Segunda-feira, 30 de Setembro de 2013
MALAMBAS . II

LUFADAS DE SUSPIROS ... Pesadelos impalpáveis.
MALAMBA: É a palavra,

Por

soba.jpg T´Chingange
Sem a habilidade para regatear como um mercador árabe, compro sonhos que às vezes são pesadelos sem qualidade; por via desses pesadelos impalpáveis, tenho de realizar um esforço constante para levar uma existência normal sem ambicionar demasiado porque, nesse ímpeto, acaba por tudo se perder. As experiências degladiadas no quotidiano da vida vão da lisonja à perseguição numa linha sinuosa de recursos e súplicas de desespero ou suborno chegando à ameaça quando tudo o mais falha. O mais foito que tenho na certeza é a de que não é bom deixar subir a raiva à cabeça e, não é conveniente converter a ternura em inimizade.

Nas brigas, não ganha quem tem razão mas quem melhor regateia e, quem se consegue recuperar de emoções colocando toda a sua artilharia em posição de ataque porque a certeza dos fracos dorme placidamente ao lado da dúvida ou descaso; iluminada pelo consolo da persuasão, as malambas que sublimam a solidez da verdade revertem esta num embrulho de trapos. Explodindo sentimentos novos de vulnerabilidade na arte de regatear, surgem incongruências desconhecidas a enfraquecer soluços de peito na forma de suspiros. Como é possível que a verdade fique perdida no mesmo regaço da angústia; a certeza torna-se quando assim é, numa malamba mal curtida.

Na praia do francês, vendo os recifes negros entre o azul e verde marinhos, soro da vida impregnado de cloro, vitamina D e iodo na forma de algas, exercito meu corpo; lugar aonde se encontra aquele prazer sísmico capaz de mudar a vida rodopiando as muitas lembranças dos tempos em que o orgasmo surgia por uma simples mordida na orelha e, foi neste instante que descobri as pupilas de Deus feitas nuvens, olhando-me com o mesmo amor seguro de sempre, incutindo-me a vontade de ter a responsabilidade do amor com gozo. Digo gozo, não sexo! Não obstante sentir essa mão protectora de Deus, a responsabilidade de ser feliz, foi, é  e será exclusivamente minha.

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 03:44
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Sexta-feira, 27 de Setembro de 2013
T´XIPALA . XXIV

RESTOLHANDO  VISSAPAS . Parte da minha lenda . VII

Por

 T´Chingange   

T´XIPALA: - Fotografia, cara, rosto, personalidade, carácter    

Fugindo de criaturas maléficas invulneráveis aos sentimentos alheios, registei os meus afastamentos em vídeos e, entre dezenas de cassetes, de quando em vez, revejo os bafos de boa sorte nos ousados e longínquos sítios de África sobretudo aqueles aonde surge a alma de um evento, alguém ou alguma coisa transparecendo essência vital, uma longa fila de ónixes caminhando sem destino no topo de uma alta duna do Namibe, Sossuvlei ou Nauklefut, uma verdade de beleza de transparência espiritual; figuras rarefeitas, diluídas na essência dum ar que tremeluza no calor da miragem, também do que se pode ver em uma folha de Outono ou na textura de uma velha casca de árvore com um lagarto pré-histórico camuflado. São formas escorregadias da realidade guardadas em meus armários que preenchem o quase-tudo do grande nada de minhas vivências; ao observá-las com verdadeira atenção, transformam-se em centenas de momentos sagrados, só meus.

 

Sempre na busca de uma vida interessante, aventureira, apaixonada e diferente, rumei a África procurando-me entre anharas, savanas e desertos de longas e altas dunas, lugares do cu-de-judas ou terras do fim-do-mundo sem os banais pormenores das urbes, grandes metrópoles com gente empoleirada até ao céu; África de exotismo quanto baste com coisas e animais incomuns. Lugares de sermos confundidos como caçadores de elefantes por tanto pó salobro das tortuosas picadas, expostas ao sol impiedoso; ao calor abrasador dos dias e dos frios cacimbos húmidos a envolver noites com manto de espesso escuro; bem perto uma hiena parece chorar ao redor de uma carcaça fedorenta, carniça de vida sobrevivente.

   Lugares aonde a adrenalina delira em pavores loucos, inundados e imundos de situações fatídicas, substituindo o ar dos pneus por capim cortante. A coragem indomável de conhecer a África profunda, surgia-me naturalmente desde que ainda moço me tornei kandengue ao devorar um cacho de bananas oferecido por meu tio “Nosso Senhor” que me deu sossego; ao som dos apitos dos vapores “Mouzinho e Uige” da Companhia nacional de Navegação do Puto, meu pai tornara-se colono e, assim, crescido na idade, não foi necessário beber katchipemba com pólvora, uma mistela incendiária que deixa as entranhas em chamas para enfrentar os matos com coragem. Nestas voluntárias tarefas de aventura com aflição, os vómitos de radicais experiências foram surgindo entre bichos cambulando cacimbos com marufo de cassoneira, ofertas de N´zambi e gente com vestes de loando, amuletos reluzentes, tilintando seus toucados e artelhos; de muitos, muitos zingarelhos.

(Continua…)

O Soba T´Chingange    



PUBLICADO POR kimbolagoa às 00:11
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Quinta-feira, 26 de Setembro de 2013
FRATERNIDADES . XLVII

“PAPA FRANCISCO” Lição de vida . VII

                    

Fonte : CNN REPORT – Entrevista armadilhada ao Cardeal Bergoglio

Replica Mathews: Nunca escutei algo assim de um cardeal.

“A gente dominada por socialistas necessita saber que não temos que ser pobres"

Ataca Mathews... ¿E América Latina? ¿Quer apagar o progresso alcançado?

" O império de independência criado por Hugo Chávez, com falsas promessas, é  mentindo para que se ajoelhem a seu governo - Dando-lhes peixes, sem os permitir a pescar! Se em América Latina alguém aprende a pescar, é castigado e seus peixes confiscados pelos socialistas. A liberdade é castigada. Você fala de progresso e eu, de pobreza. Temo por América Latina! Toda a região está controlada por un bloco de regímens socialistas como Cuba, Argentina, Ecuador, Bolivia, Venezuela, Nicaragua. ¿Quién os salvará de essa tiranía?”

 Acusa Mathews: Você é capitalista!

"Se pensar que o capital é necessário para construir fabricas, escolas, hospitais, igrejas, talvez o seja. ¿Vocête opoõe-se  a este proceso?”

Mathews: Claro que não, mas ¿ Não pensa que o capital é subtraído da gente por corporações abusivas?

 “Não, eu penso que a gente, através de suas opções económicas, decide que parte de seu capital irá para esses projectos. A utilização do capital deve ser voluntária! É quando os políticos confiscam esse capital para construir obras do governo, para alimentar sua burocracia, que surge um grave problema. O capital investido de forma voluntaria é legítimo, mas o que se investe na base de coerção, é ilegítimo!”

Mathews: Suas ideias são radicais, afirma o periodista.

 “Não, há anos atrás, Khrushchev fez uma advertência: ‘Não devemos esperar que os americanos abracem o comunismo, mas podemos assistir a seus líderes eleitos com injecções de socialismo até que, ao despertar, se dêem conta de que embarcaram no comunismo’ Isto está sucedendo nestes momentos, nesse antigo bastião da liberdade. ¿Como pode os EU salvar a América Latina se eles se estão convertendo em escravos de seu próprio governo?”

Mathews afirma: Yo no puedo digerir todo esto.

O Cardeal responde: “Você sente-se enojado, a verdade pode ser dolorosa! Vocês criaram um estado de bem-estar que é a simples resposta às necessidades dos pobres criados pela política. O estado interventor absolve a sociedade da sua responsabilidade. As famílias escapam de seu dever com o falso estado assistencialista, inclusive as igrejas. A gente já não pratica a caridade e vê os pobres como problema do governo através da subsidio-dependência. Para a igreja já não há pobres para ajudar, empobreceram-nos permanentemente e são agora propriedade dos políticos. E, algo que me irrita profundamente é a incapacidade da mídia para observar esse problema sem analisar qual é a causa. À gente,  empobrecerão-na para que logo vote por quem os situaram na pobreza.”…

(Fim do tema)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 00:43
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Quarta-feira, 25 de Setembro de 2013
KANIMAMBO . XXXIX

“OSTEOPOROSE” Azeite de Oliva e oleuropeína . 2ª de 2 Partes

As escolhas de

 Kimbo Lagoa

"Assim, há uma redução nas taxas da sua versão ruim, bem como de sua quantidade total." Já os compostos fenólicos do azeite diminuem a oxidação do colesterol, processo crucial para a formação das placas que obstruem as artérias e causam as doenças cardiovasculares. "Esse poder se deve à sua intensa actividade antioxidante", justifica a cardiologista Paula Spirito, do Hospital Copa D'Or, no Rio de Janeiro. "Esses compostos impedem que os radicais livres - moléculas que provocam danos às células - oxidem o colesterol e contribuam com o aparecimento de placas nos vasos. " A circunferência abdominal é outra que agradece o consumo do azeite. É que o alimento ajuda a evitar a inflamação de uma área do cérebro chamada hipotálamo. A inflamação é provocada por dietas ricas em gorduras saturadas, presentes nas carnes e nos produtos de origem animal.

Como o hipotálamo é o órgão responsável pelo controle da fome e do gasto energético, não é um exagero dizer que o óleo de oliva auxilia a manter a harmonia na massa cinzenta e, assim, a afastar os quilos a mais. Além disso, ele acelera a produção de um hormônio chamado GLP 1, que age no cérebro aumentando a saciedade e reduzindo o apetite. A oleuropeína, tem participação no pelotão anti-inflamatório. "Esse polifenol tem propriedades antioxidantes significativas, inibe a agregação de plaquetas e reduz a formação de moléculas inflamatórias em todo o corpo", afirma a nutricionista Mércia Mattos, da Faculdade de Medicina de Marília, no interior paulista. Tantas propriedades se reflectiriam em um menor risco de uma porção de males, entre eles enfartos e derrames.

   Por falar em protecção, vale destacar, ainda, que esse antioxidante também resguarda as mitocôndrias, estruturas dentro das células responsáveis pela obtenção de energia - dessa forma, fica mais difícil uma célula se aposentar antes da hora. Quando regamos o prato com azeite extra virgem, porém, não ganhamos apenas boas doses de oleuropeína. O tempero é uma óptima fonte de vitamina E. "Esse nutriente retarda o envelhecimento das células, diminuindo o risco de tumores e doenças do coração", aponta a nutricionista Soraia Abuchaim, do Conselho Regional de Nutricionistas do Rio Grande do Sul. Para desfrutar de tudo isso, basta ingerir 2 colheres por dia mas, tem que ser do tipo extra virgem, que concentra maiores teores da substância. De preferência, use-o em saladas e ao finalizar pratos quentes - o azeite não gosta de calor e, se for lançado ao fogo, perde grande parte de suas qualidades; o sabor só em si e, nesse caso, não basta!

Kanimambo: Obrigado (de Moçambique)

O Soba T´Chingange

 



PUBLICADO POR kimbolagoa às 00:34
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Terça-feira, 24 de Setembro de 2013
MALAMBAS . I

LUFADA DE SUSPIROS ... Não nascemos por acaso.
MALAMBA: É a palavra,

Por

 T´Chingange
Malambas, são palavras em dialecto M´bundu, ou conversas dum conto na forma de mussendo africano; são inventos espicaçados pelo desejo e pelo amor com truques de meretriz, românticas relações duma pós-guerra a esquecer almas doentes construídas em seus horrores. Situações de esquecimento em que o principal remédio é a remissão de pecados com amor. Vestida de cetim branco e uma tiara de missangas com diamantes de kafunfu, a Paz N´gola surgiu com uma barra de luto na diagonal no início do ano de dois mil e dois. Muxima, consolou-nos rezando muitos terços de muitas ave-marias e glórias a Deus nas alturas do Pai-nosso.

Na ansiedade dum prazer sempre insatisfeito, fascínio do pecado, T´Chingange não aceitou limitações à sua inquietação intelectual e intolerante à censura, esperou até se certificar de que não havia vida para além do salino vento do mar da korimba; buscou posturas anatomicamente impossíveis e, às vezes saiu dos recantos proibidos ou proibitivos, beijando, lambendo e até penetrando por todas as partes a sua N´gola, uma m´boa. Sem nunca a bajular nem preterir, engoliu lufadas de suspiros e mordidas capazes de inspirar as mais ascéticas pessoas e inimagináveis figuras dadas a compadrios de kazucuta. Foi a única e possível romântica relação e o único repúdio contra tantos remorsos alheios.

Longe de tudo e de todos, aprecio em crescendo, o tempo, convicto de que não nascemos por acaso. Neste mundo vivem pessoas dos mais variados tipos. Por isso, às vezes, deparamos com pessoas cuja índole não combina com a nossa, ou pessoas que nos parecem completamente insensatas. Cada pessoa é um ser eterno que já existia antes de nascer neste mundo com um corpo carnal, que possui personalidade insubstituível. Todos são filhos de Deus indispensáveis e, que nasceram para cumprir uma missão; isto significa que ninguém nasce por acaso. Se assim fosse, seria possível surgirem dois indivíduos exactamente iguais a mim, um T´Chingange colado à sua amada N´gola, coberta de missangas e ávida gulodice por gasosa.

O Soba T´Chingange 



PUBLICADO POR kimbolagoa às 00:38
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Segunda-feira, 23 de Setembro de 2013
T´XIPALA . XXIII

MODÉSTIA RESTOLHADA . Parte da minha lenda . VI

Por

 T´Chingange   

T´XIPALA: - Fotografia, cara, rosto, personalidade, carácter    

    Durante a Segunda Guerra Mundial, a Luftwaffe teve um papel fundamental na rápida conquista da Europa Oriental e Ocidental, e na criação do conceito da Blitzkrieg. Mais tarde, apesar de seus melhores esforços, não pôde impedir a derrota da Alemanha, visto que a Luftwaffe combatia em duas frentes. Graças ao bombardeio aliado constante em fábricas e cidades alemãs, estes, não puderam repor suas percas.

A segunda guerra mundial terminou em 1945 mas, durante uns bons seis anos após seu término, aquela aldeia de Barbeita e em realidade todas as outras da Beira Alta, continuaram com os exercícios de camuflagem nocturna, todas as luzes apagadas para não serem alvos fáceis duma qualquer Luftwaffe que tantos bombardeamentos fez, destruindo e matando indiscriminadamente aldeões no resto da europa; havia simulações de ataque, tocava uma sirene e, toda a gente do povoado tinha de correr para abrigos improvisados; entretanto desencadeou-se um levantamento militar, não sei ao certo se em Pinhel se na Guarda e lembro-me de estar sentado no topo de um barranco junto à estrada que liga Viseu à Espanha, via Guarda a ver passar muitos soldados marchando, alguns com as cabeças envoltas em ligaduras, mancando entre camiões cinzentos rebocando canhões, obuses, armas de canos compridos e outras peças de guerra assustadoras. Não soube ao certo se eram militares revoltosos ou regressados da guerra da turbulenta Espanha.

       Royal Air Force  - Foi criada em 1 de abril de 1918, durante a I Guerra Mundial, pela mescla do Corpo Real de Vôo (Royal Flying Corps) e do Serviço Aeronaval Real (Royal Naval Air Service). Desde lá, teve um importante papel na história especialmente na II Guerra Mundial. Durante a Batalha da Inglaterra, a RAF teve grande importância defensiva. Apesar da superioridade numérica dos nazistas, os ingleses conseguiram enfrentá-los, devido à uma arma secreta: o radar. Causaram assim cerca de 2500 mortes na Luftwaffe, destruindo 1887 aviões alemães, e perderam 544 homens e 1547 aeronaves

Recordo ver esses homens cabisbaixos, arruinados, que simplesmente marchavam silenciosamente ao compasso de gemidos ou raiva contida; como disse, não sei ao certo de onde vinham, a nebulosidade do tempo esfumou pormenores mas, aquilo não me parecia serem simples exercícios. Estávamos no ano de 1951, um ano antes da minha ida para a cidade grande, muita água e vapores de apitos agudos sulcando o Tejo e o mar alto, levando gente para terras chamadas de ultramar na estação de cais do Sodré.

Luftwaffe

Muito jovem lembro-me de andar chapinhando a água com que lavavam o volfrâmio nas valas a céu aberto entre os pinhais que circundavam a aldeia, meu pai Manuel ganhava a vida explorando este metal que era enviado para a Alemanha, o volfrâmio era misturado com outros metais para dar rijeza aos canhões de Hitler. Salazar mandava mantimentos e estes metais entre outras coisas resguardado na neutralidade; meu pai dizia que estaríamos seguros da guerra mas não da fome e assim era. Tudo era mandado para a Alemanha e nós tínhamos de nos contentar com uma sardinha para quatro ou batata com verduras. Quando havia um coelho a juntar à gamela era uma alegria de espantar múmias. As pessoas andavam tristes entre comentários de gente tísica enviada para um dos muitos sanatórios, dos gazes da guerra e gaseados; entretanto o puto, pivete que era eu, corria descalço pelas calçada e o adro largo da igreja fazendo corridas com um aro de bicicleta raspado com um pau liso que deslizando em corrida o impulsionava para a frente; E, fazíamos os barulhos do motor de bruuum- bruuum, rilhando os dentes entre a língua e o céu-da-boca.

(Continua…)

O Soba T´Chingange    



PUBLICADO POR kimbolagoa às 02:12
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Domingo, 22 de Setembro de 2013
FRATERNIDADES . XLVII

“NINGUÉM É SUPERIOR A NINGUÉM” Lição de vida . VII

As escolhas de

Antonio Afonso N´Dalatando

Faz sempre o BEM... Um dia ele retornará em dobro para Ti !

 Certo dia, uma mulher avistou um mendigo, sentado numa calçada na Rua. Aproximou-se dele, e como o pobre coitado, já... estava acostumado a ser chacoteado por todos, ignorou-a… Um polícia, observando a cena, aproximou-se: - Ele está a incomodar a senhora? Ela respondeu: - De modo algum, eu é que estou tentando levá-lo até aquele restaurante, pois vejo que está com fome e até sem forças para se levantar. O senhor polícia ajuda-me a levá-lo até ao restaurante? Rapidamente, o polícia ajudou-a, e o pobre homem, mesmo assim, não querendo ir, renitente, não acreditava que isso estava a acontecer com ele! Chegando ao restaurante, o garçom, que foi atendê-los, disse sem preâmbulo: - Desculpe Senhora, mas ele não pode ficar aqui. Vai afastar os meus clientes!!! A mulher, levantou os olhos e disse: - Veja, aquela enorme empresa ali em frente? Três vezes por semana, os directores de lá juntamente com clientes, vêm fazer reuniões neste restaurante, e sei que o dinheiro que deixam aqui, é o que mantém este restaurante.

Pois é, eu sou a proprietária daquela empresa. Posso fazer a refeição aqui, com o meu amigo… ou não? O garçom fez um gesto positivo com a cabeça, o polícia que estava de lado observando ficou boquiaberto, enquanto do rosto do pobre homem deslizava uma grossa lágrima. Quando o garçom se afastou, o homem perguntou: - Senhora, não entendo este seu gesto de caridade. Ela segurou suas mãos, e disse: - Não se lembra de mim, João? Parece-me familiar, respondeu… Mas não me lembro de onde. Ela, com sentimento, falou: - Há algum tempo atrás, eu recém formada, vim para esta cidade... Sem nenhum dinheiro na bolsa, e esfomeada sentei-me naquela praça, ali em frente, por que tinha uma entrevista de emprego naquela empresa, que hoje é minha. Nesse então, aproximou-se de mim um homem, generoso. Lembra-se agora João? Ele, sentido, afirmou que sim. Na época, o senhor trabalhava aqui. Naquele dia, fiz a melhor refeição da minha vida, pois estava com muita fome, e até sem forças! E, eu olhava para o senhor, receosa de prejudicá-lo, pois estava comendo graças ao senhor.

 Recordo de quando o senhor tirou dinheiro do seu bolso dando-o ao caixa do restaurante. Fiquei tão agradecida! Sem saber se um dia poderia retribuir alimentei-me, indo com mais forças para a minha entrevista. Na época, a empresa ainda era pequena... Passei na entrevista, especializei-me, ganhei muito dinheiro, acabei comprando algumas acções da empresa, e com o passar do tempo, fiquei a proprietária, e fiz a empresa ser o que ela é hoje. Procurei pelo senhor, mas nunca o encontrei! Até que hoje, o vi nessa situação. Hoje, o senhor não dormirá na rua! Vai para a minha casa; amanhã, compraremos roupas novas, e irá trabalhar comigo! Abraçaram-se, a chorar. O policia, o garçom e as demais pessoas, que viram essa cena, emocionaram-se diante desta Lição de vida, acabada de presenciar!!!

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 00:11
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Sábado, 21 de Setembro de 2013
JINDUNGO . VI

“NOVO BUSTO DA REPÚBLCA” . Paciência, a formiga cortadeira.

Por
 T´Chingange

  O"busto oficial" da República Portuguesa.

Por mais liberal que seja um governo, a sorte dos pobres é sempre a mesma. Com a memória imprimindo a preto e branco e misturando sensações de frustração com raiva, conheci paciência envolta em aroma de cacau com açúcar; pequena e vulnerável, a roupa sobrava-lhe pela incapacidade de reconhecer os rudimentos do sexo. Essa pureza, teria de ser explorada para complementar novos conceitos. Vi nela uma nova imagem da república, uma escultura em mármore gelo para substituir a já matrona beleza enrugada encimando o espaço da assembleia da república portuguesa. Sentindo-me vigarizado na maturidade da existência vejo nesta paciência a fuga para um novo projecto de uma rejuvenescida república; uma nova audácia na eliminação de desclassificada gente no poder; eliminar com sua aura e seus arrebitados atributos, gente de ansiosas artimanhas de enganação, e arrebatados ímpetos de corrupção.

 

 Formiga cortadeira – proposto do novo projecto "busto oficial" da República Portuguesa

Uma nova república aonde o povo não se resigne só à sorte e falhas de carácter como as persistentes chagas sociais da burocracia, do desemprego e da morosa e ineficiente justiça fazendo dum país um cortiço infestado de baratas. Estamos fartos dos contrastes de novos e velhos ricos, de políticos que fabricam e incentivam a pobreza ao invés de produzir riqueza e bem-estar para todos.

   Estamos fartos desta maldição de amar sem gozo, aonde ter filhos se torna tarefa de árdua perseverança a longo prazo. Teremos de modelar a paciência como símbolo de uma nova república que represente a chancela mitológica num todo respeitável, banindo os pretextos tornados legais como mais um invento da nova engenharia financeira que oficializa o rouba aos direitos adquiridos. Já com 68 anos de idade, nunca sei quando os momentos de raiva me sobem à cabeça ficando nesse estado de permanente stress resfolegando como um touro de lide.

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 00:14
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Sexta-feira, 20 de Setembro de 2013
KANIMAMBO . XXXVIII

“OSTEOPOROSE” Azeite de Oliva e Oleuropeína . 1ª de 2 partes

As escolhas de

 Kimbo Lagoa

A NOTÍCIA DO SÉCULO - Guarde bem este nome: oleuropeína. Esta substância, encontrada no azeite de oliva extra virgem, é a nova arma da nutrição para evitar e combater a osteoporose, doença que acelera a perda de massa óssea. Um estudo da Universidade de Córdoba, na Espanha, revela que esse tipo de polifenol aumenta a quantidade de osteoblastos, células que fabricam osso novinho. Consumi-la, portanto, trará imensas vantagens para manter o corpo em pé ao longo da vida. "O tecido ósseo é dinâmico, destruído e construído constantemente", explica o geriatra Rodrigo Buksman, do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia, em Brasília. Os osteoblastos ajudam justamente a realizar a reconstrução. É como se fossem a massa corrida colocada na parede para tapar os furos que aparecem com o tempo na ossatura.

 Rodrigo Buksman

Sem essas células, os buracos ficam maiores, os ossos se enfraquecem e cresce o risco de fracturas. O envelhecimento e a menopausa provocam uma queda na concentração de osteoblastos no organismo. Daí a importância da reposição desses construtores, que recebem um belo reforço com a inclusão do azeite de oliva extra virgem no dia a dia, a melhor fonte de oleuropeína. "Aos 30 anos nosso corpo atinge a quantidade máxima de massa óssea e, a partir daí, começa a perdê-la", nota o ortopedista Gerson Bauer, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo.

Por isso é que se diz que a prevenção da osteoporose se inicia muito antes da maturidade. "Essa doença se caracteriza pela diminuição progressiva da densidade óssea, o que torna os ossos mais frágeis e propensos a fracturas", confirma a nutricionista Clarisse Zanette, mestre em ciências médicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Com o azeite, no mínimo, esse processo destrutivo demora mais tempo para ocorrer. E, se alguém quiser substituir sua fonte de oleuropeína de vez em quando, saiba que existe mais uma opção. "A substância também é fornecida pela azeitona, de onde o óleo é extraído", diz Clarisse. Não são apenas os ossos que se beneficiam quando saboreamos um prato regado a azeite. O coração também se bonifica, porque suas veias e artérias ficam livres de entraves. "A gordura monoinsaturada, principal constituinte do óleo, interfere nos receptores do fígado que captam o colesterol circulante", explica o cardiologista Daniel Magnoni, do Hospital do Coração, em São Paulo.

Kanimambo: Obrigado (de Moçambique)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 00:06
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Quinta-feira, 19 de Setembro de 2013
T´XIPALA . XXII

MODÉSTIA RESTOLHADA . Parte da minha lenda . V

Por

soba.jpg T´Chingange   

T´XIPALA: - Fotografia, cara, rosto, personalidade, carácter    

Eu, não receio nada nesta vida e às vezes dá-me gozo escandalizar o próximo, com alguma raridade, peso o ridículo que vai coalhando nas minhas tinas de satisfação fazendo uma triagem e retirando as mais descoloridas para um extraordinário cadinho. Após irem ao forno são guardados em estantes anti mofo para serem usadas em especiais momentos de antipatia declarada, etiquetados segundo normas ISO – International Organization for Standardization; os demais já com bolores e fungos normais, uso-os com alguma sofisticação em momentos de picardia, escárnio e maldizer. Normalmente não tenho birras pavorosas e, quando já me encontro no limiar da paciência, lembro-me a propósito de que os cães fornicam sem vergonha e com tudo o que encontram. Não têem reticências nos seus avanços amorosos destruindo tudo à dentada desligados da aritmética do ridículo. Os elefantes solteiros e solitários têem reacções muito mais periclitantes.

 Aurea Seganfredo 

Nos meus tempos de meninice passeava pelos lameiros pastoreando cinco cabras da família e à tardinha, já recolhidas, minha mãe mugia-as aos supetões; foi com este leite que me fizeram crescer adicionando pedaços de broa sobrante, côdeas de milho, centeio ou cevada, restos de papa de milho ou trigo formando um pitéu de anjos e arcanjos. Nesse tempo não havia flocos de cereais em caixinhas nem super ou hipermercados vendendo produtos manuseados, híbridos ou transgénicos; havia umas tascas, lojas ou vendas que vendiam desde a farinha ou petróleo, querosene, vinho aos copos e cereais em medidas de madeira, as quartas, as rasas ou quartilhos. Quando em tempo de escola lá ia eu tiritando de frio entre muros de pedra sobreposta e musgosa, pisoteando charcos de esterco fazendo estalar finas camadas de gelo com tamancos de madeira cobertos a couro cru.

 O edifício da escola fazia parte do plano do centenário do navegador D. Henrique, cercado por muro de granito a definir o pátio aonde jogávamos com uma bola de trapos enfiados em uma meia de seda. À hora certa surgia o professor em seu citroem boca de sapo rasteirinho assim parecido com aqueles agentes hitlerianos da SSS tão vistos nas películas da segunda guerra mundial. No caminho de regresso a casa pela tarde buscava entre urtigas, giestas, urzes, rosmaninho e braveza de tojos, sanchas ou tortulhos, aquilo que as gentes das urbes chamam de míscaros e cogumelos; algumas sanchas tinham formas de vistosas flores mas, só minha mãe tinha conhecimentos das comestíveis. Eu, só tinha confiança nas que tinham a forma de batatas e de cor amarela; à noite era um regalo comer aquele arroz com sabor de sanchas com gordura de toucinho, de lamber os beiços. Nos dias em que passava uma furgoneta pontilhada de ferrugem a apregoar chicharro ou sardinha era festa no beco de calçada irregular e repleta de tojos para fazer estrume. Aquela medieval Barbeita é agora um bairro de Viseu com rede de transportes colectivos levando e trazendo gente muito ocupada com seus telemóveis de ponta, com GPS para não se perderem no tempo.

(Continua…)

O Soba T´Chingange    



PUBLICADO POR kimbolagoa às 00:07
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Quarta-feira, 18 de Setembro de 2013
MOKANDA DA LUUA . XVIII

ANGOLA - "Ai-iú é"– recado para Ivone  - 2ª de 2 Partes

Por

  Dy – Dionísio de Sousa  (Reis Vissapa)

Para a Ivone

O maior distrito da Angola colonial era o Cuando-Cubango e estes dois rios engrossados pelo Cuito-Cuanavale iam por ali fora até ao famoso delta do Okavango, na pontinha do distrito angolano, N’Riquinha e o Luiana. Os irmãos Mateus faziam a ligação entre Silva Porto e estes lugarejos no cu de Judas. Um partia do planalto do Bié com a carreira e levava um mês a chegar ao Luiana, isto é se não chovesse muito, o outro partia do Luinha para o Bié e o tempo de viagem era também um mês, isto se não chovesse nada. Cruzavam-se na missão do Caiundo, oásis patriarcal onde os padres acolhiam os viajantes do inferno para um merecido descanso. Uma carta a receber ou a dar notícias já chegava com bolor e nestes intermédios já tudo se tinha alterado. Densidade populacional negra ou branca era 0,000001 por mil quilómetros quadrados. No entanto o Salazarento com medo que os ingleses lhe capassem estes territórios num novo mapa cor-de-rosa mantinha um camarada chamado de chefe-de-posto a tomar conta da quinta.

  E é aqui que começa a história da licença graciosa. Um desses funcionários do regime destacado para o Luiana resolveu tirar uma licença graciosa mais dilatada no continente. Pôs a máquina dos pirolitos em acção, elaborou os doze relatórios mensais obrigatórios que iam pelas mãos dos irmãos Mateus para os antros do poder colonial e pirou-se para o talhão continental. – T´chipire estão aqui estes envelopes por ordem  e sempre que o Mateus chegar tu mandas um. - Esquecendo-se de lhe dizer que não devia alterar a ordem de envio. O T´chipire com patrão fora dia santo na casa, desatou a enviar os ditos, aleatoriamente pois o “Tombo”, vulgo “katchipemba” vulgo “Macau” adulterou-lhe os neurónios e desta feita os relatórios de Dezembro chegaram antes da páscoa do mesmo ano, mais ou menos atrasados, isto consoante a chuva. Foi para estes lugares maravilhosos que me enviaram por ser branco de segunda.

 Hoje já ninguém aparece para me punir, para me mandar para lá para reviver os melhores tempos da minha vida. Quanto ao chefe de Posto, acho que ele trocou o paraíso pelo inferno continental e lixou-se na carreira administrativa. Em relação aos meus colegas, grande parte já partiu e outros estão perto de apanhar a carreira dos irmãos Mateus. Quanto a mim cá ando escrevinhando o passado para a Faty e a Vony lerem, elas que nunca me ligaram pêva. E ainda tenho a pedra no sapato em relação a isso! Será que era por eu ser vadio, mau estudante, ou branco de segunda? Acho mesmo que a razão era nem de perto ou longe eu ser parecido com o Brad Pitt, ou o Leonardo de Di Caprio, talvez levemente parecido com o Woody Allen, aquele judeu feio que faz filmes espectaculares. Elas lá sabem. De todos eles que vieram na equipa da Brigada, recordo com saudade o Luís Negrão, e o Esteves que amaram Angola tanto ou mais do que eu. Todos os outros me trataram excelentemente, um bem-haja para eles estejam onde estiverem.

Reis Vissapa

::: Soba :: Fui lá por saudade, era só vissapas e kissonde! … Perdi-me nos caminhos gentios com muitos morros de salalé; um dia tomamos o mata-bicho às margens do Okavango vendo Angola do outro lado; as terras do fim do mundo. Tomaram-nos como caçadores de elefantes.

Soba T´chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 00:32
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Terça-feira, 17 de Setembro de 2013
XICULULU . XXXIV

BRASIL . MENSALÃO embargo infringente

As escolhas de

 Kimbo Lagoa

(100.000 visitas até o dia 13/09/2013)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre - No Brasil, no âmbito civil, embargo infringente é o recurso cabível contra acórdãos não unânimes proferidos pelos tribunais nas acções que visam a reapreciação das acções impugnadas pela parte recorrente.

: O Supremo Tribunal Federal vai decidir na próxima quarta-feira dia 18 se 12 réus condenados na Ação Penal 470, processo do mensalão, terão novo julgamento. A votação sobre a validade dos embargos infringentes está empatada em 5 a 5 e será retomada com voto do ministro Celso de Mello, último a votar. Se o Supremo decidir que os réus têm direito ao recurso, o novo julgamento poderá ocorrer somente em 2014. Se a Corte acatar os recursos, outro ministro será escolhido para relatar a nova fase do julgamento. Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski, relator e revisor da ação penal, respectivamente, não poderão relatar os recursos de dois réus que pediram os embargos infringentes, o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares e ex-deputado federal (PP-PE), Pedro Corrêa. Até agora, os ministros Luís Roberto Barroso, Teori Zavascki, Rosa Weber, Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski votaram a favor dos recursos. Joaquim Barbosa, Luiz Fux, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes e Marco Aurélio foram contra. O voto de desempate será do ministro Celso de Mello.

  No julgamento, os ministros analisam se os embargos infringentes são cabíveis. Embora esse tipo de recurso esteja previsto no Artigo 333 do Regimento Interno do STF, uma lei editada em 1990 que trata do funcionamento de tribunais superiores não faz menção ao uso do recurso na área penal. Se for aceito, o embargo infringente pode permitir novo julgamento quando há pelo menos quatro votos pela absolvição. Dos 25 condenados, 12 tiveram pelo menos quatro votos pela absolvição: João Paulo Cunha, João Cláudio Genu e Breno Fischberg (no crime de lavagem de dinheiro); José Dirceu, José Genoino, Delúbio Soares, Marcos Valério, Kátia Rabello, Ramon Hollerbach, Cristiano Paz e José Salgado (no de formação de quadrilha); e Simone Vasconcelos (na revisão das penas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas). No caso de Simone, a defesa pede que os embargos sejam válidos também para revisar o cálculo das penas, não só as condenações. O julgamento sobre a validade dos recursos da Ação Penal 470, o processo do mensalão, começou no dia 14 de agosto. Na primeira fase do julgamento, foram analisados os embargos de declaração. Dos 25 réus, 22 tiveram penas mantidas, dois tiveram redução de pena e um, pena alternativa.

 O povão, arraia-miúda, interroga-se quanto à eficácia da justiça brasileira sendo quase unânimes em dizer que buscam enquadrar a lei de forma a proporcionar a soltura dos já condenados; Desde quando rico, vai preso, é a voz mais saliente neste imbróglio social. A última instância da justiça, até consegue lavar a alma ao diabo; tudo indica que sim! Um lamentável retrocesso que leva a afirmar se o Brasil é para ser tomado a sério, como afirmava Charles de Gaulle

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 01:08
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Segunda-feira, 16 de Setembro de 2013
MOKANDA DA LUUA . XVII

ANGOLA . NO LUBANGO - "Ai-iú é"– recado para Ivone  - 1ª de 2 Partes

Por

  Dy – Dionísio de Sousa  (Reis Vissapa)   

LICENÇA GRACIOSA - Pois foi assim lá para o final dos anos cinquenta, oito anos de liceu com fraco aproveitamento e muita vadiagem. Expulsão do Diogo Cão e proibição de matrícula por ter insultado a mãe do Mário Silva, vulgo o “caneco”. Três anos a tentar fazer o sétimo ano a concorrer por fora sem o conseguir, e finalmente o ultimato da minha querida mãezinha; - Ou estudas ou trabalhas! Tudo isto, determinou o meu futuro. Nessa época, para nós os portugueses de segunda, natos em Angola a entrada para novos serviços que o patriarca tardiamente iniciou em África era pela porta dos fundos e mesmo assim com a ajuda do “Cunha”. Assim entrei para a Brigada dos Rios comandada por um capitão tenente da Marinha e administrada pelo meu saudoso amigo Artiaga.

 A equipa tinha sido arregimentada no continente e eram a maioria e, com os melhores salários. Além dos dois chefes era constituída pelo irmão do chefe, uma besta quadrada de alto calibre, o Coutinho do cachimbo pai da Ivone, o Júlio Mecânico, o Estiveira o Guerreiro, o Esteves motorista, e o meu grande amigo Corte Real Negrão a ovelha negra da família que tinha delapidado uma fortuna razoável no continente por via de putedo, batota, copos e depois, claro, degredado para a Angola do fim do mundo como acção punitiva. Quando cheguei à sede da Brigada localizada na zona “IN” do burgo, lá para o lado dos Grimas, Pedro Costa e companhia, pessoas de sangue mais “Blue” reparei nos rostos de espanto por um português de 2ª ser branco. Tive de fazer este intróito porque por via deste tom de pele não condizente com o  esperado enviaram-me para as “Terras do Fim do Mundo” pela mão do saudoso caçador guia Monteiro Ferreira.

Este largou-me na pensão do Teixeira na margem direita do Kwebe, o rio que separava a dita pensão do resto do lugarejo na margem esquerda. Um “Carneiro” bombeava água dia e noite para abastecimento num matraquear ritmado. Depois de um jantar onde comi uns malfadados rissóis de berbigão, embarquei num Land-Rover de caixa aberta da “Tecafo” e fui a deitar água pela borda, melhor por todas as bordas durante dois dias e só melhorei quando acampámos junto à jangada dos Caocos onde assisti a uma cena digna de um bom Western; Perto de três mil cabeças de gado a serem conduzidas por terra numa viagem de seis meses até à Diamang em Henrique de Carvalho. O gado a atravessar o rio Cubango pejado de jacarés foi uma cena que perdura na minha memória até hoje. Nessa noite aconcheguei o estômago com muamba de carne de caça. Um esplendor! Até aquela data a minha punição com pena de desterro para as terras do “Fim do Mundo”, revelou-se uma bênção. Perguntarão o que tem a ver isto com a licença Graciosa?

Reis Vissapa

Fui lá espreitar, era só vissapas e kissonde, háka! … Perdi-me pelos caminhos gentios.

  Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 00:40
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Domingo, 15 de Setembro de 2013
T´XIPALA . XXI

MODÉSTIA CAMUFLADA . Parte da minha lenda . IV

Por

 T´Chingange   

T´XIPALA: - Fotografia, cara, rosto, personalidade, carácter    

Pelo afã de tourear o risco e pôr à prova a sorte, reclino-me num sofá bebendo champanhe oferecido e, comendo biscoitos picantes, brinco com os meus triglicéridos, glicemia, ácido úrico e a urticária com caspa. Acompanhado às vezes pelo meu amigo benemérito o hoquista Santos Pereira, herói com o prémio Governador-geral de Angola, lá pelos anos de 1962, recordamos os tempos de medo apertado na igreja do Quissoque, dos tiros vindos do escuro dessa mata grande do Mayombe, entre o Belize e Miconge. De tempo em tempo, lembro da necessidade de consumirmos os vinhos velhos depositados em sua cave, catacumbas aonde se amontoam líquidos já com sabor de rolha e, com bolores do bigode de Baco do tempo do jurássico. De todos os bafiosos líquidos, é o vinho espumante e champanhe os que, mais se aproveitam; saídos dos dinossáuricos tempos, apresentam-se com um elevado grau da bondade; bebíveis.

 Desprezando espectáculos frívolos de vida nocturna, das donzelas melancólicas de encaracoladas jubas e piercings no nariz e lugares mais exóticos acompanhadas de galãs de cabelos esticados, recordamos coisas da guerra, heroicidades imprevisíveis e náuseas vulgares duma guerra em terra de gorilas; um contraste de modo de vida raiando sussurros, bizarros na forma, grunhidos injuriados. Durante anos, ambos estivemos à espera desse apego camuflado, assim como um amor incontestável que hiberna durante anos, tendo agora a oportunidade de germinar na forma de inchadas recordações com feitos de assombro e elogios desmesuradamente pirrónicos; Estávamos mesmo em estágio de viagem lunar trocando galhardetes de sítios marcantes, assim como pústulas das nossas vidas.

   No ano da desgraça de 2013, nos nossos amiudados encontros no decorrer do verão, damo-nos conta que agora, nada podemos adicionar no capítulo de heroicidade e, muito menos com a crise rondando e rosnando ao nosso redor como lobos esfaimados ratando-nos bolores de juventude. Ninguém desde comerciantes professores ou funcionários do estado estão contentes com a sua sorte, o que quer dizer com o seu governo. Os portugueses parecem resignados às falhas de carácter, amolecidos na perca de direitos adquiridos e irregularidades na forma de roubo, resignam-se à subsidio-dependência com soluços de fatias de desemprego, ou esmola de reinserção social; tudo envolto em corruptas diligências de burocracia e ineficiente justiça, num decadente deslizar para a pobreza. Contra tudo isto, só uma raiva crescente contra desigualdades com regalias desajustadas dadas a muitos políticos, gestores de alto coturno, governantes e militares de estrelas a coçar preguiça ou os teodósios nos quartéis. Como mudaram os tempos; de sopas de vinho com broa, para chiclete com banana!

(Continua…)

O Soba T´Chingange     



PUBLICADO POR kimbolagoa às 00:24
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Sábado, 14 de Setembro de 2013
PUTO . XXXVIII

UMA CONSTITUIÇÃO MADRASTA E MADRAÇA - Desempregados!

  AS ESCOLHAS DE KIMBOLAGOA

Por

 Ricardo Araújo Pereira, -Crónica publicada na VISÃO 1070, de 5 de Setembro 2013

Aconteceu esta semana, na praia, mesmo à minha frente. Um desempregado estava a nadar e foi apanhado por conteceu esta semana, na praia, mesmo à minha frente. Um desempregado estava a nadar e foi apanhado por uma onda. Começou a gritar por auxílio mas nenhum dos outros banhistas o acudiu, fosse por medo ou por desejo de contribuir para a diminuição dos números do desemprego (era o meu caso, pois sou ao mesmo tempo corajoso e patriota). Foi então que o artigo 227 da Constituição da República Portuguesa se lançou ao mar. Parecia um polvo, a nadar vigorosamente com as 22 alíneas do seu ponto número 1. Puxou o homem para a margem e reanimou-o - para surpresa de todos, não só porque nunca tínhamos visto a Constituição fazer fosse o que fosse pelos desempregados, mas também porque não esperávamos que a iniciativa partisse do artigo consagrado aos poderes das regiões autónomas.

 O leitor mais perspicaz já estará desconfiado de que o que acabo de relatar talvez seja ligeiramente fantasioso. Tem razão. Havia um desempregado a afogar-se, de facto, mas não foi a Constituição que o salvou, como é evidente. Foi o programa do Governo, o que, aliás, não surpreende. O programa do Governo fez mais pelos desempregados em dois anos do que a Constituição em 37. Ou talvez seja abusivo dizer que o programa de Governo fez muito pelos desempregados. É mais correcto dizer que fez muitos desempregados. Mas é quase a mesma coisa.

O fundamental é reconhecer que Passos Coelho tem razão: a Constituição nunca fez nada pelos desempregados. São 296 artigos e mais um preâmbulo de pura preguiça. É uma Constituição que não cria, não inova, não pratica o empreendedorismo. Não faz sequer pequenos biscates, nem tarefas domésticas. A Constituição nunca me lavou a loiça, nem me fez a cama. Embora, diga-se, pareça muito empenhada em fazer a cama ao primeiro-ministro.  Eu não sou constitucionalista, mas admito que Passos Coelho saiba do que fala. A Constituição foi aprovada com os votos favoráveis do PSD. Jorge Miranda, considerado o pai da Constituição (e, sem desprimor para Bacelar Gouveia, também o único constitucionalista português que parece ter sido desenhado pelo autor dosSimpsons), era deputado à constituinte pelo PSD. E todas as revisões constitucionais foram aprovadas com os votos favoráveis do PSD. Na qualidade de presidente do PSD, é natural que Passos Coelho conheça bem o tipo de texto que o seu partido concebe e aprova para melhorar a vida dos desempregados.

Opção do

Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 00:12
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Sexta-feira, 13 de Setembro de 2013
T´XIPALA . XX

MODÉSTIA RESTOLHADA . Parte da minha lenda . III

Por

 T´Chingange    

Quando não sou capaz de dizer algo em português fico com a sensação de que se trata de um assunto impossível de construir porque o interior da minha lenda chegou-me ditada nesta língua. As ideias, mesmo banais que me surgem, nem sei bem de onde, nem sempre são aquilo que o espelho me reflecte. Há entre mim e este idioma um contracto silencioso que me leva, mês após mês e ano após ano a partilhar notícias com novidades de conteúdo ou linguísticas de outras paragens da lusofonia, dividindo sabores e cheiros, usos e costumes ou a musica, sem pressa de chegar a lado algum, simplesmente para não sentir angustia ou solidão.

O que sou capaz de discernir desta relação da língua, no tempo e no lugar, nem sempre sou capaz de discutir porque os desafios são de alguma complexidade mas, satisfaz-me linguajar o mundo materno porque isso nos define como pátria. E, temos imensas histórias e diferentes termos desde a amazónia brasileira até ao antípodas Timor, adjectivando arcaicas falas, diferentes trejeitos ou exclamações solenes entre gente letrada e caboclos sertanejos, matutos e mamelucos ou mazombos que longe de tudo se harmonizam nas falas mestiças.

É um sem número de vocábulos diferenciados de muito préstimo para adornar especiais momentos; esta língua rende-se à semântica ocasional sem pressa de chegar a nenhum lugar e, nem sempre sei dizer se é ela que fala comigo ou eu que falo com ela; definitivamente, estou misturado com esta língua e, ainda que fosse um desajeitado e ossudo ser, sentir-me-ia incomodado não preservar a nobreza de feições de meus antepassados. De onde vindes, para onde ides e que fareis, haver vamos. Somos nesta pátria, uma arrozada mestiçagem de tribos, assim como um arco-íris que, aqui e além, nos complementamos.

(Continua…)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 02:20
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Quinta-feira, 12 de Setembro de 2013
FRATERNIDADES . XLVI

“PAPA FRANCISCO” Lição de vida . VI

   PAPA FRANCISCO

Fonte : CNN REPORT – Entrevista armadilhada ao Cardeal Bergoglio

Começa a circular a transcrição de uma entrevista que fizeram ao então Cardeal Bergoglio em Argentina. Em realidade foi uma armadilha executada pelo periodista Chris Mathews de MSNBC. Bergoglio acabou por colocar em ridículo a Mathews e, de tal forma que MSNBC nunca a retransmitiu; Mathews, ao se dar conta que seu plano falhara, arquivou-a em vídeo. Um estudante de Notre Dame que cumpria seu serviço social em MSNBC, subtraiu-a, entregando-a ao seu professor. O prato forte da entrevista baseava-se em seu debate sobre a pobreza.

Perguntando ao cardeal o que opinava sobre a pobreza no mundo, o Cardeal responde:

 “Primeiro em Europa e agora em América, alguns políticos têm-se dedicado a endividar a gente, criando um ambiente de dependência. ¿Para qué? Para incrementar seu poder! São grandes espertos que criam a pobreza sem ter ninguém a questioná-los. Eu luto por combater essa pobreza. A pobreza tem-se convertido em uma condição natural e isso é mau. Minha tarefa é evitar o agravamento de tal condição. As ideologias que fabricam pobreza devem ser denunciadas. A educação é a grande solução desse problema. Devemos ensinar à gente como salvar sua alma, ensinando a evitar a pobreza e, não permitir que o governo os conduza a esse penoso estado"

Mathews contrafeito, pergunta:... ¿Usted culpa al gobierno?

“Culpo aos políticos que buscam seus próprios interesses. Tu e teus amigos são socialistas. Vocês e seus políticos são a causa de 70 anos de miséria, e isso levou muitos países ao abismo do colapso. Crêem na redistribuição que é uma das razões da pobreza. Vocês querem nacionalizar o universo para controlar todas as actividades humanas. Vocês destroem o incentivo do homem para, inclusive, exercerem o encargo de sua família, um crime contra a natureza e, contra Deus. Esta ideologia cria mais pobres que todas as corporações que vocês  etiquetam como diabólicas.”

(Continua…)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 01:12
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Quarta-feira, 11 de Setembro de 2013
T´XIPALA . XIX

MODÉSTIA RESTOLHADA . Parte da minha lenda . II

Por

soba.jpgT´Chingange    
T´XIPALA: - Fotografia, cara, rosto, personalidade, carácter    

E, surge amiudadamente a imagem de minha avó sentada no muro do adro da igreja de Barbeita, um lugar de largas vistas com Mangualde na encosta aonde à noite cintilam luzes de Seia, Nesprido Povelide, Fornos de Algodres e Folgozinho como pirilampos, restolhando em telhados com fungos na forma de chorões e caruma dos pinhais. Era nesse espaço aonde circulavam os lobisomens que perturbavam os namoricos de meu pai Manel Cabeças; das duas ou mais bruxas que namorou e que, sem o saber lhe colocavam os momentos em instantes intranquilos que acabaram por dar fugaz condição à minha existência.

 Tive de agarrar esses momentos de meu pai Manel para desvanecer confusões iluminadas e ilusórias do meu passado: Meu pai contava estórias de arrepiar a ponta dos cabelos com sangue à mistura ressuscitando ardências na moleirinha; afinal é tudo isto que me induz a escrever clarificações aos segredos da minha infância, minha identidade. Enquanto andei aprendendo o catecismo na igreja de Rio-de-Loba o medo corria atrás de mim na figura de um avaro comerciante com longos e retorcidos cornos em representação do diabo em um grande quadro; esta figura aterradora tinha um rabo enrolado que terminava na forma de chicote; a figura tentava agarrar um homem que debaixo da cama abraçava seu dinheiro havendo já muito espalhado pelo mukifo do purgatório.

 

 Através da escrita tento desesperadamente vencer tumores, agarrando momentos que o tempo desvanece em nebulosas coisas incompreendidas. Se não fosse pela minha avô que veio das lonjuras imensuráveis até os sombrios recantos do meu passado, teria de forjar com imaginação e, como cagadelas de mosca em fotos de flash, modelando ilusórias ficções de engravidadas noticias de coisas comezinhas transformando-as numa intrincada tapeçaria. Cada agora do passado, desapareceu em um sopro tornando a realidade efémera e, migrando para saudade, ongweva ou qualquer outro nome em uma qualquer latitude. Representando aquela velha foto, com incertos e difusos mistérios, identifico a minha própria lenda.

(Continua…)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 00:06
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Terça-feira, 10 de Setembro de 2013
BRASIL EM 3 PENADAS . XLVII

BRASILCoisas fraudulentas ou lobo em pele de ovelha

Desvio de verbas públicas em 10 estados

As escolhas de

 KIMBO LAGOA

Operação da Polícia Federal Brasileira, investiga desvio de verba pública em 10 Estados

 Brasília - A Polícia Federal cumpre 101 mandados judiciais nesta segunda-feira, 9, como parte da Operação Esopo, que investiga uma organização suspeita de fraudar licitações em dez Estados e no Distrito Federal. Participam da ação a Receita Federal, o Ministério Público Federal e Controladoria Geral da União. A organização, segundo a PF, é formada por uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), empresas, servidores e agentes políticos, que teria desviado recursos públicos e direcionado as contratações de atividades ligadas à prefeituras, governos estaduais e federal à OSCIP. Essas organizações são ONGs criadas pela iniciativa privada, que, por meio de parcerias com órgãos municipais, federais ou estaduais, podem executar serviços públicos. Estima-se que o prejuízo aos cofres públicos pode chegar a centenas de milhões de reais, de acordo com a Receita.

A operação tem por objetivo apurar indícios de prática de diversos crimes, incluindo fraude à licitação, corrupção, sonegação fiscal e lavagem de dinheiro. Segundo a PF, são cumpridos 25 mandados de prisão temporária e 44 mandados de busca e apreensão em empresas, órgãos públicos e residências dos suspeitos. As ações ocorrem simultaneamente nos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, além do Distrito Federal. Além das prisões e dos mandados de busca e apreensão, a Justiça Federal decretou o sequestro de bens e o bloqueio de recursos financeiros dos suspeitos.

  As investigações começaram há dois anos, em resposta à suspeita de participação de empresas parceiras em processos licitatórios. A Receita destaca que movimentações financeiras expressivas em espécie nas contas destas empresas serviam para dissimular a origem do dinheiro e faziam com que a verba voltasse às mãos do mentor do esquema, mas a partir de então com aparência lícita. A operação foi assim denominada em referência à expressão "lobo em pele de ovelha", atribuída ao grego Esopo. Participam da operação 30 servidores da Receita Federal, cerca de 200 policiais federais e 30 servidores da Controladoria da União.

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 00:53
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Segunda-feira, 9 de Setembro de 2013
MUXIMA . XXXIII

POSTAL DE ANGOLA Das ruas de Luanda para o The New York Times . 2ª de 2 Partes

Carta do padre salesiano uruguaio Martín Lasarte, endereçada ao jornal norte-americano The New York Times. Eis a 2ª Parte da CARTA:

::       Não é notícia que Frei Maiato com seus 80 anos, passe casa por casa confortando os doentes e desesperados. Não é notícia que mais de 160.000 dos 400.000 sacerdotes e religiosos tenham deixado sua terra natal e sua família para servir os seus irmãos em uma leprosaria, em hospitais, campos de refugiados, orfanatos para crianças ou órfãos de pais que morreram de sida, em escolas para os mais pobres, em centros de formação profissional, em centros de atenção a seropositivos ou, sobretudo, em paróquias e missões dando motivações às pessoas para viver e amar. Não é notícia que meu amigo, o padre Marcos Aurélio, por salvar jovens durante a guerra de Angola, os tenha transportado de Kalulu ao Dondo, e ao voltar à sua missão tenha sido morto no caminho; que o irmão Francisco, com cinco senhoras catequistas, tenha morrido em um acidente na estrada quando iam prestar ajuda nas áreas rurais mais recônditas.

 Que dezenas de missionários em Angola tenham morrido de uma simples malária por falta de atendimento médico; que outros tenham saltado pelos ares por causa de uma mina, ao visitarem quem mais necessitava. No cemitério de Kalulu estão os túmulos dos primeiros sacerdotes que chegaram à região... Nenhum passou dos 40 anos de idade. Não é notícia acompanhar a vida de um Sacerdote "normal" em seu dia a dia, em suas dificuldades e alegrias consumindo sem ruído a sua vida a favor da comunidade que serve. A verdade é que não procuramos ser notícia, mas simplesmente levar a Boa-Nova, essa notícia que sem estardalhaço começou na noite da Páscoa.

 Uma árvore que cai faz mais barulho do que uma floresta que cresce. Não pretendo fazer uma apologia da Igreja e dos sacerdotes. O sacerdote não é nem um herói, nem um neurótico. É um homem simples, que com sua humanidade busca seguir Jesus e servir os seus irmãos. Há misérias, pobrezas e fragilidades em cada ser humano; e também beleza e bondade como em cada uma qualquer criatura. Insistir de forma obsessiva e perseguidora em um tema perdendo a visão de conjunto cria verdadeiramente caricaturas ofensivas do sacerdócio católico na qual me sinto ofendido. Só lhe peço, amigo jornalista, que busque a Verdade, o Bem e a Beleza. Isso o fará nobre em sua profissão. Em Cristo, de Padre. Martín Lasarte

Muxima: Tal com a ongweva do Umbundo significa saudade em Umbundo

A opção de

soba.jpg T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 02:27
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Domingo, 8 de Setembro de 2013
PUTO . XXXVII

APOSENTADOS, PENSIONISTAS E REFORMADOS  - A nossa história não pode  acabar assim!

AS ESCOLHAS DE KIMBOLAGOA

Carta não publicdada pelo jornal Expresso.

Texto de uma carta enviada pela APRE! Os aposentados, pensionistas e reformados têm uma história, da qual se devem orgulhar (...).

Os actuais pensionistas portugueses nasceram antes, durante ou pouco depois da 2ª Guerra Mundial, numa sociedade essencialmente agrícola, com um elevadíssimo índice de analfabetismo. Mais tarde enfrentaram uma guerra colonial, em quatro frentes: Angola, Moçambique, Guiné e Timor. Quis o destino que a nossa vida fosse consumida a construir a sociedade industrial, a implantar a democracia, a sociedade de serviços, a realizar a descolonização e a transformar o analfabetismo em conhecimento e ciência, substituindo os quartéis militares por universidades e politécnicos. O prémio de todo o nosso esforço parecia estar na adesão à então CEE, actual União Europeia, com uma tal energia e entusiasmo que acabamos por ficar no pelotão da frente da moeda única, o euro.

   Aposentados

Quando hoje se diz que a actual geração do país é a melhor preparada de sempre, está a omitir-se o que os pais de ontem fizeram na sociedade, investindo tanto em seus filhos, para lhes dar um futuro que eles próprios, não tiveram. Quando os jovens se queixam hoje de pagar impostos e a segurança social para subvencionarem as pensões dos actuais pensionistas, esquecem-se que seus pais poderiam não ter investido neles e egoisticamente terem investido em si próprios. Quando hoje uns senhores de ideologia liberal dizem que o Estado não produz riqueza para pagar as reformas, estão a dizer que não querem pagar impostos para gente que não produz, constituindo uma espécie de resíduo social, esquecendo-se dos benefícios que usufruem, em consequência das transformações sociais que levamos a efeito.

 Quando hoje se diz que para atingir as metas orçamentais impostas pela TROIKA, com caução do Governo, tem de se cortar na despesa social, esquecem-se dos vínculos legalmente constituídos já existentes quando tomaram a decisão de atingir tais metas. Governantes sérios e honestos, não podem decidir e assumir compromissos com terceiros que não possam cumprir. Os governantes não são proprietários do poder nem podem fazer desmandos sem serem penalizados. É lamentável que a máquina montada na comunicação social contra os reformados, pobres ou classe média, seja com jornalistas, analistas ou comentadores induzam opiniões para cortes sobre cortes, amachucando a Constituição. Um Estado que agora viola princípios e desrespeita direitos, sem uma convicta oposição, passará sempre a desrespeitar-nos quando isso lhes for conveniente. Não podemos admitir que governantes ou políticos inexperientes, idealistas manipuladores, nos desrespeitem continuamente. É muito triste acabar deste jeito, debaixo da ponte como um relegado à vida.

Maria do Rosário Gama e Carlos Frade, respectivamente Presidentes do Conselho Fiscal e da Direcção da Apre!

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 17:51
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Quinta-feira, 5 de Setembro de 2013
T´XIPALA . XVIII

MODÉSTIA RESTOLHADA. A minha lenda . I

Por

 T´Chingange    
T´XIPALA: - Fotografia, cara, rosto, personalidade, carácter    

Ensinando-me em normas de modéstia restolhadas, com ternura de amor, venço com generosidade e por graça de meus guias os obstáculos do pensamento. Num condimento sem água benta, xaropes malcheirosos, ou agulhas de acupuntura a modos de parecer um zumbi, daqueles de lançar feromonas de crenças de kinguila e, salpicadas de pústulas. Como presença constante trago com suavidade, a imagem de minha avó Topeta de nome e, adjectivadas alcunhas aos restos de minha vida. Ela, era uma senhora alta, rosto, olhos, e testa larga e alta quase sempre tapada com um lenço colorido comprado na feira de São Mateus de Viseu; também usava um vestido de luto escuro às bolinhas brancas em memória de seu marido e meu avô já “a fazer tijolo” há muitos anos.

 

 Este avô materno de nome António Loureiro, deu-me demasiadas nuances ao quebra-cabeças de minha vida semeando em mim nebulosas visões; tendo ido para o Brasil abarrigou-se com uma escaldante mulher de tez morena ao qual fez duas filhas e, após muitos anos de folguedos carnavalescos, voltou tísico para se defuntar num repentemente, sem falar com os anjos certos ou meter cunhas no sanatório do Caramulo. Quem não se lembra desses tempos ainda recentes de gente com tuberculose que se juntava nos largos das termas e praças públicas cuspindo escarretas de todas as cores para a calçada; dos velhos com cajados de marmeleiro contando bazófias de encruzilhadas do Zé do Telhado e da Maria da Fonte e, até os hospitais desse tempo tinham bacias próprias para com o produto cuspo, fazerem grafites coloridas de nojice. Jesus, credo!

   Tudo aquilo do passado e fazendo parte do meu genes, surge amiudadamente na imagem e, sempre, sempre, bulindo, vejo a minha avô sentada no adro da igreja como uma amarelecida foto já sarapintada de bufas calcinadas de moscas pré-colombianas; que ria com os dentes todos parecendo sacholas brancas mordendo o ar e seu xaile em tons escuros, tapando os tornozelos. Nesse local de fartas e largas vistas as oliveiras salpicam os lameiros próximos e mais longe e muito longe pode-se imaginar o maninho com giestas, rosmaninho, urzes e carvalhos bordeando cerdeiras e manchas verdes de muitos pinheiros; por detrás de tudo isto e envolto na neblina do vale do rio Dão, vê-se os cumes brancos de neve da Serra da estrela.

(Continua…)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 12:57
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Quarta-feira, 4 de Setembro de 2013
JINDUNGO . V

VIDAS ALHEIAS Cada qual tem o seu Karma

Por
soba.jpg T´Chingange

Não é de bom-tom dirigir vidas alheias porque cada qual tem o seu próprio karma; cada qual se emenda no se calhar de seu propósito e quando melhor aprouver. Num domingo e, pouco antes das doze avé-marias, encontro-me na praia com Rogério, um antigo meu jardineiro de quebra-galhos e actualmente a prestar serviço numa autarquia falida por via de surripianços ao erário do Puto. Rogério tem tido uma vida impregnada de agruras desde que se lembra. Tendo saído de uma terra que também pensava ser sua, recorda-me de quando em Bilene, uma praia próxima de Maputo era sítio de passagem de férias da criançada na colónia de ferroviários que tive a oportunidade de conhecer há três anos atrás; seu pai era nesse então um ferroviário ao activo da colónia de Moçambique tendo por força de lei de descolonização perdido os direitos adquiridos.

 Rogério, expropriado da sua condição de Moçambicano, casou com uma Sul-africana da qual teve dois filhos; somando coisas desavindas com atropelos mas, foi em um dia tenebroso que chegando a casa deparou com todo seu património queimado com inclusão de sua fundamental razão de vida. Sua mulher imolara-se com os dois filhos, não é coisa boa para se descrever ao pormenor e, em verdade nunca quis escalpelizar. Sucedeu em Cidade do Cabo e, o resto pouco importa para quem ficou carente de sua plenitude. Rogério diz-se agora ser pobre e nesse estado de confissão perguntei-lhe se isso era uma doença à qual se mostrou confuso. Contou-me que três dias atrás tentou falar comigo e familiares em diversos lugares e, ninguém atendeu. Que se passa, ficou em aflição, stress sentindo-se desprezado; parecem pequenas coisas mas isso buliu comigo porque, tudo seria bem mais simples se eu tivesse intersectado sua chamada.

 Interrogado, tirou-se de cuidados e rumou à TMN a indagar o que se passava com aquele aparelho do qual não tinha resposta no seu mundo real; e, afinal seu telemóvel estava nas conformidades normais. Hoje felizmente reajustei meu estado de pesar em tempo, por aquela falha por mim omitida  a de não estar presente numa altura em que ele, Rogério carecia do meu falar, linguajar ou de uma banal pilhéria. Na transcendência de alma inquieta, dirigi-me ao céu através da compaixão e sofrimentos alheios. Perante sua nobreza de humildade generosidando os obstáculos da alma, a coisa ínfima afinal, para ele eram de volume. No firme propósito de dominar impulsos de sedução ou timidez como um Dom Sebastião que se salva de Alcácer-Quibir levei Rogério a visitar os primos e, tardiamente comemos um suculento churrasco com jindungo de Moçambique. Acabamos o dia apanhando figos segurando o karma e carências de realidades envoltas em sonhos. Depois deste gesto, senti-me recompensado com um obrigado. E, como foi bonito e gratificante ouvir isso de alguém que se acha pobre!

O Soba T´Chingange

 



PUBLICADO POR kimbolagoa às 11:04
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Terça-feira, 3 de Setembro de 2013
MOKANDA DO SOBA . XXXIX

 

“UM DIA COM KARMA  -  INOCÊNCIA E PERSISTÊNCIA AO VENTO SUÃO.

Por

   T´Chingange

 Despojado de receios acumulados e recordações inúteis acariciei a persistência até ela deixar de tremer. Para manter o corpo em forma e espírito desanuviado, esperança faz exercícios manuais ao jeito de kung-fu mas, comigo sussurra-me subtilidades com emaranhados sem preconceitos atravessando silêncios de um amor maduro. Perseguindo-me como um hipotético amante, e como uma sombra percorre-me com seus dedos obsessivos ao ponto de esfarrapar minha inocência. Perseverança e inocência, são ambas mulheres maduras que se queimam na areia e, na torreira do zénite do meio-dia em finais de Agosto e num lugar chamado de ferro-agudo.

 A persistência, amiudadamente, deitada de bruços, alonga seu curto bikini por modo a ficar torrada nas curvas ainda brancas; delicadamente ou disfarçadamente olha as pedras do pequeno molhe deliciando-se com o marulhar do mar feito espuma. Da torre da igreja com uma torre de sino e outra mocha e de barras tipicamente amareladas batem as doze badaladas num timbre ondulado; neste entretêm de tempo, meu fiel cão lança bafo quente nas minhas quinambas ou pernas salpicadas de areia como um croquete da iglo, assim a modos que a lembrar o pirata com gancho distribuindo iguarias aos pivetes, quem é que nunca viu este anúncio com uma caravela ondeando.

 A inocência, de curta e listrada canga ou tapa bunda, roda seu corpo na suavidade cálida do ar que sopra do sul e, ora abrindo ora fechando pernas de instantes a instantes acomoda seu puxo de cabelos rúbeos enquanto mordisca um longo cigarro. Usando sua própria dimensão num minúsculo espelho, de viés e num vira-vira de contraluz, massaja o rosto com um leitoso creme tipo nívea, isso, como aquele de botar nas pilinhas dos anjinhos. O hálito morno do seu aroma salino, conforma as migalhas do seu karma, assim como uma paixão exploratória às duzentas e umas maneiras de fazer amor. Para mim uma das três ou quatro maneiras já eram suficientes. Perseverança e inocência afinal, viviam em comunhão adquirida, à alguma tempo; aqui e, já no fim desta curta estória, pouco importa das suas fraternidades, Afinal eram fúfias, sapatonas mesmo! Que desperdício, sem catembe e com cazuza ou cacaugwita para curtir.

O Soba T´Chingange 



PUBLICADO POR kimbolagoa às 07:44
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Segunda-feira, 2 de Setembro de 2013
CAZUMBI . XXXVI

PRINCIPIOS “AS FAGULHAS DA INCÚRIA”

Por

soba.jpg T´Chingange

 Como tesouro vergonhoso, escondemos entre as páginas de nossos livros segredos, assim como postais estampados de diluídas aventuras, esconjuros mágicos contra diversos males do corpo e espírito. E, para manter o corpo desanuviado e solidário com a mente, levanto-me antes do amanhecer, faço um café gostoso e, no alpendre do mustafá e já com o computador e gambiarra acesos, saboreio a golos espaçados o café de xícara; enquanto escrevo coisas que bulhem no meu pensamento tomo o café da roça distante. As notícias que a TV me faculta por via da factura paga da luz, impõe-me a informação do momento repetindo as muitas incúrias no país do Puto, mostrando as muitas labaredas devastando florestas e ceifando vida a bombeiros.

 Já coloquei nas redes sociais meus pesar às famílias enlutadas. Nesta coisa de incêndios é usual a culpa ficar solteira com o estado a omitir irresponsabilidades e encobrir ou desresponsabilizar até gente incompetente. Por incumpridos deveres de preservação de alguns milhares em reservas naturais, integrais, hídricas, ecológicas ou ambientais ou terrenos maninhos, gastam-se milhões acudindo à catástrofe. Esta falta de planeamento têm forçosamente de ter um rosto de culpa mas, as instituições são a cortina de salvamento à falta de directivas; atrapalham-se nos corredores gastando fortunas em projectos de qualificação e requalificação e é tudo para resultar nesta tristeza. São fogos de verdade e não de faz-de-conta. Porque não põem os homens e máquinas do exército a abrir picadas de protecção nas matas. Para economizarem milhares, gastam milhões, pagos por todos nós. 

 

  Não duvido nada de que haja muitos interesses para lá de toda esta visão catastrófica e, ao mais alto nível; infelizmente os exemplos de virtude não são dos melhores. É o diabo à solta numa terra de tanto cristão, tantas procissões, água benta, orações, rezas e muitas lérias. Ando descrente das instituições, do estado, dos governantes, das muitas manigâncias soturnas de mentes doentes, de gente que nos desgoverna sem pudor e que nos apela ao voto; gente que já não reconheço. Gente a quem, não mais darei o meu SIM. Verdadeiros dragões reluzentes ao fogo de artifício. Deixo aqui uma coroa de flores a todos os bombeiros e voluntários que já morreram nestas grossas fagulhas. Apetece apagar-me das minhas origens. È coisa, muito grave esta de auto-rejeição mas, não posso mentir-me. Isso! … a mim mesmo!

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 08:14
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Domingo, 1 de Setembro de 2013
PUTO . XXXVI

AUSTERIDADE E PREVILÉGIOS

 António Marinho e Pinto, Bastonário da Ordem dos Advogados

Fonte: Jornal de Notícias - Excertos:

[...] O primeiro-ministro, se ainda possui alguma réstia de dignidade e de moralidade, tem de explicar por que é que os magistrados continuam a não pagar impostos sobre uma parte significativa das suas retribuições; tem de explicar por que é que recebem mais de sete mil euros por ano como subsidio de habitação; tem de explicar por que é que essa remuneração está isente de tributação, sobretudo quando o Governo aumenta asfixiantemente os impostos sobre o trabalho e se propõe cortar mais de mil milhões de euros nos apoios sociais, nomeadamente no subsídio de desemprego, no rendimento social de inserção, nos cheques-dentista paracrianças e, pasme-se ? no complemento solidário para idosos, ou seja, para aquelas pessoas que já não podem deslocar-se, alimentar-se nem fazer a sua higiene pessoal.

 O primeiro-ministro terá também de explicar ao país por que é que os juízes e os procuradores do STJ, do STA, do Tribunal Constitucional e do Tribunal de Contas, além de todas aquelas regalias, ainda têm o privilégio de receber ajudas de custas (de montante igual ao recebido pelos membros do Governo) por cada dia em que vão aos respectivos tribunais, ou seja, aos seus lugares de trabalho. Se o não fizer, ficaremos todos, legitimamente, a suspeitar que o primeiro-ministro só mantém esses privilégios com o fito de, com eles, tentar comprar indulgências judiciais.

A vida corre atrás de nós para nos roubar aquilo que em cada dia temos menos."

Nota importante: Falta ainda acrescentar que todos os elementos que fazem parte do STJ têm direito a mais outra mordomia, a saber: Carros topo de gama para todos, mais as respectivas despesas com o mesmo, nomeadamente combustível, reparações, inspecções e tudo o mais que envolve gastos com o veículo atribuído. O que os juízes fazem é só conduzir o " contribuinte" a tomar conta da despesa toda..

 

 Ilustrações de Costa Araújo  Foto: Mais trabalhos na minha página: www.facebook.com/desenhosangelica

Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 08:10
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QUEM SOMOS
Temos um Hino, uma Bandeira, uma moeda, temos constituição, temos nobres e plebeus, um soba, um cipaio-mor, um kimbanda e um comendador. Somos uma Instituição independente. As nossas fronteiras são a Globália. Procuramos alcançar as terras do nunca um conjunto de pessoas pertencentes a um reino de fantasia procurando corrrigir realidades do mundo que os rodeia. Neste reino de Manikongo há uma torre. È nesta torre do Zombo que arquivamos os sonhos e aspirações. Neste reino todos são distintos e distinguidos. Todos dão vivas á vida como verdadeiros escuteiros pois, todos se escutam. Se N´Zambi quiser vamos viver 333 anos. O Soba T'chingange
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