Terça-feira, 10 de Abril de 2012
PIAÇABUÇU . I

{#emotions_dlg.xa}FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO

“O Velho Chico” - Brasil

 Adro e Igreja de Piaçabuçu

Quase na foz do rio São Francisco – São Francisco de Borja. É um município brasileiro do estado de Alagoas. Sua altitude média é de cinco metros acima do nível do mar, e tem uma temperatura média de 22°C. O município situa-se entre o oceano Atlântico e Rio São Francisco, com belas praias. É conhecida como Capital Alagoana das Palmeiras.

Em uma recente visita a Piaçabuçu para ver a foz do rio São Francisco, perguntei a um guia ocasional do povoado se haveria alguém que me pudesse dar informações sobre o percurso histórico e património cultural daquela terra. Perante o meu interesse e dos companheiros de jornada e após a visita à igreja matriz tendo como patrono São Francisco de Borja, o guia matuto levou-nos a casa do senhor Orlando ali a escassos passos e dando para o jardim, adro frontal àquela igreja. É uma casa ampla com um pequeno e gracioso jardim frontal e, para minha surpresa após o chamado de “hó-de-casa”, surgiu um senhor alto, esbelto e de cabelo branco, de cor e linhagem ariana e, pela certa com mais dos setenta anos.

Piaçabuçu - Vista do rio. Lugar aonde foi filmada a película Deus é brasileiro

Não era o matuto ou mestiço que idealizara mas, um senhor de perfil distinto e bem-falante. Por força das circunstâncias e tendo o barco escuna quase de saída para vermos a foz do Velho-Chico, as apresentações foram muito breves: logo de entrada indicou uma bíblia volumosa em cima de uma mesa que disse ter sido editada em 1920; frisou no entanto que ele, não era cristão; era ateu e natural da Bélgica. De surpresa em surpresa pude verificar que este senhor estava em debandada, queria vender tudo ali exposto e, aquilo é um espólio de valor inestimável, e também, em verdade, a sua vida. Desiludido da vida e desinteresse de familiares próximos, foi dizendo que a gente do povoado não dá qualquer valor àquelas velharias ali espalhadas e não catalogada pelo chão: Caveiras ancestrais, pilão em pedra com mais de dois mil anos, quadros, estátuas belas e muitos livros mofados pela humidade do Velho-Chico.  
A escuna no Velho-Chico

A casa estava como que em leilão, com desfalque de moveis e coisas empacotadas em jornais pelo resto da casa grande, considerando o modesto povoado e a frágil estrutura social do meio. Este homem de nome Roeland Emiel Steylaerts, de nacionalidade belga teria muito para contar e não me fiz rogado pedindo-lhe o que quer que tivesse para publicitá-lo no modesto blogue do Kimbo. Quando no final do dia cheguei à minha casa já lá estava tudo o prometido e mais ainda, a sua vida exposta em um livro que nunca chegou a publicar. Prometi-lhe que iria dar conhecimento ao meu mundo da Kizomba e Reino de Manikongo o seu legado no propósito de encontrar alguém interessado em comprar seus livros, estátuas, coisas de paleontologia, quadros e património arqueológico. Entre estas peças deparei com uma pedra em forma de pilão achada perto de Piranhas com mais de dois mil anos. Kimbo irá publicitar com o título PIAÇABUÇU o livro de sua autoria mas, entretanto, para alguém que o queira contactar aqui fica seu endereço: Praça São Francisco de Borja, 63 / AL, Fones (82) 3552.1625 / 9139.1197 / 9618.2602, www.norinvest.com.br, mail roeland@norinvest.com.br.
Dunas na Foz do São Francisco 

 As velas quadradas do Velho-Chico

Os escritos de Roeland Emiel Steylaerts (Orlando) diz-nos que os holandeses chegavam à região de Piaçabuçu em 1634, encontraram na beira do rio São Francisco no caminho para Salvador em frente as ilhas uma cidade indígena com o nome de Piaçabuçu (Palmeira grande). Era a rota de passagem do Recife para Salvador aonde os viajantes se Instalavam; alguns comerciantes bivacaram ali dando assistência aos passantes. A cidadezinha foi assim crescendo no tempo. Quando Dom Pedro em 1859 por aqui passou, só havia casas de palha e, por isso, ele dormiu a bordo de seu barco no rio, chamado de "Apa". Temos na praia o povoado do Pontal-do-Peba (nos mapas antigos denominado ponto do Ipheba). Procurei em língua indígena pela fonética e descobri que Ipheba era um tipo de embarcação que os índios usavam. Consta num mapa de Frans Post de 1634 como Ponto do Ipjeba e Piassabussu. Descobri que entre o Peba e Piaçabuçu, existe um local chamado de Bonito, reminiscências de um velho forte holandês, onde forem encontrados moedas e cerâmica holandesa. Naquele tempo o rio era muito mais largo, e a foz, era ali. O local encontra-se actualmente numa área controlada pela Petrobras.

(Continua…)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 10:33
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Temos um Hino, uma Bandeira, uma moeda, temos constituição, temos nobres e plebeus, um soba, um cipaio-mor, um kimbanda e um comendador. Somos uma Instituição independente. As nossas fronteiras são a Globália. Procuramos alcançar as terras do nunca um conjunto de pessoas pertencentes a um reino de fantasia procurando corrrigir realidades do mundo que os rodeia. Neste reino de Manikongo há uma torre. È nesta torre do Zombo que arquivamos os sonhos e aspirações. Neste reino todos são distintos e distinguidos. Todos dão vivas á vida como verdadeiros escuteiros pois, todos se escutam. Se N´Zambi quiser vamos viver 333 anos. O Soba T'chingange
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