Domingo, 21 de Julho de 2024
VIAGENS .187

NAS FRINCHAS DO TEMPO

DOS TEMPOS DE DIPANDA*BATALHA DE CUITO - CUANAVALE

RETIRADA CUBANA - Crónica 3599 – 21.07.2024

- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2018 - “Missão Xirikwata”

Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Amieiro do M´Puto

cuelei3.jpg A Batalha de Cuíto Cuanavale foi assim,  o maior confronto militar da Guerra Civil Angolana, ocorrido entre 15 de Novembro de 1987 e 23 de Março de 1988. O local da batalha foi na região do Cuíto Cuanavale, província de Cuando-Cubango, onde se confrontaram os exércitos de Angola (FAPLA) e Cuba (FAR) contra a UNITA  (União Nacional para a Independência Total de Angola) e o exército sul-africano.

Foi a batalha mais prolongada que teve lugar no continente africano desde a Segunda Guerra Mundial. É considerada também a segunda maior batalha de terreno do século XX, superada apenas pela batalha de Kursk. Ambos os lados do conflito reivindicaram vitória, e até hoje as narrativas e memórias sobre a batalha são objecto de debate.

Não obstante, o evento tornou-se o ponto de viragem decisivo na guerra que se arrastava há longos anos, incentivando um acordo entre Sul Africanos e Cubanos para a retirada de tropas e a assinatura dos Acordos de Nova Iorque, que deram origem à implementação da resolução 435/78 do Conselho de Segurança da ONU.

cuelei6.jpg É a resolução 435/78 que conduz à independência da Namíbia e ao fim do regime de segregação racial, que vigorava na África do Sul. Em 23 de Março de 1988, trava-se a batalha decisiva. O Alto Comando das tropas sul-africanas decidiu passar à ofensiva. As forças conjuntas SADF/UNITA, após intenso fogo de barragem, lançaram-se numa derradeira ofensiva contra as posições angolano-cubanas.

Aquele ataque, foi rechaçado ao fim de 8 horas de combates, com as forças revolucionárias a desencadearam uma contra-ofensiva, obrigando-os a recuarem… Em Dezembro de 1988 o MPLA e a UNITA, assinam o Acordo Tripartido na cidade de Nova Iorque, acordando com a retirada das forças estrangeiras do conflito angolano. Na mesa das negociações, o regime da África do Sul vê-se obrigada a aceitar os acordos aqui supra citados (Afirmações generalizadas, afirmam que  é quem perde que cede...)

Desfecho Final: -O impasse militar de Cuíto-Cuanavale foi reclamado por ambos lados como uma vitória. O lado angolano afirmou que, em situação inferior, impediram a invasão do território angolano, pelas forças da África do Sul. Porém na África do Sul, os partidários da guerra proclamavam como triunfo o facto de o exército deles menos equipado mas melhor treinado, ter impedido o avanço do comunismo.

cuito9.jpg Em Janeiro de 1989 os cubanos iniciam a sua retirada de Angola, pelo que o representante Episcopal, Cardeal D. Alexandre do Nascimento difunde a mensagem de “Reconciliação e Paz”. A 22 de Junho de 1989, Eduardo dos Santos e Savimbi encontram-se em Gbadolite, no Zaire, sobe mediação de Mobutu. No plano negocial apresentado por Luanda, o “caso especial Dr. Savimbi” é o ponto 5 da agenda que exige a retirada temporária do líder da UNITA da cena politica angolana.

Inicialmente, Jonas Savimbi concorda em afastar-se. Chega a estabelecer-se um cessar-fogo, mas a euforia nas frentes de batalha de um e outro lado, foi breve. As armas voltam a crepitar, quando Savimbi dá o dito por não dito anunciando que não se retirará de Angola. O MPLA utilizando 20.000 homens e 400 tanques lança a “Operação Último Assalto” para recuperar Mavinga. O objectivo não é conseguido pelos governamentais pois que não conseguem o pretendido - atingir a Jamba.

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Nota1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos  espalhados pelo mundo.

Nota2: **Texto elaborado a partir das anotações do baú de T´Chingange, da revista descartável do semanário Expresso do M´Puto e  RTP - Notícias e Wikipédia…

(Continua…)

O Soba T'Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 09:26
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Sexta-feira, 19 de Julho de 2024
BOOKTIQUE DO LIVRO . XXXIV

A ORDEM MUNDIAL - Henry Kissinger*

- Escritos boligrafados na desordem 

-Crónica  3598 - 19.07.2024 

Depois de uma larga ausência (desde 17.03.2020), volto de novo ao range rede, da minha preguiça! Já kota, balouço-me na estória da história sem esse tal de Pitu, mas com ciriguela na goela…

Por: T´Chingange (Otchingandji) - O NIASSALÊS em Amieiro do M´Puto

booktique26.jpg A Rússia desencadeou no Mundo, mais guerras do que qualquer outra potência contemporânea mas, impedindo também o domínio da Europa por uma única potência, opondo-se fortemente a Carlos VII da Suécia, a Napoleão Bonaparte de França e a Adolf Hitler da Alemanha, quando o já tinham sido elementos do equilíbrio continental. De Pedro, o Grande a Vladimir Putim, o aventureiro, as circunstâncias mudaram, mas o ritmo manteve-se com alguma coerência. 

O absolutismo, a vastidão, as ambições de expansão mundial e as inseguranças, tudo na Rússia se ergue implicitamente como desafio ao conceito europeu de ordem internacional. Kiev, capital e centro geográfico do Estado de Ucrânia, continua a quase ser considerado unanimemente pelos russos como parte integrante e inalienável de seu património.

Numa encruzilhada de civilizações e rotas comerciais, a Rússia sempre se viu tentada a se expandir por medos contraditórios e, tendo convivido neste Império com os intrusos Vikings a norte, com o Império Árabe a sul, em expansão, e as Tribos Turcas a leste, metida neste permanente imbróglio enquanto a Europa Ocidental acolhia em sua sociedade, as novas perspectivas tecnológicas e intelectuais.

booktique27.jpg Forçosamente a Rússia que é mantida neste pendor oriental é também submetida por dois séculos e meio, à soberania Mongol entre os anos de 1237 a 1480. Enquanto isso, Portugal que já o era país bem definido, colocado no extremo Ocidental à entrada do Mediterrâneo, dá início à globalidade do Mundo - Os descobrimentos. E. em busca do conhecimento lança-se aos oceanos sem saber o que estaria mais álem.,

Numa epopeia de carregar a cruz de Deus em busca de glória, torna-se conhecedor dos ventos, das correntes e das marés proporcionando riqueza e nobreza às gentes ao redor do Mundo. Neste meio tempo, em que o Ocidente segue a via do renascimento, revolução científica e do iluminismo a Rússia formata-se na geopolítica de sua dura escola das estepes…

O saque, a escravidão dos povos, muitas tribos nómadas em um terreno vasto, aberto e sem fronteiras, as incursões em sua normalidade de vida, leva a Rússia a sempre se manter em um poder absoluto sobre seus vizinhos. As invasões, guerra civis e fomes, ceifaram literalmente um terço da população russa.

ara3.jpg O expansionismo foi sempre uma constante de Moscovo; sua filosofia pode comparar-se a um rolo que tem de esmagar tudo o que lhe barre o caminho. E, surge um místico russo Grigori  Rasputin em São Petersburgo, a Janeiro de 1869 que autoproclamado homem santo e filósofo aproxima-se da família do Czar Nicolau II, tornando-se uma figura politicamente influente no final do período imperial.

Aquele rolo ditatorial avançou primeiro para a Ásia Central, depois para Cáucaso e os Balcãs, a seguir vem a Europa Oriental, Escandinávia, mar Báltico e o Oceano Pacifico até às fronteiras  da China e do Japão. A Rússia, em média expandiu-se 100.000 Km quadrados anualmente e, entre os anos de 1552 a 1917. A Europa, não pode por isso, ficar indiferente à Historia nem tao pouco pendente de outros – Os americanos da USA…

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Nota*: Com alguns extractos do livro “A Ordem Mundial” de Henry Kissinger     

(Continua, com Viagens …)

O Soba T´Chingange        



PUBLICADO POR kimbolagoa às 17:51
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Quinta-feira, 18 de Julho de 2024
VIAGENS .186

NAS FRINCHAS DO TEMPO

DOS TEMPOS DE DIPANDA*OPERAÇÃO PROTEA - 1ª  E 2ª BATALHA DE MAVINGA

- Crónica 3597 – 19.07.2024

- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2018 - Missão Xirikwata”

Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Amieiro do M´Puto

cuito9.jpg Em 1984, assina-se o 1º acordo Luanda/ Pretória para a retirada das tropas cubanas e constituir-se uma comissão especial, militar/mista, de verificação das operações de recuo, no entanto, por várias vezes, os sul-africanos regressam a Angola em apoio da UNITA, utilizando o “Batalhão Búbalo”.

O “Batalhão Búbalo” era composto essencialmente pelas topas da “Revolta do Leste”, de Daniel Chipenda além de voluntários de várias nacionalidades, entre os quais alguns portugueses. Foram necessários mais quatro anos com repetidas pressões internacionais, para se chegar à primeira reunião tripartida de Londres, na qual pertenciam Angola, Estados Unidos da América, Cuba e África do Sul.

cuito8.jpg Seguem-se novos encontros, em Brazaville, Nova Iorque e, finalmente, a assinatura firmada em Washington. Estes acordos, garantidos pelos Norte-Americanos e Soviéticos, tornaram possível a independência da Namíbia com a sequente retirada de 55.000 cubanos estacionados em Angola, no prazo de 27 meses.

Pretória anuncia a retirada total dos sul-africanos de Angola, mas e, em contrapartida, os Estados Unidos da América, levantam o embargo de nome “Emenda Clark” passando a apoiar a UNITA – Estava-se em Julho de 1985… Seguindo uma série de tentativas frustradas de dominar a região em 1986, oito brigadas da FAPLA realizaram uma ofensiva, conhecida como "Operação Saludando Octubre" em Julho e Agosto de 1987.

cuito7.jpg Esta «Operação Saludando Octubre», que envolveu a 16.ª, 21.ª, 47.ª, e 59.ª, Brigadas das FAPLA tinha como objectivo a captura dos «SANTUÁRIOS DA UNITA» no Sudeste de Angola. Após um período de acumulação de material e grandes concentrações de infantaria, as forças armadas angolanas, as FAPLA, desencadearam essa ofensiva.

E, foi-o com toda a força, contra os centros vitais da UNITA em Mavinga e Jamba. A logística da operação  partia das vilas de Luena e do Cuito, contando com o apoio de artilharia pesada, de caças e bombardeiros soviéticos MIG-23 e SU-22, tanques T-62 e helicópteros de ataque ao solo MI-24/25.

cuito6.jpg Em verdade, as forças governamentais, foram com tudo, contando com apoio de unidades motorizadas cubanas. A ofensiva das FAPLA colocou a UNITA numa posição insustentável; as bolsas de resistência criadas pela UNITA sob pressão contínua dos governamentais, tinham séries dificuldades em articular-se na perfeição.

Perante a eventual derrocada das forças de Jonas Savimbi e a pedido deste, os sul-africanos, a partir das suas bases instaladas em território angolano e na Namíbia, desencadeiam as operações «Moduler8» e «Hooper», com o objectivo de parar a ofensiva angolana, lançando as suas melhores tropas e material militar de última geração, nomeadamente caças Mirage F1 AZ e aviões de ataque Impala, Lançadores Múltiplos de Foguetes (Multiple Rocket Launcher, MRL) e obuses G59…

cuito5.jpg

Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos  espalhados pelo mundo.

Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações do baú de T´Chingange, da revista descartável do semanário Expresso do M´Puto e  RTP - Notícias e Wikipédia…

(Continua…)

O Soba T'Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 10:56
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Terça-feira, 16 de Julho de 2024
VIAGENS .185

NAS FRINCHAS DO TEMPO

DOS TEMPOS DE DIPANDA* -  OPERAÇÃO PROTEA - 1ª  E  2ª BATALHA DE MAVINGA

- Crónica 3596 – 16.07.2024

- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2018 - “Missão Xirikwata”

Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Amieiro do M´Puto

cuito1.jpg Depois da descrição sucinta dos Congressos Ordinários e Extraordinários da UNITA, voltamos a  rever aleatoriamente no tempo, outros eventos de destaque: No ano de 1980 a UNITA fixa-se na JAMBA do Cuando-Cubango. Em Novembro, os antagonistas, UNITA, MPLA, Cubanos e África do Sul  envolvem-se na 1ª batalha de Mavinga que resultou em mais de 800 mortes.

O apoio sul-africano à UNITA viria a tornar-se mais efectivo com a invasão da província do Cunene a 23 de Agosto de 1981 na «Operação Protea», e a subsequente ocupação de uma faixa tampão na fronteira sul de Angola numa profundidade de 200 quilómetros, com o duplo objectivo de neutralizar as operações de guerrilha da Organização do Povo do Sudoeste Africano (South West Africa People’s Organization, SWAPO).

cuito2.jpg O território da Namíbia, então ocupado por protectorado pelo África do Sul, teria de, por outro lado, estabelecer um ponto de partida para novas operações no interior de Angola. O propósito imediato era a consolidação do domínio da UNITA nas províncias do Cunene e do Cuando-Cubango, na perspectiva da criação de um “bantustão” no sudeste angolano..

É nesta altura que o presidente José Eduardo dos Santos pede ao Secretário-Geral da ONU, Pérez de Cuéllar, a convocação do Conselho de Segurança da Nações Unidas – ONU, para discutir a agressão Sul-Africana. Mas a resolução da condenação foi vetada pelos Estados Unidos, de acordo com a estratégia delineada por Washington e pela África do Sul para aniquilar as FAPLA e o MPLA (o comunismo…).

cuito3.jpg A situação em todo o sul de Angola agrava-se com o aumento das hostilidades. A UNITA reforça-se militarmente em armamento e conselheiros militares e, com o apoio das administrações Reagan (EUA), Thatcher (Grâ-Bretanha) e a ajuda do seu aliado Sul-Africano que desencadeia operações militares contra as bases da SWAPO, do Congresso Nacional Africano (African National Congress, ANC).

Também contra posições das FAPLA, para além de acções de sabotagem às linhas dos Caminhos de Ferro da Benguela (CFB), com destruição de infra-estruturas políticas e económicas e minagem de linhas de abastecimento, entre as populações, aldeias, vilas e cidades do Sul de Angola.

cuito4.jpg O ano da “Operação Protea” leva ao controlo militar da UNITA com a ajuda Sul-Africana, na Província do Cunene. Estavam ali sediados 8.000 guerrilheiros da UNITA. Porem, até à chegada das forças angolanos, Mavinga recebe um reforço de 4.000 tropas da SADF (South African Defence Force), vindo a confrontar uma força de 18.000 soldados angolanos.

Na visão das FAPLA, Mavinga seria o primeiro passo no caminho para a Jamba - Cueio e, assim, penetrar na Área  de Kaprivi. Ao tentar travar o seu avanço, os governamentais são surpreendidos por nova frente dando-se a 2ª Batalha de Mavinga, que provoca mais de 1.200 mortos. A UNITA sai vitoriosa e ocupa a cidade. O ataque a Mavinga foi uma derrota total para as forças angolanas, com baixas estimadas em 4.000 mortos. A manobra de contra-ataque das SADF, nomeada “Operação Modular” foi um êxito, forçando as tropas das FAPLA e das FAR a retroceder 200 quilómetros de volta a Cuito-Cuanavale numa perseguição constante através da Operação Hooper.

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Nota1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos  espalhados pelo mundo.

Nota2: **Texto elaborado a partir das anotações do baú de T´Chingange, da revista descartável do semanário Expresso do M´Puto e  RTP - Notícias

(Continua…)

O Soba T'Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 14:54
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Sábado, 13 de Julho de 2024
VIAGENS .184

NAS FRINCHAS DO TEMPO

DOS TEMPOS DE DIPANDA* -  XIII  CONGRESSOS DA UNITA

- Crónica 3595 – 13.07.2024

- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2018 - “Missão Xirikwata”

Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Amieiro do M´Puto

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  1. XIII CONGRESSO

Este Congresso Ordinário teve lugar em Viana, Luanda de 13 à 15 de Novembro de 2019 com cinco candidatos: José Pedro Kachiungo, Raúl Manuel Danda, Adalberto Costa Júnior, Abílio Kamalata Numa e Alcides Sakala, tendo sido eleito Adalberto Costa Júnior à Presidente da UNITA.

Através da agencia  Lusa a 07 de Outubro de 2021 fica a saber-se que o Tribunal Constitucional (TC) angolano anulou o XIII Congresso da UNITA, em que foi eleito Adalberto da Costa Júnior, invocando a violação constitucional, devendo o partido manter a anterior liderança de Isaías Samakuva.

unita002.jpg O acórdão do TC, que foi publicado muam quinta-feira, dia 07 de Outubro na sua página oficial, dá razão a um grupo de militantes da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), que requereu a nulidade do congresso invocando várias irregularidades. Entre as alegadas irregularidades consta a dupla nacionalidade de Adalberto da Costa Júnior à data de apresentação da sua candidatura às eleições do XIII Congresso.

O acórdão é assinado por sete juízes conselheiros que não foi unânime, tendo votado vencida a juíza Josefa Neto. A juíza destaca na sua declaração de voto que o apuramento da candidatura de Adalberto da Costa Júnior, por parte do comité permanente da UNITA, "além de não materializar qualquer violação ao princípio da legalidade, encontra acolhimento pleno à luz do princípio da autonomia, corolário da liberdade de organização e funcionamento das formações políticas".

adalberto junior unita.jpg A juíza considerou ainda que a decisão sobre esta matéria configura "não apenas violação ao referido princípio de autonomia, mas também ao princípio de intervenção mínima do Tribunal Constitucional, igualmente necessário para salvaguardar a autonomia dos partidos políticos".

Mesmo antes da confirmação do TC sobre a anulação do XIII Congresso da UNITA, Adalberto Costa Júnior afirmou-se "absolutamente tranquilo", lamentando "interferências nos órgãos judiciais” questionando o "estranho silêncio" das autoridades, com a inerente morosidade. “Nós, estamos a aguardar que haja a publicação do eventual acórdão para depois podermos pronunciar-nos", afirmou Adalberto Costa Júnior, quando questionado pela agência de notícias Lusa.

unita04.jpeg O líder da União Nacional para a Independência Total de Angola considerou estar-se perante uma "circunstância muito séria em relação à credibilidade das instituições", bem como em relação à "função para a qual estas instituições existem". A UNITA, anuncia assim que o seu XIII Congresso, em que será escolhido um novo líder para o partido, será realizado até 04 de dezembro de 2021.

Adalberto Costa Júnior que foi eleito o terceiro presidente do partido, em 15 de Novembro de 2019, conquistou mais de 50% dos votos num universo de 960 eleitores e vencendo quatro candidatos: Alcides Sakala, Raul Danda (falecido este ano), Kamalata Numa e José Pedro Catchiungo. A marcação de um novo congresso que surge na sequência da anulação daquele XIII Congresso, de novo, é eleito Adalberto da Costa Júnior, entre 09 e 11 de Dezembro de 2021

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Nota1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos  espalhados pelo mundo.

Nota2: **Texto elaborado a partir das anotações do baú de T´Chingange, da revista descartável do semanário Expresso do M´Puto, Isaías Dembo e, RTP - Notícias

(Continua…)

O Soba T'Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 10:54
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Quinta-feira, 11 de Julho de 2024
VIAGENS .183

NAS FRINCHAS DO TEMPO

DOS TEMPOS DE DIPANDA* - DO VII ao XII CONGRESSOS DA UNITA

- Crónica 3594 – 11.07.2024

- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2018 - “Missão Xirikwata”

Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Amieiro do M´Puto

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9. VII CONGRESSO

“O Congresso da Mudança” ocorreu em Março de 1991 na base Presidente Kwame Nkrumah, no extremo oriental da Província do Cuando Cubango. O VII Congresso  preparou o Partido para a batalha política que se vislumbrava com o desfecho das negociações que decorriam em Portugal. Por delegação Fernando Rocha de Olhão representou-me na qualidade de Coordenador da Zona Sul do M´Puto na Diáspora, (eu próprio – T´Chingange)…

Os delegados escolheram unanimemente o Dr. Savimbi como Candidato da UNITA às eleições presidenciais que viriam acontecer em Setembro de 1992

10.VIII CONGRESSO

Teve lugar no Bailundo, Província do Huambo de 7 à 11 de Fevereiro de 1996. A busca de unidade entre os membros do Partido com vista a implementação do Protocolo de Lusaka foi o maior objectivo.

O aquartelamento, desarmamento e desmobilização das forças e a entrega do território administrado pela UNITA à administração central do Estado, foram as decisões tomadas durante o evento, contemplando ainda a incorporação dos generais nas FAA.

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  1. III CONGRESSO EXTRAORDINÁRIO

Ocorreu entre os dias 20 à 27 de Agosto de 1996, no município do Bailundo – Província do Huambo. Versou fundamentalmente sobre a recusa da oferta da segunda vice-presidência ao Dr. Jonas Malheiro Savimbi que reafirmou o engajamento da UNITA na implementação do Protocolo de Lusaka.

  1. IX CONGRESSO

Este Congresso Ordinário, teve lugar em Viana, Luanda, de 24 a 27 de Junho de 2003 e, depois do memorando do Luena e, que teve dois momentos marcante:

  1. Primeiro Congresso sem Dr. Savimbi, líder fundador;
  2. Congresso com múltiplas candidaturas: Isaías Samakuva, Lukamba Gato e Dinho Chingunji. Isaías Samakuva foi o eleito a Presidente da UNITA.

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    13. X CONGESSO

Este Congresso Ordinário, teve lugar em Viana, Luanda de 16 à 19 de Julho de 2007 tendo dois candidatos: Isaías Samakuva e Abel Chivukuvuku. Desta feita Isaías Samakuva é reeleito à Presidência da UNITA.  Este Congresso debateu vários aspectos com maior realce na realização das segundas eleições em Angola, 16 anos depois das eleições de 1992, sendo estas, as primeiras eleições gerais.

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  1. XI CONGRESSO

Este Congresso Ordinário teve lugar em Viana, Luanda de 13 à 16 de Dezembro de 2011 com dois Candidatos; Isaías Samakuva e José Pedro Kachiungo, tendo sido reeleito Isaías Samakuva para o seu terceiro mandato.

  1. XII CONGRESSO

Este Congresso Ordinário, teve lugar em Viana, Luanda de 3 à 5 de Dezembro de 2015com três candidatos: Isaías Samakuva, Lukamba e Abílio Kamalata Numa, tendo sido reeleito Isaías Samakuva para o seu quarto mandato.

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Nota1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos  espalhados pelo mundo.

Nota2: **Texto elaborado a partir das anotações do baú de T´Chingange e da revista descartável do semanário Expresso do M´Puto…

 (Continua…)

O Soba T'Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 11:21
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Terça-feira, 9 de Julho de 2024
VIAGENS .182

NAS FRINCHAS DO TEMPO

DOS TEMPOS DE DIPANDA* . V e VI CONGRESSOS DA UNITA

- Crónica 3593 – 09.07.2024

- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2018 - “Missão Xirikwata”

Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Amieiro do M´Puto

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5. V CONGRESSO

Ocorreu entre 26 à 31 Julho de 1982, em Mavinga - Província do Cuando Cubango sob a cobertura radiofónica da então Voz da Resistência do Galo Negro (VORGAN). Procedendo-se ao balanço da implementação das decisões saídas do IV Congresso. Também se fez a revisão dos Estatutos, adaptando-os as circunstâncias de então. A implementação das resoluções saídas do IV Congresso que projectaram a UNITA para a posição chave na solução do conflito na África Austral.

  1. I CONGRESSO EXTRAORDINÁRIO

Teve lugar na Jamba, então bastião da Resistência Angolana ao expansionismo Soviético – Cubano na Província do Cuando Cubango, de 1 a 9 de Novembro de 1984. Fez o balanço das vitórias alcançadas sobre as ofensivas militares lançadas pela coligação de forças do MPLA, russas e cubanas contra as áreas administradas pela UNITA.

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7. VI CONGRESSO

Denominado o maior Congresso de todos os tempos, o VI Congresso teve lugar em finais de 1986, na Jamba – Cuando Cubango, sob o signo de “Ofensiva para a Paz”. A força interna e externa foi analisada. Foi inspirada a plataforma da Paz e Reconciliação Nacional em Angola que, entre vários pontos, contemplou a negociação directa entre a UNITA  e o Governo Angolano.

  1. II CONGRESSO EXTRAORDINÁRIO

Teve lugar na Jamba – Cuando Cubango de 26 à 28 de Setembro de 1989. As formas de alcançar a paz constituíam o tema central do II Congresso Extraordinário. Um plano de paz de cinco pontos foi adoptado na ocasião:

  • Cessar fogo;
  • Formação de um governo de transição;
  • Formação de um governo de unidade e reconciliação nacional;
  • Revisão constitucional;
  • Eleições livres e justas.

À margem dos congressos abre-se aqui um parêntesis para sintetizar o que decorre neste meio tempo até se chegar a Bicesse. Depois de uma visita de Savimbi a Ronald Reagan nos EUA, a UNITA estabelece-se no Norte, na base de Quimbele, Distrito do Uíge. Em Janeiro de  1989, os cubanos iniciam a sua retirada de Angola. O Cardeal Alexander do Nascimento, difunde a mensagem “Reconciliação  Paz”, a qual salienta que o “sentir mais comum e profundo do povo angolano  é o anseio de reconciliação e paz”  

Araujo002.jpg A 22 de Junho do ano de 1989, Eduardo dos Santos e Savimbi encontram-se  Gbadolite no Zaire, sob mediação de Mobutu. No plano negocial apresentado por Luanda, o “caso especial Dr. Savimbi” é o ponto 5 da agenda que exige a retirada temporária do líder da UNITA da cena política angolana. Inicialmente, Jonas Savimbi concorda em se afastar. Chega a estabelecer-se um cessar fogo, mas a euforia nas frentes de batalha de um e outro lado, foi breve.

As armas voltaram a crepitar, quando Savimbi dá o dito por não dito, anunciando que não se retirará de Angola. O MPLA numa operação designada de “Ultimo Assalto”, reocupa Mavinga utilizando um grande número de homens e tanques ( 20 mil militares e 400 tanques). O objectivo, não conseguido pelos governamentais de Luanda, era atingir a Jamba. A UNITA contra ataca desencadeando focos de luta por quase todo o país, obrigando as FAPLA a dispersarem abandonando Mavinga.

araujo49.jpg Poucos dias depois e, pela primeira vez  na história da guerra civil, aviões da FAPA – Força Aérea Popular de Angola, bombardeiam a Jamba. Em retaliação a UNITA corta a água e a luz a Luanda, via sabotagens por destruição de potes de alta tensão de Cambambe  e conduta de água central de Kifangondo. Nesta fase, ambos s beligerantes compreendem que a vitória militar de um deles, é impossível em um tão extenso território - Angola. Iria assim, começar as negociações - placa giratória que conduziu à assinatura dos Acordos de Bicesse, pela mediação do Governo português tendo Cavaco e Silva e Durão Barroso como principais interlocutores …

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Ilustrações de Costa Araújo - o Maianguista da Luua

Nota1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos  espalhados pelo mundo.

Nota2: **Texto elaborado a partir das anotações do baú de T´Chingange e de anotações de Isaías Dembo.

(Continua…)

O Soba T´Chingange



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Domingo, 7 de Julho de 2024
VIAGENS .181

NAS FRINCHAS DO TEMPO

DOS TEMPOS DE DIPANDA* - III e IV CONGRESSOS DA UNITA

- Crónica 3592 – 07.07.2024

- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2018

- Missão Xirikwata”

Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Amieiro do M´Puto

valentina2.jpg   3. III CONGRESSO

Realizou-se  entre 13 e 19 de Agosto de 1973, nas margens do rio Kutahõ, na Província oriental do Moxico. 221 pessoas entre membros do Bureau Político, do Comité Central e delegados de assembleias populares, presenciaram os trabalhos desse Congresso que pela primeira vez, contou com a presença de observadores estrangeiros e cinco jornalistas.

No seu discurso proferido na ocasião, o Dr. Jonas Malheiro Savimbi, entre vários assuntos, falou da necessidade da unidade entre todos os movimentos de libertação nacional e da luta contra as intrigas que na sua opinião eram veiculadas pelo colonialismo e pelo imperialismo.

A auto-suficiência e progressos feitos na agricultura, na educação e na saúde mereceram realce. Nessa reunião magna, a UNITA definiu-se como movimento de massas oprimidas e decidiu realizar Congressos de quatro em quatro anos.

t´chassamba2.jpg Savimbi com Carlos Morgado (já falecido), seu médico particular

4. IV CONGRESSO

Teve lugar de 23 a 28 de Março de 1977 na Benda, a 80 quilómetros do Huambo. Representantes da UNITA no exterior (Jorge Sangumba e Jeremias Chitunda) e a da imprensa estrangeira estiveram presentes. Falando para mais de cinco mil pessoas das quais 722 delegados, o Dr. Savimbi centrou a sua análise sobre a conjuntura politico–militar de então, resultante da invasão das forças russo–cubanas.

A transformação das forças de guerrilhas em unidades semí-regulares e regulares, o combate ao hegemonismo, tribalismo, regionalismo e ao analfabetismo, a dinamização da agricultura, do ensino livre e obrigatório para todo o povo e a criação dos serviços de justiça civil e militar.

Aquelas,  foram as grandes decisões tomadas no IV Congresso que procedeu à revisão dos Documentos Orintadores adoptando-os à evolução do Movimento e à resistência nacional generalizada. Enquanto este congresso decorre na Benda, em Luanda do MPLA, o panorama é confuso.

silva p0.jpg A revista visão descreve assim:  o carro da tropa passa feito carroça de cães vadios. “Documento militar!? Não tens? “Sobe” - é só, assim mesmo!… O jovem apanhado num buraco, é imediatamente incorporado no exército e enviado para a “defesa da pátria” sem se embrulhar nas despedidas com a escova de dentes.

Repentemente, o candengue camundongo, casa com a tropa sem divorcio à vista. Estás lixado meu, o Poeira (um antigo Administrador Tuga do Posto de Belas…) te leva: São as falas dum mais-velho! Na Mutamba, centro de Luanda, no meio da rua, um soldado sem uma perna, esquelético, está literado como morto, as muletas tombadas ao lado (triste e degradante tempo…)

mutamba.jpg

Nota1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos  espalhados pelo mundo.

Nota2: **Texto elaborado a partir das anotações do baú de T´Chingange e de anotações de Isaías Dembo.

(Continua…)

O Soba T´Chingange



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Quinta-feira, 4 de Julho de 2024
VIAGENS .180

NAS FRINCHAS DO TEMPO

DOS TEMPOS DE DIPANDA* - I e II CONGRESSOS DA UNITA

- Crónica 3591 – 04.07.2024

- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2018 - Missão Xirikwata”

Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Amieiro do M´Puto

unita21.png  Regressando ao carrocel do tempo e estando eu em vias de seguir então para a Venezuela, tomo conhecimento do IV congresso da UNITA realizado de 23 a 28 de Março de 1977 em Benda. Posto isto, irei recordar todos os Congressos da UNITA para daqui se tirarem conclusões no percurso de Movimento a Partido e, a partir de Muangai, seu primeiro bastião…

1 I CONGRESSO (Constitutivo)

Muangai que se tornou celebre, é o nome de um serpenteado subafluente do rio Lunguebungu. Os portugueses baptizaram-no com este nome, o antigo posto colonial situado na floresta densa do Moxico e, que viria ser abandonada nas primeiras acções de guerrilha.

Nessa histórica localidade teve lugar, no dia 13 de Março de 1966, o Congresso Constitutivo que marcou o nascimento da UNITA – União Nacional Para a Independência, na presença de dirigentes acabados de chegar da China Popular, autoridades tradicionais e populares da região.

unita11.jpg Com a presidência do Dr. Jonas Malheiro Savimbi, assistiu-se à entrada em cena política angolana, desta nova força; força esta que veio dar novo impulso à luta de libertação nacional com a participação directa de seus dirigentes no interior do país.

2 - II CONGRESSO

Teve lugar entre 24 e 30 de Agosto de 1969 o seu II Congresso Ordinário, sob a presidência do Dr. Jonas Savimbi, Aconteceu em Sachimbanda, Província do Moxico, com a presença de 80 delegados (55 civis e 25 militares). Neste evento, tomaram parte dirigentes do Partido a vários níveis e representantes do povo da região.

Foi definida a linha política interna e externa da UNITA e, estabelecida a orgânica do Partido e das FALA (Forças Armadas de Libertação de Angola). Foi constituído um Comité Central de 30 elementos dos quais, os primeiros 12 faziam parte do Bureau Político. O Dr. Jonas Savimbi foi confirmado como Presidente do Partido.

unita12.jpg  N’Zau Puna foi o escolhido para Secretário Geral, Samuel Chiwale como Comandante Geral e Samuel Piedoso Chingunji "Kafundanga" como Chefe do Estado Maior. Neste II Congresso, a UNITA reafirmou a sua linha política de não alinhamento aos grandes blocos.

Assim, por um lado, condenou a «continuação da agressão americana contra o Povo Heróico do Vietname», por outro lado, insurgiu-se contra a «descarada invasão da Checoslováquia pela União Soviética». Miguel N'Zau Puna - afirmaria que foi nesse II Congresso em que se confirmou a bandeira da UNITA.

unita20.jpg Foi um tempo difícil em que a UNITA aceitou continuar a lutar pela libertação nacional e, numa altura em que estava desprovida de meios para fazer a luta. É de louvar o espírito de entrega dos militantes da UNITA nessa fase muito difícil da luta armada. Este II Congresso, teve a participação do jornalista Steve Valentine que trabalhava para o Times of Zambia.

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Nota1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos  espalhados pelo mundo.

Nota2: **Texto elaborado a partir das anotações do baú de T´Chingange e de anotações de Isaías Dembo.

(Continua…)

O Soba T'Chingange



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