DESDE OS TEMPOS DE DIPANDA * RELEMBRANDO
– A FUGA DE ANGOLA EM 1975 – PELA COSTA DOS ESQUELETOS. III de XI – Texto: Val King (revista Scope - África do Sul)** “Missão Xirikwata”
- Crónica 3719 – 19.12.2025
Por: T´Chingange (Otchingandji) – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto…
A maioria dos 201 refugiados veio dos portos pesqueiros de Moçâmedes e Porto Alexandre, no Sul de Angola. Poucos tinham sido vítimas, pessoalmente, de brutalidade militar. Mas tinham ouvido histórias repugnantes de assassinatos, estupros e pilhagens noutras áreas do país. E decidiram fugir para o Sudoeste Africano antes que chegasse a sua vez.
Alguns escaparam poucos dias antes dos soldados chegarem a esses centros pesqueiros. O plano inicial dos refugiados era lógico. Decidiram enganar os soldados que bloqueavam as estradas e esperavam a sua passagem para os saquear, evitando as vias principais e dirigindo ao longo da costa.
No início, eram apenas uma fila de veículos em marcha em direcção ao rio Cunene, pelo que a primeira parte do êxodo não teve grande história. Só que, quando chegassem ao destino, na margem norte, não haveria qualquer ponte sobre o Cunene. Por isso mesmo, Jorge Coelho, mecânico, tinha sido o primeiro a chegar ao local da travessia - com um camião carregado de soldaduras e peças pré-fabricadas para construir uma jangada.
Soldou todas as peças ali mesmo, na margem norte, e ficou lá, durante quase um mês, enquanto grupos de refugiados iam chegando em carros e camiões. Um refugiado até rebocou um atrelado e um barco a motor para a travessia. A jangada conseguiu transportar 61 veículos em segurança para o outro lado do Cunene.
A seguir, afundou sob o peso combinado de um camião de 20 toneladas e um carro. Três outros veículos ficaram presos no lado errado do rio. Os 201 refugiados reuniram-se então na margem sul do rio, no Sudoeste Africano, e enviaram alguns batedores para fazerem o reconhecimento, mas que encontraram apenas o deserto e nada mais do que esperavam.
A provisão de combustível também era muito reduzida. Mesmo assim, com uma fé cega nas autoridades do Sudoeste Africano, decidiram esperar e rezar por ajuda. E quando Max Kessler caiu das nuvens naquela tarde de sábado, receberam-no como se ele tivesse acabado de descer do paraíso. Max Kessler não ficou para celebrar com vinho.
Havia 201 vidas a serem salvas e ele não queria ficar de “castigo” durante a noite e dormir ao relento num clima ameaçador. Disse aos angolanos para deslocarem o acampamento para longe do rio, para o caso de um ataque surpresa na margem norte, e descolou rapidamente.
Max Kessler assim, transmitindo pelo rádio o SOS, deu início à maior missão de resgate na Costa dos Esqueletos desde o naufrágio do Dunedim Star, em 1942. Nem por um momento Max Kessler acreditou que fosse possível salvar todos aqueles veículos. A sua esperança era relativa apenas aos refugiados. Andava há 13 anos a navegar pela Costa dos Esqueletos e conhecia bem a sensação de se perder no seu próprio quintal.
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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes, durante e depois - anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos pelo mundo.
Nota 2: ** Fonte e gentileza revista Scope – África do Sul
(Continua...)
O Soba T´Chingange
PORQUE FALHAM AS NAÇÕES VI – ANGOLA . VIDAS QUEBRADAS - II
- Um livro de leitura obrigatória de António Mateus- Jornalista
- Crónica 3718 – 16.12.2025
O autor do livro António Pedro, refere que em uma era em que é socialmente inaceitável definir a pátria de um qualquer ser humano com base na raça, como aceitar 50 anos depois, milhares de pessoas já nascidas em território angolano, serem chamadas de retornadas, país de onde nunca tinham partido. Um pouco por toda a Angola, mas mais em lugares designados por mato, faziam-se pilhagens a fazendas roubando gado …
Por ali permaneciam enquanto havia algo de se comer; depois avançavam para uma outra roça repetindo as cenas, com mais violência e frequência. Todos estavam debaixo de uma angustia devastadora de força aonde a cor era de sangue. E, custava muito deixar para trás uma vida inteira de trabalho. No decorrer do ano de 1975, em Angola, os sinais degradantes do Açodo de Alvor, tornavam-se a cada dia mais notórios.
Por todo o território se ia verificando o controlo dos movimentos em suas zonas de influência e praticamente, obrigando os cidadãos a adquirirem o cartão do movimento dessas mesmas zonas. Havia até, quem com medo, se inscrevesse nos três movimentos; os signatários desse Acordo de Alvor decadente.
Na página 25 do livro de António Mateus, pode ler-se: A sete meses da independência, as unidade militares portuguesas, a quem caberia velar até lá pela segurança das populações civis, recusavam-se a meter na ordem os transgressores; por norma agressores feitos milícias, gente impreparada para manter qualquer ordem – Um Deus me livre…
Aquela indisciplina também o era assim por ordens nesse sentido e, a fim de seguir essa politica de medo. incentivo ao abandono do branco, vindo de oficiais de topo do exército português. Era a Metrópole com todo o seu esplendor libertador!... aonde prevalecia uma luta romântica com poesia revolucionária, ideologias comunas saídas dum PREC – Processo de Revolução em Curso…
E, também por altos mandatários do MFA com seu Concelho de Revolução, oficiais cultivados na senda comunista preconizada por Fidel de Castro e, demais ideólogos comunas às ordens de Álvaro Cunhal pulsando ideias assassinas vinculadas a um poder popular – Assim diziam; O povo é que mais ordena.
Criaram assim os pioneiros afectos ao MPLA a quem entregaram munições, paióis inteiros, armas e outros bens de várias unidades militares das NT – Sempre as tais NT, nossas tropas. Deram logística e até carros de combate dirigidos por militares portuguese, foram vistos apoiando gente afecta aos Comités do MPLA.
De forma mais escassa, também foram entregues armas a militares dos outros dois partidos, UNITA e FNLA; aquelas mesmas armas, G3, FN, FBP e granadas várias entre outras que foram utilizadas não só em combate entre eles. movimentos, mas também em assaltos, fuzilamentos e barbaridades contra civis.
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Nota: Com extractos do livro ANGOLA, VIDAS QUEBRADAS e impertinências de T´Chingange, o Soba
Ilustrações de Costa Araújo
(Continua...)
O Soba T´Chingange
DESDE OS TEMPOS DE DIPANDA * RELEMBRANDO
– A FUGA DE ANGOLA EM 1975 – PELA COSTA DOS ESQUELETOS… II de XI – Texto: Val King (revista Scope - África do Sul)** “Missão Xirikwata”
- Crónica 3717 – 13.12.2025
Por: T´Chingange (Otchingandji) – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto…
De alguma forma, este cenário não condizia com o clima de uma costa desértica que construíra sua horrível reputação com base em ossos humanos, navios e aviões. O motivo pelo qual não havia grandes massas de veículos espalhados pela areia era simples: normalmente, ninguém era louco o suficiente para desafiar a Costa dos Esqueletos em qualquer coisa menos do que veículos com tração às quatro rodas.
Pelos vistos, depressa o deserto iria ser compensado por essa falta de carros apropriados. Max Kessler e Nic Badenhorst depressa perceberam que havia pessoas que nunca tinham ouvido falar da Costa dos Esqueletos; duzentas e uma delas, pelo menos. Como contou mais tarde João Jardim, o líder dos refugiados, de 27 anos: “Ainda em Angola, alguns espertinhos disseram-nos que: 'Ao sul do Cunene é só conduzir 60 kms e depois chegam a uma boa estrada.
Isto é, uma boa estrada compactada feita de sal e argila que corre paralela ao mar. até chegar a uma aldeia'. Nós nunca tínhamos ouvido falar da Costa dos Esqueletos. mas mesmo que tivéssemos estado, não poderia ser pior do que em Angola”. Assim, a primeira coisa que os refugiados quiseram saber dos dois pilotos do Sudoeste Africano foi: "Onde ficam essa estrada e essa aldeia?”.
Max Kessler balançou a cabeça em descrença e desenhou um mapa. A "aldeia" mais próxima, explicou pacientemente, era a pequena estância de férias de Swakopmund, mais de 800 kms a sul. E não havia nada parecido com uma estrada nos próximos 300 kms. A única pessoa que vivia nessa desolação varrida pela areia também morava a 300 km de distância…
Esse local é em Mowe Bay! Referiam-se a Ernst Karlowa, um guarda-florestal da reserva de caça Kakaoveld alcançando dali o mar, através das muitas dunas do deserto que sempre iam mudando de posição por efeito do vento forte persistente. Pelo meio existe apenas um acampamento policial temporário para patrulhas ocasionais, em Rocky Point, e um barraco abandonado em Angra Fria.
- E, nada mais havia que um mar de areia governado por ventos fortes que tentam enterrar qualquer coisa que se cruze no seu caminho. Como enterraram vários navios naufragados, que jazem agora a uns quilómetros, terra adentro. Esta costa de diamantes, deserto e morte é cercada pelas ondas do mar e pelas correntes do Atlântico, a Oeste, e pelas formidáveis montanhas Baines e Brandberg, a Leste.
É um lugar onde os rios são apenas “mulolas”, que só levam água quando chove, nomes num mapa e, onde marinheiros naufragados morreram de sede a olhar para um oceano de água. No entanto, de alguma forma outras criaturas conseguem sobreviver por ali como focas, chacais, pássaros marinhos, como o corvo marinho e hienas que os atacam.
Por vezes deserto adentro, há manadas de elefantes que sobrevivem fazendo buracos nas mulolas para extraírem água. Lugares com esparsas acácias com vagens da qual se alimenta,. Também se encontram orixes no Kakaoveld.; já foram vistos leões em Angra Fria. É um deserto temido pelos homens que melhor o conhecem. No entanto, aqui estava a maior caravana a chegar à Costa dos Esqueletos - nas mãos de gente que ingenuamente pensava ter deixado o inferno para trás, em Angola, e não tinha a menor ideia de que tinha um deserto infernal pela frente.
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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes, durante e depois - anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos pelo mundo.
Nota 2: ** Fonte e gentntileza revista Scope – África do Sul
(Continua...)
O Soba T´Chingange
DESDE OS TEMPOS DE DIPANDA *
RELEMBRANDO – A FUGA DE ANGOLA EM 1975 – PELA COSTA DOS ESQUELETOS… I de XI
– Texto: Val King (revista Scope – África do Sul)
- Crónica 3716 – 12.12.2025
Por: T´Chingange (Otchingandji) – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto…

A história de Angola e Portugal naquele ano de 1975 do século XX, cinquenta anos atrás, é aqui relembrada por Victor Torres, como mais um episodio ou odisseia no processo de descolonização de um território a que se chamava de Província Ultramarina Portuguesa. Assim se irá descrever o desespero de quem é abandonado pela pátria mãe, gente que fugiu com escassos pertences que foram sendo largados nas areias da Costa dos Esqueletos do Sudoeste Africano, actual Namíbia…
Foz do Cunene / Namíbia. De um lado, mares agitados; do outro, o deserto mais cruel do mundo. O desespero para a morte ou a liberdade pela Costa dos Esqueletos. Um texto de: Val King (revista Scope – África do Sul). Desde que Moisés conduziu os israelitas do Egipto até à Terra Prometida, nunca houve igual êxodo em massa de um país africano. Na sua louca luta por segurança, 200 refugiados angolanos, sem o saberem, enfrentaram involuntariamente a região mais hostil do mundo.
O Major "Blue" Max Kessler mergulhou a asa do seu Comanche bimotor de forma acentuada para ter uma panorâmica melhor. A visão lá embaixo era suficiente para o fazer desatar a rir se não fosse tão dolorosa. Foi a coisa mais incrível que alguma vez tinha acontecido na história da Costa dos Esqueletos, famosa pelos seus naufrágios.
Abaixo, na margem sul do rio Cunene, estava a mais estranha fila motorizada que se atreveria a imaginar. Sessenta e um veículos de todas as marcas, carregados com os despojos de uma vida e transportando 201 refugiados angolanos, desde um bebé de um mês ainda não baptizado a uma rapariga grávida de 17 anos e incluindo avós viúvas vestidas de preto.
Uma estranha fila determinada a enfrentar o deserto mais perigoso do mundo. O suficiente para fazer os esqueletos desta “Costa da Morte” girarem nas suas sepulturas arenosas. Max Kessler, batedor do Esquadrão 112 do Sudoeste Africano, esperava encontrar um carro ou dois atolados na areia, enquanto percorria a costa do deserto em busca dos refugiados.
Refugiados que fugiam do terror de Angola, mas, afortunadamente, já encontrou metade dos carros e camiões em duas localidades piscatórias...! Como recordam depois: "Parecia uma fila para uma corrida no autódromo de Kyalami (África do Sul), ao estilo português". Max Kessler e seu companheiro, major Nic Badenhorst, ambos surpresos, voavam baixo.
E, sob pesadas nuvens costeiras, pousaram suavemente num banco de areia firme, o suficiente para sustentar o peso do avião. Foram então recebidos num cenário que mais parecia um campo de férias do que um amontoado de refugiados perplexos, presos entre o banho de sangue de Angola e o deserto hostil da Costa dos Esqueletos.
As crianças brincavam construindo castelos de areia. Os homens haviam assado um porco no espeto, prontos para a longa jornada rumo ao Sul. Quando Max Kessler e Nic Badenhorst saíram da avioneta, os angolanos quase os beijaram de alegria, prontos para festejar a sua chegada com vinho. Havia varais pendurados entre os camiões e as mães lavavam fraldas e outras roupas nas águas do Cunene; felizmente ali, não havia crocodilos …
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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes, durante e depois - anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos pelo mundo.
Nota 2: ** Fonte e gentntileza revista Scope – África do Sul
(Continua...)
O Soba T´Chingange
PORQUE FALHAM AS NAÇÕES V – ANGOLA . VIDAS QUEBRADAS - I
- Um livro de leitura obrigatória de António Mateus - Jornalista
- Crónica 3714 – 04.12.2025
Por: T´Chingange (Otchingandji) – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
Decorridos que são cinquenta anos após a independência de Angola, a 11 de Novembro do ano de 1975, o tempo não fez esquecer as muitas e variadas odisseias da fuga à morte. Os brancos, maioritariamente, alguns já de terceira geração, foram forçados a fugir e, por força de uma guerra entre três beligerantes; um dos quais que tomou o poder com auxilio das forças militares portuguesas adstritas ao Movimento das Forças Armadas - MFA .
A fuga teve inicio por terra e de variados lugares com destino a sul, das chamadas “terras do fim do mundo”; também pelo ar através da chamada “Ponte Aérea” e por ar, em barcos de pesca costeira, alguns dos quais naufragaram ao longo da Costa dos Esqueletos no então Sudoeste Africano, um protectorado da África do Sul, a Mania.
O chamado “Acordo de Alvor” tornou-se um paradoxo à história Lusa; um papel rasgado pelo então movimento do MPLA, com a implícita ajuda das forças do MFA, por via de oficiais militares esquerdistas. Militares seguidores da ideologia Marxista, Leninista preconizada pelo Partido Comunista e, nesse então, às ordens de Cunhal do M´Puto. Alguns destes militares nem saberiam bem o que eram, mas em verdade, traíram mais de meio milhão de patriotas.
Mais de 500 mil portugueses, brancos, pretos e mestiços que tinham suas vidas naquele território - Angola. Gente que tudo deixou, um abandono confrangedor que perturbou e muito, os contadores de feitos nobres Lusos, os ditos historiadores e uma reticente parte do povo português consciente. Em verdade todos o foram culpados usando o “vinticinco” como causa ou justificação. Uma mentira encapotada chamada de “Descolonização”.
Gente que tudo deixou, gente que ficou sem nada, sem moral, sem perspectivas e com um futuro imprevisível. Em suma, gente traída. A pertença de um ser humano ao território onde nasceu, independentemente de sua raça e sua crença foi pelo ralo, simplesmente ficou sem efeito. Os brancos, foram assim expulsos, expulsados pela traição de uns quantos oficiais militares do M´Puto (Metrópole). E, todos bateram palmas!
Os chamados de retornados, que foram para além de traídos, pilhados, vilipendiados, atrocidades, abandonados, só lhes restou fugir, salvar suas vidas. O livro em causa, escrito de forma muito suave, descreve a fuga de milhares de populares saídos do Huambo (Nova Lisboa) e Lubango (Sá da Bandeira), uma pequena parte daquilo que foi o maior êxodo da História Lusófona.
E, o único vinculo que a maior parte tinha com a então Metrópole (M´Puto), para além da língua, era o pagamento de impostos, alimentando a tal nação longínqua, a terra do “terreiro do paço”, da santa terrinha; alimentando as NT- Nossas Tropas, suas comissões e, um sem fim de ministérios dos quais se destacam o “Ministério do Ultramar” entre outros …
E, sabe-se hoje que os movimentos de libertação de Angola com acção incipiente naquele ano de 1975, já tinham em mente ao assinar o Acordo de Alvor, rasgá-lo como coisa a ser desrespeitada e, fundamentalmente tendo como mentores os Oficiais do Concelho da Revolução do M`Puto em disputar o poder pela força criando um partido monstro, o tal chamado de MPLA (já derrotado em 1975). Sim! O CR - Concelho da Revolução renasceu o defuntado MPLA, dando-lhe armas, logística com inteliligence para alem de financiamento…

Nota: Com extractos do livro ANGOLA, VIDAS QUEBRADAS e impertinências de T´Chingange, o Soba
(Continua...)
O Soba T´Chingange
DESDE OS TEMPOS DE DIPANDA *
- Em tempo de XIV CONGRESSO DA UNITA – Suspeitas de truque visto pelo General Kamalata Numa a uma violação à constituição da Nação - Luanda.**
- Crónica 3713 – 21.11.2025
Por: T´Chingange (Otchingandji) – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto…
Pelo General Kamalata Numa no Huambo a 16/11/2025 é dito: A decisão anunciada pela direcção do MPLA de substituir Carolina Cerqueira por Adão de Almeida em pleno momento do Congresso da UNITA, e, no auge da tensão do “terceiro mandato” e às vésperas do próprio Congresso do MPLA, não é um simples movimento administrativo. É antes, uma tentativa deliberada de reconfigurar a linha de comando institucional do Estado para blindar o projecto pessoal de João Manuel Gonçalves Lourenço, mesmo que isso implique violar a estrutura constitucional da República de Angola.
O que está em causa não é Carolina Cerqueira. O que está em vista é o Poder Legislativo da República de Angola que, por consequência, é posta em causa a República - ela mesma. A filosofia política explicita que há dois caminhos para se forjar a tirania: Sendo assim temos que: PRIMEIRO CAMINHO - A concentração do poder pela força; e, a manipulação silenciosa das instituições até que a lei deixe de ser limite e passe a ser instrumento; SEGUNDO CAMINHO - o mais perigoso, porque se apresenta como “normalidade institucional” que é o que se observa em Angola. A substituição da Presidente da Assembleia Nacional por via de uma deliberação partidária, sem processo regimental, sem eleição parlamentar e possivelmente por uma figura que não é deputado efectivo, constitui um ataque frontal ao princípio filosófico que estrutura qualquer democracia digna: o Estado é regido por leis, não por vontades.
Quando um partido decide quem preside um órgão de soberania sem recorrer aos mecanismos formais desse órgão, o que se afirma é uma filosofia política totalitária: a vontade do Presidente a prevalecer sobre a Constituição. A Constituição determina que a Assembleia Nacional tem autonomia organizativa, o que inclui a eleição, substituição e funcionamento da sua Mesa. Nenhum órgão externo - muito menos um órgão interno de um partido político, pode decidir quem preside a Assembleia Nacional. Tal interferência ofende directamente o princípio constitucional da separação de poderes e viola o artigo 160 da Constituição.
O Regimento é claro: - Artigo 18.º: o Presidente da Assembleia é eleito entre deputados proclamados; - Artigo 19.º: a Mesa definitiva resulta de eleição em sessão plenária; - Artigo 20.º: qualquer substituição exige processo formal de “passagem de pastas”. Nenhum destes passos foi sequer anunciado, quanto mais cumprido. Se Adão de Almeida não for deputado efectivo, a sua designação é materialmente inconstitucional, pois o Regimento não admite Presidente da Assembleia que não tenha mandato parlamentar. Assim sendo, qualquer alteração na Mesa requer: Proposta formal; Debate; Votação em plenário; Acta; e Publicação no Diário da República. Nada disso pode ser substituído por “decisão do Bureau Político”. Logo, do ponto de vista jurídico, a decisão é: Inexistente (não nasce para o ordenamento jurídico, por falta de forma); Nula (porque contrária à Constituição e ao Regimento); e Usurpadora de poderes (porque um órgão partidário não tem competência sobre órgãos de soberania). A crise não está na Assembleia. Está no Palácio Presidencial.
O MPLA procura: Primeiro - controlar preventivamente o Parlamento; Segundo - alinhamento da Mesa da Assembleia com a agenda do “terceiro mandato”, Terceiro - neutralizar qualquer possibilidade interna de resistência e, Quarto - produzir jurisprudência partidária que legitime retroactivamente acções ilegais. A escolha de Adão de Almeida - um jurista moldado na engenharia constitucional que permitiu a eleição indirecta de 2017 e as manipulações subsequentes - revela a intenção: blindar juridicamente um projecto político ilegal. É a transformação da Assembleia Nacional num departamento jurídico do Executivo. A substituição forçada é um sinal de que o regime entra numa fase de: Governabilidade coerciva; Produção acelerada de normas para auto-protecção; Perseguição às candidaturas alternativas no MPLA; Subjugação total do Parlamento ao Executivo; e Reversão das liberdades e pluralidades que ainda sobrevivem.
É previsível que o regime percorra os seguintes passos: Primeiro - Ocupar a Presidência da Assembleia com um quadro jurídico fiel ao Presidente. Segundo - Emitir pareceres e interpretações “criativas” que deem suporte ao terceiro mandato. Terceiro - Filtrar ou impedir candidaturas internas no MPLA, para produzir um Congresso controlado. Quarto - Condicionar a agenda legislativa para impedir fiscalizações reais, audições, ou iniciativas opositoras. Quinto - Bloquear, reinterpretar ou anular instrumentos de fiscalização do Executivo. Sexto - Legitimar internacionalmente a narrativa de “normalidade constitucional”, ocultando a manipulação.
AR
O que se apresenta como simples mudança da Mesa é, portanto, um movimento de captura total do poder político e jurídico, a caminho da suspensão material da democracia angolana. Do ponto de vista jurídico-constitucional: Fere a autonomia do Parlamento; Viola o Regimento; Subverte a Constituição; e Constitui usurpação de poderes de um órgão de soberania. Do ponto de vista político: É instrumento para viabilizar o terceiro mandato; Reorganiza o regime para um ciclo autoritário; e Desestabiliza o equilíbrio entre Executivo e Legislativo. Do ponto de vista filosófico: representa o triunfo da vontade sobre a lei; e Confirma que o regime abandona a racionalidade republicana para adoptar uma lógica de poder absoluto.
Em síntese: não é apenas a substituição de Carolina Cerqueira. É a substituição da Constituição pela vontade do Presidente. É a substituição da República por um projecto de poder pessoal. Verificados na prática destes pressupostos, urge a mobilização de todos deputados na Assembleia Nacional para anulação desse simulacro pelo voto secreto de acordo com o Regimento Interno da Assembleia Nacional, incluindo o voto dos Deputados do MPLA. Os Deputados desta vez não devem votar de mão levantada. A sociedade civil deve-se manifestar para impor o respeito pela soberania popular. A nuvem da Argentina já passou e deixou Angola com os seus reais problemas.
Unidos venceremos a tirania…
OBRIGADO!
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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes, durante e agora - anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos pelo mundo.
Nota 2: ** Fonte e gentileza de UNITA Kilamba - Luanda
(Continua...)
O Soba T´Chingange
DESDE OS TEMPOS DE DIPANDA *
- XIV CONGRESS - Comissão Organizadora - 50 anos de independência de Angola - Luanda.**
- Crónica 3712 – 20.11.2025
Por: T´Chingange (Otchingandji) – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
Candidato N.º 1 ao cargo de Presidente da UNITA, Rafael Massanga Savimbi
Candidato N.ª 2 ao cargo de Presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior
O Secretariado Executivo do Comité Permanente da Comissão Política da UNITA emitiu em tempo a declaração que aqui se transcreve na integra, a saber: DECLARAÇÃO ALUSIVA AOS 50 ANOS DA INDEPENDÊNCIA DE ANGOLA - Por ocasião do quinquagésimo aniversário da Independência de Angola, a União Nacional para a Independência Total de Angola - UNITA, saúda o povo angolano, verdadeiro protagonista da luta pela libertação nacional e detentor exclusivo da soberania nacional, conquistada a 11 de Novembro de 1975, com o derrube do regime opressor e colonialista português.
Volvidas cinco décadas desde o fim do domínio colonial, a UNITA orgulha-se e regozija-se de ter participado, decisivamente, da gesta heróica construtora das nobres conquistas do povo angolano, tais como a Independência Nacional, a Democracia Multipartidária, a Economia de Mercado e a Paz.
Com responsabilidade histórica, a UNITA reconhece que o país continua a enfrentar enormes desafios que comprometem a afirmação do Estado Soberano de Angola e o ideal de uma Angola livre, justa e reconciliada pela qual muitos patriotas deram as suas vidas.
Ao fazermos uma retrospectiva do caminho percorrido, constatamos com profunda preocupação:
- Os altos níveis de exclusão social, económica, política e cultural, que marginalizam grande parte da população, sobretudo os jovens, os veteranos da pátria e antigos combatentes, os ex-militares, as comunidades rurais e as mulheres de todos os segmentos sociais;
- A ausência de uma verdadeira reconciliação nacional, capaz de unir os angolanos em torno de uma memória compartilhada e um próspero destino comum;
- A extrema pobreza que aflige milhões de famílias, contrastando com a ostentação de uma minoria, num país dotado de imensas riquezas naturais;
- E, acima de tudo, a falta de um reconhecimento genuíno e equitativo dos verdadeiros Pais da Independência de Angola - Álvaro Holden Roberto e Jonas Malheiro Savimbi no mesmo patamar com António Agostinho Neto, enquanto signatários do Acordo do Alvor.
Pois, é graças às suas lideranças que foi possível a libertação do nosso país do jugo colonial. A UNITA considera que a história de Angola deve ser contada na íntegra e com verdade. O processo de libertação nacional foi uma epopeia história, construída por vários movimentos, líderes e milhares de combatentes anónimos. Negar esse legado plural é perpetuar a divisão e a injustiça histórica.
Ao celebrar os 50 anos da independência nacional, a UNITA saúda o Congresso Nacional de Reconciliação de iniciativa da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé, CEAST, que se constituiu numa plataforma e oportunidade de profunda reflexão sobre o passado comum e de projecção de um futuro melhor para o nosso país. A UNITA exorta todos os angolanos, sem distinção, a olhar para o futuro com sentido de responsabilidade e comprometimento patriótico. É tempo de reconciliarmos o país com a sua própria história, de resgatar os valores da verdade, da justiça e da fraternidade e de colocar o cidadão no centro das políticas públicas.
A independência política só será plena quando for acompanhada da libertação social e económica. Só será plena quando cada angolano puder viver com dignidade, participar livremente na construção do seu destino e ser reconhecido o seu contributo para a edificação da nação.
Neste marco histórico, a UNITA reafirma o seu compromisso com:
- A construção e consolidação de um Estado Democrático de Direito, onde impere a justiça, a transparência e a igualdade de oportunidades, com as autarquias institucionalizadas e funcionais em todo o território nacional;
- A promoção da Reconciliação Nacional fundada na verdade e respeito à memória histórica inclusiva;
- E a luta pela dignidade e prosperidade de todas as famílias angolanas.
A UNITA augura que os 50 anos de independência sirvam não apenas para comemorar a glória do passado, mas, sobretudo, para renovar a esperança num futuro melhor, onde a liberdade se traduza no desenvolvimento, na paz e na unidade nacional.
Viva o 11 de Novembro - Viva os pais da Independência - Viva a nossa Angola
O Secretariado Executivo do Comité Permanente da Comissão Política da UNITA - Luanda, 10 de Novembro de 2025
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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes, durante e agora - anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos pelo mundo.
Nota 2: ** Fonte Secretariado Executivo do Comité Permanente da Comissão Política da UNITA - Luanda
O Soba T´Chingange
PORQUE FALHAM AS NAÇÕES IV – Daron Acernogiu e James Robinson
ORIGENS DO PODER – DIOGO CÃO NO CONGO
- Crónica 3710 - 06.10.2025
- Escritos boligrafados na desordem mundial, actual
Por: T´Chingange (Otchingandji) - O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
Por toda a áfrica austral se deu incremento a novas experiências económicas promissoras alastrando sua expansão até ao Cabo de África. No Congo, o rei N´Zinga N´Kuwo, tornou-se muito poderoso formando um exército de 5000 homens e feito prisioneiros muitos súbditos que em seguida eram vendidos como escravos.
Em verdade, o rei não tinha incentivos para adaptar o arado em grande escala ou tornar o aumento da produtividade agrícola a sua prioridade – exportar escravos era bem mais lucrativo.
E, parece ser verdade que os africanos confiam menos uns nos outros do que em indivíduos de outras partes do Mundo. A possibilidade de serem capturados e vendidos como escravos influenciou, seguramente, a confiança que os africanos depositavam entre si ao longo da história.
Acedendo a vários documentos contemporâneos e neste particular ao Acordo de Alvor na vizinha Angola, assinado entre os três movimentos de libertação em Angola, MPLA, UNITA e FNLA e Portugal, se vivenciaram excessos de comportamento, não conseguindo superar entendimentos entre si.
Estes três movimentos não conseguiram superar-se em um Governo de Transição formatado para o efeito de se independazarem, descambando para confrontos fratricidas e, que levaram à morte de milhares de cidadãos angolanos; chacinas de povoações mesmo antes do dia da independência programada para 11 de Novembro do ano de 1975.
Os chamados Movimentos de Libertação, ao assinarem aquele documento, tinham já em mente descumprir o assinado acordo procurando desde logo a disputa ao poder pela força das armas impondo suas “legitimidades” pela lei da bala sobressaindo ódios; ódios nada diferentes daqueles longínquos tempos de Diogo Cão e N´Zinga N´Kuwo
Daqui concluir-se que ao invés de se entenderem e já depois de um e outro acordo de paz e término da guerra civil para bem do povo, continuam hodiernamente sem facilitar o exercício de plena democracia, adulterando e dificultando a propósito, todas as regras de proporcionar alternância ao poder.
Nos séculos XV e XVI portugueses e holandeses que visitaram o Congo, comentaram a “pobreza miserável” que ali se vivia; o comércio e demais actividades mercantis eram controladas pelo rei e, só os que estavam associados a este, tinham acesso a elas. Passados cinco séculos, tudo continua muito igual só que o rei deu lugar a um presidente e este, N´Zinga N´Kuwo, o rei, chama-se agora João Lourenço, o presidente…
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Nota: Com extractos do livro "Porque Falham as Nações" e vivências de T´Chingange, o Soba…
O Soba T´Chingange
DESDE OS TEMPOS DE DIPANDA *
- Comemoração dos 50 anos de independência de Angola . III - 6 milhões de USA $ para levar Messi e a selecção argentina a Luanda.
- Crónica 3709 – 31.10.2025
Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
O anúncio inicial foi feito em Novembro de 2024, quando o Presidente angolano e líder do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), João Lourenço, anunciou à juventude do partido ter feito um convite à Argentina para defrontar os Palancas Negras. Mas, a sociedade civil angolana exige uma investigação sobre a origem dos cerca de 6 milhões de dólares destinados ao financiamento do jogo amistoso.
Esta, exorta a Procuradoria-Geral da República a investigar a origem dos cerca de 6 milhões de dólares que serão pagos à Federação Argentina de Futebol (AFA) para a realização desse jogo. Recentemente, o “empresário” e político Bento Kangamba assumiu publicamente ser um dos três empresários orientados pelo Presidente da República para financiar a deslocação da selecção argentina a Angola. Mas que grande embuste! Mas afinal o PR, JL, orientou empresários para este embuste?
Pois assim parece porque de acordo com o empresário e político Bento Kangamba, o Presidente da República terá orientado três empresários nacionais a financiar a deslocação da equipa argentina de futebol para Angola, para defrontar a selecção local no dia 11 de Novembro…
Ele Bento Cangamba, sobrinho de José Eduardo dos Santos disse: "Eu estive lá, e ouvi o Presidente a orientar três empresários para encontrar formas de conseguir patrocinar este evento, um dos empresários sou eu", revelou Bento Kangamba – Cuncamano!?
O principal partido da oposição, a União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), criticou os gastos, que estimou em 20 milhões de dólares (cerca de 18,5 milhões de euros), enquanto a população "está a morrer de malária e de fome", e organizações da sociedade civil.
Segundo o portal Sport News Africa, o governo de Angola pagará cerca de 12 milhões de euros (R$ 76 milhões) à Associação de Futebol da Argentina (AFA) para garantir a presença de Lionel Messi, Julián Álvarez, Lautaro Martínez e outras estrelas. Uau!!!
Outras selecções, como o Marrocos, chegaram a manifestar interesse em enfrentar os argentinos, mas o valor oferecido por Angola- foi determinante para fechar o acordo com Argentina. E, segundo o pontal Sapo: aquele montante gasto para o encontro está a gerar polémica.
As selecções de futebol angolana e argentina vão defrontar-se num jogo particular, pedido que surgiu após a morte de 30 pessoas durante tumultos na capital, sublinhando que o apelo "representa um grito de consciência diante da dolorosa realidade vivida por milhões de angolanos - que contrasta com a ostentação e os gastos milionários na organização do evento".
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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos espalhados pelo mundo.…
(Continua...)
O Soba T´Chingange
DESDE OS TEMPOS DE DIPANDA *
- Comemoração dos 50 anos de independência de Angola . II - UNITA quer Savimbi e Holden Roberto reconhecidos por mérito em vez de perdão
- Crónica 3708 – 27.10.2025
Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
JL, chefe de estado disse: - Este é o Estado da Nação, que juntos estamos a construir há 50 anos", incentivou o chefe do executivo angolano, saudando a Independência nacional - (Seria bom que assim o fosse)… Relembra que o Acordo de Alvor foi assinado a 15 de janeiro de 1975, na vila com o mesmo nome no Algarve (Portugal), marcando o início do processo de transição para a independência de Angola.
Terei de relembrar que o próprio Almeida Santos, agora galardoado ou homenageado, disse à bem pouco tempo que o Acordo de Alvor era um papel a ser rasgado; coisa sem valor. Isto denota o quanto os militares e ditos dignatários portugueses de então tinham em mente, uma fraude para enganar nós e o Mundo em geral.
E, sou eu que digo: Enganando a propósito todos os cidadãos residentes em Angola, entregando marketing ué, acesso ramento, armas, munições, carros de combate e instrução, logística com meios de informação, fomentando até o ódio com técnicas elaboradas para levar ao poder o MPLA. Criando milícias de morte a favor do MPLA como os pioneiros e criminosos de sangue.
Todos fomos defraudados mas, foi assim que aconteceu e é nisso que sustentaremos a história inicial de Angola – da sua liberdade. Nesta sessão, o presidente da UNITA frisou que foi um processo muito longo e "absolutamente desnecessário" para invocar um perdão para os verdadeiros intervenientes que assinaram essa tal acordo.
E, ACJ refere que "Nós fomos todos chamados a ouvir que, finalmente, há um atribuir, mas eu confesso -- não ouvi mal -- acabo de ver o livro 8do discurso) e o livro refere em nome do perdão", realçou ACJ. Para Adalberto da Costa Júnior, o político presidente da UNITA, o reconhecimento aos pais da nação "por perdão" não é a melhor via nem "a mais correta"…
"Aqueles que lutaram pela independência nacional entregaram o melhor que tinham de si, todos o fizeram num âmbito de voluntarismo, o reconhecimento é um reconhecimento para todos, de mérito, profundamente de mérito, nunca por perdão", reforçou...
Naquele então os acordos previam a criação de um Governo de Transição composto por representantes dos quatro signatários e a proclamação da independência a 11 de Novembro de 1975, mas rapidamente se desfez devido a divergências políticas e militares entre os movimentos, levando ao início da guerra civil que se prolongou até 04 de abril de 2002.
A concluir -"Nós todos teríamos participado na festa daquilo que são os 50 anos”. Desnecessariamente se levou a este percurso e ainda assim hoje se diz pelo perdão. Perdão porquê? Por terem lutado pela independência, quem lutou pela independência deve ser perdoado para ser reconhecido, acho que não", vincou Adalberto da Costa Júnior …
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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos espalhados pelo mundo.…
O Soba T´Chingange
DESDE OS TEMPOS DE DIPANDA *
- Comemoração dos 50 anos de independência de Angola . I - UNITA quer Savimbi e Holden Roberto reconhecidos por mérito em vez de perdão
- Crónica 3707 – 26.10.2025
Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
Nas condecorações realizadas pelo governo angolano no âmbito dos 50 anos da independência foram homenageadas mais de 700 personalidades em diversas áreas. As listas são extensas tendo sido distribuídas por diferentes cerimónias, ao longo de 2025. O governo de João Lourenço (JL), condecora vários portugueses, entre os quais Cunhal e Rosa Coutinho.
Só recentemente, Outubro de 2025, JL anuncia que os líderes históricos Jonas Savimbi (UNITA) e Holden Roberto (FNLA), signatários dos Acordos de Alvor, vão ser condecorados com a Medalha Comemorativa dos 50 anos da Independência Nacional. Com um discurso de mais de três horas, JL afirma que em todos os domínios da vida nacional, como um tributo "ao espírito do perdão, da paz e da reconciliação nacional".
Aquela visão na forma de PERDÃO é efusivamente protestada pelo líder da UNITA, Adalberto da Costa Júnior. ACJ, que afirma ser um desprezo incompreensível esquecer-se, a propósito os ditos pais da nação a saber, Jonas Savimbi e Holden Roberto, dando primazia a Agostinho Neto, líder do MPLA. Tudo uma afronta descarada!
De salientar que figuras polémicas fora do âmbito de Angola, já o tinham sido homenageados Cunhal, Almeida Santos, Melo Antunes, Rosa Coutinho, Sérgio Vilarigues e Vital Moreira: os cinco primeiro a título póstumo, são distinguidos com uma distinção atribuída a “personalidades e colectivos cujas acções marcaram de forma relevante a trajectória histórica de Angola, em defesa da independência, da paz e do desenvolvimento”.
Ora, sucede, que esta decisão de distinguir os fundadores da UNITA e da FNLA surge após críticas e polémica lancadas por ACJ pela ausência destes nomes nas listas de condecorações já atribuídas. E, JL, assim discursa: "É neste quadro, no espírito do perdão, da paz e da reconciliação nacional, da unidade da Nação, que vamos estender este reconhecimento nacional aos signatários dos Acordos de Alvor, atribuindo a todos eles a medalha comemorativa dos 50 anos da Independência Nacional".
JL declarou aquilo, recebendo prolongados aplausos da bancada do MPLA (partido do poder), com muitos deputados de pé. O discurso contestado, foi marcado por comparações sofríveis actuais com o período colonial segundo estatísticas sobre os reais ganhos da independência em sectores como a agricultura, a indústria, as pescas, a energia, águas, os transportes, as comunicações e, e …
Ora bem! A UNITA, condignamente quer Savimbi e Holden Roberto reconhecidos por mérito ao invés de perdão. Seu presidente ACJ opôs-se veementemente defendendo sim, um reconhecimento por mérito e não "por perdão" aos líderes históricos Jonas Savimbi (UNITA) e Holden Roberto (FNLA). De notar que a vice-presidente da Assembleia Nacional do MPLA (poder) elogiou este gesto de reconciliação.
Adalberto Costa Júnior, desde o início do processo sempre defendeu a necessidade do reconhecimento "dos pais da nação”, mas chegou a ouvir como resposta que "não há ninguém que tenha dois pais". "Depois, a Assembleia Nacional recebeu a proposta de lei (...) em que foi recusado efectivamente o reconhecimento aos pais da nação". Foi quando ACJ, lembrou ter havido "uma série imensa de não aceitações individuais de condecorações", devido a esta recusa de "todos os pais da nação serem tratados da mesma forma, serem todos reconhecidos da mesma maneira".
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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos espalhados pelo mundo.…
(Continua...)
O Soba T´Chingange
PORQUE FALHAM AS NAÇÕES III – Daron Acernogiu e James Robinson
ORIGENS DO PODER – DIOGO CÃO NO CONGO
- Crónica 3706 - 19.10.2025
-Escritos boligrafados na desordem mundial, actual
Por: T´Chingange (Otchingandji) - O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
Naquela terra do Congo, o desenvolvimento notou-se rápido a partir daí com construções de novas e condignas habitações, novos planos de assentamento e bivacagem das gentes distribuídas a eito pelo interior, matas insalubres e perigosas; em suma criou-se desta forma e por necessidade novas estruturas de sociedade.
E, com inerente desenvolvimento económico foram criando escalonadas actividades com hierarquia disciplinada na forma de Administradores e Chefes de Posto. Um esquema colonial que funcionou quase na perfeição na forma disciplinadora de gentes muito próximas a impreparados chefes tribais, com actos ditatoriais e práticas de bruxedo
Mais tarde, Bartolomeu Dias, ao passar pelo Cabo do Adamastor, nomeou-o de Cabo das Tormentas devido às tempestades que enfrentou. Mais tarde, o rei D. João II rebaptizou-o como Cabo da Boa Esperança, para simbolizar a nova rota marítima para o Oriente. A Globalização tinha assim início pela mão dos portugueses – A verdade a seu dono!
Sucede que recentemente fiquei rico ao desbravar terras já conhecidas do Alto Douro aonde o labor aparece circundando terras empinadas na forma de riscos verdes, ora em curvas ora em rectas bordeando lombas mais contra lombas suavizando os vales, talvegues sofridos entre xistos calorosos - Pois foi aqui, nesta terra de xistos que nasceu Diogo Cão.
Xistos que após muito trabalho harmonizam parreiras de onde se extrai licorosos sabores, néctar dos deuses e, foi na Galafura que descobri um dos miradouros mais bonitos de toda a região duriense, o miradouro de S. Leonardo, onde Miguel Torga “mergulhou” no rio e se embrenhou como eu na paisagem magnânima deste “sublimado Doiro” fazendo pomas a lembrar seu antepassado chamado Diogo Cão.
Neste lugar de Galafura, contaram-me lendas e histórias, que aumentam seu encanto, paragem obrigatória para quem visita o Douro. Sem o petulante preconceito da burguesia hodierna, sosseguei na casa de gente amanhada no ventre daquelas encostas solarengas.
A povoação foi fundada pelos mouros na vertente Oeste do Monte de S. Leonardo, no lugar ainda hoje conhecido como Fonte dos Mouros; existem sepulturas cavadas na rocha, tendo aparecido utensílios identificados como sendo romanos, o último dos quais uma moeda de ouro, com a efígie e nome de Agripina. A povoação viu-se forçada a deslocar-se para o sítio onde se encontra, devido a uma invasão de formigas: É aqui que entra a lenda ou estória dos marujos idos e regressados desse longínquo Congo com seu patrício Diogo Cão.
Alguém que vindo desse outro lado do mar com Diogo Cão trouxe nas caravelas e em seus pertences o kissonde e salalé; esta ultima, uma formiga predadora que arrasa aldeias ou kimbos feitos em madeira. No fundo, esta visita teria de ter uma explicação na pesquisa do Soba T´Chingange e, nem sei bem como me surgiu do nada esta novidade dos longínquos tempos de mil e quinhentos; terra aonde também vivi. Isto que parece uma simples inventação, em verdade, é verdadeira - Juro!
´Castelo de Salalé
Nota: Com extractos do livro "Porque Falham as Nações", vivências de T´Chingange e resumos da Wikipédia com muxoxos do Soba…
O Soba T´Chingange
NAS ADUELAS DO BAÚ
DESDE OS TEMPOS DE DIPANDA * - XIV Congresso da UNITA
- Comissão Organizadora
- Crónica 3704 – 12.10.2025
- Escritos boligrafados na “Missão Xirikwata”
Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Messejana do M´Puto
- 24 de setembro de 2025
COMISSÃO ORGANIZADORA DO XIV CONGRESSO ORDINÁRIO
▪ Sr. Álvaro Chikwamanga Daniel - Coordenador
▪ Sra Clementina da Silva - 1º Coordenadora Adjunta
▪ Sr. Lucas Kananay - 2º Coordenador Adjunto
▪ Sra Amélia Judith - Secretária
▪ Sra Cesaltina Kulanda - Vogal
▪ Sr. Manuel Armando da Costa Ekuikui – Vogal
▪ Sra Helena Bonguela
▪ Sr. Franco Marcolino Nhany
▪ Sr. Anastácio Sicato - Porta-voz
▪ Sr. Henriques Chivinda - Tesoureiro
1.1. Grupo de Apoio à Coordenação
▪ Sr. João Malota
▪ Sr. Jorge Katito
▪ Sr. Sebasteão Ngongo
▪ Sr. Pedro David Raimundo
▪ Sra Josefina Chimbotia
▪ Sra Alice Ngueve
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▪ Sr. Virgílio Samussongo - Coordenador
▪ Sra Anabela Sapalalo - 1ª Coordenadora Adjunta
▪ Sr. Agostinho Kamuango - 2º Coordenador Adjunto
▪ Sra Ivete Kapapelo - Secretária
▪ Sr. Lucas Kanutula - Vogal
▪ Sr. Jonas Mulato – Vogal
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▪ Sr. Helder Santos - Coordenador
▪ Sra Sandra Kakunda - 1ª Coordenadora Adjunta
▪ Sr. Benedito Umbassanjo - 2º Coordenador Adjunto
▪ Sra Felicidade Chipuka - Secretária
▪ Sr. Osvaldo Kaimy - Vogal
▪ Sr. Chico Jamba – Vogal
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▪ Sr. Silvestre Gabriel Samy - Coordenador
▪ Sra Alice Sapalalo - 1ª Coordenadora Adjunta
▪ Sr. Salomão Nataniel - 2º Coordenador Adjunto
▪ Sr. Saúde Cabina - Secretário
▪ Sr. Justo Etiambulu - Vogal
▪ Sra Celmira Malungo - Vogal
▪ Sr. Amarildo Chitekulo – Membro
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▪ Sr. Alcides Sakala - Coordenador
▪ Sr. Maurílio Luyele - 1º Coordenador Adjunto
▪ Sra Inês Mulato - 2ª Coordenadora Adjunta
▪ Sra Violeta Gomes - Secretária
▪ Sr. Januário Mussambo - Vogal
▪ Sra Carlota Machado – Vogal
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▪ Sra Miraldina Jamba - Coordenadora
▪ Sr. David Álvaro - 1º Coordenador Adjunto
▪ Sr. Abílio Kaunda - 2º Coordenador Adjunto
▪ Sra Maria Eugénia Tembo - Secretária
▪ Sra Florita Barros – Vogal
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▪ Sra Petronela Kavaleka - Coordenadora
▪ Sr. Fernando Pambassangue “Good” - 1º Coordenador Adjunto
▪ Sra Flora Terça - 2ª Coordenadora Adjunta
▪ Sra Laurinda Chipeio Sachiambo – Secretária
▪ Sr. Sr. Isaac Ekuikui - Tesoureiro
▪ Sr. Adolfo Chikueka - Vogal
▪ Sr. Celestino Guilherme
▪ Sr. Osvaldo Álvaro Chilembo Epalanga
▪ Sr. Filipe Canoela
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▪ Sr. Evaldo Evangelista - Coordenador
▪ Sr. Emanuel Bianco - 1º Coordenador Adjunto
▪ Sra Elsa Pataco - 2ª Coordenadora Adjunta
▪ Sr. Alexandre Solombe - Vogal
▪ Sr. Graciano Katotalâ – Vogal
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▪ Sr. David Chipasso - Coordenador
▪ Sra Luisa Soares - 1º Coordenadora Adjunta
▪ Sr. Tony Bandua - 2º Coordenador Adjunto
▪ Sra Lily Chilingutila - Secretária
▪ Sr. Fonseca Epalanga - Vogal
▪ Sr. Domingos Sanzala - Vogal
▪ Sra Maria Alice - Tesoureira
▪ Sr. Alexandre Kawende - Membro
▪ Sra Victória João - Membro
▪ Sr. Danilo Chilingutila - Membro
▪ Sr. Anicel Yakuvela – Membro
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▪ Sr. Eugénio Manuvakola - Coordenador
▪ Sr. Armindo Kassessa - 1º Coordenador Adjunto
▪ Sra Mihaela Webba - 2ª Coordenadora Adjunta
▪ Sra Umbelina Brás da Fonseca – Secretária
▪ Sr. Oseias Chelemba - Tesoureiro
▪ Sra Teresa Chipia - Vogal
▪ Sr. Domingos Oliveira - Vogal
▪ Sr. Fernando Monteiro – Vogal
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▪ Sra Marta Solange - Coordenadora
▪ Sr. Jorge Cardoso - 1º Coordenador Adjunto
▪ Sr. Pedro Gamba - 2º Coordenador Adjunto
▪ Sra Anabela Tenente – Secretária
▪ Sra Wandi Njele - Tesoureira
▪ Sr. Cândido Ngando - Vogal
▪ Sra Maria Manzaila – Vogal
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▪ Sr. João Chitunda - Coordenador
▪ Sr. Adélio Chitekulo - 1º Coordenador Adjunto
▪ Sr. Jorge Chikete - 2° Coordenador Adjunto
▪ Outros…
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▪ Sr. Vicente Tembo – Coordenador
▪ Sra Ester Chitombi - Secretária
▪ Sr. Arlindo Miranda - Vogal
▪ Sr. Anselmo Kundumula - Vogal
▪ Sra Francisca Porfílio – Tesoureira
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▪ Dra. Adelina Sasselo
▪ Dr. Rosalon Pedro
▪ Outros …
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Transcrito por Soba T´Chingange
NAS ADUELAS DO BAÚ
DESDE OS TEMPOS DE DIPANDA * - Aprovação do Regimento do XIV Congresso
- Crónica 3703 – 11.10.2025
- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2025 - “Missão Xirikwata”
Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Messejana do M´Puto
Via UNITA Kilamba de 16 de Setembro de 2025: Sob orientação do Presidente do Partido, Adalberto Costa Júnior, teve lugar a XXII Reuniao Extraordinaria do Comité Permanente da Comissão Política da UNITA, na sala da Comissão Política, em Viana da qual saiu o COMUNICADO FINAL.
COMUNICADO FINAL DA XXII REUNIÃO EXTRAORDINÁRIA DO COMITÉ PERMANENTE DA COMISSÃO POLÍTICA DA UNITA - Reunião que se inseriu no quadro dos actos preparatórios do XIV Congresso Ordinário da UNITA, a ter lugar nos dias 28, 29 e 30 de Novembro do ano em curso, em Luanda.
A Reunião foi alargada à convidados, membros da Comissão Organizadora do XIV Congresso Ordinário, debateu e aprovou os pontos constantes da Agenda, nomeadamente: aprovação do Regimento do XIV Congresso; Definição dos Critérios de Eleição dos Delegados ao XIV Congreso Ordinário e dos Candidatos à Membros da Comissão Política da UNITA;
Aprovação das Quotas de Delegados ao XIV Congresso Ordinário das províncias e diáspora; Análise das Propostas de Teses para o XIV Congresso Ordinário e Aprovação do Lema do XIV Congresso. No final a XXII Reunião Extraordinária do Comité Permanente da Comissão Política da UNITA torna público o seguinte:
1 - Considerando a necessidade de coligir as regras e os princípios de organização e funcionamento do Congresso e das respectivas comissões preparatórias foi aprovado o Regimento do XIV Congresso da UNITA, como instrumento orientador dos trabalhos do Congresso.
2 - Inspirado na necessidade da Unidade Nacional, como factor essencial para a Alternância do Poder em 2027, o Comité Permanente da Comissão Política da UNITA aprovou como lema para o XIV Congresso Ordinário, o seguinte: "XIV Congresso- Unidos para a Alternância, Estabilidade e Desenvolvimento"
Com estas importantes deliberações, a Comissão Organizadora do XIV Congresso Ordinário da UNITA entra na nova fase preparatória que culminará com o debate e aprovação das suas teses orientadoras, como base das conferências comunais, municipais, provinciais e da diáspora que antecedem o conclave.
O Comité Permanente da Comissão Política da UNITA acompanha com preocupação, a prática do Regime de perseguir as vozes vivas da nação que criticam as incessantes violações dos direitos humanos e má governação, com destaque para as lideranças de Partidos Políticos, jornalistas, activistas cívicos e líderes de associações profissionais de Taxistas, criando instabilidade nacional e subversão do Estado democrático de direito.
O Comité Permanente da Comissão Política da UNITA convida todos os membros a participarem neste importante momento da vida do partido. Ao mesmo tempo, exorta todos a manterem-se vigililantes e unidos, neste processo histórico de reafirmação do sagrado compromisso da UNITA com a democracia, enquanto regime político que os angolanos merecem e a defesa intransigente dos superiores interesses do povo angolano.
Luanda, 16 de Setembro de 2025
O Comité Permanente
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Ilustrações de Asunção Roxo da E.I.Luanda
Transcrito por Soba T`Chingange
PORQUE FALHAM AS NAÇÕES
– TRATADO DE SIMULAMBUCO . Parte II - Cabinda, um estado traído
- Crónica 3702 – 10. 10.2025
Por: T´Chingange (Otchingandji) - O NIASSALÊS em Messejana do M´Puto
Cabinda território, foi entregue de facto à recém-proclamada República Popular de Angola.𝘀𝗲𝗺 𝗾𝘂𝗮𝗹𝗾𝘂𝗲𝗿 𝗰𝗼𝗻𝘀𝘂𝗹𝘁𝗮 𝗮𝗼 𝗽𝗼𝘃𝗼 imbinda. O governo português, liderado por 𝗠𝗮́𝗿𝗶𝗼 𝗦𝗼𝗮𝗿𝗲𝘀, 𝘁𝗿𝗮𝗶𝘂 𝗼 𝗽𝗼𝘃𝗼 𝗱𝗲 𝗖𝗮𝗯𝗶𝗻𝗱𝗮, ignorando os tratados, os compromissos internacionais e o direito à autodeterminação.
Eu (Jorge Torres), 𝗻𝗮𝘀𝗰𝗶𝗱𝗼 𝗲𝗺 𝗖𝗮𝗯𝗶𝗻𝗱𝗮, e em conjunto com outros signatários igualmente comprometidos com a causa imbinda, em 2018 𝗱𝗶𝗿𝗶𝗴𝗶𝗺𝗼𝘀 𝘂𝗺𝗮 𝗰𝗮𝗿𝘁𝗮 𝗳𝗼𝗿𝗺𝗮𝗹 𝗮𝗼 𝗮𝘁𝘂𝗮𝗹 𝗣𝗿𝗲𝘀𝗶𝗱𝗲𝗻𝘁𝗲 𝗱𝗮 𝗥𝗲𝗽𝘂́𝗯𝗹𝗶𝗰𝗮 𝗣𝗼𝗿𝘁𝘂𝗴𝘂𝗲𝘀𝗮, 𝗠𝗮𝗿𝗰𝗲𝗹𝗼 𝗥𝗲𝗯𝗲𝗹𝗼 𝗱𝗲 𝗦𝗼𝘂𝘀𝗮.
Nesta carta, apelavamos ao reconhecimento deste erro histórico. 𝗢 𝗣𝗿𝗲𝘀𝗶𝗱𝗲𝗻𝘁𝗲 MRS 𝗼𝗽𝘁𝗼𝘂 𝗽𝗼𝗿 𝗿𝗲𝗺𝗲𝘁𝗲𝗿 𝗼 𝗮𝘀𝘀𝘂𝗻𝘁𝗼 𝗮𝗼 𝗲𝗻𝘁ã𝗼 𝗚𝗼𝘃𝗲𝗿𝗻𝗼, que por sua vez respondeu evasivamente, 𝗲𝘀𝗰𝘂𝗱𝗮𝗻𝗱𝗼 -𝘀𝗲 𝗻𝗮 𝗿𝗲𝗮𝗹𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗽𝗼𝗹𝗶́𝘁𝗶𝗰𝗮 𝗱𝗲 𝗔𝗻𝗴𝗼𝗹𝗮 𝗷𝗮́ 𝗿𝗲𝗰𝗼𝗻𝗵𝗲𝗰𝗶𝗱𝗮 𝗰𝗼𝗺 𝗖𝗮𝗯𝗶𝗻𝗱𝗮 𝗰𝗼𝗺𝗼 𝘂𝗺𝗮 𝗽𝗿𝗼𝘃𝗶́𝗻𝗰𝗶𝗮 𝘀𝘂𝗮.
Uma posição que, na prática, ignorou 𝘁𝗼𝗱𝗮 𝗮 𝗯𝗮𝘀𝗲 𝗱𝗼𝗰𝘂𝗺𝗲𝗻𝘁𝗮𝗹, 𝗷𝘂𝗿𝗶́𝗱𝗶𝗰𝗮 𝗲 𝗵𝗶𝘀𝘁𝗼́𝗿𝗶𝗰𝗮 que acompanha a reivindicação Imbinda. Este silêncio institucional não apaga a verdade. Cabinda foi e é um 𝘁𝗲𝗿𝗿𝗶𝘁𝗼́𝗿𝗶𝗼 𝗱𝗶𝘀𝘁𝗶𝗻𝘁𝗼, ocupado hoje pelo regime angolano com recurso à força militar e à repressão política.
A sua população vive subjugada, marginalizada e sem qualquer benefício da enorme riqueza natural do seu solo - explorada intensivamente, sobretudo no setor petrolífero, sem retorno digno para os seus verdadeiros donos. 𝗦𝗲𝗿𝗲𝗶 𝘀𝗲𝗺𝗽𝗿𝗲 𝗱𝗲𝗳𝗲𝗻𝘀𝗼𝗿 𝗱𝗮 𝗹𝗶𝗯𝗲𝗿𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗱𝗼 𝗽𝗼𝘃𝗼 imbinda.
𝗦𝗲𝗿𝗲𝗶 𝘀𝗲𝗺𝗽𝗿𝗲 𝘃𝗼𝘇 𝗱𝗮 𝘀𝘂𝗮 𝘃𝗼𝗻𝘁𝗮𝗱𝗲, 𝗾𝘂𝗲 𝗲́ 𝗰𝗹𝗮𝗿𝗮 𝗲 𝗹𝗲𝗴𝗶́𝘁𝗶𝗺𝗮: 𝘀𝗲𝗿 𝗹𝗶𝘃𝗿𝗲 𝗱𝗼 𝗼𝗽𝗿𝗲𝘀𝘀𝗼𝗿 𝗮𝗻𝗴𝗼𝗹𝗮𝗻𝗼. A autodeterminação não é concessão; é um direito inalienável de todos os povos, consagrado na Carta das Nações Unidas. Cabinda não é, nem nunca foi, Angola.
O Estado português tem uma responsabilidade histórica que não prescreve. A verdade não desaparece com o tempo — apenas se torna mais gritante. 𝗖𝗮𝗯𝗶𝗻𝗱𝗮 𝗲𝘅𝗶𝗴𝗲 𝗷𝘂𝘀𝘁𝗶𝗰̧𝗮. 𝗖𝗮𝗯𝗶𝗻𝗱𝗮 𝗺𝗲𝗿𝗲𝗰𝗲 𝗹𝗶𝗯𝗲𝗿𝗱𝗮𝗱𝗲. 𝗖𝗮𝗯𝗶𝗻𝗱𝗮 𝘁𝗲𝗺 𝗱𝗶𝗿𝗲𝗶𝘁𝗼 𝗮̀ 𝗶𝗻𝗱𝗲𝗽𝗲𝗻𝗱𝗲̂𝗻𝗰𝗶𝗮 𝗼𝘂 à 𝗶𝗻𝘁𝗲𝗴𝗿𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗱𝗲 𝗻𝗼𝘃𝗼 𝗮 𝗣𝗼𝗿𝘁𝘂𝗴𝗮𝗹 𝗮̀ 𝗹𝘂𝘇 𝗱𝗼 𝗧𝗿𝗮𝘁𝗮𝗱𝗼 𝗱𝗲 𝗦𝗶𝗺𝗶𝗹𝗮𝗺𝗯𝘂𝗰𝗼.
06/08/2025 …Por Jorge Torres
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Ilustrações aleatórias de Assunção Roxo da E.I.Luanda
O Soba T´Chingange
PORQUE FALHAM AS NAÇÕES
– TRATADO DE SIMULAMBUCO . Parte I - Cabinda, um estado traído
- Crónica 3698 – 23. 09.2025
Por: T´Chingange (Otchingandji) - O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
Nos 𝗔𝗰𝗼𝗿𝗱𝗼𝘀 𝗱𝗲 𝗔𝗹𝘃𝗼𝗿, o nome de Cabinda foi omitido - Em 06/08/2025 Jorge Torres, um cidadão ibinda, solicita a Kimbo Lagoa justiça por via de o envio de uma 𝗰𝗮𝗿𝘁𝗮 𝗳𝗼𝗿𝗺𝗮𝗹 𝗮𝗼 𝗮𝘁𝘂𝗮𝗹 𝗣𝗿𝗲𝘀𝗶𝗱𝗲𝗻𝘁𝗲 𝗱𝗮 𝗥𝗲𝗽𝘂́𝗯𝗹𝗶𝗰𝗮 𝗣𝗼𝗿𝘁𝘂𝗴𝘂𝗲𝘀𝗮, 𝗠𝗮𝗿𝗰𝗲𝗹𝗼 𝗥𝗲𝗯𝗲𝗹𝗼 𝗱𝗲 𝗦𝗼𝘂𝘀𝗮: Em pleno século XXI, persiste uma ferida aberta no coração da África Austral e da consciência portuguesa.
O destino do povo de 𝗖𝗮𝗯𝗶𝗻𝗱𝗮, traído por interesses políticos, silenciado por força militar, é abandonado pela comunidade internacional. A história de Cabinda não é uma simples nota de rodapé no processo de descolonização portuguesa.
Cabinda foi formalmente reconhecida como 𝗲𝗻𝘁𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗱𝗶𝘀𝘁𝗶𝗻𝘁𝗮 𝗱𝗲 𝗔𝗻𝗴𝗼𝗹𝗮 em diversos momentos - desde os 𝘁𝗿𝗮𝘁𝗮𝗱𝗼𝘀 𝗶𝗻𝘁𝗲𝗿𝗻𝗮𝗰𝗶𝗼𝗻𝗮𝗶𝘀 𝗰𝗲𝗹𝗲𝗯𝗿𝗮𝗱𝗼𝘀 𝗻𝗼 𝘀𝗲́𝗰𝘂𝗹𝗼 𝗫𝗜𝗫, até a 𝗖𝗼𝗻𝘀𝘁𝗶𝘁𝘂𝗶𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗱𝗮 𝗥𝗲𝗽𝘂́𝗯𝗹𝗶𝗰𝗮 𝗣𝗼𝗿𝘁𝘂𝗴𝘂𝗲𝘀𝗮 𝗱𝗲 𝟭𝟵𝟯𝟯, que a 𝗹𝗶𝘀𝘁𝗮𝘃𝗮 𝗲𝘅𝗽𝗹𝗶𝗰𝗶𝘁𝗮𝗺𝗲𝗻𝘁𝗲 𝗰𝗼𝗺𝗼 𝘁𝗲𝗿𝗿𝗶𝘁𝗼́𝗿𝗶𝗼 𝗮𝘂𝘁𝗼́𝗻𝗼𝗺𝗼, separado de Angola.
A 𝗖𝗼𝗻𝘀𝘁𝗶𝘁𝘂𝗶𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗱𝗲 𝟭𝟵𝟯𝟯 (que vigorou até 1976), no seu 𝗮𝗿𝘁𝗶𝗴𝗼 𝟭.º, definia de forma clara e inequívoca a composição territorial da Nação Portuguesa. Eis o seu conteúdo relevante:
Artigo 1.º - A Nação Portuguesa é uma República unitária, que compreende o território do continente europeu e os seus domínios ultramarinos.
2.º - Na Europa: o continente e os arquipélagos dos Açores e da Madeira;
3.º - Na África Ocidental: os arquipélagos de Cabo Verde e de São Tomé e Príncipe e suas dependências, as ilhas do Corvo, do Príncipe e de Ano-Bom, as possessões da Guiné, de São João Baptista de Ajudá, de 𝗖𝗮𝗯𝗶𝗻𝗱𝗮 e de 𝗔𝗻𝗴𝗼𝗹𝗮;
4.º - Na África Oriental: Moçambique e seus dependentes;
5.º - Na Ásia: Goa, Damão, Diu, Dadrá, Nagar-Aveli, Simbor e Diu-Pequeno, que constituem o Estado da Índia, e Macau, Timor e as suas dependências, no Extremo Oriente.
Ou seja, 𝗖𝗮𝗯𝗶𝗻𝗱𝗮 𝗲𝘀𝘁𝗮𝘃𝗮 𝗰𝗹𝗮𝗿𝗮𝗺𝗲𝗻𝘁𝗲 𝗶𝗻𝗱𝗶𝘃𝗶𝗱𝘂𝗮𝗹𝗶𝘇𝗮𝗱𝗮 𝗰𝗼𝗺𝗼 𝘁𝗲𝗿𝗿𝗶𝘁𝗼́𝗿𝗶𝗼 𝗮𝘂𝘁𝗼́𝗻𝗼𝗺𝗼, ao lado de Angola, e não como parte integrante dela. Este estatuto foi juridicamente consolidado no 𝗧𝗿𝗮𝘁𝗮𝗱𝗼 𝗱𝗲 𝗦𝗶𝗺𝘂𝗹𝗮𝗺𝗯𝘂𝗰𝗼, assinado a 1 de fevereiro de 1885 entre Portugal e as autoridades tradicionais cabindesas.
Neste tratado, Cabinda foi colocada sob a 𝗽𝗿𝗼𝘁𝗲𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗱𝗼 𝗘𝘀𝘁𝗮𝗱𝗼 𝗽𝗼𝗿𝘁𝘂𝗴𝘂𝗲̂𝘀, sem nunca abdicar da sua soberania nem ser incorporada na colónia de Angola. A 𝗖𝗼𝗻𝗳𝗲𝗿𝗲̂𝗻𝗰𝗶𝗮 𝗱𝗲 𝗕𝗲𝗿𝗹𝗶𝗺, nesse mesmo ano, reconheceu a legitimidade dos territórios coloniais atribuídos às potências europeias, entre os quais Cabinda se destacou como o 𝗖𝗼𝗻𝗴𝗼 𝗽𝗼𝗿𝘁𝘂𝗴u𝗲̂𝘀.
Embora, em 1956, tenha sido colocada sob a alçada do mesmo governador-geral de Angola - por conveniência administrativa - tal decisão 𝗻𝗮̃𝗼 𝗮𝗻𝘂𝗹𝗼𝘂 𝗮 𝘀𝘂𝗮 𝗶𝗱𝗲𝗻𝘁𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗷𝘂𝗿𝗶́𝗱𝗶𝗰𝗮 𝗽𝗿𝗼́𝗽𝗿𝗶𝗮. A nível internacional, Cabinda manteve o seu reconhecimento como entidade distinta, tal como demonstra a 𝗿𝗲𝘀𝗼𝗹𝘂𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗱𝗮 O𝗿𝗴𝗮𝗻𝗶𝘇𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗱𝗮 𝗨𝗻𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗔𝗳𝗿𝗶𝗰𝗮𝗻𝗮 𝗱𝗲 𝟭𝟵𝟲𝟰.
Tal 𝗿𝗲𝘀𝗼𝗹𝘂𝗰̧𝗮̃𝗼 colocava 𝗖𝗮𝗯𝗶𝗻𝗱𝗮 𝗲𝗺 𝟯𝟵.º 𝗹𝘂𝗴𝗮𝗿 𝗻𝗮 𝗹𝗶𝘀𝘁𝗮 𝗱𝗲 𝘁𝗲𝗿𝗿𝗶𝘁𝗼́𝗿𝗶𝗼𝘀 𝗮 𝗱𝗲𝘀𝗰𝗼𝗹𝗼𝗻𝗶𝘇𝗮𝗿, 𝗲 𝗔𝗻𝗴𝗼𝗹𝗮 𝗲𝗺 𝟯𝟱.º, de forma claramente separada. No entanto, em 𝟭𝟵𝟳𝟱, o processo de descolonização português atropelou este direito. Nos 𝗔𝗰𝗼𝗿𝗱𝗼𝘀 𝗱𝗲 𝗔𝗹𝘃𝗼𝗿, o nome de Cabinda foi omitido e o território foi entregue de facto à recém-proclamada República Popular de Angola.
06/08/2025 … Por Jorge Torres
O Soba T´Chingange
NAS ADUELAS DO BAÚ
DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM MARCIAL DACHALA
- Crónica 3697 – 22.09.2025
- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2025 - “Missão Xirikwata”
Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
“A criação e visão da FPU (Frente Patriótica Unida), que foi pensada e analisada com muito cuidado por nós (UNITA), é trabalhar com todas as forças vivas da sociedade. Não podemos colocar a carroça à frente dos bois”, afirmou Dachala "Salundilili"
Marcial Dachala destacou também a trajectória da UNITA como um partido com quase 60 anos de história e alertou para o que considera ser a inexperiência de outras forças políticas no processo de decisão estratégica da FPU.
“Como é então que algo e alguém que acabou de nascer como partido político (PRA-JA Servir Angola) já quer dar ideias? Não pode ser alguém que nasceu hoje como partido que venha-nos dizer o que fazer. Essa coisa de coligação de partidos não é nossa ideia”, concluiu.
A declaração de Dachala reflecte as divergências dentro da FPU sobre os próximos passos estratégicos da plataforma, criada em 2022 para confrontar o MPLA nas eleições gerais do mesmo ano.
De recordar que a plataforma política Frente Patriótica Unida não tem respaldo legal, todavia, é integrada pelo PRA-JA Servir Angola e pelo Bloco Democrático com quem alistados pela UNITA, correram às eleições gerais a presente legislatura, a V na história de Angola democrática.
“Mas essa coisa de formalização de coligação de partidos não vem de nós, UNITA”, declarou Dachala. Aliás, para o histórico dirigente da UNITA, ainda é cedo para se abordar o pleito de 2027. “Nós estamos em 2025, e as eleições gerais só serão em 2027”, alertou.
Já muito próximo do XIV Congresso da UNITA mais propriamente para os dias 28, 29 e 30 de Novembro de 2025 algumas vozes desavindas fazem-se ouvir pela negativa, do género:- Será que com este congresso a UNITA vai poder equilibrar alguma coisa para chegar ao poder? E, afirmam: Os seus jovens não são mais do que portadores de bandeiras usando camisolas com as cores do partido e a foto estampada de alguém que também depende de um ordenado que o MPLA paga.
Em verdade o MPLA usurpa tudo a que se possa chamar estado! E, a UNITA tem sim a capacidade de dar exemplos de democracia real porque está-lhes no sangue a força da resiliência, que por natureza se tornaram dotados daquela capacidade de liderar o país na política, na economia e todas as vertentes da vida social. O Congresso terá o condão de disciplinar a pirâmide social com o brio e ética suficiente para vingar a desventura actual vinda do MPLA. Muito repleto da despilfarro ao erário publico. Kwacha...
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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos espalhados pelo mundo.
Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações recentes de Marcial Dachala "Salundilili" e,muxoxos de T´Chingange na diáspora…
(Continua...)
O Soba T´Chingange
NAS ADUELAS DO BAÚ
DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM MARCIAL DACHALA
- Crónica 3695 – 12.09.2025
- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2025 - “Missão Xirikwata”
Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
É Dachala a falar: - Deixem que eu apresente os meus parabéns ao General Paulo Lukamba Gato. Sem a menor dúvida, com o seu acto deu uma grande lição aos membros da UNITA, mas e, também a muitos angolanos. A legitimidade na direcção da UNITA ganha-se com a força que se recebe dos militantes do Partido.
Vem aí o XIV Congresso com o país todo a olhar para nós. Estejamos em Conferências Comunais, Municipais, Provinciais ou Centrais, para trabalharmos na análise das teses que serão apresentadas e discutidas neste Congresso. Tratemos também de analisar e aprova as alterações aos Estatutos do Partido, nossa carta magna.
Além disso, preparemo-nos para eleger o próximo Presidente da UNITA. Eleito o presidente, saibamos honrar a nossa própria escolha. Não exijamos mais do que isso. Na UNITA, só o Congresso é soberano! Viva o XIV Congresso da UNITA ! - Viva Angola!
Marcial Dchala questionado sobre a possível existência de uma campanha contra a Frente Patriótica Unida (FPU), Dachala considera que o presidente Adalberto da Costa Júnior tem sido perseguido. "Isso começou tão logo ele demonstrou vontade de candidatar-se a presidente da UNITA", diz.
Adalberto da Costa Júnior foi eleito duas vezes pela maioria esmagadora dos delegados ao décimo terceiro congresso, entretanto repetido. "Portanto, para nós isto não é assunto. O que conta para nós é aquilo que o presidente Adalberto representa hoje, como esperança de uma Angola inclusiva, de uma Angola que se vira definitivamente para o futuro,,,
Justifica-se com vista ao desenvolvimento de todos os angolanos, mediante o seu trabalho num quadro democrático e de reconciliação, sublinha ainda o porta-voz Dachala "Salundilili". Dachala, rejeitou categoricamente a possibilidade de a Frente Patriótica Unida (FPU) vir a formalizar-se como uma coligação de partidos políticos, visando as eleições gerais de 2027.
É claro que os dirigentes da FPU sentar-se-ão à mesa e traçar ideias para o futuro”, diz Dachala, que descarta ideia de transformar a FPU em coligação.
Segundo o dirigente do “Galo Negro”, a estratégia da FPU e da UNITA, seguem os desígnios do maior partido na oposição. “É claro que os dirigentes da FPU sentar-se-ão à mesa e traçar ideias para o futuro”, diz Dachala, que descarta que a ideia de transformar a FPU em coligação, como vem sendo defendido por Abel Chivukuvuku, líder do PRA-JÁ…,
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Ilustrações aleatórias de Costa Araújo da EILuanda
Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos espalhados pelo mundo.
Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações recentes de Marcial Dachala "Salundilili" e,muxoxos de T´Chingange na diáspora…
(Continua...)
O Soba T´Chingange
NAS ADUELAS DO BAÚ
DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM MARCIAL DACHALA
- Crónica 3694 – 09.09.2025
- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2025 - “Missão Xirikwata”
Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
O porta-voz da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), Marcial Dachala, diz que persiste uma permanente campanha contra o presidente do partido ACJ, afirmando: "Ele é o líder. Não foi eleito porque exibiu um diploma. Foi eleito porque é aquele que melhor interpreta o programa de sociedade da UNITA - Ponto final…
Recentemente, mal ACJ convocou o XIV Congresso da UNITA para os dias 28, 29 e 30 de Novembro de 2025. já o país político se mexia diante desse acontecimento. Eram os membros e os simpatizantes da UNITA, eram os analistas políticos de todos os quadrantes, eram também os muitos assalariados do tristemente célebre gabinete de acção psicológica do poder em Angola.
Conforme afirmou o Presidente da UNITA, Adalberto da Costa Júnior, o maior encontro do partido vai estabelecer a linha política, aprovar e adoptar a estratégia, programa e seus objectivos, rever os estatutos e seu programa geral. Irá aprovar os relatórios apresentados pelos órgãos respectivos e eleger o Presidente, a Comissão Política, e deliberar sobre qualquer outra questão do interesse da UNITA.
Todos estão fazendo o seu prognóstico sobre quem se vai candidatar e quem s erá eleito! É assim a força que os grandes partidos têm! Terei de relembrar o que aconteceu há 23 anos porque hoje, quando vejo que alguns partidos da nossa praça política ainda estão a patinar em relação ao que fazer com os seus Congressos, não posso deixar de voltar para trás e reconhecer a enorme visão que naquela altura Lukamba Gato teve em não se assumir como sucessor a Savimbi.
Por isso, a UNITA habituou-se fazer os seus Congressos dentro da normalidade, segundo os trâmites que estão definidos nos seus próprios Estatutos que são redesenhados em cada Congresso! Lembro que sem pestanejar, o General Gato deu-me uma lição de ética: “Se eu me tivesse proclamado Presidente da UNITA, após a morte de Savimbi, faltar-me-ia legitimidade e isso é bastante importante no exercício das funções do Presidente de uma organização da importância da UNITA!
Recordo que Lukamba Gato referiu: Tarde ou cedo, eu, iria ser acusado de ter usurpado o poder no Partido, sem o merecer! Além disso, depois da morte do Presidente da UNITA, para se firmar na sociedade, o Partido tem de surgir com algo surpreendente e imbatível!” - “Era sim, preciso uma Comissão de Gestão!”---
Porque a Comissão de Gestão é um meio para se criarem as condições necessárias para a realização de um Congresso democrático, onde possam aparecer candidatos à presidência e democraticamente, se eleja um deles como Presidente da UNITA. Estranhamente, eu Marcial Dachala situando-me de fora direi: quem consegue fazer os seus Congressos assim, diante da convocatória do XIV Congresso.
Isto de querer ser ele a não determinar quem deve ser o próximo Presidente da UNITA. Esses são os desafios que todas as democracias têm, aos quais os membros da UNITA têm de se habituar e é isso que os vai fortalecer. As democracias testam os cidadãos para tomarem as decisões mais acertadas diante de mil e uma adversidades. Kwaacha!
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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos espalhados pelo mundo.
Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações recentes de Marcial Dachala "Salundilili" e de T´Chingange na diáspora…
(Continua...)
O Soba T´Chingange
PORQUE FALHAM AS NAÇÕES II – Daron Acernogiu e James Robinson
ORIGENS DO PODER – DIOGO CÃO NO CONGO
- Crónica 3694 – 06.09.2025
- Escritos boligrafados na desordem mundial, actual
Por: T´Chingange (Otchingandji) - O NIASSALÊS em Messejana do M´Puto
No livro “Porque falham as nações”, de Daron Acernogiu e James Robinson pode ler-se: Historicamente, a África Subsariana foi mais pobre do que a maioria de outras partes do Globo e, as suas civilizações antigas não inventaram a roda nem utilizaram a escrita, nem tampouco usaram o arado. Isto na Árica Austral. até à chegada de Diogo Cam no final do século XV.
Até à chegada de Diogo Cão à foz do rio Zaire, o Congo era um reino seguidor dos padrões africanos. Centenas de tribos que desgarradas se digladiavam em lutas indefinidas. Nesse então M´Banza, sua capital, tinha sessenta mil habitantes, tantos quanto a população de Lisboa, a actual capital de Portugal, o M´Puto, também chamado de Metrópole.
Em mil e quinhentos desta nossa era, a população de Londres compunha-se 1500 almas. O rei do Congo, N´Zinga N´Kuvwu converteu-se ao catolicismo mudando seu nome para João I. Mais tarde M´Banza passou a chamar-se de São Salvador. Foi então e graças aos portugueses que os congoleses ficaram a conhecer a roda, o arado e a escrita.
Não obstante e devido ao seu labor bélico, de lutar e fazer escravos desvalorizaram os novos conhecimentos a favor das novas armas, da pólvora e espadas de bom aço prontas a matar. Eufóricos adoptaram essas armas de fogo tipo canhangulos, pederneiras e arcabuzes. Usaram-nas assim, como poderosos instrumentos de acalentar seu ancestrais modos de capturar escravos de onde lhes adveio riqueza e poder.
Deste modo, seus padrões de produção originaram fechar contractos com os portugueses que viram nisto uma forma de ganhar dinheiro aprofundando esta prática com esmero de já quase pré-moderna globalização. Deram assim início ao mercado de mão-de-obra grátis para o corte e apanha do ouro branco saído dos engenhos do Brasil, o chamado assucar
Também e, em paralelo os missionários aprofundaram conhecimentos de catequização pelo que tiveram de ensinar aos indigenas novas formas de falar numa sempre crescente alfabetização. Criaram missões e até enviaram gente nobre para Lisboa do M´putoa fim de dali saírem novos catequizadores e gestores.
Os congoleses, com os portugueses aprendiam novas formas de estar, de vestir, de comer para além da alfabetização e ensino de novas tarefas de trabalho tais como carpinteiros, pedreiros e um sem fim de actividades com destaque para a agricultura e arte de guerrear; e, foi daqui que saiam cipaios que ajudariam no futuro a dar sequência à administração do território, policiando e cobrando impostos de cubata entre outros em troca de mercancias.
Verdade seja dita que nem tudo foi mau nas colonizações africanas, sobressaindo a portuguesa por questões de excepção mas e também fugindo às regras usadas por outros potências europeias. Países que não aceitavam a miscigenação como coisa nomal, nos dias que correm e, entre seres humanos. Este registo económico começou por se sentir na comercialização de óleo-de-palma, amendoins também conhecida por jinguba, mancarra (Guiné Bissau) ou alcagoitas ( Algarve)…
Por aqui se deu início à civilização em África criando entrepostos comerciais ao longo da costa, primeiramente do lado do Oceano Atlântico e progressivamente no Oceano Pacifico após passagem do Cabo das Tormentas ou de Bojador no extremo sul pelo mareante Bartolomeu Dias a 3 de Fevereiro do ano de 1488. A Globalização tinha assim início pela mão dos portugueses – A verdade a seu dono!
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Nota: Com extractos do livro "Porque Falham as Nações", vivências de T´Chingange, resumos da experts fnac, Wikipédia e muxoxos em vivencias do Soba…
Ilustrações aleatórias de Pombinho da E.I.Luanda (Angola)
O Soba T´Chingange
NAS ADUELAS DO BAÚ
DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM MARCIAL DACHALA
- Crónica 3693 – 04.09.2025
- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2025 - “Missão Xirikwata”
Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Messejana do M´Puto
Marcial Dachala relembrou mais uma vez que os jovens podem constatar o já dito, apontando: - De recordar que o Executivo, através do Ministério da Justiça e dos Direitos Humanos, legalizou recentemente, no Cartório Notarial da Loja dos Registos do Cazenga, a Fundação Jonas Malheiro Savimbi (JMS),.
Tudo isto, dois anos depois de os familiares do líder fundador da UNITA darem entrada do processo. A Fundação será de âmbito nacional e visa conceder bolsas de estudo a jovens desfavorecidos e apoiar pessoas com necessidades especiais, assim como participar no esforço de erradicação das minas antipessoais.
Apetece-me hoje relembrar ao meu ilustre mano e Porta-Voz da UNITA na Assembleia Nacional que após o 11 de Novembro de 1975, as casas abandonadas em Luanda maioritariamente pelos chamados “colonos” brancos, foram entregues a “amigos” do MPLA e aos amigos dos amigos ou assim supostos; por toda a Angola se verificou o mesmo procedimento.
Eu T´Chingnge aderi à UNITA na Caála em meados de Outubro de 1974 pela mão do professor Benjamim Liuanhuca e, desde então sempre me mantive próximo às iniciativas do meu movimento/partido.. Trabalhei arduamente para que a chegada de Savimbi ao Huambo (Nova Lisboa) o fosse um momento alto. Assim aconteceu em Janeiro do ano de 1975!
A maior parte dos cartazes contendo a esfinge de Savimbi foram-no já de minha autoria sendo nesse então Secretário de Informação e Propaganda do Comité da Caála tendo como presidente o saudoso Camundongo que trabalhava nos Serviços de Construção de Estradas – JAEA. Aquela entrada no Huambo do nosso líder, foi um momento épico e simbólico.
Por este meu caminho longo, posso permitir-me lembrar a Dachala "Salundilili" que para além das casas tomadas pelo MPLA, foram tomadas fábricas, complexos desportivos, armazéns de géneros, bombas de gasolina. Bem - literalmente, tudo passou para a gestão do MPLA. Personalidades angolanas terão recebido apartamentos no Kilamba por terem apoiado o MPLA por serviços prestados.
Enquanto isso, Savimbi liderava a fuga à morte em uma grande marcha que liderou; um longo e vitorioso caminho até chegar ao santuário da “Jamba”- (Elefante), capital da UNITA por um longo tempo. Têm agora de recordar isso aos filhos daqueles privilegiados do MPLA, desse falacioso governo imerecidamente oferecido pelo CR - Conselho de Revolução do M´Puto Essas pessoas que se assumiram elites do povo angolano, tiveram acesso privilegiado àquelas casas, que sendo propriedade do estado, o foi feito por roubo chamado de “confisco”. Supostamente, teriam de as pagar mas, nada disto aconteceu…
Por tantas dúvidas no ar, tantas medidas arbitrárias, umas torpes outras sem explicação plausível, levam aos jovens de agora a pedir explicações. Cabe a mim lembrar a todos meus manos, protagonizarem manifestações, estipulando falar o nunca falado, como que uma moratória ao executivo angolano afecto ao MPLA, antes de voltarem às ruas, uma e outra vez, pedindo justeza e eleições livres. Façam-no agora para, no mínimo redimir a verdade da história…
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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos espalhados pelo mundo.
Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações recentes de Marcial Dachala "Salundilili" e de T´Chingange na diáspora…
(Continua...)
O Soba T´Chingange
NAS ADUELAS DO BAÚ
DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM MARCIAL DACHALA
- Crónica 3692 – 29.08.2025
- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2025 - “Missão Xirikwata”
Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
Dachala "Salundilili" em um excerto seu afirma que em Angola, os actores dinâmicos da sociedade civil, os profissionais da comunicação social e partidos políticos inseridos de todas as elites, sairá o governo composto dos Órgãos Executivos, Legislativos e Judicial, reafirmando que o deve ser sempre na base do PATRIOTISMO, pedra angular permanentes de todos os nossos anseios, afazeres em prol e sempre, em nome do povo que somos todos Nós.
E, que o futuro se reflicta com altivez na nossa Juventude. Que o seja mesmo o centro das nossas preocupações e convergências por modo a que não defraudemos os dias vindouros. No plano institucional ela, a Juventude, merece um Ministério de Estado, assistido duma Comissão Permanente multifacética e, cuja composição deve ser representativa dos nossos melhores quadros…
A jeito de conclusão, afirma estarmos em período de permanente posse nos mais altivos anseios, porque isso corresponderá com a nossa certeza dizermos, como dizem os mais poderosos, deste mundo, em momentos idênticos ‘’ Help us GOD’’, AJUDE-NOS, DEUS. Àqueles que sempre sairão na primeira linha da cena política nacional…
Marcial Dchala, como porta-voz da UNITA, considerou a 18 de Junho de 2024, em entrevista a OPAÍS, que a recente legalização da Fundação Jonas Malheiro Savimbi representa o reconhecimento do pensamento e legado político do líder do Galo Negro, morto, em combate, em Fevereiro de 2002.
A Fundação Jonas Malheiro Savimbi, foi assim reconhecida pelo Ministério da Justiça e dos Direitos Humanos a 17 de Junho do ano 2024 e registada no Diário da Republica de Angola. Segundo Marcial Dachala, por tudo que fez na causa pelos angolanos, é justo que, depois de algum tempo de solicitação, o Ministério da Justiça se dignasse a reconhecer tal fundação.
Fundação que vai imortalizar a imagem daquele que se considera ser das figuras mais importantes do nacionalismo angolano. E nesse então acrescentou: “Esperamos demais por essa legalização, mas, antes tarde do que nunca”, apontou.
Felicíssimo, o porta-voz da UNITA disse que, concluído o processo de legalização, tanto a Fundação como o partido deverão trabalhar para a “imortalização” da figura do seu patrono, acrescentando que isto assim o é, “Sem desprimor por outras figuras, vincando uma e outra vez que Jonas Savimbi foi aquele que mais pensou Angola.
Eu, T´Chingange, aprecio a consistência ideológica de Dachala "Salundilili"; um ex-guerrilheiro dotado de um apurado faro politico e coerente nas posições que assume com bastante resiliência e oportunidade. Com uma visualização estratégica e invulgar capacidade de organização; um considerável sentido de comando e controle – Bem Haja. É o líder que a nossa UNITA necessita para estes novos tempos
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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos espalhados pelo mundo.
Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações recentes de Marcial Dachala "Salundilili" e de T´Chingange na diáspora…
(Continua...)
O Soba T´Chingange
NAS ADUELAS DO BAÚ
DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM MARCIAL DACHALA
- Crónica 3691 – 15.08.2025
- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2025 - “Missão Xirikwata”
Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
Marcial Dachala sempre refere que as eleições promovem certos militantes de partidos políticos para elites nas Instituições do Estado, entenda-se como Assembleia Nacional. Não está em causa o mérito pessoal dos que a tal categoria ascendem, pois muitos deles aí chegam porque satisfazem os critérios internos definidos, sobre a matéria, pelas Direcções dos seus respectivos partidos.
Os critérios é que são sempre discutíveis porque há outros factores da Democracia como é o caso das organizações, de vária natureza, da Sociedade Civil. Essas organizações podem ter um papel de grande utilidade se as elites nas Instituições quiserem escutá-las.
Uma vez elevados à categoria de elites (deputados) nas Instituições por eleição directa e/ou nomeação, com benefícios materiais que infelizmente sempre os há. É normal e legitimo quando não passa a coisa vulgar – Na prática sempre se vislumbrarão uns mais iguais que outros com recurso a “amizades”……
Claro que um sistema securitário tem de ter uma infraestruturas para implementar as respostas securitárias. Particularmente em Angola há uma miscelânea ou geringonça perversa na governação pois que durante décadas vemos o poder da Presidência crescer confundindo-se com o poder do MPLA.
E, de forma a garantir a predominância da segurança em relação a questões políticas e militares, o Presidente bem á maneira de um supra-numerário cidadão que tudo-pode cria uma casa chamada de Civil com um exército paralelo composto de ninjas do tipo Grupo Wagner – uma guarda pretoriana russófila
Quase um exército privado de mercenários, que luta a favor do supra-numerário cidadão designado de Presidente, a comparar com ex-soldados de elite altamente qualificados cujo líder era o oligarca Yevgeny Prigojin, ligado ao Kremlin e morto por má conduta por ordem de Putim…
É Dachala a falar: - Nós seremos escrutinadores do Presidente atentos para fazermos uma oposição elevada e positiva. A nossa experiência diz-nos que o que está bem é aquilo que realizarmos em conjunto. A paz militar foi o exemplo mais cabal. Por isso governar com todos e sobretudo para todos é o caminho certo para melhorar o que está bem
Melhorar o que está bem ou o que está menos mal, porque toda obra do homem é imperfeitamente perfeita. Os partidos políticos têm o dever de decifrar clara e profundamente a mensagem das feridas, usando o iodo e demais remédios ou matando com ácido sulfúrico manobras calculistas para permanecer no poder “ad aeternum”....
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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos espalhados pelo mundo.
Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações recentes de Marcial Dachala "Salundilili" e de T´Chingange na diáspora…
Ilustrações aleatóras de Costa Araújo da Maianga
(Continua...)
O Soba T´Chingange
PORQUE FALHAM AS NAÇÕES I – Daron Acernogiu e James Robinson
ORIGENS DO PODER – DIOGO CÃO NO CONGO
- Crónica 3690 – 11.08.2025
-Escritos boligrafados na desordem mundial, actual
Por: T´Chingange (Otchingandji) - O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
O livro "Porque Falham as Nações*" deixou perplexos os peritos - Porque é que umas nações são ricas e outras pobres, separadas pela riqueza, a pobreza, a saúde e a doença, os alimentos ou a fome? Porque são umas nações ricas e outras pobres? Em resumo, serão os responsáveis a cultura, as condições meteorológicas, a geografia?
Ou talvez a ignorância de quais são as políticas certas? Pura e simplesmente, não! Nenhum destes factores é definitivo ou constitui um destino. Se assim não o é, como explicar por que razão o Botswana se tornou um dos países de crescimento mais rápido do mundo.
Somos forçados a assim pensar porque a máquina pública da maioria dos países africanos, estão num caco, num caos, tais como Moçambique, o Zimbabué, o Congo ou mesmo Angola, um país com imensas potencialidades. Países que estão atoladas na pobreza extrema e na violência?. Só pode ser por pura incompetência de seus gestores…
Daron Acemoglu e James Robinson mostram, de uma forma conclusiva, que são as instituições políticas e económicas criadas pela humanidade que estão subjacentes ao êxito económico (ou à falta dele). Recentemente, andei por alguns destes países e pude observar a decadência confrangedora…
Baseando-se em quinze anos de investigação, reuniram indícios históricos espantosos sobre o Império Romano, as cidades-estado maias, a Veneza medieval, a União Soviética, a América Latina, Inglaterra, Europa, Estados Unidos e África para elaborarem uma nova teoria de economia política.
Com enorme relevância para as grandes questões atuais, ficamos atolados entre a afirmação e interrogação nomeadamente: - A China que criou uma máquina de crescimento autoritário e, que cresce a uma velocidade tão rápida que por certo esmagará o Ocidente!? – Enquanto isso, os melhores dias da América, leia-se Estados unidos da América, pertencerão já ao passado!?
Estaremos a passar de um círculo virtuoso, em que o esforço das elites para iluminar o poder são alvo de resistência para outro círculo vicioso, que enriquece e dá poder a uma pequena minoria!? A desestabilização nas sociedades ocidentais pela invasão maciça de imigrantes ou gente que foge da miséria, da fome, gente sem terra, sem nada e que buscam saídas para suas vidas…
- Qual é a forma mais eficaz de ajudar a transferir milhões de pessoas da rotina da pobreza para a prosperidade!? Residirá em mais filantropia por parte das nações ricas do Ocidente!? Hodiernamente, estamos a viver e ter de subsistir com a colisão de culturas, formas de estar no dia-a-dia. Conviver com a incapacidade dos partidos do poder e da oposição de elaborarem e apresentarem políticas alternativas, uma saída para a crise de habitação, segurança e saúde de forma harmoniosa…
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Nota: Com extractos do livro "Porque Falham as Nações", vivências de T´Chingange, resumos da experts fnac, Wikipédia e muxoxos em vivencias do Soba…
Ilustrações aleat«órias de Assunção Roxo
O Soba T´Chingange
NAS ADUELAS DO BAÚ
DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM MARCIAL DACHALA
- Crónica 3687– 27.07.2025
- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2025 - “Missão Xirikwata”
Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
Sou eu a falar: Li algures que todas as pastas estratégicas em Angola, muitas das quais não são do foro da segurança (tratam de questões sociais e económicas, que deveriam ser administradas pelas instituições do Estado), que o são controladas pela Casa de Segurança do Presidente. Ao longo dos anos (e já em tempos da guerra na década de 1990), a Casa de Segurança seria para proteger o Presidente e despistar ameaças militares, políticas e económicas.
Criaram assim um exército paralelo – umaverdadeira guarda pretoriana com super poderes. Tudo pago pelo petróleo pondo o aparelho de segurança no comando da política até à reconstrução nacional, às eleições, ao controlo das províncias de Cabinda ao Cunene.
As unidades de guarda e segurança presidenciais sendo tropas de elite, operam um serviço de informação, hodiernamente com Inteligência artificial e com logística própria sendo os mais bem armados do país - até melhor do que as próprias FAA (Forças armadas de Angola). Bem e, de forma a garantir a predominância em questões políticas e militares, desmilinguindo a acção da assembleia Nacional. Os deputados são-no meios palhaços e sempre diminuídos pelos Orgãos Oficiais da Nação.
A oposição torna-se assim em meros bonecos manobrados pelos Orgãos que ao invés de os respeitarem, os diminuem paulatinamente dando “bombons” por vezes – muitas vezes, a uns quantos corrompidos e, desclassificados quando o julgam conveniente. Seu patrono é o Presidente João Lourenço que sem vergonha, cara –de-pau sempre minoriza O Povo vê-os ssim como “marionetes de zunga” ou Zungeiros desclassificado…
Os vários ramos dos serviços de informação ao serviço de JL, a saber: –inteligência externa, doméstica e militar – têm desempenhado um papel central na gestão e mediação de interesses diversos, bem como na competição política pelo poder. São mandatados a servir o Presidente, por ele mesmo ou pelas instâncias de tribunais, supostamente superiores, a CNE ( Comissão Nacional de Eleições e sempre com o lema de “Deus no céu e o Estado(leia-se JL) na terra”…
Dando uma palavra antiga ao ilustre Porta-Voz da UNITA, Marcial Dachala "Salundilili", pode aqui recordar-se, seus desejos sempre atuais - uma das muitas intervenções lembrando o poder local na exemplaridade e na forma de Muicipios: « Desejo sincera e ardentemente que os novos membros da elite Institucional Legislativa e, os Deputados, tenham por tarefa primordial e consensual o aprimoramento da Democracia»
Continuando as falas de Dachala: «O aprimoramento do quadro da efectivação, sem gradualismos, do poder local. O verdadeiro poder do cidadão. O poder local funcional, que se quer em todo o País, será a única expressão prática da Democracia participativa constitucionalmente estabelecida.
E relembra os Municipios: O poder local é a verdadeira escola da Democracia e do desenvolvimento. A nossa Angola necessita, vitalmente, de criar riqueza para todos os seus filhos. A riqueza de um povo consiste em ter o básico satisfeito. A passagem obrigatória para a satisfação do básico é o poder local eleito. o exterior e a defesa da nossa existência no concerto das nações da humanidade. Assim vista a nossa democracia afinal ainda é, e apenas uma democracia das elites. A UNITA repreentada po nosso Presidente Adalberto Junior zelará para que sim o seja … Kwacha…
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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos espalhados pelo mundo.
Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações recentes de Marcial Dachala "Salundilili" e de T´Chingange na diáspora…
(Continua...)
O Soba T´Chingange
NAS ADUELAS DO BAÚ
DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM MARCIAL DACHALA
- Crónica 3685 – 19.07.2025
- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2025 - “Missão Xirikwata”
Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
Em Angola, a construção da ordem política e do Estado pós-guerra ocorreu em simultâneo com a massificação do partido usurpador do poder – MPLA. Quase sene a presença do partido era mais visível e eficaz do que a presença do Estado e da administração pública e seu controlo de oportunidades - rendas para fins de lealdade, de amiguismo ou camaradagem,,,
Em Angola, a securitização (A securitização possibilita que empresas utilizem suas dívidas como um produto financeiro. Assim, podem antecipar o recebimento de recursos para financiar seus projectos.). Assim, consistiu numa infraestruturas de poder que protegeu e protege o projecto político hegemónico da Presidência e das elites…
Aquilo foi e, continua sendo uma estratégia, um aparato, e uma política de governo, onde o aparelho de segurança e de Estado protegem a ordem política e não a ordem pública; velando pelos interesses partidários, seus tentáculos e não pelos interesses nacionais – um perfeito polvo…
Um polvo que durante cinco décadas vimos no poder da Presidência. Crescer e eclipsar até o próprio MPLA e evidentemente, os demais partidos que sempre ficaram na subsidio dependência, limitados aos ossos e minudências do repasto governamental e, com farta e feia vilanagem.
Houve um processo de centralismo e de acumulação de poder e de funções estratégicas na Presidência e em particular na Casa de Segurança da Presidência, que controlava e cominua controlando todos os portfólios; os mais importantes de governação do país. Alguns vão sendo sediados num engodo dolarizado com benesses visíveis aos demais, principalmente ao povo que sempre chafurda na resiliência.
Inicialmente, João Lourenço, o actual presidente, tentou reformar a economia com a intervenção do Fundo Monetário Internacional, com a política de luta contra a corrupção e edecéteras esquisitos como os processos de privatização de empresas do Estado, e algumas tentativas de diversificação da economia. Não obstante, não conseguiu tirar o país de uma recessão “permanente”
E, dando vós a Marcial Dachala "Salundilili", na primeirissima pessoa, pode ler-se: «A UNITA, graças às gerações que se juntaram àquela fundadora e, desde 1975, coube assumir a vanguarda da luta pela inclusão definitiva da democracia na vida: política;socio-cultutral e económica de angola e dos angolanos. Estas gerações também deram o melhor de si para o alcance e consolidação da paz militar.»
E, continua: «Do ponto de vista histórico é a agenda que, em 1975, preconizava a democracia que o nosso país está a seguir ( embora enviesada) O propósito deste texto é que a nossa democracia tem 50 anos . E, destes, só 15, são de Paz . No entanto esta já permitiu a realização de vários pleitos eleitorais: Eleições gerais em 1992; Eleições legislativas de 2008; Eleições gerais de 2012; Eleições gerais de 2017 e Eleições gerais de 2022.»
Das eleições gerais ocorridas aos 23 de Agosto de 2017, que foram as quartas na história da democracia angolana com todos os seus quês de legítimas reclamações dos partidos na oposição respondidas por improcedências e extemporaneidade cortantes e até acusações da organizadora, pode deduzir-se que a CNE e do árbitro, o TC, despejaram-nos narrativas…
CNE e TC, decantaram, na nossa opinião, o seguinte: Nós os angolanos somos realmente um povo específico: disciplinado, ordeiro, ciente do seu futuro e pleno de nobreza. Esta nossa especificidade merece sim a admiração doutros povos. Devemos, no entanto, precaver-nos de qualquer veleidade de sermos um exemplo para África e o Mundo. A humildade ficar-mos-á melhor! - "Salundilili"…
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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos espalhados pelo mundo.
Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações actuais de Marcial Dachala "Salundilili" e de T´Chingange na diáspora…
(Continua...)
O Soba T´Chingange
NAS ADUELAS DO BAÚ
DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM MARCIAL DACHALA
- Crónica 3684 – 14.07.2025
- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2025 - “Missão Xirikwata”
Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
Um estudo recente (do Afrobarometer) em 2014/15, centrado em cinco países da África Austral, revela que há por norma, uma falta de confiança dos eleitores da oposição não só por causa de esporádicas divisões internas mas, pela muita falta de transparência do partido no poder que forma o Governo como sucede em Angola aonde a hegemonia do MPLA o é, confrangedoramente saliente.
A população inquirida vê a oposição mais como tendo um papel de monitorar ao governo e critica ao poder usurpador, constituindo numa não genuína alternativa de governação por via de usurpação e fraudes permanentes. Este défice de legitimidade política e de alternância deve-se à incapacidade dos partidos no poder superarem a forma ditatorial e ser demasiado opressiva.
O Governo, com quadros experientes na manipulação e contra-informação tornam-se capazes de enganar uma grande parte da população dando regalias a personalidades que norteiam a corrupção e o compadrio com um suborno evidente. Não raras vezes os eleitos pela oposição, não excluindo a UNITA, tornam-se acomodadas a essas situações subornadas. Eles compram tudo, até as vontades!
O Botswana é um exemplo muito claro desta insuficiência por parte dos opositores mas ali, o Governo tem sido correcto na partilha de suas riquezas; por isso se mantêm no poder por o serem, capacitados, ao invés do MPLA em Angola que tudo falseiam.. O Botswana que vivenciei recentemente, tem sido governado desde a independência, em 1966, pelo mesmo partido, o Botswana Democratic Party, que tem como lema eleitoral “Ainda não há alternativa” (Lekalake, 2017
Em Angola, a forma de governar em 50 anos, tem normalizado o Estado de alerta para a instabilidade nacional. O regime tem mantido a postura de zero-sum, que implica que para um ganhar todos, os outros têm de perder. É uma mentalidade de guerra, não de paz e, certamente não de democracia, porque divide a sociedade entre uns e os outros.
Em outras palavras, zero-sum é a soma dos ganhos e perdas entre todos os participantes - é zero. Este conceito é frequentemente usado na teoria dos jogos e na economia para descrever cenários em que riqueza ou recursos são redistribuídos, mas não criados ou destruídos.
Palavras de Marcial Dachala: «A nossa democracia já devia ser uma democracia adulta e plena da base ao topo. Deveríamos ter e já a Democracia no povo, pelo povo e para o povo. Falo agora, especificamente, da institucionalização e funcionamento do poder local. Só assim estaremos com o nosso edifício democrático completo. Dum lado teremos a Democracia das “elites” nas Instituições do Estado, a do topo, consubstanciada nas eleições gerais - Doutro lado a Democracia no povo, por si e para si com substância nas eleições autárquicas.»
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Imagens de Costa Araujo (aleatórias)
Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos espalhados pelo mundo.
Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações actuais de Marcial Dachala "Salundilili" e de T´Chingange na diáspora…
(Continua...)
O Soba T´Chingange
NAS ADUELAS DO BAÚ
DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM MARCIAL DACHALA
- Crónica 3682– 12.07.2025
- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2025 - “Missão Xirikwata”
Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
Marcial Dachala "Salundilili" relembra que em eleições de Angola, queremos acreditar! Acreditar que para os dois órgãos de Soberania, sairão a élite política provenientes de vários partidos políticos. Um deles será o Presidente República e, o outro a Assembleia Nacional num total de duzentos e vinte e dois cidadãos (compatriotas).
Desses 222 eleitos, um virá a ser o Presidente da República - o indicado pelo partido ganhador; outro será o seu Vice Presidente. E todos, serão os verdadeiros representantes daqueles órgãos - Instituições do Estado. Duzentos e vinte serão os Deputados à Assembleia Nacional. E, nós necessitamos deste governantes como actuantes na defesa dos interesses mais nobres – queremos acreditar que assim o sejá!
São os actuantes com profundos e reais desejos de todos os angolanos. Dizemos actuantes e não actores porque a arte de representar, também pode significar fazer teatro ou cinema, fazer batota, enganar-nos ou metralhar nossos anseios em sermos bem governados com a qualidade de vida necessária.. Eles receberão o nosso mandato para serem os principais, mas não únicos,
Queremos que o sejam gestores das diferentes dimensões da nossa vida coletiva enquanto povo, organizado em Estado e sempre, na senda de construção duma Nação próspera. Nesta prespectiva da-se a saber que por nota de imprensa o Grupo Parlamentar da UNITA remeteu na tarde do dia 2 de Julho de 2025, cinco Projectos de Lei junto do Gabinete da Presidência da Assembleia Nacional
A fim de completar o pacote legislativo eleitoral já em discussão na casa das Leis. Dos 5 Projectos de Lei ora remetidos de iniciativa do Grupo Parlamentar da UNITA, 4 são de alteração a leis já existentes, enquanto 1 é novo no ordenamento jurídico angolano, nomeadamente:
1- Projecto de Lei Sobre o Exercício do Direito de Oposição Democrática;
2- Projecto de Lei de Alteração da Lei n.° 22/11, de 17 de Junho – Lei da Protecção de Dados Pessoais;
3- Projecto de Lei de Alteração da Lei n.° 22/10, de 3 de Dezembro – Lei dos Partidos Políticos;
4- Projecto de Lei de Alteração da Lei n.° 10/12, de 22 de Março – Lei de Financiamento aos Partidos Políticos;
5- Projecto de Lei de Alteração da Lei n.° 11/12, de 22 de Março – Lei da Observação Eleitoral.
Marcial Dachala "Salundilili"
Com estas iniciativas, o Grupo Parlamentar da UNITA pretende contribuir para que se crie em Angola um quadro legal que garanta eleições livres, justas, transparentes, democráticas e credíveis de acordo com os princípios universais e regras da SADC.
O Grupo Parlamentar da UNITA contou com a contribuição de vários segmentos da sociedade civil, para o enriquecimento dos Projectos de Lei agora remetidos à Assembleia Nacional, mantendo abertura para mais contribuições e melhoramento destas e outras iniciativas, ao nível dos debates na generalidade e especialidade, bem como noutros fóruns de diálogo interparlamentares, interpartidários e outros.
Luanda, aos 3 de Julho de 2025 - O Grupo Parlamentar da UNITA
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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos espalhados pelo mundo.
Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações actuais de Marcial Dachala "Salundilili", do G.P.UNITA e, de T´Chingange na diáspora…
(Continua...)
O Soba T´Chingange
NAS ADUELAS DO BAÚ
DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM MARCIAL DACHALA
- Crónica 3680 – 26.06.2025
- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2025 - “Missão Xirikwata”
Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
Em termos genéricos e segundo os Cadernos de Estudos Africanos, podemos afirmar que em África e, particularmente em Angola, as dificuldades da oposição em chegar ao poder são, por um lado, devido aos constrangimentos e obstáculos criados pelos partidos no poder e, por outro lado, resultantes de incapacidades próprias.
Em Angola, no que se refere aos constrangimentos criados pelos partidos no poder, são de vária ordem, tendo na base, um forte fundamento securitário dos regimes que os suportam. Desde a independência aos nossos dias, pouco mudou na forma como o poder foi estruturado e, tudo indica continuar mete estado de letargia. Quando um Estado organiza eleições, mobiliza lealdades e neutraliza a oposição por via da instrumentalização do medo. Quando assim o não é, há certamente corrupção
Ao entrar para a Presidência, em 2017, João Lourenço adoptou uma estratégia híbrida. O Presidente escolheu reformar o suficiente para sobreviver a várias crises, mas não reformar o suficiente ao ponto de uma tal reforma representar uma ameaça à hegemonia do MPLA.
A UNITA é, inicialmente, um sonho. É dono deste sonho o Dr. Jonas Malheiro Savimbi. Assim o diz em seus escritos Marcial Dachala “Salundilili”. São estas vivências envoltas em sonhos que forjaram, nele Jonas Savimbi, sólidas convicções que configuraram, sua em nossa mente. Nesta partilha do sonho nasceu o projecto com raízes, valores: patriotismo; a liberdade; a democracia; a solidariedade e a justiça social…
Também as culturas nacionais e; a agricultura como medula espinal da economia. São estes valores que emolduraram o projecto UNITA. Tudo, é articulado em princípios de liberdade de independência do angolano e da pátria. É na democracia que advêm o direito como orientações supremas de organização e funcionamento do estado e da sociedade…
Pessoas sábias ensinaram-nos: "os grandes rios, na sua origem, são apenas pequenos fios de água". Na mesma senda alguém disse " um só pavio pode incendiar toda uma pradaria". Assim é, na verdade, a UNITA: uma amálgama de sucessivas gerações de militantes.
À geração fundante coube lançar, com muito sacrifício, o projecto lutando de armas na mão contribuindo para o derrube do colonialismo. Ela é este fio de água e também este pavio. Apenas pela e com democracia o angolano pode realizar-se material e espiritualmente, competindo à própria UNITA tudo fazer, internamente, para pilotar, em benefício de todos os angolanos.
Este é aqui e agora, o gigantesco desafio para a elite da nossa UNITA em estreita aliança com as diferentes elites da nossa angola: alcançar o poder de estado pelo voto. Com o verdadeiro espírito fundador da UNITA, lá chegaremos. É este o melhor acerto dos caminhos que devemos trilhar para o sermos: poder. Meu mistério é perante vós, querer e fazer querer – Kwacha!
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Imagens aleatórias de Costa Araújo
Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos espalhados pelo mundo.
Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações do baú de T´Chingange e Wiquipédia…
(Continua...)
O Soba T´Chingange
NAS ADUELAS DO BAÚ
DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM MARCIAL DACHALA
- Crónica 3679 – 14.05.2025
- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2025 - “Missão Xirikwata”
Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
Após a morte de Jonas Savimbi a 22 de Fevereiro de 2002, Dachala atravessa um deserto silencioso mas, a 30 de Abril de 2016 pude ler na sua página de Facebook algo que aqui transcrevo na íntegra com a divina vénia :«Chega hoje, ao seu final, o mês de Abril. Desde 2002, na nossa Angola, Abril é o mês da Paz. Assim é porque no dia 4 de Abril daquele ano que foi, formalmente, assinado, em Luanda, o Memorando de Entendimento Complementar do Luena.»
«…Complementar porquanto o Memorando constituíu o culminar do processo, de normalização democrática e de paz do nosso Pais, iniciado com "Os Acordos de Paz para Angola: Acordos de Bicesse" e continuado com "O Protocolo de Lusaka".»
`…Por memoria , sublinhemo-lo, foram signatários de Bicesse: o Engenheiro José Eduardo dos Santos, naquela altura, Presidente da Republica Popular de Angola, e o Dr. Jonas Malheiro Savimbi, então, Presidente da UNITA. Tornou-se inevitável falar-se em Abril, há quatorze anos, dos ganhos da paz.»
«...Entre outros, evoca-se sistemáticamente: a reabilitação de infraestruturas; o exemplo angolano no que tange a resolução de conflitos; a reconciliação nacional sem, no entanto, se enumerar o seu conteúdo substantivo, nem monumento. De facto o monumento sito na cidade do Luena só veicula, simbólicamente, a paz sendo também esta palavra a única. gravada em sua base.»
«…Para quando o monumento à reconciliação nacional? De todos os ganhos da paz que são, evidentemente, discutíveis no contexto do nosso ainda adolescente sistema democrático, há um de que nunca se faz menção: o sentimento de SEGURANÇA.»
«…Tal, se deve, de certeza, à sua evidência como alicerce da paz. Assim, neste último dia do mês da nossa, igualmente, adolescente paz, cumpre-me humildemente apelar, a todos meus compatriotas, para cooperarmos da construção e consolidação da Certeza de Segurança, cujo sentimento, a paz nos proporciona desde o ano de 2002.»
«… Para este desiderato há patrioticamente, cadernos de encargos para cada um de nós como filhos e cidadãos do nosso Pais: entidades tradicionais; entidades eclesiásticas; homens e mulheres do saber multifacetado; políticos; militares; policias; empreendedores; jovens, empregados… Também funcionários mais estudantes e os nossos queridos pais e as nossas amadas mães. Acima de tudo, que O ALTO, ilumine cada um, na parte que lhe toca… M.A Dachala.» (fim de citação)…
Neste texto que, quase surge como encíclica no utilizar da lógica da segurança, pois que se compreende subtilmente haver um governo que sempre tenta intimidar e limitar a oposição, justificando tácticas que visam camuflar a manipulação do processo; assim como uma aparência de estar legitimamente a proteger a paz e a estabilidade. Esta narrativa de paz eleva a necessidade de estabilidade e ordem acima da justiça e de eleições livres e transparentes.

Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos espalhados pelo mundo.
Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações do baú de T´Chingange e Wiquipédia…
(Continua...)
O Soba T´Chingange
NAS ADUELAS DO BAÚ
DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM MARCIAL DACHALA
- Crónica 3677 – 25.04.2025
- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2025 - “Missão Xirikwata”
Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
Foi nos anos de 1987 a 1989 que tomei contacto com Marcial Dachala, da UNITA e, que só muito mais tarde vim a saber ter o nome de guerra de "Salundilili". Creio que Dachala, era nesse então, o Representante Adjunto da UNITA em Portugal. E, sendo eu, Presidente do Comité de Lagoa do M´Puto na Diáspora, era lógico termos frequentes encontros em lugares, por norma, combinados quase em cima do acontecimento.
Em Portugal e naqueles anos, o meu telefone estava grampeado pela Policia Secreta Tuga - Foi o tempo de em Portugal se dar luta sem justificação plausível à UNITA durante aquela guerra na sequência do primeiro conflito de tundamunjila e, que culminou na Batalha de Kuito Cuanavale entre 15 de Novembro de 1987 e fins de Março de 1988.
Foram sempre encontros de grande empatia. Normalmente almoçávamos em casa de um militante e, em pleno mato, pois era em verdade um caserio envolto em ruinas, no meio dum descampado, no lugar de Alfanzina da Freguesia de Porches. Era ai, na casa de Veiga que, por norma nos encontrávamos.
Veiga recordava com saudade a fazenda de seu pai chamada de Chitatamera situada perto da cidade da Gabela. Agora, sou eu a recordar este amigo que já se foi para seu álem de Chitamera, lá nas nuvens… Posso recordar Dachala deliciando-se com as patas da galinha da gostosa canja que a esposa de Veiga nos preparava.
Os churrascos de pica-no-chão eram sempre feitos com grande esmero; tudo acompanhado com jindungo, daquele que picava p´ra caramba e a que Veiga chamava de onoto - só ele, lhe dava esse nome dizendo que cheirava a chibo. Ali levávamos horas repassando recordações acompanhadas com acepipes que Veiga, ali fazia, na hora…
Naquele então, Portugal estava totalmente submisso ao governo do MPLA, movendo-se por interesses de lesa-pátria e por esquerdoidos saídos dum tal de MFA que se perpetuaram no tempo. Sabiam de todos os nossos passos e, até mesmo em kizombas de amigos se faziam notar à socapa; socapa aonde estranhos, pareciam sondar tudo sobre nós e o Movimento UNITA que virou Partido de âmbito Nacional. Tempos espantados de inquietude.
Revejo isto agora, que já vamos longe no tempo., omitindo o dizer de coisas para segurança dos meus heróis, gente incógnita que não abandonaram os ideais de liberdade. Recorde-se que a Batalha de Kuíto Kuanavale foi o maior confronto militar da Guerra Civil Angolana. E, aconteceu no sul de Angola, província de Cuando-Cubango…
Era muito agradável dialogar com Dachala Salundilili politico de primeira linha. Sempre dizia as coisas de um jeito perfumado: A UNITA é, inicialmente, um sonho. É dono deste sonho o Dr. Jonas Malheiro Savimbi. Este sonho é resultante das profundas marcas em sua vida. Desde o lar paterno passando pelos diferentes meios onde, socialmente, foi chamado a exercer-se. Assim o foi, tanto como estudante como depois como activista…

Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos espalhados pelo mundo.
Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações do baú de T´Chingange e Wiquipédia…
(Continua...)
O Soba T´Chingange
NAS ADUELAS DO BAÚ
DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM ABEL CHIVUKUVUKU
- Crónica 3676 – 19.04.2025
- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2025 - “Missão Xirikwata”
Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
Para terminar este capitulo de vida de Abel Chivukuvuku até à presente data convêm frisar que, nove dias após a legalização do partido por si liderado PRA-JA Servir Angola a 7 de Outubro de 2024, o Presidente João Lourenço nomeia-o membro do Conselho da República de Angola a 16 de Outubro de 2024.
A vacatura no referido Órgão, foi conhecida por uma nota divulgada na página de Facebook da presidência angolana. Este Órgão colegial consultivo do Chefe de Estado integra a Vice-Presidente da República, a presidente da Assembleia Nacional, o Procurador Geral da República, os líderes dos partidos políticos com assento parlamentar, a vice-presidente do MPLA e entidades da sociedade civil, como o jornalista Ismael Mateus, recentemente falecido.
Chivukuvuku integra também a Frente Patriótica Unida (FPU) uma plataforma criada nas eleições gerais de 2022, liderada pela UNITA e coordenada por Adalberto Costa Júnior, coadjuvado por Abel Chivukuvuku e pelo presidente do Bloco Democrático, Filomeno Vieira Lopes.
Na abertura do ano parlamentar, o presidente da União Nacional para a Independência Total de Angola Adalberto Costa Júnior, considerou que a legalização do PRA-JA Servir Angola teve motivações políticas, alegadamente para desestabilizar a Frente Patriótica Unida (FPU), garantindo que a plataforma da oposição "está estável".
"O Tribunal Constitucional não dependeu completamente de si. Esses factores vieram de terceiros para que essa vontade fosse cumprida e hoje acaba por nos testar de que o tinha capacidade de poder constituir formação política nos termos da lei dos partidos políticos", afirmou à DW, o jurista angolano Manuel Cornélio.
Nos Cadernos de Estudos Africanos pude recordar e apreender que a guerra acabou permanentemente em Angola, mas o combate político apenas continua. As eleições de agosto de 2022 mostraram-nos que a população votou pela mudança e que existem fortes indícios de que a oposição poderá ter efectivamente ganho as eleições.
No entanto, esta mesma oposição não conseguiu definir uma postura estratégica para que a verdade eleitoral fale mais alto do que o medo. Os próximos dois anos continuam difíceis para a oposição em Angola. A Frente Patriótica Unida terá de preparar uma estratégia para sobreviver até 2027, organizando-se melhor para tentar garantir a verdade eleitoral no próximo pleito eleitoral de 2027.
Entre outras possibilidades, colocam-se à oposição duas vias de acção estratégica. Uma primeira via poderá ser a de continuar no sentido que vem seguindo, da crítica apaziguada com debates no Parlamento e alguns comícios e pronunciamentos públicos sobre injustiças e violações da lei. Uma segunda via poderá ser a de encetar uma luta política de atrito, que desgaste o regime e o exponha cada vez mais. Defende-se neste texto que só a segunda via poderá garantir alguma hipótese de sucesso para a oposição, denunciando a corrupção, a falta de emprego e a inerente sempre perene vida de pobreza…

Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos espalhados pelo mundo.
Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações do baú de T´Chingange e livro de Vidas e Mortes de Abel Chivukuvuku escrito por Eduardo Agualusa e Wiquipédia…
(Continua...)
O Soba T´Chingange
NAS ADUELAS DO BAÚ
DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM ABEL CHIVUKUVUKU
- Crónica 3675 – 14.04.2025
- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2025 - “Missão Xirikwata”
Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
Chivukuvuku lamentou a sua retirada da UNITA mas, declarou que a sua decisão resultou da necessidade de trilhar um novo caminho e, também por não lhe restarem outras alternativas. O antigo dirigente da UNITA, Abel Chivukuvuku oficializou a sua saída do maior partido da oposição angolana juntando mais de duas centenas de apoiantes num acto que marcou a sua apresentação como candidato presidencial.
E surge uma nova etapa na vida do Abel. À nova organização política encabeçada por ele, Chivukuvuku, foi chamada de Convergência Ampla de Salvação Nacional (CASA), O Congresso Constitutivo desta organização política, acontece nos dias 3 e 4 de Abril de 2012; para além de Abel Chivukuvuku constam Odeth Baca Joaquim e Augusto Makuta Nkondo, na qualidade de fundadores desta larga coligação e, com a nova designação de CASA-CE…
Esta coligação (CASA-CE), faria frente tanto a UNITA e Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA), quanto ao Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA). A CASA-CE uniu as seguintes agremiações partidárias: Partido de Aliança Livre de Maioria Angolana (PALMA), Partido de Apoio para Democracia e Desenvolvimento de Angola – Aliança Patriótica (PADDA-AP), Partido Pacífico fundação esta coligação consegue atrair André de Carvalho Miau sido do MPLA…
Em sua primeira eleição, no ano de 2012, elegeu oito representantes para a Assembleia Nacional, conseguindo aproximadamente 6,0% dos votos. Nas eleições de 2017 a coligação teve resultado ainda mais robusto, dobrando o número de parlamentares.
Em Fevereiro de 2019 Chivukuvuku foi destituído da liderança da CASA-CE, tomando seu lugar André de Carvalho Miau, e depois Manuel Fernandes que tentou fundar o "Partido do Renascimento Angolano-Juntos por Angola" (PRA JA-Servir Angola), mas que teve o pedido indeferido sendo obrigado a refilar-se à UNITA para participar das eleições gerais de Angola de 2022
Nas eleições de 2022, porém, a coligação CASA.CE, teve seu pior resultado, perdendo todos os assentos do parlamento. Manuel Fernandes como cabeça de lista, teve o seu pior resultado eleitoral, perdendo todos os 16 assentos das eleições de 2017.
A 7 de Outubro de 2024 o Tribunal Constitucional de Angola, legaliza o PRA-JA. A instância de justiça considerou que a Comissão Instaladora do partido de Abel Chivukuvuku, obteve luz verde. Assim, o dito Orgão, entendeu legalizar o PRA-JA porque preencheu todos os requisitos exigidos por lei, quatro anos depois de um chumbo.
Para surpresa de muitos políticos de nomeada, das várias áreas politicas, instigam tão alta distinção dando azo a polémica por esta nomeação, Abel Chivukuvuku que foi nomeado numa quarta-feira (16.10.24) pelo Presidente João Lourenço como membro do Conselho da República. Chivukuvuku, presidente do recém legalizado partido PRA-JA Servir Angola, vai ocupar a vaga deixada pelo jornalista e escritor Ismael Mateus, falecido recentemente vítima de acidente, em Luanda.
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Ilustrações aleatória de Costa Araújo
Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos espalhados pelo mundo.
Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações do baú de T´Chingange e livro de Vidas e Mortes de Abel Chivukuvuku escrito por Eduardo Agualusa e Wiquipédia…
(Continua...)
O Soba T´Chingange
NAS ADUELAS DO BAÚ
DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM ABEL CHIVUKUVUKU
- Crónica 3673 – 30.03.2025
- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2018 - “Missão Xirikwata”
Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
... «O plano, tratou de questões como a desmilitarização da UNITA e a sua reestruturação num partido político reconhecido e legítimo»… Uma amnistia geral a fim de promover a reconciliação nacional, a reposição da administração do Estado em todo o território, a aprovação duma nova Constituição, a elaboração de um registo eleitoral antes de realizar eleições e a promoção da tolerância e do perdão.
As partes beligerantes assinaram o Memorandum de Entendimento. Este foi assinado no dia 30 de Março de 2002, no Luena, província do Moxico, entre as chefias militares. Foram figuras de destaque: General Nunda da parte do Governo e General Abreu “Kamorteiro” da parte da UNITA.
Alguns dias depois assinou-se o Memorandum Complementar ao Protocolo de Lusaka. A Cerimónia de assinatura realizou-se no Palácio dos Congressos no dia 4 de Abril de 2002, em Luanda, e assinado pelas chefias militares nomeadamente: General Armando da Cruz Neto, então chefe do Estado-Maior das FAA e General Abreu “Kamorteiro”, chefe do Estado-Maior da UNITA.
O dia 4 de 2002 é assim lembrado na História de Angola como o dia da Paz, pois nesse dia foi assinado o Memorando de Entendimento Complementar ao Protocolo de Lusaka, pondo-se assim fim a cerca de 41 anos de guerra em Angola. De lembrar que logo a seguir o IX Congresso da UNITA que elege Isaías Samakuva como Presidente do Partido, Abel Chivukuvuku, destaca-se em seu “Estado-maior da Campanha”.
Abel Chivukuvuku que foi líder da bancada parlamentar da UNITA entre 1997 e 1998, foi secretário para os Assuntos Parlamentares e director da candidatura de Isaías Samakuva à presidência da UNITA, no congresso de 2003, onde foi eleito Secretário para os Assuntos Constitucionais e Eleitorais. A UNITA Renovada e outros elementos dissidentes foram neste então, reintegrados…
Assim, no X Congresso Ordinário, que teve lugar em Viana, Luanda de 16 à 19 de Julho de 2007 surgem dois candidatos: Isaías Samakuva e Abel Chivukuvuku. Desta feita Isaías Samakuva é reeleito à Presidência da UNITA. Este Congresso debateu vários aspectos com maior realce na realização das segundas eleições em Angola, 16 anos depois das eleições de 1992, sendo estas, as primeiras eleições gerais.
O afastamento voluntário de Chivukuvuku de liderança da UNITA pós-Savimbi consolidou-se em 2007, pois que, concorrendo isoladamente contra Isaías Samakuva para a presidência da UNITA é derrotado. Esta derrota, confinou-o desde então ao papel de mero espectador da cena política angolana.
A UNITA, concorrendo às eleições parlamentares de Angola em Setembro de 2008, obteve pouco mais de 10%, tornando-se num partido com poucas condições para exercer funções efectivas de oposição. Manifestando desde 2010 a sua insatisfação com e postura intransigente e pouco pragmática da UNITA e do seu presidente, Isaías Samakuva, Chivukuvuku demite-se como membro da UNITA, fundando em Março de 2012 um novo movimento partidário…
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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos espalhados pelo mundo.
Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações do baú de T´Chingange e livro de Vidas e Mortes de Abel Chivukuvuku escrito por Eduardo Agualusa e Wiquipédia…
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O Soba T´Chingange
NAS ADUELAS DO BAÚ
DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM ABEL CHIVUKUVUKU
- Crónica 3672 – 22.03.2025
- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2018 - “Missão Xirikwata”
Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
Abel Chivukuvuku passou, entre 1987 e 1988, a ser o representante adjunto da UNITA em Portugal, cargo que veio depois também a ocupar no Reino Unido, e entre 1988 e 1991 representou o movimento junto das Nações Unidas e dos países da Europa do Leste.
Exerceu as funções de deputado, sendo líder da bancada da UNITA em 1997/1998. Em 2001 foi enviado pelo partido para licenciar-se em relações internacionais na Universidade da África do Sul, especializando-se na mesma instituição em administração do desenvolvimento e Comunicação.
Após a morte do Mais-Velho Jonas, a UNITA tornou-se num partido civil abandonando a luta armada. E, terminada a Guerra Civil, em 2002, Chikuvuku, foi eleito para as funções de secretário para assuntos parlamentares, constitucionais e eleitorais da UNITA.
Teremos assim, de recordar o IX Congresso para se seguir a ordem temporal. Este Congresso Ordinário que teve lugar em Viana, arredores de Luanda, entre 24 e 27 de Junho de 2003 e, depois do Memorando do Luena, teve dois momentos marcante: - Primeiro Congresso sem Dr. Savimbi, líder fundador; um Congresso com múltiplas candidaturas, a saber: Isaías Samakuva, Lukamba Gato e Dinho Chingunji, tendo sido eleito Isaías Samakuva como o novo Presidente da UNITA.
Recordando o Memorando de Entendimento do Luena, foi assinado a 30 de Março de 2002, entre as chefias militares do governo (MPLA) e da UNITA, dias depois da morte em combate a 22 de Fevereiro de 2002, do Presidente Fundador da UNITA, após uma ofensiva impiedosa.
Aquela ofensiva, foi dirigida pelo governo contra a UNITA e seu líder, na sequência do fracasso dos Acordos de Bicesse em1991 entre o Governo (MPLA) e a UNITA, na pessoa dos seus mais altos mandatários, respectivamente, José Eduardo dos Santos e Jonas Malheiro Savimbi; assim terá de constar nos manuais da História de Angola.
As esperanças do povo viram-se goradas (frustradas), quando nos finais do ano de 1992 o país voltava a cair noutra guerra sangrenta que ceifava vidas, destruía bens e consumia grande parte dos recursos e energias do país. A guerra generalizou-se a todo o país, desenvolveram-se esforços políticos e diplomáticos para parar a guerra, porém sem êxitos.
Com a morte de Jonas Savimbi em combate a 22 de Fevereiro de 2002, inúmeros passos foram dados nas semanas que se seguiram à sua morte. Um cessar-fogo entrou em vigor à meia-noite do dia 13 de Março de 2002, fazendo parte dum plano de quinze pontos elaborados pelo governo para preservar a paz. O plano tratou de questões como a desmilitarização da UNITA e a sua reestruturação num partido político reconhecido e legítimo…
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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos espalhados pelo mundo.
Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações do baú de T´Chingange e livro de Vidas e Mortes de Abel Chivukuvuku escrito por Eduardo Agualusa e Wiquipédia…
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O Soba T´Chingange
NAS ADUELAS DO BAÚ
DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM ABEL CHIVUKUVUKU
- Crónica 3671 – 17.03.2025
- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2018 - “Missão Xirikwata”
Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
E, sucedeu que Savimbi após ter aceite informalmente o lugar de Vice-Presidente, a conselho de Hassan II o seu grande amigo e rei de Marrocos, entre outros, levam o Mais-Velho Jonas a rejeitar tudo quanto até então havia acordado com o governo angolano, logo após os encontros realizados no Gabão.
E, tudo isto porque a nomenclatura do MPLA, de forma indevida, incluiu um outro Vice-Presidente para o governo de Luanda. É Abel Chivukuvuku, que esteve ao lado de Savimbi naqueles preliminares encontros que assim descreve: Em verdade, um V.P. indicado pelo MPLA e o outro, sendo Savimbi, logicamente, ficaria este preterido em uma segunda ou terceira linha na hierarquia…
Só lhe restava recusar! Para isso, convoca o III Congresso Extraordinário para sentir do partido o necessário aval, considerando haver uma suposta visão democrática sem muxoxos desviantes. Este Congresso, ocorreu entre os dias 20 à 27 de Agosto de 1996 no município do Bailundo – Província do Huambo.
Este Concresso,versou fundamentalmente sobre a recusa da oferta da segunda Vice-Presidência ao Dr. Jonas Malheiro Savimbi que reafirmando o engajamento da UNITA na implementação do Protocolo de Lusaka, o deitaram por assim dizer, no lixo…
Abel Chivukuvuku que passou a ser assistente político do presidente da UNITA, Jonas Savimbi, continuou a manter contactos com José Eduardo dos Santos, presidente de Angola. Em simultâneo, exercia as funções de deputado como líder da bancada da UNITA. Pode depreender-se daqui que Chivukuvuku, só mesmo pela sua alta dedicação e seu alto gabarito diplomático, poderia manter-se incólume e, em cima de um muro resvaladiço.
Nos últimos dias de 1996, Abel Chivukuvuku e Isaías Samakuva são convocados para um encontro com o líder, Mais-Velho Jonas Savimbi. Neste então parecendo estar com um bom humor, Abel relembra-o dizendo que quando o queria, podia ser um homem encantador com procedimentos de grande intimidade, e sempre auscultando de nós edecéteras desavindos….
Quando finalmente, conversa adentrada na noite, petiscando falas no meio de eriçados verbos, bebendo para além do dito razoável, Chivukuvuku aventura-se em falar o que lhe vai na alma dizendo ter sido a sua carreira um adjunto vitalício. Adjunto em Kinshasa, adjunto de Sacala em Lisboa, adjunto de Samakuva em Londres.
E, continua: adjunto de Jardo em Washington, adjunto de Salupeto em Luanda. Dizia tudo isto com Savimbi estudando-o de rosto fechado. Na sala todos os presentes estavam hirtos e mudos, como estátuas. Abel embalado na excitação continua a falar: - Foi preciso o Tony da Costa Fernandes fugir, para eu assumir o cargo de Secretário dos Negócios Estrangeiros!
E, no fim sou eu que lhe quero derrubar!? A você que tem tropas, guarda-costas, polícias?! Jonas Savimbi atira a cabeça para trás, como se estivesse adormecido – começa a ressonar… A esposa Catarina, tremendo de frio e medo sacode o marido, deixa-os ir embora… Savimbi desperta ou finge que assim é despedindo-se num até amanhã. Surpresa ou não, Abel é em seguida nomeado Presidente do Grupo Parlamentar da UNITA …
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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos espalhados pelo mundo.
Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações do baú de T´Chingange e livro de Vidas e Mortes de Abel Chivukuvuku escrito por Eduardo Agualusa e Wiquipédia…
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O Soba T´Chingange
NAS ADUELAS DO BAÚ
DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM ABEL CHIVUKUVUKU
- Crónica 3669 – 04.03.2025
- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2018 - “Missão Xirikwata”
Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Arazede do M´Puto
O VIII Congresso da UNITA, teve lugar no Bailundo, Província do Huambo de 7 a 11 de Fevereiro de 1995. A busca de unidade entre os membros do Partido com vista a implementação do Protocolo de Lusaka foi seu maior objectivo. O aquartelamento, desarmamento e desmobilização das forças e a entrega do território administrado pela UNITA à administração central do Estado, foram as decisões tomadas durante o evento.
Neste Congresso, foi abordada a incorporação dos generais da UNITA nas FAA. Neste evento, Abel Chivukuvuku foi demitido das funções de Secretário para as Relações Exteriores Eugénio Manuvakola, subscritor do protocolo de Lusaka sem o aval de Savimbi, e em nome da UNITA, para além de ser preso, foi demitido do cargo de Secretário-Geral…
Abel Chivukuvuku era do Bailundo. Ekuikui III , o então rei do planalto, era seu tio. Andava no ar a ideia de que Abel tinha planos para afastar o Mais-Velho mas, a quietude dele em sua modesta casa junto à família e esclarecimentos mais recentes de sua resiliência em Luanda, foi desvanecendo esse estado de desconfiança.
Em certo dia, o general Gato que ocupava o então posto de Secretário-Geral do Movimento, conhecedor da mais valia em ter Chivukuvuku como alguém que cria ideias, capaz de pensar no futuro do Movimento, tenta fazer entender ao Mais-Velho por forma a recuperá-lo do ostracismo a que estava a ser sujeito.
É assim que um dia ao entardecer, surge um sobrinho de Abel, Jobito Chimbili, com a informação de que o presidente pretendia vê-lo. E, assim o foi! Em hora aprazada Abel, encontra Jonas Savimbi em seu lugar de Estado-Maior em companhia de seu secretário-Geral Lukamba Gato.
O Mais-Velho, estende-lhe a mão acto continuo pede-lhe desculpas por tudo o que aconteceu. Nós recebemos muitas informações contraditórias e, por não sabermos o que aconteceu, comportámo-nos de forma errada. Embora Abel não consiga esconder sua indignação a solução tem bem expressa do mais-Velho: com Abel Abel foi: -vamos trabalhar juntos!
Abel atendendo os subterfúgios, a confusão que se gerou em volta dele, defende que a direcção da UNITA deveria ter lidado com a situação de forma mais inteligente. Estou magoado sim! Sofri muito em Luanda, não obstante, chegado aqui, ainda tive de enfrentar toda a animosidade, um ambiente pesado de desconfiança na minha pessoa.
A um encolher de ombros do Mais-Velho: Tudo bem, compreendo! A partir de agora ficas a trabalhar directamente comigo. E, aconteceu rápido! Sendo assim, vai estar ao lado de Savimbi no dia 6 de Maio de 1995, quando este se reúne com o presidente José Eduardo dos Santos, em Lusaka. Enquanto Savimbi reconhece Dos Santos como presidente legitimo, este aceita Jonas Savimbi com um “estatuto especial” como dirigente do maior partida da oposição…

Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos espalhados pelo mundo.
Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações do baú de T´Chingange e livro de Vidas e Mortes de Abel Chivukuvuku escrito por Eduardo Agualusa.
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O Soba T´Chingange
NAS ADUELAS DO BAÚ
DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM ABEL CHIVUKUVUKU
- Crónica 3668 – 27.02.2025
- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2018 - “Missão Xirikwata”
Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Arazede do M´Puto
A 20 de Novembro de 1994, o governo angolano participou em Lusaka da Zâmbia, na assinatura de um protocolo de paz com a UNITA. Abel Chivukuvuku recebeu um convite das Nações Unidas para assistir ao acto. Fazendo parte da delegação com demais elementos da UNITA, mal o avião aterra na Zâmbia, Abel resolve abandonar o grupo.
Não obstante e, de forma calculada deixar sua mala no hotel aonde se encontrava a delegação mais seus companheiros do Galo Negro, compareceu à cerimónia integrado na delegação da UNITA, logo atrás do brigadeiro António Chassamba e de Eugénio Manuvakola.
Após a assinatura do Protocolo de Lusaka, contrariando o itinerário pré-programado pela gestão da Delegação, voou para Kinshasa aonde se encontra com sua irmã Namby Dachala; Segue daqui para o Andulo, já em Angola, e em zonas já da jurisdição da UNITA, dirige-se ao Bailundo.
Desta feita e já em veículo militar do Movimento/Partido, já muito próximo de seu destino final, a coluna de viaturas faz uma pequena paragem, encontrando-se com o general T´chata e Isaías Samakuva; aqui e, segundo a descrição do livro de Vidas e Mortes de Abel, estes destacados dirigentes advertem Abel a reflectir naquilo que irá dizer a Jonas Savimbi pois que este está raivosamente desapontado com o assunto Lusaka..
O facto de ter estado em Luanda concertando sobrevivência sabe-se lá como, com as gentes do MPLA, na desconfiança sempre latente do Mais-Velho Jonas, haveria uma suposta sujeição a outras ideias ou mesmo uma lavagem cerebral por forma a dar novo rumo aos acontecimentos…
Chivukuvuku foi reparando no comportamento de seus companheiros, um certo distanciamento como se nele houvesse algo de pecaminoso. E, foi no dia 31 de Dezembro de 1994 no Hotel Girassol que um grupo de dirigentes do Movimento/Partido ouviu Savimbi.
Com a presença de Alcides Sakala e Lukamba Gato, o líder da UNITA, sem referir nomes, lançou um cerrado ataque os elementos intervenientes na assinatura do Protocolo mencionando que os mesmos se teriam deixado seduzir pelas luzes de Luanda. Perante o que ouviu naquele Hotel Girassol, Abel ficou bem apreensivo; não obstante ficar numa situação de desmilinguido, foi chamado pelo Mais-Velho Jonas a juntar-se à foto de família.
Por sua cabeça, rondavam pensamentos adversos congeminando medrosas duvidas. Era óbvio que Abel sabia de que poucos minutos antes da formalidade das assinaturas em Lusaka, Eugénio Manuvakola, recebeu peremptórias instruções de Savimbi, para não ratificar o documento e abandonar Lusaka. Estava na mente, no proceder e julgamento de o ser plausível, um suposto agente do MPLA…

Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos espalhados pelo mundo.
Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações do baú de T´Chingange e livro de Vidas e Mortes de Abel Chivukuvuku escrito por Eduardo Agualusa.
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O Soba T´Chingange
NAS ADUELAS DO BAÚ
DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM ABEL CHIVUKUVUKU
- Crónica 3665 – 19.02.2025
- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2018 - “Missão Xirikwata”
Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Arazede do M´Puto
E, Zé Mulato continua, colocando banga de odisseia em sua descrição: - Deviam ser cinco horas da manhã. Nós alvejamos o primeiro carro e, depois, aquele aonde ia o Abel e Chitunda. O carro bateu numa botija de gás e parou. Abel saiu do carro, e rastejou até uma casa de madeira aonde entrou. Eu pulo o muro para um quintal no momento em que o dono sai aos gritos.
Muito descompensado o dono grita: «Ele está lá dentro! Ele está lá dentro!». Entro de rompante e dou uma coronhada naquele vulto de gente que ali está na, sala estilhaçada. Agarrando-o em seguida, saio para a rua e, logologo somos cercados pelos meus homens que reconhecem nele o Chivukuvuku, pois nem é de admirar porque ele era já uma figura pública kwacha, e muito vista na TV.
Mata! Mata! É Chivukuvuku. Exaltados todos têm vontade de o matar. Sacudindo os mais próximos grito: Ninguém toca teste senhor – vai ter de ser interrogado e morto, não fala. É quando surgem dois polícias a tentar afastar aquela multidão que já era uma mistura da minha gente com “fitinhas” na cabeça e muitos outros populares que também se excitavam de punhos nos ares.
Só depois de fazerem uns quantos disparo para o ar a malta pareceu ficar mais tranquila. Eis quando chega um chefe mais graduado da polícia - O que se passa aqui?! Chefe, nós apanhamos o bandido do Chivukuvuku! Uau, o chefe puli fala disparates: -Mato quem voltar a tocar no meu primo malangino, Abel Chivukuvuku! Num silêncio assombroso alguêm diz: Abel não é malangino, chefe!
Com todos muxoxando quentes asneiras, o chefe graduado berra mesmo! Claro que é! Ninguém toca nele. Assim foi! Carregaram nele até à esquadra do Sambizanga. Entretanto Abel, esvaia-se lentamente em sangue atraindo mosquedo, coisa feia. É quando chegam dois tanques e de um deles sai um fardado General …
Carlos Coelho da Cruz, o General Faísca do MPLA, está na porta da esquadra; diz que vem buscar Abel Chivukuvuku. O próprio General Faísca, ergue o ferido e leva-o até ao tanque dando ordens ao seu subordinado o Coronel Sousa dizendo a Abel: Ele irá zelar pela tua segurança. Por fim, o tanque do Coronel chega ao Hospital Militar.
C.A. Mais tarde, é Abel Chivukuvuku que, ainda combalido, descreve: Eu achava que morreria antes mesmo de chegar à sala de operações. Achava que, no mínimo os médicos cubanos me cortaram as pernas. Decorridos alguns dias, Abel recebeu a visita de Higino Carneiro, o General 4x4, que sentando-se ao lado da cama esforça por ser afável…
Naquele poder de 4x4, o General Higino fala: O Jeffrey Davidow quer levar-te para a América mas, eu acho que isso não faz sentido nenhum. Estás na tua terra, és angolano, não há motivo para te ires embora, portanto, ficas aqui! Sob negociações, Abel foi libertado conjuntamente com Norberto de Castro, um antigo radialista afecto à UNITA…

Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos espalhados pelo mundo.
Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações do baú de T´Chingange e livro de Vidas e Mortes de Abel Chivukuvuku escrito por Eduardo Agualusa.
(Continua...)
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NAS ADUELAS DO BAÚ
DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM ABEL CHIVUKUVUKU
- Crónica 3663 – 12.02.2025
- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2018 - “Missão Xirikwata”
Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Arazede do M´Puto
Embora já o soubesse, pude recordar no livro de Vidas e Mortes de Abel Chivukuvuku escrito por Eduardo Agualusa que, este, nasceu a 11 de Novembro do ano de 1957, dezoito anos antes da data da independência de Angola, sua terra. Com um nome que significa “bravura”, estava reservado para grandes feitos sobrevivendo a duas quedas de avião durante a guerra civil…
Sobreviveu a um atentado, uma terrível tentativa de linchamento, conspirações e ameaças, sem nunca ter perdido a alegria de viver, de ter uma grande capacidade de perdoar e, até dialogar com perícia com seus inimigos. Chivukuvuku evoca o passado e o presente com as dificuldades experimentadas por homens livres que nunca desistiram de assim o serem.
Chivukuvuku, nasceu no Bailundo, coração da nação Ovibundo. Uma das sua mortes foi noticiada às cinco da tarde na Rádio France International no dia 1 de Novembro de 1992; neste então era também anunciada a morte do engenheiro Jeremias Chitunda. Não foi o que aconteceu mas, receando que assim o viesse a ser, manhã cedo, ambos se retiraram da residência oficial de Jonas Savimbi situada no Bairro Miramar..
Foram saltando muros até entrarem à residência que supunham pertencer ao embaixador de França. Enquanto ouviam ao longe o ribombar das explosões, iam trocando medos em seus pensamentos; o maior de seus receios era caiem nas mãos dos milhares de milícias jovens, armados pelo governo e, que corriam pelas ruas de Luanda ao gritos.
Jovens com fitinhas coloridas amarradas à cabeça. Muitos destes “fitinhas” eram em verdade filhos dos chamados “pioneiros” que tomaram parte muito activa nos anos de 1974 e 1975 que semearam o terror por toda a Luanda, assustando as gentes do asfalto e, numa acção de suprir carências militares por parte do MPLA – manobras orquestradas por militares de esquerda portuguesa e tendo como timoneiro o Almirante Rosa Coutinho.
Os dois kwachas, Abel e Chitunda ali escondidos, passado algum tempo ouviram gente chegando e falando uma língua estranha; eram seguranças filipinos que montavam guarda à casa do director da Chevron. Muito dos moradores do bairro, optaram por abandonar o local nos dias anteriores, por receio de confrontos e também pelo facto de terem a vivenda de Savimbi bem perto.
Depois de explicada a situação aos filipinos, estes acharam por bem que por ali ficassem tendo-se retirado em afazeres no exterior. Assim ficaram temerosos de o serem denunciados mas, passado algum tempo, novas vozes, de novo e agora, felizmente, era gente sua que chamando por seus nomes lhes disseram terem sido enviados pelo brigadeiro Katolessa.
Katolessa que era o chefe da guarnição da residência de Savimbi também não estava certo de como fazer numa destas situações. Chivukuvuku e Chitunda só tinham em pensamento fugir, sair de Luanda até alcançar sua gente aonde quer que fosse e em direcção ao Dondo. Sua fuga foi feita através de densa escuridão, com luzes apagadas; num repente irromperam algures no meio de um inferno com as balas a bater contra a carroceria…

Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos espalhados pelo mundo.
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