Terça-feira, 28 de Julho de 2020
MOKANDA DO SOBA . CLVII

TEMPO DE MEUS KITUCUS (mistérios). MEDITAÇÃO DO T'CHING...

SOB A LUZ DA LUA, na LUUA... Crónica 3041 28.07.2020

Publicada em KIZOMBA a 24 de Julho de 2020, e agora, complementado…

Por

soba0.jpeg T´Chingange - (Ot´chingandji) - No Sul do M´Puto – Barlavento

banco de angola1.jpg Ontem, dia 23 de Julho de 2020, visitei a página social dos Kaluandas no Facebook e, fiz um reparo acerca do edifício do Banco de Angola, uma construção magnífica dos anos 50 de século passado tendo então afirmado que os construtores daquela obra tiveram de regressar ao M'Puto quando do 11 de Novembro de 1975, sem poderem trazer essa obra de arte no bolso...

Que seria bom que os mwangolés reconhecessem esse labor colonial e deixassem de retaliar os milhares de ex-colonos na generalidade, pois que estes, aí deixaram um vasto património... Para surpresa minhas, todos referiam a foto com adjectivos de lindo, belo e edecéteras singelos sem nada mais dizerem e, eis que em seguida seu administrador faz um reparo sem sentido, apagando o meu comentário, no qual, referia algo de histórico! Referia a criação da moeda Kwanza por Said Mingas (Avelino dias Mingas)…

banco de angola2.jpg Achei um despropósito pelo que, concluí ser esta página, uma das muitas de lavar a imagem ao desgoverno com mais de 45 anos – o MPLA…Terei aqui de referir ser este modo de publicitar fotos de Luanda uma desajeitada forma de engraxar os homens do candomblé do MPLA dando ao povo uma imagem enganosa. Uma página feita, provavelmente por gente que só quer agradar aos ditos donos daquilo e, daí, tirar proveito ou "gasosa" de sua bajulice ou lambujice! Claro que só mostram o lado vistoso, sabendo nós a precária e decadente situação dos bairros da periferia e antigos musseques no que concerne a infraestruturas minimamente satisfatórias.

Assim, apreciar, interpretar e entender o significado de obras de arte nem sempre é uma tarefa simples para quem se programou num objectivo de agradar; tudo depende do contexto! Às vezes, é preciso que se tenha conhecimento da perspectiva, ideias e pontos de vista do autor, a fim de entender o que ele quis expressar em um quadro, uma foto, uma obra como o "Kinaxixi" por exemplo. Um património referenciada nos canhenhos da arquitectura mundial e, que simplesmente foi demolida por este governo, para dar lugar a uma torre - coisa de puro negócio de cambalacho!

banco de angola3.jpg Lembro-me de ter lido, tempos atrás, um relato sobre um grupo de estudantes que foi levado por uma professora a um museu de arte. A certa altura da visita, algumas alunas pararam interessadas em analisar detalhadamente um belo quadro pintado a óleo. Pareciam confusas e sem entender a beleza da obra. Percebendo a perplexidade delas, a professora levou-as a um lugar específico da sala e explicou: “Meninos, este é o ponto a partir do qual o pintor deseja que olhemos aquele quadro.”  

Dali, os alunos puderam captar toda a beleza da pintura que não tinham conseguido ver quando estavam em cima dela. Tal e qual como o tempo que nos leva a descrever muitos anos depois as coisas que no comum daqueles dias, eram normais no labor dum território com as instituições funcionando com a dignidade requerida. Meu pai trabalhou naquele edifício quando se passou a usar Kwanzas em substituição dos escudos angolares e, que eu saiba, seu nome não consta num qualquer painel. Talvez conste o de Said Mingas, meu colega de carteira na Escola Industrial de Luanda e, durante anos! O Avelino Dias Mingas! Com a revolução inverteu o Dias em Said, procedimentos emancipativos, pois!…

banco de angola4.jpg Só que meu pai branco saiu de lá com uma bala no corpo via M'Puto por via do 27 de Maio de 1977! As paredes, as fachadas, as fotos, nada disso mostram! Muitas vezes, o quadro da vida de um imóvel torna-se obscuro, tornando-se até difícil de ser entendido e apreciado por observadores limitados como o é a maioria de nós. Mas, se falarmos, as esquinas a nós afectas, ventilam segredos! Isto acontece quando em meio a dificuldades e problemas não conseguimos ver a mão do Artista, o feitor da coisa e a partir do projecto, aplainando paredes, encastelando tijolos, nivelando superfícies, contornando obstáculos, harmonizando contrastes depois de levantar seus andaimes.

O banco de Angola, é o edifício que melhor simboliza a arquitectura do Estado Novo de feição neoclássica portuguesa; impõese não só pela sua arquitectura mas também pela monumentalidade, grandiosidade e riqueza. Foi concluído em 1956 e projectado pelo arquitecto Vasco Regaleira, que o identifica da seguinte maneira: " idealizou-se um edifício que arquitectonicamente se integrasse na época setecentista, e dar exemplo das condições da nossa tradicional adaptada à colonia… O hall de entrada tem uma escadaria monumental em mármore e colunas jónicas, que sustentam um tambor e cúpula. O seu interior é decorado com azulejaria que representa a chegada dos portugueses aos reinos do Kongo e de N’gola. Do ponto de vista simbólicoexpressivo, o edifício tem um grande impacto visual. Situase na Avenida 4 de Fevereiro nº 135169…

banco de angola5.jpg Assim, como gravando na tela uma história possível de ser entendida, somente do ponto de vista da eternidade como é o caso do Banco de Angola e, aonde meu pai queimava cédulas com palancas, pontes, silos e estradas a culminar um ciclo! E, miseravelmente, mijam agora em cima do historial do que foi e já não o é! Não o é agora, relevante apreciar a tela da existência sem descrever sua integridade. A vida inteira deve ser orientada e observada do ponto de vista desse ângulo do tempo para ser possível entender muito do que nos afecta no aqui e agora e, na natural sequência dum passado.

Sendo assim e tendo Deus como a suposta fonte de luz, sob seu brilho poderemos só nele, ver a luz da verdade, da esperança, da confiança e da certeza quando tudo nos parecer periclitante e escuro com paradigmas perniciosamente confusos da ingratidão! Não é sob a óptica embaçada de nossos entendimentos ou das nossas filosofias humanas que iluminaremos todos os detalhes que nos deixam perplexos diante da vida. Tomemos por exemplo a perca da nacionalidade angolana, tendo-se lá nascido! Isto não estava escrito nesse acordo do Alvor! Pois então, lá teremos de meter o dedo na ferida buscando essa luz da ilógica enquanto nos submetemos às mãos modeladoras dos artistas feitos políticos; desses que modelam muito mal nosso barro! Nossa vida - Obra de torpitudes... com uns monangambas a bajular suas excelências…

O Soba T'Chingange, no M'Puto...



PUBLICADO POR kimbolagoa às 14:35
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Quarta-feira, 22 de Julho de 2020
MOKANDA DO SOBA . CLVI

TEMPO DE MEUS KITUCUS (mistérios). NAS FRINCHAS DO TEMPO - Crónica 3040

- N´gana N´Zambi, comendo saquinhos de muxima no M´Puto 22-07.2020

N´gana N´Zambi – Meu Senhor

Por

soba0.jpeg T´Chingange - (Ot´chingandji) - No Sul do M´Puto – Barlavento

roxo170.jpg Boligrafando minhas torpitudes, pude ler e escarafunchar nas notícias, o quanto o povo português é ingénuo, dando ouvidos a estórias de carochinha e, também em sequência, é levado na curva pelos ícones da roubalheira; trata-se de avivar gente de gabarito que, acobertados pelo nome de Espirito Santo, se agigantaram. Pois é! Havia um “cérebro” que era o supra-sumo, o conhecedor da dimensão total de sua genuína “malvadez” que de Santo, nada tinha! Chama-se Ricardo Salgado.

Um mestre de alto coturno na arte de operar por manipulação da realidade com o dinheiro dos outros; algo assim, comparável com as grandes máfias, das maiores organizações criminosas do mundo. Debaixo de um nome santificado de Espírito Santo formataram o maior império do mal em território Luso desde que o M´Puto se conhece como Pátria. Ricardo Salgado, o Dono Disto Tudo, o DDT que manobrava políticos e afins…

salgado1.jpg E, como quem limpa o cú a crianças, comparação a grosso modo para caricaturar as gentes que o elevavam às nuvens, estas tristes criaturas-bajuladoras, gente que todos os dias aparece nos écrans com holofotes de magia, descambaram da arrogante postura de subserviência, subjugados à triste inverdade em sua máxima valência. Como foi que gente supostamente da máxima competência na forma de lidar com o dinheiro, com gente diversa, se deixaram corromper tão levianamente por quem só tinha em mente o lucro, usando fraudulentamente a subtracção do bolso do contribuinte, do dinheiro dos outros (o nosso)…

E, é assim que numa longa maratona judiciosa destapam o perfeito filtro para revelar o pior de Portugal se, saltarmos essa triste estória descolonizadora, mas, e também daqui, tirarem o proveito dos decadentes territórios ditos Ultramarinos onde gente de gesta, deixaram ao desbarato suas pertenças, seus sonhos, seus suores; foi uma derrocada que paulatinamente se aninhou no seio Luso, desconsiderando as heroicidades dum povo ilustre. Esta acusação do Ministério público, deveria encher de vergonha, caso a tivessem, todos os que durante anos, se renderam ao poder do dinheiro – Ricardo Salgado o Manda-Chuva do M´Puto!

marcelo1.png Políticos que nos geriram e gerem; alguns em funções na máxima representatividade da Nação, comentadores, banqueiros, advogados, legisladores e jornalistas de craveira, exacerbaram o seu poder venerando-o sem serem suficientemente capazes de o criticarem ou acusarem. Tinham ali uma fonte de abastecimento à sua complacente vaidade de apaziguarem sua apetência, rendidos ao seu imperfeito ímpeto de também o serem grandes, subindo a qualquer custo. Uma chusma de gente que não é de bom-tom recordar – vergonha!

sergio3.jpg Passos Coelho enquanto Primeiro-ministro, se recusou a salvar esta sinistra figura chamada de Salgado! E, uns bons 90% dos portugueses, para além de não verem o alcance desta figura, fustigaram-no ao limite, imerecidamente diga-se! Passo Coelho pagou caro por essa integridade e por ser diferente, por ver mais justo e ver mais longe; sempre lhe dedicarei meu apreço – por sua verticalidade e honestidade quando ainda o nome Espírito Santo era intocável!

Ricardo salgado criou com sofisticação empresas de lavar dinheiro, de fabricar juros, vista agora como coisa inaudita mas comparável ao processo Dona Branca, só que com uma intrincada sofisticação de não deixar rasto e a coberto daqueles supra mencionados, personagens bajuladores, Ele, Salgado, actuou em Angola, na Venezuela, Uruguai, Panamá, Argentina, EUA, Suíça, Brasil e sei lá mais quantos destinos de fora-de-portas, offshores. Criou uma intrincada máquina de feitiçaria financeira…

Uma máquina desenhada para roubar com excelência e, sem que ninguém se apercebesse, supostamente credível quanto baste para engodar os lorpas com ajuda dos gestores públicos que estiveram no topo e acobertados pelas gangues designadas de partidos. O M´Puto para Ricardo era e, ainda talvez o seja, um conjunto de tolos predispostos a envaidecer-se – a perfeita máquina de fazer dinheiro com o nome de “Made in Portugal”. Os nomes são muitos e nem vale a pena publicitar sua T´xipala (fotografia) pois que seus nomes figuram nos escaparates actuais como Aníbal, Marcelo, Paulo, Soares, Sampaio e mais uma catrefada de ilustres da nossa praça – Triste Praça!…

costa araujo4.jpeg Pois! Uma intrincada rede criminosa que segundo o Ministério Público, envolveu concertadamente e de forma continuada de crimes de burla qualificada, corrupção activa e passiva, falsificação de documentos, manipulação de mercado, infidelidade, branqueamento de capitais e, um sem-fim de distinta malvadez. E, o traste, aí continua com esse aspecto impávido de sereno como se todos lhe devêssemos alvissaras. Sem aloquete nos tornozelos, nem coleira nas orelhas, com os olhos esbugalhados, ai irá continuar até que tudo se consuma em nada por via de recursos e muitos desaforos inventados por um batalhão de advogados de gabarito, poderosos, daqueles que sempre ganham até chegar na ultima instância – Para o céu, sinceramente, acho que não irá!

Foram e, são muitas nuances, coisas de que tenho que ler profundamente como os Panamá Papers, Operação LEX, Operação Marquês, Face Oculta, Luua leaks, Cambalachos e derivados de fundos sem rosto com os sempre poderosos advogados. Das promiscuidades com férias de borla no Caribe, e compras de velhas carcaças chamadas de submarinos. O Homens de Borracha que eu li quando era puto-candengue, os livros de quadradinhos com as comiquitas, teria de aprender, e muito com este homem-elástico-chwingam (pastilha elástica). Assim de Ocidente em incidente e, de recurso em concurso, protelarão o tempo até seu fim. Ámen…

arte3.jpg E, porque penso, julgo o quanto tempo mais teremos de esperar, para que seja feita justiça, neste que é o maior crime financeiro da história contemporânea, hodierna (claro que saltando a tal de descolonização). Embora se diga que a justiça está funcionar, minha carcaça estremece, meus dentes abanam de tanto rilhar, meus pistões encravam pois que tantos milhões, entopem meus neurónios, amolecem as juntas e calcificam os segmentos. É que são 3 500 000 000, creio que é isto: 3,5 Mil Milhões de Euros – Que se saiba!  Bom! A procissão ainda vai no adro e, se porventura me levarem para o chilindró por falar nisto, mandem-me charutos “Cohiba ou Romeu e Julieta” para fumar meu cacimbo num matope de casca dura…

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 04:56
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Sábado, 11 de Julho de 2020
MOKANDA DO SOBA . CLV

TEMPO DE MEUS KITUCUS (mistérios). TEOREMA DA VIDA: não vale a pena morrer de véspera… Crónica 3039

- N´gana N´Zambi, comendo saquinhos de muxima na forma de paracuca10.07.2020

N´gana N´Zambi – Meu Senhor

Por

soba002.jpgT´Chingange - (Ot´chingandji) - No Sul do M´Puto – Barlavento ( …de onde sopra o vento)

monteiro6.jpg O termo teorema foi introduzido por Euclides, em elementos para significar "afirmação que pode ser provada". Originalmente significava em grego "espectáculo ou festa". Actualmente, é mais comum deixar o termo "teorema" apenas para certas afirmações no campo da matemática que podem ser provadas mas que torna a definição um tanto subjectiva. Neste caso, teremos de ir para o espectáculo da vida na visão grega. Foi em um lugar de Nogueira com muito verde, terras de Alto Douro que, eu e mano Zeca Mamoeiro nos espojamos como ressuscitados em nossa amizade de infância que, morta pelo tempo, sucedeu a nosso contragosto e, em nossa contramão.

Constatando que mesmo para além de cinquenta anos de ausência, refizemos nossos traços sem melancólicos choros nem ranger de dentes, troçando até de nossas mazelas ou desgraças. E, assim num recordar de coisas maianguistas e afins com januários feitos pássaros e viuvinhas mais cardeais, chegamos às conversas bananais num cada qual falando suas sapiências a bulir na flor da pele, como caruncho, comendo nossas algazarradas. E, num diz que foi e talvez o seja, falei que o futuro da medicina está cada vez mais próximo do presente. O tempo passou e, agora aqui preso no meu mukifo revejo estas falas: Pois, no Paraná, pesquisadores da Universidade Estadual de Londrina criaram uma membrana que é capaz de desenvolver tecidos de pele, ossos e cartilagem.

acácia rubra2.jpeg Logologo Zeca disse estar muito necessitado desses inventos para renovar toda a sua flora muito cheia de fungos e bitacaias escondidas em lugares tão recônditos que nem os médicos conseguem catrapiscar suas nuances biológicas. Isso! Do tempo da arqueológica sabedoria de matar pulgas com um cassetete. Pois! Diz ele com aquela cara de muita seriedade: Os pesquisadores criaram uma estrutura em plástico biodegradável na qual as células animais se desenvolvem e reproduzem no formato da estrutura biológica desejada; é isso mesmo que necessito para passar meu catolotolo. Afinal ele, o Zeca dos Santos era sabedor!

Ali, e por três dias fintamos o destino sem aquela fúria suicida do hiato duma guerra, missangas de búzios e estrondos, uma ousadia de gente alheia que nos superou, enganou e separou. Comendo saquinhos de muxima na forma de paracuca, quicuerra, mistura de farinha de mandioca, açúcar, jinguba torrada ou quitaba, usamos como refeição improvisada percorrendo na lembrança antiga de nas mercearias da Maianga e esplanada debaixo da mulembeira, terreiro de tasca com jogo de bisca, copiando os mais velhos: Jogando matraquilhos como assim num fingido casino de pobres, com tapas à sevilhana, polvo na vinagreta e carapaus fritos. Assim ouvíamos os kotas trafulhas, batendo na mesa para dizer ao parceiro que tinha uma bisca…

engraxador3.jpg Assim entre tremoços e jinguba, tudo misturávamos nos avanços e recuos da medicina ainda muito longe de agora, cada qual estar na sua ouvindo suas dentuças a trincar notícias hospitalares! Ano de 2020. Bom, mas falando da tal de membrana eles, os médicos, formataram uma dessas que pode ser desenhada em qualquer formato na qual as células vivem e se reproduzem. Essa membrana é formada a partir de celulose, portanto, de matéria natural, e que utiliza pouco processamento químico.

Entrando já no impacto ambiental e biológico por modo a ser o menor possível íamos tomando uns brancos generosos, daquele que desce o rio e vira Porto, que mesmo sem as membranas desenvolvidas por pesquisadores nos desbravavam eloquência no cérebro e até pele e ossos! Fora de brincadeiras, disse eu a por fim às misturas de branco de Galafura, de Nogueira e tal e coisa pois a membrana criada pelos pesquisadores que é capaz de desenvolver tecidos de pele, ossos e cartilagem, mudar o coiso, mamas e desencurrucutar peles flácidas…

ama3.jpg Como teste, os desenvolvedores do projecto fizeram uma orelha em impressora 3D e aplicaram as células, que formaram uma orelha animal. Vi isto ao vivo e cores lá na Petrolina do Brasil, colada na lateral do meu amigo ex-coronel FK – Fala Kalado com sua orelha parabólica no sistema de 5G. Os estudos estão sendo realizados provisoriamente com células de ratos e os resultados foram positivos. Fixe! Nas vendas do Morais, do Hernâni, do Baia ou do rente Cruz da Maianga, lugares extintos da Luua, vendiam esse milongo a granel, faziam vinho da água e permutavam alegrias em melancolias de cat´chipemba, que agora só são recordadas para fortalecer os corações da gente.

Bom! Assim inscritos e circunscritos num incêndio de falação recordamos as mulembeiras e imbondeiros tudojunto, pendurados lá nos altos galhos feitos monos, como se fôramos múcuas ou os figos batucando assim o tempo na mistura de dendém com peixe-frito. Devorando-nos até ao tutano, besuntamo-nos no visgo sem os contornos monstruosos de kalashnikov a tiracolo ou os monacaxitos de mata-mata – Tunda-a-munjila T´xindere! Troçando de nós, encharcamo-nos de riso misturados na sabedoria austera de Miguel Torga, como o Omo de lava-mais-branco, lá demos banho às nossas pulgas dinossáuricas…

dou3.jpg Repito: - Em breve, os estudiosos acreditam ser possível utilizar as células dos pacientes humanos para recuperar partes de seu corpo, como pele, ossos e cartilagem que catrapiscamos atrás de nossas orelhas. Mergulhamos assim num escuro alucinante do nada revendo ao seu redor sofisticadas ilusões, veleidades a tomar banho em praias de doiradas e areias diamantinas e, a vacina infalível nadica de nada, que não aparece…

Com roupas estendidas nos varais de mau-bordo, esperando viajar mais um outro dia, chegamos até ao hoje com um bicho feito capeta a querer morder nossos calcanhares, subir até os pulmões e, até que o trabalho desses doutrores descubram uma outra matacanha que o mate. Esses professores e estudantes, desses mesmos, Departamento de Bioquímica, Biotecnologia, Centros de Ciências Exactas e Edecéteras estão demorados, noé!? E, foi assim que passamos aos pesquisadores ingleses que dizem ter criado neurónios artificiais…Balelas!

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 05:23
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Quarta-feira, 8 de Julho de 2020
MAIANGA . XXIII
“TAMBULA CONTA” com falas antigas
- ZECA FOI NOS POEIRA … Ontem mesmo telefonou! Anda confusionado – 05.07.2020
As falas do ZÈ SANTOS MAMOEIRO, têem um reco-reco; Senhor dum Ford V8 tem balanço de DKV...
. Crónica 3038
Por 

tonito 20.jpgT´Chingange - No Sul do M´Puto

zeca00.jpgZeca, José Santos - No Mukifo dos M´Puto

zeca01.jpegDisse a ele na primeiríssima pessoa: Tu, Zeca, surpreendes-me irradiando uma sabedoria e compreensão desconhecidas. Tens a liberdade no coração, na mente e no espírito e, eu vou utilizar tuas malambas, tuas falas para manter N´zambi nosso Mwata. Catravês, assim mesmo nos conformes - Tambula: Topei, delirei, sonhei…“UM SONHO ESTRIDULADO… na tua N´janena ”, mas fui apanhado na rusga sem documentos. O tuje do cipaio levou-me na pildra e a mukanda que tinha para o meu kamba, o mundele m´Fumo M´bika sundiameno mesmo, chefe, tirou! Filho da caixa, mesmo…

E, disse-me que conhecia um soba com o teu nome na libata de Nambuangongo. Abri o meu Samsung para mostrar os meus documentos, mas o tuje do chefe besugo disse: ”Só te liberto com os papel na mão, esse mambo dos tecnológicos dos computador, é mambo dos filme dos Ovni, num tem a impressão digital tirada nos tinta preto nos covinha no BI do Palácio da Cidade Alta.

caricocos.jpg Também mostrei o meu cartão de residência da polícia da esquadra da rua Comte Correia da Silva, mas logo berrou, caté os mabuje do peito dele saltaram, dizendo que não era eu, esses mambo há muito caducou quando a bandeira dançou no novo mastro feito de chinguiço das Mabubas… Eu, bué implorei, até mostrei maço de AC, mas ele recusou dizendo que só fumava CARICOCOS com cheirinho a café Arábica da Gabela ou então DELFIM das baronas m´boas do M´Bambi, mas só quando estava com makueka.

O mwadié, berrou de novo, mandadou-me despir todinho mesmo, para ver se tinha na kubata dos matubas diamba, que topei, que catrapiscou para o cipaio porque ambos fumavam com umas Cucas e uns pratinhos de jinguba do Álvaro… Háka! O sacrista botou as mãos para afastar o “capim”, mas tropeçou por querer nas mudanças do meu Ford V8, ué, chiou nas mudança… No final, mandou-me para a esteira loando cheia de ávilos-de-mil-patas que batukavam minha chegada.

zeca soba auxiliar.jpg Por isso nada te enviei e juro mesmo, sangue de Cristo, que este mambo é verdadeiro k kamba maianguista AM (T’Chingange). Desculpa a longa mukanda 1+1, mas é pratinho kitetas com molhinho de jindungo do Mandarim da Ilha de Loanda. ZECA2014022621H25NMK - Fim da conversa de chat.

Nota explicativa do Soba, JE: Pópilas, mazé, este kandengue da Caope trouxe ávilos-de-mil-patas do BO para a Maianga onde viveu como um catete voando, voando pelo capim e agora tá abusar cus poeira chefe-dos-posto. Só tá mesmo me cuspir nas mata de minha vida; se tá vanguardiar das memória que tem o sangue do tempo.

ZECA MAMOEIRO.jpg Esse kandengue, mais tarde bazou da Vila Alice com uma carrinha com tudo empilhado àtoa (dois andares) caté parecia uma canoa; recebeu uma big bazucada, monacaxito dos M via Fla no trigésimo dia em que já lá não estava, ai-iu-ué!

Como é monacaxito, te ofereceram um barco. Pois… N’Zambi avisou-o para bazar naquele um dia, porque nos vinteenove dias contou bazucadas. Fez mesmo colecção desses monas e juntou-os nas imbambas do tunda-a-mujila. Bazaran só mesmo sem querer; caté parece que é uma estória de faz-de-conta mas, Noé!

tonito11.jpg Hoje que penso muito e rezo pouco, lembro só os tempos em que ninguém, mesmo dando pontos sem nó, descobriam ali segredos de nos capins de seus corpos acariciando-os com curiosidade, averiguando falas de sacristia que ninguém mesmo sabia na certidão afirmativa; ai Jesus, credo, que Deus nos ajude, falavam nossas mães. Naqueles tempos, mesmo sem crise, íamos crismando vergonhas de pobre e, havia muitos, muito mais que agora.

Hoje a pobreza será outra, a das pessoas arruinadas porque perderam seu perfil e, agora são obrigadas a aparentar o que não têem; tudo por força da crise e roubos subtraídos pela lei do governo, outra vez a velha lei. Creiam… Isto vai continuar como sempre foi, uma merda, porque a Rua Direita ainda anda torta?
Kandandus...
do Soba T´Chingange


PUBLICADO POR kimbolagoa às 11:38
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CAZUMBI . LX

NO MEIO DA ANHARA - rodeado de mabecos com vontade de me filar o dente, AVANÇO MEU RELÓGIO NA MARCHA 3, COM UM DIA DE 72 HORASDança com mabecos!

Crónica 3037 - Kizomba:06.07.2020; Kimbo: 08.07.2020

Por

soba002.jpg T´Chingange - No Sul do M´Puto

4 DE JUNHO.jpg Só é mais uma estória, nada mais. Comi biltong de gnu, de boi ou vaca e olongo, e bebi suco de goiaba e massala de Moçambique. Percorri o meu caminho com gente chegando e partindo dizendo good morning; missangas de vida com malas e gente de galões a laurear pelo mundo; De Kimberley segui no comboio azul, sem fumaça, rasgando trópicos rumo ora ao Sul, ora ao Norte.

Com uma Mp3 colocado nas orelhas ouço o Jake Rumba e Dog Murras, rasgando também vontade de vencer mais um dia – Um dia de cada vez para não serem demasiados, dançando o Kuduro com uma pacaça …Aiué. A pacaça estava ali, raspando raiva só átoa e, eu embebido em maravilhas da kizomba enfiado nessa tal Mp3 Huawei.

soba1.jpg Eu, que em tempos, furei um embondeiro com a mente, pensei a partir daí que o cazumbi estava do meu lado – isso! Foi assim que do nada, surgiu a força de muitos urros. Os mabecos deram à sola e fiquei só, num descampado, loucamente inebriado na minha pequenez…

Esta embriaguez de fala, é só para dizer que o Soba, tem a mordacidade às vezes turva da verdade, e por isso banha-se nas águas tépidas dum lugar longínquo para espairecer. Já sem cabelo, rapo o que resta até ficar zero. Vejo-me no espelho e faço gaifonas com as rugas enquadradas num tempo de, nem sempre alegres, nem sempre tristes.  

 t´chingange 0.jpgDispo-me de calor e desabotoo meu único botão da balalaika do umbigo– sim! Minha balalaika tem só um; calço sandálias e piso os ladrilhos de esperança dum azul-turquesa na mistura de cinza-cacimbo matinal a ver as manhas tranquilas. Rego minhas hortenses e os tomateiros que não há maneira de dar tomates, nem sei porquê. Venho ao computador ocupar o tempo, ler poemas, reler baladas e muitas tretas…

Tretas de fazer caretas; também ouvir cantigas, ler desaforos, coisas choradas, lamuriadas, cânticos humedecidos, vídeos foleiros, e num repente vou à China comer grilos e gafanhotos. Hoje mesmo, vou-me ensinando a ser gente tomando aqui e acolá, por onde calha, o saber dos mais sábios para ficar esperto. Nem sempre homem, nem sempre jovem, já mais velho, nos intervalos, aprendo a aprender a ser grande.

soba001.jpg Esmiúço os tempos para saber a verdadeira razão dos paradoxos e dos fúteis caprichos de poder. Sim! Neste mato de capim tombado pelo vento tiro aqui e ali umas fotos sem pau de selfie. Tudo para dizer que ando fugindo do tal de vírus COVID fazendo anos três vezes ao ano. Somo agora setenta e cinco vezes três, que dá exactamente duzentos e vinte e cinco anos – Pode!?

Assim, prescrevendo o bicho relevo-o como o tal de mabeco. Torna-se necessário mantermo-nos atentos a novas tentativas de oferecer soluções a problemas. Problemas de cujas causas sociais viram económicas na interacção entre grupos – grupos que não podem ser reduzidos a uma questão de “competição” ou selecção biológica… Bairros de casas, barracas e anexos encavalitados, formando uma malha labiríntica apertada com muita agente.

NIASSALÂNDIA1.png Teci-me na linha dum destino só meu. Criei a teoria do esquecimento, burilei-me nela e desconsegui. Voo entre nuvens turbinadas de aspiração, compulsão e impulsão, vida de cão. Obrigado a mim, a ti e a tu também (o ti é um, o tu é um outro). Obrigado, principalmente a Ele, Nosso Senhor, meu tio que se chamava José. No calor do Sul do M´Puto, com sol de Julho, ventos rodopiando nas horas, fazendo tufos de capim como aqueles da savana, marés longas de vontades alheias e um bafo quente…

tonito18.jpg Aqui estou numa espera do John Wayne, meu companheiro do Cine Colonial da Luua, tentando a custo interpretar o Islão. Eu, nasci a 4 de Junho de 1945; O facebook inventou que o T´Chingange dos elefantes nascia a 5 de Julho, Recebi parabéns e agora, sinto-me constrangido a desmentir aqueles e estes, meus kambas – Por isso, terei de agradecer pela segunda vez meu renascimento! Pelo que disse, terei mais um outro este ano; Só posso dizer obrigado! Vou fazer mais o quê, se sou apenas um robot…  

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 11:01
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Sábado, 4 de Julho de 2020
CAZUMBI . LIX

RECEITAS - Torcer enxugar e corar - Secando a palavra ao sol … 04.07.2020

Por

canhot3.jpgAntónio José Canhoto

kimbo 0.jpgAs escolhas de Kizomba

 maian4.jpgMuitos dos humanos preferem procurar nos outros o Mestre em vez de despertarem aquele que adormecido se encontra dentro de si. Não deixe nem permita que sejam os outros a carregarem a sua ignorância, porque quando o fazem exigem contrapartidas porque tudo na vida tem um preço. Há muros que só a paciência te permite derrubar, a necessidade e o engenho rios atravessar e diferenças de opinião pontes a construir. Não ande à minha frente pois não sou seu escravo nem ovelha para seguir o seguir como, meu pastor.

Não ande atrás de mim como animal a seguir o dono, ande ao meu lado como igual sem complexos de superioridade ou inferioridade. Quando começar a exigir mais de si, e, esperar pouco ou nada dos outros, evitará ter muitos aborrecimentos e desilusões. O grande azar na vida não é cruzar com um gato preto, passar por debaixo de uma escada, abrir um guarda-chuva dentro de casa, encontrar uma ferradura ou quebrar um espelho, mas sim ter de ouvir um ignorante discursar sobre algo que não sabe por diplomacia ou por dever de ser politicamente correcto.

maian8.jpgAo longo dos meus 77 anos de vida, já conclui que o que o resto do tempo que tenho para viver vai ser mais curto do que comprido. Aprendi muitas coisas e algumas delas, partilharei com quem me lê com muito gosto. E uma delas é que a vida é curta demais para viver o mesmo dia duas vezes. Aprendi que o tempo cura, que deuses não existem foram inventados, que a mágoa passa, que a decepção não mata, que não deve dar a outra face depois de ter levado uma chapada, pode perdoar mas nunca esquecer.

Retalie sempre com juros de mora, porque o dia continuará a ter 24 horas como ontem, que os amigos vão e vêm, que nada é eterno, que a maioria dos sonhos não se concretizam, que a dor fortalece, que a vida ensina mas a aprendizagem é caríssima, mas que viver é sensacional quando o fazemos com toda a intensidade possível, e ser-se feliz sem motivo é a mais autêntica forma de felicidade. Nunca se deixe manipular, persuadir ou mentalizar por ninguém, porque logo que se torne seguidor e prosélito de alguém que o inspirou, doutrinou, deixou de ser um homem livre para se tornar num obediente escravo.

maian6.jpg Eu sei onde está o tesouro da vida e do conhecimento mas para lhe dar o mapa para o encontrar terei que saber primeiro se você tem a paixão, determinação e força mental para o descobrir, desenterrar e ler as tábuas das verdades universais que se encontram dentro dessa arca. Ame na vida algo mais elevado e maior, no qual você se perderá sem se controlar, que é você mesmo e a sua capacidade de conseguir que todos os deuses pereçam dentro da sua mente, pois na vida apenas poderá contar consigo, ninguém virá em seu auxílio em momentos de crise, depressão ou dificuldade.

Quando somos diferentes do modo de pensar das maiorias passamos a ver o mundo todo cinzento pois todos pensam da mesma maneira e seguem o mesmo caminho. Isso obrigou-me a criar um mundo só meu e personalizado onde sou deus e satanás quando quero e entendo, prestando contas apenas à minha consciência. Não preciso nem de religião ou deus algum para me comportar civicamente, porque se precisasse de seguir comportamentos éticos ou mandamentos emanados por divindades deixaria de ser humano, racional e consciente e passaria a ser um animal de circo amestrado.

mandrak5.jpg Se há coisas que me enlouquecem é viajar por dentro de livrarias o tempo passa sem eu me aperceber, acho que era o local onde eu gostaria de trabalhar. Os homens nunca foram tão escravos dos seus mitos e lendas como o são hoje, porque tiveram o atrevimento e arrogância de lhe concederem o estatuto de divindades quando os criaram e inventaram na esperança que estes respondessem à sua ignorância e aplacassem os seus medos. Os meus pensamentos transcritos nos textos que produzo não têm a intenção de serem prescrições médicas para seguirem a fim de se livrarem dos males do mundo.

maqui1.jpg Do mundo que tenho vindo a identificar, mas que pelo menos se servirem para reflexão já sinto que a minha missão foi concluída com êxito. Espero que um dia quando acordar não se vá lamentar que o tempo que lhe resta para fazer as coisas de que gosta já é curto ou para desmistificar as inverdades com que o doutrinaram. Só nessa altura perceberá que só fez o que não gostava e que sempre obedeceu às vontades e verdade de terceiros. Plante as suas próprias verdades, não colha as dos outros escreva a sua própria biografia não deixe quer sejam outros a fazê-lo.

1-7-2020 - António José Canhoto - No Algarve

Crónica 3036

As opções de T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 17:09
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Quarta-feira, 1 de Julho de 2020
XINGUILA . II

KILUNDU . COISA ANTIGA DO MU UKULU NO PAMBU N´JILA
Crónica nº 3035 Coisa doidakilundu: cerimónia de chamar os espíritos ao culto01.07.2020
Por

soba002.jpg T´Chingange – Desde o Sul do M´Puto

araujo10.jpg Um dia fui a terras de Moiros como convidado de uma entidade que sempre repetia “faço das tripas coração para andarilhar”; diga-se que nunca entendi o que queria dizer com isso mas, levado pelo sono da burundanga eram pormenores que não me prendiam a atenção pois que, só muito recentemente soube o que era esta coisa que tem o nome científico de endopamina. Assim e com o Cipaio Kukia Mandinga em ALHAMBRA, assisto ao pacto de Mano-Kilombelombe com Januário.
Eu já era Mano-Corvo - Uma fusão de homem com pássaro do tipo Kwetzal (México) com Costa Araújo... No M´Puto, na estepe Alentejana tive a sensação de começar a penetrar na minha intranquila dependência da kianda, pois que quase que me dei conta que meu pacto de sangue com o velho de mais de talvez 395 anos, começava a borbulhar-me no cocuruto da meninge.

araujo62.jpg Para entenderem o que nunca eu entendi digo-vos que a burundanga, é uma velha conhecida nas ruas da Venezuela, Colômbia e Brasil. Recentemente soube que uma em cada cinco pessoas intoxicadas em Bogotá inalou ou ingeriu burundanga, droga usada em pelo menos três assaltos por dia na Colômbia. O Departamento de Estado dos EUA classifica-a entre os narcóticos mais perigosos e estima em 50.000 o número de assaltos por ano com esse pó.
Essa droga fácil de conseguir e barato de fabricar, mergulha a vítima na passividade. Entendem o que sucedeu comigo naqueles idos tempos de cafufutila. Não! Pois eu também andei embrutecido e num entretanto da minha cena os seguranças de serviço virados ao futuro com uma máscara do tipo COVID, levaram-nos direitinhos à única entrada exterior do Palácio Nazarie.

burundanga5.jpg Essa “droga zumbi” faz a vítima perder a vontade própria e a memória. São muitos os testemunhos de vítimas que relataram roubos ou abusos sexuais violentos, mas não se lembram de nada no dia seguinte. No meu pacto só tenho leves recordações de mijar no Tejo em cima de uma ponte com arcos no lugar de Toledo, um lugar bem distante daquela outra cidade antiga. A maior parte do complexo cidade de Alhambra, foi construído, principalmente, entre 1248 e 1354, nos reinados de Maomé I e dos seus sucessores.
Alhambra era um local onde os artistas e intelectuais procuravam refúgio no decurso das vitórias cristãs por todo o Alandalus. Mistura elementos naturais com outros feitos pela mão do homem, sendo um testemunho da habilidade dos artesãos muçulmanos da época. Tratados como mustafás, nós, por via da indumentária de Januário Pieter e seu guardião - lanceiro, um espanto de nos fazer sentir os maiores privilegiados – vou contar…

araujo179.jpg O Cipaio Kukia Mandinga muito vaidoso, banga ultra moderna fardada de zuarte amarela, balalaica com muitos bolsos e uma catrefada de zingarelhos pendurados à mistura com pequenos chifres de porco do mato. Tenho até dificuldade em contar esta patranha mas o efeito da droga é mais que alucinogénio… As sementes da Datura, um outro nome d figueira-do-diabo, são ricas em escopolamina, um relaxante potente cujo princípio activo, combinado com diferentes substâncias químicas, resulta no pó burundanga. Tenho uma no meu quintal…
A partir dali rodávamos a cabeça em todos os sentidos observando toda a beleza daquele conjunto palaciano com quartéis, estábulos, mesquitas, escolas, banhos, cemitérios e jardins. O escambau de coisas desanoitecidas já esquecidas ou penduradas por detrás das portas junto às muitas ferraduras de muares e outros bicharocos espinhosos. O Palácio dos Nazaries, é em verdade um conjunto de residências principescas sem fachada, sem alinhamento de salas, com passeios e jardins interiores de grande frescura. Pode adivinhar-se as forças ingrávidas de arcos com paredes furadas de renda; portas, janelas e arcadas por onde a luz penetra na medida certa e, aonde parece mesmo, não haver gravidade.

araujo172.jpgHoje, a burundanga é frequente em bares e boates de Caracas e Bogotá aonde organizações criminosas, utilizam belas mulheres como isca, recorrendo a truques diversos para fazer a vítima ingerir ou inalar o pó num momento de distracção; a partir daí os médicos divergem sobre a intensidade da perda de vontade. Não chegava esta coisa ruim do tal de COVID para agora andarem a usar truques para nos levarem até à Chibia, um lugar no Cu do Mundo lá da N´Gola do Cipaio Mandume com o nome de Tato-Mota…
A primeira referência a este Mandume foi obtida no Qal’at al Hamra que surge durante as batalhas entre árabes e muladis ocorridas no reinado de Abdalá I de Córdova (888-912) – Foi o que li numa das paredes. Como é! Assim como duma terra chamada Mapunda e uma outra com nome de Chibia com nome de espantar pássaros xirikuatas, Cipaio Mandinga, direitinho que nem um fuso, a tudo olhava com vontade de saber. Muxuxou que era muita areia prá sua camioneta e que, teria de comer um “chipe extra de memória” e sistema integrado para fosforescer mais rápido na sabedoria – Sukuama!

burundanga1.jpg Foi no Pátio dos Leões, a sala privada do Sultão em que eu, T´Chingange e Pieter selamos o nosso mais verdadeiro pacto de sangue. Esse cipaio Kukia que anda por aqui, até pode nem se lembrar mas assistiu direitinho com sua lança, feito Massai da Tanzânia; um jardim que havia lá perto de sua casa cubata no Lubango. Pópilas, estou até cansado de tanta mistura na cabeça dele que faz pena. Nunca no Lubango ouve caserna de bichos zebra, desses e, com esse nome!? Não admira que por medo, as pessoas passassem de largo como se nós também fossemos daquele muitos idos anos e muito cheios de caruncho…
:::::
Ilustrações aleatórias do Mano Costa Araújo, nosso Mestre
Glossário:
Pambu N´jila: - Agente de ligação entre o espaço físico e o místico; lugar de veneração ou peregrinação; Lugar predilecto Duilo: - Céu (em um amiente de espíritualidade); kalunga: - espírito forte, divindade ou espírito das águas, iemanjá, mar, água no geral; Mano-Kilombelombe: - Mano-Corvo, Uma fusão de homem com pássaro do tipo Kwetzal ( México); M´fumos : - Chefes; Kukia: - Sol, pô do sol; Minkisi: - agente de ligação entre o físico e o místico, tem poder nos elementos da natureza, (faz chover, faz trovoada), gente com mau-olhado
Sukuama!: - Caramba!; poça!; Cus diabos; Porra!
O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 06:54
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XINGUILA . I

FÁBRICA DE LETRAS DA KIZOMBA - Foi em Olinda de Pernambuco no Brasil que vivi o MARACATU 01-07.2020

Crónica 3034 - Li algures que KALUNGA é o plural de lunga ou malunga mas, tanto quanto pesquizei, Kalunga é um elemento sagrado do Candomblé de Pernambuco…

Por

soba03.jpg T´Chingange – No Sul do M´Puto

- Xinguilar: Palavra angolana que significa entrar em transe em um ritual espiritual, geralmente ligado aos cultos nativos dos ancestrais e Nkisi / Mukisi. 

olinda2.jpg Xinguilado assim, qualquer um de nós pode ser qualquer outra coisa mas, quando é então que nossos comportamentos transvazam a fronteira da vida em uma excêntrica mentira? Porque há quem nunca mate a criança que existe dentro de si e, que por vezes rompe seu equilíbrio de propósito sem um qualquer filtro ou sem se aperceber.

Se me raparem as sobrancelhas com o pretexto de extinguir a caspa, minha cabeça pode muito bem transformar-se numa espécie de volume branco de manequim, aonde sobre esta, se pode pintar uma qualquer outra figura que não a minha.

olinda4.jpg Posso alisar meus cabelos untosos ao jeito de malandro lá dos finais de 1930, fingir-me num boi sagrado, coisas do “bumba meu boi”, com sua inebriada e sagrada figura mudando disto de ser-se homem para mulher como quem muda de camisa, puteando-me como as madames de fina estirpe e, sempre nessa sua estrema segurança que no tempo se transparecem de arrogância ou egoísmo. Nem importa porque num repente sou Eva a mulher de Adão, o mesmo casal que mutilou a única condição de vida que Deus lhes impôs, não comer uma tal fruta, poderiam faze tudo o mais e, eles desrespeitaram comendo o fruto proibido. Haka! Nosso mundo começou mesmo muito mal!

Foi em Olinda de Pernambuco no Brasil que tomei de novo, contacto com o termo genuinamente angolano. As expressões culturais ameríndias e afros diluídas no sangue latino e africano, colonizadores e escravos cozidos no grande caldeirão genético do Brasil com os pretos, pardos, mulatos, cafusos, caboclos, matutos e mazombos.

araujo114.jpg Também há mamelucos e mazombos que originaram um maracatu muito característico no carnaval de Olinda, altura mais certa para extravasar coisas incubadas nas frinchas do tempo. No espectáculo carnavalesco surgiram ao longo dos anos nomes que mais pareciam ser dos Dembos ou do Kwanza de Angola tais como "os Xurimbas", "os Muximas" ou " as capotas ou o papa-angu"

Tanto o quanto pesquizei, Kalunga é um elemento sagrado do Candomblé de Pernambuco, Brasil, e simboliza uma rainha morta, talvez a N´Zinga mas, simbolizada em verdade numa "boneca de cera do Maracatu". Em 1932 surgiu um grupo Kalunga com o nome de "Homem da meia-noite", fruto do maracatu nação; algo inspirado a partir do culto Bantu, da língua Kimbundu e Xhosa. No carnaval esta figura é feita de barro, palha, madeira ou cera.

monangambé.jpgReferem alguns pesquisadores que pode ser o nome dado a carregadores desclassificados de carrinha de caixa aberta mas, eu a estes chamo de monangambas ou monangambés. Este termo de Calunga, significa irmandade, fidelidade, a amizade feita divindade, uma boneca de encantar a quem se quer bem. Este misticismo colado com superstição, foi trazido de áfrica pelos milhares de escravos.

Conforme o "baque" ou batida, existem dois tipos: Baque Virado (Maracatu Nação) e Baque Solto (Maracatu Rural). O primeiro, bastante comum na área metropolitana do Recife, é o mais antigo ritmo afro-brasileiro; e o segundo é característico da cidade de Nazaré da Mata a Norte de Pernambuco.

Com ritmo intenso e frenético, teve origem nas congadas (que vem de Congo), cerimónias de coroação dos reis e rainhas da Nação Negra. Na percussão chama-se a atenção os grandes tambores, chamadas alfaias que são tocados em baquetas especiais para o instrumento. Estes dão o ritmo ou o baque da música e são acompanhados pelos caixas ou taróis, ganzás e um gonguê ou agogô.

periferia.jpg Há poucos anos houve um movimento sociocultural em Recife que fundiu o ritmo maracatu com a influência da música electrónica. Assim surgiu o movimento Manguebeat, criado por Chico Science, um maracatu moderno. Outras referências são a Nação Zumbi, a Mundo Livre, a Mestre Ambrósio, entre outros seguidores do movimento.

O Soba T´Chingange

 



PUBLICADO POR kimbolagoa às 06:35
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MOKANDA DO SOBA . CLIV

MEUS KITUCUS (mistérios) . JANELAS PARA A VIDA

Crónica 3033 - N´gana N´Zambi, não vale a pena morrer de véspera01.07.2020

Publicada em Kizomba a 29.06.2020 - N´gana N´Zambi – Meu Senhor

Por

soba002.jpgT´Chingange - (Ot´chingandji) - No Sul do M´Puto – Barlavento ( …de onde sopra o vento)

zanzi9.jpg Que cena: Um senhor fardado com um pijama às riscas, sentado num sofá de orelhas olhando para o infinito de Cascais, prédio comprado com Angolares a fingir de Macutas com palancas a pastar o capim das anharas. Babando-se pelo canto esquerdo descaído, insensível ao cérebro abanado por uma trombose. Com a lentidão das coisas graves e titubeadas com muxoxos – Hum, pois, não sabe; a kalashnikov, os turras – coisas antigas do vinticinco do M´Puto…

E, eram bolas de trapos, meias surripiadas do pai a cheirar a sulfato de peúga e permanganato de potássio dos armazéns do Bungo! Lembranças de quando ainda estudava que o Ali Babá era lenda antiga com ladrões feitos moiros, muçulmanos das mil e uma noites. A puta da guerra intercalava-se com as vidas de quando mais puto, ainda era kandengue; de quando fazia trumunos nas bananeiras do Malhoas, um sítio esquecido dum rio que só o era quando chovia – Rio Seco, aiué… Bem! Depois, revolucionou-se a fazer panfletos contra as coisas ultramarinas, juntou-se com a foice e o martelo no M´Puto e entre picardias e fumaças de burundanga daquele tempo, espezinhou-se numa intiphada ferindo até o próprio pai…

mai1.jpg Intiphada com giad pela libertação de sua terra predicando avanços sociais porque, aquilo da exploração tinha que terminar! E, terminou, faz tempo mas, a guerra continua, sempre! Às vezes, lá na Luua, rebentava tiroteio, eram rajadas pulando no espaço, de luz tracejantes nas noites cálidas tal qual como o Ché fazia em “El Pinar de Cuba” e, toda a gente fugia para o centro do medo, parte central da casa… Depois voltava tudo ao seu lugar. Se estavam na bicha, começavam os muxoxos atrás da parede e entre mujimbos sabia-se que alguém teria morrido.

Eram combates com tiroteios aonde o que era, já tinha sido, a vida não corria no setentaecinco – fugia! Mais e mas, edecéteras e entretantos… Que é feito do cambuta chambeta zarolho filho da peste? – Acho que lerpou! Assim mesmo no simplesmente e no presente do defuntado, sem gerúndio. Foice! Agora, o irmão do Fala Kalado, confinado no seu prédio do M´Puto, nem se apercebe que a guerra do Tundamunjila já acabou e, diz coisas que nem batem na bota da perdigota.

Interpretando a natureza contraditória do Mundo que hoje forçosamente tem uma motivação sanitária pelo COVID 19, não será permitido cuspir para o ar, nem para a água da praia de Carcavelos porque a gente, a vida da gente, anda muito subjectiva. Isso! O que se passa no espírito ou no pensamento resulta das percepções pessoais, assim como o ponto, que vira virgula sem direito a interrogação. Afinal, seremos todos uniformemente naturais usando um relógio sem ponteiros e, divididos entre o ontem e o hoje sem o antes-de-ontem…

maian10.jpg Hoje, o agora é muito mais importante que todas as outras farras; uma janela muito ampla com a distância e a proximidade purificadas num se calhar e, com um Deus de silêncio a fiscalizar. Tambulakonta!? De novo voltamos a confirmar que o sentido que nos leva a qualquer participação cívica, não é igual para todos! Quem andou feito cigarra despifarrando seus proventos, agora forma fila para se socorrido com uns pastéis de Belém, tortas de Cacilhas, batatas fritas de Alcabideche e rufadas de Tomar ou Pasteis de Tentúgal.

O ideal seria estarmos todos a olhar porque pode ser-se mal julgado e até ser preso por ter cão ou por não ter! Pois! Uns fogem do problema, outros há, que os problemas são sempre os outros. E, então nem sabemos como ficar, estando na casa toda ela feito medo, falando com o frigorífico, a torradeira e a avenca de folha larga tirada da casa da vizinha - porque sua dona, não a pode regar; está em Almada bem por debaixo da mão do Cristo Rei rezando o terço e mandando santinhos para todos os amigos…

Naqueles tempos de CONFINAMENTO 75 – DA LUUA, houve quem andasse semanas a comer bananas, e outros, comendo arroz e ração para gato ou cão, ou mabanga da Samba aonde espetaram um Sputnik. Ele, o Kafundanga Zungueiro, diz até que a guerra do tundamunjila não foi assim aquela coisa hedionda... O senhor fardado com o pijama às riscas, ex-Coronel do “M”, ouve esta descrição abanando a  cabeça ora para os lados ora assim-assim para cima e para baixo! Será que se lembra das diabruras que fez lá no vírus do “Vitória ou Morte”…

mocanda32.jpg Só que ouvíamos relatos, de gente que era morta de maneira bárbara, dizia-se que a FNLA matava com certos requintes, praticava antropofagia e edecéteras. Afinal eram só frascos roubados pelo “M” no Instituto de investigação para incriminar os zairocas fenelas. Não era mesmo para meter medo! Nem um vampiro iria gostar desta coisa macabra, comer corações sem sal, nem pimenta, nem jindungo onoto!... Luanda estava empestada de guerrilheiros, uns bem fardados e sabendo distinguir uma G3 de uma Kalashe e sabendo aonde ficava o gatilho mas, outros nem sabiam o que eram as estrias do artefacto… Tudo aquilo e agora, caramba, outras viroses…

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 05:45
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Temos um Hino, uma Bandeira, uma moeda, temos constituição, temos nobres e plebeus, um soba, um cipaio-mor, um kimbanda e um comendador. Somos uma Instituição independente. As nossas fronteiras são a Globália. Procuramos alcançar as terras do nunca um conjunto de pessoas pertencentes a um reino de fantasia procurando corrrigir realidades do mundo que os rodeia. Neste reino de Manikongo há uma torre. È nesta torre do Zombo que arquivamos os sonhos e aspirações. Neste reino todos são distintos e distinguidos. Todos dão vivas á vida como verdadeiros escuteiros pois, todos se escutam. Se N´Zambi quiser vamos viver 333 anos. O Soba T'chingange
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