Sábado, 5 de Janeiro de 2019
MU UKULU . XI

MU UKULU...Luanda do Antigamente – 05.01.2019
Luanda era Angola e o centro do mundo era a Mutamba! - Em 1887 e por três anos, a Luua era iluminada por candeeiros a gás…
Por

soba15.jpg T´Chingange – No M´Puto

luis0.jpgLuís Martins Soares – No Brasil 
Em 1847, incluindo os edifícios públicos, a cidade de Luanda contava com 144 casas com primeiro andar, 275 casas térreas e 1058 cubatas feitas em taipa. Era em verdade uma cidade de degredados, uma política embrionária de desenvolvimento forçado com cerca de cinco mil habitantes; Sendo um lugar de passagem para o resto do continente africano o viajante podia usufruir de perto de cem tabernas, pelo que os viajantes a qualificavam de moralidade duvidosa.
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Em 1889, o governador Brito Capelo inaugurou um aqueduto a partir da lagoa Kinaxixi que forneceu a cidade de água potável por alguns anos abrindo assim caminho para o grande crescimento de Luanda. Mais tarde e a partir de 1928, com o regime de excepção em Portugal, intensifica-se o envio para esta colónia os descontentes com o Estado Novo; Luanda passa a ser assim mais utilizada como colónia penal.

baleozão0.jpg Em 1930, Luanda tinha um pequeno cais de cabotagem com apenas 400 metros e uma profundidade de três metros. Os passageiros tinham de usar um embarcadouro flutuante. A capital estava mal servida e, em 1934 começou a ser construído um cais "em cimento armado para quatro navios ao mesmo tempo". Apesar desta ampliação, a infra-estrutura ainda não dava resposta às necessidades da economia angolana de então.

baleozão01.jpg Em 1930, no porto das Kipacas do Bungo, foram desembarcadas cerca de 50.00 toneladas de carga e, exportadas um pouco mais de 17.000, sobretudo café e sisal. Em 1932, já as medidas governamentais da Metrópole, visavam promover as exportações e travar as importações. Neste ano, o porto de Luanda recebeu um pouco mais de 37.000 toneladas de carga tendo sido exportadas cerca de 25.000. 
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Dos anos de 1930 a 1950, Luanda teve um espectacular crescimento; com 60.000 habitantes em 1940, passou para 140.000 naquele ano de 1950. Em 1960 já eram 225.000 passando para o dobro em 1968 sendo já notória a percentagem de brancos. Foi pouco depois de 1950 que começaram a circular pela cidade uns homens vestidos de branco conduzindo à mão uns carros e gritando: Há baleizão!

baleozão1.jpg Era da cervejaria e sorveteria do Baleizão situado perto da Fábrica de Sabão e bem perto da antiga calçada dos enforcados que dava acesso à cidade alta e ao Palácio do Governador, de onde saiam estes monangambas vendendo sorvetes, gelados de sabores variados e cores atractivas metidos em cones de bolacha crocante. Estas figuras eram bem características daquela cidade de então conhecidas no Brasil como camelós.

baleozão00.jpg Era nesta sorveteria que uma grande parte da população ia fazer uso da esplanada, beber uns finos ou os chamados canhãngulos de cerveja Cuca, Skol, Eka ou Nocal. Eram famosos seus saborosos cachorros quentes. Tomando a brisa da baia, ali se passavam horas com amigos da pândega nos finais de dia ou depois de se sair já noite duma das muitas salas de espectáculos, dos coqueiros a ver futebol ou a luta live do conhecido empresário Lobo da Costa. 

biker0.jpg Pedia-se uma cerveja e a acompanhar sem pagamento extra, serviam uns jakinzinhos fritos, tremoços, jinguba, dobradinha com jindungo ou mesmo pedaços de polvo tipo escabeche. Bom! Saia-se dali já jantado, eram horas de ir a casa tomar um banho, encontrar-se com os amigos no cine Miramar, Nacional ou Restauração e depois voltar ali ao Baleizão ou à Biker para refrescar o esqueleto.

baleozão8.jpg O Baleizão fundado pelo Sr. José Maria Aparício e seu filho Tarique, estava localizado no Largo Infante D. Henrique, local de passagem para ilha, ponto de encontro para depois da farra, ponto de partida e chegada das reuniões do clube, lugar aonde se levava a sogra, a miúda ou a mulher para experimentar uma guloseima diferente. Podia encontrar-se ali o pintor Neves e Sousa batendo papo com o radialista Sebastião Coelho ou outras figuras publicas que hoje deixam saudade na memória.

luis14.jpg Também por ali paravam fumadores inveterados, dedos e bigodes marcados pela nicotina amarela ou ruiva; e eram marcas que agora recordamos ser como o Zig-zag, o Francês, AC, Delta, Negritos, Caricocos ou Delfim. A Fábrica de Tabacos Ultramarinos – FTU prosperava pela certa, pois a maioria dos caluandas eram fumadores em grosso. Antes de avançar pela visão mais moderna da Luua terei de recordar que para lá da Luua tudo era mato, assim o dizíamos.

bessangana2.jpg Luanda era Angola e o centro do mundo era a Mutamba! Mas aqui bem perto ficava o lugar aonde antigamente se refugiavam os escravos fujões, era aí o seu primeiro refúgio. Em kimbundo refúgio é ingombota, e essa acção de ali se esconderem, pois assim ficou baptizado o local. Quando passou a ser habitado as pessoas diziam que moravam na n´gombota e os portugueses corromperam a expressão adicionando o “I” tendo ficado em Imgombotas, do jeito actual.
Nota: Alguns itens foram recolhidos na NET.
(Continua…)
O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 19:09
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Temos um Hino, uma Bandeira, uma moeda, temos constituição, temos nobres e plebeus, um soba, um cipaio-mor, um kimbanda e um comendador. Somos uma Instituição independente. As nossas fronteiras são a Globália. Procuramos alcançar as terras do nunca um conjunto de pessoas pertencentes a um reino de fantasia procurando corrrigir realidades do mundo que os rodeia. Neste reino de Manikongo há uma torre. È nesta torre do Zombo que arquivamos os sonhos e aspirações. Neste reino todos são distintos e distinguidos. Todos dão vivas á vida como verdadeiros escuteiros pois, todos se escutam. Se N´Zambi quiser vamos viver 333 anos. O Soba T'chingange
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