Segunda-feira, 30 de Novembro de 2009
MOCANDA . 1ª PARTE

CORRESPONDENTES DO KIMBO

           Gentileza do Embaixador do Kacuacu

Em-garrafa . I Arte 1 - Lua crescente na ... NA LUA

 

Meu Kamba Soba ;

Já deves estar a me falar mal né?  Epá, sabes como é a vida aqui está a ficar apertada, e os kumbús cada vez mais coxito. Agora fui mas arranjar uma 2ª dama, uma miúda m´boa ali do BO e que está a dar cabo da minha cabeça, e do meu bolso (é toda hora dinheiro para pagar Universidade, escola de condução, e saldo para o telefone e outros mambos e quê ?...)

Mano, a nossa Luanda aqui continua cada vez mais na mesma, só que agora deixou de ser a cidade da Kianda passou a ser “ Noanda” a cidade que não anda! Há umas semanas atrás aqui na zona da Boavista um camião contentorizado avariou e foi um caos, nenhum carro passava, um autêntico engarrafamento. Naquele dia era mesmo “ Angola em Movimento”, uma maratona de todo mundo a apear.

 

É meu mano, a engarrafobia  é uma doença que já esta a tomar conta da Lua. Longas filas de carros, estradas esburacadas, ruas fechadas tudo mal. S. Tomás que manda nos Transportes no ajuda só uê, kota das Obras Públicas deixa ainda um pouco de lado as obras privadas e se preocupa também com as obras públicas, deixa também de rodeios e resolve só as makas das estradas meu! Tia Xica da Lua, você que está com a bola toda, que arrancaste com toda a força, resolve os mambos e pelos menos nos promete: Estradas novas.

 

Por causa dos engarrafamentos, os candengues lá do bairro já chamam o tio Zé Domingos de: “Man M´baia”. É porque o kota anda a cortar caminho para fugir os engarrafamentos  nas estradas chamadas primárias, pois aqui há as secundárias, terciárias e etc.  Andam todas congestionadas e ele tem de estar a fugir delas e seguir nos becos a fazer o movimento dos taxistas: 

Por isso agora, nome do tio Zé virou Man M´baia.

 

Olha só Soba, até na igreja o engarrafamento é também motivo para te sacar kumbú. No outro dia o pastor da igreja Universal - Única e Verdadeira da Salvação, quer dizer Unidos Vamos  Roubar o teu Salário.  Queres ver, começou já o culto assim . É angolano mas está arranhar brasileiro, porque  este  sotaque  é melhor para enganar o povo:

 

- «Meu irmão, você que mora lá no Benfica, você que guenta engarrafamento todo dia, você que não tem Jesus na sua vida. Hoje eu tenho uma palavra para você: Jesus vai te mostrar o caminho, vai te abrir as estradas e acabar com o engarrafamento na sua vida. Porque esse engarrafamento meu irmão é coisa do Demónio!  É o Demónio que  não quer que você chegue cedo ao serviço, é o Demónio que provoca o engarrafamento para lhe atrasar sua vida.  Por isso está amarrado no engarrafamento na sua vida!  Meu irmão, não pense que o engarrafamento que você enfrenta todo o dia é culpa do Governo, não! Ele é obra do Demónio, pode crer.

Por isso o Pastor Jonas vai levantar as mãos, e vocês vão fechar os olhos, depois vocês vão contribuir com o seu dinheirinho para a campanha de combate ao "em-garrafa"».

 

Já viste Soba, hoje já em-garrafamento é coisa do Demónio? Não é mais culpa do Governo, das estradas esburacadas, dos taxistas e etc..?

Aqui mesmo, ganhar dinheiro é fácil, porra pá.

 

( continua... em-garrafa II )

O Soba T´Chingange

 



PUBLICADO POR kimbolagoa às 21:55
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LUANDA . ENTRE OS SÉCULOS XIX E XX

 FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO

       Postal d’uma época - I

 

Banco_Nac_1_Angola.jpg BANCO DE ANGOLA

 

 

Bungo, ano de 1899

A serenidade daquela domingo convidava a passear ao longo da praia a partir da nova estação do Bungo, passando pela Ermida da Nazaré até aos armazens de óleo de dendê e peixe seco na base das barrocas da fortaleza de São Miguel.

Os coqueiros ao longo da areia davam um toque edílico àquela baia mas, à medida que ia chegando ao cais de pesca o mau cheiro da maré baixa fazia-se sentir entre ondas de vento sopradas da terra e o caserio; valas negras desaguavam sem ordenamento no mar das tainhas.

 

Paiva Neto, tinha ido anos atráz trabalhar na construção do Caminho de Ferro de Luanda-Ambaca e por ali ficara num sobrado de uma casa senhorial por detráz da Nossa Senhora dos Remédios, futura Sé de Luanda.

A Real Companhia dos Caminhos de Ferro teve início com a adjudicação Régia em 25 de Setembro de 1885, catorze anos atrás. O acordo de Berlim com a sequente divisão de África pelos países emergentes levou o Puto a sair da letagia e mostrar uma efectiva ocupação do território. Até então só enviavam degredados, gente desclassificada, rufias da sociedade.

Angola em verdade era uma colónia penal que albergava os indesejados da metrópole.

 

A Luanda daquele então ia desde o Bungo até ao largo D. Henrique logo a seguir ao cine Nacional ligando à cidade alta por uma ingreme ladeira calçada até ao Palácio do Governõ. Numa quase avenida larga e quase sem casas  subia-se  suavemente até o novo e imponente  Hospital Maria Pia.

 

As lojas situavam-se ao longo da rua da Sé alongando-se até às residências de mestiçagem nobre enriquecidos no negócio negreiro, tascas aonde a azafama de homens de fato domingueiro passavam o tempo falando das coisas do mato, a roça e as desventuras de vidas dos outros; por breves lapsos dum passo lento no largo dos correios apercebeu-se que contavam estórias do Zé do Telhado.

Entre nesgas de esquinas e os imbondeiros da Mutamba, via-se a encosta que dava para o bairro mulato das Ingobotas com a Igreja de nossa Senhora do Carmo em primeiro plano. Naquele aglomerado, as casas de quintal eram ladeadas por cubatas, muros contornando a burguesia crioula; frondosas árvores de mangueiras com tamarindo lá nos fundos das aduelas de barril, tinto do puto.

 

Os mamões de quintal contrastavam em beleza com as piteiras que enfileiravam um inviezado de posse-á-toa. A areia fina repisada alojava no subsolo as formigas leão que os candengues chamavam de fuca-fuca; com arcos de brincar corriam meio desnudos fazendo competição com carros de fingir feitos de arames e motores de boca com brrruns-brrruns saindo a cuspo das risonhas faces, rindo, rindo. Um negrão descalço esforçava-se para vencer o desnivel levando um barril, puxado por matebas enroladas nos estremos em coisa rotativa; de forma lenta ia rolando e transpirando muxoxos de mau grado com aquele engenho de tecnologia de ponta. Maldita vida esta, dizia e repetia.

A Cidade Alta demarcava-se pelo topo dos morros a começar no Hospital, passando pelos quarteis e terminando na ponta da Fortaleza de são Miguel. Por detrás do Hospital ficavam os arrabaldes da Samba e a Maianga da Cacimba.

 

( Continua.... Postal dúma época -II )

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 00:32
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Domingo, 29 de Novembro de 2009
UM HINO Á KALUNGA - II

     FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO

                  Alegria de viver

 

 KALUNGA DE BENGUELA (clique!)

 

Para que o corpo seja saudável é forçoso que a mente esteja com saúde, que esteja alegre e em armonia. Se a mente estiver irritada ou aborrecida, este estado aparecerá inevitávelmente no corpo e, manifestar-se á na pele, no coração, nos pulmões. O estado latente de infortúnio e de mal estar nas pessoas não é mais que o reflexo da mente manifestando-se em atrito ou choque.

Em contraste com esta ocorrência e o estar na vida, também no dia de ontem fui agraciado com uma notícia da TV Globo dando uma notícia que corrobora com o que atrás é dito na fonte de inspiração dum senhor chamado de Hicari no Izumi.

A notícia da Globo diz que em Aracajú há um homem de setenta anos de idade conhecido pelo Zé Peixe que espanta toda a gente.

Este senhor Zé peixe, é designado por “prático” porque conhece os baixios da baía, seus canais de navegação que ao fim de muitos anos de mar, sabe por onde os barcos de grande calado podem navegar até à zona portuária sem ficar encalhados na areia ou recifes.

A tarefa que normalmente é feita ou atribuida a um patrão de costa ou piloto da barra que condus o navio até ao cais, aqui, tem o senhor Zé como o principal personagem. Entra num rebocador que o leva até lá longe ao navio em águas de oceano mais profundas, sobe ao mesmo, conduz o monstro com pericia substituindo instrumentos de técnologia de ponta, sistemas de posição geogáfica de satélite, bussulas especiais e sonares.

Quando o navio abandona o porto é Zé Peixe que de novo dirige as operações até ao local Xis que ele, o prático da barra sabe ser como o de “ser o sem perigo”.

O curioso desta curta crónica é a de que, da haste saliente do vapor com uma  altura  superior a mais de cinco andares de um prédio citadino, senhor Zé, benze-se, salta para o espaço indo perfurar as águas tépidas do Atlântico.

( Continua...Um Hino à Kalunga III)

O Soba T´Chingange

 



PUBLICADO POR kimbolagoa às 14:15
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Sábado, 28 de Novembro de 2009
TELEGRAMA DO N´XISSA
CORRESPONDENTES DO KIMBO
           DA N´GA CONDESA DO N´XISSA
 
Lisboa mandou um telex para o Instituto de Meteorologia e Geofísica de Luanda avisando:

1 - MANIFESTAÇÃO SÍSMICA.STOP.
2 - 7 DE RICHTER.STOP
3 - EPICENTRO A 3 KM DE LUANDA.STOP
4 - TOMAR PRECAUÇÕES.STOP

Dois meses mais tarde respondem de Luanda:

1 - Obrigado meismo! MÁNIFESTÁÇÃO FOI TRÁVADA.
2 - LIQUIDÁMO OS 7, MAIS NÃO APANHÁMO O RICHTER.
3 - O EPICENTRO E SEUS CAPANGA ESTÃO TODO NOS CADEIA.

    VAO SER FUZILADO AMANHA.
4 - DESCURPA SÓ AGORA NOIS RESPONDER, MAIS HOUVE AQUI UM

    TERRAMOTO QUIA FÓDENDO ESTA MERDA TODA.

 

 RIU -QUE- RIU

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 14:54
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RECIFE . A SAGA DO AÇUCAR . I

FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO

       A PRAÇA DAS CINCO PONTAS

 

 alemão Maurício de Nassau ...  O MAFULO MAURÍCIO DE NASSAU

 

Em 25 de Novembro de 2009, numa das celas da prisão para políticos, em Recife do Brasil, agora transformada em casa da cultura, comprei um livro que fala da saga do açucar e, como tudo começou na relação histórica entre as ilhas da Madeira, Açores e o Brasil. O açucar vingou no Nordeste Brasileiro por força da intervenção madeirense tendo, entre outros pioneiros o nome destacado de João Fernandes Vieira, um mestiço que em 1645, já era o maior proprietário de engenho do açucar em Pernambuco.

Deve-se principalmente a ele, Vieira, a restauração de Pernambuco com a retirada do Conde de Nassau, o governador Holandês que a partir de Olinda geria o império da Companhia das Indias Ocidentais.  

 

Vieira  assumiu o Brasil como  terra sua e as suas atitudes tomaram foros do que se veio a designar “o nascimento do conceito brasileiro”.

 

Antes de me aprofudar na saga do açucar, descrevo o que vi e li naquela prisão:

- A partir do átrio ou nave central deste robusto edifício de grades encastradas em grossas paredes, pude ler o romance escrito de cima abaixo ocupando um porção de parede que compõe  em altura, os três andares da prisão.

Indicado a Frei Joaquim do Amor divino li “ A praça das cinco pontas” .

Este austero bloco em forma de cruz construido no ano de 1855, foi projecto de um arquitecto Belga; dá para interpretar que a partir da governação de Mauricio de Nassau, Olinda, e Recife, se tornaram cosmopolitas pela intervenção de competentes artifeces, artistas nas várias artes e novos investigadores da natureza vegetal e animal mandados vir da Europa renascentista e humanista..

 

O Mafulo Mauricio de Nassau foi em verdade muito importante na história do Brasil pois que introduziu novos processos de gestão com uma visão mais avançada para a época. O mercantilismo e o atributo de subsidiar o investimento, fez crescer vários negócios no Nordeste brasileiro.

     

I

À praça das cinco pontas

Nasce o dia cinco vezes

Antecipa-se a vitória

De sombra

Sonho

E revezes.

Pesar do padre e da forca

E  do sol que o ameaça

- Que, enquanto dorme o menino,

Dorme o contorno da praça-:

Pesar da escolta e do sino,

E da corda que o embaraça,

À praça das cinco pontas

Frei Joaquim do amor divino.

 

II

Ao centro da praça o povo,

O confessor e o juiz.

Da relva se ergue, de súbito

Uma árvore sem raiz .

Ao pé da forca o carrasco

Nega a morte e dissimula:

- O que fazer, eu já fiz:

Tudo pronto:

O laço pede existência

Do braço firme da forca.

Tudo pronto:

A corda é corda: Ela desce.

Apenas,

Presente o povo e o juiz,

O confesor e sua prece

- E o frade à forca, presente-,

À praça das cinco pontas

A morte não comparece.

 

GLOSÁRIO: Mafulo: - Holandês em dialecto kimbundo de Angola

Mural de Frei Caneca; Autoria de Audálio Alves

( Continua... A saga do Açucar II)

O relator: O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 13:45
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Quinta-feira, 26 de Novembro de 2009
KAMBAMBE

CORRESPONDENTES  DO KIMBO

           EMBAIXADOR ITENERANTE DO KACUACU

 

 KAMBAMBE

 

Minas de Prata de Cambambe, Realidade ou Ficção

"De acordo com a Agência AfroPress, as famosas minas de prata de Cambambe são afinal um facto real e jamais um sonho histórico. Numa nota oficiosa emanada do Ministério de Geologia e Minas do Governo de Angola, emitida esta manhã em Luanda, o governo torna público um segredo muito bem guardado nos últimos nove meses, ao anunciar publicamente a descoberta de vários filões gigantes de prata da mais alta qualidade, perto da comuna de Cafilo-Catilo, no município de Cambambe, a 30 km a Oeste da cidade do Dondo, na Província do Kwanza Norte.

O referido filão gigante de prata fina, de acordo com fontes dignas de crédito no millieu mineiro angolano, é comparável em tamanho e valor ao famoso filão do Cerro de Potosi, na Bolívia, que produziu em média cerca de 45 toneladas de prata por ano durante mais de 350 anos, desde 1546, tornando Potosi a cidade mais rica do mundo durante as últimas décadas do séc. XVI.

Ainda de acordo com a nota oficiosa emanada do Chefe do Gabinete do Ministro, Engenheiro Viegas Macunde, o governo está presentemente na fase final de negociações que levarão à concessão mineira do rico filão ao conhecido grupo Angolano AngoMinas, que por sua vez atraíu ao mega-projecto avultado investimento de capitais russos, israelitas e chineses. O Grupo AngoMinas é liderado pela troika composta pelo General Kabunda Kamuenzo (Toco-Toco), General António Fiança (Fisga), e o Contra-Almirante Moisés Alípio Chitundo (Náufrago). 
Os bolos são divididos sempre pela mesma clique !....

Estima-se que o complexo mineiro de Cambambe entre em produção em Julho de 2011, após trabalhos de prospecção e construção avaliados em $Kz 23,000,000,000,000 Kwanzas (moeda nacional), estimando-se a produção média anual em 763 toneladas de prata durante cerca de 230 anos, catapultando Angola para o maior produtor de prata na história do mundo.


Devido ao tamanho gigantesco do empreendimento, o Grupo AngoMinas planeia a construção de uma nova cidade próximo de Cafilo-Catilo, a que já deu o nome de Eduardolândia, que irá oferecer abrigo a cerca de 12.000 trabalhadores e suas famílias, tendo a adjudicação do contracto de construção do complexo industrial da mina e da cidade sido prometido ao grupo de construção chinês Lee Pau-Pi, baseado em Shangai, e estima-se que os trabalhos de construção começarão em Junho próximo. Fontes próximas da AngoMinas confirmam ainda que o contracto de provisão de serviços terá sido
conferido à ServAngol, chefiada pelo General Balungo Vladimir André (Kapopila)." Mais um generallll......

Angola seria o País mais Rico Africano ou do  Mundo, se ... não existissem muitos tubarões a comer ...
 
O Embaixador Itenerante do Kacuacu
Com a atenção do soba T´Chingange
 


PUBLICADO POR kimbolagoa às 22:53
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Terça-feira, 24 de Novembro de 2009
UM MPLA ORGANIZADO!

 CORRESPONDENTES

            Embaixador Itenerante do Kimbo


 

A BANDEIRA

 

 Num belo dia de chuva em Luanda, um rapaz sai do muceque e vai para
 escola, ao passar perto do 1 de Maio, passa um carrão e um Kota pergunta
 Moço, onde é que vais assim ?
 Vou pra escola chefe
 Descalço ?
 Chefe, minha velha não tem kwanza, o velho está na guerra
 Vai ali, à sede do MPLA e pede um par de sapatos, diz que
 fui eu que mandei, leva este cartão
 O rapaz chega à sede e mostra o cartão ao porteiro
 -Venho buscar um par de sapatos que o Camarada Chefe mandou
 -2ª porta à direita
 O rapaz entra e diz
 -Venho buscar um par de sapatos que o Camarada Chefe mandou
 Queres desportivos ou rusticos
 Desportivos
 Então vai ao 2º andar porta 3
 O rapaz sobe as escadas e entra
 -Venho buscar um par de sapatos que o Camarada Chefe mandou,
 desportivos
 Queres pretos ou castanhos
 -Pretos
 -3º andar, porta 4
 O rapaz sobe as escadas e entra
 -Venho buscar um par de sapatos que o Camarada Chefe mandou,
 desportivos, castanhos -Com atacadores ou sem
 -Sem
 -1º andar, porta 5
 O rapaz desce as escadas e entra
 -Venho buscar um par de sapatos que o Camarada Chefe mandou,
 desportivos,castanhos, sem atacadores
 Com sola de borracha ou couro
 Couro
 R/c porta 3
 O rapaz desce as escadas e entra
 Venho buscar um par de sapatos que o Camarada Chefe mandou,
 desportivos,castanhos, sem atacadores, com sola de couro
 Numero
 41 ou 42
 Porta ao fim do corredor
 O rapaz sai a correr, empurra a porta e vê que está na rua e porta
 trancada atrás dele, chateado vai para escola. No caminho encontra o
 Camarada Chefe
 
Então os sapatos novos onde estão

Sabe Camarada Chefe, eu já sabia que o MPLA não dá merda nenhuma a

ninguém, mas que são ORGANIZADOS, isso são.


Com a gentileza do Embaixador do Kacuacu

À responsabilidade do Soba T´Chingange

 

 



PUBLICADO POR kimbolagoa às 09:08
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ALHAMBRA DE GRANADA . X

   FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO

               5º ENCONTRO COM A KIANDA

              “ O LEGADO DE PIETER  A bolunga de xylinoide ºº

 

Kissonde kISSONDE

 

Mussendo

Pois foi que num antigamente num lugar que todos peregrinamos graças divinas e nossos pecados, um muito mudo, cambaia e xambeta mesmo, ficou no meu pé, chorando lágrimas para dentro dos seus sonhos.

Também sesismudo, fiquei na admiração de sua devoção tão perfeita, rogar de olhos abertos, perdão por não ter culpa de ser aleijado. Fazia-se acompanhar dum cágado vaidoso e fumador de mutopa, um seu agregado ximba que tossia por demais teimosia xacatando-se numa perturbada inquietude, próprio de quem fuma ervas proibitivas.

- Mas, porquê estava ali tal xambeta?

Fazia justiça de honra lavando a virtude da pecadora sua mulher que disse estar na confusão e que por isso se ofertou de concubina com o mulato Kissonde, cobrador de impostos; ela firmou de pés juntos que estava só livrar seu homem xambeta do pagamento de impostos retrazados que dava no castigo se bungular no kimbo completamente nu p´ra todo mundo lhe xingar; lhe doia muito passar por essa exposição de vergonha.

O cágado fumador de mutopa estava só mesmo para testemunhar por via da mudez de xambeta caso o mulato kissonde repetisse a prepotência de seu cargo. Este cágado era um proficional na arte da macutu,... advogado de nascença.

Neste mussendo do infeliz malamado no silêncio vagarosamente chifrudo, resolvi sair daquele um azar que nasceu dia feito, uma verdade que ninguèm mesmo pode ficar fazendopouco mesmo que seja muito difícil ser verdadeiramente verdade para  mazé voltar falar da bolunga de Xylinoide,

Continuando:    

- Etilacenato: - grande variedade de enzimas; ácido fólico, vitamina B que reduz a bromocisteina que é um risco nas doenças cardiovasculares. É importante nas divisões celulares.

- Glucose; Ácido Hezanóico e Ácido Tatónico: - ácidogluconico em várias formas, as glucosaminas são estruturas associadas às cartilagens, colagénio e liquidos sinoviais, daí a grande acção do kombucha em artrites e lesões das cartilagens.

- Ácido Nicotónico; Ácido octanoico; Ácido Oxálico; Ácido Pantoténico; Alcoolfeniletil; Fenol; Ácido malónico; Ácido Propiónico; Piridoxina : - Vitamina B6 que actua na prevenção da ateroesclerose de radicais livres e obesidade.

- Riboflavina : - Vitamina B2 para a prevenção de alergias e condições artriticas.

- Ácido Sucurico; Ácido Tartárico; Thianina : - Vitamina B1, um estimulante imunitário.

- Ácido Úsnico : - Antibiótico, antivirus .

- Lisina; Alamina; Tirosina; Valine, Fenilalumina; Leucina; isoleucina; Treonina  e Ácido Glutâmico, são outros tantos ácidos que surgem na composição do kombucha.

A histidina, a teanina que só aparecem no chá, é um antiarteroesclerótico que impede a formação de trombos.A teobromina que é um vasodilatador e cardiotónicoassim como diurético, dá indicadorespara o kombucha não se tome à noite ou quando se vai viajar pelo incómodo do seu efeito diurético.

Pópilas! Eu o relator desta bolunga estou ficar barafundeado de tanto tungar ácido. Háka!... é castigo mesmo.

Glossário:

Mussendo: - Crónica ou conto do povo

cambaia: - arqueado de pernas (quinambas)

xambeta : - Aleijado, Com alguma defeciência fisica.

Mutopa : - Caximbo feito de raiz de pau-ferro, nodo rijo de árvore adaptado a caximbo.

Ximba: -  Cipaio, Zelador, no geito de Jagunço (Brasil)

Xacatando-se : - Arrastando-se.

Bungular: - Saracotear, abanar o rabo.

Kissonde : -Nome perjurativo, Quissonde, formiga grande  e agressiva.

Xingar: - Fazer-pouco, fazer troça, zombar, escarnecer.

Makutu !: - Mentira!

Pópilas!: - Caramba!

Tungar: - Fabricar

Háka!: - Xiça! Porra!

Para mais esclarecimentos consultar: ameliabastos@yahoo.com.br

 (Continua... “O legado de Januário Pieter”- os Flavonoides e Polifenois... XI)

Da n´haka do Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 01:39
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Segunda-feira, 23 de Novembro de 2009
BRASIL E O CANGAÇO . XXIII

  FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO

             o rei vesgo e as ladainhas

 ... Sergipe, Brasil) on Flickr   CANINDÉ

                                          

14 – O FIM DO REI VESGO, VULGO LAMPIÃO

 

Os vários grupos de cangaceiros de todo o Nordeste começam a desfazer-se a partir de 1927 quando as forças da lei da República se começaram a apetrechar de mais homens com mais e sofisticado armamento; por outro lado a logística com o apoio de munições aos fora da lei, vão ficando escassas por afastamento de alguns “coronéis” da esfera diplomática pelo tacto dócil do chefão maior Virgulino Ferreira, vulgo Lampião.

 

Os versos feitos em ladainha relembram toda a sua estória, lugares e amores com um retrato perfeito sentimental do “capitão” Virgulino; é em verdade, o seu antecipado Adeus:

 

Adeus Lagoa da Vaca

Cafundó e Mulungu

Adeus Serra de Limeira,

E a ladeira do Enxu,

Negras, Forquilha e o Lopes,

                        Mané Gome e Caititu

                                               Adeus Riacho da Onça

                                               Mausinha e o Regeitado,

Jeritacó, Jacaré,

 Porteira do outro lado,

 

Xiquexique e São Silvestre,

Caatingas do meu agrado                                                                             

                               Recebam todos lembranças,

                               Foi Lampião quem mandou,

                               A João Paulo nas Abob´ra

Na manga, ao major Sinhõ

P´ra Josinha dos Pereiros

 

Ele mesmo é portador.

 

Com este Adeus sertanejo, a partir do ano de 1929, distribuiu simpatias, arranja adeptos e coiteiros que lhe dão guarida e logística; dá-se a uma imagem simpática aos residentes da nova zona, sertanejos baianos e sergipanos, dando dinheiro e ouro com mãos largas, comprando pela diplomacia votos de confiança entre gente carecida, a ponto de permitir nova formação de grupo.

 Com o seu poder restaurado depois de uma pausa extensa, um ano na afirmação do escritor Optato Gueiros, que descreve assim o ponto:

- Virgulino, conquistou quase todos os habitantes das caatingas, tratando-os com extrema bondade esbanjando prodigamente o dinheiro de que se apossara. Um ano inteiro, não se teve nenhuma notícia de qualquer depredação levada a efeito pelos cangaceiros naquele estado.

 

Estavam terminando os dias formidáveis nas empresas dos Malambas, Tetéus, Mata-Velhos, Faz-Fomes, Moirões, Famas, Folgazões e outros afamados assassinos que, por suas façanhas haviam ganho celebridade. Veja-se por quantos nomes eram conhecidos os cangaceiros que segundo a sua crueldade criavam uma áurea própria de apelidos condizentes com o seu cunho ético-facinora.

Em uma refrega em 1930 um militar volante recorda: - Na terra revolvida pelos pés dos bandoleiros achei um pente de balas e vi num projéctil pontiagudo, a impressão de fundo da cápsula com data de 1929. O meu fuzil Mauser, modelo 1895 usava munição quase impraticável do ano de 1913 enquanto a munição de Lampião e seus cabras era de um ano atrás; a diferença era chocante.

( Continua... Cangaço moderno... XXIV)

O Soba T´Chingange     



PUBLICADO POR kimbolagoa às 15:17
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Domingo, 22 de Novembro de 2009
UM HINO Á KALUNGA - I

     FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO

               Alegria de viver

 

 ... as Crises da Fibromialgia  FIBROMIALGIA

 

Estive convencendo alguém próximo, a abandonar parte dos remédios que todos os dias engole. Diz fazer isso para têr, o prazer de viver sem as muitas e variadas dores.

Das muitas doenças que a atormentam no seu vasto catálogo, mencionou a fibromialgia, uma dôr surda que prende os músculos causando um mal estar geral e, que  no entanto, aparenta nada ter. Sendo pessoas destas conotadas como piegas senão chatas, são companhias que só se querem ao lado para espantaremm espíritos.

Fui saber à Net o que em realidade era esta doença e encontrei-me com uma enfermidade que se manifesta num quadro de dor crónica generalizada, de origem mal conhecida de difícil explicação.

 

Os pacientes, geralmente mulheres de meia idade, manifestam dores contínuas de localização imprecisa. A carência de base anatomopatológica dá justificação a que se lhe chame o “reumatismo psicógeno”, uma doença tipo sindroma de disfunção neurasténica que causa fadiga, rigidez  matinal, e transtorno no sono.

Depois de várias considerações, opiniões e impressões da vida, no estar e como a levar da melhor forma, fui-lhe dizendo que a pior doença que podemos ter é a de não usar a força da mente no sentido de trabalhar o bem. Rever o que há de belo na natureza e em tudo o que nos envolve.

Porque tinha um livro à mão que falava desse poder da mente, resolvi abri-lo pela primeira vez e, caso curioso talvez, fruto duma premonição minha, abri o livro exatamente na página que tinha o assunto certo para falar e, surpreendido deste atributo mal conhecido em mim, li-o. Cito:

 

- “O mal das pessoas doentes está em pensar demais nas doenças. Se não estão doentes, pensam a todo o instante em coisas infelizes, negativas ou penosas. Como consequência aparece-lhes a doença, a pobreza ou a infelicidade, pois que pensar, é o mesmo que criar. Se gastamos tempo a pensar nessas coisas, pensemos então nas coisas  belas, mais felizes e saudáveis”.

 

( Continua...Um hino à Kalunga II)

O Soba T´Chingange 



PUBLICADO POR kimbolagoa às 09:02
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Sexta-feira, 20 de Novembro de 2009
FACE OCULTA

CORRESPONDENTES DO KIMBO

            DO VISCONDE DO MUSSULO

Os intocáveis

Crónica de Mário Crespo

O processo Face Oculta deu-me, finalmente, resposta à pergunta que fiz ao ministro da Presidência Pedro Silva Pereira - se no sector do Estado que lhe estava confiado havia ambiente para trocas de favores por dinheiro. Pedro Silva Pereira respondeu-me na altura que a minha pergunta era insultuosa. Agora, o despacho judicial que descreve a rede de corrupção que abrange o mundo da sucata, executivos da alta finança e agentes do Estado, responde-me ao que Silva Pereira fugiu: Que sim. Havia esse ambiente. E diz mais. Diz que continua a haver. A brilhante investigação do Ministério Público e da Polícia Judiciária de Aveiro revela um universo de roubalheira demasiado gritante para ser encoberto por segredos de justiça.
O país tem de saber de tudo porque por cada sucateiro que dá um Mercedes topo de gama a um agente do Estado há 50 famílias desempregadas. É dinheiro público que paga concursos viciados, subornos e sinecuras. Com a lentidão da Justiça e a panóplia de artifícios dilatórios à disposição dos advogados, os silêncios dão aos criminosos tempo. Tempo para que os delitos caiam no esquecimento e a prática de crimes na habituação. Foi para isso que o primeiro-ministro contribuiu quando, questionado sobre a Face Oculta, respondeu: "O Senhor jornalista devia saber que eu não comento processos judiciais em curso (...)". O "Senhor jornalista" provavelmente já sabia, mas se calhar julgava que Sócrates tinha mudado neste mandato.


Armando Vara é seu camarada de partido, seu amigo, foi seu colega de governo e seu companheiro de carteira nessa escola de saber que era a Universidade Independente. Licenciaram-se os dois nas ciências lá disponíveis quase na mesma altura. Mas sobretudo, Vara geria (de facto ainda gere) milhões em dinheiros públicos. Por esses, Sócrates tem de responder. Tal como tem de responder pelos valores do património nacional que lhe foram e ainda estão confiados e que à força de milhões de libras esterlinas podem ter sido lesados no Freeport. Face ao que (felizmente) já se sabe sobre as redes de corrupção em Portugal, um chefe de Governo não se pode refugiar no "no comment" a que a Justiça supostamente o obriga, porque a Justiça não o obriga a nada disso. Pelo contrário. Exige-lhe que fale. Que diga que estas práticas não podem ser toleradas e que dê conta do que está a fazer para lhes pôr um fim.
Declarações idênticas de não-comentário têm sido produzidas pelo presidente Cavaco Silva sobre o Freeport, sobre Lopes da Mota, sobre o BPN, sobre a SLN, sobre Dias Loureiro, sobre Oliveira Costa e tudo o mais que tem lançado dúvidas sobre a lisura da nossa vida pública.
Estes silêncios que variam entre o ameaçador, o irónico e o cínico, estão a dar ao país uma mensagem clara: os agentes do Estado protegem-se uns aos outros com silêncios cúmplices sempre que um deles é apanhado com as calças na mão (ou sem elas) violando crianças da Casa Pia, roubando carris para vender na sucata, viabilizando centros comerciais em cima de reservas naturais, comprando habilitações para preencher os vazios humanísticos que a aculturação deixou em aberto ou aceitando acções não cotadas de uma qualquer obscuridade empresarial que rendem 147,5% ao ano.
Lida cá fora a mensagem traduz-se na simplicidade brutal do mais interiorizado conceito em Portugal: nos grandes ninguém toca
.

O Soba T´Chingange subscreve e divulga



PUBLICADO POR kimbolagoa às 23:17
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Quinta-feira, 19 de Novembro de 2009
ALHAMBRA DE GRANADA . IX

  FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO

      5º ENCONTRO COM A KIANDA

        “O LEGADO DE PIETER - A bolunga de xylinoide

 

KIANDA . KWANGIADE DA BARRA

 

Os cazumbis na espera da injustiça dessas outras almas vadias dum mundo orfão de lei justa, sepultam gente que os leões não comeram; gente defuntada com costumes de ritos esquartejados na mulojice dos munhungos .

Queres subir no céu como? Perguntei no meu mukueto Fiot Massábi: - Católico, luterano, mussulmano, judeu, calvinista, adventista, envangélico, simon-toco, ou só do sétimo dia? Escolhe só! Herejes, agnósticos, ateus ou  testemunha do Jeová.

Catravés, mesmo os mukuetos de sangue vermelho iam esquecer os anos da mocidade, renegando vontade de lerpar  no frio cacimbo da mata.

Uma rajada de Gê-três no vazio verde de escuro feriu o silêncio.

- Ele não tinha nada que ter medo de morrer, disse o Tê É  (tropa especial). Subindo a barreira do xiloango, falava com ele mesmo dizendo: -gritou só à toa; a raiva lhe fez gritar!

- Ele, o defuntado pendurado nas costas!... só era mesmo um gorila do mayombe.

- Horas depois, o caçado, estava na panela  da cozinha do Miconge, um lugar de fronteira aonde a fantasia era verdadeiramente real; arrepiei-me ao passar junto do pote fervente com as mãos do animal saíndo na lateral do testo sujo. Estava entre canibais de primatas; gente com quem compartia  uma  guerrilha  que nada tinha a ver comigo, um forçado voluntário da Escola de Aplicação Militar.  Quanto lamento ter feito parte desta guerra de makutu! Juro mesmo!

Naquele dia apeteceu-me fugir para Dolizie a envolver-me com uma qualquer Charlote no Kimbo do Congo e, ficar por lá fazendo de Ché Guevara. Andava enrraivecido.  (Dos meus antigos tempos de guerra                 

Voltando à realidade do “legado de Januário Pieter”, a bolunga de xylinoide, passo a descrever os ácidos e vitaminas desenvolvidos no kombucha mas, antes demais é bom recordar que os chás de outras ervas como a cidreira, chá de caxinde, malva ou bolbo, não contêm o nitrogénio suficiente para servir de nutriente dos microorganismos, pelo que não não podem ser utilizados só por si.

Passo a descrever os compunentes da bolunga de xylinoide :

- Acetamidofenol : - Semelhante à aspirina, fluidifica o sangue;

- Ácido Acético: - Esta bactéria de ácido acético é só aeróbica e requere O2 que pode ir buscar ao etanol produzido pelas leveduras a partir do açucar ou glucose. Esta bactéria é o principal agente terapeutico, elaborando diversos enzimas oxidantes, moléculas que eliminam as tóxinas. O kombucha tem por isso um efeito muito depurativo.

-  Ácido Butanoico : - Como fenol, butanol,metil, benzonitrilo e butil.

- Ácidos Buríticos : - Das leveduras, protegem as membranas celulares mantendo a sua permeabilidad, uma das maiores propriedades do kombuca.

- Ácido Carbónico; Ácido Cítrico e Ácido Láctico L+ : - Forma muito importante na prevenção do cancr, na desintoxicação e manutenção do PH  sanguíneo em níveis saudáveis.

- Vitamina B1; Cobalamina; Cianocobalamina : - Ajuda as funções intelectuais, memória e aprendizagem.

- Ácido Glucurónico : - Vital para a desintoxicação.

- Ácido Sacarino : - Os polisacáridos formam a substância fundamentaldo tecido conjuntivo humano de todos os orgãos. Os encontrados no kombuchatêm um efeito especial nos macrófalos e células  T.

- Ácido Xilónico : - Encontra-se dentro das bactérias do kombucha. Estudos com plantas, mostram que este ácido se pode combinar com mais de duzentas substâncias tóxicas. Pessoas que iniciaram o uso do kombucha e, a que foram feitas análises de urina antes e depois de alguns dias, mostram exc reção de metais pesados como o chumbo, mercúrio, cálcio e outros que, por serem insoluveis na água, se acumulam no organismo. O combucha torna-os solúveis pela introdução de moléculas de água, daí que se deva ser muito cauteloso ao iniciar, não se devendo beber mais de 100 militros por dia e na primeira semana; isto, para evitar uma contração violenta e dolorosa da vesícula biliar por onde os produtos tóxicos são eliminados. Na segunda semana pode beber-se 100 mililitros duas vezes ao dia e,  na terceira semana pode beber-se 300 mililitros.

(Continua... “O legado de Januário Pieter”- os ácidos e as enzimas... X)

 Para mais informação consultem : ameliabastos@yahoo.com.br

Glossaário:

Cazumbi: - Feitiço

Mulojice: - Feitiçaria

Munhungos: - Gente com má vida, vadios, andar à toa.

Mukueto – Amigo, kamba, camarada, conhecido

N´Gola: -  Reino de Angola

Fiot: - Carreiro, gente de Cabinda, dialecto Imbinda

Massábi: - Região Norte do enclave de Cabinda, nome de serra

Xiloango: - Rio que faz fronteira com o Congo Zaire.

Miconge: - Fronteira Norte de Cabinda perto do Dinge, o primeiro quartel a entreguar-se ao MPLA pelas forças do Puto após o 25 de Abril de 75, lugar aonde a tropa do Puto entregou as Gê-três e botas aos guerrilheiros por ordem do Rosa Coutinho (O Vermelhão).

Makutu !: - Mentira!

Da n´haka do Soba T´Chingange

 



PUBLICADO POR kimbolagoa às 13:53
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Quarta-feira, 18 de Novembro de 2009
A CERCA DOS MACACOS

  

       O DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA

 FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO

                OS QUILOMBOS DO BRASIL

 

A 13 de Março de 2009, escrevi no Blog do Kimbo, Angola e os Quilombos do Brasil.

 Porque estamos a dois dias de comemorar o 20 de Novembro, data em que morreu o Zumbi dos Palmares recordo a importância de reler este tema abordaddo em vários capitulos. Este hiato umbilical entre o Brasil e Angola é talvez o facto mais transcendente na história actual entre  os dois povos, matéria que julgo ser de todo interesse dar a conhecer na formação dos jovens de ambos os países.

 

 ZUMBI  Zumbi dos Palmares (Página ...   O HERÓI DA CONSCIÊNCIA NEGRA  

 

...« Zumbi, nasceu livre em terras do Nordeste em 1655 e morreu a 20 de Novembro de 1695. Em homenagem a todos os negros que lutaram para se libertar do jugo da escravidão. O Brasil considerou este dia como Feriado Nacional “O dia da Consciência Negra”. »...

...« lá no lugar da “Cerca dos Macacos”, acabar com os mocambos...»...

 

...« Vale a pena referir a luta da bassula, finta ou esquindiva utilizada pelos pescadores  imbindas do Kongo (Cabindas e Boma do N´zaire), os Muxiloandas  da ilha da Mazenga na baia de Loanda  e Mussulo (Kaloandas ou Camondongos)  na região dos Dembos e foz dos rios Dande, Bengo e Kwanza, no brasil derivou para a Capoeira, uma forma de dança para ludibriar o patrão fazendeiro e usar a ginástica de dança como luta do dá e larga sem agarrar ou usar a força do adversário com suaves e mágicos “toques de bassula”ou “toque de finta”...»

 

Quantas coisas mais não há em comum neste mundão chamado de Brasil em que se fala a lingua de Camões. Estranha-se que os PALOPS não tenham em agenda uma agitação notória nos meios de comunicaçaõ e canais diplomáticos  atravês dos CPLP ( Comissão dos povos de Lingua Portuguêsa ).

Desde o Nordeste Brasileiro

O Soba T´Chingange 




PUBLICADO POR kimbolagoa às 17:19
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Terça-feira, 17 de Novembro de 2009
UM DESABAFO

FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO

       VALHA-NOS AFONSO HENRIQUES

 

A DEMOCRACIA, é uma brincadeira de políticos que se acobertam nessa nobre palavra para corromper o sistema tornando-a decadente.

O país afunda-se em bordados nos bastidores de teias de interesse, jogos de poder dos partidos.

Dirigentes ousados ou ambiciosos, agitados entre canalha, ganham terreno entre o desinteresse ou apatia do povo em mudar o rumo; este, resigna-se, verga-se às leis conspurcadas de incestuosos atributos.

Estamos na merda entre pavões de cartola, janotas que se vêm bem num espelho, só seu.

 

Afonso Henriques (1128 ...  AFONSO HENRIQUES

De vez em quando criam uma manobra de diversão só para nos distrairem.

Aprendi a preservar a independência de espírito com a liberdade de acção acima de todas as mais valias da terra mas, isto não é tudo; há um sem fim de baixa política, vidas  fáceis que ziguezagueiam entre a economia desastrosa, abutres  deglotindo dinheiros públicos.

Faz  falta uma revolução a valer.

Acabar com as quotas de interesse desses figurões que se apropriam do alheio quando estão no mando.

Por muitas vezes saio por aí voando na ponta dum chicote como sombra de raiva negra; lentamente vou definhando com devaneios de velho perene, que em tudo pode pensar e, de tudo pode falar sem os caprichos de legitimidade.

Isto só, não chega.

 

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 21:49
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BRASILE O CANGAÇO . XXII

FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO

                 Cangaço moderno

               Nordeste brasileiro NORDESTE BRASILEIRO

 

 

12 – NOSTALGIA INQUIETANTE

 

Inquieta o espírito indagar nos dias de hoje, saber que o cidadão do povo, tem benevolência de santo, perante a figura do cangaceiro; a acção anti-progresso de Lampião aos olhos do sertanejo ou o Nordestino em geral, não foi naquela época e não o é agora um símbolo de infelicidade; é amado e relembrado em quadros e esculturas em restaurantes, lugares públicos, num sentimento de mística saudade.

Neste contexto nostálgico recorda-se que o “coronel” Hercílio, prefeito e chefe político de Propriá, nos anos trinta, amigo fraterno de Lampião e sua companheira, os alojava em Laranjeira e Aracaju capital de Sérgipe, disfarçados, eram recebidos para permanência alargada de confortável descanso, consultas médicas e, assim tratados com requisitos de fidalguia, banqueteavam-se com amigos próximos, comendo do melhor queijo e bebendo vinhos finos e conhaque macieira de cinco estrelas a digerir os repastos.

Em quatro de Outubro de 1911, na vila de Juazeiro, estado do Ceará, o Padre Cícero Romão Batista reuniu-se com 17 “coronéis, 3 “majores” (civis), do qual fizeram publicar aquilo a que se chamou “O pacto dos coronéis em Juazeiro”. A acta da reunião magna deste pacto com nove artigos, faz menção de ter sido o padre Cícero a dirigi-la; o mesmo que veio a ser santificado e venerado em todo o Nordeste.                                 

É vulgar ver a figura dum velho meio curvado na idade, padre de batina preta, chapéu de três bicos de prior, com borboleta vermelha no topo, metido numa redoma transparente nos largos ajardinados ou praças públicas de quase todos os povoados. Num qualquer desses lugares, lá está no cimo duma peanha em cimento o Padre Cícero e, a rodeá-lo muitas e variadas flores.

Nas encruzilhadas e bermas de estrada, pequenas esculturas deste padre, lembram ali naquele local uma qualquer tragédia que, por acidente de carro ou uma qualquer quezília equacionada a facão afiado levou o corpo; alguém que se amou é recomendado àquele santo pároco, invocando-o desta forma para enaltecer a alma do defuntado.

Alguns homens da igreja colocam o facínora Lampião numa redoma de herói; até o meteram no altar ao lado do padre Cícero incensando o cangaço em actos religiosos públicos, turíbulo que vai, turíbulo que vem, botam fumaça tão densa que não dá para enxergar direito a verdadeira estória. Toda esta postura no seio de gente tão profundamente católica tinha um efeito incentivador e até catalizador entre os mais jovens, carentes de ideais modeladas em valores.

Lampião deste jeito era visto como gesta de epopeia na história do sertão, tal como a conquista do Oeste nos Estados unidos; ali e aqui, a winchester calibre 44 afamavam matadores de onça ou gente.

 

13 – OS CANGACEIROS PORTUGUÊSES

 

Francelino José Nunes, casado com Quitéria era o procônsul de Lampião no sertão de Alagoas; era Português e tinha esse nome de guerra comandando o grupo, tendo Pedro Roxa, Velocidade, e Barra-de-aço como os seus mais próximos.

Nunes entregou-se às autoridades no início de 1939. Tenho indícios de que este Francelino é o mesmo que veio a fugir para Angola, um lugar chamado de Lubango (Sá da Bandeira no tempo colonial). As informações de Xicoronhos (naturais do Lubango), Maconginos amigos, dão como certo haver um colaborador de Lampião na cidade e que veio a ser um cidadão cumpridor na profissão de serralheiro ou ferreiro. Não deixou de lidar com o fogo, as armas brancas e a forja, com quem estava familiarizado na arte e uso do facão. Desta feita malhou o ferro amaciando-o na bigorna fazendo portões.

Do português Moita Brava não encontrei outras referências; ficou na penumbra do lusco-fusco do esquecimento medíocre e, ainda bem que assim foi porque, a bravura do crime é para ser esquecida.

 

( Continua... Cangaço moderno... XXIII)

O Soba T´Chingange     

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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PUBLICADO POR kimbolagoa às 01:39
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Sábado, 14 de Novembro de 2009
ALHAMBRA DE GRANADA . VIII

 FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO

               5º ENCONTRO - O LEGADO DE PIETER

               A bolunga de xylinoide

 

O desanoitecer estava chegar num dia novo de guardar memória; uma noite de minha alma arrependida de pena com contributos sentados na pedra do chão, sonhos alheios de tudo o mais de quando só era.

Tinha pena desses alheios medos mas, pois que não sou galinha despeniquei na vontade pr´asquecer falar só mesmo da bolunga xylinium “legado de Januário Pieter” meu mano-corvo Mwata.

E, é assim na directa fala:

- As famílias de bactérias que só podem ser vistas ao microscópio são sobretudo a acetobactéria xylinium que a partir do sétimo dia começa a formar ácido acético, outras famílias xylinoides, a bactéria glucuranium e a acet ketogenum.

As fermentações são processos muito complexos em que a menor alteração do liquido, chá verde e chá preto, pode produzir resultados muito diferentes e, daí a grande variedade de cervejas, vinhos, cidras e outros alimentos fermentados como o kéfir , pikles, queijo, tempeh, cshoyu, etc,etc

O liquido da fermentação do kombucha, é formado pela infusão de chá a partir da planta camélia Sinnensis.

O chá é portanto o elementoprincipal desse .liquido com cerca de 350 compostos químicos, distribuidos em:  -40% de glúcidos , 20% de proteína com aminoácidos (teanina), 2% de gorduras  , 9% minerais de manganésio, potássio, magnésio, flúor e vitaminas B, B1, B2, B3, B6, B12, C e P; 29% são polifenois, flavonoides e catequinas do chá preto

As catequinas do chá verde são as mais antioxidantes.

  ... Rios» » rio-cuanza.jpg RIO KWANZA

Na prática fazemos um chá com água e açucar em quantidade por forma a produzir levedura com os nutrientes desses três elementos.

Para fabricar as enzimas que vão desdobrar o açucar em glucose e frutose, o tamanho da placa de cultura deve estar proporcional ao volume do liquido pois que este se for em excesso diminui a produção de CO2.

Deve portanto utilizar-se 10% do liquido “starter”, (inicial) no fundo do frasco aonde existem muitas leveduras e poucas bactérias.

As leveduras, sendo muitas, respiram o O2 do ar porque também estão à superfície do  frasco e, por isso, produzem três vezes mais CO2 mas, nenhum álcool.

Convem dizer que o chá verde tem 2% de cafeina e o preto 5% pelo que, as culturas crescem melhor no chá preto. A cafeina e a teofilina são purinas usadas na construção dos ácidos nucleicos daí resultando em microorganismos como fonte de nitrogénio.

 

grupokombucha@yahoogrupos.com.br

(Continua... “O legado de Januário Pieter”- os ácidos e as vitaminas... XIX) 

Da n´haka do Soba T´Chingange 



PUBLICADO POR kimbolagoa às 21:09
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Sexta-feira, 13 de Novembro de 2009
11 DE NOVEMBRO

 NOS 33 ANOS APÓS

 FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO

 

 BANDEIRA DE ANGOLA

 

UM MUSSENDO RÁPIDO

No dia 11 de Novembro, o dia mais importante dos Luandus, fui na canoa rio acima com as Kwangiadas até à quicanda, uma ilhota flutuante,... de sonhos, às vezes, propriedade própria de quem só tem isso mesmo, eu próprio, nu no despreconceito zunido da claridade dum dia cinzento.

Vivi silêncio.

O Kwanza que rodeia a luta de libertação por busca de Kambambe, sua serra de prata e dos seus filhos a montante desde as serras do Bié, rebolam rápidos dum kwacha-kwacha, que perturbam os ximbicanços da história da luta armada. No após Malufos, no após Tugas, no após Savimbi.

Rio abaixo, Dondo, Massangano, Muxima e finalmente o Cabo Ledo para lá da barra, local de tartarugas fantasmagóricas, sua desova de todos os sonhos garimpados, engravidados, triciclados pela kianda suprema de nome Januário Pieter, minha maior, mais grande inventação. 

O Soba T´Chingange

Não vou lá faz tempo,... dizem que tem agora muitos corvos, urubus, medonhos pássaros poderosos.

O soba T´Chingange

 



PUBLICADO POR kimbolagoa às 17:59
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Quinta-feira, 12 de Novembro de 2009
BRASIL E O CANGAÇO . XXI

 

FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO

 NA ROTA DO CANGAÇO

  

 

 

Vergílio Medina, irmão dum ministro do governo de Lula, negociou os pareceres judiciais na atribuição das máquinas do jogo.

A escola de samba Beija-flor ficou comprometida com a prisão do seu presidente honorário e estão em crer que no Carnaval de 2007, o primeiro lugar foi objecto de corrupto aliciamento ao júri composto de 40 jurados, tendo o senhor Anísio como negociador da fraude.

Todos os dias, há novidades no mundo do irregular; 56 000 reais foram desviados por compra de sangue num hospital de Maceió; as listas indicavam gente que nunca pisou aquele chão sendo uma delas a cantora Ivete Zagalo.

Ali, não foi necessário o facão de Lampião; uma suposta seringa tira o sangue dos contribuintes de forma escandalosa; as denúncias normalmente saem de gente despeitada por não ter sido incluída no bolo.

Mais de 40% dos postos de combustível vendem sem impunidade, gasolina comum misturada com mais de 50% de álcool, tornando-a obviamente mais cara que na Europa.

Há listas fantasmas de alunos em escolas para extorquir dinheiro ao estado; imagens televisivas de confrontos nas áreas urbanas de São Paulo e Rio de Janeiro.

A prisão de Maceió deixa escapar cerca de cinquenta presos num ano; fazem túneis para fuga, sem que ninguém se aperceba; ninguém acredita em ninguém e, um agente da lei, passa a ser temido na dúvida de ser um crápula pronto a extorquir uns dinheiros para “o café da manha”.

Os Sem Terra cortam estradas, tomam terras em cultivo, enquanto a FUNAI (Fundação de ajuda ao Índio) inventa novas áreas para atribuir a “novos índios”.

Está-se no meio duma guerra do vale tudo!

Entretanto o governador do Rio de Janeiro pede a intervenção do exército para impor ordem na cidade e, após terem morto um seu zelador quando se preparava para levar seu filho à escola.

E, O Haiti é logo ali!

SOS mundo, … aqui também há “Tom-Tons”

( Continua... Cangaço moderno... XXII)

O Soba T´Chingange

 

 



PUBLICADO POR kimbolagoa às 21:10
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Quarta-feira, 11 de Novembro de 2009
ALHAMBRA DE GRANADA . VII

FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO

      5º Encontro com a  kianda – A bolunga de xylinoide

  http://www..rifetechnology.com/kombucha.htm

KOMBUCHA

Já feitos manos-kilombelombe (manos-corvos), Pieter e eu entramos noutra esfera de trato. Ambos adicionamos um raio curvo á nossa aura ficando Pieter uma kianda Mwata e eu, um simples mortal ou um n´gana mulungo.

Acabamos a visita subindo ambos “ La torre de la vela” de Alcazaba e de mãos dadas abençoamos a N´Gola longinqua fonte da nossa matriz, a nossa Meca da Muxima.

Depois deste dia bem preenchido, por solicitação de Pieter, recolhemo-nos na bodega de “La Reina de Zulia” nas faldas da serra de Granada, um lugar conhecido por musas e kiandas do Kwanza (kwangiadas); lugar de falas mansas de semi-luzes, gente serena e sábia de bolorenta sabedoria, difusas.

 

Nesta tasca especial tão cheia de laureadas quilambas assombrações eu, era um  embrutecido novato mano-kilombelombe. E, foi num torpor de malembe-malembe que Pieter me sacudiu de cotovelo e, acto contínuo tirou da cintura cheia de zingarelhos um cantil recoberto a pele de surukucu, meteu na boca e bebeu uns três tragos dando-mo logo a seguir.

- Que milongo é este? Perguntei!

O kimbanda Sambo e a N´ga Bastos técnica superior da química bolunga kombucha  olharam em soslaio para nosoutros amigos mano-kilombelombe. Tinham cara de desinteressada surpresa de quem, só está ali para fazer quoro de congresso.

- É o segredo da longevidade, disse Januáro Pieter; bebe e não contestes o teu mano-kilombelombe Mwata. Aos mais velhos não se contesta, simplesmente se obedece, na vida e p´rálem da vida, frisou perentório.

Perante tal apelativo do aqui e mais além,  meti o gargalo de cantil à boca e bebi também, três goles: - era um champanhe com sabor ácido nunca provado, uma bolunga desconhecida de divino sabor.

- Que é isto mesmo, afinal? Arrisquei perguntar a medo, pela segunda vez.

- Isto é uma zoogleia, um ácido acético da família xylinoide vulgarmente conhecido pelos n´gwetas por kombucha e, a partir de agora passas a tomá-lo regularmente por via do nosso trato de sangue chispado a cuspo na testemunha dos leões de Nazarie.  Pieter estava agora numa de falar caro e não deu para entender perfeito mas, continuou.

- Para que no mínimo atinjas 333 anos e, perante mim e, aqui neste Pambu N´jila, tens de assumir agora o dever de dares a conhecer ao teu kimbo, aos teus súbditos e registes também na torre do Zombo do reino de Manikongo, teus súbditos, m´bikas alforriados e makotas, esta purificação de sangue, vida e espírito.

- Eu  prometo,... disse titubeante depois de receber uma caneta minkisi galáctica-pen xis-pê-tê-ó contendo todos os pormenores dessa levedura schizosscaromices ludwigii, a bolunga dos (deuses) N´zambis, que agora vai ser conhecido como o “legado de JanuárioPieter”, a kombucha de xylinoide.

Eu, o soba  T´Chinhange, refeito agora num n´gana mulungo, só vou mesmo falar do que escutei e li na caneta minkisi e, a partir daqui traduzirei o “legado” tirando os meus corvinhos da chuva de trovão. Juro mesmo, os sonhos às vezes são maiores que o homem e, aqui e agora, fui incumbido desta tarefa, divulgar a bolunga mágica ou divina.

Porque  não  sou  um  corvo  alfa,  indico  aos  meus  kambas  que, caso tenham dúvidas consultem

na Web os Ilundados na matéria, entroutros que vou indicar navegando no minkisi galáctico pelo que basta clicar no “site” supra.

Em 1960, no Instituto Bacteriológico de Moscovo, descobriu-se que o kombucha não é um organismo, daí erradamente chamarem-lhe alga, cogumelo ou líquen.

O kombucha é uma colónia simbiótica de várias bactérias e leveduras de complexos e sofisticados padrões de desenvolvimento. É em verdade uma zooleica formada por acetobactérias que formam uma placa de celulose aonde vivem algumas leveduras,... Schizosacaromices pombe, sacaromices ludwigii e pichia fermentaus e também apiculatus varieties e torula. Também aparecem falsas leveduras mycoderma vini que vivem no líquido, chá em suspensão que, quando morrem, caiem no fundo do frasco como impurezas acastanhadas.

(Continua... “O legado de Januário Pieter”- a bolunga de xílinoide... VIII)

Glossaário:

Mano-Kilombelombe: - Mano-Corvo, Uma fusão de homem com pássaro do tipo Kwetzal ( México )

Kianda Mwata: - espírito das águas feito homem da paz, iemanjá, assombração pacífica, divindade.

N´gana mulungo: - Senhor branco ou gweta, guerreiro conquistador n´dele

Mulungo - M´zungo; branco em Zulu

N´Gola: -  Reino de Angola

Quilambas: - Que inerpreta os espíritos, advogado de agouros

Malembe-malembe : - muito devagar, com precaução

Zingarelhos: - Artefactos indefinidos (Puto), do tipo de estralhos, coisas, imbamba.

Kimbanda Sambo: - do chá de ervas Sambo em angola

N´ga Santos: - Amélia Bastos, Brasilira com largos conhecimentos do kombucha (anotar o e-mail da foto)

Surukucu: - Cobra traiçoeira

Milongo: - Remédio, chá de raízes do mato, panaceia de médico desclassificado (às vezes).

Bolunga: - Bebida fermentada de massambala ou milho, do tipo quimbombo, bebida dos xicoronhos.

Pambu N´jila: - espaço místico; lugar de veneração ou peregrinação; Lugar predilecto

Minkisi: - Agente de ligação entre o físico e o místico, tem poder nos elementos da natureza, (faz chover, faz trovoada), gente com mau-olhado, artefacto de cazumbi, coisa misteriosa.

N´gweta: - Branco do puto, branco em geral, branco ordinário (depende do tom).

M´bika: - Escravo

Makota: - Mais velho, ancião, século.

Ilundado: - Espírito superior, entendidos, gente iluminada ou sabedora.

 

Da n´haka do Soba T´Chingange

 



PUBLICADO POR kimbolagoa às 07:37
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Temos um Hino, uma Bandeira, uma moeda, temos constituição, temos nobres e plebeus, um soba, um cipaio-mor, um kimbanda e um comendador. Somos uma Instituição independente. As nossas fronteiras são a Globália. Procuramos alcançar as terras do nunca um conjunto de pessoas pertencentes a um reino de fantasia procurando corrrigir realidades do mundo que os rodeia. Neste reino de Manikongo há uma torre. È nesta torre do Zombo que arquivamos os sonhos e aspirações. Neste reino todos são distintos e distinguidos. Todos dão vivas á vida como verdadeiros escuteiros pois, todos se escutam. Se N´Zambi quiser vamos viver 333 anos. O Soba T'chingange
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