PONTO DE VISTA – Na “quentura do círculo"
MUITO SÉRIO E GRAVE
António Marinho e Pinto, Bastonário da Ordem dos Advogados: Austeridade e privilégios, no Jornal de Notícias. Excertos: É preciso que a mensagem passe, contra os privilégios absurdos de alguns, que se estão nas tintas para a Crise (dos outros)...
António Marinho Pinto
«[...] O primeiro-ministro, se ainda possui alguma réstia de dignidade e de moralidade, tem de explicar por que é que os magistrados continuam a não pagar impostos sobre uma parte significativa das suas retribuições; tem de explicar por que é que recebem mais de sete mil euros por ano como subsídio de habitação; tem de explicar por que é que essa remuneração está isenta de tributação, sobretudo quando o Governo aumenta asfixiantemente os impostos sobre o trabalho e se propõe cortar mais de mil milhões de euros nos apoios sociais, nomeadamente no subsídio de desemprego, no rendimento social de inserção, nos cheques-dentista para crianças e - pasme-se - no complemento solidário para idosos, ou seja, para aquelas pessoas que já não podem deslocar-se, alimentar-se nem fazer a sua higiene pessoal. O primeiro-ministro terá também de explicar ao país por que é que os juízes e os procuradores do STJ, do STA, do Tribunal Constitucional e do Tribunal de Contas, além de todas aquelas regalias, ainda têm o privilégio de receber ajudas de custas (de montante igual ao recebido pelos membros do Governo) por cada dia em que vão aos respectivos tribunais, ou seja, aos seus locais de trabalho.
Zé Povinho
Se o não fizer, ficaremos todos, legitimamente, a suspeitar que o primeiro-ministro só mantém esses privilégios com o fito de, com eles, tentar comprar indulgências judiciais.» "A vida corre atrás de nós para nos roubar aquilo que em cada dia temos menos."
As escolhas de
T´chingange
PORTUGAL EM MORTE LENTA - Pode um homem sozinho dar cabo de um país?
AS ESCOLHAS DO KIMBO
Por
Miguel Sousa Tavares in Expresso
«Pode, se o deixarem à solta: é o que Vítor Gaspar está há quase dois anos a tentar fazer a Portugal. Ele dará cabo...do país e não deixará pedra sobre pedra se não for urgentemente dispensado e mandado regressar à nave dos loucos de onde se evadiu. (...) Gaspar não sabe sair do desastre em que nos meteu e, como um timoneiro de uma nave em rota de perdição, ele já não vê nem passageiros nem carga, ou empregos e vidas a salvar: prefere que o navio se afunde com todos e ele ao leme. Sem sobreviventes nem testemunhas. (...) Sim, incompetência: porque o mais extraordinário de tudo é pensar que Vítor Gaspar impôs ao país uma política de austeridade suicida que o conduziu a uma das maiores recessões da sua história e sem fim à vista e, em troca, não conseguiu as duas [coisas] que ele e os demais profetas da sua laia de fanáticos juravam ir alcançar sobre as ruínas do país: nem fez a reforma do estado nem controlou o crescimento da dívida pública – pelo contrário, perdeu-lhe o controlo. (...)
É assim que Vítor Gaspar governa o país, perante a aquiescência do primeiro-ministro e a cumplicidade do Presidente da república. Eles sustentam que tudo fará sentido e valerá a pena no dia em que Portugal regressar aos mercados. Não é um sonho, é um delírio: quanto mais o PIB cai mais sobe a dívida pública, calculada em percentagem do PIB. (...) Mesmo com um Governo italiano arrastando ainda e uma vez mais o fantoche de Berlusconi, mesmo com uma França chefiada pelo triste Hollande ou uma Espanha chefiada pelo incapaz Rajoy, mesmo com a Grécia de Samaras, a Europa do sul está finalmente a mover-se, por instinto de sobrevivência. Sem perder tempo, Lette foi direito à origem do mal: a Berlim e a Bruxelas.
Ele não fará abalar Ângela Merkel nas suas convicções e interesses próprios e não conseguirá também fazer com que Durão Barroso deixe de oscilar conforme o vento, até ficar tonto. Mas, se conseguir unir o sul e juntar-lhe outros povos acorrentados pelos credores e condenados à miséria, enquanto o norte próspera sobre a ruína alheia, de duas, uma: ou a Europa se reconstrói como uma livre associação de Estados livres ou implode às mãos da Alemanha. Qualquer das soluções é melhor do que esta morte lenta a que nos condenaram. (...) É claro que nada disto dá que pensar a Vítor Gaspar, que vem de outro planeta e para lá caminha, nem a Passos Coelho, que estremece de horror só de pensar que alguém possa desafiar a autoridade da sua padroeira alemã. Nisso também tivemos azar: calhou-nos o pior país para viver esta crise. Mas este Governo vai rebentar, tem de rebentar. Porque a resposta à pergunta feita acima é não. Não, um homem sozinho não pode dar cabo de um país com quase nove séculos de história.»
As opções de
Soba T´Chingange
AS ESCOLHAS KIMBO
ANGOLA - trabalhar num país em construção . I
Por
Hermínio Santos
Sugere ainda como negociar a remuneração e os benefícios antes de partir, dirigindo-se, neste capítulo, a um público-alvo muito particular (os quadros de topo). Um técnico especializado tem margem de manobra reduzida e, provavelmente, terá de partilhar e meio de transporte com colegas. É importante ter em atenção quanto vai gastar por mês. A despesa mensal com a alimentação pode chegar aos mil dólares (cerca de 694 euros ao câmbio actual). Há informações sobre as oportunidades profissionais, como se pode criar uma empresa ou, por exemplo, os cuidados a ter ao nível de segurança. Neste aspecto, o autor alerta mesmo que o desleixo dos cuidados a nível de segurança é um erro comum. “Janelas fechadas, carro trancado, não atender chamadas na rua, não enveredar por caminhos que não conhece, são cuidados básico de segurança”, escreve.
O livro responde também a dúvidas como “é fácil transferir dinheiro para Lisboa?” ou “se tiver um problema grave de saúde o que devo fazer?”. No final, há uma lista de contactos úteis e um “kit” essencial de entendimento. Assim, quando aterrar em Luanda já sabe como pedir uma “bitola” (cerveja) e “pitar” (comer) qualquer coisa. Trabalhar em Angola é mais dirigido aos quadros superiores que trazem de Portugal um conjunto de benefícios suportados pela empresa e não tanto aos que se aventuram sozinhos em Angola sem a força e apoio de uma função de topo. Quem tem de tratar sozinho da sua viagem e permanência no país, terá de ultrapassar desde logo as dificuldades de obtenção de visto.
O autor apenas remete informação sobre os vistos para o site do Consulado de Angola, podendo ter aprofundado mais este tema. A verdade é este processo é lento e penoso. Enquanto não for assinado o projecto de acordo entre os dois países para melhorar a concessão (medida que deverá acontecer em meados de Setembro) este é o primeiro entrave a quem quer emigrar. Mas Angola não é só trabalho. E o lado turístico é muitas vezes esquecido pelos portugueses que pela primeira vez pisam o território. Hermínio Santos faz questão de enaltecer as belezas naturais, mas o país ainda tem muito a melhorar, nomeadamente ao nível das infra-estruturas. Certo é que, quanto melhor se conhecer Angola, melhor será a integração.
O Kimbo Lagoa subscreve
O Soba T´Chingange
AS ESCOLHAS KIMBO
ANGOLA - trabalhar num país em construção . I
Por
Hermínio Santos
Uma refeição de fast food em Luanda custa 12,70 euros. Por mês, alugar um apartamento com dois quartos na capital angolana pode chegar aos 6500 euros. E a factura do supermercado é três vezes superior à de Lisboa. Hermínio Santos, autor do livro Trabalhar em Angola (uma edição da Planeta), não pinta uma realidade cor-de-rosa nas 112 páginas que dedica ao tema. Angola não é a terra prometida, o país de “dinheiro fácil, sol, praia, cerveja gelada”. A realidade é outra, mas nem por isso menos apetecível. O país está em construção e participa no (re) nascimento de uma sociedade pode ser aliciante numa altura de recessão em Portugal, com elevada taxa de desemprego e perspectivas de futuro pouco animadoras.
O autor, jornalista e actual director do jornal Briefing, escreve um guia minucioso e alerta que a decisão de emigrar, mesmo que temporariamente, deve ser ponderada e baseada em informação sólida. Primeiro, não se devem fazer as malas na esperança de chegar à terra prometida. O crescimento é acelerado, sim, mas tudo está em construção. Há trânsito caótico nas ruas, os preços da alimentação e habitação são muito elevados, os serviços de manutenção são escassos, há dificuldades nas comunicações. Hermínio Santos avisa ainda que o tempo dos salários elevados terminou.
Hoje um técnico qualificado recebe cerca de três mil euros mensais. Há cinco anos, o mesmo trabalhador auferia cinco mil euros, a que acrescia subsídio de alimentação e refeições. Factores como a consolidação da paz, o regresso de angolanos com formação superior e o aparecimento de mão-de-obra de países asiáticos contribuíram para a estabilização dos salários “em valores mais realistas”. O livro também traça o retrato do país, descrevendo aspectos históricos e económicos, como a importância do petróleo, as relações com a China ou as parcerias entre Angola e Portugal.
(Continua…)
O Kimbo Lagoa subscreve
O Soba T´Chingange
1975 - O ANO EM QUE 200 MIL PORTUGUESES FICARAM SEM SEUS DEPÓSITOS . III
AS ESCOLHAS KIMBO
Por
André Rito
Há 12 anos, Manuel Mascarenhas Gaivão regressou à antiga Lourenço Marques para revisitar o local do seu nascimento e onde a família deixou os seus bens: casas e todo o dinheiro. "Senti-me perdido.
As histórias sucedem-se com um denominador comum: uma vida inteira para conquistar o que se perdeu em dias. Isabel Moreira e o marido estiveram 35 anos em Angola. Quando ele chegou a Portugal "nem dinheiro tinha para fazer um telefonema a dizer que estava no aeroporto". "A casa era alugada, mas tínhamos carro e dinheiro no banco. Fizemos todos os possíveis para reaver o que era nosso. Ainda tenho as indicações de Paulo Portas na minha agenda. Quando foi para o governo, em 2002, prometeu que ia tratar da nossa situação. Mas até hoje nada aconteceu."
Embora muitas vozes se tenham insurgido contra o papel do Estado no processo de descolonização e no cálculo das indemnizações, as promessas de resgate do governo português raramente foram além do papel e das palavras, à exceção de quem tinha depósitos nos consulados. Luís Castro, que refez a vida a partir dos 150 contos que trocou em Portugal, ainda fez queixa no Parlamento Europeu, mas já desistiu de reaver o que era da família. Preferiu antes ensinar aos filhos a lidar com os problemas e aconselhou-os a emigrar. "Hoje estão bem, riem-se da crise".
Todos os estrangeiros (não cidadãos portugueses) estabelecidos nas ex-províncias ultramarinas portuguesas já receberam dos respectivos países as indemnizações a que tinham direito. E isto porque as suas leis de indemnizações por bens nacionalizados se não restringiam ao espaço físico das respectivas ex-colónias, mas sim face a qualquer nacionalização em qualquer parte do mundo. A lei ainda vigente em Portugal é que as indemnizações devem ser feitas pelo estado que nacionalizou os bens. Utopia desde que a mesma foi aprovada em 1980. Nós, os cidadãos portugueses nada temos a exigir dos novos estados. Quem não acautelou foi o estado português. Não acautelou, nem se assumiu responsável.
Mussendo: Conto de raiz popular, missiva em forma de mokanda (carta) do Kimbundo de Angola (N´gola), Comunicado.
FINAL
Opção de
Soba T´Chingange
1975 - O ANO EM QUE 200 MIL PORTUGUESES FICARAM SEM SEUS DEPÓSITOS . II
AS ESCOLHAS KIMBO
Por
André Rito
Embora o resgate de meio milhão de portugueses que viviam nas ex-colónias portuguesas tenha sido feito em tempo recorde - durou apenas quatro meses -, os processos para recuperar bens e dinheiro ainda hoje se arrastam. Em 1977, a legislação criada para indemnizar os "espoliados" previa 23 anos de amortização para quem reclamasse valores acima dos seis mil contos, com uma taxa de juro de 2,5%. No Chipre, talvez inspirado nos muitos países que ao longo da sua história decidiram combater as crises taxando o capital, os grandes depositantes são os mais prejudicados: 30% para quem tiver depósitos superiores a 100 mil euros.
E as restrições não vão durar apenas uma semana, como inicialmente previsto. Quinta-feira, o ministro dos Negócios Estrangeiros cipriota, Ioannis Kasoulides, afirmou que o país espera levantar as imposições "em cerca de um mês", apesar de Bruxelas ter pedido celeridade e avisado que as restrições aos movimentos de capitais só são admissíveis em circunstâncias excepcionais e rigorosas. "Serão retiradas uma série de restrições, de forma gradual, provavelmente depois de um mês. Todas serão retiradas."
Ao longo dos últimos 30 anos sucederam-se promessas políticas, formaram-se grupos de trabalho, emitiram-se despachos para resolver a questão dos espoliados. Quando era primeiro-ministro, em 1992, Cavaco Silva criou o Gabinete de Apoio aos Espoliados, tendo sido feito o levantamento dos bens perdidos. Mas as diligências resultaram em nada; dois anos depois, o gabinete extinguiu-se.
Mussendo: Conto de raiz popular, missiva em forma de mokanda (carta) do Kimbundo de Angola (N´gola), Comunicado.
(Continua…)
Opção do
Soba T´Chingange
1975 - O ANO EM QUE 200 MIL PORTUGUESES FICARAM SEM SEUS DEPÓSITOS . I
AS ESCOLHAS DO KIMBO
Por
André Rito
O dia 25 de Abril de 1974, em casa de Ilda Lage, na cidade angolana de Cuito, então chamada Silva Porto, foi de festa. "Abrimos uma garrafa de champanhe. Pensávamos que então é que Angola ia ser o país que sempre havíamos sonhado: justo e para todos", lembra. A esperança esfumou-se em pouco tempo, quando a família percebeu que tinha de abandonar o território e embarcar no maior resgate civil alguma vez feito em Portugal: a ponte aérea, que durante o "verão quente" de 1975 trouxe de volta ao país 200 mil portugueses cheios de incertezas. E de mãos vazias.
Quase 40 anos depois, a família de Ilda Lage ainda faz parte da lista de mil espoliados com processos em tribunal contra o Estado português. "O caso está no Tribunal Internacional de Haia, mas não acredito que se faça justiça." Nascida em Angola, regressou a Portugal ao fim de 35 anos e foi obrigada a começar uma vida do zero. "Deixámos uma vivenda, negócios, tudo. No banco tínhamos o suficiente para comprar um apartamento em Portugal, mas tudo o que conseguimos trazer foi cinco contos por adulto. E meia dúzia de sacos com roupa porque nem malas tínhamos. Estavam esgotadas." Entre 1976 e 1980 deram entrada no Estado português 46 mil processos de reclamação de bens espoliados para descongelamento de contas bancárias, conversão de moeda, indemnizações por bens imóveis, entre outros. Os valores não são fáceis de apurar e a maioria dos que regressaram a Portugal nunca receberam qualquer indemnização, nem do governo português nem das ex-colónias. Num estudo divulgado pela Associação de Espoliados do Ultramar estima-se que terão ficado em África 250 milhões de contos, valores correspondentes apenas às poupanças de 80 mil portugueses.
"O que vemos no Chipre foi o que nos aconteceu: a determinada altura fecharam os bancos, deixámos de poder levantar dinheiro, congelaram-nos as contas, meteram-nos num avião e aterramos em Portugal, com uma mão à frente e outra atrás", compara Luís Castro, filho de fazendeiros de café que exploravam terras em Angola. "Nessa altura, quando saímos, foi fechar a porta, deixar os frigoríficos cheios e sair. Consegui levantar 50 mil angolares em notas, dinheiro que não valia nada. E as empresas do meu pai deixaram na conta do Banco de Portugal 500 mil contos."
Para muitos dos que abandonaram o território africano, o limite ao transporte de valores estava fixado em cinco contos por adulto. Não foi o caso de Luís. Mas dos 50 mil que conseguiu levantar, recuperou apenas 150 contos: "Desembarquei, estive três dias no hotel e 15 no chão do aeroporto, a trocar os 50 mil angolares em negociatas com os tripulantes da ponte aérea. Entregava 100 contos, eles compravam ouro e relógios e eu recebia 500 escudos." Apesar dos mais de 30 anos que separam as duas realidades, para quem está no Chipre as limitações à circulação de capitais são reais, tal como foram para os portugueses no Ultramar. Com o resgate, os cipriotas viram-se impossibilitados de abandonar o território nacional com mais de três mil euros, e as medidas impõem restrições também às transferências para o estrangeiro, limitadas a dez mil euros por trimestre, assim como a utilização de cartões de crédito fora da ilha, agora reduzida aos cinco mil euros/mês. O levantamento de cheques foi suspenso.
Mussendo: Conto de raiz popular, missiva em forma de mokanda (carta) do Kimbundo de Angola (N´gola), Comunicado.
(Continua…)
Nota: Embora o autor faça alusão a 200.000 espoliados do Ultramar, a realidade é bem superior no número, podendo arriscar-se o mínimo de 600.000 segundo várias fontes não oficiais.
Opção do
Soba T´Chingange
PONTO DE VISTA – na “quentura do círculo"
O ESTUPOR NO PELOURINHO
Por
Alice Brito - Licenciada em Direito, exerce advocacia, colaborando também em diversos periódicos da região de Setúbal.
Havia dantes no coração das vilas umas colunas de pedra que tinham o nome de pelourinhos. Aí eram expostos os sentenciados que a seguir eram punidos com vergastadas proporcionais à gravidade do seu crime. Era aí que eu te punha, meu glutão. Terias, pois, de suportar o olhar daqueles a quem prometeste o paraíso a prestações e a quem depois serviste o inferno a pronto pagamento. Daqueles que hoje vivem na rua. Dizes com a maior lata que vivemos acima das nossas possibilidades. Mas não falas dos juros que cobraste. Exibia-te para que fosses visto pelas pessoas que ficaram sem casa e a entregaram ao teu banco. Terias de suportar o seu olhar, sendo que o chicote dos olhos é bem mais possante que a vergasta.
Olha, meu estupor, sabes o que acontece às casas que as pessoas te entregam? Sabes, pois? São vendidas por tuta-e-meia, o que quer dizer que na maior parte dos casos, o pessoal apesar de te ter dado a casa fica também com a dívida. Os teus lucros vêm de crimes sucessivos: Furtos, Roubos, Gamanços, Comissões de manutenção, Juros moratórios, Juros compensatórios, arredondamentos, spreads e mais juros de todas as cores. Os juros aumentavam ou diminuíam conforme era decidido por criaturas que a gente nem conhece. Os bancos eram só facilidades. Concediam empréstimos a toda a gente. Um carnaval completo, obsessivo, até davam prendas, pagavam viagens, ofereciam móveis. Sabiam bem o que faziam.
Vens de uma família que se manteve gloriosamente ricalhaça à custa de alianças com outros da mesma laia. Viveram sempre patrocinados pelo estado, fosse ele ditadura ou democracia. O estado, aquela coisa que tu dizes que não deve intervir na economia, têm-vos dado a mão todos os dias façam vocês o que fizerem. Discursas sem pejo sobre a crise de que a cambada a que pertences é a principal responsável. Agora… vens agora com aquela dos sem-abrigo. Também houve sobreviventes em Auschwitz, meu nazi. É isso que tu queres? Transformar este país num gigantesco campo de concentração? Dizes isto no dia em que anuncias 249 milhões de lucros para o teu banco. Por tudo isto, te punha no pelourinho. Só para seres visto pelos milhares que ficaram sem casa. Só um caldo de vez em quando. És hoje um dos czares da finança. Vives na maior, cercado pelos sebosos Rasputines governamentais.
As escolhas de
Soba T´chingange
OS MONSTROS DE PORTUGAL !
AS ESCOLHAS DO KIMBO
Por
Joaquim Letria
SE PASSOS COELHO FOSSE HONESTO!
A REDUÇÃO das reformas e pensões são as piores, mais cruéis, e moralmente mais criminosas, das medidas de austeridade a que, sem culpa nem julgamento, fomos condenados pelo directório tecnocrático que governa o protectorado a que os nossos políticos reduziram Portugal. Para os reformados e pensionistas, o ano de 2013 vai ser ainda pior do que este 2012. Os cortes vão manter-se ou crescer e, com o brutal aumento de impostos, a subida dos preços dos combustíveis, do gás e da electricidade, e o encarecimento de muitos bens essenciais, o rendimento disponível dos idosos será ainda menor.
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Os aposentados são indefesos. Com a existência organizada em função dum determinado rendimento, para o qual se prepararam toda a vida, entregando ao Estado o estipulado para este fazer render e pagar-lhes agora o respectivo retorno, os reformados não têm defesa. São agora espoliados e, não tendo condições para procurar outras fontes de rendimento, apenas lhes resta, face à nova realidade que lhes criaram, não honrar os seus compromissos, passar frio, fome e acumular dívidas.
No resto da Europa, os velhos viram as suas reformas não serem atingidas e, em alguns casos, como sucedeu, por exemplo, em Espanha, serem até ligeiramente aumentadas. Portugal não é país para velhos. Os políticos devem pensar que os nossos velhos já estão mortos e que, no fim de contas, estamos todos mal enterrados... Sigam a lista dos nove SEs:
1 -Se Passos Coelho começasse por congelar as contas dos bandidos do seu partido que afundaram o país, era hoje um primeiro-ministro que veio para ficar.
2 -Se Passos Coelho congelasse as contas dos offshore de Sócrates que apenas se conhecem 380 milhões de euros (falta o resto) era hoje considerado um homem de bem.
3 -Se Passos Coelho tivesse despedido no primeiro dia da descoberta das falsas habilitações o seu amigo Relvas, era hoje um homem respeitado.
4 -Se Passos Coelho começasse por tributar os grandes rendimentos dos tubarões, em vez de começar pela classe média baixa, hoje toda a gente lhe fazia uma vénia ao passar.
5 -Se Passos Coelho cumprisse o que prometeu, ou pelo menos tivesse explicado aos portugueses porque não o fez, era hoje um Homem com H grande.
6 -Se Passos Coelho, tirasse os subsídios aos políticos quando os roubou aos reformados, era hoje um homem de bem.
7 -Se Passos Coelho tivesse avançado com o processo de Camarate, era hoje um verdadeiro Patriota.
8 -Se Passos coelho reduzisse para valores decimais as fundações e os observatórios, era hoje um homem de palavra.
9 -Se Passos Coelho avançasse com uma Lei anti-corrupção de verdade doa a quem doer, com os tribunais a trabalharem nela dia e noite, era já hoje venerado como um Santo.
Mulungu: É uma arvore de grande porte com flores vermelhas,;existem no Brasil e em Angola
O Soba T´Chingange
AS ESCOLHAS KIMBO
SODOMA E COMORRA
Por
ALBERTO GONÇALVES - DN
Venho por este meio confessar um delito, o de não exigir facturas aos comerciantes. Se as facturas forem emitidas automaticamente, atiro-as ao lixo. Se as facturas me forem úteis para efeitos de garantia do produto, procuro guardá-las algures (e consigo perdê-las logo a seguir). Mas se as facturas apenas pretenderem denunciar uma transacção às Finanças para que estas beneficiem de um processo que lhes é moral e materialmente alheio, não contem comigo. Convencido de que o cumprimento universal aliviaria os contribuintes cumpridores, houve um tempo em que o bem-comum me parecia mais importante do que a margem de lucro dos particulares.
Hoje, sei que, salvo pormenores, o bem comum é largamente uma artimanha propagandística e que os particulares em causa saberão dar à verba um destino melhor do que os senhores que nos governam: qualquer que seja o destino e quaisquer que sejam os senhores, não existe alívio para o contribuinte, excepto na medida em que invariável e crescentemente é aliviado do que é seu. Se o dono do restaurante X aproveita os rendimentos não declarados para adquirir um Mercedes ou 2 mil pares de sandálias, antes o Mercedes e as sandálias do homem do que o patrocínio de amigalhaços, grevistas, excedentários e aberrações em que o Estado desperdiça considerável parte do saque fiscal.
a Uma das aberrações são os funcionários da autoridade tributária agora destacados para vigiar estabelecimentos, surpreender negociatas desprovidas de factura e multar os hediondos prevaricadores. Isto é, os impostos também visam pagar as criaturas incumbidas de policiar in loco o pagamento dos impostos. Perante tão perfeita paródia da racionalidade estatal, resta-nos rir primeiro e tentar com que o fisco não ria por último. Os resultados do nosso trabalho já são extorquidos em quantidade suficiente e segundo métodos impossíveis de contornar. É da mais elementar lucidez resistir, dentro do possível, a extorsões adicionais. Não vou ao ponto de, à semelhança de Francisco José Viegas, sugerir que se mande os empregados do fisco "tomar no cú". O Francisco exagera nos brasileirismos: os verbos "levar" ou "apanhar" chegam e sobram para um Governo com aura liberal, hábitos socialistas e processos napolitanos.
13 de Fevereiro.
Subscrevo por inteiro, o comentário feito por Rosa Lima no FB: Este governo tem o dom de me fazer mudar as minhas ideias! Eu que sempre defendi que toda a gente deveria pagar impostos, vejo-me agora a defender a fuga aos mesmos. E a razão é bem explicada neste artigo! Prefiro que o comerciante compre mercedes e não quero que o Estado continue a desbaratar com os Boys, aquilo que rouba ás pessoas!
Cafufutila - Quicuerra: farinha de mandioca simples misturada com açúcar; falando de boca cheia lançam-se falrripos dessa farinha, fuba ou bombô que perturba o interlocutor; pode também juntar-se jinguba torrada e pisada. Há quem diga que isto quando frito em tabletes se chama de paracuca; kifufutila: -Torrada e descascada a jinguba, junta-se farinha de mandioca, o açúcar e a canela., pisando-se tudo num pilão. Peneira-se tornando a pisar a parte grossa.
O Soba T´chingange
PONTOS DE VISTA – na “quadratura do círculo"
Estamos no futuro! Apodrecido!
Afirmações de
António Costa - É um jurista e político português. É o atual presidente da Câmara Municipal de Lisboa
Aqui está textualmente o que ele disse:
(...) A situação a que Portugal chegou não foi uma situação do acaso. A União Europeia financiou durante muitos anos Portugal para Portugal deixar de produzir; não foi só nas pescas, não foi só na agricultura, foi também na indústria, por exemplo, no têxtil. Nós fomos financiados para desmantelar o têxtil porque a Alemanha queria (a Alemanha) queriam que abríssemos os nossos mercados ao têxtil chinês basicamente porque ao abrir os mercados ao têxtil chinês eles exportavam os teares que produziam, para os chineses produzirem o têxtil que nós deixávamos de produzir. E portanto, esta ideia de que em Portugal houve aqui um conjunto de pessoas que resolveram viver dos subsídios e de não trabalhar e que viveram acima das suas possibilidades é uma mentira inaceitável. Nós orientámos os nossos investimentos públicos e privados em função das opções da União Europeia: em função dos fundos comunitários, em função dos subsídios que foram dados e em função do crédito que foi proporcionado. E portanto, houve um comportamento racional dos agentes económicos em função de uma política induzida pela União Europeia. Portanto não é aceitável agora dizer? Podemos todos concluir e acho que devemos concluir que errámos, agora eu não aceito que esse erro seja um erro unilateral dos portugueses.
Não, esse foi um erro do conjunto da União Europeia e a União Europeia fez essa opção porque a União Europeia entendeu que era altura de acabar com a sua própria indústria e ser simplesmente uma praça financeira. E é isso que estamos a pagar! A ideia de que os portugueses são responsáveis pela crise, porque andaram a viver acima das suas possibilidades, é um enorme embuste. Esta mentira só é ultrapassada por uma outra. A de que não há alternativa à austeridade, apresentada como um castigo justo, face a hábitos de consumo exagerados. Colossais fraudes. Nem os portugueses merecem castigo, nem a austeridade é inevitável. Quem viveu muito acima das suas possibilidades nas últimas décadas foi a classe política e os muitos que se alimentaram da enorme manjedoura que é o orçamento do estado. A administração central e local enxameou-se de milhares de "boys", criaram-se institutos inúteis, fundações fraudulentas e empresas municipais fantasma. A este regabofe juntou-se uma epidemia fatal que é a corrupção. Os exemplos sucederam-se. A Expo 98 transformou uma zona degradada numa nova cidade, gerou mais-valias urbanísticas milionárias, mas no final deu prejuízo. Foi ainda o Euro 2004, e a compra dos submarinos, com pagamento de luvas e corrupção provada, mas só na Alemanha.
E foram as vigarices de Isaltino Morais, que nunca mais é preso. A que se juntam os casos de Duarte Lima, do BPN e do BPP, as parcerias público-privadas 16 e mais um rol interminável de crimes que depauperaram o erário público. Todos estes negócios e privilégios concedidos a um polvo que, com os seus tentáculos, se alimenta do dinheiro do povo têm responsáveis conhecidos. E têm como consequência os sacrifícios por que hoje passamos. Enquanto isto, os portugueses têm vivido muito abaixo do nível médio do europeu, não acima das suas possibilidades. Não devemos pois, enquanto povo, ter remorsos pelo estado das contas públicas. Devemos antes exigir a eliminação dos privilégios que nos arruínam. Há que renegociar as parcerias público-privadas, rever os juros da dívida pública, extinguir organismos... Restaure-se um mínimo de seriedade e poupar-se-ão milhões. Sem penalizar os cidadãos. Não é, assim, culpando e castigando o povo pelos erros da sua classe política que se resolve a crise. Resolve-se combatendo as suas causas, o regabofe e a corrupção. Esta sim, é a única alternativa séria à austeridade a que nos querem condenar e ao assalto fiscal que se anuncia.
Opção de escolha de
O Soba T´Chingange
QUE MUNDO HIPÓCRITA !!! - MAIS UM CHULO!!....
* Helder Neves – Kimbanda, Ninja Guarda-Mor da torre do Zombo – kimbo
É SEMPRE A ABRIR!
É uma golpada de muita classe, e os golpeados somos nós.... Era uma vez um senhor chamado Jorge Viegas Vasconcelos, presidente de uma coisa chamada ERSE, ou seja, Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos, organismo que praticamente ninguém conhece e, dos que conhecem, poucos devem saber para o que serve. Mas o que sabemos é que o senhor Vasconcelos pediu a demissão do seu cargo porque, segundo consta, queria que os aumentos da electricidade ainda fossem maiores. Ora, quando alguém se demite do seu emprego, fá-lo por sua conta e risco, não lhe sendo devidos, pela entidade empregadora, quaisquer reparos, subsídios ou outros quaisquer benefícios. Porém, com o senhor Vasconcelos não foi assim. Na verdade, ele vai para casa com 12 mil euros por mês durante o máximo de dois anos, até encontrar um novo emprego. Aqui, quem me lê pergunta, ligeiramente confuso ou perplexo: «Mas você não disse que o senhor Vasconcelos se despediu?». E eu respondo: «Pois disse. Ele demitiu-se, isto é, despediu-se por vontade própria!».
E você volta a questionar-me: «Então, porque fica o homem a receber os tais 12 000 por mês, durante dois anos? Qual é, neste país, o trabalhador que se despede e fica a receber seja o que for?». Se fizermos esta pergunta ao ministério da Economia, ele responderá, como já respondeu, que «o regime aplicado aos membros do conselho de administração da ERSE foi aprovado pela própria ERSE». E que, «de acordo com artigo 28 dos Estatutos da ERSE, os membros do conselho de administração estão sujeitos ao estatuto do gestor público em tudo o que não resultar desses estatutos». Ou seja: sempre que os estatutos da ERSE forem mais vantajosos para os seus gestores, o estatuto de gestor público não se aplica. Dizendo ainda melhor: o senhor Vasconcelos (que era presidente da ERSE desde a sua fundação) e os seus amigos do conselho de administração, apesar de terem o estatuto de gestores públicos, criaram um esquema ainda mais vantajoso para si próprios, como seja, por exemplo, ficarem com um ordenado milionário quando se resolvam demitir dos seus cargos. Com a bênção avalizadora, é claro, dos nossos excelsos governantes.
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Trata-se, obviamente, de um escândalo, de uma imoralidade sem limites, de uma afronta a milhões de portugueses que sobrevivem com ordenados baixíssimos e subsídios de desemprego miseráveis. Trata-se, em suma, de um desenfreado, e abusivo desavergonhado abocanhar do erário público. Mas, voltemos à nossa história... O senhor Vasconcelos recebia 18 mil euros mensais, mais subsídio de férias, subsídio de Natal e ajudas de custo. Aqui, uma pergunta se impõe: Afinal, o que é - e para que serve - a ERSE? A missão da ERSE consiste em fazer cumprir as disposições legislativas para o sector energético. E pergunta você: «Mas para fazer cumprir a lei não bastam os governos, os tribunais, a polícia, etc?». Parece que não. A coisa funciona assim: após receber uma reclamação, a ERSE intervém através da mediação e da tentativa de conciliação das partes envolvidas. Antes, o consumidor tem de reclamar junto do prestador de serviço. Ou seja, a ERSE não serve para nada. Ou serve apenas para gastar somas astronómicas com os seus administradores. Aliás, antes da questão dos aumentos da electricidade, quem é que sabia que existia uma coisa chamada ERSE? Até quando o povo português, cumprindo o seu papel de pachorrento bovino, aguentará tão pesada canga? E tão descarado gozo? Politicas à parte, estou em crer que perante esta e outras, só falta mesmo manifestarmos a nossa total indignação.
Ilustrações de Costa Araújo Araújo
Homologado por
O Soba T´Chingange
GLOBALIZAÇÃO... Sua definição
Por
Kimbo Lagoa
Uma princesa inglesa com um namorado egípcio, tem um acidente de carro dentro de um túnel francês, num carro alemão com motor holandês, conduzido por um belga, bêbado de whisky escocês, que era seguido por paparazzis italianos, em motos japonesas.
A princesa foi tratada por um médico canadense, que usou medicamentos americanos. E isto é enviado a você por um português residente no Brasil, usando tecnologia americana (Bill Gates) e provavelmente, você está lendo isso em um computador genérico que usa chips feitos em Taiwan e um monitor coreano montado por trabalhadores de Bangladesh, numa fábrica de Singapura, transportado em caminhões Conduzidos por indianos, roubados por indonésios, descarregados por pescadores sicilianos, reempacotados por mexicanos e, finalmente, vendido a você por sacoleros paraguaios em Cidade Del Este.
Os Portugueses são em realidade os precursores desta forma de estar no mundo por via do seu heróico arrojo, originando baptismos de continentes; anunciaram o advento da globalização que, no dizer do cronista Vespúcio, eram novos encontros com jogos macabros em que se misturavam o animal homem e anjos enlouquecidos; lambuzavam-se de sexo entre seios rijos, coxas fartas e corpos ardentes de desejo, navegando por mares desconhecidos e, ao sabor dos ventos. As primeiras descrições de Vespúcio da chegada, por ser tão louco ou de alucinante visão, originou um espanto incrédulo pelo novo Mundo a que se veio a chamar de América em sua homenagem. O Infante D. Henrique, 3º filho do rei D. João I, tendo sido designado “o navegador”, foi decisivo na acção, de marear sem contudo saber desfraldar uma vela; foi o pensamento expansionista que lhe deu prestigio; hoje, poderia perfeitamente ter-lhe sido dado o cognome de o “O Precursor da Globália”.
Ilustrações de Costa Araújo Araújo
O Soba T´Chingange
“Em Portugal” – Estamos no futuro! Apodrecido!
Por
T´Chingange
Em 1960 havia em Portugal cem jovens para cada vinte e sete idosos, agora há cem jovens para cerca de cento e trinta idosos. Quem vai criar riqueza para pagar aos jovens de hoje a sua reforma quando estes chegarem a essa idade, e metade da população do país for velha como eles? Quem? O que é insustentável não se sustentará! Só poderemos enfrentar o problema do défice através da redução da despesa e de reformas estruturais, que são penosas mas que nos tornarão competitivos a médio ou longo prazo. O poder não tem conseguido ou querido mudar, como tornar a justiça célere e eficiente, desburocratizar o país a sério, combater a corrupção com legislação eficiente, manter as leis fiscais simples e estáveis durante muito tempo… Enfim, um rol de reformas susceptíveis de tornar o investimento interessante e seguro.
Portugal tem a maior dívida externa desde 1892, a maior dívida pública dos últimos cento e sessenta anos, o maior número de desempregados na sua história e o pior crescimento económico desde a 1ª Guerra Mundial. Portugal passou a sustentar-se com dinheiro que não produziu. O sector de bens transaccionáveis, que é o que produz a riqueza, ficou ao abandono; sendo necessário 4 anos para obter uma licença, após contratar os arquitectos e os construtores amigos dos governantes ou de autarcas para conseguir que lhe aprovem os projectos, qual é o investidor estrangeiro que quererá investir em Portugal?
A produtividade refere-se ao valor do produto criado pelo trabalho, não à quantidade de trabalho. Os Portugueses trabalham mais do que os Alemães, mas são menos produtivos porque gastam trinta dias de trabalho para produzir cem garrafas de vinho de dez euros cada, enquanto um Alemão gasta vinte dias parta produzir um Mercedes. Este mercedes vale cem mil euros, enquanto as cem garrafas de vinho valem mil. Apesar de trabalhar menos dez dias, o alemão é mais produtivo porque o produto que ele fabricou vale mais do que o produto português. Resumindo, teremos de fazer coisas de maior valor para o mercado internacional. Com seis milhos de pessoas a sustentar, sessenta mil funcionários das várias administrações, três milhões e meio de pensionistas, mais de um milhão de desempregados e outro milhão de pessoas que auferem diversas prestações sociais e regalias, todos, serão seis milhões de pessoas a pesar ao erário público.
Puto: Termo usado em Angola e referente a Portugal
Referência Bibliográfica: A mão do diabo de José Rodrigues dos Santos
O Soba T´Chingange
AS ESCOLHAS KIMBO
PORTUGAL . OE 2013 - a prova de fogo – 2ª de 2 partes
João Bosco Mota Amaral! [Opinião] - Militante de topo do PSD - jornal Correio dos Açores
Julgo que foi mal avaliado o risco de descredibilização do Governo com situações dessas e outras e o impacto da mesma na necessária mobilização da sociedade portuguesa para as reformas necessárias, ditadas pela nossa participação no euro e pela nossa inserção na economia global. A persistente apresentação de previsões erradas e os constantes anúncios e recuos de novos gravames arrastam no mesmo sentido. O Governo tem vindo a ficar isolado, sem prejuízo do apoio parlamentar assegurado pelos partidos da coligação, perante a crítica generalizada da opinião pública e a crescente indignação dos cidadãos, que não vêm nem finalidade nem fim para os cortes de benefícios e as exacções fiscais a que, em ritmo vertiginoso, são sujeitos. Com efeito, a situação geral do País, em vez de melhorar, como o Governo promete e todos desejaríamos, tem vindo a degradar-se e basta ter os olhos abertos para comprovar o alastramento de uma verdadeira catástrofe. Ora, o enorme aumento de impostos determinado para 2013 vai reduzir contribuintes à insolvência, fazer falir muitas empresas, aumentar o desemprego. A entrada em aplicação das leis que facilitam os despedimentos e os despejos só pode piorar, inoportunamente, a fractura social.
Parece-me ter sido um erro a voluntariosa opção por ir além da Troika, quando a mais elementar prudência - que, como ensinam os clássicos, é a principal virtude requerida aos governantes - aconselhava a ater-se ao conteúdo programático do memorando de entendimento, alargando assim a base parlamentar e social de apoio ao cumprimento do mesmo, tão necessária à estabilidade interna e à credibilidade de Portugal perante o exterior. Aconselhei também neste sentido, quando o Governo estava ainda em formação, mas não fui ouvido. E deu-se assim carta de alforria ao PS, autor do memorando, que agradece o bónus e o utiliza abundantemente. Ora o PS, até por uma questão de honra, não pode ficar de fora das responsabilidades pela solução do problema da nossa dívida soberana, cuja autoria lhe compete, abundantemente. E tem um papel irrecusável na concretização das mudanças necessárias ao fortalecimento do regime democrático e à viabilização do Estado Social. A Maioria parlamentar e o Governo devem assegurar condições para isso.
Mussendo: Conto de raiz popular, missiva em forma de mukanda (carta) do Kimbundo de Angola (N´gola), Comunicado.
O Soba T´Chingange
“Em Portugal” – Estamos no futuro! Apodrecido!
Por
T´Chingange
Em Portugal, os pequenos e médios empresários representavam noventa e nove por cento do tecido empresarial, não obstante, foram simplesmente abandonados perante a crise. Ao invés de se lhes reduzir os impostos para reactivar a saúde económica do país, foram os primeiros a serem penalizados. Em realidade, existe em Portugal uma cultura antiempresarial; os empresários são antagonizados, tratados como inimigos e penalizados pelo facto de procurarem o lucro. Os sucessivos governos, além de engordarem o estado estourando o dinheiro no betão, nos dez estádios do Euro 2004, nas vias Scut, a Casa da Musica, os milhares de polidesportivos em qualquer pequeno lugarejo, uma via de asfalto a lugarejos com meia dúzia de habitantes só ajudaram as grandes empresas, com quem estabeleceram relações de cumplicidade, compadrio, proteccionismo, trocas de favores e influência.
Portugal, vivendo em uma economia global e estando a competir com países que mantêm seus habitantes na miséria absoluta, trabalhando como escravos em troca de quase nada, não tinha a menor hipótese de poder manter um nível de faz-de-conta abastada; foram minimizadas normas básicas da economia relegando o problema em regabofes de desgoverno com mãos dadas à banca. Foram criadas perto de mil sociedades de capitais públicos para gastar à farta e sem controlo com o dinheiro de todos nós a alimentar mais de treze mil entidades entre institutos, fundações, observatórios e outros.
No intuito de alijar responsabilidades, desataram a culpar a crise internacional, e através de todas aquelas empresas públicas, contraíram grandes empréstimos fazendo despesas colossais sem que nada ficasse registado no Orçamento do Estado tendo o desplante de chamar a isso “engenharia financeira” até que, chegou o futuro. Desse modo fizeram-se contratos em que os privados se comprometiam a financiar a obra em troca de direitos de exploração durante dez, vinte ou trinta anos mentindo. Mentindo de forma premeditada que tudo aquilo ficava a custo zero aos contribuintes quando na real, as Scut custam quinze mil milhões de euros aos contribuintes! Quantos esquemas concebidos para fazer desaparecer o dinheiro. Aqui está o futuro! Apodrecido!
Ilustrações de Kandinsky e Costa Araújo
Puto: Termo usado em Angola e referente a Portugal
R eferência Bibliográfica: A mão do diabo de José Rodrigues dos Santos
O Soba T´Chingange
AS ESCOLHAS DO KIMBO
PORTUGAL . OE 2013 - a prova de fogo – 1ª de 2 partes
João Bosco Mota Amaral! [Opinião] - Militante de topo do PSD - jornal Correio dos Açores
Ao fazer aprovar na Assembleia da República o OE 2013, o Governo passou o seu Rubicão e já não tem retorno possível: - a solução adoptada tem mesmo de resolver a crise, inverter a tendência recessiva e permitir o regresso de Portugal aos mercados financeiros internacionais, pondo termo ao método antigo de posicionar a liquidez da banca doméstica que assim fica sem dinheiro para as empresas e para as famílias. Repetir para 2014, certamente em tom maior, o que já não deu resultado em 2012 e agora é objecto de insistência, afigura-se politicamente impossível. Não tinha porque ser assim! O memorando de entendimento com a Troika foi negociado pelo Governo anterior com pressupostos pelo menos errados, se é que não foram mesmo manipulados por má fé. O défice das contas públicas era afinal superior ao então admitido, conforme se veio a verificar posteriormente. O ajustamento orçamental exigido era já de todo impossível no curto prazo de três anos, entretanto estendido para quatro… Tornou-se óbvio que sempre precisámos de mais tempo e de mais dinheiro, só por teimosia se amarrando o Governo ao dikat socratiano, aliás apresentado ao País, com frivolidade, para não dizer com desfaçatez, pelo principal responsável da nossa derrocada financeira, como um mar de facilidades, com sacrifícios mínimos.
Alertei em tempos, no lugar devido, para o custo reputacional que o Governo sofreria ao adoptar uma medida expressamente negada durante a campanha eleitoral, nomeadamente a redução a metade do subsídio de Natal dos funcionários públicos e dos pensionistas logo no ano de 2011, agravada com a retirada total do mesmo e do subsídio de férias em 2012. Mas isto é já apenas uma memória longínqua no rol de incidentes do mesmo teor.
Ilustrações: Autoria do Soba
Mussendo: Conto de raiz popular, missiva em forma de mukanda (carta) do Kimbundo de Angola (N´gola), Comunicado.
O Soba T´Chingange
AS ESCOLHAS DO KIMBO
Um Presidente que não conta - Puto . 2ª de 2 partes
Por
PEDRO MARQUES LOPES - Ex-merceeiro, ex-cauteleiro, ex-gasolineiro, ex-bancário, ex-funcionário de telecomunicações, consultor, empresário, gestor, jurista, colunista, comentador, pai e tripeiro em regime de exclusividade.
Não, não foram apenas as suas infelicíssimas declarações sobre as suas pensões, não foi aquele inominável discurso em que ofendeu tudo e todos aquando da sua vitória eleitoral, não foi o episódio das escutas (que em qualquer país civilizado teria levado à demissão do Governo ou do Presidente da República) que faz com que Cavaco Silva seja o Presidente da República mais impopular da história da democracia. Não é em vão que sondagem após sondagem Cavaco Silva reúna mais opiniões desfavoráveis que Seguro ou Paulo Portas - só mesmo Passos Coelho é mais impopular que ele. Nada disto surpreende: além de o sentirem colaborar com o Governo, os portugueses não conseguem perceber a sua importância. Cavaco Silva conseguiu tornar o cargo de Presidente da República irrelevante.
O Presidente renunciou ao seu papel de provedor do povo quando não fala dos problemas, das angústias, dos verdadeiros dramas dos seus representados e gasta o tempo com recados que apenas servem para que mais tarde venha com o seu habitual e fútil "eu tinha avisado" que nada acrescenta e apenas lembra a sua inutilidade. Não cumpriu o seu juramento de "defender, cumprir e fazer cumprir a Constituição da República Portuguesa" quando deixou que um grupo de deputados fizesse o que ele devia ter feito mandando o orçamento de 2012 para o Tribunal Constitucional. Não pediu a fiscalização preventiva do Orçamento para 2013 quando, segundo todos os constitucionalistas, todos os observadores independentes e até do próprio partido do Governo, este tem várias normas inconstitucionais e apenas 7,6% dos portugueses acham que ele o deve promulgar.
Ouviu-se, aliás, muito o argumento de que o Presidente não iria enviar a lei para o Tribunal Constitucional para fiscalização preventiva por existir o risco de não haver orçamento nas primeiras semanas de 2013. Cavaco Silva pode invocar todas as razões para não o ter feito menos essa. O Presidente não jurou cumprir e fazer cumprir um qualquer orçamento, jurou sim fazer cumprir a Constituição. Mas, se as dúvidas são muito fortes não faz sentido que não requeira a fiscalização deixando assim que muito provavelmente entrem em vigor leis inconstitucionais. Quando, lá para Março, toda a gente perceber a catástrofe orçamental, o Governo entrar em colapso, os tribunais, departamentos do Estado e sociedade civil mergulharem numa crise sem precedentes, vamos ter um Presidente descredibilizado, impopular, barricado em Belém e em que ninguém confia. Nem os partidos, nem a comunidade em geral. E logo quando mais precisávamos dum Presidente da República.
O Soba T´Chingange
“Em Portugal” – O rasto do dinheiro
Por
T´Chingange
Quem quiser identificar a fonte de todos os males, só tem de seguir o rasto do financiamento. Os políticos são muito mais sensíveis às necessidades dos financiadores do que do país, para garantir o acesso tranquilo ao dinheiro. Sempre, sempre, o malfadado dinheiro! O actual sistema de financiamento partidário é altamente corruptor em todo o mundo mas, neste particular, está em causa Portugal. Se tudo isto não for reformulado, adeus democracia, adeus transparência, adeus honestidade, adeus um sem fim de valores que a não se cumprirem é o vaticínio certo para a falência total. Já se pede dez Salazares para substituir o estado caótico em que se encontra Portugal, um país sem corruptos condenados mas, cheio de corrupção.
Os tubarões compravam a um agricultor pobre um terreno agrícola que custava uns dez mil Euros, por debaixo da mesa pagam a funcionários das câmaras e outras gentes do governo para alterarem os planos directores; transformam esses terrenos rústicos em terrenos urbanos e, as propriedades, passam assim a custar cem mil Euros, um negócio da China mais conhecido por “grande golpada”. Os financiadores ganharam uma fortuna com o estado a usar o nosso dinheiro para expropriar esses terrenos; terrenos comprados antes em pechincha aonde só eles sabiam que iria passar uma auto-estrada ou comboio de alta velocidade. Governantes e financiadores deram mãos e pés nesses esquemas de puro incesto. Muitos de nós até achávamos isso quase normal sem prever o que dali viria; muitos de nós ajudamos sem saber ao certo, estes esquemas de tropelia; o banco financiava este esquema vulgarizado numa ganância de arrepiar, até que chegou um dia em que esses terrenos já nada valiam; ninguém os cria. Ai Jesus! Era a crise.
Num repente a dívida privada dos esquemas e banca, deixou Portugal com a corda ao pescoço; ricos coniventes e gente sem culpa nenhuma são envolvidos a pagar aqueles esquemas e, o estado sem saída airosa, socorre a banca usando de novo o nosso dinheiro. O problema sério das nossas democracias consiste no financiamento dos partidos políticos porque quem dá dinheiro aos partidos, não o faz por idealismo, mas para colher vantagens. As grandes decisões dos políticos são directamente proporcionais aos interesses dos financiadores. Fazem-se obras desnecessárias para dar dinheiro aos financiadores numa corruptela de obra e consultoria que acaba por engordar os bichos. Assim é, assim aconteceu, estamos ainda entregues aos bichos.
Puto: Termo usado em Angola e referente a Portugal
Referência Bibliográfica: A mão do diabo de José Rodrigues dos Santos
O Soba T´Chingange
AS ESCOLHAS DO KIMBO
Um Presidente que não conta - Puto . 1ª de 2 partes
Por
PEDRO MARQUES LOPES - Ex-merceeiro, ex-cauteleiro, ex-gasolineiro, ex-bancário, ex-funcionário de telecomunicações, consultor, empresário, gestor, jurista, colunista, comentador, pai e tripeiro em regime de exclusividade
“É um tempo para pararmos um pouco, olharmos à nossa volta e reflectirmos sobre aquilo que fizemos, aquilo que deixámos de fazer, aquilo que não devíamos ter feito, aquilo que podíamos ter feito melhor", afirmou Cavaco Silva durante a sessão de apresentação de cumprimentos natalícios por parte do Governo. Não é de crer que o homem que nunca se engana e raramente tem dúvidas tenha, por uma vez, resolvido anunciar uma introspecção. De alguém que continua a tentar fazer-nos de parvos e diz que as suas palavras sobre as suas pensões foram mal interpretadas quando todos as ouvimos claramente, não podemos esperar grandes actos de contrição.
Por estas e outras não faltou gente a interpretar aquela frase como um recado ao Governo e não como uma espécie de “mea culpa”. No fundo, uma troca de recados: o primeiro-ministro mandou um recado a Cavaco Silva quando falou - de forma ignorante e imprudente pondo em causa a solidariedade entre gerações, essencial ao equilíbrio da comunidade - sobre "pessoas" que não descontaram o suficiente para ter as reformas de que hoje desfrutam e o Presidente da República tratou de mandar outro recado incentivando Passos Coelho a reflectir. Digamos que estamos bem entregues quando, num momento como o que passamos, Presidente e primeiro-ministro se divertem a mandar recados um ao outro.
É provável que a santíssima trindade composta por Passos, Gaspar e Relvas, essa entidade una e indivisível, não tenha consciência do mal que está a fazer ao País e da catástrofe que está a semear. O Presidente da República também ainda não percebeu que está a ser conivente por acções ou omissões da dita trindade, e que os cidadãos entendem que ele é parte integrante da equipa que está a destruir a classe média, a condenar gente, sobretudo de meia-idade (que não mais vai conseguir arranjar emprego) à miséria e a fazer regredir social e economicamente o País muitas dezenas de anos.
Ilustrações do mural de Costa Araújo Araújo
Adenda do Soba: Professores universitários que estão no desemprego, estão a frequentar cursos de padeiro e pasteleiro ministrados pelo Administração de Emprego e Formação Profissional; quanta frustração não haverá nesta gente capacitada para ensinar, e que se vêm relegados para uma função que embora digna, está àquem das suas aptidões; quanto desperdício! Afinal para que nos serve essa CPLP, sabendo nós das carências que existem nesses outros países pertencentes aos PALOPS, (Povos de Língua Oficial portuguesa). Se eu mandasse, assim fosse um niquinho de nada, trataria de colocar esta gente capacitada no Brasil, Angola, Moçambique, Timor e todos os demais na lista de fala Lusa. O que é que está a falhar nesta fusão de povos? A diplomacia não contempla a palavra fraternidade? Qual é a fasquia dessa tão apregoada cooperação?
O Soba T´Chingange
“Em Portugal” - Os políticos nunca são condenados por corrupção.
As escolhas de
T´Chingange
O estado de impunidade dos políticos em Portugal é tão significativo que qualquer “pé de chinelo” se acha por isso, no direito de desrespeitar a lei; a lei que sempre o pune no maior rigor! Portugal é um país sem corruptos mas, cheio de corrupção; como é que isto se entende? Nenhum político foi alguma vez condenado por corrupção, são todos impolutos. Todas as acusações terminam sempre em nada, uma vez que a lei está concebida de tal forma que se torna muito difícil conseguir a condenação de quem quer que seja. A corrupção é um crime de quem gere dinheiros públicos, e os políticos não têm o menor interesse em aprovar uma lei que seja eficiente no combate a um tipo de criminalidade que os envolve directamente.
As pessoas que denunciam a corrupção são as únicas penalizadas; não há protecção para quem denuncie a corrupção. “Uma secretária de uma junta de freguesia que afirmou em tribunal ter ouvido falar nuns pagamentos feitos a um ministro para aprovar um grande projecto de licenciamento viu-se, no dia seguinte, despedida da junta onde trabalhava. Os legisladores, obviamente, não estão interessados em punir a corrupção a sério e em proteger quem a denuncia porque isso significaria que se punham a si mesmo em causa. Legislam em causa própria; praticam o “incesto” de forma premeditada e fingem combater essa prática branqueando a corrupção. Este é o esquema adoptado em Angola com requintes de mwangolés. No Brasil o esquema é também sofisticado e, mesmo a CPI* e o STF** não são suficientes para meter na cadeia quem prevaricou; Quando é que rico vai para a cadeia? Diz o povo brasileiro.
“Um bom jurista redige leis simples e claras mas, as leis que eles redigem são deliberadamente confusas”. Os advogados contratados pelos partidos e pelos governos, lavram leis cheias de regras sempre numa linguagem ininteligível, carregada de excepções formatadas para as conveniências. Além do mais, e como esses textos são propositadamente confusos, os escritórios de advogados ganham ainda dinheiro a elaborar pareceres sobre as leis que eles próprios fizeram. É uma gatunagem incrível. Andam a cortar salários e pensões às pessoas para pagar os prejuízos provocados por toda esta corrupção.
*Brasil - Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) é uma investigação conduzida pelo Poder Legislativo, que transforma a própria casa parlamentar em comissão para ouvir depoimentos e tomar informações directamente, quase sempre atendendo aos reclamos do povo.
** Brasil - Supremo Tribunal Federal (STF) é a mais alta instância do Poder Judiciário do Brasil e acumula competências típicas de Suprema Corte (tribunal de última instância) e Tribunal Constitucional (que julga questões de constitucionalidade independentemente de litígios concretos). Sua função institucional fundamental é de servir como guardião da Constituição Federal de 1988, apreciando casos que envolvam lesão ou ameaça a esta última
Puto: Termo usado em Angola e referente a Portugal
Referência Bibliográfica: A mão do diabo de José Rodrigues dos Santos
O Soba T´Chingange
AS ESCOLHAS DO KIMBO
A actual educação estraga as crianças – Portugal . 2º de 2 Partes
Eduardo Sá -psicólogo clínico, psicanalista e professor de psicologia clínica na Universidade de Coimbra e no Instituto Superior de Psicologia A
Eduardo Sá defendeu que as "educações tecnológicas" possam dar lugar à "educação para o amor" como "a questão mais importante das nossas vidas". Neste sentido afirmou que "devia ser proibido dizermos aos nossos filhos que se deve casar para sempre". "Sempre que namoramos mais um bocadinho, casamo-nos mais um pouco e sempre que deixamos de namorar, divorciamo-nos em suaves prestações", concretizou a provocação, considerando o casamento tão sagrado como frágil. "É uma experiência sagrada porque duas pessoas que decidem comungar-se é uma experiência tão preciosa que é sagrada, mas é frágil porque, às vezes, os pais estão tão preocupados com a educação dos filhos que se esquecem de namorar todos os dias", Pais mal-amados tornam-se piores pais. "É fundamental que a relação amorosa dos pais esteja em primeiro lugar. Eduardo Sá defendeu que "as crianças devem sair o mais tarde possível de casa" e jardins de infância "tendencialmente gratuitos para todos".
"Não se compreende como é que a educação infantil e o ensino obrigatório não são a mesma coisa", criticou, lamentando que os governantes, "nomeadamente a propósito da crise da natalidade", não perguntem: "quanto é que uma família da classe média (se é que isso ainda existe em Portugal) precisa de ganhar para ter dois ou três filhos num jardim-de-infância". O psicólogo defendeu ainda jardins de infância onde as crianças "brinquem e ouçam e contem histórias", tenham educação física, educação musical e educação visual. "O ensino básico não é muito importante senão para que, para além de tudo isto, as crianças tenham português e matemática", disse, considerando ser "mentira que as crianças não tenham competências para a aprendizagem da matemática".
"É óptimo brincar com a matemática mas a matemática sem o português torna-nos estúpidos. Não consigo entender que este país não acarinhe a língua materna", criticou. Eduardo Sá disse ainda não achar que "mais escola seja melhor escola", criticando os blocos de aulas de 90 minutos porque aulas expositivas daquela duração são "amigas dos défices de atenção". "Acho um escândalo que as crianças comecem a trabalhar às 8h, terminem às 20h e que tenham, entre blocos de 90 minutos, 10 minutos de intervalo. Quanto mais as crianças puderem brincar, mais sucessos escolares têm", defendeu, acrescentando que "os pais estão autorizados a ser vaidosos com os filhos mas proibidos de querer a criarem jovens tecnocratas de fraldas". "Devia ser proibido que as crianças saíssem do jardim de infância a saber ler e escrever", advertiu. A terminar, defendeu ser possível "ter sucesso escolar" e "gostar da escola". "Tenho esperança que um dia as crianças queiram fugiR para a escola", concluiu.
Ilustrações: Autoria do Soba
Mussendo: Conto de raiz popular, missiva em forma de mukanda (carta) do Kimbundo de Angola (N´gola), Comunicado.
O Soba T´Chingange
AS ESCOLHAS KIMBO
A actual educação estraga as crianças – Portugal . 1º de 2 Partes
Eduardo Sá é psicólogo clínico, psicanalista e professor de psicologia clínica na Universidade de Coimbra e no Instituto Superior de Psicologia A
Em palestra promovida no Colégio de Nossa Senhora do Alto, em Faro, com a colaboração do Centro de Formação Ria Formosa sobre o "Envolvimento Parental na Escola", afirmou que "a estrutura tecnocrática, em que se transformou a educação, faz mal" e criticou o "furor da formação técnica e científica" que levou ao esquecimento de que "o melhor do mundo não é a escola mas as pessoas e, em particular, as relações familiares". Lamentando a ausência de uma lei de bases para a família e para a criança, Eduardo Sá lembrou que "há aspectos muito mais importantes do que a escola na vida das crianças", como a família. "Estamos a criar uma mole de licenciados e de mestres aos 23 anos que esperamos que sejam ídolos antes dos 30 e o fundamental não é isso", lastimou, lembrando que "estamos a exigir aos nossos filhos que sejam iguais a nós: que ponham o trabalho à frente de tudo o resto", esquecendo-nos de brincar com eles. O conferencista considerou que "criámos uma ideia absurda de desenvolvimento" e lembrou que "a vida não acaba aos 17 anos com a entrada no ensino superior". "Estamos a criar uma geração de pessoas imunodeprimidas", defendeu, sustentando que "errar é aprender". Disse achar "uma estupidez" crermos que tecnocratas sejam "sempre mais inteligentes porque dominam a estatística", "inacreditável" que "o mundo, hoje, privilegie o número à palavra" e um "escândalo" que, "nesta sociedade do conhecimento, não perguntemos até que ponto é que mais conhecimento representou mais humanidade. Considerou a actual crise uma "oportunidade fantástica que temos a sorte de estar a viver". "Esta crise representa o fim de um ciclo que aplaudo de pé. "O custo do positivismo foi a burocracia e a tecnocracia"."Acho óptimo que possamos reabilitar algumas noções que parecem ferir os tecnocratas e que são preciosas para a natureza humana. Acho inacreditável que, depois do positivismo, a fé tenha passado de moda porque a fé é uma experiência de comunhão entre as pessoas", acrescentou.
Mussendo: Conto de raiz popular, missiva em forma de mukanda (carta) do Kimbundo de Angola (N´gola), Comunicado.
O Soba T´Chingange
S ESCOLHAS DO SOBA*
Dr. Mário Soares - Para relembrar !
As escolhas de
T´Chingange
Não é por acaso que foi cognominado de viajante e gastador do erário público!!! A Moral dum exímio gastador!!!!! Alguém se lembra do nosso Presidente Soares e das suas viagens? Vamos lá fazer um resumo de onde foram gastos milhões dos nossos impostos, só em viagens, com a sua comitiva... tudo pago pelo contribuinte, claro! O que é que havia de diplomático para fazer nas Ilhas Seicheles (24/28 Novembro 1995) para além de uns banhos de sol e passeios em cima da tartaruga gigante? (Quem não se lembra desta POUCA-VERGONHA)
1986
11 a 13 de Maio - Grã-Bretanha
06 a 09 de Julho - França
12 a 14 de Setembro - Espanha
17 a 25 de Outubro - Grã-Bretanha e França
28 de Outubro - Moçambique
05 a 08 de Dezembro - São Tomé e Príncipe
08 a 11 de Dezembro - Cabo Verde
1987
15 a 18 de Janeiro - Espanha
24 de Março a 05 de Abril - Brasil
16 a 26 de Maio - Estados Unidos
13 a 16 de Junho - França e Suíça
16 a 20 de Outubro - França
22 a 29 de Novembro - Rússia
14 a 19 de Dezembro - Espanha
1988
18 a 23 de Abril - Alemanha
16 a 18 de Maio - Luxemburgo
18 a 21 de Maio - Suíça
31 de Maio a 05 de Junho - Filipinas
05 a 08 de Junho - Estados Unidos
08 a 13 de Agosto - Equador
13 a 15 de Outubro - Alemanha
15 a 18 de Outubro - Itália
05 a 10 de Novembro - França
12 a 17 de Dezembro - Grécia
1989
19 a 21 de Janeiro - Alemanha
31 de Janeiro a 05 de Fevereiro - Venezuela
21 a 27 de Fevereiro - Japão
27 de Fevereiro a 05 de Março - Hong-Kong e Macau
05 a 12 de Março - Itália
24 de Junho a 02 de Julho - Estados Unidos
12 a 16 de Julho - Estados Unidos
17 a 19 de Julho - Espanha
27 de Setembro a 02 de Outubro - Hungria
02 a 04 de Outubro - Holanda
16 a 24 de Outubro - França
20 a 24 de Novembro - Guiné-Bissau
24 a 26 de Novembro - Costa do Marfim
26 a 30 de Novembro - Zaire
27 a 30 de Dezembro - República Checa
1990
15 a 20 de Fevereiro - Itália
10 a 21 de Março - Chile e Brasil
26 a 29 de Abril - Itália
05 a 06 de Maio - Espanha
15 a 20 de Maio - Marrocos
09 a 11 de Outubro - Suécia
27 a 28 de Outubro - Espanha
11 a 12 de Novembro - Japão
1991
29 a 31 de Janeiro - Noruega
21 a 23 de Março - Cabo Verde
02 a 04 de Abril - São Tomé e Príncipe
05 a 09 de Abril - Itália
17 a 23 de Maio - Rússia
08 a 11 de Julho - Espanha
16 a 23 de Julho - México
27 de Agosto a 01 de Setembro - Espanha
14 a 19 de Setembro - França e Bélgica
08 a 10 de Outubro - Bélgica
22 a 24 de Novembro - França
08 a 12 de Dezembro - Bélgica e França
1992
10 a 14 de Janeiro - Estados Unidos
23 de Janeiro a 04 de Fevereiro - India
09 a 11 de Março - França
13 a 14 de Março - Espanha
25 a 29 de Abril - Espanha
04 a 06 de Maio - Suíça
06 a 09 de Maio - Dinamarca
26 a 28de Maio - Alemanha
30 a 31 de Maio - Espanha
01 a 07 de Junho - Brasil
11 a 13 de Junho - Espanha
13 a 15 de Junho - Alemanha
19 a 21 de Junho - Itália
14 a 16 de Outubro - França
16 a 19 de Outubro - Alemanha
19 a 21 de Outubro - Áustria
21 a 27 de Outubro - Turquia
01 a 03 de Novembro - Espanha
17 a 19 de Novembro - França
26 a 28 de Novembro - Espanha
13 a 16 de Dezembro - França
1993
17 a 21 de Fevereiro - França
14 a 16 de Março - Bélgica
06 a 07 de Abril - Espanha
18 a 20 de Abril - Alemanha
21 a 23 de Abril - Estados Unidos
27 de Abril a 02 de Maio - Grã-Bretanha e Escócia
14 a 16 de Maio - Espanha
17 a 19 de Maio - França
22 a 23 de Maio ? Espanha
01 a 04 de Junho - Irlanda
04 a 06 de Junho - Islândia
05 a 06 de Julho - Espanha
09 a 14 de Julho - Chile
14 a 21 de Julho - Brasil
24 a 26 de Julho - Espanha
06 a 07 de Agosto - Bélgica
07 a 08 de Setembro - Espanha
14 a 17 de de Outubro - Coreia do Norte
18 a 27 de Outubro - Japão
28 a 31 de Outubro - Hong-Kong e Macau
1994
02 a 05 de Fevereiro - França
27 de Fevereiro a 03 de Março - Espanha (incluindo Canárias)
18 a 26 de Março - Brasil
08 a 12 de Maio - África do Sul (Tomada de posse de Mandela)
22 a 27 de Maio - Itália
27 a 31 de Maio - África do Sul
06 a 07 de Junho - Espanha
12 a 20 de Junho - Colômbia
05 a 06 de Julho - França
10 a 13 de Setembro - Itália
13 a 16 de Setembro - Bulgária
16 a 18 de Setembro - - França
28 a 30 de Setembro - Guiné-Bissau
09 a 11 de Outubro - Malta
11 a 16 de Outubro - Egipto
17 a 18 de Outubro - Letónia
18 a 20 de Outubro - Polónia
09 a 10 de Novembro - Grã-Bretanha
15 a 17 de Novembro - República Checa
17 a 19 de Novembro - Suíça
27 a 28 de Novembro - Marrocos
07 a 12 de Dezembro - Moçambique
30 de Dezembro a 09 de Janeiro 1995 - Brasil
1995
31 de Janeiro a 02 de Fevereiro - França
12 a 13 de Fevereiro - Espanha
07 a 08 de Março - Tunísia
06 a 10 de Abril - Macau
10 a 17 de Abril - China
17 a 19 de Abril - Paquistão
07 a 09 de Maio - França
21 de Setembro - Espanha
23 a 28 de Setembro - Turquia
14 a 19 de Outubro - Argentina e Uruguai
20 a 23 de Outubro ? Estados Unidos
27 de Outubro - Espanha
31 de Outubro a 04 de Novembro - Israel
04 e 05 de Novembro Faixa de Gaza e Cisjordânia
05 e 06 de Novembro - Cidade de Jerusalém
15 a 16 de Novembro - França
17 a 24 de Novembro - África do Sul
24 a 28 de Novembro - Ilhas Seychelles
04 a 05 de Dezembro - Costa do Marfim
06 a 10 de Dezembro - Macau
11 a 16 de Dezembro - Japão
1996
08 a 11 de Janeiro - Angola
Durante os anos que ocupou o Palácio de Belém, Soares visitou 57 países (alguns várias vezes como por exemplo Espanha que visitou 24 vezes e a França 21 vezes), percorrendo no total 992.809 KMS o que corresponde a 22 vezes a volta ao mundo... Para quê? Expliquem ao povo para que serviu tanta viagem? Eis um dos porquês do nosso recurso ao acordo da troika para o qual este Cidadão agora quer deixar de ser " fiel "
Subscrito pelo
Soba T´Chingange
AS ESCOLHAS ROSA*
ANGOLA – Um caso curioso! . 2ª de 2 Partes
Opção de
ROSA LIMA
Continuação do desaforo torpe em editorial do "Jornal de Angola”:
As elites políticas portuguesas odeiam Angola e são a inveja em figura de gente. Vivem rodeadas de matilhas que atacam cegamente os políticos angolanos democraticamente eleitos, com maiorias qualificadas. Esse banditismo político tem banca em jornais que são referência apenas por fazerem manchetes de notícias falsas ou simplesmente inventadas. E Mário Soares, Pinto Balsemão, Belmiro de Azevedo e outros amplificam o palavreado criminoso de um qualquer Rafael Marques, herdeiro do estilo de Savimbi. Os angolanos estão em festa pela Independência Nacional. Em Portugal, a nova Procuradora-Geral da República foi a Belém onde deve ter explicado a Cavaco Silva as informações que no mesmo dia saíram na SIC Notícias e no Expresso, jornal oficial do PSD, que fizeram manchetes insultuosas e difamatórias visando o Vice-Presidente da República, Manuel Vicente, que acaba de ser eleito com mais de 72 por cento dos votos dos angolanos.
Militares angolanos com o estatuto de Heróis Nacionais e ministros democraticamente eleitos foram igualmente vítimas da inveja e do ódio do banditismo político que impera em Portugal, neste 11 de Novembro, o Dia da Independência Nacional. A PGR portuguesa é amplamente citada como a fonte da notícia. A campanha contra Angola partiu do poder ao mais alto nível. Mas como a PGR até agora ficou calada, consente o crime. As relações entre Angola e Portugal são prejudicadas quando se age com tamanha deslealdade. A cooperação é torpedeada quando um ramo mafioso da Maçonaria em Portugal, (…) acalenta o lixo político que existe entre nós, hoje determina publicamente o sentido das nossas relações, destilando ódio e inveja contra os angolanos de bem.
Da boca para fora, são sempre amigos de Angola e dos angolanos, da Alemanha e dos alemães. Enchem os bornais de dinheiro, à custa de Angola, comem à custa da Alemanha. Sobrevivem à miséria, usando como último refúgio a antiga "jóia da coroa", feliz expressão do capitão de Abril Pezarat Correia. Mas na hora da verdade, conspiram e ofendem angolanos e alemães, usando a sua máquina mediática. "De sorte que Alexandre em nós se veja,/ sem à dita de Aquiles ter inveja." Estes são os dois últimos versos de Camões no seu poema épico. Os restos do império, que estrebucham na miséria moral, na corrupção e no embuste, deviam render-se à evidência. Angola não é um joguete! Nós somos Aquiles! Tão grandes e vulneráveis como ele. Mas não tenham Inveja do nosso êxito, porque fazemos tudo para merecê-lo."
Palavras-chave Angola, José Eduardo dos Santos, Rafael Marques, PGR, Expresso,
Ler a seguir: Mukanda da Luua IX . de Johannesburg - ANGOLANOS - SÃO TÃO POBRES, QUE SÓ TÊM DINHEIRO... (Em jeito de resposta)
Mussendo: Conto de raiz popular, missiva em forma de mukanda (carta) do Kimbundo de Angola (N´gola), Comunicado.
O Soba T´Chingange
AS ESCOLHAS DO SOBA*
Generais = gorduras do Estado . ISTO SERÁ VERDADE!!!???.
As escolhas
de T´Chingange
O Povo português está com o MFA!!! No seguimento duma informação dum polícia amigo, fiz pesquisa no Google: quantos generais há ...?
O MFA ou “Movimento das Forças Armadas” foi responsável pela revolução que terminou com o Estado Novo em Portugal, em 25 de Abril de 1974. A principal motivação deste grupo de militares era a oposição ao regime e o descontentamento pela política seguida pelo governo em relação à Guerra Colonial. As tropas foram comandadas no terreno por diversos capitães, de entre os quais o que mais se destacou e mais é recordado e associado à revolução foi Salgueiro Maia, que comandou tropas vindas da Escola Prática de Cavalaria de Santarém. No quartel da Pontinha, as operações eram dirigidas pelo então major Otelo Saraiva de Carvalho (na Sequência da Revolução este seria graduado General, tendo sido desgraduado e retomado a categoria de Major a seguir ao Golpe de 25 de Novembro, que acabou com o período de governos provisórios).
Em Angola foram comandados por traidores que ajudaram a roubar os próprios patrícios de que tinham o dever de proteger. Houve companhias que se entregaram incondicionalmente aos ditos turras e estes apossando-se de suas armas, suas roupas, foram obrigados a desfilar despidos de tudo. O maior traidor, nunca reconhecido como tal pelo governo português foi Rosa Coutinho, o Almirante Vermelho, genro de Agostinho Neto que deveria ter sido fuzilado. Aos regressados ao Puto chamaram de retornados a quem deram grátis uma viagem sem bilhete de regresso; dos roubos da descolonização nunca foram ressarcidos do seu património deixado ao descaso. Ao chegarem ao aeroporto da Portela foi-lhes dado 500 Escudos por adulto e uma mão cheia de angustia recheada de nadas. As ossadas de Nuno Álvares Pereira deram um salto na tumba tendo-se recolhido às de Luís Vaz de Camões também vilipendiado por seus irmãos. Dos generais de aviário, ainda restam muitos.
Queiram conferir em: generais/ wikipedia:
Alemanha: 189 generais
Brasil: 100 generais
Espanha. 28 generais
EUA: 31 generais
França: 55 generais
Inglaterra: 3 generais
Noruega: 1 general
Portugal: 238 generais
Suécia: 1 general
Não encontrei dados para Grécia, Itália ou Austrália. Cada qual tire daqui conclusões.
O Soba T´Chingange
AS ESCOLHAS DO KIMBANDA NINJA*
QUE MUNDO HIPÓCRITA !!! - Escândalo na EU . 2ª de 2 Partes
* Helder Neves – Kimbanda, Ninja Guarda-Mor da torre do Zombo – kimbo
Foi aprovada reforma aos 50 anos com 9.000 euros por mês para os funcionários da UE. Noruegueses, Finlandeses, Suecos, Franceses,....Portugueses!, todos a exigir HONESTIDADE. Já reparou? Os políticos estão loucos para entrar na administração da UE! E por quê? Leia o que se segue:
Para eles, é o jackpot. No cargo desde meados dos anos 1990, têm a certeza de validar uma carreira completa e, portanto, de obter o máximo: 70% do último salário. É difícil de acreditar... Não só as suas pensões atingem os limites, mas basta-lhes apenas 15 anos e meio para validar uma carreira completa, enquanto para você, como para mim, é preciso matar-se com trabalho durante 40 anos, e em breve 41 anos. Confrontados com o colapso dos nossos sistemas de pensões, os tecnocratas de Bruxelas recomendam o alongamento das carreiras: 37,5 anos, 40 anos, 41 anos (em 2012), 42 anos (em 2020), etc. Mas para eles, não há problema, a taxa plena é 15,5 anos... De quem estamos falando? Originalmente, estas reformas de nababos eram reservadas para os membros da Comissão Europeia e, ao longo dos anos, têm também sido concedidas a outros funcionários. Agora eles já são um exército inteiro a beneficiar delas: juízes, magistrados, secretários, supervisores, mediadores, etc.
Mas o pior ainda, neste caso, é que eles nem sequer descontam para a sua grande reforma. Nem um cêntimo de euro, tudo é à custa do contribuinte... Nós, contribuímos toda a nossa vida e, ao menor atraso no pagamento, é a sanção: avisos, multas, etc. Sem a mínima piedade. Eles, isentaram-se totalmente disso. Parece que se está a delirar! Esteja ciente, que até mesmo os juízes do Tribunal de Contas Europeu que, portanto, é suposto «verificarem se as despesas da UE são legais, feitas pelo menor custo e para o fim a que são destinadas», beneficiam do sistema e não pagam as quotas. E que dizer de todos os tecnocratas que não perdem nenhuma oportunidade de armarem em «gendarmes de Bruxelas» e continuam a dar lições de ortodoxia fiscal, quando têm ambas as mãos, até os cotovelos, no pote da compota?
Numa altura em que o futuro das nossas pensões está seriamente comprometido pela violência da crise económica e da brutalidade do choque demográfico, os funcionários europeus beneficiam, à nossa custa, da pensão de 12 500 a 14 000 € / mês após somente 15 anos de carreira, mesmo sem pagarem quotizações... É uma pura provocação! O objectivo é alertar todos os cidadãos dos Estados-Membros da União Europeia criando uma verdadeira onda de pressão. Nós temos que levá-los a colocar os pés na terra. Quantos mais souberem deste descaramento melhor!!!...
Ilustrações de Costa Araújo Araújo
Subscrito e homologado por T´Chingange
AS ESCOLHAS DO SOBA*
Comentários de um chinês (10 Itens de Ficção) - A crise da Europa
As escolhas
de T´Chingange
Opinião de um professor chinês de economia, sobre a Europa - O Prof. Kuing Yamang, que viveu em França . Tudo isto é falso! O autor da fraude criou este nome em referência a um bolo francês, o Kouign Amann. O hipotético professor podia até ser o Ali-Há-Latas ou um Ká-Te-Kero. O texto que circula na NET que resulta da transcrição das legendas de uma entrevista para a televisão chinesa, afirma no entanto uma nova “pólvora” que hipoteca o futuro a quem recorre ao crédito fácil e da mentalidade indigente de alguns funcionários, lançando uma ameaça nada subtil: «Os europeus tornar-se-ão os nossos pobres. Dar-lhes-emos sacas de arroz…»
Vamos então ler e reflectir:
1. A sociedade europeia está em vias de se autodestruir. O seu modelo social é muito exigente em meios financeiros. Mas, ao mesmo tempo, os europeus não querem trabalhar. Só três coisas lhes interessam: lazer/entretenimento, ecologia e futebol na TV! Vivem, portanto, bem acima dos seus meios, porque é preciso pagar estes sonhos...
2. Os seus industriais deslocalizam-se porque não estão disponíveis para suportar o custo de trabalho na Europa, os seu impostos e taxas para financiar a sua assistência generalizada.
3. Portanto endividam-se, vivem a crédito. Mas os seus filhos não poderão pagar “a conta”.
4. Os europeus destruíram, assim, a sua qualidade de vida empobrecendo. Votam orçamentos sempre deficitários. Estão asfixiados pela dívida e não poderão honrá-la.
5. Mas, para além de se endividar, têm outro vício: os seus governos “sangram” os contribuintes. A Europa detém o recorde mundial da pressão fiscal. É um verdadeiro “inferno fiscal” para aqueles que criam riqueza.
Do mural de Costa Araujo
6. Não compreendem que não se produz riqueza dividindo e partilhando, mas sim trabalhando. Porque quanto mais se reparte esta riqueza limitada menos há para cada um. Aqueles que produzem e criam empregos são punidos por impostos e taxas e aqueles que não trabalham são encorajados por ajudas. É uma inversão de valores.
7. Portanto o seu sistema é perverso e vai implodir por esgotamento e sufocação. A deslocalização da sua capacidade produtiva provoca o abaixamento do seu nível de vida e o aumento do... da China!
8. Dentro de uma ou duas gerações, “nós” (chineses) iremos ultrapassá-los. Eles tornar-se-ão os nossos pobres. Dar-lhes-emos sacos de arroz...
9. Existe um outro cancro na Europa: existem funcionários a mais, um emprego em cada cinco. Estes funcionários são sedentos de dinheiro público, são de uma grande ineficácia, querem trabalhar o menos possível e apesar das inúmeras vantagens e direitos sociais, estão muitas vezes em greve. Mas os decisores acham que vale mais um funcionário ineficaz do que um desempregado...
10. (Os europeus) vão directos ao precipício.
Esta pólvora em 10 itens, já são do nosso conhecimento. O que temos mesmo, é de criar riqueza ao invés de criar uns quantos ricos e demasiados pobres.
O Soba T´Chingange
AS ESCOLHAS DO KIMBANDA NINJA*
QUE MUNDO HIPÓCRITA !!! - Escândalo na EU . 1ª de 2 Partes
Escolha de
* Helder Neves - Kimbanda HN, Guarda Mor Ninja da torre do Zombo . kimbo
Foi aprovada reforma aos 50 anos com 9.000 euros por mês para os funcionários da UE Noruegueses, Finlandeses, Suecos, Franceses,....Portugueses!, todos a exigir HONESTIDADE. Já reparou? Os políticos europeus estão a lutar como loucos para entrar na administração da UE! E por quê? Leia o que se segue:
Este ano, 340 agentes partem para a reforma antecipada aos 50 anos com uma pensão de 9.000 euros por mês. Sim, leu correctamente! Para facilitar a integração de novos funcionários dos novos Estados-Membros da UE (Polónia, Malta, países da Europa Oriental...), os funcionários dos países membros antigos (Bélgica, França, Alemanha), receberão da Europa uma prenda de ouro para se aposentar. Porquê e quem paga isto? Você e eu estamos a trabalhar ou trabalhámos para uma pensão de miséria, enquanto que aqueles que votam as leis se atribuem presentes de ouro. A diferença, tornou-se muito grande entre o povo e os "Deuses do Olimpo!" É uma verdadeira Máfia a destes Altos Funcionários da União Europeia… Mesmo os deputados nacionais que, no entanto, beneficiam do "Rolls" dos regimes especiais, não recebem um terço daquilo que eles embolsam.
Vejamos! Giovanni Buttarelli, que ocupa o cargo de Supervisor Adjunto da Protecção de Dados, adquire depois de apenas 1 ano e 11 meses de serviço (em Novembro 2010), uma reforma de 1 515 € / mês. O equivalente daquilo que recebe em média, um assalariado francês do sector privado após uma carreira completa (40 anos) …
O seu colega, Peter Hustinx acaba de ver o seu contrato de cinco anos renovado. Após 10 anos, ele terá direito a cerca de 9 000 € de pensão por mês. É simples, ninguém lhes pede contas e eles decidiram aproveitar ao máximo. É como se para a sua reforma, lhes fosse passado um cheque em branco. Além disso, muitos outros tecnocratas gozam desse privilégio: 1. Roger Grass, Secretário do Tribunal Europeu de Justiça, receberá 12 500 € por mês de pensão. 2. Pernilla Lindh, o juiz do Tribunal de Primeira Instância, 12 900 € por mês. 3. Damaso Ruiz-Jarabo Colomer, advogado-geral, 14 000 € / mês.
Subscrito por
O Soba T´Chingange
AS ESCOLHAS DO KIMBO
"DUARTE LIMA " . O Amigo do alheio
Por
* Elvira Maria Monteiro Gaspar - Professora e Investigadora - Universidade Nova de Lisboa
O País em que um (ex)-líder parlamentar pode burlar e continuar a usufruir do dinheiro da burla, permanecendo vigiado, pago por todos nós, para sua segurança e conforto, numa das casas compradas com o dinheiro das fraudes que fez...já que, quando se iniciou na política, tinha "uma mão atrás da outra". Como cereja em cima do seu bolinho, tem o facto de não poder sair do País, ou "vai dentro", pelo mandato internacional que tem...por, depois de sobreviver a uma leucemia, estar acusado de envolvimento na morte de uma Portuguesa...rica! Não podemos dizer que os nossos políticos, e seus "acompanhantes", não têm espírito empreendedor!? Não criam é riqueza nacional!
Entre 1999 e 2002 auferiu oficialmente 394 mil euros. Na sua declaração de património e rendimento de titulares de cargo político, não há referência a 5,2 milhões de euros que, em 2001, foram transferidos para as suas contas pela cliente Rosalina Ribeiro. Actualmente recebe do estado uma subvenção vitalícia mensal 2.200 euros. Duarte Lima foi o advogado de Rosalina Ribeiro, ex-companheira de Lúcio Tomé Feteira que mantinha um litígio com a filha do falecido multimilionário Feteira. Rosalina desviou milhões de euros da herança de Feteira, que foram depositados em contas de Duarte Lima na Suíça. Em Outubro de 2011, a imprensa anunciou que o Ministério Público do Brasil acusou Duarte Lima de ter assassinado Rosalina Ribeiro, companheira do falecido milionário português Lúcio Tomé Feteira, a 7 de Dezembro de 2009, num descampado no município de Saquarema do Rio de Janeiro. Em 1 de Novembro de 2011 foi decretada pelo juiz de Saquarema a prisão preventiva do advogado e ex-parlamentar português, que se encontrava em Portugal, país cuja constituição não permite a extradição de cidadãos nacionais.
CASO BPN: Em 17 de Novembro de 2011, Duarte Lima e o seu filho foram detidos pela Polícia Judiciária, no âmbito de uma investigação relacionada com o caso Banco Português de Negócios, ficando em prisão preventiva. Duarte Lima já tinha sido constituído arguido neste inquérito, está indiciado por diversos crimes de fraude fiscal, falsificação de documentos, burla e tráfico de influências. É suspeito de ter usufruído directamente ou através de testas de ferro de vários créditos no valor de mais 40 milhões de euros, obtidos com garantias bancárias de baixo valor. A7 de Fevereiro de2012, o Tribunal da Relação de Lisboa confirma a prisão preventiva de Duarte Lima e o pagamento de uma caução de 500 mil euros para que o filho Pedro Lima se mantenha em liberdade até ao julgamento. Em 18 de Maio de 2012 continuou em prisão preventiva mas em sua casa com pulseira electrónica.
Homologado por
O Soba T´Chingange
GESTORES COM 8 CARTÕES DE CRÉDITO . 2ª de 2 Partes
A corrupção em Portugal . C.M.Lisboa
As escolhas de
O Soba T´Chingange
AO MINISTÉRIO PÚBLICO!
Os ex-administradores da GEBALIS (empresa municipal da CM Lisboa) Francisco Teixeira, Clara Costa e Mário Peças receberam, entre Fevereiro de 2006 e Outubro de 2007, oito cartões de crédito daquela empresa municipal. (…)
REFEIÇÕES EM RESTAURANTES DE LUXO
MÁRIO PEÇAS - RESTAURANTE DATA/HORA VALOR
(Continuação de lista…)
Gambrinus (Luxo) 01-12-2006 / 16h09 223.50 euros + 16,5 euros gratificação
Gambrinus (Luxo) 04-12-2006 / 15h58 142 euros + 18 euros gratificação
Gambrinus (Luxo) 14-12-2006 / 16h42 471.20 euros + 28,8 euros gratificação
Gambrinus (Luxo) 05-01-2007 / 15h27 206.50 euros +23,5 euros gratificação
Gambrinus (Luxo) 29-01-2007 / 16h52 262.50 euros + 27,5 euros gratificação
Gambrinus (Luxo) 01-03-2007 / 15h36 212.50 euros + 17,5 euros gratificação
Gambrinus (Luxo) 08-03-2007 / 15h42 225,00 euros + 25 euros gratificação
Gambrinus (Luxo) 10-03-2007 / 15h04 180.890 euros + 39,1 euros gratificação
Gambrinus (Luxo) 27-03-2007 / 21h50 147 euros + 15 euros gratificação
Gambrinus (Luxo) 28-03-2007 / 14h54 185.30 euros +14,7 euros gratificação
Gambrinus (Luxo) 18-04-2007 / 16h00 458.60 euros + 21,3 euros gratificação
Gambrinus (Luxo) 25-05-2007 / 14h59 318 euros +32 euros gratificação
Gambrinus (Luxo) 12-06-2007 / 22h52 206.90 euros + 13,1 euros gratificação
Gambrinus (Luxo) 25-07-2007 / 15h13 129.40 euros + 15 euros gratificação
Gambrinus (Luxo) 01-08-2007 / 16h06 209.40 euros + 10,6 euros gratificação
Gambrinus (Luxo) 28-08-2007 / 15h25 167.60 euros + 15 euros gratificação
Gambrinus (Luxo) 29- 08- 2007 / 14h56 141 euros + 19 euros gratificação
Gambrinus (Luxo) 18-09-2007 / 15h56 217.30 euros + 22,7 euros gratificação
Gambrinus (Luxo) 17-10-2007 / 15h38 151 euros
Costa Araújo
Varanda da União s/ data 106 euros + 9 euros gratificação
Varanda da União 20-02-2006 137.75 euros + 12,25 euros gratificação
Varanda da União 16-03-2006 212 euros + 18 euros gratificação
Varanda da União 29-05-2006 141.50 euros + 13,5 euros gratificação
Varanda da União 26-06-2006 90 euros + 10 euros gratificação
Varanda da União 30-10-2006 817 euros + 53 euros gratificação
Varanda da União 29-11-2006 112 euros + 13 euros gratificação
Varanda da União 18-12-2006 223.25 euros + 21.75 euros gratificação
Varanda da União 10-04-2007 204 euros + 16 euros gratificação
Varanda da União 17-04-2007 110 euros + 10 euros gratificação
Varanda da União 10-08-2007 153.25 euros + 16.75 euros gratificação
António do Barrote 03-08-2006 125.95 euros + 14.05 euros gratificação
António do Barrote 17-08-2006 208.95 euros + 11.05 euros gratificação
António do Barrote 18-01-2007 144.50 euros + 15.5 euros gratificação
António do Barrote 13-03-2007 188.85 euros + 21.15 euros gratificação
António do Barrote 29-05-2007 160.85 euros + 14. 15 euros gratificação
Sabores, Artes, Imagens (Parque das Nações) 01-09-2006 - 96.10 euros + 8,9 euros gratificação
Sabores, Artes, Imagens (Parque das Nações) 07-09-2006 65 euros + 5 euros gratificação
Restaurante o Terreiro do Paço 31-10-2006 213.30 euros + 11,7 euros gratificação
O Nobre 02-11-2006 190 euros + 9,12 euros gratificação
O Nobre 13-11-2006 149.30 euros + 10.7 euros gratificação
Jardim Visconde da Luz (Cascais) 05-11-2006 198.90 euros + 11,1 euros gratificação
Restaurante A Gondola 15-11-2006 105.30euros + 24.7 euros gratificação
Atanvá 30-11-2006 89.70 euros + 5,3 euros gratificação
Atanvá 29-03-2007 194.70 euros + 25.3 euros gratificação
Atanvá 30-07-2007 62.20 euros + 17,8 euros gratificação
Atanvá 16-08-2007 62.30 euros + 7,7 euros gratificação
Atanvá 27-08-2007 72.55 euros + 7,45 euros gratificação
Atanvá 28-08-2007 114.50 euros + 10.5 euros gratificação
Atanvá 13-09-2007 152.90 euros + 17,1 euros gratificação
Atanvá 11-10-2007 56.80 euros + 8,2 euros gratificação
Antavá 23-10-2007 73.55 euros + 6.45 euros gartificação
Costa Araújo
Restaurante Paberesbares 12-12-2006 131.50 euros + 13.5 euros gratificação
Restaurante Paberesbares 03-10-2007 113 euros + 17 euros gratificação
Restaurante O Cortador 13-12-2006 152.20 euros + 17,8 euros gratificação
O Jacinto 15-12-2006 125 euros + 15 euros gratificação
O Jacinto 17-12-2006 98.95 euros + 10.05 euros gratificação
O Jacinto 11-04-2007 158.65 euros + 11.35 euros gratificação
Tico Tico 11-03-2007 97.95 euros + 12.05 euros gratificação
A Laurentina 13-04-2007 61.20 euros + 13.8 euros gratificação
Taberna Ibérica 04-06-2007 199.60 euros + 20.4 euros gratificação
O Mercado do Peixe 14-06-2007 160.68 euros + 17.32 euros gratificação
Le Petit 26-07-2007 68.20 euros + 6.8 euros gratificação
O Polícia 22-08-2007 152.20 euros + 17,8 euros gratificação
Casa Gallega 16-08-2007 227.90 euros + 7.1 euros gratificação
Marisqueira Cais Sodré 19-09-2007 89.10 euros + 10.9 euros gratificação
Belcanto 27-09-2007 102 euros + 13 euros gratificação
Belcanto 24-10-2007 77 euros + 8 euros gratificação
1º Direito 04-10-2007 57 euros + 6 euros gratificação
O Galito 29-10-2007 57.55 euros + 7.45 euros gratificação
Ritz Four Seasons (Lisboa) 20-07-2006 321.75 euros + 28.25 euros gratificação
Ritz Four Seasons (Lisboa) 25-01-2007 110 euros
Sete Mares 16-04-2007 510.45 euros + 39.55 euros gratificação
Sete Mares 25-07-2007 251.25 euros + 18.75 euros gratificação
Vela Latina 31-03-2006 99.60 euros + 11,4 euros gratificação
Tertúlia do Paço 20-03-2006 112.20 euros + 7.8 euros gratificação
Restaurante XL 27-03-2006 106.05 euros + 8.95 euros gratificação
Gambrinus (Luxo) 08-05-2007 / 15h43 170.10 euros + 14,9 euros gratificação
Restaurante Paberesbares s/ data 130.50 euros +9.5 euros gratificação
Varanda da União 06-09-2006 102.25 euros + 7.75 euros
Este jovem come caro. E muito, não vos parece??????
Costa Araújo
:::::::::FRANCISCO RIBEIRO - mais frugal!- Efectuou pagamentos de refeições, utilizando cartões de crédito do BES (...) a partir de 31-05-2007 (...), do BPI (...) a partir de Setembro de 2007 (...) e Millenium (...) a partir de Março de 2007, num valor mensal aproximado e distribuídos pelos seguintes números de dias: Mês Nº dias Valor/Mês
Março 06: 13 794,00 euros - Abril 06: 13 415,28 euros - Maio 06: 10 321,35 euros - Junho 06: 14 675,43 euros - Julho 06: 13 302,19 euros - Agosto 06 : 8 629,29 euros - Setembro 06:14 729,27 euros - Outubro 06: 9 297,98 euros - Novembro 06: 8 163,41 euros - Dezembro 06: 4 295,00 euros - Janeiro 07: 4 158,00 euros - Fevereiro 07: 6 245,00 euros Março 07 7 508,00 euros - Abril 07: 10 839,00 euros - Maio 07: 13 1100,00 euros - Junho 07: 13 610,00 euros - Julho 07 8 770,00 euros
Estão a perceber porque motivo há necessidade de roubar as PENSÕES aos Reformados?
Ilustrações de Costa Araújo Araújo
Homologado por
O Soba T´Chingange
AS ESCOLHAS DO KIMBANDA NINJA*
AONDE ESTÁ O PODER EM PORTUGAL? - 3ª de 3 partes
“Em Política, nada acontece por acaso. Cada vez que um acontecimento surge podemos estar certos de que foi previsto para ser levado a cabo dessa maneira”. Franklin D. Roosevelt
João J. Brandão Ferreira T.Cor. Piloto Aviador. (Reformado)
A maioria dos políticos não tem preparação alguma para os cargos que ocupam e apenas tentam melhorar a sua performance de actores bem-parecidos e bem-falantes, para terem boa imagem à frente das câmaras da TV. O Estado Português assumiu, logo a seguir ao 25/Abril, que só se fez asneiras nos últimos 500 anos e por isso voltou as costas ao mar (e passou a ensinar isto nas escolas); que a partir daquela data, nós seriamos amigos de todos e que haveria reciprocidade, logo não teríamos ameaças e portanto não precisávamos de diplomacia nem tropas: se por acaso houvesse algum problema, lá estaria a NATO para nos defender, e quanto às questões económicas o novo “El dourado” da CEE responderia às nossas necessidades, dando-nos de comer e boa vida. O Estado Português passou a comportar-se como se Portugal não tivesse interesses e portanto ignorou a Geopolítica e menorizou a Estratégia. Não tendo um pensamento político e estratégico a escorá-las a esmagadora maioria das decisões, resumem-se à conquista dos votos para alcançar o Poder (não é por acaso que o calendário das inaugurações estão intimamente ligadas aos ciclos eleitorais, o que requer dinheiro, cada vez mais dinheiro…), e em arregimentar negócios para si e os amigos ou correligionários.
O resultado, apesar de escamoteado durante anos e anos, está agora à vista de todos e já não pode ser escondido. Mas a população está longe, muito longe, de se aperceber da dimensão do desastre. Vai-se limitando a sobreviver… Acresce a tudo isto, que o Estado Português depois de ter aderido à CEE, sem qualquer consulta à Nação – palavra cirurgicamente extirpada de qualquer documento oficial ou discurso público - se tem vindo a auto destruir. A razão é simples: a UE apenas se pode construir com o desaparecimento dos Estados nacionais que vão, sucessivamente, passando competências e soberania para aquela organização jurídica e politicamente mal definida. Ora a passagem de uma realidade a outra exige uma transição. É nisso que estamos e ninguém sabe como o fazer, nem se entendem. E pensar que há filantropia nas relações internacionais é uma ingenuidade que mata. Acontece que, aparentemente, o sistema financeiro internacional se descontrolou. Julgo que é apenas “aparentemente”, dado que os objectivos se prendem com ganância; concentração (ainda maior), de riqueza em poucas mãos; guerra entre o dólar e o euro; aumento de poder para forçar a decisões políticas e preparação psicológica da opinião pública para aceitar imposições desmedidas. A nível da UE, podemos estar a assistir a um “esticar de corda”de modo a que se crie uma verdadeira crise donde só se “poderia” sair com o avançar do federalismo, a começar na integração das economias, obviamente orientado pelo eixo franco-alemão. Quando os franceses já não conseguirem aguentar a Sr.ª Meckel, irão voltar-se para os ingleses. Pode dar guerra! Se isto não for travado, Portugal desaparece…
Numa palavra: nas últimas duas décadas assistimos ao Estado Português a desconstruir-se a si próprio e a subverter (e a deixar subverter), a Nação dos portugueses. Uma das datas chaves deste último processo foi a liberalização das televisões. Por falar em televisões, envolvendo tudo o que acabámos de dizer, existe a “ditadura” da comunicação social, o dito “quarto poder” de que se auto arrogam, mas que ninguém elegeu e os políticos tardam em regulamentar com critério. O verdadeiro dilúvio noticioso (e programação “Pimba”), cuja liberdade de informar corre paredes-meias com a liberdade de manipular, provoca na maioria das pessoas a impossibilidade de estar informado… Mas consegue influenciar através de numerosas mensagens subliminares, que constantemente são emitidas. Destrinçar entre o Bem e o Mal numa sociedade mediática onde impera o relativismo moral, é apenas alcançável por muito poucos. Ora o sistema democrático não está baseado na qualidade, mas sim na quantidade, dos votos… Em síntese, a “aparência” do Poder está atomizado e disperso, resultando que nada de útil se produz para os povos (que supostamente deviam servir), sendo que a única capacidade real existente é a de cobrar impostos – enquanto a polícia funcionar e a população não se revoltar. Mas é uma situação muito conveniente para quem, com poder “de facto”, conseguir manobrar e mandar por “debaixo da mesa”. Esta situação é nova na História de Portugal – com os contornos actuais – e muito perigosa, sobretudo porque o Poder Nacional desceu a um patamar crítico. Tomar consciência disto é o primeiro dever de todos os bons portugueses. Colocar verdadeiros portugueses aos comandos da Pátria, é o segundo.
* Escolha de Helder Neves - Kimbanda HN, Guarda Mor Ninja da torre do Zombo . kimbo
Pinturas do pintor brasileiro LIMA JUNIOR
Subscrito por
O Soba T´Chingange
AS ESCOLHAS DO KIMBANDA NINJA*
AONDE ESTÁ O PODER EM PORTUGAL? - 2ª de 3 partes
“Em Política, nada acontece por acaso. Cada vez que um acontecimento surge podemos estar certos de que foi previsto para ser levado a cabo dessa maneira”. Franklin D. Roosevelt
João J. Brandão Ferreira T.Cor. Piloto Aviador. (Reformado)
Desde 1974, que a sociedade portuguesa foi invadida por outro tipo de “maçonaria”, de fundo financeiro, uma teia financeira com poder sobre numerosas personalidades e governos a quem emprestam dinheiro. Para se entender esta engenharia financeira teremos de recuar ao tempo da influência dos alunos de Oxford (“membros da classe privilegiada dos dirigentes”). O mais famoso, e influente dos seus discípulos foi o magnate Cecil Rhodes (1853-1902), nosso figadal inimigo e cuja acção está na origem do “Ultimatum”. Com sólidos apoios em Inglaterra procurou financiamento para o seu projecto. Deste modo obteve o apoio de Lord Rothschild e de Alfred Belt e com ele consegue o monopólio da exploração de diamantes, com a companhia “De Beers" e, ainda criar a “Gold Fields”para a exploração das minas de ouro. Em 1890 Rhodes tinha já um rendimento anual superior a um milhão de libras… Este dinheiro permitiu-lhe fazer um pouco de tudo, tendo fundado, em 5 de Fevereiro de 1891, uma sociedade secreta, juntamente com Milner Stead (importante jornalista) e Lord Esher, que se destinava a ligar todos aqueles já comprometidos com as ideias de Ruskin. Chamaram-lhe inicialmente “Association of Helpers”, que deu origem aos “Round Table Organizations”.
Cecil Rhodes
A pouco e pouco a organização foi-se desenvolvendo e alargando a outros países, nomeadamente aos EUA. Dada a importância crescente deste país, a liderança da “organização” passou para lá, tendo o apoio dos principais magnatas da finança e da indústria, como os Rockefeller, J.P.Morgan, Carnegie, Whitney, Lazard Brothers, etc. Convém ainda apontar que o Federal Reserve System, conhecido na gíria como “Fed”, foi fundado, em 23/12/1913, após forte oposição de políticos e instituições americanas. O Fed funciona como um banco central, mas não é controlado pelo governo americano, mas sim pelas financeiros privados que o formaram… Toda esta organização (que ninguém elegeu) foi crescendo desmesuradamente, criando e dominando variadíssimas estruturas, desde o Banco Mundial à ONU, do FMI à Trilateral, etc., estabelecendo-se fortemente, na Europa, EUA e Japão. Não deve ser só por coincidência que quase todos os primeiros-ministros, em Portugal, só o foram depois de terem sido convidados para uma reunião do “Grupo de Bildelberg”, cuja agenda nunca é dada a conhecer…
O sistema financeiro foi-se desenvolvendo baseado no juro e nas comissões e daí partiu para emprestar dinheiro que não tinha (e não estava coberto por ouro, divisas, ou não tinha correspondência na economia); desenvolveu esquemas para emprestar fundos que pura e simplesmente não existiam, até que a ganância levou à especulação desenfreada e à invenção de produtos “tóxicos” e “lixo financeiro”, o que desembocou na crise de 2008, que está a arrastar todo o mundo. Tem sido esta gente que nos tem emprestado dinheiro, depois de nos terem posto de joelhos (e nós termos deixado e colaborado). Ao Professor Salazar devemos essa boa acção extraordinária, de ter mantido a influência maligna desta gente, afastados da nossa fronteira e das nossas vidas, durante 40 anos… No centro de tudo isto temos o Estado Português, absolutamente impreparado e incapaz de lidar com a realidade. E, em muitos casos conivente com o que se passa. O sistema político está viciado e bloqueado. Para piorar as coisas é semi-presidencialista, ou seja, não é carne nem é peixe…
* Escolha de Helder Neves - Kimbanda HN, Guarda Mor Ninja da torre do Zombo . kimbo
Subscrito por
O Soba T´Chingange
AS ESCOLHAS DO KIMBANDA NINJA*
AONDE ESTÁ O PODER EM PORTUGAL? - 1ª de 3 partes
“Em Política, nada acontece por acaso. Cada vez que um acontecimento surge podemos estar certos de que foi previsto para ser levado a cabo dessa maneira”. Franklin D. Roosevelt
Por
João J. Brandão Ferreira T.Cor. Piloto Aviador. (Reformado) - "A Maçonaria infiltrou-se em tudo o que era instituição nacional e está sentada à direita de tudo o que mexe".
Eis uma pergunta que não tem ocorrido a ninguém, fazer. Naturalmente, o poder em Portugal encontra-se no PR, no Governo e na AR, eleitos por todos nós! E, também supostamente, nos Tribunais, que nós não elegemos mas que velariam pelo castigo de quem violasse as leis da comunidade. A célebre trilogia dos “poderes executivo, legislativo e judicial". Este sistema assenta em vários mitos amplamente arreigados e difundidos. O primeiro sendo, de que os três poderes, pudessem ser independentes uns dos outros e se equilibrassem. Na prática, porém, as coisas nunca se passam assim, havendo sempre proeminência de um sobre os outros. O segundo mito é que o povo manda. Mas, o voto que passou a legitimar politicamente os governantes, pouco manda; por acção demagógica e partidária, o cidadão é levado a votar no seu partido. Finalmente, o terceiro mito é o de que os governos governam, isto é, tentam fazer o que escrevem nos seus programas.
De facto tomar uma decisão e fazê-la cumprir, tornou-se uma acção de tal modo complexa pela legislação a atender e aos interesses e agentes envolvidos, ou a envolver que, no mais das vezes, tentar fazer algo se torna numa experiência frustrante. Vamos tentar ilustrar o que queremos dizer com um exemplo prático. Neste momento existem três forças com Poder real, em Portugal, independentemente das forças políticas representadas no Parlamento: a Igreja Católica, o PCP e a Maçonaria. Estas “forças” são auto - exclusivas entre si, e cada uma tenta não se deixar infiltrar pelas outras. As Forças Armadas que foram sempre um poder “de facto” a ter em conta, estão perfeitamente neutralizadas, pois ainda não recuperaram do 25 de Abril, em que foram protagonistas, não conseguindo controlar os acontecimentos; de todo modo, o espectro político uniu-se tacitamente para as anular. A Igreja, está diminuída, sofrendo ataques demolidores de vários lados, enquanto a hierarquia, padres e leigos, demonstram falta de coesão e combatividade.
O PCP tem vindo a emagrecer em número de militantes tornando-se um partido de velhos. Possui no entanto uma percentagem eleitoral considerável com uma capacidade de mobilização e de intervenção muito superior a essa expressão eleitoral. O PCP é o único partido a sério, na sociedade portuguesa, pois só ele tem uma doutrina sólida, servida por uma hierarquia, organização e disciplina capaz. É uma espécie de mistura religiosa e estrutura militar… Seguramente, habilitado a passar à clandestinidade, em 48H. A Maçonaria infiltrou-se em tudo o que era instituição nacional, a partir da revolução vitoriosa de 1820 e, basicamente, comandou o país até 1926. É ela que está no cerne de todas as desgraças porque passámos desde então. Não descansou enquanto não acabou com o Trono e predispôs-se a acabar, também, com a Igreja o que, até agora, não conseguiu. Proibida, em 1931, ao tempo do Estado Novo, ficou tolerada, até porque muitos da sua filiação se predispuseram a colaborar na reconstrução do País. Renasceu em força após 1974 e está sentada à direita de tudo o que mexe. Mantém o secular hábito de não se identificarem (as excepções existem para confirmar a regra), nem darem a conhecer o que fazem, mantendo um secretismo anacrónico (ou talvez não), numa sociedade que se diz democrática.
* Escolha de Helder Neves - Kimbanda HN, Guarda Mor Ninja da torre do Zombo . kimbo
Ilustrações de Georgy Kurasov no mural de Costa Araújo Araújo
Homologado por
O Soba T´Chingange
“O FUTURO DO PUTO” . PORTUGL VERSUS URSS
As escolhas
do Soba T´Chingange
Vale a pena pensar nisto…! Testemunho de um Cidadão do Mundo…! Titulo: EU JÁ VIVI O VOSSO FUTURO Declarações do escritor e dissidente soviético, Vladimir Bukovsky, sobre o Tratado de Lisboa:
Vladimir Bukovsky - É surpreendente que, após se ter enterrado um monstro, a URSS, se tenha construído outro semelhante: a União Europeia (UE). O que é, exactamente a União Europeia? Talvez fiquemos a sabe-lo examinando a sua versão soviética. A URSS era governada por quinze pessoas não eleitas que se cooptavam mutuamente e não tinham que responder perante ninguém. A UE é governada por duas dúzias de pessoas que se reúnem à porta fechada e, também não têm que responder perante ninguém, sendo politicamente impunes. Poderá dizer-se que a UE tem um Parlamento. A URSS também tinha uma espécie de Parlamento, o Soviete Supremo. Nós, (na URSS) aprovámos, sem discussão, as decisões do Politburo, como na prática acontece no Parlamento Europeu, em que o uso da palavra concedido a cada grupo está limitado, frequentemente, a um minuto por cada interveniente. Na UE há centenas de milhares de eurocratas com vencimentos muito elevados, com prémios e privilégios enormes e, com imunidade judicial vitalícia, sendo apenas transferidos de um posto para outro, façam bem ou façam mal. Não é a URSS escarrada?
A URSS foi criada sob coacção, muitas vezes pela via da ocupação militar. No caso da Europa está a criar-se uma UE, não sob a força das armas, mas pelo constrangimento e pelo terror económicos. Para poder continuar a existir, a URSS expandiu-se de forma crescente. Desde que deixou de crescer, começou a desabar. Suspeito que venha a acontecer o mesmo com a UE. Proclamou-se que o objectivo da URSS era criar uma nova entidade histórica: o Povo Soviético. Era necessário esquecer as nacionalidades, as tradições e os costumes. O mesmo acontece com a UE parece. A UE não quer que sejais ingleses ou franceses, pretende dar-vos uma nova identidade: ser «europeus», reprimindo os vosso sentimentos nacionais e, forçar-vos a viver numa comunidade multinacional. Setenta e três anos deste sistema na URSS acabaram em mais conflitos étnicos, como não aconteceu em nenhuma outra parte do mundo. Um dos objectivos «grandiosos» da URSS era destruir os estados-nação. É exactamente isso que vemos na Europa, hoje. Bruxelas tem a intenção de fagocitar os estados-nação para que deixem de existir.
O sistema soviético era corrupto de alto a baixo. Acontece a mesma coisa na UE. Os procedimentos antidemocráticos que víamos na URSS florescem na UE. Os que se lhe opõem ou os denunciam são amordaçados ou punidos. Nada mudou. Na URSS tínhamos o «goulag». Creio que ele também existe na UE. Um goulag intelectual, designado por «politicamente correcto». Experimentai dizer o que pensais sobre questões como a raça e a sexualidade. Se as vossas opiniões não forem «boas», «politicamente correctas», sereis ostracizados. É o começo do «goulag». É o princípio da perda da vossa liberdade. Na URSS pensava-se que só um estado federal evitaria a guerra. Dizem-nos exactamente a mesma coisa na UE. Em resumo, é a mesma ideologia em ambos os sistemas. A UE é o velho modelo soviético vestido à moda ocidental. Mas, como a URSS, a UE traz consigo os germes da sua própria destruição. Desgraçadamente, quando ela desabar, deixará atrás de si um imenso descalabro e enormes problemas económicos e étnicos. O antigo sistema soviético era irreformável. Do mesmo modo, a UE também o é. (...) Eu já vivi o vosso «futuro»..."
O Soba T´Chingange
AS ESCOLHAS DO KIMBANDA NINJA*
BPN – A Maior Burla de Sempre em Portugal . 3ª de 3 Partes
Por
João Marcelino
O Estado português queria inicialmente 180 milhões de euros pelo BPN, mas o BIC acaba por pagar 40 milhões (menos que a cláusula de rescisão de qualquer craque da bola) e os contribuintes portugueses vão meter ainda mais 550 milhões de euros no banco, além dos 2,4 mil milhões que já lá foram enterrados. O governo suportará também os encargos dos despedimentos de mais de metade dos actuais 1.580 trabalhadores (20 milhões de euros). As relações de Cavaco Silva com antigos dirigentes do BPN foram muito criticadas pelos seus oponentes durante a última campanha das eleições presidenciais. Cavaco Silva defendeu-se dizendo que apenas tinha sido primeiro-ministro de um governo de que faziam parte alguns dos envolvidos neste escândalo. Mas os responsáveis pela maior fraude de sempre em Portugal não foram apenas colaboradores políticos do presidente, tiveram também negócios com ele. Cavaco Silva também beneficiou da especulativa e usurária burla que levou o BPN à falência. Em 2001, ele e a filha compraram (a 1 euro por acção, preço feito por Oliveira e Costa) 255.018 acções da SLN, o grupo detentor do BPN e, em 2003, venderam as acções com um lucro de 140%, mais de 350 mil euros. Por outro lado, Cavaco Silva possui uma casa de férias na Aldeia da Coelha, Albufeira, onde é vizinho de Oliveira e Costa e alguns dos administradores que afundaram o BPN. O valor patrimonial da vivenda é de apenas 199.469,69 euros e resultou de uma permuta efectuada em 1999 com uma empresa de construção civil de Fernando Fantasia, accionista do BPN e também seu vizinho no aldeamento.
Para alguns portugueses são muitas coincidências e alguns mais divertidos consideram que Oliveira e Costa deve ser mesmo bom economista (!!!): Num ano fez as acções de Cavaco e da filha quase triplicarem de valor e, como tal, poderá ser o ministro das Finanças (!!??) certo para salvar Portugal na actual crise económica. Quem sabe, talvez Oliveira e Costa ainda venha a ser condecorado em vez de ir parar à prisão....ah,ah,ah. O julgamento do caso BPN já começou, mas os jornais pouco têm falado nisso. Há 15 arguidos, acusados dos crimes de burla qualificada, falsificação de documentos e fraude fiscal, mas nem sequer se sentam no banco dos réus. Os acusados pediram dispensa de estarem presentes em tribunal e o Ministério Público deferiu os pedidos. Se tivessem roubado 900 euros, o mais certo era estarem atrás das grades, deram descaminho a nove biliões e é um problema político.
Nos EUA, Bernard Madoff, autor de uma fraude de 65 biliões de dólares, já está a cumprir 150 anos de prisão, mas os 15 responsáveis pela falência do BPN estão a ser julgados por juízes "condescendentes", vão apanhar talvez pena suspensa e ficam com o produto do roubo, já que puseram todos os bens em nome dos filhos e netos ou pertencentes a empresas sediadas em paraísos fiscais. Oliveira e Costa colocou as suas propriedades e contas bancárias em nome da mulher, de quem entretanto se divorciou após 42 anos de casamento. Se estivéssemos nos EUA, provavelmente a senhora teria de devolver o dinheiro que o marido ganhou em operações ilegais, mas no Portugal dos brandos costumes talvez isso não aconteça. Dias Loureiro também não têm bens em seu nome. Tem uma fortuna de 400 milhões de euros e o valor máximo das suas contas bancárias são apenas cinco mil euros. Não há dúvida que os protagonistas da fraude do BPN foram meticulosos, preveniram eventuais consequências e seguiram a regra de Brecht: “Melhor do que roubar um banco é fundar um”.
Em nome da Cidadania estes pessoas têm que ser responsabilizadas.
* Helder Neves – Kimbanda, Komando Ninja, Guarda-Mor da torre do Zombo - kimbo
Subscrito e homologado por
O Soba T´Chingange
”Medo! Medo de tocar em grandes interesses instalados” – Puto
Por
T´Chingange
Com a persistência de uma formiga diligente salalé, dou-me apreciando a apagada vida de voluntário cronista avulso criticando políticos, académicos teóricos que não sabendo dirigir uma grande empresa na vida real, dirigem um país. Até podia admirar um silêncio austero no recolhimento das letras, sem buscar dados à revelia, omissões de gente acomodada com as molas da alma pasmadas, gente de medo; até podia! Mas, a consciência não me deixa! Mas, é malhar em ferro frio, com gente de alma bamba, sem vontade para grandes feitos ou grandes riscos. Mas, que raiva! Mas, não basta haver boas razões para se rejeitar um conjunto de governantes; precisamos ver se não haverá outros melhores para se recusar os presentes. E, parece não haver! Mas, o medo tolhe! Sempre o medo. Medo de tocar em grandes interesses instalados, atrás dos quais estão as famílias de sempre e outros grandes grupos financeiros. Mas, e mais mas, para entorpecer o admirável homem inexistente.
Se a saída do Euro, como dizem, se traduzir numa desvalorização da moeda em 40-50%, quer dizer que a dívida aumenta na mesma proporção e nós teremos também menor poder de compra. Cada vez é tarde de mais, mas se com a política actual chegarmos a níveis de empobrecimento dessa grandeza, estamos exactamente como se tivéssemos saído da moeda única. Mal por mal seria preferível estar então fora dela, emitir moeda para consumo interno, fechar as fronteiras aos produtos asiáticos, "obrigar" de novo a produzir desde pratos a máquinas agrícolas. Tudo o que viesse do exterior seria mais caro, mas não faltaria trabalho nem dinheiro e parte da emissão estaria avaliada pelas reservas que ainda temos em ouro.
É verdade que quando pensamos nisto nos deparamos com uma grave problema e que nos diferencia da Islândia e do Portugal de 77 ou 83: desde a entrada na UE alguém se encarregou de desmantelar tudo o que pudesse ser produtivo em Portugal a troco de subsídios, porque tinha a visão que este país viveria dos que nos frequentariam para jogar golfe e comprar lembranças. Esse autêntico criminoso da nossa economia tem um nome e um rosto e ainda por cima é hoje Presidente da República. Ainda assim, seriamos mais independentes e teríamos a possibilidade de acabar definitivamente com as pragas que corroem a nossa sociedade…. Daí o mal de consciências. É a crise do carácter e a constatação de que a política se resume ao balanço orçamental, para que os portugueses paguem os erros do passado com excepção de se manter um Estado gordo que serve sempre os mesmos (esses não são atacados, porque Passos cairia)! Uma consciência não pode ser accionada por quem não tem carácter e estava de má fé. Apenas não sabemos a forma como "esta história vai acabar".
Ilustrações Do álbum de Costa Araújo Araújo
O Soba T´Chingange
AS ESCOLHAS DO KIMBANDA NINJA*
BPN – A Maior Burla de Sempre em Portugal . 2ª de 3 Partes
Por
João Marcelino
O BPN tornou-se conhecido como banco do PSD, proporcionando "colocações" para ex-ministros e secretários de Estado sociais-democratas. O homem forte do banco era José de Oliveira Costa, que Cavaco Silva foi buscar em 1985 ao Banco de Portugal para ser secretário de Estado dos Assuntos Fiscais e assumiu a presidência do BPN em 1998, depois de uma passagem pelo Banco Europeu de Investimentos e pelo Finibanco. O braço direito de Oliveira e Costa era Manuel Dias Loureiro, ministro dos Assuntos Parlamentares e Administração Interna nos dois últimos governos de Cavaco Silva e que deve ser mesmo bom (até para fazer falcatruas é preciso talento!), entrou na política em 1992 com quarenta contos e agora tem mais de 400 milhões de euros. Vêm depois os nomes de Daniel Sanches, outro ex-ministro da Administração Interna (no tempo de Santana Lopes) e que foi para o BPN pela mão de Dias Loureiro; de Rui Machete, presidente do Congresso do PSD e dos ex-ministros Amílcar Theias e Arlindo Carvalho. Apesar desta constelação de bem pagos gestores, o BPN faliu.
Em 2008, quando as coisas já cheiravam a esturro, Oliveira e Costa deixou a presidência alegando motivos de saúde, foi substituído por Miguel Cadilhe, ministro das Finanças do XI Governo de Cavaco Silva e que denunciou os crimes financeiros cometidos pelas gestões anteriores. O resto da história é mais ou menos conhecido e terminou com o colapso do BPN, sua posterior nacionalização e descoberta de um prejuízo de 1,8 mil milhões de euros, que os contribuintes tiveram que suportar. Que aconteceu ao dinheiro do BPN? Foi aplicado em bons e em maus negócios, multiplicou-se em muitas operações “suspeitas” que geraram lucros e que Oliveira e Costa dividiu generosamente pelos seus homens de confiança em prémios, ordenados, comissões e empréstimos bancários. Não seria o primeiro nem o último banco a falir, mas o governo de Sócrates decidiu intervir e o BPN passou a fazer parte da Caixa Geral de Depósitos, um banco estatal liderado por Faria de Oliveira, outro ex-ministro de Cavaco e membro da comissão de honra da sua recandidatura presidencial, lado a lado com Norberto Rosa, ex-secretário de estado de Cavaco e também hoje na CGD.
Outro social-democrata com ligações ao banco é Duarte Lima, ex-líder parlamentar do PSD, que se mantém em prisão preventiva por envolvimento fraudulento com o BPN e também está acusado pela polícia brasileira do assassinato de Rosalina Ribeiro, companheira e uma das herdeiras do milionário Tomé Feiteira . Em 2001comprou a EMKA, uma das offshores do banco por três milhões de euros, tornando-se também accionista do BPN. Em 31 de Julho, o ministério das Finanças anunciou a venda do BPN, por 40 milhões de euros, ao BIC, banco angolano de Isabel dos Santos, filha do presidente José Eduardo dos Santos, e de Américo Amorim, que tinha sido o primeiro grande accionista do BPN. O BIC é dirigido por Mira Amaral, que foi ministro nos três governos liderados por Cavaco Silva e é o mais famoso pensionista de Portugal devido à reforma de 18.156 euros por mês que recebe desde 2004, aos 56 anos, apenas por 18 meses como administrador da CGD.
* Helder Neves – Kimbanda, Ninja Guarda-Mor da torre do Zombo - kimbo
Subscrito e homologado por
O Soba T´Chingange
***** AS ESCOLHAS DO KIMBO
Kimbo
"Um Estado falido tem de tomar medidas de uma empresa falida"
O antigo bastonário da Ordem dos Advogados, José Miguel Júdice, defendeu uma revisão da Constituição para permitir despedimentos colectivos no Estado, explicando que a reforma do Estado é "a condição" para um modelo alternativo."Um Estado falido tem de tomar medidas de uma empresa falida", adiantou à Lusa José Miguel Júdice, à margem de um encontro da sociedade PLMJ realizado hoje em Lisboa sobre as alterações fiscais previstas na proposta de Orçamento de Estado para o próximo ano. O antigo bastonário defende uma alteração do paradigma do Estado em Portugal: "O Estado tem de fazer menos no que faz e deixar fazer muito do que faz", explicando que deveria haver uma concentração nas tarefas que são "verdadeiramente" importantes.
"Porque é que o Estado tem museus ou teatros, porque é que os inspectores da ASAE têm de chatear as tasquinhas por causa das casas de banho e não se concentram no que é realmente importante, e porque é que qualquer burocrata neste país tem motorista", questionou, acrescentando que "é necessário retirar do Estado as quantidade de pessoas que está a mais".
Júdice disse ainda que a reforma do Estado não vai ser feita por um governo de base partidária: "Quem manda no Governo é quem o pode reeleger, que são os militantes no quadro de oligopólio que vivemos. E estes são sobretudo autarcas, assessores das autarquias e do governo, actuais e passados, quadros da função pública ou de empresas públicos. E esses militantes não querem a reforma!". O antigo bastonário disse também que o ministro das Finanças é um "pica-pau que anda a estragar as árvores todas, em vez de destruir apenas dez" e mostrou-se convicto de que os portugueses "nunca vão ter condições" para pagar a divida e que esse incumprimento já se sabe "há muitos anos" que vai acontecer.
O Soba T´Chingange
AS ESCOLHAS DO KIMBANDA NINJA*
BPN – A Maior Burla de Sempre em Portugal . 1ª de 3 Partes
Por
João Marcelino
João Marcelino, director do D. N., Lx., considera que “é o maior escândalo financeiro da história de Portugal". Isto é uma das maiores vergonhas de Portugal. Tenho pena que os actuais dirigentes do PSD não se desmarquem das ovelhas negras que protagonizaram este roubo, e que nada façam para que a Justiça julgue e condene os responsáveis. Este número é demasiado grande para caber nos jornais (9.710.600.000,00€) !!! Quarta-feira, 21 de Março de 2012
Além disso, reparem bem, nos nomes dos protagonistas! Tudo “gente fina”, bem posicionada e intocáveis!!! Parece anedota, mas é autêntico: dia 11 de Abril do ano passado, um homem armado assaltou a dependência do Banco Português de Negócios, ou simplesmente BPN, na Portela de Sintra, arredores de Lisboa e levou 22 mil euros. Tratou-se de um assalto histórico: foi a primeira vez que o BPN foi assaltado por alguém que não fazia parte da administração do banco. O BPN tem feito correr rios de tinta e ainda mais rios de dinheiro dos contribuintes. Com aqueles nove biliões e setecentos e dez milhões de euros, li algures, podiam-se comprar 48 aviões Airbus A380 (o maior avião comercial do mundo), 16 plantéis de futebol iguais ao do Real Madrid, construir 7 TGV de Lisboa a Gaia, 5 pontes sobre o Tejo ou distribuir 971 euros por cada um dos 10 milhões de portugueses residentes no território nacional (os 5 milhões que vivem no estrangeiro não seriam contemplados).
João Marcelino, director do Diário de Notícias de Lisboa, disse: Nunca antes houve um roubo desta dimensão, “tapado” por uma nacionalização que já custou 2.400 milhões de euros delapidados algures entre gestores de fortunas privadas em Gibraltar, empresas do Brasil, offshores de Porto Rico, um oportuno banco de Cabo Verde e a voracidade de uma parte da classe política portuguesa que se aproveitou desta vergonha criada por figuras importantes daquilo que foi o cavaquismo na sua fase executiva”; “é o exemplo máximo da promiscuidade dos decisores políticos e económicos portugueses nos últimos 20 anos e o emblema maior deste terceiro auxílio financeiro internacional em 35 anos de democracia. Justifica plenamente a pergunta que muitos portugueses fazem: se isto é assim à vista de todos, o que não irá por aí?” O BPN foi criado em 1993 com a fusão das sociedades financeiras Soserfin e Norcrédito e era pertença da Sociedade Lusa de Negócios (SLN), que compreendia um universo de empresas transparentes e respeitando todos os requisitos legais, e mais de 90 nebulosas sociedades offshores sediadas em distantes paraísos fiscais como o BPN Cayman, que possibilitava fuga aos impostos e negociatas.
* Helder Neves – Kimbanda, Ninja Guarda-Mor da torre do Zombo - kimbo
Ilustrações de Costa Araújo Araújo (Mano Corvo do Rio Seco)
Subscrito e homologado por O Soba T´Chingange
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