Sexta-feira, 6 de Junho de 2014
MUJIMBO . LXIV

ANGOLA - País quitandaO Boss Tuga “Mwangolizado” ou “Chinozado?”

QUITANDA: Venda, mercearia, cuca-shop, tasca, boteco, bazar, quiosque.

As escolhas de

 Isomar Pedro Gomes

Temer instabilidade em Angola é assumir falta de democracia

Eddy, Imperialista, cubano anti Fidel, é meu amigo; bonacheirão como é, trata de mangar com tudo o que ė situação anormal na Luua; proprietário de uma viatura chevrolet, levou-a a uma oficina, o motor ‘soluçava’ quando em marcha “como se estivesse constipado”; conhecedor da ‘moleza’ e irresponsabilidade das oficinas auto dos manos mwangolés, preteriu as oficinas “chinocas”. Orgulhosamente, afirma que seu carro sendo imperialista, nenhum chinoca comunista o poderia consertar…Eddy anti Fidel foi à oficina de um Tuga recentemente expatriado do Puto que segundo o cartaz na fachada do edifício, era especialista de ponta de tal marca. Vai doer mas a viatura vai ficar impecável sussurrou para os botões da sua camisa Jeep… A viatura, foi “colocada” na referida oficina de ponta em Novembro do ano passado com a promessa de que 15 dias depois estaria como nova.

 Uma semana depois o Eddy passou pela oficina, “só para matar saudades do carro” – surpresa: a viatura estava no mesmíssimo sítio em que deixara, coberta com uma “desprestigiante” manto de pó. O Tuga, ouvindo a reclamação do Eddy cubano, com um vozeirão chamou o “Chico” para limpar a referida e move-la para “o consultório”… Eddy fez saber ao Tuga que pretendia no mês seguinte viajar para o Lubango em negócio… o Tuga assegurou-lhe que com toda a certeza e certezinha, a viatura estaria “porreiramente” a seu serviço nessa altura… Dias depois recebe um telefonema da oficina a solicitar a sua comparência. Foi-lhe dito que a peça “Xis” tinha que ser substituído…Que a peça Ypson com mais a mão-de-obra dava um total de usd 1.500. Eddy cumprir com a “notificação” desembolsando o kúmbu ao tuga. Saiu dali gemendo, bufando mesmo! … Ah! Tuga Imperialista; mas, cafuzo das ideias sacudiu-se das bitacaias. Porem, ao dar uma volta de saudade à viatura, notou que uma das portas estava cheia de sulcos que não existiam e um dos piscas traseiros rachado… Descontente Eddy, chamou a atenção do Tuga, ao que de novo o tranquilizou afirmando: “a viatura vai sair daqui nos trinques”…

 Como a oficina se mantinha silenciosa e, já cansado de andar a pé, dirigiu-se em Dezembro à dita cuja… Na bendita oficina foi-lhe dito que o Tuga, teve que se deslocar ao Huambo para atender um assunto urgente, pelo que retornou ali uma semana depois!... Uma semana depois soube que o tipo se encontrava na “Tugalândia”…O especialista de ponta Tuga retornou na segunda semana de Janeiro… Após o retorno deste, Eddy o imperialista armou um barraco de todo o tamanho, que se não fosse ali primeiro mundo… epá, cum-camano, porra, porque se fosse ali o terceiro mundo, corria sangue… Zangado até os tornozelos, de cuca quente, dizia que este mambo evoluía perigosamente para o segundo mundo, que seria só esticar o braço, puxar a culatra, e malhar no focinho do Tuga… mandá-lo p´ra mais além do terceiro mundo.

Eddy, cansado do imperialismo, tratou de exigir o serviço a todo o vapor; tal feito, foi-o na velocidade da luz… semana seguinte o Tuga "ainda" chateado com o cubano (já rotulado de comunista), chamou-o para pagar o serviço (?!) e finalmente retirar a viatura que tudo estava nos “trinques” melhor que a quisaca… Eddy barafustou: - E os usd 1.500 hein? Tuga, argumentou colocar mais isto & mais aquilo, então… resultou um acréscimo de Usd 800 ao valor inicial retorquindo com certo escárnio: - isso ė ridículo, achas usd 1’500 muito dinheiro?!.. Eddy desembolsou o ‘papel’ ao maldito Yanque, porem, alguns dias depois, o motor manifestou a mesma “dor” que o fez levar ao mesmo Tuga… Os riscos na porta mantinham-se e o vidro do pisca colado.  Eddy somente no mês passado, teve a viatura pronta, mas, para isso teve de a levar em camião alugado a Luanda.  Tudo isso aconteceu no Lobito… Moral da história – Estoria!?... Pura realidade!...

As escolhas do Soba T´Chingange

 



PUBLICADO POR kimbolagoa às 15:48
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Quarta-feira, 20 de Fevereiro de 2013
MOKANDA DA LUUA . XI

ANGOLA - FLORES DE ACÁCIA PARA MATILDE2ª de 2 Partes

Por
  DyDionísio  de Sousa (Reis Vissapa)

Uma homenagem a uma das mais belas cidades de Angola e à ternura dos amores adolescentes - LOBITO

 O crepúsculo chegou os candengues partiram deixando a praia vazia dos seus risos contagiosos. Levei-a para casa no pensamento e a sua figurinha singela povoou-me os sonhos e a noite, fazendo-me madrugar e caminhar alvoraçado para a baía, Pelo caminho roubei às acácias viçosas um punhado de rubras flores. – Flores de acácia para Matilde. - Dei-lhas depois de ouvir da boca tentadora o seu nome. Olhou-me com doçura e os nossos dedos tocaram-se entrelaçando-se com ternura quando as recebeu. Corremos a praia de mãos dadas e amámo-nos na cumplicidade cálida das águas da baía. Desde esse dia nunca mais a vi. Perguntei aos candengues e fiquei a saber que trabalhava para o Sr. Torres. O Sr. Torres era um advogado solteirão com mais trinta anos que ela; atravessara o equador em busca do El Dorado. Quando finalmente descobri a sua morada tinha partido para Luanda levando-a consigo.

 Entramos no ambiente fosforescente de um cabaré da baixa de Lisboa já a noite ia adiantada. O meu amigo Fonseca tinha dado início à sua despedida de solteiro num restaurante de luxo e entre aperitivos, vinho e digestivos, a euforia tinha-se instalado nas cabeças de todos nós. Ia casar com a filha de um padeiro abastado da Beira Alta. - Agora é que vou ser colonizador. – Disse-me com cinismo. Também devias casar-te, a vida de solteirão é uma boa trampa, arranja mas é uma gaja rica e deixa de ser tolo. – Tu estás é tonto das ideias. – Estou muito bem assim. - Repliquei convicto.

 Foi quando as meninas disponíveis começaram a vir para a mesa do Fonseca, que reparei nela. Estava numa mesa a um canto contemplando o fundo de um copo, um vestido ousado e os lábios gritando batom. A voz de Manzanero brotava melancólica dos altifalantes interpretando “Te Adoro”. Sorriu com ternura quando lhe dei a rosa surripiada da jarra de vidro da mesa ao lado e murmurei baixinho na sua orelha “Flores de acácia para Matilde”. Dançamos agarradinhos “ Olhos Negros “ e “ Piel canela”. Levei-a dali para fora. Afinal o Fonseca tinha razão a vida de solteiro é uma trampa.

Reis Vissapa

As escolhas do

Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 00:25
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Domingo, 17 de Fevereiro de 2013
MOKANDA DA LUUA . X

ANGOLA - FLORES DE ACÁCIA PARA MATILDE1ª de 2 Partes

Por
  Dy – Dionísio  de Sousa (Reis Vissapa) 

Uma homenagem a uma das mais belas cidades de Angola e à ternura dos amores adolescentes - LOBITO

 Aquela paixão germinou sob uma palmeira na Baía do Lobito. De manhãzinha cedo lá ia eu para aquele lugar paradisíaco construído por Deus num momento de inspiração sublime. Um espelho de água deslumbrante abria-se perante os meus olhos. Até mesmo as calemas que esporadicamente martirizavam a estreita língua de terra do lado do mar alto, perdiam a sua ferocidade na ponta da restinga tranquilizando-se com a quietude das águas da baía. Calcorreava as areias refrescadas pelas temperaturas baixas da madrugada, colhendo conchas e búzios empurrados pela maré para a praia e encostava estes últimos às orelhas para ouvir os murmúrios do mar. As primeiras jangadas com os mastros inclinados e as velas emprenhadas pelas brisas matutinas faziam-se à faina fazendo lembrar um bando de pelicanos rasando a água. Na imensa baía os vapores mugiam as suas sirenes avisando da sua presença. O sol despontava no Compão e recortava-lhes as silhuetas dourando a água em seu redor. Como tartarugas gigantes os enormes cargueiros com nomes feiticeiros de terras longínquas ronronavam acostados ao cais aguardando que os esguios guindastes começassem a resolver-lhes as entranhas retirando cargas preciosas e colocando no seu lugar lingotes de cobre vindos da Rodésia distante. O cheiro a alcatrão e maresia penetrava-me as narinas e fazia-me sonhar aventuras mirabolantes noutros lugares e então navegava o mundo no convés de paquetes com estandartes estranhos. 

  Um enorme bloco de betão esverdeado pelas águas jazia adornado no meio da água e as gaivotas, os garajaus e os maçaricos tinham-no transformado no seu lar, substituindo a tripulação alemã daquele navio de guerra invulgar, que o abandonara ali ferido e agonizante. De regresso à minha palmeira preferida refastelava-me na areia morna e alternava os mergulhos na água tépida com o sol e a sombra. Contemplava os candengues brincando de futebol com uma bola de meia na areia molhada, enquanto outros lançavam as linhas de pesca nas águas tranquilas roubando-lhes peixes prateados que ficavam a estrebuchar na praia. Volta e meia maçaricos e garajaus mergulhavam em flecha na baía e emergiam com a mesma velocidade carregando no bico as suas vítimas, que transportavam para longe, para o lado dos morros onde se podia lobrigar a espuma alva resultante do fustigar das ondas nos seus costados.

   O entardecer aproximava-se quando um dia ela apareceu tímida como uma gazela que vai beber ao charco. Os negros olhos contemplando a quietude da baía e as pernas elegantes, cor canela contrastando a areia pálida. Uma saia de chita vermelha cobria-lhe as ancas roliças e o colo esguio emergia de uma blusa branca. Caminhava com a alegria de um passarinho deixando atrás de si um rasto de pezinhos delicados marcados na areia. De vez quando apanhava um seixo e atirava-o á água, rodopiando como uma bailarina sobre si própria. Os candengues olharam-na sorridentes enquanto caminhou até á ponta da restinga e no regresso passou por mim sem dar sinal de ter dado pela minha presença. O sol moldava-lhe os contornos quando se perdeu ao longe por entre as casuarinas e as palmeiras.

As escolhas do

Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 01:35
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Domingo, 29 de Maio de 2011
MUJIMBO . XVIII

{#emotions_dlg.meeting}AS ESCOLHAS DO EMBAIXADOR DO KAKUAKU - Boni

       "Advogado de Nova Orleans. Brilhante!"

 Boniboni na Kizomba

Banco é banco em todo lugar ! Seus administradores só vêem $$$$$...e não pensam...

PEDIDO DE EMPRÉSTIMO

Um advogado de Nova Orleans pediu um empréstimo em nome de um cliente que perdera sua casa quando do furacão Katrina e queria reconstruí-la. Foi-lhe comunicado que o empréstimo seria concedido logo que ele pudesse apresentar o título de propriedade original da parcela da propriedade que estava a ser oferecida como garantia. O advogado levou três meses para seguir a pista do título de propriedade datado de 1803. Depois de enviar as informações para o Banco, recebeu a seguinte resposta:

 

 AngolaBela - Mirangolos

"Após a análise do seu pedido de empréstimo, notamos que foi apresentada uma certidão do registro predial. Cumpre-nos elogiar a forma minuciosa do pedido, mas é preciso salientar que o senhor tem apenas o título de propriedade desde 1803. Para que a solicitação seja aprovada, será necessário apresentá-lo com o registro anterior a essa data."

Irritado, o advogado respondeu da seguinte forma:

"Recebemos a vossa carta respeitante ao processo nº 189156. Verificamos que os senhores desejam que seja apresentado o título de propriedade para além dos 194 anos abrangidos pelo presente registro. De facto, desconhecíamos que qualquer pessoa que fez a escolaridade neste país, particularmente aqueles que trabalham na área da propriedade, não soubesse que a Luisiana foi comprada, pelos E.U.A à França, em 1803.

 Na rota dos Mirangolos - Miró

Para esclarecimento dos desinformados burocratas desse Banco, informamos que o título da terra da Luisiana antes dos E.U.A. terem a sua propriedade foi obtida a partir da França, que a tinha adquirido por direito de conquista da Espanha. A terra entrou na posse da Espanha por direito de descoberta feita no ano 1492 por um capitão da marinha chamado Cristóvão Colombo, a quem havia sido concedido o privilégio de procurar uma nova rota para a Índia pela rainha Isabel de Espanha.

A boa rainha Isabel, sendo uma mulher piedosa e quase tão cautelosa com os títulos de propriedade como o vosso Banco, tomou a precaução de garantir a bênção do Papa, ao mesmo tempo em que vendia as suas jóias para financiar a expedição de Colombo. Presentemente, o Papa - isso temos a certeza de que os senhores sabem - é o emissário de Jesus Cristo, o Filho de Deus, e Deus - é comumente aceito - criou este mundo. Portanto, creio que é seguro presumir que Deus também foi possuidor da região chamada Luisiana.

Deus, portanto, seria o primitivo proprietário e as suas origens remontam a antes do início dos tempos, tanto quanto sabemos e o Banco também. Esperamos que, para vossa inteira satisfação, os senhores consigam encontrar o pedido de crédito original feito por Deus. Agora, que está tudo esclarecido, será que podemos ter o nosso empréstimo? "

O empréstimo foi concedido.

Boniboni



PUBLICADO POR kimbolagoa às 23:07
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Temos um Hino, uma Bandeira, uma moeda, temos constituição, temos nobres e plebeus, um soba, um cipaio-mor, um kimbanda e um comendador. Somos uma Instituição independente. As nossas fronteiras são a Globália. Procuramos alcançar as terras do nunca um conjunto de pessoas pertencentes a um reino de fantasia procurando corrrigir realidades do mundo que os rodeia. Neste reino de Manikongo há uma torre. È nesta torre do Zombo que arquivamos os sonhos e aspirações. Neste reino todos são distintos e distinguidos. Todos dão vivas á vida como verdadeiros escuteiros pois, todos se escutam. Se N´Zambi quiser vamos viver 333 anos. O Soba T'chingange
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