Sexta-feira, 27 de Junho de 2008
DRASIL E O CANGAÇO - VI

                 BRASIL – A saga do cangaço ( continuação...VI )

 

4 – O JAGUNÇO E CANGACEIRO

 

O jagunço não tem patrão, cumpre a tarefa encomendada e segue para um outro lugar vendendo a arte de matar.

O cangaceiro tem patrão, ou um grupo com tarefas definidas com encargos a cumprir.

Em 1926, os jagunços, foram usados pelo Governo Federal; entre outras participações pontuais, foram usados na guerra do Paraguai e escaramuças de fronteiras na zona sul do Brasil.

Por esta altura em zonas diferentes actuavam homens que figuram como principais no cangaceirismo, tais como (além dos já mensionados):

- Jezuino Brilhante

- António Silvino

- Luís Padre

- Zepelim

- Pancada

- O Cabeleira de nome José Gomes

- Chico Caixão

- O Português de nome Francelino José Nunes

Este último Cangaceiro era o chefe de um subgrupo, obediente a Lampião; era casado com Quitéria, uma mulher que o acompanhava para todo o lado até se entregarem às autoridades em 1939.

Alem de Francelino José  Nunes, havia um outro português com o nome de guerra Moita Brava, também chefe de um subgrupo.

Daquele rol de nomes o procônsul de Lampião, José Baiano, tinha a particularidade de marcar as mulheres com quem se relacionava em jogos de amor; usando um ferro de marcar gado contendo as letras JB, iniciais de seu nome, tatuava-as a quente.

       As mulheres de sua propriedade, conforme apregoava, eram marcadas na coxa ou nádegas se usavam saias curtas. A sua habitual mulher tinha essas iniciais na cara.

Lampião, “o rei vesgo”, nasceu em Vila Bela, na Serra Talhada de Pernambuco em 1898; dominou sete estados Nordestinos, chegando a ter entre 120 a 130 componentes. Era em verdade um verdadeiro exército.               

Maria Bonita, mulher de Lampião, acompanhava-o para todo o lado chegando mesmo a pegar em armas quando este, nos últimos anos, já se encontrava debilitado pela idade.

O sertão coberto com vegetação de densidade irregular, de continua presença espinhosa e exuberante nas matas, canaviais e os mangues das areias e massapé (maceió) litorâneos, levou pelas suas características topográficas a alterações no modo de guerrear; os nativos índios usavam este espinhoso sertão e agreste para uma forma de guerrilha de tocaiar, emboscar e retirar. Obtinham sucesso nos ataques com poucas ou nenhumas baixas nas investidas.

Este procedimento levou os primeiros colonizadores a adoptarem esses modos de fazer guerra; foi usada contra o Holandeses na restauração de Pernambucana em1654, portanto catorze anos depois da restauração do Portugal Europeu. Foi em 1640 que findou a dinastia dos Filipinos (Reis da dinastia Espanhola), tendo durado sessenta anos entre os anos de 1580 e 1640.          

O período de 1919 a 1920 foi o mais fértil na expansão do banditismo; a sobrevivência dos viajantes era paga a peso de ouro, dinheiro, bebida, munições e armas brancas. As feiras eram muitas vezes adiadas por se prever um assalto; quando assim sucedia, em retaliação, os cangaceiros levavam tudo a eito, destruindo por fúria e frustração.

 

5 – O CANGACEIRISMO EM PORTUGAL

 

Em Portugal, nos finais de 1837 surge como salteador, Zé do Telhado, um filho do também salteador de encruzilhadas, Joaquim do Telhado.

José Teixeira da Silva, verdadeiro nome deste meliante, nasceu na aldeia de Castelães, comarca de Penafiel, no ano de 1816, actuava com assaltos à mão armada na Serra do Marão, uma região pobre de Portugal.

Hoje ainda é vulgar dizer-se que “para lá do Marão, mandam os que lá estão”. 

Zé do Telhado tinha como lugar-tenente o Boca Negra e, como soldados: Sancho, Avarento, Girafa, José Pequeno, Veterano, Moi-tudo, e Tira-vidas; só pelos nomes de fora da lei, depreende-se o seu mistério na arte de bandolismo.

Convêm aqui fazer uma resenha da vida conturbada de José do Telhado a partir do momento em que entrou nas fileiras da tropa como soldado às ordens do então marquês Sá da Bandeira na guerra civil que ficou conhecida como guerra da patuleia e também como a guerra civil de Setembristas e Cabralistas.

Patuleia foi a designação que a história deu à revolução de cariz popular em 1836 e que culminou na revolta de Maria da Fonte em 1847; O liberalismo e populismo que se fazia sentir por toda a Europa após as guerras Napoleónicas, teve em Portugal a intervenção de entre outros vultos as figuras de Saldanha, Costa Cabral e Sá da Bandeira, todos eles militares de carreira com titulos de nobreza; enquanto Cabral dava apoio à monarquia representada por D. Maria II, o então marquês de Sá da Bandeira tinha ideias mais populistas e, foi a esta corrente que José do Telhado aderiu com toda a valentia que lhe era peculiar. Até então era um capador de suínos.

Continua..... (em execução)

O Soba T´chingange

 


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