Sexta-feira, 22 de Julho de 2011
CAFUFUTILA . XIII

{#emotions_dlg.xa}FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO

"O JOGO DA SUSTENTABILIDADE"

 Chá Caxinde.Capim Santo

Em Punda Maria, a Norte do Kruger Park da África do Sul e, enquanto decorria o Mundial de Futebol 2010, Eu, Ricar e Ibib inscrevemo-nos em um passeio noturno no seio do Park a fim de de vermos leopardos, pois que se torna difícil avistar um destes felinos à luz do dia. O percurso seria por picadas escolhidas pelo guia conductor e nosso guarda, sendo parte do percurso junto à margem de um rio afluente do Zambeze, bem próximo às fronteiras de Moçambique e Zimvabwé; Era ainda dia quando saímos do acampamento base num geep todo-terreno, ligação via rádio e arma apropriada para qualquer incursão indesejada dum qualquer predador. O todo-terreno tem assentos em escada por forma a que se fique com a visão mais elevada em relação ao pasto circundante, capim e muitas outras centenas, senão milhares de espécimes vegetais; ao chegar da noite, tem início o uso do farolim por forma a detectarmos os olhos dos animais brilhando como lanternas. Ainda era dia quando a uns poucos metros do principal portão vimos uma leoa solitária passar bem junto ao geepe que sem nos ligar importância seguiu agachada pé-ante-pé na peúgada de um qualquer antilope; só ia ela, balouçando-se em farejo curto deslizando sua astúcia na arte de caçar, provávelmente teria escondidas por perto suas crias e, por ali procurava alimento.

Leopardo. Onça Pintada . :::::

O guia, enqunto conduzia, ia explicando certos comportamentos dos animais, dos cuidados a ter quando se nos depara um animal pela frente e o cuidado a preservar no meio ambiente sem o conspurcar de sugeira não dando em caso algum, alimentos aos animais; Sabendo nós que muitos dos turistas dão alimentos aos babuinos descuidando-se do saber, batatas fritas e outras guloseimas impróprias para o uso desses animais que não têm discernimento de fazer triagem entre o bom e mau. Eis que, a dado momento, o nosso guia pára o carro em uma pequena clareira, chão arenoso e saindo de arma na mão situa-se em pé e de frente para nós bem ao lado de um morro de salalé, térmitas idênticas ao cupim do Brasil e, que constroem castelos bicudos de terra enregecida organizando naquele edifício suas vidas; É ali que armazenam suas sementes para se alimentarem sempre que o tempo permite. E, neste morro em particular podia vêr-se que da base saía uma viscosa planta carnuda dum carregado verde e que no dizer do guia era saborosa para o paquiderme elefante. Podia ver-se que esta mesma planta tinha sido trucidada recentemente e as marcas das patas indicavam essa agitação. Ficamos também a sader em que direcção seguiu a manada pela figura das pegedas deixadas na areia, por seus dedos e vincos, podendo até saber-se se eram velhos ou jovens.

 Jamba . Elefante

Parei aqui para vos explicar os segredos que a floresta tem, da sua sustentabilidade num equilibrio natural entre animais e plantas disse o guia. O elefante tem de percorrer grandes distâncias a fim de comer plantas saborosas ao seu apetite e, a regra é dar grandes circulos e sempre contra ao vento, porque as plantas ao serem comidas, enviam feromonas às demais da mesma espécie a fim de alteraremm o sabor da sua seiva; resulta então que se o elefante, se decidir percorrer seu território a favor do vento irá deparar com plantas semelhantes mas, com um sabor desagradável; é aqui que reside a curiosidade desta crónica pois que quanta gente como eu, desconhecerá esta tão curiosa forma de as plantas evitarem serem deglutidas dor predadores que necessitam de toneladas para se alimentar. Eu, não encontrava explicação para, em zonas de plantas de maior porte estarem estas literalmente devastadas como se, por ali tivesse passado um tornado. Sei agora, que manadas destes paquidermes derrubam árvores de forma concertada para que não haja tempo de poderem avisar outras mais à frente. Estranhei esta devastação a Sul do parque nas saídas para Nelspruit da M´pumalanga após atravessar o Crocodille River.

 

 

 Safari no Punda Maria

Com cheiro forte de bosta de elefante fumegando, beira rio barrente, com hipopótamos roncando o lusco-fusco, demos continuação ao safari. Este "mundo de vida sustentável" deu-me o ensejo de a escrever para perpectuar a visão fantástica da vida e suas nuances, tão melindrosamente esquecidas. Esta lição da mata teve o condão de me avivar a mente na aceitação e partilha entre os mundos animal, vegetal e mineral elevando a mente e coraçao; não permanecer vazio e sem sentido abandonando as três mentes venenosas a saber: - ignorãncia, materialismo e ódio. A beleza da vida, o estar nela, vendo-a com olhos de ver e ouvi-la em minúcia dependem de tão pouco que, se despreza esse singular agora, como se dialogar com uma osga ou uma flôr, falar com uma formiga ou uma indistinta lagartixa fosse uma coisa maluca. Em Punda Maria aconteceu, o meu espírito partilhou a cobiça do ser, uma liturgica peregrinação ao sonho de viver em digna confaternização em um reino mais puro.

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 23:58
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Temos um Hino, uma Bandeira, uma moeda, temos constituição, temos nobres e plebeus, um soba, um cipaio-mor, um kimbanda e um comendador. Somos uma Instituição independente. As nossas fronteiras são a Globália. Procuramos alcançar as terras do nunca um conjunto de pessoas pertencentes a um reino de fantasia procurando corrrigir realidades do mundo que os rodeia. Neste reino de Manikongo há uma torre. È nesta torre do Zombo que arquivamos os sonhos e aspirações. Neste reino todos são distintos e distinguidos. Todos dão vivas á vida como verdadeiros escuteiros pois, todos se escutam. Se N´Zambi quiser vamos viver 333 anos. O Soba T'chingange
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