Sexta-feira, 4 de Maio de 2018
MALAMBAS . CCIII

NAS FRINCHAS DO KALAHÁRI - KIMBERLEY –  5ª de Várias Partes

- XOXOLOSA TREM . JÁ EM CAPE TOWN31.08.2018 – Na Waterfront e Shopping de Cape Town…

Por

soba15.jpg T´Chingange - No Nordeste brasileiro

Estamos a 04.Maio.2018; Continuando a passar a limpo meus gatafunhos do baú do Karoo do Xoxolosa Trem, irei desde Maceió do Nordeste brasileiro até Cape Town, uma das cidades mais lindas do Mundo. Os antigos armazéns do porto no Watwerfront, são agora modernos espaços de lazer com uma vasta área comercial; envolvendo os canais com acesso aos lagos têm comportas desniveladas para chegar de iates aos hotéis de gente VIP, maioritariamente saídos dos Emiratos árabes. Pode notar-se pelas roupagens…

xoxolosa6.jpg Neste espaço que antes era mar, ali fomos passar o dia com a neta, lugar aonde nos distraímos assistindo a grupos itinerantes de animação, música e folclore africano: sempre diferente nos gestos e na forma de vestir, cultura ubuntu-xhosa e Zulu aonde nós, certamente, eramos vistos como mulungus do kumbú (brancos com dinheiro). Lugar bem aprazível, tendo sempre presente lá no alto a sua majestosa Mesa da Montanha e a Cabeça do Leão, lugar que já escalei até seu topo, há dezoito anos atrás. 

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Tendo nós, já dado uma volta pelo centro da cidade, podemos verificar uma degradação na vida citadina, fazendo relação com o tempo de há dezoito ou vinte anos atrás! Nesse então pude reparar haver muito indiano e muito mulato; seus nomes eram bem portugueses como Pereira, Moreira, Cerejeira ou Manuel da Silva. Eram tempos em que a Academia do Bacalhau abrilhantava o quotidiano daquele corno sul de África com grupos de danças saídos do Minho ao Algarve do M´Puto.

xoxolosa5.jpg Eramos agora a embaixada da diáspora dum povo aventureiro; pelo que observei, os tempos já não são os mesmos de então; entre edifícios de beleza impar há degradações, montes de desalojados da vida, emigrantes do Zimbabwé, do Malawi, Tanzânia, Congo  ou Moçambique. Viam-se por todas as ruas, arrumadores de carros, brancos, mulatos ou negros retintos, desfrisando seus gestos de capatazia, deslocando baldes e panos num desenrasca de tarefa, os coroinhas da urbe, das gasosas.

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Gente pedindo dinheiro para comer, fora e dentro dos restaurantes, um vigia à coca enxotando estes milhares de homens ou mulheres que vieram à rédea solta para dar votos aos seus manos do ANC. Gente amontoada nos subúrbios de qualquer jeito entre amonturas de lixo e barracas apertadas na sobrevivência insalubre aonde as ruas são becos de gatos ramelosos. Passar assim pelo centro da cidade, assediados a todo o momento e, a cada esquina dá um desconforto bolorento. Cruzamo-nos com muitos brasileiros que não estranham tanto este reboliço urbano…

oxo136.jpg Rapidamente, regressamos ao solar rosa vitoriano a fim de apreciar as pombas gordas que quase comem na mão do senhor Amadeu. Enquanto escrevo esta memória de recordo a Dona Cora Esteves vinda da Luua de Angola, dona da agência Mundial e, a quem paguei em dinheiro vivo, 3.858 Rands para os três nómades da minha tribo; viagem de rape Town para Johannesburg: Eu, Bibi e Lara Mendes, minha neta (chata como a potassa).

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Na própria rua da mansão Rosada de Don Elaine, na Iaton Road notei algo de curioso, um senhor negro sentado bem no início, no nº 3, vestido com um colete amarelo igual ao dos muitos outros arrumadores de carros nas ruas, tinha a particularidade de ir a cada uma das casas impares saltitando em suas muletas pedir um café. Era seu pretexto para solicitar qualquer sobejo das lidas de cozinha de cada qual.

cape2.jpg As moradias tinham suas próprias garagens mas este, também recebia propina cidadã de quem ali estacionasse o carro. Calculo que era um ex-soldado do exército Sul-africano desmobilizado por ter ficado sem uma perna. Em Moçambique já tinha passado por algo semelhante. O Sr. Amadeu referia-se ao desaforo deste em solicitar lanche! Nada disto pude verificar nas anteriores idas à cidade de cape Town. Creio que a AD – Aliança democrática que governa agora o Cabo, deu facilidades a estes para colmatar a falta de trabalho.

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Só faço menção destes pormenores para demonstrar a gravidade de não poder ser dada assistência a tanto cidadão sem ocupação. Por outro lado, dificultam ao máximo qualquer cidadão não negro a obter o visto de trabalho, mesmo que tenha formação superior e curriculum dos melhores. Só por portas travessas e com propina se consegue aligeirar tal pretensão.  Fazendo ali tanto frio de noite, observei haver gente a dormir em terreno descampado tendo como tecto uma manilha, uma alcantarilha como tecto.

cape8.jpg E, por mais que tente compreender esta transitoriedade de África, fico apreensivo por ver as ondas de detestabilidade governamental agravando os empresários maioritariamente brancos; Parece seguir as burradas de Robrt Mugab, numa ânsia negra e doentia de obter as mordomias dos brancos; tal e qual como sucedeu em Angola! Mas, se estes saírem em massa, como vai ficar o país? Correm o risco de seguirem as passadas erradas de Angola, Zimbabwé,  Moçambique  entre outros países africanos…

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 12:53
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Sábado, 21 de Outubro de 2017
MALAMBAS . CLXXX

NAS FRINCHAS DO TEMPO - POTHOLES . I

- 24.07.2017 – Da minha mochila. Aqui no Pilanesberg de África, apaziguando rijezas adversas, perfilando anjos com a singularidade do mundo …

Potholes são buracos

Por

soba0.jpegT´Chingange

Saímos de Pilansberg às 10 horas depois de tomarmos o café da manhã, o breakfast com ovos e esparregado de espinafre e borrabwós, umas salsichas de búfalo e torradas de pão integral. Depois de três horas e meia de caminho pela R 516, R33 e R555 chegamos a uma aldeia característica do Limpopo, casas dispersas construídas com os materiais mais diversos. Chapas de zinco dos lados e em cima com pedras ou pneus a dar suporte; Tudo serviu na construção daquelas barracas podendo deduzir-se serem algumas feitas de tambores de gasóleo cortadas e achatadas a marreta. 

bak1.jpgVistas de longe parece uma favela desordenada cruzada com ruas de terra, mal definidas, cubatas primitivas se a confrontar com as luxosas casas de Bela-Bela, Johannesburg ou outra cidade de maior destaque. Mas também as vi ao longo de largas vias em plena cidade de Johannesburg. Em um dia que nos deslocamos ao Casino Carnival City sobressaltei-me com o fumo que soprava daquelas casas e reparei depois que este saia das frinchas daquelas casas insalubres, com um simples janelo ou mesmo nada ao redor delas (uma casa um fogo de lenha)

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Foi-me dito que ali mora gente saída do Zimbabwé, do Malawi, de Moçambique; gente aos milhares senão milhões que correm para a África do Sul na esperança de aqui encontrarem trabalho. Um mulungo (branco) empresário ou dono de farm (fazenda) que lhe dê trabalho. Nunca vi isto em Angola; ali os musseques eram disciplinados e as cubatas eram feitas de adobe ou de taipa, tinham janelas e as portas não eram umas simples chapas de zinco presas por uns arames, como aqui.

bak3.jpgMas, diga-se que também vi grandes mansões em lugares de destaque, propriedade de negros, um pouco por todo o Johannesburg e outras cidades. Vi brancos a pedir esmola nas ruas tal como negros, atirando bolas ao ar e até descalços, mal cuidados; creio que a viverem entre papelões e jornais nas sacadas dos lugares comerciais mais centrais. A cada cinquenta metros em um centro de cidade ou centro comercial há um branco ou preto a dar indicações de arrumação a troco de uns cinco randes. Nunca em anos anteriores, tinha visto tamanha proliferação de carências humanas aqui na África do Sul.

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Em nossa viagem e depois de Rossenekal na R 555 e R532 viramos por uma estrada de terra bem ruim para o turismo alugado que levávamos, com ondinhas e pedras soltas, picada própria para um four-by-four e após 10 quilómetros chegamos ao Valley of the Rainbow, uma farm com tendas de lona junto a uma lagoa e situada na encosta arborizada de um morro. O escudo do Valley tem três gansos e três peixes, lugar certo para observar aves, e ficar ali por horas à pesca.

bak4.jpg O Witpport River passa ao lado envolto com árvores de grande porte; e, foi aqui que ficamos na rustic-tent nº um assente em uma base, ripados de madeira com gretas de quase centímetro. Era bem ampla com uma varanda e um avançado também de lona com uma churrasqueira de fazer ali o característico brai, um quarto amplo com quatro camas e uma grande casa de banho com água quente e fria. Na varanda havia um armário fechado com os apetrechos de cozinha tais como torradeira, máquina de café, garfos, facas e pratos variados. Também tinha um frigorífico e cinco cadeirões com uma mesa central.

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Havia café e chá rooibos em sacos assim como açúcar e a respectiva cafeteira de aquecer água para as habituais sopas pré-feitas e as papas de mitabix. Estávamos num rústico sítio fresco de verão, mas demasiado frio para estas noites de agosto a chegar aos menos 4 graus. Esta temperatura foi sendo suportada com três pares de meias e camisas grossas de algodão. E, foi assim que todos dormímos envoltos em flanelas e sacos cama.

limpopo1.jpg Chegamos aqui ao Rustic-Camp do Valley of the Rainbow perfazendo 999 quilómetros de viagem vindo pela R 555 e chegando exactamente às 4.44 horas, dezasseis minutos antes de fecharem a recepção; 444+555=999. Parece até uma estória de cabalística, uma numerológica visão revista em astrologia pela minha neta Lara Mendes Monteiro quase a completar os 16 anos. Uma neta muito cheia de sabe-tudo que me fazia rodar os neurónios amiudadamente e me punha os zingarelhos descontrolados.

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O custo da tented-challet ficou em 750 randes, o correspondente a uns cinquenta €uros, um preço aceitável! Não tinha intensão de voltar aqueles dez quilómetros por aquele caminho horrível de noite e sem booking em outro qualquer lugar! Aventura é aventura! Sempre sucedem coisas diferentes e, não previstas nos planos B ou C.

limpopo3.jpg Como disse, acabamos por dormir vestidos, com os tais três pares de meias e deixando as malas e sacolas no VW Up Wite alugado no First Car Rent de Rynfield de Benoni. Há oito dias que andamos sem internet mas usando os dados moveis (data) para através do Smarthpone 0636.1696.03 da Vodacom podermos ter O GPS e mapas. Nosso destino é Grascop, terras altas de largas e bonitas vistas não muito longe do Kruger Park.

(Continua…)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 19:02
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Temos um Hino, uma Bandeira, uma moeda, temos constituição, temos nobres e plebeus, um soba, um cipaio-mor, um kimbanda e um comendador. Somos uma Instituição independente. As nossas fronteiras são a Globália. Procuramos alcançar as terras do nunca um conjunto de pessoas pertencentes a um reino de fantasia procurando corrrigir realidades do mundo que os rodeia. Neste reino de Manikongo há uma torre. È nesta torre do Zombo que arquivamos os sonhos e aspirações. Neste reino todos são distintos e distinguidos. Todos dão vivas á vida como verdadeiros escuteiros pois, todos se escutam. Se N´Zambi quiser vamos viver 333 anos. O Soba T'chingange
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