Domingo, 12 de Março de 2017
MUXOXO . XLIX

TEMPO CINZENTOS . 5ª Parte (última) 14.03.2016 - Na natureza dos dias de hoje, não é o mais inteligente que vence na vida mas sim aquele que melhor se adapta a ela…

Por

t´chingange 0.jpgT´Chingange

sururu0.jpg (…) San José Del Tisnado do estado de Carabobo da Venezuela era um caserio com uma boa quantidade de casas térreas de pau-a-pique feitas em taipa, barro amassado bem por perto com argila à mistura com capim para dar consistência ao agregado; este tipo de construção veio desde a europa trazida por portugueses, técnicas antigas e já muito usadas pelos egípcios e romanos.

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Quase todas tinham grandes quintais com dispersas árvores de sequeiro e arbustos de cores garridas a embelezar as cercas, divisas entre vizinho; e havia mamoeiros, limoeiros, mangueiras, tamarineiros e arbustos indistintos a fazer sombra às capoeiras com patos, gansos, galinhas de angola e granisés. Mas alguns tinham como animais domésticos cobras rateiras, amarelas, tartarugas morrocois e até lagartos  de um castanho escuro que eu conheço pelo nome de  sengue em Angola.

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Como tenho vindo a dizer o topógrafo, geómetra engenheiro de estradas que era eu, surgia ao romper do dia em lugares pré-escolhidos para ali fazer suas observações solares; Tinha de ligar a estrada á rede geodésica através de coordenadas a partir do Sol e, isto de amarrar a estrada a coordenadas era uma explicação bem complicada para quem de forma curiosa queria saber o que estava fazendo ali.

baú1.jpg Pois então, surgia entre a bruma do cacimbo indistinto e húmido as sombras numa figura de T´Chingange da terra de N´Gola, tão distante e sempre tão perto na recordação; terras muito iguais, Venezuela com espinheiras e pau-ferro com bichos rastejantes e cheiros de musgos pré-históricos, folhagem com húmus amontoado por séculos escondendo bichos de mil patas e lacraus pretos do tamanho de caranguejos

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A trovoada quando surgia era impiedosa levando pelas linhas de água, barrancos ou mulolas, água aos golfões, ramos secos, troncos e restos de casas descuidadamente construídas em sítios menos próprios. Água barrenta, desesperadamente barulhenta. Cada trovão, um arrepio na coluna a descarregar respeito de medo para a mãe terra e, lá mais longe os raios a rasgarem a floresta, a mata com quem tinha de cohabitar. E, comi iguana, jacaré caimãs, morrocois, catxicamos e nem sei mais o quê!

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Se não morri quando comi macaco em Cabinda na pré-guerra do tundamunjila, não era ali e naquele agora que ia lerpar (morrer), assim como se dizia nas matambas de N´Gola. Pois, assim continuei comendo especiarias ao preço da chuva sem perguntar “que vaina era aquella” (que merda era aquela). Estávamos no ano da graça de 1977.

poluição.jpg Gosto de falar assim “no ano da graça” mas nem sei porquê o digo, porque a graça não era assim tanta mas, se os cronistas de antanho assim falavam, eu seguirei seus pergaminhos de falas transcendentes. Minha vida tem sido mesmomesmo corrida a ninharias que me mudaram o rumo e, ainda continua desse jeito, imprevisível; hoje aqui, amanha logo se saberá…

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No meio da selva tropical, mordia a natureza embotado em fumo de bananeiras e merda seca de boi para afugentar tanto mosquito que por demasiado amistoso fincava seus canudos em minha pele parda; tudo isto  sem saber que anos depois estaria em plena praia da costa brasileira olhando o mesmo Sol e escrevendo estes “recuerdos” já distantes.

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Quem me disser que “tive uma vida fácil” que responderei que sim! Quis o destino que andasse por mais de vinticinco países e, que por longo tempo em alguns, assimilei raízes de cidadão do mundo como gosto de o afirmar. Se voltasse atrás faria tal e qual, porque sempre me recolhi nos braços do meu céu. A lei humana alcança certas faltas e as pune, o condenado pode pois dizer-se que suporta a consequência do que fez.

valdir4.jpg  Se há um prejudicado nesta vida foi a herança legada pelas sortes. É o destino! Dizer que é só meu é uma falácia egoísta mas se assim foi, se assim é, não retrocarei outras falas e outras opiniões. É a vida! Alguém me diz agora que sou um Guru! E eu responderei que sim senhor, sou um canguru!

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Mas, não tiro daí dividendos, escrevo desta forma atravessada porque me dá prazer e só não escrevinharei um livro porque isto de autobiografias se tornou demasiado vulgar. Só escrevo isto para dar alguma alegria aos meus amigos e porque entre os solavancos dos dizeres, sempre eles irão sentir um pouco de si, e também cheiros, sabores e até amores. A vida tem de ser vivida, um dia de cada vez, nada mais que isto!

O Soba T´Chingange

 



PUBLICADO POR kimbolagoa às 21:47
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Sábado, 25 de Fevereiro de 2017
MUXOXO . XLVIII

TEMPO CINZENTOS .  4ª Parte  – 25.02.2016  

Na natureza dos dias de hoje, não é o mais inteligente que vence na vida mas sim aquele que melhor se adapta a ela…

Por

soba15.jpgT´Chingange

(…) Pelo sim pelo não, usava umas botas de couro que comprei na feira da Chamusca, de cano alto e justas. Nesta vida de desbravar terras como Serpa Pinto em Angola mas desta feita nas américas, teria de me salvaguardar ao máximo das pragas. Era habitual atar as calças de caqui a meio da canela e por cima das calças a fim de evitar carrapatos; além disso humedecia as franjas das calças com querosene como repelente aos ácaros gigantes.

CAFE5.jpg Mas eu gostava do mato e, ainda gosto! Sucedeu por mais que uma vez ficar retido na borda de cá do rio mulola, linhas de água que só levam água quando chove a montante e, que me lembre, por uma vez tive de andar mais de cem quilómetros para encontrar via de regresso e, sucedeu também termos de ficar por uma noite deste lado e provisoriamente numas barracas, teperas dormindo em redes.

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Outra vez, tivemos mesmo de mudar o acampamento porque era demasiado perigoso atravessar a mulola; levava muita água, troncos, ramos e até bichos. Tivemos pois de nos acomodar em umas cubatas de taipa, comprarmos géneros e designar o mais jeitoso para fazer a comida. Faziam-se fogueiras lá fora com folhas de banana e outras meio secas e com bosta de boi para afugentar a mosquitada e outras bichezas rastejantes.

mess6.jpg Eu, ali no mato feito explorador que nem Hermenegildo Capelo e minha família, mulher e dois filhos em idade escolar, numa distante Caracas, num bairro da hermandade gallega de Sarria, mariperez em Guaicaipuro, bem no sopé da Serra de La Guaira que circunda a Capital Venezuelana.

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Minha vida não foi fácil depois da guerra do Tundamunjila da Luua de N´Gola e, mesmo em terras do M´Puto também não o foi. Passar por aquelas assembleias de trabalhadores a decidirem de punho no ar, tudo “Ad Hoc”, gente que brincava às revoluções, interrupções por demasiadas ninharias e, era ouvir as chaimites a passar em direcção a Tancos e ouvir boatos e gestos disparatados do Vasco Gonçalves, o primeiro-ministro de então.

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Apagávamos o som da televisão e víamos aquela figura de louco, cabelos desgrenhados a lançar cravos e beijos para a populaça de progressismo besta! Quando abria a boca, denunciava-me pelo sotaque de Angola e eram olhares fuzilantes que recebia. Era mais um ranhoso retornado, diriam uns para os outros e eu, com raiva de morder jacarés vivos; Nalguns casos, a família portou-se pior com seus outros familiares vindos das províncias de mentira do Ultramar.

iguana1.jpg E, afinal a vida é assim um sem fim de agoras atados aleatoriamente a nós e por isso ali estava em San José Del Tisnado, um pueblo cercado de mato virgem que há bem pouco tempo tinha estado de quarentena por uma epidemia de cólera e febre-amarela.  

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Neste então, Venezuela era governada por Carlos Andrés Pérez, havia pleno emprego, construíam-se usinas, barragens e carreteras por todo o país. O petróleo jorrava em Maracaíbo com gestão americana dos gringos dos EUA, dos States como dizia o povão pé-de-chinelo. A Venezuela transpirava riqueza!

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Um dia agarrei um caxicamo (tatu) que andava meio zonzo. Não era para menos, o pobre estava empestado de carrapatos, literalmente a ser comido por estes bichos de mil pés; larguei-o na hora! Mas logo um dos homens auxiliares correu a apanhá-lo dizendo: Que haces engeniero? Este animal és mui bueno e, lá o levaram para cozinhar; estava mesmo condenado o pobre bicho! Creio que não me deram a comer como fizeram com a iguana metida numa arepa e na forma de carne desfiada. E, era boa, sim senhor! Melhor que galinha!

iguana2.jpg Em uma estação topográfica Juan Hernandez disse-me apontando para a gigantesca árvore: Mira lo que comeste esta manhãna! Eram várias iguanas, grandes e com aquela serrilha de dinossauro nas costas. Este espanto rapidamente passou a ser vulgar e já nem me assinalavam o que antes tinha comido! Não mostrei grande contrariedade, nem mostrava asco por aquilo e pouco a pouco não mais faziam alusão a isso.

O Soba T´Chingange

 



PUBLICADO POR kimbolagoa às 15:53
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Terça-feira, 21 de Fevereiro de 2017
MUXOXO . XLVII

TEMPOS CINZENTOS . 3ª Parte  – 21.02.2016  

Na dúvida entre o ser-se agnóstico ou coisa nenhuma faço gaifonas à liberdade! Passei a andar com um pau bifurcado na ponta para apanhar cobras...

Por

soba15.jpgT´Chingange

(…) Descrevendo a forma de execução da estrada e a partir do levantamento, observação solar, de estabelecer a directriz de forma aleatória até chegarmos a San José Del Tisnado em Venezuela, voltamos de novo às pequenas nuances de um projecto que é traçado no mapa entre dois ou mais sítios e depois em a tarefa do geómetra, topógrafos, niveladores por forma a ficar em gabinete tudo desenhado. Daqui sairá o cálculo de volumes de terras, sua deslocação, desmonte de rochas e terras com uso de explosivos, máquinas, trato de pormenores ambientais, execução de pontes e pontões e um sem fim de tarefas até que se proporcione a circulação de veículos motores.

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Neste particular caso, todo o traçado foi por mim estabelecido a partir do esboço original  e seguindo os preceitos considerados acertados em tal tarefa. Assim andando à frente e atrás ia sinalizando com fitas de vermelho e banco o traçado presumível, desviando o percurso de falésias e, ou rochedos de grande porte ecolhendo o melhor local para execução de pontões ou pontes nas linhas de água significativos e ou rios.

tigra1.jpg As surpresas neste desbravar de terrenos selvagens eram muitas como se pode calcular; um certo dia ia caindo num fosso com babas, jacarés bebes ou caimanes como ali se chamavam. Alguém os armazenava ali furtivamente para com eles fazer pisa-papéis ou outros tipos de enfeite depois de cuidados por embalsamento. Era uma crueldade que creio ter continuidade até os dias de hoje porque as pessoas viram-se na vida como podem.

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As instituições sendo insuficientes são dadas ao desleixo assim de cada um por si e ao acaso. As autoridades passeiam-se para a foto e simulam ligeireza dando guarida a uma trupe de gente a ele colados. E, não perdem nenhuma inauguração com fanfarra e palavras importantes, quase sempre bonitas e de fácil apreensão ao ouvido do povão.

tigra2.jpg Em um outro dia, surge um trabalhador com uma cobra de tom amarelado enrolada ao pescoço a subir para a chevrollet de tracção às quatro rodas. Mas que és isto hombre? Perguntei com algum asco que fazia ali aquele bicho ondulando  asquerosas manchas. Mas, engenheiro, esta cobra não faz mal a ninguém, visse! Ele, simplesmente respondeu que era sua mascote, cuidadora de sua casa, rateira do seu jardim e mais justificativas que não vêem em causa. Bueno! Tive de me adaptar a esta nova criatura mas, sempre com o respeito de medo e, de longe.

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Em outro dia, afastando um ramo e mais outro para divisar o rumo dos trabalhos, estanco num repentemente, pulo para trás; a maldita da cobra, uma outra lá estava empinada nos ramos e fazendo assim-assim para os lados num vaivém de meter medo ao próprio tarzan. Sua língua bifurcada sondava meu medo, meu suor, minha adrenalina até os cocurutos do meu ADN. Mas que vida esta meu nosso Senhor.

tigra3.jpg E ele o Senhor, rindo-se de mim, de minha parca braveza; ele tinha mais que fazer senão dar troco a um medricas; para além do mais a cobra é um ser que faz muita falta à natureza, mais do que eu! Tive de controlar o medo sozinho e lidar com elas, as cobras, sem me depenicar. Passei a andar com um pau bifurcado na ponta. Por último já fazia diabrura com elas, apertava-lhe o gasganete e deixava-as ir em liberdade depois de lhe transmitir o raspanete. Venci o medo na marra! Podem crer!

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Munhoz, um auxiliar que levava o tripé do teodolito para as estações  topográficas, assim com um dedo na boca e olhando de soslaio para cima , indica-me algo que por ali anda entre aqueles monstros de àrvores. É o quê? Perguntei. É um bicho igual àquele que hoje o engenheiro comeu no desaiuno, uma iguana! Caramba! Eu comi aquilo? Não pode ser; eu comi galinha metida numa arepa! Pois é  hermano engenheiro, uted  comeu  daquele um outro bicho igualito a este.   Uf! Para o que um topografo, engenheiro das slvas não tem que estar preparado!.

tigra5.jpg Todos os dias havia um caos ou causo mais insólito do que o outro. Hugo, vem até mim alvoroçado falando aos solavancos, mexendo a machete (catana) de forma desabrida, que não podíamos passar por ali! Havia uma culebra tigra tomando sol na clareira que se tinha aberto dois dias antes. Engenheiro, nós temos de passar a lo largo de ella porque ela tem crias e é perigosa quando está assi! Ellas no puedem ser molestadas; corre atrás de nosotros até morder, sabe! No puedem ser molestadas! Conchale, vale chico… és mui peligrosa! Mala suerte la mia,  putana de la madre que la pariu, que sabia yo, conho!... Se eles que eram dali e tinham medo àquela tigra, como é que eu não iria ter! E, acabamos por fazer um círculo porque dona tigra verde assim nos determinava!

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 13:25
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Domingo, 5 de Fevereiro de 2017
MUXOXO . XLVI

TEMPO CINZENTOS . 2ª Parte

 – 04.02.2016  - Pelas frinchas do tempo, sinto o cheiro pestilento do dinheiro… É mais fácil passar um camelo no buraco de uma agulha do que um rico no reino dos céus…Na dúvida entre o ser-se agnóstico ou coisa nenhuma faço gaifonas à liberdade!

Por

t´chingange 0.jpg T´Chingange

(…) Dizia eu que por ter andado tanto no inferno agora mereço o céu! De botas borrifadas com petróleo para eliminar carrapatos boiadeiros tocava os trabalhos de campo para a execução da estrada a ligar o lugarejo vila de San José de Tiznado em Venezuela. Teríamos de levantar uma faixa de terras e, por forma a depois de ser transposto ao desenho se desenvolvesse o traçado longitudinal e perfis transversais.

topo12.jpg Com os dados de campo surgiriam as curvas de nível a partir dos dados de altimetria geométrica e taqueométrica. Apareceriam também todos os acidentes de terreno como rochas, linhas de água e rios em uma planta topográfica muito coberta de números correspondentes às cotas de elevação e mancha de vegetação: por vezes também se incluía o tipo de solo fazendo referência às sondagens caso fosse o caso.

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Surgiria mais tarde tanto a directriz em planta como e a partir daqui os perfis longitudinais mostrando a rasante definida por traineis inclinados ou não e, segundo as tolerâncias necessárias para os veículos poderem vencer os declives. Através das rasantes e perfis transversais determinava-se o volume de terras a retirar ou a repor após o cálculo de áreas e volumes.

topo10.jpg Tudo isto e segundo o cálculo com Gráfico de diagrama que traduz a movimentação de terras em obras, sobretudo viárias, constituído por curvas com tramos ascendentes que indicam a predominância de escavação e tramos descendentes que indicam a predominância de aterro. Amarelo a romper, vermelho a aterrar. O gráfico de Brückner, determinaria a maquinaria a usar, camiões, vagonetes ou caçambas para transladar terras e inerentes custos.

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Ainda se tinha de considerar dados geométricos de limites de propriedade, nomes de seus donos com valor venal, valor matricial, com número de registo cadastral nas finanças, dados para futuras indeminizações por acordo ou expropriação. Haveria também de observar e registar a densidade de vegetação e espessura de matéria vegetal inerte composta de troncos velhos e o manto de folhagem depositado ao longo dos anos. Saber a espessura do manto vegetal determinando a área e volume de terras a retirar, depositando-as em local apropriado a fim de repor mais tarde a camada vegetal dali originária. Será esta a melhor compostagem a utilizar na cobertura superficial das feridas de cortes e aterros.

topo9.jpg Fiz uma descrição das tarefas técnicas para assim ficarem com uma vaga noção do envolvimento e tecnicidade na execução de um projecto de estrada. Coisa que me era inerente bem como o cálculo e posterior implantação. Não era ser-se só operador como também saber-se de leis de terras, agrimensura ajuramentada e todo o cálculo da obra.   Entre os trabalhadores mais cientes eram dadas tarefas de fazer trompos ou estacas a partir de varas cortadas no local que serviriam para assinalar o perfil e dali com estacionamento de nível ou teodolito fazer levantamento ou simples leitura de nível.

topo7.jpg Os demais contratados cortavam mato, transportavam equipamento e água, umbrela ou chapéu para sombrear o operador e outro equipamento de apoio. Quando necessário fazer-se comida um ou dois eram escolhidos entre voluntários para esse efeito. Nos lugares pantanosos havia um elemento incumbido de fazer fumo com ramos secos de bananeira ou outras folhas e, contendo bosta de boi para afugentar os mosquitos e miruins ou maruins (mosquitos muito pequenos e super chatos).

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Os tramos rectos eram assinalados com uma ou mais varas, dependendo da extinção, pintada e referenciada com o número de ordem. Era naquelas mudanças de rumo que depois e, em projecto surgiria uma curva simples ou composta e até com relevé, inclinação segundo o tipo e os dados de velocidade. Todos estes dados eram indicados em plano e perfil longitudinal com todas as outras referência para a futura implantação ou piquetagem de estrada.

topo8.jpg Bem! Em um dos muitos dias e por mais de uma vez sucediam contactos imediatos com cobras, iguanas, veados, macacos, sapos e sapões, rãs, escorpiões de várias cores, lagartos e, até caimãs, jacarés pequenos. Olhando o rumo a seguir e depois de afastar o ramo lá estava uma cobra a assustar-me com sua língua bífida. Depois daquela mamba negra quasequase me ter mordido em Cabinda, enclave de Angola, todas as demais que surgiam eram coisa pouca para mim; pela certa tinha guias a me protegerem, só pode!

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Habituei-me a elas e num lugar aonde no mundo todo, mais gente morre com suas mordeduras. Não calhou esse destino para mim, ficar espumando até receber um soro antiofídico, coisa que não tinhamos. Recordo que no caso da Cobra mamba, fazia eu serviço militar em Cabinda como Furriel, incorporação de Angola; uma terra que afinal não era minha; que só o foi para a engrandecer e, tendo como agradecimento o vai-te-embora branco, tundamunjila.

topo11.jpg E, caso a dita cuja me mordesse, teria somente quinze minutos para receber o antiofídico e isso era inviável porque eu e minha secção de serviço à lenha naquele dia, estávamos longe do quartel base. Isto aconteceu lá longe entre 1968 e 1969 num lugar chamado de Miconje, o primeiro quartel a entregar-se ao MPLA (coisa feia e desrespeitadora). Nosso destino não é previsto com hora marcada, só sucederá um dia e, no tempo que por comodidade e ordem inventamos e fragmentamos. Fico aqui neste agora…

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 14:29
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Quinta-feira, 2 de Fevereiro de 2017
MUXOXO . XLV

TEMPO CINZENTOS . 1ª Com Várias partes – 02.02.2016  

Na dúvida entre o ser-se agnóstico ou coisa nenhuma, driblo-me com golpes de liberdade! Estou farto de coisas impingidas…

Por

t´chingange 0.jpg T´Chingange

Chegando bem cedo à Praia da Pajuçara só com a natureza e, sem ligar muito às malazengas de espondiloses e afins, vi o Sol grande e vermelho a sair da linha do horizonte, lá no mar; eram cinco horas e doze minutos da manhã. É bem assim que gosto de me confrontar com ele, ainda não demasiado caloroso, cara a cara! Na minha profissão sempre contactei com o Sol muito de perto.

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Num lugar chamado de San José de Tiznado, uma terreola bem central no mapa da Venezuela eu, era o responsável pelo recolhimento de dados geométricos e geográficos para desenvolver o projecto de uma carretera, estrada ligando a via Nacional que liga Guárico a Barquisimeto com este pueblo. Saí de Caracas sede da empresa Topieca a fim de dar início aos trabalhos de campo, lá a uns duzentos e cinquenta quilómetros.

topo0.jpg O projecto de uma estrada começa com o recolhimento de dados em campo, escolher o traçado, estudar alternativas considerando o menor preço para a sua execução.  Já na fase de execução desta fase é necessário o levantamento topográfico com ligação à rede geodésica ou enão por observação Solar e daí originar as respectivas coordenadas, quadricula base para todo o projecto seguinte, planos com plantas, perfiz e memória descritiva do necessário, tanto para projecto como para a execução.

dy15.jpg Desta feita eu era o engenheiro agrimensor (surveyor) com a responsabilidade de gerir dois topógrafos, dois niveladores e todo o pessoal contratado no local para servirem de porta-miras, macheteiros (que cortam o mato com catanas) e dirigir toda a operação como alojamento, alimentação, transporte e tudo o que é inerente a um acampamento no mato ou numa tapera, terreola ou casa de taipa com paredes de barro cru.

topo02.jpg A minha grande relação com o Sol como dizia vem de aqui e, porque a cada cinco quilómetros de estrada piquetada teria de fazer observação solar para tudo ficar ligado à rede Geográfica de Venezuela. Ainda escuro montava o tripé, colocava o teodolito, rectificava os níveis, punha o limbo a zeros e esperava o Sol nascer. Aquele círculo grande despontava e, já meio de fora do horizonte, iniciava a leitura com os inerentes apontamentos nos impressos de cálculo.

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Apontava os fios da cruz tangentes ao primeiro quadrante, depois ao quarto, depois ao segundo e rapidamente ao terceiro. Já com todo ele inundando o espaço celeste, repetia tudo na inversa progressiva. Usava para o efeito uma lente protectora para não ferir os olhos. Por vezes repetia a leitura na directa e inversa retrógrada mas nem sempre tal operação era levada a bom gosto por via de nuvens ou chuva.

topo03.jpg Neste trabalho de desbravar mato, nem tudo é pera-doce como soe dizer-se! Usava umas botas de meia perna em coiro compradas na feira dos cavalos da Chamusca do Ribatejo do M´Puto. Quem me visse diria que por ali andava um sertanejo parecido com o Serpa Pinto ou Hermenegildo Capelo ou mesmo o Sacadura Cabral, olhando o céu e recolhendo pedras e até plantas para constar em relatório. A mesma figura teria um chapéu de abas largas bem ao estilo de um xi-colono das anharas do Calahári ou Namibe, calças de ganga ou zuarte amarradas nos tornozelos. 

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Nos dias de cacimbo esta figura apareceria no meio da selva tremida envolta num fumo e encostada a um aparelho meio estranho como um fantasma t´chingange que sai da terra, dum nada como se minhoca fosse ou dum espaço feito um ET. Pode parecer uma coisa poética mas era a forma como me veriam as gentes de San José de Tiznado. O fumo era real e provocado de propósito com rama seca de bananeira posta a arder com bosta seca de boi ou vaca.

topo04.jpg Isto assim deste jeito era para espantar mosquitos dinossáurios e mais bichezas com milhentas patas a rabiscar entre um grosso tufo de folhas mortas, árvores medonhas e pó mais lama mais o escambau muito cheio de humidade escorregadiça e lacraus de todas as cores.

 Por ter andado tanto no inferno agora mereço o céu, visse! Não me julguem mal nem me trambiquem o juízo. Por tudo isto tinha mesmo de usar as calças largas e amarradas nas botas e, também borrifadas com petróleo querosene. Vou ter de continuar porque agora que vos abri o apetite do meu mundo quase insólito, terei de vos dar mais corda. Vocês gozam com meus escritos, chamando-lhes patranhas, inventações e ficções. Estou mesmo a ver-vos a torcer o nariz fungando chistes e, afinal isto é tão real que até parece mentira…

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 11:32
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Sexta-feira, 21 de Março de 2014
CAZUMBI . XXXVIII
VENEZUELA Ocupada por 60 mil soldados do exército cubano - 2ª de 3 Partes

Noticias de

Foto de Nell Teixeira.  Nell Teixeira - Funcionário da Fundación Campbell e Gestão ambiental, jornalista e ex-operador de TV na Angola colonial, a viver em Puerto Colombia, Atlantico, Colombia. Uma personalidade com seriedade, sabedoria, muito atento às notícias do mundo e, sempre portador de falas agraciadas com quem dá gosto compartilhar os segredos de viver.

Gentileza: CAFÉ DA NOITE BLOG

Agentes de inteligência e militares venezuelanos afirmaram recentemente ao jornal El Nuevo Herald que militares cubanos foram os que projetaram a reestruturação das agências de inteligência da Venezuela e que as instruções ensinadas dentro desses organismos são tratados como se viessem da alta cúpula do governo. "Os cubanos tomar decisões no âmbito da Direcção-Geral da Contra-Militar. Ele presta muita atenção às sugestões e comentários que eles fazem. E são eles que gerenciam os planos e projetam a forma de ação que vão efectivar com os grupos de oposição, estudantes, contra todos ", disse um funcionário venezuelano entrevistado  recentemente.

en la protesta universitaria se han dejado ver numerosas banderas del ... "Eles são os que ditam a forma de acção e, acima de tudo, os métodos a serem adotados em cada caso", acrescentou. Arria disse Chávez, de acordo com as instruções emitidas a partir de Havana, institucionalizou o medo na Venezuela, utilizando os instrumentos de controle social de intimidação que a ilha aprimorou ao longo de 54 anos de Castro. São instrumentos de controle social que Cuba adquiriu na antiga União Soviética e, em seguida, melhorou com o apoio dos serviços de inteligência da Alemanha Oriental, mas que  agora, se tornam em muitos aspectos, métodos mais eficazes, graças à evolução da tecnologia, disse ele.

 fuente ap "Esse controle de cada um cidadão, é o que permite que os sectores acurralem essa população. Na Venezuela;  fizeram  isso pela primeira vez com a lista Tascon, então a lista Maisanta. O primeiro político impiedoso de apartheid que foi feito na América Latina ", disse ele! Nestas listas reunindo, os eleitores que estavam a favor de retirar Chávez do cargo em um referendo revogatório, são excluídas dos programas sociais, a possibilidade de obtenção de um subsidio ou um contrato com o setor público. O banco de dados está agora nas mãos do regimee, o pior, é que a  informação lida diretamente com o regime de Havana

 

As escolhas do Kimbo

 



PUBLICADO POR kimbolagoa às 12:33
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Sábado, 15 de Março de 2014
CAZUMBI . XXXVIII

VENEZUELA - Ocupada por 60 mil soldados do exército cubano - 1ª de 2 Partes

Noticias de

Foto de Nell Teixeira.  Nell TeixeiraFuncionário da Fundación Campbell e Gestão ambiental, jornalista e ex-operador de TV na Angola colonial, a viver em Puerto Colombia, Atlantico, Colombia. Uma personalidade com seriedade, sabedoria, muito atento às notícias do mundo e, sempre portador de falas agraciadas com quem dá gosto compartilhar os segredos de viver.

Gentileza: CAFÉ DA NOITE BLOG

 

Fidel Castro fará qualquer coisa para que a Venezuela continue sendo sua vaca de leite com o consentimento da ala antipatriótico que tomou o poder. O EXÉRCITO DE OCUPAÇÃO CUBANO ESTÁ AGORA NA VENEZUELA composto de 60 mil soldados. Venezuela definha sob o aparato repressivo de Havana a pedido de Maduro. Mais de 60.000 cubanos estão no país ocupando pontos-chave do país e, de acordo com os interesses dos irmãos Castro, segundo afirmações do ex-presidente Conselho de Segurança da ONU, Diego Arria. "A Venezuela é um país ocupado.  O regime venezuelano é agora um fantoche controlado por cubanos” disse Arria em entrevista ao El Nuevo Herald.

  Qualquer esforço para recuperar a democracia venezuelana é repelida pela força militar do país, sublinhou o diplomata. "A Venezuela está a enfrentar uma luta a fim de recuperar a independência da sociedade, dos cidadãos; a independência com direito à privacidade. Sem a saída dos cubanos aquartelados em regime de acantonamento, não haverá maneira de sair da actual situação política", disse ele. Funcionários do governo venezuelano não dão resposta aos e-mails enviados pelo El Nuevo Herald solicitando noticias e entrevista.

 CD Índio Cachoeira e e Cuitelinho - Convite de Violeiro Os cubanos começaram a chegar na última década no âmbito dos acordos de parceria económica assinados pelo falecido presidente da Venezuela Hugo Chávez, que prometeu entregar bilhões de dólares em petróleo por ano em troca de serviços médicos e treinadores desportivos. As delegações cubanas não estão somente em clínica e pavilhões desportivos, estendendo sua acção aos tribunais cíveis. Os assessores cubanos operam além dos quartéis, dentro do aparelho do regime e segurança de Nicolas Maduro.

As escolhas do Kimbo



PUBLICADO POR kimbolagoa às 16:57
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Quarta-feira, 13 de Março de 2013
XICULULU . XXX

 AS ESCOLHAS DO KIMBO

Hugo Chávez não morreu na Venezuela

Por

 Roque Callage Neto - Doutor em Ciências Sociais – UNB . Antropologia, Sociologia e Ciência Política

 Hugo Chávez não morreu na Venezuela. O que ficou em exibição foi um boneco de cera. Cristina Kirchner (Presidente da Argentina) revoltou-se ao descobrir isto. Dilma Rousseff (Presidente do Brasil) também foi informada. Talvez por esquizofrenia, deficiência mental ou falta de carácter, aqueles que pensam e agem de maneira burra, radical e sem ética, dizendo-se socialistas, comunistas, fascistas, nazistas, etc, costumam atentar contra a verdade – definida como realidade universal permanente. Mas os bolivarianos exageraram na dose da mistificação na gestão da morte do mito Hugo z Frias. Nos meios diplomáticos e na área de inteligência militar argentina circula uma informação 1-A-1 acerca dos procedimentos ante e pós fúnebres do Presidente e revolucionário inventor da República Bolivariana da Venezuela. A revelação bombástica é que o corpo exibido, cheio de sigilo e segurança, em um super-caixão lacrado, não é de um ser humano normal, deformado por um terrível câncer. O cadáver seria um boneco de cera. O simulacro de um Chávez “embalsamado”.

 A surpreendente descoberta de que o corpo no faraónico féretro bolivariano não correspondia ao Hugo Chávez original foi da “Presidenta” da Argentina Cristina Kirchner. A grande amiga de Chávez estava escalada para fazer o mais emocionado discurso político do velório mas, Cristina sentiu-se enganada no momento em que chegou perto do defunto. Ficou tão revoltada e contrariada que arranjou uma desculpa esfarrapada para voltar urgentemente a seu país – deixando até sem “carona” o presidente uruguaio José Mujica, que com ela veio até Caracas. A explicação bombástica para o retorno súbito de Cristina é relatada pela inteligência militar argentina. Cristina teve um choque emocional quando se viu envolvida na farsa Bolivariana montada para o velório de Chávez. Não acreditando no que seus olhos lhe mostravam, Cristina escalou uma oficial ajudante-de-campo para investigar, de imediato, se não estaria diante de uma “brincadeira de mau gosto com a morte de alguém que lhe era muito querido”.

 A oficial argentina interpelou um alto-membro do Exército pessoal de Chávez que, praticamente confessou a armação: ali não estava o corpo original do amado comandante. A militar transmitiu a informação imediatamente para Cristina que surtiu efeito. Saiu esbracejando do Velório para o hotel, avisando que não mais faria o discurso para um boneco. O presidente imposto da Venezuela, Nicolas Maduro, tentou convencê-la do contrário, sem sucesso. Cristina voltou voando para casa. A Presidenta Dilma Rousseff, que levava o ex Luís Inácio a tiracolo, foi informada do incidente. Dilma e Lula deram uma breve olhada ao caixão de Chávez, conversaram rapidamente com os presentes, e também foram embora o mais depressa possível – alegando coisas urgentes a serem resolvidas no Brasil. O exemplo de Cristina, não quiseram participar da farsa completa do sepultamento daquele que era o líder operacional-militar do Foro de São Paulo (organização que reúne as esquerdas revolucionárias, guerrilheiras na América Latina e Caribe).

 História à parte do “boneco de cera” – uma versão completamente não oficial das exéquias de Chávez - tudo em torno de sua morte soa como uma grande farsa, digna do mais cínico e mentiroso socialismo bolivariano que transformou a Venezuela em um país em decomposição política, económica e social. Tudo indica que Hugo Chávez já veio morto de Cuba, aonde morreu, não de problemas directamente relacionados ao sarcoma que sofreu metástase. O que levou Chávez realmente deste para outro mundo foi uma brutal infecção hospitalar, que lhe detonou o pulmão. Tal facto jamais será admitido oficialmente, já que a lenda dogma comunista prescreve que a ilha perdida dos irmãos Castro tem “uma das medicinas mais avançadas do mundo”. Caso  tivesse tratado no Brasil – como fizeram Dilma, Lula e o ex-presidente paraguaio Fernando Lugo, Chávez poderia estar vivinho da silva! Outro facto que a inteligência dos Estados Unidos já deixou bem evidente nos meios diplomáticos: Chávez morreu, provavelmente, no começo de Janeiro. O prolongamento mentiroso de sua vida foi apenas uma armação para permitir a inconstitucional posse de Nicolas Maduro, através da geração de um dramalhão popular em torno da torcida pela “salvação” e cura do bem amado mito Chávez.

Xicululu: - Olhar de esguelha, mau-olhado, olho gordo

O Soba T´Chingange



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Segunda-feira, 7 de Janeiro de 2013
A CHUVA E O BOM TEMPO . XXIV

VENEZUELA . ALGO GROTESCO

 O que está a suceder na Venezuela é algo de grotesco: Chavez já não reunia condições para se candidatar mas o apego ao poder falou mais alto. Depois tivemos a fase do fazer de conta que estava bem e lúcido e que fazia declarações sobre a Venezuela. Agora diz-se que está sedado. Seja como for há que mantê-lo vivo até dia 10. As ditaduras tornam-se frequentemente regimes ligados à máquina. E o corpo dos ditadores nos seus últimos dias de vida encerra o destino do regime. Por triste ironia morrer em paz e dignidade é aquilo que é negado a homens como Chavez porque a sua morte põe em causa o regime. Para cúmulo ele mesmo agoniza num país, Cuba, governado pelos Castros há mais de meio século e onde o regime se apega ao corpo de um Fidel mais ou menos mumificado. Misérias.

 Numa declaração que surpreendeu e pode indicar uma perigosa divisão na alta cúpula do poder na Venezuela, o vice-presidente do país, Nicolás Maduro, afirmou que o presidente Hugo Chávez, reeleito para novo mandato de seis anos em Outubro de 2012, manterá o cargo mesmo que não compareça à cerimónia de tomada de posse, prevista constitucionalmente para o próximo dia 10.

Hugo Chávez, operado em Cuba a um cancro pela quarta vez em 11 de Dezembro, está, segundo declarações de Nicolás Maduro, a passar por um momento complexo e delicado, sofrendo de insuficiência respiratória severa decorrente de complicações pós-operatórias. A posição de Maduro, nomeado por Chávez como herdeiro político e sucessor, contraria a constituição do país, que prevê, em caso de impedimento do chefe de Estado, que o poder seja passado ao presidente da Assembleia Nacional, que deverá convocar novas eleições em 30 dias.

Gentileza de Rosa Lima (Facebook e Correio da Manhã)

O Soba T´Chingange



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