Sábado, 31 de Dezembro de 2011
MUXIMA . XII

{#emotions_dlg.xa}FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO

 “Arte da Felicidade” . II - Fim de 2011

 A paz de espírito ou a serenidade têm como origem a humildade, o afeto e a compaixão..

Kimbo

“Quanto maior for o nível de serenidade da mente de uma pessoa, maior será a sua paz de espírito e maior a sua capacidade para levar uma vida feliz e prazerosa" mesmo que sua saude seja frágil. Hoje em dia, há sociedades bastante fartas em termos materiais, e no entanto em seu seio, muitas dessas pessoas não são felizes o suficiente; na bela aparência de abastança esconde-se, uma insaciavel vontade de ter mais e mais sem alcançarem o nivel de felicidade sustentavel; os seus desejos nunca ficam realizados por completo; nada as contenta. Daí haver uma espécie de inquietação mental que leva à frustração, a brigas desnecessárias, à dependência de drogas ou álcool e, no pior dos casos, ao suicídio.

A cultura ocidental baseia seu sucesso nas aquisições materiais. A sociedade é bombardeada por anúncios das últimas novidades a comprar, do último modelo de automovel, casa mais vistosa, e assim por diante. É difícil não se ser influenciado por isso, tantas são as coisas que queremos, que desejamos, sem nunca ter fim. Determinar se um desejo é excessivo ou negativo é algo que depende das circunstâncias ou da sociedade em que se vive. Afecto e calor humano no relacionamento com o próximo, não se adquirem num qualquer mercado. É na prática do dia-a-dia, desenvolvendo valências e outras fontes de valorização ou negócios que lhe conferirão uma
noção de dignidade; uma âncora válida para se não deprimir se porventura a sua fortuna desaparecer.

  Dalai Lama

Numa sociedade afluente na qual é preciso um carro para ajudar a pessoa a cumprir a rotina diária, não há nada de errado em querer ter um carro mas, da manifestação exagerada, pode conduzir o indivíduo a uma ganância de exacerbada ambição; Todos têm de aprender a lidar com esses sentimentos, tendo por meta que o único jeito de fazer algo pela vida, é olhar para o que se tem e dar-se por satisfeito com o maior proveito desse património. O que sempre subsiste como um grande problema, é o facto das pessoas confundirem a felicidade com prazer quando, a felicidade que depende principalmente do prazer físico é instável. Um dia, ela está ali; no dia seguinte, pode não estar.

Referência Bibliográfica: A arte da Felicidade, um manual para a vida por Dalai Lama 

Compilação e arranjo de

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 08:20
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Sexta-feira, 30 de Dezembro de 2011
A CHUVA E O BOM TEMPO . IX

{#emotions_dlg.meeting}AS ESCOLHAS DO KIMBO

       ”O Titanic do Ocidente”- Sol . 1ª Parte

       Por José António Saraiva*

 

Nos anos 70, quando Ana Salazar lançou a sua linha de roupa preta para senhora, achei que iria ser um tremendo fiasco. Quem é que, num país do Sul, quereria andar todo vestido de preto? Na altura eu acabara de concluir o curso de Arquitectura na Escola de Belas-Artes, ia com frequência a Paris, fascinava-me com os impressionistas - Renoir, Van Gogh, Cézanne, Monet, Modigliani, Gauguin – e não podia perceber como é que se renegava a cor no vestuário feminino. Não era mais bonito ver as mulheres, sobretudo as jovens, vestidas com roupa alegre de cores garridas do que enfiadas em trajes de luto? Quarenta anos depois do aparecimento de Ana Salazar, passava eu por uma loja de roupa, olhei distraidamente para dentro e o que vi? Manequins vestidos integralmente de negro. E numa loja de homem que havia em frente, o que dominava a montra? Fatos pretos. Muito perto da sede do jornal SOL existe uma loja ‘gótica’. Assim, pelas redondezas, circulam constantemente jovens vestidos de negro – que além disso usam em geral piercings e tatuagens, e têm esotéricos cortes de cabelo, a imitar os índios apaches ou os cabeças-rapadas.

José A. Saraiva

Os piercings podem ser na língua, nos lábios, nas orelhas, no umbigo ou até no sexo. Os rapazes e raparigas assim ataviados parecem caricaturas saídas de tribos primitivas. A nossa civilização atingiu uma tal sofisticação que começou a ser difícil avançar mais – e, aí, entrou-se no retrocesso ou no caminho do absurdo. Há quem compre roupa rota nas lojas de roupa nova. Roupa rota que custa mais caro do que a nova. Cansámo-nos do luxo – e o luxo máximo tornou-se a ‘negação do luxo’. Mas uma negação que tem de ser notória: os jovens não compram jeans usados, compram jeans novos a imitar os usados mas percebendo-se que são novos.

 Pircing

O vestuário negro e desengraçado é um dos sinais anunciadores da crise que atinge o Ocidente. Rejeita-se a cor, que reflecte vitalidade e alegria. As únicas ‘cores’ que se aceitam não são cores: são o preto, o cinzento e o branco. As cores desapareceram. E na decoração sucede a mesma coisa: entra-se numa casa e é tudo branco. Ou é tudo preto e cinzento. O uso das cores vivas passou a ser ‘piroso’. Ao que chegámos! Falo da cor porque é uma realidade muito visível de uma mudança inexorável que está em curso: a decadência da nossa civilização. Uma civilizaçãoque teve uma ascensão, um apogeu e entrou em declínio.

 

*José António Saraiva - Director do Semanário O SOL . 7 /11/ 2011

O Soaba T´Chhingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 06:18
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Quinta-feira, 29 de Dezembro de 2011
KIANDA XXV

 {#emotions_dlg.meeting}AS ESCOLHAS DA CONDESSA DO KIPEIO* . T. R. 

          "Consequências da crise na Grécia"

 Zeus 

Zeus vende o seu trono para uma multinacional coreana.
Narciso vende os seus espelhos para pagar a sua dívida do cheque especial.
Aquiles vai tratar o seu calcanhar no SNS.

Acrópole é vendida e em seu lugar é inaugurada uma Igreja Universal do Reino de Zeus.
Sócrates inaugura Cicuta's Bar para tentar ganhar uns trocados.
Dioniso vende seus vinhos na beira da estrada de Marathónas.
Hércules suspende os seus 12 trabalhos por falta de pagamento.
O Minotauro está puxando carroça para ganhar a vida.  

 Minotauro

Hermes está entregando o currículo para trabalhar nos correios. Especialidade: entrega rápida.
Caronte anuncia que a partir da próxima semana passará a aceitar o bilhete único.
Afrodite aceitou posar para a Playboy.
Sem dinheiro pra pagar os salários, Zeus libera as ninfas p´ra trabalharem na Eurozona.
Ilha de Lesbos abre resort hétero.
Para economizar energia, Diógenes apaga sua lanterna.
Oráculo de Delfos vaza números do orçamento e provoca pânico nas Bolsas.
Vênus de Milo promete dar uma mãozinha a desempregados.
A caverna de Platão está abrigando milhares de "sem teto"

 Venus de Milo

* Tereza Rodrigues - Condessa do Kipeio (Gente nobre do reino de Manikongo) . Colaboradora da torre do Zombo do Kimbo

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 08:06
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Quarta-feira, 28 de Dezembro de 2011
GENTE INDIGO - II

{#emotions_dlg.xa}FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO

        “Sonho Crypton”

 Sonhos

As crianças de agora estão envolvidas em actividades extracurriculares, mais do que alguma vez estiveram. Cantam, dançam, praticam uma grande variedade de desportos, fazem música, escrevem. Desenvolvem os seus talentos mais cedo do que qualquer outra geração o fez. Os pais criticam os interesses dos filhos e os filhos criticam os modos antiquados dos pais. Isto faz parte do processo de evolução: os filhos olham para a vida dos seus pais e gostam da maior parte das suas vidas, mas pensam, que certas coisas teriam-nas feito de maneira diferente. Todos os filhos pressentem aquilo que está incompleto no modo de vida dos seus pais. Os poderes da mente são cada vez mais um fenómeno natural, podendo até ser investigados de forma científica. O alcance mais vasto das ondas cerebrais e o efeito electrónica sobre as pessoas chegam cada vez mais longe encurtando as distâncias. Afinal quanto pesa a nossa alma? A nossa mente?

 No Kimbo Galinha de Angola

Nivea Alves

A NSA (National Security Agency) pode monitorizar a Internet? E, as redes sociais com suas múltiplas bases de dados através do facebook? Será que você não nota que está a dar dados de forma gratuita à CIA? Não acha fácil, seguirem-nos no espaço físico e no tempo com as informações cruzadas pelos amigos e amigos dos amigos? Não crê que a sincronicidade, reforça também o poder da mente? Basta intuir os dados e como um jogo, por eliminação chega-se lá ao cerne do perfil. São muitas interrogações que nos levam a procurar sempre um significado positivo e esperar sempre, sempre, que o processo evolutivo da sociedade nos salve das crises, não importa o que esteja a acontecer. Acredito que esta postura mental com o tempo, nos ajudará a manter a concentração no fluxo, impedindo de nos determos em imagens negativas, daquilo que poderá acontecer se falharmos. A cultura humana não pode permitir que os bandidos, corruptos e desclassificados, sejam os vencedores na batalha da vida.

 Frank K. Lundangi

Quero acreditar na lenda que diz que os guerreiros da luz irão sair da letargia, derrotar os poderes da escuridão para criar a sociedade ideal. Isto pode funcionar se estivermos ligados por completo à energia do criador, enviando-a de forma consciente de forma a progredir ao serviço da evolução espiritual; qualquer coisa baseada nas ondas cerebrais. As luminosidades em conceito de anjos ou guias, terão de conduzir os nossos passos, ajudando-nos. A literatura de todas as religiões na forma de lenda e mística, dizem que cada um de nós começará a percepcionar melhor este etéreo poder do campo espiritual, trabalhar melhor a glândula pineal visionando por intuição a nossa ilusão de vida, escolher nossos representantes no uso da democracia por ora, desacreditada.

 

Bibliografia de consulta: A Net; O segredo de Shambhala

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 10:53
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Terça-feira, 27 de Dezembro de 2011
MUXIMA . XII

{#emotions_dlg.xa}FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO

         ”O Natal em Angola”

 Diogo Cão. Alusão à foz do Zaire

O Natal só ficou conhecido em Angola depois que os navegantes portugueses lá chegaram. Foi a partir do achamento da foz do rio Congo em 1482 por Diogo Cão que os colonos portugueses começaram a sua expansão colonial e missionação. Com os descobrimentos os portugueses visavam expandir o império colonial e a fé de Cristo catequizando e baptizando o gentio desacostumado a regras de conduta moral e social. Neste processo de evangelização, a comemoração do nascimento de Cristo, tornou-se uma festa de partilhar amizade, um momento alto de confraternização entre famílias e a sociedade em geral a lembrar o nascimento de Jesus. A nossa era, temporalmente teve início a partir do seu nascimento dividindo-se por isso em Antes de Cristo e Depois de Cristo. Hoje esta festa religiosa é assumida como tradicional em Angola, sendo comemorada de Cabinda ao Kunene, por todas as etnias e tribos, não obstante preservarem suas crenças de origem Banto tendo N´zambi como Deus.

O Natal das cidades diferencia-se um pouco do das aldeias porque o nível social das populações tem estratos culturais também diferente. Enquanto o Natal das cidades transborda de luz e múltiplos eventos mwangolés, o dos kimbos, é feito à luz de velas, petromax ou xipefo de petróleo adequada à falta de infra-estruturas e baixa condição económica, cultural e intelectual se comparadas aos cidadãos das urbes como Cabinda, Benguela, Huambo, Lubango entre outras para não referir a capital Luua que deslumbra o imaginário da bangula. Nos povoados do mato, sanzalas ou kimbos, grupos de mulheres e homens que habitualmente falam a palavra de Deus, animam o povo com programas extra litúrgicos dando às novas gerações ofertas de bíblias após cursos de catequese e diversões tradicionais à semelhança do que se faz no puto, com corridas de saco e quebra púcaros com bombos em jogo de cabra cega. E, surgem dádivas, bebidas, cantares, um bate-pula, bate-palmas e assobios batucados, misto de folclore com bassula, capoeira e religião ao som de cabaça, uns fios e uns paus na forma de berimbaus. A missa da meia-noite é composta de gente com vestes coloridas, os cantares são de afinada maravilha enchendo os corações de boa vontade, dão as mãos e saúdam-se efusivamente na graça de Deus em Cristo.

CARLA PEAIRO  Angola

Bebe-se a Kissangwa, Kimbombo, Marufo, Bolunga e outras bebidas tradicionais feitas com farinha de cereais ou cascas de fruto que depois de fermentado origina “pirukas” de arrasta-pé. Modernamente a coca-cola, cuca, nocal e dezenas de outras marcas de cerveja estão ao alcance em qualquer cuca-shop do mato. O caporroto que é uma bebida destilada, feita com banana, ou batata-doce ou farelo de cereais também surge no terreiro para os mais xigentes. Felizmente há sempre um kota, irmão experiente que orienta as leviandades de forma a não originar maka. As sanzalas vizinhas programam encontros, animados com danças folclórica durante o dia 25 de Dezembro, com um encontro de futebol no final de tarde, quando a cigarra amena seus zunidos. O Natal em Angola é festa que mobiliza todo povo. Não muito longe haverá sempre uma missão com programas alusivos. Isto torna o Natal, nascimento de Cristo numa história interessante. O programa de festas termina no fim do ano com a missa-do-galo a recordar o facto de Pedro por três vezes recusar conhecer Cristo quando da prisão no Monte das oliveiras pelos romanos; isto para recordar a vulnerabilidade inerente a todos nós, e sequente arrependimento. 

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 13:33
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Segunda-feira, 26 de Dezembro de 2011
KANIMAMBO . II

{#emotions_dlg.xa}FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO

        “N´Gungunhane

 N´Gungunhane com suas 7 esposas

Forte de Monsanto - Lisboa - 1896

Passados que eram uns dez dias, já tinha a pele curtida da praia rasa do Bilene; estirado na areia branca à sombra das casuarinas, recordava a entrada no paraíso fantasioso de Moçambique aonde os expedientes se vendem como bombons de meiga ternura com o nome de kanimambo. Gente de estirpe simples agiliza agruras de fronteira em dócil preclitância de corruptela, uma vida de acumular vontades em favores traficados. Para o que desse e viesse, adquiri logo nos primeiros dias umas quantas batatas-de-áfrica tendo cortado duas delas em pequenas tiras como se fossem batatas do puto. Por indicação do mais-velho Armando meti-as em uma garrafa de litro e meio, com água e, da qual passei a beber o líquido de cor escura. A fim de dissipar dissabores de mau agouro e fermentações imperfeitas, resolvi levar a peito as indicações profiláticas. Mesmo assim o raio do cazumbi surgiu no nobre lugar da ponte do rio Limpopo; um carro vistoso no preciso momento de galgar a lomba bateu nas traseiras do meu mazda emprestado em terras de Benoni. Na terra aonde as ruas viram rios com minúsculas lagoas, quando chove, temos de acautelar vírus e viroses, contornando temporárias lagoas.

 Casa prisão de N´Gungunhane

Monte Brasil - Hangra do heroismo - Açores

Em terras de Gaza tenho de relembrar N´gungunhane ou Reinaldo Frederico o último monarca da dinastia Jamine que veio a ser cognomizado o Leão de Gaza. Entre os anos de 1884 a 28 de Dezembro de 1895, dia em que foi feito prisioneiro por Joaquim Mouzinho de Albuquerque na aldeia de Chaimite.  N´gungunhane foi transportado para Lisboa, sendo acompanhado por seu filho Godide e outros dignitários de sua corte. Após uma breve permanência em Lisboa aonde foi alvo da imprensa europeia, foi desterrado para Angra de heroísmo da ilha terceira dos Açores aonde permaneceu no forte do Monte Brasil e, aonde veio a falecer a 23 de Dezembro de 1906. Pude ver as roupas de N´gungunhane quando da sua prisão, no museu de Bragança de Trás-os Montes,  por ser dali a guarnição de lanceiros que o fez prisioneiro.

Caixão com a história em baixos relevos de vida e prisão

Em Outubro de 1983 quando da visita de Samora Machel a Portugal, acorda com o seu homólogo português Ramalho Eanes na trasladação para terras moçambicanas dos restos mortais do imperador de Gaza, que  jaziam nos Açores  há 77 anos. Finalmente a 15 de Junho de 1985,quando das celebrações do 10.º aniversário da independência, a urna foi entregue ao Estado Moçambicano, em cerimónia solene devida devida a um herói nacional. A urna de madeira de N´gungunhane, pesando 225 kg e esculpida pelo artista moçambicano Paulo Cosme,  sob a coordenação de Malangatana Valente, fica exposta, de início, no Salão Nobre do Conselho Executivo de Maputo e, mais tarde, dá entrada na Fortaleza de Moçambique.   Tem como companhia, os baixos-relevos com que o poder colonial glorificou as campanhas de pacificação de Gaza e as estátuas de Mouzinho de Albuquerque  e de António Enes, que Moçambique guarda como relíquias históricas do tempo colonial.

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 10:26
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Domingo, 25 de Dezembro de 2011
GENTE INDIGO – I

{#emotions_dlg.xa}FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO

       “Sonho Crypton”

Será certo que as almas de cada ser, começam a contactar com os pais antes da concepção? Que dão a conhecer a sua presença, especialmente à mãe? Que isto faz parte do processo de decidir se os futuros pais são realmente os adequados?

 Indigo

Tem-se a noção de que a crianças índigo nascem com características deferentes das demais. Estas têm uma intuição e imaginação mais apurada e um avanço moral tal que, nos levam a considerá-los paranormais. Em todos nós as surpresas são tantas que dizemos com frequência que “esta criança já nasceu ensinada”. Nas escolas são consideradas de hiperactivas apresentando-se com supostos transtornos preocupando os educadores. A sua hipersensibilidade auditiva ou táctil tem tantos atributos sensoriais que nos espantam. De igual modo, apresentam um padrão de comportamento peculiar: Não revelam timidez ao manifestar as suas necessidades; questionam a autoridade sem explicação ou alternativa; sentem-se defraudados ou frustrados com a rotina; estranham tudo o que não requer pensamento criativo; encontram melhor perfeição no fazer das coisas, tanto em casa como na escola; por incompreendidos tornam-se anti-sociais com os demais que lhe não são iguais; a culpa, como disciplina, é rejeitada ou reagem mal; bem novos, questionam as tradições na família e repelem os dogmas religiosos.

 Evolução

Quando os humanos aprendem a procurar conscientemente um companheiro, o principal critério é a paixão, mas não é o único factor. Também recebemos intuições acerca de como será a vida com uma pessoa em particular. À medida que se evolui espiritualmente, os humanos estão destinados a juntar-se de forma consciente, para prepararem um lar, ou uma atitude doméstica, que representa uma forma de vida mais verdadeira quando comparada com a geração anterior. Passam-se séculos a combinar casamentos e a forçar crianças a seguirem profissões escolhidas pelos pais. Isto foi e é, um uso errado de uma intuição natural. Podemos aprender com os erros passados. Quando um casal decide tentar conceber a vinda de uma alma em relação à qual têm uma intuição, o acto físico é uma espécie de fusão dos campos de energia que, de forma muito real, abre de forma orgásmica um portal para o paraíso que permite a entrada da alma. Toda a gente sabe que o mundo humano evolui através da sucessão de gerações. Uma geração estabelece uma forma de vida e enfrenta certos desafios, a geração seguinte surge e amplia essa visão do mundo.

Bibliografia de consulta: A Net; O segredo de Shambhala

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 07:35
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Sábado, 24 de Dezembro de 2011
MUXIMA . XI

{#emotions_dlg.xa}FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO

        “Arte da Felicidade” - Natal

 Presépio  

Às vezes é muito difícil explicar por que as pessoas fazem o que fazem... Com freqüência, a conclusão é que não há explicações simples. Se entrássemos  nos detalhes da vida de cada indivíduo, tendo em vista como a mente do ser humano é tão complexa, seria muito difícil compreender o que está acontecendo, o que ocorre  exatamente. Na procura das origens dos problemas de cada um, o papel do inconsciente deriva de alguns pressupostos básicos a partir dos quais a psicologia ocidental fixa parâmetros; não aceita por exemplo a idéia de que os registos possam ser herdados de uma vida passada. Ao mesmo tempo há um pressuposto de que tudo deve ser explicado dentro do período desta vida. Assim, quando não se consegue explicar o que está provocando certos comportamentos, a tendência é sempre atribuir o motivo ao inconsciente.

  Dalai  Lama

No mundo ocidental ouve-se muita conversa entre psiquiatras, psicologos e psicanalistas sobre o alívio dos sintomas de depressão ou ansiedade dum paciente, de seus conflitos interiores de relacionamento, mas raramente se menciona  a  palavra "felicidade" como objetivo terapêutico, por forma a tornar o paciente feliz... Na alegria que a vida proporciona, descarta-se ou vulgariza-se o alcance da verdadeira felicidade apenas com o "treinamento da mente"; na cultura ocidental é vista como um mistério que caiu do céu significando sorte ou oportunidade. Em contraste com esta postura, no mundo oriental a felicidade pode ser alcançada através do treinamento da mente e disciplina interior.

Navidade  

A disciplina interior, em tibetano,  tem um sentido amplo, mais próximo de "psique" ou "espírito"; um significado que inclui  o intelecto, o sentimento, o coração e a mente. Com disciplina interior, poderemos sofrer transformações na nossa atitude, de todo o nosso modo  de encarar e abordar a vida. Essa atitude pode envolver muitos aspectos, muitos métodos, mas em geral começa-se identificando aqueles fatores que levam à felicidade e aqueles que levam ao sofrimento. Essa felicidade gera apetência ao convivio, à empatia geradora de afinidade e boa vontade, até mesmo nos encontros mais triviais. A amizade cultiva-se como uma horta, um jardim, um roseiral; se não regarmos com frequência essas mesmas  plantações e rosairais, elas, naturalmente murcham e morrem.

 

Referência Bibliográfica: A arte da Felicidade, um manual para a vida por Dalai Lama

Arranjo e compilação de

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 06:05
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Sexta-feira, 23 de Dezembro de 2011
A CHUVA E O BOM TEMPO . VIII

{#emotions_dlg.meeting}AS ESCOLHAS DO CONSUL MATIAS* . Johannesburg

        "A EUROPEIA MORREU EM AUSCHWITZ"- 4ª Parte

 Holocausto

Por uma questão histórica, quando o Comandante Supremo das Forças Aliadas, General Dwight Eisenhower, encontrou todas as vítimas mortas nos campos de concentração nazista, mandou que as pessoas ao visitarem esses campos de morte, tirassem todas as fotografias possíveis, e para os alemães das aldeias próximas serem levados através dos campos e que desenterrassem os mortos. Ele fez isto porque disse de viva voz o seguinte: "Gravem isto tudo hoje. Obtenham os filmes, arranjem as testemunhas, porque poderá haver algum malandro lá em baixo, na estrada da história, que se levante e diga que isto nunca aconteceu." Recentemente, no Reino Unido, debateu-se a intenção de remover o holocausto do curriculum das suas escolas, porque era uma ofensa para a população muçulmana, a qual diz que isto nunca aconteceu. Até agora ainda não foi retirado do curriculum. Contudo é uma demonstração do grande receio que está a preocupar o mundo e a facilidade com que as nações o estão a aceitar.

 Veleidade . Miró

Já passaram mais de sessenta anos depois da Segunda Guerra Mundial na Europa ter terminado. O conteúdo deste mail está a ser enviado como uma cadeia em memória dos 6 milhões de judeus, dos 20 milhões de russos, dos 10 milhões de cristãos e dos 1900 padres Católicos que foram assassinados, violados, queimados, que morreram de fome, foram espancados, e humilhados enquanto o povo alemão olhava para o outro lado. Agora, mais do que nunca, com o Irão entre outros, reclamando que o Holocausto é um mito, é imperativo assegurar-se de que o mundo nunca esquecerá isso. É intento desta crónica que chegue a 400 milhões de pessoas. Que seja um elo na cadeia-memorial e ajude a distribui-lo pelo mundo através de mails ou blogues. Depois do ataque ao World Trade Center, quantos anos passarão antes que se diga. NUNCA ACONTECEU, porque isso pode ofender alguns muçulmanos nos Estados Unidos?... Cuidado que estão a passar a lei da blasfémia nas nações unidas, em que se alguém falar contra o Corão ou Maomé, pode ser preso ou morto. Mas que seita diabólica.

*Gentileza de José Matias (Consul Honorário do reino de Manikongo em Johannesburg) - Kimbo

FINAL

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 14:15
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Quinta-feira, 22 de Dezembro de 2011
LIMITAÇÕES DA VIDA . XIII

{#emotions_dlg.meeting}AS ESCOLHAS DO SOBA

        “ Momentos”

Momentos, são registos da vida, mistura de imagens de medo ou sucesso que se embrulham num agora, que se encaixotam ou se penduram como quadros. Ao longo dos corredores da nossa vivência à mistura com troféus de sucesso e jarrões da china, encastramos os sonhos no correr do tempo. Todos podemos ter uma lamparina mágica mas, Mandraque mesmo, só o sócio de Aladino. Os que vivem acordados para as responsabilidades que lhe são próprias, sabem que paciência é esperança operosa.

Elvira Maria Monteiro Gaspar Elvira Monteiro Gaspar*

MOMENTOS... Para reflectir… Hoje vou falar de como por vezes deitamos tudo a perder. Apenas porque os nossos valores são diferentes dos que nos rodeiam. Não destruas os teus valores comparando-te com outras pessoas. É por sermos diferentes, uns dos outros que cada um de nós é especial. Não estabeleças os teus objectivos por aquilo que os outros consideram importante. Só tu sabes o que é melhor para ti. Não consideres como garantidas as coisas que estão mais perto do teu coração. Dá-lhe atenção como à tua vida, pois sem elas a vida não tem sentido. Não deixes a tua vida escorregar pelos dedos, vivendo no passado ou só voltada para o futuro. Não desistas enquanto tiveres algo para dar. Uma coisa só termina realmente no momento em que tu deixas de tentar. Não tenhas medo de admitir que tu és "menos que perfeito". É esse ténue fio que nos liga uns aos outros.

 Mangualde . Nossa Srª do Castelo

Não tenhas medo de correr riscos. É aproveitando as oportunidades que nós aprendemos a ser valentes. Não excluas o amor da tua vida dizendo que ele é impossível de encontrar. A maneira mais rápida de perder esse amor é agarrar-se demais a ele, e a melhor maneira de o conservar é dar-lhe asas. Não desprezes os teus sonhos. Viver sem sonhos é viver sem esperança. Viver sem esperança é viver sem objectivos. Não corras pela vida muito depressa. A pressa pode te fazer esquecer não só onde estiveste, mas também para onde vais. A Vida não é uma competição, mas uma jornada, e cada passo do caminho deve ser saboreado.

 

*- Elvira Monteiro Gaspar: Investigadora na Universidade Nova de Lisboa

O Soba T´Chongange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 05:59
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Quarta-feira, 21 de Dezembro de 2011
KANIMAMBO . I

{#emotions_dlg.xa}FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO

        “Praia do sol – Bilene”

  Gente de capulana

Quase no término sul da lagoa do Bilene fica a Praia do Sol. Entre a jungla das dunas de vegetação fechada ficam os muitos bangalós cobertos a capim. Os caminhos de areia branca contornam a compacta vegetação composta de árvores autotnes de médio e grande porte que ao longo de muitos anos ali desenvolveu germinando beleza verde. Ao descer a duna para a areia e saindo do túnel verde da pequena selva deparamos com a língua de areia de um branco resplandecente contrastando com a cristalina e verde água da lagoa. A vista do mar é preciosa; agradável de ver dissimulado entre a vegetação os tectos a capim ainda dourado, existentes nos vários complexos turísticos. O lago da lagoa do Bilene é raso até muita distância da língua de areia. Um suicida por afogamento, por certo, desesperaria do intento em tanto andar por não encontrar fundo suficiente para o fazer.

Praia do Sol . Bilene

De ar e água quentes, os aromas selvagens misturam-se ao trinado compassado, pios e chilreada da variada passarada tendo a zoada do vento que como fundo sopram as carumas de casuarinas soprando farfalhos de perene lamento. Se tivesse de dar uma nota a esta praia, colocá-la-ia na lista de cinco estrelas douradas, à frente de Cancum do México aonde o turismo Yanque mexe com tudo naquele distante mar da palha americano e que fica àquem desta piscina cristalina. Ou, mesmo a península de Varadero em Cuba, ou ainda a famosa ilha do Mussulo de Luanda, os milhares de praias do Brasil progressivamente poluídas para além do normal, as praias da Anatólia da Turquia e, até da costa Sul de Portugal com suas belas praias de água fria. As instituições governamentais deveriam ter um gabinete de apoio técnico a este vasto espaço potencial ao turismo, ordenando os empreendimentos de exploração turística. Deveria existir um plano director ou piloto que regulamentasse áreas com acessos pedonais à orla marítima tendo uma visão de planeamento sustentável. Ter enfim um reordenamento, resguardando um futuro promissor aos vindouros.

 Entrada Praia do Sol

Esta orla costeira tem potencialidades para vir a ser o topo do destino turístico de toda a África Austral se para tal forem resguardados os parâmetros de qualidade evitando o desordenamento tão comum nos actuais usos e costumes do povo de baixo rendimento, aonde a viciação dos órgãos governamentais levam ao pirateamento do estado. Deve-se evitar a todo o custo condições que causem um impacto negativo e não concorrencial com os pólos de interesse a nível continental e mundial. A indústria do turismo é um campo que não pode ser desprezado, sendo forçoso ser estimulado pelo próprio estado. Ocupar a gente em fazer coisas úteis numa base de economia com as valências locais. Ver, sentir e desfrutar esta beleza é só por si uma bênção num percurso de vida. Melhor floreado a este texto só o trinado do pardela-preta, esse pássaro que em cantos espaçados dá voluntariamente uma mais valia ao meio.

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 18:45
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Terça-feira, 20 de Dezembro de 2011
FRATERNIDADES . X

{#emotions_dlg.meeting}AS ESCOLHAS DO KIMBO

 

        “DESABAFO ECOLOGICO

 Coisas descartáveis
Na fila do supermercado, o empregado da caixa diz a uma senhora idosa que deveria trazer os seus próprios sacos para as compras, uma vez que os sacos de plástico não eram amigos do meio ambiente. A senhora pediu desculpas e disse: "Não havia essa onda verde no meu tempo." O empregado respondeu: "Esse é exactamente o nosso problema hoje, minha senhora. A sua geração não se preocupou o suficiente com  o nosso meio ambiente”. "Você está certo", responde a velha senhora, a nossa geração não se preocupou adequadamente com o meio ambiente. Naquela época, as garrafas de leite, garrafas de refrigerantes e cervejas eram devolvidas à loja. A loja mandava de volta para a fábrica, onde eram lavadas e esterilizadas antes de cada uso, e eles, os fabricantes de bebidas, usavam as garrafas, umas tantas outras vezes. Realmente não nos preocupámos com o meio ambiente no nosso tempo. Subíamos as escadas, porque não havia escadas rolantes nas lojas e nos escritórios. Caminhávamos até ao comércio, em vez de utilizarmos o nosso carro de 300 cavalos de potência cada vez que precisamos de ir a dois quarteirões de distância. Mas você está certo.

 Reflexos

Nós não nos preocupávamos com o meio ambiente. Até então, as fraldas de bebés eram lavadas, porque não havia fraldas descartáveis. Roupas secas: a secagem era feita por nós mesmos, não nestas máquinas bamboleantes de 220 volts. As energias solares e eólicas é que realmente secavam as nossas roupas. Os meninos pequenos usavam as roupas que tinham sido dos seus irmãos mais velhos, e não roupas sempre novas. Mas é verdade: não havia preocupação com o meio ambiente, naqueles dias. Naquela época tínhamos só uma TV ou rádio em casa, e não uma TV em cada quarto. E a TV tinha uma tela do tamanho de um lenço, não uma tela do tamanho de um estádio; que depois será descartado como? Na cozinha, tínhamos que bater tudo com as mãos porque não havia máquinas eléctricas, que fazem tudo por nós. Quando embalávamos algo um pouco frágil para o correio, usávamos jornal amassado para protegê-lo, não plástico bolha ou "pellets" de plástico que duram cinco séculos para começar a degradar.

LIXO   

Naqueles tempos, não se usava um motor a gasolina apenas para cortar a relva, era utilizado um cortador de relva, que exigia músculos. O exercício era extraordinário, e não precisávamos de ir a um ginásio e usar passadeiras que também funcionam a electricidade. Mas você tem razão: não havia naquela época preocupação com o meio ambiente. Bebíamos directamente da fonte, quando estávamos com sede, em vez de usar copos plásticos e garrafas pet que agora enchem os oceanos. Canetas: recarregávamos com tinta umas tantas vezes, em vez de comprar uma outra. Abandonámos as navalhas, ao invés de deitar fora todos os aparelhos 'descartáveis' e poluentes, só porque a lâmina ficou sem corte. Na verdade, tivemos uma onda verde naquela época. Naqueles dias, as pessoas apanhavam o autocarro e os meninos iam nas suas bicicletas ou a pé para a escola, em vez de usar a mãe como um serviço de táxi 24 horas. Tínhamos só  uma tomada em cada quarto, e não um quadro de tomadas em cada parede para alimentar uma dúzia de aparelhos. E nós não precisávamos de um GPS para receber sinais de satélites a milhas de distância no espaço, só para encontrar a pisaria mais próxima. Então, não dá vontade de rir que a actual geração fale tanto em meio ambiente, mas não queira abrir mão de nada e não pense em viver um pouco como na minha época?

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 17:36
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Segunda-feira, 19 de Dezembro de 2011
A CHUVA E O BOM TEMPO . VII

{#emotions_dlg.meeting}AS ESCOLHAS DO CONSUL MATIAS . Johannesburg

      "A  EUROPEIA MORREU EM AUSCHWITZ"- 3ª Parte

 O Perfil

Os judeus não traficam escravos, não têm líderes a clamar pela Jihad Islâmica e morte a todos os infiéis. Talvez os muçulmanos do mundo devessem considerar investir mais numa educação modelo e menos em queixarem-se dos judeus por todos os seus problemas. Os muçulmanos deviam perguntar o que poderiam fazer pela humanidade antes de pedir que a humanidade os respeite.

 A Fuga

Prémios Nobel entre a população judia - Continuação: Economia: 1970 - Paul Anthony Samuelson, 1971 - Simon Kuznets, 1972 - Kenneth Joseph Arrow, 1975 - Leonid Kantorovich, 1976 - Milton Friedman, 1978 - Herbert A. Simon, 1980 - Lawrence Robert Klein, 1985 - Franco Modigliani, 1987 - Robert M. Solow, 1990 - Harry Markowitz, 1990 - Merton Miller, 1992 - Gary Becker, 1993 - Robert Fogel; Medicina:1908 - Elie Metchnikoff, 1908 - Paul Erlich, 1914 - Robert Barany, 1922 - Otto Meyerhof, 1930 - Karl Landsteiner, 1931 - Otto Warburg , 1936 - Otto Loewi, 1944 - Joseph Erlanger, 1944 - Herbert Spencer Gasser, 1945 - Ernst Boris Chain, 1946 - Hermann Joseph Muller, 1950 - Tadeus Reichstein, 1952 - Selman Abraham Waksman, 1953 - Hans Krebs, 1953 - Fritz Albert Lipmann, 1958 - Joshua Lederberg, 1959 - Arthur Kornberg, 1964 - Konrad Bloch, 1965 - Francois Jacob, 1965 - Andre Lwoff, 1967 - George Wald, 1968 - Marshall W. Nirenberg, 1969 - Salvador Luria, 1970 - julius Axelrod, 1970 - Sir Bernard Katz, 1972 - Gerald Maurice Edelman, 1975 - Howard Martin Temin, 1976 - Baruch S. Blumberg, 1977 - Roselyn Sussman Yalow, 1978 - Daniel Nathans, 1980 - Baruj Benacerraf, 1984 - Cesar Milstein, 1985 - Michael Stuart Brown, 1985 - Joseph L. Goldstein, 1986 - Stanley Cohen [& Rita Levi Montalcini], 1988 - Gertrude Elion, 1989 - Harold Varmus, 1991 - Erwin Neher, 1991 - Bert Sakmann, 1993 - Richard J. Roberts, 1993 - Phillip Sharp, 1994 - Alfred Gilman, 1995 – Edward, B. Lewis, 1996- Lu RoseIacovino; TOTAL: 128 (cento e vinte e oito laureados)

 Espera da morte

Os judeus não traficam escravos, não têm líderes a clamar pela Jihad Islâmica e morte a todos os infiéis. Talvez os muçulmanos do mundo devessem considerar investir mais numa educação modelo e menos em queixarem-se dos judeus por todos os seus problemas. Os muçulmanos deviam perguntar o que poderiam fazer pela humanidade antes de pedir que a humanidade os respeite. Independentemente dos seus sentimentos sobre a crise entre Israel e os seus vizinhos palestinianos e árabes, mesmo que creiamos que há mais culpas na parte de Israel, as duas frases que se seguem realmente dizem tudo: "Se os árabes depusessem hoje as suas armas não haveria mais violência. Se os judeus depusessem hoje as suas armas não haveria mais Israel." (Benjamin Netanyahu)

 (Continua…)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 05:05
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Domingo, 18 de Dezembro de 2011
MuKANDA DE DOMINGO . XII

{#emotions_dlg.xa}FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO

         ”O medo e a duvida”
  SHAMBHALA*, um lugar mítico

No mundo vulgar de toda a gente, têm-se no trato diário, uma mistura de imagens de medo e de sucesso, que tendem a anular-se. A única forma de estabelecer um fluxo constante de sincronicidade de pensamento positivo, é a de se manter num estado de oração consciente; esta postura de alerta tornar-se-á a atitude dominante perante a vida. A chave, é garantir que a nossa mente esteja concentrada na via positiva para a vida, sem a expectativa receosa tendencial para esperar o pior. O efeito astral da oração é o meio mais rápido de proporcionar níveis superiores de energia. Usando a força das nossas expectativas, poderemos fazer aquele processo de sincronicidade ocorrer mais vezes, mantendo-nos alerta, começando pela próxima intuição: afastar o medo e a dúvida.

Outra visão

A visão dominante que os homens têm do mundo é sempre um campo gigantesco de crença e expectativa. A chave para o progresso humano é ter suficientes pessoas que consigam misturar neste campo humano uma expectativa superior de amor. Sentindo medo ou raiva, temos de compreender que essas emoções vêm de uma única fonte: os aspectos da nossa vida que queremos manter. As lendas dizem que, uma vez que o medo e a raiva advêm do receio de perdermos alguma coisa, a forma de evitar estas emoções é distanciarmo-nos de todos os resultados. O processo da sincronicidade afastar-nos-á sempre dos perigos, que saberemos antecipadamente por intuição e, quando em união, qual o movimento a fazer com nossas mãos, com nossos pensamentos e nossas acções. O que tiver de acontecer, acontece! 

* - SHAMBHALA terá de ser sentido como a promessa de um mundo novo

Bibliografia de consulta: O segredo de Shambhala

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 05:55
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Sábado, 17 de Dezembro de 2011
KIANDA . XXIV

{#emotions_dlg.meeting}AS ESCOLHAS DO SOBA

        “Opiniões”

Jose Matias José Matias*

Hoje como em todas as épocas os homens sempre encontram o livro chamado Bíblia de difícil entendimento. Este livro é deveras complicado, pois ele é lido como qualquer outro livro escrito pelo homem, logo, torna-se até depreciado ou desprezado, e em muitos casos dá andamento á criação de toda a espécie de religiões que procedem da mente humana, digo seitas falsas que por este mundo proliferam, tendo até, dividido a humanidade através dos séculos. A bíblia não é dirigida a qualquer um em especial pois já consagra alguns escolhidos por Deus, acto soberano do Altíssimo. A mim, pouco me importa objecções que possam ser feitas, pois a Bíblia é um livro "sobrenatural", não me compete a mim fazer distinções, se é porque somos salvos por pré distinção ou porque alguns acham que por termos livre arbítrio, ou ainda porque Deus fez vasos para honra e outros para desonra. Porem na certeza, e isto como evidência, alguns são moralmente receptíveis enquanto outros desprezam as evidências, outros ainda têm capacidade espiritual mas, outros, é evidente que não.

A Bíblia foi escrita, para quem foi chamado por Ele, é para estes que a palavra vinga; aos demais a sua leitura pode ser dúbia, superficial ou mesmo inútil. Deus, dirige as suas palavras fundamentalmente aos que têm capacidade para recebê-las e interpretá-las. Jesus muitas vezes as ocultava aos seus inimigos. Jesus usava as parábolas para que quem tivesse discernimento as usasse no correcto sentido; seus discípulos entendiam esses mistérios. A ideia de que a Bíblia genericamente se dirige a todos, tem gerado grande confusão dentro e fora da teologia. Dão-se grandes eventos Bíblicos, seminários, cursos teológicos, mas o resultado resume-se ao retiro da letra como proveito; neste caso o que resta é tão-somente a morte espiritual.

*Gentileza de José Matias (Consul Honorário do reino de Manikongo em Johannesburg) - Kimbo

Vasos Vasos de Honra e de Desonra - São José dos Campos - SP - Brasil

Se bem entendi a Bíblia é um livro ao alcance de todos, mas só alguns estão em mais perfeito estágio para as interpretar e poder propalar e propagar com o devido entendimento e respeito. Quanto às parábolas, eram usadas por Cristo porque eram de melhor apreensão para iletrados ou incultos; Cristo nunca fez segregação entre os homens, nem retirou o poder que cada um se assumia. A Cristo o que é de Cristo, a César o que é de César.

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 03:50
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Sexta-feira, 16 de Dezembro de 2011
FRATERNIDADES – IX

FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO

“Amores descartáveis”

 Mural

O sol a pique na praia do Bilene tomava conta de tudo. A areia só se suportava em corrida rápida e curta até se chegar à água transparente e rasa da lagoa. Meia azul, meia verde-esmeralda deixava-se ondular na brisa que, ora quente chegava até nós sufocando-nos, ora fria, nos deleitava como águia de plumas sedadas ao vento. Os sombreiros de capim africano guarnecem com sua fechada sombra os veraneantes escarrapachados concorrendo com as mais ralas sombras das casuarinas. Os putos de Bilene, soltos das escolas por bónus natalício esquindivam-se do sol pulando de sombra em sombra trocando cestos minúsculos por uma moeda; aquilo, feito de folha comprida de palmeira, de tão pequeno, só terá utilidade para guardar suspiros de noiva e seus anéis de promessas passadas pelo que recomendo-lhes irem para a porta da igreja fazer negócio. Eles, os putos riem. Não pode ser patrão e, entre eles fazem cabriolas na areia ficando panados da areia fina como um croquete.

Mafumeira 

Naquela sobrevivência de inocente embuste só para brancos fica subjacente que a lógica prevalece nos actos pois que, queiramos ou não, não é ético pedir uma moeda em troca de nada. São só amores temporários para aliviar sofrimento de fome ou simples captação de gasosa fácil. Patrão, é para a “mission” e, não estão a enganar-nos porque essa é mesmo a marca de laranjada que as empresárias de caixas térmicas têm à venda por debaixo das mafumeiras e amendoeiras do largo Chissano. Em terras de expedientes, quem tem penas é galinha e, ser-se branco-patrão, é sinónimo de ter dinheiro. Falar português é já uma escapatória mas a turma das esteiras e artistas preferem uma resposta em inglês ao “good moning” de abertura.

  Gentes. Malangatana

Na terra de Machel, ou te pintas de preto, ou ficas sempre “patrão de maning dinheiro”. Bem em frente de mim a barca-jangada sem quilha e tecto de lona raiado de azul e branco com o José Burra como timoneiro, espera clientes a serem levados ao outro lado da lagoa por duzentos meticais por pessoa (5.54 euros). Os artistas continuam oferecendo telas de sua autoria e, ao melhor preço. Malangatana, começou assim, até que um dia um patrão, lhe deu a mão tornando-se famoso aqui, no Puto e na Globália. Não é fácil ser-se artista num país pobre como Moçambique. Alguns aventuram-se vender habilidades do outro lado da fronteira e, muitos acabam por virar ladrões. Quando a dignidade se resigna a ser vendedor de sortes, a honestidade rebaixa-se ao lamento surdo da marginalidade.

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 06:11
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Quinta-feira, 15 de Dezembro de 2011
A CHUVA E O BOM TEMPO . VI

{#emotions_dlg.meeting}AS ESCOLHAS DO CONSUL MATIAS . Johannesburg

        "A EUROPA MORREU EM AUSCHWITZ"- 2ª Parte

Kimbo Lagoa

Por Sebastian Vilar Rodriguez

TODA A VIDA EUROPEIA MORREU EM AUSCHWITZ

A marca factidica 

O total da população islâmica (ou muçulmana) é de, aproximadamente, 1 200 000 000, isto é um bilhão e duzentos milhões ou seja 20% da população mundial. Eles receberam os seguintes Prémios Nobel: Literatura -1988 Najib Mahfooz; Paz: 1978 Mohamed Anwar El-Sadat, 1990 Elias James Corey, 1994 Yaser Arafat, 1999 Ahmed Zewai; Economia: (ninguém); Física:  (ninguém); Medicina: 1960 Peter Brian Medawar - 1998 Ferid Mourad; TOTAL: 7 (sete). O total da população de Judeus é, aproximadamente, 14 000 000, isto é catorze milhões ou seja cerca de 0,02% da população mundial. Eles receberam os seguintes Prémios Nobel: Literatura:1910 - Paul Heyse, 1927 - Henri Bergson, 1958 - Boris Pasternak, 1966 - Shmuel Yosef Agnon, 1966 - Nelly Sachs,  1976 - Saul Bellow, 1978 - Isaac Bashevis Singe, r 1981 - Elias Canetti, 1987 - Joseph Brodsky - 1991 - Nadine Gordimer World; Paz: 1911 - Alfred Fried, 1911 - Tobias Michael Carel Asser, 1968 - Rene Cassin, 1973 - Henry Kissinger, 1978 - Menachem Begin, 1986 - Elie Wiesel,  1994 - Shimon Peres, 1994 - Yitzhak Rabin.

 A silhueta

Física: 1905 - Adolph Von Baeyer,  1906 - Henri Moissan,  1907 - Albert Abraham Michelson-  1908 - Gabriel Lippmann,  1910 - Otto Wallach, 1915 - Richard Willstaetter, 1918 - Fritz Haber, 1921 - Albert Einstein, 1922 - Niels Bohr, 1925 - James Franck, 1925 - Gustav Hertz, 1943 - Gustav Stern, 1943 - George Charles de Hevesy, 1944 - Isidor Issac Rabi, 1952 - Felix Bloch, 1954 - Max Born, 1958 - Igor Tamm, 1959 - Emilio Segre, 1960 - Donald A. Glaser, 1961 - Robert Hofstadter, 1961 - Melvin Calvin, 1962 - Lev Davidovich Landau, 1962 - Max Ferdinand Perutz1965 - Richard Phillips Feynman, 1965 - Julian Schwinger, 1969 - Murray Gell-Mann, 1971 - Dennis Gabor- 1972 - William Howard Stein- 1973 - Brian David Josephson, 1975 - Benjamin Mottleson, 1976 - Burton Richter, 1977 - Ilya Prigogine,1978 - Arno Allan Penzias, 1978 - Peter L Kapitza, 1979 - Stephen Weinberg, 1979 - Sheldon Glashow, 1979 - Herbert Charles Brown, 1980 - Paul Berg, 1980 - Walter Gilbert, 1981 - Roald Hoffmann, 1982 - Aaron Klug, 1985 - Albert A. Hauptman, 1985 - Jerome Karle, 1986 - Dudley R. Herschbach, 1988 - Robert Huber, 1988 - Leon Lederman, 1988 - Melvin Schwartz, 1988 - Jack Steinberger, 1989 - Sidney Altman, 1990 - Jerome Friedman, 1992 - Rudolph Marcus, 1995 - Martin Perl, 2000 - Alan J. Heeger. (A lista continua - 3ª Parte)

 O holocausto

Os judeus não estão a promover lavagens cerebrais a crianças em campos de treino militar, ensinando-os a fazerem-se explodir e causar um máximo de mortes a judeus e a outros não muçulmanos. Os judeus não tomam aviões, nem matam atletas nos Jogos Olímpicos, nem se fazem explodir em restaurantes alemães. Não há um único judeu que tenha destruído uma igreja. Não há um único judeu que proteste matando pessoas.

(Continua…)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 05:25
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Quarta-feira, 14 de Dezembro de 2011
LIMITAÇÕES DA VIDA . XII

{#emotions_dlg.meeting}AS ESCOLHAS DO CONSUL MATIAS . Johannesburg

        “Testemunhos da descolonização” -3ª Parte

 Leonel Cardoso . A entrega

Leu certo! A tropa já se tinha ido embora. Quanto a estes, o glorioso exército português, há testemunhos de video e escritos a saquearem em Luanda com a desfaçatez de o fazerem fardados; isto sucedeeu em plena avenida Brasil enquanto se ouviam  bombas, e rajadas que avulso, rebentavam nos musseques para assustar colono. Enquanto isto sucedia em Luanda, em Nova Lisboa, no meio  daquela infernália, tínhamos de discutir horas com os UNITAS que queriam entrar nos aviões para ir lá buscar pessoas, e assegurar que eles não inutilizassem o avião. Era essa a minha maior preocupação quando estava no solo". José Nico, brigadeiro da Força Aérea, na época capitão, não esconde a amargura que lhe ficou. "O que andei a fazer sobretudo, foi evacuar os militares e suas famílias. Naqueles tempos era tudo ao contrário. Evacuava-se a tropa antes dos civis. A situação era tal que um dia, quando me pediram para ir complementar a acção dos aviões civis - porque o grosso da ponte propriamente dita foi feita para eles, os civis (...) e embarcar aquela gente que estava no aeroporto de Luanda à espera era prioritária. Os soldados de uma companhia da "nossa tropa" revoltaram-se: queriam ir primeiro. Armaram uma situação tão crítica que obrigou a uma intervenção (...)". Cala-se, pensativo. Viveu a juventude em Luanda, foi estudar para a metrópole. O resto da família regressou antes da independência. À excepção do pai, que só voltou em 79. "Era empregado numa companhia que não fechou. Teve de se mudar para um quarto ao lado do escritório para não andar na rua, mas mesmo assim iam lá visitá-lo muitas vezes para o evistar. O mesmo que quer dizer roubar. Ele não se abre muito". O silêncio quebra-se uma última vez.

 A fuga . último acto

 Angola . O primeiro acto

"Foi um abandono de todo o povo português. Vivi muitos anos revoltado". É a 11 de Novembro de 1975, que tudo era suposto acabar.  Oficialmente a "Ponte Aérea" é dada por terminada no início de Dezembro. A esposa de Vítor B. regressa no dia anterior, num avião regular da TAP. Agora, e durante algum tempo, os funcionários da imigração ainda apõem nos passaportes o carimbo Luanda-Portugal - saída. Resta na cidade o alto-comissário, almirante Leonel Cardoso e os seus colaboradores mais próximos, além de uma companhia de pára-quedistas, dois helicópteros e dois navios. No palácio do governo, contra um painel do mapa-múndi com as Caravelas Portuguesas, Leonel Cardoso lê a declaração de entrega da soberania do território. Não havia mais ninguém na sala além dos portugueses e de um batalhão de jornalistas. Ninguém para cantar o hino, (...) levantai hoje de novo o esplendor de Portugal..." Logo de seguida, Leonel Cardoso, séquito e bandeiras, partem para os navios ancorados na baía de Luanda, pela calada da noite, "escondidos da vergonha, dos gritos dos nossos presos, dos nossos mortos, das centenas de milhares de vozes que clamavam por Justiça"; pelo crime, pela traição e pela cobardia dos políticos e militares que atraiçoaram séculos de História, entregando de mão beijada ao inimigo as vidas de milhões de seres humanos portugueses; à crueldade, à morte, ao abandono e à incerteza de um futuro. Esquecer!? NUNCA,… É IMPOSSÍVEL!!!

Final

Gentileza de José Matias (Consul Honorário de Manikongo) - Kimbo

O Soba T´Chingange

 



PUBLICADO POR kimbolagoa às 05:51
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Terça-feira, 13 de Dezembro de 2011
FRATERNIDADES – VIII

{#emotions_dlg.meeting}AS ESCOLHAS DO KIMBO

        “DESILUSÕES”

: Leonard DaVinci

Se procuras a paz olvida as desilusões e as mágoas que porventura te assaltem a mente, para que te fixes na certeza de que a vida encerra os germens da renovação incessante, em si própria, facultando-nos a conquista da verdadeira felicidade. Olvida o azedume e a incompreensão dos adversários e esmera-te a conservar os amigos e irmãos que te apoiam as tarefas do dia-a-dia. Olvida os assuntos que provoquem a mentalização dos erros e tragédias da Humanidade e rende culto permanente aos feitos edificantes e heróicos em que os homens hajam exaltado a sua natureza divina. Olvida os fracassos que já te assediaram a existência e escora-te nas esperanças e realizações com que te diriges para o futuro.

 Rubens

Olvida as reminiscências amargas e mantém na memória os acontecimentos felizes que se erigiram na estrada, alguma vez, por motivos de euforia e plenitude espiritual. Olvida a dificuldades que te entravem a marcha e consagra-te ao serviço que já possas criar ou fazer na seara do amor ao próximo. Se procuras a paz, olvida todo mal e dedica-te ao bem, porquanto somente o bem te descerrará para as bênçãos da Luz. Em todos os males que nos assoberbam a vida, apliquemos as indicações curativas do Evangelho.

Matisse :.

Em todos os caminhos, seja qual seja a experiência, convence-te de que Deus está connosco em todos os caminhos. Isso não significa omissão de responsabilidade ou exoneração da incumbência de que o Senhor nos revestiu. Não há consciência sem compromisso, como não existe dignidade sem lei. O peixe mora gratuitamente na água, mas deve nadar por si mesmo. A árvore, embora não pague imposto pelo solo a que se vincula, é chamada a produzir conforme a espécie. Ninguém recebe talentos da vida para escondê-los em poeira ou ferrugem. Não contrataste engenheiros para a garantia do Sol que te sustenta e nem assalariaste empregados para a escavação de minas de oxigénio na atmosfera, a fim de que se renove o ar que respiras.

Bibliografia: Transcrição de extractos do livro psicografado por Chico Xavier pelo espírito de Emmanuel em Meditações Diárias.

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 03:14
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Segunda-feira, 12 de Dezembro de 2011
A CHUVA E O BOM TEMPO . V

{#emotions_dlg.meeting}AS ESCOLHAS DO CONSUL MATIAS . Johannesburg

        "A EUROPA MORREU EM AUSCHWITZ"- 1ª Parte

 

O seguinte artigo publicado em Espanha, em 2008, foi escrito por um não-judeu. Nunca veremos este género de artigo na nossa imprensa. Ele ofenderia muitas pessoas. Foi escrito pelo escritor espanhol Sebastian Vilar Rodriguez e publicado num jornal espanhol, em 15 de Janeiro de 2008. Não é preciso muita imaginação para extrapolar a mensagem ao resto da Europa e possivelmente ao resto do mundo. Kimbo Lagoa associa-se a esta pretensão solicitando aos leitores que tirem conclusões do mundo real, discernindo justeza. 

Kimbo Lagoa

Por Sebastian Vilar Rodriguez

TODA A VIDA EUROPEIA MORREU EM AUSCHWITZ

:Sebastian Vilar Rodriguez

Desci uma rua em Barcelona, e redescobri ali, uma verdade terrível: A Europa morreu em Auschwitz. Matámos seis milhões de Judeus e substituímo-los por 20 milhões de muçulmanos. Em Auschwitz queimámos uma cultura, pensamento, criatividade, e talento. Destruímos o povo, verdadeiramente escolhido, porque era um povo grande e maravilhoso que mudara o mundo. A contribuição deste povo sente-se em todas as áreas da vida: ciência arte, comercio internacional, e acima de tudo, como a consciência do mundo. Este é o povo que queimamos. E debaixo de uma pretensa tolerância, e porque queríamos provar a nós mesmos que estávamos curados da doença do racismo, abrimos as nossas portas a 20 milhões de muçulmanos que nos trouxeram estupidez e ignorância, extremismo religioso e falta de tolerância, crime, pobreza, pouco apetência de trabalhar e de sustentar as suas famílias com orgulho.

 Auschwitz

Eles fizeram explodir os nossos comboios, transformaram as nossas lindas cidades espanholas, num terceiro mundo, afogando-as em sujeira e crime. Fechados nos seus apartamentos que recebem gratuitamente do governo, eles planejam o assassinato e a destruição dos seus ingénuos hospedeiros. E assim, na nossa miséria, trocamos a cultura por ódio fanático, a habilidade criativa, por habilidade destrutiva, a inteligência por subdesenvolvimento e superstição. Trocamos a procura de paz dos judeus da Europa e o seu talento, para um futuro melhor para os seus filhos, a sua determinação, o seu apego à vida porque a vida é santa, por aqueles que prosseguem na morte, um povo consumido pelo desejo da morte para eles e para os outros, para os nossos filhos e para os deles. Que terrível erro cometido pela decadente Europa.

(Continua…)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 05:25
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Domingo, 11 de Dezembro de 2011
MuKANDA DE DOMINGO . XI

  {#emotions_dlg.xa}FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO        
          ”Vidas”

 BATISMO PROTESTANTE

A manhã, não estava convidativa de todo para ir à praia; sempre são 33 quilómetros até ao Bilene e gastar gasolina por gastar, sem proveito, não faz sentido para dois aposentados penalizados com as medidas de crise que os senhores do mando no Puto provocaram irresponsávelmente. O sol acabou por aparecer forte em boas abertas pelas 11.30 horas e, lá nos dispusemos a ir até à praia e, lá chegados, no espaço dos ferroviários, praia livre para todos, deparamos com um grande número de pessoas. Bem ao nosso lado Norte, estava um grupo de irmãos, pois assim se tratavam entre si; de vez em quando um senhor já grisalho chamava a atenção e ditava ordens terminando sempre com um “ámen” (assim seja), no qual era repetido pelos demais. Em determinado momento deu opas brancas a sete irmãos e, eles e elas, já vestidos deslocaram-se para a água cor de esmeralda avançando até à altura da água pela cintura. Aí, dois mais velhos guias ou pastores colocaram os ditos irmãos dois a dois e após uma prece de mãos juntas que não ouvimos, seguraram o corpo destes e mergulharam-nos totalmente na água. Não sei ao certo qual as suas vocações religiosas mas o nome de Cristo era de quando em quando audível o que me leva em crer serem protestantes baptistas, Luteranos ou afins. As cerimónias seguiram um ritual semelhante ao do baptismo de Jesus Cristo às margens do rio Jordão.

 SEITAS . coisas de orixás

Não muito distante e do lado Sul um magote de gente multicolor maioritariamente composto de mulheres envoltas em capolanas garridas, cantavam lindos coros à sombra de altas casuarinas. Levaram todo o tempo entoando canções em Changani com algumas mulheres dançando com mãos elevadas ao céu. Umas quantas iam até à água e voltavam saltitando de forma ritmada a areia fina enquanto espanejavam o ar viradas ao infinito celeste. De toda esta gente destacava-se um homem grande, vestido com uma túnica azul bordada com arabescos. A cabeça do "guru" estava recoberta com uma boina justa com desenhos intrincados de símbolos a dourado e do pescoço pendiam colares na forma de zingarelhos ou rosários com latas, ou talvez pendurocalhos do xipamanine. Este destacado personagem do oxalá, fez deslocar o grupo em fila ordenada de fiéis levando-os a uma curta marcha até um determinado lugar aonde deixou que se agrupassem ao seu redor fazendo uma prelecção inaudível do ponto aonde me encontrava. Não sei se incluíram o Iemanjá nem se lançaram flores mas, informaram-me ser uma seita chamada de Mazziottis. Gostaria de me explicitar melhor quanto ao que vi à distância mas não me aventuro em suposições de candomblé ou orixás. Este nosso mundo é tão cheio de convicções que só temos de respeitar as diferenças sem as repudiar. Se, se a prática for a essência do bem e da paz sem incitamento à luta, jihad, mutilação, perseguição ou incitamento ao ódio. Cada qual escolhe o seu tipo de macumba até que um dia cai na tumba. A ignorância é uma coisa muito perigosa e disto infelizmente todos temos um pouco.

O Soba T´Chingange  



PUBLICADO POR kimbolagoa às 05:55
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Sábado, 10 de Dezembro de 2011
LIMITAÇÕES DA VIDA . XI

{#emotions_dlg.meeting}AS ESCOLHAS DO CONSUL MATIAS . Johannesburg

        “Testemunhos da descolonização” - 2ª Parte

  Gente e Caixotes

O desespero era tal para entrar num avião que as pessoas ofereciam o que tinham ou o que lhes restava, aos funcionários de check-in, aos pilotos, a quem encontrassem. Termos de café, comida, álcool, a casa em Angola, os carros, barcos, dinheiro (...). E quando não era para entrar num avião era para meter lá dentro mais qualquer coisa. Nem toda a gente podia ou tinha tempo de despachar os pertences por mar. Mais ou menos rigoroso no seu trabalho de check-in, mais quilo, menos quilo, e um recorde de 26 horas seguidas ao balcão, João F, nascido em Luanda, funcionário da TAP, viu acontecer muita coisa. O tráfico de influências corria à desfilada, e para quem fosse habilidoso havia sempre um expediente para mandar tudo para Lisboa. Os mais modestos iam todos os dias ao aeroporto despachar pequenos embrulhos, os mais ambiciosos certificavam-se de ter tudo do outro lado do mar antes de dizer adeus a Angola. Para uma grande maioria que enviou seus pertences por barco, nada chegou ao outro lado do Atlântico. João F, que despachou o frigorífico e o fogão, por artes "mágicas" desapareceram-lhe, os dois, no aeroporto da Portela. E acrescenta: "Houve muitos crimes e muita desonestidade".

 O regresso . caixotes

As pessoas levavam o que era delas mas, gente que nunca tinha estado em Angola chegava ao sítio do aeroporto onde as coisas se iam amontoando e escolhia o que queria. Houve nitidamente um roubo, e um abandono desta gente. Ao que se sabe no cais sucedia a mesma gatunagem sem uma qualquer fiscalização por parte dos responsáveis da Capitania. Regressado a um de Novembro, de 1975, com um pedido de transferência, teve de procurar outro emprego: só foi readmitido na TAP dois anos depois, e para cúmulo retiraram-lhe o tempo da ponte aérea. "Os registos perderam-se e ninguém se lembra", conclui com um encolher de ombros. "Dizem eles": Em Nova Lisboa (Huambo) a situação era tremenda. Havia uma espécie de grande hangar aonde as pessoas chegavam das mais variadas formas, carregadas de malas. Como não as podiam levar, pois havia um limite de 30 kg por passageiro; uma montanha incrível de bagagem era deixada para trás. Não havia condições nenhumas, a sanita era um antigo avião de campanha completamente recuperado que um oficial qualquer tinha resolvido pôr ali como monumento. Imagine-se, um avião que tinha andado na guerra! "Quem controlava tudo eram os guerrilheiros da Unita, que tinham um aspecto inacreditável. A tropa já se tinha vindo embora "coisa nunca vista em outras paragens".

(Continua)

Gentileza de José Matias (Consul de Manikongo) - Kimbo

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 06:30
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Sexta-feira, 9 de Dezembro de 2011
KIANDA . XXIII

{#emotions_dlg.meeting}AS ESCOLHAS DO SOBA

        “Padre Corajoso . Brasil”

Sou cristão!  Saudo o frade pela ousadia e coragem de escrever a matéria;  ele, simplismente  representou com justiça a verdade. Não basta que a cruz como simbolo esteja nas paredes dos tribunais e câmaras dos poderes, se lá a suprema verdade não prevalecer, pois o que resta é o escarnio à cruz!  tudo isto, pelo modo de como as autoridades se comportam diante das leis e do povo.

O Ministério Público Federal de São Paulo ajuizou acção pedindo a retirada dos símbolos religiosas das repartições públicas. Pois bem, …
veja o que diz o Frade Demetrius dos Santos Silva.

Frade Demetrius dos Santos Silva

Sou Padre católico e concordo plenamente com o Ministério Público de São Paulo, por querer retirar os ímbolos religiosos das repartições públicas…

 

- Nosso Estado é laico e não deve favorecer esta ou aquela religião. A Cruz deve ser retirada!

- Aliás, nunca gostei de ver a Cruz em Tribunais, onde os pobres têm menos direitos que os ricos e onde sentenças são barganhadas, vendidas e compradas.

- Não quero mais ver a Cruz nas Câmaras legislativas, onde a corrupção é a moeda mais forte.

- Não quero ver, também, a Cruz em delegacias, cadeias e quartéis, onde os pequenos são constrangidos e torturados.

- Não quero ver, muito menos, a Cruz em pronto-socorros e hospitais, onde pessoas pobres morrem sem atendimento.

- É preciso retirar a Cruz das repartições públicas, porque Cristo não abençoa a sórdida política brasileira, causa das desgraças, das misérias e sofrimentos dos pequenos, dos pobres e dos menos favorecidos.

Frade Demetrius dos Santos Silva. *São Paulo/SP

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 08:25
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Quinta-feira, 8 de Dezembro de 2011
FRATERNIDADES – VII

{#emotions_dlg.meeting} AS ESCOLHAS DO KIMBO

“Impaciência na crise”

 O tempo . Dali

Quando os problemas do mundo te afogueiam a alma, não abras o coração à impaciência, que ela é capaz de arruinar-te a confiança. A impaciência é comparável à força negativa que muitas vezes, inclina o enfermo para a morte, justamente no dia em que o organismo entra em recuperação para a cura. Se queres o fruto, não tires as pétalas à flor. Se um irmão faltou ao dever, reflecte nas dificuldades que se interpuseram entre eles e os compromissos assumidos. Se alguém te nega um favor, não te acolhas no desânimo ou frustração (…) porque nem sempre nos será possível conhecer de antemão, o que de bom ou de mal poderá sobreviver daquilo que nós pedimos.

 Gente de África

Não te irrites diante de qualquer obstáculo, porquanto reclamações ou censuras servirão apenas para torná-las maiores. Não se quer dizer que será mais justo te acomodares à inércia. Deseja-se asseverar que impaciência é precipitação e, precipitação redunda em violência. Para muitos, a serenidade é a preguiça vestida de belas palavras. Os que vivem porém, acordados para as responsabilidades que lhe são próprias, sabem que paciência é esperança operosa: recebem obstáculos por ocasião de trabalhoe provações por ensinamentos. Aguarda o melhor da vida oferecendo à vida o melhor que poderes. Se a crise sobrevém na obra que tu consagras, pede a Deus não apenas te abençoe a realização e andamento, mas também a força necessária para que saibas compreender e servir, suportar e esperar.

Bibliografia: Transcrição de parte do livro psicografado por Chico Xavier pelo espírito de Emmanuel em Meditações Diárias.

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 11:41
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Quarta-feira, 7 de Dezembro de 2011
DESERTO . XVII

{#emotions_dlg.xa}FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO

       "O cacto de Machel”

 O Cacto em flor

O cacto de Machel, em verdade tem outro nome mas ocorreu-me chamar-lhe assim porque está situado na praça do fundador de Moçambique Samora Machel em Macia, bem ao lado do shoprite. É gigante e, porque está em flor despertou em mim a atenção, não obstante desconseguir prender a curiosidade de mais alguém. Desde o café da Dona Ana em frente ao mercado shoprite e, do outro lado da estrada nacional nº 1, observo o movimento norte-sul e inverso, entre vendedores de castanha de caju que correm a cada paragem de carro, “os chapas", táxis vindos de muitos lugares. Após tomar o café expresso por quarenta meticais (1,11 euros), rumei ao longo do mercado de mukifos seguros com chinguiços ao alto e cobertos com chapas de zinco em desalinho, cartão, plásticos multicolores, uma confusa mistura de materiais a condizer com o mercado das calamidades aonde na compra de 3 montes de kiabos, 2 pimentos e um quilo de fuba de mandioca despendi setenta e cinco meticais, o correspondente a 2,08 euros. Aqui há de tudo um pouco de forma a cobrir as necessidades básicas dum país pobre. Com a “ASAE - Autoridade de Segurança Alimentar e Económica”, de Portugal, quase nada poderia funcionar por minimamente não reunir condições satisfatórias de higiene pública e sanitária.

 Samora Machel

Na secção de roupas, pude falar com um senhor mais velho de nome Henrique, sentado a uma máquina de costura “Singer” mais velha do que a nossa soma de idades. O kota, curtia com serena quietude, tudo ao seu redor ocupando o olhar no vago espaço com falta de clientes. Sem portas nem janelas, em chão de areia o ar ziguezagueava frescura entre apertados corredores enfeitados de capulanas garridas e barulhos ventilados de variados aromas. Na rua de maior pó e largura de carro, os galináceos picavam reflexos de lama em gaiolas aramadas à sombra de velhas acácias rubras que floridas, equilibravam o espectáculo de vida curtida em pequenas coisas. Os melhores preços depenicavam os stoques de promoções a granel sem pressas nem aguerridas usuras. Qualquer  uropeu albino no conhecimento das gentes, usos e costumes de África, andaria por aqui agarrado ao medo da sua sombra. Já a caminho de casa na rua da liberdade, um pouco antes do largo das manifestações e logo após as bombas de gasolina “Engein”, homens pesarosos e refilando merdas só por refilar, rodavam o macaco a desenterrar um carregado camião. Eu bem disse que esta rua era pó nos dias secos e matope nos dias de chuva. No antigamente existiu aqui asfalto, mas parece que os colonos levaram tudo pró Puto

O Soba T´Chingange  



PUBLICADO POR kimbolagoa às 03:25
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Terça-feira, 6 de Dezembro de 2011
FRATERNIDADES – VI

{#emotions_dlg.meeting}AS ESCOLHAS DE STELLA . Brasil

“Descriminação”

 

Nos dias em que o sol é dono de tudo, os obstáculos, mesmo que absurdos, dissolvem-se entre os episódios do passado e presente. Redescobrindo coisas novas entre o que era e o que deixou de ser, vi entre o verde do mar da lagoa e o infinito do Índico, a curvatura da terra reflectida no céu azul. Ontem, vi isso lá muito longe,… por detrás das dunas. Nunca me tinha apercebido; há sempre uma primeira vez.  

 Horizonte

O preconceito e a descriminação estão na maneira de como você julga o que realmente não conhece. Reflictam! Já andei por tantos caminhos e já vivi tantas coisas, que hoje vejo que o preconceito e descriminação estão em cada um de nós, e cabe-nos quebrá-los, para que possamos viver numa sociedade mais justa e humana. Hoje posso afirmar que:

"Deficiente" - é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu próprio destino.
"Louco" -  é quem não procura ser feliz.

"Cego"  - é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria.

"Surdo" - é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão.

"Mudo"  - é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por detrás da máscara da hipocrisia.
"Paralítico"  - é quem não consegue andar na direcção daqueles que precisam de sua ajuda.

"Diabético" -  é quem não consegue ser doce no sentido de amável, carinhoso, meigo.

"Anão" -  é quem não sabe deixar o amor crescer.

E "Miserável" - são todos os que não conseguem falar com Deus.

Renata Vilela

Gentileza de Stella Pugliesi

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 06:38
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Segunda-feira, 5 de Dezembro de 2011
LIMITAÇÕES DA VIDA . X

{#emotions_dlg.meeting}AS ESCOLHAS DO CONSUL MATIAS . Johannesburg

       “Testemunhos da descolonização” - 1ª Parte

         ::::::::::::

A maior desgraça deuma nação pobre é que em vez de produzir riqueza, produz ricos. Mia Couto em 2011.

Após 36 anos, a amargura da descolonização é relembrada por um amigo radicado em Toronto, Canadá. No mesmo Portugal, de uma outra antiga desgraça.

Desculpem, mas não podemos esquecer. Fomos atraiçoados pelos nossos próprios compatriotas, pelos nossos dirigentes civis e militares. Não será pela calada da noite, que a história falará daquela tristeza vivida por todos nós, tal como sucedeu: a fuga, dos MAIS '' Dignos Representantes Portugueses '' em Angola. Vergonha, vergonha, vergonha, mas eles, os culpados de tudo isto, estão bem; vivem que nem NABABOS. Resta a essa corja de bandidos a dignidade de se atirem da ponte SALAZAR para se redimirem do mal feito, não só aos que dali saíram, como aos que ficaram. Ex-Português despojado e envergonhado. Cumprimentos. Jorge

O Retorno  

DESCOLONIZAÇÃO, OU CRIME? !

A "Ponte Aérea" de Angola para Lisboa teve início desde Junho de 1975 até fins de Novembro desse mesmo ano. Cinco meses e meio para evacuar mais de meio milhão de pessoas que desta forma disseram adeus a Angola. Centenas de aviões, milhares de voos, a um ritmo impressionante de mil pessoas transportadas por dia. Aos números soma-se a crónica dos ressentimentos, sobre a dramática situação. A confusão baralha-se, calam-se os dramas, sofresse e chora-se em silêncio e, faz-se luto pelos familiares ou amigos assassinados. Os arautos do tempo repetem o veredicto: "Descolonização Exemplar", "Ventos da História", passando para... "Descolonização Possível", surgindo como uma desresponsabilização, num purgar do crime realizado sobre a vida de milhões de pessoas, e a realidade Histórica de Portugal. Acto de Cobardia, de Canalhice.

SOS Angola - Os Dias da Ponte Aérea 

António Gonçalves Ribeiro, mais tarde alto-comissário para os refugiados, afirma o seu pudor em abordar a matéria em causa, que define como "a amarga experiência da sua vida". Mal ou bem, é ele o nome que todos apontam como coordenador do Air-Lift Ponte Aérea patrocinada por países estrangeiros, que em cinco meses e meio transportou mais de meio milhão de pessoas de Nova Lisboa e Luanda para o aeroporto da Portela em Lisboa. "Houve necessidade de um certo voluntarismo diz Gonçalves Ribeiro. Usava-se o rádio para chegar aos sítios mais isolados de Angola, à mata, tentando saber aonde é que havia gente a precisar de transporte. Mandávamos lá a Força Aérea para as trazer aos dois grandes aeroportos. Chegavam de todo o lado, exaustos, traumatizados, sem nada. Chegou a uma altura em que a tropa portuguesa já se tinha vindo quase toda embora; mesmo em Luanda, as pessoas só se sentiam seguras no aeroporto. Chegámos a ter lá 5.000, numa caserna para 500 homens". A comida era a da base aérea, quando havia, nas instalações possíveis. O homem da ponte aérea suspira. "Para ser diferente, era necessário que houvesse ali uma situação estável".

(Continua)

Gentileza de José Matias (do Reino de Manikongo) 

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 05:25
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Domingo, 4 de Dezembro de 2011
MuKANDA DE DOMINGO - X

{#emotions_dlg.xa}AS ESCOLHAS DO KIMBO 

 “SE TODOS PERDOASSEM”

Imaginemos, por um minuto, que mundo maravilhoso seria a terra, se todos perdoassem!... Se todos perdoassem, cada grupo na comunidade terrestre alcançaria o máximo de eficiência na produção do bem comum, porquanto, em toda a parte, existiria entendimento bastante para que a inveja e o despeito, o azedume e a crítica destrutiva fossem banidos para sempre do convívio social. Se todos perdoassem, o espírito de competição, no progresso das ciências e na efectivação dos negócios, subiria constantemente de nível moral, suscitando as mais belas empresas de aprimoramento do mundo, porque o golpe e a vingança desapareceriam do intercâmbio entre pessoas e instituições, como o respeito mútuo revestindo de lealdade os menores impulsos à concorrência, que se fixaria exclusivamente no bem com esquecimento do mal.

Alegoria de chico psigrafando                      

a  mensagem  de  Emmanuel

Se todos perdoassem, a saúde humana atingiria prodígios de equilíbrio e longevidade, porquanto a compreensão recíproca extinguiria o ressentimento e o ciúme, que deixariam, por fim, de assegurar, entre as criaturas, terreno propício à obsessão e à loucura, à enfermidade e à morte. Se todos perdoarmos, reformaremos a vida na Terra, apagando de todos os idiomas a palavra “ressentimento”, para convivermos, uns com os outros, acreditando realmente que somos irmãos diante de Deus. Quando todos aprendermos a perdoar, o amor entoará hossanas, de pólo a pólo da Terra, e então o Reino de Deus fulgirá em nós e junto de nós para sempre.

Transcrição de parte do livro psicografado por Chico Xavier pelo espírito de Emmanuel de Meditações Diárias.

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 05:00
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Sábado, 3 de Dezembro de 2011
A CHUVA E O BOM TEMPO . IV

{#emotions_dlg.xa}FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO

        ”NOTÍCIAS DA LUSOFONIA”  

:::::::::::                                          

MOÇAMBIQUE

“Moçambique é um dos países mais pobres do planeta. A carestia destrói por isso a vida de famílias que não têm nada, e a quem o salário não basta para sobreviver. Ao mesmo tempo, como em quase toda a África, uma implante burguesia vai-se reforçando com as ajudas internacionais, com a corrupção, com o pirateamento do Estado”. – Francisco Louça, deputado da Assembleia da República portguesa e dirigente do Bloco de Esquerda. In canal moz.  

  Francisco Louça

ANGOLA - dependência mortal

Luanda é uma gigantesca câmara de gás. Devido às constantes interrupções de energia eléctrica as empresas, agências bancárias, escritórios e armazéns, na generalidade, montaram em suas dependências, um pouco por todo o lado disponível e não somente num fundo de quintal, potentes geradores alimentados a gasóleo; os mesmos lançam por toda a cidade gazes tóxicos que perturbam a visão e engasgam os transeuntes. As chaminés fumarentas e barulhentas, perturbam toda a gente. Os governantes, loucos pelos petrodólares, nada fazem para alterar a situação caótica deixando envenenar a população pela poluição mortal desses milhares de geradores. Nos terraços, varandas e traseiras dos prédios, aquelas “máquinas de progresso” exterminam a qualidade de vida aceitável. Luanda tem assim, uma verdadeira arma nuclear com química de exterminação além dos ruídos perturbadores.  

 Lino Damião . Angola

PADRES NA LUUA

Algumas autoridades da igreja como o cónego Apolónio Graciano minimizam a falta de qualidade de vida celebrando na missa a palavra como se fossem comissários políticos do governo do MPLA, decepcionando os fiéis de sua igreja. O povo diz que estas figuras parecem estar na Lua quando afirmam perante a Televisão e outros órgãos de informação que em Luanda não existe pobres; Segundo ele, tal constatação, se deve ao acto de ver nos subúrbios da capital antenas parabólicas e automóveis Rav-4 nos locais ditos degradados. Mas, que raios,… O padreco, desconhece que há milhares de pessoas, tanto em Luanda, como no resto do país, que só come quando calha. É tempo de as autoridades eclesiásticas falarem verdade, não se imiscuindo nessas inverdades governamentais à custa da gasosa. Esse comportamento não retrata os ensinamentos de Deus, nem tão pouco dignifica a Igreja de Cristo.

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 04:21
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Sexta-feira, 2 de Dezembro de 2011
MUJIMBO . XXXIV

 

{#emotions_dlg.meeting}AS ESCOLHAS DO KIMBO

           “RED SCORPION - 10ª Parte” – UNITA de Savimbi

Flor da acácia

A minha ligação a Carlos Morgado foi esporádica ao longo dos anos em encontros e seminários com elementos afectos à UNITA, como eu. Nesse então éramos vigiados em surdina pela polícia do Puto com telefones grampeados. Sabiam sempre os passos que dávamos embora não nos entorpecessem. Tive oportunidade de sentir isso quando em um encontro com autoridades Namibianas com a presença do presidente e líder da SOAPO San Nujoma, este, em um “miting” à margem do rio Okavango no Divundu, ter feito recados indirectos como que avisos aos infiltrados da UNITA em seu país. Afavelmente, San Nujoma, cumprimentou-me em particular, desejando uma boa estadia turística; ainda guardo a foto que tiramos à margem do rio Kubango (Okavango), vendo-se do outro lado as chanas de Angola. José Pedro Kachiungo, o meu mais directo responsável da UNITA, sabia que eu estava ali por opção própria, sem estar à revelia.

T´Chingange  

Fiquei em dado momento muito grato pelo convite de Carlos Morgado ter-me proporcionado um almoço a sós em casa de pessoa amiga na cidade de Lagoa no Algarve tendo-me deixado a melhor impressão nas ideias que trocamos. Andava pelo país, contactando de perto com as células activas e núcleos do movimento em Portugal. Nos anos que se seguiram, pouco a pouco, os elementos afectos à Unita foram sendo acantonados às suas próprias iniciativas. Em Junho de 2002, quatro meses após a morte de Savimbi, fui a Angola tendo permanecido em Luanda, Sumbe e Benguela aonde permaneci um mês em casas de pessoas afectas ao MPLA. Em nada fui perturbado naquilo que quis observar, tendo notado haver preocupação de alguns dirigentes que informalmente me cativavam na ideia de regresso a Angola. Isso não aconteceu, não obstante observar de longe a evolução da terra que me viu crescer como filho mazombo.

Fim

O Soba T´Chingange


PUBLICADO POR kimbolagoa às 06:45
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Quinta-feira, 1 de Dezembro de 2011
CATÁSTROFES . XIX

{#emotions_dlg.meeting}AS ESCOLHAS DO CONSUL MATIAS . Joanesburgo

       "PROFESSIAS" . 4ª Parte – Final

A falta dum chapéu num dia de frio pode despoletar atrofiamento de uma veia e mais tarde ser objecto de uma embolia; somos tão pequenos neste mundo cósmico que aflige ver ao nosso redor pessoas como nós, sentirem prazer em subestimar a todo o tempo o seu semelhante. Felicidade e saudade são estados de espíritos que não sendo mensuráveis também são de difícil definição; depende de variados factores tais como: a brisa, sol, chuva e um sem fim de dados que naquele preciso instante de tempo se conjugam em natural empatia. É tudo tão falível ou imprevisível!

 Espírito e matéria

POR DAVID WILKERSOM

Vão começar milhares de incêndios ao mesmo tempo na cidade. Em Los Angelos os incêndios serão limitados a apenas certas áreas da cidade, mas em Nova York e seus arredores, as chamas vão ser vistas a quilómetros de distância. Os camiões de incêndios não poderão lidar com tamanhas labaredas. Triliões de dólares serão perdidos. A cidade de Nova York ficará uma cidade falida. Você certamente estará perguntando se isso vai acontecer. Nota: este servo de Deus declarou na altura que certamente iria estar cá... mas ele já partiu.

 O Pavor . 11 de Setembro

Alguns “eventos” já começaram, outros irão cumprir-se. Disse ele que os filhos da LUZ, não devem entrar em pânico. A economia entrará em colapso total, a violência será constante e incêndios consumirão cidades. O sonho Americano transformar-se-á em pesadelo; acontecerá de repente, sem aviso e ninguém será capaz de explicar como isso aconteceu. Só haverá vendedores e compradores de agruras... E como o profeta Jeremias, quem acredita nos acórdãos Santos e justos de Deus, eles vão dizer: “O Senhor realizou seus Planos” Ele enviou sua palavra, decretada por um longo tempo. Lamentações @: 17.

Gentileza de José Matias

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 15:36
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QUEM SOMOS
Temos um Hino, uma Bandeira, uma moeda, temos constituição, temos nobres e plebeus, um soba, um cipaio-mor, um kimbanda e um comendador. Somos uma Instituição independente. As nossas fronteiras são a Globália. Procuramos alcançar as terras do nunca um conjunto de pessoas pertencentes a um reino de fantasia procurando corrrigir realidades do mundo que os rodeia. Neste reino de Manikongo há uma torre. È nesta torre do Zombo que arquivamos os sonhos e aspirações. Neste reino todos são distintos e distinguidos. Todos dão vivas á vida como verdadeiros escuteiros pois, todos se escutam. Se N´Zambi quiser vamos viver 333 anos. O Soba T'chingange
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