FABRICA DE LETRAS DO KIMBO
21 DE MAIO A BRANCO E AZUL
22 DE MAIO O DIA DO VIZINHO
A felicidade aconteceu fruto da empatia temperada no tempo e no desejo desta chapada de terra. Nestas ruinas de castelo antigo, enlaçei o compromisso da amizade e, num gesto à liberdade colhi um ramo de espigas, flores de cardos e margaridas selvagens.
Num hino à liberdade vislumbrei que a vida não faz sentido sem se ter um espaço próprio, e a mente liberta.
Subtraindo anseios descompostos do mês de Maio, estas ruinas ficaram de repente na proa do mundo aonde a benção do ar desde os tempos de Cartagineses, Fenicios e até Romanos se faz sentir como um desejo de permanente fuga, como uma doença de vontade.
Dom Sebastião tambem aqui esteve algures procurando mancebos para com ele ir morrer
RUINAS DO CASTELO DE MESSEJANA
A linha tortuosa das ruas e casas rasteiras do casco velho da vila, com barras azuis a limitar no branco as portas e vizinhos, os indicios de arcos moçarabes num misto de judiaria e mouraria com sombras perfilando o recortes de lusos telhados. Tambem as torres das igrejas riscadas a azul e branco, sobresaindo em altura por cima do turbilhão de história com foices mouras.
Quase defenindo os limites da ordem de Santiago os cristãos fustigavam aqui, mouros com suas espadas em forma de cruz.
A obra da revolução dos cravos ficou aqui em ruinas dispersas, muito aquém das pretenções, casas destelhadas a eito e sem jeito mostrando o declinio do latifundio..
Os perfumes do campo de funcho, poejo e espargo silvestre por volta do meio dia, misturam-se com os aromas da maresia e de cozinha; combinação que só o vento pode explicar. È um simbolismo de positividade na graça de estar, como o de fluir desejos emoldurandos num mundo estranho a seu redor.
Será que Hércules o semideus Grego e filho de Júpiter passou por aqui aportando a uma praia pré-histórica e, mais tarde Tibério, numas termas com pilares e criptas trabalhadas se fustigou com raminhos de alfazema, alecrim ou rosmaninho?
Nestes lindos dias de Maio, sem vestimenta garbosa, nem lantejoulas, engalanei a humildade duma das mais caracteristicas povoações do Alentejo.
Em terras do Puto,
O Soba T´Chingange
A CRISE E A PETULÂNCIA DOS GOVERNANTES
ENTRE 1914 E 1945 E O AGORA
Por absoluta incapacidade de gestão as colónias Portuguesas por volta de
Nesse então, a 1ª República Portuguesa era composta por deputados que faziam absurdos e floriados discursos no parlamento sem sequência na realidade do dia a dia. Eram uns pavões e cagões que vendiam petulância nos cafés do Chiado; era ver qual deles tinha mais protagonismo na pópia faroleira do Russio ou no Café da Arcádia.
Neste aspeto, Portugal viveu sempre em crise, (e continua a enfermar desses resquicios) envolto em devaneios de gente acomodada à politica de faz-de-conta, devaneios de gente que se sente insubstituivel.
Naquele então, senhores latifundiários, donos de muitos hectares, muito gado, muitos chaparros pavoneavam política em Lisboa enquanto seus ganhões ou moirões lhe garantiam os bolsos cheios. Lá na província, na lezíria, ou seára alentejana, no cortiçal, olival, nas chapadas de trigo, nas lameiras, a courela havia a míngua.
Angola distante estava simplesmente abandonada.
Estamos em 2009 com dez milhões de Portugueses e o estado vive à mingua sugado por corruptos e corruptores. As conquistas do povo foram direitinhas para a nova casta de políticos que dividem o bolo por quotas, tanto para ti, tanto para mim e estamos de novo naquela merda desses idos anos; o povo fugindo para Angola, Brasil e lugares para onde ninguem pensava ir depois dum 25 de Abril.
Será a sina do Portuga, andar pelo mundo buscando subsistência enquanto eleitos incompetentes singram com grandes salários nas administrações repartidas pelo Arco-Iris político.
Toda a banda larga será inutel se esta gente de mente estreita continuar na festa. Na próxima vou votar em branco para não errar.
Não é normal meter-me nestas citações mas que ando revoltado lá isso ando!
Um branco de segunda com manias de ser,
O Soba T´Chingange
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