Hoje está tudo tapado, sem nuvens, só cacimbo cerrado que nem dá para ver o mar, Lagos e Portimão. Os apitos dos barcos ouvem-se roucos. Com esta confinacâo seria bom termos Sol para espairecer nosso mofo acumulado um pouco por todo o corpo e, até nos labirínticos pensamentos do cerebelo mas, manda quem pode! ...
Eu sei! Sem nuvens, não há neve, relâmpagos nem arco-íris. Elas realçam a beleza do pôr do sol e estão presentes nas mais belas paisagens. Apesar disso, quando trazem fortes tempestades, uns colhem graves prejuízos, outros armazenam água para o restantes dias do ano... NATUREZA é isto mesmo.
Mas, lá terei de relembrar que Deus acompanhou Moisés na descida do morro feito nuvem negra quando promulgou o Decálogo, garantindo assim estar a seu lado nessa tal de "nuvem escura”. Embora eusinho, tivesse visto no filme dos 10 mandamentos serem labaredas de fogo a cortar rocha.
T´Chingange – Desde o Barlavento Algarvio do M´Puto
Um dia tinha de acontecer isto por via das restrições ao Curso de Medicina e, por via das altas notas exigidas pelas Universidades mais os condicionamentos exigidos pela Ordem dos Médicos. Também pela forma como os Enfermeiros foram tratados, vendo-se na contingência de abandonar o país para sobreviver em essas outras paragens. Verifica-se assim a democracia andar doente na honorabilidade da prática, por falta de ética ou por uso incorrecto das leis. E, seja o P.M. Costa, seja o P.R. Marcelo, cometem deslizes – eles não são bruxos…
É fácil acertar no totoloto à segunda-feira mas, era de prever que isto em um dado instante não daria certo. Falharam! Falhamos! Mas, sempre há tempo para se morrer! Sempre é tempo para se fazer outro início! Não sei se por egoísmo ou se por outras quaisquer periclitãncias, hoje os SNS – Serviço Nacional de Saúde, está a sofrer na pele algumas daquelas posturas egoístas que as classes quase sempre teimam em preservar a contento lixando-se nos demais. Eles, os governantes que idealizam, que mandam e desmandam fazem com que andemos tiritando medos pelas pontas das unhas, dos pés e das mãos…Também e, de momento, as ajudas nas chegadas de vacinas parecem estar a passo de caracol.
E, sendo assustador, somos levados a fazer a pergunta: Porque se demorou tanto a reagir? Pude ler no Expresso pela caneta de seu Director que António Costa como gestor deste País se esqueceu de que a prioridade dum condutor de um barco é diversificada. Induzindo isto em metáfora, sempre será mais fácil apreender a cena duma outra forma: A preocupação fundamental dum PM ou PR, não é a de se chegar ao destino mantendo-se ao leme como timoneiros ou de garantir o bom estado do barco. Não! As suas obrigações principais, serão garantir a segurança de todos os passageiros, nem que para isso tenha de se parar a embarcação num bom porto.
O tempo, é uma superfície oblíqua e ondulante, dependente dos actos ou feitos. Uns fazem, outros dizem fazer, outros, é só de faz-de-conta, fingindo que sabem mais do que Zaratustra ou Nostradamus. O sol, o ar, a água, e a terra, têm de ser considerados permanentemente parte de nós. O corpo é em verdade o pára-choques das emoções tendo entre outros males o medo, como um veneno mortal. Vivemos momentos de medo, de imposições e uma baralhada de posturas com cães à trela, e assim mais assado, fique ali e… Tudo fica por aqui, na incerteza…
T'Chingange – No Sotavento do Algarve – M´Puto
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,,, T´chingange na Mulola do Barlavento Algarvio - M´Puto
... Abri uma nova página no Facebook com o nome de Profeta Moisés e, como surpresa imediata, um dos muitos pedidos de amizade vinha de Nosso Senhor. Intrigado fiquei uns dias retendo o pedido enquanto ia recebendo muitas outras, gente nitidamente ligada às coisas litúrgicas, eruditos até às pontas dos cabelos. Gente de muita religiosidade; uns abraçados a santos, outros acendendo velas botando fumo pró céu, outros ainda mostrando o Espírito Santo na forma de pomba e, outros jogando búzios no terreiro como se sempre o fosse de Quarta Feira de Cinzas.
... Assim, assentando nos contrafeitos dos factos com dúvidas na forma de gráfico, ora para cima, ora para baixo, fiquei espantado quase no estupefeito quando surge um novo evento: Era Nosso Senhor, adicionando-me como amigo! Belisquei-me para ter a certeza que ainda estava pela terra e fiquei extremamente cauteloso sem saber ao certo o que dizer! A vida da gente tem coisas!
... Não! Não há boas farsas! Vejamos: Conforme Deus mandou, Moisés lançou sua vara ao chão e ela se transformou em uma cobra, então o Faraó chamou seus feiticeiros, que fizeram o mesmo, porém, a cobra de Moisés engoliu as cobras dos feiticeiros de Faraó – gostei da cena, bem feito! Só que isto, não convenceu o Faraó, que por não acreditar em Moisés, mandou aumentar o castigo sobre o povo de Israel. Resumindo: o Faraó perdeu em toda a linha com umas quantas pragas.
Continuem a ficar em casa, continuem a ver os estádios de futebol pela televisão e a não tirem selfies àtoa para não ficar na estória do PAPALAGUÌ da Polinésia… Lembrem-se: Não existe plano social grátis… Cá por mim, já como a terra há muito tempo, antes que ela me coma - Argila feita comprimidos ...
Quando eles se acostumam a ver um lado da cerca, voltam para comer o milho, e você (ou o dono da coisa...), constrói um outro lado da cerca... Eles, os marranos, voltam a se acostumar àquilo e voltam a comer. Você vai construindo a cerca ao redor; pouco a pouco, até instalar os quatro lados do curral ao redor dos porcos. Até aqui na visão dos javalis, tudo vai numa boa! No final, instala uma porta no último lado. Os porcos que já estão habituados ao milho fácil e às cercas, começam a vir sozinhos pela picada, carreiro, fiote ou vereda. É neste então quando você fecha o portão capturando todo o grupo de porcos, marranos javaliz. Simples assim, passo a passo, até que no último segundo, os porcos perdem a sua liberdade ou até a vida se for o caso. Até à cachaporrada podem ser mortos noé! Estão a ver o filme...
Eles, os marranos, começam a correr em círculos dentro da cerca, mas, lixaram-se - já estão presos. Depois, começam a comer o milho fácil e gratuito. Eles acostumam-se tanto com isso que se esquecem de como caçar por si mesmos, e por isso aceitam a escravidão - Estão a ver o filme, noé! Mesmo, mesmo, até eles se mostram gratos com os seus captores e, durante gerações vão felizes ao matadouro.... Nem desconfiam de que a mão que os alimenta é a mesma que os mata. O jovem comentou ao professor que era exactamente isso o que ele via que acontecia no seu PAÍS, na sua província, na sua cidade, com o seu povo. Bom! Isto é um faz-de-onta. Os governos populistas, em seus projectos ditatoriais, escondidos sob o manto "Democrático", estiveram lançando milho gratuito durante o tempo suficiente para alcançar a mansidão sistemática.
Todo esse "forrobodó" que nos oferecem tais golpistas, fantasiados de políticos, farta mão-cheia de felicidade e, aí a desfelicidade acontece. Pois! Um povo mal acostumado, assim e tal e coisa, com as migalhas do milho fácil e "GRATUITO" feito "paracuca" (amendoim com assucar torrado...) nos ficará muito caro! Roubam-nos a capacidade de sermos críticos, pensantes e empreendedores. Em consequência: "NÃO EXISTE ALMOÇO GRÁTIS"! Pois! Cruze os braços, e coma também o milho... E, simplesmente, espere a matança...
T'Chingange – No Algarve do M´Puto
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De acordo com o dicionário, um dos significados de medo é o de sentimento de inquietação com a ideia de um perigo real ou aparente. Estando eu na guerra, algures nos anos de 1967 e 1968 em Cabinda, por via de uma emboscada na Curva da Morte da Serra de Massabi, senti esse tal de medo, suava de frio em um calor tórrido. Foi uma emboscada na qual houve duas mortes, um cabo e um furriel. O Rodrigues que nunca saía porque seu lugar de vago-mestre estava ocupado por um segundo sargento do quadro e, logo nesse dia, escolheu ir fazer o reabastecimento ao Belize, sede do Batalhão - morreu.
Bom! Não temas, porque sou teu primo e, não te assombres, porque eu só sou teu familiar. Posso até fortalecer teu carisma, ajudar-te ou, e até sustentar-te com a minha justiça mas, teu destino só será teu, inserido na justiça da natureza. Natureza aonde tudo que nasce, um dia, falece... Recordar aqui no meio desta morbidez, que o termo de serem “felizes” é uma tradução inadequada da palavra (malambas) oriunda do grego - makarios. Essa expressão é traduzida em português de várias maneiras, incluindo “bem-aventurados” (ARA, ARC, NVI) para além do “felizes” (NTLH, BV).
Existe a ideia de que crentes em Jesus devem ser felizes, pois são cidadãos do reino de Deus, o Nosso Senhor, meu tio. Pois vos direi que o meu outro tio, que já faleceu (faleceram ambos...) tinha a alcunha de Cristo! Sentirmo-nos tristes ou felizes é um estado subjectivo. Isto é, felicidade é como nos sentimos, noé! A vida dum cristão não pode ser fundamentada em algo subjectivo. Enquanto existe a consciência de que posso ser feliz por causa dessa paz de coração, a bem-aventurança é mais do que felicidade.ANDAR EM VÃO SEM PULAR - Crónico nº 3099
- Se o teu pé te faz tropeçar, corta-o... Um exagero feito forma de falar... Lá para Junho de 2021 seremos todos vacinados - 12.01.2021
Por: T'Chingange – No M´Puto do Al-Garbe
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A vida humana é frágil como uma flor. Hoje é, amanhã não o é mais. Como um capim murcha como qualquer erva do campo; desaparece como uma nuvem que o vento leva; tem frio com um vento polar e calor num anticiclone. Somos o que somos... Ainda hoje tive de meter um dedo de cada mão, o indicador da esquerda é o médio da direita em água bem quente, suportando os graus elevados porque surgiu uma dor de frieira entre a unha e a carne.
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Poderia ter ido ao quintal sombrio recolher umas urtigas, macerá-las e, usar seu líquido para passar este desagradável efeito de inexplicável dor mas, desta vez usei o plano B pois tenho-me dado bem em infecções superficiais. O homem do campo ara a terra e planta a semente mas, se não fizer sol e cair chuva, de que servirá todo esse trabalho? A natureza é a verdadeira sentinela que faz acontecer e desacontecer. “Sou o rei do mundo, sou o maior”, gritava o jovem boxeador no dia 25 de Fevereiro de 1964;diante das câmaras de TV no quadrilátero do Miami Beach Convention Hall, congratulava-se
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Mohamed Ali acabava de se tornar campeão dos pesos pesados com apenas 22 anos. “O mundo inteiro está a meus pés, escrevam isso”, disse ele aos jornalistas. E era verdade! Naquele ano, o mundo inteiro estava a seus pés. Mas, em 1996, o mundo inteiro viu o mesmo Mohamed Ali, por ocasião das Olimpíadas de Atlanta, enfraquecido; mal conseguiu acender a tocha olímpica. Evidentemente, não o era mais "o rei do mundo” nem o “melhor”. Estava envelhecido e deteriorado pelo mal de Parkinson.
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Pense grande; olhe longe; trabalhe, mas pergunte-se: Quem está no centro dos meus planos? Isso é vital para recordar-se que só é um capim, uma ilusão e, enquanto o é... Outro dia, um milionário excêntrico, reuniu seus amigos para passar o fim de ano em seu iate de 10 milhões de dólares tendo gasto a bagatela de um milhão de dólares na festa. Naquela noite, os fogos-de-artifício iluminaram a escuridão no mar do Caribe. Todos levantaram as taças de champanhe, desejando “saúde, dinheiro e amor” tal como o foi recentemente no Funchal da Madeira de Ronaldo.
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Foi ou é o trivial em nossos dias tal acontecido e, enquanto gozamos este estar olhando, cheirando, mexendo deveremos estar felizes sem contestar por falta de ninharias porque decerto uma multidão ao nosso redor, não terá isso! Aquele tal milionário do iate de 10 milhões, o Dezembro do ano seguinte, não chegou para ele. Um enfarte fulminante ceifou sua vida a meio do ano. Poderia ainda andar por aqui mas, desaconteceu!
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Ao nascermos, não tínhamos ideia dos erros e acertos, desafios e conquistas que experimentaríamos nesta vida. Ainda nem eramos gente, note-se! Contudo, ao trilharmos o caminho da maturidade, eles, os erros, apareceram... E, foram muitos! Num dia chove, noutro haverá frio e num outro sol... Provavelmente, pessoas, não discursarão em nosso funeral, um qualquer, pois que é perigoso; porém o mais eloquente discurso será feito por nós mesmos, paradoxalmente, no silêncio de nosso sono... Lá para Junho de 2021, no melhor dos cenários seremos vacinados à covid. Talvez - Um dia de cada vez...
Crónica publicada em KIZOMBA do FB em 10.01.2021
O Soba T'Chingange
MEUS KITUCUS (mistérios) … O FUTURO é uma batata com dois fios nela espetados dando musica através de auriculares espetados nas orelhas via FM ou 5G…
Não sei se voltarei a passear nas ruas da Luua (Luanda)... Crónica 3098 – 07.01.2021
Por
T´Chingange - (Ot´chingandji) - No Sul do M´Puto – Barlavento algarvio
Não sei se voltarei a passar nas ruas da Luua que me viram crescer porque, também minha passada irá entristecer na recordação, do que foi e já não o é e, porque também nenhuma segurança terei sobre tudo e sobre coisa nenhuma que preside aos tempos de agora que por dá cá aquela palha, se ateia a mente queimando os fusíveis do curral e dos coiros. Lembrar o tempo em que presumivelmente - o fui, feliz, desleixando-me na compreensão das muitas infelicidades alheias.
Embarquei para o M´Puto sem o querer, pela inquieta, medonha ou desolada guerra do tundamunjila. A terra do futuro ficou adiadamente tardia na vontade, nos feitos e trejeitos, adaptando-me aos frios, sarando a ferida interior com pústulas feitas vulcões, comendo uma sandes na “Tendinha” de Lisboa do Rossio, um panado ou posta de bacalhau e um penalti (um copo de vinho tinto) enquanto me inteirava de notícias chegadas da Luua e de Angola em geral…
A terra do futuro ficou adiada sarando-me nas crostas de novas feridas por via duma guerra demasiado esticada; o futuro já não mais seria ali. Ele, o futuro foi ficando encrustado nessas cascas de ferida, cicatrizes, um misto de bactérias e ou vírus permutando-se nos entrelaçados de infecções encrespadas em mutações e acordos ora capitalistas, ora comunistas com senda de regras cada vez mais internacionalistas e tratados imcompridos...
Neste discorrer eu, ia virando caruncho de farinha atrofiado nas evidências e, sem direito a suspiro. Aquele pedaço de tempo exigia um modo de sobrevivência numa sociedade de um salve-se quem puder e, usando uma indigência com coisas esdrúxulas. Nessas vindas da ponte aérea “LuuaLix” todos os dias iam chegando refugiados envoltos em um enorme vazio! Com isto fomos todos obrigados a ganhar consciência sábia de entender o VAZIO da verdade – o VAZIO das pessoas!
Passando por Lisboa até Istambul e no lugar aonde Judas perdeu as botas, soprava (ainda sopra) um vento descuidado a indicar-nos que a tal “idade do ouro com segurança” e qualidade de vida tinha desfalecido. A Haga Sophia da antiga Constantinopla também se tornaria numa vulgar mesquita com emparedados mosaicos bizantinos a dar-nos conta que o Mundo era um sítio em permanente convulsão.
E, lá, aonde até o rosto esguio, macilento de Nosso Senhor fora tapado pelo barro com cal originando o cafelo denunciador de que ali, aonde oravam a Cristo o Messias, era agora aonde se curvavam a Alá… E, de um dia para o outro, nosso futuro, viajando-se de um para outo continente, de uma e outra cidade, tudo fica trancado, trancafiado, parado paradinho, de mãos lavadas e até os pés varridos de poeiras alheias, de um quarto em quarto de horas para eliminar uma praga invisível.
Assim, limpo e escovado, experimento comprimidos roscofes saídos de latas de formicidas, coisas arsénicas e creolinas numa empreitada de me manter imune e, o maldito do bicho ruim não me reconhecer na exactidão. Consoante a pessoa se ri, a gente (nós) se acha de voltar aos passados escolhendo as peripécias avaliáveis porque, viver assim entalado entre um era num era, viver, fica um descuido prosseguido. Pelo sim pelo não, também tenho umas bolachas amarelas de quinino para entorpecer as abelhudices, rejuvenescendo em mim este malvado “tempo de ir e vamos”…
Hoje em dia, já nem me queixo do passado com missangas da Luua porque o futuro vive repetindo o repetido e assim escorregadio sem conseguir tirar sombra dos buracos não há margem para remorder remorsos. Assim entrançado com espinhos e restolho, todo o dia de pijama, relembro o tal velho coronel, senhor também fardado com um pijama às riscas, sentado num sofá de orelhas, pele de boi já muito encardida, esfolada, olhando para o infinito, babando-se pelo canto esquerdo descaído, todo enfolipado lá na Luua, Rua Vintoito de Maio da Maianga…
O velho oficial estrelado, insensível ao cérebro abanado por uma trombose, com a lentidão das coisas graves e titubeadas com muxoxos, parece que fala – Hum, pois, não sabe; a kalashnikov, os turras, a febre do poder… E, na febre da maresia, eram bolas de trapos, meias surripiadas do pai a cheirar a sulfato de peúga! Mas, o que é que tem a ver o cú com as calças? Estão a ver o filme? É isso mesmo: Ache que não ache, toda a saudade é uma espécie de velhice…
Nota: Publicada em KIZOMBA do FB em 04.01.2021
O Soba T´Chingange
Periclitãncias do dia-a-dia – 01.01.2021
Crónica 3097 - NOSSAS VIDAS - NOSSAS PEDRAS - NOSSA ATITUDE
Por
T'Chingange – No Algarve do M´Puto
Não existe "pedra" em nosso caminho que não possa ser aproveitada para nosso próprio uso em crescimento. Muita sabedoria, luz e prudência, é necessária ter para saber o que fazer com cada pedra que se encontre, tornando-as alicerces de nossas vidas. Assim, teremos o distraído que nela tropeça; o bruto que a usará como arma; o empreendedor que a irá usar para construção. O camponês, que dela pode fazer um assento. Miguel Ângelo, fez dela uma escultura, entre muitas. David, com ela matou o gigante Golias. Observe-se que a diferença não está na pedra mas, na ATITUDE das pessoas perante as inerentes coisas!
Terminamos o ano de 2020 sem saber ao certo o que fazer com cada pedra para o novo ano de 2021 e os que se lhe seguem mas, teremos de fazer delas, as pedras, alavancas para novos desafios e oportunidades que, decerto sempre surgirão... Assim, que venha 2021 - com vacina, saúde, persistência e resiliência. Às vezes pagamos caro pela tentativa de resolver situações complicadas agindo sob o calor das emoções negativas. Então, o que devemos fazer quando nos resta utilizar todos os recursos disponíveis!? Existem circunstâncias diante das quais tudo o que temos a fazer é esperar porque “na quietude e na confiança estará nosso vigor”. Será assim tão simples!?
Tenho uma sobrinha com dois filhos; ela e um dos filhos estão com COVID. Um deles deu negativo. Solicitou apoio porque está só e, para além do teste nada mais foi feito... O Governo e Instituições apregoam aos sete ventos via TV, que estão dando apoio a toda a gente mas, nem uma brigada por ali passou para recolher o lixo dos 3 confinados em um modesto apartamento na cidade de PORTIMÃO. Um dos filhos, o que tem covid, teve de sair à rua para acondicionar o lixo no contentor! (um risco para a sociedade mas, que fazer!?). O Tal de SOS - 24 não apareceu após várias tentativas desde a participação no dia 24 de Dezembro.
Eu próprio, com 76 anos, levei viveres e comida para os auxiliar; Um cunhado dela nas proximidades e, vivendo no mesmo Concelho também ali se tem deslocado a levar-lhes comida. Podem calcular como será o estado de uma família assim, sem terem a devida atenção, nem da Autarquia nem tão pouco dos Serviços Sociais! Nada lhes restará, senão a expectativa do passar do tempo, tossindo, com dores de cabeça, dores do corpo esperando um milagroso livramento com paracetamol ou benuron; sem um apoio de quem de direito. Minha incredulidade leva-me a desacreditar nos apoios de que tanto apregoam...
A não ser que o seja só para refugiados e as minorias, de que tanto falam... Sem querer visualizar o pior, chamo por esta via as autoridades de PORTIMÃO à razão para que daqui, não resultem lamentos fingidos ou hipócritas... Perante isto - A incredulidade cria ou supervaloriza as dificuldades, impedindo-nos de ver essa tão apregoada fé das autoridades. Não tivéssemos nós essa fé a elevar-nos a alma acima das dificuldades e, assim; assim nos teremos de colocar mais perto de Deus para nos habilitar a permanecer destemidos, firmes e serenos, esperando!... Mas, é natural que o medo se imponha a nós sem permitir que ele se assuma no controle!?
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Moamba: pode ser prato típico em Angola ou negócio de candonga, coisa mal engendrada - no Brasil.
Ilustrações de Costa Araujo
O Soba T'Chingange

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