MOPANE AO ALMOÇO
Estavamos a almoçar na Kizomba das terças quando e, falando das larvas que estão agora a matar as palmeiras da costa Algarvia, me recordei duma lagarta comestivel à venda ao público nos mercados na àfrica Austral; é mais comum ver a sua comercialização na África do Sul, Namibia, Botswana e Zâmbia.
Aquela larva não é agradável à vista mas é muito nutritiva e, pode vir a ser uma boa alternativa para socorrer povos com carência de alimentos proteicos.
Na África Austral, a lagarta mopane (Gonimbrasi ou Imbrasia belina) constitui uma verdadeira indústria. Não existem muitos dados sobre a quantidade de lagartas selvagens apanhadas anualmente ou o que representam nos rendimentos e na alimentação das populações rurais, mas estima-se que todos os anos sejam comercializados só na África do Sul 1,6 milhões de kg e que centenas de toneladas sejam exportadas a partir do Botswana e da África do Sul, para a Zâmbia e o Zimbabué.
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Para produzir 1 kg de carne de vaca são necessários, normalmente, 10 kg de forragem, mas há uma alternativa à carne de vaca, mais rica em proteínas e necessitando apenas de 3 kg de folhas de árvores para produzir 1 kg de lagarta.
Mas como para todas as coisas boas, se nada for feito tudo poderá acabar em breve. As lagartas têm sido sobreexploradas e em algumas zonas da África do Sul já se encontra extinta. Esta ameaça levou o etnoecologista Rob Toms e a sua equipa do Museu do Transvaal a estudar o conhecimento local sobre a lagarta mopane (também designada “Mashonza” ou “Masonja”). Eles descobriram que a maioria das pessoas, incluindo professores de Biologia, sabiam pouco sobre o seu ciclo de vida. Ela põe ovos, dos quais nascem pequenas larvas, as quais mudam de pele diversas vezes antes de atingir a maturidade. As lagartas adultas que sobrevivem à apanha deixam as árvores e transformam-se em crisálidas debaixo da terra.
É essencial deixar algumas lagartas nas folhas, na altura da colheita, para garantir uma nova geração, indo contra a crença local de que as lagartas vão para a terra para morrer. Os investigadores elaboraram um cartaz descrevendo o ciclo de vida da lagarta, que distribuem nas escolas e vendem na loja do museu para encorajar as pessoas a adoptarem uma forma de colheita mais sustentável para seu próprio benefício. Outra opção sob investigação é a domesticação da lagarta mopane para desenvolver uma indústria similar à do bicho-da-seda.
Este tema talvez possa ser mais desenvolvido pelo Nosso Exmo Dom Visconde do Mussulú, Embaixador Itenerante da globália e dos PALOPS, concelheiro de Cienfuegos do mar da palha e conhecedor dum tal escaravelho que atacou a minha palmeira Phoenix Canariensis. Se não me diz como atacar o dito escaravelho, os meus sinais exteriores de riqueza extinguem-se aqui.
O Soba T´chingange

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