Segunda-feira, 14 de Julho de 2008
CONHECER O BRASIL . V

 

                       D. JOÃO VI - Visto de tardóz

                                     1ª Parte

 Rodando o calço dos óculos para desanuvir as moscas volantes para cima, baixo e lados, dei-me conta que faltava uma vista à figura de D. João VI.  A contraluz do candelabro com um cesto invertido  fêz-me rever a forma inversa daquele monarca e fêz-se luz  do  outro lado tardóz.

A partir de 1808 após a chegada da corte de D. João VI, o Brasil tornou-se uma terra de oportunidades aonde se podia fazer fortunas da noite para o dia.

D. João VI, por falta de dinheiro nos cofres no novo reino do Brasil, Portugal e Algarves, necessitou de a troco de dinheiro distribuir títulos de nobreza e outras honrarias de sequente influência na nova sociedade em formação; enquanto que em Portugal continental eram necessários quinhentos anos para um nobre se tornar visconde, na nova terra de Vera Cruz, com quinhentos contos adquiria-se tal título.

Daquele modo, havia marqueses, condes, viscondes, barões e outras insígnias de cavaleiros, mesmo a quem nunca tinha usado esporas nem montaria.  As Ordens,  ficaram repletas de comendadores.

A nova nobreza  exibia suas insígnias no dia a dia e, eram tantos a cruzar-se na rua e a fazer salamaleques de curvar benção que se tornou coisa banal; por tão caricatas actitudes, os fofoqueiros da esplanada ”bataclã” riam fazendo cavalhadas com saudação de vénia.

As insígnias deixaram de simbolizar importância e dignidade aos seus portadores.

Por via desta nobilização aos senhores ricos negreiros e donos de engenhos, D. João VI criou o Banco do Brasil por acções cuja principal finalidade era custear os gastos da nobre corte.

Os previlégios em títulos e prestígio social e favores de retorno, levou gente comum a administrar impostos públicos e, de troca em troca de favores, o desvario continuou nos duzentos anos seguintes; estamos em 2008 e, as notícias dão-nos conta de gestores de banco fazerem lavagens de dinheiro, corrupção, suborno, sunegação de dados, e corrupção activa  com formação de quadrilha. Gente a contas com a justiça por crimes daquela índole e por ter sido  benefeciado por corrupção de informação antecipada sobre movimentos de bolsa provocando também fuga de capitais.

Os senhores donos de escravos faziam negócio com estes vendendo o seu trabalho em forma de tarefas, por assim dizer eram alugados para fazer recados ou transporte de coisas; para maior despacho no aluguer, o patrão e senhor,  fazia acordo de forma percentual  no custo com o escravo; sucedia haver escravos que adquirindo bom dinheiro, pagavam sua liberdade ficando na qualidade de alforriados. Estes escravos ficavam livres para fazer o que lhes aprouvesse e até sucedia que se tornavam com o tempo, donos de outros escravos.

( Continua....2º parte )

O Soba T´chingange

 



PUBLICADO POR kimbolagoa às 13:05
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