DESDE OS TEMPOS DE DIPANDA *
- XIV CONGRESS - Comissão Organizadora - 50 anos de independência de Angola - Luanda.**
- Crónica 3712 – 20.11.2025
Por: T´Chingange (Otchingandji) – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
Candidato N.º 1 ao cargo de Presidente da UNITA, Rafael Massanga Savimbi
Candidato N.ª 2 ao cargo de Presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior
O Secretariado Executivo do Comité Permanente da Comissão Política da UNITA emitiu em tempo a declaração que aqui se transcreve na integra, a saber: DECLARAÇÃO ALUSIVA AOS 50 ANOS DA INDEPENDÊNCIA DE ANGOLA - Por ocasião do quinquagésimo aniversário da Independência de Angola, a União Nacional para a Independência Total de Angola - UNITA, saúda o povo angolano, verdadeiro protagonista da luta pela libertação nacional e detentor exclusivo da soberania nacional, conquistada a 11 de Novembro de 1975, com o derrube do regime opressor e colonialista português.
Volvidas cinco décadas desde o fim do domínio colonial, a UNITA orgulha-se e regozija-se de ter participado, decisivamente, da gesta heróica construtora das nobres conquistas do povo angolano, tais como a Independência Nacional, a Democracia Multipartidária, a Economia de Mercado e a Paz.
Com responsabilidade histórica, a UNITA reconhece que o país continua a enfrentar enormes desafios que comprometem a afirmação do Estado Soberano de Angola e o ideal de uma Angola livre, justa e reconciliada pela qual muitos patriotas deram as suas vidas.
Ao fazermos uma retrospectiva do caminho percorrido, constatamos com profunda preocupação:
- Os altos níveis de exclusão social, económica, política e cultural, que marginalizam grande parte da população, sobretudo os jovens, os veteranos da pátria e antigos combatentes, os ex-militares, as comunidades rurais e as mulheres de todos os segmentos sociais;
- A ausência de uma verdadeira reconciliação nacional, capaz de unir os angolanos em torno de uma memória compartilhada e um próspero destino comum;
- A extrema pobreza que aflige milhões de famílias, contrastando com a ostentação de uma minoria, num país dotado de imensas riquezas naturais;
- E, acima de tudo, a falta de um reconhecimento genuíno e equitativo dos verdadeiros Pais da Independência de Angola - Álvaro Holden Roberto e Jonas Malheiro Savimbi no mesmo patamar com António Agostinho Neto, enquanto signatários do Acordo do Alvor.
Pois, é graças às suas lideranças que foi possível a libertação do nosso país do jugo colonial. A UNITA considera que a história de Angola deve ser contada na íntegra e com verdade. O processo de libertação nacional foi uma epopeia história, construída por vários movimentos, líderes e milhares de combatentes anónimos. Negar esse legado plural é perpetuar a divisão e a injustiça histórica.
Ao celebrar os 50 anos da independência nacional, a UNITA saúda o Congresso Nacional de Reconciliação de iniciativa da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé, CEAST, que se constituiu numa plataforma e oportunidade de profunda reflexão sobre o passado comum e de projecção de um futuro melhor para o nosso país. A UNITA exorta todos os angolanos, sem distinção, a olhar para o futuro com sentido de responsabilidade e comprometimento patriótico. É tempo de reconciliarmos o país com a sua própria história, de resgatar os valores da verdade, da justiça e da fraternidade e de colocar o cidadão no centro das políticas públicas.
A independência política só será plena quando for acompanhada da libertação social e económica. Só será plena quando cada angolano puder viver com dignidade, participar livremente na construção do seu destino e ser reconhecido o seu contributo para a edificação da nação.
Neste marco histórico, a UNITA reafirma o seu compromisso com:
- A construção e consolidação de um Estado Democrático de Direito, onde impere a justiça, a transparência e a igualdade de oportunidades, com as autarquias institucionalizadas e funcionais em todo o território nacional;
- A promoção da Reconciliação Nacional fundada na verdade e respeito à memória histórica inclusiva;
- E a luta pela dignidade e prosperidade de todas as famílias angolanas.
A UNITA augura que os 50 anos de independência sirvam não apenas para comemorar a glória do passado, mas, sobretudo, para renovar a esperança num futuro melhor, onde a liberdade se traduza no desenvolvimento, na paz e na unidade nacional.
Viva o 11 de Novembro - Viva os pais da Independência - Viva a nossa Angola
O Secretariado Executivo do Comité Permanente da Comissão Política da UNITA - Luanda, 10 de Novembro de 2025
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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes, durante e agora - anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos pelo mundo.
Nota 2: ** Fonte Secretariado Executivo do Comité Permanente da Comissão Política da UNITA - Luanda
O Soba T´Chingange

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