Terça-feira, 1 de Agosto de 2017
MUJIMBO . CVII
NAS FRINCHAS DO MEU BAÚ . 01.08.2017 - Guetos, somos todos nós, brancos e pretos - José Eduardo dos Santos é um homem banal. Não provoca a ninguém um virar de pescoço quando entra num salão...
Frincha : É a ranhura do tempo...
Por

soba10.jpgT´Chingange

Entre dúvidas escondidas no pormenor de factos conhecidos, dou-me conta que as frinchas, mostram versões velhas a que eu não forço ao pormenor para não suscitar ranhuras com os gigabites alheios, referindo tão-somente o que me parece ter lógica porque, por mais que nos esforcemos, há coisas que sempre ficam na charneira do mujimbo, do boato.

okakau1.jpgAgora que vai haver eleições em Angola, recordo que Jonas Savimbi, sempre recusou o abandono da luta pelo que achava certo, não escolhendo cenários de exílio dourado como outros o fizeram e, foi o único dos líderes angolanos que sempre viveu e lutou no seio de sua terra, sua pátria,digo eu num propósito de dialogar com as duvidas de muitos.

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A ela, Angola, tudo deu sem nada tirar, ao contrário de outros com contas, palácios e mansões no exterior e o desperdício de gastos, assim como a compra de um relógio de 500 mil euros por um filho do Edu, o plenipotenciário presidente. Um filho que só se baba de prepotência sem nunca ter trabalhado em algo visível; que nada fez em prol do povo! Fisicamente Savimbi morreu mas, seu espírito está em toda a parte, mesmo fora de Angola! Alguém em seu nome continuará a ter quem defenda essa cultura, esse povo, essa forma de ser e de estar! Li algures que está enterrado em um humilde cemitério de Luena.

brig4.jpg Um amigo meu do Okavango no seu jeito enigmático de sempre deixa uma prega solta na minha costura frinchada disse: -Ele está vivo! Algures num lugar palaciano e bem protegido; aquilo de sua morte foi uma farsa muito bem engendrada pelas grandes potências. Vejam só o que a mente humana pode arquitectar (penso eu)? O que viram em fotos é uma tramóia muito bem-feita, um sócio de Savimbi e, não é certo saberem aonde ele foi enterrado para evitar um rodopio de peregrinos, disse este meu kamba. Desacreditei disto com um muxoxo fingido de consentimento.

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Não acredito nesta sua versão, disse eu por fim, não tem lógica porque mostraram o corpo dele em várias posições e eu até pude referir em tempos que ele se teria matado pois que na foto de Grande Reportagem do M´Puto podia ver-se um furo em seu queixo do lado direito. Era ele sim! Ele era destro! Rematei em termo definitivo! Meu amigo, deu de ombros assim como dizendo que cada qual ficava com a sua opinião. Não forcei a nota mas, ando matutando em sua fricção; acontece hoje tanta coisa estranha!?

kunene1.jpg As nossas conversas rebrilhando nas águas do Kubango vespertinavam com a kúkia (pôr-do-sol) bem no horizonte angolano e, por detrás de seus brilhos Andamos para trás ou para a frente de forma aleatória e por serem já coisas diluídas nos cacimbos e kiangalas, podemos ornamentar os factos com ausência de espanto; de só mesmo matando o tempo, de só falar ! Recordamos a muita diplomacia lodosa, de quando Jonas Savimbi chamou «garoto» ao então ministro Durão Barroso Esse que esteve no comando da UE.

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Por seu turno, também recordamos quando João Soares, numa entrevista ao semanário Expresso, classificou os dirigentes angolanos como «um bando de cleptócratas»; talvez ele mantenha essa opinião, só que agora com mais fortes razões de o serem! E, as relações escondidas, que o Dr. Soares seu pai já defuntado, manteve confidenciais durante muito tempo, em virtude de «não querer que isso fosse do conhecimento da Internacional Socialista e, onde o movimento da UNITA não era reconhecido».

kunene.jpg Esclarecedor! De quando Mário Soares de visita às Seychelles, em 1995, em conversa informal com os jornalistas, após o jantar, falou de Angola (que visitaria oficialmente no ano seguinte) e sobre os líderes em confronto, emitindo esta opinião: «José Eduardo dos Santos é um homem banal. Não provoca a ninguém um virar de pescoço quando entra num salão. Enquanto que Jonas Savimbi tem uma presença esmagadora! É um verdadeiro líder africano!». Tarde piaste, digo de mim para mim mas, e aqui corroboro com ele! Disse eu ao meu amigo Mac Guiver de faz-de-cota, que me olhou sem espanto!

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Da minha conversa com Mac Guiver, nunca pretendi recolher dados comprometedores com ele e, sempre o vi como um bigfive que nada mais fez do que dar continuidade à sua vida, tal como o fazia na Chibia, do outro lado do Kubango mas, sempre me pareceu ser um profundo conhecedor de todos estes relacionamentos de fronteira.

kunene2.jpg Estava escrito nesta frinchas que a Jamba era o centro nevrálgico alfa no tráfico de marfim, diamantes e madeiras preciosas. Savimbi teve de recorrer a este património mas, o governo mwnagolé da Luua, despilfarrou muito mais em proveito seu, dos filhos e de toda a nomenclatura. Agora, mais kota, recordo que as interrogações ente eu e Mac Guiver faz-de-conta, sucumbiram em sorrisos, um indício de quem sabe, mas desconhece, perpetuando uma amizade de cavandelas...

O Soba T´Chingange


PUBLICADO POR kimbolagoa às 09:57
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Quarta-feira, 9 de Dezembro de 2015
MISSOSSO . XX

ANGOLA . A MÃO DE DEUS no rio dos elefantes. Não há palavras para vos descrever o que senti ali acocorado entre os dedos Dele -  1ª de 3 partes

Por

DY0.jpgDy - Dionísio de Sousa (Reis Vissapa) - Autor de “Ninguém é Santo” escrito para todos os Angolanos que amaram e amam a terra que os viu nascer ou crescer…

dy7.jpg Alguém muito especial disse-me que eu tenho um coração mestiço. Para esse alguém este conto e naturalmente para todos os que gostam de ler os meus contos. Ao chumbar pela segunda vez no exame do sétimo ano a minha saudosa mãe colocou um ponto final na minha vida de cabulice e vadiagem. - Acabou a rebaldaria não queres estudar vais trabalhar que isto não é a casa da Joana. Cocei a moleirinha perante aquele ultimato e não tive outro remédio desatei à procura de emprego. Depois de duas tentativas falhadas por atrasos consecutivos à hora de vergar a mola entrei para a Brigada dos Rios.

dy8.jpg Acho que além do facto de me ter posto neste vale de lágrimas a coisa que mais agradeço à minha progenitora foi por via daquela sua decisão ter passado os melhores anos da minha vida nesses serviços. Conheci o sul de Angola desde a foz do Cunene até ao Luiana, aquela pontinha do território angolano onde o Cuando e o Cubango atravessam para o território Namibiano em direcção ao famoso delta hoje patrimônio mundial.

dy9.jpg A instituição hidrográfica iniciou a sua actividade sob o comando de um oficial da marinha. Homem duro, militarista que desde o princípio dirigiu o grupo de trabalho civil à boa maneira militar. Com ele vieram de Portugal, motoristas, mecânicos, desenhadores, hidrometristas sem curso e de natos em Angola entrei eu e o caçador guia Monteiro Ferreira natural do Cuchi, grande amigo que muito me ensinou sobre o mato africano o seu fascínio, os seus perigos e segredos imemoriais.

dy11.jpg Era impossível deixar de sentir a forma quase discriminatória como fui tratado inicialmente, quase como um parolo ou uma criatura de condição inferior. Com andar do tempo toda aquela gente acabou por se aperceber que em Angola havia bons topógrafos, magníficos mecânicos capazes de resolver uma situação complicada com um bocado de arame, sabão para tapar buracos no radiador ou duas malas de peixe a servirem de macaco, e que não éramos propriamente macacos.

(Coninua...)

As opções do Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 15:25
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Terça-feira, 19 de Maio de 2015
FRATERNIDADES . LXXXIII

EU E MERYL STREEP. Às margens do Cubango, no Divava Okavango Lodge e Spa envoltos num verde paradisíaco.

Por

soba0.jpeg T´Chingange

div00.jpg Uns tempos atrás quando eu ainda era um galã de corpo inteiro, tinha todo o cabelo, não tinha pintas escarafunchosas pelo corpo e era poliglota, estabeleci uma amizade com Meryl Streep. Ela andava disfarçada em gente comum sem paparrazes em terras de áfrica bem no Okavango em um resort de 5 estrelas chamado Divava, um especial lugar de sarar as feridas do corpo e da mente. Eu, simplesmente apalpava as medidas da natureza do Senhor, daquelas alheias ao homem e, foi no envolvente verde daquele paraíso que ela me disse coisas que não mais esqueci. Eu ouvi embevecido e a elas, as plalavras, fiquei preso, fascinado. Para quem só ia desopilar e ver os demais animais da natureza eu, deslumbrei-me demais naquele palafito do Divava Resort em terras do Divundo. Do que ela me segredou tento lembrar-me da forma que me parece mais verossímil.

div01.jpg Olhando o outro lado da Faixa de Caprivi ela falou bonito: -Já não tenho paciência para algumas coisas, não porque me tenha tornado arrogante, mas simplesmente porque cheguei a um ponto da minha vida em que não me apetece perder mais tempo com aquilo que me desagrada ou fere. Já não tenho pachorra para cinismo, críticas em excesso e exigências de qualquer natureza. Perdi a vontade de agradar a quem não agrado, de amar quem não me ama, de sorrir para quem quer retirar-me o sorriso. Eu, timidamente com meu chapéu de caçador desbotado a tapar-me o semblante, fiquei todo ouvidos. Já não dedico um minuto que seja a quem me mente ou quer manipular, disse ela. Decidi não conviver mais com pretensiosismo, hipocrisia, desonestidade e elogios baratos. Já não consigo tolerar eruditismo selectivo e altivez académica. Queria ficar sempre por aqui e, fez-se uma longa pausa.

div1.jpg Pareceu-me ter engolido em seco, se chupou algo, terá sido um caroço de tarmarindo porque fez um esgar engelhado não muito habitual. Não compactuo mais com bairrismo ou coscuvilhice. Não suporto conflitos e comparações. Acredito num mundo de opostos e por isso evito pessoas de carácter rígido e inflexível. Ao dizer isto para mim, um quase desconhecido fiquei embevecido; mas era por isso que ela desabafava para mim tão só e carente; sinceramente, tive pena dela e vi o quanto as pessoas célebres têm destes comuns problemas; partiu-me o coração, ainda anda partido!

div2.jpgE, continuou falando comigo que feito só olhos e orelhas, fingia ser um erudito nas psicologias ainda não desbravadas. Talvez eu, um tratador de hipopótamos estagiário, fosse para ela forma de espanejar angústias, claro que muito diferentemente do hipopótamo que para marcar suas posses expande sua caca ao redor. Mas voltemos a Meryl Streep na primeiríssima pessoa: - Na Amizade desagrada-me a falta de lealdade e a traição. Não lido nada bem com quem não sabe elogiar ou incentivar. Os exageros aborrecem-me e tenho dificuldade em aceitar quem não gosta de animais.

div4.jpgE acima de tudo já não tenho paciência nenhuma para quem não merece a minha paciência. Posso dizer-vos em segredo que neste entretanto, deixei cair uma descuidada lágrima; ela vendo isto, abeirou-se e deu-me um beijo no rosto. Durante uma semana não lavei minha cara do lado direito porque dela desprendia-se um cheiro de alfazema celestial.

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 11:31
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Quarta-feira, 11 de Março de 2015
MALAMBAS . LXXV

NAS FRINCHAS DO TEMPO . Guetos, somos todos nós, brancos e pretos …

MALAMBA: É a palavra.

Por

soba0.jpg T´Chingange

sava4.jpg No decorrer da guerra civil que se seguiu após os gritos de Agostinho neto em Luanda, MPLA é o POVO, o POVO é o MPLA e, a LUTA…CONTINUA, assim foi por longo tempo. “Durante esses longos anos, quantidades indefinidas de pedras preciosas, milhares de animais liquidados, elefantes e rinocerontes, milhões de toneladas de madeira foram traficadas de Angola, serradas em tábuas numa serração pertencente à InterFrama, em Bwabwata. Milhões de árvores foram derrubadas nas savanas do Cuando Cubango para traficar madeira, uma catástrofe ambiental sem precedentes e que também ficou sem castigo."

sava1.jpg Parte dos diamantes viajavam no avião de Joaquim da Silva Augusto, considerado um dos homens mais ricos da África do Sul. Tinha uma cadeia de supermercados e um grande armazém no Rundu, cidade fronteiriça com Angola tendo o rio Okavango de permeio, ponto de partida para os abastecimentos logísticos à UNITA. No rasto das memórias lembra-se que “foram liquidados 100.000 elefantes para ajudar a financiar a guerra”. As presas dos elefantes e os chifres dos rinocerontes foram armazenados na Jamba. As máfias colocavam o marfim em Hong Kong, os diamantes em Pretória e na Europa e a madeira preciosa na Namíbia.

sava7.jpg Os turistas da Jamba, entre os quais a família Soares, e os seus “embaixadores”, entre os quais um comerciante português, Arlindo Manuel Maia, dono de uma empresa de transportes em Joanesburgo com “filial” no Rundu. Outro comerciante nestas lides de contrabando, era José Francisco Lopes, com escritórios no Rundu e, tido como multimilionário. Isto que já se tornou público, poderia até ser falado com meu amigo João Miranda do Mukwé mas, a propósito, não quis penetrar em periclitantes caminhos respeitando a ética de quem sempre me recebeu de braços abertos, um homem do mato que me merece todo o respeito; em suma direi que simplesmente não quis bulir com antigos constrangedores fantasmas.

sava3.jpg A Environmentand Animal Welfare explicou que o contrabando de marfim se fazia através da Faixa de Caprivi. O coronel Breytenbach teria denunciado isto: “descobri uma máfia que contrabandeava  dentes de elefante e chifres de rinoceronte, diamantes, madeira e droga”. Uma catástrofe ambiental sem precedentes."

(Fim do tema guetos…)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 16:02
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Sábado, 21 de Fevereiro de 2015
MONANGAMBA . XXV

CICATRIZES DO TEMPOFaz parte da herança termos em nós as antigas culpas de Adão e Eva 

- 1ª de 2 Partes

 Por

soba 0.jpg T´Chingange

mona0.jpg Terminei de ler o livro do evangelho segundo Jesus Cristo na versão de Saramago; melhor dito, comi-o ao longo de muitos dias, lendo e relendo, mastigando devagar até digerir por completo a dialéctica que muitos dizem dar cólicas de barriga e no cérebro. Porque foi suave a leitura, não tive nenhum desarranjo e, talvez porque entretanto fui comento uns tabaibos, alimento predilecto do Xirikwata (Thirikuata), um pássaro do sul de Angola que tem cabeça negra e uma popa vistosa. Um pássaro com penas amarelas nas asas e com um cantar de feitiço na forma de Sacanjuere do Huambo; enfim, um fantasma que sempre aparece encantando-me e até inspirando-me a escrita. É provável que seja Januário Pieter a minha kianda espirito na forma de pássaro! Tão longe do seu habitat habitual leva-me em crer ser uma kianda matumbola em terra da Namíbia. Escuto-o enquanto os soldados de Roma juntam os pés de Jesus, rei dos judeus martelando um único e comprido prego artesanal.

mona3.jpgRefere no livro de Saramago ser desta forma como medida economicista, pois que nesse então os pregos eram forjados, aquecidos e batidos com macetas até ficar com forma pontiaguda e suficientemente cumpridos para tal efeito. A cruz foi erguida entre duas outras com dois moribundos já pregados a elas; estes choravam com entrecortados gritos sustentados na cruz da mesma forma de Messias. Neste final de vida e com apena trinta e três anos Jesus, rei dos Judeus, filho de Deus e de Maria quis ir para o reino do Pai abandonando os demais que dele fizeram a figura principal no mundo conhecido como o Crescente Fértil, Samaria, a Mesopotâmia Galileia ou Vale do Jordão; terras de Jerusalém e Palestina; terras que ainda continuam nessa antiga convulsão.

mona4.jpgMesmo que tantos se indignem com esta forma de escrita do Nobel escritor, sabemos ser verdade que morreram e morrem ainda nos dias de hoje muitos cristãos passados que são 2015 anos. Estando eu em terras aonde os pais dos pais não eram conhecedores de Cristo, terra de kamessakeles, Hereros, Makankalas e Bosquímanos, gerações milenares em geral e, fico entre o limiar do absurdo no pensar sem charneira de que tantas e cruéis mortes por decapitação continuem em prática. Sempre comparo estas duas culturas e não chego nunca a uma conclusão! Será que tenho esta propensão a ser um eterno matumbo (burro)! De como as torturas de inquisição, novas formas de cultura que originaram templos, santuários, ermidas, leis e peregrinações mantendo as crenças, as parábolas, lendas, profecias, rezas e ordenações a que ninguém é permitido fazer todas as perguntas e, a que ninguém pode dar todas as repostas.

Monangamba - trabalhador sem especificação, faz-de-tudo (por vezes pejorativo).

O Soba T´Chingange 



PUBLICADO POR kimbolagoa às 10:18
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Sexta-feira, 20 de Fevereiro de 2015
MALAMBAS LXXI

OKAVANGO - Nos ocultos mistérios do canto Xirikwata

Xirikwata é um pássaro do Cuango Cubango

Por

soba eu 2.jpeg T´Chingange

mal0.jpgDas muitas anotações e escritos em registos de memória de meu safari Xirikwata por Namíbia, ficaram por publicar textos e, já longe dali, recordo as gentes maravilhosas que me proporcionaram dias de Xirikwata. Assim irei chamar para lembrar as falas de Elisabeth Miranda que com entrecortados risos, muito recordava seus passados dias do outro lado do rio Okavango, um lugar chamado de Dirico, em Angola. Estando eu no alpendre de soalho e tecto em madeira da Guest House Willtotop de Vanda Potgieter, pude repensar em fim de tarde os últimos dezoito dias percorridos entre Okavango na Faixa de Kaprivi e os desertos de Swakopmund passando as quenturas agrestes dos morros de Ozakos e Kiribib.

mal01.jpgMilhões de espinheiras ressequidas de Okahanja, terras despidas de gente, uma casa aqui outra lá longe por quilómetros de distância, situadas debaixo de acácias; Farmes quase invisíveis aonde só o depósito de água ou o moinho de vento se vêm tremelicando nas onduladas quenturas; rodando ao vento vindo por detrás dos morros da Costa dos esqueletos, chiam segredos de ferrugem mal oleada em permanente lamúria de vida. Pode ver-se orixes e avestruzes bordeando as áridas terras aonde até o deus-me-livre dos mortais, tem de coabitar com hienas, chacais e bichos rastejantes de arrepiar o pelo dum careca. Lugares muito diferentes da região Ovambo ao Norte aonde os guetos juntam brancos com pretos.

mal02.jpgFoi possível reconhecer em mim neste roteiro cinco marcas de destino, uma surpresa, uma curiosidade, saudade, benevolência e alguma temeridade. Também senti um desassossego de excitação inquieta nos porquês mal respondidos e, que só África nos transmite; há fogos em guerrilhas escondidas com vinganças incompreendidas, queixas e gemidos, quiçá chorando nova dores, quebrando os hábitos dum quotidiano em noites de espaços perdidos. O que foi e, como foi que aconteceu, é uma ideia que sempre nos acode e adianta ao acontecido. África é imprevisível na soma de angústias, incêndios com sinais de pavor, traficâncias com segredos de podridão.

mal03.jpegO que fica! Talvez um efeito de milagre no renascer da fé e o amor que podem muito; embora saibamos que nem sempre a fé e o amor juntos, tudo podem! Deus não se vai fiar em qualquer um, por muito boas que sejam a recomendações. Esta temeridade, advém de coincidências da África, de guerras subterrâneas do poder, do branco e do preto, das coisas que dão zebra; coisas dos últimos e antigos tempos e embora seja cruel deixar os kotas velhos sem resposta porque as pessoas, genericamente, não escolhem as sombras que têm e, também porque o amanhã não pertence a ninguém! Isto acontece! Em África tudo é possível.

O Soba T´Chingange

 



PUBLICADO POR kimbolagoa às 08:23
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Sexta-feira, 13 de Fevereiro de 2015
MALAMBAS . LXX

NAS FRINCHAS DO TEMPO . Quando tudo nos ultrapassa no tempo, apalpamos as medidas da natureza, sarando as feridas da mente e do corpo

MALAMBA: É a palavra.

Por

soba eu.jpg T´Chingange

cu0.pngNas longas e quentes tardes do Kavango eu e João Miranda deitávamos conversa fora na companhia de frescas cervejas taifel, heineken lager ou windohek lager beer recordando coisas já conhecidas sem nunca formular perguntas embaraçantes. Das ligações perigosas recordou-se o que nesse tempo era dito da família Soares do M´Puto pelo jornal oficial de Angola nos momentos mais quentes da guerra com a Unita e, em que Mário Soares é injuriado: “É mesmo um boelo (burro, em kimbundo) esse bochechas. Nem vergonha tem naquela kalanga (cara) por tão grandes desavergonhices que estampam o seu mau carácter e maldade.

cub02.jpgO ministro angolano da Comunicação Social, Hendrick Vaal Neto, acusava Mário Soares e seu filho João (na altura presidente da Câmara de Lisboa) de «beneficiarem do tráfico de diamantes». Entretanto a UNITA chamava de “criminosos de guerra” a Almeida Santos, António Guterres, Jaime Gama e Durão Barroso. Em 1988, no Palácio de Belém, Mário Soares, na qualidade de Presidente da República, agracia com a Ordem do Infante Dom Henrique o empresário Horácio Roque, cuja mulher, Fátima Roque, acompanha Savimbi num périplo por vários países. Só em 1992, pela primeira vez, é que João Soares se demarca de Savimbi ao certificar-se de que este mandara fuzilar os dirigentes da UNITA Tito Chingondji e Wilson dos Santos.

cub3.jpgEm politica, mesmo aqueles de quem se pensa serem estadistas, cada dia é um novo dia, tendo outros interesses por detrás daquilo que nos parece ser verdadeiro! Entretanto continuando a conversa, já depois da guerra acabar, João Miranda é convidado a abrir um estabelecimento na capital do Kuando Kubango, Menongue mas, depois de concretizar o envio de géneros de primeira necessidade para um super mercado, vê-se na periclitante situação de ficar sem nada pois que os senhores da nomenclatura local, cada qual tratou de se apetrechar desordenadamente, remetendo o pagamento para o estado, uma coisa assim parecida como um saque.

cub01.jpgDisto, nada vim a receber! Disse Miranda já muito habituado a estas truculências de dirigentes mwangolés. Como tudo é tão feito em cima do joelho, disparo eu, confundido na ética de ordem e progresso e, sabendo de antemão que neste mundo só os anjos não têm costas! Isto é mato, amigo! Rematou Miranda como um finalmente àquele dia…

(Continua…)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 07:44
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Terça-feira, 10 de Fevereiro de 2015
MALAMBAS . LXIX

NAS FRINCHAS DO TEMPO . Quando tudo nos ultrapassa no tempo, apalpamos as medidas da natureza, sarando as feridas da mente

MALAMBA: É a palavra.

Por

soba eu.jpg T´Chingange

ana maria 15.jpgLá atrás em Andara do Okavango, a uns 1250 quilómetros de distancia, tentei dizer ao meu amigo João Miranda, o chefe do mato, senhor dos anéis num lugar esquecido mas muito especial pelo envolvente mistério, que não fizesse da minha imperfeição sentença, nem de suas façanhas virtudes, porque tudo nos ultrapassa no tempo e, porque o passado tem a cada segundo um novo agora na conjugação. Fui e vim em paz e, ali permaneci por catorze maravilhosos dias, acolhido como um príncipe que na companhia de sua princesa evitaram dispersar-se nos trilhos das interrogações; fora de portas respeitando-nos em mútuos silêncios evitando até, alvitres.

africa16.jpgMesmo naquele lugar de fim do mundo e sem profetas, deve por certo haver um Deus, que nos julga em cada dia e diferentemente, de acordo com o que viermos a ser em cada dia. João Miranda, o quase lendário homem da mata, pouco a pouco recorda peripécias ainda no segredo de sua intervenção no avanço até Luanda, fazendo parte do batalhão Búfalo da África do Sul. Vezes repetidas afirmou que após tomarem posições ao inimigo, leia-se cubanos e militares do MPLA, deixavam grupos da UNITA ou da FNLA a assumirem o controlo dessas zonas libertadas e, em que estes eram influentes. E, que apenas os homens da FNLA foram cumpridores na gestão dessas áreas que tinham sob sua protecção.

kuito 1.jpgQuanto à UNITA, só fez desacatos em actos de selvajaria, mortes sumárias, muita desordem e falta de comando aliada ao tribalismo e racismo, um procedimento contrário e até desnecessário ao que seu líder Jonas Savimbi preconizava. Este pormenor de procedimento, verificou-se mais drástico na região do Lobito por questões de mando com gente impreparada para esta tomada; pessoalmente desconhecia esta gravidade. A Batalha de Cuito Cuanavale ocorreu entre 15 de Novembro de 1987 e 23 de março de 1988. Foi a batalha mais prolongada que teve lugar no continente africano desde a Segunda Guerra Mundial; foi também o ponto de viragem decisivo na guerra que se arrastava há longos anos originando a aceitação dos Acordos de Nova Iorque, dando origem à resolução 435/78 do Conselho de Segurança da ONU. Esta decisão originou a independência da Namíbia e o fim do regime de segregação racial vigente na África do Sul.

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 06:57
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Domingo, 25 de Janeiro de 2015
MALAMBAS . LX IV

NAS FRINCHAS DO TEMPO . Apalpando as medidas da natureza, sarar as feridas do corpo

MALAMBA: É a palavra.

Por

soba eu 2.jpeg T´Chingange

 Deixando-me ficar deitado na rede e no d´jango ao lado do Okavango, suspendo os pés de fora gozando a frescura do rio que salpicando-se na correnteza continua sua marcha levando seu divino liquido, seu divino cuspo a untar terras, cobrir vastas regiões do delta do Okavango no Botswana matando a sede a milhares de seres “big five”, e outros menores, sarando suas feridas, originando novas crias, novas vidas, um encontro de verdades, de sobrenaturalidade, lugar de sentidas ausências, de solidão com chilreios e urros, heranças de barulhos com pesadelos e pensamentos obsessivos.

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 Porque estou eu aqui, fugido de casa como uma condenação sem definitiva ou suficiente salvação como que, simplesmente a sarar as feridas do corpo, dilatando no tempo as intenções de filhos, seus anseios, sua felicidade, a permanência com o varão primogénito, suas indecisões, turbulências e devaneios, apalpando as medidas da natureza do Senhor, daquelas alheias ao homem e, porque cada um tem de viver o seu destino procurando os carreiros por onde se levar e, para onde há-de levar suas acções, suas palavras sem certificados ou procurações de intenção e pretensão.

 Sem comentários descabidos ou ácidos como de quem já se presume saber de tudo e recordando que não precisamos de andar nós à procura de Deus se Ele estiver decidido a encontrar-nos, num pois sim, num pois não, nenhuma salvação é suficiente se qualquer condenação for definitiva. E, um dia após o outro, sempre tudo muito igual ao ontem e anteontem, sem os espírito sossegado num lugar do amanhã, porque voa de nós e paira, e ora longe, ora perto sem posição, sem costas nem frente, numa ânsia que se atola no pensamento. A dor de dentes surge, incha, dói, toma-se antibióticos, anti-inflamatório, aspro, gengibre, alhos, uma dor da frente, dor nas costas por dentro e por fora, uma dor sem fímbria, um isso passa!

O Soba T´Chingange   



PUBLICADO POR kimbolagoa às 05:50
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Quarta-feira, 21 de Janeiro de 2015
MALAMBAS . LXIII

NAS FRINCHAS DO TEMPO . No rio Okavango, dou-me conta do quanto meu sovaco cheira a catinga, odor em tudo igual a todas as outras catingas…

MALAMBA: É a palavra.

Por

soba eu 2.jpeg T´Chingange

 Em busca da verdade, muitas vezes acontece-nos não fazermos perguntas por ainda não estarmos preparados para ouvir as respostas e nem sempre o é assim porque simplesmente, por vezes sentimos medo a elas; podemos enumerá-las ou até suspirá-las mas, todo o ser humano em alguns momentos de sua vida têm coisas boas e outras más que se enfileiram ao jeito de missangas atrás uma das outras, um rosário do tempo e através dele que como um terço, rezamos ou fingimos rezar porque como se diz, atrás do tempo vem o tempo e depois da tempestade vem a bonança.

 E, porque se diz que a justiça é cega, surda e muda, pelo que se sabe também anda meia calçada e meia descalça para fingir que agrada a humildes descamisados e ricos encoirados. Mas, pelo sim pelo não, usamos amuletos da sorte para nos enganarmos nas figas, no corno, na meia lua, na estrela de David penduradas ao pescoço ou uma ferradura velha de burro ou cavalo, pendurada do lado detrás da porta de entrada de nossas casas. Por via de duvidas também usamos amuletos da sorte na forma duma nota de dólar, um santinho, uma qualquer nossa senhora da aparecida mais responsos escondidos em forros de malas e maletas. Até uma vagem envernizada de feijão maluco serve para o efeito! O místico junta-se com a Cruz e o Cristo numa caixa, asfixiando-O o tempo todo e, sempre picado em sua coroa de medonhos espinhos com um credo na ponta das falas, um cuzcredo (!?) com interrogação e exclamação juntas.   

 No meio da algazarra das palavras, dos apelos, dos gritos ou cânticos, haverá sempre uma insatisfeita curiosidade, perguntas sem respostas ou maneiras mentirosas de dizer a verdade; verdade que nem sempre achamos lógica ou patética nem sempre merecedora de ser levada ao cutelo ou ao fogo da veracidade porque, simplesmente nós não somos guardiões nem usamos beber do crime no rio da vida. Amolecendo a preguiça num chinxorro, rede a trinta metros do rio Okavango ou Cubango, do outro lado Mucussu, dou-me conta do quanto meu sovaco cheira a catinga, odor em tudo igual a todas as outras catingas dos negros corpos de África.

 E, assim, aqui estou de livre e espontânea vontade como um emigrante e muito enfeitiçado pelas gentes acolhedoras; gentes que como eu, saíram dessa imensidão dos matos de Angola, de lonjuras percorridas em velhos Dodges, GMC, Willis, land-Rover, Fords ou Chevroletes, terra de onde se parte sem querer partir e já partindo, arrependido depois por não ter ficado. Como vamos nós próprios destrinçar a verdade dentro da nossa própria imensidão, nos assuntos de crenças e impiedades de bens tão profusos nas regras do Mundo.

O Soba T´Chingange    



PUBLICADO POR kimbolagoa às 08:40
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Segunda-feira, 19 de Janeiro de 2015
MALAMBAS . LXII

NAS FRINCHAS DO TEMPO . Porque cada homem é um mundo, tem que ao tempo, dar-se tempo

MALAMBA: É a palavra.

Por

soba eu 2.jpeg T´Chingange

 Aos velhos será cruel deixá-los privados de respostas e será de bom senso até, não se lhes fazer perguntas de passados não amistosos porque dos muitos dias, das muitas noites, das muitas injustiças pode sem se querer saírem à luz do tempo a mostrar as gigantescas presenças de feridas mortais. E, daí abrirem-se gavetas com choros ranhosos, ou mesmo gavetões, com ossários feitos pó. Que importância terá, saber-se agora e, aqui em terras do fim do mundo se a mulher de Lot em Sodoma, ao olhar para trás se transformou em sal-gema ou sal marinho ou, até saber se a embriaguez de Noé, foi de vinho branco ou de vinho tinto; os kotas mais-velhos daqui nunca ouviram falar dessas coisas e, afirmam que os pais dos pais deles, nem nunca falaram em Jesus de Nazaré.

  Peneirando no tempo as ténuas memórias, dos acontecimentos, apagando os rastos dos passos que aqui nos trouxeram, sempre acabamos por remover os ossos do passado e, mesmo espreitando pelo postigo da memória antropológica só graças à debilidade desta desejamos até, fazer de tudo um romance condescendente sem alvoroçar espeleólogos, ou os espíritos com malévolas insinuações, esquecendo as leis não cumpridas guardando os preceitos dos paleontólogos rebuscados na terra da promissão, por etnólogos e outros afins descobridores de pegadas, cheiros encarquilhados misturados com iões ou densidade molecular dos anos na leitura de carbono e edecéteras complicadíssimos.    

 Baloiçando-me no d´jango da Kikas Vanda Miranda Potgieter, muito perto da árvore m´vuluvulu do kavango, olho seu fruto pesado de longas múcuas que pelo que dizem, só servem mesmo para fazer milongo de feitiços do povo Ovambo. Eu, quis saber mas parece ser segredo de raizeiros, porque talvez cada homem nasça com a verdade dentro de si e só para ele, e só não a dizem porque é muito só sua; e até, muitos haverá, que não acreditam que seja aquela a sua verdade. Porque cada homem é um mundo que se ao tempo der tempo, o tempo bastante, sempre o dia chega em que a verdade se tornará mentira e a mentira se fará verdade.

Nota bibliografia; contêm esboços de pensamento a partir do evangelho de Saramago

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 08:54
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Temos um Hino, uma Bandeira, uma moeda, temos constituição, temos nobres e plebeus, um soba, um cipaio-mor, um kimbanda e um comendador. Somos uma Instituição independente. As nossas fronteiras são a Globália. Procuramos alcançar as terras do nunca um conjunto de pessoas pertencentes a um reino de fantasia procurando corrrigir realidades do mundo que os rodeia. Neste reino de Manikongo há uma torre. È nesta torre do Zombo que arquivamos os sonhos e aspirações. Neste reino todos são distintos e distinguidos. Todos dão vivas á vida como verdadeiros escuteiros pois, todos se escutam. Se N´Zambi quiser vamos viver 333 anos. O Soba T'chingange
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