Terça-feira, 12 de Janeiro de 2010
RECIFE – A SAGA DO AÇUCAR . XI

FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO

        A colonização da Amazónia

 AMAZÓNIA  Amazonia Imagens e Recados ...

 

Quando em 1641 os Malufos (Holandêses) dominavam grande parte do Nordeste Brasileiro, aportaram a São Luis do Maranhâo e, tomaram a fortaleza cometendo atrocidades de guerra raiando a pirataria de saque; prenderam as autordades, destruiram prédios públicos e exilaram os civis notáveis. Segundo descrições, 150 dos mais notáveis cidadãos, foram deportados para a Ilha da Madeira em um navio podre e mal aparelhado, que por merçê de de Deus, foi arribar à ilha de São Cristovão, nas mãos de administradores piratas inglêses e francêses.

Para se ter ideia dos procedimentos e negócios de então, temos que em 1764 o rolo de pano e o fio de algodão serviam para pagar pré aos soldados e governadores. Por esta data em Angola, do outro lado do Atlântico acontecia o mesmo geito de negócio de permuta, sendo os libongos os tais panos com que compravam escravos aos chefes tribais. Estes libongos substituiram a moeda de conchas, bivalves n´zimbo e caurins, apanhadas nas costas marítimas de África e Brasil.

O dinheiro moeda, só começou a ser cunhado em princípios de Maio de 1749. Um decreto de 12 de junho de 1748, mandava substituir os novelos de algodão ou rolos de pano, por moedas de ouro, prata ou cobre, tendo na inscição de faces, o valor, a lei e o tipo. Desse então em diante, os governadores passaram a receber o soldo de seis mil cruzados.

A colonização portuguêsa no Maranhão teve início só em 1615, depois de se expulsarem os francêses.

São Luis do Maranhão é uma cidade singular do antigo império português; o seu traçado rectílineo com uma ocupação ordenada, permitiu com base nas plantas urbanas do século XVII, sob a tutela do Marquês de Pombal, Sebastião José de Carvalho e Mello, que a Unesco em 1997, a defenisse como património da Humanidade.

 

III - A COLONIZAÇÃO DA AMAZÓNIA

 

Quando da subida ao trono de D. José I, na Amazónia Brasileira decorria uma virulenta epidemia de variola entre os índigenas. Por este motivo, dimínuiu de forma drástica a percentagem demográfica, afectando assim os moldes prescritos no novo acordo de Madrid, “Utis Possidetis”. Quarenta mil índios terão perecido desse “mal de contágio” e, havia que tapar esta lacuna, pois que a posse, exigia gente na Amazónia. Assim, manda D. José I na pessoa de seu ministro, o Marquês de Pombal, que se transporte com a maior brevidade o maior número de gente para as Capitânias de Maranhão e Pará. Esta ocupação teria de ser feita em articulação com as forças militares na fixação efectiva de colonizadores.

Naquela onda e, com a expulsão de outras praças do Oriente pelos mouros, como Mazagão, vêm estes, a ser encaminhados para o Amapá, onde se viria a fundar a Vila Nova de Mazagão. O preço do transporte e sustento desde as ilhas de Madeira, Açores, ou do Continente até ao Pará, ficava ao encargo da Fazenda Real. O valor da passagem era de 19.350 Reis por cada pessoa acima dos três anos. Esse transporte marítimo, só seria pago após conferência das pessoas à chegada, fosse Pará ou outro qualquer destino da costa bresilerira.

Aquele pagamento era referente só a pessoas vivas como garantia de bom trato na travessia e, por forma a evitar perdas. Só para Maranhão, no ano de 1576, foram levadas 480 famílias que ali se estabeleceram.

À nova condição de colonizadores, era dito que “não iriam na mira de virem a ser senhores de escravos, devendo consciencializar-se de que teriam de cultivar as terras que lhes eram dadas nas sesmarias pelas suas próprias mãos, tal como o faziam em seus locais de origem”. Daqui dizêr-se que a colonização Portuguêsa foi “Sui-genéris” sem igual e, por isso terem sidos os ultimos a ceder as suas posseções; a última foi Macau em 1999.

 

( Continua... O Povoamento... XII)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 08:59
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