DESDE OS TEMPOS DE DIPANDA * RELEMBRANDO
– A FUGA DE ANGOLA EM 1975 – PELA COSTA DOS ESQUELETOS. III de XI – Texto: Val King (revista Scope - África do Sul)** “Missão Xirikwata”
- Crónica 3719 – 19.12.2025
Por: T´Chingange (Otchingandji) – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto…
A maioria dos 201 refugiados veio dos portos pesqueiros de Moçâmedes e Porto Alexandre, no Sul de Angola. Poucos tinham sido vítimas, pessoalmente, de brutalidade militar. Mas tinham ouvido histórias repugnantes de assassinatos, estupros e pilhagens noutras áreas do país. E decidiram fugir para o Sudoeste Africano antes que chegasse a sua vez.
Alguns escaparam poucos dias antes dos soldados chegarem a esses centros pesqueiros. O plano inicial dos refugiados era lógico. Decidiram enganar os soldados que bloqueavam as estradas e esperavam a sua passagem para os saquear, evitando as vias principais e dirigindo ao longo da costa.
No início, eram apenas uma fila de veículos em marcha em direcção ao rio Cunene, pelo que a primeira parte do êxodo não teve grande história. Só que, quando chegassem ao destino, na margem norte, não haveria qualquer ponte sobre o Cunene. Por isso mesmo, Jorge Coelho, mecânico, tinha sido o primeiro a chegar ao local da travessia - com um camião carregado de soldaduras e peças pré-fabricadas para construir uma jangada.
Soldou todas as peças ali mesmo, na margem norte, e ficou lá, durante quase um mês, enquanto grupos de refugiados iam chegando em carros e camiões. Um refugiado até rebocou um atrelado e um barco a motor para a travessia. A jangada conseguiu transportar 61 veículos em segurança para o outro lado do Cunene.
A seguir, afundou sob o peso combinado de um camião de 20 toneladas e um carro. Três outros veículos ficaram presos no lado errado do rio. Os 201 refugiados reuniram-se então na margem sul do rio, no Sudoeste Africano, e enviaram alguns batedores para fazerem o reconhecimento, mas que encontraram apenas o deserto e nada mais do que esperavam.
A provisão de combustível também era muito reduzida. Mesmo assim, com uma fé cega nas autoridades do Sudoeste Africano, decidiram esperar e rezar por ajuda. E quando Max Kessler caiu das nuvens naquela tarde de sábado, receberam-no como se ele tivesse acabado de descer do paraíso. Max Kessler não ficou para celebrar com vinho.
Havia 201 vidas a serem salvas e ele não queria ficar de “castigo” durante a noite e dormir ao relento num clima ameaçador. Disse aos angolanos para deslocarem o acampamento para longe do rio, para o caso de um ataque surpresa na margem norte, e descolou rapidamente.
Max Kessler assim, transmitindo pelo rádio o SOS, deu início à maior missão de resgate na Costa dos Esqueletos desde o naufrágio do Dunedim Star, em 1942. Nem por um momento Max Kessler acreditou que fosse possível salvar todos aqueles veículos. A sua esperança era relativa apenas aos refugiados. Andava há 13 anos a navegar pela Costa dos Esqueletos e conhecia bem a sensação de se perder no seu próprio quintal.
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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes, durante e depois - anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos pelo mundo.
Nota 2: ** Fonte e gentileza revista Scope – África do Sul
(Continua...)
O Soba T´Chingange
PORQUE FALHAM AS NAÇÕES VI – ANGOLA . VIDAS QUEBRADAS - II
- Um livro de leitura obrigatória de António Mateus- Jornalista
- Crónica 3718 – 16.12.2025
O autor do livro António Pedro, refere que em uma era em que é socialmente inaceitável definir a pátria de um qualquer ser humano com base na raça, como aceitar 50 anos depois, milhares de pessoas já nascidas em território angolano, serem chamadas de retornadas, país de onde nunca tinham partido. Um pouco por toda a Angola, mas mais em lugares designados por mato, faziam-se pilhagens a fazendas roubando gado …
Por ali permaneciam enquanto havia algo de se comer; depois avançavam para uma outra roça repetindo as cenas, com mais violência e frequência. Todos estavam debaixo de uma angustia devastadora de força aonde a cor era de sangue. E, custava muito deixar para trás uma vida inteira de trabalho. No decorrer do ano de 1975, em Angola, os sinais degradantes do Açodo de Alvor, tornavam-se a cada dia mais notórios.
Por todo o território se ia verificando o controlo dos movimentos em suas zonas de influência e praticamente, obrigando os cidadãos a adquirirem o cartão do movimento dessas mesmas zonas. Havia até, quem com medo, se inscrevesse nos três movimentos; os signatários desse Acordo de Alvor decadente.
Na página 25 do livro de António Mateus, pode ler-se: A sete meses da independência, as unidade militares portuguesas, a quem caberia velar até lá pela segurança das populações civis, recusavam-se a meter na ordem os transgressores; por norma agressores feitos milícias, gente impreparada para manter qualquer ordem – Um Deus me livre…
Aquela indisciplina também o era assim por ordens nesse sentido e, a fim de seguir essa politica de medo. incentivo ao abandono do branco, vindo de oficiais de topo do exército português. Era a Metrópole com todo o seu esplendor libertador!... aonde prevalecia uma luta romântica com poesia revolucionária, ideologias comunas saídas dum PREC – Processo de Revolução em Curso…
E, também por altos mandatários do MFA com seu Concelho de Revolução, oficiais cultivados na senda comunista preconizada por Fidel de Castro e, demais ideólogos comunas às ordens de Álvaro Cunhal pulsando ideias assassinas vinculadas a um poder popular – Assim diziam; O povo é que mais ordena.
Criaram assim os pioneiros afectos ao MPLA a quem entregaram munições, paióis inteiros, armas e outros bens de várias unidades militares das NT – Sempre as tais NT, nossas tropas. Deram logística e até carros de combate dirigidos por militares portuguese, foram vistos apoiando gente afecta aos Comités do MPLA.
De forma mais escassa, também foram entregues armas a militares dos outros dois partidos, UNITA e FNLA; aquelas mesmas armas, G3, FN, FBP e granadas várias entre outras que foram utilizadas não só em combate entre eles. movimentos, mas também em assaltos, fuzilamentos e barbaridades contra civis.
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Nota: Com extractos do livro ANGOLA, VIDAS QUEBRADAS e impertinências de T´Chingange, o Soba
Ilustrações de Costa Araújo
(Continua...)
O Soba T´Chingange
DESDE OS TEMPOS DE DIPANDA * RELEMBRANDO
– A FUGA DE ANGOLA EM 1975 – PELA COSTA DOS ESQUELETOS… II de XI – Texto: Val King (revista Scope - África do Sul)** “Missão Xirikwata”
- Crónica 3717 – 13.12.2025
Por: T´Chingange (Otchingandji) – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto…
De alguma forma, este cenário não condizia com o clima de uma costa desértica que construíra sua horrível reputação com base em ossos humanos, navios e aviões. O motivo pelo qual não havia grandes massas de veículos espalhados pela areia era simples: normalmente, ninguém era louco o suficiente para desafiar a Costa dos Esqueletos em qualquer coisa menos do que veículos com tração às quatro rodas.
Pelos vistos, depressa o deserto iria ser compensado por essa falta de carros apropriados. Max Kessler e Nic Badenhorst depressa perceberam que havia pessoas que nunca tinham ouvido falar da Costa dos Esqueletos; duzentas e uma delas, pelo menos. Como contou mais tarde João Jardim, o líder dos refugiados, de 27 anos: “Ainda em Angola, alguns espertinhos disseram-nos que: 'Ao sul do Cunene é só conduzir 60 kms e depois chegam a uma boa estrada.
Isto é, uma boa estrada compactada feita de sal e argila que corre paralela ao mar. até chegar a uma aldeia'. Nós nunca tínhamos ouvido falar da Costa dos Esqueletos. mas mesmo que tivéssemos estado, não poderia ser pior do que em Angola”. Assim, a primeira coisa que os refugiados quiseram saber dos dois pilotos do Sudoeste Africano foi: "Onde ficam essa estrada e essa aldeia?”.
Max Kessler balançou a cabeça em descrença e desenhou um mapa. A "aldeia" mais próxima, explicou pacientemente, era a pequena estância de férias de Swakopmund, mais de 800 kms a sul. E não havia nada parecido com uma estrada nos próximos 300 kms. A única pessoa que vivia nessa desolação varrida pela areia também morava a 300 km de distância…
Esse local é em Mowe Bay! Referiam-se a Ernst Karlowa, um guarda-florestal da reserva de caça Kakaoveld alcançando dali o mar, através das muitas dunas do deserto que sempre iam mudando de posição por efeito do vento forte persistente. Pelo meio existe apenas um acampamento policial temporário para patrulhas ocasionais, em Rocky Point, e um barraco abandonado em Angra Fria.
- E, nada mais havia que um mar de areia governado por ventos fortes que tentam enterrar qualquer coisa que se cruze no seu caminho. Como enterraram vários navios naufragados, que jazem agora a uns quilómetros, terra adentro. Esta costa de diamantes, deserto e morte é cercada pelas ondas do mar e pelas correntes do Atlântico, a Oeste, e pelas formidáveis montanhas Baines e Brandberg, a Leste.
É um lugar onde os rios são apenas “mulolas”, que só levam água quando chove, nomes num mapa e, onde marinheiros naufragados morreram de sede a olhar para um oceano de água. No entanto, de alguma forma outras criaturas conseguem sobreviver por ali como focas, chacais, pássaros marinhos, como o corvo marinho e hienas que os atacam.
Por vezes deserto adentro, há manadas de elefantes que sobrevivem fazendo buracos nas mulolas para extraírem água. Lugares com esparsas acácias com vagens da qual se alimenta,. Também se encontram orixes no Kakaoveld.; já foram vistos leões em Angra Fria. É um deserto temido pelos homens que melhor o conhecem. No entanto, aqui estava a maior caravana a chegar à Costa dos Esqueletos - nas mãos de gente que ingenuamente pensava ter deixado o inferno para trás, em Angola, e não tinha a menor ideia de que tinha um deserto infernal pela frente.
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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes, durante e depois - anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos pelo mundo.
Nota 2: ** Fonte e gentntileza revista Scope – África do Sul
(Continua...)
O Soba T´Chingange
DESDE OS TEMPOS DE DIPANDA *
RELEMBRANDO – A FUGA DE ANGOLA EM 1975 – PELA COSTA DOS ESQUELETOS… I de XI
– Texto: Val King (revista Scope – África do Sul)
- Crónica 3716 – 12.12.2025
Por: T´Chingange (Otchingandji) – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto…

A história de Angola e Portugal naquele ano de 1975 do século XX, cinquenta anos atrás, é aqui relembrada por Victor Torres, como mais um episodio ou odisseia no processo de descolonização de um território a que se chamava de Província Ultramarina Portuguesa. Assim se irá descrever o desespero de quem é abandonado pela pátria mãe, gente que fugiu com escassos pertences que foram sendo largados nas areias da Costa dos Esqueletos do Sudoeste Africano, actual Namíbia…
Foz do Cunene / Namíbia. De um lado, mares agitados; do outro, o deserto mais cruel do mundo. O desespero para a morte ou a liberdade pela Costa dos Esqueletos. Um texto de: Val King (revista Scope – África do Sul). Desde que Moisés conduziu os israelitas do Egipto até à Terra Prometida, nunca houve igual êxodo em massa de um país africano. Na sua louca luta por segurança, 200 refugiados angolanos, sem o saberem, enfrentaram involuntariamente a região mais hostil do mundo.
O Major "Blue" Max Kessler mergulhou a asa do seu Comanche bimotor de forma acentuada para ter uma panorâmica melhor. A visão lá embaixo era suficiente para o fazer desatar a rir se não fosse tão dolorosa. Foi a coisa mais incrível que alguma vez tinha acontecido na história da Costa dos Esqueletos, famosa pelos seus naufrágios.
Abaixo, na margem sul do rio Cunene, estava a mais estranha fila motorizada que se atreveria a imaginar. Sessenta e um veículos de todas as marcas, carregados com os despojos de uma vida e transportando 201 refugiados angolanos, desde um bebé de um mês ainda não baptizado a uma rapariga grávida de 17 anos e incluindo avós viúvas vestidas de preto.
Uma estranha fila determinada a enfrentar o deserto mais perigoso do mundo. O suficiente para fazer os esqueletos desta “Costa da Morte” girarem nas suas sepulturas arenosas. Max Kessler, batedor do Esquadrão 112 do Sudoeste Africano, esperava encontrar um carro ou dois atolados na areia, enquanto percorria a costa do deserto em busca dos refugiados.
Refugiados que fugiam do terror de Angola, mas, afortunadamente, já encontrou metade dos carros e camiões em duas localidades piscatórias...! Como recordam depois: "Parecia uma fila para uma corrida no autódromo de Kyalami (África do Sul), ao estilo português". Max Kessler e seu companheiro, major Nic Badenhorst, ambos surpresos, voavam baixo.
E, sob pesadas nuvens costeiras, pousaram suavemente num banco de areia firme, o suficiente para sustentar o peso do avião. Foram então recebidos num cenário que mais parecia um campo de férias do que um amontoado de refugiados perplexos, presos entre o banho de sangue de Angola e o deserto hostil da Costa dos Esqueletos.
As crianças brincavam construindo castelos de areia. Os homens haviam assado um porco no espeto, prontos para a longa jornada rumo ao Sul. Quando Max Kessler e Nic Badenhorst saíram da avioneta, os angolanos quase os beijaram de alegria, prontos para festejar a sua chegada com vinho. Havia varais pendurados entre os camiões e as mães lavavam fraldas e outras roupas nas águas do Cunene; felizmente ali, não havia crocodilos …
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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes, durante e depois - anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos pelo mundo.
Nota 2: ** Fonte e gentntileza revista Scope – África do Sul
(Continua...)
O Soba T´Chingange
DESDE OS TEMPOS DE DIPANDA *
- XIV CONGRESSO DA UNITA – Adalberto da Costa Júnior, foi reeleito Presidente da UNITA…
- Crónica 3715 – 06.12.2025
Por: T´Chingange (Otchingandji) – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto…
Através da Agência LUSA - Adalberto Costa Júnior foi reeleito no domingo, dia 30 de Novembro presidente da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), derrotando Rafael Massanga Savimbi na corrida à liderança do maior partido da oposição angolana. ACJ, conquistou a preferência de 1.100 dos 1.210 delegados votantes, obtendo 91% dos votos, segundo a ata lida pelo coordenador da comissão eleitoral Alcides Sakala, cabendo os restantes a Massanga Savimbi - 9%.
Adalberto Costa Júnior lidera a UNITA desde 2019, num percurso marcado por um "preço político" e "resiliência" elevados, como disse o próprio na manhã, pouco depois de votar, referindo-se ao seu primeiro mandato "irregular" de dois mais quatro anos: dois primeiros anos resultantes do congresso de 2019 e quatro anos decorrentes do congresso repetido de 2021 até ao conclave recentemente realizado.
A primeira eleição de Adalberto Costa Júnior para a presidência da UNITA ocorreu a 15 de Novembro de 2019, no XIII Congresso Ordinário, quando o então líder da bancada parlamentar do partido obteve 594 votos em 1.111, cerca de 53%, sucedendo a Isaías Samakuva, que chefiou a formação politica durante 16 anos, após a corte de Savimbi
Esse congresso viria a ser anulado pelo Tribunal Constitucional em Outubro de 2021, na sequência de uma acção interposta por militantes da UNITA. O tribunal concluiu pela nulidade do XIII Congresso, de 2019, invocando "irregularidades à dupla nacionalidade" de Adalberto Costa Júnior à data da candidatura e violação dos estatutos do partido.
Na sequência dessa decisão, a UNITA realizou um novo congresso em Dezembro de 2021, no qual Adalberto Costa Júnior voltou a ser eleito. Dessa vez, apresentou-se como candidato único, reunindo mais de 96% dos votos dos delegados presentes, e consolidou a sua liderança no partido do em vésperas das eleições gerais de 2022, em que foi cabeça de lista, obtendo o melhor resultado de sempre para o partido.
Com a reeleição, Adalberto Costa Júnior consolida a sua posição na liderança partidária e mantém-se como principal rosto da oposição angolana. Logo a seguir às eleições presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, nomeia o candidato derrotado ao 14.º congresso ordinário da UNITA, Rafael Massanga Savimbi, como Vice -Presidente da bancada Parlamentar da UNITA
Sem perder tempo, Rafael Massanga Savimbi na nova qualidade de Vice- Presidente, assinando-se como Deputado nomeia e felicita na primeira pessoa os quadros por si nomeados para os desafios do Partido UNITA citando-os: de colegas, a saber::
1.º Arlete Imbinda - Vice-Presidente para a Área Político-Social da UNITA
2.º Simão Dembo - Vice-Presidente para Administração e Património da UNITA
3.º Álvaro Daniel Quicuamanga - Vice-Presidente para Organização e Administração Eleitoral da UNITA
4.º Liberty Chiyaka - Secretário-Geral da UNITA
5.º Albertina Navemba Ngolo - Presidente do Grupo Parlamentar da UNITA
Rafael Massanga Savimbi terminou assim dando os parabéns com os desejos de fazer acontecer para se atingirem as metas de 2027!
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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes, durante e agora - anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos pelo mundo.
Nota 2: ** Fonte e gentileza de UNITA Kilamba - Luanda
(Continua...)
O Soba T´Chingange
PORQUE FALHAM AS NAÇÕES V – ANGOLA . VIDAS QUEBRADAS - I
- Um livro de leitura obrigatória de António Mateus - Jornalista
- Crónica 3714 – 04.12.2025
Por: T´Chingange (Otchingandji) – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
Decorridos que são cinquenta anos após a independência de Angola, a 11 de Novembro do ano de 1975, o tempo não fez esquecer as muitas e variadas odisseias da fuga à morte. Os brancos, maioritariamente, alguns já de terceira geração, foram forçados a fugir e, por força de uma guerra entre três beligerantes; um dos quais que tomou o poder com auxilio das forças militares portuguesas adstritas ao Movimento das Forças Armadas - MFA .
A fuga teve inicio por terra e de variados lugares com destino a sul, das chamadas “terras do fim do mundo”; também pelo ar através da chamada “Ponte Aérea” e por ar, em barcos de pesca costeira, alguns dos quais naufragaram ao longo da Costa dos Esqueletos no então Sudoeste Africano, um protectorado da África do Sul, a Mania.
O chamado “Acordo de Alvor” tornou-se um paradoxo à história Lusa; um papel rasgado pelo então movimento do MPLA, com a implícita ajuda das forças do MFA, por via de oficiais militares esquerdistas. Militares seguidores da ideologia Marxista, Leninista preconizada pelo Partido Comunista e, nesse então, às ordens de Cunhal do M´Puto. Alguns destes militares nem saberiam bem o que eram, mas em verdade, traíram mais de meio milhão de patriotas.
Mais de 500 mil portugueses, brancos, pretos e mestiços que tinham suas vidas naquele território - Angola. Gente que tudo deixou, um abandono confrangedor que perturbou e muito, os contadores de feitos nobres Lusos, os ditos historiadores e uma reticente parte do povo português consciente. Em verdade todos o foram culpados usando o “vinticinco” como causa ou justificação. Uma mentira encapotada chamada de “Descolonização”.
Gente que tudo deixou, gente que ficou sem nada, sem moral, sem perspectivas e com um futuro imprevisível. Em suma, gente traída. A pertença de um ser humano ao território onde nasceu, independentemente de sua raça e sua crença foi pelo ralo, simplesmente ficou sem efeito. Os brancos, foram assim expulsos, expulsados pela traição de uns quantos oficiais militares do M´Puto (Metrópole). E, todos bateram palmas!
Os chamados de retornados, que foram para além de traídos, pilhados, vilipendiados, atrocidades, abandonados, só lhes restou fugir, salvar suas vidas. O livro em causa, escrito de forma muito suave, descreve a fuga de milhares de populares saídos do Huambo (Nova Lisboa) e Lubango (Sá da Bandeira), uma pequena parte daquilo que foi o maior êxodo da História Lusófona.
E, o único vinculo que a maior parte tinha com a então Metrópole (M´Puto), para além da língua, era o pagamento de impostos, alimentando a tal nação longínqua, a terra do “terreiro do paço”, da santa terrinha; alimentando as NT- Nossas Tropas, suas comissões e, um sem fim de ministérios dos quais se destacam o “Ministério do Ultramar” entre outros …
E, sabe-se hoje que os movimentos de libertação de Angola com acção incipiente naquele ano de 1975, já tinham em mente ao assinar o Acordo de Alvor, rasgá-lo como coisa a ser desrespeitada e, fundamentalmente tendo como mentores os Oficiais do Concelho da Revolução do M`Puto em disputar o poder pela força criando um partido monstro, o tal chamado de MPLA (já derrotado em 1975). Sim! O CR - Concelho da Revolução renasceu o defuntado MPLA, dando-lhe armas, logística com inteliligence para alem de financiamento…

Nota: Com extractos do livro ANGOLA, VIDAS QUEBRADAS e impertinências de T´Chingange, o Soba
(Continua...)
O Soba T´Chingange
DESDE OS TEMPOS DE DIPANDA *
- Em tempo de XIV CONGRESSO DA UNITA – Suspeitas de truque visto pelo General Kamalata Numa a uma violação à constituição da Nação - Luanda.**
- Crónica 3713 – 21.11.2025
Por: T´Chingange (Otchingandji) – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto…
Pelo General Kamalata Numa no Huambo a 16/11/2025 é dito: A decisão anunciada pela direcção do MPLA de substituir Carolina Cerqueira por Adão de Almeida em pleno momento do Congresso da UNITA, e, no auge da tensão do “terceiro mandato” e às vésperas do próprio Congresso do MPLA, não é um simples movimento administrativo. É antes, uma tentativa deliberada de reconfigurar a linha de comando institucional do Estado para blindar o projecto pessoal de João Manuel Gonçalves Lourenço, mesmo que isso implique violar a estrutura constitucional da República de Angola.
O que está em causa não é Carolina Cerqueira. O que está em vista é o Poder Legislativo da República de Angola que, por consequência, é posta em causa a República - ela mesma. A filosofia política explicita que há dois caminhos para se forjar a tirania: Sendo assim temos que: PRIMEIRO CAMINHO - A concentração do poder pela força; e, a manipulação silenciosa das instituições até que a lei deixe de ser limite e passe a ser instrumento; SEGUNDO CAMINHO - o mais perigoso, porque se apresenta como “normalidade institucional” que é o que se observa em Angola. A substituição da Presidente da Assembleia Nacional por via de uma deliberação partidária, sem processo regimental, sem eleição parlamentar e possivelmente por uma figura que não é deputado efectivo, constitui um ataque frontal ao princípio filosófico que estrutura qualquer democracia digna: o Estado é regido por leis, não por vontades.
Quando um partido decide quem preside um órgão de soberania sem recorrer aos mecanismos formais desse órgão, o que se afirma é uma filosofia política totalitária: a vontade do Presidente a prevalecer sobre a Constituição. A Constituição determina que a Assembleia Nacional tem autonomia organizativa, o que inclui a eleição, substituição e funcionamento da sua Mesa. Nenhum órgão externo - muito menos um órgão interno de um partido político, pode decidir quem preside a Assembleia Nacional. Tal interferência ofende directamente o princípio constitucional da separação de poderes e viola o artigo 160 da Constituição.
O Regimento é claro: - Artigo 18.º: o Presidente da Assembleia é eleito entre deputados proclamados; - Artigo 19.º: a Mesa definitiva resulta de eleição em sessão plenária; - Artigo 20.º: qualquer substituição exige processo formal de “passagem de pastas”. Nenhum destes passos foi sequer anunciado, quanto mais cumprido. Se Adão de Almeida não for deputado efectivo, a sua designação é materialmente inconstitucional, pois o Regimento não admite Presidente da Assembleia que não tenha mandato parlamentar. Assim sendo, qualquer alteração na Mesa requer: Proposta formal; Debate; Votação em plenário; Acta; e Publicação no Diário da República. Nada disso pode ser substituído por “decisão do Bureau Político”. Logo, do ponto de vista jurídico, a decisão é: Inexistente (não nasce para o ordenamento jurídico, por falta de forma); Nula (porque contrária à Constituição e ao Regimento); e Usurpadora de poderes (porque um órgão partidário não tem competência sobre órgãos de soberania). A crise não está na Assembleia. Está no Palácio Presidencial.
O MPLA procura: Primeiro - controlar preventivamente o Parlamento; Segundo - alinhamento da Mesa da Assembleia com a agenda do “terceiro mandato”, Terceiro - neutralizar qualquer possibilidade interna de resistência e, Quarto - produzir jurisprudência partidária que legitime retroactivamente acções ilegais. A escolha de Adão de Almeida - um jurista moldado na engenharia constitucional que permitiu a eleição indirecta de 2017 e as manipulações subsequentes - revela a intenção: blindar juridicamente um projecto político ilegal. É a transformação da Assembleia Nacional num departamento jurídico do Executivo. A substituição forçada é um sinal de que o regime entra numa fase de: Governabilidade coerciva; Produção acelerada de normas para auto-protecção; Perseguição às candidaturas alternativas no MPLA; Subjugação total do Parlamento ao Executivo; e Reversão das liberdades e pluralidades que ainda sobrevivem.
É previsível que o regime percorra os seguintes passos: Primeiro - Ocupar a Presidência da Assembleia com um quadro jurídico fiel ao Presidente. Segundo - Emitir pareceres e interpretações “criativas” que deem suporte ao terceiro mandato. Terceiro - Filtrar ou impedir candidaturas internas no MPLA, para produzir um Congresso controlado. Quarto - Condicionar a agenda legislativa para impedir fiscalizações reais, audições, ou iniciativas opositoras. Quinto - Bloquear, reinterpretar ou anular instrumentos de fiscalização do Executivo. Sexto - Legitimar internacionalmente a narrativa de “normalidade constitucional”, ocultando a manipulação.
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O que se apresenta como simples mudança da Mesa é, portanto, um movimento de captura total do poder político e jurídico, a caminho da suspensão material da democracia angolana. Do ponto de vista jurídico-constitucional: Fere a autonomia do Parlamento; Viola o Regimento; Subverte a Constituição; e Constitui usurpação de poderes de um órgão de soberania. Do ponto de vista político: É instrumento para viabilizar o terceiro mandato; Reorganiza o regime para um ciclo autoritário; e Desestabiliza o equilíbrio entre Executivo e Legislativo. Do ponto de vista filosófico: representa o triunfo da vontade sobre a lei; e Confirma que o regime abandona a racionalidade republicana para adoptar uma lógica de poder absoluto.
Em síntese: não é apenas a substituição de Carolina Cerqueira. É a substituição da Constituição pela vontade do Presidente. É a substituição da República por um projecto de poder pessoal. Verificados na prática destes pressupostos, urge a mobilização de todos deputados na Assembleia Nacional para anulação desse simulacro pelo voto secreto de acordo com o Regimento Interno da Assembleia Nacional, incluindo o voto dos Deputados do MPLA. Os Deputados desta vez não devem votar de mão levantada. A sociedade civil deve-se manifestar para impor o respeito pela soberania popular. A nuvem da Argentina já passou e deixou Angola com os seus reais problemas.
Unidos venceremos a tirania…
OBRIGADO!
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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes, durante e agora - anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos pelo mundo.
Nota 2: ** Fonte e gentileza de UNITA Kilamba - Luanda
(Continua...)
O Soba T´Chingange
DESDE OS TEMPOS DE DIPANDA *
- XIV CONGRESS - Comissão Organizadora - 50 anos de independência de Angola - Luanda.**
- Crónica 3712 – 20.11.2025
Por: T´Chingange (Otchingandji) – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
Candidato N.º 1 ao cargo de Presidente da UNITA, Rafael Massanga Savimbi
Candidato N.ª 2 ao cargo de Presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior
O Secretariado Executivo do Comité Permanente da Comissão Política da UNITA emitiu em tempo a declaração que aqui se transcreve na integra, a saber: DECLARAÇÃO ALUSIVA AOS 50 ANOS DA INDEPENDÊNCIA DE ANGOLA - Por ocasião do quinquagésimo aniversário da Independência de Angola, a União Nacional para a Independência Total de Angola - UNITA, saúda o povo angolano, verdadeiro protagonista da luta pela libertação nacional e detentor exclusivo da soberania nacional, conquistada a 11 de Novembro de 1975, com o derrube do regime opressor e colonialista português.
Volvidas cinco décadas desde o fim do domínio colonial, a UNITA orgulha-se e regozija-se de ter participado, decisivamente, da gesta heróica construtora das nobres conquistas do povo angolano, tais como a Independência Nacional, a Democracia Multipartidária, a Economia de Mercado e a Paz.
Com responsabilidade histórica, a UNITA reconhece que o país continua a enfrentar enormes desafios que comprometem a afirmação do Estado Soberano de Angola e o ideal de uma Angola livre, justa e reconciliada pela qual muitos patriotas deram as suas vidas.
Ao fazermos uma retrospectiva do caminho percorrido, constatamos com profunda preocupação:
- Os altos níveis de exclusão social, económica, política e cultural, que marginalizam grande parte da população, sobretudo os jovens, os veteranos da pátria e antigos combatentes, os ex-militares, as comunidades rurais e as mulheres de todos os segmentos sociais;
- A ausência de uma verdadeira reconciliação nacional, capaz de unir os angolanos em torno de uma memória compartilhada e um próspero destino comum;
- A extrema pobreza que aflige milhões de famílias, contrastando com a ostentação de uma minoria, num país dotado de imensas riquezas naturais;
- E, acima de tudo, a falta de um reconhecimento genuíno e equitativo dos verdadeiros Pais da Independência de Angola - Álvaro Holden Roberto e Jonas Malheiro Savimbi no mesmo patamar com António Agostinho Neto, enquanto signatários do Acordo do Alvor.
Pois, é graças às suas lideranças que foi possível a libertação do nosso país do jugo colonial. A UNITA considera que a história de Angola deve ser contada na íntegra e com verdade. O processo de libertação nacional foi uma epopeia história, construída por vários movimentos, líderes e milhares de combatentes anónimos. Negar esse legado plural é perpetuar a divisão e a injustiça histórica.
Ao celebrar os 50 anos da independência nacional, a UNITA saúda o Congresso Nacional de Reconciliação de iniciativa da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé, CEAST, que se constituiu numa plataforma e oportunidade de profunda reflexão sobre o passado comum e de projecção de um futuro melhor para o nosso país. A UNITA exorta todos os angolanos, sem distinção, a olhar para o futuro com sentido de responsabilidade e comprometimento patriótico. É tempo de reconciliarmos o país com a sua própria história, de resgatar os valores da verdade, da justiça e da fraternidade e de colocar o cidadão no centro das políticas públicas.
A independência política só será plena quando for acompanhada da libertação social e económica. Só será plena quando cada angolano puder viver com dignidade, participar livremente na construção do seu destino e ser reconhecido o seu contributo para a edificação da nação.
Neste marco histórico, a UNITA reafirma o seu compromisso com:
- A construção e consolidação de um Estado Democrático de Direito, onde impere a justiça, a transparência e a igualdade de oportunidades, com as autarquias institucionalizadas e funcionais em todo o território nacional;
- A promoção da Reconciliação Nacional fundada na verdade e respeito à memória histórica inclusiva;
- E a luta pela dignidade e prosperidade de todas as famílias angolanas.
A UNITA augura que os 50 anos de independência sirvam não apenas para comemorar a glória do passado, mas, sobretudo, para renovar a esperança num futuro melhor, onde a liberdade se traduza no desenvolvimento, na paz e na unidade nacional.
Viva o 11 de Novembro - Viva os pais da Independência - Viva a nossa Angola
O Secretariado Executivo do Comité Permanente da Comissão Política da UNITA - Luanda, 10 de Novembro de 2025
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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes, durante e agora - anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos pelo mundo.
Nota 2: ** Fonte Secretariado Executivo do Comité Permanente da Comissão Política da UNITA - Luanda
O Soba T´Chingange
DESDE OS TEMPOS DE DIPANDA *
- Congresso Nacional da Reconciliação inserido nos eventos dos 50 anos de independência de Angola - Luanda.**
- Crónica 3711 – 08.11.2025
Por: T´Chingange (Otchingandji) – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
Por iniciativa da CEAST (Conferência Episcopal de Angola e São Tomé) teve início, em Luanda, o Congresso Nacional da Reconciliação. O evento insere-se nas celebrações dos 50 anos da Independência de Angola, a assinalar-se no próximo dia 11 de Novembro e, que decorre sob o lema “Eis que faço novas todas as coisas” (Apocalipse 21:5).
Estando Angola em um estado de inquietação social, efervescência consistente em manifestações populares, esta Conferência Episcopal de Angola e São Tomé através da sua Comissão Episcopal de Justiça, Paz e Integridade da Criação. Propõe-se efectivar com elevação em um momento de introspecção colectiva, a cura histórica e restauração de esperança nacional.
O Congresso Nacional da Reconciliação, por via directa de seus Bispos, durante dois dias (6 e 7 de Novembro), reuniu mais de 600 delegados provenientes das 21 províncias do país reflectindo sobre o percurso de Angola ao longo de cinco décadas de independência.
Na sessão de abertura, Dom José Manuel Imbamba, Presidente da CEAST e Arcebispo de Saurimo, deu as boas-vindas aos participantes e sublinhou o espírito que norteia o congresso. “Trata-se de um exercício de auto-acusação e não de acusação do outro. Queremos afirmar os princípios da justiça restaurativa, assentes na co-responsabilidade, reconhecendo que todos temos alguma dose de culpa no que aconteceu e acontece em Angola.”
“Vivemos meio século como nação livre. É um ponto de inflexão a partir do qual somos chamados a pensar em coisas novas”, afirmou Dom Zeferino Zeca Martins, Presidente da Comissão Episcopal de Justiça. Os delegados são convidados a reflectir à luz da diversidade de opções e realidades que caracterizam o povo angolano, e a sair do Congresso unidos num compromisso comum de reconstrução da nação…
O prelado Dom José Manuel Imbamba, acrescentou que o lema do encontro é um “convite a recriar a humanidade e a buscar caminhos edificantes”. Num tempo em que o mundo se fragmenta em bolhas e intolerâncias, a reconciliação propõe um caminho de superação das feridas herdadas do passado. Não é um apelo à amnésia, mas à transformação da dor em memória construtiva, da diferença em força, da injustiça em compromisso ético.
Kamalata Numa, um alto quadro da UNITA que marcou presença, afirmou sabiamente que “o pó da estreiteza humana dignifica-se diante da reconciliação”; este evento será um marco histórico e espiritual no processo de cura nacional, um convite a olhar para dentro de nós - como pessoas e como nação . e reconhecer o “pó” da estreiteza humana que tantas vezes nos impede de caminhar juntos, salientou.
Reconciliação é política e espiritualidade ao mesmo tempo: é compromisso concreto com a justiça, com a verdade e com a vida. É o reconhecimento de que nenhum projecto de futuro é sustentável se for construído sobre rancores ou exclusões. E, de novo lembrou: -“Que o pó da estreiteza humana não obscureça a luz da reconciliação. Que o espírito deste Congresso se traduza em práticas de escuta, solidariedade e serviço ao próximo. A este momento de alta dignidade para a governação de Angola, sua Exa, o senhor Presidente da Republica João Lourenço fez a triste figura de NÃO COMPARECER. Vá-se lá entender este mau presságio…
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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes, durante e agora - anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos pelo mundo.
Nota 2: ** parcialmente, Fonte: Club-k.net e Anastácio Sasembele- Luanda
Ilustrações de Assunção Roxo e Pombinho da EIL
(Continua...)
O Soba T´Chingange
PORQUE FALHAM AS NAÇÕES IV – Daron Acernogiu e James Robinson
ORIGENS DO PODER – DIOGO CÃO NO CONGO
- Crónica 3710 - 06.10.2025
- Escritos boligrafados na desordem mundial, actual
Por: T´Chingange (Otchingandji) - O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
Por toda a áfrica austral se deu incremento a novas experiências económicas promissoras alastrando sua expansão até ao Cabo de África. No Congo, o rei N´Zinga N´Kuwo, tornou-se muito poderoso formando um exército de 5000 homens e feito prisioneiros muitos súbditos que em seguida eram vendidos como escravos.
Em verdade, o rei não tinha incentivos para adaptar o arado em grande escala ou tornar o aumento da produtividade agrícola a sua prioridade – exportar escravos era bem mais lucrativo.
E, parece ser verdade que os africanos confiam menos uns nos outros do que em indivíduos de outras partes do Mundo. A possibilidade de serem capturados e vendidos como escravos influenciou, seguramente, a confiança que os africanos depositavam entre si ao longo da história.
Acedendo a vários documentos contemporâneos e neste particular ao Acordo de Alvor na vizinha Angola, assinado entre os três movimentos de libertação em Angola, MPLA, UNITA e FNLA e Portugal, se vivenciaram excessos de comportamento, não conseguindo superar entendimentos entre si.
Estes três movimentos não conseguiram superar-se em um Governo de Transição formatado para o efeito de se independazarem, descambando para confrontos fratricidas e, que levaram à morte de milhares de cidadãos angolanos; chacinas de povoações mesmo antes do dia da independência programada para 11 de Novembro do ano de 1975.
Os chamados Movimentos de Libertação, ao assinarem aquele documento, tinham já em mente descumprir o assinado acordo procurando desde logo a disputa ao poder pela força das armas impondo suas “legitimidades” pela lei da bala sobressaindo ódios; ódios nada diferentes daqueles longínquos tempos de Diogo Cão e N´Zinga N´Kuwo
Daqui concluir-se que ao invés de se entenderem e já depois de um e outro acordo de paz e término da guerra civil para bem do povo, continuam hodiernamente sem facilitar o exercício de plena democracia, adulterando e dificultando a propósito, todas as regras de proporcionar alternância ao poder.
Nos séculos XV e XVI portugueses e holandeses que visitaram o Congo, comentaram a “pobreza miserável” que ali se vivia; o comércio e demais actividades mercantis eram controladas pelo rei e, só os que estavam associados a este, tinham acesso a elas. Passados cinco séculos, tudo continua muito igual só que o rei deu lugar a um presidente e este, N´Zinga N´Kuwo, o rei, chama-se agora João Lourenço, o presidente…
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Nota: Com extractos do livro "Porque Falham as Nações" e vivências de T´Chingange, o Soba…
O Soba T´Chingange
DESDE OS TEMPOS DE DIPANDA *
- Comemoração dos 50 anos de independência de Angola . III - 6 milhões de USA $ para levar Messi e a selecção argentina a Luanda.
- Crónica 3709 – 31.10.2025
Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
O anúncio inicial foi feito em Novembro de 2024, quando o Presidente angolano e líder do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), João Lourenço, anunciou à juventude do partido ter feito um convite à Argentina para defrontar os Palancas Negras. Mas, a sociedade civil angolana exige uma investigação sobre a origem dos cerca de 6 milhões de dólares destinados ao financiamento do jogo amistoso.
Esta, exorta a Procuradoria-Geral da República a investigar a origem dos cerca de 6 milhões de dólares que serão pagos à Federação Argentina de Futebol (AFA) para a realização desse jogo. Recentemente, o “empresário” e político Bento Kangamba assumiu publicamente ser um dos três empresários orientados pelo Presidente da República para financiar a deslocação da selecção argentina a Angola. Mas que grande embuste! Mas afinal o PR, JL, orientou empresários para este embuste?
Pois assim parece porque de acordo com o empresário e político Bento Kangamba, o Presidente da República terá orientado três empresários nacionais a financiar a deslocação da equipa argentina de futebol para Angola, para defrontar a selecção local no dia 11 de Novembro…
Ele Bento Cangamba, sobrinho de José Eduardo dos Santos disse: "Eu estive lá, e ouvi o Presidente a orientar três empresários para encontrar formas de conseguir patrocinar este evento, um dos empresários sou eu", revelou Bento Kangamba – Cuncamano!?
O principal partido da oposição, a União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), criticou os gastos, que estimou em 20 milhões de dólares (cerca de 18,5 milhões de euros), enquanto a população "está a morrer de malária e de fome", e organizações da sociedade civil.
Segundo o portal Sport News Africa, o governo de Angola pagará cerca de 12 milhões de euros (R$ 76 milhões) à Associação de Futebol da Argentina (AFA) para garantir a presença de Lionel Messi, Julián Álvarez, Lautaro Martínez e outras estrelas. Uau!!!
Outras selecções, como o Marrocos, chegaram a manifestar interesse em enfrentar os argentinos, mas o valor oferecido por Angola- foi determinante para fechar o acordo com Argentina. E, segundo o pontal Sapo: aquele montante gasto para o encontro está a gerar polémica.
As selecções de futebol angolana e argentina vão defrontar-se num jogo particular, pedido que surgiu após a morte de 30 pessoas durante tumultos na capital, sublinhando que o apelo "representa um grito de consciência diante da dolorosa realidade vivida por milhões de angolanos - que contrasta com a ostentação e os gastos milionários na organização do evento".
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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos espalhados pelo mundo.…
(Continua...)
O Soba T´Chingange
DESDE OS TEMPOS DE DIPANDA *
- Comemoração dos 50 anos de independência de Angola . II - UNITA quer Savimbi e Holden Roberto reconhecidos por mérito em vez de perdão
- Crónica 3708 – 27.10.2025
Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
JL, chefe de estado disse: - Este é o Estado da Nação, que juntos estamos a construir há 50 anos", incentivou o chefe do executivo angolano, saudando a Independência nacional - (Seria bom que assim o fosse)… Relembra que o Acordo de Alvor foi assinado a 15 de janeiro de 1975, na vila com o mesmo nome no Algarve (Portugal), marcando o início do processo de transição para a independência de Angola.
Terei de relembrar que o próprio Almeida Santos, agora galardoado ou homenageado, disse à bem pouco tempo que o Acordo de Alvor era um papel a ser rasgado; coisa sem valor. Isto denota o quanto os militares e ditos dignatários portugueses de então tinham em mente, uma fraude para enganar nós e o Mundo em geral.
E, sou eu que digo: Enganando a propósito todos os cidadãos residentes em Angola, entregando marketing ué, acesso ramento, armas, munições, carros de combate e instrução, logística com meios de informação, fomentando até o ódio com técnicas elaboradas para levar ao poder o MPLA. Criando milícias de morte a favor do MPLA como os pioneiros e criminosos de sangue.
Todos fomos defraudados mas, foi assim que aconteceu e é nisso que sustentaremos a história inicial de Angola – da sua liberdade. Nesta sessão, o presidente da UNITA frisou que foi um processo muito longo e "absolutamente desnecessário" para invocar um perdão para os verdadeiros intervenientes que assinaram essa tal acordo.
E, ACJ refere que "Nós fomos todos chamados a ouvir que, finalmente, há um atribuir, mas eu confesso -- não ouvi mal -- acabo de ver o livro 8do discurso) e o livro refere em nome do perdão", realçou ACJ. Para Adalberto da Costa Júnior, o político presidente da UNITA, o reconhecimento aos pais da nação "por perdão" não é a melhor via nem "a mais correta"…
"Aqueles que lutaram pela independência nacional entregaram o melhor que tinham de si, todos o fizeram num âmbito de voluntarismo, o reconhecimento é um reconhecimento para todos, de mérito, profundamente de mérito, nunca por perdão", reforçou...
Naquele então os acordos previam a criação de um Governo de Transição composto por representantes dos quatro signatários e a proclamação da independência a 11 de Novembro de 1975, mas rapidamente se desfez devido a divergências políticas e militares entre os movimentos, levando ao início da guerra civil que se prolongou até 04 de abril de 2002.
A concluir -"Nós todos teríamos participado na festa daquilo que são os 50 anos”. Desnecessariamente se levou a este percurso e ainda assim hoje se diz pelo perdão. Perdão porquê? Por terem lutado pela independência, quem lutou pela independência deve ser perdoado para ser reconhecido, acho que não", vincou Adalberto da Costa Júnior …
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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos espalhados pelo mundo.…
O Soba T´Chingange
DESDE OS TEMPOS DE DIPANDA *
- Comemoração dos 50 anos de independência de Angola . I - UNITA quer Savimbi e Holden Roberto reconhecidos por mérito em vez de perdão
- Crónica 3707 – 26.10.2025
Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
Nas condecorações realizadas pelo governo angolano no âmbito dos 50 anos da independência foram homenageadas mais de 700 personalidades em diversas áreas. As listas são extensas tendo sido distribuídas por diferentes cerimónias, ao longo de 2025. O governo de João Lourenço (JL), condecora vários portugueses, entre os quais Cunhal e Rosa Coutinho.
Só recentemente, Outubro de 2025, JL anuncia que os líderes históricos Jonas Savimbi (UNITA) e Holden Roberto (FNLA), signatários dos Acordos de Alvor, vão ser condecorados com a Medalha Comemorativa dos 50 anos da Independência Nacional. Com um discurso de mais de três horas, JL afirma que em todos os domínios da vida nacional, como um tributo "ao espírito do perdão, da paz e da reconciliação nacional".
Aquela visão na forma de PERDÃO é efusivamente protestada pelo líder da UNITA, Adalberto da Costa Júnior. ACJ, que afirma ser um desprezo incompreensível esquecer-se, a propósito os ditos pais da nação a saber, Jonas Savimbi e Holden Roberto, dando primazia a Agostinho Neto, líder do MPLA. Tudo uma afronta descarada!
De salientar que figuras polémicas fora do âmbito de Angola, já o tinham sido homenageados Cunhal, Almeida Santos, Melo Antunes, Rosa Coutinho, Sérgio Vilarigues e Vital Moreira: os cinco primeiro a título póstumo, são distinguidos com uma distinção atribuída a “personalidades e colectivos cujas acções marcaram de forma relevante a trajectória histórica de Angola, em defesa da independência, da paz e do desenvolvimento”.
Ora, sucede, que esta decisão de distinguir os fundadores da UNITA e da FNLA surge após críticas e polémica lancadas por ACJ pela ausência destes nomes nas listas de condecorações já atribuídas. E, JL, assim discursa: "É neste quadro, no espírito do perdão, da paz e da reconciliação nacional, da unidade da Nação, que vamos estender este reconhecimento nacional aos signatários dos Acordos de Alvor, atribuindo a todos eles a medalha comemorativa dos 50 anos da Independência Nacional".
JL declarou aquilo, recebendo prolongados aplausos da bancada do MPLA (partido do poder), com muitos deputados de pé. O discurso contestado, foi marcado por comparações sofríveis actuais com o período colonial segundo estatísticas sobre os reais ganhos da independência em sectores como a agricultura, a indústria, as pescas, a energia, águas, os transportes, as comunicações e, e …
Ora bem! A UNITA, condignamente quer Savimbi e Holden Roberto reconhecidos por mérito ao invés de perdão. Seu presidente ACJ opôs-se veementemente defendendo sim, um reconhecimento por mérito e não "por perdão" aos líderes históricos Jonas Savimbi (UNITA) e Holden Roberto (FNLA). De notar que a vice-presidente da Assembleia Nacional do MPLA (poder) elogiou este gesto de reconciliação.
Adalberto Costa Júnior, desde o início do processo sempre defendeu a necessidade do reconhecimento "dos pais da nação”, mas chegou a ouvir como resposta que "não há ninguém que tenha dois pais". "Depois, a Assembleia Nacional recebeu a proposta de lei (...) em que foi recusado efectivamente o reconhecimento aos pais da nação". Foi quando ACJ, lembrou ter havido "uma série imensa de não aceitações individuais de condecorações", devido a esta recusa de "todos os pais da nação serem tratados da mesma forma, serem todos reconhecidos da mesma maneira".
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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos espalhados pelo mundo.…
(Continua...)
O Soba T´Chingange
PORQUE FALHAM AS NAÇÕES III – Daron Acernogiu e James Robinson
ORIGENS DO PODER – DIOGO CÃO NO CONGO
- Crónica 3706 - 19.10.2025
-Escritos boligrafados na desordem mundial, actual
Por: T´Chingange (Otchingandji) - O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
Naquela terra do Congo, o desenvolvimento notou-se rápido a partir daí com construções de novas e condignas habitações, novos planos de assentamento e bivacagem das gentes distribuídas a eito pelo interior, matas insalubres e perigosas; em suma criou-se desta forma e por necessidade novas estruturas de sociedade.
E, com inerente desenvolvimento económico foram criando escalonadas actividades com hierarquia disciplinada na forma de Administradores e Chefes de Posto. Um esquema colonial que funcionou quase na perfeição na forma disciplinadora de gentes muito próximas a impreparados chefes tribais, com actos ditatoriais e práticas de bruxedo
Mais tarde, Bartolomeu Dias, ao passar pelo Cabo do Adamastor, nomeou-o de Cabo das Tormentas devido às tempestades que enfrentou. Mais tarde, o rei D. João II rebaptizou-o como Cabo da Boa Esperança, para simbolizar a nova rota marítima para o Oriente. A Globalização tinha assim início pela mão dos portugueses – A verdade a seu dono!
Sucede que recentemente fiquei rico ao desbravar terras já conhecidas do Alto Douro aonde o labor aparece circundando terras empinadas na forma de riscos verdes, ora em curvas ora em rectas bordeando lombas mais contra lombas suavizando os vales, talvegues sofridos entre xistos calorosos - Pois foi aqui, nesta terra de xistos que nasceu Diogo Cão.
Xistos que após muito trabalho harmonizam parreiras de onde se extrai licorosos sabores, néctar dos deuses e, foi na Galafura que descobri um dos miradouros mais bonitos de toda a região duriense, o miradouro de S. Leonardo, onde Miguel Torga “mergulhou” no rio e se embrenhou como eu na paisagem magnânima deste “sublimado Doiro” fazendo pomas a lembrar seu antepassado chamado Diogo Cão.
Neste lugar de Galafura, contaram-me lendas e histórias, que aumentam seu encanto, paragem obrigatória para quem visita o Douro. Sem o petulante preconceito da burguesia hodierna, sosseguei na casa de gente amanhada no ventre daquelas encostas solarengas.
A povoação foi fundada pelos mouros na vertente Oeste do Monte de S. Leonardo, no lugar ainda hoje conhecido como Fonte dos Mouros; existem sepulturas cavadas na rocha, tendo aparecido utensílios identificados como sendo romanos, o último dos quais uma moeda de ouro, com a efígie e nome de Agripina. A povoação viu-se forçada a deslocar-se para o sítio onde se encontra, devido a uma invasão de formigas: É aqui que entra a lenda ou estória dos marujos idos e regressados desse longínquo Congo com seu patrício Diogo Cão.
Alguém que vindo desse outro lado do mar com Diogo Cão trouxe nas caravelas e em seus pertences o kissonde e salalé; esta ultima, uma formiga predadora que arrasa aldeias ou kimbos feitos em madeira. No fundo, esta visita teria de ter uma explicação na pesquisa do Soba T´Chingange e, nem sei bem como me surgiu do nada esta novidade dos longínquos tempos de mil e quinhentos; terra aonde também vivi. Isto que parece uma simples inventação, em verdade, é verdadeira - Juro!
´Castelo de Salalé
Nota: Com extractos do livro "Porque Falham as Nações", vivências de T´Chingange e resumos da Wikipédia com muxoxos do Soba…
O Soba T´Chingange
DESDE OS TEMPOS DE DIPANDA * - CONGRESSO DA UNITA À VISTA
- MANIFESTO de Adriano Abel Sapiñala – Apoio a A.C. Junior
- Crónica 3705 – 14.10.2025
Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Messejana do M´Puto
A.Roxo
Eis que após publicação do MANIFESTO DOS 100 publicado por Mihaela Webba, deputada pela UNITA em Angola, chega-nos ao Kimbo Lagoa a mesma lista com um acréscimo até os 763 subscritores e, com a mesma data. Segundo pesquisa este acréscimo é fornecido pelo Secretário Provincial da UNITA de nome Adriano Abel Sapiñola. Posto isto publica-se na totalidade a mesma mas, completa.
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Ao já dito antes e, assim sendo, a reeleição de Adalberto Costa Júnior é o caminho da esperança, a garantia da continuidade de uma luta justa e, é a prova de que Angola pode e vai ser melhor. Por Angola, pela democracia, pela dignidade do nosso Povo: incentivamos e apoiamos a recandidatura de Adalberto Costa Júnior ao cargo de Presidente da UNITA!
Luanda aos 8 de Outubro de 2025
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Os Subscritores
1 José Samuel Chiwale
2 Ernesto Joaquim Mulato
3 Isalina Kawina
4 Carlos Tiago Kandanda
5 Maria Deolinda Junia Namukumbi
7 Vituzi Lumai
8 Salomé Epólua
9 Lukamba Gato
10 Augusta Mutango
11 Loth Guilherme Chivava
12 Afonso Ndzimbo Kutunga
13 Helena Kokelo Kakunda
14 João Vaikeni
15 Isabel Solunga Kaputo
16 Horácio Sikola
17 Abílio Kamalata Numa
18 Makiesse Maria Ivone Lussadisso
19 Lázaro Kakunha
20 Horácio Junjuvili
21 Albertina Navemba Navita Ngolo - Mandatária Nacioal
22 Liberty Chiyaka - Director Geral da Campanha
23 Faustino Mumbika - Director Geral Adjunto da Campanha
24 Mihaela Neto Webba - Assessora do Candidato para os Assuntos Estatutários e Jurídicos
25 Adriano Sapiñala Porta - voz da Campanha
26 Guilhermina Chitekulo
27 Marcial Dachala
28 Raimundo Muquissi Mucópio
29 Piedoso Chipindo Bonga
30 Aleixo Kandambo
31 Anabela Pena
32 Peregrino Isidro Wambu Chindondo
33 António Manuel Urbano “Chassanha”
34 Beatriz Kokelo Kakunda
35 Cândido Tchikwassaluka
36 Nguituculo Pedro Biweni
37 Mário Chilulo Cheya
38 Guilherme Lamuina Chissukulu Sachimbanda
39 Clarisse Kaputo
40 Moisés Vihemba
41 Alfredo Comigo Monteiro Cacunda
42 Isabel Tulomba
43 João Tela Samarimo
44 Manuel Domingos da Fonseca
45 Helena Bonguela Abel
46 Armando Lukunga Perigoso
47 Sassenda Chie Paulo
48 Clarindo Kaputo
49 Isabel Mafuta Lusevikueno
50 Mukonda Samahichi
51 Georgina Clara Sapalalo
52 Paulo Faria
53 Venâncio Domingos da Rosa Mulonde
54 Lurdes Lucas Iloa
55 Luciana Rafael
56 Paulo Samessiya Sakangueya
57 César Sakalesso Evambi Muzuri
58 Nzumba Janeta Luvumbo João
59 Alberto Kanhanga
60 João Muzaza Kaweza
61 Lázaro Xixima
62 João Lino Sukukwali
63 Lourenço Lumingo
64 Maria Monteiro "Mariazinha"
65 Saúde Txizau
66 Manuel Sampaio Mukanda
67 Benjamim Eduardo Kakunda
68 Amélia Mukubia
69 António Estevão Domingos da Silva “Pataco”
70 Tito Carlos Linêha
71 Teodoro Eduardo Torres Kapinala
72 Florença P. Sequesseque
73 Raul Teixeira
74 Estevão Neto Pedro
75 Julieta Mussapana Mbuqui
76 Felisberto Njele
77 Donita Ngambo Chingui Nassegunda
78 Ruth Dachala
79 Joaquim Nafoia
80 Alcino Kuvalela
81 José Nkolua Luvambo
82 Júnior João
83 Jorge Victorino
84 Domingos Eduardo Katoquessa
85 Álvaro Mussili
86 Rosalina Nené
87 Augusto Liahuka Lutock “Wiyo”
88 Rui Jorge Salussinga
89 Celênia Njolela Chipenda
90 Daniel Hidamwakusha Namunganga
91 Esperança Wime
92 Julieta Sikola
93 Maria Conde Muanda
94 Clarinda Mayer Alcaim
95 Jeremias Mota Njahulo
96 David Kokelo
97 Hélder Fonseca
98 Conceição Raimundo Cacolo
99 Filipe Inácio Teca
100 Rita Mateus Júnior
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101 Judith Kutemba
102 Esteves António Diavova
103 Jaque Jaime Gonçalves Chipilica
104 César Jesus Kamalata
105 Vasco Sangongo
106 Maria Elisa Kanjungo
107 Mateus Jucas Mbueio
108 Bartolomeu Mabiala Chicumbo
109 Lourdes Tchambula
110 Higino Benguela de Oliveira Ecça
111 Elsa Dulce Jaime da Silva Patako
112 Isilda Prata
113 Inês Julia
114 Laura Saluca
115 Inácio Kapa Colino
116 Lito Domingos Miguel
117 Félix Kuenda Uba Vaile
118 Moisés Chilembo
119 Albertina Massala
120 Helena Kalelessa
121 Marcolino L. Bartolomeu
122 Adolfo Nunes Prata
123 Alice Mukumbi
124 Angelina Anete Kassova
125 António Vessa
126 Gabriela Martins
127 Nguizani Florinda
128 Mário Leitão
129 Helena Jundi Kakinda
130 Cristina Merona
131 Mônica Domingos Casimiro Ntango
132 Custódia Luciano
133 Israel António Vida
134 Tiago Bernado Chingui
135 Eugênia Adolfo
136 Cristina Margarida Mateus
137 Auxílio Martelo Kamuanga
138 Nataniel Hoji Fernandes
139 Glória António
140 Luciano Augusto Daniel
141 Pedro Elias
142 Odete Suzana
143 Leandro Chilembo
144 João Rodrigues Frederico “Yotana”
145 Lucas Henriques
146 Maria Pedro André
147 Afonso Ernesto Pacheco
148 Laurindo Lissimo Rufino
149 Bernardo Manuel Pereira
150 Ana Custódia Njando
151 António Pedro Carlito
152 Franciaco Kanjamba
153 Eugénio Chilemo André
154 Júlio Carvalho Kulekalala
155 Fernando Abel
156 Edna Raul
157 Jóia Sikato
158 Alfredo Kalunjinji
159 José Valente Job Chanja
160 Adelina Chilembo
161 José António João "Toy"
162 Nelson Custódio Domingos Valentim
163 Abias Sachipanguele
164 Basílio Mungindo
165 Manuel João "Katanganjila"
166 Abraão Lima
167 João Baptista Agostinho
168 Dely Suzana Chiteculo Faria
169 Lutumba Ndonga Afonso
170 Custódia Vando
171 Madalena de Nascimento André
172 José Francisco Guiné
173 Eugênia Carlos
174 Silva Aleluia Solunga
175 Maria Fátima
176 Magalhães de Brito Maneira Manuel
177 Rosa Navio Kaya Kaya
178 Tomas Jamba Kassule
179 António Victorino Kachilenga
180 Cândido Caliata Mota
181 Arminda Benguela
182 Aida Madalena Ngusso
183 Abraão Sambuando Sampaio
184 Ngolo Minga Wassuka
185 Ana Maria Sampaio
186 Armindo Ngongo
187 David André
188 Isabel Chatava
189 Feliciano Augusto Katchinjonjo
190 João Augusto Cambuanguela
191 Elsa Emília Mussuli Arão
192 Didi Fragoso
193 Judith Tchoque Madureira
194 Dinazey Victor Mafuany
195 Nataniel Suquete Ekolelo
196 Canga Pedro
197 Flor Wandi
198 Delfina Alberto Tchipuco
199 Monteiro Eliseu
200 Alzira Catihe Baptista
201 Elizabeth Quiviki Pindi
202 Marinela Augusto
203 Daniel Massamba
204 Enoque Severino
205 Beatriz Loth
206 Bibiano Fausto da Cunha
207 Lurdes Suzana Samandjolo
208 Miguel Cassule
209 Maria Beatriz Mawano
210 Diamantino Remim Cajila
211 Carlos Marques Kamutali
212 Augusto Manuel Makulusso
213 Elisa Nduva Matias
214 Ilídio Ferraz Quiala Doqui
215 Ventura Muquissi
216 Solto Vida de Deus
217 Valdemiro Sekumba Mussokola
218 Neuma Maya Jamba
219 Emília Paula
220 Cléusia Esmeralda Vicente
221 Balbina Chipenda
222 Hermelina Tchoia Noé
223 Tomás Pombal
224 Filomena Naputu
225 Helena Mbundo Mulato
226 Leila Paiva
227 Júlio Kanambi Madureira
228 Alexandre de Carvalho
229 António Alberto Pache
230 Justino Victor Cassule Manuel
231 Anacleto Candingolo dos Santos
232 Figueiredo Mateus
233 Jordão Correia
234 Teodora Nangueve
235 Teresa Felizardo Magalhães
236 Francisco dos Santos Cambale
237 Regina Kamundongo
238 Jenitória Germana Mwaimbehafo
239 Gracinda Vindes
240 Ricardina Satumdo
241 Amede de Almeida
242 Avelino Brás Wasuka
243 Eduardo Foloxi Phangalo
244 Madalena Ruth Dachala
245 Sónia Chitundo
246 José Betão António Chimo
247 Melville Francisco
248 Eduardo Malunzi Pedro
249 Alzira Yolanda Chiova Kamutali
250 Benjamim Epalanga Kakunda
251 Américo Chivemba
252 Madaleno Tadeu
253 Evalinda Q. K. Catumbela
254 Teresa Vasco
255 Daniel Júnior Patrício
256 Artur Luamba Funete
257 Ernesto Miguel
258 Bila Felipe
259 Brígida Kokelo Kakinda
260 Manuel Brito
261 Joaquina Janeth Vissapa Manuel
262 Feliciano Setende Bonga
263 Maravilha Daniel
264 Emiliano Cacoma
265 Alcídio Ngolo
266 Magalhães de Brito
267 Marta Domingos
268 Marcolino Kassunda Pedro
269 Martinho Pessoa
270 Margarida Marcelino Tchendes
271 José Frederico Samundele
272 Laura Samuel
273 Cristofana Cuayela Sanjovo
274 Vissolela Nekandi Kangombe
275 Augusto Naipanhe Nande
276 Antero Mbumba Tchiwale
277 Tânia Patrícia Dungo Saldanha
278 Arlete Chilombo
279 Belmiro Kokelo Kakunda
280 Dedalto Sanjambela Chiwale
281 Silvestre Domingos
282 Frederico Manuel
283 Berta Vihemba
284 Berlinda T. N. Kakunda
285 Capenda Nelson Pascoal
286 Boaventura Sandimba
287 Bernardo Kokelo Kakunda
288 Rosa Badila
289 Angelina Bulo Teza
290 Carolina Lucau
291 Fineza Augusto
292 Demostração Domingos Kasuende
293 Leonora Linda Manuel
294 Hortência Manda
295 Alfadina Kawawa
296 António Cadete Fernando
297 Justo Chali
298 Anacleto Horácio Kahima
299 Filipa Kassova H. Nambelo
300 Jorge Filipe
301 Nelito Agostinho Cassule
302 César Fernando Maiomona
303 Américo Esilã
304 Rosalina Ngueve Katito
305 Adronico Quessongo Kandingili
306 Joana Ernesto
307 Verônica Lussinga
308 Esperança Joana
309 Alfredo Mbalundu Kayangula
310 Jorge Geraldo Sanjala
311 Lito Mário Tchingando
Tchivalamãe
312 Francisco Jorge Chimuco
313 Relógio Chipongue Jorge
314 Jeremias Avelino
315 Rita Camahia Mutango Américo
316 Amélia de Figueiredo
317 Aziza Neuville
318 Eduardo Francisco Chikolomuenho
319 José Chánica Brás
320 Mendes Cagiza
321 Eduardo Songuile E. Faustino
322 Amadeu Rodrigues Kavala
323 Benjamim Zacarias Kanuku
324 Afonso Victor Wima
325 Blandina Kokelo Kakunda
326 Evaristo Ndemupapeke David
327 Daniel Kapata
328 Augusta Chivemba
329 Ernesto Kanjanja
330 Bitufuila Kabamba
331 Guiomar Gaspar Veloso Mateus
332 Armando André Gimbo
333 João Baptista Eugénio
334 João Raimundo Kiala
335 Juliana Nhama
336 Aleixo Kandambu
337 Amilcar Chieva Candeias
338 Elisa Chilombo
339 Felizarda Nassapi Jonatão Ndala
340 Jorge Mutange
341 Wilson Germano
342 Teodoro Basílio Sindako
343 Adriana Chikemba
344 Dedê Deluando
345 Fringa Pensamento
346 Vasco Samuel
347 Joaquim Domingos Massila
348 Emídio Muhona Citalela Kwewe
349 João Francisco Mendes
350 Afonso Geraldo Júnior
351 César Kitekulo
352 António Mayala
353 Antunes Kananga
354 Alegria Onésimo Paulo
355 Pedro Esteves Afonso
356 Delfina Simão Vilacana
357 Nuno Mingas Correia Lopes
358 Sara Pedro Caferico
359 António Nogueira Leite
360 Sara Marta Jorge
361 João Henriques Chindonga
362 António Pinto Lumengo
363 Pedro Adriano
364 Upale Américo
365 Teresa Nahulungu Carlos
366 Domingos Muhahi Nana
367 António Daniel
368 Alda Vitorino Kalongole
369 Alzira Kulanda
370 António Tchikomo
371 Belarmina Chindombe
372 Castro Jorge Sumbo
373 Eduardo de Sousa Figueira "Kandua"
374 Eduardo Julião
375 Engrácia Adão
376 Fausta Mesquita
377 Félix Inácio Chissingui
378 Filomena Mbimbi
379 João Baptista Fernando
380 Jorgina Kussinga
381 Lucrécia Maria António
382 Lucas Lucamba
383 Mário Joaquim Armando
384 Manuela Mbimbi Tavares
385 Pascoal Augusto
386 Venâncio Kavinda
387 Vasco Pafilombia
388 José Sopenda Chiwale
389 Fernando Lyuma Mukonda
390 Victorino Lomessa Raiar
391 Eugénia Chissanga Vanhale
392 Emília Matilde
393 Filomena Chimuma
394 Gertrudes Beatriz William
395 António Jamba
396 Argentino Mário Selelo
397 André António Dima
398 Evidência Deluando
399 Estevão Kassesse
400 Ferreira Handanga
401 Felisberta Kapumu
402 Ana Berta Chinhama
403 Alice Zango
404 Kuyanga Ângela Matha Diamantino Dachala
405 Cristina Nené Samuel
406 Gloria Kahali
407 Quintinha Félix Cardoso
408 Helder Juca Manjenje Manuel
409 José Fernando Suku
410 Pedro Manuel Vemba
411 Edson Kachimbombo
412 Sebastião Sita de Nascimento
413 Graça Helena
414 Gloria Lutukuta Alicerces
415 Maria Domingos Miranda
416 Zacarias Gomes Buca
417 José Mwailepeni Monulo
418 Angélico Filipe Feteyeto
419 Fausta Kanguya Mesquita
420 Rosa Maria Chianica
421 Moutinho Kuteñgenha
422 Gertmena Benga Brinó
423 Benjelito José Alves
424 Carlos Kizenga
425 Jaime Afonso
426 Albino Hossi
427 Gilberto de Oliveira
428 Mateus Cavela
429 Cristina Yambeno Sequeira
430 Gabriel Ernesto Bizi
431 Dorcas Malonda Zuela Daniel
432 Verónica Chilombo
433 Aldina Graça Tchitunda
434 Luísa Simão da Costa
435 Branca Joaquim
436 Domingos André Muphuia
437 António Luciano
438 António Matias C. Liahuca
439 João Miranda
440 Liundula Maria Kata
441 Ferreira Sanana
442 Luísa Catumbo Cavita Jamba
443 Cirilo Mayembe Lussadisso Nhany
444 Da Lomba Chicoty
445 Maria Merneza Hungulo
446 Cacilda Cardoso Luísa
447 Vaduz Pires Afonso
448 Dinho Chiwuila Kambete
449 David Victorino
450 Paulo Pedro
451 Justino Catone
452 Paulino Rafael Katchipa
453 Portância Seshowala Jakson
454 Domingos Corrente
455 Madalena Cabanga Massunga Mateus
456 Cristina Francisco
457 Eduardo Deloindo Livulu
458 Abel Jorge Cuta
459 Rebeca Domingas
460 Adelaide Kassongo Kapusso
461 Adérito Lopes Fernando
462 Nelson Custódio
463 Fernanda Missende
464 Miguel Mateus Dzimbo
465 Mavita Miguel Kabamba
466 Alfredo Claúdio Quintas
467 Victor Eurico Kambia Kavoloka
468 Dalmindo Katata
469 José Luís Muxembeta
470 Jorgina Ngana Suku
471 Mateus Matias Kangoti Mbeu
472 Flaviano Albino Epalanga "Sofredor"
473 Garcia Figueiredo dos Santos
474 Abias Amadeu Nunda
475 José Francisco Kibinda
476 Manuel Kanda Rofino
477 Daniel Caiuia
478 António Modesto Chingui
479 Ermelindo de Figueiredo Namuengo
480 Amoroso Sumixi
481 Popo Gomes Kawessa
482 Álvaro Vasco Vicente Ekuikui
483 Felícia Tchokombongue
484 Fragoso Tomás
485 Justina Ndingandati Nené
486 Rita Esmeralda Afonso António
487 Deli Kunateke
488 Arlinda Kassova Peña
489 Faustino Rodrigues
490 José Tekolo
491 Clementina Eduardo Kanjovo
492 Anacleta Felizmina Pinto
493 Vitória Koshilwa Ndovai
494 João Henriques Kaleji
495 Ilda Zango Cazombo
496 Loth Guilherme Chivava
497 João Lucombo
498 Arlinda Nguenve Satuala
499 Joana Fernandes
500 Praia Tchitakumbi Kañala
501 Flora Changano
502 Clarindo José Endunde
503 Gabriel Hinse
504 Rodrigues Vitungayala Mukenge
505 Domingos Pedro Chiovo
506 Domingas Mira
507 Francisco Nkemba
508 Isabel Cambando Fernando
509 Rosa de José Simões
510 Miguel Mário
511 Florence Kapita Kawawa
512 Ana Maria Vieira
513 Tito Chissingui Veyeñgo
514 Américo Bento
515 Natacha Teca Coelho
516 Albertina Kavaleka
517 Francisco Kachumbo
518 Ndongala Lukano
519 Helena Olga Cagila
520 Benvinda Chimuma Noé
521 Alberto Alice Paulino
522 Aida Victorino José
523 Albino Diogo Florindo
524 Florindo Corneta Soquila
525 Tomé da Costa Lourenço
526 Anselmo Condumula
527 Monteiro Viti
528 Cristina de Aguiar Malundo
529 José Miguel Carvalho da Conceição
530 Emília Pedro Alexandre
531 José David Liahuka
532 Bernardedete Kalumbo
533 Bibiana Yossosso
534 Verónica Armando
535 Dulce Santos
536 Sapalo António Manuel Samuel
537António Francisco Katonde Moloueno
538 Elisa Mendes
539 Menezes Sahepo
540 Mardoque Namelela Dachala
541 Pedro Moko
542 Soraia M. Armando
543 Evarsito Manuel Chipepa
544 Olívio Martins Sapassa
545 Adolosi Paulo Mango Aliverces
546 Marcos Nhanga
547 Segunda Miguel
548 Manuel Hainjika Samussole
549 Isabel Miguel
550 Margarida Catumbu Brás Chingunfu Augusto
551 Marlene Ndijavaluco Ndashala Chimbuelengue
552 Cecília de Sousa Portalegre de Barros
553 Joaquim Kahali
554 João Sakatala
555 David Já Alberto
556 Tavares Victor Mbule
557 Ruth Nasusu Njunjuvili
558 Cambungo Macanzo Fidel
559 Celeste Mendes Machado
560 Tito M.Tchingueneca
561 Maria Isabel do Rosário Cabral
562 João Elias Kactossi
563 Juliana Filipe
564 Pedro Lalo Sambo
565 Adriana Nganga Maurício
566 Bonifácio Sebastião Buiti Lussuali
567 Tómas Capitão
568 Celmira Agostinho Macedo
569 Paulina Necuva K. Estêvão
570 Dorina Epandi Kanguaia
571 Paulina Mário Tchissoka
572 Domingas Paulo
573 Ruth D.Lozary
574 David Zau Dica
575 Makaia Pedro Manuel
576 Wilson Simões
577 Melianda Carlos
578 Agostinho Sambumba
579 Adriano Vanhale
580 Clavides Jorge Sayongo
581 Gonçalves Miguel Zadibota
582 Celestino Alberto
583 Alfredo Massage
584 Francisca Praia
585 Albino Kavula Sekesseke
586 Ariane Lussadisso Nhany
587 Luzia Balanga Serrote
588 Hirondina Jaime Filipe
589 Serafina Nassanjo
590 Laurindo José Mateus Kalueio
591 João Sakato Mbambelo
592 Georgina Nakulembe Sapato
593 Eduardo Vasco Praia
594 Augusto Segunda Sapati
595 Américo Chimina
596 Albino Lohoka
597 Gabriel Taty Muanda
598 Domingos Maya
599 Antónia Gomes
600 Manuela Kanganji
601 Carla Neto
602 Ana Deolinda Paula
603 Aldina Rosa Josias Abias
604 Eunice Kapitango
605 André Tchinoya
606 Paula Zanduca
607 David Muhahi Kahilo Nana
608 Faustino Muekália Bandua
609 Anatilde Sapalalo
610 Ribeiro Camela David
611 David José Cazembe
612 Laura Texeira Wachipopia
613 Olga Zambo Ferreira
614 José Francisco da Costa
615 Elizabeth Carina Teresinha
616 Arlindo Sicato Namosse Ribeiro
617 António Soares Magalhães
618 Rodrigues Lumbombo Chamucondo
619 José Estevão Quintas
620 Victor Morais Nzumbi
621 Rafael da Silva Kalipi
622 Lurdes Bernardo Miranda
623 Manuel Tchango
624 Madalena Quiri
625 José Dias Sunguanga
626 Domingos Reis
627 Severino Mulundo Jacinto Chipa
628 Laurinda Luembe
629 Próspero Mabonzo Mavungo
630 Piedade Maravilha
631 Alberto Bumba "Chines"
632 Mira Dinis
633 Maria Fornalia Emília
634 Silvestre Lukamba
635 Osvaldo Lumingo
636 Celeste Ndahambelela
637 Gaspar Niati Mananga
638 Glória Pena Mindji
639 Alda N.Lucamba
640 Remizio Serafim Kalupe
641 Alice Epalanga
642 Ruben Félix
643 Sélua Tozé Marquês
644 Daniel Francisco
645 Marcelo Moisés Dachala
646 Geraldo Ngunga
647 Estevão Chingueta
648 Osvaldo Fulay Saizamba
649 Julieta Nandeia Sikola
650 Júlio Bernadino Biete
651 Vasco Sambimbi
652 Estrela Kalipi
653 Domingos Diakatuka
654 Henri José Mateus
655 Teles Daniel Kangassa
656 Isabel Linda Barros Benjamim
657 Joaquim André Vunge
658 Domingas Heitor
659 Etna Evambi
660 Serafim Katimba
661 Amélia Eduarda Kayembe
662 Durães Martins Antunes
663 Dembo Kinavuidi
664 Eliseu Kapitia
665 Arlindo Mangango Júnior
666 Vitorino António Silepo
667 Manuel Sebastião Luchimo
668 Maria Chambasuku Simatiuka
669 Mariano Muchume
670 Adelaide Quinssavua
671 Xavier Francisco Tchiteta
672 Jerónimo Cissukila
673 Lucas Cassoma
674 Fernanda Lurdes Nguissi
675 Samuel José Ngangawe
676 Mateus Manituangani
677 Lúcia Joaquim
678 Monteiro W. David
679 José Moisés Tchikundia
680 Fernando Quinta Sachipala
681 João Kawewe Chingufo
682 Edith Kasikote
683 Etelvina Luísa Jamba
684 Elvérsia Nguape
685 Basílio Victorino Caquesse
686 Eugênio Malouine
687 Domingas Augusto Membaje
688 Domingos José Manuel
689 Mário Ndachala
690 José Mamuel Pambo
691 Teresa Chokomessa
692 Judith Eunice Chinakussola Sapato
693 Tiago Pinto Futa Zundo
694 Catarina Chilombo Katuta
695 José Clemente Chimbango
696 Martins Cayengo
697 Joel Saiva Armando
698 Tomazinga João
699 Maria Manuela Kawango
700 António Miguel
701 José Álvaro Gabriel
702 Mariando Costa
703 Paciência Sara
704 Adelaide Chitula
705 Manuel Samuhongo Luciano
706 Alcina Sheila Kaputu
707 Onel José Cani Banda
708 Unianguca Jafeth Ernesto Miguel
709 Débora Lassaleth Kandanda
710 Noé João Salo
711 Joana Cavuala Pedro "Zizely"
712 José António Kamek
713 Nsalambi Lucas Manuel
714 Odete Madala Chivuma
715 David Kessongo K. Tchiovo
716 Sousa Panzo Mutange
717 Florinda Simões
718 Luís da Costa
719 Osvaldo João Japonés
720 Estevão Kassesse
721 Julina Nachilele Rufino
722 Luís Tchipati Nonjamba Adriano
723 Agostinho Kibinda Macosso
724 Pedro Lourenço
725 Laurinda Germano
726 Joaquim Afonso Bambi
727 Daniel Ihaza
728 João D. Odeth Calucongolo
729 Alberto Figueiredo
730 Gilberto J. S. Guvulo
731 Aquimo Ngonguela
732 Nelito Benjamim Muhongo
733 Elizabeth Sambambi
734 Angelica Kanuku Samuel
735 Deoroi Abel da Silva Francisco António
736 Jacinto Sanhama
737 Rogério Beta
738 Santos António
739 Matundo João Bunga
740 Maria Mutango
741 Helena Chinilila Sipata
742 Damião Adolfo José
743 José da Costa Kassanji
744 Isaías Solima Francisco
745 Pedro Jaime
746 Wilma Adalgisa Antunes Kassivela
747 Alfredo Joaquim Domingos
748 Florinda Gonçalves
749 Herculano Kachove
750 Eduardo Kossi Ngo
751 Helena Filipe
752 Piedoso Keke
753 Eulibio Gonçalves Hiliteekwa
754 Altino Sapalalo Chissanga Vanhale
755 Isabel Pululo
756 Jorge Zambo
757 Vanda Agostinho Macedo
758 Maria Vongula
759 Albano Catemo Pena
760 Fernanda Tavares
761 Eurico Cardoso
762 Bernadete Mundombe
763 Delfina Candeias
:::::
Os Subscritores do Manifesto de apoio à recandidatura de Adalberto Costa Júnior ao Cargo de Presidente da UNITA
:::::
Transcrito por Soba T´Chingange
NAS ADUELAS DO BAÚ
DESDE OS TEMPOS DE DIPANDA * - XIV Congresso da UNITA
- Comissão Organizadora
- Crónica 3704 – 12.10.2025
- Escritos boligrafados na “Missão Xirikwata”
Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Messejana do M´Puto
- 24 de setembro de 2025
COMISSÃO ORGANIZADORA DO XIV CONGRESSO ORDINÁRIO
▪ Sr. Álvaro Chikwamanga Daniel - Coordenador
▪ Sra Clementina da Silva - 1º Coordenadora Adjunta
▪ Sr. Lucas Kananay - 2º Coordenador Adjunto
▪ Sra Amélia Judith - Secretária
▪ Sra Cesaltina Kulanda - Vogal
▪ Sr. Manuel Armando da Costa Ekuikui – Vogal
▪ Sra Helena Bonguela
▪ Sr. Franco Marcolino Nhany
▪ Sr. Anastácio Sicato - Porta-voz
▪ Sr. Henriques Chivinda - Tesoureiro
1.1. Grupo de Apoio à Coordenação
▪ Sr. João Malota
▪ Sr. Jorge Katito
▪ Sr. Sebasteão Ngongo
▪ Sr. Pedro David Raimundo
▪ Sra Josefina Chimbotia
▪ Sra Alice Ngueve
:::::
▪ Sr. Virgílio Samussongo - Coordenador
▪ Sra Anabela Sapalalo - 1ª Coordenadora Adjunta
▪ Sr. Agostinho Kamuango - 2º Coordenador Adjunto
▪ Sra Ivete Kapapelo - Secretária
▪ Sr. Lucas Kanutula - Vogal
▪ Sr. Jonas Mulato – Vogal
:::::
▪ Sr. Helder Santos - Coordenador
▪ Sra Sandra Kakunda - 1ª Coordenadora Adjunta
▪ Sr. Benedito Umbassanjo - 2º Coordenador Adjunto
▪ Sra Felicidade Chipuka - Secretária
▪ Sr. Osvaldo Kaimy - Vogal
▪ Sr. Chico Jamba – Vogal
:::::
▪ Sr. Silvestre Gabriel Samy - Coordenador
▪ Sra Alice Sapalalo - 1ª Coordenadora Adjunta
▪ Sr. Salomão Nataniel - 2º Coordenador Adjunto
▪ Sr. Saúde Cabina - Secretário
▪ Sr. Justo Etiambulu - Vogal
▪ Sra Celmira Malungo - Vogal
▪ Sr. Amarildo Chitekulo – Membro
:::::
▪ Sr. Alcides Sakala - Coordenador
▪ Sr. Maurílio Luyele - 1º Coordenador Adjunto
▪ Sra Inês Mulato - 2ª Coordenadora Adjunta
▪ Sra Violeta Gomes - Secretária
▪ Sr. Januário Mussambo - Vogal
▪ Sra Carlota Machado – Vogal
:::::
▪ Sra Miraldina Jamba - Coordenadora
▪ Sr. David Álvaro - 1º Coordenador Adjunto
▪ Sr. Abílio Kaunda - 2º Coordenador Adjunto
▪ Sra Maria Eugénia Tembo - Secretária
▪ Sra Florita Barros – Vogal
:::::
▪ Sra Petronela Kavaleka - Coordenadora
▪ Sr. Fernando Pambassangue “Good” - 1º Coordenador Adjunto
▪ Sra Flora Terça - 2ª Coordenadora Adjunta
▪ Sra Laurinda Chipeio Sachiambo – Secretária
▪ Sr. Sr. Isaac Ekuikui - Tesoureiro
▪ Sr. Adolfo Chikueka - Vogal
▪ Sr. Celestino Guilherme
▪ Sr. Osvaldo Álvaro Chilembo Epalanga
▪ Sr. Filipe Canoela
:::::
▪ Sr. Evaldo Evangelista - Coordenador
▪ Sr. Emanuel Bianco - 1º Coordenador Adjunto
▪ Sra Elsa Pataco - 2ª Coordenadora Adjunta
▪ Sr. Alexandre Solombe - Vogal
▪ Sr. Graciano Katotalâ – Vogal
:::::
▪ Sr. David Chipasso - Coordenador
▪ Sra Luisa Soares - 1º Coordenadora Adjunta
▪ Sr. Tony Bandua - 2º Coordenador Adjunto
▪ Sra Lily Chilingutila - Secretária
▪ Sr. Fonseca Epalanga - Vogal
▪ Sr. Domingos Sanzala - Vogal
▪ Sra Maria Alice - Tesoureira
▪ Sr. Alexandre Kawende - Membro
▪ Sra Victória João - Membro
▪ Sr. Danilo Chilingutila - Membro
▪ Sr. Anicel Yakuvela – Membro
:::::
▪ Sr. Eugénio Manuvakola - Coordenador
▪ Sr. Armindo Kassessa - 1º Coordenador Adjunto
▪ Sra Mihaela Webba - 2ª Coordenadora Adjunta
▪ Sra Umbelina Brás da Fonseca – Secretária
▪ Sr. Oseias Chelemba - Tesoureiro
▪ Sra Teresa Chipia - Vogal
▪ Sr. Domingos Oliveira - Vogal
▪ Sr. Fernando Monteiro – Vogal
:::::
▪ Sra Marta Solange - Coordenadora
▪ Sr. Jorge Cardoso - 1º Coordenador Adjunto
▪ Sr. Pedro Gamba - 2º Coordenador Adjunto
▪ Sra Anabela Tenente – Secretária
▪ Sra Wandi Njele - Tesoureira
▪ Sr. Cândido Ngando - Vogal
▪ Sra Maria Manzaila – Vogal
:::::
:::::
▪ Sr. João Chitunda - Coordenador
▪ Sr. Adélio Chitekulo - 1º Coordenador Adjunto
▪ Sr. Jorge Chikete - 2° Coordenador Adjunto
▪ Outros…
:::::
▪ Sr. Vicente Tembo – Coordenador
▪ Sra Ester Chitombi - Secretária
▪ Sr. Arlindo Miranda - Vogal
▪ Sr. Anselmo Kundumula - Vogal
▪ Sra Francisca Porfílio – Tesoureira
:::::
▪ Dra. Adelina Sasselo
▪ Dr. Rosalon Pedro
▪ Outros …
:::::
Transcrito por Soba T´Chingange
NAS ADUELAS DO BAÚ
DESDE OS TEMPOS DE DIPANDA * - Aprovação do Regimento do XIV Congresso
- Crónica 3703 – 11.10.2025
- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2025 - “Missão Xirikwata”
Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Messejana do M´Puto
Via UNITA Kilamba de 16 de Setembro de 2025: Sob orientação do Presidente do Partido, Adalberto Costa Júnior, teve lugar a XXII Reuniao Extraordinaria do Comité Permanente da Comissão Política da UNITA, na sala da Comissão Política, em Viana da qual saiu o COMUNICADO FINAL.
COMUNICADO FINAL DA XXII REUNIÃO EXTRAORDINÁRIA DO COMITÉ PERMANENTE DA COMISSÃO POLÍTICA DA UNITA - Reunião que se inseriu no quadro dos actos preparatórios do XIV Congresso Ordinário da UNITA, a ter lugar nos dias 28, 29 e 30 de Novembro do ano em curso, em Luanda.
A Reunião foi alargada à convidados, membros da Comissão Organizadora do XIV Congresso Ordinário, debateu e aprovou os pontos constantes da Agenda, nomeadamente: aprovação do Regimento do XIV Congresso; Definição dos Critérios de Eleição dos Delegados ao XIV Congreso Ordinário e dos Candidatos à Membros da Comissão Política da UNITA;
Aprovação das Quotas de Delegados ao XIV Congresso Ordinário das províncias e diáspora; Análise das Propostas de Teses para o XIV Congresso Ordinário e Aprovação do Lema do XIV Congresso. No final a XXII Reunião Extraordinária do Comité Permanente da Comissão Política da UNITA torna público o seguinte:
1 - Considerando a necessidade de coligir as regras e os princípios de organização e funcionamento do Congresso e das respectivas comissões preparatórias foi aprovado o Regimento do XIV Congresso da UNITA, como instrumento orientador dos trabalhos do Congresso.
2 - Inspirado na necessidade da Unidade Nacional, como factor essencial para a Alternância do Poder em 2027, o Comité Permanente da Comissão Política da UNITA aprovou como lema para o XIV Congresso Ordinário, o seguinte: "XIV Congresso- Unidos para a Alternância, Estabilidade e Desenvolvimento"
Com estas importantes deliberações, a Comissão Organizadora do XIV Congresso Ordinário da UNITA entra na nova fase preparatória que culminará com o debate e aprovação das suas teses orientadoras, como base das conferências comunais, municipais, provinciais e da diáspora que antecedem o conclave.
O Comité Permanente da Comissão Política da UNITA acompanha com preocupação, a prática do Regime de perseguir as vozes vivas da nação que criticam as incessantes violações dos direitos humanos e má governação, com destaque para as lideranças de Partidos Políticos, jornalistas, activistas cívicos e líderes de associações profissionais de Taxistas, criando instabilidade nacional e subversão do Estado democrático de direito.
O Comité Permanente da Comissão Política da UNITA convida todos os membros a participarem neste importante momento da vida do partido. Ao mesmo tempo, exorta todos a manterem-se vigililantes e unidos, neste processo histórico de reafirmação do sagrado compromisso da UNITA com a democracia, enquanto regime político que os angolanos merecem e a defesa intransigente dos superiores interesses do povo angolano.
Luanda, 16 de Setembro de 2025
O Comité Permanente
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Ilustrações de Asunção Roxo da E.I.Luanda
Transcrito por Soba T`Chingange
PORQUE FALHAM AS NAÇÕES
– TRATADO DE SIMULAMBUCO . Parte II - Cabinda, um estado traído
- Crónica 3702 – 10. 10.2025
Por: T´Chingange (Otchingandji) - O NIASSALÊS em Messejana do M´Puto
Cabinda território, foi entregue de facto à recém-proclamada República Popular de Angola.𝘀𝗲𝗺 𝗾𝘂𝗮𝗹𝗾𝘂𝗲𝗿 𝗰𝗼𝗻𝘀𝘂𝗹𝘁𝗮 𝗮𝗼 𝗽𝗼𝘃𝗼 imbinda. O governo português, liderado por 𝗠𝗮́𝗿𝗶𝗼 𝗦𝗼𝗮𝗿𝗲𝘀, 𝘁𝗿𝗮𝗶𝘂 𝗼 𝗽𝗼𝘃𝗼 𝗱𝗲 𝗖𝗮𝗯𝗶𝗻𝗱𝗮, ignorando os tratados, os compromissos internacionais e o direito à autodeterminação.
Eu (Jorge Torres), 𝗻𝗮𝘀𝗰𝗶𝗱𝗼 𝗲𝗺 𝗖𝗮𝗯𝗶𝗻𝗱𝗮, e em conjunto com outros signatários igualmente comprometidos com a causa imbinda, em 2018 𝗱𝗶𝗿𝗶𝗴𝗶𝗺𝗼𝘀 𝘂𝗺𝗮 𝗰𝗮𝗿𝘁𝗮 𝗳𝗼𝗿𝗺𝗮𝗹 𝗮𝗼 𝗮𝘁𝘂𝗮𝗹 𝗣𝗿𝗲𝘀𝗶𝗱𝗲𝗻𝘁𝗲 𝗱𝗮 𝗥𝗲𝗽𝘂́𝗯𝗹𝗶𝗰𝗮 𝗣𝗼𝗿𝘁𝘂𝗴𝘂𝗲𝘀𝗮, 𝗠𝗮𝗿𝗰𝗲𝗹𝗼 𝗥𝗲𝗯𝗲𝗹𝗼 𝗱𝗲 𝗦𝗼𝘂𝘀𝗮.
Nesta carta, apelavamos ao reconhecimento deste erro histórico. 𝗢 𝗣𝗿𝗲𝘀𝗶𝗱𝗲𝗻𝘁𝗲 MRS 𝗼𝗽𝘁𝗼𝘂 𝗽𝗼𝗿 𝗿𝗲𝗺𝗲𝘁𝗲𝗿 𝗼 𝗮𝘀𝘀𝘂𝗻𝘁𝗼 𝗮𝗼 𝗲𝗻𝘁ã𝗼 𝗚𝗼𝘃𝗲𝗿𝗻𝗼, que por sua vez respondeu evasivamente, 𝗲𝘀𝗰𝘂𝗱𝗮𝗻𝗱𝗼 -𝘀𝗲 𝗻𝗮 𝗿𝗲𝗮𝗹𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗽𝗼𝗹𝗶́𝘁𝗶𝗰𝗮 𝗱𝗲 𝗔𝗻𝗴𝗼𝗹𝗮 𝗷𝗮́ 𝗿𝗲𝗰𝗼𝗻𝗵𝗲𝗰𝗶𝗱𝗮 𝗰𝗼𝗺 𝗖𝗮𝗯𝗶𝗻𝗱𝗮 𝗰𝗼𝗺𝗼 𝘂𝗺𝗮 𝗽𝗿𝗼𝘃𝗶́𝗻𝗰𝗶𝗮 𝘀𝘂𝗮.
Uma posição que, na prática, ignorou 𝘁𝗼𝗱𝗮 𝗮 𝗯𝗮𝘀𝗲 𝗱𝗼𝗰𝘂𝗺𝗲𝗻𝘁𝗮𝗹, 𝗷𝘂𝗿𝗶́𝗱𝗶𝗰𝗮 𝗲 𝗵𝗶𝘀𝘁𝗼́𝗿𝗶𝗰𝗮 que acompanha a reivindicação Imbinda. Este silêncio institucional não apaga a verdade. Cabinda foi e é um 𝘁𝗲𝗿𝗿𝗶𝘁𝗼́𝗿𝗶𝗼 𝗱𝗶𝘀𝘁𝗶𝗻𝘁𝗼, ocupado hoje pelo regime angolano com recurso à força militar e à repressão política.
A sua população vive subjugada, marginalizada e sem qualquer benefício da enorme riqueza natural do seu solo - explorada intensivamente, sobretudo no setor petrolífero, sem retorno digno para os seus verdadeiros donos. 𝗦𝗲𝗿𝗲𝗶 𝘀𝗲𝗺𝗽𝗿𝗲 𝗱𝗲𝗳𝗲𝗻𝘀𝗼𝗿 𝗱𝗮 𝗹𝗶𝗯𝗲𝗿𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗱𝗼 𝗽𝗼𝘃𝗼 imbinda.
𝗦𝗲𝗿𝗲𝗶 𝘀𝗲𝗺𝗽𝗿𝗲 𝘃𝗼𝘇 𝗱𝗮 𝘀𝘂𝗮 𝘃𝗼𝗻𝘁𝗮𝗱𝗲, 𝗾𝘂𝗲 𝗲́ 𝗰𝗹𝗮𝗿𝗮 𝗲 𝗹𝗲𝗴𝗶́𝘁𝗶𝗺𝗮: 𝘀𝗲𝗿 𝗹𝗶𝘃𝗿𝗲 𝗱𝗼 𝗼𝗽𝗿𝗲𝘀𝘀𝗼𝗿 𝗮𝗻𝗴𝗼𝗹𝗮𝗻𝗼. A autodeterminação não é concessão; é um direito inalienável de todos os povos, consagrado na Carta das Nações Unidas. Cabinda não é, nem nunca foi, Angola.
O Estado português tem uma responsabilidade histórica que não prescreve. A verdade não desaparece com o tempo — apenas se torna mais gritante. 𝗖𝗮𝗯𝗶𝗻𝗱𝗮 𝗲𝘅𝗶𝗴𝗲 𝗷𝘂𝘀𝘁𝗶𝗰̧𝗮. 𝗖𝗮𝗯𝗶𝗻𝗱𝗮 𝗺𝗲𝗿𝗲𝗰𝗲 𝗹𝗶𝗯𝗲𝗿𝗱𝗮𝗱𝗲. 𝗖𝗮𝗯𝗶𝗻𝗱𝗮 𝘁𝗲𝗺 𝗱𝗶𝗿𝗲𝗶𝘁𝗼 𝗮̀ 𝗶𝗻𝗱𝗲𝗽𝗲𝗻𝗱𝗲̂𝗻𝗰𝗶𝗮 𝗼𝘂 à 𝗶𝗻𝘁𝗲𝗴𝗿𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗱𝗲 𝗻𝗼𝘃𝗼 𝗮 𝗣𝗼𝗿𝘁𝘂𝗴𝗮𝗹 𝗮̀ 𝗹𝘂𝘇 𝗱𝗼 𝗧𝗿𝗮𝘁𝗮𝗱𝗼 𝗱𝗲 𝗦𝗶𝗺𝗶𝗹𝗮𝗺𝗯𝘂𝗰𝗼.
06/08/2025 …Por Jorge Torres
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Ilustrações aleatórias de Assunção Roxo da E.I.Luanda
O Soba T´Chingange
ADENDA - DESDE OS TEMPOS DE DIPANDA - CONGRESSO DA UNITA À VISTA
- Crónica 3701 – 10.10.2025 - Subscrevo MANIFESTO - “Missão Xirikwata”
Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
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MANIFESTO DE APOIO À RECANDIDATURA DE ADALBERTO COSTA JÚNIOR
Ao Cargo de Presidente da UNITA
Luanda, 08 de Outubro de 2025
Os Subscritores:
N.º NOME COMPLETO
OBS
1 - José Samuel Chiwale
2 - Ernesto Joaquim Mulato
3 - Isalina Kawina
4 - Carlos Tiago Kandanda
5 - Maria Deolinda Junia Namukumbi
6 - Mártires Correia Victor “Kavula Ndungue”
7 - Vituzi Lumai
8 - Salomé Epólua
9 - Lukamba Gato
10 - Augusta Mutango
11 - Loth Guilherme Chivava
12 - Afonso Ndzimbo Kutunga
13 - Helena Kokelo Kakunda
14 - João Vaikeni
15 - Isabel Solunga Kaputo
16 - Horácio Sikola
17 - Abílio Kamalata Numa
18 - Makiesse Maria Ivone Lussadisso
19 - Lázaro Kakunha
20 - Horácio Junjuvili
21 - Albertina Navemba Navita Ngolo
Mandatária Nacioal
22 - Liberty Chiyaka
Director Geral da Campanha
23 - Faustino Mumbika
Director Geral Adjunto da Campanha
24 - Mihaela Neto Webba
Assessora do Candidato para os Assuntos Estatutários e Jurídicos
25 - Adriano Sapiñala
Porta-voz da Campanha
26 - Guilhermina Chitekulo
27 - Marcial Dachala
28 - Raimundo Muquissi Mucópio
29 - Piedoso Chipindo Bonga
30 - Aleixo Kandambo
31 - Anabela Pena
32 - Peregrino Isidro Wambu Chindondo
33 - António Manuel Urbano “Chassanha”
34 - Beatriz Kokelo Kakunda
35 - Cândido Tchikwassaluka
36 - Nguituculo Pedro Biweni
37 - Mário Chilulo Cheya
38 - Guilherme Lamuina Chissukulu Sachimbanda
39 - Clarisse Kaputo
40 - Moisés Vihemba
41 - Alfredo Comigo Monteiro Cacunda
42 - Isabel Tulomba
43 - João Tela Samarimo
44 - Manuel Domingos da Fonseca
45 - Helena Bonguela Abel
46 - Armando Lukunga Perigoso
47 - Sassenda Chie Paulo
48 - Clarindo Kaputo
49 - Isabel Mafuta Lusevikueno
50 - Mukonda Samahichi
51 - Georgina Clara Sapalalo
52 - Paulo Faria
53 - Venâncio Domingos da Rosa Mulonde
54 - Lurdes Lucas Iloa
55 - Luciana Rafael
56 - Paulo Samessiya Sakangueya
57 - César Sakalesso Evambi Muzuri
58 - Nzumba Janeta Luvumbo João
59 - Alberto Kanhanga
60 - João Muzaza Kaweza
61 - Lázaro Xixima
62 - João Lino Sukukwali
63 - Lourenço Lumingo
64 - Maria Monteiro "Mariazinha"
65 - Saúde Txizau
66 - Manuel Sampaio Mukanda
67 - Benjamim Eduardo Kakunda
68 - Amélia Mukubia
69 - António Estevão Domingos da Silva “Pataco”
70 - Tito Carlos Linêha
71 - Teodoro Eduardo Torres Kapinala
72 - Florença P. Sequesseque
73 - Raul Teixeira
74 - Estevão Neto Pedro
75 - Julieta Mussapana Mbuqui
76 - Felisberto Njele
77 - Donita Ngambo Chingui Nassegunda
78 - Ruth Dachala
79 - Joaquim Nafoia
80 - Alcino Kuvalela
81 - José Nkolua Luvambo
82 - Júnior João
83 - Jorge Victorino
84 - Domingos Eduardo Katoquessa
85 - Álvaro Mussili
86 - Rosalina Nené
87 - Augusto Liahuka Lutock “Wiyo”
88 - Rui Jorge Salussinga
89 - Celênia Njolela Chipenda
90 - Daniel Hidamwakusha Namunganga
91 - Esperança Wime
92 - Julieta Sikola
93 - Maria Conde Muanda
94 - Clarinda Mayer Alcaim
95 - Jeremias Mota Njahulo
96 - David Kokelo
97 - Hélder Fonseca
98 - Conceição Raimundo Cacolo
99 - Filipe Inácio Teca
100 - Rita Mateus Júnior
101 - (Na diáspora) - Soba T´Chingange, António Costa Monteiro
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Os Subscritores do Manifesto de apoio à recandidatura de Adalberto Costa Júnior ao Cargo de Presidente da UNITA
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O Soba T´Chingange
NAS ADUELAS DO BAÚ
DESDE OS TEMPOS DE DIPANDA * Parte II de II - CONGRESSO DA UNITA À VISTA
- Crónica 3700 – 08.10.2025
- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2025 - “Missão Xirikwata”
Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
Muitos, sustentam que a UNITA venceu as eleições de 2022 e só não formou governo por causa do “estado de terror”, da fraude e de vícios no processo eleitoral que todos conhecem. A liderança de Adalberto transformou a UNITA num partido de base urbana e rural, expandindo gradualmente sua influência.
Tornou-se um líder carismático, alvo da máquina de propaganda e da guerra psicológica do MPLA. Contra ele, foram mobilizados milhões de dólares, campanhas de difamação em televisão, rádio e redes sociais, além da instrumentalização de tribunais e serviços de inteligência. Mesmo assim, sobreviveu e fortaleceu-se.
Neste contexto, sobrepuseram-se os bons conselhos de Samuel Chiwale, Ernesto Mulato, mais velho Sami, Marcial Dachala, mais Velho Manuvakola, Mwata Virgílio, Dra. Arlete Chimbinda, mamã Helena Bonguela, a mamã Cesaltina Kulanda…
Também a visão estratégica de Lukamba Gato e Kamalata Numa; o apoio dos secretários provinciais , municipais do partido UNITA, os secretários da JURA , bem como, a força das mamãs da LIMA e a garra da Sociedade Civil.
Será um erro histórico, às vésperas de 2027, a UNITA trocar de presidente. A luta de décadas trouxe o partido até este ponto, e o caminho agora é para a frente. Ainda assim, há lições a aprender.
É necessário continuar a investir em comunicação política, formar quadros, dar consistência à Fundação Jonas Savimbi e promover reconciliação com alguns dissidentes - A reconciliação nacional começa em casa.
Também é fundamental propor um pacto de regime que garanta alternância para lá de 2027. Como dizia Jonas Savimbi, “quem deve liderar é aquele que o regime teme”. E. hoje, não há dúvidas de que esse nome é Adalberto Costa Júnior.
Lembrar que teremos pela frente essa titânica função de dar por terminada essa cancerosa corrupção sistémica, que é consequência deste infortúnio actual. Infortúnio que o povo sente todos os dias e, que tanto se definha por saber o quanto esta luta sempre resvala para um ponto de partida. Estamos todos expectantes em saber dos passos programáticos, dum combate sem tréguas. com programas específicos nas muitas áreas de governação…

Ilustrações aleatórias de Costa Araújo da EIL
Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes, durante e agora dentro e. na diáspora de angolanos
,Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações recentes de Marcial Dachala "Salundilili", da UNITA kilamba e muxoxos de T´Chingange na diáspora…
(Continua...)
O Soba T´Chingange
NAS ADUELAS DO BAÚ
DESDE OS TEMPOS DE DIPANDA * Parte I de II - CONGRESSO DA UNITA À VISTA
- Crónica 3699 – 10.10.2025
- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2025 - “Missão Xirikwata”
Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
Para que conste e por via da UNITA kilamba e Marcial Dachala "Salundilili" se dá a conhecer o esperado congresso da UNITA, um verdadeiro teste de maturidade politica na árida democracia de Angola. Sendo assim e com esta elaborada síntese, se expõe o texto já apresentado à sociedade anuente Desta forma, o previsto congresso da UNITA para Novembro, será um momento decisivo na vida política do partido.
Desde 2003, a UNITA em termos de democracia interna, tem dado provas de ser uma das formações mais consistentes no panorama do país. Todos os congressos foram disputados com múltiplas candidaturas, debates abertos e fiscalização do processo eleitoral por observadores independentes, não filiados ao partido - um relevante exemplo no panorama político angolano.
O próximo congresso de Novembro do ano em curso, confirmará isso. A questão primordial situar-se-á entre a continuidade da liderança de Adalberto da Costa Júnior ou o risco de regressar a práticas inconvenientes.
A história recente ajudará a compreender este premente dilema. Em 2019, Adalberto foi eleito presidente num congresso altamente disputado. A victória, embora legítima, não foi bem digerida por um grupo de derrotados. Enquanto uns se afastaram, outros colaram-se ao regime tentando enfraquecer a UNITA.
Mas, como a democracia é feita de victória ou derrotas, o congresso será a instância soberana para dirimir eventuais diferenças internas. Quando se apela a instâncias externas como o Tribunal Constitucional - controlado pelo MPLA, o gesto soará a traição, atendendo que o MPLA e a UNITA vêem travando um duelo político desde os Acordos de Alvor de1975.
O percurso da UNITA é feita de resistência. Jonas Savimbi garantiu a sobrevivência do partido, enfrentou a guerra e projectou o multipartidarismo como conquista para Angola. Sua morte em 2002 deu azo à escolha estratégica pela sobrevivência da UNITA. Entre 2003 e 2019, Isaías Samakuva assumiu a liderança.
Foi uma presidência longa, com altos e baixos, mas necessária para um período de transição e adaptação ao novo contexto político e social. Em 2019, a victória de Adalberto Costa Júnior representou um divisor de águas.
Apesar das tentativas de boicote e até da anulação do congresso pelo Tribunal Constitucional, a pressão popular forçou a realização de um novo congresso. A partir daí, a UNITA reforçou sua identidade, consolidou a Frente Patriótica Unida e conquistou 90 assentos no parlamento.
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Ilustrações de Costa Araújo da EIL
Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes, durante e agora dentro e. na diáspora de angolanos
,Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações recentes de Marcial Dachala "Salundilili", da UNITA kilamba e muxoxos de T´Chingange na diáspora…
(Continua...)
O Soba T´Chingange
PORQUE FALHAM AS NAÇÕES
– TRATADO DE SIMULAMBUCO . Parte I - Cabinda, um estado traído
- Crónica 3698 – 23. 09.2025
Por: T´Chingange (Otchingandji) - O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
Nos 𝗔𝗰𝗼𝗿𝗱𝗼𝘀 𝗱𝗲 𝗔𝗹𝘃𝗼𝗿, o nome de Cabinda foi omitido - Em 06/08/2025 Jorge Torres, um cidadão ibinda, solicita a Kimbo Lagoa justiça por via de o envio de uma 𝗰𝗮𝗿𝘁𝗮 𝗳𝗼𝗿𝗺𝗮𝗹 𝗮𝗼 𝗮𝘁𝘂𝗮𝗹 𝗣𝗿𝗲𝘀𝗶𝗱𝗲𝗻𝘁𝗲 𝗱𝗮 𝗥𝗲𝗽𝘂́𝗯𝗹𝗶𝗰𝗮 𝗣𝗼𝗿𝘁𝘂𝗴𝘂𝗲𝘀𝗮, 𝗠𝗮𝗿𝗰𝗲𝗹𝗼 𝗥𝗲𝗯𝗲𝗹𝗼 𝗱𝗲 𝗦𝗼𝘂𝘀𝗮: Em pleno século XXI, persiste uma ferida aberta no coração da África Austral e da consciência portuguesa.
O destino do povo de 𝗖𝗮𝗯𝗶𝗻𝗱𝗮, traído por interesses políticos, silenciado por força militar, é abandonado pela comunidade internacional. A história de Cabinda não é uma simples nota de rodapé no processo de descolonização portuguesa.
Cabinda foi formalmente reconhecida como 𝗲𝗻𝘁𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗱𝗶𝘀𝘁𝗶𝗻𝘁𝗮 𝗱𝗲 𝗔𝗻𝗴𝗼𝗹𝗮 em diversos momentos - desde os 𝘁𝗿𝗮𝘁𝗮𝗱𝗼𝘀 𝗶𝗻𝘁𝗲𝗿𝗻𝗮𝗰𝗶𝗼𝗻𝗮𝗶𝘀 𝗰𝗲𝗹𝗲𝗯𝗿𝗮𝗱𝗼𝘀 𝗻𝗼 𝘀𝗲́𝗰𝘂𝗹𝗼 𝗫𝗜𝗫, até a 𝗖𝗼𝗻𝘀𝘁𝗶𝘁𝘂𝗶𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗱𝗮 𝗥𝗲𝗽𝘂́𝗯𝗹𝗶𝗰𝗮 𝗣𝗼𝗿𝘁𝘂𝗴𝘂𝗲𝘀𝗮 𝗱𝗲 𝟭𝟵𝟯𝟯, que a 𝗹𝗶𝘀𝘁𝗮𝘃𝗮 𝗲𝘅𝗽𝗹𝗶𝗰𝗶𝘁𝗮𝗺𝗲𝗻𝘁𝗲 𝗰𝗼𝗺𝗼 𝘁𝗲𝗿𝗿𝗶𝘁𝗼́𝗿𝗶𝗼 𝗮𝘂𝘁𝗼́𝗻𝗼𝗺𝗼, separado de Angola.
A 𝗖𝗼𝗻𝘀𝘁𝗶𝘁𝘂𝗶𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗱𝗲 𝟭𝟵𝟯𝟯 (que vigorou até 1976), no seu 𝗮𝗿𝘁𝗶𝗴𝗼 𝟭.º, definia de forma clara e inequívoca a composição territorial da Nação Portuguesa. Eis o seu conteúdo relevante:
Artigo 1.º - A Nação Portuguesa é uma República unitária, que compreende o território do continente europeu e os seus domínios ultramarinos.
2.º - Na Europa: o continente e os arquipélagos dos Açores e da Madeira;
3.º - Na África Ocidental: os arquipélagos de Cabo Verde e de São Tomé e Príncipe e suas dependências, as ilhas do Corvo, do Príncipe e de Ano-Bom, as possessões da Guiné, de São João Baptista de Ajudá, de 𝗖𝗮𝗯𝗶𝗻𝗱𝗮 e de 𝗔𝗻𝗴𝗼𝗹𝗮;
4.º - Na África Oriental: Moçambique e seus dependentes;
5.º - Na Ásia: Goa, Damão, Diu, Dadrá, Nagar-Aveli, Simbor e Diu-Pequeno, que constituem o Estado da Índia, e Macau, Timor e as suas dependências, no Extremo Oriente.
Ou seja, 𝗖𝗮𝗯𝗶𝗻𝗱𝗮 𝗲𝘀𝘁𝗮𝘃𝗮 𝗰𝗹𝗮𝗿𝗮𝗺𝗲𝗻𝘁𝗲 𝗶𝗻𝗱𝗶𝘃𝗶𝗱𝘂𝗮𝗹𝗶𝘇𝗮𝗱𝗮 𝗰𝗼𝗺𝗼 𝘁𝗲𝗿𝗿𝗶𝘁𝗼́𝗿𝗶𝗼 𝗮𝘂𝘁𝗼́𝗻𝗼𝗺𝗼, ao lado de Angola, e não como parte integrante dela. Este estatuto foi juridicamente consolidado no 𝗧𝗿𝗮𝘁𝗮𝗱𝗼 𝗱𝗲 𝗦𝗶𝗺𝘂𝗹𝗮𝗺𝗯𝘂𝗰𝗼, assinado a 1 de fevereiro de 1885 entre Portugal e as autoridades tradicionais cabindesas.
Neste tratado, Cabinda foi colocada sob a 𝗽𝗿𝗼𝘁𝗲𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗱𝗼 𝗘𝘀𝘁𝗮𝗱𝗼 𝗽𝗼𝗿𝘁𝘂𝗴𝘂𝗲̂𝘀, sem nunca abdicar da sua soberania nem ser incorporada na colónia de Angola. A 𝗖𝗼𝗻𝗳𝗲𝗿𝗲̂𝗻𝗰𝗶𝗮 𝗱𝗲 𝗕𝗲𝗿𝗹𝗶𝗺, nesse mesmo ano, reconheceu a legitimidade dos territórios coloniais atribuídos às potências europeias, entre os quais Cabinda se destacou como o 𝗖𝗼𝗻𝗴𝗼 𝗽𝗼𝗿𝘁𝘂𝗴u𝗲̂𝘀.
Embora, em 1956, tenha sido colocada sob a alçada do mesmo governador-geral de Angola - por conveniência administrativa - tal decisão 𝗻𝗮̃𝗼 𝗮𝗻𝘂𝗹𝗼𝘂 𝗮 𝘀𝘂𝗮 𝗶𝗱𝗲𝗻𝘁𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗷𝘂𝗿𝗶́𝗱𝗶𝗰𝗮 𝗽𝗿𝗼́𝗽𝗿𝗶𝗮. A nível internacional, Cabinda manteve o seu reconhecimento como entidade distinta, tal como demonstra a 𝗿𝗲𝘀𝗼𝗹𝘂𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗱𝗮 O𝗿𝗴𝗮𝗻𝗶𝘇𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗱𝗮 𝗨𝗻𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗔𝗳𝗿𝗶𝗰𝗮𝗻𝗮 𝗱𝗲 𝟭𝟵𝟲𝟰.
Tal 𝗿𝗲𝘀𝗼𝗹𝘂𝗰̧𝗮̃𝗼 colocava 𝗖𝗮𝗯𝗶𝗻𝗱𝗮 𝗲𝗺 𝟯𝟵.º 𝗹𝘂𝗴𝗮𝗿 𝗻𝗮 𝗹𝗶𝘀𝘁𝗮 𝗱𝗲 𝘁𝗲𝗿𝗿𝗶𝘁𝗼́𝗿𝗶𝗼𝘀 𝗮 𝗱𝗲𝘀𝗰𝗼𝗹𝗼𝗻𝗶𝘇𝗮𝗿, 𝗲 𝗔𝗻𝗴𝗼𝗹𝗮 𝗲𝗺 𝟯𝟱.º, de forma claramente separada. No entanto, em 𝟭𝟵𝟳𝟱, o processo de descolonização português atropelou este direito. Nos 𝗔𝗰𝗼𝗿𝗱𝗼𝘀 𝗱𝗲 𝗔𝗹𝘃𝗼𝗿, o nome de Cabinda foi omitido e o território foi entregue de facto à recém-proclamada República Popular de Angola.
06/08/2025 … Por Jorge Torres
O Soba T´Chingange
NAS ADUELAS DO BAÚ
DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM MARCIAL DACHALA
- Crónica 3697 – 22.09.2025
- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2025 - “Missão Xirikwata”
Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
“A criação e visão da FPU (Frente Patriótica Unida), que foi pensada e analisada com muito cuidado por nós (UNITA), é trabalhar com todas as forças vivas da sociedade. Não podemos colocar a carroça à frente dos bois”, afirmou Dachala "Salundilili"
Marcial Dachala destacou também a trajectória da UNITA como um partido com quase 60 anos de história e alertou para o que considera ser a inexperiência de outras forças políticas no processo de decisão estratégica da FPU.
“Como é então que algo e alguém que acabou de nascer como partido político (PRA-JA Servir Angola) já quer dar ideias? Não pode ser alguém que nasceu hoje como partido que venha-nos dizer o que fazer. Essa coisa de coligação de partidos não é nossa ideia”, concluiu.
A declaração de Dachala reflecte as divergências dentro da FPU sobre os próximos passos estratégicos da plataforma, criada em 2022 para confrontar o MPLA nas eleições gerais do mesmo ano.
De recordar que a plataforma política Frente Patriótica Unida não tem respaldo legal, todavia, é integrada pelo PRA-JA Servir Angola e pelo Bloco Democrático com quem alistados pela UNITA, correram às eleições gerais a presente legislatura, a V na história de Angola democrática.
“Mas essa coisa de formalização de coligação de partidos não vem de nós, UNITA”, declarou Dachala. Aliás, para o histórico dirigente da UNITA, ainda é cedo para se abordar o pleito de 2027. “Nós estamos em 2025, e as eleições gerais só serão em 2027”, alertou.
Já muito próximo do XIV Congresso da UNITA mais propriamente para os dias 28, 29 e 30 de Novembro de 2025 algumas vozes desavindas fazem-se ouvir pela negativa, do género:- Será que com este congresso a UNITA vai poder equilibrar alguma coisa para chegar ao poder? E, afirmam: Os seus jovens não são mais do que portadores de bandeiras usando camisolas com as cores do partido e a foto estampada de alguém que também depende de um ordenado que o MPLA paga.
Em verdade o MPLA usurpa tudo a que se possa chamar estado! E, a UNITA tem sim a capacidade de dar exemplos de democracia real porque está-lhes no sangue a força da resiliência, que por natureza se tornaram dotados daquela capacidade de liderar o país na política, na economia e todas as vertentes da vida social. O Congresso terá o condão de disciplinar a pirâmide social com o brio e ética suficiente para vingar a desventura actual vinda do MPLA. Muito repleto da despilfarro ao erário publico. Kwacha...
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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos espalhados pelo mundo.
Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações recentes de Marcial Dachala "Salundilili" e,muxoxos de T´Chingange na diáspora…
(Continua...)
O Soba T´Chingange
NAS ADUELAS DO BAÚ
DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM MARCIAL DACHALA
- Crónica 3695 – 12.09.2025
- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2025 - “Missão Xirikwata”
Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
É Dachala a falar: - Deixem que eu apresente os meus parabéns ao General Paulo Lukamba Gato. Sem a menor dúvida, com o seu acto deu uma grande lição aos membros da UNITA, mas e, também a muitos angolanos. A legitimidade na direcção da UNITA ganha-se com a força que se recebe dos militantes do Partido.
Vem aí o XIV Congresso com o país todo a olhar para nós. Estejamos em Conferências Comunais, Municipais, Provinciais ou Centrais, para trabalharmos na análise das teses que serão apresentadas e discutidas neste Congresso. Tratemos também de analisar e aprova as alterações aos Estatutos do Partido, nossa carta magna.
Além disso, preparemo-nos para eleger o próximo Presidente da UNITA. Eleito o presidente, saibamos honrar a nossa própria escolha. Não exijamos mais do que isso. Na UNITA, só o Congresso é soberano! Viva o XIV Congresso da UNITA ! - Viva Angola!
Marcial Dchala questionado sobre a possível existência de uma campanha contra a Frente Patriótica Unida (FPU), Dachala considera que o presidente Adalberto da Costa Júnior tem sido perseguido. "Isso começou tão logo ele demonstrou vontade de candidatar-se a presidente da UNITA", diz.
Adalberto da Costa Júnior foi eleito duas vezes pela maioria esmagadora dos delegados ao décimo terceiro congresso, entretanto repetido. "Portanto, para nós isto não é assunto. O que conta para nós é aquilo que o presidente Adalberto representa hoje, como esperança de uma Angola inclusiva, de uma Angola que se vira definitivamente para o futuro,,,
Justifica-se com vista ao desenvolvimento de todos os angolanos, mediante o seu trabalho num quadro democrático e de reconciliação, sublinha ainda o porta-voz Dachala "Salundilili". Dachala, rejeitou categoricamente a possibilidade de a Frente Patriótica Unida (FPU) vir a formalizar-se como uma coligação de partidos políticos, visando as eleições gerais de 2027.
É claro que os dirigentes da FPU sentar-se-ão à mesa e traçar ideias para o futuro”, diz Dachala, que descarta ideia de transformar a FPU em coligação.
Segundo o dirigente do “Galo Negro”, a estratégia da FPU e da UNITA, seguem os desígnios do maior partido na oposição. “É claro que os dirigentes da FPU sentar-se-ão à mesa e traçar ideias para o futuro”, diz Dachala, que descarta que a ideia de transformar a FPU em coligação, como vem sendo defendido por Abel Chivukuvuku, líder do PRA-JÁ…,
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Ilustrações aleatórias de Costa Araújo da EILuanda
Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos espalhados pelo mundo.
Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações recentes de Marcial Dachala "Salundilili" e,muxoxos de T´Chingange na diáspora…
(Continua...)
O Soba T´Chingange
NAS ADUELAS DO BAÚ
DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM MARCIAL DACHALA
- Crónica 3694 – 09.09.2025
- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2025 - “Missão Xirikwata”
Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
O porta-voz da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), Marcial Dachala, diz que persiste uma permanente campanha contra o presidente do partido ACJ, afirmando: "Ele é o líder. Não foi eleito porque exibiu um diploma. Foi eleito porque é aquele que melhor interpreta o programa de sociedade da UNITA - Ponto final…
Recentemente, mal ACJ convocou o XIV Congresso da UNITA para os dias 28, 29 e 30 de Novembro de 2025. já o país político se mexia diante desse acontecimento. Eram os membros e os simpatizantes da UNITA, eram os analistas políticos de todos os quadrantes, eram também os muitos assalariados do tristemente célebre gabinete de acção psicológica do poder em Angola.
Conforme afirmou o Presidente da UNITA, Adalberto da Costa Júnior, o maior encontro do partido vai estabelecer a linha política, aprovar e adoptar a estratégia, programa e seus objectivos, rever os estatutos e seu programa geral. Irá aprovar os relatórios apresentados pelos órgãos respectivos e eleger o Presidente, a Comissão Política, e deliberar sobre qualquer outra questão do interesse da UNITA.
Todos estão fazendo o seu prognóstico sobre quem se vai candidatar e quem s erá eleito! É assim a força que os grandes partidos têm! Terei de relembrar o que aconteceu há 23 anos porque hoje, quando vejo que alguns partidos da nossa praça política ainda estão a patinar em relação ao que fazer com os seus Congressos, não posso deixar de voltar para trás e reconhecer a enorme visão que naquela altura Lukamba Gato teve em não se assumir como sucessor a Savimbi.
Por isso, a UNITA habituou-se fazer os seus Congressos dentro da normalidade, segundo os trâmites que estão definidos nos seus próprios Estatutos que são redesenhados em cada Congresso! Lembro que sem pestanejar, o General Gato deu-me uma lição de ética: “Se eu me tivesse proclamado Presidente da UNITA, após a morte de Savimbi, faltar-me-ia legitimidade e isso é bastante importante no exercício das funções do Presidente de uma organização da importância da UNITA!
Recordo que Lukamba Gato referiu: Tarde ou cedo, eu, iria ser acusado de ter usurpado o poder no Partido, sem o merecer! Além disso, depois da morte do Presidente da UNITA, para se firmar na sociedade, o Partido tem de surgir com algo surpreendente e imbatível!” - “Era sim, preciso uma Comissão de Gestão!”---
Porque a Comissão de Gestão é um meio para se criarem as condições necessárias para a realização de um Congresso democrático, onde possam aparecer candidatos à presidência e democraticamente, se eleja um deles como Presidente da UNITA. Estranhamente, eu Marcial Dachala situando-me de fora direi: quem consegue fazer os seus Congressos assim, diante da convocatória do XIV Congresso.
Isto de querer ser ele a não determinar quem deve ser o próximo Presidente da UNITA. Esses são os desafios que todas as democracias têm, aos quais os membros da UNITA têm de se habituar e é isso que os vai fortalecer. As democracias testam os cidadãos para tomarem as decisões mais acertadas diante de mil e uma adversidades. Kwaacha!
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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos espalhados pelo mundo.
Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações recentes de Marcial Dachala "Salundilili" e de T´Chingange na diáspora…
(Continua...)
O Soba T´Chingange
PORQUE FALHAM AS NAÇÕES II – Daron Acernogiu e James Robinson
ORIGENS DO PODER – DIOGO CÃO NO CONGO
- Crónica 3694 – 06.09.2025
- Escritos boligrafados na desordem mundial, actual
Por: T´Chingange (Otchingandji) - O NIASSALÊS em Messejana do M´Puto
No livro “Porque falham as nações”, de Daron Acernogiu e James Robinson pode ler-se: Historicamente, a África Subsariana foi mais pobre do que a maioria de outras partes do Globo e, as suas civilizações antigas não inventaram a roda nem utilizaram a escrita, nem tampouco usaram o arado. Isto na Árica Austral. até à chegada de Diogo Cam no final do século XV.
Até à chegada de Diogo Cão à foz do rio Zaire, o Congo era um reino seguidor dos padrões africanos. Centenas de tribos que desgarradas se digladiavam em lutas indefinidas. Nesse então M´Banza, sua capital, tinha sessenta mil habitantes, tantos quanto a população de Lisboa, a actual capital de Portugal, o M´Puto, também chamado de Metrópole.
Em mil e quinhentos desta nossa era, a população de Londres compunha-se 1500 almas. O rei do Congo, N´Zinga N´Kuvwu converteu-se ao catolicismo mudando seu nome para João I. Mais tarde M´Banza passou a chamar-se de São Salvador. Foi então e graças aos portugueses que os congoleses ficaram a conhecer a roda, o arado e a escrita.
Não obstante e devido ao seu labor bélico, de lutar e fazer escravos desvalorizaram os novos conhecimentos a favor das novas armas, da pólvora e espadas de bom aço prontas a matar. Eufóricos adoptaram essas armas de fogo tipo canhangulos, pederneiras e arcabuzes. Usaram-nas assim, como poderosos instrumentos de acalentar seu ancestrais modos de capturar escravos de onde lhes adveio riqueza e poder.
Deste modo, seus padrões de produção originaram fechar contractos com os portugueses que viram nisto uma forma de ganhar dinheiro aprofundando esta prática com esmero de já quase pré-moderna globalização. Deram assim início ao mercado de mão-de-obra grátis para o corte e apanha do ouro branco saído dos engenhos do Brasil, o chamado assucar
Também e, em paralelo os missionários aprofundaram conhecimentos de catequização pelo que tiveram de ensinar aos indigenas novas formas de falar numa sempre crescente alfabetização. Criaram missões e até enviaram gente nobre para Lisboa do M´putoa fim de dali saírem novos catequizadores e gestores.
Os congoleses, com os portugueses aprendiam novas formas de estar, de vestir, de comer para além da alfabetização e ensino de novas tarefas de trabalho tais como carpinteiros, pedreiros e um sem fim de actividades com destaque para a agricultura e arte de guerrear; e, foi daqui que saiam cipaios que ajudariam no futuro a dar sequência à administração do território, policiando e cobrando impostos de cubata entre outros em troca de mercancias.
Verdade seja dita que nem tudo foi mau nas colonizações africanas, sobressaindo a portuguesa por questões de excepção mas e também fugindo às regras usadas por outros potências europeias. Países que não aceitavam a miscigenação como coisa nomal, nos dias que correm e, entre seres humanos. Este registo económico começou por se sentir na comercialização de óleo-de-palma, amendoins também conhecida por jinguba, mancarra (Guiné Bissau) ou alcagoitas ( Algarve)…
Por aqui se deu início à civilização em África criando entrepostos comerciais ao longo da costa, primeiramente do lado do Oceano Atlântico e progressivamente no Oceano Pacifico após passagem do Cabo das Tormentas ou de Bojador no extremo sul pelo mareante Bartolomeu Dias a 3 de Fevereiro do ano de 1488. A Globalização tinha assim início pela mão dos portugueses – A verdade a seu dono!
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Nota: Com extractos do livro "Porque Falham as Nações", vivências de T´Chingange, resumos da experts fnac, Wikipédia e muxoxos em vivencias do Soba…
Ilustrações aleatórias de Pombinho da E.I.Luanda (Angola)
O Soba T´Chingange
NAS ADUELAS DO BAÚ
DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM MARCIAL DACHALA
- Crónica 3693 – 04.09.2025
- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2025 - “Missão Xirikwata”
Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Messejana do M´Puto
Marcial Dachala relembrou mais uma vez que os jovens podem constatar o já dito, apontando: - De recordar que o Executivo, através do Ministério da Justiça e dos Direitos Humanos, legalizou recentemente, no Cartório Notarial da Loja dos Registos do Cazenga, a Fundação Jonas Malheiro Savimbi (JMS),.
Tudo isto, dois anos depois de os familiares do líder fundador da UNITA darem entrada do processo. A Fundação será de âmbito nacional e visa conceder bolsas de estudo a jovens desfavorecidos e apoiar pessoas com necessidades especiais, assim como participar no esforço de erradicação das minas antipessoais.
Apetece-me hoje relembrar ao meu ilustre mano e Porta-Voz da UNITA na Assembleia Nacional que após o 11 de Novembro de 1975, as casas abandonadas em Luanda maioritariamente pelos chamados “colonos” brancos, foram entregues a “amigos” do MPLA e aos amigos dos amigos ou assim supostos; por toda a Angola se verificou o mesmo procedimento.
Eu T´Chingnge aderi à UNITA na Caála em meados de Outubro de 1974 pela mão do professor Benjamim Liuanhuca e, desde então sempre me mantive próximo às iniciativas do meu movimento/partido.. Trabalhei arduamente para que a chegada de Savimbi ao Huambo (Nova Lisboa) o fosse um momento alto. Assim aconteceu em Janeiro do ano de 1975!
A maior parte dos cartazes contendo a esfinge de Savimbi foram-no já de minha autoria sendo nesse então Secretário de Informação e Propaganda do Comité da Caála tendo como presidente o saudoso Camundongo que trabalhava nos Serviços de Construção de Estradas – JAEA. Aquela entrada no Huambo do nosso líder, foi um momento épico e simbólico.
Por este meu caminho longo, posso permitir-me lembrar a Dachala "Salundilili" que para além das casas tomadas pelo MPLA, foram tomadas fábricas, complexos desportivos, armazéns de géneros, bombas de gasolina. Bem - literalmente, tudo passou para a gestão do MPLA. Personalidades angolanas terão recebido apartamentos no Kilamba por terem apoiado o MPLA por serviços prestados.
Enquanto isso, Savimbi liderava a fuga à morte em uma grande marcha que liderou; um longo e vitorioso caminho até chegar ao santuário da “Jamba”- (Elefante), capital da UNITA por um longo tempo. Têm agora de recordar isso aos filhos daqueles privilegiados do MPLA, desse falacioso governo imerecidamente oferecido pelo CR - Conselho de Revolução do M´Puto Essas pessoas que se assumiram elites do povo angolano, tiveram acesso privilegiado àquelas casas, que sendo propriedade do estado, o foi feito por roubo chamado de “confisco”. Supostamente, teriam de as pagar mas, nada disto aconteceu…
Por tantas dúvidas no ar, tantas medidas arbitrárias, umas torpes outras sem explicação plausível, levam aos jovens de agora a pedir explicações. Cabe a mim lembrar a todos meus manos, protagonizarem manifestações, estipulando falar o nunca falado, como que uma moratória ao executivo angolano afecto ao MPLA, antes de voltarem às ruas, uma e outra vez, pedindo justeza e eleições livres. Façam-no agora para, no mínimo redimir a verdade da história…
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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos espalhados pelo mundo.
Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações recentes de Marcial Dachala "Salundilili" e de T´Chingange na diáspora…
(Continua...)
O Soba T´Chingange
NAS ADUELAS DO BAÚ
DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM MARCIAL DACHALA
- Crónica 3692 – 29.08.2025
- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2025 - “Missão Xirikwata”
Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
Dachala "Salundilili" em um excerto seu afirma que em Angola, os actores dinâmicos da sociedade civil, os profissionais da comunicação social e partidos políticos inseridos de todas as elites, sairá o governo composto dos Órgãos Executivos, Legislativos e Judicial, reafirmando que o deve ser sempre na base do PATRIOTISMO, pedra angular permanentes de todos os nossos anseios, afazeres em prol e sempre, em nome do povo que somos todos Nós.
E, que o futuro se reflicta com altivez na nossa Juventude. Que o seja mesmo o centro das nossas preocupações e convergências por modo a que não defraudemos os dias vindouros. No plano institucional ela, a Juventude, merece um Ministério de Estado, assistido duma Comissão Permanente multifacética e, cuja composição deve ser representativa dos nossos melhores quadros…
A jeito de conclusão, afirma estarmos em período de permanente posse nos mais altivos anseios, porque isso corresponderá com a nossa certeza dizermos, como dizem os mais poderosos, deste mundo, em momentos idênticos ‘’ Help us GOD’’, AJUDE-NOS, DEUS. Àqueles que sempre sairão na primeira linha da cena política nacional…
Marcial Dchala, como porta-voz da UNITA, considerou a 18 de Junho de 2024, em entrevista a OPAÍS, que a recente legalização da Fundação Jonas Malheiro Savimbi representa o reconhecimento do pensamento e legado político do líder do Galo Negro, morto, em combate, em Fevereiro de 2002.
A Fundação Jonas Malheiro Savimbi, foi assim reconhecida pelo Ministério da Justiça e dos Direitos Humanos a 17 de Junho do ano 2024 e registada no Diário da Republica de Angola. Segundo Marcial Dachala, por tudo que fez na causa pelos angolanos, é justo que, depois de algum tempo de solicitação, o Ministério da Justiça se dignasse a reconhecer tal fundação.
Fundação que vai imortalizar a imagem daquele que se considera ser das figuras mais importantes do nacionalismo angolano. E nesse então acrescentou: “Esperamos demais por essa legalização, mas, antes tarde do que nunca”, apontou.
Felicíssimo, o porta-voz da UNITA disse que, concluído o processo de legalização, tanto a Fundação como o partido deverão trabalhar para a “imortalização” da figura do seu patrono, acrescentando que isto assim o é, “Sem desprimor por outras figuras, vincando uma e outra vez que Jonas Savimbi foi aquele que mais pensou Angola.
Eu, T´Chingange, aprecio a consistência ideológica de Dachala "Salundilili"; um ex-guerrilheiro dotado de um apurado faro politico e coerente nas posições que assume com bastante resiliência e oportunidade. Com uma visualização estratégica e invulgar capacidade de organização; um considerável sentido de comando e controle – Bem Haja. É o líder que a nossa UNITA necessita para estes novos tempos
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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos espalhados pelo mundo.
Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações recentes de Marcial Dachala "Salundilili" e de T´Chingange na diáspora…
(Continua...)
O Soba T´Chingange
NAS ADUELAS DO BAÚ
DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM MARCIAL DACHALA
- Crónica 3691 – 15.08.2025
- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2025 - “Missão Xirikwata”
Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
Marcial Dachala sempre refere que as eleições promovem certos militantes de partidos políticos para elites nas Instituições do Estado, entenda-se como Assembleia Nacional. Não está em causa o mérito pessoal dos que a tal categoria ascendem, pois muitos deles aí chegam porque satisfazem os critérios internos definidos, sobre a matéria, pelas Direcções dos seus respectivos partidos.
Os critérios é que são sempre discutíveis porque há outros factores da Democracia como é o caso das organizações, de vária natureza, da Sociedade Civil. Essas organizações podem ter um papel de grande utilidade se as elites nas Instituições quiserem escutá-las.
Uma vez elevados à categoria de elites (deputados) nas Instituições por eleição directa e/ou nomeação, com benefícios materiais que infelizmente sempre os há. É normal e legitimo quando não passa a coisa vulgar – Na prática sempre se vislumbrarão uns mais iguais que outros com recurso a “amizades”……
Claro que um sistema securitário tem de ter uma infraestruturas para implementar as respostas securitárias. Particularmente em Angola há uma miscelânea ou geringonça perversa na governação pois que durante décadas vemos o poder da Presidência crescer confundindo-se com o poder do MPLA.
E, de forma a garantir a predominância da segurança em relação a questões políticas e militares, o Presidente bem á maneira de um supra-numerário cidadão que tudo-pode cria uma casa chamada de Civil com um exército paralelo composto de ninjas do tipo Grupo Wagner – uma guarda pretoriana russófila
Quase um exército privado de mercenários, que luta a favor do supra-numerário cidadão designado de Presidente, a comparar com ex-soldados de elite altamente qualificados cujo líder era o oligarca Yevgeny Prigojin, ligado ao Kremlin e morto por má conduta por ordem de Putim…
É Dachala a falar: - Nós seremos escrutinadores do Presidente atentos para fazermos uma oposição elevada e positiva. A nossa experiência diz-nos que o que está bem é aquilo que realizarmos em conjunto. A paz militar foi o exemplo mais cabal. Por isso governar com todos e sobretudo para todos é o caminho certo para melhorar o que está bem
Melhorar o que está bem ou o que está menos mal, porque toda obra do homem é imperfeitamente perfeita. Os partidos políticos têm o dever de decifrar clara e profundamente a mensagem das feridas, usando o iodo e demais remédios ou matando com ácido sulfúrico manobras calculistas para permanecer no poder “ad aeternum”....
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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos espalhados pelo mundo.
Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações recentes de Marcial Dachala "Salundilili" e de T´Chingange na diáspora…
Ilustrações aleatóras de Costa Araújo da Maianga
(Continua...)
O Soba T´Chingange
PORQUE FALHAM AS NAÇÕES I – Daron Acernogiu e James Robinson
ORIGENS DO PODER – DIOGO CÃO NO CONGO
- Crónica 3690 – 11.08.2025
-Escritos boligrafados na desordem mundial, actual
Por: T´Chingange (Otchingandji) - O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
O livro "Porque Falham as Nações*" deixou perplexos os peritos - Porque é que umas nações são ricas e outras pobres, separadas pela riqueza, a pobreza, a saúde e a doença, os alimentos ou a fome? Porque são umas nações ricas e outras pobres? Em resumo, serão os responsáveis a cultura, as condições meteorológicas, a geografia?
Ou talvez a ignorância de quais são as políticas certas? Pura e simplesmente, não! Nenhum destes factores é definitivo ou constitui um destino. Se assim não o é, como explicar por que razão o Botswana se tornou um dos países de crescimento mais rápido do mundo.
Somos forçados a assim pensar porque a máquina pública da maioria dos países africanos, estão num caco, num caos, tais como Moçambique, o Zimbabué, o Congo ou mesmo Angola, um país com imensas potencialidades. Países que estão atoladas na pobreza extrema e na violência?. Só pode ser por pura incompetência de seus gestores…
Daron Acemoglu e James Robinson mostram, de uma forma conclusiva, que são as instituições políticas e económicas criadas pela humanidade que estão subjacentes ao êxito económico (ou à falta dele). Recentemente, andei por alguns destes países e pude observar a decadência confrangedora…
Baseando-se em quinze anos de investigação, reuniram indícios históricos espantosos sobre o Império Romano, as cidades-estado maias, a Veneza medieval, a União Soviética, a América Latina, Inglaterra, Europa, Estados Unidos e África para elaborarem uma nova teoria de economia política.
Com enorme relevância para as grandes questões atuais, ficamos atolados entre a afirmação e interrogação nomeadamente: - A China que criou uma máquina de crescimento autoritário e, que cresce a uma velocidade tão rápida que por certo esmagará o Ocidente!? – Enquanto isso, os melhores dias da América, leia-se Estados unidos da América, pertencerão já ao passado!?
Estaremos a passar de um círculo virtuoso, em que o esforço das elites para iluminar o poder são alvo de resistência para outro círculo vicioso, que enriquece e dá poder a uma pequena minoria!? A desestabilização nas sociedades ocidentais pela invasão maciça de imigrantes ou gente que foge da miséria, da fome, gente sem terra, sem nada e que buscam saídas para suas vidas…
- Qual é a forma mais eficaz de ajudar a transferir milhões de pessoas da rotina da pobreza para a prosperidade!? Residirá em mais filantropia por parte das nações ricas do Ocidente!? Hodiernamente, estamos a viver e ter de subsistir com a colisão de culturas, formas de estar no dia-a-dia. Conviver com a incapacidade dos partidos do poder e da oposição de elaborarem e apresentarem políticas alternativas, uma saída para a crise de habitação, segurança e saúde de forma harmoniosa…
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Nota: Com extractos do livro "Porque Falham as Nações", vivências de T´Chingange, resumos da experts fnac, Wikipédia e muxoxos em vivencias do Soba…
Ilustrações aleat«órias de Assunção Roxo
O Soba T´Chingange
NAS ADUELAS DO BAÚ
DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM MARCIAL DACHALA
- Crónica 3689 – 08.08.2025
- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2025 - “Missão Xirikwata”
Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
P ... Relendo o que Marcial Dachala "Salundilili", o Porta-Voz da UNITA escreveu prefessoralmente, pode daí calcular-se seus grandes anseios, sempre a lembrar de forma pedagógica na necessidade premente de se fazerem as eleições Autárquicas. E, mais diz: -É desejável que a cultura do partido no poder de fazer dos governadores provinciais e administradores municipais seus primeiros secretários, seja quebrada.
É forçoso que haja separação entre as duas funções, a de governador e a de munícipe! Até por uma questão de coerência, os próximos executivos, façam-nos saber dos programas concretos que visam corrigir o que está mal e, melhorar o que está bem. A figura cimeira do presidente, sempre terá o cariz centralizador do poder - de estadista.
Presidente, é sim, o Chefe de Estado e não o pai da Nação, É um cidadão eleito pelo povo em sufrágio, titular do Poder Executivo e Comandante em Chefe das Forças Armadas Angolanas mas, tem de se submeter às decisões saídas do Parlamento – Assembleia Nacional, moderando partes, corrigindo projectos de lei e, consultando quando o julgar necessário o Tribunal Constitucional.
A.R. ...Nesta qualidade nomeia os principais responsáveis: do Poder Judicial, do Órgão encarregue da organização das eleições, a CNE, e do Provedor de Justiça. Nomeia ainda os seus acessores. O Presidente, enquanto Comandante em Chefe das FAA nomeia o Chefe do Estado Maior General das FAA e os Chefes dos seus ramos,
Também nomeia os Comandantes da Forças de Lei e Ordem e da Segurança do Estado. Nomeia ainda o Governador do Banco Central e os Concelhos de Administração das Empresas Públicas Nacionais. Depois de terminadas as várias nomeações seguidas das tomadas de posse e entrada em funções de todos os órgãos Centrais do Estado, estarão constituídas as equipas das elites do Estado.
Elites que irão ajudar o Presidente da República a gerir nossas vidas e as riquezas materiais do País. Em toda a obra humana haverá relações de cooperação que, boas ou más, sempre o deverão ser uma trave suporte na governação. A trave mestra na gestão do país Angola; país que desde a sua independência, só tem primado em reconhecida ausência de diálogo com os partidos oponentes.
A.R. Ser presidente é ter o primado da perfeição no dever público e auscultação junto dos co-autores da governação, por força do voto do povo – Os partidos com assento na Assembleia Nacional. Tem-se por norma de que o Presidente perante a Constituição da Republica, o é, único e legítimo representante de todos os angolanos.
Mas, há sempre um mas, pois a gangrena cancerígena da corrupção sistémica em Angola, perturba ainda e muito o quotidiano do cidadão, o dia-a-dia do povo. Estamos todos expectantes, dentro e na diáspora, em saber dos passos programáticos do agora e do futuro. Outrossim, programas específicos para o combate sem tréguas, à corrupção em todas as áreas de governação – Deliberativo, Executivo e Fiscal… Kwacha!
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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos espalhados pelo mundo.
Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações recentes de Marcial Dachala "Salundilili" e de
T´Chingange na diáspora…
Ilustrações aleatórias de P - Pombinho e AR - Assunção Roxo da E.I.L.
(Continua...)
O Soba T´Chingange
NAS ADUELAS DO BAÚ
DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM MARCIAL DACHALA
- Crónica 3688 – 30.07.2025
- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2025 - “Missão Xirikwata”
Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
Na maioria dos países de África e especialmente em Angola há um nítido e permanente défice de legitimidade política e de alternância; isto, deve-se à incapacidade ou inépcia dos partidos da oposição em elaborarem políticas alternativas que demonstrem ter quadros no mínimo e, capazes de governar. De conseguirem representar uma grande parte da população.
De forma a garantir a predominância da segurança em relação a questões políticas e militares, o anterior Presidente, Eduardo dos Santos, criou um exército paralelo mandatados a servir o Presidente que agora e ao serviço de João Lourenço, vão bem mais longe de suas iniciais atribuições, suplantando-se aos legitimos Orgãos, nomeadamente da Assembleia Nacional com o lema de “Deus no céu e o Estado na pessoa de JL na terra”…
As plataformas sociais são o recurso do povo e, através de suas muitas periclitãncias denunciam muitas irregularidades na governação; governo sempre subestimando as gentes. Tudo a preceito de sua excelência o omnipotente presidente adjudicado por sua corja de abutres, sua guarda pretoriana de militares e supostos conselheiros que impõem a lei. Lei do foro primordial do presidente que, em simultâneo o é do MPLA e do suspeito Governo corrupto –Bando de Ladrões…
Aquela guarda pretoriana do presidente designda de Casa Civil a quem JL paga principescamente e que ali chegados sem escolha do povo nem submetidos a concurso legal, criam em nossa mente a percepção de uma omnipresença encavalitada no medo. Uma gangue de segurança de tamanho desconhecido mas, suficientemente capazes de se manterem no topo do mando – do poder.
Na realidade, os números exactos daquela força não constam nos Órgãos Governamentais competentes nem ninguém o sabe e, sempre o são enaltecidas em Departamntos lacaios de informação na mão do estado-Ladrão. Mas, existam estimativas que apontam para 120.000 efectivos nas FAA, 150.000 na polícia e 20.000 nas guarda pretoriana do presidente…
Apesar de ser muito difícil de verificar tudo o dito, os serviços de informação e atemorização do Estado poderão ter perto dos 100.000 efectivos. É assim que o medo funciona A acrescentar a todos estes, teremos ainda as forças de reserva secreta, da defesa civil miliciana a cargo do MPLA – escolas do aprendizado de Pioneiros, bem há maneira das actividades do PREC importadas do M´Puto pelo famigerado Rosa Coutinho e seu Conselho da Revolução à bem uns cinquenta anos, etc.
O Presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, sempre lamenta a atitude daquela casa civil, guarda presidencial, revelando uma nítida falta de liberdade, nos Órgãos de Informação que de forma sistemática cohartam esta postura democrática colocando o cidadão no silêncio dos justos. Também no Tribunal Supremo do Largo da Dependência, a comunicação é mancomunada ao seu jeito ou martelada para transparecer em coisa fútil ou de nenhum interesse,,,
Atente-se nas falas de Marcial Dachala "Salundilili": Assim, muitos teremos um outro e novo ânimo pela verdade na política. Porque a política será, uma e outra vez, sempre, um assunto de todos nós. Pois ela será mais de acção para muitos e, menos de palavras de poucos. Visto o quadro mais amplo considero que: A CNE merece e já uma atenção e vigilância especiais. Deve ser revista profundamente para a sua especialização. Deve deixar de ser um parlamento bis; O Tribunal Eleitoral terá de ser ético na justiça, uma exigência fulcral para arbitrar os próximos pleitos – com verdade!
Kwacha!
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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos espalhados pelo mundo.
Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações recentes de Marcial Dachala "Salundilili" e de T´Chingange na diáspora…
(Continua...)
O Soba T´Chingange
NAS ADUELAS DO BAÚ
DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM MARCIAL DACHALA
- Crónica 3687– 27.07.2025
- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2025 - “Missão Xirikwata”
Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
Sou eu a falar: Li algures que todas as pastas estratégicas em Angola, muitas das quais não são do foro da segurança (tratam de questões sociais e económicas, que deveriam ser administradas pelas instituições do Estado), que o são controladas pela Casa de Segurança do Presidente. Ao longo dos anos (e já em tempos da guerra na década de 1990), a Casa de Segurança seria para proteger o Presidente e despistar ameaças militares, políticas e económicas.
Criaram assim um exército paralelo – umaverdadeira guarda pretoriana com super poderes. Tudo pago pelo petróleo pondo o aparelho de segurança no comando da política até à reconstrução nacional, às eleições, ao controlo das províncias de Cabinda ao Cunene.
As unidades de guarda e segurança presidenciais sendo tropas de elite, operam um serviço de informação, hodiernamente com Inteligência artificial e com logística própria sendo os mais bem armados do país - até melhor do que as próprias FAA (Forças armadas de Angola). Bem e, de forma a garantir a predominância em questões políticas e militares, desmilinguindo a acção da assembleia Nacional. Os deputados são-no meios palhaços e sempre diminuídos pelos Orgãos Oficiais da Nação.
A oposição torna-se assim em meros bonecos manobrados pelos Orgãos que ao invés de os respeitarem, os diminuem paulatinamente dando “bombons” por vezes – muitas vezes, a uns quantos corrompidos e, desclassificados quando o julgam conveniente. Seu patrono é o Presidente João Lourenço que sem vergonha, cara –de-pau sempre minoriza O Povo vê-os ssim como “marionetes de zunga” ou Zungeiros desclassificado…
Os vários ramos dos serviços de informação ao serviço de JL, a saber: –inteligência externa, doméstica e militar – têm desempenhado um papel central na gestão e mediação de interesses diversos, bem como na competição política pelo poder. São mandatados a servir o Presidente, por ele mesmo ou pelas instâncias de tribunais, supostamente superiores, a CNE ( Comissão Nacional de Eleições e sempre com o lema de “Deus no céu e o Estado(leia-se JL) na terra”…
Dando uma palavra antiga ao ilustre Porta-Voz da UNITA, Marcial Dachala "Salundilili", pode aqui recordar-se, seus desejos sempre atuais - uma das muitas intervenções lembrando o poder local na exemplaridade e na forma de Muicipios: « Desejo sincera e ardentemente que os novos membros da elite Institucional Legislativa e, os Deputados, tenham por tarefa primordial e consensual o aprimoramento da Democracia»
Continuando as falas de Dachala: «O aprimoramento do quadro da efectivação, sem gradualismos, do poder local. O verdadeiro poder do cidadão. O poder local funcional, que se quer em todo o País, será a única expressão prática da Democracia participativa constitucionalmente estabelecida.
E relembra os Municipios: O poder local é a verdadeira escola da Democracia e do desenvolvimento. A nossa Angola necessita, vitalmente, de criar riqueza para todos os seus filhos. A riqueza de um povo consiste em ter o básico satisfeito. A passagem obrigatória para a satisfação do básico é o poder local eleito. o exterior e a defesa da nossa existência no concerto das nações da humanidade. Assim vista a nossa democracia afinal ainda é, e apenas uma democracia das elites. A UNITA repreentada po nosso Presidente Adalberto Junior zelará para que sim o seja … Kwacha…
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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos espalhados pelo mundo.
Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações recentes de Marcial Dachala "Salundilili" e de T´Chingange na diáspora…
(Continua...)
O Soba T´Chingange
A MULHER DO DRAGÃO VERMELHO VIII – José Rodrigues dos Santos *
NA ROTA DA SEDA
- Crónica 3686 – 23.07.2025
-Escritos boligrafados na desordem mundial, actual
Por: T´Chingange (Otchingandji) - O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
Repetindo o dito, entenda-se que na China o SNP, é a prática de por meio de algoritmos diferenciam os “han” das demais etnias. «Em genética, um SNP (Polimorfismo de Nucleotídeo Único) é uma variação em uma única base (A, T, C ou G) no DNA que ocorre em pelo menos 1% da população.
Esses marcadores são amplamente utilizados em estudos de associação genética, mapeamento de genes e análise de ancestralidade. Aqueles ditos marcadores permitem definir as estruturas faciais e a cor da pele, segundo a categorização a que eles designam de raças. Para nós europeus, genericamente os ocidentais, tudo surge como uma sensação de irrealidade.
Pelas câmaras da rede Hikuivision tem-se a capacidade de extrair informações adicionais. Informações a partir do movimento dos lábios ao falar ou fazer trejeitos emocionais; qualquer suposta anormalidade é motivo de alerta para a policia civil e de costumes.
O partido através desse algoritmo reconhecem as assinaladas pessoas captadas pelas câmaras dissimuladas ou não. Também o reconhecimento pelo formato de seus rostos e a forma de caminhar. Quanto aos checkpoints as pessoas são detidas por o serem ou parecerem “desviantes”, sendo por norma convidadas a ir ”tomar chá à esquadra”.
Pode supor-se serem objecto de interrogatórios usando métodos de dor, intimidação e medo Acontece que, como falamos de processamento em computadores, os algoritmos, passam a pente fino toda a informação sobre milhões e milhões de pessoas-
Tudo parece uma grande enormidade, coisas com prática surreais como do além assim como um kazumbi de alogramas e ainda pouco reconhecidas em nossas suposições. Um ai Jesus que numa simples fracção de segundos, usando esses misteriosos avanços, processados na forma e conteúdo, usando já inteligência artificial…
Dito o supra referido, até tenho series duvidas rebordadas a medo de que meu smartphone HUAWE tenha um desses grampos na forma de chip de despistagem chamado de spyware. Bolas! Pelo que fiquei a saber haverá uma app lingwang Weishe a inspeccionar ao mínimo detalhe nossas fotos, nosas vidas…
Dos vídeos e fotos intimistas de todas nós, das corriqueiras vidas de um qualquer cidadão, sendo enviado a um server desconvido; o certo é que ultimamente há avisos de recuperação e estranhas abordagens quanto a antigas fotos e, sem que isso o tenha sido solicitado. Estamos literalmente entregues aos bichos – Estamos feitos ao bife…

Nota*: Com extractos do livro de “A Mulher do Dragão Vermelho” de José Rodrigues dos Santos, consulta em Wikipédia e muxoxos em viagens do Soba …
(Fim de “A Mulher do Dragão Vermelho” - na rota da seda )
O Soba T´Chingange
NAS ADUELAS DO BAÚ
DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM MARCIAL DACHALA
- Crónica 3685 – 19.07.2025
- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2025 - “Missão Xirikwata”
Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
Em Angola, a construção da ordem política e do Estado pós-guerra ocorreu em simultâneo com a massificação do partido usurpador do poder – MPLA. Quase sene a presença do partido era mais visível e eficaz do que a presença do Estado e da administração pública e seu controlo de oportunidades - rendas para fins de lealdade, de amiguismo ou camaradagem,,,
Em Angola, a securitização (A securitização possibilita que empresas utilizem suas dívidas como um produto financeiro. Assim, podem antecipar o recebimento de recursos para financiar seus projectos.). Assim, consistiu numa infraestruturas de poder que protegeu e protege o projecto político hegemónico da Presidência e das elites…
Aquilo foi e, continua sendo uma estratégia, um aparato, e uma política de governo, onde o aparelho de segurança e de Estado protegem a ordem política e não a ordem pública; velando pelos interesses partidários, seus tentáculos e não pelos interesses nacionais – um perfeito polvo…
Um polvo que durante cinco décadas vimos no poder da Presidência. Crescer e eclipsar até o próprio MPLA e evidentemente, os demais partidos que sempre ficaram na subsidio dependência, limitados aos ossos e minudências do repasto governamental e, com farta e feia vilanagem.
Houve um processo de centralismo e de acumulação de poder e de funções estratégicas na Presidência e em particular na Casa de Segurança da Presidência, que controlava e cominua controlando todos os portfólios; os mais importantes de governação do país. Alguns vão sendo sediados num engodo dolarizado com benesses visíveis aos demais, principalmente ao povo que sempre chafurda na resiliência.
Inicialmente, João Lourenço, o actual presidente, tentou reformar a economia com a intervenção do Fundo Monetário Internacional, com a política de luta contra a corrupção e edecéteras esquisitos como os processos de privatização de empresas do Estado, e algumas tentativas de diversificação da economia. Não obstante, não conseguiu tirar o país de uma recessão “permanente”
E, dando vós a Marcial Dachala "Salundilili", na primeirissima pessoa, pode ler-se: «A UNITA, graças às gerações que se juntaram àquela fundadora e, desde 1975, coube assumir a vanguarda da luta pela inclusão definitiva da democracia na vida: política;socio-cultutral e económica de angola e dos angolanos. Estas gerações também deram o melhor de si para o alcance e consolidação da paz militar.»
E, continua: «Do ponto de vista histórico é a agenda que, em 1975, preconizava a democracia que o nosso país está a seguir ( embora enviesada) O propósito deste texto é que a nossa democracia tem 50 anos . E, destes, só 15, são de Paz . No entanto esta já permitiu a realização de vários pleitos eleitorais: Eleições gerais em 1992; Eleições legislativas de 2008; Eleições gerais de 2012; Eleições gerais de 2017 e Eleições gerais de 2022.»
Das eleições gerais ocorridas aos 23 de Agosto de 2017, que foram as quartas na história da democracia angolana com todos os seus quês de legítimas reclamações dos partidos na oposição respondidas por improcedências e extemporaneidade cortantes e até acusações da organizadora, pode deduzir-se que a CNE e do árbitro, o TC, despejaram-nos narrativas…
CNE e TC, decantaram, na nossa opinião, o seguinte: Nós os angolanos somos realmente um povo específico: disciplinado, ordeiro, ciente do seu futuro e pleno de nobreza. Esta nossa especificidade merece sim a admiração doutros povos. Devemos, no entanto, precaver-nos de qualquer veleidade de sermos um exemplo para África e o Mundo. A humildade ficar-mos-á melhor! - "Salundilili"…
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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos espalhados pelo mundo.
Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações actuais de Marcial Dachala "Salundilili" e de T´Chingange na diáspora…
(Continua...)
O Soba T´Chingange
NAS ADUELAS DO BAÚ
DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM MARCIAL DACHALA
- Crónica 3684 – 14.07.2025
- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2025 - “Missão Xirikwata”
Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
Um estudo recente (do Afrobarometer) em 2014/15, centrado em cinco países da África Austral, revela que há por norma, uma falta de confiança dos eleitores da oposição não só por causa de esporádicas divisões internas mas, pela muita falta de transparência do partido no poder que forma o Governo como sucede em Angola aonde a hegemonia do MPLA o é, confrangedoramente saliente.
A população inquirida vê a oposição mais como tendo um papel de monitorar ao governo e critica ao poder usurpador, constituindo numa não genuína alternativa de governação por via de usurpação e fraudes permanentes. Este défice de legitimidade política e de alternância deve-se à incapacidade dos partidos no poder superarem a forma ditatorial e ser demasiado opressiva.
O Governo, com quadros experientes na manipulação e contra-informação tornam-se capazes de enganar uma grande parte da população dando regalias a personalidades que norteiam a corrupção e o compadrio com um suborno evidente. Não raras vezes os eleitos pela oposição, não excluindo a UNITA, tornam-se acomodadas a essas situações subornadas. Eles compram tudo, até as vontades!
O Botswana é um exemplo muito claro desta insuficiência por parte dos opositores mas ali, o Governo tem sido correcto na partilha de suas riquezas; por isso se mantêm no poder por o serem, capacitados, ao invés do MPLA em Angola que tudo falseiam.. O Botswana que vivenciei recentemente, tem sido governado desde a independência, em 1966, pelo mesmo partido, o Botswana Democratic Party, que tem como lema eleitoral “Ainda não há alternativa” (Lekalake, 2017
Em Angola, a forma de governar em 50 anos, tem normalizado o Estado de alerta para a instabilidade nacional. O regime tem mantido a postura de zero-sum, que implica que para um ganhar todos, os outros têm de perder. É uma mentalidade de guerra, não de paz e, certamente não de democracia, porque divide a sociedade entre uns e os outros.
Em outras palavras, zero-sum é a soma dos ganhos e perdas entre todos os participantes - é zero. Este conceito é frequentemente usado na teoria dos jogos e na economia para descrever cenários em que riqueza ou recursos são redistribuídos, mas não criados ou destruídos.
Palavras de Marcial Dachala: «A nossa democracia já devia ser uma democracia adulta e plena da base ao topo. Deveríamos ter e já a Democracia no povo, pelo povo e para o povo. Falo agora, especificamente, da institucionalização e funcionamento do poder local. Só assim estaremos com o nosso edifício democrático completo. Dum lado teremos a Democracia das “elites” nas Instituições do Estado, a do topo, consubstanciada nas eleições gerais - Doutro lado a Democracia no povo, por si e para si com substância nas eleições autárquicas.»
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Imagens de Costa Araujo (aleatórias)
Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos espalhados pelo mundo.
Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações actuais de Marcial Dachala "Salundilili" e de T´Chingange na diáspora…
(Continua...)
O Soba T´Chingange
NAS ADUELAS DO BAÚ
DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM MARCIAL DACHALA
- Crónica 3682– 12.07.2025
- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2025 - “Missão Xirikwata”
Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
Marcial Dachala "Salundilili" relembra que em eleições de Angola, queremos acreditar! Acreditar que para os dois órgãos de Soberania, sairão a élite política provenientes de vários partidos políticos. Um deles será o Presidente República e, o outro a Assembleia Nacional num total de duzentos e vinte e dois cidadãos (compatriotas).
Desses 222 eleitos, um virá a ser o Presidente da República - o indicado pelo partido ganhador; outro será o seu Vice Presidente. E todos, serão os verdadeiros representantes daqueles órgãos - Instituições do Estado. Duzentos e vinte serão os Deputados à Assembleia Nacional. E, nós necessitamos deste governantes como actuantes na defesa dos interesses mais nobres – queremos acreditar que assim o sejá!
São os actuantes com profundos e reais desejos de todos os angolanos. Dizemos actuantes e não actores porque a arte de representar, também pode significar fazer teatro ou cinema, fazer batota, enganar-nos ou metralhar nossos anseios em sermos bem governados com a qualidade de vida necessária.. Eles receberão o nosso mandato para serem os principais, mas não únicos,
Queremos que o sejam gestores das diferentes dimensões da nossa vida coletiva enquanto povo, organizado em Estado e sempre, na senda de construção duma Nação próspera. Nesta prespectiva da-se a saber que por nota de imprensa o Grupo Parlamentar da UNITA remeteu na tarde do dia 2 de Julho de 2025, cinco Projectos de Lei junto do Gabinete da Presidência da Assembleia Nacional
A fim de completar o pacote legislativo eleitoral já em discussão na casa das Leis. Dos 5 Projectos de Lei ora remetidos de iniciativa do Grupo Parlamentar da UNITA, 4 são de alteração a leis já existentes, enquanto 1 é novo no ordenamento jurídico angolano, nomeadamente:
1- Projecto de Lei Sobre o Exercício do Direito de Oposição Democrática;
2- Projecto de Lei de Alteração da Lei n.° 22/11, de 17 de Junho – Lei da Protecção de Dados Pessoais;
3- Projecto de Lei de Alteração da Lei n.° 22/10, de 3 de Dezembro – Lei dos Partidos Políticos;
4- Projecto de Lei de Alteração da Lei n.° 10/12, de 22 de Março – Lei de Financiamento aos Partidos Políticos;
5- Projecto de Lei de Alteração da Lei n.° 11/12, de 22 de Março – Lei da Observação Eleitoral.
Marcial Dachala "Salundilili"
Com estas iniciativas, o Grupo Parlamentar da UNITA pretende contribuir para que se crie em Angola um quadro legal que garanta eleições livres, justas, transparentes, democráticas e credíveis de acordo com os princípios universais e regras da SADC.
O Grupo Parlamentar da UNITA contou com a contribuição de vários segmentos da sociedade civil, para o enriquecimento dos Projectos de Lei agora remetidos à Assembleia Nacional, mantendo abertura para mais contribuições e melhoramento destas e outras iniciativas, ao nível dos debates na generalidade e especialidade, bem como noutros fóruns de diálogo interparlamentares, interpartidários e outros.
Luanda, aos 3 de Julho de 2025 - O Grupo Parlamentar da UNITA
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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos espalhados pelo mundo.
Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações actuais de Marcial Dachala "Salundilili", do G.P.UNITA e, de T´Chingange na diáspora…
(Continua...)
O Soba T´Chingange
A MULHER DO DRAGÃO VERMELHO VII – José Rodrigues dos Santos *
NA ROTA DA SEDA - Crónica 3681 – 09.07.2025
-Escritos boligrafados na desordem mundial, actual
Por: T´Chingange (Otchingandji) - O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
Hodiernamente, na China, o PCC (Partido Comunista Chinês) sabe tudo sobre seus cidadãos – tudo! E fora dela, também!... Até desconfio que meu smartphone huawei, aqui em Portugal aonde me encontro, poderá ter um chip bem dissimulado algures, de onde se podem retirar farpas emanadas de meu cerebelo, fazendo de mim um robot quando assim o julgam necessário. Isto, porque algo anda confuso na minha globosfera, na fonte e na fronte de minha catedral…
E, na sequência da leitura, meio ficção, meio realidade da “mulher do dragão vermelho” de José R. dos Santos, pode ler-se: O banco de dados do Partido, chama-se formalmente POCI (Plataformas de Operações Conjuntas Integradas). É aí que se encontra toda a informação sobre cada cidadão.
Os próprios automóveis eléctricos fabricados na China enviam de trinta em trinta segundos pacotes de informação destinadas ao Partido, incluindo feitos banais tais como sua localização, velocidade e direcção do veículo. Depreendo que isto, o seja, só na China mas com tanta dissimulação e feitos raros vivenciados nos dias de hoje, somos levados a duvidar de tudo...
Isto quer dizer que o PCC Chinês conhece cada um de nós (entenda-se – chineses), aos mínimos pormenores desde os nossos genes, os nossos hábitos, gostos alimentares e o desenho de nossos rostos mostrando verrugas e edecéteras de rugas com trejeitos e jeitos - maneirismos peculiares que definem um qualquer entra milhares no meio dum ajuntamento de rua. Pópilas! Também a forma como caminhamos, como rimos, das nossas preferências nas leituras online, nossas amizades com detalhes das múltiplas relações, com quem nos damos e falamos com frequência; na verdade, tudo o que dizemos ou fazemos em qualquer sítio!
Com tamanhos tolhimentos interrogamo-nos em como é possível viver assim neste permanente suplicio de vida…No livro, é dito que supostamente todo o conteúdo aqui exposto, é dito por um engenheiro informático de uma empresa petrolífera; um dos muitos trabalhadores de etnia “uigure” sujeitos a constante vigilância por não o serem da tal elite governamental, os “Han” A etnia Han é o maior grupo étnico do mundo, com mais de 90% da população da. Originários da região do rio Amarelo, no norte da China, os Han expandiram-se para o sul e para outras áreas da China ao longo dos séculos. Eles são conhecidos pela sua rica cultura, que inclui notáveis realizações em áreas como política, filosofia, literatura e artes…)
Aqueles Uigures e os Cazeques são por isso e por norma, sujeitos a apertada vigilância e que, quando em deslocações sempre o são obrigatoriamente, vigiados em checkpoints. E, nem sempre o são espiados apenas por vigilantes humanos. São o próprios computadores aliados a muitas câmaras que os espiam, conjugando as imagens do rosto com seus próprios trejeitos ou maneirismos…
E, é-o feito por marcadores STR - «Short Tandem Repeats; regiões específicas do DNA onde uma sequência curta de bases nitrogenadas (geralmente de 2 a 7 pares de base) se repete várias vezes em sequência. Esses marcadores são altamente polimórficos, o que significa que o número de repetições pode variar significativamente entre indivíduos, tornando-os úteis para identificação humana e outras análises forenses…»
E, SNP e, por meio de algoritmos que diferenciam os “han” das demais etnias… « Em genética, um SNP (Polimorfismo de Nucleotídeo Único) é uma variação em uma única base (A, T, C ou G) no DNA que ocorre em pelo menos 1% da população. Esses marcadores são amplamente utilizados em estudos de associação genética, mapeamento de genes e análise de ancestralidade.
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Nota*: Com extractos do livro “A Mulher do Dragão Vermelho” de José Rodrigues dos Santos, consulta em Wikipédia e muxoxos em viagens do Soba …
(Continua, com intercaladas Viagens …)
O Soba T´Chingange
NAS ADUELAS DO BAÚ
DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM MARCIAL DACHALA
- Crónica 3680 – 26.06.2025
- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2025 - “Missão Xirikwata”
Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
Em termos genéricos e segundo os Cadernos de Estudos Africanos, podemos afirmar que em África e, particularmente em Angola, as dificuldades da oposição em chegar ao poder são, por um lado, devido aos constrangimentos e obstáculos criados pelos partidos no poder e, por outro lado, resultantes de incapacidades próprias.
Em Angola, no que se refere aos constrangimentos criados pelos partidos no poder, são de vária ordem, tendo na base, um forte fundamento securitário dos regimes que os suportam. Desde a independência aos nossos dias, pouco mudou na forma como o poder foi estruturado e, tudo indica continuar mete estado de letargia. Quando um Estado organiza eleições, mobiliza lealdades e neutraliza a oposição por via da instrumentalização do medo. Quando assim o não é, há certamente corrupção
Ao entrar para a Presidência, em 2017, João Lourenço adoptou uma estratégia híbrida. O Presidente escolheu reformar o suficiente para sobreviver a várias crises, mas não reformar o suficiente ao ponto de uma tal reforma representar uma ameaça à hegemonia do MPLA.
A UNITA é, inicialmente, um sonho. É dono deste sonho o Dr. Jonas Malheiro Savimbi. Assim o diz em seus escritos Marcial Dachala “Salundilili”. São estas vivências envoltas em sonhos que forjaram, nele Jonas Savimbi, sólidas convicções que configuraram, sua em nossa mente. Nesta partilha do sonho nasceu o projecto com raízes, valores: patriotismo; a liberdade; a democracia; a solidariedade e a justiça social…
Também as culturas nacionais e; a agricultura como medula espinal da economia. São estes valores que emolduraram o projecto UNITA. Tudo, é articulado em princípios de liberdade de independência do angolano e da pátria. É na democracia que advêm o direito como orientações supremas de organização e funcionamento do estado e da sociedade…
Pessoas sábias ensinaram-nos: "os grandes rios, na sua origem, são apenas pequenos fios de água". Na mesma senda alguém disse " um só pavio pode incendiar toda uma pradaria". Assim é, na verdade, a UNITA: uma amálgama de sucessivas gerações de militantes.
À geração fundante coube lançar, com muito sacrifício, o projecto lutando de armas na mão contribuindo para o derrube do colonialismo. Ela é este fio de água e também este pavio. Apenas pela e com democracia o angolano pode realizar-se material e espiritualmente, competindo à própria UNITA tudo fazer, internamente, para pilotar, em benefício de todos os angolanos.
Este é aqui e agora, o gigantesco desafio para a elite da nossa UNITA em estreita aliança com as diferentes elites da nossa angola: alcançar o poder de estado pelo voto. Com o verdadeiro espírito fundador da UNITA, lá chegaremos. É este o melhor acerto dos caminhos que devemos trilhar para o sermos: poder. Meu mistério é perante vós, querer e fazer querer – Kwacha!
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Imagens aleatórias de Costa Araújo
Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos espalhados pelo mundo.
Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações do baú de T´Chingange e Wiquipédia…
(Continua...)
O Soba T´Chingange
NAS ADUELAS DO BAÚ
DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM MARCIAL DACHALA
- Crónica 3679 – 10.06.2025
- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2025 - “Missão Xirikwata”
Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
Marcial Adriano Dachala “Salundilili”, nasceu a 11 de Agosto do ano de 1956. Licenciado em Relações Internacionais, desempenha o lugar de Deputado pela UNITA na Assembleia Nacional de Angola desde 16 de Setembro de 2022. Em seu historial destacam-se os cargos relevantes: Em 1975, participou no Congresso Constitutivo da Jura na Província do Huambo.
Foi promovido a Capitão na Província do Bié no ano e 1985, tornando-se Secretário Geral da JURA em 1986. No ano de 1988 foi o Representante Adjunto da UNITA em Portugal. Actualmente é o Porta Voz da UNITA mantendo-se como tal, um elemento imprescindível ao seu Partido liderado por Adalberto da Costa Junior
Segundo os Cadernos de Estudos Africanos, em Angola, o aparelho de segurança garante que outras patologias de governação, como o neopatrimonialismo, a democracia processual e o autoritarismo possam florescer. Neste sentido Dachala tem-se mantido em destaque nesta postura denunciando que é assumidamente uma ultrajante realidade.
As eleições de agosto de 2022 marcaram um momento de viragem política em Angola. A FPU - coligação Frente Patriótica Unida liderada pela UNITA, galvanizou a juventude e a maioria dos eleitores para acreditarem na alternância política. Mas, o MPLA, a Presidência e os Órgãos Eleitorais partidarizados implementaram uma fraude extensa e complexa para garantirem que a oposição não chegasse ao poder.
No correr do tempo, nada alterou para melhorar o panorama deficitário. Desde sempre, houve um requintado aprofundamento do autoritarismo em Angola, neutralizando vários ganhos democráticos e, desmantelando as forças de contrapoder da imprensa e da sociedade civil organizada e, não organizada.
É notório não verificar, ser muito difícil que nos próximos anos, a oposição e a FPU mantenha uma estratégia eficaz para sobreviver até o próximo ano de 2027, para assim se preparar melhor fazendo garantir a verdade eleitoral. Em verdade, desde a independência aos nossos dias, pouco mudou na forma como o poder foi estruturado.
O que vingou mesmo, foi o compadrio, a corrupção e o acomodamento de uma grande parcela de governantes e oposição defraudando o povo. Paulatinamente Angola foi-se entregando às grandes potências entre a quais a China endividando-se e beneficiando sempre a casta governamental coadjuvada por uma onda gigante de subornos descarados.
O país foi sempre caracterizado como tendo uma presidência muito forte, muito musculada e, com a força suprema do aparelho de segurança, com o suposto direito histórico do MPLA para governar, na captura total da economia e dos recursos, e na aceitação e conivência de aliados estratégicos internacionais.
Em angola, criar medo é uma construção política, é um resultado de esforços estratégicos para retratar eleições como ameaças à paz, à segurança e à estabilidade da nação Os partidos de oposição tornam-se activos apenas e só durante as eleições. Vários destes partidos giram à volta de personalidades e de um único líder, são caracterizados por falta de democracia interna, sofrem de conflitos intrapartidários, têm dificuldades financeiras, e nem sempre conseguem expandir a sua base de apoio. E, Dachala “Salundilili”, tem sido um verdadeiro estandarte ao denunciar as lacunas e irregularidades que grassam na governação de Angola…
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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos espalhados pelo mundo.
Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações do baú de T´Chingange e Wiquipédia…
(Continua...)
O Soba T´Chingange

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