Terça-feira, 18 de Fevereiro de 2020
MALAMBAS . CCXLIII

MOMENTOS CRITICOS 16.02.2020

- Quando o impensável acontece em nossos domínios?  Um CHEGA, será que chega?... Quando os penumbristas tomam conta de nossas bagunças, lixamo-nos ... Isso! 

MALAMBA: É a palavra.

Por

soba15.jpg T´ChingangeNo Nordeste brasileiro

desenr1.jpg Crises. Quem não as têm? Só mesmo quem está morto. Assim, se você está lendo isto, é sinal de que já enfrentou e enfrenta crises. Para além das pessoas, elas, as crises afectam também os governos, empresas, instituições e a igreja de Roma; em verdade, todas! E, em verdade, o próprio Mundo começou com uma crise – a de Adão e Eva que desobedeceram à única imposição que lhes foi imposta comendo a maçã da tentação, o fruto proibido.

A partir daí, as proibições foram no correr do tempo uma tábua morta levando até o dizermos que as leis são criadas para o serem, descumpridas… E, essas leis, foram sendo cada vez mais descumpridas usando para tal, meios tão sofisticados de interpretação que os antigos detalhes de diversão já prescreveram ou se desusaram; de acórdão em acórdão, de regulamento em regulamento, de leis cada vez mais reguladoras para a gente ver, tudo fazem para fazer espairecer o importante, se sofisticaram para além do plausível e também do conhecimento da maioria de nós, os pacóvios…

dia66.jpg E, de tal forma o são que os processos judiciais formam-se cabalas relinchadoras a exigir especialistas em sua interpretação. Hoje há técnicas e técnicos especialistas para disfuncionar o sistema numa fuga à fiscalidade, lavagem de dinheiros vindos do roubo, da corrupção, da droga e de algo ainda por descortinar. Não é por acaso que existem os paraísos fiscais aonde a trapaça é camuflada dos nossos olhares na segurança de uma impunidade aceite por governos e gangues de governação.

Entidades idealizadas no topo e na terra, compostas por cidadãos proporcionam novas crises originando aos governos posições erradas, agendas erradas e adoptadas em proveito próprio ou até servindo gente no escuro - invisível. Se perguntarmos a um qualquer membro de um partido qual é a pior crise de sua ideologia, as repostas poderão incluir dificuldades financeiras, escassez de liderança ou falta de carisma.

dia95.jpg Isto, inevitavelmente provocará queda no número de membros, gente cada vez mais alheia ou abstencionista e, por estes motivos e outros que não faltam, tudo irá de mal a pior tornando-se em algo inevitável, tipo um Deus nos acuda. Lá no fundo sempre haverá um departamento, uma secretaria, um ministério e por aí, até ao topo da hierarquia trabalhando num submundo do diabo – trabalhando noite e dia para idealizarem suas estranhas invencionices! Sim! Sem o parecerem ser – penumbristas!

E, estas coisas sucedem, chegam até nós nos momentos sempre piores surgindo sempre tradicionalistas de boa cotação a dizer que tudo assim acontece por crise vocacional na politica da fé… Dezenas de comentaristas virão dizer-nos o que teria de ser. É para endoidar gente comum como eu, outros confundirão tudo, lançando-nos em dúvida se o Papa de Roma será mesmo católico?

dia123.jpg Baralham-nos com as adjacências dos escândalos sexuais, roubos, fraudes e outras a nós dirigidas. Nós, “povo de Deus”… Entretanto nem podemos olhar para outros quintais, outros países que nem o nosso porque afinal todos estão conspurcados, alguns surgidos e nutridos nos extremos da fé socialista ou social-democracia. Pois! As crises sempre irrompem quando os governos se seguem por caminhos errados e o povo falha em ser democrata. Por isso, TALVEZ - “Movimentos suficientemente rápidos no momento critico, podem desarmar o insuspeito inimigo”.

No fundo, a questão nem será a existência de crises mas, como o povo as encara. Em palestras motivacionais, virou ser comum dizer-se que os ideogramas chineses para a crise, usarem um tal palavrão de “wein-ji” que significa “perigo ou oportunidade”, se bem que “ji” indica mais propriamente um “ponto crítico” em que as coisas acontecem dum “TALVEZ” ... CHEGA ...ou “oportunidade”.

dia183.jpg Daqui pode dizer-se que para melhor ou pior, grande crises desencadeiam enormes mudanças… TALVEZ!... CHEGA!...Se a dor da crise aqui do M´Puto, não levar a uma fé mais robusta nesta coisa de esconde-esconde, de brincarmos às democracias, a esperança mais forte numa vida de mais qualidade, ela foi, é e continuará a ser: inútil.

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 14:31
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MISSOSSO . XLII

NA BEACH DO FRANCÊS – 2ª Parte

No tempo da vitrola…– 15.02.2020

Por

soba15.jpg T´Chingange - No Nordeste brasileiro

Estávamos em Março de 2007, dia da Mulher. Os barulhos de terra e as ondas do mar a desfazer-se em espuma no recife conjugavam-se numa sinfonia única. Era a música da vida, num dia que começava para a Malu, com seu acarajé quentinho e, enquanto isso, uma leva de gente embarcava no Massunim I, barco de recreio e passeio; iriam até às piscinas, uma lagoas naturais de mar raso e corais aonde os peixes confraternizavam comendo pedaços de pão que os turistas ofereciam.

grafonola2.jpg O ladrar de um cão, não condizia com o lugar mas este, indiferente, lambuzava-se na água, de rabo a dar a dar, gania para o dono peneirando o corpo, salpicando o ar. Chapéus, mesas e cadeiras de plástico de todas as cores surgem preenchendo a faixa de areia loira; a vista fica multicolor com salpicos de tralhas e trecos, caixas de isopor, esferovite com coco frio e também outras rolantes com ananás balouçando.

Mas também discotecas ambulantes em forma de longas caixas com rodas e o sempre presente “picolé caseiro caicó”. Mais lá à frente um pescador atento ao movimento das águas a imitar um albatroz ou uma águia pesqueira, lançava à água a rede que depois de fazer um circulo gracioso e penetrava na água trazendo quase sempre peixes pequenos, um ou outro um tudo-nada maior que pareciam roncar.

grafonola4.jpg As sete mulheres deitadas ou sentadas, iam-se rebolando em suas toalhas no trabalho de ficarem no bronze ideal; lambuzando-se até com movimentos demasiado provocatórios ao sol escaldante; uma delas já dentro de água adorava o céu de mãos espalmadas, impregnada de Iemanjá da kalunga que reluzia suas suaves ondas.

O capitão “Tanguinha do Mar e Céu” descrevia como um raizeiro, perito kimbanda procedia em suas virtudes do chá doutorzinho e mais uma catrefada de técnicas de embelezamento com unguentos de tradição dos índios Caetés; falava também dos seu inventos voadores, pois um dia, lá no sítio, observou uma folha de amendoeira caindo assim e daquele jeito que ele tenta mimicar e que o levou a inventar um pássaro que movia as asas e subia, subia como só ele sabia fazer – tanga da treta, pois!

forró2.jpg Vendeu a patente a um português que surgiu na praia e que após uns entretantos e, alguns reais, levou o seu “isopor voador” para Lisboa. Estava na cara que esta conversa de facilidades e tão brejeira só podia se uma peta das mal inventadas e dai a concordar por inteiro com seu nome de capitão Tanguinha – outro nome não lhe iria condizer tão ao jeito, pois!

Nesta praia funcionam as regras “de entre amigos” alugando os barcos em rodízio a fim de todos ficarem com algum miseré. Parados no curto horizonte da Praia do Francês estavam os barcos Corais Bar, O Maiorca e o Masunim II. O capitão Tangas ainda ventilou a hipótese de eu lhe comprar o Corais Bar mas, retirei-lhe ousadias com um encolher de ombros… Se tinha duvidas ficou agora com a noção de que o "je" estava ali para curtir a vida com três peixinhos ao dia-a-dia!

forró 1.jpg As sete mulheres entrelaçadas em suspiros de entre ai-ais voadores, juntaram suas vestes translucidamente voluptuosas nos rendados e lá se foram ao restaurante “O Pato” da Massagueira a festeja seu dia - dia da mulher, pois então. Neste momento surgiu a simpática Elisabete a vender-me a taluda da sorte, uma tal de mega-sena e, porque me fiou parcialmente lá acedi a ficar com tamanho desejo; Não se admirem de na praia até venderem sortes pois! Aqui a praia é um grande e longo bazar. Aonde se vendem vestidos, panos de cozinha e o escambau. Aqui nesta praia do Nordeste – Marechal Deodoro, até sinos em bronze já vi vender – parece mentira mas não o é…

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 01:12
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Temos um Hino, uma Bandeira, uma moeda, temos constituição, temos nobres e plebeus, um soba, um cipaio-mor, um kimbanda e um comendador. Somos uma Instituição independente. As nossas fronteiras são a Globália. Procuramos alcançar as terras do nunca um conjunto de pessoas pertencentes a um reino de fantasia procurando corrrigir realidades do mundo que os rodeia. Neste reino de Manikongo há uma torre. È nesta torre do Zombo que arquivamos os sonhos e aspirações. Neste reino todos são distintos e distinguidos. Todos dão vivas á vida como verdadeiros escuteiros pois, todos se escutam. Se N´Zambi quiser vamos viver 333 anos. O Soba T'chingange
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