Quarta-feira, 11 de Junho de 2008
BRASIL
CONHECER O BRASIL ------------------------------------------------------------ CARAMURU . O 1º BRASILEIRO------ No tempo das Capitanias 1 - O primeiro achado As palavras levam-nas o vento mas, foi este vento que mudou o rumo à história quando soprou as naus de Álvares Cabral até à costa então desconhecida a que se veio a chamar de Brasil. Aos primeiros gentios encontrados, de longos cabelos escorridos e tez morena chamou-os de índios e, isto porque pensou ter chegado à Índia, sitio para onde pretendia ir quando zarpou de Lisboa a mando do rei D. Manuel I. O achado do Brasil sucedeu a 22 de Abril de 1500, tempo em que Portugueses e Espanhóis tinham a liderança nas artes de marear, com conhecimentos de correntes e ventos; a história tem destes acasos. Nesse tempo, os Portugueses, de cabo em cabo, queriam chegar rápidamente à terra das especiarias, terras descritas em crónicas por Prestes João que falavam das muitas riquezas do Oriente; por este motivo a nova terra descoberta de Santa Cruz, ficou meio esquecido e sem guarda, Franceses, Espanhóis e Holandeses, trataram de tapar essa lacuna fazendo pirataria; estes, em navios armados, atacavam saqueavam e queimavam feitorias e navios portugueses em toda a costa. Ao abrigo do Tratado de Tordesilhas, estas latitudes estavam reservadas a Portugal. Fruto de cobiça por parte do rei Francês, os corsários, a mando deste, pirateavam toda a costa pois que, não reconheciam aos portugueses o direito exclusivo de comercializar com as novas terras; chegou mesmo a dar “carta de marca” de pirata, ao corsário João Ango, concedendo-lhe honrarias por cada investida às feitorias ou naus Portuguesas. O índio cortava o pau-brasil (pau-preto) e, transportava a madeira para as caravelas dos Franceses ou Espanhóis; em pagamento por essa mercadoria e trabalho recebiam bugigangas tais como: - espelhos, pentes, colares, facas e armas. Em 1526 D João III mandou que se organizasse uma esquadra no intuito de recolher os máximos dados da situação caótica naquelas bandas e, também com o fim de dar consistência à colonização de soberania Portuguesa, a norte do rio da Prata; esta tarefa foi incumbida a Cristóvão Jacques o qual, veio a travar combates com alguns navios Franceses. Cristóvão Jacques conseguindo fazer trezentos prisioneiros, deu consistência ao poder reinante de Portugal; estes prisioneiros foram conduzidos a Lisboa dando assim aviso a todos os aventureiros que demandavam os “nossos mares”. Após os relatos de Jacques, o rei D. João III, mandou que se organizasse uma esquadra a fim de assentar colonos na costa Brasileira; para o efeito dá orientação ao capitão-mor Martins Afonso de Sousa, confiando a este grandes poderes: repartir terras, criar oficiais de justiça e fundar colónias. Fundou a primeira colónia no Brasil em S. Vicente em 1532 na qual se tornou capitão donatário; deve-se a ele a introdução da cana-de-açúcar na nova Lusitânia, Brasil. Com uma esquadra de cinco navios e com quatrocentas pessoas a bordo, num sábado, a 3 de Dezembro do ano 1530 fazem-se ao mar com a técnica de navegação “cabos a dentro”; rumam a sul. Aportam na ilha de Gomera em Canárias e, a dezoito de Janeiro de 1531 com vento Sueste, chegam à costa do Brasil, aportando em Pernambuco, a dezassete de Fevereiro desse ano. Após trovoadas, trombas marinhas e antenas destroçadas, a vinte e três de Abril, entram na Bahia de todos os Santos. E, sem saber se era um sonho!... Entre a bruma da manhã depara com o famoso Caramurú, Português de nome Diogo Álvaro Correia que por ali ficou no ano de 1509; casado com uma índia, tinha já nesta altura um rancho de filhos; havia ali então uma povoação com cerca de trezentas casas. Este assentamento numeroso foi relevante para considerar aquele lugar como capital administrativa. Os lotes ou capitanias tinham, por disposição de D. João III, uma porção de 50 léguas medidas ao longo da costa Nos terreiros, os homens descendentes deste Caramurú, capitães do mato, sedimentaram com o tempo e nas sucessivas uniões com gente escrava, uma amálgama de cultura iemanjá. Diz-se, ter sido Caramurú o fundador da cidade de Cachoeira no estado de Bahia. Hoje, por todo o Pernambuco, matutos e mamelucos rezam preces, chispam axé, apelam aos orixás e xingus; giboiando na rede, tocam o seu violão soltando versos repentistas aonde entram coronéis, jagunços e a senhora da Boa Hora. Comendo mukeka, tanspiro vontades de forró regadas a caipirinha. A sanfona prolonga alegria noite adentro e, no ar, há cheiros de caju e café. 2 – O povoamento --------------------------------------------------------------- Diogo Álvaro Correia, aventureiro ou prisioneiro dum barco pirata francês, ou português, não se sabe ao certo, teria aí os seus 17 anos, nascido em Viana do Castelo em Galiza portuguesa, quando naufragou perto do rio Vermelho na praia da Mariquita em Salvador. Quando Deus faz a história o homem e a hora são uma só; coube tal desígnio a este jovem ser atribuído “o patriarca da Bahia”e, como tal o primeiro verdadeiro brasileiro, baiano. Daquele naufrágio, dos oito tripulantes, só ele escapou a não ser comido pelos índios da tribo Tupinambás; estes viram-no matar com o seu arcabuz uma ave voando e, logo os índios lhe atribuíram o nome de Caramurú, homem de fogo, filho de trovão, branco molhado, dragão do mar. O chefe Taparica ofereceu sua filha Paraguaçu a Caramurú; este, teve com essa índia tantos filhos, que passaram a conhece-lo como o “ Adão de Masssapé”. Em 1528, Caramurú foi com a sua Paraguaçu a França e baptizou-a com o nome de Catarina; é uma estória que, como contos de fadas acaba feliz. Tomé de Sousa, fidalgo da casa de ordens do reino, foi feito o primeiro Governador-Geral do Brasil em 1549 por carta Régia e, com 1000 colonos, deu início à verdadeira colonização da costa brasileira fundando a cidade de Salvador em 1549. Caramurú, já com 62 anos diligenciou na construção de Salvador ajudando o Governador Tomé a esquematizar a cidade de então; não se limitou a aumentar a prole de matutos, tão necessários para a gestão do território. A coroa, a cruz e a espada andavam misturados com náufragos, traficantes e degredados. A frota de Tomé de Sousa que era composta de seis embarcações e dois navios mercantes, alem de transportar materiais de construção e víveres, levava gente da mais variada formação como artesãos, desorelhados ou ferrados pela justiça, um médico, um relojoeiro, um boticário e três padres jesuítas; entre estes estava Manoel da Nóbrega. O padre Nóbrega rezou a sua primeira missa no Brasil em uma capela improvisada de pau-a-pique coberta a folhas de palmeira e, que Paraguaçu, mulher de Caramurú, mandou construir a propósito. O primeiro poder legislativo do Brasil teve início aqui, com a construção do palácio do governador, a Câmara Municipal, a cadeia, a Santa casa da misericórdia, a igreja dos Jesuítas e um pelourinho. A 16 de Junho de 1556, a nau Nossa Senhora da Ajuda que levava o bispo, D. Pedro Fernandes Sardinha, naufragou ao largo de Coruripe a uns escassos quarenta quilómetros a norte da foz do São Francisco; os quase cem náufragos foram comidos por índios das tribos Caetás e Tapajaras. Foi a partir do rio São Francisco e, para Norte, até ao cabo de Santo Agostinho entre os anos de 1590 e 1630 que se fez distribuição de terras fazendo o povoamento na base das Sesmarias; com uma extensão de seis léguas ao longo da costa estendendo-se por sete léguas para o interior até o sertão, foram estas porções de terra distribuídas aos primeiros povoadores. Os primeiros donos sesmeiros no estado de Alagoas para Norte e, a partir do rio São Francisco foram: - Belchior Alvares Camelo até o rio Coruripe, António de Moura Castro, dali até a actual Praia do Francês na lagoa Manguaba, Diogo Soares da Cunha, dali até Paripueira, próximo da barra de Santo António, Rodrigues de Barros Pimentel, dali até Japaratinga na costa de Porto Calvo e Cristóvão Lins, iniciador do processo de povoamento e comandante da expedição por ordem régia com este propósito. A finalidade destes assentamentos, era a de construir engenhos de açúcar, o ouro branco que então estava a ser comerciado pela coroa portuguesa; nesta distribuição de terras eram contemplados os familiares próximos do expedicionário e ainda subsistem nomes falados, que por hereditariedade chegaram até os dias de hoje tendo como exemplo as terras de Magdalena de Subaúma que, hoje se conhece como sendo a usina Sumaúma; sempre são quatrocentos anos em distância temporal. O soba T´chingange

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