PORQUE FALHAM AS NAÇÕES V – ANGOLA . VIDAS QUEBRADAS - I
- Um livro de leitura obrigatória de António Mateus - Jornalista
- Crónica 3714 – 04.12.2025
Por: T´Chingange (Otchingandji) – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
Decorridos que são cinquenta anos após a independência de Angola, a 11 de Novembro do ano de 1975, o tempo não fez esquecer as muitas e variadas odisseias da fuga à morte. Os brancos, maioritariamente, alguns já de terceira geração, foram forçados a fugir e, por força de uma guerra entre três beligerantes; um dos quais que tomou o poder com auxilio das forças militares portuguesas adstritas ao Movimento das Forças Armadas - MFA .
A fuga teve inicio por terra e de variados lugares com destino a sul, das chamadas “terras do fim do mundo”; também pelo ar através da chamada “Ponte Aérea” e por ar, em barcos de pesca costeira, alguns dos quais naufragaram ao longo da Costa dos Esqueletos no então Sudoeste Africano, um protectorado da África do Sul, a Mania.
O chamado “Acordo de Alvor” tornou-se um paradoxo à história Lusa; um papel rasgado pelo então movimento do MPLA, com a implícita ajuda das forças do MFA, por via de oficiais militares esquerdistas. Militares seguidores da ideologia Marxista, Leninista preconizada pelo Partido Comunista e, nesse então, às ordens de Cunhal do M´Puto. Alguns destes militares nem saberiam bem o que eram, mas em verdade, traíram mais de meio milhão de patriotas.
Mais de 500 mil portugueses, brancos, pretos e mestiços que tinham suas vidas naquele território - Angola. Gente que tudo deixou, um abandono confrangedor que perturbou e muito, os contadores de feitos nobres Lusos, os ditos historiadores e uma reticente parte do povo português consciente. Em verdade todos o foram culpados usando o “vinticinco” como causa ou justificação. Uma mentira encapotada chamada de “Descolonização”.
Gente que tudo deixou, gente que ficou sem nada, sem moral, sem perspectivas e com um futuro imprevisível. Em suma, gente traída. A pertença de um ser humano ao território onde nasceu, independentemente de sua raça e sua crença foi pelo ralo, simplesmente ficou sem efeito. Os brancos, foram assim expulsos, expulsados pela traição de uns quantos oficiais militares do M´Puto (Metrópole). E, todos bateram palmas!
Os chamados de retornados, que foram para além de traídos, pilhados, vilipendiados, atrocidades, abandonados, só lhes restou fugir, salvar suas vidas. O livro em causa, escrito de forma muito suave, descreve a fuga de milhares de populares saídos do Huambo (Nova Lisboa) e Lubango (Sá da Bandeira), uma pequena parte daquilo que foi o maior êxodo da História Lusófona.
E, o único vinculo que a maior parte tinha com a então Metrópole (M´Puto), para além da língua, era o pagamento de impostos, alimentando a tal nação longínqua, a terra do “terreiro do paço”, da santa terrinha; alimentando as NT- Nossas Tropas, suas comissões e, um sem fim de ministérios dos quais se destacam o “Ministério do Ultramar” entre outros …
E, sabe-se hoje que os movimentos de libertação de Angola com acção incipiente naquele ano de 1975, já tinham em mente ao assinar o Acordo de Alvor, rasgá-lo como coisa a ser desrespeitada e, fundamentalmente tendo como mentores os Oficiais do Concelho da Revolução do M`Puto em disputar o poder pela força criando um partido monstro, o tal chamado de MPLA (já derrotado em 1975). Sim! O CR - Concelho da Revolução renasceu o defuntado MPLA, dando-lhe armas, logística com inteliligence para alem de financiamento…

Nota: Com extractos do livro ANGOLA, VIDAS QUEBRADAS e impertinências de T´Chingange, o Soba
(Continua...)
O Soba T´Chingange

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