Sábado, 3 de Novembro de 2018
XICULULU . CXVI

Na minha frente tenho dois tocos de charutos meio fumados aonde se pode ler “connectu” - 28-10-2018

São pertença do “bife-gringo” que veio até áfrica caçar um búfalo…

Por

tonito16.jpgT´Chingange – Em Inhassoro de Moçambique

Porque cada homem é um mundo, tem que ao tempo, dar-se tempo… O homem, feito de sobrancelha grande e grave, também gordo, deve ser dono dos petróleos lá nas terras do Alasca porque do que se soube, foi aos mesmos lugares que nós fomos, só que, de avião! Pode notar-se, serem desses tais ricos pra xuxú pois que andam aos saltos folgando-se das odisseias das fronteiras e dos milhões de buracos das estradas.

INHASSORO 385.jpg Delta do Okavango em Maun, Casane do Choba, Victoria Falls e agora, aqui pescando nos mares de Inhassoro em rápidos gasolinas. Estando aqui refastelado, parece ser tudo seu e, afinal, é um turista como nós só que se supõe ter guita - têm um casal de jovens sul-africanos aqui radicados para lhe fazerem a papinha, traduzir dissabores com grossos trocados de notas verdes.

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Hoje é ainda quinta-feira e estamos no Yellowlin Lodge; sairemos amanhã para Vilanculo e aí, talvez possamos ir de barco até à ilha de Bazaruto ou uma outra que ao largo da costa aguarda a chegada de corsários turistas; daqui podem ver-se os morros carecas da ilha de Santa Catarina com manchas verdes em suas encostas e vales.

INHASSORO 381.jpg Ibib está preparando os três quilos de mexilhões que comprei a um conhecido de Sebastião, o fiel depositário e guarda-mor dos bungalows dum patrão sul-africano. Há certos lugares que traduzem certos pensares nos quais nem a decadência é sincera, lugares em que as folhas viram sujeira e até se traduzem num cardápio de bizarras esculturas pintadas no lado menos positivo – é só um estado de espírito…

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Também os mwangolés brancos de angola, t´chinderes perdidos numa ficção de sonhos de conhecimento na diáspora, se vão transferindo com devaneios ou arrogância, num raiar de petulante envaidecimento; a falar é que muitas vezes nos desentendemos e, nem sempre me sinto destribalizado no humor que sempre, quando negro, me arranha os neurónios, assim como um buzio que sempre tem cheiro de sapato se não for bem lavado com água sanitária. 

INHASSORO 388.jpg Deitado de barriga virada ao tecto a osga gorda estuda-me com seus olhos oblíquos. Acena por várias vezes, parece cuspir qualquer coisa e depois refugia-se no escuro ficando a espreitar entre a esteira do tecto e o pau avermelhado da asna tecto de capim. Ainda não eram horas de dormir mas estava relaxando ainda do almoço feito de chocos e mexilhões apanhados entre Inhassoro e o matope da lagoa.

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Não sei nem porquê, aquela osga era-me familiar porque, num repentemente dei-me conta de que só ela sabia alguma coisa da minha origem. Sim! Quase percebi, chamar-me de Niassalês – sentia-me reduzido a um ponto de interrogação; acho mesmo que aquela gorda osga via pessoas que mais ninguém via ou conseguiria ver. Nesta questão de instantes o tempo murchou-me a vontade de entender se o pior era eu não suportar o balanço das potholes ou as quezílias de gémeos.

INHASSORO 378.jpg Dos longos silêncios remoídos na sustentação das mentiras ou verdades sobre africanos, sua terra e sua origem, gente sem nenhures; como entender tudo numa longínqua aridez de secura, um investimento de leveza desocupada, fazendo nada ou parecendo nada fazer. E assim ia ficando meio anestesiado, ficando osga com jeito de pessoa que mais ninguém conseguia vislumbrar…

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Foi então que vi um sujeito mulatão de nome comum de Zé Manel, meio a dar para indiano, um meio monhê a viver de expedientes na cidade do Chimoio; com colares de missangas penduradas ao pescoço e um cofió colorido – enfim, um mwadié fantasiado de africano a repetir-me: - Só quem anda por gosto, não descansa! Isto, foi quando me queixei com azedume dos muitos buracos.

INHASSORO 393.jpg Vissapa - o comandante, ainda lhe disse que era angolano de gema, que edecéteras e tal e, até lhe mostrou o bilhete de identidade. Era um branco, sim senhor mas genuinamente africano! Ele, filho dum acaso mal feito, torceu seu nariz achatado, deu uma baforada com rolos de índio no ar no bar K.2 do senhor Couto. Filosoficamente disse que aqui em áfrica tudo é de todos, menos dos brancos. E, assim, engolindo desaforos ficávamos num nada, feitos genéricos. Menos mal que eu só era mesmo – sou Niassalês…

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O filho da mãe, negociante de diligências, vendedor de picos de acácia, pelos vistos não podia conceber um índio sem uma zarabatana na mão! Virou-se para Vissapa e disse assim como cuspindo vinagre feito bolinha de visgo: - Tu, branco, quereres ser africano!? Isso é uma tua miragem, meu! Eram horas de bazar, nossas mulheres esperavam-nos no Bidjou Vermelho de Chimoio; ali mesmo ao lado da linha do caminho-de-ferro. Já em casa, de papo para o tecto pisco o olho àquela gorda osga…

O Soba T´Chingange   



PUBLICADO POR kimbolagoa às 11:20
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Segunda-feira, 10 de Setembro de 2018
MU UKULU – III

MU UKULU...Luanda do Antigamente10.09.2018

Entra-se num outro capitulo - o tempo dos Mafulos ou Holandeses enviados a propósito para conquistar terras de N´Gola…

De

luis49.jpgLuís Martins SoaresNo Brasil

soba15.jpgT´ChingangeEm Johannsburg

O Governador Pedro César de Menezes no dia seguinte, 25 de Agosto de 1641, abandonou o arraial de bivaque no Morro de S. Miguel de Loanda, deixando a povoação de trincheiras no poder dos Mafulos Neerlandeses. A coroa portuguesa que neste então estava sob o domínio espanhol não pode manter os entrepostos comerciais e possessões que mantinha ao longo de toda a Costa Africana. Assim, estando em guerra com os Holandeses, estes atacaram todos os lugares aonde estavam os Tugas com principal incidência na costa de África.

Mu Ukulu7.jpg Pedro César de Menezes retirou-se para o lugar de Bembem não muito longe do lugar a ser conhecido por Massangano bem à beira do rio Kwanza e na zona de Kambambe aonde os portugueses mantinham suas áreas de influência. Era um ponto de excelente posição estratégica por proporcionar para além da defesa a acostagem de naus, canoas e outras barcaças desde a barra até Muxima da Kissama.  

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O Padre António Vieira interrogava-se de como poderia Portugal prevalecer contra Holanda e Castela? Nesse então os Holandeses tinham onze mil navios de gávea mais outros três mil navios e duzentos e cinquenta mil marinheiros adiantando: “…os dois nervos da guerra são gente e dinheiro; e que gente e que dinheiro temos nós hoje? A gente é tão pouca, que para qualquer rebate de Alentejo é necessário tirar os estudantes das universidades, os oficiais das tendas e os lavradores do arado.

Mu Ukulu9.jpg Vejam o quanto é interessante vasculhar na história para entendermos as dificuldades dum país tão pequeno! E dizia o Padre Vieira: - Pois com que gente havemos de acudir às quatro partes do mundo, e em cada partes destas a tantas partes? Os Mafulos em Holanda têm quatorze mil barcos; nós em Portugal não temos treze. Na Índia têm cem naus de guerra de 24 até 50 peças; nós na Índia não temos uma só.

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No Brasil têm mais de sessenta navios na maior parte poderosos vasos de guerra e nós temos sete, se ainda os temos”. Os Holandeses estão livres do poder da Espanha; nós, temos todo o poder de Espanha contra nós. É curioso ler os relatórios e missivas do padre António Vieira por sua arguta visão mostrando ser um observador mais militar do que a maioria dos mestres de guerra de então e, refere “Os holandeses em Europa não tem nenhum inimigo; nós não temos nenhum amigo. Isto veio a acontecer muito mais tarde à mistura com traições em 1975 que, de forma desavinda tiveram de abandonar Angola como escorraçados.

Mu Ukulu8.jpg Eles, os Mafulos, têm mais de duzentos mil marinheiros; nós em Portugal não temos quatro mil”. Reconhecia que “um sucesso quase milagroso” a saber da vitória de Guararapes em 1648 no Brasil, tinha mudado a opinião de muitos até então favoráveis à entrega, mas ninguém deveria contar com milagres, “pois os milagres são sempre mais seguro merecê-los que esperá-los.

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Os milagres! Fiar-se neles, ainda depois de os merecer, é tentar a Deus”. Reconhecia que a companhia estava economicamente exausta mas, a melhor solução era a da entrega de Pernambuco, pois os Holandeses não admitiam a proposta de compra. Os documentos mostram porém que a memória erudita do Padre Vieira traiu o Jesuíta. Sempre o M´puto teve em simultâneo grandes homens de grandes feitos e grandes traidores. Traidores que só a estória sem agá fala.

vieira1.jpg Felizmente que a propaganda de tristes alvitre não teve eco em Fernandes Vieira e essa saga de Luso-brasileiros, os verdadeiros próceres do Brasil. De notar que refiro Fernandes vieira como o herói de Guararapes que tendo nascido na Madeira aqui elevou nossa condição de gente ilustre. Só relembro isto porque foi do Brasil que mais tarde saiu uma campanha capitaneada por Salvador Correi de Sá e Benevides para retirar os Mafulos de Loanda. Angola e Brasil sempre estiveram ligados e, daqui poderão extrair nota do muito desconhecimento que temos da nossa posição Lusa no Mundo.

Mu Ukulu10.jpg O Padre António Vieira em 29 de Julho de 1648, transmitia por carta ao Marquês de Niza as notícias do sucesso da primeira batalha de Guararapes do seguinte modo: “… de maneira Senhor, que temos Pernambuco vitorioso, o Rio-de-Janeiro socorrido, a Bahia com armada e Angola com a esquadra de Salvador Correia (….), todo o debate agora é sobre Angola e, é matéria em que os Mafulos, não hão-de ceder, porque sem negros, não há Pernambuco e sem Angola não há negros e, como nós temos o comércio do sertão, ainda que eles tenham a cidade de Loanda, temem que nós tomemos outros portos”.

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O poder da Holanda unido ao da Companhia das índias (Ocidentais e Orientais) era o maior da Europa, pois a história mostrava que a Espanha sem guerras externas, abundante de dinheiro e armas e agora, em paz com toda a Europa, ainda tinha Portugal sobre sua sujeição. Por este acontecido que durou sessenta anos com os reinados dos Filipes I, II e III, Portugal, perdera a soberania que tinha sobre o Ultramar.

maful2.jpg Em pouco tempo os Mafulos ficaram com as possessões daquele Portugal debilitado perdendo muitas praças nas Índias Orientais, na costa africana, na Bahia, e por último Pernambuco. Os danos para Portugal pela perda de soberania a favor de Espanha e por via daquela companhia das Índias, foram-no na índia, Ceilão, Angola, S. Tomé, Maranhão, Bahia e Pernambuco. De notar que João Pessoa tinha o nome derivado do nome Filipe – chamava-se Filipeia. Nem os brasileiros, mais se lembram disto.

junho0.jpg Fugi um pouco do tema de Mu Ukulu da Luua de Luís Martins Soares mas, em seu tempo voltarei às malambas do século (mais-velho)…

(Continua…)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 15:25
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Domingo, 9 de Julho de 2017
MUJIMBO . LXXXVIII

KIZOMBA DA LUUA09.07.2017 -Mujimbos com borututu, coisa antiga…

Por

t´chingange.jpegT´Chingange

O tempo não conta - a verdade é sempre actual – Julho de 2017

  valentina0.jpgborututu.jpgO kota Liuanhica, de bravura esquecida sozinhava-se na praia da ilha. Luanda estava no outro lado pendurada na água com prédios e barrocas sujas. Aquela reflexão também o escorria em descontentamento. Debruçado sobre si mesmo na areia, após uma noite trespassada de kizomba, recordava a grande noite cultural com passagem de modelos no Miramar; para ele, homem de antes quebrar que torcer, de peito desfeito, o que viu tornava-se num grande desaforo.

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Aquele, era um dia de domingo. Sua vida estava feita num esquecimento desde que sua filha N´Riquitita desanovinha virou modelo naquele concurso da Maianga. Os amigos à boca pequena iam falando entre risos sarcásticos das altas qualidades de sua filha m´boa pra chuchu que aparecia com frequência nas colunas sociais e ao lado de cantores famosos, estrangeiros  e outros dali mesmo, cheios de kuduro nos poros com catinga de corrumba, mas badalados nos meios de comunicação.

araujo93.jpg No sábado de ontem ele viu mesmo; estava lá na certificação descodificando a verdadeira verdade dos mujimbos da cacimba do Rio Seco e Catambor. N´Riquitita apareceu espevitadamente enroscada a Nelson Ned e, talvez pelo tamanho deste, os kaluandas do bairro gozavam a cena. Compreendeu ali o porquê dos kotas rindo com todos os dentes da boca; isto para Liuanhica era um demasiado e desclassificado contratempo de vergonha; sua filha assim nas más-línguas despidas até os tornozelos.

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Os kasucuteiros, kuribotas do Catambor, roíam-lhe todos os dias a paciência com muxoxos mujimbados de diz-que-diz daquela garina, que tal e coisa, mais enfim, que tu sabes ou adivinhas. Com saudades do antigamente o impensável passou a possível e a nostalgia do tempo colonial transbordou na sociedade da Luua. Perdido naquela oblíqua contraluz duma imensidão de pensamentos, recordou os exemplos de vida que seu pai Sambo lá no planalto do Huambo lhe transmitiu. Traçou uma bissetriz no pensamento n´dele e, assim mesmo tomar decisão sem catetos nem hipotenusa da sua própria desconfiança.

14632930_10207853196554526_3028057283901920621_n.jTinha de voltar à sua terra, agora que a revolução se estava a tornar num estorvo, com o fim da guerra o melhor mesmo era voltar ao seu Quipeio, lá aonde ainda resistiam uns manos estudantes daqueles idos tempos. N'Riquitita tem já vergonha do seu Kota pai, evita-o a todo o custo, atarefada entre banquetes milionários e concursos de misses em tudo o que é lado, exibindo roupas e jóias nas kizombas de alambazados.

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Passaram uns meses... Kota Liuanhica voltou ao planalto, juntou-se ao seu primo Siripipi juntando ervas, raízes e folhas seguindo as pisadas do seu pai Sambo, grande conhecedor na cura de maleitas e malazengas através de plantas; envia estas em cartuxos para Luanda que, por sua vez, são reencaminhadas para o M´Puto. Tornou-se assim um especialista de sucesso no trato do borututu e, à noite, no ximbeco de Zacarias vai dando informações às pessoas de tal produto. Num poucoapouo de malembelembe N´Riquinha passou ao esquecimento...

ÁFRICA17.jpg Naquele vila do Quipeio ele, era o maior conhecedor das plantas do mato – Chi patrão!!! Brututo é bom mesmo! Dizia Zacarias detrás dum velho balcão colonial propriedade do meu pai de faz-de-conta. Isso! De vender carapau frito e farinha de milho mais fuba só vendido em medidas de quartilho; espólios trazidas de Trancoso da Beira fria do M´Puto cheios de chouriço defumado com lenha de pinho e giesta brava. Enquanto isso, eu e meu pai de faz-de-conta, conhecido por Caluviaviri, comíamos uma kizaca acompanhada com quiçângua trazida da Catata.

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Meu pai de faz-de-conta era um estudioso nestas coisas de plantas e bichos, por isso aproveitou dar largas ao seu conhecimento do borututu - Desde há muitos anos que o borututu é usado como chá ou em simples lavagens; colonos e indígenas tinham sempre uma vasilha com raiz de borututu num sítio fresco, ou frigorifico, para beber a qualquer hora. Uma forma de tratar deficiências biliares por ter nele substâncias com propriedades purificadoras e antioxidantes.

angola4.jpg Esta planta é um dos mais poderosos desintoxicantes naturais para o fígado. Protege o sistema digestivo e o aparelho urinário - Como prevenção ao paludismo usavam um filtro de pedra chamado de selha que ia escorrendo gota a gota a água para um vaso ou garrafão, com um pau de borututu dentro. A água ficava com uma tonalidade de âmbar.

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Pois então - Curava as doenças hepáticas, entre as quais a hepatite, icterícia, biliosa, doenças de estômago em geral, vesícula, baço e todo o aparelho urinário - Se quiserem desintoxicar-se de tanta coisa ruim que hoje se come, reduzirem o colesterol e riscos de trombose tomem isso, acrescentou Liuanhica. O meu tio-avô Guerra do M´Puto que curava a ciática cortando um nervo atrás da orelha não sabia nada disto.

araujo1.jpg Lá aonde ele estiver, no sítio que Deus tem, vai ficar contente desta nova do seu sobrinho neto T´Chingange que no correr da vida se tornou quase um Kimbanda de Rooibos. Agora até tomo o borututu como um ritual de pura satisfação espiritual! Às vezes junto-lhe um pouco de mel derivado do pólen de tília para agradar o sabor; desta forma talvez chegue aos 333 anos.

araujo68.jpgImagens de Costa Araújo Araújo

Glossário

Kizomba – dança, festa com baile ou eventos teatrais;  Mujimbos – boatos, falatório; Cacimba – cisterna, depósito de água; Kazucuteiros – trambiqueiros, aldrabões ou que vivem de expedientes menos claros; Caluanda - nativo de Luanda (N´gola); kuribotas – fanático, tendencioso, curioso, espia; Kizaca – saca folha, folha de mandioca pisada cozinhada tipo esparregado; Borututu – raiz curativa; Ximbeco – negócio, boteco, loja ou venda; T'chizangua / quiçângua – bebida feita de milho fermentado, normalmente de sabor adocicado; Quipeio – povoação do Huambo (Angola) Catambor – bairro suburbano de Luanda, confinante com a Maianga; Miramar - cinema esplanada; M´Puto – Portugal; Caluviaviri - um bicho do tipo do guaximim que mija mau cheiro; alcunha do meu pai de faz-de-conta porque tinha medo de se afogar e cheirava mal pra caramba...

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 08:29
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Terça-feira, 1 de Novembro de 2016
MALAMBAS . CXLVIII

TEMPO COM FRINCHASA amargura facilmente infecta e destrói as nossas vidas no dia-a-dia… Quantos milagres iremos ter e de quantos santos necessitaremos?

Malamba é a palavra

t´chingange 0.jpgAs escolhas de T´Chingange

Por:  Ricardo Pedro

NO DIA DE TODOS OS SANTOS

bromelia1.jpg Ao longo de nossas vidas, vamos todos experimentar uma luta de um tipo ou outro. Não estamos sozinhos, quando nos deparamos com desgosto, morte ou doença. Mas quando o pior dos tempos vem, quando somos forçados a enfrentar essas provações, nosso objectivo não deve ser para deitar os sorrisos fora, ignorar a dor e o sofrimento, ou a enfiá-los para baixo num profundo, escuro lugar. Então, o que deve ser nosso objectivo?

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Cheio de pânico no meio da tempestade com os amigos inquietos num barco, com a mente em branco, esquecer-nos-emos de quem está ao nosso lado a assumir o pior. O pânico não pode ser o nosso próximo passo! Porque em verdade, tudo que é pânico, nos impedirá de tomar quaisquer próximos passos. Também é fácil deixar este trabalho de nosso desejo em guisado boiando à superfície, resultando em raiva e depressão duma falsa felicidade.

coroa de frade.jpg Iremos encontrar alguém para culpar, se Deus ou médicos ou outros, ressentindo-me ao longo de todo o dia. E, a amargura facilmente infecta e destrói as nossas vidas no dia-a-dia. Nossas situações dramáticas ignoram o maior plano da natureza ao usarmos a amargura como um peso que nos impede de avançar sem frustração. Também pode ser seu Deus! Daqui não virá mal ao mundo.

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O que fazer, então? Que acções ou medidas podemos tomar quando tudo parece perdido? Em nenhum lugar a bíblia faz Deus promete-nos uma viagem segura em nosso percurso de vida. Não poderemos afirmar que há um botão mágico para levar todas as nossas dores a nos libertar da nossa luta. Também não é contar-se histórias sobre indivíduos que pulam pela vida completamente ilesos. Esse não é o modo como funcionam os milagres.

bromélia2.jpg Se você é alguém que, quando se deparam com algo ruim ou experimentando um conflito, imediatamente entra em modo de resolução de problemas e procura a solução, o meu conselho para você é para abrandar. Muitas vezes é bom nos momentos de dificuldade para começar a resolver problemas de imediato, mas às vezes, quando a notícia não é risco de vida, não devemos responder de imediato com um plano de acção.

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Quando as emoções estão bombeando através de nossos sistemas em cem milhas por hora, não é a melhor hora para tomar grandes decisões na vida. É importante manter a calma nestes momentos. Eu sei que parece tolice, mas quando você experiência trauma, é as coisas práticas que tendem a esquecer primeiro. Dormir em um total de oito horas e depois, quando já se acalmou e ganhou uma perspectiva saudável, você pode fazer algumas escolhas racionais.

bromélia0.jpgFragmentos com permissão de razoável esperança por chad veach, direitos autorais chad Charles Veach. Publicado por Thomas Nelson

As opções do Soba TChingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 10:57
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Sexta-feira, 27 de Março de 2015
MALAMBAS . LXXVII

TEMPO COM FRINCHAS . NA ÁFRICA DO SUL - O amanhã, não pertence a ninguém!... - 2ª de II Partes

MALAMBA: É a palavra.

Por

:soba0.jpg T´Chingange

zuma4.jpgGoverno que tem na sua gestão de cúpula pessoas que, pela política ali foram postas, incompetentes e corruptos que sempre querem tirar sua comissão em obras estatais. Crê-se que a continuar assim a África do Sul bloqueará dentro de pouco tempo! Politico que qundo se juntam nos kimbos batem o pé em marcha Zulu, grandes rebitas, levantam o punho ou a marreta desejando morte ao branco, esse eterno "sacana explorador"! Todos seguem seu mwata, uma mumia que governa Àfrigca de nome Robert Mwgabe, que só sabe incutir o ódio contra os farmeiros retirando-lhes as terras e, entregando-as a gente que nem sabe lidar com uma charrua. Os governantes do partido do topo ANC, ganham fortunas medonhas, de assustar consciências e a corrupção é de tal forma que ninguém quer acreditar nas cifras monstruosas. Por outro lado dificultam ao máximo a entrada de gente capacitada do exterior para sustentar a sua teoria da “política afirmativa” dar o mando ao Sul-africano negro mesmo que este, esteja incapacitado para o cargo.

zuma00.jpgEntretanto a comunidade Tuga, cada qual faz sua vida de forma independente, recolhidos em suas fortalezas de altos muros, guarda privada de fazendas ou plotes, escondendo-se dos verdadeiros problemas, cada qual em sua concha, muito fechados, e mostrando sua virilidade através das Associações do Bacalhau, em tudo muito diferentes dos Bóhers que estão sempre em contacto ou em alerta das previsíveis eventualidades nefastas. O Tuga esmera-se na vaidade, com Comendadores ao desbarato que se pavoneiam em seus círculos no jeito de beneméritos. Exibem-se nas colunas sociais do jornal O Século de Joanesburgo nesta ou naquela efeméride que é motivo para enaltecer suas comendas e brilhos de medíocre valor. Uma coceira de coisa miúda, vulgar panaceia de dar vertigens ao ego dos demais; Coisa pimba mas, muito engravatada com descabidos polimentos.

mugabe.jpgNota-se pouca coesão entre eles Tugas, porque a vaidade tapa-lhes a visão do colectivo. Viva o Sporting, o Benfica ou Maritimo da Madeira. Se houver uma mudança, ai Jesus que o M´Puto não nos acode! Sempre, sempre a mesma arrogância, vaidade e mesquinhez e trabalhando desmedidamente para aforrar e mostrar aos seus mais próximo sua ascensão, a compra do último grito de carro, dum tal de mercedes com tecnologia de ponta, tracção às cinco rodas e um GPS muito cheio de funções e o Deus dinheiro, sempre na primeira linha.

zuma 0.jpgNão tomam em consideração o que se passou em Angola e Moçambique. Isso de problemas é com os outros, um mal que infelizmente perdura. Filme a que já assisti amargamente! Sem directivas do governo de Lisboa andam ao Deus dará pagando preços descaradamente caros por prestação de serviços nos Consulados a ponto de, em muitos dos casos se resolverem com o país vizinho de Espanha porque são cidadãos Europeus. Estranho que ninguém fale nisto; talvez por covardia ou, naquilo já dito de se acomodarem até ver aonde as coisas vão parar.

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 09:47
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Temos um Hino, uma Bandeira, uma moeda, temos constituição, temos nobres e plebeus, um soba, um cipaio-mor, um kimbanda e um comendador. Somos uma Instituição independente. As nossas fronteiras são a Globália. Procuramos alcançar as terras do nunca um conjunto de pessoas pertencentes a um reino de fantasia procurando corrrigir realidades do mundo que os rodeia. Neste reino de Manikongo há uma torre. È nesta torre do Zombo que arquivamos os sonhos e aspirações. Neste reino todos são distintos e distinguidos. Todos dão vivas á vida como verdadeiros escuteiros pois, todos se escutam. Se N´Zambi quiser vamos viver 333 anos. O Soba T'chingange
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