Quarta-feira, 27 de Novembro de 2019
FRATERNIDADES . CXXIV

REVIVENDO ALJUBARROTA - NA BATALHA- Mosteiro do Leitão - 24.11.2019
Por

soba0.jpeg T´Chingange – LEIRIA, junto ao rio LIZ

batalha7.jpg A Kianda Januário Pieter de Assunção Roxo

O tempo não passa pela amizade e sendo assim, depois de mais de cinquenta anos o mistério da amizade volta a acontecer entre amigos kaluandas. Amigos de escola que em tempos idos desenharam corações num tronco grosso de abraçar, um imbondeiro que agora lá na Luua não existe mais. Era um lugar de estação, aonde os comboios saiam até à antiga Matamba; numa terra que sendo nossa nos foi retirada sem modos de civilidade num lugar chamado de Vila Alice, em um pátio de escola ainda por murar.

batalha1.jpg Os tempos rugiram e nós saímos voando para outros sítios e, revivemo-los agora como se ali estivéssemos; na EIL- Escola Industrial de Luanda. Em verdade, nos tempos que correm, os amigos cada vez mais se vêem menos mas, com a ajuda e beneplácito de uma Kianda chamada Roxo aconteceu encontrarmo-nos de novo a recordar coisas, umas já velhas, outras simplesmente, apodrecidas. Nas fotos que me chegaram fiz logo uma pequena síntese do que aqui iria descrever ao jeito de missosso:

batalha01.jpg A Kianda Pieter com  T´Chingange

- Gostei e irei comentar este nosso 24 de Novembro, vésperas do 25 Libertador de 75 e num sítio nobre - Perto de aonde se deu a Batalha de Aljubarrota no Concelho de Alcobaça. Nossa luta foi contra uns danados leitões que se vieram esparramar em fatias diante de nós. Nosso Nuno Alvares, foi o António Gonçalves que relembrou suas façanhas de quando era um sapador nos gorilas do Maiombe e eu, um atirador do Tando-Zinze no Chiloango...
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Nossa formação de guerra aqui no Mosteiro do Leitão foi em rectângulo, garfos de 4 pontas e facas serrilhadas a terminar em bico de lança. Januário Pieter, a kianda lendária da Terras do Nunca, não estava mas a substitui-lo e vivinho da silva estava o herói do Caio-Guembo de Cabinda que teve de lutar aqui com uma costela dum tal mirandês feito bifalhão... A Kianda ofertou-me a sombra do fantasma de Januário Pieter em um pequeno quadro. Ofereceu também rosas vermelhas e outras com abelhas zurzindo feromonas amarelas de empatia. A batalha estava a decorrer

batalha02.jpg Sentindo assim nas lonjuras da batalha Aljubarrota o pormenor do tilintar das armas e os barões com varões pontiagudos, fincado no querer, bebemos o sangue da veia, uva borbulhante derramado conforme manda a lei da gravidade com um Jinga-Malaia a relembrar tempos de catembe e galo-cantou da taberna dos matraquilhos. Um sangue morganheira com cheiros de ventos e vapores.
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Parece que era só quando éramos novos, trabalhávamos e bebíamos juntos que nos víamos as vezes que queríamos, sempre diariamente. Esta batalha, também era uma batalha real pois nos vimos nobres na vontade de assim querer, da nossa estória inovadora na táctica militar, permitindo que de armas apeadas fossemos capazes de vencer uma poderosa aliança – a amizade!

batalha03.jpg Calhou agora e no maior luxo de todos, aparentemente sem termos mais nada a fazer almoçarmos com amigos que há muitos anos não se viam. E, assim falando como se não tivéssemos passado um único dia sem nos vermos, nada falhou! Na excitação de contar coisas e partilhar ninharias, disparamos novas versões como se nos estivera, e está, na massa do sangue; as risotas por piadas enfiadas em missangas, as promessas ou esperanças por realizar na cotação do Dólar com o Kwanza…

batalha2.jpg Achando que a saudade faz pouco do tempo e que o coração é mais sensível à lembrança do que à repetição, posso concluir que o melhor que os amigos têm a fazer é verem-se cada vez mais, assim se possam ver, porque o tempo ruge. É verdade que, mesmo tendo passados mais de cinquenta anos, sente-se o prazer de reencontrar a quem já se pensava nunca mais ver… O tempo não passa pela amizade mas, a amizade passa pelo tempo. É preciso segurá-la enquanto existe!
O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 17:50
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Terça-feira, 26 de Novembro de 2019
FRATERNIDADES . CXXIII

ANDO ENKAFIFADO - NA PRADARIA ALENTEJANA  - 07.08.2019

Por

soba0.jpeg T´Chingange - Na Cuba de Colombo, no Alentejo

cubo 10.jpeg O tempo não passa pela amizade mas, a amizade passa pelo tempo. É preciso segurá-la enquanto existe! Desta feita, eu, um caluanda da Luua, juntei-me aos Chicoronhos do Lubango a festejar nossa existência com aquele Jinga Malaia tão peculiar do Reino Fantasma de Maconge e, secundando os líderes, antes cábulas e agora doutores entre os senhores, com eles cantei. Assim só mesmo por falar como se não tivéssemos passado um único dia sem nos vermos, revisitamo-nos na pradaria alentejana para rever outros tempos, antes dos nossos tempos!

Em plena Maianga da Luua, capital de Angola, meu pai reconfortava-se também com os amigos na taberna do Álvaro, daquele outro chamado Hernâni com uma mulemba, jogando a bisca e à sueca mais o tentilhão, Por vezes era no Simões dos matraquilhos junto ao Clube da Maianga que o urbanismo engoliu; uns malhos redondos e um escopro ao alto a fazer de alvo. Quem perdia pagava um copo de tinto ou um “Pinochet”. O Mundo dá voltas e aqui neste agora e em Cuba assim irmanados na memória, lembramos o Cristóvão que a rodeou, a terra!  Já não vi ninguém jogando à malha…

Revi ou vi, alguns em realidade, era a primeiríssima vez! O melhor que os amigos têm a fazer é verem-se cada vez que se podem ver porque o tempo ruge. É verdade que, mesmo tendo passados muitos anos, sente-se o prazer de reencontrar a quem já se pensava nunca mais ver. Saudade! Até agora nunca desconcordei, achando que a saudade faz pouco do tempo e que o coração é mais sensível à lembrança do que à repetição. Coisas de mais-velhos, misturando alhos com bugalhos e melancias com queijo de ovelha destas pradarias…

cuba4.jpg Ali estávamos, REINO DE MACONGE com nosso guia Valério Guerra, o Soba de Portimão do M´Puto e Barão de Capangombe, recordando em verso os tempos gemidos, o luar de guitarras e de janelas perfumadas de Maconge, suas pedras garridas e serpentinas de raparigas – marés do destino não adormecidas. Depois veio o TESTE DO SUMO D´UVA na adega “País das Uvas” rodeados de potes grandes de barro, vinho de talha e assim, fomos sendo contemplados com o verso do BAMBU.

Bambu trazido pequeno das terras de Lubango, mais propriamente do então Liceu Diogo Cão e que agora já crescido assim foi referenciado: Bambus e mais bambus / que haja mundo fora, / soleníssimo será nenhum / como onde a Academia mora, / e Academia não haver, / majestática e bela / como a da imponente Chela, / nem de presidente constará / virtude fama em anais… / nunca…jamais! De Manikongo levei uma múcua que por via da trincadeira  e dum tal de aragonês, ficou só por ali, para ser vista.

cuba9.png Os súbditos Chicoronhos do Reino de Maconge tomaram conhecimento de que para além de qualquer Tapurbana cantada por Camões e, da volta ao Mundo por Cristóvão, Colombo é Cubano! E, se porventura, alguma expedição marítima chegou ao Brasil antes de Pedro Álvares Cabral, na forma lenta dos séculos, este também foi o primeiro. Para nós humanos muito cheios de diplomacia, segredos e feitos enviesados sem vento de bolina sempre teremos os arranjos papais, seu significado histórico! Foi assim porque queremos que o seja e, mais nada!

Eu, soba do reino de Manikongo de nome T´Chingange, afirmo que após o achamento do Brasil por Cabral, o Império Ultramarino Lusitano foi integrado sem essas periclitantes notícias arqueológicas de mirar o osso carunchoso do nosso tempo e de nossos ancestrais através dum microscópio fantasmagórico, não certificado em nossos templos. Meu canto, meu mundo antigo, reaparece embrulhado de saudade, neste torrão embora lhe faltam as fitas da kúkia (pôr do sol)… Cativo, vestido com os meus panos, agarrado aos búzios, amuletos, à undenge ami mu Moamba, desse antigo tempo e lugar…

cuba12.jpg Assim sendo o Reino de Manikongo galardoado com o badalo de ouro mais alvissaras, do Reino de Maconge no meio deste fascínio e, porque os tempos idos sempre foram de cobiça, selamos o assunto tapando-o com azeite fino de moura tal com o tintol da talha da Aldeia de Frades e arrabaldes. Encerrando o capítulo por agora pois que o Tratado de Tordesilhas já sofreu seus andamentos e aditamentos na altura devida! Em Cucufate assim como estivesse em Meca dei três amorosas cabeçadas naqueles grossos muros como aprovação dos feitos idos por Cristóvão Colombo e Pedro Cabral.

Nesta altivez senti o dever do estímulo, da bandeira e do hino e os ricos atributos que fizeram de nós um grupo de fiéis cavaleiros das terras do Nunca. É vital para o nosso equilíbrio emocional ascender na mesma filosofia do Reino de Maconge ou Manikongo, “abraçar o vento que sopra da Leba” – Neste agora, foram os Chicoronhos que deram a bênção ao nosso portal da Globália, ”Quando se quer, o pensamento viaja por distintos lugares”. Vamos assim, contribuir com o nosso lema “o mais valioso é o direito de pensar” em liberdade de espírito.

Cuba é Vila por Alvará de D. Maria I desde 18 de Dezembro d 1872. A ocupação humana é aqui muito antiga, visível pelos registos arqueológicos que por si só provam a existência de uma civilização megalítica de 300 anos antes da nossa era. Do tempo da ocupação árabe ficou possivelmente o nome de Cuba, talvez uma corrupção da palavra árabe “coba” que significa uma pequena torre. Cá para mim prefiro acreditar que o nome Cuba, advenha das cubas de vinho que ali foram encontradas no reinado de D. sancho II aquando da sua reconquista aos mouros.  

cuba11.jpeg Nesta grande misturada, O REINO DE MACONGE com seu Sonho, lenda e fantasia em terras Ultramarinas da Europa, ceamos várias vezes na presença dos nobres e plebeus da Real República de Maconge entre nobres do M´Puto. Com lata, lábia e linha mais aprumo, tratamos assuntos de transcendência, remetendo responso às gerações que virão e, para que não se entre nesse entretém de quem foi que o foi; Após o grito de Ginga Malaia seguido ao toque do chocalho, uma grande ovação com salva de palmas a nós e a quem vier! “Há quem nunca esqueça o chão, os cheiros do coração”. Do reino de Manikongo e, para que conste na Torre do Zombo...

O Soba T´Chingange (Do reino do Faz-de-konta de Manikongo)



PUBLICADO POR kimbolagoa às 17:51
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Sexta-feira, 22 de Novembro de 2019
MISSOSSO . XXXVIII
EU E O FALA KALADO – APONTAMENTOS RELAXADOS
NA ILHA DO CARLITOS – 8ª de Várias Partes22.11.2019
Por

soba0.jpeg T´Chingange - (No Algarve do M´Puto)

ÁFRICA11.jpg Foi uma grande e boa surpresa rever-te de perto disse a FK ainda naquela ilha do Carlitos, bem perto de Maceió em Abril de 2018. Sim! Disse ele, o Fala Kalado depois de entornar a sua décima primeira cerveja Skol, depois de ter tomado três caldinhos variados de sirí e dar umas mais de doze bufas sonoras para aliviar o "simsenhor". Tenho de recordar isto ainda recente para que se não me escapem os pormenores e sem açambarcador os cheiros variados, de fugir com a mão no aspirador de aromas.

Naquele dia de Abril, lembro o FK ter dito: A estória só nos anoiteceu! Conclui isto, dando um tremendo dum peido de assustar os “bem-te-vi”. Para eles – disse! Encabulado olhei ao redor mas, não reparei em nenhuma outra anormalidade. Nesta estória, disse eu: -Nós, sempre iremos ficar como um enigma com essa tua morte não morrida no ano de 1974… Pois assim é, assim vai ser! Cada qual tem o legítimo direito a ser uma lenda e, até poder fazer triagem dos acontecimentos, morrendo e nascendo quando lhe aprouver.

salupeta1.jpg Dirigindo-se a mim na segunda pessoa do plural FK, com o dedo em riste falou: - Tu, T´Chingange, já és uma lenda da estória; para muitos a dúvida sempre subsistirá das muitas inventações, tal como das minhas suposições emudecidas no tempo para marinar a vontade de querer e assim se ficar nas lacunas da justiça. Afinal, sou ou não sou um Fala Kalado!?

Entretanto fui deitando umas achas na fogueira: -Tu, desapareceste porque te convinha, concordavas com o Daniel Chipenda e daí ao separatismo foi um passo rápido, posso calcular até teu encontro com o homem do monóculo; sim, esse de nome Spínola com quem mais tarde te encontraste na Ilha do Sal em Cabo Verde. Posso imaginar depois a tua admiração com Jonas Malheiro Savimbi e, o teres aderido de corpo inteiro à causa. Em resposta o FK prolongou um booom titubeando-se no sibilar com eco de seu caroço de adão; se te disser que sim estou a trai-me, a inimigar-me e, o que te poço dizer é o de que foi com Salupeto Pena com quem me identifiquei.
 
Sim! Foi com este que verdadeiramente me revi; foi ele que me levou à mudança com este nome de Fala Kalado! De novo virando seu dedo em riste tipo rifle foi inventariando coisas desavindas dum tempo que só ele sabia, tu nesse então e, ainda sem patente, já eras major sem vestires farda. Referia-se a mim, T´Chingange mas, não era de todo verdade: consideravam-me por via do meu relacionamento social, sempre fui um zero feito cabo-de-guerra desconhecido.

unita01.jpg E, prefiro que assim seja porque também morri vítima de sabotagem. Tive conhecimento disso, disse Fala Kalado; creio que foi Kalakata que me referiu isso mas, também eu andava mais enrolado que papel de embrulhar chouriço saído do esterco. Cheguei a ver os destroços do teu Renault “Major” tal como dizes e desmentes lá na Curva da morte de Kaluquembe. Correu notícia de ser um pouco inaudito, tinhas um galo negro pintado no capô noé!? Verdade! Como assim, lá tive de concordar contigo – ambos temos lendas no nosso curriculum.

Nesta tarde prolongada podíamos olhar-nos na sombra alongada dos reflexos das lagoas do mangue comendo ostras com a particularidade de serem antibióticos naturais. Como assim! Interrogou o FK. Porque estas estão impregnadas de própolis vermelho, esse mesmo que é extraído pela abelha da seiva das árvores do mangue e que colocam nos bordos da entrada de seus cortiços para derrubar qualquer mal. Bem curioso! Nestes porem, tivemos a confirmação de Bento Patrinichi um multifacetado empregado do verdadeiro Carlitos.
 
Com a tarde caindo rápido Fala Kalado foi dizendo algo acerca do passado de Salupeto lá na Luua: - Na tarde em que iriam assinar os acordos que determinavam a segunda volta das eleições presidências em Angola, a cidade de Luanda entrou em “fogo cruzado”. Do hotel turismo onde se encontrava com os seus companheiros, telefonou para o seu homólogo do MPLA, o general António França “Ndalu” para tentar perceber o que se estava a passar e teve como resposta: “façam o que poder” - Logo a seguir ao contacto com general “Ndalu”, o engenheiro Salupeto Pena e os seus companheiros compreenderam que poderiam estar a premio e decidiram, abandonar Luanda em caravana rumo a Caxito onde se encontravam os generais Nbula Matadi e Abilio Kamalata Numa.

angola ginga.jpg O grupo de Salupeto pensava antes, em distribuir-se em diferentes embaixadas estrangeiras, de países onde trabalharam no passado. Porém, Jeremias Chitunda que se encontrava em Luanda a cerca de dois dias para assinar o acordo de paz, teria desaconselhado tendo os mesmos decididos saírem em coluna. Nas redondezas do mercado do roque santeiro, foram seguidos pelas forças governamentais que atiraram contra os mesmos. Salupeto Pena foi gravemente ferido e levado a uma esquadra da Policia no Sambizanga onde seria torturado até à morte, a 01 de Novembro de 1992.

salupeta2.jpg Patrinichi o empregado de origem kosovar veio de novo até nós para dizer que nossa lancha estava quase de saída, e que estava na hora de encerrar o expediente; com muitas desculpas juntamos nossos apetrechos e ainda ouve tempo de, e a caminho do cais se acrescentar às dúvidas outras informações do passado. Pois! Nosso passado é assim contado aos soluços porque ainda não há uma correlação de datas e mistérios com verdades ou mentiras absolutas.

salupeta3.jpg Sabe-se agora. De acordo com as fontes que forneceram esta informação ao Correio Angolense, Elias Salupeto Pena, irmão de “Ben-Ben” e outro proeminente dirigente da UNITA igualmente falecido, também estudou com João Lourenço, na mesma escola e época. As famílias eram amigas e professavam a mesma confissão religiosa protestante. Sequeira João Lourenço, pai do Presidente da República, era amigo pessoal de Loth Malheiro, pai de Jonas Savimbi e avô dos irmãos “Ben-Ben” e Salupeto Pena. Imaginando um jogo de xadrez zarpamos aos esses pelas nove ilhas tropicais…

Glossário: Bem-te-Vi – pássaro parecido com o melro; simsenhor – mataco, rabo, cú; Kalacata - militar da Unita (Caála)

(Continua… )
O Soba T´Chingange

 



PUBLICADO POR kimbolagoa às 17:42
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Segunda-feira, 18 de Novembro de 2019
BOOKTIQUE DO LIVRO . XXVIII

O LIVRO ESCOLHIDO:

13 – HUGO CHAVES – O colapso da Venezuela – de Leonardo Coutinho ... 18.11.2019

Por

soba15.jpgT´Chingange - No Algarve do M´Puto

Livros em cima da mesa da cabeceira

1 - A minha Empregada - Editorial Estampa de - Maggie Gee

2 - O ano em que Zumbi tomou o Rio - Quetzal - José E. Agualusa

3 - O Último Ano em Luanda - ASA - Tiago Rebelo

4 - BURLA EM ANGOLA – Burla em Portugal - Guerra e Paz – Susana Ferrador

5 - História da riqueza de brasil – Estação Brasil – Jorge Caldeira

6 - GLOBALIZAÇÃO de Joseph E. Stiglitz

7 – VIDAS SECAS – Graciliano Ramos

8 - A viagem do Elefante – José Saramago – Da Caminho

9 - O Livro dos Guerrilheiros de José Luandino vieira - Da Caminho

10 -O CORTIÇO - Romance de Aluísio de Azevedo – IBEP – S. Paulo, Brasil.

11 - O Romance “A Pedra do Reino” – José Olympio editores …Ariano Suassumal.

12 - O PADRE CÍCERO que eu conheci - Olímpica editora de Juazeiro - Amália Xavier de Oliveira...

13 –HUGO CHAVES – O colapso da Venezuela – de Leonardo Coutinho

booktique20.pngHugo Chaves patrocinou a ascensão de Evo Morales ao poder estimulando o discurso étnico como plataforma de luta politica. Por causa dos seus traços fisionómicos, Morales, chegou à presidência da Bolívia num embalo de discurso étnico usando fantasias e alegorias que remeteram o povo para a cultura ancestral dos povos pré-colombianos. Líder sindical dos “cocaleros” (agricultores que cultivam a planta da coca), cuja folha é utilizada em chás, mascada, segundo a tradição indígena do partido Movimento para o Socialismo-Instrumento Político pela Soberania dos Povos (MAS-IPSP).

Evo Morales destacou-se ao resistir os esforços do governo dos Estados Unidos para substituição do cultivo da planta da Coca, na província de Chapare, por bananas, originárias do Brasil. É assim a partir desta sofisticação, que sua estratégia acaba por ser bem-sucedida usando o Libertador Simon Bolivar como método para a exportação da revolução na via dum tal “Socialismo do século XXI” tão propalado pelo seu padrinho Hugo Chaves.  

chaves6.jpg Hugo Chaves, inspirado pelo ideário em torno da imagem do Índio Túpac Katari, fomenta o aparecimento de uma milícia na Argentina com mais de 10 mil pessoas. Assim, inspirado nesse ideário, foi criada uma organização com moldes paramilitares que passou a servir para atender às chamadas de mobilização do kirchnirismo, chavão derivado daquela que veio a ser Presidente, Cristina Elisabet Fernández de Kirchner que se manteve no poder da Argentina de 2007 até 2015.

Sabe-se agora que aquela milícia Argentina, adquiriu um potencial explosivo por via da vinculação subterrânea com os remanescentes guerrilheiros peruanos do Sendeiro Luminoso. Veja-se o quanto há de tenebroso nestas “élites” treinadas para o combate de guerrilha tendo conta que essa organização peruana foi entre os anos de 1980 e até o ano de 2000, responsável pela morte de 36 mil pessoas. De acordo com relatórios de inteligência produzidos por militares bolivianos, a cocaína e o crack, assumiram proporções epidémicas.

chaves5.jpg Em 2005, Hugo Chaves importou de Moscovo 100 mil kalashnikoves, das quais pelo menos metade terá ido parar às mãos de civis venezuelanos, na sua maioria membros da Frente Francisco de Miranda. Na via da transformação das organizações de base nos países seguidores desse tal de “Socialismo do Século XXI” em feições militarizadas teve seu maior sinal na Venezuela aonde houve o maior esfoço estatal nesse sentido.

Foi assim que Hugo patrocinou a formação da FFM – Frente Francisco Miranda que chegou a ter 20 mil militantes. O núcleo de dirigentes da FFM passou por cursos de formação em Cuba coadjuvados por corpos de activistas que recebem soldo e treino militar tanto na ilha governada pelos irmãos Castro como pelos militares venezuelanos. Militantes da FFM em períodos de eleições deslocavam-se em motocicletas até à casa de eleitores faltosos, pressionando-os no medo, na forma de votarem a favor do governo.

chaves8.jpg A megalomania do Presidente Chaves, que já tinha características patológicas, com níveis nunca vistos ou imaginários, via-se como um líder global passando por isso a exportar a sua revolução bolivariana mais além da sua américa. Assim o seu porto de desembarque para o seu “Socialismo do Século XXI” na europa, foi a Espanha. O governo da Venezuela formou assim uma serie de contractos de consultoria com o Centro de Estudos Políticos e Sociais (CEPS) como organização de auxílio consultivo para o seu governo.

bordallo.jpg Foi assim que activistas no ano de 2014 viriam a fundar em Espanha o partido PODEMOS. Os documentos indicam que apenas nessa pasta o CEPS recebeu 270 mil euros anuais, entre os anos de 2002 e 2014. Com tanto despifarro, não é de admirar em como a utopia de um louco, pode jogar à lama toda uma nação que em tempos idos, era considerada a Suíça da américa – A Venezuela! No Palácio de Miraflores de Caracas, a sede do governo venezuelano, havia um staff governamental que geria a relação entre a fundação espanhola do PODEMOS e o “chavismo”…

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 22:32
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Quarta-feira, 13 de Novembro de 2019
BOOKTIQUE DO LIVRO . XXVII

O LIVRO ESCOLHIDO:

13 – HUGO CHAVES – O colapso da Venezuela – de Leonardo Coutinho ... 13.11.2019

Por

soba0.jpeg T´Chingange - No Algarve do M´Puto

Livros em cima da mesa da cabeceira

1 - A minha Empregada - Editorial Estampa de - Maggie Gee

2 - O ano em que Zumbi tomou o Rio - Quetzal - José E. Agualusa

3 - O Último Ano em Luanda - ASA - Tiago Rebelo

4 - BURLA EM ANGOLA – Burla em Portugal - Guerra e Paz – Susana Ferrador

5 - História da riqueza de brasil – Estação Brasil – Jorge Caldeira

6 - GLOBALIZAÇÃO de Joseph E. Stiglitz

7 – VIDAS SECAS – Graciliano Ramos

8 - A viagem do Elefante – José Saramago – Da Caminho

9 - O Livro dos Guerrilheiros de José Luandino vieira - Da Caminho

10 -O CORTIÇO - Romance de Aluísio de Azevedo – IBEP – S. Paulo, Brasil.

11 - O Romance “A Pedra do Reino” – José Olympio editores …Ariano Suassumal.

12 - O PADRE CÍCERO que eu conheci - Olímpica editora de Juazeiro - Amália Xavier de Oliveira...

13 –HUGO CHAVES – O colapso da Venezuela – de Leonardo Coutinho

chaves1.png De tempo a tempos recomeço nos antigos trilhos dando-me mais tempo para beber a minha estória e, com ou sem profundidade, recordar alguns relâmpagos da minha lenda…, passei seis anos na Venezuela quando havia pleno emprego na governação de Andrés Peres. Na Venezuela e já no final de 2002, Hugo chaves havia resistido a uma tentativa de golpe e por via disto, aqui começou a sua jornada para o radicalismo. Tudo levava a crer que as fanfarronices do tenente-coronel fossem capazes de se converter em algo perigoso para a estabilidade da região ou da segurança social.

Chaves tinha sido eleito de forma legítima e dentro de um sistema eleitoral de plena democracia; Venezuela exercia a mais antiga democracia da América do Sul. Chaves, chegou para mudar escala social mudando paulatinamente o sistema. Depois de sua morte no ano de 2013, os relatos de suas relações clandestinas vieram ao de cima com relatos de que a Venezuela e o Irão se associaram para comprar segredos nucleares da Argentina com denúncias pela implicação de Cristina Kirchner e de seu chanceler Hector Timmerman.  

capta0.jpg Nestas suspeitas relações, o Brasil funcionava como centro logístico na preparação de atentados e pontos de contacto entre as redes extremistas islâmicas, o narcotráfico e o modo como todos os países da região eram utilizados ou afectados como bases dessas organizações.

Um ex-militar do círculo do presidente Hugo Chaves, contou que a justificação moral para o uso do aparato estatal a favor do narcotráfico, foi assinado por Fidel de Castro. E, numa visita a Havana, Hugo Chaves revelou ao ditador Cubano que estava na disposição de apoiar as FARC - Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, um suposto Exército do Povo, reconhecido como uma organização paramilitar de inspiração comunista - uma autoproclamada guerrilha revolucionária marxista-leninista.

chaves3.jpg Nesta visita, Fidel disse a Chaves que a cocaína não era problema, e sim um instrumento de luta contra o imperialismo. Chaves foi convencido de que ao oferecer apoio total e ilimitado aos colombianos, não só fomentaria a revolução no país vizinho como causaria danos aos Estados Unidos; desta forma os americanos teriam de gastar mais dinheiro com as acções de repressão e com o tratamento dos toxicodependentes.

Nesta guerra irregular contra o “imperialismo ianque”, ao apoiar os narcotraficantes, os cubanos pretendiam um duplo benefício; além de sabotarem os Estados Unidos ajudando a inundar o país com milhares de toneladas de drogas, ainda seriam remunerados por isso. A chegada de Nicola Maduro à presidência da Venezuela foi fundamental para as organizações criminosas que actuavam no país, sobretudo pela receita do tráfico da cocaína.

chaves4.jpg No Brasil, pode descortinar-se através da Operação “Lava-Jato” nos arranjos coordenados entre o ex-presidente Lula e a eleição de Hugo Chaves num saco azul de 35 milhões de dólares pagos a um tal de João Santana, um marqueteiro (quem usa técnicas de marketing ou de promoção para o fim em vista) promotor da campanha de Dilma. Aqueles acertos do saco azul foram definidos com Nicolas Maduro, o mestre indicado por Chaves.

Lula e Maduro, definiram que parte da conta apresentada ao tal de Santana seria paga por empreiteiros brasileiros com contractos na Venezuela. A Odebrecht pagaria 7 milhões de dólares enquanto a Andrade Gutierres teria de contribuir com 4 milhões de dólares. Estamos em fins do ano de 2019 e, pelos vistos a “boa relação“ entre gente que gere o submundo parece estar incólume à justeza com justiça. Teremos de ficar atentos ao filme que decorre no Brasil com a soltura de Inácio Lula e derivações da justiça tendo o STF – Supremo Tribunal Federal como executante…

(Continua…)

O Soba T´Chingange   



PUBLICADO POR kimbolagoa às 20:53
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Sábado, 2 de Novembro de 2019
MALAMBAS . CCXLI

UM CACTO CHAMADO XHOBA . XXI – 19.10.2019

TEMPOS DE DIPANDA NO OKAVANGO - Boligrafando estórias com a Kianda Januário Pieter e missossos - Na Dipanda*, nossas vidas têm muitos kitukus, AI.IÚ.É - TAMBULAKONTA – Isto é África! O futuro está a ficar doente!

Por

soba15.jpgT´Chingange - No Algarve do M´Puto

chibia.jpg::::: 188

Os conceitos do mundo actual, valores, crenças e as histórias da avozinha, não são mais as mesmas, dizia eu aos meus companheiros no D´Jango do Mukwé, lugar do fim do mundo e aonde o mwadié Miranda Khoisan, meio carcamano bóher, bivacou nas margens do okavango com toda a sua família depois de perseguido pela UNITA e espirros desclassificados que o apontaram como um informador da PIDE/DGS no já longínquo ano de 1975; ele que sobrevivia como podia em seu mato do Calai, vendendo fuba e peixe frito com carne seca fornecida pelo Fernandes Teles da Chibia, um caçador, recolector de estórias ainda não contadas e, com quem vivi na nossa odisseia da diáspora na Cidade de Bolivar, em terras de Venezuela.

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Minha vida é mesmo um rosário de encontros e desencontros, dizia isto à kianda Januário Pieter que sem se espantar ria só átoa de meu espontânea grito de liberdade sempre condicionada aos desaires da política para onde quer que fosse ou aonde estivesse. Lá na Cidade de Bolivar, as baratas e ratos eram os nossos mais próximos vizinhos. Pázadas de cucarachas eram varridas para o barranco próximo que dava para as traseiras muito cheias de restos despejados a eito… elas voavam e entravam por tudo quanto era canto e recanto, frincha e afins mal caiados. E, o Rio Orinoco ali tão perto.

luis15.jpg:::::190

No M´Puto, na Venezuela, no Brasil, em Namíbia ou África do Sul e até no escambau aonde judas chorou desesperado com todos nós, mortais filhos da peste que nunca o deixam em descanso. E também em África aonde o ontem fica cada vez mais distante e, o que então era proibido, hoje já o não é. Lugares aonde agora predomina a gasosa e fundamentalmente a postura governamental de BLACK EMPOWERMENT; Isto quer dizer uma política substituição do negro em detrimento do branco.

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Vou vos contar, mas isto não tem por onde se pegar! O branco tem de investir e, quando da necessidade de contratar gente tem por lei de dar trabalho em primeiro lugar ao negro em detrimento de um outro e de outra cor bem melhor preparado para exercer uma qualquer função. Se isto não é racismo selectivo digam-me então o que é? João Miranda disse estar já habituado a este relacionamento; Em tudo há um equilíbrio disse: – Nós, comerciantes, sempre temos de coabitar e ceder benesses às autoridades, um dia é um pneu, em um outro é uma bateria ou umas grades de cerveja de gasosa a troco de tranquilidade.

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No final sempre será o povo a pagar por eles, os que mandam; Os tempos mudam rapidamente e para alguns é de consequências pessoais e psicológicas dramáticas. Na administração Sul-africana os brancos funcionários foram substituídos pelos negros, mandados para casa sem a necessária subsistência aos anos vindouros. Pois! Agora os funcionários bóheres que não acautelaram suas economias, andam a jogar bolas nos robotes, semáforos como os palhaços do circo, para subsistir ao abandono social do novo estado de Pretória.

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Vá-se lá entender a pedagogia de produzir surpresas em novas experiências sociais como esta tão desagradável. A Kianda Pieter mantinha-se ausente neste nosso bate-papo. Olhava de soslaio no ar rarefeito de sua áurea de sabedoria vendo os bois a pastar do lado de Angola, a outra margem que dava para o Dírico. E, num repentinamente fala: - Essa concepção de racionalismo opõe-se à filosofia que professa que as ideias se deterioram quando aplicadas às coisas e procedimentos, depois vem a ineficácia com sequente deterioração na coisa pública e privada.

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Pópilas! Januário falou certo como nem meus amigos sociólogos costumam dissertar. Na contraluz da sorte como se estivesse no “Empera´s Palace” de Johannesburg ouvi o grito de “bingo” quando só me faltavam três números dos nove escolhidos. Era a pizza margarita, ainda fumegando que chegava da cozinha da Dona Elisabette; Meu estômago já titubeava uns gargarejos que subiam ao esófago - esta gente aqui em Sud’África não almoça!?

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O conhecimento da realidade moldada pelas teorias modificam-se assim como numa paisagem vista num nascer ou em um pôr-do-sol, uma kúkia que se confunde pela ordem das razões e nem sempre na teoria adequada. Um bingo! A ordem das razões, valorizam a ordem dos factos em detrimento do bem social. Não há maior religião do que a verdade! Com este pensar de Dalai Lama na cabeça e passeando por África, vi gente branca, (também negros) a pedir nos semáforos, nos parques de estacionamento, um pouco por todo o lado. Trazia na minha mochila palavras de apreço mas, jamais as poderei usar aqui no bom sentido!

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Passeio por terras idílicas que contrastam suas belezas, doirados e arredondados montes com seu verde, flores de Augrabies, penedias com secura e ainda o azul do mar; dos sargaços bailados em meus sonhos como ondas aonde se pode ver o redondo do horizonte nublado por ideias e ideais torpes de governantes perpétuos. Mas estando eu num planalto africano e a mais de 1600 metros de altitude pude em conversa saber que a áfrica fica a cada dia que passa, mais longínqua para os brancos. A estas apreciações Januário Pieter nada diz; na sua qualidade de super-star kianda, não entra nesses detalhes minoritários.

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Levei a cabo a travessia desde Cape Town até à Cidade de Maputo, antigo Lourenço Marques. Passando por Windhoek, Walvis Bay, Victória Falls, Lago Kariba no Zambeze, Tete, Beira, Chimoio, Macia-Bilene e por fim Maputo no ano de 1999. Mas, foi aqui na região da Ovambolândia que atravessei ilegalmente o Cubango numa tosca jangada construída sobre seis tambores. Só queria mesmo pisar o outro lado do sonho e foi quando me encontrei com um velho bosquímano do lado de Angola que fiquei a saber que meu sonho se tornaria lenda. Em uma casa de taipa, um kota costureiro, curtia com serena quietude sem portas nem janelas em chão de areia e, num ar que ziguezagueava frescura entre panos garridos. Não sei como aqueles panos chegavam ali e, saídos do Kongo, talvez um estoque antigo dum Tuga! Na rua de terra, os galináceos picavam reflexos de lama em gaiolas de pau entrelaçado à sombra de velhas acácias. Homens pesarosos, refilavam merdas, só por refilar, descarregavam um velho camião bedford. África, andava por aqui agarrado ao medo da sua sombra. Por vezes, era assim com coisas banais que ocupávamos as vírgulas do nosso tempo no lugar do Mukwé…

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Nota: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes, durante os longos anos da crise Angolana, e após o Acordo de Paz e Reconciliação Nacional. Corresponde à diáspora de angolanos e afins espalhados por esse mundo.

mlibize kariba1.jpg GLOSSÁRIO: Boligrafando – escrevendo com esferográfica; Januário Pieter – Uma assombração, kianda assistente, calunga das águas; Mwadié – Branco; Cucaracha- barata; Kúkia – Sol, pôr do Sol; Mujimbo – boato, diz-que diz; Khoisan - bosquímano, homem do mato;  Missosso – Conto breve de cariz popular em Angola; Tambulakonta – Toma nota, fica atento; Kituku - mistério; D´jango – Casa de reunião, lugar de assembleias do povo;

(Continua...)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 06:50
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Temos um Hino, uma Bandeira, uma moeda, temos constituição, temos nobres e plebeus, um soba, um cipaio-mor, um kimbanda e um comendador. Somos uma Instituição independente. As nossas fronteiras são a Globália. Procuramos alcançar as terras do nunca um conjunto de pessoas pertencentes a um reino de fantasia procurando corrrigir realidades do mundo que os rodeia. Neste reino de Manikongo há uma torre. È nesta torre do Zombo que arquivamos os sonhos e aspirações. Neste reino todos são distintos e distinguidos. Todos dão vivas á vida como verdadeiros escuteiros pois, todos se escutam. Se N´Zambi quiser vamos viver 333 anos. O Soba T'chingange
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