Sábado, 12 de Dezembro de 2009
RECIFE – A SAGA DO AÇUCAR . IV

FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO

        Os caixões de açucar

Olinda - PE Papel de Parede ...   OLINDA

 

Os Tugas, resgataram a prática do uso escravo podendo de forma sintética mencionar o padre António Virira quando refere “ Sem açucar não há escravos e sem escravos não há açucar”.

A Madeira como berçário de novas práticas sociais foi nos primordios  da expanção Lusa, o primeiro e mais importante mercado receptor de escravos aficanos. À illha chegaram os primeiros escravos guanches, marroquinos e africanos que contribuiram para o arranque económico do arquipélago e a diáspora Lusa.

Depois, foi o pau brasil, e os caixotes de nobres madeiras que serviam para transporte do ouro branco.

 

Nos dias de hoje, ainda se pode apreciar mobilias feitas de boas madeiras levadas do Brasil como o jatobá, jacarandá, sucupira ou angico; estas madeiras, curiosamente eram tão somente a estrutura dos “caixões” para transportar  300 quilos de açucar. Talves por isso se designe aos contadores ou administradores das remessas de “caixeiros” pois, mais não eram tão somente do que zeladores dessas caixas de açucar.

Os maiores e melhores organizados destes caixeiros eram os imigrantes ou colonos de ascendência judaica, essa grande diáspora unida à semelhança dos Ilheus que por via da inquizição levaram famílias inteiras a se refugiarem nas praças do Norte da Europa como Amstedão, Antueérpia, Rochela, Londres ou Bordeus. Por iniciativa própria e por sobrevivência, estabeleceram redes de negócio familiares que vieram a ser considerados como o principal suporte da rede comercial resultante dos descobrimentos. Esta rede comercial é em realidade uma verdadeira contradição com os comportamentos da expanção cristã, o que me leva a salvar a teoria de que em negócios tudo é possivel. Nesta rede comercial, Angola, aparece como principal consumidor de vinho da Madeira a par com o Brasil, país irmão.

 

Há escritos de caixeiros referindo fornecimento de 100 pipas de vinho da Madeira no ano de 1651, poucos anos após Salvador Correia de Sá e Benevides ter escorraçado os Mafulos de Loanda.

No Funchal, em São Vicente do Brasil, Pernambuco, Bahia, Luanda e Santiago de Cabo Verde por via do negócio do vinho, há novas apetências surgindo por isso uma chusma de pequenos burgueses. São estes os vértices do mundo Português, a Lusofonia actual que dá agora importância com consciência  às praças dum antigo recheio colonial.

Muitos de nós de genes mestiça, somos o fruto deste fado chamado de diáspora; o fruto desses antigos mestiços, capitães, mestres e serviçais, escravos duma sanzala qualquer, servindo sempre um senhor. O senhor do engenho ou navegador aventureiro da rota do cabo.

 

A rectórica com manipulação de novos discursos, para serem históricos, terão de se basear nessa evocações, fundamentos na reposição da verdade. É para  isso que servem os grandes homens, a que  vulgarmente chamamos de estadistas.

 

( Continua... A batalha de Guararapes... V)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 22:59
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