Terça-feira, 30 de Novembro de 2010
PUTO . VI

FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO

       “Vila Real”

 

Acima do rio Douro, não muito longe da Régua, entre fragas medonhas contornando montes, valas e encostas, vamos encontrar Vila Real, uma cidade que permaneceu com o nome de vila; ora muito quente de verão ora muito fria de inverno. Entre as serras do Marão e do Alvão correm os rios Corgo e Cabril que em rápidas corredeiras em fundos vales serpenteiam-se em espuma branca nos seus percursos até chegar ao Douro. Foi ao longo do rio Corgo que atravessa Vila Real que desfrutei da paisagem Outonal, das encostas com suas cores variando entre o amarelo e o vermelho como uma velha manta de retalhos. Desci pela calçada da Moleira sem saber ao certo aonde ia dar, mas, não demorei a dar com o moinho de levada desativado. O barulho da água cantava a natureza selvagem entre muros de pedra ou rochedos enrugados delimitando lameiras, terras chãs com velhas oliveiras desalinhadas para além dos pedregulhos aonde certamente se alapam coelhos, espaços úmidos voados por pombos bravos, tordos e melros alargando-se em socalcos até ao cimo.

PONTE SOBRE O RIO CORGO

Por entre densas eriçadas matas e velhas casas graníticas, podem ver-se mais além e no topo, edifícios modernos aonde a vida se anima na forma citadina entre largos, praças e jardins ao toque dos sinos da Igreja de São Domingos; os mesmos que repicaram a festejar as viagens de Diogo Cão no longínquo ano de 1480 após o descobrimento da foz do rio Zaire e, que então se pensava ser a volta para os mares da Índia. O mundo torna-se pequeno e intimo e está em toda a parte na beleza que a natureza nos oferece; aqui ou no Zaire a vida calçada ou descalça, nua ou vestida é da mesma importância. Mais a jusante, subi à Vila feita cidade por uma irregular vereda com casas equilibrando-se na falésia, escondidas sob as parreiras de folhas vermelhas. Cheguei à Rua Primeiro de Maio e Russio, um largo com grandes rasgos de inteligência dando para becos medievais; uns senhores que tiram os chapéus uns aos outros apertando-se nas mãos como se não se vissem à anos.

 DIOGO CÃO

Homens, esperando suas patroas no adro da igreja num domingo pardo de Novembro, sarapintado de salpicos e tufos de nuvens escuras que correm indiferentes ao toque dos sinos. Antigos largos com faias vigorosas que ficam tristes largando folhas ao solo frio da agora praça que fica morta depois da missa. Os homens dos chapéus despedem-se, mão com mão e seguem para o café mais próximo, tomar uma bica, falar de política e futebol deitando conversa fora, estórias do tempo em que outros homens de barba rija, no meio do largo desafiam a Vila no orgulho de só o tirarem para se deitar. Ao sair dali ainda ouvi um deles, mais jovem e de barba rala a interrogar-se: -“Que temos nós a ver com isso. Os ricos que paguem a crise”. Falavam o mesmo que andava na boca de toda a gente e nos canais da televisão enquanto saboreavam o toucinho do céu e pitos de Santa Luzia.


O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 14:32
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Sábado, 27 de Novembro de 2010
CAFUFUTILA . II

FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO

        “Sabedoria natural”

 

OLHO GORDO

Temos no aprender de como viver e morrer, e como no fazer do viver e do morrer, um sem problema. É esta a sabedoria natural de todos os animais com exclusão dos humanos, os únicos que vivênciam alguma coisa semelhante à negatividade com laivos de comportamento neurótico. Os demais animais tais como o cão, cavalo ou gato, que vivem em contacto íntimo com o homem têm tambem sinais de strese ligando-se à mente insana destes. Diz-se que um político é considerado desonesto porque aquilo que deveria ser um exercicio de virtude suprema social, na prática torna-se numa actividade tóxica para os demais cidadãos.

VIDA SOCIAL

O homem, que é um animal social, não se pode realizar fora da sociedade na qual, não só tem direitos como deveres e obrigacões. Actualmente, na ânsia do êxito e poder, o homem político, associando-se ao egoísmo  com ambição de riqueza, vicia-se em muitas e variadas maldades maquiavélicas: uma potencial arma de aço  temperada no calor popular  e forjada em conspurcados valores desavindos, ferindo de morte com suas lãminas o mesmo povo ferreiro que malhou aquele aço na têmpera julgada certa.  Tem de haver outra forma de de dar vida a essa nobre missão de se  ser guia dos outros.

O MEU MOINHO

Mas,... temos agora a crise!

Domine o seu impeto. Não transmita infelicidade, nem deixe que ela crie um lugar dentro de si. Ninguém tem o direito de alterar a vida evenenando-a na terra que a sustenta. Que se saiba, uma flôr não fica infeliz, um sapo não perde a sua auto-estima nem um pássaro fica com ódio ou recentimentos. Um qualquer animal que não o homem, não tem um ego, nem sabe quando vai morrer, mas ele morre, ou parece que morre.

A nossa percepção do mundo é um reflexo de fantasia.

 

Bibliografia consultada: O “poder do agora” de Eckhart Tolle.

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 19:20
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Quinta-feira, 25 de Novembro de 2010
CAFUFUTILA .I

FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO

“Sensações imperfeitas”


T´Chingange

Todos nós somos uma percepção distorcida da nossa verdadeira natureza; andamos disfarçados num qualquer lugar dentro dessa ilusão confundindo-nos com estátuas de pedra, adaptando coisas que foram ou que virão a acontecer num reflexo do nosso estado de consciência. A todo o momento essa nossa consciência cria o mundo em que habitamos. E nós, vivemos num mundo de convulsão de lutas, uns matando outros, petrificando lágrimas fruto de sensações imperfeitas de imaginação ou sonhos. Os órgãos de informação e governo (do Puto) insistem sugar a nossa força, a nossa energia, manipulando conscientemente o nosso estado de apatia, de não resistência e poluir assim, o nosso querer em infelicidade.

Poluição

A situação limite da crise surge carregada de infelicidade, uma mudança drástica, um sofrimento de perca que despedaça toda a gente, um colapso sem sentido: - transformação de ouro em coisa nenhuma como mágica de alquimista; sofrimento quanto baste em consciência, infelicidade em forçada entrega. Tem de haver outro lado em que o medo, sofrimento, fome até, se transforme o nada em metal, o sentimento em ouro. O sofrimento não diminui de intensidade quando nos tornamos inconsistentes, teremos de enfrenta-lo com passiva condescendência. Nós, querendo ou não atraímos aquilo que corresponde ao estado interior de momento, num agora qualquer. Teremos para nosso bem, de exercitar a mente a aceitar o sofrimento, sentir até humildemente pena de si mesmo a fim de paralisar a ansiedade. Um estado de não resistência ou estado de graça, livre de disputas.

Desespero

Tenho deparado no percurso peregrinado da minha vida, inúmeras pessoas inteligentes, educadas em alto coturno, completamente inconscientes do gozo da vida. Creio que foi para estes seres petrificados, insubstituíveis no seu pensar que Jesus disse: “Perdoai-os, porque eles não sabem o que fazem”. São estes que com suas mentes, definem padrões de condicionamento que nos dirigem a vida sem saber que esbanjam insanidade entre todos os que lhe estão afetos. Contingências de todas as pessoas dependentes, que estão sofrendo dessa doença em múltiplas amplitudes. Ninguém deveria ter poderes para nos alterar a radiante essência de que somos feitos e tornar-nos estátuas antes do tempo.


O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 07:41
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Quarta-feira, 24 de Novembro de 2010
A CHUVA E O BOM TEMPO. IV

FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO

“A crise vista aos nove anos”


Lara e o rato Mikey

O meu iphone toca. É o senhor Pedro Passos Coelho a dizer-me que precisa falar comigo; necessita da minha mágica para ajudar a crise.  Fui ter com ele a Lisboa e perguntei-lhe qual o truque de magia queria que eu fizesse. Ele quis saber se eu podia saltar o tempo. De repente fiquei no meio de muitos sapos saltando na água escura dum pântano. E havia um jacaré grande a correr atrás de mim. Eu corri, corri e, quando o bicho estava quase a pegar-me acordei aflitinha com a bochecha molhada. A minha gata princesa estave a lamber-me a cara para eu acordar.

Fim

O sonho tatuado

A sociedade actual tão ferida por notícias persistentes de costumeiras anomalias doentias, tem necessidade de recorrer ao subconsciente numa ação de cura, para uma melhor autoestima; o sono controla o emocional nos grandes ou pequenos ferimentos de emoções destemperadas ou mal aceites. Lara, a minha neta, através de si própria, salta numa lama de corruptas vivências apercebendo-se que algo vai mal no mundo real. Triste sina a desta geração. E, como vão poder saltar no tempo se há um tão grande abismo pela frente. Como estória de Natal, no sonho da minha neta não ouve exigências de bola de cristal, varinha de maga ou tapete voador conduzido por pirilampos; voou num ápice nas ondas artesianas de um desejo ondulado, sem consumir, sem poluir, sem alterar o ozono estratosférico.


O flamingo . Oferta do avô (de sua autoria)

Como sonho infantil, Lara, navegou nesse mundo etéreo da inocência sem se aperceber das verdadeiras realidades. Um dia mais tarde irá relembrar esse encontro de fingir como o do Harry Potter, numa nave menos fantasiosa da vida. Lembrar-se-á de quando o avô lhe contava a vida perturbadora da sua meninice alimentada a feijões com couves lá nas entranhas da beira, uma floresta de pinheiros em que se fingia ser mágico ou bruxo montando numa vassoura de giesta ou piaçaba. Os sonhos de agora têm vassouras de titânio, tecnologia varredora de ponta com magnetofónica fosforescência; sensores encavalitados em ondas extra-curtas sugadoras de lixo, ecologicamente testadas.

Seria uma destas vassouras que eu pediria a Pedro Passos Coelho para usar na limpeza da Assembleia botando os imprestáveis deputados pró-olho da lixeira. È preciso.


O Soba T´chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 12:18
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Terça-feira, 23 de Novembro de 2010
CAZUMBI . XIII

FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO

         “A ilusão de desenvolvimento ”

 O FINANCIAMENTO 

Em Portugal, criou-se a ideia fácil, mas ilusória, de que se tinha conquistado o acesso permanente a um nível de vida mais elevado (…) – As abundâncias de financiamentos de Bruxelas, chamados de fundos estruturais e de coesão, ajudaram a alimentar esta ilusão geral. Já em 2008 era notório em Portugal o viver além das possibilidades levando os observadores da área financeira a afirmar que precisaríamos desvalorizar a nossa moeda em perto de 30% caso não estivéssemos integrados no Euro. Era já um aviso aos responsáveis do governo que o caminho que estava a ser seguido precisava urgentemente de ser alterado. Apesar de se terem criado condições de estabilidade aos governos para que pudessem estar à altura das suas responsabilidades eles preferiram seguir políticas incorrectas fazendo batota e adiando reformas importantes; reformas de que se ouvia falar há mais de vinte anos, mas que, não se concretizavam.

  GLOBÁLIA

Mas, afinal há qualquer coisa de errado na engenharia financeira portuguesa, pois que neste início de Novembro de 2010 os quatro maiores bancos portugueses de referência davam como certo um lucro diário de quatro milhões de Euros por dia. Isto é verdade ou é também outra manobra de diversão!

Entre muitas coisas erradas no nosso sistema financeiro, fundamentalmente estamos a pagar os desvarios do “ultraliberalismo” americano que embrulhou o crédito hipotecário em activos financeiros em celofane com nomes atractivos; com feromonas mentirosas disseminaram irresponsavelmente para os mercados globais e, entre estes o nosso encefálico pequeno Portugal tão cheio de “basofistas” de riquismo. Tudo isto se transformou em lixo de alta toxicidade que nos ditou o colapso.

 DESENVOLVER COM O TRABALHO

A bolha americana criou nos nossos bancos a ganância lançando para o efeito produtos fantasmas de “Dona Branca” de suposta elevada rentabilidade, um engodo de jacaré que na altura própria engoliu a ética junto com esses falrripos de “peidos de velha” fedorentos, só mesmo com cheiro.

Tudo isto, aliado ao avanço dos “chinocas”, leva-me a dizer que ou mudamos muito rapidamente ou estamos “feitos ao bife”.

 

Bibliografia consultada; MUDAR de Pedro Passos Coelho

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 14:15
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Sábado, 20 de Novembro de 2010
CAZUMBI . XII

FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO

         “ Miséria planeada – 2ª parte ”  

  MANDELA

Quando Mandela volta a falar de nacionalizações a bolsa de Johanesburgo cai em seguida manietando os dirigentes na vontade de mudança. A “doutrina do choque” de Milton Friedman  adapta-se perfeitamente a esta situação. 70 % das terras da África do Sul estão sob domínio dos brancos que representam apenas 10% da população.

A Comissão da Verdade e Reconciliação da África do Sul é frequentemente indicada como modelo de “construção da paz” mas um relatório de finais de Março de 2003, um presidente duma dessas comissões referiu-se aos assuntos inacabados da Liberdade assim:      -“ Conseguem explicar como é que uma pessoa negra continua a acordar num gueto imundo hoje em dia, 10 anos após a liberdade? Depois ela vai trabalhar para a cidade, que ainda é maioritáriamente de casas palacianas. E, no final do dia ela volta para casa na imundície? Não sei porque é que essas pessoas não dizem : para o inferno com esssas comissões da verdade pela paz “.

Entretanto já se passaram 17 anos após o término do apartheid, tempo suficiente para reverem princípios e contribuir para a história duma forma justa ou mais verdadeira. Citando Xico Xavier Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora a fazer um novo fim

 SOWETO 

As contas do apartheid têem-se tornado um fardo desfigurante e o governo está manietado ao poder económico; qualquer movimento no sentido de alterar as coisas pode parecer perigosamente radical aos olhos dos investidores provocando choque no mercado.

Os antigos presos da ilha de Rodden sentem-se defraudados, ingénuos e prisioneiros dum governo sombra branco detentor do dinheiro. 40% dos pagamentos anuais da dívida feita pelo governo, vai para o imenso fundo de pensões do país; a grande maioria dos beneficiários são ex-empregados do apartheid. É uma indeminização invertida tendo como consequência o desmantelamento do Estado com a pilhagem de seus cofres.

Kliptown, a capital da “Carta da Liberdade” ou aonde esta foi elaborada, é uma munícipalidade empobrecida, cheia de barracas delapidadas, esgotos a céu aberto nas ruas e uma taxa de desemprego de 72%, muito mais alta que durante o apartheid. Este local musseque, vai passar a ser um parque temático a mostrar aos turistas a reputação do ANC por ter triunfado contra a opressão. O tema da liberdade vai ter um hotel em vidro e aço, museus e uma grande pirâmide a narrar o triunfo da África do Sul sobre a adversidade. Os residentes actuais serão realojados em musseques localizados em sítios menos históricos.

 GALINHA DE ANGOLA . CAPOTA

Tudo isto encaixa perfeitamente na “doutrina do choque” uma mensagem a ser vendida ou oferecida pelos economistas de cataclísmos. Uma democracia nascida e acorrentada. O mundial de futebol de 2010 não foi mais que uma “manobra de diversão” a contentar gente distraída.

Em 2006, mais de um em cada quatro Sul-africanos viviam em barracas em bairros de lata improvisadas, a maioria sem água corrente ou electicidade; UM MUNDO A DUAS VELOCIDADES. 

Ver tudo isto, mudou a forma de como eu via o mundo.

 

Bibliografia de referência: A DOUTRINA DO CHOQUE de Naomi Klein  da Globália

O Soba T´chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 15:04
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Sexta-feira, 19 de Novembro de 2010
A CHUVA E O BOM TEMPO . III

FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO

        “Contingências do tempo”

A LUPA DA CRISE

O país do Puto está doente. O divino Sócrates criou uma doença chamada “crise” com o objectivo de nos forçar a parar, de modo a permitir que uma necessária remodelação possa acontecer, o MUDAR para Passos Coelho do PSD.

A natureza cíclica do Universo está intimamente ligada à permanência de todas as coisas e situações. Todas as circunstâncias são altamente instáveis e estão em um fluxo constante; a impermanência, é uma característica de cada circunstância, situação com que nos vamos deparando na vida.

As circunstâncias vão modificar-se, desaparecer ou deixar de proporcionar prazer ou bem-estar; são em verdade o fulcro de ensinamentos cristãos; “Não acumule tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem arruínam tudo, onde os ladrões arrombam as paredes para roubar…”

 

A CHUVA E OS CHARCOS DO SOBA

Enquanto a nossa mente julgar uma circunstância, um relacionamento, um lugar, um papel social apegando-se em identidade com ela, pode tornar-se parte de quem você é ou pensa que é e, a mesma condição que era boa no passado, de repente, fica ruim.

A prosperidade de ontem torna-se o consumismo de hoje e o vazio num amanhã; como um casamento feliz se torna em divórcio ou convivência infeliz, ninguém consegue aceitar quando uma situação com a qual se tenha apegado, muda ou desaparece, como se um membro fosse arrancado ao seu corpo.

 

O BOM TEMPO

O povo não consegue entender o retrocesso, distinguindo a vida da situação da vida tornando-a profundamente infeliz; como uma maleita, adoece.

O conhecimento mais básico de felicidade e infelicidade é tão somente a ilusão de que o tempo as separa. Necessitamos passar por muitas decepções antes de perceber a verdade e entender a filosofia budista de que “tudo o que surge, desaparece…”

Não oferecer resistência à vida, aos sinais do tempo é estar em estado de graça mas, não deixa de ser paradoxal que encontrar a paz depende das coisas serem boas ou ruins.

 

Bibliografia consultada: O poder do agora de Eckhart Talle

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 15:53
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Quinta-feira, 18 de Novembro de 2010
MUJIMBO . II

FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO

        “O Muzongué  do Catambor ”

Catambor . sobranceiro à Maianga

Aquele muzongué-1 estava bom por demais; o caombo-2 trazido de Cabinda pelo meu chará  Tony, dava um requinte de esplendor olfatoso àquela iguaria de escravos do Bengo-3.

Záfa fazia escorrer o sumo de um limão em cima da cabeça de pungo-4 desolhado. Aquelas essências dos condimentos resplandeciam-se do caldo em vapores afrodisíacos de dendém-5, gulosos mesmo.

Zeca Filho-da-mãe, babava-se entrecortadamente entre linguajares de muxoxo-6 com ininteligíveis vocábulos, misto de gíria do Lifune-7 e banga fecula-8 de Luanda; inventações enroladas em falrripos de pedaços de mandioca, farinha de bombó, abrobinha e quiabos do Kifangondo-9.  Cafufutilava-10 tudo quando com sua grande bocarra ria, comia e falava no simultâneamente.  Zeca Filho-da-mãe era um verdadeiro catastrófico. As verduras, foi ele mesmo que trouxe da sua lavra-11 da barra do Dande; para variar naquele dia fez questão de preterir o cacusso-12 em troca com um pungo do mar salgado do Cacuaco com uns bagres da sua salga.

 

Mapa . lugar do mujimbo

Dona Zéfinha era por demais especialista na feitura do muzongué e, ele queria mesmo aproveitar enfrascar-se nas cucas-13 que Mingas comprou no especialmente daquele entretanto de amigos kambas-14. Ele cazucutava-15 uns caputos-mwádie-16 que na troca de facilidades recebia as frescas de gazosa-17 mesmo.

A kizomba-18 naquele dia de festa era para festejar um agradecimento à nossa Senhora da Muxima por ter salvo Mingas Lenine Xambeta-19 duma mina que desconseguiu matar o kamba lá nas terras dos confins do mundo do Kuito-20; Nem nunca ficou a saber se aquele artifício que lhe ceifou a perna era dos camaradas se dos kwachas-21.

Numa expressão de dádiva sem protesto Mingas, enquanto agradecia com a esquerda, antecipava sua mão por dentro da blusa de Lurdinhas  na busca eufórica do seio arrebitado; tudo isto feito na cumplicidade da mulembeira que lhe encobria a perspectiva no resguardo das vistas dos demais.

  Ruca , a desanovinha

Ruca, a filha desanovinha de Zéfinha, mostrava seu encanto gingando-se enquanto equilibrava uma bandeja de emitação de prata, com napron e canecas de vidro gelado saídos da arca frigorífica, cerveja a estalar e uns pratinhos de jinguba-22, paracuca-23, kiqwéra-24 e gambas vermelhas.

Nos mambos-25 daquele quintal do Catambor-26 recordava-se sempre os dias de fome, de quando a guerra fazia a gente comer só mabanga-27 da Samba com arroz kigala do Puto-28.

As coisas mudaram mesmo, mas catravéz agora, Luanda tem ainda mais cazucuteiros-29; cheios de mujimbos-30 que mostram sua banga nas garinas catorzinhas e desanovinhas-31 dos outros com seus popós de todoterreno.

 

Glossário: 1 - caldeirada de peixe com óleo de palma; 2 - piripiri pequeno e muito picante; 3 –rio situado a Norte de Luanda; 4 – peixe pargo; 5 – óleo de palma; 6 – som feito com a língua, trejeito de fala desqualificada; 7 – Lagoa perto de Kifangondo; 8 – muito estilo, coisas de calcinhas de Luanda, mwangolé estiloso; 9 – Povoação a Norte de Luanda; 10 – deitava salpicos; 11 – horta; 12 – peixe dos rios Bengo, Dande e várias lagoas; 13 – cervejas; 14 – companheiros, camaradas; 15 – aldrabava, enrolava;  16 – brancos  broncos do puto; 17 – gorgeta, agrado monetário; 18 – festa na generalidade, convívio de amigos; 19 – perneta, sem perna, aleijado, que arrasta a perna; 20 – cidade mártir de Angola da guerra civil, antiga Silva Porto; 21 – guerrilheiros ou amigos da Unita; 22 – amendoim; 23 – doce duro feito com jinguba e açúcar; 24 – doce com castanha de caju; 25 – acontecimentos, novidades, encontros; 26 – bairro sobranceiro à Maianga em Luanda; 27 – bivalve, do tipo da amêijoa; 28 – uma marca de arroz; 29 – aldrabões; 30 – boatos diz que diz; 31 – meninas vistosas e oferecidas.

 

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 14:16
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Terça-feira, 16 de Novembro de 2010
MUJIMBO . III


AS ESCOLHAS DO EMBAIXADOR DO CACUACU

“Vidas  periféricas”


Quinta, 28 Outubro 2010

Lisboa – Os jornais na Bulgária já escreveram sobre o assunto e toda gente naquele país a  conhecem como "a filha  do falecido Presidente Agostinho Neto" com uma cidadã búlgara.  Em Angola, a informação é do domínio de um núcleo restrito do regime que sempre tomou  cuidados para que o assunto nunca  viesse a publico. Há inclusive uma  informação  alegando que a  primeira vez que um jornalista angolano tentou escrever sobre isso,  foi em 1993, mas sem sucesso porque  três dias depois de ter sido municiado com a  informação acabou misteriosamente morto.

Fonte: Club-k.net

Reconhecimento dificultado por  Eugénia Neto

O Presidente e a filha Mihaela Marinova

A mãe de Mihaela terá se envolvido com Agostinho Neto no decorrer  de uma viagem que o falecido  líder guerrilheiro do MPLA efectuou  a Bulgária entre os dias 13 a 19 de julho de 1973. Neto hospedou-se  no Hotel Rila na cidade de Sofia e ambos  terão-se amigado  durante uma semana. Meses depois, isto é em Fevereiro de 1974, nasceu a filha Mihaela Radkova Marinova.

Devido à pressão do sistema naquele país, que discriminava o  cruzamento de brancas com negros, a mãe de Mihaela  optou por entregar a filha,  a um orfanato tendo assinado um documento que permitisse a adopção da mesma ainda bébé. Logo após a independência de Angola, a senhora veio a saber que o político com quem se amigou no Hotel Rila se tornou presidente de Angola. Numa visita de Agostinho Neto à Bulgária, já nas vestes de Presidente a senhora contactou o então chefe de estado angolano  pondo-o  ao ocorrente: que tinham uma filha em comum. Em vida, Agostinho Neto,  costumava enviar dinheiro à Bulgária para apoiar a filha.

Há  informação fazendo defesa de que Agostinho  Neto teria  dado sinais de pretensão de receber a filha búlgara. A esta altura a  amante búlgara desconhecia o  paradeiro da filha, uma vez que a havia entregue para adopção. A senhora tentou procurar em orfanatos mas sem sucesso visto que na altura havia cerca de 100 internatos na Bulgária.

Mihaela foi re-encontrada pela mãe com ajuda das autoridades policiais, quando  já tinha 15 anos de idade. Esta informou a filha que o seu progenitor havia morrido e que se chamava Antonio Agostinho Neto. A mãe aconselhou-a a procurar os  familiares de seu pai solicitando por outro lado que  não a envolvesse no assunto visto que estava  casada, e não queria  problemas no seu lar (Os  filhos e esposo desconhecem que tem uma filha com um negro). São conhecidas revelações de uma irmã da mãe de Mihaela alegando que com o dinheiro que Neto lhe mandava, chegou a comprar uma casa.


Após a insistente  circulação de informação do assunto na Bulgária, o Presidente angolano José Eduardo dos Santos, enviou em 1995 uma delegação a Bulgária  chefiada por um emissário de nome Felisberto Monimambo, então embaixador na ex-Jugoslávia  a fim de manter contacto com a suposta filha de Agostinho Neto. Estes conseguiram o contacto de Mihaela e convidaram-na para um encontro. No seguimento do desenrolar do  contacto, o  embaixador Monimambo viajou entusiasmado a  Luanda para dizer aos familiares de Agostinho  Neto que a filha do “líder imortal” estava viva.  Monimanbo  terá abortado o dossiê logo após ter dado conta que o assunto  tivera deixado a família Neto em dois campos opostos. As autoridades angolanas terão sentido que o embaixador se deixara comover com a versão de Mihaela e num sinal entendido como destinado a anular futuros contactos exoneraram-no do cargo de embaixador na Servia e de seguida  transferiram-no para outro país.

 

Em 1998,  Mihaela Marinova foi viver em Harare após ter casado com um cidadão  Zimbabueno com quem tem uma filha de 18 anos.  Neste país, manteve contacto com uma funcionaria da embaixada angolana em Harare, Luisa Chongololo tendo esta um irmão casado com uma das irmãs de Agostinho Neto. Luisa Chongololo contactou Ruth Neto, a irmã do malogrado presidente e por sua vez, esta  deslocou-se, ao Zimbabwé para ver a sobrinha; isto no ano de 1999.  Uma versão conhecedora do assunto, alega que Ruth Neto esteve prestes a ter  um ataque ao ver Mihaela. Terá identificado nela traços paralelos à família Neto. (Todos que  vêem Mihaela  dizem ser parecida com Leda, a filha mais nova de Agostinho Neto).  Ruth Neto terá movido influencias para tratar do assunto de reconhecimento tendo no entanto ficado pelo caminho devido a alegada oposição enfrentada no circulo familiar.

 

O teste do DNA

Entretanto,  José Eduardo dos Santos, manifestando-se sensível ao caso, tornou a  enviar um novo  emissário a Harare,  Francisco Romão para obter mais  pormenores. O enviado falou com  Mihaela sob a possibilidade de se fazer um teste de DNA de comprovação de  paternidade e esta aceitou. Foi lhe retirado o sangue em Harare e enviado para os laboratórios “Du Boisson and partner”, em  Pretória - África do Sul. Foram comparados com o sangue dos irmãos Irene Neto, Mario Jorge Neto e da viúva Maria Eugenia Neto.

O relatório dos resultados  assinado a 9 de Novembro de 1999 pelo medico A.S Greef, e que o Club-K teve acesso, concluiu que Mihaela não é filha de Maria Eugenia Neto acrescentando que não há dados para chegar a conclusão que  Mihaela, Irene e Mario  Jorge Neto partilham o mesmo pai. (Não há sangue de Agostinho Neto).  De acordo com uma apreciação  competente, o teste de DNA não deveria ser feito com Eugenia Neto, pois a mesma  não é,  mãe de Mihaela. Para se apurar, a paternidade tendo em conta que Neto já está morto, poderia ser feito com fio do cabelo do falecido (Como aconteceu com o caso do fundador da DHL).  Em círculos restritos do regime, paira  suspeitas segundo a qual  terão enviado ao Presidente  José Eduardo dos Santos, a copia de um relatório falso, razão pela qual, o PR se terá  deixado convencer de que Mihaela nada tem haver com o  seu antecessor.

 

O dossiê “Mihaela” deixou a família Neto dividida. Há os que estão convencidos que a mesma é filha de Neto. Uma das figuras identificadas como opositora do assunto é a  viúva Maria Eugenia Neto. Diz-se que teria inclusive contactado a Embaixada da Bulgária no Zimbábue para que estes informassem  Mihaela a que deixasse em paz a sua família. A filha Leda Neto, identificada como tendo “bom coração” é a figura da família que tem postura diferente quanto à irmã (Diz-se que ambas tem  mantido contacto).

 

Mihaela Marinova

Mihaela Marinova presentemente em Londres, onde vive à 7 anos, fazendo trabalhos para a  área de hotelaria é descrita como persistente a semelhança do pai e da irmã Irene Neto.  Em Novembro de  2004 esteve em Luanda, tendo-se encontrado com Mendes de Carvalho que também se terá sentido comovido com a  historia. Esteve com o “tio” Roberto de Almeida que a recebeu no seu antigo gabinete  da Assembléia Nacional e falou com a sua irmã   Irene Neto.  A  Leda Neto  não a pode ver porque na  altura se encontrava hospitalizada.

Um jornal Zimbabweno que chegou a escrever sobre o caso alguns anos atrás, concluiu que uma das razões que leva o governo angolano a  não reconhecer Mihaela,  é devido a receios que possam  afectar a imagem do Presidente Neto que era visto como um homem que não se metia em deslizes.

 

O Embaixador do Cacuacu

Com o conhecimento do

Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 17:03
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Segunda-feira, 15 de Novembro de 2010
A CHUVA E O BOM TEMPO. II

AS ESCOLHAS DO EXMO VISCONDE DO MUSSULU

“ROUBUCRACIA . O ENIGMA”


Clara Ferreira Alves - Expresso

Tudo o que aqui relato é verdade. Se quiserem, podem processar-me.


Eis parte do enigma. Mário Soares, num dos momentos de lucidez que ainda vai tendo, veio chamar a atenção do Governo, na última semana, para a voz da rua. A lucidez, uma das suas maiores qualidades durante uma longa carreira politica. A lucidez que lhe permitiu escapar à PIDE e passar um bom par de anos, num exílio dourado, em hotéis de luxo de Paris. A lucidez que lhe permitiu conduzir da forma "brilhante" o que se viu no processo de descolonização. A lucidez que lhe permitiu conseguir que os Estados Unidos financiassem o PS durante os primeiros anos da Democracia. A lucidez que o fez meter o socialismo na gaveta durante a sua experiència governativa. A lucidez que lhe permitiu tratar da forma despudorada amigos como Jaime Serra, Salgado Zenha, Manuel Alegre e tantos outros. A lucidez que lhe permitiu governar sem ler os "dossiers"..
A lucidez que lhe permitiu não voltar a ser primeiro-ministro depois de tão fantástico desempenho no cargo. A lucidez que lhe permitiu pôr-se a jeito para ser agredido na Marinha Grande e, dessa forma, vitimizar-se aos olhos da opinião pública e vencer as eleições presidenciais. A lucidez que lhe permitiu, após a vitória nessas eleições, fundar um grupo empresarial, a Emaudio, com "testas de ferro" no comando e um conjunto de negócios obscuros que envolveram grandes magnatas internacionais. A lucidez que lhe permitiu utilizar a Emaudio para financiar a sua segunda campanha presidencial. A lucidez que lhe permitiu nomear para Governador de Macau Carlos Melancia, um dos homens da Emaudio. A lucidez que lhe permitiu passar incólume ao caso Emaudio e ao caso Aeroporto de Macau e, ao mesmo tempo, dar os primeiros passos para uma Fundação na sua fase pós-presidencial. A lucidez que lhe permitiu ler o livro de Rui Mateus, "Contos Proibidos", que contava tudo sobre a Emaudio, e ter a sorte de esse mesmo livro, depois de esgotado, jamais voltar a ser publicado.

CONTOS PROIBIDOS

A lucidez que lhe permitiu passar incólume as "ligações perigosas" com Angola, ligações essas que quase lhe roubaram o filho no célebre acidente de avião na Jamba (avião esse transportando diamantes, no dizer do então Ministro da Comunicação Social de Angola). A lucidez que lhe permitiu, durante a sua passagem por Belém, visitar 57 países ("record" absoluto para a Espanha - 24 vezes - e França - 21), num total equivalente a 22 voltas ao mundo (mais de 992 mil quilómetros). A lucidez que lhe permitiu visitar as Seychelles, esse território de grande importância estratégica para Portugal, aproveitando para dar uma voltinha de tartaruga. A lucidez que lhe permitiu, no final destas viagens, levar para a Casa-Museu João Soares uma grande parte dos valiosos presentes oferecidos oficialmente ao Presidente da Republica Portuguesa. A lucidez que lhe permitiu guardar esses presentes numa caixa-forte blindada daquela Casa, em vez de os guardar no Museu da Presidência da
Republica. A lucidez que lhe permite, ainda hoje, ter 24 horas por dia de vigilância paga pelo Estado nas suas casas de Nafarros, Vau e Campo Grande. A lucidez que lhe permitiu, abandonada a Presidência da Republica, constituir a Fundação Mário Soares. Uma fundação de Direito privado, que, vivendo à custa de subsídios do Estado, tem apenas como única função visível ser depósito de documentos valiosos de Mário Soares. Os mesmos que, se são valiosos, deviam estar na Torre do Tombo.

A REPUBLICA

A lucidez que lhe permitiu construir o edifício-sede da Fundação violando o PDM de Lisboa, segundo um relatório do IGAT, que decretou a nulidade da licença de obras. A lucidez que lhe permitiu conseguir que o processo das velhas construções que ali existiam e que se encontrava no Arquivo Municipal fosse requisitado pelo filho e que acabasse por desaparecer convenientemente num incêndio dos Paços do Concelho. A lucidez que lhe permitiu receber do Estadoao longo dos últimos anos, donativos e subsídios superiores a um milhão de contos. A lucidez que lhe permitiu receber, entre os vários subsídios, um de quinhentos mil contos, do Governo Guterres, para a criação de um auditório, uma biblioteca e um arquivo num edifico cedido pela Câmara de Lisboa. A lucidez que lhe permitiu receber, entre 1995 e 2005, uma subvenção anual da Câmara Municipal de Lisboa, na qual o seu filho era Vereador e Presidente. A lucidez que lhe permitiu que o Estado lhe arrendasse e lhe pagasse um gabinete, a que tinha direito como ex-presidente da República, na... Fundação Mário Soares. A lucidez que lhe permite que, ainda hoje, a Fundação Mário Soares receba quase 4 mil euros mensais da Câmara Municipal de Leiria. A lucidez que lhe permitiu fazer obras no Colégio Moderno, propriedade da família, sem licença municipal, numa altura em que o Presidente era... João Soares.

AS LOUCURAS

A lucidez que lhe permitiu silenciar, através de pressões sobre o director do "Público", José Manuel Fernandes, a investigação jornalística que José António Cerejo começara a publicar sobre o tema. A lucidez que lhe permitiu candidatar-se a Presidente do Parlamento Europeu e chamar dona de casa, durante a campanha, à vencedora Nicole Fontaine. A lucidez que lhe permitiu considerar Jose Sócrates "o pior do guterrismo" e ignorar hoje em dia tal frase como se nada fosse. A lucidez que lhe permitiu passar por cima de um amigo, Manuel Alegre, para concorrer às eleições presidenciais mais uma vez. A lucidez que lhe permitiu, então, fazer mais um frete ao Partido Socialista. A lucidez que lhe permitiu ler os artigos "O Polvo" de Joaquim Vieira na "Grande Reportagem", baseados no livro de Rui Mateus, e assistir, logo a seguir, ao despedimento do jornalista e ao fim da revista. A lucidez que lhe permitiu passar incólume depois de apelar ao voto no filho, em pleno dia de eleições, nas últimas Autárquicas. No final de uma vida de lucidez, o que resta a Mário Soares? Resta um punhado de momentos em que a lucidez vem e vai. Vem e vai. Vem e vai. Vai.... e não volta mais.

 

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O Soba T´Chingange

 



PUBLICADO POR kimbolagoa às 16:05
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Sábado, 13 de Novembro de 2010
MUJIMBO . I

FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO

“Vidas  periféricas”


T´Chingange

O Universo imensurável não tem forma nem é um oceano de grande superfície ondulada e não se sabe o quanto é de profundo; este desconhecimento submete-nos à pequenez que efectivamente somos intranquilizando muito boa gente que se sente sábia, acima de tudo e de todos; uma cozinhada ignorância de prepotência.

Uma pessoa por mais iluminada que o seja ou que se sinta, estará sempre num patamar de conhecimento ou senhor duma razão fictícia; sempre faltará qualquer coisa ao seu ego.

Um iluminado, será aquele que aceite em pleno o momento do seu ser, num qualquer agora cheio de amor a si e ao próximo. Ninguém pode gostar de alguém exterior a ele se, se não gostar de si próprio.

Não ter um bom relacionamento consigo mesmo, é construir uma barreira de solidão.


Mar do Soba

Não se julgue, não sinta pena de si mesmo nem se orgulhe dum qualquer feito. Tenha uma atitude de louvor, pensar elevado para atrair acontecimentos positivos e, com isso na paz interior da humildade e compaixão será recompensado.

Na periferia da vida precinto o milagre da transformação, não somente do lado de dentro mas também do lado de fora. Um espaço silencioso de uma presença imensa à nossa volta dissolvendo a discórdia curando o sofrimento, minimizando as agudezas, sustentando a frequência na onda certa de zunir o desejado fraterno amor.


O triângulo do Soba

O drama da vida é a perspectiva mais comum da consciência. Quanta gente não se apaixona pelos seus dramas. Quanta gente próxima se identifica com as suas próprias estórias incentivando todo o seu potencial na busca duma resposta; um não desejo de cura, temendo que seu drama tenha um fim.

Não é fácil rolar nestas imprecisas vagas do Universo, por isso exercito-me na periferia da vida alimentando voluntariamente todos os mecanismos do crescimento, sabendo de antemão que os sucessos estarão sempre encobertos por fracassos.

No Universo todas as formas são impermanentes; até mesmo nos inevitáveis ciclos de lucros e perdas que temos na vida.

Bibliografia consultada: O poder do Agora de Eckhart Tolle

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 21:10
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Sexta-feira, 12 de Novembro de 2010
N´GUZU . IV

FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO

“Mujimbos do saber”


Mujimbos

A existência da vida requer a capacidade de sustentar todas as coisas no amoroso abraço do saber. A mente governa a nossa civilização, o saber que encarrega as formas de vida no nosso espaço de vivência; interessa falar disto quando nitidamente, tudo indicia estarmos no fim dum ciclo civizicional.

Mas, o fim dum ciclo não é forçosamente o fim do mundo.

O universo físico torna-se mais visível quando as manifestações de inteligência têm um domínio perfeito da mente. O fim dum ciclo sucede quando a mente e todas as estruturas sociais, políticas, económicas criadas por ela, a mente, entram no estágio final de colapso; um profundo estado de crise afectando o relacionamento entre os homens.

Tela de Neves e Sousa

Com a mente, a maioria dos relacionamentos transformam-se em fonte de sofrimentos variados que passam a ser dominados por problemas e conflitos.

De quando em vez, no entretém do tempo, julgo desvendar mujimbos sem desfazer o mistério de relatos, fugidias conclusões raspadas à superfície do fictício. Como quem cata interrogações dos demais, alapo-me na vida, verdadeira ou reinventada.

Nos dias que correm, milhões de pessoas vivem sós, rodeados de multidões; Defraudados estabelecem relacionamentos íntimos com o próximo numa doentia solidão de desejos, repisando suprimidas vontades, dramas envoltos em enevoadas ilusões.

Mulher Mucubal

A crise que vivemos reflecte o estado de espírito que não se fica só no perigo mas também na oportunidade egoísta dos sem escrúpulos, activando o sofrimento para daí, tirar partido. Novos padrões de sofrimento agitados em rodízio, mentes e corpos, sem janelas de oportunidade.

Por anacrónica desvirtude cultivada, a aceitação dos factos tritura no conhecimento a recusa num “quero lá saber”.

Ouvindo o sofrimento acumulado na psique colectiva por desavenças, crueldade, loucura e fantasias, energizamo-nos de cargas negativas, maus neutrinos que atravessam o nosso corpo a velocidades acima da luz.

Tudo o descrito, são reacções nucleares das estrelas, indecifráveis mujimbos superiores que a partir do Sol nos atravessam por milhares de neutrinos num segundo.

A existência da vida requer entendimento do que, e quem somos nesta gigantesca galáxia de 240 luas, Via Láctea, bairros celestiais ultra luminosos.

Como somos pequenos! Para quê tanto desamor!


Bibliografia consultada: O poder do Agora de Eckhart Tolle.

O Soba T´Chingange

 



PUBLICADO POR kimbolagoa às 23:51
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Sábado, 6 de Novembro de 2010
CAZUMBI . XI

AS ESCOLHAS DO SOBA T´CHINGANGE

“MUDAR - P. Passos Coelho”


Pedro Passos Coelho

Os políticos não têm o hábito de dar más notícias (ou não querem) por recearem que as mensagens desagradáveis acabem muitas vezes por “matar” o mensageiro. A informação abundante sobre a realidade de Portugal rodeia a nossa existência impedindo-nos de fechar os olhos aos grandes problemas que defrontamos. Este pensar, vem de Passos Coelho do qual se pode ler outras passagens acentuando a ideia de que não vivemos apenas uma crise profunda; é muito mais! O que, reforça o imperativo da mudança.

A profunda desigualdade na distribuição dos rendimentos do Portugal de hoje leva-o a afirmar: “Não sendo Portugal uma sociedade muito rica, é um resultado socialmente chocante verificar que a grande parte da riqueza se vai acumulando numa fatia cada vez mais estreita de portugueses. Na União Europeia, apenas a Roménia regista um resultado mais negativo que o nosso (…) – A pobreza abrange crescentemente um numero preocupante de pessoas que vivem dos rendimentos do seu trabalho, sendo que a maioria destes até dispõe de estabilidade laboral”.

A Crise

Em verdade, o livro documenta a realidade do Portugal actual dando indicações fortes no sentido de mudar “este estado de coisas” dum Estado sombra ou paralelo, utilizado para fins que pouco têm que ver com o interesse geral.

Pedro Passos Coelho tem a noção exacta de que esta geração herdou uma administração pública enfraquecida e desrespeitada, com falta de transparência, corrompida e corrupta, onde se torna difícil combater os infractores que convivem com a ineficiência e favorecem a batota. Este sistema de democracia moderno fragiliza a representação política diminuindo as condições de exercício do poder.

Há em Portugal uma desqualificação vertiginosa da esfera política; é necessário preparar o nosso potencial humano para aprender a aprender. É imperioso, antes de saber fazer, fazer querer a mudança.

Quando Passos Coelho avalia neste vasto conjunto de situações, o quanto Portugal se distância do estado de confiança geral, reforça a convicção de que é necessário agir com rapidez.


É forçoso fazer a revolução MUDAR. É a história que faz o homem e não o inverso.

A política está a tornar-se um negócio ilícito, cheio de artimanhas para machucar os incautos cidadãos inocentes; Com a faca e o queijo nas mãos largam as aparas de cera ao povo. Ladrões de colarinho branco fazem-se políticos e viram “camorra” nas nossas vidas. A mudança tem de acontecer!... Quanto mais tarde, pior para todos nós.

 

(continua…)

O Soba T´chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 18:59
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Sexta-feira, 5 de Novembro de 2010
CAZUMBI . X

FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO

“ Miséria planeada - 1ª parte ”


CENTRO DE JOHANESBURGO

Durante três meses e, enquanto decorria o mundial de futebol do ano 2010 pude observar com mais detalhe a vivência da Africa do Sul, um país com potencialidades, mas que corre a duas velocidades, a dos brancos conservando as regalias do tempo do aparhteid ou quase, e a dos negros com carências prementes. Por várias vezes me interroguei; estabelecendo um paralelo entre a Angola colonial e este país, pude verificar que não obstante ter um governo de maioria negra, as condições de uma grande parte do povo está no limiar da aguda pobreza (exceptuam-se os funcionários do governo, maioritariamente corruptos), um estado deprimente em nada comparável àquela Angola colonial aonde coexistia uma sociedade multirracial.

Tive conhecimento de um quase estado autonomo chamado de Orândia no centro da África do Sul e às margens do rio Orange com autonomia, bandeira, moeda própria e aonde não se aceitam negros, nem para os serviços auxiliares; fiquei perplexo e por tal motivo foi objecto de crónica num anterior Cazumbi.

Os meus muitos amigos brancos que me desculpem ao ir contra seus conceitos, que tecem como sendo os correctos; não sou apologista de me defraudar na descrição daquilo que me parece a verdade e com justiça dou a minha opinião que choca frontalmente com a deles; lutei contra recentimentos ao longo da minha vida e paulatinamente fui retirando preconceitos nefastos que buliam na minha cabeça; digo o que digo sem a maior responsabilidade porque não a tenho; não deicharei de ser amigo de quem quer que seja por terem outra forma de ver o mundo mas, eu não quero mentir a mim mesmo e também não quero ficar coartado de dizer o que penso ou opinar sobre outras práticas.


MANDELA E OS FAZEDORES  DA LIBERDADE

A África do Sul é uma armadilha de liberdade em que as correntes mudaram do pescoço para os tornozelos. O povo tem o direito ao voto, às liberdades civis e à regra da maioria mas, económicamente é a sociedade mais desigual no mundo.

Os negros têem o estado mas não têem o poder; têem um governo com chaves mas não têem a combinação do cofre.

O ANC, partido do poder seguiu um processo de infantilização ficando com o fardo de subserviência ao sector de economia que não está em suas mãos. Há o benefício de gradualmente e ao longo do tempo à revelia da Carta da Liberdade escrita por Mandela, a transição ser sem sobressaltos, mas já lá vão 17 anos e as discrepâncias agudizaram-se.

Se os brancos, de livre vontade, forem dando alguma autonomia aos negros no sector económico o que fracamente me parece uma miragem, talvez não surjam uns quantos Mugabes a querer tudo e a qualquer preço para os negros como sucede no Zimbabwé.

Na Ilha de Robben, Mandela elaborou a Carta da Liberdade após 27 ano de cativeiro mas ela não está em vigor na perfeição; na ância em tomarem o poder, foram defraudados consabidamente e infantilmente. A liderança do ANC reconhece ter sido manipulada nas negociações económicas e cada vez que um oficial de topo do ANC diz algo que indique honrar a Carta da Liberdade o mercado responde com um “choque” fazendo o Rand caír em queda livre.


Bibliografia de referência: A DOUTRINA DO CHOQUE de Naomi Klein da Globália

(continua…)

O Soba T´chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 15:06
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Quarta-feira, 3 de Novembro de 2010
MACONGE . I

FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO

“REINO DE MACONGE – Sobado de Portimão



SOBA VALÉRIO E SOBETA FÁTINHA


FÁTINHA (A SOBETA) . D.OLAVO I (II VICE-REII) . DUQUE DE LUANDA

Em terras Ultramarinas, no tal sítio de Porto-à-mão, reuniu-se a Real República de Maconge na sua 5ª Ceia Nacional em 30 de Outubro de 2010. Eram uns quase trezentos participantes, gente vinda de todo o Portugal, de Angola e Cabo Verde (Bola de Neve).

O 2º Vice-Rei D.Olavo I, Grão-Duque de Mococolo leu a mukanda com “lata, lábia e linha, relembrando as figuras tutelares do Rei D. Caio Júlio César da Silveira IV e do Vice-Rei D. Mário Saraiva de Oliveira I e recordando também todos os professores que leccionaram entre os anos de 1929 a 1975, alguns presentes e outros “ausentes em parte incerta”.

Valério Guerra, o Soba de Portimão do Puto e Barão de Capangombe, recordou em verso os tempos gemidos, o luar de guitarras e de janelas perfumadas de Maconge, suas pedras garridas e serpentinas de raparigas – marés do destino não adormecidas.


TESTE DO SUMO D´UVA

Os presidentes da Academia da Huila foram contemplados com o verso do BAMBU. Bambu trazido pequeno das terras de Lubango, mais própriamente do então Liceu Diogo Cão e que agora já crescido assim foi referenciado:


Bambus e mais bambus

que haja mundo fora,

soleníssimo será nenhum

como onde a Academia mora,


e Academia não haver,

majestática e bela

como a da imponente Chela,


nem de presidente constará

virtude fama em anais…

nunca…jamais!



A POSSE DE NOVOS MACONGINOS

A perfilar, na mesa de honra e, por detrás do Bambu (alguns só em retrato) estavam D. Joaquim Seabra Pires, Duque de Luanda; D. Alberto Traguedo, Ministro da Administração dos Sobados; D. Norberto Costa, Visconde; D. António Luís Fernandes, Visconde; D. Fernando Cobango, Visconde kubankus Mapundensis; D. Henrique Vieira (Higino I), Conde do T´Chioco e Soba de Faro do Puto; D. Paulo Martins, Visconde das Virungas, Conselheiro de Estado; D. Carlos Fernandes, Visconde, Soba do Funchal; D. Sérgio Óscar Silva, Visconde do Xiloango; D. João Costa e Silva, Visconde da Minhoca, Director do Protocolo do Reino; D. Carlos Guimarães, Visconde da Lunda; D. José  Pereira (Zé Kindufo), Visconde da Mulola;  D.Haysse, Visconde; D. Rui Ferreira, Visconde; D. Manuel Fernandes, Visconde da Ribeirinha; D. Mário Abreu Dias, Visconde.


PRESIDENTES DA ACADEMIA DA HUILA

A NOBREZA


“Há quem nunca esqueça o chão, os cheiros do coração”.

Do reino de Manikongo e, para que conste na Torre do Zombo,

O Soba T´Chingange

 



PUBLICADO POR kimbolagoa às 19:41
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QUEM SOMOS
Temos um Hino, uma Bandeira, uma moeda, temos constituição, temos nobres e plebeus, um soba, um cipaio-mor, um kimbanda e um comendador. Somos uma Instituição independente. As nossas fronteiras são a Globália. Procuramos alcançar as terras do nunca um conjunto de pessoas pertencentes a um reino de fantasia procurando corrrigir realidades do mundo que os rodeia. Neste reino de Manikongo há uma torre. È nesta torre do Zombo que arquivamos os sonhos e aspirações. Neste reino todos são distintos e distinguidos. Todos dão vivas á vida como verdadeiros escuteiros pois, todos se escutam. Se N´Zambi quiser vamos viver 333 anos. O Soba T'chingange
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