2012
O CLÃ DE ZUMBI - VIII

{#emotions_dlg.xa} FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO

OS QUILOMBOS DO BRASIL - 10ª parte

Kimbo

Os homens exibem-se com azagaias e lanças manifestando ódio e raiva e, enquanto o grupo fica formado, o feiticeiro xingange sai do grupo, pulando, olhos esgazeados queimando como chama, parecendo ter perdido a cabeça, como um louco lançando-se ao chão esperneando; desta forma açula a turba incitando-o à refrega, corpo cheio de T´chissângwa de massala, kimbombo de milho, capo-roto ou simples cachaça de cana, tudo zurrapa misturado com alucinogénias verduras e cascas da mata. E, surgem as mulheres formando grupo à parte, agora de seios á mostra com gestos e esgares de efeitos excitantes, eloquente nos gestos e esgares de guerreiros zulu, estimulo para a guerra gingando vitórias antecipadas, bamboleando sensualismo num segue e dá-me dá-me, batendo palmas e cantando coisas de raiva com dor.

 Os homens dão continuidade à zumbada com suas azagaias brilhando ao sol, entre colorido arco-íris de penas que oscilam do alto dos seus turbantes; com atitudes selvagens, com as peles com que se cobrem, parecem feras irritadas, de orelhas furadas com machanganas e facas em riste, escudos á frente como em batalha a sério, estancando à voz do branco, vestido de farda branca e botões doirados, o administrador. Sempre cantando, recolhem-se ao redor dum embondeiro confraternizando a batalha ganha em homenagem a Gungunhana. Estavam ali uns bons milhares de negros que feitos guerreiros zulus, até podiam massacrar os poucos brancos fazendeiros, administradores e autoridades do Puto. Mas agora, por agora, as lanças ficaram fincadas no solo barrento.

 No regime de poligamia em que vivem, os pretos têm várias mulheres; a primeira mulher é a mulher grande mas têm tantas quanto possam adquirir desde que, as suas rendas permitam pagar o imposto da palhota. Eles ganham dinheiro quase exclusivamente para ter mulheres e isso é que os leva a fazer suas economias. A sua importância na povoação mede-se pelo número de mulheres – manacaes, que possuam. Por outro lado, as mulheres constituem para eles uma dupla riqueza: além de terem filhos que rendem aos pais, elas é que trabalham a terra, de acordo com a organização social do seu povo. Os pretos adoram possuir grandes famílias, pois dessa forma aumentam o seu prestígio. Tantas mulheres como homens julgam-se profundamente infelizes quando não procriam; os homens preferem sobretudo filhas não somente em virtude destas lhe trazerem o lobolo alambamento mas, ainda porque representam o amparo da sua velhice, pois que quando já cansados, elas têm o dever de acolhê-los.

(Continua…)

Referência Bibliográfica: A África Revelada , ensaio de Arnon de Melo.

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 00:04
LINK DO POST | COMENTAR | ADICIONAR AOS FAVORITOS
|

Quarta-feira, 24 de Outubro de 2012
O CLÃ DE ZUMBI - VII

{#emotions_dlg.xa}FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO

OS QUILOMBOS DO BRASIL . 9ª parte

 Kimbo

Em 1941, Arnon de Mello tendo ido a São Tomé, Cabo Verde, Angola e Moçambique e pelo que observou, regressando ao Brasil afirma: Foi África que nos deu tudo, deu-nos o seu próprio sangue sangrando-se a si mesma, despovoando-se a valores irrisórios, transplantando sua população. A eles devemos a nossa formação étnica e cultural; enquanto os portugueses receberam dos mouros, normandos, visigodos e romanos sua formação cultural nós através destes, fomos influenciados pelos firmes traços do povo banto que nos legou alem da música, a forma de nutrição, folclore e sua cor. Em São Tomé, mulheres com lenços amarrados na cabeça como baianas desfilam seus longos e largos vestidos coloridos, com os seus balangandans, com seus tabuleiros com doces à cabeça, batendo os pés com os bons sapatos que Deus lhes deu, exibindo a sua dança do Kongo ao som do batuque.

 E, surgiu do mato o chefe do grupo, vestido rigorosamente de preto, com cabeça de boi com três chifres escondendo as naturais fisionomias, revelando um já velho totemismo a nós legado pelos ameríndios. Dançando pulando e marcando com pé, batendo com a uma vara o chão, marca a gritos o compasso do oi-oi-oi. O negro aficano, levado como bicho para as Américas, como coisa, uma raça inferior, teve seu grande triunfo no Brasil; tendo ido como escravo, terminou marcando-nos com seus firmes traços influenciando, modificando-nos a linguagem, insuflando-nos a doçura bem típica desse carácter tropical. Seu regime alimentar equilibrado acabou por se impor, mesmo durante a época longa da escravidão.

 Ultrapassando o cabo das tormentas chega à terra dos Marracuenes no Oceano Índico, terra das capulanas, xi-linguínes, as mulheres fazem dum pedaço de pano sua saia que enrolam da cintura para baixo prendendo-o com um hábil nó e, quando dançam usam ainda uma tanga de bambu e, nos tornozelos, pequenas cabaças com sementes para fazerem ruído. De seios cobertos com um pano que amarra às costas e de pés descalços, rodopiam nos momentos alegres a relembrar tempos de Gungunhana. E surgem os régulos de todas as tribos vestidos de brim kaki com enfeites verdes e chapéu cinza de abas largas, como determina o governo colonial. Os parcos brancos, parecem todos eles ser exploradores pois aparecem como Livingston, Serpa Pinto, Roberto Ivens com um chapéu com kaki  a recobrir a cortiça leve e refrescante. Os batuques surgem ao jeito de boas vindas.

(Continua…)

Referência Bibliográfica: A África Revelada , ensaio de Arnon de Melo.

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 00:58
LINK DO POST | COMENTAR | ADICIONAR AOS FAVORITOS
|

Quarta-feira, 9 de Maio de 2012
MOKANDA DO SOBA . XI
“CAMARATE 1980” - 3ª de 3  Partes

 Carta de Farinha Simões (De bigode) - Finalmente a extensa verdade. Os americanos são mesmo os piores amigos que um país pode ter e, Portugal, é um país de falsários.

 Junta de Salvação Nacional

A Junta de Salvação Nacional era composta por sete elementos. Nesta fotografia podemos ver, da esquerda para a direita: os almirantes Rosa Coutinho e Pinheiro de Azevedo, e os generais Costa Gomes, António de Spínola, Jaime Silvério Marques e Galvão de Melo. O general Diogo Neto, também membro da Junta, encontrava-se, na altura, em Moçambique. 

Nos referidos documentos vi também que as vendas de armas eram legais através de empresas portuguesas, mas também havia vendas de armas ilegais feitas por empresas de fachada, com a lavagem de dinheiro em bancos suíços e "off-shores" em nome dos detentores das contas, tanto pessoas civis como militares. As vendas ilegais de armas ocorriam por várias razões, nomeadamente: Em primeiro lugar muitos dos países de destino, tinham oficialmente sanções e embargos de armas. Em segundo lugar os EUA não queriam oficialmente apoiar ou vender armas a certos países, nomeadamente aos contra da Nicarágua, ou ao Irão e ao Iraque, a quem vendiam armas ao mesmo tempo, e sem conhecimento de ambos. Em terceiro lugar a venda de armas ilegal é mais rentável e foge aos impostos. Em quanto lugar a venda de armas ilegal permite o branqueamento de capitais, que depois podiam ser aproveitados para outros fins. Entre os nomes que vi referidos nestes documentos figuravam:

- José Avelino Avelar

- Coronel Vinhas

- General Diogo Neto

- Major Canto e Castro

- Empresário Zoio

- General Pezarat Correia

- General Franco Charais

- General Costa Gomes

- Major Lencastre Bernardo

- Coronel Robocho Vaz

- Francisco Pinto Balsemão

Junta Governativa de Angola

Da esquerda para a direita: Capião de Mar e Guerra Leonel Cardoso, Brigadeiro  Altino de Magalhães, Almirante Rosa Coutinho,  Cororel Pil. Av. Silva Cardoso  e Major Emílio Silva . (foto a Vertingem da Descolonização, Gereral Gonçalves  Ribeiro)

Francisco Balsemão e Lencastre Bernardo eram referidos como elementos de ligação ao grupo Bildeberg e a Henry Kissinger, Francisco Balsemão pertence também à loja maçónica "Pilgrim", que é anglo-saxónica, e dependente do grupo Bildeberg. Lencastre Bernardo tinha também assinalada a sua ligação a alguns serviços de inteligência, visto ele ser, nos anos 80, o coordenador na PJ e na Polícia Judiciária Militar. Entre as empresas Portuguesas que realizavam as vendas de armas atrás referidas, entre os anos 1974 e 1980, estavam referidas neste Dossier:

- Fundição de Oeiras (morteiros, obuses e granadas)

- Cometna (engenhos explosivos e bombas)

- OGMA (Oficinas Gerais Militares de Fardamento e OGFE (Oficinas de Fardamento do Exercito)

- Browning Viana S.A.

- A. Paukner Lda, que existe desde 1966

- Explosivos da trafaria

- SPEL (Explosivos)

- INDEP (armamento ligeiro e monições)

Montagrex Lda, que actuava desde 1977, com Canto e Castro e António José Avelar, só foi contudo oficialmente constituída em 1984, deixando, nessa altura, Canto e Castro de fora, para não o comprometer com a operação de Camarate. A Montagrex Lda operava no Campo Pequeno, e era liderada por António Avelar que era o braço direito de Canto e Castro e também sócio dessa empresa. O escritório dessa empresa no Campo Pequeno é um autentico “bunker", com portas blindadas, sensores, alarmes, códigos nas portas, etc. Canto e Castro e António Avelar são também sócios da empresa inglesa BAE - Systems, sediada no Reino Unido. Esta empresa vende sistemas de defesa, artilharia, mísseis, munições, armas submarinas, minas e sobretudo sistemas de defesa anti-mísseis para barcos. Todos estes negócios eram feitos, na sua maior parte, por ajuste directo, através de brokers - intermediários, que recebiam as suas comissões, pagas por oficiais do Exército, Marinha, Aeronáutica, etc. Nestes documentos era referido que, como consequência desta vendas de armas, gerava-se um fluxo considerável de dinheiro, a partir destas exportações, legais e ilegais. Estes documentos referiam também a quem eram vendidas estas armas, sobretudo a países em guerra, ou ligados ao terrorismo internacional. Era também referido que todas estas vendas de armas eram feitas com a conivência da autoridade da época, nomeadamente militares como o General Costa Gomes, o General Rosa Coutinho (venda de armas a Angola) e o próprio Major Otelo Saraiva de Carvalho (venda de armas a Moçambique). Vi várias vezes o nome de Rosa Coutinho nestes documentos, que nas vendas de armas para Angola utilizava como intermediário o general reformado angolano, José Pedro Castro, bastante ligado ao MPLA, que hoje dispõe de uma fortuna avaliada em mais de 500 milhões de USD, e que dividia o seu tempo entre Angola, Portugal e Paris. O seu filho, Bruno Castro é director adjunto do Banco BIC em Angola.

 Rosa Coutinho . O falsário Almirante Vermelho

No referido dossier estavam também referidos outros militares envolvidos neste negócio de armas, nomeadamente o Capitão Dinis de Almeida, o Coronel Corvacho, o Vera Gomes e Carlos Fabião. Todas estas pessoas obtinham lucros fabulosos com estes negócios, muitas vezes mesmo antes do 25 de Abril de 1974 e até 1980. Era referido que estas pessoas, nomeadamente militares, que ajudavam nesta venda de armas, beneficiavam através de comissões que recebiam. Estavam referidos neste Dossier os nomes de "off-shores", que eram usadas para pagar comissões às pessoas atrás referidas e a outros estrangeiros, por Oliver North ou por outros enviados da CIA. Estas "off-shores" detinham contas bancárias, sempre numeradas. Esta referência batia certo com o que Oliver north sempre me contou, de que o negócio das armas se proporciona através de "off-shores" e bancos controlados para a lavagem de dinheiro. Vale a pena a este respeito referir que no negócio das armas, empresas do sector das obras públicas aparecem frequentemente associadas, como a Haliburton, a Carlyle, ou a Blackwater, (empresa de armas, construção e mercenários), entre outras. Esta relação está referida, há anos, em vários relatórios, nomeadamente nos relatórios do Bribe Payer Index (indice internacional dos pagadores de subornos), que é uma agencia americana. A indicação deste tipo de práticas foi desenvolvida mais tarde, pela Transparency International e pelo Comité Norte Americanos de Coordenação e Promoção do Comercio do Senado Americano, que referem que há muitos anos, mais de 50% do negócio e comercio de armas em Portugal, é feito através de subornos. Os americanos sempre usaram Portugal para o tráfico de armas, fazendo também funcionar a Base das Lajes, nos Açores, para este efeito, nomeadamente depois de 1973, aquando da guerra do Yom Kippur, entre Israel e os países árabes. Este tráfico de armas deu origem a várias contrapartidas financeiras, nomeadamente através da FLAD, que foi usada pela CIA para este efeito. A FLAD recebeu diversos fundos específicos para a requalificação de recursos humanos.

 Gen. Costa Gomes

Não ví contudo neste Dossier observações referindo que estas vendas de armas eram condenáveis ou que tinham efeitos negativos. Havia contudo uma pequena nota, em que algumas folhas de que se devia tomar cuidade com tudo o que aí estava escrito, e que portanto se devia actuar. Havia também na primeira página um carimbo que dizia "confidentical and restricted". Estas vendas de armas continuaram contudo depois de 1980. Tanto quanto eu sei, estas vendas de armas continuaram a ser realizadas até 2004, embora com um abrandamento importante a partir de 1984, a partir do escandalo das fardas vendidas à Polónia. No referido Dossier estavam também referidas personalidades americanas envolvidas no negócio de armas, nomeadamente Bush (Pai), dick Cheney, Frank Carlucci, Donald Gregg, vários militares, bem como a empresas como a Blackwater. são ainda referidas empresas ligadas aos EUA, como a Carlyle, Haliburton, Black Eagle Enterprise, etc, que estavam a usar Portugal para os seus fins, tanto pela passagem de armas através de portos portugueses, como pelo fornecimento de armas a partir de empresas portuguesas. Tirei apontamentos desses documentos, que ainda hoje tenho em meu poder. A empresa atrás referida, denominada supermarket, foi criada em Portugal em 1978, e operava através da empresa mão, de nome Black-Eagle, dirigida por William Casey, membro do CFR (counceil for Foreign Affairs and Relations, ex embaixador dos EUA nas Honduras e também com ligações à CIA). A empresa supermarker organizava a compra de armas de fabrico soviético, através de Portugal, bem como a compra de armas e munições portuguesas, referidas anteriormente, com toda a cumplicidade de Oliver North. Estas armas iam para entrepostos nas Honduras, antes de serem enviadas para os seus destinos finais. Oliver North pagou muitas facturas destas compras em Portugal, através de uma empresa chamada Gretsh World, que servia de fachada à Supermarket. Mais tarde, cerca de 1985, quando se começou muito a falar de camarate, Oliver North cancelou a operação "Supermarket, e fechou todas as contas bancárias.

 Sá Carneiro com Adelino Amaro da Costa

Devo ainda referir que William Hasselberg e outros americanos da embaixada dos EUA, em Lisboa, comentaram comigo, várias vezes o que estava escrito neste Dossier. Relativamente a Hasselberg isso era lógico, pois foi ele que me deu o Dossier a ler. Posteriormente comentei também o que estava escrito neste Dossier com Frank Carlucci, que obviamente já tinha conhecimento da informação nele contida. Tanto William Hasselberg, como membro da CIA, como outros elementos da CIA atrás referidos e outros, comentaram várias vezes comigo o envolvimento da CIA na operação de Camarate e neste negócio de armas. Lembro-me nomeadamente que quando alguém da CIA, me apresentava a outro elemento da Cia, dizia frequentemente "this is the portuguese guy, the one from Camarate, the case in Portugal with the plane!". As vendas de armas, a partir e através de portugal, foram realizadas ao longo desses anos, pois era do interesse politico dos EUA. A CIA organizou e implementou estas vendas de armas em Portugal, à semelhança do que sucedeu noutros países, pois era crucial para os EUA que certs armas chegassem aos países referidos, de forma não oficial, tendo para isso utilizados militares e empresários Portugueses, que acabaram também por beneficiar dessas vendas. Como anteriormente referi, William Casei e Oliver North estavam, nas décadas de 70 e 80 conluiados com o presidente Manuel Noriega, no escândalo Irão - contras (Irangate). Foi sempre Oliver North que se ocupou da questão dos refénsamericanos no Irão, bem como da situação da América Central. Recebeu pessoalmente por isso uma carta de agradecimentos de George Bush Pai, Vice Presidente à época de Ronald Reagan. Devo dizer a este respeito que John Bush, filho de Bush Pai, então com 35 anos, a viver na Flórida, pertencia em 1979 e 1980 ao “Condado de Dade", que era e é uma organização republicana, situada em South Florida, destinada a angariar fundos para as campanhas eleitorais republicanas. John Bush era um dos organizadores de apoios financeiros para os "contra" da Nicarágua.

 Foto de Coronel Corvacho
Conheci também Monzer Al Kasser um grande traficante de armas que tinha uma casa em Puerto Banus em Marbella, e que me foi apresentado, em Paris, por Oliver North, em 1979. Era um dos grandes vendedores de armas para os “Contra” na Nicarágua, trabalhando simultaneamente para os serviços secretos sírios, búlgaros e polacos. Na sua casa em Marbella, referiu-me também que, por vezes, o tráfico de armas era feito através de África, para que no Iraque não se apercebessem da sua proveniência, pois também vendiam ao mesmo tempo ao Irão e mesmo a Portugal. Este tráfico de armas, que estava em curso, desde há vários anos, em 1980, e o começo do caso Camarate. Através de Al Kasser conheci, em Marbella, no final de 1981, outro famoso traficante de armas, numa festa em casa de Monzer, que se chamava Adrian Kashogi. Kashogi, como pude testemunhar em sua casa, tinha relações com políticos e empresários europeus, árabes e africanos, por regra ligados ao tráfico de armas e drogas. Sou preso em 1986, acusado de tráfico de drogas. Esta prisão foi uma armadilha montada pela DEA, por elementos que nessa organização não gostavam de mim, por eu ter levado à detenção de alguns deles, como referi anteriormente. Fui então levado para a prisão de Sintra. Estou na prisão com o Victor Pereira,, que aí também estava preso. Sei, em 1986, que estavam a preparar para me eliminar na prisão, pelo que peço à minha mulher Elza, para ir falar, logo que possível com Frank Carlucci. Em consequência disso recebo na prisão a visita de um agente da CIA, chamado Carlston, juntamente com outro americano. estes, depois de terem corrompido a direcção da prisão, incluindo o director, sub-director e chefe da guarda, bem como um elemento que se reformou muito recentemente, da Direcção Geral dos serviços Prisionais, chamada Maria José de Matos, conseguem a minha fuga da prisão. Contribui ainda para esta minha fuga, mediante o recebimento de uma verba elevada, paga pelos referidos agentes americanos esta directora-adjunta da Direcção Geral dos serviços Prisionais. Estes agentes americanos obtêm depois um helicóptero, que me transporta para a Lousã, onde fico cerca de 20 dias. Vou depois para Madrid, com a ajuda dos americanos, e depois daí ara o Brasil. as despesas com a minha fuga da prisão custaram 25000 euros, o que na época era uma quantia elevada.

 Coronel Carlos Fabião

Só mais tarde no Brasil, depois de 1986, é que referi a José Esteves que sabia que Sá Carneiro ia no avião, contando-lhe a história toda. José Esteves, responde então, que nesse caso, tinhamos corrido um grande risco. Eu tranquilizei-o, referindo que sempre o apoiei e protegi neste atentado. Dei-lhe apoio no Brasil no que pude. Assegurei-lhe também o transporte para o Brasil, obtendo-lhe um passaporte no Governo Civil de lisboa, entreguei-lhe 750 contos que me foram dados para esse efeito pela embaixada dos EUA, em Lisboa, e arranjei-lhe o bilhete de avião de Madrid para o Rio de Janeiro . Na viagem de Lisboa para Madrid, José Esteves foi levado por Victor Moura, um amigo comum. No Rio de Janeiro ajudei-o a montar uma loja, numa roulote. Como trabalhava ainda para a embaixada dos EUA, em Lisboa, estas despesas foram suportadas pela Embaixada. Ficou no Brasil cerca de dois anos. Eu, contudo andava constantemente em viagem. José Esteves recebe depois um telefonema de Francisco Pessoa de Portugal, onde Francisco Pessoa o aconselha a voltar a Portugal, e a pedir protecção, a troco de ir depor na Comissão de Inquérito Parlamentar sobre Camarate. Esse telefonema foi gravado, mas José Esteves nunca chegou a obter uma protecção formal. Telefono a Frank Carlucci, em 1987, pedindo-lhe para falar com ele pessoalmente. Ele aceita, pelo que viajo do Brasil, via Miami, para Washington. Pergunto-lhe então, em face do que se tinha falado de Camarate, qual seria a minha situação, se corria perigo por causa de Camarate, e se continuarei, ou não a trabalhar para a CIA. Frank Carlucci responde-me que sim, que continuarei a trabalhar para a CIA, tendo efectivamente continuado a ser pago pela CIA até 1989. Frank Carlucci confirma nessa reunião que puderam contar com a colaboração de Penaguião na operação de Camarate, e que ele, Frank Carlucci, esteve a par dessa participação. Em 1994, foi-me novamente montada uma armadilha em Portugal, por agentes da DEA que não gostavam de mim, por causa da referida prisão de agentes seus, denunciados por mim. Nesta armadilha participam também três agentes da DCITE - Portuguesa, os hoje inspectores Tomé, Sintra e Teófilo Santiago. Depois desta detenção, recebo a visita na prisão de Caxias de dois procuradores do Ministério Público, um deles, se não estou em erro, chamado Femando Ventura, enviados por Cunha Rodrigues, então Procurador Geral da República. Estes procuradores referem-me que me podem ajudar no processo de droga de que sou acusado, desde que eu me mantenha calado sobre o caso Camarate.

 Foto do Procurador Cunha Rodrigues

Por ser verdade. e por entender que chegou o momento de contar todo o meu envolvimento na operação de Camarate, em 4 de Dezembro de 1980, decidi realizar a presente Declaração, por livre vontade. Não podendo já alterar a minha participação nesta operação, que na altura estava longe de poder imaginar as trágicas consequências que teria para os familiares das vítimas e para o país, pude agora, ao menos, contar toda a verdade, para que fique para a História, e para que nomeadamente os portugueses possam dela ter pleno conhecimento. Não quero, por ultimo, deixar de agradecer à minha mãe, à minha mulher Elza Simões, que ao longo destes mais de 35 anos, tanto nos bons como nos maus momentos, sempre esteve a meu lado, suportando de forma extraordinária, todas as dificuldades, ausências, e faltas de dedicação à família que a minha profissão implicava. Só uma grande mulher e um grande amor a mim tornaram possível este comportamento. Quero também agradecer à minha filha Eliana, que sempre soube aceitar as consequências que para si representavam a minha vida profissional, nunca tendo deixado de ser carinhosa comigo. Finalmente quero agradecer à minha mão que, ao longo de toda a minha vida me acarinhou e encorajou, apesar de nem sempre concordar com as minhas opções de vida. A natureza da sua ajuda e apoio, tiveram para mim uma importância excepcional, sem, as quais não teria conseguido prosseguir, em muitos momentos da minha vida. Posso assim afirmar que tive sempre o apoio de uma família excepcional, que foi para mim decisiva nos bons e maus momentos da minha vida.

Lisboa, 26 de Março de 2012

Fernando Farinha Simões

B.I. n.º 7540306



PUBLICADO POR kimbolagoa às 01:44
LINK DO POST | COMENTAR | ADICIONAR AOS FAVORITOS
|

Terça-feira, 8 de Fevereiro de 2011
XICULULU . VII

FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO

“AUNGUS (pirão)”

ANGU,FUNGE,PIRÃO

“XICULULO: -Olhar de esguelha, mau olhado, olho gordo”

No início do século XIX as quitandeiras reuniam à sua volta o tabuleiro do ANGU; era comida barata para acudir aos negros libertos da escravidão de poucas posses. Esta prática passou a ter lugar em casas de telha, chapa ou capim a que se chamava a “Casa do Angu” que no Brasil se passou a designar de ZUNGU. Nestas casas organizavam-se batuques ou rebitas para alegrar gente carecida vindas do kimbo, sanzala ou quilombo ainda não acostumados à vida de liberdade. Como animais da selva, depois de estarem em cativeiro tinham alguma dificuldade em se readaptar a uma vida independente. Na regência do Brasil por D. João VI havia posturas a proibir essas casas havendo além de multas, oito dias de prisão efectiva para os donos de tais casas; em caso de reincidência, a prisão passava para os trinta dias.  Isto tinha por fim controlar as revoltas dos escravos alforriados ou fujões que um pouco por todo o lado no Brasil se fazia sentir. Embora ouvesse comportamentos análogos tanto no Brasil como em Angola ou Moçambique, era no Brasil que esta prática mais se fazia notar pois que, o movimento dos abolicionistas era ali mais reinvindicativo, militante e lutador.

QUITANDEIRA

O batuque, barulho, falatório e rixas de negros perturbava políticos da nobreza e gente da corte que fazia valer a sua posição de status passeando honrarias de peito feito, inchado de medalhas honorificas num qualquer calçadão, largo, praça e demais lugares públicos de exposição social.

A referida imoralidade das gentes marginais dos ZUNGUS tomando em conta os muitos relatos de cariz oficial e, naquelas casas, era comparado aos cortiços de vagabundos e criadagem aonde, mesmo assim sentiam melhoria de vida, namorando a folga de exclusão entre homens e mulheres desavindas de fortuna e farturas de amor. Ali podiam encontrar abrigo temporário, hospedagem, aconchego solidário, diversão, festa e consolo de suspiros enroscados em troca de alimentação barata, carne de charque, tripas ou peixe salgado e, até consolo religiioso p´ra colmatar aflições. A dinâmica de dominação escravista era contemporizada entre o interesse senhorial e a ideologia de novas mentes anti-esclavagista tornava-a  promíscua na vigilância tutelar, escassa,  anárquica, negligente e até  nefasta . A prática do Angu ou Zungu que deriva da língua bantu, ainda se pode observar na periferia de Salvador da Bahia, Fortaleza, Aracaju ou nos musseques de Luanda, Benguela, Bissau ou Maputo.

Preto kota fujão

Por carências afectivas, os terreiros da Umbanda foram transformando esses lugares em cultos variados tendo as Kiandas, Iemanjás, Calungas ou oxalás com pretos velhos ordenando rigores novos de cazumbis ou maracatus.


Em 1854 podia ler-se um Edital dando alvissras de 50U000 Rs para quem entregasse um “CRIOULO FUGUDO”, assim: Crioulo de nome Fortunato, fugido desde 18 de Outubro de 1854 – de 20 e tantos anos de idade, com falta de dentes na frente, com pouca ou nenhuma barba , baixo, picado das bechigas que teve há poucos anno, mal encarado,falla apressadoe com a boca cheia olhando para o chão; às vezes anda calçado intitulando-se forro, dizendo chamar-se Fortunato lopes da Silva. Sabe cozinhar e entende de plantações da roça.Quem o prender, entregar à prisão e avisar na corte ao seu snhor Eduardo Laemmert, rua da quitanda nº 77, receberá 50U000de gratificação. CARTAZ . 1854, RIO DE JANEIRO

O Soba T´Chingange

 



PUBLICADO POR kimbolagoa às 14:03
LINK DO POST | COMENTAR | ADICIONAR AOS FAVORITOS
|

Sexta-feira, 5 de Fevereiro de 2010
RECIFE – A SAGA DO AÇUCAR . XVI

 


FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO

        O apetrexamento urbano

 

 Mapa Brasil | Agrupación de ...  BRASIL

Os estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná, atingiram os melhores niveis de vida do Brasil no século XXI graças a esse povoamento de redefinir franteiras além do Tratado de Tordezilhas segundo o “Uti-possidetis” do novo Tratadod Madrid de 1750.

Santa Catarina, estratégicamente situada no Atlântico Sul, com 428 km quadrados, é em termos culturais, a décima ilha dos Açores e, foi a lei de provisão de 1747 de D. João V que ao alistar toda a gente que se oferecece para se transladar para esta ilha, que proporcionou a sociedade actual.

Povoar, colonizar e guarnecer militarmente a ilha de Santa Catarina, foi o baluarte na defesa contra piratas europeus, principalmente holandêses, inglêses e uns tantos francêses.

A custas da Fazenda Real, do recenceamento voluntário, resultaram companhias formadas por cinquenta homens cada uma, tendo no mando um capitão, dois alferes e quatro sargentos. Mas, não foram só estes os intervenientes na história do Sul do Brasil; à semelhança do nordeste Brasileiro, os Angolanos foram também os primeiros escravos a irem para Santa Catarina tendo também chegado ali, gente ida de Cabo Verde e da Guiné.

 

VIII – O TRAÇADO URBANO

 

As casas no seu todo, tinham acabamentos com ângulos nos extremos dos telhados, quatro águas e telhas de goiva ou calha portuguesa, que recebiam nas linhas de cunhal uma forma de pomba pousada. Esta pomba em olaria ou cerâmica cozida junto com a telha de arremate, trata-se e segundo a tradição do símbolo da pombinha do Espírito Santo abençoando a casa e seus moradores. Os Açoreanos têm uma predileção especial com o culto ou festas do Santo Espírito.

Havia também o refinamento das beiras ceveiras como os bordados, ou de cortinado em cimalha e outras platibandas com desenhos ou adornos enfeitando o alçado ou fachada principal. Com as canaletas de drenagem aproveitavam as águas no desaguar de drenagm de beirados e algeróz em uma cisterna algures situada por baixo do logradouro posterior. As carências de chuvas em suas terras de origem, levaram-nos a seguir os velhos métodos de armazenamento árabe ainda em uso nas ilhas açoreanas, na província do Algarve no Portugal Europeu ou todo o Sul de Espanha e Itália e também no sertão de Pernambuco.

Os beirados enfeitados dava ao seu senhor “status”, posição social altiva de poder e dai, dizer-se que as casas pobres eram de “gente sem eira nem beira”.

 

O traçado urbano das vilas tem algo a ver com as directivas de base: “- no sítio (de citadino ) destinado para o lugar de povoação, assinalará um quadrado para uma praça d quinhentos palmos de face e em hum dos lados se porá a igreja. A rua ou ruas se demarcarão ao cordel com largura ao menos de quarenta palmos, e por ellas, e nos lados, se porão as moradas em boa ordem deixando entre humas, e outras, e para detras, lugar suficiente e repartido para quintaes, atendendo assim ao comodo prezente como a poderem ampliarse as cazas para o futuro”.

A língua dos novos colonizadores com sotaques e modos diferênciados deram no correr do tempo uma mistura de linguajar a que se pode chamar a prosódia que domina hoje todo o extenso território do Brasil.

Muita coisa foi legada pelos Portuguêses continentais ou insulares e, para terminar a escrita da saga, relembra-se uma dança com letra, levada pelos povoadores de Florianápoles chamada de “A jardineira” que fez furor e ainda é cantada nos momentos altos de farra ou eventos carnavalescos.

 

 

O Jardineira porque estás tão triste?

Mas, o que foi que te aconteceu?

Foi a Camélia que caíu no no galho

Deu dois suspiros e depois morreu

( estribilho – bis )

 

Vem Jardineira, vem meu amor!

Não fique triste que esse mundo é todo teu,

Pois és muito mais bonita

Que a Camélia que morreu!

 

( Fim da saga do açucar e povoamento)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 23:33
LINK DO POST | COMENTAR | ADICIONAR AOS FAVORITOS
|

Quarta-feira, 4 de Março de 2009
A MORTE DE NINO
 Escudo

GUINÉ BISSAU E, OS GORILAS

 

Quem com ferros mata!... Com ferros morre!

O ajuste de contas na Guiné Bissau foi consumado. O general Tagmé Na Waie, que tudo indica ter sido mandado abater por Nino Vieira, tinha dito aos seus oficiais Balantas: - “ Se eu morrer de manhã, Nino morrerá à noite”.  Não foi bem assim,... demorou um pouco mais.

Nino Vieira foi assassinado a golpes de catana. No mundo da selva mandam os gorilas que lá estão!

A Guiné Bissau um dos países mais atrazados do Mundo vive numa permanente “desEpopeia”;  o filme segue se não houver uma intervenção da ONU ou dos PALOPS ou, ainda essa instituição de penumbrosa evidência com o nome de CPLP.

O Kimbo, não manda condolências a nenhum daqueles credêncialmente defuntados e, nem vai desejar paz à sua alma. O purgatório que se encarregue deles.

Inteiramente do foro do,

    Soba T´Chingange

SINTO-ME:

PUBLICADO POR kimbolagoa às 11:01
LINK DO POST | COMENTAR | ADICIONAR AOS FAVORITOS
|

Segunda-feira, 1 de Setembro de 2008
PORTUGAL NO MUNDO . II

 


 

                    AS TORMENTAS DO IMPÉRIO


 

        O Infante D. Henrique morreu a 13 de Novembro de 1460, sem saber içar uma vela e toscamente chimbicar um remo duma qualquer canoa ou chata. Ficou na história como o grande navegador, alterou o destino do mundo por ser o mentor e executor de projectos ousados, descobrir novas terras.    

     Efectivamente, a mando dele, gente destemida afoitou-se mar adentro, tendo a terra sempre do lado esquerdo. Porque era bom esse lado, passou-se a chamar de bombordo. De cabo em cabo em 1448, Cadamosto, um Genovês às ordens do D. Henrique chega ao rio Gâmbia.

      Este senhor Cadamosto, cumprindo ordens, ali construiu uma pequena fortaleza que mais não era senão um abrigo, afim de garantir segurança e também dar assistência a futuras expedições marítimas.

     Deste pequeno forte de 18 por 18 metros, num lugar chamado de Casamansa, um pouco a norte da actual Guiné Bissau, foram trazidos para Portugal gente de pele negra que após a curiosidade inicial, serviram de escravos, dando inicio ao lucrativo negócio para senhores portadores de carta branca, ou mando específico.

      Deu-se inicio a um perturbador casamento de culturas, europeia e africana em atmosfera negra, numa miscelânea de odores, aromas, moscas e calor peganhoso da humidade e, sempre para sul ao toque da cobiça ergueram-se fortalezas, cruzeiros e padrões.

      No Sambuia, (barco) pode ainda viajar-se até às terras planas dos Bijagós, numa amalgama de gente empanada de cores garridas e algazarra dum crioulo em fermentação permanente. Hoje, pode ainda viver-se as sensações de então, ressurgidas numa emancipação mal forjada, nos baixios de Bijagós, aonde os homens ainda se vestem de saias de palha.

      Cinquenta e dois anos mais tarde, em terra fértil, de gentios com plumas de papagaios, deu-se inicio ao negócio chorudo com timbre real de sua majestade o rei de Portugal, o separar de gentes para estibordo; Era o Brasil.

     Desse outro lado do Atlântico, num recife do mesmo nome, o cabra (sanfoneiro popular) chora saudade de doer com apego repentista, lagrimando sentimentos dum xodó passado, tão distante que só o xote e o fevro (danças) relembram aqueles idos tempos de 1500, dos antepassados mortos, morridos p`ra valer, soltaventados.

     O meu sentir saudoso, envolvido de negro, também abraçava o xote maracatu. Ao largo do Cariri no Piauí pernambucano, giboiando catinga de roça em rede, relembro as baladas de Gilberto Gil:

A vida aqui só é ruím,

quando não chove no chão,

mas se chover dá de tudo,

fartura tem de porção.

              Tomara que chova logo,

               tomara meu Deus tomara,

               só deixo meu carirí,

               no último pau de arára.

Enquanto a minha vaquinha,

tiver o couro e o osso e,

puder com o chocalho,

pendurado no pescoço,

               vou ficando por aqui,

               que Deus do céu me ajude,

               quem sai da terra natal,

               em outro canto não pára.

Disfarçadamente limpei duas lágrimas traídas; silenciosas. Eis o agreste!

O Soba T´chingange


 



PUBLICADO POR kimbolagoa às 19:26
LINK DO POST | COMENTAR | ADICIONAR AOS FAVORITOS
|

Quinta-feira, 14 de Agosto de 2008
GUINÉ-BISSAU . noticias soltas

      Cabo Verde

                                                         Guiné-Bissau 

NA ROTA DO NARCOTRÁFICO

           N´DAFA CABI

Este senhor, Primeiro Ministro da Guiné Bissau, afirmou que há figuras ligadas ao estado Guineense que enriquecem com o negócio da droga.

O governo resvala progressivamente para a dependência por financiamento do narcotráfico.

 

           CARMELITA PIRES

Esta Senhora, Ministra da Justiça, foi ameaçada de morte por estar envolvida nas investigações do tráfico de droga. Querem o seu afastamento do " Processo Narco"

 

            LUÍS VAZ MARTINS

Presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos, afirmou que o avião recentemente apreendido no aeroporto de Bissau, levava droga e não medicamentos, conforme afirmaram as fontes governamentais.

25% das 300 toneladas de cocaina consumidas na Europa, entram pela Guiné-Bissau e Cabo Verde.

 

Sem comentários

O Soba T´chingange

 

 



PUBLICADO POR kimbolagoa às 17:38
LINK DO POST | COMENTAR | ADICIONAR AOS FAVORITOS
|

RELOGIO
TEMPO
Weather Forecast | Weather Maps
Maio 2013
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4

5
6
7
8
9


19
20
21
22
23
24
25

26
27
28
29
30
31


MAIS SOBRE NÓS
QUEM SOMOS
Temos um Hino, uma Bandeira, uma moeda, temos constituição, temos nobres e plebeus, um soba, um cipaio-mor, um kimbanda e um comendador. Somos uma Instituição independente. As nossas fronteiras são a Globália. Procuramos alcançar as terras do nunca um conjunto de pessoas pertencentes a um reino de fantasia procurando corrrigir realidades do mundo que os rodeia. Neste reino de Manikongo há uma torre. È nesta torre do Zombo que arquivamos os sonhos e aspirações. Neste reino todos são distintos e distinguidos. Todos dão vivas á vida como verdadeiros escuteiros pois, todos se escutam. Se N´Zambi quiser vamos viver 333 anos. O Soba T'chingange
AS NOSSAS FOTOS
POSTS RECENTES

CAFUFUTILA : XXXIV

O CLÃ DE ZUMBI - VIII

O CLÃ DE ZUMBI - VII

MOKANDA DO SOBA . XI

XICULULU . VII

RECIFE – A SAGA DO AÇUCAR...

A MORTE DE NINO

PORTUGAL NO MUNDO . II

GUINÉ-BISSAU . noticias s...

ARQUIVOS

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

TAGS

todas as tags

LINKS
PESQUISE NESTE BLOG
 
CAIXA MUSICAL
CONTADOR
ONDE ESTÁS

Sign by Danasoft - Myspace Layouts and Signs

blogs SAPO
subscrever feeds