Quarta-feira, 11 de Maio de 2016
MOKANDA DA LUUA . XLIII

LUALIS"Fiz um acordo de coexistência pacífica com o tempo: nem ele me persegue, nem eu fujo dele, um dia a gente se encontra" -  Lualis é só uma ponte de fantasia; uma bonita inventação do Vasco…

Por

vasco0.jpgVasco Antunes - Ele transpira catinga da pura; está vacinado com paludismo de fina estirpe da Luua – Dá gosto ler suas prosas, suas poesias, sua memórias, que contem um pouco de cada um de nós… Ele é bom no que faz, certeiro no que diz, mordaz nas entrelinhas, cutuca a picardia como sóele sabe!...

Juro mesmo: estas falas assim de só falar enrolado sem virgulas, sem pontos, fica muito de difícil! Malembe malembe, volto atrás e faço a descorrecção (T´Chingange)…

arte1.jpg O tempo escasseia-me muitas vezes, para poder redigir histórias escondidas, antigas, que até posso antever reais a tempo inteiro. Real e ficção, esta a que talvez mais me satisfaça, só ficção! Nessas alturas subitamente levanto voo, plano como um albatroz e vou por aí fora, por aí fora, sem parágrafos ou pontos finais, com diálogos dinâmicos, fala o Soba, impõe as suas leis, fala o Luis, quer fugir aos ditames dos familiares próximos, subverte as leis, obtém gozo disso, e sabedoria, claro, que estas coisas, mesmo negativas são as que mais resultam e aprumam a coluna vertebral de um indígena.

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O Soba atento, fumando rapé ou liamba no seu cachimbo, sentado ou em seu pé à entrada do D´jango esperando os súbditos e dando-lhes conselhos; a família é importante, reúnem lá com os filhos debaixo da mulembeira lembram-lhe os seus deveres como a eles próprios lhes foram transmitidos, pelos pais e pelos pais dos pais, sabe que travarem as suas batalhas é ponto de honra e, sabe também que na hora de fazer a paz e a concórdia, com o usurpador ou sem usurpador é da natureza humana, o caminho N´zambi indica.

arte2.jpg Todos, mas todos percebem a regra, vai continuar a nascer o milho, a beterraba, a batata doce, a massambala há-de alimentar sempre a alimentar os catuitis e xiricuatas. Na transumância, que nome é esse, pergunta o Zé Diungo um homem que tem muitas cabeças de gado, há milénios que é assim, ele sabe, como sabe que a terra é de todos e também percebe o que é o progresso e se calha encontrar um mwadié, cafricado como ele.

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Assim sem mais que seu nome é Dionísio, Dionísio Dias de Sousa que lhe dispõe amizade sem palavras; o sentimento ainda que obstaculizado vai avançando, deve ser a tal de Felicidade que está chegando, não sei, um mwangolé cuja escola começou no mato, cheirou o rio, não temeu o sengue e a surucucu, muito menos a onça. Eu, simples mortal, só pergunto e respondo ao mesmo tempo, na mesma cadência, N´Zambi Deus foi severo para com a terra, Angola era uma terra praticante de hospitalidade, apresentava boas condições para a vida humana, era severa, era lugar sem complacência e benevolência.

arte3.jpg Cada um chamado a ser mais do que era, sim respondo afirmativamente, mas N´Zambi Deus também fez presumir que a concórdia e a misericórdia, tantos foram para lá, tantos se situaram, tantos se amigaram, enamoraram, umbigaram, devia reinar sobre a dissenção e o desentendimento, harmonizar o essencial, perdoar os pequenos costumes, eliminá-los, seria assim o futuro, o nosso advir, aglutinar-se-iam raças, honrar-se-ia desta feita pais, avós, tetravós, eneavós.

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Quem é que se arrogaria o direito de cortar a corrente neste novo edifício, perguntava-se tudo isto quando, começando de hoje (ONTEM), talvez para o ANO começassem as obras, só que as obras nunca mais começaram, afinal "os nossos Países foram tão fáceis de magoar..., a avenida imaginada de porto a porto, mestiça de voar, vinda dos caminhos de ontem aos amanhãs da vida...não cruzou os ventos, as vozes cúmplices, os abrigos de cada andar, atado a quem o ganhou..."os relâmpagos não felicitaram os vencedores”, champanhe dos céus beijando os vencidos.

arte4.jpg E muitos se foram, feridos, sangrados, percebendo que a estrada não é, nunca foi uma linha recta serena e aberta. Gosto muito das pessoas com quem privo, dos amigos, suponho que tenho muitos, mas isso sou eu a supor, neste momento eles encontram-se nas quatro partidas do mundo e detêm na ponta do dedo uma luzinha, quiçá um ET que se assoma à vida e ao coração de cada um. Já falei um cochito meus caros Assunção Roxo, Antonio Monteiro, Edgar Neves, Luis Magalhães, Maria Joao Sacagami, gente do face perdoam-me bem perdoado, não excluo ninguém, mas não tenho já espaço e memória, a partir deste meu ximbeco, para citar a todos. Não quero nunca que se desentusiasmem da vida, desconsigam de analisar, sorrindo pela esperança, a sagrada esperança que é a vida. Beijos.

Nota: Fiz batota, botei pontos e baralhei-me! É difícil entender esta gente inteligente…

As Opções do Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 17:04
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Temos um Hino, uma Bandeira, uma moeda, temos constituição, temos nobres e plebeus, um soba, um cipaio-mor, um kimbanda e um comendador. Somos uma Instituição independente. As nossas fronteiras são a Globália. Procuramos alcançar as terras do nunca um conjunto de pessoas pertencentes a um reino de fantasia procurando corrrigir realidades do mundo que os rodeia. Neste reino de Manikongo há uma torre. È nesta torre do Zombo que arquivamos os sonhos e aspirações. Neste reino todos são distintos e distinguidos. Todos dão vivas á vida como verdadeiros escuteiros pois, todos se escutam. Se N´Zambi quiser vamos viver 333 anos. O Soba T'chingange
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