PORQUE FALHAM AS NAÇÕES IV – Daron Acernogiu e James Robinson
ORIGENS DO PODER – DIOGO CÃO NO CONGO
- Crónica 3710 - 06.10.2025
- Escritos boligrafados na desordem mundial, actual
Por: T´Chingange (Otchingandji) - O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
Por toda a áfrica austral se deu incremento a novas experiências económicas promissoras alastrando sua expansão até ao Cabo de África. No Congo, o rei N´Zinga N´Kuwo, tornou-se muito poderoso formando um exército de 5000 homens e feito prisioneiros muitos súbditos que em seguida eram vendidos como escravos.
Em verdade, o rei não tinha incentivos para adaptar o arado em grande escala ou tornar o aumento da produtividade agrícola a sua prioridade – exportar escravos era bem mais lucrativo.
E, parece ser verdade que os africanos confiam menos uns nos outros do que em indivíduos de outras partes do Mundo. A possibilidade de serem capturados e vendidos como escravos influenciou, seguramente, a confiança que os africanos depositavam entre si ao longo da história.
Acedendo a vários documentos contemporâneos e neste particular ao Acordo de Alvor na vizinha Angola, assinado entre os três movimentos de libertação em Angola, MPLA, UNITA e FNLA e Portugal, se vivenciaram excessos de comportamento, não conseguindo superar entendimentos entre si.
Estes três movimentos não conseguiram superar-se em um Governo de Transição formatado para o efeito de se independazarem, descambando para confrontos fratricidas e, que levaram à morte de milhares de cidadãos angolanos; chacinas de povoações mesmo antes do dia da independência programada para 11 de Novembro do ano de 1975.
Os chamados Movimentos de Libertação, ao assinarem aquele documento, tinham já em mente descumprir o assinado acordo procurando desde logo a disputa ao poder pela força das armas impondo suas “legitimidades” pela lei da bala sobressaindo ódios; ódios nada diferentes daqueles longínquos tempos de Diogo Cão e N´Zinga N´Kuwo
Daqui concluir-se que ao invés de se entenderem e já depois de um e outro acordo de paz e término da guerra civil para bem do povo, continuam hodiernamente sem facilitar o exercício de plena democracia, adulterando e dificultando a propósito, todas as regras de proporcionar alternância ao poder.
Nos séculos XV e XVI portugueses e holandeses que visitaram o Congo, comentaram a “pobreza miserável” que ali se vivia; o comércio e demais actividades mercantis eram controladas pelo rei e, só os que estavam associados a este, tinham acesso a elas. Passados cinco séculos, tudo continua muito igual só que o rei deu lugar a um presidente e este, N´Zinga N´Kuwo, o rei, chama-se agora João Lourenço, o presidente…
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Nota: Com extractos do livro "Porque Falham as Nações" e vivências de T´Chingange, o Soba…
O Soba T´Chingange

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